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Quais as causas dos atuais preços da gasolina?

Uma confluência de fatores — alguns de ordem mundial e outros de ordem estritamente doméstica — explica a recente e súbita ascensão do preço da gasolina no Brasil.

Em algumas cidades, em apenas um mês, o litro da gasolina subiu 50 centavos, e na maioria das capitais o preço já está em R$ 3 (em Goiânia já está em 3,20).  Para se ter uma ideia, no início de 2010, por exemplo, o preço médio nas capitais girava entre R$ 2,30 e R$ 2,45.

A tabela a seguir, com dados do IPCA, mostra o aumento ocorrido no preço médio da gasolina e do etanol em 11 capitais.  Os períodos analisados são o mês de abril, o acumulado no ano até agora e o acumulado em 12 meses.

Inflação dos combustíveis em abril, no ano e nos últimos 12 meses

Capital

Abril/2010

Acumulado do ano

12 meses

Comb.

Gasolina

Etanol

Comb.

Gasolina

Etanol

Comb.

Gasolina

Etanol

Rio de Janeiro

5,47%

4,35%

17,28%

8,76%

6,54%

31,89%

8,91%

6,96%

24,76%

Porto Alegre

5,06%

4,4%

17,57%

6,48%

5,39%

28,97%

6,21%

4,94%

33,31%

Belo Horizonte

4,58%

4,57%

14,87%

10,29%

10,74%

24,97%

9,65%

10,38%

25,05%

Recife

2,58%

1,55%

9,54%

2,03%

0,84%

10,25%

4,01%

3,03%

10,66%

São Paulo

6,6%

5,14%

17,55%

9,41%

6,82%

33,05%

10,40%

6,98%

43,36%

Distrito Federal

4,33%

3,79%

14,15%

5,19%

3,86%

25,76%

13,15%

12,11%

33,04%

Belém

1,39%

1,09%

4,98%

1,64%

0,91%

10,82%

1,66%

1,29%

5,99%

Fortaleza

3,35%

3,68%

4,23%

4,53%

4,72%

13,07%

13,84%

15,52%

9,72%

Salvador

4,07%

3,97%

7,7%

2,61%

2,28%

15,49%

3,41%

3%

20,31%

Curitiba

4,35%

2,97%

17,6%

7,92%

5,36%

35,39%

13,45%

10,21%

51,18%

Goiânia

5,44%

4,74%

15,3%

10,81%

9,04%

38,40%

20,38%

18,28%

57,50%

Nacional

5,26%

4,28%

16,4%

7,98%

6,19%

30,69%

10,15%

8,15%

36,97%

Fonte: IBGE

Muito bem.

Um dos motivos apontados para esse encarecimento tem sido o monopólio (na prática, embora não na teoria) da Petrobras.  É verdade que monopólios produzem bens de baixa qualidade a preços altos, porém monopólios por si só não explicam aumentos repentinos de preços.  Falando mais claro: o monopólio da Petrobras explica o fato de nossa gasolina ser ruim e cara, mas ele não explica esse súbito e acentuado aumento ocorrido nas bombas.  Fosse tão simples assim um monopólio sair elevando os preços, estes já estariam nas alturas há muito tempo. 

É verdade também que, caso a Petrobras estivesse operando sob ambiente concorrencial, os preços da gasolina poderiam ser menores, bem como o aumento ocorrido.  Porém, como veremos a seguir, o aumento ocorrido nas bombas, pelo menos até agora, possui outras explicações.

Em primeiro lugar, de acordo com Salomão Quadros, coordenador do índice de preços IGP-M, da FGV, "A gasolina não está subindo de preço na refinaria".  Partindo do princípio que os dados coletados pelo senhor Quadros estão corretos — e não há motivos para duvidar disso —, então temos que os preços estão subindo apenas nas bombas, mas não nas refinarias.

Essa notícia, obviamente, excitou os políticos.  O Ministro de Minas e Energia, Edison Lobão — o qual, segundo um famoso blogueiro, não saberia diferenciar uma tomada de um focinho de porco —, já disse que vai acionar o CADE para investigar donos de postos de gasolina, os quais estariam, segundo a onisciente sabedoria do ubíquo ministro, formando cartel.

Politicagens à parte, o fato é que há uma explicação econômica para esse fenômeno do preço da gasolina.  Antes de tudo, vale deixar claro que os recentes aumentos não estão ligados (ainda) às recentes elevações ocorridas no preço do barril de petróleo no mercado internacional.  Em meados de 2008, o barril de petróleo chegou a US$ 135.  Atualmente, está na casa dos US$ 113. 

oilprice.png

Levando-se em conta a desvalorização do dólar nesse período, houve uma queda real no preço do barril de petróleo.  Isso, aliado à valorização do real perante o dólar, explica por que não tem havido aumentos na refinaria (enfatizo: pelo menos até agora).

Portanto, como dito, o fenômeno possui outras explicações.  E estas podem ser rastreadas até os bancos centrais americano e brasileiro — sei que já estou parecendo uma vitrola quebrada ao insistir recorrentemente nesse tema, mas fazer o quê?

Funciona assim:

O preço do açúcar vem batendo seguidos recordes no mercado internacional, chegando ao seu maior nível em 29 anos.  As causas desse aumento são:

1) alguns fenômenos meteorológicos adversos que ocorreram no sul do Brasil (o maior produtor mundial);

2) quedas nos estoques na Índia (segundo maior produtor mundial) provocadas tanto pela maior demanda interna daquele país quanto pelo aumento de suas exportações para suprir a maior demanda mundial, demanda essa estimulada pelos recentes aumentos na oferta monetária causados pelos bancos centrais (principalmente dos EUA e da Europa) para tentar combater a recessão em seus países.

Por causa desse súbito aumento no preço do açúcar, os produtores de cana-de-açúcar aqui no Brasil destinaram um maior volume de cana para atender a esse mercado de açúcar, ao invés do mercado de álcool.  Isso reduziu a produção de etanol. 

Consequentemente, houve uma inesperada escassez tanto de álcool hidratado, que é o álcool combustível, quanto de álcool anidro, que é o álcool misturado à gasolina em uma proporção que varia de 20 a 25% do litro da gasolina.  (Detalhe: o álcool anidro é misturado à gasolina justamente para aumentar sua octanagem, coisa tipicamente brasileira, tão ruim é a qualidade da gasolina comum da Petrobras).

Não bastasse esse redirecionamento para a produção de açúcar, os meses de março e abril foram de entressafra, o que acentuou a escassez.

Além dessa diminuição da oferta de álcool — fenômeno que por si só já gera aumento de preços —, o Banco Central brasileiro intensificou o efeito da escassez permitindo que os meios fiduciários se expandissem em 15% de março de 2010 até meados de abril de 2011.  

Ou seja, houve um duplo ataque ao mercado de etanol: de um lado, redução da oferta do produto; de outro, aumento da quantidade de dinheiro na economia.  Isso explica o fenomenal aumento de 37% em 12 meses do álcool hidratado, como mostrado na tabela acima.  Apenas nos quatro primeiros meses de 2011, o encarecimento foi de 30%.

Pior ainda foi o que ocorreu com o álcool anidro, o qual, como dito, é o álcool adicionado à gasolina na proporção de 20 a 25% por litro: seu encarecimento foi ainda mais intenso.  Apenas em abril, seu preço aumentou 33,14% em relação a março, e isso após o produto já ter subido 9,32% apenas em março. 

Esse encarecimento do etanol, o maior aumento súbito já registrado em sua história, provocou dois efeitos sobre a gasolina:

1) o encarecimento do álcool hidratado fez com que os motoristas de carros flex passassem a abastecer exclusivamente com gasolina;

2) o encarecimento do álcool anidro — que atualmente é misturado à gasolina na proporção de 20% do volume (cada litro de gasolina possui, na verdade, 20% de álcool anidro) — obviamente também acabou estimulando o encarecimento da gasolina.

Portanto, o item 1 gerou um aumento súbito na demanda por gasolina, o que fez com que a Petrobras tivesse de importar gasolina apenas para atender a esta demanda inesperada.  (A estatal importou uma carga total de 1,5 milhão de barris de gasolina em abril e já encomendou mais um milhão para maio, volume equivalente a cerca de cinco dias do consumo nacional). 

Já o item 2, por si só, encareceu a gasolina, mas somente a partir da distribuição do produto, dado que a gasolina sai das refinarias ainda sem a adição do álcool anidro.

A soma desses dois itens explica o aumento do preço da gasolina nas bombas. 

Porém, há um detalhe extremamente interessante: dado que atualmente o álcool anidro é misturado à gasolina na proporção de 20%, e dado que em abril ele encareceu 33,14%, uma matemática simples (0,20 x 0,3314 = 6,63%) mostra que o aumento efetivo da gasolina ocorrido nas bombas em abril (4,28%) foi, na verdade, abaixo do necessário para cobrir o aumento dos custos.  Quando se calcula para o acumulado no ano de 2011, tal defasagem torna-se ainda mais explícita.

Isso significa que, ao menos até agora, os postos não elevaram o preço da gasolina para além do que foi elevado o preço do álcool anidro.  Ou, falando mais claro, os donos de postos, na média nacional, elevaram o preço da gasolina a um nível ainda insuficiente para contrabalançar o aumento dos custos trazidos pelo álcool anidro mais caro.  Logo, não apenas não se pode dizer que os postos estão "praticando preços abusivos", como sequer pode-se dizer que eles estejam formando cartel — a menos que eles estejam formando cartel para manter os preços abaixo do nível de mercado, acusação esta que ainda não foi feita.

Talvez essa relutância em elevar os preços nas bombas — muito provavelmente por temor de indignação popular, dado que o povo é incapaz de entender as reais causas do aumento da gasolina — tenha sido a responsável pelos recentes rumores de que havia algumas regiões do país correndo o risco de desabastecimento.  É compreensível que de fato tenha havido pontos de desabastecimento.  Quando a oferta fica restringida e os preços não sobem o necessário, haverá escassez.  Trata-se de uma lei econômica indelével.

As últimas notícias, porém, dão conta que o período da entressafra já acabou e que os produtores de cana já voltaram a direcionar seus esforços para a produção de etanol — uma atitude economicamente óbvia, dado os preços em níveis historicamente altos.  Caso isso seja verdade, é provável que o preço da gasolina tenda a se estabilizar a partir de junho/julho.

A conclusão é que, ao menos por ora, não há absolutamente nenhuma evidência econômica de que os donos de postos estejam praticando cartel, simplesmente porque — ao menos até a data em que este artigo foi escrito (01/05) — o aumento do preço da gasolina nas bombas foi menor do que deveria ter sido quando se considera a elevação do preço do álcool anidro.  O preço da gasolina não subiu o suficiente para compensar a elevação de custos trazida pela elevação do preço do álcool anidro.

Conclusão

Não há cartel entre os donos de postos e não há qualquer indício de "precificação abusiva" da gasolina.  Os recentes e acentuados aumentos foram causados por uma combinação de entressafra da cana-de-açúcar, preço alto do açúcar (o que desviou a produção de cana para suprir este mercado) e expansão da quantidade de dinheiro na economia.

Caso a população realmente queira que o preço da gasolina no Brasil seja reduzido, há algo que pode ser feito com apenas uma canetada, e que traria uma redução imediata de 53% no preço da gasolina, sem nenhuma mágica e sem nenhuma pirotecnia: acabar com todos os impostos vergonhosos que incidem sobre este produto fundamental para a economia. 

Caso todos os impostos sobre a gasolina (PIS, Cofins, CIDE e ICMS) fossem abolidos, o preço do litro cairia de R$3 para R$ 1,41.  Que tal?

Não são os postos que praticam extorsão — muito pelo contrário: são eles que nos fazem o grande favor de nos ofertar gasolina, esse bem tão precioso.  A única entidade que realmente pratica extorsão, que tributa, que imprime dinheiro — e com isso faz com que os preços subam mais do que o necessário para equilibrar oferta e demanda —, que mantém o monopólio prático sobre as jazidas de petróleo, que impossibilita a concorrência no setor e que realmente impede que tenhamos gasolina barata chama-se estado.


autor

Leandro Roque
é editor e tradutor do site do Instituto Ludwig von Mises Brasil.

  • Felix  02/05/2011 08:16
    Ótimo artigo. Parabéns.
  • Alexandre  24/05/2011 12:34
    Se o preço na refinaria não aumentou, fica óbvio que o aumento foi na bomba de gasolina, ou seja, há sim um CARTEL.
  • Leandro  24/05/2011 13:14
    Alexandre, fica óbvio que você ou não leu o artigo, ou não entende de economia, ou simplesmente está com raiva e quer descontar em alguém.

    Grande abraço.
  • Hugo de Angelis  13/01/2016 12:30
    Ao menos em Brasília, a evidência de que existe sim um cartel é que TODOS os postos cobram exatamente os mesmos preços. A saber: R$ 3,979 para gasolina, R$ 3,299 para o álcool e 2,999 para o diesel. É perda de tempo pesquisar.
  • Ruan Martins do Nascimento  29/05/2018 06:06
    Qual parte do aumento do álcool anidro que vai ma margem de 20% por litro de gasolina, e isso é óbvio. aumenta o preço da gasolina., você não entendeu?

    Leia o artigo completo amigo!
  • Daniel  02/05/2011 09:27
    Gostei do artigo, mas seria interessante uma pesquisa um pouco mais profunda nos regulamentos estatais referentes a toda cadeia de valor do álcool. Antes dessa crise o conjunto de regras já era chatinho, agora que a Dilma anunciou que "quer regular o mercado" a coisa deve só piorar.
  • Marcos  02/05/2011 14:42
    Estava pensando exatamente nisso. O mercado do etanol é em grande parte desregulado, a ANP só controla questões técnicas da distribuição e comercialização, fiscalizando a qualidade do etanol oferecido.

    O grande perigo é usarem os moldes do mercado do biodiesel, onde sequer é possível a livre comercialização do combustível que vai ser misturado ao diesel. É tudo feito por leilões controlados pela ANP. No caso do biodiesel ainda faz um pouco de sentido, pois é um mercado incipiente e os leilões servem para garantir que o produtor já saiba qual quantidade será vendida no futuro antes de produzir. Já para o etanol não faz o menor sentido ter uma regulação rígida.

    Aliás, o etanol só "reviveu" depois que acabaram com o controle de preços. Se hoje é um combustível viável agradeçam a liberdade econômica.
  • anônimo  02/05/2011 14:48
    Meu caro Marcos, já era.

    Dilma aumenta controle sobre etanol e reduz mistura na gasolina

    A presidente da República Dilma Rousseff assinou na noite desta quinta-feira (28) a MP 532 (medida provisória) que pretende aumentar a regulamentação do etanol e, em consequência, diminuir os impactos da sucessivas altas dos combustíveis.

    O projeto prevê a mudança de classificação do etanol de "produto agrícola" para "combustível". Com isso, a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) passará a operar na fiscalização, comercialização, estocagem, exportação e importação do insumo.

    economia.uol.com.br/ultimas-noticias/redacao/2011/04/28/dilma-edita-mp-que-aumenta-regulacao-no-setor-de-etanol.jhtm
  • Marcos  03/05/2011 13:46
    Bom, mais ou menos. Vai depender MUITO do tipo de regulação a ANP vai fazer. No melhor dos cenários vão apenas colocar algumas restrições a importação e monitorar a demanda, a fim de se adiantarem a futuros aumentos de demanda e promoverem investimentos.

    Mas eu não acho que vai ficar só nisso não. Acho que vão querer controlar os preços, como acontecia até a década de 90.

    Eles não entendem uma coisa simplíssima: com o aumento do preço do etanol, criar uma usina torna-se um negócio mais lucrativo. Como consequência, os investimentos no etanol vão crescer naturalmente, levando a maior produção e maior tecnologia. Existem pesquisas com o potencial de aumentar em 200% a produtividade. Controlando os preços o mercado deixa de investir e no final o governo é quem vai acabar bancando tudo. A busca por tecnologia e competitividade não vai ser uma prioridade, como não era na época do Proálcool.

    Para sabermos a extensão do dano vamos precisar esperar a Resolução da ANP.
  • Domingos  02/05/2011 09:44
    Excelente artigo, Leandro. Parabéns.\r
    Agora tá bem explicado o porquê desta recente INTERVENÇÃO:\r
    \r
    g1.globo.com/jornal-da-globo/noticia/2011/04/governo-anuncia-reducao-da-mistura-do-alcool-anidro-na-gasolina.html\r
    \r
    Um abraço
  • Rafael Hotz  02/05/2011 11:29
    Leandro, concordo com tudo, mas você não acha que as isenções de IPI na crise pra galera comprar carros não está gerando resultados agora negativos? E a estúpida política de segurar o câmbio não impede que as refinarias importem mais barato?

    Os planejadores centrais naquela época estavam preocupados com a demanda agreada... Mas obviamente esqueceram que a estrutura do capital é bem mais complexa... E agora a estrutura produtiva parece encontrar no clássico cabo de guerra entre produtores disputando insumos básicos, como descrito por Hayek... O desemprego está baixo - seria o efeito Ricardo? Será que a casa vai cair em breve?
  • Leandro  02/05/2011 12:46
    Rafael, não estou muito certo sobre se redução de impostos -- no caso, do IPI -- seria capaz de gerar um aumento da demanda tão grande a ponto de desestruturar todo o mercado assim. A teoria, ao menos, não explica isso de maneira convincente. Creio que manipulações do crédito são bem mais "eficazes" quando se quer tal intento.

    Concordo quanto ao câmbio, porém.

    Sobre a atual situação da economia brasileira, com baixo desemprego e inflação de preços em alta, expliquei mais detalhadamente esse mecanismo de "cabo-de-guerra" (como você corretamente descreveu) neste artigo:
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=937

    Grande abraço!
  • André Poffo  02/05/2011 11:58
    Outra situação que não podemos esquecer são as regras para a gasolina, 20% de alcool é ditado pelo Estado. Portanto, mais uma acusação contra o todo-poderoso. :)
  • Luiz Renato  02/05/2011 12:05
    Leandro,\r
    Uma vez que os impostos incidem sobre os preços maiores e a arrecadação aumenta (na proporção do aumento?), podemos dizer que esse aumento de preço interessa ao Estado ou ao menos o beneficia?
  • Leandro  02/05/2011 12:51
    Prezado Luiz Renato, o estado está preocupado com o volume de receitas, e não necessariamente sobre como os impostos incidem sobre determinados bens.

    Tudo o mais constante, um aumento de preços de bens tributáveis não necessariamente irá se traduzir em maiores arrecadações, pois (em teoria!) o consumo desse bem pode ser reduzido e, no final, o estado arrecadar até menos. É claro que o fato de a gasolina ser um bem com demanda praticamente inelástica altera um pouco o raciocínio, de modo que o estado sempre arrecadará mais quanto mais tributar a gasolina. Porém, no final, o que realmente vale para o estado é o volume de arrecadação.

    Realmente eu não saberia vaticinar de pronto se é do interesse do estado ter uma gasolina mais cara apenas porque isso se traduziria em mais arrecadações. Gasolina cara é impopular para o governo, e sempre existem métodos mais insidiosos (e até mesmo populares) de se aumentar impostos -- por exemplo, aumentando IOF sobre transações "especulativas", algo que quase sempre possui apelo junto às massas.

    No final, o que interessa realmente é o volume da arrecadação. É justamente por estar preocupado em manter sua arrecadação que o estado não quer nem ouvir falar em reduzir impostos sobre combustíveis. A perda de receitas seria monumental.

    Grande abraço"
  • Felipe André  02/05/2011 12:14
    Parabéns pelo artigo, Leandro. Estava aguardando por isso para melhor informar alguns amigos revoltados com os preços do combustível, porém pelos motivos errados.
  • Daniel Marchi  02/05/2011 14:11
    As patas do estados estão por toda a parte nesse caso dos combustíveis. Acrescentaria ao texto o escandaloso fato de que o diesel é subsidiado pelos compradores de gasolina. Isso levou o governo a adotar outra solução genial: carros de passeio movidos a diesel são proibidos de circular no Brasil. Com sabemos, as empresas de transporte - grandes demandantes de diesel - precisam de uma ajudinha do governo, não é mesmo?

    O estudo da economia segundo a tradição austríaca nos mostra que a ação do estado sobre a sociedade gera uma espécie de "dízima periódica" intervencionista. Intervenções geram mais intervenções, que geram mais intervenções, que geram mais intervenções...
  • anônimo  02/05/2011 15:35
    Texto interessante, este. Num país onde apropriar-se daquilo que foi feito 'pelos outros' é um costume cuidadosamente cultivado pela população, a apropriação do dinheiro alheio pelo estado, através dos impostos, é visto como algo normal. Mas, sendo ou não normal, isso não deixa de causar graves estragos na economia das pessoas e na moralidade da população. Sem dúvida os impostos abusivos que pesam sobre os combustíveis influem de modo decisivo no preço pago pelo consumidor, mas talvez não seja a única causa.\r
    Alguns anos atrás foi realizada uma CPI, no RS, para investigar a possibilidade da existência de cartel na fixação dos preços pagos nas bombas, que, de modo extranho, diferiam apenas em poucos centavos de um lugar para o outro, como se os custos e anseios de lucros entre os diversos donos dos postos de combustíveis, fossem iguais para todos. \r
    Tratando-se de uma CPI, a conclusão a que chegou não podia ser outra: não existe cartel. No entanto, os preços nas bombas são, hoje, mais uniformemente iguais do que eram naquela época. Um milagre?!\r
  • Rodrigo Meira  02/05/2011 16:26
    Ótimo artigo, contudo, dizer que "Não há cartel entre os donos de postos e não há qualquer indício de "precificação abusiva" da gasolina" é uma falácia sem tamanho.

    eu moro em Vitória da Conquista - BA e o combustivel vendido aqui vem de Jequié-BA, o Preço da Gasolina em Jequié(que possui uma refinaria da petrobras)varia entre R$2,70 e R$2,90 e aqui em Vitoria da Conquista varia entre R$2,47 e R$2,90. O preço aqui é mais barato porque alguns donos de postos de combustivel brigraram e sairam do cartel. Aqui antes de feriado não dá para abastecer neste posto mais baratos pois as filas são enormes.

    O Ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, foi infeliz (como de costume)ao afirmar que existiria um cartel nacional dos donos de postos de gasolina(não sei se foi isso que ele quis dizer mas foi o que eu entendi), contudo existem sim carteis municipais em todo o Brasil e estes tem suas parcelas de culpa nos altos preços que pagamos pelo combustivel que consumimos.
  • Leandro  02/05/2011 16:34
    Prezado Rodrigo, permita-me duas colocações:

    1) Uma coisa é fazer cartel para determinar um certo piso de preços; outra, bem distinta, é fazer conluio para elevar sistematicamente os preços para níveis acima dos de mercado. O artigo referia-se a esse segundo tipo de cartel.

    2) Como seu próprio exemplo comprovou perfeitamente, carteis do segundo tipo simplesmente não duram. Furar o acordo e vender a preços mais baixos (quando os preços estão artificialmente elevados) é lucrativo demais (por causa do aumento da demanda) para que qualquer cartel do segundo tipo seja mantido.

    Carteis do segundo tipo só são mantido com ajuda do estado.

    Grande abraço!
  • Fernando Chiocca  02/05/2011 18:34
    Fora que os postos participantes de combinação de preços acabam oferencendo serviços extras como lavagem para diferenciar dos outros, enfraquecendo mais rapidamente ainda os tais dos cartéis.

    Mas isto é tão irrelevante do ponto de vista mercadológico quanto acusar uma rede de supermercados de ser um "cartél" por cobrar os mesmos preços em suas diferentes unidades.
  • Daniel Klug  03/05/2011 01:05
    Leandro, penso que o cartel em nível municipal, como parece haver na cidade onde moro, não tem necessariamente essa fragilidade. Se o mercado é dominado por determinado proprietário de uma rede (digamos que a rede "Candongas Combustível", de Santo Antônio do Pau Fincado, domine 30% do mercado -- ou detenha propriedade de 30% dos postos da cidade), o cartel se estabelece, e os preços ficam acima do mercado. Se alguém "se rebelar" contra o cartel, posso adoatr políticas de baixa excessiva de preços na região do "rebelde", com prejuízos, mesmo, os quais seriam cobertos pelos outros postos da minha rede, em retaliação, prejudicando o funcionamento da concorrência. Isso desestimularia comportamentos "rebeldes" facilmente.
    Eu mesmo, se fosse proprietário de um posto nessas condições, na situação esquisita por que passamos, usaria a estratégia de aumentar os preços menos do que o esperado apenas para tentar dar "legitimidade" ao mercado que eu domino. Combinaria com meus "colegas", e tudo se resolve. Daria até para pensar, "puxa, eles são mesmo generosos, não é possível ter um cartel aqui". Ora, se eu repassar todo o reajuste que estou sofrendo aos preços, a massa vai ficar insatisfeita. E isso ocorre: veja os protestos ocorridos em Goiânia, Natal e Brasília, neste último fim de semana. Para evitar o problema, prefiro acordar um preço abaixo do que seria o ideal.
    Mas lembremos que até o preço de que partimos nem sempre é o preço ideal, "justo". Por exemplo, se eu tenho uma gasolina a R$ 2,75, onde poderia ser perfeitamente R$ 2,40, e o álcool anidro (20% da composição) aumenta 30% de preço, espera-se que meu preço vá para R$ 2,75*(1 + 0,06) = R$ 2,92. Mas, na realidade, o preço R$ 2,40(1 + 0,06) = R$ 2,55 já cobre meu aumento. Aí, se ponho "apenas" R$ 2,80, eu poderia influenciar análises dizendo "como o cartel daqui é generoso, aumentou pouco". Mas meu preço continua abusivo, porque já era abusivo de início.
    De qualquer forma, na minha cidade, não posso afirmar que exista cartel, já que não tenho provas e posso ser acusado de "difamação". Mas um mercado de gasolina em que todos os postos variam seus preços de R$ 2,91 a R$ 2,95 (apenas R$ 0,04 de intervalo, mesmo; isso na gasolina comum) tem toda a característica de preço "acordado" por um cartel.
    Excelente análise a sua, Leandro, apenas me permiti fazer algumas ponderações. Abraços!
  • Leandro  03/05/2011 11:04
    A sua análise é válida, Daniel. Porém, observe que de fato chegou a haver racionamento de gasolina em alguns postos:

    www1.folha.uol.com.br/mercado/907640-com-falta-de-alcool-anidro-distribuidoras-racionam-gasolina.shtml

    Racionamento é típico de mercado cuja oferta ainda está precificada abaixo do volume da demanda. Mantenho a análise do texto: ao menos durante o mês de abril, os postos não aumentaram os preços para o nível que deveriam ter aumentado para cobrir os custos com o álcool anidro. Logo, em nível nacional, não se pode falar de "cartel praticando preços abusivos".

    Sei que é chato falar isso, dado o já elevado preço da gasolina, mas essa é a verdade. E nosso objetivo aqui é fazer análises econômicas livres de juízo de valor.

    Sendo assim, é fato que os postos não aumentaram os preços suficientemente para cobrir os custos. O racionamento por parte da distribuidora está aí para comprovar.

    Logo, espere ainda mais aumentos nos próximos dias. Aliás, eles já começaram em meados da semana passada.

  • Daniel Klug  03/05/2011 15:18
    Certo, Leandro. Interessante analisar esse ponto de vista. Mas o problema do racionamento, mais do que um desacerto entre oferta e procura, creio que seja resultado da mão do Leviatã. As distribuidoras não podiam vender aos postos a gasolina por causa da falta do álcool anidro para compor a "mistura fina". Assim, a gasolina estava lá, disponível. Só não podia chegar ao consumidor final por causa da regulação excessiva do Governo -- tanto que, dias atrás, o próprio Governo aceitou reduzir a parcela mínima de álcool anidro na gasolina, para possibilitar a venda do combustível mesmo em épocas de escassez do álcool.
    Mais uma vez, obrigado pelos esclarecimentos. Realmente, este site é um bálsamo dentre tantas ignorâncias que se lêem por aí...
  • augusto  05/05/2011 15:00
    Daniel, voce diz:\r
    \r
    "Se o mercado é dominado por determinado proprietário de uma rede (digamos que a rede "Candongas Combustível", de Santo Antônio do Pau Fincado, domine 30% do mercado -- ou detenha propriedade de 30% dos postos da cidade), o cartel se estabelece, e os preços ficam acima do mercado. Se alguém "se rebelar" contra o cartel, posso adoatr políticas de baixa excessiva de preços na região do "rebelde", com prejuízos, mesmo, os quais seriam cobertos pelos outros postos da minha rede, em retaliação, prejudicando o funcionamento da concorrência. Isso desestimularia comportamentos "rebeldes" facilmente."\r
    \r
    ---\r
    \r
    Agora pergunto: para voce, como consumidor, que diferenca isso faz? Voce mesmo diz que o posto tera que vender gasolina abaixo do preco de custo para quebrar a concorrencia. Ora, para voce, como consumidor, o que importa eh apenas o preco, nao a origem. E se voce puder comprar por um preco abaixo de custo, tanto melhor.\r
    \r
    Eventualmente, o posto que vende abaixo do preco de custo vai quebrar. E se nao quebrar, vai ter que continuar vendendo abaixo do preco de custo, porque *assumindo uma situacao de livre mercado*, sempre havera o risco de aparecerem concorrentes.
  • Amyrsson  04/05/2011 23:35
    Caro Rodrigo,
    Sou baiano também e sei da realidade Vitória da Conquista.
    Está havendo uma guerra de preços no qual a gasolina está saindo praticamente a preço de custo, sem retorno para o revendedor. Caso você tenha dúvidas acesse o site da ANP www.anp.gov.br/preco e veja o custo do produto. R$2,47 é o preço de custo hoje pra postos bandeira branca, BR, Ipiranga, etc, ainda tem o custo mais elevado.

    Portanto, existe uma margem saudável para que trabalhem sem precisar quebrar o mercado. Para se configurar cartel é necessário ter lucros abusivos, e isso com certeza você pode pegar a contabilidade dos postos e vai ver que isso não exista na sua grande maioria.

    Um calculo rápido.
    R$2,47 custo com R$0,50 de margem bruta = R$2,97 nas bombas.

    Se a venda for no cartão de crédito, o revendedor vai perder cerca de 3 a 4% do valor, ou seja, como se tivesse vendendo a R$2,85. Sua margem reduz para R$0,38. Em cima desse valor bruto ele tem que pagar energia, funcionários c/ periculosidade, cesta básica por convenção coletiva, vale transporte, etc. Ainda está sujeito a roubo, cheque sem fundo, tranbiques diversos incluindo motoristas com frentistas, etc. O Governo estadual da bahia tem um lucro de aproximadamente R$0,80 por litro vendido só dos 27% do ICMS, mais que o dobro do revendedor, que ainda tem que dali cobrir todas as suas despesas. Ainda tem ISS, CSLL (outro roubo), concorrência desleal, dentre outros.

    O que acontece com os postos que vendem a preço de custo é:
    1) quem tiver cacife e não vive somente daquele posto, segura até com despesas para quebrar a concorrencia e dominar o mercado futuramente.
    2) quem vive unicamente de um posto e entrar na briga, quebra e sai do mercado, o que se vê frequentemente com os postos das estradas.
    3) o cartel pra baixo que existe em conquista nada tem a vê com "alguém que saiu do cartel" como você disse... é simplesmente uma forma violenta de dumping adotada por alguns comerciantes com capital para quebrar a concorrência.
    4) os postos que duram muito tempo no cartel em geral adotam medidas anti-éticas para sobreviver como adulteração, mudança na vazão da bomba e sonegação fiscal.
    5) o governo só sabe mentir e dizer que não houve repasse, que quem aumentou foram os postos. pede então pras distribuidoras justificarem o aumento, pois o preço de custo já aumento, e foi muito, achatando nossa margem, com receio da população quebrar nosso estabelecimento.

    Portanto meu jovem, evite falar abobrinha, abra seu negócio e veja que pau de bosta é você ralar o mês todo pra pagar imposto pra burro e não ver o rendimento no fim do mês. Pelo visto você vive de mesada ou é financiado por nossos impostos em alguma entidade pública.

  • @negoailso  02/05/2011 22:27
    mas pensam que é fácil construir/adquirir/legalizar um posto de gasolina?
  • anônimo  03/05/2011 00:24
    Texto interessante, este. Num país onde apropriar-se daquilo que foi feito 'pelos outros' é um costume cuidadosamente cultivado pela população, a apropriação do dinheiro alheio pelo estado, através dos impostos, é visto como algo normal


    Interessante, ninguém fala mal do conluio que é feito pelo Banco Central para cuidadosamente cultivar a unidade (e juros) da moeda fracionária, do ponto de vista do cartél dos bancos, para se apropriarem de graça dos títulos públicos, com o costume da moeda que o Estado paga para emitir.

    Isso é o que chamo de moeda aditivada com o crédito fantasma = 100% de imposto e 12% a.a de SELIC pelo serviço da dívida.
  • Alexandre M. R. Filho  03/05/2011 01:27
    Leandro, meus parabéns, mais uma vez!!!\r
    \r
  • Rhyan Fortuna  03/05/2011 01:43
    Bom texto!

    E o problema das adulterações praticadas pelos postos?
  • Leandro  03/05/2011 11:20
    Rhyan, adulteração é fraude e deve ser tratada como tal.

    O interessante nesse caso é entender por que há tanta fraude no mercado de combustíveis brasileiros, mas nenhuma nos EUA, por exemplo.

    Em minha opinião, isso ocorre aqui por causa das regulamentações e da carga tributária, dois fatores que dificultam ao máximo que pessoas comuns possam abrir um posto de gasolina para concorrer legalmente com os grandes postos já estabelecidos.

    Os altos custos impostos pelas regulamentações, pela carga tributária e pelas leis trabalhistas são um grande estímulo a essas contravenções.

    É claro que não estou de maneira alguma justificando atitudes ilícitas; estou apenas apontando uma de suas causas. Fosse o mercado mais aberto e a carga tributária, mais baixa, não haveria estímulos econômicos para sair colocando água no álcool e solventes (aromáticos, alifáticos ou oxigenados) na gasolina. Os ganhos simplesmente não valeriam a pena.

    Grande abraço!
  • Rhyan Fortuna  03/05/2011 12:18
    Pois é... Mas de qualquer forma creio que a maior fraude vem do governo, desse incremnto de álcool na gasolina.
  • Diego  03/05/2011 11:02
    Parabéns pelo excelente artigo!

    Entretanto, retorno ao ponto mencionado por alguns leitores. É, sim, possível a formação de cartéis e até monopólios em nível municipal.

    Na cidade onde vive parte de minha família há óbvia manipulação dos preços a níveis bem acima do mercado (na Zona da Mata de MG). É amplamente difundido que um certo senhor controla cerca de 70% dos postos da cidade (por meio de testas de ferro), inclusive com lamentáveis episódios de uso da força (assassinatos de donos de postos rivais). A diferença do preço da gasolina entre os postos raramente supera R$0,05.
    Mesmo estando relativamente próxima à Reduque, os preços na cidade estão bastante acima da média da região.

    Hoje, a esperança da população da cidade é que este senhor seja preso por ter estendido demais seus tentáculos, tornando-se um dos nomes centrais no episódio do banco PanAmericano (www1.folha.uol.com.br/mercado/831770-suspeito-no-caso-panamericano-responde-a-acao-por-adulteracao-de-combustivel.shtml).
  • Leandro  03/05/2011 11:12
    Prezado Diego, obrigado pelo elogio.

    Esse seu exemplo citado está muito mais para monopólio do que para cartel. No seu exemplo, o cidadão que domina 70% do mercado faz isso confortavelmente porque sabe que, de tão regulado é esse mercado pelo governo, não há possibilidade de surgir concorrentes no curto prazo, muito menos concorrentes poderosos.

    Como eu disse em resposta ao leitor Rodrigo Meira, carteis e monopólios que mantêm preços continuamente muito acima dos de mercado só são possíveis e duradouros com ajuda do estado.

    Grande abraço!
  • Rodrigo  03/05/2011 11:24
    Prezado Leandro,

    Em 2010 o ex-governador de São Paulo, Alberto Goldman, disse que sempre se opôs à privatização da Petrobrás porque isso redundaria em monopólio privado. O que você pensa disso? À minha irmã, estudante de Administração, um professor de Economia disse que tudo pode ser privatizado no Brasil, menos a Petrobrás, por ser empresa estratégica. Se possível, gostaria que você esclarecesse o assunto. Abraços.
  • Leandro  03/05/2011 11:38
    Prezado Rodrigo, abordei especificamente as privatizações em dois artigos.

    Sobre a Petrobras, sugeri uma maneira de desestatizá-la que, ao meu ver, seria moral e economicamente correta.

    Tenha a bondade:
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=646

    Grande abraço!
  • JORDAN  04/05/2011 00:29
    artigo bom , apenas uma falha , alcool é misturado para aumentar a octanagem , mas para isso só é necessário 6% , o resto é para ajudar os usineiros e para importar menos pretroleo. \r
    \r
    a mistura de alcool nessa quantidade é boa , pq abolimios o chumbo tetraetila muito antes que os eua ou a europa e o chumbo faz mal a saude , alcool não , o resto até 25% é só para nos fuder
  • Leandro  04/05/2011 00:45
    Apenas 4 detalhes, Jordan:

    1) Quanto maior o volume de álcool na gasolina, maior será o consumo, pois o álcool possui menos poder calorífico em relação à gasolina. Logo, uma maior quantidade de combustível é necessária para que o motor realize o mesmo trabalho.

    2) Na Europa e nos EUA não há essa adição de álcool, e ainda assim a gasolina possui maior octanagem. Culpa do nosso petróleo.

    3) O álcool é péssimo para o motor, pois é corrosivo. Isso afeta a bomba de combustível, bem como a vida útil dos componentes do sistema de injeção. Isso significa que tais elementos devem ser mais resistentes, algo que obviamente se traduz em preços finais maiores.

    4) Logo, não é motivo algum de orgulho utilizarmos álcool na gasolina.

    Por fim, concordo quanto aos usineiros.

    Abraços.
  • tulio  04/05/2011 12:31
    Leandro, \r
    sou seu fã.\r
    Parabéns.\r
    Minha única tristeza é que quanto mais leio seus artigos, mais tenho a impressão de que todo dinheiro que juntei em anos, trabalhando 12 diárias, vai ser devorado:-(\r
    Abraços
  • Leandro  04/05/2011 12:45
    Prezado Tulio, agradeço enormemente suas palavras.

    Se você sobreviveu à década de 1980 e à primeira metade da década de 1990, o que virá pela frente será um mero piquenique pra você. Evite consumos supérfluos e poupe mais, nem que seja deixando seu dinheiro rendendo juros de poupança.

    Grande abraço.
  • Joao  04/05/2011 13:49
    Leandro, o que você acha das últimas "medidas" do governo para conter a inflação?

    No blog da Dora Kramer:
    Além disso, o governo deve basear o combate à inflação, segundo a presidente, principalmente na expansão do investimento e da capacidade de oferta.

    O que isso significa? Não entendi bulhufas. O governo vai combater a inflação expandindo o investimento? Qual seria a utilidade disso? E a expansão da "capacidade de oferta"? Como isso diminuiria a inflação?
    Talvez eu seja muito estúpido em economia, mas para mim o que a Dilma está falando é que vai combater a inflação... criando inflação e investindo dinheiro de impostos e dívida pública em obras faraônicas. Mas peraí, isso não foi feito no Brasil em um passado não tão distante assim?
  • augusto  04/05/2011 14:45
    Vou traduzir pra voce: o que a noticia quer dizer eh que a inflacao no Brasil nao eh causada por excesso de dinheiro, mas por falta de mercadoria. Assim, expandir investimentos (na cadeia produtiva) e na "capacidade de oferta" de bens e servicos, faria os precos diminuir.\r
    \r
    Explicando ainda mais: para o governo, o problema eh que milhoes de pessoas "sairam da pobreza" e qerem consumir. Nao tem bens e servicos para todos, logo os precos aumentam. A solucao eh aumentar a producao.\r
    \r
    (obviamente, eh um pensamento circular e erroneo. como se pode dizer que as pessosa deixaram de ser pobres se elas continuam nao tendo capacidade de pagar o preco de mercado pelos bens e servicos desejados?)
  • Leandro  04/05/2011 19:13
    Prezado João, é bem isso que o Augusto falou.

    Trata-se de um pensamento da fina flor do keynesianismo. Para esse povo, a inflação de preços é decorrência exclusiva de uma demanda aquecida. Logo, para acomodar essa demanda, deve-se aumentar a oferta. E para aumentar a oferta, deve-se fazer investimentos.

    O detalhe de que os investimentos demoram um tempo para maturar e que, até lá, a inflação de preços já possa estar em níveis alarmantes aparentemente não é contemplado por essa gente. Pior ainda é o fato de esses políticos acharem que eles e apenas eles sabem como e onde investir, para produzir exatamente aquilo que eles acham que a população quer, na quantidade que eles próprios definem. Trata-se de um planejamento central em estado puro.

    Ou seja, esse pessoal não tem a menor noção da função coordenadora do mercado. Eles acham que, se eles não entrarem em cena, o mercado não produzirá aquilo que "deve" ser produzido (são eles, os políticos, é que definem o que deve ser produzido).

    Pior ainda: eles acham que a quantidade de dinheiro na economia não define o nível de preços. Para eles, se o dinheiro foi investido em coisas certas, a inflação fica contida. É como se o dinheiro, ao financiar uma obra, por exemplo, sumisse do mundo, se evaporasse, não indo parar na conta de outras pessoas, que então irão gastá-lo e pressionar os preços para cima.

    Em suma, essa gente acha que o dinheiro magicamente faz surgir bens. Trata-se de uns dos pensamentos mais perniciosos que existem. E esse pessoal ta disposto a levá-lo bem a sério.

    Abraços.
  • João  04/05/2011 20:21
    Leandro, isso é um motivo para se ficar mais pessimista a respeito da economia brasileira, não é? Afinal, com dívidas públicas galopantes e dinheiro mágico que deve ter inspirado o Ben "Helicopter" Bernarke, podemos ver o país nadar em uma falsa prosperidade, como se todo mundo estivesse ficando rico. Já estou vendo sinais disso. A Vale já virou "setor estratégico". A Gerdau já está na equipe de governo, e certamente ganhará um bom dinheiro. O Eike Batista já está querendo se tornar o homem mais rico do mundo - é incrível, o homem ganha bilhões com petróleo antes de perfurar algum poço! Vem aí programas de "erradicação de miséria", que são programas de compra de voto, que nenhum político vai conseguir cortar. Só não sei quanto tempo isso vai durar, e acho que não vai durar muito tempo.
  • Leonardo  05/05/2011 14:39
    Aqui perto da minha casa (e no resto da cidade) há três postos de porte e estruturas diferentes. Um deles inclusive fecha aos domingos. Um deles é 24-7-365 e o outro é diário das 6 às 22h. Os três cobram exatamente o mesmo preço pelos combustíveis (não apenas a gasolina).

    Como pode? Vai me dizer que "eles preferem não brigar no preço do combustível"?

    Há mais de 20 anos as coisas têm sido assim por aqui. Não há cartel? Talvez não mesmo, mas nunca houve investigação. E é muito estranho que um postinho de duas bombas e 2 funcionários sem loja de conveniencia cobre o mesmo que um posto de 12 bombas e 30 funcionários com um "shopping" lá dentro.
  • augusto  05/05/2011 14:53
    Leonardo,\r
    \r
    Infelizmente, voce esta olhando para o lado errado. Os comerciantes terem decidido que seria melhor cobrar um preco unico - portanto dividir os lucros e prejuizos - eh problema deles, nao seu ou de qualquer outro consumidor.\r
    \r
    A unica coisa que pode merecer investigacao eh se esses comerciantes se usam de forca e intimidacao (com ou sem apoio da "autoridade publica") para impedir a entrada de novos concorrentes.\r
    \r
    E so.
  • Edson  01/12/2018 22:16
    Eu fico indignado com estas malandragens destes políticos de merdas que tudo que faiz é só para ferrar Nois brasileiros a gasolina sendo nossa e temos que pagar mais caro sabendo que lá fora é preço de Mato oque estes malditos não vao para os quintos dos infernos roubar o caneta e nao nois brasileiro que só se fode
  • Rhyan Fortuna  07/05/2011 14:26
  • Leandro  07/05/2011 14:59
    Meu palpite é que a gasolina ainda continuará subindo por um breve tempo, pois os postos ainda não repassaram para a gasolina todo o aumento de custos trazido em março e abril pelo encarecimento do álcool anidro.

    Ademais, caso os dados dessa reportagem estejam corretos e a atual mistura de anidro na gasolina seja de fato 25% (e não de 20%, como eu havia dito), então o repasse de preços para a gasolina foi ainda menor do que o necessário.

    O aumento da gasolina em abril foi de 4,28%. Se a mistura fosse de 20%, o repasse teria de ser de 0,20 x 0,3314 = 6,63%.

    Sendo a mistura 25%, então o repasse teria de ser de 0,25 x 0,3314 = 8,29%, praticamente o dobro do que realmente foi repassado (4,28%).

    Ou seja, ainda tem uma boa margem pra gasolina continuar subindo -- o que talvez possa até nem ocorrer, dado os protestos populares.

  • Augusto  07/05/2011 17:06
    Não houve uma época em que existia uma taxa para servir como "colchão", que o governo fazia subir e descer para manter os preços estáveis? Lembro de ter lido a respeito disso em algum lugar, não sei se era a CIDE, ou alguma outra taxa.
  • Juliano Camargo  10/05/2011 03:18
    Acordem pessoal, estamos vivendo os resultados de um mini-controle de preços na gasolina.

    Para manter o bem-estar social governos às vezes usam o poder de monopólio das estatais de petróleo para vender gasolina ABAIXO do preço. Irã, Venezuela, Argentina, e agora nós entramos na onda.

    Alguns países desses tem petróleo, como Irã, Venezuela. O que é bem diferente de ter capacidade de refino! Mas vai explicar isso pros eleitores deles... A situação da Petro é igual, a máquina de propaganda petista criou uma expectativa IMPOSSÍVEL para a empresa.

    É claro que a gasolina aqui é super cara por causa dos impostos, mas na margem era para estar mais cara ainda.

    Não tem cartel de posto coisa nenhuma. O que estava acontecendo é que a Petrobras não conseguiu fornecer alguns postos, entrou no modo de emergência quando a coisa bateu no ventilador, e se criou o temor justificado de falta de combustível.

    O Leandro aí fez uma baita pesquisa sobre o alcool anidro. Eu fiz uma pesquisinha sobre o açúcar umas semanas atrás e também achei as mesmas razões. Açúcar caro no exterior, boom das commodities, 'nosso' álcool virou açúcar!!! O que? Dá-lhe mais regulação no setor. Vão matar a galinha dos ovos da indústria da cana.

    Esse pessoal de açúcar já ganhou muita regalia do governo no passado. Agora vão sentir o gosto amargo de estar no papel de bode expiatório.

    Porque o açúcar/etanol, seguindo preços internacionais, ficou bem menos vantajoso do que a gasosa TABELADA do ministro Lobão.

    E, não podemos esquecer, são 10% de aumento de frota por uns 2,3 anos, e só agora parece que caiu um pouco. É muito carro dos programas de estímulo do sr Lula! Será que eles pensaram que o fornecimento de combustível também teria que crescer nessa proporção? SErá que eles esperavam que o pessoal da cana fosse escolher etanol podendo ganhar mais vendendo açúcar? Governo não entende estas coisas de custo de oportunidade e já saca ameaças e regulação.

    A cana obviamente não vai dar conta de crescer tanto assim para atender etanol e açúcar do jeito que está hoje. O setor de cana do Brasil é o maior exportador de açúcar do mundo, e queriam exportar etanol. NÃO VAI DAR. Vão ser coagidos a abastecer os 'Lulomóveis'.

    A Petro está investindo em refinaria, produzindo mais 6-7% todo ano. É um dos motivos porque a empresa está cada vez pior como investimento, entrou na política social-automobilística do governo!
  • Não é bem assim  11/05/2011 14:05
    Independentemente de ter cartel de fato ou não, o estado existe, e existem leis de defesa da concorrência e de defesa do consumidor. Se o consumidor está insatisfeito, ele pode e deve acionar o judiciário em ação civil pública, por meio do Procon, Ministérios Públicos Estaduais ou associações.

    Preços altos como esses prejudicam a economia do país de maneiras que nenhuma análise econômica é capaz especificar quais são as consequências de fato, e não apenas lógicas, segundo modelos teóricos. A causa remota do preço pode ser a escassez da safra de cana, e a causa disso pode também ser traçada em um 'n' número de fatores, e, pelo nexo de causalidade, poderíamos regredir até o pecado original de Adão e Eva para explicar o problema.

    O fato é que o artigo 20 da lei de defesa da concorrência é claro, e a sua interpretação atual no judiciário é incontroversa nesse sentido, que não é necessário demonstrar o elemento subjetivo para uma condenação por infração à ordem econômica. Não precisa provar que os postos estão de comum acordo para que eles sejam condenados por uma infração contra a economia. Essa condenação, por óbvio, não seria por formação de cartel, mas por infração à ordem econômica, pelos prejuízos causados à livre concorrência e a livre iniciativa - certamente, sendo a gasolina um dos preços mais importantes da economia, tanto um aumento brusco nessa variável quanto a prática de um preço excessivamente alto (no sentido de corroer o poder de compra dos consumidores), produzem consequências, como já dito antes, impossíveis de serem especificadas, mas é razoável assumir que não serão positivas nem a curto nem a médio prazo.

    O artigo 20 da lei 8884 diz que: "Constituem infração da ordem econômica, independentemente de culpa, os atos sob qualquer forma manifestados, que tenham por objeto ou possam produzir os seguintes efeitos, ainda que não sejam alcançados: I - limitar, falsear ou de qualquer forma prejudicar a livre concorrência ou a livre iniciativa". Note que, se os postos de gasolina praticam preços altos porque já estão operando com o menor lucro possível, em razão das políticas de preço da Petrobras, eles também podem, e devem, acionar o judiciário e buscar os seus direitos frente a empresa.

    No entanto, um fato que não foi mencionado no artigo é o de que lucros de 20% no mercado de revenda de combustíveis são considerados medianos e até mesmo pequenos. Esse setor da economia não demanda mais grandes investimentos em pesquisa e desenvolvimento. Todos os possíveis ganhos de eficiência no setor decorrentes de novas tecnologias não virão em razão de investimentos em P&D realizados pelos postos, que, ao que me constam, são praticante nenhum.

    Nada justifica que os postos de combustíveis lucrem mais que as próprias montadoras, que, com uma média de 10% de lucro, já lucram muito mais no Brasil do que em praticamente todos os outros países do mundo. Uma atividade que consiste em cavar um buraco no chão com uma tecnologia já consolidada há várias décadas, e revender um produto já pronto, administrando, com todo o respeito, a mão de obra mais desqualificada disponível no mercado de trabalho atualmente, não é uma atividade da qual um verdadeiro empreendedor, numa economia de mercado que busca uma alocação mais eficiente dos seus recursos, esperaria lucrar mais do que o mínimo possível.

    Se uma pessoa quer ser milionária na nossa sociedade, ela que vá inventar algo como um facebook ou algo assim inovador, e que pensar em abrir um posto de gasolina seja a última hipótese em seus planos de riqueza.

    Pro fim, não vejo onde os postos de gasolina estariam fazendo um favor aos consumidores - os consumidores é que fazem à eles o favor de não se organizarem com mais determinação contra os postos. Os direitos, apesar do nosso judiciário Kafkafiano, estão disponíveis a todos, basta bater à porta e exigi-los.
  • rafael dalla  11/05/2011 20:49
    leandro roque,

    gostaria de te informar que você cometeu um erro básicos de matemática no trecho: "há um detalhe extremamente interessante: dado que atualmente o álcool anidro é misturado à gasolina na proporção de 20%, e dado que em abril ele encareceu 33,14%, uma matemática simples (0,20 x 0,3314 = 6,63%) mostra que o aumento efetivo da gasolina ocorrido nas bombas em abril (4,28%) foi, na verdade, abaixo do necessário para cobrir o aumento dos custos. Quando se calcula para o acumulado no ano de 2011, tal defasagem torna-se ainda mais explícita"
    essa conta que você fez de 0,2 x 0,3314=6,63% esta errada, já que estes 20% não é em relação ao preço da gasolina vendida por eles, é 20% em relação ao volume vendido. Essa sua conta estaria certa se se o preço do álcool e da gasolina pura fossem o mesmo. Entretanto, como o preço do álcool é mais baixo, ocorre que o acréscimo de custo na gasolina (mistura) devido a um acréscimo de 33,14% no preço do alcool, sera bastante inferior a 6,63%, acredito em que gire em torno de 4% aqui em Vitória, ES.
    abraço
  • Leandro  11/05/2011 23:07
    Prezado Rafael, a sua observação é tecnicamente válida, mas sua conta é incorreta na atual situação. Explico melhor.

    Vou pegar os valores da cidade do Rio de Janeiro para abril, pois são os que estão mais próximos da variação que ocorreu em nível nacional, como mostra a tabela.

    Em março, o litro da gasolina sem o álcool anidro custava R$ 1,05 e o litro do álcool anidro estava na casa de R$ 2,05. Fonte

    Observe que, ao contrário do que você disse, o preço do litro do álcool anidro é, na verdade, maior que o da gasolina. Muito maior.

    Adiante.

    Dada a mistura de 80% de gasolina e 20% de álcool para formar 1 litro de combustível vendido nas bombas, temos que esse 1 litro custaria (sem impostos e custos de transporte):

    1,05 x 0,80 = 0,84
    +
    2,05 x 0,20 = 0,41
    ____________________
    R$ 1,25

    Já em abril, o valor do litro do anidro subiu 33%, passando para R$ 2,72

    Repetindo os cálculos acima, e lembrando que o preço do litro da gasolina sem anidro se manteve, temos que:

    1,05 x 0,80 = 0,84
    +
    2,72 x 0,20 = 0,54
    __________________
    R$ 1,38

    Um aumento de R$ 1,25 para R$ 1,38 dá mais de 10%, o que apenas mostra que o aumento ocorrido nesse período (4,28%) está muito abaixo do "necessário".

    E se você refizer os cálculos para um volume de 25% de álcool, verá que o aumento deveria ser de 13%

    Lamento, mas é isso. Meu erro de cálculo foi pra baixo.

    Grande abraço e obrigado pela observação.
  • rafael dalla  12/05/2011 09:59
    "Vimos o preço do litro do etanol anidro passar de R$ 0,8023, em junho de 2010, para R$ 2,726, em abril de 2011."
    Realmente errei feio. Não imaginava uma flutuabilidade tão grande no preço do alcool, imaginava mais ou menos a mesma relação alcool x gasolina que vemos nas bombas!
    Mas fica ai uma indagação: Não deveria ser feita uma regulação nesse setor para impedir uma flutuação tão alta? Talvez se os contratos de fornecimento fossem de 1 ano para já prever a entressafra...
    Ou então que fosse permitido que haja uma variação no percentual de álcool na gasolina!
    abraço
  • Sara Lima  30/05/2011 19:03
    Brilhante!
    Se todos tivessem a curiosidade de procurar saber os reais problemas que acontecem em nosso país em vez de seguir massas de protesto e bagunça muita coisa seria mudada!
    O problema é que a maioria dos brasileiros gostam mesmo de uma bagunça e protesto, não sei o por quê.

    Parabéns, vou ver se colo esse link em alguns lugares para mais pessoas se conscientizarem também, continue assim! :))

    Atenciosamente, Sara Lima.
  • Observadordepirata  21/11/2011 11:58
    Só sei de uma coisa: somos o país PRODUTOR DE PETRÓLEO, com os preços mais altos do mundo, praticados na bombas de combustíveis. Isso vale para a gasolinha e o diesel. Talvez, se importassemos tudo, o preço seria mais baixo. Agora com o pré sal, podem preparar o bolso, pois o preço será proporcional a quantidade de barris produzidos. Quanto mais barris produzidos, mais caros serão a gasolina e o diesel. Pagaremos pelo preço internacional do barril , mais uma TAXA DE SUCESSO à PTBRÁS, por ser tão "boa"pra o Brasil. Quem viver verá!!! Isso aqui é caso perdido!

    Outra coisa. Em que lugar do mundo se tributa tanto os combustíveis, a telefonia e a energia elétrica, todos essenciais? Se alguém descobrir um país que tributa mais que o Brasil, é MENTIRA, pode ter certeza!
  • Emerson Luis, um Psicologo  03/12/2014 23:43

    As mesmas causas de outros preços elevados e crescentes: monopólio ou cartel estatal, regulamentação excessiva, tributação abusiva, intervenções econômicas diversas.

    * * *
  • Felipe Lange  19/01/2018 02:33
    E hoje o litro da "gasolina" já passa dos R$4... E assim o Brasil segue indo ao buraco, e o estado querendo nos espoliar cada vez mais. Se combustível caro é impopular para o governo, será que hoje nesse caos as pessoas estão furiosas?


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