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Um breve comentário sobre Thomas Piketty
por Thomas DiLorenzo, domingo, 4 de janeiro de 2015

É realmente impressionante como acadêmicos marxistas conseguem sempre -- sempre! -- enganar a mídia e os incautos: eles são vistos como possuidores de um alto padrão moral ao mesmo tempo em que defendem a ideologia responsável que prega a chacina e a obliteração da civilização humana, e que foi responsável direta pela morte de centenas de milhões de pessoas ao longo do último século.

O mais recente "herói" entre os acadêmicos marxistas é Thomas Piketty, um economista marxista francês que escreveu aquele que ele próprio considera ser uma versão atualizada de Das Kapital, de Karl Marx.  Seu livro, O Capital no Século XXI, recebeu elogios rasgados de ideólogos esquerdistas de todos os cantos do mundo, especialmente de seu fã mais delirante, Paul Krugman.

O roteiro é sempre, e inacreditavelmente, o mesmo: a "desigualdade" de renda é horrível, e por isso o estado deve confiscar mais dinheiro da classe produtiva para redistribuí-lo à classe parasítica -- ao mesmo tempo em que, obviamente, deve pagar polpudas comissões a consultores econômicos como Piketty, que fazem o trabalho de "justificar" a necessidade de todo esse esbulho.

As ideias de Piketty podem ser resumidas no seguinte silogismo:

1) O socialismo sempre se revelou um colossal desastre em todos os locais do globo em que foi implantado;

2) praticamente todas as pessoas do mundo sabem disso;

3) por isso, precisamos de ainda mais socialismo, pois o socialismo que foi tentado não foi o correto.

Piketty diz que o "problema" do capitalismo é que o capital investido gera retornos mais altos do que os ganhos do trabalho.  Se esse é o problema, eis então uma solução libertária para esse "problema": corte radical de impostos, desestatização, abolição de tarifas protecionistas e desregulamentação de todos os setores da economia.  Essas quatro medidas imediatamente criariam mais liberdade econômica, mais liberdade de entrada, mais concorrência e, por conseguinte, menores lucros e uma menor taxa de retorno sobre o capital investido. 

Haveria mais liberdade para que trabalhadores comuns se tornassem empreendedores e capitalistas, gerando uma necessária concorrência para os setores já estabelecidos.

Se o mundo for inundado por mais empreendedores capitalistas, a taxa de retorno do capital -- que é o grande pecado do capitalismo, segundo Piketty -- seria instantaneamente diminuída.

Quando isso ocorrer, pode contar com o futuro surgimento de um novo Thomas Piketty, que agora escreverá um livro de mil páginas sobre como os malefícios do capitalismo levaram a uma diminuição da taxa de retorno dos empreendedores, que agora estão com dificuldades para ter lucro.  E como o governo deve intervir para aumentar a taxa de retorno dos empreendedores.

 

Nota do IMB: o governo francês recuou e aboliu a recém-implementada alíquota de 75% do imposto de renda após as receitas adicionais -- contrariamente ao que foi previsto por Piketty -- terem se revelado ínfimas.  Não prenda a respiração na expectativa de que isso abalará a credibilidade de Piketty.