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sexta-feira, 13 abr 2012
15º Podcast Mises Brasil - André Luiz Santa Cruz Ramos

logo_baixa.jpgEntrevista 15 -  André Luiz Santa Cruz Ramos

 

Quando é que podíamos imaginar que um autor bestseller na área jurídica, professor, mestre e doutorando em Direito Empresarial se destacasse como um dos mais empolgados e ardorosos defensores da Escola Austríaca no mundo jurídico? André Luiz Santa Cruz Ramos, que também é Procurador Federal, concedeu esta entrevista imperdível. Ele conta logo no início da conversa que ao pesquisar sobre autores liberais como Mises e Hayek para desenvolver um trabalho sobre antitruste. "E eu caí no site do Instituto Mises Brasil. A partir daí minha vida mudou radicalmente. Passei a devorar os textos do site e a partir dali descobri toda essa rede liberal que existe na internet. (...) Rapidamente me tornei um liberal Anarco-capitalista".

Autor de 7 livros, dentre os quais os bestsellers Curso de Direito Empresarial (JusPodivm) e Direito Empresarial Esquematizado (Método), André também é membro do Grupo de Escola Austríaca de Brasília, que amanhã realiza I Seminário de Escola Austríaca no Distrito Federal, cidade que na década de 1980 recebeu F. A. Hayek na Universidade de Brasília.

Autor do blog O Direito e o esquerdo... O destro e o sinistro!, André publicou esta semana no Facebook uma palestra  que proferiu no II Congresso Brasileiro de Direito Comercial e na qual fez uma defesa corajosa e contundente do livre mercado, criticou de forma veemente a intervenção do estado ("o grande inimigo da atividade privada") nos contratos privados, defendeu a extinção do CADE, onde trabalhou, e de todas as agências reguladoras. "Dentro da área em que trabalho e estudo, posso destacar que a supressão da liberdade contratual é um grande mal que o estado vem causando à atividade privada de uma forma geral".

Neste podcast, André argumentou ainda contra a regulamentação das profissões e do mercado de forma geral. "A ideia de que a regulamentação é boa para o consumidor é uma balela sem tamanho. A ideia de que a regulamentação vai impedir que os ruins exerçam a atividade é um absurdo sem tamanho. No caso das universidades, os ruins hoje estão no mercado regulado pelo MEC. Há n faculdades aí que está cheia de professores com títulos que não sabem ensinar nada. Enquanto isso você tem no mercado desregulado professores (de cursinhos preparatórios para concurso) que não são nem formados e que  são extremamente bem avaliados pelos alunos".

No tópico da regulamentação, ele também explicou a estupidez da exigência da prova da OAB para exercício da atividade de advogado, cuja constitucionalidade foi declarada pelo Supremo Tribunal Federal em outubro do ano passado. Nesta entrevista, ele contou de uma reunião em que participou na OAB em Brasília na qual, contra todos os que estavam no encontro, se declarou contrário à filiação compulsória de qualquer advogado -- público ou privado -- à Ordem. 

"Isso é corporativismo puro, é reserva de mercado mesmo. Depois que os advogados passam pela via crucis do exame não passa pela cabeça deles que outros possam exercer a atividade sem passar pela mesma via crucis. E os argumentos deles são os mais toscos possíveis, são facilmente refutados. Alguém acha que aquele exame que se faz uma vez na vida vai garantir a qualidade da profissão? É ridículo. Qualidade na profissão seria assegurada se o mercado fosse livre e houvesse uma série de entidades associativas certificadoras que concorressem entre si".




  • Adriel Santos Santana  13/04/2012 15:05
    Entrevista excelente! Como estudante de direito (último ano de curso) é alentador conhecer profissionais da minha área que defendem abertamente idéias libertárias.

    Acredito que seria ótimo se o IMB realizasse entrevistas com o também Procurador Federal Felipe Dantas de Araújo e o juiz Odinei Wilson Draeger, autores do blog Direito e Liberalismo:

    www.direitoeliberalismo.org/quem-somos/
  • Fabio MS  13/04/2012 16:34
    Como todo respeito aos que de mim discordam, mas é por causa de pessoas como o procurador André Luiz Santa Cruz Ramos que afirmações do tipo "todo funcionário público é vagabundo" não se sustentam.
    Mais um ótimo podcast do Mises.org.br !
  • anônimo  14/04/2012 08:01
    Boa, Fábio! Mas, lembre-se, o problema é institucional, não pessoal!
  • anônimo  14/04/2012 08:53
    Ow, cadê o vídeo do Arthur Badin - meu colega da faculdade - no Fòrum da Liberdade??
  • Roberto Chiocca  18/04/2012 11:53
    Eu tenho este video, mas o audio é bem zoado, é com a tradução simultânea, tentei conseguir com o pessoal do IEE o video com o som original, mas aparentemente eles não possuem. Uma pena...
    Mas se quiserem mesmo assim posso colocar no youtube
  • Andre Luiz S. C. Ramos  18/04/2012 12:56
    Roberto,\r
    faça esse favor para todos nós!\r
    Eu tenho MUITA vontade de ver esse vídeo!\r
    Abraço.
  • Roberto Chiocca  18/04/2012 15:25
    Ok, amanha eu faço isso!
  • Roberto Chiocca  19/04/2012 14:13
    Postado no Youtube, postei também o discurso do Badin e o do Eduardo Marty.
    Parte1
    Parte2
    Uma pena que o pessoal do IEE tenha falhado em gravar o arquivo sem tradução simultanea!

    Só agora reparei que ainda não havia expressado meu contentamento com este podcast, incrível! Parabéns Dedeco!
  • Gustavo Sauer  01/05/2012 10:26
    www.youtube.com/watch?v=tH9exx66CcQ&feature=player_detailpage#t=714s

    Eu não entendi como o Sr. Badin conseguiu chegar a conclusão que o acordo entre empresários para tentar fixar um preço é perfeitamente análogo a um assalto de rua. Alguém pode esclarecer isso?
  • Neto  26/09/2012 01:35
    Foi patrocinado pelo Itau??
    Como é que um banco patrocina um instituto que expõe os podres dos bancos?
  • mcmoraes  14/04/2012 10:44
    Mais um ótimo podcast do Mises.org.br ! [2]
  • André Luiz S. C. Ramos  14/04/2012 11:05
    Adriel e Fábio, muito obrigado!
    Adriel, eu conheço o Filipe Dantas. Por coincidência, nós somos colegas de carreira e tomamos posse juntos, em dezembro de 2004.
    Faz tempo que não o vejo, mas o blog que ele mantém é mesmo muito bom.
  • anônimo  14/04/2012 17:24
    Muito bom! Prova de que as idéias libertárias, quando entram numa mente racional, não há como fugir.
  • Gustavo Sauer  15/04/2012 13:14
    Muito legal a entevista. Alguém poderia fazer o favor de disponibilizar um link para o video do debate que aconteceu entre David Friedman e o presidente do CADE no fórum da liberdade 2010 e que é mencionado no podcast? Obr.
  • Rodrigo  18/04/2012 06:26
    O Sr. André afirma que os professores ruins estão com títulos dando aulas nas faculdades, enquanto os bons estão nos cursinhos, sem regulação estatal.

    Gostaria apenas de destacar esses aspectos: 1-as instituições de ensino têm (ou deviam ter) a função de produzir conhecimento, enquanto os cursinhos para concurso fazem apenas reproduzir conhecimento da pior qualidade; 2-embora muitas vezes o professor de faculdade com títulos não tenha boa didática, ele já produziu algum conhecimento, enquanto que o professor de cursinho é um papagaio sem bagagem intelectual.

    No mais, é interessante que, além de ser funcionário público o Sr. André dedica-se a preparar candidatos para ingressar no serviço público.

    Imagina se não existisse o estado!!!
  • Luis Almeida  18/04/2012 06:30
    Academico afetado e injuriado detected. Mas vai ter de engolir a crítica do André, pois ela é corretíssima.
  • André Luiz S. C. Ramos  18/04/2012 07:20
    Rodrigo,\r
    suas críticas são interessantes e bem vindas. Permita-me respondê-las:\r
    \r
    1) de fato, as faculdades têm a função de produzir conhecimento, mas no Brasil elas falham nessa missão JUSTAMENTE por causa da regulação estatal. Houvesse um genuíno livre mercado nessa área, as coisas seriam diferentes. Hoje, as faculdades não precisam atender o mercado (os consumidores, que buscam qualificação para exercer uma profissão posteriormente; e as empresas, que buscam bons profissionais saídos das faculdades; etc.). As faculdades precisam atender apenas os burocratas e seus regulamentos. Pronto! Feito isso, elas conseguem existir e se manter, graças ao Estado, que lhes garante uma constante demanda de alunos, já que muitas profissões exigem diploma (culpa do Estado) e muitos alunos são financiados pelo ProUni. Não houvesse regulação, somente faculdades boas existiriam e se manteriam. Os currículos não seriam os baixados pelos burocratas, e sim pelas próprias faculdades, que os montariam segundo a demanda dos consumidores e das empresas. Professores ruins não teriam vez. E assim por diante. Foi o que eu quis demonstrar com minha comparação, e eu fiz questão de usar o famoso "grosso modo". Cursinhos não têm, realmente, que produzir pesquisa etc. Eles surgiram porque existe uma demanda por conhecimentos básicos que sejam passados de forma rápida e eficiente. E a desregulação desse setor mostra como a competição selvagem garante esses serviços cada vez a preços mais baixos e com mais qualidade. Sem regulação nenhuma, os bons prevalecem, os preços caem, os consumidores têm sempre mais opções etc. Tudo o que não existe num mercado regulado. FOI ISSO O QUE EU QUIS DEMONSTRAR.\r
    \r
    2) De fato, eu sou funcionário público e ganho dinheiro dando aulas e vendendo livros para quem quer ser funcionário público. De uns tempos pra cá, não posso negar que a primeira parte (o fato de seu ser funça) passou a ser um dilema moral e tanto para mim, que eu já resolvi em parte desde o fim do ano passado. Nesse ponto, sua crítica é corretíssima e irrespondível. Na segunda parte (o fato de eu dar aulas e vender livros para quem quer ser funça), nem tanto.\r
    \r
    No mais, suas críticas têm também algumas inconsistências, como a afirmação de que "embora muitas vezes o professor de faculdade com títulos não tenha boa didática, ele já produziu algum conhecimento, enquanto que o professor de cursinho é um papagaio sem bagagem intelectual". Isso é duplamente falso: (a) existem 'n' mestres e doutores que, além de serem péssimos professores, NUNC produziram nada de relevante e NUNCA vão produzir, porque seus títulos foram obtidos num ambiente acadêmico de mero compadrio; (b) existem 'n' professores de cursinho que não são meros papagaios intelectuais e que, além dessa atividade, são produtores de conhecimento, tendo muitos deles, aliás, ótima titulação acadêmica.\r
    \r
    Abraço.
  • Paulo Sergio  18/04/2012 08:14
    De onde é que vem essa noção de que as instituições de ensino TEM a função de produzir conhecimento? O que é que impede uma coisa de sobreviver independente da outra?

    'embora muitas vezes o professor de faculdade com títulos não tenha boa didática, ele já produziu algum conhecimento'

    Na minha ótica maquiavélica burguesa, se é tão importante esse cara 'produzir conhecimento', ele deve ser remunerado por isso e só, independente de ser ou nao um bom professor.
    Do ponto de vista do aluno, que diferença faz se quem tira uma dúvida de cálculo é um cara com mil e um mestrados, doutorados, etc, ou se é só um colega do 2 semestre?
  • Paulo Sergio  18/04/2012 08:51
    Sabem o que parece? Ter que pagar mais por uma aula SÓ pq o cara tem mestrado, doutorado, etc, é uma desculpa amarela pros alunos otários sustentarem os professores ruins.
    Eu adoro as aulas do Salman Khan, no youtube, que diferença faz se ele não é um desses que 'produz conhecimento'? Nenhuma.
  • JOSUELITO BRITTO  18/04/2012 08:02
    Sou professor de Direito Empresarial e Contratos, atualmente licenciado. Estou lendo, a título de revisão geral, o Direito Empresarial Esquematizado do Prof. ANDRE RAMOS.Trata-se de excelente texto, para estudantes e profissionais da área. Mas o que me surpreende no livro é o conhecimento do Professor Andre, em relação ao mercado e a economia, o que considero imprescindível ao empresarialista. Surpreende-me, ainda mais, a postura liberal do professor Andre, uma vez que predomina nas Faculdades de Direitos e no pensamento jurídico brasileiro o estatismo, o marxismo e as doutrinas contrárias ao livre mercado. Von Mises, Hayek, Rothbard, Ayn Rand e outros liberais são personagens desconhecidas no ambiente acadêmico de nossas faculdades de direito. Jamais ouvi, de professores e colegas de profissão, qualquer referênci a esses notáveis pensadores. No ambiente jurídico (Tribunais,OAB, entre outras), reina completa ignorância da Teoria Econômica e do pensamento liberal. Por tudo isso, fiquei surpreendido e empolgado ao iniciar a leitura da precitada obra do Prof. Andre Ramos.
  • André Luiz S. C. Ramos  18/04/2012 08:46
    Caríssimo Josuelito.\r
    Muito obrigado pelas palavras.\r
    Peço que entre em contato pelo e-mail que consta do meu livro, para formarmos uma rede de professores liberais na nossa área. Já tenho outros amigos interessados.\r
    Forte abraço.
  • Alexandre M G Moreira  24/04/2012 03:46
    Ótimo podcast, bons insights... grande resposta ao comentário do Rodrigo!... Mas eu tenho que apontar uma contradição muito pior... indescupável... afinal, como alguém com seu nome pode ser torcedor do sport???... kkkkk... Um grande abraço André!!!
  • André Luiz S. C. Ramos  24/04/2012 06:43
    Roberto e Alexandre, obrigado.\r
    Alexandre, ninguém é perfeito! Meu defeito está no nome, hahaha...\r
    Abraço.
  • Daniel Tisi  27/04/2012 10:06
    Parabéns, professor André!
  • SergioRR  15/05/2012 18:44
    Excelente entrevista e além disto muito divertida.
  • Victor Cruvinel  21/05/2012 13:10
    Prezado André, quero te dar os parabéns em relação a entrevista, realmente de extrema relevância para nós que cursamos direito e não temos a oportunidade de debater tais ideias dentro de sala de aula, já que os professores passam a ideia de que a intervenção estatal é um pilar do direito moderno, e tentam nos mostrar a evolução de um código extremamente intervencionista, como o CC/2002.
  • Rafael Gomes  21/05/2012 15:59
    É isso mesmo, faço minhas as palavras do Victor. Estou vendo Responsabilidade Civil na faculdade e o intervencionismo é largamente difundido. Bom saber que há juristas como o professor André!
  • Cahê Gündel Machado  27/08/2012 17:04
    Olá, Mises.
    Gostaria de saber como posso entrar em contato com o André Ramos, pois pretendo escrever um artigo sobre liberdade contratual.

    Excelente podcast.
  • André Luiz S. C. Ramos  28/08/2012 07:12
    Cahê,\r
    me manda um e-mail: alscramos@hotmail.com\r
    Abs.
  • V.  27/08/2012 19:09
    Foi uma grata surpresa quando em 2011 comprei o livro de direito empresarial do professor André Luis e me deparei com alguém que não estava dispoato a repetir a babozeira socialista que infesta o curso de Direito. Continue o bom trabalho e coloque mais economia e libertarianismo em suas obras! Abraços!
  • Adilson Baptista  25/09/2012 15:12
    Recentemente me deparei com uma discussão virtual entre colegas juristas a respeito do livro de Direito Empresarial do professor André Luiz Santa Cruz Ramos. Foi muito interessante ver o impacto das ideias libertárias sobre gente que passou a faculdade inteira sendo bombardeado por propaganda socialista. Cômico, para dizer a verdade. A prova de que a obra os havia atingido eu retiro da reação de surpresa de alguns. Perplexos com as ideias a que foram expostos, reclamavam, dentre outras coisas, que o autor defendia o fim das agências reguladoras, o que, na visão deles, era uma gigantesca e absurda contradição, já que essas entidades eram concessões feitas pelo país ao neoliberalismo (LOL!).
    Não tenho a edição de 2012 do livro, mas, pelo que dizem, parece estar bem mais libertária que a anterior. Só recomendo ao professor, se não for muita audácia da minha parte, que tome bastante cuidado com a adição de conteúdo da escola austríaca de economia e do libertarianismo. É preciso não exagerar na dose, para não espantar os leitores que se preparam para concurso público, o que é bem possível que ocorra, considerando que esse pessoal passou a vida sendo alvo de propaganda anticapitalista. A posição que o Curso de Direito Empresarial ocupa no mercado (referência n. 1 para concursos públicos) é, querendo ou não, um grande avanço para a divulgação das ideias libertárias e todos torcemos para que essa posição não seja prejudicada.
    Aliás, quem não é da área do direito pode não saber, mas acredito, e aqui vai um pouco de achismo meu, que o livro do Professor André é hoje o livro com conteúdo libertário com maior número de vendas do país. Ao menos desconheço outro tão popular. Basta entrar em algum forum de discussões de concursos públicos para ver o livro sendo recomendado e avaliado em massa pelos usuários.
    Abraços a todos.
  • André Luiz S. C. Ramos  26/09/2012 08:58
    Caro Adilson,\r
    obrigado pelas palavras.\r
    Algumas pessoas já vieram me dizer isso também, que o livro pode perder vendas pelo conteúdo libertário. O que eu digo aos concurseiros é o que está na nota de abertura do livro: lá eles vão encontrar o posicionamento majoritário da doutrina e da jurisprudência sobre os assuntos - e é isso o que eles querem -, mas eu não me furto a externar minhas opiniões.\r
    De qq forma, estou preparando outro livro, masi "acadêmico", para poder deixar o "esquematizado" menos ideológico, digamos assim...\r
    O novo livro deve sair ano que vem, com muitas surpresas libertárias.\r
    Abraço.
  • David Fonseca  24/06/2014 01:43
    O André é contraditório. Se é tão liberal e defensor da escola austríaca, por que razão é Procurador Federal? Como alguém pode, ao mesmo tempo, ser contra o Estado e ser defensor do Estado? Seja coerente, rapaz, faça jus ao seu discurso, largue o dinheiro público e encare a advocacia privada! Se é defensor do livre mercado, então não tenha medo do mercado! Sem mais, abraço!
  • David Fonseca  24/06/2014 01:57
    Esclareço que considero o André Luiz S. C. Ramos um cara inteligentíssimo, inclusive, foi a doutrina que adotei na faculdade para o estudo do Direito Empresarial! Só acho incoerente ele ser concurseiro, trabalhar para o Estado, e, ao mesmo tempo, considerar-se um anarcocapitalista!
  • Marcelo Viana  03/03/2015 13:14
    Senhores me esforço suficientemente em citar um trecho do Autor Fabio Ulhoa Coelho, este que o próprio André Luiz cita , para demonstrar a sua incongruência e falta de perspicácia do entendimento da sociedade nos seus reais anseios de saúde, alimentação segurança, moradia etc .... que não podem ficar a mercê do anseio desenfreado do lucro, pois este por sí só não possui consciência das necessidades da sociedade, como se afirma, mas somente dos anseios do próprio ego como um "buraco sem fundo" querendo sempre mais e mais, pois Sr. André Luiz , riqueza não é sinônimo de desenvolvimento, como muito erroneamente se pensa nesse país, pois a riqueza em sí não dita índices de regras de desenvolvimento humano, como muito se observa na China, pois é isso o que interessa a "vida humana", pois dinheiro por sí só não é sabedoria, dinheiro não é consciência e nem compreensão, dinheiro é uma cifra, este vem depois e não antes do reais anseios de igualdade,fraternidade e de uma meio ambiente digno de ser vivido, ou o Sr. considera que "As cruzadas " , " Guerra do Vietnã" , " 11 De Setembro " etc ... oriundos do imperialismo econômico, baseados nesse tal anarco capitalismo já não é o suficiente.


    Necessária para a eficiência do modo de produ ção, a liberdade de iniciativa é também a responsável pelas m az elas do capitalismo. Como todos são livres para produzir o que bem entendem , é inevitável certa anarquia na produção: produz -se o que não será consumido e deixa-se de produzir o que seria. Por isto, de tem pos em tem pos, o excesso ou a carência de produção gera crises. A macroeconomia e os instrumentos de administração monetária têm aju dado na prevenção e su peração dest as crises ...

    Livro: Curso de Direito Comercial,2012,16ª edição, Fabio Coelho pg. 51.


    A liberdade de iniciativa, por outro lado, está entre as causas de muitas injustiças. Como a quantidade e qualidade da produ ção são definidas, em última instância, pelas perspectivas de lucratividade de sua exploração econômica, bens essências (comida, por exemplo) podem não ser produzidos na escala necessária ao atendimento de todos; enquanto a produção de bens inteiramente fúteis, a seu turno, consome não pouca "energia social".

    Livro: Curso de Direito Comercial,2012,16ª edição, Fabio Coelho pg. 51.
  • João Vianney  03/03/2015 14:31
    Deus do céu...

    Minha primeira pergunta é: por que todas as pessoas a favor do estado e contra as interações voluntárias são semi-analfabetas? É uma coincidência constante demais para ser ignorada.

    "[o] entendimento da sociedade nos seus reais anseios de saúde, alimentação segurança, moradia etc .... que não podem ficar a mercê do anseio desenfreado do lucro, pois este por sí só não possui consciência das necessidades da sociedade[...]"

    Gozado. Saúde e segurança são serviços estatais, no qual não há busca pelo lucro. Resultado: não há segurança e não há saúde (as pessoas morrem como moscas nos hospitais estatais).

    Já alimentação e moradia são providas por empreendedores em busca do lucro. Resultado: fome crônica é algo do passado, e só não há moradia para todos porque o próprio estado, há muito tempo, decidiu se ocupar também desta função, encarecendo artificialmente os preços dos imóveis -- por causa de seu programa de concessão de crédito farto -- e, com isso, inviabilizando os mais pobres de poderem comprar imóveis.

    "riqueza não é sinônimo de desenvolvimento, como muito erroneamente se pensa nesse país,"

    Não. Riqueza é conseqüência do desenvolvimento. Mas ignaros econômicos jamais entenderão isso.

    "pois a riqueza em sí não dita índices de regras de desenvolvimento humano, como muito se observa na China,[...]"

    A China está longe de ser rica. Haja vista que sua riqueza per capita (que é o que realmente interessa) ainda é ínfima, e bem abaixo da do Brasil.

    "pois é isso o que interessa a "vida humana", pois dinheiro por sí só não é sabedoria, dinheiro não é consciência e nem compreensão, dinheiro é uma cifra, este vem depois e não antes do reais anseios de igualdade,fraternidade e de uma meio ambiente digno de ser vivido,"

    Lágrimas escorrem em profusão dos meus olhos. Que profundidade filosófica...

    Mais uma sequência encadeada de clichês como essa, e eu terei uma síncope.

    "ou o Sr. considera que "As cruzadas " , " Guerra do Vietnã" , " 11 De Setembro " etc ... oriundos do imperialismo econômico, baseados nesse tal anarco capitalismo já não é o suficiente."

    Deus! Agora foi demais! Cruzadas, guerra do Vietnã e 11 de setembro foram medidas anarcocapitalistas?!

    Eu já vi muitos imbecis nesse mundo, mas todos eles ao menos tinham aquela inocente dignidade do ridículo. Já este tal Marcelo Viana fica só com o ridículo mesmo.

    "Necessária para a eficiência do modo de produ ção, a liberdade de iniciativa é também a responsável pelas m az elas do capitalismo."

    Quais? Cite uma, por favor. Cite uma única mazela (comprovada) que tenha sido gerada pela produção voluntária de bens e serviços. Só uma.

    "Como todos são livres para produzir o que bem entendem , é inevitável certa anarquia na produção: produz -se o que não será consumido e deixa-se de produzir o que seria."

    Umimbecil, por ser imbecil, sempre vê o mundo de acordo com sua própria imbecilidade. Consequentemente, ele acredita que todo mundo também raciocina de maneira igualmente imbecil.

    Meu caro jacuzinho, se realmente é verdade que os empreendedores "não produzem aquilo que realmente seria consumido", então eles são burros que estão perdendo a oportunidade de lucrar horrores!

    Pára pra pensar um pouquinho (mas só um pouquinho, senão dá tilt): se há algo que todos querem consumir, então produzir esse algo será enormemente lucrativo. Afinal, a demanda seria explosiva. Mas você está dizendo que nenhum empreendedor produz o que realmente seria consumido. Ou seja, segundo você próprio, capitalistas odeiam lucro e dinheiro!

    Dúvida: quando você cai no chão, você consegue se erguer sozinho?

    "Por isto, de tem pos em tem pos, o excesso ou a carência de produção gera crises. A macroeconomia e os instrumentos de administração monetária têm aju dado na prevenção e su peração dest as crises ..."

    Ah, entendi. O problema das recessões, como a atual brasileira, é porque produzimos muito! Ou seja, estamos mal porque estamos vivendo na fartura e na opulência!

    Quero esse mundo de delícias para mim. Quero uma recessão assim para chamar de minha!

    "A liberdade de iniciativa, por outro lado, está entre as causas de muitas injustiças."

    Cite uma.

    "Como a quantidade e qualidade da produ ção são definidas, em última instância, pelas perspectivas de lucratividade de sua exploração econômica, bens essências (comida, por exemplo) podem não ser produzidos na escala necessária ao atendimento de todos;"

    Ah, agora entendi de onde você puxou sua imbecilidade. A imbecilidade não é originalmente sua. A imbecilidade original é de Fabio Coelho. Você apenas o macaqueou.

    Segundo Coelho, capitalistas odeiam o lucro, pois há muito dinheiro a ser feito satisfazendo a demanda das pessoas por comida, mas curiosamente ninguém quer lucrar com a venda de alimentos. Gênio!

    "enquanto a produção de bens inteiramente fúteis, a seu turno, consome não pouca "energia social"."

    Fúteis de acordo com quem? Com Fábio Coelho, que nem sabe distinguir lucro de prejuízo? E o que é "energia social"? Há alguma economia baseada nisso? Ilumine-me, por favor.
  • Tio Patinhas  03/03/2015 15:05
    Alguns comentários:

    "que não podem ficar a mercê do anseio desenfreado do lucro, pois este por sí só não possui consciência das necessidades da sociedade"

    O lucro ajuda a mostrar quais são as necessidades da sociedade. o que a sociedade quer mais é mais lucrativo, o que ela quer menos é menos lucrativo.

    "dinheiro por sí só não é sabedoria, dinheiro não é consciência e nem compreensão, dinheiro é uma cifra"

    Dinheiro é apenas uma mercadoria, que é usada para que vc tenha acesso a outras mercadorias, foi a evolução natural depois do escambo.

    "As cruzadas " , " Guerra do Vietnã" , " 11 De Setembro " etc ... oriundos do imperialismo econômico, baseados nesse tal anarco capitalismo já não é o suficiente."

    As cruzadas tem a ver com a igreja e poder, não com capitalismo. Guerra do Vietnã foi um conflito de países, então não pode ter nada com anarco-capitalismo, pela própria definição do termo.O 11 de setembro? Ou foi um ataque religioso ou foi um ataque do próprio governo (depende de em quem vc acredita) e de qq forma não pode ter nada com anarco-capitalismo, pela própria definição do termo ou livre comércio e muito menos pna.

    "Necessária para a eficiência do modo de produ ção, a liberdade de iniciativa é também a responsável pelas m az elas do capitalismo. Como todos são livres para produzir o que bem entendem , é inevitável certa anarquia na produção: produz -se o que não será consumido e deixa-se de produzir o que seria."

    Na primeira linha ele diz que a liberdade é algo ruim. Depois ele diz que anarquia na produção é ruim, ou seja, a consequência natural deste pensamento é que a planificação é boa. Se isso fosse verdade a URSS teria dado certo.

    O pior é que o futuro código comercial está sendo elaborado por ele, dá até medo.

    Obrigado.




  • Anarca da floresta  03/03/2015 15:16
    que não podem ficar a mercê do anseio desenfreado do lucro, pois este
    por sí só não possui consciência das necessidades da sociedade


    O anarca novamente se mostra decepcionado, mas, dessa vez ao menos,
    curioso. Algumas perguntas:

    * Como que um conceito consegue ter (ou não) consciência da
    necessidade de algo?

    * O conceito de sociedade tem necessidades? Está a falar das
    necessidades gramaticais do conceito sociedade?


    * E quem (ou o quê, já que conceitos podem ter consciência) teria essa
    consciência dessa necessidade, já que o lucro não o tem?


    como se afirma, mas somente dos anseios do próprio ego

    O anarca fica curioso também de saber como se pode saber de algum
    anseio, a priori, que parece ao anarca a categoria em que o argumento
    inicial se encontra, que não seja o do próprio ego. Também


    é inevitável certa anarquia na produção

    O anarca se pergunta, se não a anarquia da produção, a ordem de quem?

    O anarca também lamenta o inevitável desaparecimento do comentarista,
    visto que a limitação intelectual dos cavaleiros brancos salvadores da
    pátria é notória.

    Como os leitores podem perceber, o anarca lamenta sobre bastante coisas.

  • Marcelo Viana  05/03/2015 12:00
    Desculpem a demora Senhores, meu tempo anda curto, e somente agora tive a oportunidade de responder as indagações de meus colegas aqui presentes que muito me honra que estes tenham tido interesse em criticar e refletir sobre meus comentários , afinal nada mais duvidoso do que um lugar onde os entendimentos são pacíficos.
    Gostaria de solicitar que alguns Senhores aqui presentes me tratassem com mais respeito, pois creio que este é um elemento basilar para o entendimento e evolução da humanidade, pois creio que um mundo governado por desrespeito jamais será um mundo desenvolvido.Responderei primeiramente as indagações do Sr. João Vianey , realizando alguma pequenas perguntas posteriores, deixando para responder as demais indagações em momentos mais oportunos, por tanto solicito o tão lisongeado dom da paciência.Educadamente Responderei todas as suas idagações."Minha primeira pergunta é: por que todas as pessoas a favor do estado e contra as interações voluntárias são semi-analfabetas? É uma coincidência constante demais para ser ignorada."Primeiramente vislumbro um argumentum ad hominem falacioso e essencialmente preconceituoso em sua indagação inicial, pois o que estrutura um argumento em sí não é a formação, nem muito menos a origem do autor o que fundamenta um argumento é o seu conteúdo, pois , observe como seria interessante a estrutura de um argumento baseado na minha capacidade de leitura , assim bastaria que eu fosse um doutor para que minhas teses fossem aceitas ?! Hora assim, o dever fica fácil afim quanto mais leitura melhor seriam meus argumentos ? Assim eu leria a biblioteca oficial de pesquisa do Congresso norte-americano e seria o mais alto sábio já existente, não podendo os meus argumentos serem derrubados por qualquer um ignaro (como dizes), pois este não detêm leitura o suficiente, mesmo que eu diga que 2+2=6 o pobre ignaro não pode afirmar que 2+2= 4 , pois este jamais terá a lógica de seu argumento analisada , pois o que convence é o título é o quanto alfabetizado e culto este for, sinto e alego incongruência em sua indagação.
    Pelo princípio da potencialidade de defesa, venho citar alguns "semi-analfabetos", defensores da intrevenção no mercado para que este não se torne um "cachorro louco" como John Maynard Keynes que forneceu forneceu a base teórica para os planos do presidente norte-americano Barack Obama, do primeiro-ministro britânico Gordon Brown e de outros líderes mundiais para aliviar os efeitos da recessão e Harry Dexter Wite e os membros integrantes da Conferência de Bretton Woods ( Segundo o Sr. João Vianey são todos "semi-analfabetos") .Gostaria de deixar claro que ao contrário do que meu fiel indagador notou , não prolifero um ideal puramente estadista, gostaria ate que esse afirmasse em meu discurso a onde me dito um inteiro estadista , muito menos um socialista ( uma das piores formas de governo que já vi ), sou adepto do capitalismo, pois creio na livre concorrência e nos desafios que esta trás para o empreendedorismo, porém admitir o capitalismo de forma ANÁRQUICA sem qualquer controle mínimo seja advindo do Estado ou não, é como soltar um carro a 300 Km/h com os pneus carecas, em uma estrada molhada, numa curva fechada, sem ABS , sem sistema de derrapagem e segurança e esperar que este carro nos de CONTROLE E SEGURANÇA, pois até o próprio Adam Smith alegava que o liberalismo econômico não pode ser movido pelos inteiramente pelos próprio egos capitalistas (self-interest)."[o] entendimento da sociedade nos seus reais anseios de saúde, alimentação segurança, moradia etc .... que não podem ficar a mercê do anseio desenfreado do lucro, pois este por sí só não possui consciência das necessidades da sociedade[...]""Gozado. Saúde e segurança são serviços estatais, no qual não há busca pelo lucro. Resultado: não há segurança e não há saúde (as pessoas morrem como moscas nos hospitais estatais). "
    Gozado, é que a saúde também é ofertada pelo setor privado, e este também não conseguiu saborear uma solução pacífica de tal demanda, pois, a titulo de exemplo, muito seguidamente planos e mais planos de saúde são embargados pela ANS diariamente pelo principal fato destes aumentarem cada vez mais o número de seus clientes sem oferecer infra estrutura necessária, pelo fato de assim ser mais fácil lucrar.
    O fato é que alguns serviços primordiais a manutenção da dignidade humana devem ser prestado pelo Estado, imagine um cidadão que por não ter dinheiro não consegue ter atendimento médico por não ter capital para pagar um hospital, este merece morrer sem ao menos uma expectativa de atendimento ? Claro tal fato não exclui que livre iniciativa também participe , o que seria triste é ficar a mercê de que algum empresario ache conveniente e lucrativo a construção de determinado hospital em uma região em detrimento daqueles que precisam de saúde de forma imediata.O fato da saúde pública estar sucateada aqui no Brasil , realmente é um fato lamentável, porém tal fato demonstra que devemos melhorar a nossa postura como cidadãos de cobrar ,fiscalizar e exigir que os serviços básicos sejam realizados , pois cruzar os braços e reclamar é fácil, não existe formula mágica que resolva, é preciso agir é preciso praticar a democracia , pois como salienta uma expressão em latim conhecida no mundo acadêmico do Direito Dormientibus non succurrit jus (O Direito não socorre aos que dormem), admitir a precariedade dos serviços básicos pelo fato deste se simplesmente prestado pelo Estado, é agir de forma desidiosa e descompromissada com o dever de cidadão que além de direitos também tem DEVERES de agir para a manutenção de tal.A vontade de lucro cria tendências e no anseio de sempre vender mais e mais descaracteriza os reais anseios de desenvolvimento social principalmente no que se tange a educação, a exemplo hoje temos uma grande gama de instrumento de comunicação que em muitos passos em vez de fazer com estes transmitissem aulas de filosofia, aulas de engenharia , aulas de história , programas direcionados para a compreensão e aprimoramento da vida humana nas mais diversas áreas do conhecimento de forma livre pelo simples fato de um real comprometimento social, o que se tem é uma maçante produção de realit shows, programas que difundem o ódio e o preconceito de forma cada vez mais individualista, pois assim é mais fácil obter lucro, em detrimento da cultura e conhecimento crítico reflexivo , é mais fácil apelar para o sistema límbico de um ser humano do que ensina-lo a controlar suas emoções e a compreender o seu papel na sociedade, quando me refiro que o lucro não compreende os anseios da sociedade me refiro em parte a isso, poderia outros exemplos, pois para o lucro não importa quantas pessoas aculturadas ele tenha de fazer não importa quantas pessoas tenham de morrer diariamente, este de forma ANARQUICA, friso novamente não sou um estadista muito menos um socialista, só quer buscar MAIS E MAIS, independente de quantos trabalhadores este tenha que explorar, como fora no inicio do liberalismo clássico com jornadas de 18 horas sem finais de semana e sem férias, com trabalhadores recebendo menos que o suficiente para se alimentar enquanto os patrões enriqueciam cada vez mais."Já alimentação e moradia são providas por empreendedores em busca do lucro. Resultado: fome crônica é algo do passado, e só não há moradia para todos porque o próprio estado, há muito tempo, decidiu se ocupar também desta função, encarecendo artificialmente os preços dos imóveis -- por causa de seu programa de concessão de crédito farto -- e, com isso, inviabilizando os mais pobres de poderem comprar imóveis."Recordo-de de um fato ocorrido em Porto Alegre onde 200.000 (duzentos mil ) litros de leite foram derramados e desperdiçados por não conseguirem ir para indústria , alimento este que seria pra ajudar a matar a fome de muita gente, porém como já frisei anteriormente o lucro por sí só não detêm consciência social este só pensa em sí.No fato alegado anteriormente pergunto Sr. João Vianey , a questão da fome está relacionada a quantidade de comida existente, ou esta relacionado com o ego capitalista puro? Me aparenta que a questão não esta simplesmente em atender a demanda ,mas sim fazer com qua as empresas desempenhem responsavelmente a sua função social que tanto o anarco-capitalismo defende que este realizaria por sí só.Moradia é um problema crônico no Brasil, a intervenção do Estado nesse setor não constitui monopólio , assim como na saúde, este serviço também é prestado pelas empresas privadas e por estas também não se observa nem inicialmente solucionado tal problemática, ao contrário do que propõe os créditos imobiliários são os que detêm uma das maiores taxas de juros, não porque simplesmente os tributos sejam altos , porque são, mas sim porque os lucros dos bancos são exorbitantes nesse setor fazendo com que o trabalhador se endivide uma vida completa para conseguir quitar um simples imóvel para chamar de seu.A muito tempo a questão agrária no país tem buscado a tona os mais variados conflitos, com os mais variados desfechos possíveis, a livre iniciativa esta diretamente ligada com a existência da propriedade Sr. João Vianey, grandes latifundiários exercem a especulação dessas terras, concentrando em suas mãos uma grande quantidade de lotes que poderiam ser divididos para a construção de moradias onde famílias e mais famílias poderiam ter a onde morar, viver trabalhar e se alimentar , mas de acordo com a ordem do lucro tais terras estão a disposição de "pasto para vacas que darão 200000 mil litros de leite para serem derramados " se bem me entendes, enfim lucro sem consciência social e tudo aquilo que já disse."riqueza não é sinônimo de desenvolvimento, como muito erroneamente se pensa nesse país," "Não. Riqueza é consequência do desenvolvimento. Mas ignaros econômicos jamais entenderão isso."Sim concordo a riqueza também é oriunda do desenvolvimento estás de todo certo, mais esta também é fruto da exploração de trabalhadores mal pagos, escravidão, sucessivas ações de depredação e destruição do meio ambiente, de concentração de renda, de juros abusivos , propagandas enganosas etc .... o que não podemos alegar é tal "riqueza" oriunda das mais nescias fontes, como breve citado, para legar com tristes números que existe desenvolvimento, assim solicito que o tal culto Sr. João Vianney leia o livro História da Riqueza dos Homens de Leo Hubeman , pois creio que este terá um significativo valor em sua formação intelectual e moral."pois a riqueza em sí não dita índices de regras de desenvolvimento humano, como muito se observa na China,[...]"A China está longe de ser rica. Haja vista que sua riqueza per capita (que é o que realmente interessa) ainda é ínfima, e bem abaixo da do Brasil.Não realizei comparações entre países , pois o que foi atacado fora o sistema anarco-capitalista de forma geral, creio que o Sr. João Vianey precise de óculos ou umas aulas de hermenêutica, não me limitando a alegar quem é mais rico ou que é mais pobre, mas que a China detêm sim uma certa riqueza, pois esta é uma potência é uma significativa potência ascendente, e que esta vem sendo produzida através de uma sucessiva depredação do planeta e da própria população chinesa, que recebem baixíssimos salários, pois deve se lembrar que a renda per capita é a divisão do PIP pela respectiva população, o que não demonstra os reais ganhos salariais da grande população em relação ao montante total que deve ser a curta vista bem ímpar.Cabe frisar que um dos grandes expoentes da produção de capital da China é a produção de energia, realizada em grande parte por termo elétricas, estas que que deixam as cidades centrais negras de carbono trazendo as mais diversas mazelas a saúde e qualidade de vida de seus cidadãos que dispõe dos "prazeres" do desenvolvimento econômico acelerado desse país, o lucro mais uma vez atendendo a "demanda" com a prestação livre de serviços mostra que esta de forma anárquica não age em benefício o homem, ele só age em benefício de sí próprio , sem consciência social, detendo apenas a vontade de crescer custe o custar."pois é isso o que interessa a "vida humana", pois dinheiro por sí só não é sabedoria, dinheiro não é consciência e nem compreensão, dinheiro é uma cifra, este vem depois e não antes do reais anseios de igualdade,fraternidade e de uma meio ambiente digno de ser vivido,"Lágrimas escorrem em profusão dos meus olhos. Que profundidade filosófica...Mais uma sequência encadeada de clichês como essa, e eu terei uma síncope.Gostária de saber Sr. João Vianey , de onde o meu "jargão" se encontra repetido para se tornar um clichê, e de onde um argumento pelo simples fato ser clichê perde a sua eficácia simbólica.Me aparenta Sr. João Vianey que não gostas muito de filosofia, uma pena, pois se gostasse mais um pouco desta apresentaria a você um ramo da filosofia chamada ética , que aliais creio que o Sr. Precise conhecer, esta trata de refletir sobre o valor de nossas ações diante do mundo e como podemos utilizar esta reflexões para direcionar nossos pensamentos e ações para mundo melhor e mais evoluído , porém como Sr. não demonstra interesse muito menos sensibilidade para com uma reflexão ética creio que o Sr. permanecerá temporariamente desconhecido e ignorante do significado e valor desta, depois de uma síncope claro, do que realmente pode desenvolver a sociedade além de suas meras convicções do mundo onde este é um quadrado que depois a linha do horizonte existe um abismo onde a Terra é segurada por uma tartaruga gigante e dois elefantes."ou o Sr. considera que "As cruzadas " , " Guerra do Vietnã" , " 11 De Setembro " etc ... oriundos do imperialismo econômico, baseados nesse tal anarco capitalismo já não é o suficiente." Deus! Agora foi demais! Cruzadas, guerra do Vietnã e 11 de setembro foram medidas anarco-capitalistas?!O anarco-capitalismo detêm profundas raízes com o capitalismo clássico,sinceramente não observo diferenças além de um maior radicalismo por parte dos anarco, onde este em sua fase de expansão de novos mercados iniciou o que denominamos de imperialismo econômico , fruto do capitalismo desenfreado "sem governo", responsável diretamente pela expansão monopolista de mercado buscando suprir a sua "demanda" de compradores para tal , sobre as Cruzadas esta é figura inicial do imperialismo Europeu, pois por mais que os missionários quisessem professar o cristianismo e defender as chamadas "Terras Santas" esses missionários não tinham como fugir do pano de fundo da expansão do Capitalismo Monopolista nessas regiões, pois, muitas das rotas e lugares remotos que eles abriram serviram de caminho para a inserção de políticas públicas e privadas das potências que ocupavam as vastas regiões da Ásia escrevendo muitas vezes , como em , outras suas histórias com sangue e fogo. A guerra do Vietnã que veio quase logo após a segunda grande guerra fora um fato em que as potências imperialistas tiveram de lidar com os diversos movimentos de libertação nacional que pipocavam em suas colônias já desde antes do fim do conflito mundial na tentativa de liberta-se do domínio e da exploração econômica que estes países realizavam em seu País em nome do lucro.O atendado as torres gêmeas foi uma resposta terrorista contra o expancionismo Norte-Americano na Arábia-Saúdita que lá mantinham tropas na tentativa de controlar as reservas de petróleo que este paíss detêm, ameaçando a segurança deste , para alimentar o lucro "Estadunidense", assim imprevisivelmente ou não o 11 de setembro de 2001 possibilitou aos Estados Unidos a deflagração de sua última cartada com o intuito de manutenção da liderança mundial. O Projeto para o Novo Século Norte-Americano, desenvolvido pelos falcões e acolhido pelo Congresso e pela população amedrontada, recolocou os Estados Unidos na rota das guerras imperialistas.Realmente cabe razão ao Sr. tais medidas foram tomadas com base no capitalismo clássico e no neoliberalismo imperialista e não ao anarco-capitalismo, pois é de fácil compreenção que um sistema mais radical que os anteriores mostrados faria um estrago ainda maior, obrigado pela correção."Eu já vi muitos imbecis nesse mundo, mas todos eles ao menos tinham aquela inocente dignidade do ridículo. Já este tal Marcelo Viana fica só com o ridículo mesmo.""Necessária para a eficiência do modo de produção, a liberdade de iniciativa é também a responsável pelas mazelas do capitalismo."Quais? Cite uma, por favor. Cite uma única mazela (comprovada) que tenha sido gerada pela produção voluntária de bens e serviços. Só uma."O Crack de 29" , pera ai tem mais uma em 1973"Embargo do petróleo durante a guerra Árabe-Israelense", mais uma em 1987. "Segunda-feira Negra" ,mais eu acho que você viu essa em 2008 A crise financeira originada nos EUA em consequência das hipotecas nocivas ("subprime"). Frise-se que gostaria que soubesse qua não cito as crises pelas crises, mas sim as consequências que todos sabemos que estas trazem."Como todos são livres para produzir o que bem entendem , é inevitável certa anarquia na produção: produz -se o que não será consumido e deixa-se de produzir o que seria."Umimbecil, por ser imbecil, sempre vê o mundo de acordo com sua própria imbecilidade. Consequentemente, ele acredita que todo mundo também raciocina de maneira igualmente imbecil.Meu caro jacuzinho, se realmente é verdade que os empreendedores "não produzem aquilo que realmente seria consumido", então eles são burros que estão perdendo a oportunidade de lucrar horrores!Nem sempre as empresas suprem a totalidade das necessidades da sociedade, pelo fato destas escolherem este ou aquele setor para aplicar recursos e serviços para obtenção de lucros, em detrimentos de certas demandas que não consideradas lucrativas em determinado momento, mas que são presentes e urgentes para serem supridas de forma imediata, exemplo a muito tempo Visitei Belém do Pará, uma região riquíssima em belezas naturais e cultura, que há muito tempo carece de empresas de turismo decente , desperdiçando excelentes oportunidades de lucro e de desenvolvimento local, como este há muito não explorou o turismo na região a prefeitura abriu diversos incentivos na região para que esta atividade fosse explorada com maior facilidade e assim melhorou-se um pouco mais a região em relação ao desenvolvimento dessa atividade na região, tendo como impulso oficial o Estado, pois se tal tal partida dependesse única e exclusivamente a da livre iniciativa , tal necessidade de desenvolvimento local estaria até hoje, com necessidade de ser suprida, outro exemplo dessa cidade , exemplo simples, é o fato não deter prédios de estacionamento que possam vir a atender a demanda local tendo o cidadão de esperar quase uma hora para estacionar o carro ou simplesmente estaciona-lo a quatro quarteirões de distância; vislumbra-se novamente uma procura sem oferta, onde mais um "burro " perde gigantescas quantidades de lucro em detrimento de uma demanda não suprida.Nem sempre se pode pagar por aquilo que é preciso ter tido como como necessário em muitos casos, pois pensar que os reais anseios da sociedade podem supridos pela simples ordem da oferta e da procura é um pensamento mínimo minimalista, vou voltar a dar o exemplo dos programas televisivos, para ser breve, existe uma grande quantidade de "porcaria" que vende muito, tem altos índices de audiência em detrimento de programas que de desenvolvimento educacional social, tomando como partida a educação como a solução de uma quantidade de males sociais, que poderiam ser amenizados com uma postura devidamente correta do que se veicula diariamente no mundo da comunicação.Pára pra pensar um pouquinho (mas só um pouquinho, senão dá tilt): se há algo que todos querem consumir, então produzir esse algo será enormemente lucrativo. Afinal, a demanda seria explosiva. Mas você está dizendo que nenhum empreendedor produz o que realmente seria consumido. Ou seja, segundo você próprio, capitalistas odeiam lucro e dinheiro!Dúvida: quando você cai no chão, você consegue se erguer sozinho?"Por isto, de tempos em tempos, o excesso ou a carência de produção gera crises. A macroeconomia e os instrumentos de administração monetária têm ajudado na prevenção e superação destas crises ..."Ah, entendi. O problema das recessões, como a atual brasileira, é porque produzimos muito! Ou seja, estamos mal porque estamos vivendo na fartura e na opulência!Não me tornarei repetitivo , o exemplo dos 200000 litros de leite, as crises que eu já citei, com fartura de produtos em excesso sem compradores , com as respectivas vendas de ações... etc
    Quando produzimos o desnecessário , produzimos acima do necessário etc ...Quero esse mundo de delícias para mim. Quero uma recessão assim para chamar de minha!"A liberdade de iniciativa, por outro lado, está entre as causas de muitas injustiças."Cite uma.Como já citei Concentração de renda, exploração e abuso de trabalhadores em busca de melhores custos de produção para o aumento do lucro, imperialismo."Como a quantidade e qualidade da produção são definidas, em última instância, pelas perspectivas de lucratividade de sua exploração econômica, bens essências (comida, por exemplo) podem não ser produzidos na escala necessária ao atendimento de todos;"Ah, agora entendi de onde você puxou sua imbecilidade. A imbecilidade não é originalmente sua. A imbecilidade original é de Fabio Coelho. Você apenas o macaqueou.Segundo Coelho, capitalistas odeiam o lucro, pois há muito dinheiro a ser feito satisfazendo a demanda das pessoas por comida, mas curiosamente ninguém quer lucrar com a venda de alimentos. Gênio!Capitalista fundamenta as suas ações no cálculo de risco , investimento e retorno , isso que o autor alega como "perspectiva de lucratividade", tal projeção não se fundamenta primordialmente na necessidade consumo como a norteadora de suas ações , por mais estes tenham estas em seus cálculos, a variante principal é lucro em relação a demanda não interessando PRIMORDIALMENTE , se a demanda será suprida ou não , mas sim somente se estes poderão lucrar muito ou pouco com relação dos riscos existentes no mercado, cálculo estes que sem um devido controle se mostram equivocados , onde sim em muitos momentos existem casos de pouca produção em relação a real demanda existente, assim como em muitos casos ocorre um "overloading" dessa produção em relação a real demanda, o que os tão chamadas crises capitalistas.Por fim gostaria que o Sr. cita-se com mais clareza a onde foi que Coelho disse em suas obras que capitalistas odeiam lucro, pois creio que tal informação esteja equivocada."enquanto a produção de bens inteiramente fúteis, a seu turno, consome não pouca "energia social"."Fúteis de acordo com quem? Com Fábio Coelho, que nem sabe distinguir lucro de prejuízo? E o que é "energia social"? Há alguma economia baseada nisso? Ilumine-me, por favor.Creio que essa dúvida surja daquela aula de ética que o Sr. faltou, por isso vou deixar a resposta desta pra que respondas .O que é mais importante para sociedade em seu todo , a produção de cigarros e bebidas alcoolicas, ou a formação de professores capazes de qualificar e formar cidadãos críticos e construtivos entendedores do seu papel diante da sociedade e da moral ?Se a" energia" é gasta com coisas muito menos importantes que outras que poderiam ter muitos melhores resultados em relação a estas para atender os anseios evolutivos de uma sociedade como podemos classificar o uso de tal energia ?Por fim gostaria que me responde-se porque Fábio Coelho não não sabe distinguir lucro de de prejuízo , com as devidas citações de suas obras.Responda com educação desta vez , por favor, afinal nada melhor do que o respeito recíproco entre homens.E como única pergunta final deixo a a seguinte:Por que depois de tantas oportunidades e crises o anarco-capitalismo não deu e ainda não dá certo no mundo ?Grato.Responderei prontamente qualquer dúvida e crítica , meu e-mail se quiserem marcel_k23@hotmail.com Um cordial abraço . Grato .


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