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Últimos comentários


É uma coronha adaptada que transforma uma arma semi-automática em full auto. Essa coronha tem um sistema de amortecimento: você puxa o gatilho e mantém o dedo firme; o rifle recua com o tiro, bem mais que o normal, arma o próximo tiro e, pela inércia, faz com que o gatilho vá de encontro a seu dedo. É algo genialmente simples:




"me impor diante dos outros, então um claro sinal que falhamos no respeito ao próximo, na educação, na justiça social, etc."

Sim, o Brasil falhou como sociedade e está caminhando para que as pessoas falhem como indivíduos, colapsando moralmente, falhando na capacidade de solucionar problemas simples e procurando sua redenção no estado.

Existem muitas cidades no Brasil onde a violência é quase inexistente, maioria pequena, pobre e nos interiores, onde existe coesão social, respeito e empatia com o próximo, mas infelizmente essas pequenas cidades não são capazes de reativar a cordialidade do brasileiro e estão sendo arrastadas para o abismo da imoralidade também.

Gostaria de saber o que causou tamanho fracasso, além da resposta fácil de culpar esquerdismo, pois já nos anos 80 as grandes cidades brasileiras eram infernais para se viver e repleta de gente mal educada e sociopata.


Esse é o problema. Essa seria, em tese, a principal bandeira dele... E fez só esses remendos pra inglês ver. Imagina então como será a reforma da previdência... Espero que possamos contar com o Sachsida e o Guedes.


Bem lembrado Demolidor,e com um detalhe. O funca fala dos outros,porem,nada produz,e é por isso que todo servico publico,especialmente no Brasil é um lixo. E so ir em um detran,banco publico,hospital estatal,escola estatal e tudo que é estatal que sera facil constatar isso.


Para ter os dois é preciso grana. Salvemos nossa pele e o resto dane-se. Parabéns.


Vinicius, não é bem assim não por vários motivos: 1º o Brasil não pode ser comparado com os outros países da América do Sul, devido o seu tamanho (mais de 60% do território da América do Sul, e isso complica na gestão de segurança pública aliada a impunidade. Só para se ter uma idéia: menos de 10 % dos crimes praticados no Brasil são apurados. E dos que são condenados, só passam 2 ou 3 anos presos, depois a Justiça libera. 2º A população brasileira é muito grande (mais de 221 milhões de pessoas), portanto mim perdoe em discordar de você, pois a violência no Brasil é fruto de um povo mal educado, leis fracas e fajutas que beneficiam os marginais e de políticos corruptos, não de cidadões de bem que usam a arma para se defender e defender sua família.


Só quem pode alterar a Lei 10.826/03 são parlamentares, o decreto só serve para regulamentar a lei. O Poder Executivo não tem competência para alterar a lei. O decreto foi tímido, pois deve respeitar a lei. O próximo passo é alguma proposta de lei, se não me engano, já tem uma para o porte em área rural.


Bene, o que seriam os bump stocks, que o Trump quis banir aqui nos EUA?


O Brasil é um país de gente degenerada moralmente e eticamente, com valores questionáveis.

Quando eu fazia faculdade numa universidade do Rio de Janeiro, conheci um estudante bolsista de pós
Graduação angolano, que dizia estar horrorizado com a falta de civilidade do povo brasileiro.

"Achava que o povo brasileiro era mais amigável, menos prepotente, menos egoísta. Me parece que as pessoas aqui se acham superiores às outras, que nenhuma lei ou regra de convívio social se aplica a elas, que isso é para os outros." Disse ele.


Concordo. Achei o decreto completamente tímido. Na prática, não mudou quase nada.


Esse seu "argumento" é totalmente nonsense. Na prática, o que você realmente está dizendo é que, considerando as receitas do governo com vários impostos, e alocando-se todas essas receitas para a Previdência, então a previdência se torna superavitária.

Ora, utilizando essa "lógica", todo e qualquer gasto governamental se torna superavitário. Se considerarmos todas as receitas do governo, eu posso dizer que os salários do funcionalismo público do judiciário (o mais bem pago) não apenas são superavitários como também podem receber generosos aumentos, pois há "caixa" para bancar este aumento.

O fato é que o governo criou impostos específicos para cobrir toda a seguridade social, e sem recorrer a truques contábeis, as receitas destes impostos são menores do que as despesas do governo para estes gastos. Isso não é economia e nem ideologia; é contabilidade pura.

Em todo caso, isso ainda é o de menos. A Previdência é a única área da economia que não está aberta a opiniões ideológicas. Não importa se você é de esquerda ou de direita; liberal, libertário ou intervencionista. Também pouco importa se você acredita que a Previdência atual seja superavitária (como alguns acreditam). O que importa é que o modelo dela é insustentável. E é insustentável por uma questão puramente demográfica.

A qualidade da gestão do INSS é o de menos. Mesmo que a Previdência fosse gerida por anjos probos, sagazes e imaculados, ainda assim ela seria insustentável no longo prazo caso a demografia não cooperasse.

Em 2013, havia 5,5 pessoas com idade entra 20 e 59 anos para cada pessoa com mais de 60 anos. Em 2060, a se manter o ritmo projetado de crescimento demográfico, teremos 1,43 pessoa com idade entre 20 a 59 anos para cada pessoa com mais de 60 anos.

Ou seja, a menos que a idade mínima de aposentadoria seja continuamente elevada, não haverá nem sequer duas pessoas trabalhando e pagando INSS para sustentar um aposentado.

Aí fica a pergunta: como é que você soluciona isso? Qual seria uma política factível "de esquerda" ou "de direita" que possa sobrepujar a realidade demográfica e a contabilidade?

Havendo 10 trabalhadores sendo tributados para sustentar 1 aposentado, a situação deste aposentado será tranquila e ele viverá confortavelmente. Porém, havendo apenas 2 trabalhadores para sustentar 1 aposentado, a situação fica desesperadora. Ou esses 2 trabalhadores terão de ser tributados ainda mais pesadamente para sustentar o aposentado, ou o aposentado simplesmente receberá menos (bem menos) do que lhe foi prometido.

Uma proposta para uma reforma definitiva da Previdência


O "déficit" da Previdência é fake. O governo transformou contribuições em imposto para tirar verba da seguridade. Na realidade, o rombo das contas públicas decorre dos elevadíssimos gastos financeiros sigilosos, pois sequer sabemos o nome de quem recebe os juros mais elevados do mundo sobre a opaca dívida pública que nunca foi auditada: ou quais bancos receberam quase meio trilhão de reais (de 2014 a 2017) para remunerar diariamanete e ilegalmente a sua sobra de caixa; ou quem recebe os fabulosos ganhos com contrato de swap que nem cambial é, segundo brilhante representação feito por auditor do TCU (TC-012-015-2003-0), entre outros mecanismos que geram dívida pública enquanto os recursos vazam para o setor financeiro. O governo tem justificado a PEC 287 por meio de uma conta fake que produz um "déficit" ao comparar o valor arrecadado atualmente com as contribuições sociais ao INSS - pagas tanto pela classe trabalhadora como empresarial - com todo o gasto com a Previdência Social.


Ponto para o Bolsonaro, mas não fez o trabalho completo. As exigências para ter uma arma ainda continuam muito "absurdas".

A mais absurda, ou seja, autorização de um burocrata da Polícia, foi retirada, mas ainda não é o suficiente. Ele precisa entender que um cara com a fama dele não pode fazer reformas tímidas, precisa meter o pé na porta e mergulhar de cabeça no que seus seguidores acreditam.

Deturparam completamente o que era previsto no projeto de lei do Peninha, é simplesmente triste. Pagaremos um preço caro se a criminalidade não diminuir em 4 anos, é capaz do desarmamento voltar ainda mais severo.


Pela sua lógica países igualmente desiguais, de educação péssima, mercado de trabalho marcado pela informalidade, saúde pública periclitante, quase sem saneamento, fraca infraestrutura geral e com políticos terríveis como nossos vizinhos Ecuador, Peru, Paraguay e Bolívia deveriam ter índices de violência iguais aos do Brasil, quando na realidade é o oposto, apresentam índices de homicídios que são uma fração do brasileiro e inclusive mais baixos que o do pacato Uruguay. Brasileiro é um povo que se odeia, mesmo que proíbam as facas, este povo violento e sem empatia pelo próximo saciará sua sede de sangue com colheres e saquinho de mercado se for preciso.


Lamento dizer, mas essa sua descrição é de alguém que vive em um conto de fadas.

A polícia nunca teve a função de "defender os direitos da sociedade, e na maioria das vezes colocando em risco sua própria vida." Tampouco ela tem a função de "proteger o indivíduo contra criminosos". Essa é a maior lenda já propagada. A função da polícia é uma só: garantir a ordem (evitar distúrbios) e proteger o estado contra agressores. A polícia existe para protetor o próprio aparato estatal contra agressores.

E se você acha que estou exagerando ou sendo irônico, recomendo você pesquisar recente decisão dos tribunais americanos, que disseram explicitamente que a polícia não tem a obrigação constitucional de proteger os cidadãos.

mobile.nytimes.com/2005/06/28/politics/justices-rule-police-do-not-have-a-constitutional-duty-to-protect.html

www.washingtonpost.com/education/2018/12/21/us-judge-says-law-enforcement-officers-had-no-legal-duty-protect-parkland-students-during-mass-shooting/

mises.org/power-market/police-have-no-duty-protect-you-federal-court-affirms-yet-again


De novo: o próprio governo admitiu que não é função da polícia proteger o indivíduo. E você, ingênuo, ainda acredita que policial é pago pra tomar um tiro em seu lugar? Policial não é guarda-costas. Acorda, irmão!


Só é contra a existencia da Polícia pessoas insensatas que não reconhecem que ÚNICA coisa que a Polícia faz é defender os direitos da sociedade, e na maioria das vezes colocando em risco sua própria vida.Para aqueles que não reconhecem a legalidade dos que defendem a sociedade, fica meu recado. Acorda irmão!


Os EUA usaram a bomba atômica contra o Japão simplesmente para evitar que o conflito se prolongasse ainda mais e para poupar os dois lados do preço de uma invasão às ilhas metropolitanas japonesas (para a qual já haviam planos).

Os números variam, mas a estimativa é de que a invasão custaria cerca de 500 mil soldados norte-americanos e muitíssimos mais japoneses, inclusive civis. Não se trata aqui de justificar o uso de uma arma terrível, mas era o mal menor. Aliás, os bombardeios incendiários e convencionais sobre o Japão mataram bem mais gente do que as bombas atômicas.

E é possível que, se o Japão fosse poupado dessa desgraça, ela poderia ter ocorrido em uma escala muito maior anos mais tarde durante a guerra da Coréia, quando os russos já tinham a bomba também.


Há vários motivos. Eis os três principais:

1) Com os baixos juros no mercado mundial, alguns resolveram diversificar e arriscar comprando títulos da Venezuela, que pagavam bem (assim como os da Argentina).

2) Acreditaram que, com a receita de petróleo em dólares, sempre haveria como quitar a dívida (mas não levaram em consideracao que o socialismo é tão desastroso, que o governo não só faliu a PDVSA, como ainda fez com que o país se tornasse importador de petróleo).

3) Ainda há muitos otários ao redor do mundo que acreditam em governo e em promessas de políticos.


Seus pais são um lixo colega, como tantos outros que estão por aí que não ensinam seus filhos a encontrarem seu talento, desenvolverem uma profissão precocemente, aumentarem produtividade, assumirem riscos, enfrentarem pressão financeira, administrarem dinheiro, escolherem boas cias e tantas outras habilidades que definem sucesso e fracasso, e são lixo exatamente por se considerarem bons pais sem ensinar nada disso.
Meus pais são iguais aos seus, 2 fracassados invejosos que desenvolveram poucas habilidades ao longo da vida e nem estas poucas me ensinaram, mesmo sendo de uma família de classe média, me pagavam escola e só, e aos 18 anos as humilhações começaram, meu pai dizia que com a idade dele já ganhava o suficiente para comprar carro, que viajava a trabalho com apenas 20 anos e que eu ganhava pouco porque era um péssimo funcionário.
Igualmente a você minha vida também mudou por conta de minha companheira, de origem muito humilde não teve dinheiro para se educar adequadamente mas sua avó lhe ensinou habilidades básicas para ter algum sucesso, como preparar deliciosos bolos e salgados, como vendê-los adequadamente, como administrar o dinheiro do pequeno negócio e como cultivar bons relacionamentos com os clientes. Só então eu compreendi que para atingir o sucesso é necessário um conjunto de habilidades de que eu não dispunha, após esse choque de consciência adquiri o máximo dessas habilidades e hoje as coisas vão bem melhor, uma pena que a visão romantizada de seus pais desmorona e passa a olhá-los como uma pessoa qualquer, já minha esposa e sua avó são as pessoas mais unidas que já vi.



Tenho uma dúvida,

Conhecendo a situação da Venezuela, o que diabos levava alguém e/ou algo á comprar títulos em dólares?
Não era bem provável de se tomar calote? Igual ocorreu com o Brasil.


Excelente texto (e olha que sou um crítico frequente). Infelizmente, quando vemos reportagens que dizem que o trabalhador americano ou alemão é muito mais produtivo que o brasileiro, vemos muitos (jornalistas e empresários, inclusive) interpretando desse jeito: brasileiro é preguiçoso, pouco inteligente, etc. Quando, na verdade, o que acontece é que faltam recursos, tecnologia, investimento...


Geralmente as pessoas argumentam "quando liberar as armas, um monte de gente irá morrer no trânsito", eu já digo que se um agressor enfurecido por causa de um acidente de transito querer matar uma outra pessoa, ele vai ter que lidar com outras pessoas igualmente armadas, que poderão "persuadir" o agressor a abaixar sua arma ou em caso extremo ser eliminado.


O artigo coloca as duas coias como excludentes, mas não vejo assim. Realmente há de se criar valor para ter sucesso, mas para tal houve mérito da pessoa para sua realização. Senão qualquer um seria um gugu ou faustão, usando-se os exemplos do texto.


É o que faço sempre. Poucas vezes fui ameaçado de demissão na vida, mas também nunca obtive aumentos significativos. Como não confio em empresa privada (nada contra patrões, ok? Não sou comunista, nem de esquerda nem nada rsrs), sei que sirvo apenas porque acredito que faço minhas tarefas bem, entregando resultados. Devido a esse cenário, estou sempre flertando com o mercado, enviando currículos e procurando saber como são as outras empresas do meu ramo.


Os republicanos quando no governo sempre aumentam fortemente os gastos militares. Reagan fez isso, Bush fez isso. E gastos militares são gastos públicos.


"Se a pessoas sofrer acidente, sem apoio do estado, ela vai morrer rapidinho, pois o que o liberalismo prega é o individualismo, segnificando (sic) que cada um cuida da sua vida."

Contradição bizarra. Se o sujeito é individualista e "quer cuidar da própria vida", então ele está atrás de dinheiro. Se ele quer ganhar dinheiro, então ele fará de tudo para curar o adoentado, pois só assim ganhará dinheiro.

Por outro lado, se o estado entra em cena e obriga as pessoas a ajudarem o acidentado em troca de nada (como você defende), então pode ter a certeza de que este acidentado irá morrer rapidinho, pois ele não ganha nada em troca se ajudar.

Aliás, se ampliarmos este seu "cenário ideal" e o levarmos ao extremo, teríamos uma sociedade baseada na angústia, no sofrimento, e no ódio de um ser humano por outro. Em uma sociedade gerida pelo altruísmo, cada indivíduo inevitavelmente considera todos os outros indivíduos como fonte de tormento e miséria. A existência de outras pessoas representa uma constante reivindicação sobre sua riqueza e sobre seu tempo — e, assim, sobre sua capacidade de desfrutar sua vida. Em tais circunstâncias, o indivíduo facilmente chega à conclusão de que estaria melhor caso essas outras pessoas não existissem. Nesse caso, ele estaria livre de todo o fardo que elas lhe impõem.

O altruísmo implica o uso da coerção — e, após certo ponto, ele irá depender totalmente dela. Isso porque a maioria das pessoas não irá se sacrificar voluntariamente em prol de desconhecidos; certamente não a uma intensidade que seja suficiente para satisfazer as demandas dos partidários do altruísmo.

"Eis a contracao dos ingenuos e dos mal intencionados."

Ininteligível.

"Eu entendo o ponto de vista dos liberais, nao devemos depender do estado para tudo. E o estado deveria ser democratico administrado pelo povo."

Quando o governo assume o controle do sistema de saúde, ele passa a decidir quem pode receber cuidados médicos e até que ponto. É o estado quem determina quem pode receber tratamento, como e quando. Na prática, a saúde estatal funciona como uma economia sob controle de preços: em algum momento a oferta irá se exaurir perante a demanda.

Quando algo passa a ser ofertado "gratuitamente", a quantidade efetivamente demandada sempre será maior que a ofertada. E aí escassez e racionamento tornam-se uma inevitável rotina.

A oferta, além de ser limitada, torna-se também ineficiente e irracional, pois não segue um sistema de preços. Já a demanda tende ao "infinito", pois o custo é zero.

Tem-se, assim, a tempestade perfeita. Como os recursos para a saúde são limitados e gerenciados de maneira burocrática, mas a demanda é crescente e "gratuita", filas de espera para tratamentos, cirurgias, remédios e até mesmo consultas de rotina viram a norma. No extremo, pacientes são abertamente rejeitados, cirurgias são canceladas e pessoas são deixadas para morrer nos corredores.

Mais ainda: sob o controle estatal, o desenvolvimento do sistema de saúde passa a ser em grande medida proibido, pois é visto como uma ameaça ao orçamento do governo; e esse declínio do sistema atrai médicos que se contentam em ser meros instrumentos das políticas do governo, pois veem no sistema oportunidades de politização e sindicalização. O declínio da saúde também se torna um mero reflexo do declínio econômico geral, resultante das políticas necessárias à manutenção de um grande sistema de saúde estatal, políticas essas (tributação e gastos crescentes) hostis à acumulação de capital e à eficiência econômica.

Na "invejada" saúde estatal britânica, os pacientes estão morrendo nos corredores dos hospitais

O sistema de saúde universal no Canadá: um colossal fracasso estatal


O que seus pais possuem é inveja, por não terem tido a mesma oportunidade! Pais não são santos, são humanos orgulhosos como quaisquer outro e podem ter os piores sentimentos subjacentes sobre seus filhos, inclusive inveja. Essa ideia de que a relação entre pais e filhos é algo isento é mais uma ilusão do conto de fadas de nárnia que as pessoas gostam de se apegar.



a respeito dos mitos 1 e 2, consigo imaginar meu professor de macroeconomia resolvendo tal entrave através do tosco modelo IS-LM dizendo: o efeito crowding out é integral ou é parcial?a inclinação da is é elástica ou inelástica?a taxa de juros subiu?aumente a oferta de moeda deslocando a LM e e atingindo um novo equilíbrio macroeconômico com taxas de juros mais baixas e produto maior. Não o existe nenhum exemplo melhor de arrogância fatal do que assistir uma aula de macroeconomia em uma faculdade federal...
obrigado a todos integrantes do instituto mises que fazem um excelente trabalho salvando a economia dos ''economistas'' os artigos sempre esclarecem minhas duvidas e mantem vivo meu interesse por essa belíssima matéria que é a economia.


Se a pessoas sofrer acidente, sem apoio do estado, ela vai morrer rapidinho, pois o que o liberalismo prega é o individualismo, segnificando que cada um cuida da sua vida. Eis a contracao dos ingenuos e dos mal intencionados. Eu entendo o ponto de vista dos liberais, nao devemos depender do estado para tudo. E o estado deveria ser democratico administrado pelo povo.


Na verdade, a coisa é ainda mais patética. A única coisa que achei foi isso aqui:

www.newshub.co.nz/home/new-zealand/2018/12/inequality-new-zealand-s-rich-getting-richer-while-poor-remain-static.html

E sabe o que a notícia diz? Que os ricos aumentaram seu patrimônio porque o valor de seus imóveis aumentou! É esse o nível...


Fui educado por pessoas quase assim, a pequenez da vida de meus pais era tamanha que se orgulhavam da quantidade de horas que trabalhavam por dia, raramente abaixo de 12h e das poucas férias que tiravam 1x a cada 3 anos em média, até os 25 anos achei normal, quando conheci e namorei brevemente uma garota que só vivia viajando e bancava tantas viagens consertando celulares, nas palavras dela: "um conserto de celular na cidade grande em dia de semana com outras opções custa X, aqui no litoral afastado, durante o feriado, sem outras opções pode custar 10X que o cliente paga e ainda diz que teve sorte, recomenda o serviço para outros e tenho que virar noites trabalhando, descanso e lazer é durante os 5 dias da semana".
Para meu espanto a garota de apenas 20 anos fazia mais dinheiro que meus pais juntos e afirmou que jamais teve uma carteira assinada na vida, implorei para ela me ensinar como fazer aquilo, o namoro acabou mas o conhecimento ficou e consertar celulares em lugares turísticos remotos é o que faço da vida desde então.

Quando conhecidos perguntam sobre mim para meus pais estes respondem que sou advogado, profissão que não exerço há 10 anos, e quando nos encontramos meu pai se divide entre a ironia "quantas pessoas você enganou no último feriado? Não dá pra trabalhar tão pouco e pagar as contas sem fazer coisa errada." Ou em conselhos antiquados como "Conversei com o fulano que disse que te coloca no escritório de advocacia dele, você precisa de um emprego de verdade, um que trabalhe bastante e seja respeitado." Triste. =(


É lamentável que não exista uma tradução em português dos livros de Bawerk. Apenas a teoria da exploração, que é um pedaço de um livro.


Nossa, é o fim do país! Acabou a Nova Zelândia! Os ricos estão mais ricos e pobres, mais ricos também! (Só que com menos intensidade). Uma tragédia! Ou a Nova Zelândia adota o modelo venezuelano para sobreviver, ou vai deixar de existir rapidinho. Seus habitantes vão fugir dali em revoadas...

Alguma refutação ao artigo?

P.S.: procurei notícias confirmando isso que você disse e não achei. O máximo que vi foram panfletagens de partidos de esquerda (que, na falta do que falarem, se apegam ao fantasma da desigualdade, dizendo que pessoas com diferentes talentos deveriam ser iguais). Faria você a gentileza de postá-las aqui?



Estranho, quando não há dados e tabelas, alguns leitores reclamam dizendo que "faltam fontes empíricas" para embasar um assunto. Aí, quando os há, reclamam também, mas agora por "excesso de fontes".

Quando o artigo é curto e sucinto, nêgo reclama dizendo que o assunto deveria ser mais explorado. Quando o artigo é mais longo e profundo, nêgo reclama dizendo que deveria ser mais sucinto, pois ter preguiça de ler coisa grande.

Dá pra ter um consenso mínimo?


P.S.: seu problema, segundo entendi, está no fato de o artigo ter disponibilizado três gráficos em sequência. É isso? Relaxe. O terceiro gráfico está ali apenas para facilitar a vida dos leitores monoglotas. Não foi você quem disse que os artigos deveriam fazer de tudo para ter um alcance maior entre os leigos?

P.S.2: o artigo está ótimo. Um assunto deste tipo tem sim de ser acompanhado do máximo de dados possíveis, exatamente para desarmar qualquer possível contra-ataque. Se o cara acha que esse tipo de assunto pode ser abordado simplesmente com palavras, então ele está vivendo um conto de fadas, acreditando em excesso na boa vontade dos outros.


O artigo já está em tempo de ser revisado. A Nova Zelândia caiu no ranking do IDH mundial de 5º em 2011 para 16º em 2018, com aumento acentuado da desigualdade social e da concentração de renda.


Uma dica: para que esses textos tenham um alcance maior, é bom enxugar um pouco texto a fim de remover redundâncias. Também, utilizem os dados de modo a ajudar na argumentação.

Por exemplo, embora o 2o gráfico mostre exatamente os mesmos dados apresentados no 1o gráfico (após uma divisão por 52), o texto os apresenta como sendo complementares e, em seguida, repete novamente ao colocar a tabela com os mesmos dados.

Não suficiente, coloca um terceiro gráfico pra falar a mesma coisa, só que dessa vez com dados mais antigos ainda, sem relevância nenhuma para o desenvolvimento do texto.

Gosto do trabalho do Mises.org.br mas acho que fica feio postar artigos que parecem relatório de faculdade.


Você parece triste com a eleição de Jair Bolsonaro. Sério, Vicky? O Fernando Haddad seria melhor opção para o Brasil?


Você pode ver os títulos como um ataque ao coletivo, ou uma proteção contra o coletivo.
Coletivo é uma abstração. Isto não é ataque ao coletivo, e sim ataque a indivíduos, em especial contra aqueles que menos tem condição de se proteger. É o pobre pé rapado que mais sofre com este ataque (via imposto inflacionário).

A maioria vota em políticos que prometem políticas inflacionistas, manipulação de juros.

Isto é uma afirmação inverídica. Na prática a grande maioria das pessoas não votam, a grande maioria dos políticos foram eleitos por uma minoria. Vide por exemplo a recente eleição. A quantidade de pessoas que não votaram no Bolsonaro é maior do que a quantidade que votou, e o mesmo para o antecessor e por aí vai. Não precisamos entrar nem na questão do legislativo, que a situação é ainda pior. Isso é uma tática de desinformação do sistema nos querer culpar o vizinho pela merda. Como se fosse justo culpar o coitado que não tem nada e que dedica seu tempo ao trabalho e ao lazer (pois é o certo) para ele se dedicar a entendimento da política e todas as suas nuances (coligações, representatividade..) para saber "onde" vai parar o "voto" dele.
Ou seja, nunca será justo culpar o todo pelo erro de alguns.

Os títulos públicos da dívida interna se tornam um porto seguro contra essa mesma sociedade que ameaça seu capital. Não vejo nada de imoral em se defender

Vamos lá. Não é a sociedade que ameaça seu capital, é o estado. Vamos saber diferenciar as coisas.
Segundo, existem outras formas de proteger seu capital.. Sim o risco é maior, sim dá mais trabalho. Mas é a ação moral a ser feita.


Acredito que o sentido de trabalhar duro para eles seja a dedicação e não o esforço físico extenuante, por exemplo, Jeff Bezzos trabalhou "duro" para prosperar a empresa e revolucionar o ramo do comércio, neste sentido o trabalho duro dele que é a dedicação, esforço de melhoria vingou e somos todos hoje gratos.



Muito do que se fala de países estrangeiros, no Brasil, é mito. Mas é uma via de mão dupla. É comum uma visão estereotipada de nós, lá fora, também. Quando se viaja, é fácil perceber isso.

No Japão, não só não se trabalha muito hoje em dia, como o país também é um dos líderes mundiais em feriados (aliás, para que férias num país assim?). E olha que Coreia do Sul, outro país que povoa nossos mitos, não é muito diferente.

harugakita.com.br/blog/feriados-e-festas-no-japao

brasilescola.uol.com.br/curiosidades/paises-com-mais-feriados-no-mundo.htm

Uma digressão, já que estamos falando de mitos. É comum, especialmente entre funças, a crítica ao brasileiro por ser um povo que só quer saber de ficar no bar, bebendo e assistindo futebol, quando não estão em casa vendo novela... isso enquanto tecem loas ao povo britânico, um pessoal que gosta de ir a pubs assistir à Premier League enquanto bebem boas "ales", ou ficam em casa assistindo a "Call the Midwife" ou "Doctor Who". Dizem também que os pés rapados que se arrebentam para comprar uma TV de LED ou um iPhone são consumistas, quando tais itens são de uso comum de britânicos.

As horas do rush também costumam ser em horários diferentes dos brasileiros lá fora. É comum, em cidades americanas e canadenses, por exemplo, que o trânsito mais intenso seja por volta das 9 da manhã e das 4 da tarde.


A China tem 50 milhões de moradias inabitadas (Na verdade, quase todas foram adquiridas e estão em posse de pessoas que as compraram para fazer especulação. É o livre mercado agindo e potencialmente prejudicando o próprio mercado. Muito embora isso só prejudique os pequenos investidores que, comprando barato pra vender mais caro, não deverão ter retorno de seus investimentos), porém, aproximadamente 60 milhões de chineses ingressam anualmente na "classe média". Isso significa que, mesmo que o estoque fosse de 300 milhões de casas (Aí sim eles teriam com o que se preocupar) em menos de uma década a classe média chinesa nascente absorveria essa oferta (Ou, ao menos, poderia absorver, sem a presença dos tais investidores-especuladores, um fenômeno mundial consistente).

Eu sei, assusta. A China é uma economia mastodôntica, cujo único espelho no mundo é a Índia. Não há nada igual aos dois países no planeta.

Quanto aos Estados Unidos e o gasto de concreto secular, trata-se de um país com edifícios construídos há séculos que vão sendo substitutos gradualmente. A demanda por novas moradias é muito menor, posto que boa parte dos 330 milhões de habitantes do país têm onde morar decentemente. A compra de novas habitações ocorre por ascensão social e pela juventude. Dada a taxa de natalidade do país, não é lá muita gente. A China, por outro lado, nunca pôde construir edifícios que propiciassem um ambiente urbano para a maioria dos seus 1 bilhão e 300 milhões de nacionais. Obviamente que tais números, inigualáveis, a não ser pela Índia, irão gerar uma movimentação equivalente à secular de outros países, mesmo que grandiosos, como os EUA são. Se os americanos construíram 200 milhões de residências em 100 anos, foi muito. Ora, os chineses estão aptos a construir isso em alguns anos. A China, na verdade, constrói uma Roma a cada 2 semanas. O ritmo é alucinante, impressiona pela quantidade de riquezas e recursos que movimenta, mas, novamente, estamos falando de um país continental com população maior que do continente africano inteiro. Um país que, se permitisse a renda e a qualidade de vida de São Paulo para a totalidade de sua população, teria o PIB do planeta. E é essa a estimativa: os chineses devem alcançar mais de 70 trilhões de dólares em PIB entre 2050 e 2060. Da mesma forma, os indianos devem alcançar montante parecido. Ambos terão o dobro dos Estados Unidos. Nada mais justo, afinal, a soma da população dos países é metade da humanidade.

Diante de tamanho predomínio econômico, é prudente aliviar as tensões nacionalistas. Precisamos de uma cultura global que permita o fluxo de ideias, riquezas e pessoas pelo planeta.


Se você espera políticos austeros, você não compreendeu a política ou não leu história da política. Políticos são forçados a ser austeros. Raramente surge um quadro em que eles resolvem colocar freios em si mesmos. Como a Estonia. Não pense que sem essas reformas institucionais a Estonia não estaria em uma trajetória de aumento da dívida com os políticos atuais. A natuteza deles não é muito diferente da natureza de um republicano ou democrata.
Se você ainda tem alguma esperança que o estado pode ser austero, se preocupe mais com o político que propoe freios instituicionais do que com aquele que fala que vai enxugar gelo



"dívida pública é um acordo entre a sociedade e os rentistas sem qualquer coerção."
A sociedade não faz dívida pública, o estado é que faz. É o estado utiliza o dinheiro dos impostos para pagar os juros dessa dívida. os impostos só podem ser arrecadados de forma coercitiva, pois não há como deixar de pagar impostos sem o estado agredir ou ao menos tentar fazê-lo.

www.mises.org.br/Article.aspx?id=2725

O estado não é a sociedade, é apenas um grande parasita de sua produção.


O capetalismo, meu fio... ele obriga você a fazer tudo por dinheiro...

...tendo dinheiro aí ocê faz o que quer... aí se não tiver dinheiro suficiente, aí não faz o que quer...
pois é pois é pois é


É um sistema anti natural. Se soubessem como cobrar o ar que ocê respira, pode ter certeza que te cobrariam.

E a tua pergunta, meu fio, não teve nenhuma resposta contraditória.

Se tu souber de alguém que queira um funcionário trabalhando só 4h/dia , me avisa que eu largo a cátedra.


É o que faço sempre. Poucas vezes fui ameaçado de demissão na vida, mas também nunca obtive aumentos significativos. Como não confio em empresa privada (nada contra patrões, ok? Não sou comunista, nem de esquerda nem nada rsrs), sei que sirvo apenas porque acredito que faço minhas tarefas bem, entregando resultados. Devido a esse cenário, estou sempre flertando com o mercado, enviando currículos e procurando saber como são as outras empresas do meu ramo.



Essa crença de que o que interessa é a quantidade de horas trabalhadas em conjunto com o esforço feito é tão arraigada nas pessoas, que se manifesta já na escola.

Prova disso é que alguns indivíduos ficam irritados quando um colega (de escola, de faculdade ou de trabalho) consegue realizar certa atividade de forma mais simples e rápida, obtendo resultados tão bons ou melhores. Reagem como se ele estivesse trapaceando:

"Todo mundo faz do mesmo jeito [mais difícil e menos produtivo], por que só você vai fazer diferente?"

"Todo mundo gasta duas horas para fazer isso, por que só você vai fazer em meia hora?"


Ou seja, em vez de tentar aprender com o colega e se tornarem mais produtivos, eles querem que o colega faça igual a eles e se torne menos produtivo.


Comparar sucrilhos com drogas foi ótimo, afinal sucrilhos causam dependência.


Correçãozinha na sua frase, que parece que você deixou escapar:

Boa parte dos eleitores do Partido Republicano não vota mais no partido por causa do abandono deste da defesa do livre mercado (não há mais a defesa da responsabilidade fiscal e nem do livre comércio). Mas é muito difícil fazer essa ideologia (menos liberdade e mais estado) decolar. No máximo vão conseguir emplacar um governo ou outro. O próximo governo que entrar vai ser tão socialista quanto os últimos.

Dados e fatos para você:

Os gastos do governo federal americano cresceram mais sob George W. Bush e Reagan do que sob Obama e Clinton


Há algum tempo, quando eu ainda estava na faculdade, minha professora disse que o capitalismo obriga as pessoas a trabalhar 8h/dia, mesmo que não queiram.

Perguntei a ela se, caso um empregado quisesse trabalhar 4h/dia com o correspondente ajuste salarial e seu empregador aceitasse, as leis trabalhistas permitiram.

A resposta dela foi "NÃO", sem aparentemente perceber sua enorme contradição. E essas pessoas estão educando seus filhos.


Pelo que acompanho, até os eleitores do Partido Republicano não votam mais no partido por causa da defesa do livre mercado. É muto difícil fazer essa ideologia decolar. No máximo vão conseguir emplacar um governo ou outro. O próximo governo que entrar vai ser socialista de novo


"Na vida real, o capital de muitos vieram da expropriação mesmo. Ou por ser amigo do Rei(o Estado, sim amiguinho libertário, o Estado malvadão sempre foi íntimo do capitalismo e da burguesia)."

Interessante. Não sabia que ser amigo do Rei fazia magicamente surgirem maquinários, ferramentas, instalações e demais bens de capital modernos.

Como é que funciona isso? Tipo assim, se eu virar amigação do Renan Calheiros, surgirão máquinas modernas para todos?

Aliás, se o compadrio é o segredo para o surgimento de bens de capital, então, caralho, as economias da América Latina deveriam ser o ápice da pujança e da modernidade! Afinal, nós praticamente inventamos o clientelismo.

É cada ignaro...

"O por quê de existirem pequenas diferenças de capital pode ter muitas razões, os defensores aqui do Mises preferem falar unicamente das diferenças que são produto do mérito das pessoas, no caso de que tenham sido mais trabalhadoras ou mais engenhosas(a tal produtividade)"

Isso é piada, né?

Além de o artigo falar exatamente o contrário disso (o trabalho duro nada tem a ver com a prosperidade), há vários artigos neste site falando que "mérito" também nada tem a ver com riqueza. Exemplo:

Não é a meritocracia; é o valor que se cria

Por enquanto, é só vergonha que você está passando.

"Se todas as famílias tomam a mesma decisão(poupar), cai a demanda agregada e a própria renda nacional, fazendo com que a poupança total não aumente. E isso é ruim para a economia de forma geral, pois o meu consumo é a renda de outra família e assim por diante."

Teoria rasteira de oitava série. Ainda mais impressionante é ver nêgo repetindo estultícia com ares de originalidade (o que dá um grande dó).

Sei que vou jogar pérolas aos porcos, mas vou deixar Eugen Böhm-Bawerk para você:

Aquilo que todos conhecem como "poupança" tem, como consequência imediata, um lado negativo: o não-consumo de uma fatia de nossa renda. Ou, em termos aplicáveis à sociedade que utiliza o dinheiro, o não-gasto de uma porção do dinheiro recebido anualmente.

Este aspecto negativo da poupança é o mais imediatamente evidente em nosso dia a dia e, com efeito, é o único que as pessoas imaginam existir. São muito poucas as pessoas que realmente param para pensar no destino subsequente das somas de dinheiro poupado; elas apenas imaginam que o dinheiro ficou parado dentro de uma conta bancária.

Mas é exatamente aqui que começa a parte positiva do processo da poupança, o qual irá se completar muito longe do campo de visão do poupador — cujas ações, entretanto, foram as que deram o impulso a toda a atividade que virá a seguir.

O banco irá recorrer a essa poupança de seus depositantes e irá emprestá-la para empreendedores de várias maneiras: empréstimos para a construção civil, empréstimos para a abertura de pontos comerciais, empréstimos para a ampliação de instalações industriais, empréstimos para a construção de fábricas, empréstimos para a contratação de mão-de-obra, empréstimos para capital de giro etc.

Desta maneira, a poupança de uns foi direcionada para o financiamento de atividades produtivas, as quais, sem esta ajuda, não poderiam ter êxito. No mínimo, não alcançariam a mesma eficiência.

[...]

Nesta premissa — de que a poupança significa necessariamente uma redução na demanda por bens de consumo — está faltando uma única, porém muito importante, palavra: 'presente'.

Para começar, o homem que poupa reduz a sua demanda por bens de consumo presentes, mas de maneira alguma ele reduz seu desejo geral por bens que lhe deem prazer. A "abstinência" gerada pela poupança não é uma abstinência absoluta, ou seja, ela não gera uma renúncia definitiva a todo e qualquer bem de consumo. Ele continua consumindo bens básicos no presente. Mas abrirá mão do consumo, no presente, de bens mais luxuosos. Mas tal renúncia não é definitiva. Ela é apenas uma postergação.

O motivo principal daqueles que poupam é precisamente preparar-se para o consumo futuro; ter meios com os quais suprir suas demandas futuras ou as de seus herdeiros.

Isso significa, nada mais nada menos, que eles desejam garantir que terão controle sobre os meios que permitirão a satisfação de seus desejos futuros, isto é, sobre o consumo de bens em um período futuro.

Em outras palavras, aqueles que poupam reduzem sua demanda por bens de consumo no presente justamente para poderem aumentar proporcionalmente sua demanda por bens de consumo no futuro.


"Um jogador de futebol ganha cem vezes mais jogando no Qatar do que no Brasil.
Existe mais máquina no Qatar do que no Brasil ? Não...
Existe mais ferramentas ? Não...
O futebol no Qatar é mais popular do que no Brasil ? Também não...
O futebol no Qatar é mais competitivo do que no Brasil ? Não...
O futebol no Qatar é melhor do que o futebol praticado no Brasil ? Não...
Enfim..."


Enfim, você não faz a mais mínima ideia do que fala, ignorando completamente coisas básicas, como o fato de que a oferta de jogadores talentosos no Qatar é ínfima, o que faz com que qualquer demanda por jogadores bons leve a um aumento de salários. Comece a entender o básico sobre a mecânica do salário de jogadores de futebol:

www.mises.org.br/Article.aspx?id=2515

"A nível de máquina, ferramenta disponível e conhecimento eu vos pergunto : "o que tem em Portugal que não tem aqui no Brasil ?" Ah lá eles tem o Euro... aqui a gente infelizmente não tem essa moeda. Fora que nós temos uma população bem maior..."

Depende da região. Há locais no sul e sudeste do Brasil que são muito mais ricos que todas as regiões de Portugal (têm mais máquinas, ferramentas e cabeças pensantes). E há locais no norte e nordeste do Brasil que são extremamente mais pobres que Portugal. Onde há mais capital acumulado no Brasil: sul e sudeste, ou norte e nordeste?

Você comete o erro básico de agregar em um só número coisas completamente diversas. Não existe um Brasil. Existem vários Brasis. Compare cada um entre si, e depois compare cada um com cada região de Portugal.

"Observação: Foi uma pena esse artigo não mencionar a CHINA."

Deve ser porque a China não faz parte da OCDE.

É cada jumento...


P.S.: você gemeu, contorceu, distorceu e eu não vi nenhuma tentativa de refutação. Devo continuar esperando?


Ou seja, segundo você próprio, o número de horas trabalhadas na Europa é ainda menor do que os dados mostram, o que simplesmente intensifica ainda mais tudo o que foi dito no artigo.

P.S.: os dados são da OCDE. Se você tem os dados verdadeiros, gentileza compartilhá-los.


O capital advém da poupança, e poupar significa se abster do consumo

O capital advém da poupança ? Será ?
Na vida real, o capital de muitos vieram da expropriação mesmo. Ou por ser amigo do Rei(o Estado, sim amiguinho libertário, o Estado malvadão sempre foi íntimo do capitalismo e da burguesia).

O por quê de existirem pequenas diferenças de capital pode ter muitas razões, os defensores aqui do Mises preferem falar unicamente das diferenças que são produto do mérito das pessoas, no caso de que tenham sido mais trabalhadoras ou mais engenhosas(a tal produtividade), porém não podemos nos esquecer do fato de que muitas vezes, e me atrevo a dizer que a maioria das vezes, essas diferenças são produto do azar, da especulação, do açambarcamento, do roubo, das guerras, de heranças...

Mas suponhamos que essa questão da poupança tratada no artigo fosse verdade... É por isso que existe a macroeconomia.
Se todas as famílias tomam a mesma decisão(poupar), cai a demanda agregada e a própria renda nacional, fazendo com que a poupança total não aumente. E isso é ruim para a economia de forma geral, pois o meu consumo é a renda de outra família e assim por diante.



Um operário norte-americano ganha quatro vezes mais que o espanhol ou cem vezes mais que o indiano não por "trabalhar mais duro" ou por ser mais inteligente, mas sim por utilizar quatro ou cem vezes mais capital (máquinas, ferramentas, instalações industriais, meios de transporte etc.) que seu colega espanhol ou indiano, respectivamente.

Um jogador de futebol ganha cem vezes mais jogando no Qatar do que no Brasil.
Existe mais máquina no Qatar do que no Brasil ? Não...
Existe mais ferramentas ? Não...
O futebol no Qatar é mais popular do que no Brasil ? Também não...
O futebol no Qatar é mais competitivo do que no Brasil ? Não...
O futebol no Qatar é melhor do que o futebol praticado no Brasil ? Não...
Enfim...

É engraçado que de repente de forma mágica o jogador brasileiro foi para o Qatar e a sua "produtividade" aumentou absurdamente rsrsr... É a mesma coisa dos trabalhadores brasileiros que vão para os EUA. O cara vai limpar privada nos restaurantes de MIAMI e sua "produtividade" aumentou absurdamente rsrs. E ele USA AS MESMAS FERRAMENTAS rsrs


Em um país rico, a quantidade e a qualidade das máquinas e das ferramentas disponíveis são muito maiores do que nos países pobres. A acumulação de capital, o empreendedorismo e a inventividade tecnológica são os pilares da economia. Como consequência, a produtividade, a riqueza e o padrão de vida nestes países são muito mais altos.


A nível de máquina, ferramenta disponível e conhecimento eu vos pergunto : "o que tem em Portugal que não tem aqui no Brasil ?"

Ah lá eles tem o Euro... aqui a gente infelizmente não tem essa moeda. Fora que nós temos uma população bem maior...


Observação: Foi uma pena esse artigo não mencionar a CHINA.


Os dados estão completamente aldrabados e assim é porque na Europa e mais meia dúzia de países desenvolvidos existe uma penalização enorme para as empresas que tenham trabalhadores a trabalhar horas acima do permitido por lei. Assim sendo nos dados das empresas estão valores irreais sobre o número de horas trabalhadas pelos funcionários.
Arrisco me a dizer que em grande parte da Europa há trabalhadores que trabalham meia dúzia de horas por semana á custa de outros que trabalham de sol a sol. Nos dados finais aparece correctamente o número de horas trabalhadas pelos que menos fazem e quanto aos outros aparece apenas o máximo permitido por lei. Um dos países exemplo do post é um país em que existem inúmeros casos de quase escravatura no que diz respeito às horas de trabalho. E falo com conhecimento de causa sobre esse país. Gostava que o autor fizesse um gráfico que relacionasse o nível de estado social com as horas de trabalho. Acontece que em grande parte dos países ricos existe um grande estado social e controlo laboral por parte do estado. Não será por acaso que os USA que são o país mais rico do mundo, com os estados mais ricos per capita, mais desenvolvido não é um grande exemplo para a teoria do autor, que não deixa de estar correcta, mas está correcta utilizando dados absurdamente errados


Esta visão tua do campo já era,ou seja nem eles(Povo do campo) trabalham mais tanto assim,pois a maioria vive de aposentadoria rural,bolsa-família e os jovens migram para as cidades,esse Brasil rural posso dizer que não exista mais,a não ser em alguns bolsões de miséria do Nordeste devido a seca e exploração dos políticos populistas,enfim a coisa está mudada...


Isso dos japoneses foi um pequeno mito bastante inflado e difundido por brasileiros que foram pra lá trabalhar (e que por serem imigrantes têm seu "couro arrancado"). Sim, trabalha-se bastante no Japão, mas nada de muito diferente dos outros países ricos. A menos que você seja imigrante pouco qualificado e desesperado por uma renda. Aí você vai trabalhar adoidado - igual a um latino-americano nos EUA.



Ao que me parece, dos artigos que já li no site, um dos que mais aproximam o leitor da realidade, pois traz conceitos simples e de fácil compreensão para desmistificar o velho ditado popular "trabalhe duro, acorde cedo, etc..."

Na verdade, o grande problema dos teóricos econômicos, independentemente da vertente seguida, é que eles trazem conceitos por vezes utópicos para corroborar seus posicionamentos.


Estou surpreso com o fato de que, de acordo com os gráficos anteriores, os trabalhadores japoneses fazem menos horas de expediente do que os italianos, já que no Japão o excesso de trabalho chega a ser considerado um problema de saúde pública. Existe até uma palavra em japonês "karoshi" que significa literalmente "morrer de trabalhar", por exaustão. Sempre achei que era exatamente por causa desse trabalho duro e da deflação que os japoneses conseguiam manter o padrão de vida, apesar da "economia zumbi" deles.



Consumimos bens e serviços, e esses, para que cheguem até os indivíduos, precisam ser produzidos/processados. Logo, não é algo dado, não são produtos que aparecem magicamente em nossas prateleiras/armários, é necessário que alguém faça o trabalho de tirar do solo, converter em algum bem ou que alguém faça alguma coisa para outro alguém (no caso de serviço).

Sim, o "PIB" (que não é a melhor maneira de mensurar a riqueza de uma região) é possível que aumente, só o fato de você produzir uma coisa a mais, o PIB aumenta. Se você vende 10 laranjas e, no momento posterior, vende 11 laranjas, o PIB aumentou. Ou até mesmo o caso de você continuar vendendo 10 laranjas por certo período faz com que o PIB aumente, já que ao vender 10 laranjas você está produzindo riqueza, e se continuar vendendo é porque continua produzindo riqueza.

Sobre a questão da riqueza, o negócio de todos serem ricos é relativo, depende da comparação. Se você comparar os EUA de hoje com os EUA de 1980, vai perceber que a sociedade, em geral, é mais rica atualmente do que antes, pois os anos de produção de riquezas fez com que a população acumulasse capital, e com bem mais produtos disponíveis no mercado. Ou seja, com o passar dos anos os americanos ficam mais ricos, assim, claro, como outros países do mundo, que continuam a produzir.

Mas, se você está falando de todos serem milionários ao mesmo tempo, não, não tem como, pois os indivíduos recebem de acordo com seu trabalho/função/influência, e nem todos tem o mesmo valor (em termos de trabalho) que um Bill Gates.


"Mas ele entende que quanto melhor a vida dos seus funcionários melhor será sua produtividade?"

A "vida do funcionário" é algo que está totalmente fora da alçada de qualquer empreendedor. Eu, por exemplo, não tenho nenhum controle sobre a vida da minha faxineira. Se há problemas na casa dela, ou se há desavenças dela com o marido, nada posso fazer.

Não entendi sua colocação, portanto.

"Entende que com salários maiores, todos poderão comprar mais e mover mais a economia?"

Colocação totalmente sem sentido. Você por acaso dá aumentos à sua faxineira pensando que, com esse salário, ela poderá comprar mais lingüiça no açougue da esquina?

Ninguém pode pagar mais do que a produtividade de um empregado.

"Pode falar o que for, mas minha prática tanto na vida profissional quanto acadêmica me mostra o contrário. Se quiser dados é só comparar o nosso coeficiente Gini com o de qualquer país liberal, na verdade nem precisa ser um país liberal, para notar que somos um dos piores no mundo em distribuição de renda."

Pelo índice de GINI, os EUA são mais desiguais que o Senegal. O Canadá é mais desigual que o Afeganistão e que Bangladesh. A Nova Zelândia é mais desigual que o Timor Leste, a Austrália é mais desigual que o Cazaquistão, o Japão é mais desigual que o Nepal e a Etiópia. E o Afeganistão é das nações mais igualitárias do mundo.

O Brasil, mesmo com sua altíssima carga tributária, segue sendo um dos países mais desiguais do mundo (outra ilustração da ineficiência de nosso estado em fazer aquilo a que ele se propõe), mas não é nem de longe o mais pobre. O pobre brasileiro, por pior que seja sua condição de vida, está melhor que o pobre indiano, apesar de viver numa nação muito mais desigual.

O que você propõe como solução? Eu proponho menos impostos e mais liberdade econômica.


Desculpem-me a ignorância, mas tenho algumas dúvidas:

Tem aquela frase (que para mim, é uma máxima da economia) que é:"A economia não é conta de soma zero". Ou seja, para uma lado ganhar não necessariamente o outro precisa perder.

O PIB mundial, sempre é passível de se expandir? Admitindo que a riqueza de um não causa a pobreza de outro, é possível todos serem ricos?

Muito obrigado.


Parabéns pelo artigo, é uma lógica pouco óbvia do ponto de vista de quem vive hoje mas que faz muito sentido.

Mas tenho receio pela ideologia da busca pelo maior lucro possível. Claro que o empresário quer lucro, ele investiu seu tempo e capital numa empresa para isso. Mas ele entende que quanto melhor a vida dos seus funcionários melhor será sua produtividade? Entende que com salários maiores, todos poderão comprar mais e mover mais a economia?

Pode falar o que for, mas minha prática tanto na vida profissional quanto acadêmica me mostra o contrário. Se quiser dados é só comparar o nosso coeficiente Gini com o de qualquer país liberal, na verdade nem precisa ser um país liberal, para notar que somos um dos piores no mundo em distribuição de renda.


O que sustenta a teoria de valor trabalho na cabeça de muitos sejam comunistas declarados ou não é basicamente o ego do sujeito. A teoria de valor trabalho é uma teoria que amacia o ego de indivíduos fracassados em termos de perspectiva e auto comparação com o resto do mundo, basicamente "se eu empenho muito esforço meu orgulho sobre o que fiz vai crescendo e por isso acredito que devo ter o melhor valor possível como recompensa." Toda a teoria Marxista inclusive é uma teoria que joga com os conflitos do ego e a revolta da queles que não podem ter o que são obcecados por ter. A inveja natural do ser humano e o desejo irracional de destruir aquilo e aqueles cujo sucesso evidenciam que o indivíduo invejoso não é capaz ou não é tão bom para ter o que quer e o que ver de valor sendo reconhecido nos outros. Destruir o que é incômodo é o impulso mais primitivo e básico de todo ser humano. É difícil para essas pessoas aceitarem que o valor de qualquer coisa que elas façam depende da perspectiva de terceiros e não do que elas acham. O mundo não é e nunca será espelho do que o indivíduo acha de si enquanto mérito.


É porque tais pessoas ignoram uma lição básica do enriquecimento pessoal: primeiro você trabalha para ganhar dinheiro; depois você coloca o dinheiro para trabalhar para você.

Se você fica apenas no primeiro passo, jamais irá prosperar. Jamais irá se aposentar. Por melhor que seja seu emprego, se você ficar a vida inteira apenas trabalhando para ganhar dinheiro, morrerá pobre. Se você não colocar o dinheiro para trabalhar para você (investindo e auferindo renda passiva), jamais terá um padrão de vida alto. Pode até não passar necessidade, mas jamais terá luxos.



Alguém já deve ter ouvido a expressão: "quem trabalha, não tem tempo para ganhar dinheiro".

Eu ouvia isso de gente preguiçosa (e alguns realmente eram). Mas aí está a outra explicação.



Isso é vem visível na roça dos sertões brasileiros. Lá as pessoas trabalham até 15 horas por dia. Acordam as 4 da manhã, saem pro trabalho externo, terminam quando o sol se põe, e aí dentro de casa tem mais trabalho. É a perfeita definição de trabalho duro.

E estão na mesma há décadas. Melhoraram um pouco o padrão de vida (hoje têm mais bens do que tinham, sei lá, na década de 80), mas para os padrões urbanos ficaram na mesma.

A tragédia é que elas não têm maquinários e bens de capital avançados, que são as únicas ferramentas que geram um aumento da produtividade. Sem produtividade, impossível trabalhar pouco e produzir muito. Impossível enriquecer.


Nos EUA eles dizem "Work smarter, not harder" (algo como "trabalhe mais espertamente, e não mais pesadamente").

Um cara com uma restroescavedeira (com cabine fechada e ar condicionado) faz mais em quatro horas do que 20 pessoas com pás em uma semana. E estas últimas obviamente trabalharam muito mais pesado.

No final, esse conceito de trabalho duro ou trabalhar mais horas nada mais é do que uma herança da teoria do valor-trabalho, que é aquela imbecilidade que diz que o valor das coisas é proporcional ao volume de horas trabalhadas para fabricá-la. Não interessa qual foi o seu esforço ou quantas horas você gastou na labuta. A única coisa que interessa é o resultado final.


Olá ! Este vídeo ainda está disponível em algum lugar ?


Concordo com vc. A pessoa não lê com atenção ou é preguiça mesmo? Um assunto importante deve ser lido e entendido antes de sair falando besteira. Me poupe.


Sim ué, é dele.
Mas acho muito difícil um shopping lucrar mais que um monumento histórico de tamanha importância por dois motivos:

1) Pessoas do mundo todo vão para lá para ver a Muralha. Para ver um shopping não precisa nem mesmo sair de seu estado (alguns nem mesmo de sua cidade e outros nem mesmo de seu bairro).

2) Ainda que essa pesquisa dê esse resultado (que pela lógica já estaria errada), o boicote ao shopping seria enorme. Imagine a comoção desses mesmos turistas ao saberem que o cara destruiu um monumento milenar apenas para construir um shopping?

Resumindo: dificilmente haveria lucro, facilmente haverá boicote. Nos dois casos, não tem lucro pro dono.



Doçura, vá estudar a história básica (não aquela panfletada pela sua professora de oitava série). Aumentos salariais e direitos trabalhistas vieram antes de todo e qualquer decreto governamental e sindical sobre isso. O trabalho infantil, por exemplo, já havia sido praticamente extinto nos países ricos quando os governos começaram a falar sobre isso. Não passe vergonha.

Agradeçamos ao capitalismo pelo fim de semana, pelos feriados e pela redução da jornada de trabalho

O mercado, e não os sindicatos, nos propiciou o lazer e o descanso

Nós não humanizamos o capitalismo; foi o capitalismo quem nos humanizou

A Revolução Industrial, as mulheres e as minorias: como a ideologia suprimiu a realidade


P.S.: se eu quiser vender a minha mão de obra pelo preço que eu bem entender, você me concede essa liberdade? Posso? Ou você me ama tanto assim ao ponto de me proibir se achar que estou pedindo um salário baixo?


Honestamente, para defender essa ideia aí do seu texto é preciso desconhecer por total a história mundial. De uma questão pontual (exigência dos taxistas para que os uberistas tenham salário mínimo com o escopo claro de encarecer os serviços de uber e arrefecer a concorrência), faz uma regra geral, o que distorce, na realidade, qualquer argumento teórico-racional que não pode partir de uma situação particularizada para formulação do todo. Querido, isso defendido por vc (da pessoa humana poder livremente vender sua mão-de-obra como se isso se resumisse a uma mera questão de escolha) já foi experimentado lá atrás e não deu certo. Pelo seu equivocado raciocínio, as relações de trabalho seriam iguais à epoca da revolução industrial. Com base em um exemplo singularizado vc coloca em xeque toda a evolução dos direitos fundamentais. Também, por essa sua distorcida conclusão, a teoria da geração dos direitos fundamentais, igualmente, não deveria existir e é só algo inventado (segunda geração de direitos fundamentais) por quem não teria mesmo o que fazer. Só vou dar-lhe um desconto porque é administrador e ao que parece, pelo teor do seu texto, não conhece muito das relações de trabalho na história mundial, muito menos do porquê do nascimento mais do que necessário dos chamados direitos fundamentais de segunda geração. E isso não é argumento emotivo como vc classifica no seu texto que impediria o avanço das discussões sobre a abolição do salário mínimo. Pelo contrário, isso é teoria. É conhecimento técnico.



Algo que me intriga no caso russo é a dívida, que não chega nem a 13%. Mais assustador que isso, é que já foi quase 100% há quase 20 anos! O que se deve a isso? Será que fizeram cortes massivos de gastos.


Seu comentário está equivocado em alguns pontos.

Comecemos pela afirmação de que o único a prosperar enquanto protestante foi os Estados Unidos. Isso é uma mentira total, já que a Suécia só emergiu como grande potência (potência média) entre os séculos XVII e XVIII quando protestante. O rei que oficializou a Reforma fez também reformas econômicas e auxiliou no desenvolvimento do país.
Inglaterra emergiu como potência europeia e futuramente mundial quando protestante, iniciando com Elizabeth I (por sinal, rainha que transformou a Igreja Anglicana em protestante) e se consolidando com Cromwell, protestante calvinista que implantou o liberalismo econômico.
Os Países Baixos se tornaram o país mais rico do mundo e uma potência naval e militar quando protestantes/[b], tendo o calvinismo oficial no país. Junto com a Inglaterra eles foram fundamentais para o desenvolvimento do capitalismo moderno que foi aderido com gosto pelos EUA.

Sobre ter a religião estatal, todos eram Estados confessionais no passado e muitos continuaram assim. De qualquer maneira é aceito pela maioria que os protestantes colaboraram para o desenvolvimento do estado laico junto com os ideais iluministas, já que mesmo com religiões do governo eles eram bem tolerantes em relação aos outros..

Não sei se você já leu o livro de Weber, mas citar tais países não torna seus ideais inválidos. Não sei a história particular de cada um mas se levarmos em consideração a situação atual deles, [b]foi graças ao capitalismo e a revolução industrial, desenvolvido em grande parte pelos protestantes e sua ética de trabalho
. Os principais exemplos que posso citar são Bélgica e Chile, sendo que a Bélgica foi uma das primeiras a aderir a Revolução Industrial junto com os protestantes Inglaterra, Países Baixos, Escócia e Suécia. Por sinal, a Bélgica se tornou independente dos Países Baixos e manteve uma certa influência da sua "mãe"
Chile enriqueceu mais recentemente com políticas de liberalismo econômico, desenvolvidos também pelos protestantes.
Um detalhe interessante é que Austrália está com maioria denominacional católica porém somando todas as igrejas protestantes os números são bem próximos (43% dos cristãos são católicos protestantes e 44%) porém a influência católica é bem recente no país. Suíça é a mesma coisa, só é maioria católica desde 1960-70 porém era maioria reformada. Canadá está na mesma, a influência majoritária é protestante mesmo que não seja mais maioria.

Citar colônias é complicado pois em muitos casos eles não tem condições para enriquecer durante um bom tempo, pois estavam sob domínio de outros e a colonização e neo colonização exerce influências até depois da independência.
Sem contar que os países da América tem condições bem melhores de enriquecer do que os africanos, lembrando de países como Chile, Argentina e o próprio Brasil que desde 1970 estão crescendo exponencialmente e se tornando economias emergentes.

Sobre os países citados, África Do Sul está numa boa condição quando comparada a países no mesmo continente, Nigéria tem um enorme contingente islâmico (e para que a influência permaneça a religião não poderia ter um contrate tão grande assim, Bahamas é o terceiro país mais rico da América (em PIB per capita), Botswana saiu de um dos países mais pobres do mundo com 70 dólares per capita para um padrão de vida razoável e um dos crescimentos mais rápidos do mundo, tendo hoje 13,000 dólares per capita.

Proximidade litúrgica não impede de serem protestantes e serem influenciados, já que as igrejas possuem ideais semelhantes e consciências parecidas. Sem contar que o principal impulsor do capitalismo foi o calvinismo que influenciou profundamente a Inglaterra e a própria Anglicana (que seria calvinista se não fosse elementos católicos mantidos pela Elizabeth I) e esteve presente nos escandinavos, sendo a ética de trabalho luterana essencial no processo de enriquecimento deles.

O protestantismo brasileiro é bem distante do europeu e do norte americano nesse sentido de enriquecer. Os principais expoentes no país hoje são os pentecostais que não tem a mesma ética de trabalho, mesmo que alguns ainda tenham uma certa influência. Eles atendem muito as periferias e regiões pobres onde a religião não tem um impacto tão grande na questão econômica, por isso não se encaixam muito no assunto aqui debatido.

De qualquer maneira, não sou desonesto e cego para os fatos. Ser católico não impede do país, estado ou cidade ser rico, porém eles utilizam muitos conceitos que os protestantes influenciaram.

Gosto de citar Singapura, país que mal tem cristãos, quanto mais protestantes, e mesmo assim é rico graças ao capitalismo desenvolvido por eles.

o comentário já está bem longo e por isso não vou tratar da relação entre protestantismo e secularismo, mas em relação econômica já expus os fatos e argumentos.


Eu tenho uma pergunta com relação aos patrimônios históricos. Se algum milionário comprar a Muralha da China, por exemplo e por meio de uma pesquisa perceber que traria muito mais lucro construir um shopping no lugar, ele poderia apagar uma parte importante da história e cultura de um povo em nome desse lucro? Já que a propriedade é dele??


Estudei engenharia numa federal e posso garantir que, pelo menos nos cursos de ponta, a maioria dos alunos são pessoas abonadas mas que fizeram excelentes cursinhos e conseguiram passar no vestibular. Paga-se muito bem pelo ensino privado básico para pode estudar de graça nas melhores universidades.

Aos pobres sobram os cursos baratos de Humanas. E vê lá!


Na boa mesmo... Ficar procurando hipocrisia na vida dos outros é um tanto quanto incoerente. A pessoa pode sim idealizar um estado menor, mas estar aproveitando uma possibilidade de lucrar algo com o atual sistema. Vai julgar os outros por isso? Então certifique-se que você é um ultra libertário que não usa o estado para nada. Nem você, nem sua família.


A maioria dos ricos não prestam. Os ricos são os que mais patrocinam causas progressistas. Basta ver os Rothschilds, os Rockefeller, Soros e outros.

O Zuckerberg falou que a maioria dos empresários do Vale do Silício são de esquerda (aos 2:36):



Então o calvinista trabalha para que haja o consumo dum indivíduo não eleito rsrsrss. Não sei qual o "pior" nessa história.


Acho difícil um calote, pode até haver mas nesse caso toda a fundamentação do estado termina aí, o estado simplesmente acaba, e isso seria até bom. Mas é difícil, numa extremo ele imprime dinheiro, e quem pega esse dinheiro primeiro são os que emprestam ao tesouro (a remuneração da selic é diária).



De qualquer forma, o New Deal foi ineficiente e John Keynes estava errado, ele sendo neo-clássico ou não.


Sobre o massacre de Cunhaú e Uruaç, recomendo ler este livro sobre a tolerância presente no protestantismo, que trata do acontecimento entre as páginas 591 e 596.

drive.google.com/uc?export=download&id=1LBAcp1z6yZgmPLdGFzVMskw6ZTeyEnoM

Basicamente os holandeses calvinistas não mataram os portugueses católicos, sendo que o pastor enviado por eles foi inclusive morto pelos que se tornaram vítimas no conto católico

Recomendo não só esse trecho mas toda a obra, escrita pelo teólogo e historiado Lucas Banzoli com mais de 1500 citações, envolvendo muitos historiadores seculares e inclusive textos católicos que corroboram com seus argumentos.



É triste ler os comentários desse artigo e constatar o tanto de ódio que algumas pessoas declaradas Cristãs tem no coração. Que espécie de Cristianismo é esse?

Voltem-se para Cristo, irmãos. Fujam de doutrinas seculares e totalitaristas que tem objetivos apenas políticos, e atentem-se exclusivamente à palavra do Senhor, esta sim, A palavra que o Criador reservou para nós, suas criaturas.

O único intermediário entre Deus e nós é Cristo, que nos comprou com seu sangue. Tudo que fugir disso vem do maligno.

"Amai a Deus sobre todas as coisas e o próximo como a si mesmo". Mas não poderemos amar a Deus se não compreendermos sua palavra.


"Sim, a dívida pública é uma fraude" não não é!

Ora, como um instituto que se diz defensor do capitalismo pode ser contra dívidas e juros? Estamos voltando a moralidade da idade média na qual a igreja condenava tais práticas?
Dívidas e juros são a base do sistema capitalista. A dívida pública é um acordo entre a sociedade e os rentistas sem qualquer coerção. Impedir o estado de se endividar em um mundo capitalista é como defender que a empresa produtora de armas não possa se endividar pelo simples fato de os efeitos secundários não ser satisfatório. O estado é livre, viva a república!


Eu nasci em 1970 e neste tempo todo, eu vi caírem de podres, vários regimes ou esquemas de poder. Regime Militar, Sarney, Collor, FHC e PT. Todos caíram basicamente, pelos mesmos motivos:

1- Colocaram os juros e o desemprego lá em cima. Ao mesmo tempo, colocaram o crescimento e o desenvolvimento lá embaixo.

2- Colocaram os interesses da especulação e da corrupção, acima dos interesses do povo brasileiro.

Tanto faz, a fachada. Tanto faz se sob o general-presidente Figueiredo ou da ex-terrorista marxista Dilma. Estas duas coisas, fazer uma crise econômica e os interesses da especulação e da corrupção, acima de tudo, foram seguidas, com fé fanática, por todos os governos de 1980 até hoje, 2018.

Tanto o Regime Militar, como Collor, como o PT, apenas cavaram suas próprias sepulturas políticas, fazendo estas coisas. Dilma, FHCannabis, Figueiredo, etc. tinham fachadas diferentes, mas fizeram a mesma crise econômica, ao povo brasileiro. Quem acabou com Regime Militar foi, o general Figueiredo. E quem tirou o PT do poder foi a Dilma.

Aí está, mais um governante, para o Brasil. O Bolsonaro. Se ele seguir estes dois passos acima, Bolsonaro estará cavando sua própria sepultura política também.



Seu comentário está equivocado em alguns pontos.

Comecemos pela afirmação de que o único a prosperar enquanto protestante foi os Estados Unidos. Isso é uma mentira total, já que a Suécia só emergiu como grande potência (potência média) entre os séculos XVII e XVIII quando protestante. O rei que oficializou a Reforma fez também reformas econômicas e auxiliou no desenvolvimento do país.
Inglaterra emergiu como potência europeia e futuramente mundial quando protestante, iniciando com Elizabeth I (por sinal, rainha que transformou a Igreja Anglicana em protestante) e se consolidando com Cromwell, protestante calvinista que implantou o liberalismo econômico.
Os Países Baixos se tornaram o país mais rico do mundo e uma potência naval e militar quando protestantes/[b], tendo o calvinismo oficial no país. Junto com a Inglaterra eles foram fundamentais para o desenvolvimento do capitalismo moderno que foi aderido com gosto pelos EUA.

Sobre ter a religião estatal, todos eram Estados confessionais no passado e muitos continuaram assim. De qualquer maneira é aceito pela maioria que os protestantes colaboraram para o desenvolvimento do estado laico junto com os ideais iluministas, já que mesmo com religiões do governo eles eram bem tolerantes em relação aos outros..

Não sei se você já leu o livro de Weber, mas citar tais países não torna seus ideais inválidos. Não sei a história particular de cada um mas se levarmos em consideração a situação atual deles, [b]foi graças ao capitalismo e a revolução industrial, desenvolvido em grande parte pelos protestantes e sua ética de trabalho
. Os principais exemplos que posso citar são Bélgica e Chile, sendo que a Bélgica foi uma das primeiras a aderir a Revolução Industrial junto com os protestantes Inglaterra, Países Baixos, Escócia e Suécia. Por sinal, a Bélgica se tornou independente dos Países Baixos e manteve uma certa influência da sua "mãe"
Chile enriqueceu mais recentemente com políticas de liberalismo econômico, desenvolvidos também pelos protestantes.
Um detalhe interessante é que Austrália está com maioria denominacional católica porém somando todas as igrejas protestantes os números são bem próximos (43% dos cristãos são católicos protestantes e 44%) porém a influência católica é bem recente no país. Suíça é a mesma coisa, só é maioria católica desde 1960-70 porém era maioria reformada. Canadá está na mesma, a influência majoritária é protestante mesmo que não seja mais maioria.

Citar colônias é complicado pois em muitos casos eles não tem condições para enriquecer durante um bom tempo, pois estavam sob domínio de outros e a colonização e neo colonização exerce influências até depois da independência.
Sem contar que os países da América tem condições bem melhores de enriquecer do que os africanos, lembrando de países como Chile, Argentina e o próprio Brasil que desde 1970 estão crescendo exponencialmente e se tornando economias emergentes.

Sobre os países citados, África Do Sul está numa boa condição quando comparada a países no mesmo continente, Nigéria tem um enorme contingente islâmico (e para que a influência permaneça a religião não poderia ter um contrate tão grande assim, Bahamas é o terceiro país mais rico da América (em PIB per capita), Botswana saiu de um dos países mais pobres do mundo com 70 dólares per capita para um padrão de vida razoável e um dos crescimentos mais rápidos do mundo, tendo hoje 13,000 dólares per capita.

Proximidade litúrgica não impede de serem protestantes e serem influenciados, já que as igrejas possuem ideais semelhantes e consciências parecidas. Sem contar que o principal impulsor do capitalismo foi o calvinismo que influenciou profundamente a Inglaterra e a própria Anglicana (que seria calvinista se não fosse elementos católicos mantidos pela Elizabeth I) e esteve presente nos escandinavos, sendo a ética de trabalho luterana essencial no processo de enriquecimento deles.

O protestantismo brasileiro é bem distante do europeu e do norte americano nesse sentido de enriquecer. Os principais expoentes no país hoje são os pentecostais que não tem a mesma ética de trabalho, mesmo que alguns ainda tenham uma certa influência. Eles atendem muito as periferias e regiões pobres onde a religião não tem um impacto tão grande na questão econômica, por isso não se encaixam muito no assunto aqui debatido.

De qualquer maneira, não sou desonesto e cego para os fatos. Ser católico não impede do país, estado ou cidade ser rico, porém eles utilizam muitos conceitos que os protestantes influenciaram.

Gosto de citar Singapura, país que mal tem cristãos, quanto mais protestantes, e mesmo assim é rico graças ao capitalismo desenvolvido por eles.

o comentário já está bem longo e por isso não vou tratar da relação entre protestantismo e secularismo, mas em relação econômica já expus os fatos e argumentos.


O calvinismo não sustentava a ideia de trabalhar para não poder consumir. Você pode e deve utilizar do seu lucro para consumir, porém ele não deve ser o objetivo principal de seu trabalho. Do ponto de vista espiritual, o trabalho é para a glória de Deus (1 Coríntios 10:31) e também para cumprir sua ordem, que desde a criação Deus ordenou que o homem trabalhasse para colher seus frutos.

A motivação calvinista não é o consumo e por isso os burgueses trabalham arduamente e prosperaram em locais como Franças (nas regiões calvinistas), Suíça, Inglaterra, etc. O próprio artigo estabelece uma diferença entre a motivação católica e a motivação calvinista para o trabalho.

O consumo não é proibido porém você trabalhar apenas pensando em tal não é uma motivação correta, o que pode levar a uma diminuição da produtividade.

Eu particularmente concordo essa ética de trabalho e vou pela lógica de "trabalhar e poupar"


Seria muito bom para todos nós se os PODCASTS fossem disponibilizados no SPOTIFY.


Sim, são absurdas! A OAB permitiu muitas faculdades, e os cursinhos preparam recém-formados para concursos. Não há análise de experiência efetiva para cargos públicos na área do direito(cobram assinaturas em petições por 2 anos, forjadas como todos sabem), nem se exige ética. O que vemos são muitos mimados (não todos, mas muito mais que o desejável em qualquer função), em seu primeiro emprego e sem chefe, com a tarefa de julgar, ou influenciar fortemente o julgador. Nos julgamentos predomina a inversão de valores, protegendo pessoas que se enquadram como os tais hipossuficientes, mas que buscam vantagens ilícitas em juízo (hipossuficientes de caráter não o fazem com a frequência que vemos). Vantagens ilícitas (lei de gerson deve extrapolar a média mundial no Brasil, em parte porque tem o aval judicial) buscadas em face do direito de propriedade de quem segue as regras, e tem ética e moral mais elevada, que acaba sendo aviltado, e perde a confiança no sistema.


A afirmação é verdade sim, os ricos mimados em geral não são ricos, e sim vivem às custas de alguém rico. Os filhos dos ricos não são ricos, apenas se aproveitam da riqueza do pai, mas basta o pai falecer que o filho mimado acaba com a riqueza