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A caixa-preta do “Sistema S” volta às páginas policiais - a estrovenga tem de ser abolida

O Brasil é o país da jabuticaba. Há coisas que só existem por aqui e, pior, são tratadas como verdadeiras vacas sagradas.

O mais notório exemplo é a nossa Justiça do Trabalho, uma excrescência só encontrada aqui e talvez em meia dúzia de países proto-socialistas, como Venezuela e Bolívia. Nossas legislações trabalhistas e sindicais, que remontam ao período de Getúlio Vargas, então, são jabuticabeiras carregadas, mas ai de quem cogitar mexer nelas.

Outra frondosa jabuticabeira tupiniquim é o chamado "Sistema S". Criado na década de 1940 e convalidado pela constituição de 1988, o "Sistema S", na definição do jurista Hely Lopes Meirelles, é composto de "Serviços Sociais autônomos, instituídos por lei, com personalidade jurídica de direito privado, para ministrar assistência ou ensino a certas categorias sociais ou grupos profissionais, sem fins lucrativos, sendo mantidos por dotação orçamentária ou contribuições parafiscais."

Em geral, essas "contribuições" incidem sobre a folha de pagamento das empresas e são repassadas às entidades privadas correspondentes –— CNA (SENAR), CNI (SESI/SENAI), CNC (SESC/SENAC), CNT (SEST/SENAT), SEBRAE e outras. Atualmente, o imposto pago pelas empresas ao "Sistema S" soma nada menos que 5,80% do total dos salários pagos no país.

Em 2015, na onda do pacote fiscal encaminhado ao Congresso pelo então ministro da fazenda Joaquim Levy, o governo cogitou retirar parte dos recursos do "Sistema S" para cobrir o déficit orçamentário. As reações, como acontece sempre que se mexe com interesses organizados e concentrados, foram fortes e imediatas.

"Se o governo encaminhar a proposta de corte, estaremos prontos para a guerra no Congresso Nacional. Não vamos permitir que o governo feche escolas ou deixe de dar oportunidade a milhões de alunos em escolas de qualidade na formação profissional, na prática de esporte e na cultura. Não acredito que essa intenção irá prosperar", disse Paulo Skaf, presidente da FIESP.

O valente disse ainda que "O governo está querendo atrapalhar aquilo que funciona bem. Todos reconhecem o trabalho que Sesi, Senai e Sebrae fazem em São Paulo. Para o Brasil, o custo-benefício é excelente. Há pesquisas que mostram que a indústria está feliz em pagar a contribuição. Ela reclama de pagar imposto."

Não é por acaso que os caciques tupinambás da FIESP logo se pintaram para a guerra, tal é o interesse deles na manutenção do sistema. Mas, esperem um pouco. Algo simplesmente não fecha nesse discurso.

Se a coisa é assim tão bonita e eficiente, tão benéfica para as empresas, por que a arrecadação tem de ser compulsória? Se as indústrias estão tão satisfeitas com os resultados alcançados, então elas certamente irão contribuir de forma voluntária para bancar o sistema, caso o tributo fosse extinto ou reduzido. Certo?

É uma questão de lógica: se algo contribui para melhorar a produtividade dos meus funcionários e, consequentemente, da minha empresa, não é preciso que me obriguem a adquiri-lo, pois o farei de bom grado, como um investimento.

Infelizmente, entretanto, a coisa não é assim tão maravilhosa como alegam os donos dessa jabuticabeira (daí ser compulsória em vez de voluntária). Apesar da enorme arrecadação do "Sistema S", a produtividade da mão-de-obra brasileira, por exemplo, continua muito ruim. Sinal de que o dito "aperfeiçoamento profissional" não tem funcionado a contento.

Em 2012, por exemplo, a produtividade do trabalhador brasileiro foi de meros 26,2% da produtividade do trabalhador norte americano, enquanto a dos argentinos foi de 35,5% e dos mexicanos 34,4%. Pior: a produtividade tupiniquim também é bem menor que a de muitos outros países em desenvolvimento.

Além de ineficiente como instrumento de qualificação profissional, sempre houve fortes indícios de que o sistema, na verdade uma grande caixa-preta, opera com desvio de finalidade e funcionando, na prática, como um extenso cabide de empregos.

As contribuições deveriam, em tese, ser revertidas, em sua totalidade, em benefício do trabalhador, na forma de cursos gratuitos e atividades que visassem ao aperfeiçoamento profissional. Mas o que se vê não é exatamente isso. A maior parte dos cursos é paga, enquanto a maioria dos cursos gratuitos está sendo ministrada à distância, o que obviamente os torna menos onerosos para a instituição.

O senador Ataídes Oliveira denunciou desvio dos recursos arrecadados pelo sistema. Segundo ele, mais de R$ 18 bilhões dos recursos do Sistema S foram aplicados no mercado financeiro.

Pior: além de pagar supersalários aos seus executivos (segundo o senador, a folha de salários do sistema soma mais de R$ 5 bilhões), o "Sistema S" virou uma espécie de feudo dos políticos. Em troca da segurança de que nunca vão mexer naquela caixa preta, os partidos utilizam o sistema para dar empregos aos amigos do rei. Até 2016, como não poderia deixar de ser, quem comandou a farra foi o PT. Entre os dirigentes da entidade que recebiam salários nababescos para administrar montanhas de dinheiro estava Gilberto Carvalho, que, logo após deixar o governo, assumiu a presidência do SESI, no lugar de Jair Meneguelli, que lá ficou por 12 anos. Outro petista, Luiz Barretto Filho, presidiu o SEBRAE de 2011 a 2015. É isso que chamam de "serviços sociais autônomos"?

Mas o descalabro não para por aí. Uma das noras do ex-presidente Lula, Marlene Araújo Lula da Silva, formalmente trabalhou no "escritório de representação" do Sesi em São Bernardo do Campo. Em situação semelhante estava Márcia Regina Cunha, mulher do mensaleiro petista condenado João Paulo Cunha. Outro ponto comum entre Márcia e Marlene é que não costumam comparecer ao local de trabalho: uma em São Bernardo; a outra, em Brasília.

E agora, para coroar, vem esta notícia recente, de fevereiro de 2018:

Com a ajuda do ex-governador Sérgio Cabral, o presidente afastado da Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio), Orlando Diniz, desviou, segundo a investigação, ao menos R$ 3 milhões de duas entidades do Sistema "S", o Sesc e o Senac-RJ, para a Thunder Assessoria Empresarial, firma na qual figura como sócio-administrador.

Esta conexão, apontada pela força-tarefa da Operação Calicute, versão da Lava-Jato no Rio, é um dos fundamentos da prisão preventiva de Diniz nesta sexta-feira, ordenada pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio.

Conclusão

O Sistema S é um verdadeiro sorvedouro de recursos públicos em prol dos apaniguados de políticos influentes. Qualquer reforma fiscal digna deste nome teria de incluir estudos sobre a real necessidade de manutenção desse sistema anacrônico e improdutivo.

Por tudo isso, já passou da hora de começarmos a discutir seriamente a extinção dessa verdadeira estrovenga, que, além de encarecer o custo da mão-de-obra, não tem promovido a capacitação profissional que deveria, como mostram os índices de produtividade. Até porque, repito, se o negócio é assim tão bom como alegam, seus recursos não precisariam ser arrecadados compulsoriamente.


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João Luiz Mauad
é administrador de empresas formado pela FGV-RJ, profissional liberal (consultor de empresas) e diretor do Instituto Liberal. Escreve para vários periódicos como os jornais O Globo, Zero Hora e Gazeta do Povo.


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comentários (39)

  • Andrei  27/02/2018 16:53
    Eis o que não entendo: se o sistema S é auditado pela Controladoria Geral da União, como esses desvios aconteceram? Cadê a CGU e o MP? No mínimo isso teve a conivência de externos... ou então não estão fazendo o que deveriam fazer, fiscalizar.
  • Fabiano Zica  10/03/2018 22:36
    Olá!

    a CGU controla as formalidades, não a execução. A legalidade é apenas a seguinte - os salários foram pagos à alguém? as despesas foram pagas mediante licitação e notas fiscais? e pronto.. Controle serve para isso, encarecer o próprio sistema.
  • Henrique  20/03/2018 19:33
    Quando é dinheiro público, o controle é basicamente esse.
  • Infiliz  09/05/2018 15:30
    Pois é, mas aí entra tb o que eu não entendo: como essa gente passa esse nível de grana totalmente ilesos sob o radar das porcarias de Receita Fuderal e o escambau? Eu caio na malha fina por qualquer 50 pila! Literalmente! Teve um ano que tive que pagar aquela multa mínima da DIRPF por errar alguma bostinha de menos de 100 reais...
  • Livingstone Maynardes  12/05/2018 17:13
    Isto é para nós, pobres mortais. Para os donos do poder nada acontece. Veja por exemplo os filhos do presidiário de Curitiba! De tratador de animais à milionário durante a gestão do pai. E nada aconteceu e não vai acontecer.
  • Gláucia  27/02/2018 16:56
    Agora sim! Pelo FIM desse cabide escancarado da horda de petistas e seus grupos de interesses, tudo financiado por nós trabalhadores e empreendedores. Precisamos definitivamente enxotar esses sangue sugas da nossa folha de pagamento.
  • Reginaldo Alves (microempreendedor)  27/02/2018 17:08
    De acordo!
  • Vladimir  27/02/2018 17:12
    Entidades classistas que dependem de verba pública compulsória nada mais são do que estatais. Aliás, como mostram os números de desempenho, elas já funcionam como estatais.

    Essas jabuticabas são tipicamente brasileiras. Algum dia, num futuro distante, ainda iremos descobrir o capitalismo.
  • Bernardo  27/02/2018 17:18
    No Brasil ninguém quer perder a teta. De funcionários públicos nababos a grandes empresários que usam BNDES e "contribuições compulsórias".

    E o mais legal é que todos defendem suas mordomias escorando-se exatamente em um "discurso social": os funças dizem que precisam ganhar bem para atender bem ao povo; os grandes empresários dizem que precisam de subsídios para gerar empregos para os pobres e oprimidos e ter uma mão-de-obra bem formada.

    E, no final, são exatamente os pobres e oprimidos que bancam tudo isso via impostos indiretos e salários menores (pois o imposto incide sobre a folha de pagamento).
  • Bruno Z.  27/02/2018 17:31
    A intenção do Sistema S até era boa, mas intenção sem resultado é desperdício. É apenas mais uma coisa que precisa ser remodelada no Brasil, para algo que realmente dê resultado.
  • Souza  27/02/2018 17:32
    Rapaz, é impressionante como nada escapou da quadrilha. Qualquer coisa que oferecesse boquinha o PT estava aboletado (e Sérgio Cabral também).

    Pelo visto, o estado ainda estava pequeno para essa gente. E ainda há aqueles que querem mais estado.
  • Rafael Isaacs  27/02/2018 17:42
    O que dizer da dívida pública, seria uma caixa-preta também?
  • Reinaldo  27/02/2018 17:55
    De minha parte, sou inteiramente a favor de toda e qualquer auditoria da dívida brasileira. Quanto mais auditoria, melhor.

    Mas tem uma coisa que os seguidores dessa ideia vivem gritando e eu nunca entendi: o que seria uma "dívida ilegal"?

    Estariam eles dizendo que alguém, que não o governo, emitiu dívida em nome do governo?

    Ou estariam eles dizendo que o governo emitiu dívidas para privilegiar nababos?

    Se for a primeira, então é necessário comprovar que algum cidadão privado invadiu o Tesouro e emitiu títulos sem que nenhum burocrata, político ou regulador soubesse. Se é isso, estou interessado em saber.

    Se não é isso, então é a segunda opção. E aí eu digo: nossa, que espanto! Essa gente está chovendo no molhado: descobriram tardiamente que o estado é uma gangue de ladrões em larga escala que existe apenas para privilegiar quem está dentro da máquina e que vive à custa de quem está fora dela e é obrigado a bancar toda a esbórnia.

    E ainda há otários que defendem governo...


    Aliás, um complemento:

    Até onde sei -- e gostaria que alguém me provasse errado --, quem emite títulos para financiar seus gastos é o governo (ou seja, políticos, burocratas e reguladores) e só. Ninguém mais tem acesso ao Tesouro para, fortuitamente, emitir títulos em benefício próprio.

    E, até onde sei, o governo se endivida exatamente porque gastou mais do que arrecadou. E ele gasta mais do que arrecada exatamente para saciar os exorbitantes salários dos políticos, burocratas e reguladores, além de privilegiar seus empresários favoritos com subsídios e empréstimos subsidiados pelo BNDES (com o nosso dinheiro de impostos).

    Agora, se alguém sabe de algo mais, é bom compartilhar.
  • Luciano viana  27/02/2018 21:34
    Sim, porque sao gastos causados com processos nebulosos. Mas nao da pra dar calote. Emprestaram dinheiro pro governo. Tem que pagar. O que temos que fazer é eliminar essea.abacaxis sorvedores de dinheiro, para que o governo nunxa.mais precise se.endivdar pra pagar suas contas.
  • Felipe  27/02/2018 20:24
    Esse post me lembrou dos conselhos federais e regionais, verdadeiras máfias que atuam como sindicatos, roubando os profissionais honestos para sustentar profissionais incompetentes e barões vagabundos. Quando minha mãe foi enganada por um médico ortomolecular charlatão, eu falei "É esse tipo de gente que esses conselhos protegem".
  • Luciano viana  27/02/2018 21:36
    Sao mafias que fazem reservas de mercado e ainda tem aquela contribuicao por debaixo dos panos. Deveria ser extinta
  • Felipe  28/02/2018 14:36
    Os maiores culpados nessa história foram Getúlio Vargas e os milicos... incharam absurdamente o estado brasileiro.
  • Ronaldo R.Fritz  27/02/2018 21:33
    Quando se iniciou, o ensino para formação de alunos era inteiramente gratuito na Escola de Hotelaria inicialmente em S.Paulo e depois em S.Pedro. Excelente até. Tinha um excelente conselho consultivo voluntario que durou anos e do qual fiz parte. Mas um novo dirigente da escola foi nomeado, tomou posse e DISSOLVEU esse conselho. MAS mais tarde aos poucos começaram a cobrar. Como era contra os estatutos, transformaram a escola em FACULDADE, para continuarem a poderem cobrar legalmente. E assim esta. Alegam dar umas poucas bolsas de estudo . Precisa se abrir essa caixa preta!!!!!!
  • Richard Gladstone de Jouvenel  28/02/2018 13:06
    A farra do sistema S é tanta que os caras conseguiram criar times de vôlei estatais...
  • Friboi  21/06/2018 18:27
    Sim, muito bem lembrado.
  • Diego Feliciano   28/02/2018 05:37
    Trabalhei por dois anos no Sebrae como Agente Local de Inovação. Cada agente não era necessariamente profissionais da área. Bastava ter curso superior e fazer um longo processo de seleção. Pois bem. Na região onde trabalhei eram 100 agentes que ganhavam liquido R$ 4.000 mensais. Daí vc pega um orçamento de R$ 400.000 mensais... Note que nesse período cada agente tinha por meta atender pelo menos 40 empresas.. No universo das Micro e pequenas empresas quem em sã consciência dará conta de atender com qualidade 40 empresas???? Vivenciei e digo: Sebrae só se interessa por números. A qualidade eles deixam de lado, Fato e ponto!
  • Dalton C. Rocha  28/02/2018 16:21
    Que governante do Brasil que criou o Sistema S? O mesmo governante do Brasil que criou a Petrobrás, o BNDES e o Imposto Sindical: Getúlio Vargas.
    Por sinal, entra governo sai governo, e a fantasma de Getúlio Vargas segue nos governando.
  • ESTADO PARASITA  06/03/2018 14:59
    Desde 15/NOV/1889 que sai uma bosta e entra uma merda no lugar.

    Que país conseguiria sobreviver a merdas como Mal. Deodoro, Floriano Peixoto, GV, JK, Jango, Geisel, Sarney, FHC, Lula, Anta e agora ao satã ?
  • anônimo  24/03/2018 16:47
    Foi o papai Getúlio que criou o sistema que ainda vivemos, mas ele não é o único culpado. Antes dele, já tínhamos a cultura mercantilista das políticas de oligopólios, voto de cabresto, subsídios, favorecimentos para latifundiários, protecionismo, mentalidade anti-tecnológica, tabelamento de preços, etc. Ele apenas pegou a faca e o queijo na mão, aproveitou a crise de 29 e oficializou de uma vez o "fascismo". Agradeça a Portugal e sua ignorância economia.
  • Instrutor  01/03/2018 13:03
    Sou professor do Senai, e junto com a sociedade, somos os que mais sofremos, ao ver faltando dinheiro nas escolas, reduzindo investimentos,mas as federações construído hotéis, centros de convenções etc, fora o desperdício de dinheiro(equipamentos comprados errados, materiais que "somem" do nada).
  • apenas um brasileiro comun  08/05/2018 20:38
    Trabalhei no Sistema S, durante 8 anos, e lá dentro vi como funciona o esquema de cabides de emprego, desvio de dinheiro, e perpetuação de presidentes, muitos familiares e amigos em cargos com altos salários, vejo que o Sistema S teria um grande papel no desenvolvimento industrial e tecnológico do país, mas como toda prefeitura, governo do estado e presidência da republica, vive dos conchavos de oligarquias políticas, apadrinhamentos e gerando grande corrupção, eu sei como se roubava os recursos, e também sem como a CGU não pega estes crápulas, infelizmente não tenho provas documentais para mostrar, mas o modos operandi da coisa toda esta em minha cabeça.
  • Patriota Libetário  03/03/2018 21:26
    Sistema S nome pomposo e que esconde mais um ralo do dinheiro público,que na realidade é nosso,tirado a força para bancar mais esta estrovenga estatal,só lembrando que o trabalho que o setor público realiza tem demanda,mas por ser ofertado monopolisticamente,ele acaba sendo capturado por grupos de interesse e é uma farra onde nós do povo assistimos eles fazerem a festa com nosso suado dinheirinho,enfim como dizia Boris Casoy "isto é uma vergonha".
  • ESTADO PARASITA  06/03/2018 14:50
    Olá pagadores de impostos !

    Como o Mises Brasil gosta de criar polêmicas e mexer onde não se deve mexer, oras bolas !

    Parem de ficar alertando as pessoas sobre essas coisas, o que é que tem demais os escravos, ops, quiz dizer queridos contribuintes, pagarem um pequeno % para manter essas maravilhosas instituições funcionando ?

    Assim não dá, assim não pode !

    Bom, como já é terça e amanhã será quarta, então vou começar a me preparar para na quinta ter tudo pronto pois logo após o almoço irei para minha casa de praia, afinal de contas ninguém é de ferro.

    Saudações sanguessugistas a todos.
    ESTADO PARASITA
  • Altcoin  09/05/2018 14:37
    O texto se esqueceu de dizer uma outra consequência: o corporativismo oligopolista do Sistema S que acaba afetando toda a economia.

    Uma vizinha minha decidiu abrir uma franquia de cursos profissionalizantes e faliu em pouco mais de 2 anos. Perdeu todo o investimento e ainda está devendo rescisão pra vários funcionários.
    Não há maneiras de competir com um Sistema que ganha subsídios do estado ("contribuições compulsórias").
    E pra piorar, você ainda PAGA pelos cursos. O Sistema ganha subsídios e ainda ganha pelo produto.
    Nossa economia é fascista e protosocialista, a maioria só não se deu conta ainda.
  • Rodrigo  22/06/2018 15:05
    Exato. O mesmo raciocínio se aplica ao sistema de saúde e setor elétrico.

    Essa é a maravilha do tal "sistema misto" (o fascismo moderno que esquerdistas apoiam). O Estado é sustentado pela iniciativa privada, regula absurdamente todos os setores privados e a culpa da pobreza e aumento da desigualdade é do "capitalismo".
  • Luiz Carlos  16/05/2018 15:29
    Parabéns Mises Brasil por denunciar essa pouca vergonha.
    Não há adjetivos pejorativos para qualificar os caciques do sistema S.
    Um dia a casa cai...
  • orestes camargo neves  23/05/2018 18:16
    Até que enfim alguém se dispõe a cutucar esse vespeiro. O sr. Scaff usa de dinheiro público para se promover politicamente, usando como pano de fundo o SESI. Cara de pau!!!
  • Sambariloviu  21/06/2018 17:01
    Meus amiguinhos: todas essas palhaçadas, disfarçadas de "organizações sociais", à nível Brasil, não passam de imensos laranjais para lavagem de dinheiro.

    E sim! Tudo feito e concretizado, oficialmente na maior cara de pau e sem o menor pudor, por uma gigantesca e muito bem estruturada máfia que atua nesse país à dezenas de anos, encastelada no governo sob a forma de "democracia representativa", onde tais agentes se perpetuam no poder em cenários que causam inveja às mais tiranas das monarquias e impérios dinásticos. Vemos no Brasil sujeitos que conseguem, inexplicavelmente, emplacarem seus "herdeiros" sem precisarem passar pela "democrática" ação de eleição. Vemos, inexplicavelmente, um palhaço de circo ser eleito com milhões de votos e levar de brinde 5 outros integrantes do circo, sem nenhum voto sequer.

    No Brasil tudo é feito para controlar, imputar e humilhar aquele que está do outro lado da corda: o tal do povo. Reparem que tudo, absolutamente TUDO no Brasil é feito com a premissa de que o cidadão NÃO é o cidadão: ele precisa PROVAR que é o cidadão. Você compra uma casa, tem de autenticar sua assinatura no cartório no mínimo umas 2x: no contrato de compra e venda, nas procurações, etc. Você vai à uma "repartição pública", o funça pede sua identidade juntamente com sua CNH: só um documento de identificação já não basta. Além da sua identidade, ele pede suas digitais em algum aparelho de biometria: só 2 identidades já não bastam.

    Você vai emitir uma nota fiscal, tem de ser pelo "site da prefeitura". E tem de conseguir um certificado digital. E para conseguir tal certificado, tem de ir pessoalmente retirá-lo. E se for contador, tem de ser outro certificado. No Brasil o cidadão NUNCA é o cidadão. Isso é a verdadeira lei aqui.

    O Brasil inteiro é um imenso laranjal em todas as esferas. O dinheiro é concebido já sujo no útero dessa imensa prostituta. Dinheiro que não vale absolutamente nada, mas é inflado artificialmente, por índices forjados na mentira e na malícia, onde uma imensa dívida, impagável por sinal, é maquiada nos orçamentos públicos de modo a dar legitimidade a coisa toda.

    No Brasil se sobrevive, com sorte.
  • Estive Lee  12/07/2018 13:17
    Trabalhei por mais de uma década no Sistema S e o que mais me impressionou nessas instituições é que o critério de seleção e julgamento de diretores, secretários, assessores e presidentes é meramente bajulatório, nada tecnicista ou meritório. Prevalecem esquemas e interesses particulares, além de existirem pessoas em "altos cargos" sem o mínimo de educação, seja formal ou doméstica.
  • Opinião  02/09/2018 18:33
    Estou no sistema S há 6 anos e li comentários aqui que retratam nossa realidade.
    Onde trabalho vejo um enorme abuso no uso dos recursos, gastos exorbitantes com materiais usados no dia a dia, contratações dos mesmos prestadores sempre, atividades desenvolvidas pela entidade em um ciclo vicioso, onde os mesmos sempre arrumam uma boquinha para estar em algum projeto. Apesar de ilegal de acordo com as regras, parentes de empregados fazem prestação de serviços nessa rotatividade. Desperdício em todos os lados.
    O cabide de emprego é visível. Temos cargos de chefia que claramente foram concedidos não por mérito, mas por puxar o saco da pessoa certa na hora certa. Há promoções sem merecimento.
    Há funcionários pendurados em um vai e vem de licenças médicas e voltas ao trabalho. Há aqueles que trabalham pouco e ganham muito, e há aqueles que estão apenas cumprindo tabela.
    Por outro lado considero que obviamente a maioria que cumpre cargos em processos seletivos aparentemente legítimos trabalha corretamente e cumpre suas funções de acordo.
    Agora falando por minha experiência: na minha área de atuação o trabalho na entidade é valorizado, salário acima do mercado, com muitos benefícios, como previdência privada, cooperativa de crédito mútuo, vale refeição, convenio médico excelente. É obviamente uma valorização profissional que me motiva dar a meu melhor e tentar desempenhar um papel que contribua com o propósito da entidade. Como tenho experiência profissional em vários tipos de empresas, industria e prestadoras de serviço, vejo o meu trabalho aqui como o mais confortável que já tive acesso. Por isso o valorizo e tento manter o padrão de empenho. Sei que minha capacidade profissional me leva a qualquer outra empresa caso isso deixe de existir, mas valorizo o que tenho hoje, pois é um trabalho acima da média.
    Mesmo com tantos prós em trabalhar aqui, sou contra o compulsório. Acredito que cada entidade tenha o seu valor. E concordo plenamente que se o empresariado acreditasse que acrescenta manteria o sistema de forma voluntária.
    Na prática isso certamente não se sustentará por muito tempo. Há sim uma necessidade de reforma fiscal e provavelmente o Sistema S como é está com os dias contados.
    Hoje trabalho dentro do sistema S, e acredito que a tendência será sua privatização integral.
    O SESI, Senac, Senat e Senai viram escolas particulares. O Sesc vira entretenimento e esporte com mensalidades aos interessados e por ai vai.
    A competência e o livre mercado que farão com que sobrevivam ou padeçam.
    São bilhões arrecadados que poderiam desonerar as folhas de pagamento em favor de mais empregos.
    Não me importo se a entidade passe a ser privada ou seja extinta.
    Prefiro meu país se desenvolvendo e crescendo, para que meus filhos possam ter um futuro melhor. Hoje estou aqui...amanhã será outro dia.
  • qwertxyz  20/07/2018 21:46
    Brasil é tão atrasado, mas tão atrasado que em pleno 2018 os latifundiários pagam propinas para prefeitos e funcionários não autorizarem indústrias se instalarem em regiões com forte produção agrícola. Parece que os empresários e políticos brasileiros estão presos com a cabeça nos anos 50.

    Certos países estão chegando na 4° revolução industrial e o Brasil ainda não chegou na 3°.
  • Professor  21/07/2018 20:01
    Não precisa acabar com o Sistema S, basta privatizar e desestatizar. Mesma coisa as universidades.
  • Santana  08/09/2018 01:43
    Trabalho no Sesc , Senac BA e vi vejo a roubalheira desse dinheiro é um máfia organizada Presidentes , diretores , conselheiros e um Monte de parasitas ficando milionários com esse dinheiro desviado , não entendo uma empresa rica e privada ,com muitos hotéis , clubes , restaurantes,com cursos mais caros que uma universidade muitas das vezes aínda rebem esse recurso , queria poder de denunciar o atual Presidente e o diretor do Sesc pela roubalheira que eles vem fazendo , são muitas infracoes desses de favorecimento de licitações que todas são feitas pela mulher do atual presidente até desvio de muitos dinheiro.

  • Chico Moss  02/10/2018 18:15
    Concordoquea Justiça do Trabalho é anacrônica pois em qqer sociedade civilizada as atividades se subsúmen a contratos.
    Já o Sistema S pode ser extinguido e se usar o dinheiro surrupiado em novas Escolas Técnicas e que atendam todas as necessidades atuais do mercado de trabalho.


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