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Aquecimento global mata de frio centenas de pessoas em três continentes
por Leandro Roque, quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Se pensarmos que há menos de um mês uma trupe de burocratas, políticos e parasitas de todos os tipos estava se reunindo em Copenhague para discutir maneiras de conter uma suposta onda de calor desenfreado que iria afetar irreversivelmente o globo terrestre, as notícias a seguir adquirem um inevitável tom tragicômico:

Cientistas detectam resfriamento na Península Antártica

Temperaturas mais baixas complicam debate sobre aquecimento global, diz pesquisador brasileiro.

O norte da Península Antártica vem se resfriando em tempos recentes. Dados meteorológicos da Estação Antártica Comandante Ferraz (EACF), a base brasileira no continente gelado, indicam uma tendência de resfriamento de 0,6º C por década, nas temperaturas registradas nos últimos 14 anos. A Península Antártica, como um todo, é uma das regiões do planeta que mais se aqueceu no século 20, acumulando uma elevação de temperatura de 3º C.

China sofre com temperaturas mais baixas e piores nevascas em décadas

Pequim teve quase 30 cm de neve no fim de semana; na Manchúria, temperatura pode chegar a -36 graus.

Onda de frio mata 'dezenas' na Índia

A temperatura na Índia chegou a cair para zero graus centígrados em várias cidades no norte da Índia.

Frio mata 41 na Índia e provoca transtornos na China e Coréia

Pelo menos 41 pessoas morreram neste final de semana pela onda de frio que nos últimos dias tem afetado às regiões do norte da Índia.

A maior nevasca registrada em Pequim e em outras áreas do norte da China desde 1951 paralisou boa parte do tráfego aéreo e rodoviário na região, provocou a suspensão de aulas na capital e na vizinha cidade de Tianjin, entre outras medidas de prevenção.

A situação pode piorar nesta segunda-feira, 4, já que as temperaturas na capital chinesa continuam caindo e podem chegar ao patamar mais baixo em 50 anos (-16°C).

Na Coreia do Sul, moradores enfrentam a pior nevasca da história recente do país. A neve chegou a 26 centímetros em Seul e forçou aeroportos a cancelar 224 voos. A neve também prejudicou o trânsito nas estradas que dão acesso à capital.

Nevasca fecha escolas e aeroportos no Reino Unido

É o inverno mais rigoroso em 30 anos; na França, onda de frio deixa as temperaturas em -13ºC

Com temperaturas de até -33ºC, onda de frio mata 5 nos EUA

Uma onda de frio provocou a morte de cinco pessoas nos EUA, nesta quarta-feira, 6. Ao menos quatro pessoas morreram no Tennessee e uma no Missouri. As temperaturas caíram até -33ºC, em Iowa, a menor desde 1958. A neve atinge principalmente o centro e o leste do país.

Há previsões de novas nevascas no Missouri, Tennessee, Idaho, Wyoming, Montana e até em estados mais ao sul, como a Geórgia.

De acordo com os meteorologistas, ondas de frio no leste dos EUA não costumam durar mais de dois dias, mas esta é mais prolongada. 

Países europeus enfrentam o pior inverno em décadas

Um clima de inverno rigoroso paralisou hoje várias regiões da Europa. As ruas de algumas cidades chegaram a acumular 47 centímetros de neve. Houve cancelamento de voos, transtornos no tráfego rodoviário e milhares de pessoas tiveram problemas para chegar ao trabalho e às escolas.

Na Inglaterra, que sofre o pior inverno desde 1981, foram cancelados 150 voos no Aeroporto de Heathrow. O trem Eurostar, que liga o país à França, suspendeu o serviço hoje.

Na Noruega, as temperaturas caíram para 41 graus negativos. Foi a medição de temperatura mais baixa no país escandinavo desde 1987. A chefe do controle de tráfego aéreo do Aeroporto de Roros, Lise Dukan, disse que o gelo precisou ser removido manualmente das asas dos aviões.

As nevascas no norte da Dinamarca também atingiram rodovias, ferrovias e o tráfego aéreo. Na Alemanha, grandes partes do país ficaram cobertas pela neve, com temperaturas de até 22 graus negativos no estado da Saxônia-Anhalt, no leste do país.

Neve atrapalha aeroportos e fecha escolas no Reino Unido

As temperaturas chegaram a descer até -13°C em Manchester (norte da Inglaterra), -6°C em Glasgow (Escócia) e -3°C em Londres, segundo informou o Serviço Meteorológico.

Frio e nevascas paralisam o hemisfério Norte

A Europa ocidental está enfrentando o pior inverno dos últimos anos com recordes de baixas temperaturas e muita neve. Na Polônia, o rio Vístula, mais longo do país, congelou e a temperatura no país chegou a 25ºC negativos. A Alemanha também sofreu com muita neve no primeiro dia útil do ano e as temperaturas chegaram a 20ºC negativos.

O frio também continua atingindo boa parte dos Estados Unidos e, de acordo com o Serviço Nacional de Meteorologia do país, as temperaturas devem cair no país todo nos próximos dias. O serviço afirma que durante a noite, os Estados do norte do país enfrentarão temperaturas mínimas abaixo de zero "em até dois dígitos".

De acordo com a agência de notícias Reuters, o serviço de previsão do tempo privado, o Planalytics, afirmou que este é o inverno mais frio registrado nos EUA desde o ano 2000. O preço do petróleo subiu para US$ 82 (mais de R$ 140) o barril devido ao frio nos Estados Unidos e outras regiões com alto consumo do produto durante o inverno.

O frio também atingiu a Ásia com nevascas pesadas no nordeste da região. Este é considerado o pior inverno na Ásia nos últimos 60 anos. As nevascas causaram problemas nos transportes no norte da China, onde as temperaturas chegaram a -32ºC em Pequim.  Em Shangdu, na região da Mongólia Interior, na China, um trem se chocou contra uma camada de neve de mais de 2 metros, no domingo, 3, e os primeiros passageiros foram retirados somente na segunda-feira, 4.  Os 15 vagões do trem foram cobertos pela neve.  Os mais de 1.400 passageiros ficaram presos sem luz e aquecimento.

Neve e gelo paralisam vários países da Europa

O número de mortos na Polônia, onde o frio chegou a 22º C negativos, aumentou para 122, a maioria deles seria de sem-teto.


A intenção desses catastrofistas nunca foi proteger o ser humano: a ala radical sempre quis o extermínio da espécie; a ala mais moderada contentava-se em retroceder a humanidade à era das diligências; já a ala política, a mais esperta, utilizava-se de uma virtuosa linguagem humanista para camuflar a sua real intenção de impor novas tributações e fazer uma maciça redistribuição de renda em escala global, tudo sob os auspícios de um governo global.

Prova de que esse pessoal nunca esteve interessado no bem da humanidade é o seu silêncio perante essas mortes ocorridas pelo frio intenso.  Quando a imprensa divulgava a foto de um urso polar fofinho navegando errantemente sobre placas de gelo que haviam se descolado de um iceberg qualquer, esses "humanistas" não continham suas lágrimas, seus gritos de horror e suas reprimendas à ganância capitalista da humanidade, que era a responsável pelo comovente passeio solitário daquele simpático mamífero.

Porém, quando seres humanos de países pobres como Índia, China e Polônia morrem em decorrência de fenômenos flagrantemente opostos àqueles que esses iluminados haviam previsto, a orquestra mundial das lacrimejações gerais faz uma pausa pro cafezinho.