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Últimos comentários


"Pense que você tem um potencial de 30 MW no seu quintal e instala apenas 1 MW pra benefício próprio. Entende que a população que seria atendida pelos outros 29 MW saiu prejudicada? Você subaproveitou um potencial pra fins próprios"

Só um ignaro anticapitalista e que odeia dinheiro ficaria com apenas 1 MW sendo que ele pode lucrar em cima de 30 MW.

Não obstante, se ele optou por 1 em vez de 30, então pode ter a certeza de que há regulações o impedindo de usar livremente os 30 MW. Mas é certeza absoluta. Pois não faz sentido o sujeito abrir mão de um estrondoso lucro certo. Gente só abre mão de lucro se o ganho deste lucro vier cheio de punições restritivas.

Que é exatamente o que faz a ANEEL.

"Se o uso for feito de forma desregulada quem sai perdendo é a população, que fica à mercê de quem tem na propriedade privada o seu potencial hidrelétrico."

Frase completamente sem sentido, pelos motivos explicados acima.

Em um mercado genuinamente desregulado, qualquer pessoa apta a vender livremente MWs irá vender o máximo possível de MWs, para assim auferir o máximo lucro possível.

Já você está dizendo que as pessoas odeiam dinheiro, e que é necessária uma agência reguladora para incitá-los a buscar o lucro. Isso é tão estapafúrdio que não há uma mísera teoria (nem liberal e nem intervencionista) que sustente isso.

Se eu descubro um grande potencial hidrelétrico em minha propriedade, pode ter a certeza de que farei de tudo para conseguir vender o máximo possível, e consequentemente lucrar os tubos em cima disso. A última coisa de que preciso são burocratas me dando ordens sobre o que fazer. A busca pelo lucro máximo é natural e espontânea. Nenhum burocrata pode incitá-la.

Dizer que burocratas dando ordens é um arranjo que estimula as pessoas a buscarem o lucro é a coisa mais estupefaciente que já ouvi.

Ou seja, nada do que você falou faz o mais mínimo sentido. E regulações existem exatamente para garantir a reserva de mercado de quem já está estabelecido.


Não Hernani, acho que não entendeu minha colocação.

Não sou da ANEEL, sou empreendedor privado do setor elétrico. Concorro com as grandes no segmento de GERAÇÃO. Identifico potencial, estudo, viabilizo, construo, gero energia e a vendo, ora pra consumidores privados direto no mercado livre ora pra distribuidoras grandes do setor.

Meu ponto é: se não for a ANEEL para dizer o que É O APROVEITAMENTO ÓTIMO de um curso d'água poderá surgir um grande conflito de interesses e quem sairá prejudicado é a população, que não terá a energia mais barata possível em sua casa.

Pense que você tem um potencial de 30 MW no seu quintal e instala apenas 1 MW pra benefício próprio. Entende que a população que seria atendida pelos outros 29 MW saiu prejudicada? Você subaproveitou um potencial pra fins próprios sendo que, caso seguisse o que a ANEEL impõe, instalaria 30 MW é beneficiaria muito mais gente. Consequentemente auferiria maiores lucros. Mas se você não tem interesse em empreender quem sai perdendo é o todo.

A questão é gestão de territorialidade. A ANEEL busca formas de baratear o preço da energia otimizando ao máximo o uso dos rios. Se o uso for feito de forma desregulada quem sai perdendo é a população, que fica à mercê de quem tem na propriedade privada o seu potencial hidrelétrico.


Sim! Vamos ser realistas! Vamos ver o que acontece no mundo real:

www.administradores.com.br/mobile/artigos/entretenimento/nao-trabalhe-por-dinheiro-um-mendigo-ganha-mais-do-que-voce/86735/


"Vamos ser mais realistas, é impossível a livre iniciativa 'tomar' a responsabilidade do assistencialismo do Estado, e nem acho que deva, ambos podem coexistir, a briga deve ser para que o Estado seja mínimo, se torne cada vez menor, e quando prestar a assistência, não torne os assistidos 'zumbis' é preciso criar independência, o velho jargão, dar um peixe pra matar a fome e ensinar a pescar.."

Ambos (Estado e livre iniciativa) não podem coexistir:

1) IMPORTO É ROUBO, NÃO É CARIDADE !
2) O Estado destrói a propensão filantropa das pessoas.
3) Nesse artigo diz: "sistemas de caridade estatal vigentes ao redor do mundo — eufemisticamente chamados de 'sistemas de bem-estar social' — geraram o efeito oposto: eles na realidade criaram dependência."

"a briga deve ser para que o Estado seja mínimo"

NÃO !

- Por que um estado mínimo inevitavelmente leva a um estado máximo?
- Sobre a impossibilidade do estado mínimo - uma abordagem sem juízo de valor


" cumpanheiros, agenti vâmu tirá os póbi da miséra, vâmu criá o fomi zeru...nunca antis na história destepaíz algum pulíticu feiz nada parecidu comqui o petê vai fazê.
Us pograma du nossu governu vai ser tudo pros póbi, e o dadu concretu é qui agenti vâmu dá o bolça familha pra nunca mais niguém ficá de barriga vazia.
A única coisa qui eu pésso é para voceis votá no petê, vai lá e digita o 13 qui dispois podim vim mi cobrá.
Num é qui eu queru mi gambá, mais num tem no Basil ou no mundo uma peçoa mais onesta duqui eu".


Se existisse um modelo assim creio que já saberíamos, históricamente pode haver um, mas claro que será ofuscado e você já deve saber a razão.
Mas mesmo sem um modelo de grande escala, a educação fornecida por iniciativas privadas é superior a pública, é só reparar no site que você está acessando nesse momento, rsrs.


Trabalhar por menos de salário mínimo e/ou sem "direitos" trabalhistas: escravidão, opressão, empresário malvadão...

Famílias vivendo no sertão com bolsa família de 70 reais: avanço social, justiça social, #opovonopoder


Seria cômico se não fosse trágico.


Correção: banco = exchange

Sim, você pode comprar em uma e vender em outra. Para isso você precisa fazer o withdraw (saque) para sua carteira
privada. E a carteira privada... bem... é privada! É 100% sua.


"Comparar a média do funcionalismo público com a média do funcionalismo privado chega a ser sintoma de má fé. Como se pode comparar um setor onde os trabalhadores só são admitidos por concurso há quase trinta anos com outro setor que emprega, por exemplo, operadores de caixa que não dominam as quatro operações?"

Pelo visto, não é que você não leu os comentários. Você sequer leu o artigo. Se leu, então seu analfabetismo funcional é alto, provavelmente maior que o de "operadores de caixa que não dominam as quatro operações".

Deixa eu tentar desenhar para você: o estudo do Banco Mundial comparou salários de profissionais com as mesmas atribuições, uma da iniciativa privada e outro funcionário público.

Tá escrito lá no artigo, de todo tamanho, com fontes e tudo:

"Entre 53 países pesquisados, o Brasil é o que a apresenta a maior diferença entre o salário de um funcionário público federal e o de um trabalhador da iniciativa privada, ambos com a mesma idade, a mesma formação e a mesma experiência profissional.

Pegando um exemplo prático: suponha dois irmãos gêmeos com a mesma formação e a mesma experiência profissional. Um escolheu uma carreira em uma grande empresa; o outro foi aprovado em um concurso para funcionário público federal. Esse último ganhará simplesmente 67% a mais."

E o texto ainda completa:

"Ainda segundo o Banco Mundial, o quadro do funcionalismo público brasileiro pode ser considerado "enxuto" em relação ao resto do mundo. Ao passo que, no Brasil, 5,6% da população empregada está no setor público, nos países da OCDE este percentual é de quase 10%.

A conclusão óbvia, portanto, é que o alto gasto com funcionalismo público no Brasil não decorre exatamente de um excessivo número de funcionários público, mas sim do elevado custo (altos salários) deles."

"O servidor público contribui sobre a totalidade de seus proventos para a seguridade social e não sobre um limite como ocorre no setor privado"

Imaterial. Ainda que ele "contribuísse" com 100%, a imoralidade do arranjo permaneceria intacta. E por um motivo muito simples: funcionário público não paga imposto. E isso é fácil de ser demonstrado.

Se um funcionário público recebe $ 10.000 oriundos de impostos pagos compulsoriamente pelo setor privado, e, se destes $ 10.000, $ 2.500 são retidos na fonte pelo próprio governo, é incorreto dizer que o funcionário público pagou $2.500 de impostos.

A analogia é a de uma quadrilha que repassa para seus integrantes o dinheiro que extorquiu dos comerciantes do bairro. Se a quadrilha extorque $ 10.000, retém $ 2.500 e repassa os $7.500 restantes para seus membros, não é correto dizer que seus membros pagaram $2.500 de impostos.

Afinal, eles não geraram esses $ 2.500 vendendo serviços consumidos voluntariamente no mercado. Os $ 2.500 são apenas uma fatia da espoliação, a qual o agente espoliador achou por bem reter para si próprio.

Assim, pouco importa o valor da sua "contribuição" previdenciária. O dinheiro veio do roubo, e você não está fazendo contribuição nenhuma.

"O servidor público não tem direito a FGTS, pois tem estabilidade"

E você troca sua estabilidade pelo "direito" ao FGTS?!

FGTS é uma piada. Rende 3% ao ano. Durante o desgoverno Dilma, com a inflação a 11%, quem estava com dinheiro preso no FGTS se lascou todo.

Isso é dinheiro do trabalhador que o governo sequestra e impede que ele, o trabalhador, use como quiser. O governo considera o trabalhador imbecil demais para gerir o próprio dinheiro.

Só inveja FGTS quem nunca teve.

"A mesma estabilidade que o algema a sua função, dificultando que ele procure outra oportunidade melhor de colocação profissional."

Ui, tadinho! Escorreu uma lágrima aqui...

Vire homem, cidadão. Crie coragem, peça demissão (pare de viver à custa dos desdentados do país) e vá empreender, dando vazão a essa sua grande capacitação que você jura ter (sendo que interpretação de texto não é uma delas.

"Toda a sociedade espera ser atendida com excelência pelo servidor público, porém o que parece é que esta mesma sociedade parece não reconhecer que deve remunerar excelência com a excelência proporcional ao serviço exigido."

Mas é MUITA cara-de-pau sua para com os pobres deste país. Vocês recebem os mais altos salários do mundo (como mostra o estudo do Banco Mundial), são sustentantados pelos desdentados do país, dão em troca um serviço de bosta (cite uma única pessoa satisfeita com os serviços públicos deste país), e ainda dizem que o povo reclama de barriga cheia!

Desafio você a falar isso dentro de uma favela.

"Há diversos outros aspectos a serem analisados, mas o espaço não permite e nem é o adequado para uma análise mais aprofundada."

A julgar pela "qualidade" da sua análise acima, você fez um favor à humanidade ao não apresentar algo "mais aprofundado".

"Espero ter contribuído para a reflexão sobre o assunto."

Ah, isso sim. Com sua arrogância e falta de noção, contribuiu ainda mais para mostrar a verdadeira corja que é o funcionalismo público deste país.


"Você tá lá no trânsito, dentro do seu carro, e de repente aparece uma pessoa pedindo ajuda. Você não conhece essa pessoa, como você vai ter condições de fazer um julgamento correto?"

Isso vai de cada indivíduo. É o pressuposto mais básico da liberdade. Você tem a liberdade de errar e de acertar em seu juízo de valor (desde que não agrida ninguém).

Se um indivíduo, frente à frente, olhando nos olhos, é incapaz de fazer um juízo correto sobre o pedinte, quais as chances de um burocrata em Brasília conseguir fazer isso?

Outra coisa, e isso é mais importante: por que o pedinte, em vez de fazer abordagens no sinal, não simplesmente vai à igreja, paróquia ou instituição de caridade mais próximas em busca de ajuda?

"Não fica claro que até um indivíduo não tem condições de fazer um julgamento sobre o outro?"

Sempre e em toda e qualquer ocasião? Que generalização mais tosca.

Se um indivíduo, presente na cena, não tem essa condição, então por que um burocrata confortável em Brasília teria?

"Para ser justo, ou você ajuda todo mundo ou não ajuda ninguém pois se tentar fazer um julgamento, terá uma grande probabilidade praticar uma injustiça."

Generalização ainda mais tosca. Qual é a "injustiça" em eu ajudar quem não precisava e não ajudar quem precisava? Isso pode ter vários nomes -- "distração", por exemplo --, mas não "injustiça". Seu vocábulo está deslocado da realidade.


Quando Johnny Depp esteve no Rio de Janeiro e zerou a fila de espera doando 220 aparelhos auditivos para crianças pobres ele foi duramente criticado e esculachado por grupos de esquerda no facebook. "Ele só quer aparecer na mídia" eles diziam.

A verdade é que a esquerda possui verdadeira ojeriza à caridade privada, já que ela evidencia de forma cristalina toda a ineficiência e incapacidade do estado em atender as necessidades das pessoas.

Na mente doentia de alguns socialistas é preferível ver alguém morrer na fila de espera de um hospital público do que algum rico aparecer e ajudar todo mundo, já que isso seria um claro sinal da superioridade da caridade privada sobre a "caridade" estatal.


Falta pouco para gastarmos mais com o governo do que com nós mesmos. Estamos trabalhando 5 meses e 3 dias por ano para pagar impostos. Mais 2 meses e nós iremos virar escravos constitucionalizados.


Concordo que não faz sentido entregar o juízo de valor (determinar quem precisa e quem não precisa de ajuda) ao estado. Mas deixar a cargo do indivíduo também não irá funcionar. Vou dar um exemplo muito comum no nosso mundo: Você tá lá no trânsito, dentro do seu carro, e de repente aparece uma pessoa pedindo ajuda. Você não conhece essa pessoa, como você vai ter condições de fazer um julgamento correto?

Não fica claro que até um indivíduo não tem condições de fazer um julgamento sobre o outro? Para ser justo, ou você ajuda todo mundo ou não ajuda ninguém pois se tentar fazer um julgamento, terá uma grande probabilidade praticar uma injustiça.


Excelente artigo

Só algumas observações:

Vamos ser mais realistas, é impossível a livre iniciativa "tomar" a responsabilidade do assistencialismo do Estado, e nem acho que deva, ambos podem coexistir, a briga deve ser para que o Estado seja mínimo, se torne cada vez menor, e quando prestar a assistência, não torne os assistidos "zumbis", é preciso criar independência, o velho jargão, dar um peixe pra matar a fome e ensinar a pescar..

Quem normalmente faz isso são as instituições religiosas, a que eu participo presta um tipo de assistência emergencial e depois ensina as famílias a caminharem sozinhas, como deve ser, para que abra espaço para mais famílias em situações mais desesperadoras serem ajudadas, e depois tornarem - se independentes, e assim o ciclo continua..

O grande problema é que as instituições que prestam essa assistência do ponto de vista liberal estão sofrendo fortes ataques por parte de alguns grupos para que também sejam tributadas,(sim, estou falando do grupo de ateus esquerdistas exigindo tributação mais pesada sobre instituições religiosas), o que dificultaria ainda mais essas instituições independentes de prestarem tal assistência

E no final das contas acabamos fazendo "caridade obrigatória" (impostos) e voluntária, pois quem toma nossos recursos para fazer, não o faz como deveria..


Exato. Eu sempre defendi essa tese. Quando cair a máscara filantrópica do Estado será revelada a verdadeira natureza de quem usa a retórica de moralização do roubo.

Despido de toda a sua aparência de benevolência, o Estado nada mais é do que a racionalização do esbulho.

Eu ainda insisto que o socialismo foi uma estratégia estelionatária e bem sucedida de justificar a existência do Estado em tempos de explosão demográfica e democracia.


Bom post. No primeiro parágrafo vêm a lembrança a Alemanha Oriental, se seu protecionismo fosse bom, em Frankfurt se andaria de Trabant.

Só o link dos "20 maiores países 'sérios'", poderia ser renomeado pra "países do g20, ou maiores economias do mundo".


O estado jamais sairá desta área, e por um motivo extremamente simples: sem o assistencialismo, ele perde toda e qualquer justificativa popular para sua existência.

É por isso que nos países ricos, o assistencialismo não para de crescer. Já tem "pobre" europeu ganhando 2 mil euros por mês.



Eu mesmo já me vi quase deixando de ser caridoso por causa do estado. Certa vez me ligaram de uma creche que cuida de crianças com problemas mentais pedindo uma doação. Na hora me veio à mente o seguinte:

"Ora, o estado já me rouba 40% do que ganho com o argumento de cuidar das pessoas, porque não vão pedir dinheiro para a prefeitura, o governo estadual o federal??" e quase desliguei o telefone na cara da moça. Mas felizmente me lembrei de muita coisa que aprende aqui no Mises e me tornei doador da creche. Todos mês colaboro com um pouco.

Se nós passarmos a fazer caridade voluntariamente mesmo com o estado nos roubando NÓS VAMOS MOSTRAR A INUTILIDADE DO MESMO.



A chave, na verdade, é o termo "bem comum".

O problema é que o governo se justifica exatamente com essa história de bem comum, uso comum, coisa pública, etc.

Ora, friamente falando não existe "bem comum". Se reparar bem, um "bem" (ato de benevolência) é sempre direcionado a alguém. Por exemplo, o bolsa família é direcionado para gente das classes D e E. Qual o "bem comum", que justificam? Que o dinheiro dado a estas famílias fazem com que elas possam consumir o mínimo: além de não morrerem de fome, faz com que o consumo "agregado" aumente.

Mas o que não se vê na história é que esses recursos são retirados coercivamente de outras pessoas, portanto essas outras deixam de consumir (talvez até mais, porque seria das classes A, B e C, notadamente de maior consumo), além de todo o dispêndio com a burocracia governamental que nada mas faz que torrar o dinheiro (isso sem falar na corrupção).

Resumo da prosa: fazer a caridade, por definição, é algo privado, individual e para alguém, um indivíduo também. A gratificação recebida pela caridade é múltipla: reconhecimento de seus pares, associação de marca, ou simplesmente consciência cristã tranquila.

A caridade, por definição, não é "bem comum", é algo de pessoa para pessoa, logo há um doador, uma pessoa e um beneficiado, uma pessoa. E isso sempre. Se as igrejas (todas elas de todas as religiões) passassem a realizar essa atividade de dar suporte a quem precisa (e muitas já o fazem em uma escala pequena, inclusive dando educação, saúde, moradia etc.), conseguiriam arrecadar muito mais que o governo e, como naturalmente gastam com parcimônia e gastam bem, seriam muito mais eficientes nisso.

Quando o governo se adona da prática da caridade acontece duas coisas: deixa de ser caridade, porque retira a parte humana do doador e desumaniza também quem recebe, e passa-se a fazer simplesmente transferência de renda.

Perceba que ninguém sabe "quem" está no bolsa família, mas apenas que o governo dá tantos milhões para o programa que atente a tantas famílias? Tudo vira números, portanto, desumaniza o ato. E, o pior, para que o governo faça isso, necessita coagir uns em detrimento de outros, portanto não há nenhum bem comum nisso tudo, há privilégios de uns e imposição para outros. Pior arranjo impossível!

Também não há nada de bem comum em construir pontes, estradas etc. por meio do governo. Se tal ponte ou estrada fosse realmente necessária em uma determinada localidade, uma empresa privada, que vai atrás dos lucros, faria tal coisa e ganharia muito dinheiro e aquela comunidade seria atendida em sua necessidade. Veja que o recurso pode vir da comunidade ou de outros que podem se interessar por aquela comunidade. Se não há necessidade, a construção é meramente um gasto de dinheiro. Não há nada de comum neste arranjo. A construção vai beneficiar uns poucos em detrimento de todos os pagadores de impostos, quando feita pelo governo.


Foram muitas questões deixadas de lado na matéria. Por exemplo a inflação na qual corrói não só o salário do filantropo comunitário, mas também a própria utilização de recursos usado na caridade como alimentos, roupas e etc. Além da inflação monetária, ainda há a inflação de demanda focado no mercado imobiliário, falando especificamente do Brasil com os programas de MCMV, imóveis que antes custavam R$90 mil, hoje custam R$300 mil, surreal isso, como irão abrigar os sem-tetos com esse preço? Sendo que qualquer terreno pequeno não sai por menos de R$20 mil, onde eu moro não existe terreno menor do que R$35 mil. Faço parte de uma caridade de animais, fomos olhar um preço de um terreno e nos assustamos, é muito caro para abrigar os animais abandonados na rua, inclusive aqui há cavalos e bois, ou seja, precisaria ser um terreno bem amplo. Fomos na prefeitura e não conseguiu disponibilizar um terreno sequer, sendo que aqui há mais terrenos, principalmente no interior do município.

Assim é difícil mesmo.


"qual seria a motivação, o retorno, para o grupo caritativo privado, considerando que vivemos num mundo capitalista?"

Como assim qual seria a motivação? Milhares de pessoas ainda doam para a caridade hoje (majoritariamente para financiar obras sociais das igrejas). Milionários fazem várias doações anônimas, e grandes empresas -- que querem ter uma boa reputação, o que é bom em termos de mercado -- fazem doações vultosas para as causas sociais em que acreditam.

"o Estado não existe justamente para promover o "bem comum" posto que certas atividades não são desenvolvidas por nenhum grupo visto que não dão retorno?...""

Milhares de pessoas ainda doam para a caridade hoje (majoritariamente para financiar obras sociais das igrejas). Qual o "retorno" delas?

Milionários fazem várias doações anônimas (Schumacher, por exemplo, fazia várias, assim como vários atletas). Qual o retorno deles?

Grandes empresas -- que querem ter uma boa reputação, o que é bom em termos de mercado -- fazem doações vultosas para as causas sociais em que acreditam. Vai dizer que não há um grande retorno em termos de imagem?


Estou muito Satisfeito na advocacia...mas não resisti e me increvi no Concurso pra Juiz do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul...fiz pela remuneração, claro, mas também pelas loirinhas gaúchas...


Excelente texto. Mostrei pra um colega meu, keynesiano até a medula, creio que não leu todo, e me fez algumas perguntas. Como eu ainda não tenho a tarimba do pessoal daqui, vou copiar o que ele mandou e gostaria que alguém me ajudasse a montar uma resposta pra ele, pode ser? Aí vai:

" Ok... Ismar Gavilán, bom texto! A ideia é muito boa mesmo... Mas, na hipótese de uma rede caritativa privada, não estatal, três perguntas: (1) qual seria a motivação, o retorno, para o grupo caritativo privado, considerando que vivemos num mundo capitalista? E deveria ser um bom retorno, visto que o autor julga que haveria até boa concorrência! (2) o Estado não existe justamente para promover o "bem comum" posto que certas atividades não são desenvolvidas por nenhum grupo visto que não dão retorno ?..."

Bom, agradeceria as sugestões das pessoas daqui. Abraços


"Compaixão, assistência e caridade são atitudes humanas essenciais. Elas fazem parte da natureza humana. Assim como as pessoas precisam receber, elas também devem dar. Assim como as pessoas precisam ser ajudadas, elas também devem ajudar. "

Balela neoliberal. O capitalismo é essencialmente atribuído a ética individualista, sendo assim quando as pessoas recebem, elas não sentem a necessidade de devolver, isso é pura demagogia.


Os esquerdistas reivindicam o monopólio da virtude: se alguém discorda da forma como eles procuram ajudar os pobres, acusam o sujeito de ser "contra os pobres" e ter uma série de defeitos de caráter.

A ajuda aos pobres deveria vir primariamente da filantropia particular, de forma direta ou através de doações de recursos e trabalho para instituições autônomas, o que permitirá evitar muito melhor os desperdícios e desvios de verbas e personalizar o auxílio, tornando-o eficaz.


Há bons exemplos de caridade antes da presença do estado. Em SP o hospital Sta. Catarina foi fundado em 1906 e era muito bom ou a fundação Padre Chico para crianças cegas, de 1928, bem antes do governo pensar em fazer algo.


Eu sempre foi engajado em movimentos de filantropia e auxílio. Na década de 90, o dinheiro doado poderia ser descontado do imposto de renda. Mas no governo do PT isso mudou. Foi criado um fundo, gerido por representantes da sociedade e do governo. O desconto do imposto foi limitado as doações a esse fundo.

Já fui representante de um conselho que tinha poder de gerir um desses fundos, no caso voltado para assistência a crianças. É uma piada de mau gosto. Existe tanta burocracia na gestão que algumas entidades nem recebem o dinheiro. Teve ano que o dinheiro ficou guardado no fundo, e, é claro, foi para o caixa do governo. Ficou lá alimentando o Leviatã.


Por falar no estrago que o estado de bem-estar social fez aos hospitais sustentados por doações, eis um triste exemplo:

Santa Casa de SP interrompe serviço de emergência por falta de recursos


E ninguém irá falar, mesmo porque a esquerda defensora do assistencialismo é repleta de ateus.

O que mais tem hoje são pessoas querendo que burocratas tomem o dinheiro de terceiros (mas não delas) para desobrigá-las da responsabilidade moral de cuidar dos desvalidos. Isso é típico dos imorais, dos preguiçosos e dos totalitários.


Há algumas décadas, antes de o estado se intrometer na saúde, a Igreja mantinha hospitais de excelente nível, fornecendo vários serviços gratuitos, serviços estes que eram financiados por doações, inclusive de ateus caridosos. Mas desde que o estado entrou em cena para mostrar todo o seu amor aos pobres, a Igreja perdeu doações, pois as pessoas pensaram: "O estado já faz o serviço; não preciso mais contribuir para serviços caritativos".

O curioso é que absolutamente ninguém toca nesse assunto. Ninguém comenta como os serviços caritativos da Igreja auxiliavam as pessoas no passado e hoje perderam espaço para o SUS. Defensores da saúde estatal é que devem explicações.


E como apresenta sentido!

Sou graduado em Direito há alguns anos, e sabe o que a faculdade me ensinou? Nada! Praticamente tudo o que aprendi teve fulcro no autodidatismo meu e no de alguns colegas que tive no transcorrer da graduação.

E dentro de sala, aprendi o quê? Reitero que não açambarquei quase nada de útil naquela porcaria.

Em que pese os colegas sem nenhum brilhantismo, daqueles que só decoravam o que os professores falavam em sala e depois cobravam nas avaliações e ou colavam, a maioria logrou êxito em avaliações como OAB e concursos em geral.

Mas como fizeram isso? Simples: ficaram reclusos alguns meses/anos "na decoreba" de bobagens sem o menor efeito prático e... bingo! "Paçaram" (sic).

Por outro lado, eu, que só tirava 9.0 e 10 sem colar, não consegui nada.

Logo, que atitude tomei? Converti-me em empreendedor do ramo culinário "fitness", que consiste em produzir alimentos congelados direcionados aos praticantes de atividades físicas e de dietas em geral.

E estou bem, obrigado. Tão bem que não preciso me preocupar com a advocacia ou em ter a estabilidade e a remuneração da maioria dos cargos públicos.






O pessoal perde mesmo a cabeça com o capital imoral, será que vcs ainda não perceberam que se trata de um troll? kkkkkkk A parte do moleque espinhento descascador de banana foi o máximo, só faltou ser jogador de pokemón Go! kkkkk


Evidentemente, não consegui ler a íntegra dos comentários. Porém alguns tópicos costumam ser "esquecidos" de serem levados em conta nessa comparação entre servidor público e privado.
1- Há funções que não existem na iniciativa privada. Poder judiciário, por exemplo, fiscalização de tributos, diplomacia, segurança pública, dentre tantas outras. Geralmente são funções por onde flui a autoridade do Estado e requerem seleção, treinamento e instrução sem paralelo na iniciativa privada. Por este motivo, esses funcionários não conseguem fluir para a iniciativa privada. Terão que dedicar, literalmente, suas vidas ao setor público e isso requer, digamos, certa compensação.
2- Comparar a média do funcionalismo público com a média do funcionalismo privado chega a ser sintoma de má fé. Como se pode comparar um setor onde os trabalhadores só são admitidos por concurso há quase trinta anos (desde a constituição de 1988) com outro setor que emprega, por exemplo, operadores de caixa que não dominam as quatro operações?
O servidor público contribui sobre a totalidade de seus proventos para a seguridade social e não sobre um limite como ocorre no setor privado, além de o fazer por um período mínimo superior ao do servidor privado.
O servidor público não tem direito a FGTS, pois tem estabilidade. A mesma estabilidade que o algema a sua função, dificultando que ele procure outra oportunidade melhor de colocação profissional.
Toda a sociedade espera ser atendida com excelência pelo servidor público, porém o que parece é que esta mesma sociedade parece não reconhecer que deve remunerar excelência com a excelência proporcional ao serviço exigido.
Há diversos outros aspectos a serem analisados, mas o espaço não permite e nem é o adequado para uma análise mais aprofundada.
Espero ter contribuído para a reflexão sobre o assunto.


1 - Evitem moedas baseadas em ICO. ICO = Ponzi.
2 - Evitem moedas em que tem um valor alto mas ninguém usa na pratica para nada, isso é sinal que só estão comprando para revender e em busca de um trouxa maior.
3 - Evitem moedas centralizadas.
4 - Evitem moedas que não são anônimas.




Gabriel

Pensei exatamente a mesma coisa quando ouvi falar em blockchain pela primeira vez. Cartórios só existem para atrasar e arrecadar grana né, seria um salto gigantesco em eficiência e economia de custos se substituíssem todos eles pelo blockchain!


Se o P2P do Bitcoin usa a porta 8333, qualquer operadora pode fazer o bloqueio.

Se eles usam a porta 443/https, ainda pode ser bloqueado pela URL do certificado. Dessa forma não deve ser fácil, porque cada minerador deve ter um certificado.






" Quando a esmola é muita o santo desconfia "

Pense na balança de poder entre Bancos Centrais x Bitcoin: eu vou arriscar um placar de 7 x 1.

Calçando os sapatos de um burocrata estatal lotado num banco central qualquer, de qualquer país, eu daria "linha pro peixe" e na hora certa o fisgaria.

O destino mais provável para as criptomoedas é o de se tornar um ativo dos governos, e, como tal, um arriscadíssimo investimento a ser feito atualmente.

Para quem gosta de especular e arriscar, é uma ótima oportunidade.


Exatamente, manter por manter uma blockchain não faz sentido sem uma unidade de valor.

Eu especulo que no futuro esse armazenamento de informações como a de cartórios será feita na blockchain do bitcoin, seja diretamente seja por meio de sidechains.

O bitcoin será a referência, o tronco para outras blockchains.


Eu posso comprar Bitcoin em um banco e vender em outro ?

A carteira de Bitcoin é vinculada ao banco ?


O homem está perdido, vendo a atenção do ouro ser diluída pelo bitcoin kkkk



O socialismo é a filosofia do fracasso, a crença na ignorância, a pregação da inveja.
Seu defeito inerente é a distribuição igualitária da miséria.
Winston Churchill

Isso resume esse texto. Pare de pensar com a cabeça dos outros FRACASSADO!


Se a nossa moeda desvaloriza podemos vendar mais mercadoria, mas ganharemos menos dolares. Com menos dolares vamos importar menos produtos, o que será mal se o produto importado tiver mais aceitação no mercado do que seu similar nacional. Li numa outra pagina que a variação para menos funiciona como um Robin wood ao contrario tirando de quem tem pouco para dar para quem tem muito.


Sobre ciclos de kondratiev, ou melhor K-wave.
Escola austríaca acha oque sobre isso?

Um parecer austríaco sobre essa teoria por favor.

abraços


Eu não ouso fazer recomendações de investimento. Mas quando vejo um gráfico desses, me sinto seguro com criptomoedas:

tradingeconomics.com/united-states/money-supply-m1


Já está tudo programado, desde o princípio.

No momento, 12,5 bitcoins de prêmio para o descobridor do bloco, o que ocorre a cada 10 minutos.

A cada 4 anos, a recompensa cai pela metade. Em meados de 2020, cada bloco renderá 6,25 bitcoins.

A oferta diminui gradativamente até 2140, quando chegaremos ao limite de 21 milhões de bitcoins e mineradores serão remunerados exclusivamente pelas taxas de transação.

Isso não muda, não importa quantas máquinas existam minerando na rede. Se alguém investir trilhões em mineração, a dificuldade aumentará e continuará sendo produzido um bloco a cada 10 minutos, com sua respectiva recompensa. Se 80% dos mineradores pararem suas atividades, a dificuldade diminui e ainda estaremos vendo um bloco a cada 10 minutos.


Segundona tecnologia, quanto mais bitcoins sao minerados, mais dificil fica o calculo do blockchain.


Olá,

Excelente artigo. Achei inspirador.
Gostaria de saber se tal situação já e aplicada em algum lugar, vide que E.U.A que e o berço do livre mercado existem escolas públicas, assim como na Finlândia que hoje e dito como um País líder em inovação nesse seguimento. Existiria algum Estado que tenha abolido por completo o modelo tradicional ditado pelo Governo ?


Não, em nenhum momento o franco suiço variou tanto. Entretanto, o franco suiço não é um novo tipo de dinheiro ou commodity completamentamente diferente de tudo o que já se viu .
Suponho que o franco suiço quando foi criado era lastreado ao ouro ou a prata, que passaram por toda uma evolução até se tornarem moeda. A estatização da moeda burlou todas as etapas que o dinheiro precisaria passar.
O Bitcoin surgiu a 8 anos atrás e sua valorização de 1000% não o fez deixar de ser moeda transacional, pois note que ele nunca foi moeda transacional. Hoje o Bitcoin é muito usada para especulação, sim. Quando não foi? Ele hoje varia muito? Ontem também.
O número de transações comerciais processadas pele rede é maior do que foi no passado, não é a maioria claro, mas também nunca foi. Essa e a grande diferença entre o franco suiço e o BTC.
Se pudessemos rever o surgimento do ouro como moeda provavelmente veríamos um comportamento semelhante, mas temos essa criptomoeda e podemos supor que o fato dela passar de 0 a 40.000 reais, ter uma volatilidade tão alta, parecer mais com uma commodity do que com moeda, devam ser caracteristicas aceitáveis para um possível novo dinheiro que surge das forças do mercado e precisa da aprovação deste.


O Bitcoin é um ativo que a medida que a demanda por ele aumenta, a sua oferta diminui relativamente. Neste aspecto como moeda, tem um caráter deflacionário. Mas até que ponto isso pode chegar ?

Pq o ouro dependia da extração, se encontrasse e explorassem uma reserva nova por exemplo, inflacionava a economia, se não, deflacionava, por não acompanhar o crescimento da demanda monetária.

Como isso vai se proceder com o Bitcoin ao passar do tempo ?


Aqueles que pesam que o Blockchain pode ser desacoplado de um sistema de incentivos (como o do Bitcoin), estão completamente enganados, pois, eles não sabem como a tecnologia do Blockchain realmente funciona. Eu tentarei explicar de maneira bem superficial porque o Blockchain sem um sistema de incentivos falhará.

O Blockchain é um banco de dados distribuído homogêneos, que tem como objetivo registar dados de uma rede peer-to-peer de maneira confiável e imutável. A mineração de blocos fornece ao Blockchain integridade e imutabilidade dos dados registrados.

O Bitcoin tem um sistema de incentivos no qual ele recompensa os mineradores por bloco minerado com criptomoedas, o que dá ao Blockchain do Bitcoin integridade e imutabilidade nas transações.

Se o Blockchain não recompensar de alguma forma os mineradores, não haverá incentivos para minerar os blocos, logo o Blockchain falha.


Qualquer inovação que ameace a soberania da criptomoeda pode ser resolvida pelos programadores do Bitcoin, absorvendo essa mesma inovação nas linhas de códigos do BTC.


FL, o dinheiro não nasce apenas por obra e graça dos governos. Na verdade, o dinheiro de verdade não é nada mais que o bem (commodity) mais líquido de uma economia.

Então, o fato de o bitcoin ser usado hoje como um ativo, como uma commodity para reserva de valor ou especulação é, na verdade o nascimento do futuro dinheiro baseado na blockchain.



Se isso acontecer e o número de mineradores diminuir, a dificuldade da mineração diminui e precisa de menos poder computacional, o que leva mais gente a minerar já que agora é possível minerar com máquinas menos potentes (descentralizando ainda mais a rede).



Marcos,

Sobre mineração, permita-me explicar:

Os mineradores ganham de 2 formas.

A primeira é através da geração de novas bitcoins. Essa forma foi pensada para ser um incentivo inicial e se provou muito correto. Grosso modo, quando você minera, "concorre" a ser o ganhador de um "sorteio", o da emissão de novas bitcoins. Se você for o "escolhido" de forma aleatória, receberá a nova bitcoin que for emitida. Quanto mais capacidade de processamento você doar ao sistema, maior sua chance de ganhar a loteria. Essa é uma explicação bem simplista.

A segunda forma é o fee de transação. Quando alguém manda um bitcoin, essa pessoa pode escolher um valor que quer pagar para ter prioridade no processamento da sua transação em relação às demais. Quanto maior for esse valor, mais prioridade a transação terá. Assim esse fee é enviado para os mineradores. Essa forma de remunerar foi pensada também no início do bitcoin para ser o método para manter os mineradores interessados em processar as transações, e mais uma vez se mostrou correto.

Quando não existir mais emissão de bitcoins, a única remuneração será a 2. E aqui teremos uma situação de oferta e demanda: fees menores incentivam menos o processamento, que pode levar a transações se acumulando, fees maiores levarão a mais investimento em processamento, e portanto menos transações se acumulando.

É uma explicação bem simplista e com várias imprecisões, mas te ilustra bem como funciona.


Li vários comentários e venho aprendendo muito sobre o BTC, já que pretendo no futuro começar a investir uma parte de meus ganhos nessa nova moeda. Então ainda possuo algumas duvidas quanto se realmente vale apena começar a comprar frações da moeda BTC ou se devo comprar outras moedas de menor movimentação? Desculpe se são duvidas bobas!

Outro ponto que preciso entender é se o BTC passar a ser usado como moeda comercial, seu valor não iria cair? Ou pelo fato dele ser usado faria com que valesse ainda mais? Este segundo argumento, não faria com que ficasse inviável utiliza-lo já que seu valor bateria recordes ainda maiores?

Agradeço a quem puder responder!


Sugiro que traduza "true scotsman" por escocês autêntico.


Criptos só vão ser usadas como precificação (unidade de conta), quando se tornarem o bem mais liquido da economia. O que não é uma tarefa muito simples e rápida de acontecer.

Falando em especifico de Bitcoin, O Bitcoin é o ouro digital, está cada vez mais se tornando uma reserva da valor. Da mesma maneira que o ouro é.


Steam parou de aceitar Bitcoin muito mais por causa das altas taxas de transferencia. O sujeito vai comprar um jogo de 5 dolares e paga mais 5, 10, 20 dolares de taxa. E que pode demorar algumas horas para validar a transação. Ainda mais se a rede estiver sobrecarregada.

Agora a Steam va aceitar Litecoin, que apesar de ser tão volatil quanto o Bitcoin tem taxas bem mais baratas de transferencia e é mais rapida.


Ao meu ver o principal problema do Bitcoin é justamente a sua principal vantagem: o pioneirismo. Como toda tecnologia inicial, ele possui falhas que outras tecnologias podem corrigir.

Ele não é anônimo per se, o que inviabilizaria o seu uso cotidiano. Alguém aqui se sentiria confortável em divulgar o seu extrato bancário? Pois é isso que acontece quando você divulga o seu endereço público para receber algum pagamento. É só ir no site BitRef, inserir algum endereço e ver o histórico de transações.

É possível contornar o problema criando, por exemplo, vários endereços, ou usando algum outro serviço online mas isso dificulta o uso da tecnologia.

Algumas criptomoedas como a Monero já possuem transações anônimas por padrão. Seriam essas apostas mais seguras no longo prazo?

Outro problema são as confirmações das transações, que podem demorar bastante. Imagine você pagar e ter que esperar 10 min. Bem incoveniente. Mais uma vez sei que há "soluções" mas o ideal seria a própria moeda já ter tudo embutido.

Mas se quiserem entrar na onda dou a dica: Controle de risco. Não coloquem muito dinheiro nisso.

Eu mesmo fiz um trade no passado com Litecoins. Ganhei alguns milhares de reais de um dia para o outro. Dei sorte. Mas apostei pouco dinheiro.



Roberto, quem disse que a pergunta "como sonegar imposto retido na fonte?" se refere a mim? Você não acha que todo mundo é autônomo né? Por que você acha que eu perguntei isso?

Arranco meu braço se o Estado deixar de existir somente pela sonegação. Isso foi uma afirmação muito leviana e cheia de achismo. Mas arrancaria o braço com prazer se isso acontecesse de verdade.


Não gosto do recente crescimento do BitCoin. Muita gente está comprando sem entender o que é e como funciona. Sobrarão pessoas falando mal de nós quando ocorrer um dip tipo o de 2013.


Caro Kalil, em algum momento o franco suíço teve uma variação na sua cotação de 1000% num curtíssimo período de tempo? Em algum momento ele deixou de ser aceito como moeda transacional? Meu ponto é apenas esse (e nisso concordo plenamente com você, se as pessoas querem usar para especular, nada pode ser feito): pelo modo como o BTC está sendo utilizado, a credibilidade - que é o que mantém o franco suíço - vai pro espaço, o valor derrete e as diversas possibilidades de uso se perdem. Hoje não há uso algum para o BTC a não ser o especulativo - com as suas variações atuais, ele sequer serve para proteção de turbulências econômicas.


A privacidade financeira nunca foi o real objetivo do criador original. O objetivo era apenas provar que um sistema monetário descentralizado era possível. E isso foi 100% alcançado.

O que será feito de agora em diante vai depender de nós. O fato de o Bitcoin estar tendo uma valorização explosiva não é um defeito, mas sim uma virtude. Agora, se o povo quer usar para especular e não para transacionar, nada pode ser feito quanto a isso.

Aliás, o mesmo "problema" ocorre com o franco suíço: todo o mundo corre para ele em épocas de turbulência para se proteger (pois a moeda é vista como um porto-seguro), e não para usá-lo como meio de pagamento. Consequentemente, temos aí o mesmo "problema": quem corre para o franco suíço para se proteger não está usando o franco como uma moeda -- mesmo porque o franco não é usado como moeda corrente fora da Suíça --, mas sim como um ativo especulativo.

Qual a diferença?


Caros Fausto, Tasso, Gabriel e Pobre Paulista, concordo com absolutamente tudo, especialmente sobre a tecnologia do blockchain.

Meu ponto é que simplesmente não é essa a ideia original do bitcoin. Ele não foi criado para ser uma commodity. A revolução proposta pelo BTC foi de mudar como o dinheiro é usado como método de pagamento, basicamente excluindo governos e bancos da jogada. Ao classificarmos o BTC como uma commodity, estamos caminhando para uma espécie de escambo: ao invés de trocar 2 cabeças de gado por 100kg de arroz, estou trocando um ativo virtual altamente volátil por qualquer outra coisa (hoje, apenas dinheiro).

O problema é que isso, pelo caminhar da carruagem, pode acabar com toda a ideia do projeto inicial. Sendo uma commodity, e sendo altamente especulativa, perde-se a credibilidade. Pior, perde-se o uso prático. Uma tonelada de trigo pode perder valor, mas ainda consegue ser trocada e aceita comercialmente. Se o BTC não consegue ser aceito comercialmente, qual valor ele tem?


Isso está no próprio projeto inicial do Satoshi Nakamoto:

bitcoin.org/bitcoin.pdf

"A purely peer-to-peer version of electronic cash would allow online payments to be sent directly from one party to another without going through a financial institution. "


É uma boa discussão, gostaria de ler mais opiniões.


E não paga mesmo. Funça não paga imposto e isso é fácil de demonstrar.

Se um funcionário público recebe $ 10.000 oriundos de impostos pagos compulsoriamente pelo setor privado, e, se destes $ 10.000, $ 2.500 são retidos na fonte pelo próprio governo, é incorreto dizer que o funcionário público pagou $2.500 de impostos.

A analogia é a de uma quadrilha que repassa para seus integrantes o dinheiro que extorquiu dos comerciantes do bairro. Se a quadrilha extorque $ 10.000, retém $ 2.500 e repassa os $7.500 restantes para seus membros, não é correto dizer que seus membros pagaram $2.500 de impostos.

Afinal, eles não geraram esses $ 2.500 vendendo serviços consumidos voluntariamente no mercado. Os $ 2.500 são apenas uma fatia da espoliação, a qual o agente espoliador achou por bem reter para si próprio.


O estado pode usar a tecnologia Blockchain para criar uma criptomoeda própria, mas não pode interferir no Blockchain das outras criptomoedas.

O artigo para o qual você linkou nada fala sobre estado interferir nas Blockchains; apenas diz que o estado também pode criar criptomoedas, o que é óbvio. Até mesmo o governo da Venezuela disse que irá fazer isso.

Sim, os governos futuramente irão tentar controlar o Bitcoin por meio de regulações sobre as exchanges. Mas isso é o máximo que eles podem fazer (foi isso que o artigo linkado falou). Fora isso, eles nada podem fazer quanto ao Blockchain, exceto usá-lo para criar uma moeda própria e tentar concorrer.



Não vejo nenhuma razão tecnológica para o bitcoin estar em primeiro atualmente. O próprio fork dele, o bitcoin cash, tem melhorias. Sem contar as outras 800 e crescendo moedas.
Tem problema de FEE elevado, o que praticamente anula qualquer transação de pequeno valor (impossibilitando que seja usado no comercio de pequenos e médios valores). Alem de ter lentidão na transação.
Mas ele fez o papel dele, inicar uma corrida de criptomoedas em constante evolução e que já corrigiram esses problemas (atualmente deve ter umas 900 moedas e a lista deve estar crescendo)

Anos de debate político e econômico não fariam isso no mundo, chegou o bitcoin, e praticamente mostrou o dedo para o monopólio do governo


Você fala de um jeito como o servidor público não pagasse nenhum imposto. O que é completamente irreal.


Muito romântico o texto.(risos)

A gente consegue sentir o entusiasmo, a vibração do autor.

Mas quero perguntar aos amigos aqui presente... a tecnologia Blockchain também não pode ser usada pelo Estado ?


Teve um artigo aqui que comentava sobre isso www.mises.org.br/Article.aspx?id=2793


Isso não pode ser MUITO perigoso no futuro ?
O que vocês acham ?


- Outra pergunta... com relação ao momento que o Bitcoin chegar no seu teto(21 milhões), e não haverá mais a necessidade de minerar. Como ficará a moeda nesse estágio ? E a demanda monetário ? O que vocês acham ?



1º) Estude crase.

2º) Seu texto é cheio de achismos e de espantalhos.
...eu gostaria que você tivesse em mente um velho ranzinza que guarda dinheiro debaixo do colchão, imagine que a família deste velho está passando fome e realmente precisa do dinheiro dele para se alimentar, mas logo o velho afirma: "Eu preciso guardar dinheiro para que no futuro eu fique mais rico."
Primeiro espantalho. Segurar dinheiro significa austeridade, mas ninguém segura dinheiro quando sua família está passando fome. Isso é achismo tirado diretamente do meio de suas nádegas.

A grande importância da teoria Keynesiana esta na afirmação de que devemos ter uma visão social antes de pensarmos no individuo. Por isso à teoria Keynesiana sempre teve muita aceitação nas politicas públicas; sim é necessário fazer um pouquinho de sacrifico para que ocorra o bem comum, e isso só poderia ocorrer se houvesse antes um estimulo para o consumo, em vez de guardar egoisticamente.
Devemos vírgula. Deva você se quiser, ninguém é obrigado a nada. Querer moldar as atitudes dos indivíduos é uma atitude totalitária.

Em outras palavras, isso significa que o Banco Central imprimia dinheiro para financiar politica públicas e isso criava um estimulo social para que as pessoas pudessem gastar o dinheiro sem uso.
Estímulo é um bom eufemismo para compulsoriedade. Quem escolhesse não gastar estaria perdendo dinheiro pois o BC está desvalorizando a moeda e criando inflação. Não há valor sendo gerado, é artificial. Picaretagem estatal.

Só que alguns vagabundos que ficam o dia inteiro na frente do computador acompanhando gráficos, decidiram que isso não era algo bom para o capital financeiro, ou seja, banqueiros e financistas que nunca colocaram a mão na massa
Espantalho feat. ad hominem e dados tirados da bunda.

É inadmissível que as pessoas sejam tão egoístas como estão sendo agora com essa onda do Bitcoin. Mas isso não é novidade, Há muito tempo que a cultura do capitalismo vem destruindo às pequenas comunidades sociais de consumo.
Inadmissível segundo quem? Por quais padrões? Inadmissível pra você? O livre mercado destrói apenas tentativas de controle sobre dinheiro que não é seu. Se as "comunidades sociais de consumo" não conseguem sobreviver sem tirar dinheiro dos outros, é porque não são nem muito comunitárias, nem muito sociais e principalmente não muito de consumo. Antes do consumo, vem a produção.

É como se cada investidor estivesse pisando um em cima do outro, e que se ferre os menores. Essa é a cultura do Capitalismo Selvagem. Durante a história do Capitalismo, o Governo sempre teve que intervir no mercado para acabar com esse instinto selvagem e desumano. Ou você vai negar que esta ocorrendo exatamente isso com o Bitcoin?
Os maiores monopólios e corporativismos da história são fruto do governo. O Bitcoin possui a vantagem de ser imune a controle estatal, então todos possuem a mesma chance de competitividade. E é graças ao instinto de competitividade que o mercado se auto-regula.

Em uma sociedade socialista não iria haver essas loucuras sociais: Todo mundo iria trabalhar duro e se ajudar. Quem fosse pego fazendo atos de egoismo seria rigorosamente castigado. As teorias Keynesianas é apenas uma maneira de remediar o egoismo do sistema financeiro que sempre busca guardar tudo pra si.
Esse trecho me fez pensar se não era alguém apenas querendo trollar mesmo. O socialismo até hoje resultou em fome, distribuição de pobreza e o saqueamento do povo por uma elite governamental. O objetivo do socialismo é sugar dinheiro do povo até quebrar o país e esse objetivo foi alcançado com sucesso em todas as suas experiências.

Ninguém deveria receber um "premio" por ter informação, pois na escala de valor de uma sociedade justa, àquele que produz algo real, tocável, consumível, deveria ter mais valor do que àquele que apenas gosta de falar e ter bom "network".
O Valor é subjetivo. A teoria do valor-trabalho já foi refutada há muitos anos, o que você escreveu não faz sentido algum.
Ninguém deveria receber um "premio" por ter informação, pois na escala de valor de uma sociedade justa, àquele que produz algo real, tocável, consumível, deveria ter mais valor do que àquele que apenas gosta de falar e ter bom "network".

Somente em uma sociedade socialista tal realidade, amável ao trabalhador real, seria possível.
Falácia do escocês de verdade. As amáveis sociedades socialistas demonstraram seu amor aos trabalhadores matando eles e suas famílias de fome.

O erro da atual geração consiste, principalmente, em querer ganhar dinheiro fácil, sem trabalhar. São vagabundos que ficam se escondendo atrás de um notebook com uma carinha de intelectual. Vocês não são nada! Vocês não são ninguém!
Pela primeira vez, concordo. Você descreveu perfeitamente a geração atual: esquerdistas. Querem ganhar dinheiro fácil sem trabalhar (como você defendeu no texto inteiro), são vagabundos que se escondem no notebook com carinha de intelectual (seu texto, novamente) e não são nada, assim como você. Não são ninguém. E agora que vão perder a mamata, estão esperneando muito.

Abraços.



O gov pode montar suas proprias mineradoras, investindo pesado em maquinas pra fabricar o dinheiro. Ao mesmo.pode impedir mineradores no seu territorio, com leis e retricoes as maquinas, e encarendo aquisicao dessas.


"Como sonegar o imposto retido na fonte"

Um sujeito que se diz "autônomo" perguntando isso?! Eu sou freelancer e nunca paguei IR na vida. Simplesmente pego o dinheiro que recebo por meus serviços e os invisto como quero, sem qualquer desconto.

"ou embutido no valor dos produtos?"

Esse não tem como. Mas jamais peça nota fiscal e sempre estimule o comerciante a sonegar ao máximo.

"Como evitar um serviço de cartório?"

Morando de aluguel (e negociando diretamente com o proprietário) e sem ter propriedades. Até hoje só mexi com cartório para registrar carro. E olhando em restrospecto foi uma grande bobagem. Deveria ter ficado só na Uber.

"Será que somente sonegando o bicho morre?"

Sim.

"Acho que com a queda da arrecadação, mais e mais impostos virão..."

Pode vir. Continua sonegando.

"Ajuda eu aí, por favor"

Jeito tem pra tudo. A preguiça é o que pode atrapalhar.


Quando achavamos que não havia esperança de uma falência do socialismo e no país onde êle foi mais rigidamente aplicado (URSS), eis que em 1989 esse regime criminoso desmoronou se como uma fruta podre que cai de uma arvore. Assim tambem alguêm anónimo não pertencente ao governo 'bolou' o dinheiro da liberdade, livre da influencia de qualquer cartel de bancos ou instituição do governo elevando a liberdade a patamares jamais vistos e livre das desvalorizações da moeda estatal. Quem compra uma fração do Bitcoin sabe que esta livre das intervenções dos politicos que manipulam a moeda e a taxa de juros provocando os ciclos economicos, seguidos das depressões que afeta dolorosamente a vida das pesssoas realmente dilapidando seus ativos e destruindo a sua poupaça unica fonte de criação de riqueza. Por isso o metodo da moeda Bitcoin é imune as intervenções politicas que desvalorizam a moeda e interfere na taxa de juros perversamente destruindo a poupança que os idosos acumularam durante a sua vida, para usufruirem quando estiverem doentes ou sem condições de trabalho no intuito de não precisar do assistencialismo do governo. Ela é o primeiro passo para a moeda da liberdade e da privacidade descentralizadas que são direitos naturais do homem.


Cala boca seu asno. Você bate todos os recordes de asneiras. Já pensou em ir pra Venezuela? Vai logo, e para de encher o saco de todo mundo aqui.


Como sonegar o imposto retido na fonte, ou embutido no valor dos produtos? Como evitar um serviço de cartório? Saúde, educação e segurança é fácil, mas como evitar o roubo descarado?
Será que somente sonegando o bicho morre? Acho que com a queda da arrecadação, mais e mais impostos virão...
Ajuda eu aí, por favor.


Tudo o que é anti-concorrencial é péssimo para a coletividade, mas a maioria das pessoas ainda tem em suas mentes a ideia de que a estatização dos recursos ainda é a melhor saída. Se gabam tanto das leituras de Marx mas parecem que pularam essa parte, onde Marx diz que "o Estado é o instrumento de dominação da classe dominante." Sinceramente, desisti de entendê-los. Nem os exemplos históricos de fracasso os convence.


Mas de fato não é moeda (ainda). É apenas um ativo que pode ser usado tanto para especulação (como absolutamente todos os outros ativos, inclusive moedas estatais) quanto para se proteger da sanha estatal.

E, de novo, isso é (muito) menos importante que a tecnologia Blockchain, que é o que realmente interessa (e para a qual pouquíssimos dão importância).


Sim para tudo. Você será o guardião da sua informação. Alias, isso ja existe e está se materializando neste exato momento.

Para históricos médicos já existe uma coisa chamada medibloc: medibloc.org

Aliás, já dá até para monetizar seus dados de busca para ganhar com publicidade, fornecendo exatamente a quantidade de informações que você deseja. Um bom exemplo disso é o
basicattentiontoken.org/

O futuro é promissor, meus caros. Por isso sugiro estudarem bastante esse assunto, pois é para ali que estamos indo.


O próprio conceito de Clearing House tornar-se-á obsoleto. Estamos nos livrando, finalmente, desse câncer.

Carga ideológica a parte, o artigo é muito bom. Parabéns.



A meu ver, os entusiastas do bitcoin é que estão exagerando. O BTC não tem características de moeda, e sim de commodity. E é basicamente por isso que virou um ativo meramente especulativo, no momento atual.

Moeda serve para dar preços. E não dá para precificar nada em algo que muda de valor a cada minuto e cuja transação leva vários minutos (ou até várias horas) para ser efetivada. Moeda tem liquidez instantânea, BTC não tem.

Então nada mais natural que estejam especulando com Bitcoin.


Bitcoin e o egoismo humano

Talvez todos nós já devemos ter lembrado em algum momento na nossa vida do homem pequeno burgues, rentista, de terno e gravata, fumando charuto igual uma chaminé. Sempre assistíamos a essa cena nos desenhos animados e nas novelas. Durante minha juventude, absolutamente ninguém, tinha admiração por esse homem. Por quê? víamos essa pessoa como um vagabundo, um preguiçoso, um rentista que é totalmente oposto do homem trabalhador que carrega cimento nas costas. Tínhamos clareza moral sobre o que era o trabalhador e o que era a burguesia. Mas parece que tudo se inverteu, hoje, temos jovens que tem orgulho de ficar segurando o Bitcoin na carteira, lucrando com a especulação alheia. Neste artigo irei tecer comentários sobre isso.

Se você pensa que é sobre Bitcoin que irei falar, você esta muito enganado. O que vou falar é sobre a coisa mais velha que já passou pelo mundo, mas que sempre volta com uma nova roupagem: Trata-se da mesquinharia e egoismo humano. Antes de falar sobre os Hodlers [1]; eu gostaria que você tivesse em mente um velho ranzinza que guarda dinheiro debaixo do colchão, imagine que a família deste velho está passando fome e realmente precisa do dinheiro dele para se alimentar, mas logo o velho afirma: "Eu preciso guardar dinheiro para que no futuro eu fique mais rico." Se você é um ser humano normal, provavelmente, você iria achar isso uma absurdo, não é mesmo? É exatamente isso que os Hodlers fazem com o Bitcoin: são pessoas que se apegaram a moeda virtual e não querem gastar de jeito nenhum. Eles partem da premissa que a moeda irá se valorizar nos próximos anos e, egoisticamente, se recusam a vender para outras pessoas ou até mesmo gastar com itens básicos como vestimenta e comida.

Estão matando o conceito de vivencia comunitária
A grande importância da teoria Keynesiana esta na afirmação de que devemos ter uma visão social antes de pensarmos no individuo. Por isso à teoria Keynesiana sempre teve muita aceitação nas politicas públicas; sim é necessário fazer um pouquinho de sacrifico para que ocorra o bem comum, e isso só poderia ocorrer se houvesse antes um estimulo para o consumo, em vez de guardar egoisticamente. Pensávamos antes no trabalhador braçal do que no intelectual do mercado financeiro. Todo homem se sacrificava sorrindo pelo próximo. Em outras palavras, isso significa que o Banco Central imprimia dinheiro para financiar politica públicas e isso criava um estimulo social para que as pessoas pudessem gastar o dinheiro sem uso. Pois o dinheiro gasto irá para o ser humano de carne e osso, como o padeiro, o açougueiro, o professor, etc. Esse dinheiro girava à economia e todo mundo ficava feliz. Só que alguns vagabundos que ficam o dia inteiro na frente do computador acompanhando gráficos, decidiram que isso não era algo bom para o capital financeiro, ou seja, banqueiros e financistas que nunca colocaram a mão na massa começaram um processo gradual de transformar o indivíduo comum em um financista do mercado financeiro. Isso acaba completamente com o giro da economia visando o social; o dinheiro que estava indo para o padeiro, deixou de ser recebido, e agora esta nas mãos de qualquer moleque espinhento e descascador de banana. Em resumo colocaram nas mãos do um moleque uma decisão que atinge diretamente à sociedade.

É inadmissível que as pessoas sejam tão egoístas como estão sendo agora com essa onda do Bitcoin. Mas isso não é novidade, Há muito tempo que a cultura do capitalismo vem destruindo às pequenas comunidades sociais de consumo. Temos um exemplo claro sobre isso na bolha da internet e nas diversas bolhas que ocorreram na bolsa de valores. O que ocorria de fato é que as pessoas buscavam como porcos famintos o lucro somente pra elas.

É como se cada investidor estivesse pisando um em cima do outro, e que se ferre os menores. Essa é a cultura do Capitalismo Selvagem. Durante a história do Capitalismo, o Governo sempre teve que intervir no mercado para acabar com esse instinto selvagem e desumano. Ou você vai negar que esta ocorrendo exatamente isso com o Bitcoin?

Em uma sociedade socialista não iria haver essas loucuras sociais: Todo mundo iria trabalhar duro e se ajudar. Quem fosse pego fazendo atos de egoismo seria rigorosamente castigado. As teorias Keynesianas é apenas uma maneira de remediar o egoismo do sistema financeiro que sempre busca guardar tudo pra si.

Ninguém deveria ser premiado por ter acesso à informação
Aquela velha imagem do porco capitalista lucrando sem fazer absolutamente nada nos vem a mente diante do sistema financeiro que está surgindo. Só que ao invés de um velho que odiava a si próprio por causa disso, temos agora, jovens de 14 anos que tem orgulho de guardar dinheiro debaixo do colchão virtual. Esses jovens perderam a percepção de que o trabalhador comum carrega mais valor do que um metido, boca mole, de terno e gravata. Ninguém deveria receber um "premio" por ter informação, pois na escala de valor de uma sociedade justa, àquele que produz algo real, tocável, consumível, deveria ter mais valor do que àquele que apenas gosta de falar e ter bom "network". Porque informação não se come, meu amigo. Ninguém mora em cima da informação. Somente em uma sociedade socialista tal realidade, amável ao trabalhador real, seria possível. Mas vamos continuar nos iludindo com esse sistema financeiro podre que somente privilegia pessoas bem informadas e ignora totalmente os trabalhadores braçais. O erro da atual geração consiste, principalmente, em querer ganhar dinheiro fácil, sem trabalhar. São vagabundos que ficam se escondendo atrás de um notebook com uma carinha de intelectual. Vocês não são nada! Vocês não são ninguém!

Tomará que a ganancia de vocês seja tão grande, mas tão grande, que vocês percam absolutamente tudo.

[1] www.urbandictionary.com/define.php?term=hodl

Capital Imoral é filósofo, escritor e já refutou Mises.


A tecnologia blockchain pode ser usada para armazenar documentos como registros de nascimento e de óbito? Isso tornaria os cartórios (ainda mais) irrelevantes.

Outra coisa: o blockchain permite que o cidadão tenha a "propriedade genuína" sobre esses registros, de modo a não haver riscos de fraude? Tais documentos, assim como nossos registros médicos, são íntimos e pessoas e não deveriam ser acessados sem nossa permissão.



Isso é imaterial. O que realmente deve ser celebrada é a tecnologia Blockchain. Tudo o mais é secundário. O Bitcoin é excelente e eu acho que veio para ficar. Mas mesmo ele empalidece perante a maravilha que é o Blockchain.


Sonego o máximo que posso e incentivo todos a fazerem o mesmo. Se todos agirem assim, a besta morrerá esfaimada.

Aliás, vale ressaltar que todo este ataque aos privilégios dos funças só está acontecendo agora porque as arrecadações do governo caíram. Se continuarem caindo, o processo será ainda mais rápido.


O problema do bitcoin, hoje, é que virou um mero ativo especulativo.

Quase ninguém está comprando para utilizá-lo para o seu princípio ideal, que é como forma de pagamento para substituir o papel moeda. Isso tem gerado uma volatilidade absurda, ao ponto de empresas que aceitam bitcoins estarem suspendendo este método de pagamento até que haja um mínimo de estabilidade.


www.businessinsider.com/valve-owned-steam-has-stopped-accepting-bitcoin-2017-12




Incrível, não sabia dessa.

Acho que o corporativismo do Poder judiciário ganha até do CRM.

Muita gente fala do Executivo e do Legislativo, mas são praticamente crianças brincando de mocinho e bandido perto da maçonaria Judiciária.

Os caras são inabaláveis.


Alguém sabe me dizer se resolve alguma coisa ficar revoltado com a existência de funcionário público? Como acabar com a existência deles na prática? Qual funcionário público vai deixar de ser parasita simplesmente por "amor à ética"? Quem vai querer deixar de ganhar 60% mais que a iniciativa privada? Vejo no Brasil um monte de gente revoltada com tudo, mas ninguém fazendo nada prático para mudar a situação. Alguém sugere alguma atitude?

Vocês, por exemplo, comentaristas do Mises, fazem o que para acabar com o Estado e com os servidores públicos?


Tem sim, basta subir os dados na nuvem;

Você não entende o básico de TI. Provavelmente nem de Economia. Não confunda abundância com ausência de escassez. Os bytes numa nuvem também são escassos. Precisam de HDs ou SSDs físicos, com espaço limitado, para serem armazenados. O Google mesmo tem um enorme datacenter em Oklahoma, com robô para substituir discos rígidos que estragam todo dia. Não são um recurso infinito, como você diz. Custa bem caro construir essa infraestrutura.

Até mesmo o Bitcoin sofre de escassez de bytes. Veja as questões discutidas a respeito do tamanho do bloco, com Segwit 2x e criação do Bitcoin Cash.

Mas tudo bem. Já li artigos neste site que também fazem essa confusão. Dizendo que precisa dum estado para fazer cumprir algo que nada mais é que um simples contrato de prestação de serviço. E obrigado por confirmar que a diarista que você deu o calote não teve sua propriedade subtraída e, portanto, não ficou mais pobre. Isso revela bem a sua consideração pelo tempo das outras pessoas.


"O correto seria comparar salários de profissionais com as mesmas atribuições, uma da iniciativa privada e outro funcionário publico."

Mas, meu Deus, foi exatamente isso o que foi feito pelo estudo! Será que nem ao menos ler você sabe?

Tá escrito lá, de todo tamanho, com fontes e tudo:

"Entre 53 países pesquisados, o Brasil é o que a apresenta a maior diferença entre o salário de um funcionário público federal e o de um trabalhador da iniciativa privada, ambos com a mesma idade, a mesma formação e a mesma experiência profissional.

Pegando um exemplo prático: suponha dois irmãos gêmeos com a mesma formação e a mesma experiência profissional. Um escolheu uma carreira em uma grande empresa; o outro foi aprovado em um concurso para funcionário público federal. Esse último ganhará simplesmente 67% a mais."

"*Se pegarmos a média de entre o salário de um Juiz que ganha 11x e um outro servidor que ganha 1x, a média vai ser de 6x. Será que o problema não esta nos super salários ????"

Também abordado explicitamente no artigo. Está escrito lá, de todo tamanho:

"Ainda segundo o Banco Mundial, o quadro do funcionalismo público brasileiro pode ser considerado "enxuto" em relação ao resto do mundo. Ao passo que, no Brasil, 5,6% da população empregada está no setor público, nos países da OCDE este percentual é de quase 10%.

A conclusão óbvia, portanto, é que o alto gasto com funcionalismo público no Brasil não decorre exatamente de um excessivo número de funcionários público, mas sim do elevado custo (altos salários) deles."

Recorrer ao infantil aceno ortográfico de quatro interrogações seguidas é típico de quem é intelectualmente despreparado. Aliás, este é o seu caso, pois todos os seus questionamentos foram explicitamente abordados no texto.

"Se é tão melhor ser um funcionário publico em comparação com uma função de iguais atribuições na iniciativa privada, por que quem reclama não faz concurso e vira um funcionário publico para viver feliz para sempre?"

Questão de ética e moral. Eu, por exemplo, jamais conseguiria dormir bem à noite sabendo que minha boa vida e meu conforto são bancados pelo dinheiro extraído à força dos desdentados desse país. Eu jamais viveria bem sabendo que meu luxo depende da miséria alheia. Quem tá de boa com isso é alguém cujo pós-vida já está definido


O tempo inteiro o artigo e os comentários falam em média. Isso é injusto e desinteligente.
O correto seria comparar salários de profissionais com as mesmas atribuições, uma da iniciativa privada e outro funcionário publico.

*Se pegarmos a média de entre o salário de um Juiz que ganha 11x e um outro servidor que ganha 1x, a média vai ser de 6x. Será que o problema não esta nos super salários ????

Um policial é um funcionário publico. Vocês acham que eles possuem um grande salário ? Os professores possuem um grande salário ?

Em relação ao comentário do Fabrício sobre o equilíbrio entre o quanto um funcionário ganha e o quanto gera de lucro, essa não é a função da maioria dos funcionários públicos das esferas federal, estadual e municipal. é função do professor ou de um médico ????? Me explica como seria isso e como isso pode ser relacionado ao salário ?

Vou devolver sua cutucada. Se é tão melhor ser um funcionário publico em comparação com uma função de iguais atribuições na iniciativa privada, por que quem reclama não faz concurso e vira um funcionário publico para viver feliz para sempre?


"Claro. E tempo não é dinheiro agora. Se você contrata uma diarista para limpar sua casa, ela não ficou mais pobre. Só perdeu seu tempo."

Seu relógio de pulso por acaso está te agredindo?

"Imagino que teu celular tenha memória infinita, então. É cada uma... "

Tem sim, basta subir os dados na nuvem;

E sim, você tem razão, a maior parte dos bytes que se encontram no teu celular ou notebook, da forma como estão organizados, são licenciados. Não são sua propriedade.

Não são minha propriedade e nem de ninguém estão livres para serem amplamente copiados, como dito antes, seus criadores praticaram altruísmo organizando os bytes;

"Além disso, propriedade intelectual não é só cópia, parceiro. Inclui proteção aos créditos, à alteração conforme solicitação, entre outras coisas."

Não são minha propriedade e nem de ninguém estão livres para serem amplamente copiados, como dito antes, seus criadores praticaram altruísmo organizando os bytes, e se algum dos destinatários destas cópias possuir tecnologia e conhecimentos para alterá-los, é decisão que cabe unicamente ao seu modificador, afinal o tempo dispendido será o dele e não o seu.


Dos três homens citados aí...
Dois são negros. Mas os movimentos coletivistas se leem outros autores específicos...