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Religião e libertarianismo

A relação entre libertarianismo e religião é longa, antiga e tormentosa.

É inegável que Ayn Rand teve uma duradoura, forte e profunda relação com o libertarianismo.  Embora ela nos rejeitasse e nos tratasse como "hippies da direita", muitos de nós ainda somos fascinados com ela, inspirados por ela e em dívida para com ela por ter nos apresentado a defesa moral da livre iniciativa.  Eu certamente me incluo nessa categoria.

Uma das mais fortes influências que ela teve sobre o movimento libertário foi o seu ateísmo beligerante.  Para muitos seguidores da filosofia da liberdade, uma agressiva rejeição a Deus e a todas as coisas religiosas pode perfeitamente ser vista como um axioma básico dessa visão de mundo.  Confesso que essa também foi a minha posição nesse assunto durante muitos anos.  Essa era também a posição de um rico e potencial doador do Mises Institute, o qual teria contribuído fartamente caso o Instituto mudasse sua visão em relação a esse assunto e passasse a adotar uma postura agressivamente contrária a todas as religiões.  Felizmente, Lew Rockwell se recusou a desvirtuar a missão de seu Instituto em relação a esse quesito, e ficou sem a doação.  Embora seja ele próprio um católico devoto, Rockwell se manteve fiel aos seus princípios: o Mises Institute continuaria envolvido nos estudos da ciência econômica e da liberdade, e nada teria contra qualquer religião em absoluto.

O que fez com que eu mudasse minha postura?  Por que continuo hoje sendo tão ateu quanto sempre fui, porém, ao mesmo tempo, um amigo e defensor da religião?  Nada tem a ver com o fato de que, dos últimos 19 anos, passei 15 deles sendo empregado por instituições jesuítas católicas.  Fui professor do College of the Holy Cross de 1991 a 1997 e, desde 2001, sou professor da Universidade Loyola em Nova Orleans.

Para alguns — aqueles ainda encantados com a visão randiana acerca de religião e liberdade —, já é ruim o suficiente que um libertário tenha uma visão positiva sobre a religião.  Para a maioria, pode parecer uma total contradição lógica um ateu como eu ser um grande defensor e até mesmo um admirador da religião.  Permita-me explicar tudo. 

Nesse assunto em especial, sou guiado pelo aforismo "o inimigo do meu inimigo é meu amigo".  Embora tal raciocínio nem sempre seja verdadeiro, nesse caso em específico creio que seja.

Assim, qual instituição é a maior inimiga da liberdade humana?  Só pode haver uma resposta: o estado em geral; e, em particular, a versão totalitária deste.  Talvez não haja melhor exemplo de tal governo do que a URSS e seus principais ditadores, Lênin e Stalin (embora a supremacia em termos de números absolutos de inocentes assassinados pertença à China de Mao).  Podemos em seguida perguntar: quais instituições esses dois respeitáveis russos escolheram para o opróbrio?  Em primeiro lugar, a religião.  Em segundo lugar, a família.  Não foi nenhuma coincidência os soviéticos terem aprovado leis que premiavam os filhos que delatassem os pais por atividades anticomunistas.  Certamente não há melhor maneira de destruir uma família do que por meio dessa política diabólica.  E como eles tratavam a religião?  Essa é uma pergunta meramente retórica: a religião foi transformada no inimigo público número um, e seus praticantes foram cruelmente caçados e exterminados.

Por que escolheram a religião e a família?  Porque ambas são as principais concorrentes do estado na busca pela lealdada e obediência das pessoas.  Os comunistas estavam totalmente corretos — se formos nos basear em suas próprias perspectivas diabólicas — em centrar sua artilharia sobre essas duas instituições.  Todas as pessoas que são inimigas de um estado intrusivo, portanto, fariam bem em abraçar a religião e a família como seus principais amigos, sejam essas pessoas ateias ou não, pais ou não.

A principal razão por que a religião é um contínuo e eterno incômodo para os líderes seculares advém do fato de que essa instituição define a autoridade moral independentemente do poder dessa gente.  Todas as outras organizações da sociedade (com a possível exceção da família) veem o estado como a fonte suprema das sanções éticas.  Não obstante o fato de que alguns líderes religiosos de fato já se ajoelharam perante oficiais de governo, existe uma hostilidade natural e básica entre essas duas fontes de autoridade.  O papa e outros líderes religiosos podem não ter nenhum regimento de soldados, mas eles têm algo que falta aos presidentes e primeiros-ministros, para grande desespero destes.

Eis aí minha posição.  Eu rejeito a religião, todas as religiões, pois, como ateu, não estou convencido da existência de Deus.  Aliás, vou mais fundo.  Sequer sou agnóstico: estou convencido da não-existência Dele.  Entretanto, como um animal político, eu entusiasticamente abraço essa instituição.  Trata-se de um baluarte contra o totalitarismo.  Aquele que deseja se opor às depredações do estado não poderá fazê-lo sem o apoio da religião.  A oposição à religião, mesmo se baseada em fundamentos intelectuais e não almejada como uma posição política, ainda assim equivale a um apoio prático ao estado.

Mas e quanto ao fato de que a maioria das religiões, senão todas, apóia a existência do estado?  Não importa.  Apesar de que algumas religiões organizadas podem frequentemente ser vistas como defensoras do estatismo, o fato é que esses dois ditadores, Lênin e Stalin, já haviam entendido tudo: não obstante o fato de pessoas religiosas frequentemente apoiarem o governo, essas duas instituições, estatismo e religião, são, no fundo, inimigas.  "Concordo" com Lênin e Stalin nesse quesito.  Estritamente do ponto de vista deles, ambos estavam totalmente corretos ao suprimirem brutalmente as práticas religiosas.  Isso faz com que seja ainda mais importante que todos nós libertários, ateus ou não, apoiemos aqueles que adoram a Deus.  O inimigo do meu inimigo é meu amigo.

Bem sei que, nesse ponto, muitos ateus irão energicamente protestar apontando para o fato de que inúmeras pessoas inocentes foram assassinadas em nome da religião.  É verdade.  Infelizmente, é muito verdade.  Entretanto, seria válido colocarmos um pouco de perspectiva nessa conjuntura.  Quantas pessoas foram mortas por excessos religiosos, tais como a Inquisição?  Embora as estimativas variem amplamente, as melhores (ver aqui) dão conta de que o número de mortes ocorridas durante essa triste época, a qual durou vários séculos, está entre 3.000 e 10.000.  Alguns especialistas, aqui, garantem números ainda mais baixos, como 2.000. 

É claro que estamos falando de seres humanos assassinados, e cada assassinato deve ser lamentado; porém, se considerarmos apenas as magnitudes relativas, podemos positivamente dizer que tais números são completamente insignificantes quando comparados à devastação infligida à raça humana pelos governos.  De acordo com as melhores estimativas (ver aquiaquiaquiaquiaqui e aqui), as vítimas do estatismo apenas no século XX se aproximam do ultrajante marco de 200 milhões.  Não, não houve erro tipográfico.  200 milhões de cadáveres produzidos diretamente pelo estado!  Querer comparar algumas milhares de mortes injustificáveis produzidas pela religião com várias centenas de milhões produzidas pelo estado é algo totalmente desarrazoado.  Sim, o assassinato de uma única pessoa é deplorável.  Porém, se quisermos comparar religião e governo, devemos ter em mente essas diferenças astronômicas.

Eis uma lista de pessoas devotamente religiosas que eu conheço pessoalmente e que fizeram grandes contribuições para a causa da liberdade:

William Anderson, Peter Boettke, Art Carden, Stephen W. Carson, Alejandro Chafuen, Paul Cwik, Gary Galles, Jeff Herbener, Jörg Guido Hülsmann, Rabino Israel Kirzner, Robert Murphy, Gary North, Ron Paul, Shawn Rittenour, Lew Rockwell, Joann Rothbard, Hans Sennholz, Edward Stringham, Timothy Terrell, David Theroux, Jeff Tucker, Laurence Vance, Tom Woods, Steven Yates.

E não podemos também deixar de mencionar a Escola de Salamanca, povoada e divulgada, principalmente, por padres como estes: Dominicanos: Francisco de Vitoria, 1485—1546; Domingo de Soto, 1494—1560; Juan de Medina, 1490—1546; Martin de Azpilcueta (Navarrus), 1493—1586; Diego de Covarrubias y Leiva, 1512—1577; Tomas de Mercado, 1530—1576.  Jesuítas: Luis Molina (Molineus), 1535—1600; Cardeal Juan de Lugo, 1583—1660; Leonard de Leys (Lessius), 1554—1623; Juan de Mariana, 1536—1624.

Essa escola de pensamento é genuinamente nossa predecessora moral e intelectual.  Para a contribuição da Escola de Salamanca para o movimento austro-libertário, ver aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

Já é hora — aliás, já passou da hora — de o movimento austro-libertário rejeitar a virulenta oposição randiana à religião.  Sim, Ayn Rand fez grandes contribuições para os nossos esforços.  Não precisamos agir precipitadamente; não precisamos jogar fora o bebê junto com a água da banheira.  Mas é certo que o sentimento anti-religião pertence a essa última atitude, e não à primeira.

As opiniões acima expressadas são consistentes com o ponto de vista do meu eterno mentor, Murray Rothbard.  Esse brilhante erudito, que frequentemente era chamado de "Senhor Libertário", justamente por representar a epítome do libertarianismo, era uma pessoa extremamente favorável à religião, sendo especialmente pró-catolicismo.  Ele atribuía os conceitos do individualismo e da liberdade (bem como quase tudo de positivo que havia na civilização ocidental) ao cristianismo, e argumentava com veemência que, enquanto os libertários fizessem do ódio à religião um princípio básico de organização, eles não chegariam a lugar algum, dado que a vasta maioria das pessoas em todas as épocas e lugares sempre foi religiosa.


autor

Walter Block
é membro sênior do Mises Institute e professor de economia na Loyola University, Nova Orleans.


  • mcmoraes  22/11/2010 09:33
    Por favor, na colagem da página inicial do site, associada à chamada deste artigo, que diz "Imagine no religion", onde aparecem o Hitler, o Mao e o Stalin, quem é o louro cabeludo e barbudo no canto inferior direito?
  • Gabriel Godinho  22/11/2010 13:35
    É o "The Amazing Atheist", ele tem um canal no youtube, onde fica criticando religião.
    Ele é meio doido mesmo.
  • Willian  22/11/2010 10:30
    Gostaria de começar o meu comentário pedindo desculpas pelos meus comentarios insultuosos no artigo sobre a liberação da maconha, realmente eu peguei pesado, foi mal aí pessoal, me desculpem.
    Com relação a este artigo sobre libertarianismo e religião, ele traduz muito aquilo do que eu sinto a respeito destas duas ideologias, conservadorismo e libertarianismo. Acho que conservadores e libertáios têm muito o que aprender uns com os outros. O Conservador por exemplo deve aprender com o libertário que o estado é o seu maior inimigo, por mais mínimo que ele seja, e que este só existe para destruir as duas coisas que ele mais preza: a família e a tradição.O Libertário deve aprender com o Conservador que sem valores morais não existe capitalismo e muito menos Libertarianismo, para ser libertário não precisa ser libertino. Como diz o texto, a religião pode ser um aliado de peso destas duas forças, por mais que ela seja odiada por muitos libertários, estes não podem negar que ela causou menos danos a humanidade do que o Estado, e como bem diz o autor: O inimigo de meu inimigo é meu amigo.
    Quem sabe num futuro próximo Libertários e Conservadores não possam até criar uma ideologia em comum, algo como Libertconservadores ou conservlibertarios. (alguem por favor dê outra dica de nome que as minhas foram Horriveis!)
  • Vitor  22/11/2010 19:02
    André e William são dois rapazes muito confusos.

    Sim André, para ser libertário não tem que ser libertino, mas é necessário tolerar o libertino e não querer regular sua vida.

    André, libertários defendem a liberalização das drogas por preceitos morais. Eu detesto o cheiro de maconha, e do cigarro comum também. Mas por isso tenho o direito de encarcerar quem fuma? Cada um no seu quadrado.
  • Wilian  23/11/2010 09:48
    Augusto,

    Gostaria de saber qual é o preceito moral em liberar uma monstruosidade como o crack,que mesmo proibido tem destruido milhares de famílias brasileiras. A sua liberação tornaria a droga mais barata e os danos mais leves? Sei não, meu amigo, eu tenho casos de usuários na família e não tem dinheiro no mundo que sustente o vicio deles, por mais barata que a droga seja. Procure uma família com caso de usuário de crack(não é tão difícil encontrar hoje em dia) e veja por si mesmo. Ao contrario do que gostaria de acreditar muitos libertários, as consenquências de alguns de nossos atos vão muito além de nós mesmos. Quantos pais, mães, esposas e filhos não tiveram suas vidas arruinadas pela decisão de seus entes queridos em consumir drogas, e não estou falando só das ilegais.
    Quanto a tolerar os libertinos, é claro que eu os tolero, pois como diz a Bíblia, é preciso amar o pecador, e não o pecado, ou voce também é a favor do aborto, da pedofilia, da chantagem, da difamação,...?
  • Wilian  23/11/2010 10:24
    Opa, dei a resposta para a pessoa errada, era pra etr sido o Vítor. Foi mal aí, ô Augusto!
  • Robson Cota  24/11/2010 04:54
    William, sobre a liberação das drogas, leia pra se informar:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=181
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=443
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=663
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=359
    www.mises.org.br/EbookChapter.aspx?id=167
    www.mises.org.br/EbookChapter.aspx?id=168
  • Marcelo Ferreira  22/11/2010 12:02
    Excelente artigo!

    Parabéns pela tradução!
  • André  22/11/2010 12:12
    Tenho muitas opiniões contrárias ao estatismo, mas não posso me deixar calar contra o libertarianismo, pois este, favorece a descriminalização das drogas e outras aberrações sociológicas. O problema é que vocês libertários estão sempre vociferando contra o estatismo, mas padecem do mesmo mal que os estatistas: são também extremistas!!!O ideal entre estatismo e libertarianismo é o equilíbrio, aliás como tudo na vida!Equilíbrio é um princípio que serve pra tudo e acredito que nesse caso também!Lembrando que equilíbrio não quer dizer 50% a 50%, pode querer dizer 60% a 40%, o importante é não haver extremismos.Mas sobre o artigo, concordo plenamente em relação as religiões!!
  • augusto  22/11/2010 13:13
    Andre,\r
    \r
    Drogas fazem parte da humanidade desde os seus primordios - comos meio de comunicacao com os deuses, como remedios, ou como meios de relaxamento e diversao.\r
    \r
    Embora no passado houvesse restricoes ao uso de drogas, essas restricoes eram notadamente de cunho social ou religioso. A proibicao total e indiscriminada do uso das drogas data de meados do seculo XX.\r
    \r
    Parece-me mais correto dizer que "aberracao sociologica" eh o experimento de tentar proibir, no mundo todo, o consumo.
  • 9x.9K  23/11/2010 11:22
    Segundo o André, uma pessoa bipolar é equilibrada. Afinal, ela está entre dois estados, ora ela é euforica, ora depressiva.

    Que besteira, amigo. Me diz uma coisa, justiça em demasia é algo ruim?
  • Mauricio  01/10/2014 23:22
    Extremismo cientificamente fundamentado se chama convicção
  • Vinicius Ragazzi de Moraes  21/06/2018 08:16
    Ok, André. Então vamos deixar você parcialmente preso, ou permitir que você seja apenas parcialmente feliz, já que 100% nada pode ser. Você seria realmente feliz assim? É, acho que já está respondido.
  • Rafael Hotz  22/11/2010 12:33
    Leandro, o Rothbard não era agnóstico? O Block tá falando que ele era pró-catolicismo...
  • Leandro  22/11/2010 12:46
    Rafael, o Rothbard era um agnóstico de ascendência judaica e pró-catolicismo.

    Veja o comentário do Lew:

    Rothbard and Atheism

    Murray was an agnostic, not an atheist, and a very pro-Catholic one, ascribing to the church almost everything good in our civilization, including the belief in the ultimate worth of the individual and the very idea of liberty, neither of which existed BC. He loved Catholic culture as well, and was a real expert, for example, on the Baroque churches of southern Germany, which he considered the most glorious architecture in the history of man.


    www.lewrockwell.com/blog/lewrw/archives/2685.html
  • Carlos Santos  22/11/2010 12:55
    Este é o mesmo Walter Block que escreveu "Defendendo o Indefensável"?

    Conciliar o libertárianismo com as crenças religiosas não é tão difícil, já que se trata de uma doutrina libertária a aberta a todas as influências. No entanto, o contrário torna-se muito mais complicado. Será que um cristão ortodoxo poderia aceitar que a mulher mundana que se vende na esquina é tão digna de respeito quanto o padeiro que prepara o seu pão? Ou que a venda e o consumo de drogas seja tão legítimo quanto a venda e o consumo da palavra de Deus?

    Ademais, acho que não se está demonstrada tese que o capitalismo desmoronaria sem o cristianismo (ou que o capitalismo não se desenvolviveria sem o cristianismo), nem que todo materialismo é coletivista. É importante notar também que aqueles estados ateus suprimiram ou tentaram suprimir Deus, mas o substituiram por um Grande Líder e pelos Heróis do Povo e Líderes Revolucionários: ícones diferentes, a mesma idiotice de sempre.
  • Angelo Noel  22/11/2010 16:12
    Carlos, essa sociedade onde a meretriz, o rastafari e o pederasta não são atacados ou assassinados em nome de Cristo já existe. Nós vivemos nela.
    Como o próprio Block demonstrou no livro citado, a aceitação não é obrigatória. Não sou obrigado a aceitar um usuário de drogas no condomínio que administro ou um homossexual frequentando minha padaria. O que eu não poderia numa sociedade libertária seria iniciar uma ação violência contra um não agressor...

    Cara, muitas das condutas morais que hoje julgamos idôneas ou não (inclusive eu, na condição de ateu) encontram reforços fundamentais nas raízes das doutrinas cristãs como o reconhecimento da alienabilidade do direito á liberdade, a condenação ao assassinato e ao furto (respeito ao indivíduo e sua propriedade), e a caridade voluntária. Seria um contrasenso rejeitarmos a importância do cristianismo não só ao capitalismo, mas ao arcabouço social do Ocidente.
  • Carlos Santos  23/11/2010 09:45
    Angelo, pelo jeito preciso lhe explicar o que escrevi. Eu não escrevi que um proprietário deva ser obrigado a aceitar alguém indesejado em sua propriedade. Até porque eu -- assim como todo libertário que se preze -- defendo que o proprietário é senhor de sua propriedade e define quem pode ou não pode usá-la. O que escrevi na verdade foi que um cristão ortodoxo (ou um judeu ortodoxo, ou até mesmo um mulçumano xiita) jamais aceitaria, como os libertários aceitam, que uma prostituta exerça uma atividade tão respeitável quanto a de qualquer outro profissional. Ou como Block bem escreveu no capítulo "A Prostituta", eu seu livro:

    "Há tempos atrás, uma capa de
    revista feita por Norman Rockwell ilustrou, senão a peculiaridade, a essência
    da prostituição. Mostrava um leiteiro e um padeiro sentados perto de seus caminhões, os dois ocupados comendo pão e tomando leite. Ambos evidentemente satisfeitos com seu 'comércio voluntário'.

    "As pessoas sem muita imaginação podem não ver qualquer relação entre uma prostituta entreter seu cliente e esse episódio do pão e do leite. Mas, em ambos os casos, duas pessoas reuniram-se voluntariamente na tentativa de obterem satisfação mútua".


    O cristianismo condena a prostituição, não? Poderia um cristão que segue a risca os preceitos dessa religião concordar com esse parágrafo de Block? Este é um bom exemplo que demonstra que o cristianismo pode sim ter aspectos libertários, mas também tem muito de autoritário. Parece que Block está seguindo os passos de Spencer, ficando cada vez menos libertário com o passar dos anos.

    PS: Eu também não falei nada sobre pederasta, a nossa sociedade não é conivente com a pederastia e o pederasta não é um argente do comércio, mas um criminoso que coage crianças inocentes a praticar sexo com ele, isso não tem nada a ver com comercio, e coerção e violência pura e simplesmente e a teoria libertária não defende isso. Mas confundir libertarianismo com libertinagem parece ser comum a todos os cristãos que não entende os nossos princípios.
  • Angelo Noel  23/11/2010 10:34
    Então, Carlos, precisamos aqui definir o que seria aceitação e o que seria agressão para mim e para você.
    Vejo que a aceitação seria definida como uma convergência concordante de algum segmento ou de uma maioria para com algum comportamento ou atitude.

    Já agressão, acredito que seja o uma ação deliberada visando denegrir ou depredar a integridade física ou a propriedade de alguém.

    Repito em outras palavras, os cristãos mesmo não aceitando a conduta do traficante, do rapaz afeminado, do médico abortista convivem tranquilamente nos dias de hoje com todas essas divergências e no entanto não ocorre nenhuma agressão contra outras maneiras de pensamento em nome da doutrina deles. E esse processo de convivência pacífica entre a cristandade e "o resto" ocorreu de forma gradual, acompanhando o desenvolvimento da nossa sociedade.
    Supondo que nós empreitássemos uma "jornada libertária" pra acabar com essa meia escravidão em que vivemos, o processo teria o mesmo sucesso que essa escalada da liberdade de opnião.

    Voltando ao Block, só que nesse artigo, o meu motivo de preocupação é o cara que empunha a arma da Liga Campesina, é o engravatado sentado na cadeira do Planalto, pelos seus próprios princípios, questionáveis ou não, o cristão tem mais a colaborar do que prejudicar na causa da liberdade.
  • J Henry Phillips  03/08/2019 19:59
    Ayn Rand em fevereiro de 1947 lavrou a proposta da não agressão que todo partidário libertário assina. Nunca conheci um místico, conservador ou fascista que assinaria tal coisa com sinceridade.
  • Marcus Marinho  08/04/2017 14:53
    Amigo, é o Seguinte, sim a prostituta é tão digna como o padeiro, pois o padeiro peca também... A questão não é apedrejar a prostituta, é só como cristão, o individuo não ir lá e usar o serviço dela! E no ponto das drogas. Já vende legalmente álcool e cigarro. Se vender maconha, plantada da fazenda de alguém, sem imposto. Eu não compro, mas não vejo mal algum (Aaaaa mais o maconheiro vai roubar a mãe e comprar maconha no mercado formal, sim o alcolatra também vai fazer/já faz o mesmo com a bebida.)

    Sou Cristão, descobri a escola austríaca e desejo graça e paz pra todos aqui.
  • Leandro Coelho  22/11/2010 13:20
    Não dá para discutir capitalismo, liberdade pessoal e economica com pessoas que não possuem religião, são ateus ou coisas que o valha!
    O capitalismo, destituido do pano de fundo conservador judaico cristão se torna tão desumano e cruel quanto qualquer outro sistema.
  • 9x.9K  23/11/2010 11:55
    O capitalismo japonês é destituido do pano de fundo conservador judaico cristão(sic) e em nada deve a nenhuma cristandade.
    Que cristãos tiveram sua parcela de mérito no desenvolvimento do capitalismo não nego, é fato. Mas querer resumir tudo à religião é besteira.

    Aliás, me permita reescrever sua frase:

    O capitalismo, destituido de ética se torna tão desumano e cruel quanto qualquer outro sistema.
  • Luciano  15/10/2012 17:37
    Discordo, Leandro. Sou ateu e mesmo assim concordo tanto com os princípios libertários quanto com o livre mercado. E, antes de mais nada, sou anticomunista.
  • libertário  22/11/2010 13:24
    Perdão, mas eu discordo totalmente do artigo do Walter Block. Dizer que a religião é contrária aos comunistas e intervencionistas constitui um mito. As religião sempre representaram um grande entrave ao libertarianismo.

    O fato é que muitos socialistas usam o cristianismo para sustentar seus fins, como a turma da "Teologia da Libertação". A CNBB, por exemplo, assume posturas políticas claramente socialistas, defendendo o retrocesso da nação. Alguns conservadores católicos podem afirmar que se trata de uns poucos bispos esquerdistas infiltrados na Igreja, mas desconfio que seja algo bem mais estrutural.

    Murray N. Rothbard disse que a Igreja Católica tende mais para o "libertarianismo" do que os protestantes. Mas não custa lembrar que um fervoroso católico - transformado em santo depois pela Igreja Católica - realmente escreveu um livro que exala socialismo do começo ao fim. Trata-se de Tomás Morus e seu livro clássico Utopia, editado em latim no ano de 1516. A obra descreve um Estado imaginário considerado ideal pelo autor, tendo como modelo A República, de Platão. Desde o começo do livro, fica clara a idéia de que, para o autor, um mundo ideal seria um mundo sem propriedade privada e com a felicidade coletiva colocada acima dos indivíduos. O ataque aos ricos é freqüente, como nesse trecho: "Ponham um limite às compras em massa dos poderosos e a seu direito de exercer uma espécie de monopólio. Que diminua o número dos que vivem sem fazer nada. Que se retome o trabalho da lã, a fim de que uma indústria honesta possa ocupar utilmente essa massa ociosa, aqueles que a miséria já transformou em ladrões...". Ou seja, Morus cai na falácia de que os ricos detentores dos meios de produção exploram os pobres, e que a miséria transforma necessariamente as pessoas em ladrões. São bandeiras claramente esquerdistas. Mas para quem acha que o contexto da época justifica essa postura e que ainda não é possível afirmar que Morus era um defensor de idéias socialistas, segue um trecho bem mais direto: "Com efeito, esse grande sábio (Platão) já havia percebido que um único caminho conduz à salvação pública, a saber, a igual repartição dos recursos. E como realizá-la onde os bens pertencem a particulares? Quando cada um exige o máximo para si, não importa o título que alegue, e por mais abundantes que sejam os recursos, uma minoria irá açambarcá-los e deixará a indigência ao maior número. [...] Estou portanto convencido de que os recursos só podem ser repartidos com igualdade e justiça, que os negócios dos homens só podem ser bem administrados, se for suprimida a propriedade privada." Quando Morus começa a descrever a ilha ideal, vemos claramente o caráter autoritário presente na ideologia socialista. Ele diz, por exemplo, que "uma única atividade é comum a todos, homens e mulheres: a agricultura, que ninguém pode ignorar". Além disso, "cada família confecciona ela própria suas roupas, cuja forma é a mesma para toda a ilha". É justamente o igualitarismo pregado pelos socialistas depois. Não é possível restar mais dúvida. Tomás Morus, o católico fanático, é um dos precursores do socialismo, calcado em Platão. Sua contribuição para o avanço das idéias socialistas é reconhecida pelos próprios, e o autor foi cultuado pela Revolução Russa, que lhe erigiu uma estátua em homenagem às idéias contidas em Utopia.

    Então, eu acho que as religiões sempre representaram um entrave ao libertariaismo.
  • Francisco Razzo  02/12/2010 14:36
    Caro Libertário

    Com todo respeito, você bate em um espantalho!

    1. dizer que a religião é contrária aos comunistas e intervencionistas constitui um mito. As religião sempre representaram um grande entrave ao libertarianismo.

    Mito é você acreditar no contrário. Não é à toa que pra justificar sua tese teve de usar do pior exemplo possível, Teologia da Libertação! Além do que dizer que "muitos socialistas usam o cristianismo para sustentar seus fins", não prova nada. Se é estrutural, eu seria o primeiro, de bom grado, a ler suas justificativas.

    Poderia começar refutando a Doutrina Social da Igreja, por exemplo, fundamentada no neotomismo de Leão XIII, o primeiro a condenar, radicalmente, o socialismo e, sobretudo, o comunismo.

    2. Murray N. Rothbard disse que a Igreja Católica tende mais para o "libertarianismo" do que os protestantes. Mas não custa lembrar que um fervoroso católico - transformado em santo depois pela Igreja Católica - realmente escreveu um livro que exala socialismo do começo ao fim. Trata-se de Tomás Morus e seu livro clássico Utopia, editado em latim no ano de 1516. A obra descreve um Estado imaginário considerado ideal pelo autor, tendo como modelo A República, de Platão. Desde o começo do livro, fica clara a idéia de que, para o autor, um mundo ideal seria um mundo sem propriedade privada e com a felicidade coletiva colocada acima dos indivíduos.

    Mesmo sem levar em consideração a sua análise de Morus, poderíamos lembrar de todos os grandes cristãos católicos como os já citados no próprio texto Block: "Francisco de Vitoria, 1485-1546; Domingo de Soto, 1494-1560; Juan de Medina, 1490-1546; Martin de Azpilcueta (Navarrus), 1493-1586; Diego de Covarrubias y Leiva, 1512-1577; Tomas de Mercado, 1530-1576. Jesuítas: Luis Molina (Molineus), 1535-1600; Cardeal Juan de Lugo, 1583-1660; Leonard de Leys (Lessius), 1554-1623; Juan de Mariana, 1536-1624."

    Levando em consideração sua análise de Morus, acho muitíssimo arriscado condenar Morus como alguém que exale "socialismo", na verdade, a má interpretação de Morus e Platão é que geram tal exalação.

    Platão e, depois Morus, não são "socialistas" e ler a República sob tal viés só trouxe confusão para história da interpretação. Essa é a leitura de Popper que foi absolutamente refutada por autores como Eric Voegelin, Gadamer, Strauss e, mais recentemente, Charles Griswold.

    Penso que a preocupação de Morus está longe de ser uma preocupação econômica. Ler a referência que você trás fora do contexto histórico e filosófico de todo pensamento de Morus só gera confusão e equivocadas opiniões, é um anacronismo perigoso. Recomendo muito a tese de mestrado de Martim Vasques da Cunha, Thomas More e a crise religiosa no pensamento humanista: o impasse da utopia

    Respeitosamente
    Francisco
  • Patrick  22/11/2010 14:20
    Ótimo artigo, MUITOS libertários deveriam aprender com ele. Por essas e outras que Walter Block está no top 3 dos meus autores favoritos
  • Rhyan Fortuna  22/11/2010 17:43
    Hitler ateu? Hum, sei não...

    O problema não é a religião ou o ateísmo, o problema é a mistura deles com o estado, sempre causa problemas.

    Se ateísmo fosse problema, os grandes índices de ateísmo não estariam nos países mais ricos e desenvolvidos, e os índices baixo de descrença não seria tão pequeno em países pobres.
  • Yuri  02/12/2010 10:19
    sim, em breve publicarei algo sobre essa mentira em meu blog.
  • Francisco Razzo  02/12/2010 13:47
    Hitler e o Cristianismo...divirta-se Rhayn

    hitlerandchristianity.com/

    Att
    Francisco
  • Leninmarquisson Stalinácio da Silva  28/08/2011 12:59
    Rhyan, como sei que vc é leitor do IMB há mais tempo que eu deveria saber que esses países "ateus" já eram ricos, e que depois que se tornaram esquerdistas suas economias estagnaram.

    A religião não tem nada a ver mesmo, isso eu concordo. O que vc se recusa a enxergar é a relação cristianismo/libertarianismo e o sucesso das nações que se basearam nesses valores.

    A Rep. Checa é ateista, a Slovakia, Slovenia,etc, e a única riqueza desses países são suas atrizes pornô.

    Sobre haver "cristãos socialistas" é muito simples: Gramsci e sua estratégia de infiltrar e minar as instituições por dentro.

    E sobre o capitalismo japones, só ocorreu depois do contato com o ocidente, que levou esses valores a eles. Se dependesse da cultura japonesa somente, é bem provavel que seriam um Shogunato ainda.
  • Johnny Jonathan  29/06/2012 11:16
    Leninmarquisson, você diz que "Se dependesse da cultura japonesa somente, é bem provavel que seriam um Shogunato ainda." eu digo que se dependesse tão somente do catolicismo estaríamos ainda na idade média.

    Eu acho que o cristianismo/catolicismo é capitalista, agora me dizer que ele tem o monopólio cultural sobre isso é demais.

    Culturalmente, o Japão mal tem valores cristãos, a grande maioria dos valores advém do Budismo, e de conceitos do Bushido, mesmo sendo uma sociedade de maioria ateia.

    A unica coisa que ele precisavam era inserir um sistema econômico no meio (assim como se inseriu no catolicismo, e contra o feudalismo) e pimba, se tornaram uma das sociedade mais interessante e ordeiras do mundo. A tolerância a vida privada (ou seja, propriedade) dos japoneses é algo extremamente valorizado e cultuado.... e nem mesmo o socialismo moderno e sua mania do politicamente correto consegue (ao mesmo não com tanto facilidade como no ocidente) driblar essa cultura.

    Japoneses são um dos poucos povos extremamente introvertidos, até mesmo a parte mais gelada da Europa que tem uma tendencia a parte introvertida da vida, chega aos pés do nível Japonês.

    Olha pra os mangás, você tem até pedofilia no meio facilmente, porque isso é da vida privada e cada cidadão.... mesmo que seja algo condenável.

    Ou seja, a um respeito incondicional a vida privada, ao mesmo tempo que na vida pública você não pode fazer qualquer coisa, se não incomoda os outros. Beijar na rua, seja você hétero ou não, e ficar demonstrando afeto é um ato condenável, apesar de aceito por causa, aí sim, da influencia moderna dos "valores democráticos ocidentais". (tem muita gente que odeia isso lá, e com razão)

    Eles tem uma cultura hierárquica, e dificilmente geram conflitos com seus concidadãos, mas essa cultura só tem influencia na vida pública, no seu ambiente privado, você tem o poder incondicional.

    Eles não são perfeitos, claro, essa cultura ao hierarquismo gerá um sistema de castas lá, e uma centralização politica desnecessária que pode a vir gerá sistemas ditatoriais... exatamente como é a história daquele país.
    Eles também tem um xenofobismo forte, em parte justificado, por que estrangeiros só vem pra tentar destruir a cultura deles, mas em parte extremamente preconceituoso, eles preferem rejeitar do que ensinar valores a pessoas diferentes (os cristão são o contrário, ele tem uma tendencia a "evangelização", a sair conhecendo as outras culturas e tentar colocar "cristo" nelas. Existe até um revolta aqui no brasil de que os Padres jesuítas acabaram com a cultura indígena, mas também é verdade que os cristianismo brasileiro tem bastante da cultura Tupi, especialmente.

    Mas, voltando ao japão, se tivesse um ditadura lá, acho que uma ditatura japonesa dificilmente irá contra o ambiente privado. Por mais maldosa que seja.

    Introversão é "deus" lá. Muito mais do que no catolicismo.

    Ou seja, a cultura japonesa tem também viés capitalista, assim como a do cristianismo, especialmente o catolicismo.

    Eu encaro religiões como nações, ou seja, um conjunto de indivíduos com os mesmo valores morais e por isso vivem um vida em sociedade com poucos conflitos. Sou contra o multiculturalismo atual, (influencia do John Lennon haha) sou mais a favor da globalização, onde cada individuo que se identifica com uma nação e seja frustada com outra que vive atualmente possa livremente tentar ser inserido em outra cultura e respeitado na mesma.

    Confesso que eu sou muito mais da religião do Japão, do que do cristianismo. E meus valores que sempre tive e me sentia excluído por aqui, seriam perfeitamente acetos lá.
    Talvez faça uma visão errada, não vive na prática, só sei por teoria. Mas não acho que estou totalmente, já que o anarco capitalismo me parece um sistema que eu viveria com mais harmonia do que esse atual, mesmo sem nunca ter vivido na prática.

    Abraços, ops, melhor, *abaixando a cabeça*
    (nada de contato físico ou demonstração de afeto publicamente u-u)
  • Johnny Jonathan  29/06/2012 15:02
  • Neto  15/10/2012 12:14
    'Olha pra os mangás, você tem até pedofilia no meio facilmente, porque isso é da vida privada e cada cidadão.... mesmo que seja algo condenável.'

    Essa foi uma das maiores merdas que eu li na vida.A vida da criança então não é nada, não é? É só uma propriedade dos pais...putz
    E o cara ainda acha que isso é respeitar o outro...
  • Juliana Goulart  01/09/2019 19:53
    Neto,

    Tu sabes que mangá é só um gibi que se lê de trás pra frente, né? Agora me diga por favor, o que o ato de uma pessoa comprar, ler ou mesmo se masturbar (no aconchego do seu lar) com um amontoado de folhas, traços e tintas vai fazer mau a qualquer outra pessoa no planeta?

    Espero que a tua resposta não dê razão ao que as feministas pensam sobre pornografia.

    Forte abraço!
  • Luiz Renato de Oliveira Périco  22/11/2010 22:39
    A Bíblia é permeada de mensagens de liberdade, como os abaixo:

    Gál 5:1 Para a liberdade Cristo nos libertou; permanecei, pois, firmes e não vos dobreis novamente a um jugo de escravidão.

    2Co 3:17 Ora, o Senhor é o Espírito; e onde está o Espírito do Senhor aí há liberdade.

    Joã 8:32 e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.

    Ats 5:27 E tendo-os trazido, os apresentaram ao sinédrio. E o sumo sacerdote os interrogou, dizendo:
    Ats 5:28 Não vos admoestamos expressamente que não ensinásseis nesse nome? e eis que enchestes Jerusalém dessa vossa doutrina e quereis lançar sobre nós o sangue desse homem.
    Ats 5:29 Respondendo Pedro e os apóstolos, disseram: Importa antes obedecer a Deus que aos homens.

    Tgo 2:12 Falai de tal maneira e de tal maneira procedei, como havendo de ser julgados pela lei da liberdade.

    Gál 5:13 Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade. Mas não useis da liberdade para dar ocasião à carne, antes pelo amor servi-vos uns aos outros.

    Luc 4:18 O Espírito do Senhor está sobre mim, porquanto me ungiu para anunciar boas novas aos pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos, e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos,

    Isa 61:1 O Espírito do Senhor Deus está sobre mim, porque o Senhor me ungiu para pregar boas-novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos, e a abertura de prisão aos presos;

    Lev 25:39 Também, se teu irmão empobrecer ao teu lado e vender-se a ti, não o farás servir como escravo.

    Deu 24:17 Não perverterás o direito do estrangeiro nem do órfão; nem tomarás em penhor o vestido da viúva.

    Deu 24:18 Lembrar-te-ás de que foste escravo no Egito, e de que o Senhor teu Deus te resgatou dali; por isso eu te dou este mandamento para o cumprires.

    A Bíblia também refuta o Estado como instância máxima do poder:

    Mar 12:17 Disse-lhes Jesus: Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus. E admiravam-se dele.

    Slm 62:11 Uma vez falou Deus, duas vezes tenho ouvido isto: que o poder pertence a Deus.

    Os judeus foram escravizados pelos totalitários Estados egípcio, babilônico,medo-persa e romano; os cristãos foram perseguidos pelos romanos e pelo Sinédrio. Cristo e muitos de seus discípulos foram mortos pelas mãos de oficiais romanos.

    A quase totalidade das religiões sofreu ou sofre algum tipo de perseguição ou interdição por parte do Estado. Sabem muito bem o valor da liberdade e o peso da mão totalitária do Estado.
  • Miguel  23/11/2010 09:11
    As intenções do reino racional entre a ciência e Deus vão muito além das repercussões agora limitadas a liberdade, religião e totalidade do Estado. Compare o conjunto do sistema Hegeliano e do Post:

    Hegel: "Após haver elevado e eu até o Espirito Absoluto, quer dizer até Deus, e haver identificado Deus com a totalidade do ser, o sistema hegeliano era levado a considerar que a natureza era Deus desdobrado no espaço e que a história era Deus desdobrado no tempo. A natureza e a história podiam assim ser reconstruídas especulativamente e de maneira definitiva."

    O post: "As opiniões acima expressadas são consistentes com o ponto de vista do meu eterno mentor, Murray Rothbard. Esse brilhante erudito, que frequentemente era chamado de "Senhor Libertário", justamente por representar a epítome do libertarianismo, era uma pessoa extremamente favorável à religião, sendo especialmente pró-catolicismo."

    Se for para o "Senhor Libertário" dissociar o movimento austro-libertário da tarefa de compreender os progressos da ciência para se estender à religião, melhor que ele fosse pró-Hitler.

    As analises histórico-concretas serão resolvidas com a lógica abstrata de como o homem parte da história, porque a economia lida com objetos, mas os trata como coisas, que não tem interatividade básica consigo mesma, como quer o problema teológico ou pela política.

    Em Fichet, pág 80 "Portanto, a verdadeira questão polêmica entre o idealismo e o realismo é: que caminho se deve tomar na explicação da representação?"

    A alienação da ciência ao mercado financeiro fez voar em pedaços as especulações da "filosofia da história".

    O problema de representar o regime da propriedade privada se resume numa palavra: o "modelo", do composto que justifica as mudanças do processo interno, com o veículo de devir correspondente ao contrário exterior, o qual consiste na interconexão entre a natureza e a sociedade; e isso ocorre onde a história irá transformar a produção, em unidade de uma totalidade contrária - posto que esta vale como liberdade do fazer, porém, considerando que a moeda é como um Deus, ela está com a concepção que deixa parada muitas as nações no tempo.

    Contudo, para isto ser resolvido existem os pares matemáticos da relação de valor com sistemas de poder: sujeito e objeto, partes de espaço de tempo do relativo pelo absoluto e o finito com o infinito.

    A histórica passagem do estado para a matriz de valor da economia, atribuído a representar a liberdade do homem, exige a reconstrução definitiva da produção da natureza num sistema em si, tal a própria autonomia da propriedade privada no tempo.

    Ou vocês querem que exista a história sem tempo e espaço, e a moeda física devote o seu caráter de crises sistemicas aos intelectuais e religiosos dessa ou daquela escola?
  • gonçalves  23/11/2010 19:25
    "O problema de representar o regime da propriedade privada se resume numa palavra: o "modelo", do composto que justifica as mudanças do processo interno, com o veículo de devir correspondente ao contrário exterior, o qual consiste na interconexão entre a natureza e a sociedade..."\r
    \r
    Caso alguém tenha entendido essa passagem, entre outras, da intervenção do Miguel, peço gentilmente que me explique.\r
    Obrigado.
  • Miguel A. E. Corgosinho  23/11/2010 22:00
    "O problema de representar o regime da propriedade privada se resume numa palavra: "modelo, - Hoje nas mãos dos EUA, através do mercado financeiro ou seja, o padrão dólar. \r
    \r
    Resolvendo o problema "...do composto - por um padrão de valor (livre do custo da moeda) - "que justifica as mudanças do processo interno," \r
    \r
    "...com o veículo de devir correspondente ao contrário exterior - projeto de um satelite ideal da economia, em espaço tempo -\r
    \r
    \r
    "...o qual consiste na interconexão entre a natureza e a sociedade..." Desculpe, mas isso é básico para entender uma centralidade sem Estado.
  • José Henrique  23/11/2010 09:42
    Até agora ninguém respondeu quem é o cara louro, cabeludo e barbudo no canto inferior direito da imagem associada à chamada desse artigo, rs!
  • Leandro  23/11/2010 09:48
    O Gabriel Godinho já fez a gentileza de responder, José Henrique. Veja lá, é o segundo comentário.
  • Carlos Santos  23/11/2010 10:02
    Aproveitando que a coisa se enveredou para 'religião x desenvolvimento', aproveito para compartilhar um link, para os que não viram:

    Em 27/09/2010 a Folha publicou uma pesquisa interessante sobre religiosidade e desenvolvimento econômico que demonstra que, com excessão aos Estados Unidos, quanto mais religioso, mais pobre tende a ser um país.

    www1.folha.uol.com.br/poder/805103-quanto-mais-religioso-mais-pobre-tende-a-ser-um-pais-diz-pesquisa.shtml
  • Luiz Renato de Oliveira Perico  23/11/2010 21:46
    Mas Que excessão, meu amigo!!!
  • Francisco Razzo  02/12/2010 12:12
    Caro Carlos

    Pois é, que grande exceção! Mas seria interessante a pesquisa diferenciar as confissões religiosas e suas práticas. Por exemplo, ainda que a maioria no Brasil seja considerada católica, é fundamental compreender o tipo de cristianismo católico que impera por aqui, quais pressupostos teológicos sustentam a prática religiosa da américa latina e, conseqüentemente, brasileira?

    Há uma diferença abismal na mentalidade sócio-econômica da Doutrina Social da Igreja, fundamentada em chave neotomista, de uma Teologia da Libertação, fundamentada em pressupostos marxistas. Dizem que com estatísticas é possível justificar qualquer tolice!

    A verdade é pensar no Japão, mas é preciso na possibilidade de se importar uma economia de raízes Ocidentais, ou seja, cristã. Recomendo um autor como Christopher Dawson, que demonstra o quão fundamental é a religião, sobretudo, cristã, para uma civilização.

    Att
    Francisco
  • Francisco Razzo  02/12/2010 13:42
    Errata: A verdade é pensar no Japão, mas é preciso na possibilidade...

    Por: "A verdade é que podemos pensar no Japão, mas é preciso pensar na possibilidade de outra cultura importar..."

    Att
  • Fabio MS  27/04/2013 18:20
    Essa pesquisa demonstra "quanto mais religioso, mais pobre tende a ser um país"?
    Ora ora, você não leu a reportagem. Essa pesquisa não demonstra nada. A própria matéria diz isso: "Correlação, vale lembrar, é um conceito traiçoeiro. Quando duas variáveis estão correlacionadas, tanto é possível que qualquer uma delas seja a causa da outra como também que ambas sejam efeitos de outros fatores."
  • dura realidade  27/11/2010 20:09
    Meu pai completou apenas o segundo ano do ensino fundamental. Está aposentado agora, mas conduziu sua vida e de nossa família sem demandar nenhum centavo do estado. Foi um self-made man. Não precisou ler uma só linha de Marx ou Mises para saber que sobreviver do próprio esforço é moral e materialmente o melhor caminho. Sempre que falava (e ainda fala) sobre o governo e políticos em geral, era em tom de total desconfiança. A explicação: sua inabalável fé católica. Se eu tivesse 1% do conhecimento de Thomas Woods seria capaz de explicar essa conexão...

    Quando criança, recebi da minha família essa herança. Na adolescência e juventude flertei com o ideário comunista. Espero que Deus me perdoe por isso. Passei a olhar meus familiares como babacas reacionários. Um pouquinho de humildade, maturidade e conhecimento adquiridos depois da universidade me ensinaram que a porcaria da "revolução" é coisa de quem nega a realidade e a verdade. Em suma, estupidez em seu mais alto grau de sofisticação.

    Depois de muita reflexão e leitura (o site do IMB ajudou muito) posso dizer que estou "limpo". O filho pródigo volta pra casa e diz a seu velho pai: você estava certo.
  • Erik Frederico Alves Cenaqui  12/12/2010 14:06
    Prezado Leandro\r
    \r
    O texto "Religião e Libertarianismo" traz importantes informações sobre dois aliados essenciais da filosofia da liberdade: a família e as religiões.\r
    \r
    Uma pessoa com fortes vínculos familiares e religiosos vai sempre rejeitar o estatismo, vez que ela vai ter conforto material e espiritual garantido no seu seio familiar e religioso.\r
    \r
    Nas eleições presidenciais de 2010, vencidas pelo grotesto PT e a terrorista marxista-leninsta Dilma, bastou aparecer a Bíblia para a petezada ficar tremendo de medo.\r
    \r
    Os estatistas não temem qualquer mecanismo estatal de controle e fiscalização pois sabem que estas instituições podem ser destruídas ou submetidas aos seus interesses escusos.\r
    \r
    Já a família e as religiões não são facilmente destruídas pois estas atuam na esfera privada da vida das pessoas, sempre longe do controle estatal, bem como possuem sua própria agenda e valores.\r
    \r
    Frise-se que a Escola Austríaca foi fundada por religiosos na Espanha, informação amplamente divulgada no IMB.\r
    \r
    O site "Mídia sem Mascara" que defende o conservadorismo em seus textos, em várias ocasiões, utilizou os textos do IMB para falar sobre economia.\r
    \r
    Assim, os defensores de economia de mercado e da tradição judaico-cristã tem mais em comum do que imaginam e podem e devem ser parceiros na luta pela liberdade das pessoas.\r
    \r
    Esclareço que tenho noção de que não esta entre os objetivos do IMB a defesa de tradição judaico-cristã.\r
    \r
    De qualquer forma mais um bom texto sobre a filosofia da liberdade.\r
    \r
    Recomendo a leitura do site "Mídia Sem Mascara" e "Blog do Reinaldo Azevedo" em conjunto com os textos do IMB.\r
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    Abraços\r
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  • Arthur Portella  24/03/2011 22:29
    A diferença entre o esquerdista e o libertário (se ambos forem ateus)

    É que o primeiro vê um crucifixo como um símbolo ofensivo, o segundo vê dois pedaços de madeira colados.

    Gostei muito do artigo.
  • Pandora  27/04/2012 12:53
    boa!
  • mcmoraes  27/04/2012 13:17
    Essa me fez lembrar de um filme imperdível para crentes e para ateus.
  • Patrick de Lima Lopes  29/06/2012 16:30
    Não creio que seja do interesse desta comunidade debater religião.
    Afinal, uma das principais idéias libertárias é o direito à propriedade, o que inclui nossa mente e nosso corpo.
    Se eu desejar acreditar que um elefante gigante criou o universo, este assunto cabe a mim. Não tenho o direito de forçar que o estado ou alguma instituição dê direitos à minha crença e muito menos o direito de forçar o outro a acreditar no que acredito.
    Agora quanto ao tal assunto da lavagem cerebral e da imposição religiosa a nossos filhos, vamos lá:
    João nasceu em uma família crente em Zeus. Enquanto estava crescendo, apenas aproximou-se de sua crença e terminou sendo um pregador de seu deus. Paulo nasceu em uma família crente em Poseidon. Porém Paulo mudou de ideia e converteu-se à crença em Zeus. Já Lucas, que também foi criado como crente em Zeus, cresceu e por uma série de razões decidiu ser ateu.
    A cultura, por sua essência, impõe uma visão de mundo(Chamaremos de paradigma absoluto). A religião não é nada além de uma manifestação cultural que varia como tal: Cristãos têm seu paradigma absoluto, muçulmanos também e crentes em Zeus também.
    Por questões biológicas, os filhos tendem copiar o comportamento e os códigos sociais dos pais ou mentores por puros fatores darwinianos. Porém nada o impede de obter novos comportamentos ou livrar-se dos comportamentos que aprendeu enquanto era criado.
    Nem todo muçulmano criado fundamentalista tornou-se terrorista.
    Moral da história: Fui criado como um crente em Zeus em uma família que odiava camarão. Hoje acredito em Poseidon e o que eu mais amo é Camarão.
    A mensagem libertária é simples: Reconheça que a cultura do outro é propriedade deste. Desculpe pela mensagem ter sido meio grande, não acho que eu fui claro. Estou disposto a replicar oposições.
  • Paulo Ghedini  15/03/2012 22:54
    A principal mensagens do Cristianismo é muito clara: ame ao próximo (i.e. faça caridade por vontade própria, e perdoe o próximo quantas vezes for necessário). É uma ideia diametralmente oposta à da falsa moralidade do estatismo, onde a "ajuda" ao próximo é feita na marra, por coerção. Coerção é exatamente o oposto do "proposta" de Cristo, que sugere que todos façam caridade VOLUNTÁRIA.

    Em meus inúmeros debates contra intervencionistas, principalmente quando me atacam com argumentos relacionados à pobreza, eu os lembro que "Nem Deus obrigou os homens a doarem nada...quem os socialistas acham que são então para me obrigarem a ajudar alguém". O socialismo não é antagônico ao cristianismo somente porque teme o poder da família e da igreja. É muito mais do que isso: o socialismo é visceralmente contra toda religião "caridosa" porque os princípios de caridade e amor caritas dessas religiões (cristãs incluídas) esvaziam o falso argumento moralista/altruísta dos intervencionistas. Em um mundo cristão ideal como Cristo sugeriu, onde todos ajudam a todos por amor, não haveria desculpas para a criação de um estado gordo e corrupto. Esta é a principal razão dogmática/psicológica (consciente ou não) pela qual totalitários não gostam de religião, e não o medo da disputa de poder com a família e o clero.

    Além deste antagonismo entre caridade voluntária e distribuição forçada, existe um outro aspecto que afasta o socialismo de religiões, e que une libertarianismo e religião: similaridade de perfil psicológico profundo. Não sou psicólogo, mas sei que existe claramente semelhanças psicológicas entre religiosos e libertários no que tange à disciplina, à competitividade, e à admiração pela meritocracia, e à ética, perfis psicológicos raramente encontrados em socialistas e intervencionistas que querem a tutela e o oversight do estado patriarcal.

    Apesar de eu achar que existe uma enorme intersecção de princípios e de traços psicológicos entre pessoas religiosas e de pensamento libertário, não acredito que as bases do pensamento libertário derivem da religião necessariamente - não acho nem pertinente tentar defender esse link, e nem ao menos acho que religião deveria ser tópico relevante no debate político, mas sim temas totalmente separados. Mas o outro extremo, da linha Randiana, me deixa muito triste. Sou católico, libertário fervoroso de alma, brigo quase todo dia pelos pensamentos libertários, e fico triste quando vejo que ainda existem pessoas querendo contrapor agressivamente o cristianismo contra teorias libertárias.

    Já faz muito tempo que as Igrejas cristãs (principalmente a católica) estão focadas somente em religião puramente, e não em governo ou poder for the sake of it. Obviamente qualquer cristão irá seguir e agir de acordo com seus valores e suas crenças onde quer que esteja em qualquer esfera, mas o verdadeiro cristão nunca irá forçar ninguém a nada, pois isso seria contra o princípio do livre-arbítrio pregado por Cristo. Ficar criticando princípios Cristões porque seres humanos da "Igreja" de séculos atrás não seguiram esses mesmos princípios Cristões me parece uma criancice.
  • ANARCO  17/04/2012 06:09
    Religião é lavagem cerebral. Assim como o estatismo.
  • Johnny Jonathan  29/06/2012 14:53
    Religião são como nações, ou seja, uma sociedade. Estado não é a sociedade, e por não ser, é que ele tem que ser eliminado.

    "Lavagem cerebral" pode ser pra "bem" ou pro "mau". E na maioria das vezes só é mal, quando ele se associa com o estado.

    Intolerância da Igreja + Estado = Fascismo.
    Intolerância ateísta + Estado = Comunismo.
  • Marcos  26/04/2012 07:04
    Acredito que o Cristianismo é um opositor da liberdade, pois o deus cristão é intervencionista, e governa com medo e culpa. Ameaçando com "sanções" eternas no pós vida. A religião foi o primeiro tipo de dominação de indivíduos que ocorreu. A religião fere a liberdade de ação, e desvia de uma ética baseada em consequências terrenas, a curto e longo prazo.

    Ateu, Racionalista e Libertário.
  • Catarinense  26/04/2012 08:00
    Lá vamos de novo...

    Ateu, racionalista e libertário, você já leu a Bíblia? Já a estudou contextualizando e se colocando no lugar de quem viveu naquela época, bem como levou em consideração que a língua falada sofre mutações ao longo do tempo e que certas palavras tem seu significado modificado? Se a resposta for não, o que você chama de cristianismo nada mais é do que uma caricatura do cristianismo verdadeiro, resultado do meio em que você vive e convive.
  • EUDES  26/04/2012 12:29
    O cristianismo é bem ramificado. Nem toda ramificação diz que os condenados sofrerão por um período sem fim. Algumas denominações altamente fundamentalistas negam a punição interminável.


    Obs. : O termo fundamentalista não é necessariamente pejorativo, como alguns podem pensar. Um cristão fundamentalista interpreta a Bíblia mais ao pé da letra, como diriam alguns.
  • Alan Denadary  26/04/2012 13:08
    Os mórmons e eu me incluo nesse grupo, rejeitamos a ideia de Céu e inferno como as demais religiões cristãs e admitimos graus de glória, dentre eles três, do mais alto ao mais baixo: celestial, telestial e terrestrial

    Cremos que as pessoas boas que não acreditam em Deus serão recebidas no reino Celestial, porém somente aqueles que cumprirem com os princípios de Deus serão triunfados com a glória mais alta (celestial), pois tal privilégio decorre justamente de um entendimento amplo do evangelho e da busca cada vez mais intensa de uma santificação.

    Tenho a pretensão de declarar experiência suficiente por meio de leitura e debates sobre o tema de que Deus jamais condenaria a um inferno de fogo e enxofre quem simplesmente não acredita nele. Mas é perfeitamente lógico de que eles sejam privados de privilégios espirituais, pois é algo que os mesmos sempre rejeitaram em vida.
  • Alan Denadary  26/04/2012 13:24
    Apesar disso, cremos num outro mundo que não inclue os graus de glória que mencionei. Este possívelmente será um local onde seus envidados (Satanás e seus seguidores) sofrerão um castigo eterno.

    É importante ressaltar que Santaás talvez tenha sido o primeiro persongaem totalitário, pois propôs um plano que invalida o arbítrio. Ele quis a glória para si próprio e não contente com a rejeição de Deus, travou uma guerra e arrastou um terço para seu estado decaído.

    Seu destino será proporcional ao crime que cometeu. Ele desejou o nosso sofrimento eterno. Foi um lider militante nesse serviço e será condenado a pena maior.
  • EUDES  26/04/2012 15:24
    A carta de Paulo aos Romanos é considerada por alguns como o livro mais importante da Bíblia, pois é o livro que explica o evangelho de forma mais completa. Logo no início, o apóstolo deixa claro que gentios serão salvos, ou seja, aqueles piedosos que não conheceram o evangelho, mas tentaram servir a Deus de acordo com o conhecimento que puderam obter.

    A parábola do trigo e do joio deixa bem claro que não temos a mínima condição de julgar as pessoas. O conhecimento religioso vem aos poucos, até mesmo para uma pessoa que crê em Deus. Disse Jesus aos seus discípulos: "ainda tenho muito que vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora" (João 16:12-13). Ora, se até os discípulos que andavam com Cristo tinham dificuldade em entender temas religiosos, o que dizer de uma pessoa secular, principalmente se tal indivíduo foi grandemente influenciado pelo ateísmo? Portanto, nunca podemos dizer que um ateu está automaticamente condenado. Diante disso, não causa grande espanto a conversão de ateus, coisa que às vezes acontece.

    Quanto às recompensas no reino celestial, a parábola dos trabalhadores na vinha (Mat. 20 : 1 a 16) esclarece que não haverá diferenciação por tempo de serviço. O ladrão que foi salvo na cruz será tratado da mesma forma que um cristão que passou a vida inteira na piedade. Isso é fácil de entender, pois a salvação é um dom gratuito.

    Novamente volto ao tema do castigo eterno. Algumas denominações cristãs negam o castigo sem fim.
  • Absolut  26/04/2012 12:47
    Ateu, Racionalista e Libertário

    E um ótimo piadista.
  • Paulo Ghedini  26/04/2012 08:54
    Marcos e Anarco, não é possível que vocês não conseguem entender a diferença entre "religião" e "atitudes de pessoas que se julgam religiosas". Todo político é corrupto? Ou melhor: quer dizer que as idéias de direita nas quais Demostenes acredita deixam de ser boas, enquanto valores, a partir do momento que Demostenes foi acusado de corrupção? Este é o racional de você pelo jeito. Entendam uma coisa: os conceitos básicos das maioria das religiões (cristões, judeus, espíritas, etc), são basicamente relativos a amor ao próximo (leia-se, bondade, compaixão, altruísmo voluntário por não querer ver alguém sofrer, empatia), e perdão (perdoar quem te quer mal). Todo o resto são conceitos que as algumas PESSOAS que se julgam religiosas cunharam, interpretaram de acordo com o que achavam correto. Inclusive eu, e muitos religiosos verdadeiros, não concordam com regras que humanos anexaram aos verdadeiros conceitos puros das religiões. Mas mesmo essas regras ditadas por religiosos, dizem respeito somente ao comportamento dos religiosos, e é problema nossa achar se elas estão certas ou não, e não aos ateus. Se você não acredita na existência de Deus, não deveria estar incomodado com o que os religiosos interpretam. Mesmo as igrejas e cultos não obrigavam você a NADA! Pelo contrario, o principio verdadeiro da religião ;e o livre-arbitrio, ou seja, faça como QUISER, acredite no que QUISER. Isso é liberdade, igual ao capitalismo: trabalhe mais se quiser, e ganhe mais se quiser, ninguém esta te impondo nada. É tão óbvio isso...

    Uma coisa é criticar um babaca que se julga religioso e tem atitudes políticas não-libertárias, outra coisa é criticar alguém porque ela acredita nos conceitos core das religiões como perdão e amor ao próximo. Eu farei coro com você e o ajudarei a bater forte em qualquer político religioso que queira usar o nosso dinheiro para fins religiosos. Se o único alvo de suas críticas forem os políticos religiosos idiotas que usam o dinheiro do taxpayer para fins religiosos, eu concordo com vocês. O que eu acho um absurdo, na verdade, é a crítica agressiva pura e simples a credos religiosos no nível teórico, ou à religião X ou religião Y. Isso sim, se feito, é preconceitusoso, desnecessário, anti-liberdade, e no mínimo, ineficiente para o movimento libertário, além de desrespeitoso, claro. Existe uma grande diferença entre criticar a atitude de políticos ignorantes e religiosos que misturam religião com estado, e criticar a religião em si dos sujeitos. Falar mal de uma religião por causa de alguns mal elementos que se auto-denominam desta religião é tão injusto e insensato quanto dizer que a macieira é uma merd* porque 1/10 das maçãs apodrecem cedo demais. Concordo com você que muitos dos políticos do mundo inteiro (não somente do Brasil), misturam alhos com bugalhos, mas não é a religião dessas pessoas que manda eles fazerem isso. Eles fazem isso porque distorcem as coisas, são uns coitados que não conseguem entender que religião não é coerção, NÃO PODE ser coerção, pelo contrário. Então é justo bater neles, mas não nos valores da religião deles. Não está escrito na bíblia, e nenhum padre diz para eles misturarem taxpayer $$ de ateus com a religião. Pelo contrário: "A César o que é de César", já dizia o próprio Cristo.

    É MUITO FÁCIL CAIR NO MESMO ERRO INJUSTO E CONTRADITÓRIO QUE MUITOS DITOS "RELIGIOSOS" CAÍRAM NO PASSADO E AINDA CAEM, DA INTOLERÂNCIA E DA AGRESSÃO AOS QUE PENSAM DIFERENTE. QUEM FAZ ISSO COM CERTEZA NÃO É CRISTÃO, JUDEU OU ESPÍRITA DE VERDADE, E MUITO MENOS LIBERTÁRIO....
    Sou libertário, odeio estado interventor mais do que vocês provavelmente, mas acredito na espiritualidade também. Acredito que esta vida aqui é algo passageio somente, que tem algo após aqui, E ISSO NÃO ME FAZ MENOS LIBERTÁRIO. Mas as suas críticas agressivas e desrespeitosas à minha espiritualidade fazem SIM você menos libertário. Se vocês querem fazer briguinha infantil aos conceitos mais broad de religião e fé baseados em coisas que os HOMENS fizeram no passado, vão se unir aos grupos ateus anti-religiosos de carteirinha, e não ao libertarianismo.

    Se você não entender isso que disse, tente pelo menos entender o lado "burro" da sua atitude, que não ajuda em nada a propagação do libertarianismo que tanto apreciamos: a insistência de alguns libertários de tentar fazer uma contraposição entre religiosidade e libertarianismo, como se as duas coisas fossem necessariamente mutuamente exclusivas, é um erro não somente conceitual, mas também um erro estratégico-politico. O linchamento de religiões por parte de alguns libertários são um tiro no pé da causa libertária. Temos que nos unir, e não discutir religião. Existem MUITOS libertários que não são ateus no mundo inteiro, incluindo aí diversos contribuidores e escritores libertários (poderia citar alguns somente do IvM aqui nos EUA). Além disso, essa implicância de atuais libertários que defendem apenas os pensamentos de Dawkins ou o objetivismo da nossa doce Mrs Rand acabam somente repelindo pessoas que poderiam nos ajudar a lutar contra a praga do estado. Ao se misturar religião e política, acaba-se postergando esse falso estigma de que libertários não podem ter religião. Esse debate sem propósito sobre religião por parte de auto-denominados (e falsos) libertários acaba restringindo desnecessariamente o universo de pessoas que apesar de concordarem com o os conceitos de liberdade do libertarianismo, ficam com receio de serem chamados de libertários devido a essa perversa associação enganosa que foi alimentada entre ateísmo e libertarianismo. Libertarianismo não é sinônimo de "iluminismo anti-religioso". Pelo contrário, eu até poderia colocar aqui textos para mostrar que os conceitos principais de religiões como liberdade, free will, ética e caridade VOLUNTÁRIA são totalmente compatíveis e alinhados com os conceitos de liberdade do libertarianismo. Mas não vou entrar nessa seara por aqui, e vou me ater apenas ao meu ponto mais "pragmático" neste meu apelo a vocês "libertários anti-fé".

    Apesar de eu ver links claros entre valores religiosos e libertarianismo, meu objetivo aqui não é entrar no lado teórico da questão. Esse é um ponto mais filosófico, e teríamos que debate-lo ao vivo. Além do mais, por princípio eu acredito que política e religião têm que ser totalmente separados, não alvo de debates, algo que imagino que vocês "ateus anti-religiosos" não acreditam dado a luta diária de vocês para criar um antagonismo entre libertarianismo e "amor ao próximo". Se vocês querem contradizer o próprio principio de liberdade que acreditam defender, e continuar atacando uma tema totalmente individual como a fé de cada um, ok, vivam com a incoerência de vocês. Mas seria inteligente da parte de vocês se vocês usassem a suas brilhantes racionalidades para prestar atenção pelo menos na "ineficiência" dos ataques às religiões, no que tange ao avanço do libertarianismo na política. Isso nos atrapalha a propagar o libertianismo e a quem sabe um dia sermos elegíveis no Brasil...
  • Sandro  26/04/2012 22:06
    É mais falacia de escocês que tudo, quem faz o mal baseado na religião e na fé e na obediência aos seus dogmas "não é religioso "de verdade"", quem não precisa de dogmas imbecis da idade do bronze para viver em sociedade sem virar um zumbi canibal comendo o cérebro dos outros(Dinamarca, Japão, Suécia, Hong Kong, ect et alli) não são 'não-cristãos' "de verdade".

    Mas esse comentário(como os outros) nem vai ser publicado com a desculpa de "é um site privado blablabla"(irrelevante, pessoas seguras preferem discutir e mostrar do que censurar e esconder ideias opostas), é incrível como autoritarismo e religiosos andam lado-a-lado, reaças são sempre reaças, ainda que se digam "libertários" por puro medo de se dizer "de direita", "neocon", "teocrático", "bom mesmo era na Idade Media".

    Religião é a base de todo autoritarismo, de toda falta de liberdade individual, de toda escravidão e servilismo por um "ser maior" que o próprio individuo, de todo o paternalismo e falta de responsabilidade individual. Pessoas doutrinadas desde a tenra infância pela ideia de que devem sempre obedecer cegamente alguém superior(pai ou deus) seguem com essa mentalidade na vida adulta, sempre se baseando em argumentos de autoridade(seja de deuses, de "intelectuais" ou de gurus) para viver a sua vida; ao invés de raciocinar, de fazer uso da sua razão para escolher entre A e B sem a necessidade de seguir autoridades ou "ideias supremas e indiscutíveis".

    Continuo sendo libertário, verdadeiramente libertário, aquele que é contra autoridade e servilismo, seja o autoritarismo de reis, do estado, do povo, da maioria, de deus, da bíblia, de "intelectuais" ou "dos costumes e da Tradição".

    Já vocês, são meros reaças que descobriram uma desculpinha diferente(Escola Austríaca) para continuar sendo contra "os vagabundos maconheiros guevaristas" que vocês tem mera antipatia emocional(a.k.a birrinha adolescente), vide a quantidade gritante de ditos "libertários" made-in-Pindorama que são contra a liberalização de drogas, mesmo sendo esta a ideia mais básica e primordial da liberdade e libertarianismo(liberdade sobre o próprio corpo).
  • Alan Denadary  27/04/2012 08:59
    "Continuo sendo libertário, verdadeiramente libertário, aquele que é contra autoridade e servilismo, seja o autoritarismo de reis, do estado, do povo, da maioria, de deus, da bíblia, de "intelectuais" ou "dos costumes e da Tradição"".

    Pois então o verdadeiro libertário jamais poderia ser um empreendedor, pois como auferir lucro sem servir ao cliente, da maneira que mais o deixar satisfeito?

    O verdadeiro libertário jamais poderia ser também um empregado, pois como adquirir o salário sem sujeitar as imposições do patrão? Nem tampouco ser o empregador, pois o funcionário também tem sua autoridade, já que o contrato é bilateral, não é mesmo?

    Seguindo o seu raciocínio, sabe quem na história foram os verdadeiros libertários? Stalim, Mao, Pol Pot. Eles sim não queriam se sujeitar a autoridade de ninguém. Foram os mais fieis militantes a serviço de um mundo utópico que pregava o amor livre e sociedade igualitária, sem autoridade e servilismo. Só que quando você decide seguir esse caminho, é inevitável que tenha que exercer domínio sobre os outros.

    Mais o mais irônico disso tudo é que você se declara um porta voz do libertarianismo e não conheço feito algum seu. E você diz tudo isso num dos únicos portais libertários no Brasil, que nasceu a partir do A
    americano, fundado por um católico.

    E todo o esforço que o Lew Rockwell fez para levantar a bandeira da EA e do austro-libertarianismo que estava esquecida e afastada dos meios intelectuais não chega aos pés dos seus feitos, justamente por que ele é libertário e católico e você libertário e ateu, portanto o "verdadeiro libertário".

    Poderia ser hilário, se tu não fosses tão humilhante.
  • Paulo Ghedini  27/04/2012 12:18
    Sandro, você realmente é hilário, Alan Denadary tem razão. Já vi muitos ateus que têm raivinha enrustida no coração contra religiosos argumentarem bem, mas você...além de ser incoerente e agressivo desnecessariamente (alias, como comunistas quando falam sobre religião), não o mínimo de conhecimento para vir debater aqui no site do IvMB.
    "pessoas seguras preferem discutir e mostrar do que censurar e esconder ideias opostas". Ah, entendi, por isso você coloca aqui as suas opiniões no anonimato não é?
    Nossa, Sandro Anônimo, você deve se achar malandro, não é? Uaaaau, como eu queria ser "malaco" como você Sandro, você deve ser super radical e divertido e fumar bastante maconha não é?! Puxa, como eu gostaria de ser tão libertário assim como você! Os religiosos são todos um caretas antiquados e quadrados, não acha?
    Sandro anonônimo, tenha dó vai, acho que é você quem tem conceitos da Idade Média. O último "não-ateu" que você conheceu deve ter sido a sua avó. A sua referência de pessoas com fé ainda é alguém da década de 20...certeza.
    Você deve ser um bicho-grillo comunista que não estudou NADA sobre libertarianismo. Se tivesse estudado minimamente, saberia que libertários religiosos são a favor da não-proibição de drogas (independente do que seres humanos das "igrejas" digam), e todo qualquer outra liberdade individual, desde que não faça mal à vida de terceiros, ou seja, libertários de verdade SIM. Acho que no fundo você é o " vagabundo maconheiro guevarista" que mencionou, e VOCÊ é quem tem "birrinha emocional", birrinha emocional contra pessoas que acreditam em algo além da morte. Vai entender né....por que será que religião te incomoda tanto? Se os conceitos sugeridos pelas religiões, de amor ao próximo, perdão e vida eterna não te fazem mal algum, s#ao inofensivos, e nem ao menos te obrigam a nada, porque tanta raivinha no coração? Não sou psicólogo, mas acredito que algum religioso te podou em toda sua rebeldia em algum momento da sua infância...e por isso hoje você não consegue usar sua brilhante racionalidade para entender os conceitos core das religiões e as coisas ruins que os humanos fizeram em nome de religiões. Sandro Anônimo, faça dois favores aos libertários:
    1) vá estudar um pouco. Se não acredita em nós, vá ler Thomas Woods, Murray Rothbart, Walter Block, Lew Rockwell, Steven Yates, etc
    2) deixe de dizer que é libertário, POR FAVOR, isso não só atrapalha a causa libertária politicamente, como também passa a errônea imagem a quem te escuta de que libertários são intransigentes, e desrespeitosos com as opções religiosas dos outros
    Cada um que aparece aqui...
  • Fernando  02/05/2012 05:58
    Aos que odeiam o cristianismo, lembrem-se da contribuição crucial do protestantismo tardio para o desenvolvimento do capitaismo liberal.
  • Kondde  15/10/2012 11:17
    "Sequer sou agnóstico: estou convencido da não-existência Dele."\r
    \r
    Como você se convence da não existencia de algo que você supõe não existir?\r
    \r
    Loucura?\r
    \r
    Uma posição que a própria Igreja condena mas permite que você em algum momento da sua vida tenha é a DÚVIDA, ou a INCETERZA. Nunca a certeza em. Isso é ilógico.\r
    \r
    Gosto muito do Instituto Vom Mises, mas nesse assunto ele não tem autoridade moral de adentrar.\r
    \r
    E o WB no artigo deixa claro a importância da instituição que a Igreja, principalemte e talvez a única e que durante tanto tempo protegeu e a coloca em um pedestal que nenhum governo tem a coragem de diexar: A FAMÍLIA.\r
    \r
  • Patrick de Lima Lopes  15/10/2012 11:49
    Não gosto de comentar religião por aqui. Mas...

    Todos nós concordamos em poder passar nossos valores aos nossos ancestrais.
    Todos nós somos contra o poder coercitivo do estado. Mesmo se esse agir a favor de nossas crenças religiosas.
    Todos nós somos concordamos que os indivíduos devem ter a liberdade de decidir se querem seguir uma religião e qual religião devem seguir.

    Sendo assim, por que incomodarmo-nos com as crenças de outros indivíduos? Elas, em suma, terminam tão irrelevantes a nós como o gosto musical dos mesmos.
  • Marcus Benites  15/10/2012 13:43
    Concordo completamente com você. E vejo textos como este um pouco perigosos. É claro que se pode discutir religião dentro do libertarianismo, mas infelizmente a cabeça de metade da turma (basta ver os comentários) identifica isso dentro da seguinte fórmula: "a minha religião está na base do libertarianismo e deve ser considerada como a mais verdadeira, inclusive tendo o direito de interferir na vida de outros que desrespeitarem seus valores". Já se falou demais por aqui na diferença entre "ética" e "moral", e também já ficou bastante claro que a "ética está na base do libertarianismo". Obviamente que a "moral" de cada um vai se encaixar no todo de uma forma ou de outra, mas não é essencial ao que é libertário. Logo, a religião, qualquer que seja, não está na essência daquilo que é libertário, embora possa apresentar "áreas de toque". Infelizmente vejo que muitos que se dizem libertários são tão somente "anti-moral-vigente-esquerdista" e só querem trocar essa moral pela própria, também de modo impositivo. Aí o libertarianismo vira "ser de direita", sendo que, na verdade, passa e muito ao largo disso, e é colocado dentro do balaio de idiotices fictícias do senso comum. É pena.
  • Andre Oliva  15/10/2012 13:36
    Nunca ouviu falar do Bule de Chá de Russel?
  • Leonardo Couto  15/10/2012 17:37
    Muitas religiões ressaltam a primazia do livre-arbítrio em uma vida correta, sendo que a retidão só pode ser alcançada através da escolha voluntária ao bom caminho. Afirmam, também, que o bom e agradável a Deus só pode ser verdadeiramente efetuado quando forem facultativos, e que o adesão aos princípios de Deus só é possível quando se há a possibilidade de não fazê-la. Mais objetivamente: Um homem só é bom quando, mesmo com a chance de fazer o mal, escolhe fazer o bem.
    Pelo que se observa, os princípios acima se encaixam a várias e várias religiões, principalmente na cristã.
    Não há, então, a possibilidade de transgredir a liberdade individual sem que se lance fora as bases do cristianismo; sem que se retire de consideração o respeito à faculdade do homem de escolher fazer o bem, não de compulsoriamente fazê-lo; até mesmo porque tal feito é impossível.
    Tendo em vista estas afirmações, não há como qualquer seguidor do cristianismo - e outras religiões que alardeiem o livre-arbítrio - irem de encontro ao libertarianismo sem trair suas próprias convicções.
    Sempre gosto de pensar que louvo as liberdades individuais não porque sou libertário, mas sim porque sou cristão.
  • Ronaldo Schirmer  27/04/2013 15:22
    Parabéns pelo artigo. É um fato amplamente conhecido que o ideal liberal encontrou terreno fértil para seu nascimento dentro do contexto da moral judaico-cristã, obviamente que nenhum de nós precisa ser nem judeu nem cristão para apreciar seus resultados positivos em termos de respeito à vida humana, direito de propriedade e liberdade individual. O problema que vejo em uma boa parte do movimento libertário é justamente a tentativa de esvaziar o liberalismo dos fundamentos morais que criaram as condições para a sua própria origem.

    A existência de um código ético que permeia e guia as ações dos indivíduos é uma constante em todas as civilizações humanas, e constitui-se da quebra deste código, a atitude anti-social passível de punição. Este estabelecimento dos padrões morais é imprescindível para que haja ordem na sociedade e geralmente surge pela via religiosa, que em última análise, é uma iniciativa privada sustentada por doações. Quando criticamos a religião, portanto, precisamos compreender que a sua alternativa é um código ético criado "em laboratório" pelo Estado. Historicamente a substituição das igrejas pelos partidos resultou sempre em tirania e solapamento da dignidade humana, por fim, a antítese de qualquer padrão moral que se tenha estabelecido inicialmente.

    O liberalismo esvaziado dos conceitos éticos que o precedem torna-se apenas um sistema econômico, sem alma, sem consistência, jamais sendo um sistema político efetivo com a capacidade de abarcar a complexidade da vida social como um todo.
  • Leonardo Ferreira  27/04/2013 17:20
    Bem, este é o Mises Institute, não o portal libertarianismo ou ordem Livre, ou algo do tipo, então considero correto utilizarmos a visão de Ludwig von Mises, que ao que nos consta, não defendia a extinção do estado, posso estar errado, mas parece-me que é isso. Ayn Rand (e lembrando que este e o Instituto Mises) deu sua contribuição, mas desculpe-me dizer, fica obscurecida ante Mises e Böhm Bawerk. Suspeito que ela tenha ficado mais à frente por propaganda do que realmente por um bom conteúdo, confesso que ainda tenho de fazer mais leituras, mas é essa minha visão sobre isso.
  • Charles  27/04/2013 18:14
    eu particularmente penso que o IMB deve deixar a religiao de lado...

    eu vejo que nos EUA o Mises Institute, tem em varios de seus artigos referencias ao cristianismo!

    mas não pensem que sou ateu... eu sou espiritualista, acredito que Jesus existiu mas nao foi o mesmo das escrituras bíblicas..

    mas eu penso que o IMB deve se focar em falar apenas do lado político e economico da sociedade!

    religião é algo muito pessoal, e o Brasil é um país cheio de diversas religiões, então se vocês ficarem falando só em cristianismo e catolicismo, terão que falar também de espiritismo, budismo, umbanda, etc...
  • anônimo  28/04/2013 11:18
    'ntão se vocês ficarem falando só em cristianismo e catolicismo, terão que falar também de espiritismo, budismo, umbanda'

    Onde é que está escrita essa lei? Onde é que alguém concordou em cumpri-la? Não sei de onde você tirou isso, cada um fala da religião que quiser.
  • Wagner   28/04/2013 06:31
    Quem condenou a Cristo quando esteve em forma humana no mundo?Resposta:O povo induzido pelos religiosos e o Estado da época.


    A religião que Deus,aceita como pura e imaculada é esta: cuidar dos órfãos e das viúvas em suas dificuldades e não se deixar corromper pelo mundo.
    Tiago 1:27
    Tenham cuidado para que ninguém os escravize a filosofias vãs e enganosas, que se fundamentam nas tradições humanas e nos princípios elementares deste mundo, e não em Cristo.
    Colossenses 2:8
    Por mais sensato que pareça a filosofia do IMB (acredito ser a mais sensata)nunca vai deixar de ser uma filosofia humana passível de erros.Essa sede de justiça que se nota aqui jamais se concretizara nesse mundo.
  • anônimo  12/06/2013 00:34
    "O inimigo do meu meu inimigo é meu amigo". O inimigo do meu inimigo fatalmente será meu único inimigo ao final.

    Estado e religião são dois monstros que se equivalem. Igualmente inimigos da liberdade civil e da iniciativa econômica. Ao destruir um você terá que lidar com o outro fortalecido pela ausência do primeiro. O ideal seria estimular que ambos se destruíssem ou se enfraquecessem ao ponto de serem abatidos
  • anônimo  12/06/2013 03:10
    Você não vai achar muitos que compartilham a sua opinião sobre religião por aqui. Culpe estes artigos:

    www.mises.org.br/Subject.aspx?id=14

    Boa leitura.
  • Emerson Luis, um Psicologo  13/08/2014 22:16

    Se os socialistas querem enfraquecer e destruir a família a a religião é porque estas são obstáculos ao avanço do socialismo. Assim, independentemente de suas convicções e preferências pessoais, os defensores da liberdade devem se opor a esse empenho socialista.

    Existe afinidade entre os princípios liberais e o cristianismo original, embora ela tenha se perdido em várias épocas e lugares. Para ser um liberal não é necessário ser cristão e nem sequer teísta. Mas é necessário seguir uma versão secularizada de uma série de princípios cristãos.

    Como mostrou o historiador Paul Johnson, é impossível obrigar alguém a se tornar um genuíno cristão: isso só gera rebeldes ou hipócritas. O cristianismo se corrompeu de vez quando se tornou a religião estatal do Império e a filiação passou a ser obrigatória.


    * * *
  • anônimo  04/10/2014 02:14
    A instituição da família é anterior ao cristianismo
  • Marcel  01/10/2014 23:48
    Por falar em Thomas Woods, ele tem um livro magnífico chamado "Como a igreja católica construiu a civilização ocidental" . É um livro bomba, com várias pesquisas sérias, sobre as contribuições da igreja no tão pejorativo nome "idade das trevas", que, de escuridão não teve nada. A escola de Salamanca é só um capítulo no livro. Fica a dica.
  • Daniel Lettieri   02/10/2014 06:21
    Sem religião, graças a deus ou qualquer ser mágico da predileção de cada um.

    Direita e Esquerda, núcleos eternos propagandísticos sem vínculo temporal.


    Liberal Clássico e Humanista Secular.
  • anônimo  04/10/2014 02:10
    Direita e esquerda...esse entende muito viu
  • Veron  13/07/2015 22:15
    Eu também sou ateu libertário e tenho muito respeito pelas religiões, principalmente pelo cristianismo e o judaísmo.

    Me identifiquei e concordo completamente com o que foi escrito pelo autor.
  • Wande  28/09/2015 20:10
    Não li todos os comentários e por isso não sei se alguém já postou algo a respeito.
    Estudo o Espiritismo (doutrina cristã codificada por Alan Kardec) a algum tempo e penso que essa doutrina filosófica, científica e religiosa tem muito a ver com o libertarianismo
  • Rodrigo Pereira Herrmann  28/09/2015 20:28
    Desculpe, Wande, mas isso não confere.

    O ponto de intersecção é mínimo (que é uma certa interpretação restrita do princípio da não-agressão fundado no direito natural - a metafísica libertária), mas as diferenças de perspectiva e de fundamentos e de questões abordadas são imensas.

    Pense no pessoal aqui lendo 'O livro dos espíritos' ou 'A Gênese' ou 'O Evangelho segundo o Espiritismo'.
  • Rodrigo Pereira Herrmann  28/09/2015 21:06
    "Mas e quanto ao fato de que a maioria das religiões, senão todas, apóia a existência do estado? Não importa. Apesar de que algumas religiões organizadas podem frequentemente ser vistas como defensoras do estatismo, o fato é que esses dois ditadores, Lênin e Stalin, já haviam entendido tudo: não obstante o fato de pessoas religiosas frequentemente apoiarem o governo, essas duas instituições, estatismo e religião, são, no fundo, inimigas."

    de onde tiraram essa ideia de que estatismo e religião são inimigos? ou de que a religião é visceralmente opositora ao governo?! olha o espantalho, cidadão....

    Lênin e Stalin perseguiram os religiosos por que o comunismo abraçado por eles é fundamentalmente materialista (lembram do materialismo histórico e dialético), ele nega qualquer estatuto ontológico ao ser humano; ele exclui completamente a dimensão metafísica da existência humana, subvertendo a realidade para sufocar o homem na prisão ideológica da revolução, quando o sentido é hipostasiado num futuro utópico e o indivíduo apenas uma engrenagem. Eles perseguiram a religião por que a religião encarnava a verdade que insistia em desmascarar o terror. (e não por que ambos são intrinsecamente opostos e excludentes)
  • Pedro da Silva  21/06/2017 14:49
    Esse post merecia ser atualizado agora no auge do movimento pró Bolsonaro. Como ateu, francamente estou muito preocupado com a possibilidade de uma pessoa desse tipo chegar ao poder, o que será que o Sr. Walter Block acha?
  • Malthus  21/06/2017 14:58
    Bolsonaro é tranquilíssimo. O real risco ao bem-estar de todos se chama Ciro Gomes.
  • Wix  21/06/2017 16:04
    Também sou ateu e vou votar no Dória ou Bolsonaro.

  • Ruan  30/10/2017 23:22
    o anarcocapitalismo ja é uma religião, mas é ainda mais absurda. promete algo irreal que nunca existirá. discutir esse tema com seriedade é como discutir Harry Potter com seriedade.
  • Joãozinho Contra o PT e os Estado Gigantesco  19/11/2017 20:32
    Eu achava interessante o liberalismo clássico, mas o que mais existe são defensores de religião naquele movimento, ideologia, sei lá o que eles são!

    Sou contra qualquer crença religiosa. Eles usam o Estado pra restringir tudo que tem de bom neste mundo: Querem restringir profanação religiosa em filmes, séries, músicas, são contra o funk, contra o rap, contra a sexualidade nas músicas sertanejas, contra a maconha, são a favor e já defenderam o PT (Universal, por exemplo)...

    Cada vez mais estão presentes no poder legislativo. No Congresso Nacional estão cheio deles e agora estão tentando restringir o aborto quando houver estupro.

    Sou agnóstico, não ateu como o autor, mas acredito em um mundo sem religião, capitalista com liberdade econômica.

    Agora vou seguir o Libertarismo, já que são contra qualquer formação governamental que tente restringir nossas liberdades, justamente aquelas proferidas pelas mais diversas religiões, principalmente as cristãs!

  • Joao Amado  03/11/2018 16:57
    "Senão existisse Deus não haveria ateus" Porque será que grandes ateus se tornaram cristãos? Talvez decidiram ter uma mente mais aberta e "provar" o cristianismo .


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