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Ressuscitem o Orson Welles!
por Fernando Chiocca, segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Em 1938, o cineasta Orson Welles transmitiu via radio a narração de uma invasão alienígena de maneira tão convincente que causou pânico geral nos ouvintes.  Hoje, mais de 70 anos depois, um dos economistas mais influentes do mundo nos diz que precisamos dos talentos de Welles para nos tirar da crise econômica.

É isso mesmo.  Paul Krugman, colunista do New York Times e ganhador do Prêmio Nobel de Economia, afirma que se as pessoas acreditassem que uma invasão alienígena iria ocorrer, e os EUA gastassem trilhões se armando contra esse iminente (porém fictício) ataque, eles iriam sair da recessão econômica.

 

Mas essa declaração não deve espantar quem conhece Krugman -- afinal, isto é exatamente o que a teoria keynesiana ensina, e Krugman é talvez o maior representante atual do keynesianismo.   Contrariamente a todo e qualquer bom senso, os keynesianos acreditam que a destruição em massa na verdade é boa para a economia, pois gera riqueza.  Trata-se da "falácia da janela quebrada".

Além de acreditar que foi a II Guerra Mundial o que tirou os EUA da Grande Depressão, após os ataques de 11 de setembro ao World Trade Center, Krugman disse que a ação terrorista de Osama bin Laden  poderia ser benéfica para a economia:

Quando um Nobel de Economia diz coisas como estas, demonstrando que não sabe nada de Economia, fica claro que tem algo muito errado no mundo.  Isto é apenas o reflexo do estado corrompido em que essa ciência se encontra.  Sua coluna é traduzida pelo maior jornal do Brasil e por muitos outros jornais do mundo, e o keynesianismo domina as universidades e os meios de comunicação do mundo inteiro.  Não é difícil entender por quê, já que Keynes prescreve as "soluções" que os governos querem ouvir.  De fato, os governos já colocavam em prática as receitas keynesianas antes mesmo de Keynes elaborá-las; e quando ele escreveu a sua Teoria Geral, os estados fizeram tudo para elevar Keynes à posição de maior economista da história, mesmo com suas teorias indo contra o bom senso.  Com efeito, qualquer pessoa que pense a respeito pode perceber que o keynesianismo não faz sentido, e qualquer um que tenha lido o curto ensaio de Bastiat, A vidraça quebrada, sabe mais de economia que os "maiores especialistas do ramo".

Stefan Molyneux comentou esta declaração de Krugman dizendo que "uma cultura que permite que uma pessoa diga uma coisa dessas sem nenhum constrangimento já está morta e enterrada".  E é isso que o Instituto Mises quer consertar, divulgando os ensinamentos da única teoria econômica consistente.  Enquanto a Folha de São Paulo traduz a coluna de Krugman e publica material de keynesianos como Delfin Neto, Bresser-Pereira etc., nós traduzimos os artigos de Robert Murphy, Gary North, Jim Rogers, Peter Schiff, Hans-Hermann Hoppe, George Reisman, Murray Rothbard, Friedrich Hayek, Hans Sennholz, Richard Ebeling e de vários outros austríacos, além, é claro, do próprio Mises, o mestre de todos.

Aqueles que buscam sanidade em meio à loucura que domina o mundo ao menos possuem este porto seguro.