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"Sinceramente, na minha modesta opinião, qualquer estrangeira que vier pra cá não conseguirá baixar mais os preços, pois cairá no mesmo problema das brasileiras: […]baixa incidência de passageiros, derivado da baixa renda dos mais de 95% da população de 200 milhões

Desculpe, mas isso não faz absolutamente nenhum sentido. Você está dizendo que os preços das passagens brasileiras são altos porque a população é pobre e a demanda é baixa.

É a primeira vez que vejo alguém que baixo poder de compra e baixa demanda geram preços altos.

"renda em reais e custos em dólar"

Se os custos são em dólar, então as estrangeiras iriam se dar bem, pois já têm caixa em dólar. Ou seja, mais um incentivo para elas virem.

Quanto às receitas em reais, elas podem fazer hedge.

"A aviação é um ramo em que a maioria das empresas morrem com o tempo. Vide qualquer pais do mundo. A PanAm já foi [...] um dos maiores símbolos americanos. E faliu, como já faliram centenas de cias."

Até a década de 1970, os preços das passagens aéreas nos EUA eram controlados pelo governo, que também concedia monopólios sobre determinadas rotas para determinadas companhias aéreas — PanAm e TWA lucraram os tubos com essa regulamentação — e impedia a entrada de novos concorrentes.

O mercado aéreo americano era extremamente regulado e protegido, beneficiando os grandes e mantendo de fora os pequenos.

Em 1978, a Civil Aeronautics Board — agência reguladora que controlava todos os aspectos do mercado aéreo americano —, foi abolida, permitindo, pela primeira vez, a livre concorrência no setor. Preços passaram a ser determinados pelo mercado — e despencaram — e outras empresas passaram a poder ofertar seus serviços para todas as rotas existentes.

Essas empresas que cresceram protegidas pelo governo quebraram tão logo a livre concorrência foi permitida. Empresas acomodadas quebrarem tão logo a concorrência é permitida é sinal de mercado saudável.

De resto, sobre o que você falou sobre a qualidade, nada me oponho.
Sinceramente, na minha modesta opinião, qualquer estrangeira que vier pra cá não conseguirá baixar mais os preços, pois cairá no mesmo problema das brasileiras:

- Altos impostos incidindo nas passagens, combustíveis e etc.; baixa incidência de passageiros, derivado da baixa renda dos mais de 95% da população de 200 milhões; renda em reais e custos em dólar, inclusive combustíveis, e diversos problemas gerados pelo "custo Brasil" e etc.

A aviação é um ramo em que a maioria das empresas morrem com o tempo. Vide qualquer pais do mundo. A PanAm já foi, junto com a Coca-Cola, a Esso e a Disney, um dos maiores símbolos americanos. E faliu, como já faliram centenas de cias. O Brasil tem dezenas de empresas "defuntas. Acho difícil ter mais de quatro nacionais e tantas regionais, as quais acabam engolidas pelas nacionais. A margem de lucro é baixa e os altíssimos requisitos técnicos são os maiores de qualquer setor da economia.

De resto, por incrível que pareça, nossas nacionais são de boa qualidade. Já viajei por cias excelentes: Varig (nos tempos áureos), Air France e a Emirates, umas das melhores cias mundiais, e Copa (panamenha). E digo: nossas nacionais não deixam a desejar às melhores do mundo. As diferenças são pequenas. A Azul, na minha opinião, é uma das melhores cias do mundo (sempre que possível só escolho ela para viajar pelo Brasil). Já viajei para os EUA pela Avianca e, tanto o avião quanto o serviço, não deixaram a desejar às europeias. E, é claro, a empresa quebrou...
No período 2020-2021, o Brasil só cresceu menos que os EUA. Dados aqui:

www.gazetadopovo.com.br/economia/pib-na-pandemia-os-resultados-do-brasil-e-outros-paises-no-acumulado-de-2020-e-2021

De resto, segundo o Bradesco, o PIB de 2022 crescerá 2%.

valor.globo.com/brasil/noticia/2022/05/04/pib-pode-crescer-2percent-em-2022-diz-economista-chefe-do-bradesco.ghtml

Considerando que foi o segundo país que mais cresceu no período 2020-2021, e considerando que EUA e Europa agora estão entrando em recessão, queria muito saber. quem está em situação melhor.

Aliás, o índice da atividade do setor de serviços no Brasil: recorde histórico absoluto.

tradingeconomics.com/brazil/services-pmi

forbes.com.br/forbes-money/2022/05/setor-de-servicos-do-brasil-cresce-em-abril-no-ritmo-mais-forte-em-15-anos-mostra-pmi/

A recuperação foi muito mais robusta que o V prometido pelo Guedes. Não é à toa que você não encontra nada vazio no Brasil. Tudo cheio.

Eis a evolução do números de pessoas trabalhando no Brasil. A linha vertical preta denota a data da reforma trabalhista:

ibb.co/YWBPVLW

Eis a evolução da taxa de desemprego:

d3fy651gv2fhd3.cloudfront.net/charts/brazil-unemployment-rate.png?s=bzuetotn&v=202204291219V20220312&d1=20140107&d2=20220507

Menor do que antes da pandemia.

Lembrando que a taxa de desemprego mensurado pelas empresas está em 8%. Mesmo valor de 2011, auge do boom mundial.

valor.globo.com/brasil/noticia/2022/04/04/taxa-alternativa-ve-desemprego-menor.ghtml


Vão ter que fazer muita figa e torcer muito contra.
Eis o PIB trimestre sobre mesmo trimestre do ano anterior. Gentileza apontar a estagnação.

d3fy651gv2fhd3.cloudfront.net/charts/brazil-gdp-growth-annual.png?s=bzgdyoypct&v=202203041259V20220312&d1=20210118&d2=20220518
Bom ponto. Rodoviária é uma ocupação inútil de espaço.

Ao contrário de um aeroporto, em que há toda uma infraestrutura para o abastecimento de aeronaves e toda uma logística para a conexão de passageiros (além do óbvio fato de que aviões precisam de muito espaço para decolar e pousar, de modo que seria fisicamente inviável cada empresa ter o seu), uma rodoviária não é nada disso.

Rodoviárias nem sequer abastecem ônibus.

Rodoviárias existem por um só motivo: manter o cartel das empresas de ônibus protegido pelo estado.

Dado que as rodoviárias obrigatoriamente centralizam a partida e a chegada de ônibus, qualquer empresas de ônibus é obrigada a passar por uma rodoviária.

Não houvesse rodoviárias, qualquer empresa de ônibus poderia simplesmente abrir um escritório em qualquer cidade e estipular que seus ônibus teriam aquele lugar como ponto de partida e chegada. Sem qualquer burocracia. Seria um verdadeiro livre mercado. Qualquer empresa teria a liberdade de fazer rotas para absolutamente qualquer cidade.

Mas como isso é proibido pela ANTT (vide a gritaria contra Flixbus e Buser), as rodoviárias são impostas como medida de controle e manutenção do cartel.
O Brasil está com crescimento econômico praticamente 0% com taxa selic de 12%.O Brasil está caminhando para uma depressão econômica?
Se for parar para pensar, não faz o menor sentido existir um terminal rodoviário, mantido pelo estado, concentrando todas as linhas rodoviárias. Esse serviço poderia muito bem ser prestado pelas próprias empresas de ônibus.

De início, não precisaria ser nada muito grandioso. Cada empresa poderia utilizar um espaço de suas próprias garagens para servir como área de embarque. Dessa forma, cada empresa teria o seu próprio "terminal rodoviário". Por exemplo, se eu quisesse viajar pela Viação Cometa, eu iria até a garagem da Viação Cometa e embarcaria lá, se eu quisesse viajar pela Garcia, eu embarcaria na garagem da Garcia, se eu quisesse viajar pela Gontijo, embarcaria na garagem da Gontijo...

Com cada empresa fornecendo sua própria estrutura de embarque, haveria incentivo, por meio da concorrência, para que elas mantivessem essa estrutura de modo a satisfazer o cliente da melhor forma possível, seja fornecendo um espaço agradável - ou até mesmo salas VIP para quem se dispor a pagar mais - até mesmo uma localização conveniente.

E sabe o que é mais inusitado? Durante o pico da pandemia de Covid-19, várias cidades fecharam seus terminais rodoviários e os embarques se deram nas garagens das empresas de ônibus. Exatamente da forma que descrevi anteriormente. Aqui na minha cidade foi assim. E funcionou muito bem! Isso deixou escancarada a irrelevância dos terminais rodoviários estatais. Por mim, deveriam ter deixado assim definitivamente.
O ano de 2017 teve um valor médio do ticket menor que 2011. E sim, FOI GRAÇAS A COBRANÇA DE BAGAGENS.

www.abear.com.br/imprensa/agencia-abear/noticias/anac-tarifa-aerea-media-de-2017-e-a-menor-desde-2011/
Só país invejável e de gente honesta e proba.

Mas confesso que me surpreendi com o México. Pensei que fossem mais espertos...
Aqui sempre foi tudo regulado. Quando não é a ANTT (para transportes interestaduais), as próprias agências reguladoras estaduais (para transportes intermunicipais dentro do estado) fazem o serviço. Elas escolhem quem pode e quem não pode atuar. Sempre por meio de licitação (onde, obviamente, a propina rola solta e as máfias se formam).
Esquece. O setor de transportes no Brasil sempre foi máfia da pesada (como tende a ocorrer em todo setor regulado pelo estado). Os proprietários dessas empresas, que não passam de 10 a 12 famílias que controlam , diretamente ou através de prepostos, 70% do transporte rodoviário intermunicipal, interestadual e urbano de passageiros no país, fazem Al Capone parecer um trombadinha. Um exemplo conhecido é o amigão do Gilmar Mendes Jacob Barata Filho, vulgo Jacozinho. Mas posso garantir que tem gente pior.

Num mercado desregulado, cadáveres ambulantes como a Itapemirim não estariam por aí escondendo ônibus e largando passageiros pelo caminho por causa de arresto judicial, e empresas "canela seca" como a Gontijo (nem wi-fi tem nos ônibus) teriam sérias dificuldades, mesmo o Brasil sendo um país continental. Como já fizemos uma opção difícil de consertar, que é por modal rodoviário, desregulamentar o setor de fato mudaria todo o estado de coisas. Mas será difícil.
Uma coisa que tem que ser enfatizada é que a qualidade e o preço do transporte aéreo dependem diretamente da qualidade do transporte terrestre.

Desregulamente o transporte terrestre, libere o surgimento de empresas de ônibus para fazer qualquer rota e a qualquer preço, inclusive com o livre trânsito de empresas estrangeiras (hoje, isso é severamente restringido pela ANTT), e você verá os preços das passagens aéreas em queda e a qualidade dos serviços em alta.
Esse detalhe dos assaltos em rodovias é algo que é negligenciado, mas é um fato. Sem contar que a infraestrutura rodoviária nessas regiões é medonha (pelo menos no interior do CE onde eu já fui).
Na Ryanair, para ter uma aterrissagem suave você tem de pagar à parte.
Vale lembrar que apenas Brasil, Venezuela, Rússia, China e México possuem essa estupidez de "bagagem gratuita".
A Ryanair é bem barata. O desafio está em passar ileso pelas aterrissagens.

Na RyanAir cobram até pra respirar. E a mala é mais cara do que a passagem.

Mas é exatamente isso o que possibilita os mais pobres de voarem.
Pronto. Agora realmente não há a menor chance de políticos permitirem estrangeiras virem pra cá fazerem voos de cabotagem aqui dentro.

Além de não mais ser economicamente sensato virem pra cá (vão ter de despachar bagagem de graça), políticos ainda dirão que "Vão acabar com as aéreas brasileiras!".
Sim, mas só em países em que a empresa consegue lucrar em outra área, como cobrando despacho de bagagem, comida a bordo e até o uso de banheiro.

Aqui o brasileiro vai ter isso tudo de graça, só que pagando R$ 2.500 na ponte aérea RJ-SP.