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Não é seu para dar

Um dia na Câmara dos Representantes um projeto de lei para destinar verbas para a viúva de um ilustre oficial da marinha estava em votação.  Discursos muito bonitos foram feitos em favor do projeto.  O presidente da câmara já estava prestes a aprovar a lei quando Crockett tomou a palavra:

Senhor presidente - Eu tenho profundo respeito pela memória do falecido, tanto quanto me solidarizo com o sofrimento dos que ficam, do mesmo modo que todos os homens nesta casa, mas não podemos permitir que nosso respeito pelo finado, ou nossa compaixão pelos vivos, nos leve à praticar uma injustiça.  Não vou aqui argumentar que o Congresso não tem a autoridade para destinar estes recursos para caridade.  Todos os membros aqui presentes sabem muito bem disso.   Nós temos sim o direito, como indivíduos, de fazer caridade o quanto quisermos com nosso próprio dinheiro; mas, como membros do Congresso, não temos o direito de destinar um só dólar do dinheiro público para este propósito.  Apelos eloquentes foram feitos dizendo que se trata de um débito para com o falecido.  Senhor presidente, o falecido viveu por muito tempo após o término da guerra; ele estava na ativa até o dia de sua morte, e eu não tenho conhecimento de que o governo tenha atrasado algum pagamento dele.

Todos aqui presentes sabem que não se trata de um débito.  Não podemos, sem nos corrompermos horrivelmente, destinar este dinheiro para o pagamento de um débito.  Não temos o pretexto da autoridade de destiná-lo à caridade.  Senhor presidente, eu disse que temos o direito de fazer caridade o quanto quisermos com nosso próprio dinheiro.  Eu sou a pessoa mais pobre nesta casa.  Não posso aprovar esta lei, mas darei uma semana de meu salário para a beneficiária, e se todos os membros do Congresso fizerem o mesmo, o valor conseguido será maior do que o que o projeto de lei propõe.

Ele voltou para seu assento.  Ninguém contestou o que ele disse.  A lei foi colocada em votação, e, ao invés de ser aprovada com unanimidade — como se supõe que geralmente fosse, e como, sem dúvida ela seria —, por causa deste discurso ela recebeu poucos votos, e, logicamente, foi reprovada.

Mais tarde, quando um amigo perguntou por que ele se opôs a essa destinação dos recursos, Crockett deu a seguinte explicação:

Uma noite, há muitos anos, eu estava nos degraus do Capitólio com outros membros do Congresso, quando uma forte luz sobre Georgetown chamou nossa atenção.  Evidentemente se tratava de um grande incêndio.  Montamos em cavalos e seguimos para lá o mais rápido que pudemos.  Ainda tinha muito a se fazer, mas muitas casas já haviam queimado e muitas famílias estavam sem teto, e, além disso, algumas delas não tinham nada além da roupa do corpo.  Estava muito frio, e quando vi tantas mulheres e crianças sofrendo, senti que alguma coisa deveria ser feita.  Na manhã seguinte, um projeto de lei foi apresentado para destinar $20.000 para o auxílio das vítimas.  Colocamos de lado todas as outras tarefas e nos apressamos para aprovar esta lei o mais rápido possível.

No verão seguinte, quando chegou a hora de começar a pensar nas eleições, resolvi que iria sondar como estava o eleitorado do meu distrito.  Eu não tinha nenhuma oposição ali, mas, como não tínhamos eleições há algum tempo, não sabia o que poderia acontecer.  Um dia, quando estava cavalgando em uma parte do meu distrito onde eu não era muito conhecido, vi um homem arando um campo e vindo em direção à estrada.  Puxei as rédeas e diminui o galope, de maneira que nos encontrássemos quando ele chegasse na cerca.  Quando ele chegou, eu falei com ele.  Ele respondeu educadamente, porém, como já imaginava, ele foi um tanto frio. 

Eu disse: "Olá amigo, eu sou um daqueles desafortunados candidatos, e..."

"Sim, eu sei quem você é; você é o coronel Crockett.  Já vi você uma vez, e votei em você na ultima vez que foi eleito.  Pelo visto você está em campanha agora, então acho melhor você não perder o seu tempo e nem o meu, eu não votarei em você novamente."

Fiquei surpreso e desolado... Implorei que ele me dissesse qual era o problema.

"Bem, coronel, dificilmente valerá a pena perder tempo discutindo isso.  Não sei como isto pode ser remediado, mas no inverno passado você votou pela aprovação de uma lei que mostrou que você não tem capacidade para entender a Constituição, ou que honestamente pretenda ser consistentemente pautado por ela.  Seja o que for, você não serve para me representar.  Peço desculpas pela sinceridade.  Eu não quero me aproveitar do privilégio que o eleitor tem de dizer claramente o que pensa à um candidato para insultá-lo ou ofendê-lo.  Quero apenas expressar que o seu entendimento da Constituição é bem diferente do meu; e por eu ser uma pessoa simples, vou lhe dizer algo que não deveria, mas acredito que você seja um homem honesto... Mas não posso relevar um entendimento da Constituição diferente do meu, porque a Constituição, para ter algum valor, deve ser considerada sagrada, e ser rigidamente seguida em todas as suas cláusulas.  O homem que exerce poder e não entende isso é mais perigoso ainda se for honesto."

"Eu concordo com tudo o que você disse, mas deve haver algum engano, pois eu não me recordo de ter votado sobre nenhuma questão constitucional no inverno passado."

"Não coronel, não tem engano nenhum.  Embora eu viva na roça e quase nunca saia daqui, eu recebo os documentos de Washington e leio atentamente os procedimentos do Congresso.  Os documentos disseram que, no verão passado, você votou pela aprovação de uma lei que destinou $20.000 a vítimas de um incêndio em Georgetown.  Não é verdade?"

"Bem amigo; eu devo admitir.  Você me pegou.  Mas com certeza ninguém irá achar ruim que um país tão grande e rico como o nosso dê a quantia insignificante de $20.000 para aliviar o sofrimento de mulheres e crianças, ainda mais com um Tesouro cheio e superabundante, e tenho certeza que se você estivesse em meu lugar, teria feito a mesma coisa que eu."

"Não é questão de quantia, coronel; o problema é o princípio.  Em primeiro lugar, o governo deveria ter no Tesouro não mais do que o necessário para seus propósitos legítimos.  Mas isto não vem ao caso.  O poder de coletar e gastar dinheiro à vontade é o poder mais perigoso que pode ser confiado a um homem, particularmente em nosso sistema de coletar receita através de tarifas, que sobrecaem sobre todas as pessoas de nosso país, não importando o quão pobre elas sejam.  E quanto mais pobre elas são, mais elas pagam proporcionalmente ao que possuem.  O que é pior é que isso recai sobre ela sem que saiba, pois não existe uma só pessoa no país que possa imaginar o quanto paga ao governo.  Então, observe que enquanto você contribui para aliviar alguém, você está tirando de milhares que estão em situação ainda pior que a dele.  Se você tem o direito de dar qualquer coisa, a quantia é somente uma questão de critério seu, e você teria o direito de dar tanto $20.000.000 quanto $20.000.  Se você tem o direito de dar para um, você tem o direito de dar para todos; e, como a Constituição jamais define caridade e nem estipula quantias, você tem a liberdade de dar qualquer coisa para qualquer pessoa que considere, ou finja considerar, que seja uma caridade, e qualquer quantia que considerar apropriada.  Como você pode facilmente perceber, isto abre uma porta gigantesca para, por um lado, a fraude, a corrupção e o favoritismo, e, pelo outro lado, para roubar o povo.  Não coronel, o Congresso não tem o direito de fazer caridade.  Membros individuais podem dar o quanto quiserem de seu próprio dinheiro, mas eles não têm o direito de encostar em um só dólar dos recursos públicos para este propósito.  Se o dobro de casas tivessem sido destruídas em um incêndio neste condado, nem você e nem qualquer outro membro do Congresso teriam pensando em destinar um único dólar para seus alívios.  O Congresso tem cerca de 240 membros.  Se eles tivessem demonstrado sua compaixão às vítimas contribuindo com uma semana de seus salários, teriam conseguido mais de $13.000.  Existem muitos homens ricos nos arredores de Washington que poderiam ter dado $20.000, sem que isso os privasse de uma vida luxuosa.  Os congressistas escolheram ficar com seu próprio dinheiro, o qual, se o que dizem é verdade, alguns deles não o gastaram de maneira muito louvável; e o povo de Washington, sem dúvida, aplaudiu vocês por terem-nos livrado da necessidade de dar, ao dar o que não era de vocês.  O povo delegou ao Congresso, através da Constituição, o poder de fazer certas coisas.  Ele está autorizado a coletar e destinar recursos para fazer estas coisas, e nada mais.  Qualquer coisa além destas é usurpação, e uma violação da Constituição.

Então, coronel, você violou a Constituição naquilo que considero o ponto vital.  Isto é um precedente repleto de perigos ao país, pois assim que o Congresso começa a esticar seu poder para além dos limites da Constituição, não existem limites para este poder, e nenhuma segurança para o povo.  Não tenho dúvidas de que você agiu com honestidade, mas isso não melhora nem um pouco o seu ato, exceto quando consideramos apenas seu lado pessoal, e você vê que não posso votar em você."

Confesso que fiquei perplexo.  Percebi que se eu tivesse algum rival, e este homem fosse dar seu relato, ele convenceria outros, e eu não teria a menor chance naquele distrito.  Eu não tinha como dar uma resposta a ele, e a verdade é que eu estava tão convencido de que ele estava com a razão que eu nem queria.  Mas eu devia uma satisfação a ele e disse:

"Bem, meu amigo, você acertou em cheio quando disse que eu não tinha bom senso o suficiente para entender a Constituição.  Eu tinha a intenção de me pautar por ela, e pensei que a tinha estudado completamente.  Já ouvi muitos discursos no Congresso sobre os poderes do Congresso, mas o que você disse do seu arado tem mais consistência e faz mais sentido do que todos os pomposos discursos que já ouvi.  Se eu tivesse visto por este lado, teria me contestado antes de ter dado aquele voto; e se você me perdoar e votar em mim novamente, se eu voltar a dar um voto para alguma lei inconstitucional, eu gostaria de levar um tiro."

Ele respondeu rindo; "Sim, coronel, você já prometeu isso antes, mas vou confiar em você novamente com uma condição.  Você disse que está convencido de que votou errado.  Você saber disso fará mais bem do que derrotar você por causa disso.  Se, enquanto estiver visitando o distrito, contar as pessoas sobre seu voto, e disser que você está convencido que ele foi um erro, eu não só irei votar em você, como farei o possível para dirimir a oposição, e, talvez, eu possa exercer alguma influência neste sentido."

Eu disse: "Se eu não fizer isso, gostaria de levar um tiro; e para convencê-lo que estou sendo sincero, voltarei para cá dentro de uma semana ou dez dias, e se você reunir um grupo de pessoas, farei um discurso.  Organize um churrasco que pagarei por tudo."

"Não, coronel, esta região não é de pessoas ricas, mas temos o bastante para contribuir para um churrasco, e para pagar por aqueles que não possuem.  As colheitas irão se encerrar em alguns dias, e podemos ter um dia de churrasco.  Hoje é quinta-feira; vou organizar tudo para o sábado.  Venha à minha casa sexta-feira e iremos juntos, e prometo que você terá uma plateia respeitável e atenta."

"Muito bem, eu estarei aqui.  Apenas mais uma coisa antes de me despedir.  Preciso saber seu nome."

"Meu nome é Bunce"

"Não é Horatio Bunce?"

"Sim."

"Bem senhor Bunce, eu não o conhecia pessoalmente, embora você tenha dito que já me vira antes, mas eu o conheço muito bem.  Estou feliz por tê-lo encontrado, e muito orgulhoso de que talvez possa tê-lo como amigo."

Foi muita sorte eu tê-lo conhecido.  Ele era pouco conhecido pelo público, mas era muito famoso pela sua inteligência extraordinária e sua integridade incorruptível, e por seu coração transbordando de bondade e benevolência, que são mostrados não só através de suas palavras como também de suas atitudes.  Ele era o oráculo de toda a região, e sua fama alcançou muito além do círculo de amigos próximos.  Embora eu nunca o tivesse visto, eu já tinha ouvido falar muito dele, e se não fosse este encontro, muito provavelmente eu teria enfrentado uma forte oposição, e teria sido derrotado.  Uma coisa é certa, nenhum homem poderia permanecer representando aquele distrito com aquele voto.

Cheguei a sua casa na hora marcada, depois de ter contado nossa conversa para todo grupo que encontrei e para todo homem com que passei a noite, e descobri que despertei nas pessoas um interesse e uma confiança em mim muito mais fortes do que já havia conseguido antes.

Embora estivesse muito cansado quando cheguei a sua casa, e, em circunstâncias normais, teria ido dormir bem mais cedo, eu o mantive acordado até meia-noite, conversando sobre os princípios e os assuntos do governo, e obtive dele um conhecimento mais verdadeiro do que aquele que eu havia obtido durante toda minha vida até então.

Conheci muito sobre ele desde então, já que tenho muito respeito por ele.  Não, esta não é a palavra.  Tenho muita admiração e amor por ele, e vou visitá-lo duas ou três vezes todos os anos; e lhe digo uma coisa senhor, se todos aqueles que se dizem cristãos vivessem e agissem como ele, a religião de Cristo já teria dominado todo o mundo.

Mas voltando à minha historia.  Na manhã seguinte fomos ao churrasco, e, para minha surpresa, me deparei com quase mil pessoas lá.  Conheci muitos que eu nunca havia visto antes, e fui sendo apresentado a todos até que me tornei bem conhecido.

Na hora certa elas foram avisadas de que eu faria um discurso.  Elas se reuniram ao redor de uma plataforma que havia sido construída.  Eu abri meu discurso dizendo:

"Concidadãos - Me apresento a vocês hoje me sentindo um novo homem.  Recentemente meus olhos foram abertos à verdades que a ignorância ou o preconceito, ou ambos, até então haviam obscurecido para mim.  Acredito que hoje eu possa oferecer a vocês um serviço muito mais valoroso do que jamais fui capaz de oferecer.  Estou aqui mais para admitir o meu erro do que para buscar votos.  Devo esta confissão a mim mesmo e a vocês.  Se vocês votarão em mim ou não é uma coisa que só diz respeito a vocês."

Prossegui contando a elas sobre o incêndio e meu voto pela destinação da verba e então contei a eles porque estava convencido de que o que fiz foi errado.  Eu concluí dizendo:

"E neste momento, concidadãos, só me resta dizer que a maior parte do discurso que vocês ouviram com tanto interesse foi apenas a repetição do argumento pelo qual o vizinho de vocês, o senhor Bunce, me convenceu de meu erro.

Este foi o melhor discurso da minha vida, mas devo todo crédito a ele.  E espero que ele esteja satisfeito com seu convertido e que suba aqui e lhes diga isso."

Ele subiu na plataforma e disse:

"Concidadãos - Fico muito satisfeito em atender o pedido do coronel Crockett.  Sempre o considerei um homem totalmente honesto, e estou convencido de que ele irá cumprir fielmente o que prometeu hoje."

Ele desceu, e o nome de David Crockett foi ovacionado de uma maneira que nunca havia sido antes.

Não sou de chorar, mas me deu um nó na garganta e senti lágrimas escorrerem pela minha face.  E lhe digo hoje que a lembrança daquelas poucas palavras ditas por aquele homem, e aquela ovação honesta e sincera que eles fizeram, vale mais para mim do que todas as honras que recebi e toda reputação que criei, ou ainda terei, no Congresso.

Agora, concluiu Crockett, o senhor sabe por que fiz aquele discurso ontem.

Só tem mais uma coisa que eu queria dizer.  Lembra-se que eu propus a doação de uma semana de salário?  Naquela casa existem homens muito ricos — homens que não pensam duas vezes antes de gastar o valor de uma semana de salário, ou de até três meses, em um jantar ou em uma festa quando isto os ajuda a conseguir algo.  Alguns desses homens fizeram bonitos discursos sobre o grande débito de gratidão que o país tinha com o falecido — um débito que não poderia ser pago com dinheiro — e sobre a insignificância e baixeza do dinheiro, particularmente uma quantia tão insignificante como estes $10.000, quando comparada a honra da nação.  No entanto, nenhum deles aceitou minha proposta.  Dinheiro para eles é lixo, quando é para ser tirado do povo.  Mas é a coisa que eles mais desejam, e pela qual muitos deles sacrificam a honra, a integridade e a justiça para conseguir.


Tradução de Fernando Chiocca

1 voto

autor

David Crockett
foi um político, militar e herói nacional americano. Representou o Tennessee na Câmara dos Representantes dos EUA, serviu durante a Revolução do Texas e morreu na batalha do Alamo.

  • anônimo  15/07/2010 13:36
    O Sr. Horatio Bunce ficaria enfurecido com a mensagem que recebi hoje da Câmara:


    " Acompanhamento de Proposições
    Brasília, quinta-feira, 15 de julho de 2010

    Prezado(a) Assinante,


    Informamos que as proposições abaixo sofreram movimentações.

    PL-06751/2006 - Autoriza a República Federativa do Brasil a efetuar doações a iniciativas internacionais de auxílio ao desenvolvimento.
    *
    - 14/07/2010 Remessa ao Senado Federal por meio do Ofício nº 690/10/PS-GSE."
  • Rodrigo  15/07/2010 17:39
    Grande texto !!!
  • Leandro Coelho  15/07/2010 18:27
    Texto muito bonito, mas, distante da nossa realidade! Não somente pelo governo que tanto gosta de doar o que não é dele próprio para os outros como o próprio povo que não consegue pensar em seu próprio presente ou futuro sem meter o auxílio do governo no meio do caminho.
  • Caio  15/07/2010 22:46
    Realmente... É uma vergonha o que fazem esses políticos. Época de eleição aqui no meu estado mais parece uma competição pra ver quem faz mais caridade com dinheiro público.
  • Angelo Noel  16/07/2010 12:13
    Concordo, Leandro Coelho, que esta é uma realidade muito distante da nossa, mas ela ilustra bem que o ser humano pode através de sua própria iniciativa e recursos, apoiar os desamparados ou se engajar em caridade sem necessidade de um organismo centralizador e que distribui o que não é seu (fazendo uma alusão ao título do texto). É lamentável os opositores da doutrina liberal descreditarem tanto a índole dos indivíduos, enquanto que, por mais nobre seja o ideal do governo, ainda assim está utilizando um método coercivo de aplicação do dinheiro alheio.
  • Rodrigo  17/07/2010 21:45
    Concordo plenamento com a opinião do Angelo!
  • Eduardo Rodrigues, Rio  19/07/2010 12:53
    Grande lição. Ademais, se não me engano, demonstra a vantagem de adotar o voto distrital. "Percebi que se eu tivesse algum rival, e este homem fosse dar seu relato, ele convenceria outros, e eu não teria a menor chance naquele distrito.(...) Ele era o oráculo de toda a região, e sua fama alcançou muito além do círculo de amigos próximos. Embora eu nunca o tivesse visto, eu já tinha ouvido falar muito dele, e se não fosse este encontro, muito provavelmente eu teria enfrentado uma forte oposição, e teria sido derrotado. Uma coisa é certa, nenhum homem poderia permanecer representando aquele distrito com aquele voto."

    Mais sobre o voto distrital no artigo no link abaixo.
    libertatum.blogspot.com/2010/07/o-voto-que-falta.html
  • Fernando  04/08/2010 16:55
    Não é seu para dar

    O que os amigos leitores pensam a respeito da Lei 12.292/2010?

  • Daniel Marchi  04/08/2010 18:43
    Fernando, penso que:

    1 - O Congresso Nacional há muito tempo não existe mais, no que diz respeito ao seu papel de fiscalizador do poder executivo;
    2 - O estado está flagrantemente sendo usado como instrumento ideológico do partido oficial;
    3 - A imprensa (que não noticiou este decreto) está dominada por gente filo-estatista, que acredita que "estado de direito" é sinônimo de "justiça social", até mesmo no que se refere às relações internacionais.
    4 - A campanha eleitoral que se inicia nos mostrará que a situação pode piorar, e muito... Eles ainda vão nos convencer que o estado inventou a roda.

    abç
  • OtacÃfÆ'Ã?â?TÃfâ? Ã¢â,¬â"¢ÃfÆ'ââ,¬Å¡Ãfâ?sÃ,­lio Cordeiro da Silva  30/10/2010 10:16
    Certa vez, folheando um conceituado jornal mineiro, deparei com um artigo que me deixou atônito. Seu autor argumentava, à sua maneira que, às vezes, nem a própria honestidade seja plausível. E deu exemplos: Se alguém pretende montar uma sociedade comercial, a primeira coisa a se pensar é encontrar um sócio honesto para poder tocar o empreendimento. Sim, isto é óbvio. No entanto, pode acontecer de este mesmo sócio contribuir apenas com sua honestidade e nenhuma ideia para a prosperidade do negócio, enquanto um corrupto ambicioso,que quer sempre mais, fazer crescer o negócio e o desfalque nem chega a ser tão pernicioso assim.
    Em outra publicação, em outro momento, alguém argumentava que um corrupto talvez seja menos pernicioso à sociedade do que um ideólogo, já que aquele poderá ser mantido por ela, enquanto este último poderá destruí-la.
    Já a Filosofia, por sua vez, chega a dizer que para a humanidade não existe uma solução final para nada. Se não existe, a quem estamos querendo salvar então?
    Num país onde os melhores cargos podem ser ocupados por qualquer um (com excessão da iniciativa privada, claro), e denúncias de corrupção já não assombram ninguém, os argumentos do americano Bunce farão rir qualquer um.

  • Paulo Sergio  13/04/2012 13:57
    Os EUA foram um grande país, com um grande povo...
    David Crocket só apareceria na mídia imunda de hoje se fosse pra ser ridicularizado
  • Alan Denadary  16/04/2012 07:50
    David Crocket com certeza seria relegado a postos infímos sem repercusão alguma. A mídia jamais concederia espaço para homens com ideias como esta.
  • Alan Denadary  17/04/2012 07:45
    Barack Obama e Horatio Bunce:

    www.renewamerica.com/columns/dieckmann/080906
  • Robson Laureano  28/05/2013 14:28
    Excelente o texto, contribuiu e muito para minha formação intelectual, e mudou completamente minha maneira de pensar. Só tenho a agradecer pela disponibilidade deste texto de grande valia!
  • Emerson Luis, um Psicologo  24/06/2014 16:13

    É cada vez mais raro esse nível elevado de consciência socioeconômica.

    * * *
  • Brant  28/01/2015 22:20
    Esse texto deveria chegar as mãos do papa argentino que recentemente declarou que a política é a forma mais elevada de se fazer caridade.



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