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Sustentabilidade - um assalto à ciência econômica

Ah, os verdes.  Houve um tempo em que eles eram apenas adoradores de árvores.  Depois eles passaram a nos intimidar com mais veemência, nos obrigando a reciclar, a comer soja, a não acender a luz, a dirigir menos, a andar de ônibus e a fazer milhares de outras "ações locais".  Agora eles estão mascateando mais uma modernidade, dessa vez na tela grande: o filme "No Impact Man" - sobre um homem que obriga sua mulher consumista e suas duas filhas a viverem primitivamente durante um ano - promete ser o seu guia em uma viagem expiatória até a terra ecologicamente prometida.  

Apesar da enorme popularidade de sua causa, não creio que eles estejam satisfeitos.  Eles querem nos controlar e dominar por completo.  Se não ficarmos espertos, essas pessoas impulsivamente determinadas a salvar o planeta irão acabar controlando os mínimos detalhes das nossas vidas diárias.

A própria ideia de sustentabilidade soa bastante benigna - ela meramente sugere que as pessoas devem pensar no futuro e ser prudentes e frugais no uso de recursos econômicos.  Nada contra essa ideia básica - superficialmente, parece ser uma sabedoria elementar, algo em comum acordo com valores similarmente afáveis e benevolentes, como responsabilidade e generosidade.

Porém, bem internamente, há algo perturbador e inquietante no que concerne a premissa básica da sustentabilidade.  Os defensores da sustentabilidade - vamos chamá-los de "sustentabilistas" - são condenatórios em seu fervor, segurança e retórica.  Sua ideologia está impregnada daquela afetação de superioridade que diz que as coisas são insustentáveis do jeito que estão atualmente.  Há neles um senso de alarmismo que, em sua essência, alega que "há uma crise e a culpa é toda sua por ser ignorante, irracional e ganancioso.  Você deve seguir nossas ordens para que possamos corrigir isso, ou todos nós iremos morrer."

Essa cruzada alarmista, que é a base do movimento sustentabilista, deveria irritar as pessoas que possuem algum conhecimento econômico sobre o mundo.  Um princípio básico da economia é que os mercados são sistemáticos, ordeiros e autocorretores; os preços indicam a escassez dos recursos e guiam as pessoas a utilizá-los de maneira econômica.  Os preços mudam de acordo com as alterações que ocorrem nas condições de oferta e demanda, induzindo ajustes apropriados nos padrões de produção e consumo.  O sistema de preços direciona a busca pelo lucro - um aspecto natural da condição humana - para atividades produtivas e inovadores.  Em resumo, o sistema de preços funciona.

Os sustentabilistas ou são ignorantes ou se recusam a aceitar essa lição básica.  Em ambos os casos, nós economistas temos muito trabalho a ser feito.

O lamento dos sustentabilistas

A essência do problema, como os sustentabilistas o veem, é que as pessoas estão utilizando recursos irresponsavelmente - exaurindo-os muito rápido, utilizando-os em excesso, ou utilizando-os de uma maneira que terá desdobramentos negativos no longo prazo.  Ou seja, os sustentabilistas desaprovam as ações de quaisquer outras pessoas - e estão tomando medidas para corrigir esses seus irmãos impertinentes e perversos.

E como esses outros devastadores, seja por ignorância, preguiça ou teimosia, não irão se aprumar e adotar voluntariamente práticas sustentáveis, os sustentabilistas veem a necessidade da implementação de medidas - campanhas organizadas, viagens ecológicas que trazem sentimento de culpa, e, sim, até mesmo a criação de leis - para corrigir essa exploração de recursos.  Precisamos mudar nosso padrão de ação, dizem eles; precisamos de uma força motivacional que esteja além do mero "autointeresse econômico" (por exemplo, a busca por lucros).  A sustentabilidade, portanto, tornou-se uma cruzada inflexível para "salvar o planeta" - e se você não é parte da solução, então certamente é parte do problema.

Vamos interpretar isso pela lente da economia.  Os argumentos sustentabilistas caem em uma das duas amplas categorias a seguir: (1) o argumento dos recursos não renováveis: a oferta de certos recursos importantes está encolhendo.  Quando as pessoas se derem conta disso, será "tarde demais" - a escassez de recursos irá deformar as economias capitalistas até seu ponto de ruptura; (2) o argumento da mudança climática: há várias, ainda que atrasadas, externalidades negativas inerentes aos padrões atuais de utilização dos recursos.[1]

Não importa de qual tipo seja, os argumentos sustentabilistas invocam falhas de mercado.  Com efeito, as próprias práticas citadas como insustentáveis surgem no livre mercado.  Assim, alguma medida externa corretiva - seja por meio de uma agressiva persuasão moral ou por meio de mais regulação econômica - é necessária para impedir a iminente catástrofe do uso insustentável dos recursos.

O sistema de preços não é suficiente?

Não quero me estender nas particularidades do movimento sustentabilista.  Há inúmeros tipos de manifestações, desde 'construções verdes' até agricultura orgânica, passando por reciclagem obrigatória e descarbonização - com efeito, o carro-chefe do movimento sustentável (que obviamente é pintado de verde e propulsionado por energia renovável) parece ser infinitamente expansível a ponto de aceitar em seu interior todos os tipos de indústrias e grupos de interesse.  Ao invés disso, quero falar sobre as implicações essenciais do movimento sustentável.

O movimento sustentável é um ataque à ciência econômica.  Em seu núcleo, ele alega que os preços não operam ao longo do tempo de modo a coordenar as decisões de produção e consumo de uma maneira sustentável.  Uma lição em economia básica deveria ser suficiente para delinear uma defesa contra o ataque dos sustentabilistas.

Os preços surgem na economia de mercado como uma baliza para trocas que são mutuamente benéficas.  As pessoas querem coisas que melhorem suas vidas - chamamos isso de valorizar.  Algumas coisas valorosas são mais escassas do que outras; peguemos o caso clássico da água e dos diamantes.  Em termos absolutos, a água é mais valorosa que diamantes: você não precisa de diamantes para viver.  Entretanto a água é muito mais barata que o diamante.  Por quê?  Embora seja valorosa, a água também é relativamente abundante; em muitas partes do mundo, ela literalmente cai do céu. 

O preço de qualquer bem reflete sua combinação de valor e escassez.  Estamos dispostos a pagar mais por coisas valorosas à medida que elas vão se tornando escassas (por exemplo, petróleo); e não precisamos pagar tanto por coisas valorosas à medida que elas se tornam mais abundantes (por exemplo, cereais).

Da mesma forma, à medida que as coisas escassas perdem seu valor, as pessoas ficam menos dispostas a pagar por elas (por exemplo, máquinas de escrever).  Inversamente, as pessoas precisam pagar mais por coisas escassas que repentinamente se tornam muito procuradas (como, por exemplo, os discos clássicos e antigos de Michael Jackson).  O que é impressionante a respeito dos preços é que eles perfeita e continuamente transmitem essa combinação de fatos sobre o valor (a demanda) de um item e sua escassez (oferta).  Os preços, é claro, estão sujeitos a mudanças - os preços de certos bens flutuam diariamente.  Mas isso é algo bom; tendências discerníveis nos preços ao longo de um período de tempo indicam mudanças relativas nos "fundamentos de mercado" - isto é, da oferta e da demanda.

Nesse sentido, os preços guiam confiavelmente os indivíduos, tanto os consumidores quanto os produtores, em direção a um uso mais racional dos recursos.  Consumidores astutos seguem o sinal enviado pelos preços; preços ascendentes indicam que eles devem diminuir o consumo daquele item em particular, e preços em queda significa que eles podem ir em frente e consumir um pouco mais daquele recurso.  Essa mesma lógica básica do lado do consumidor se aplica para o lado do produtor.

Empreendedores à procura de lucro são como cães de caça que, justamente por estarem continuamente buscando oportunidades de lucro (oportunidade de lucro = chances de se criar valor por meio das trocas voluntárias), farejam e detectam as tendências do comportamento dos preços.  Se o preço de um bem apresenta uma forte tendência ascendente (o que indica que ele se tornou mais escasso e/ou mais valoroso), os empreendedores correm para encontrar substitutos mais baratos.  Quanto mais baratos os substitutos, maiores os lucros esperados, principalmente se você for o primeiro no mercado.  Se os preços apresentam tendência de queda (indicando que o recurso está se tornando mais abundante em relação à sua utilidade), os empreendedores irão aplicar seus esforços em outras áreas.

O resultado geral desse processo econômico é capturado pelo enunciado "preços coordenam".[2]  Em outras palavras, o sistema de preços age como uma "mão invisível" que guia as pessoas - consumidores e produtores - em suas ações econômicas.  A verdadeira beleza desse sistema de preços de livre mercado é que ele produz seu próprio tipo de sustentabilidade. 

Peguemos, por exemplo, uma transição ocorrida livremente no mercado: a iluminação interior.  Velas de sebo foram substituídas por lampiões a óleo de baleia, que foram substituídos por lâmpadas a querosene, que foram substituídas por bulbos incandescentes alimentados por eletricidade.  Não foi necessária nenhuma pressão social ou política para efetuar essa evolução; não houve movimento contrário à utilização do óleo de baleia, não houve conservacionistas do querosene e nem qualquer tipo de cruzadas sustentabilistas.  Foi necessário apenas um sistema de preços funcional combinado a uma constante busca empreendedorial por lucros - tudo operando sob a ordem concorrencial do livre mercado.

Da mesma forma, na época atual, enquanto os sustentabilistas e outros pessimistas crônicos nos atormentam com o discurso do esgotamento dos recursos, o sistema de preços continua funcionando, direcionando serena e seguramente os indivíduos a economizarem recursos, a buscarem substitutos lucrativos e a anteciparem tendências futuras.  Tudo isso ocorre sem pregações, sem cruzadas e sem ativismo.

A cruzada sustentabilista é sustentável?

Por quanto tempo os sustentabilistas continuarão promovendo entusiasticamente sua causa, trombeteando sua imagem de "somos mais verdes que você" e tentando, com variados graus de coerção, fazer com que o resto de nós aja "sustentavelmente" também?  Com o alarmismo do aquecimento global perdendo credibilidade a cada dia, a probabilidade dos sustentabilistas serem capazes de proclamar até mesmo uma vitória moral está se esvanecendo.  A menos que a terra derreta como consequência de um pouquinho de fumaça, não estou muito preocupado com a hipótese de os sustentabilistas terem algum impacto de longo prazo.

A linha-dura dos sustentabilistas exige mudanças que irão destruir radicalmente a ordem natural da economia de livre mercado.  Eles querem que abramos mão da nossa riqueza e abracemos todos os tipos de privação em nome da causa deles.[3] Embora os cidadãos das democracias ocidentais tenham aparentemente se tornado pessoas ingenuamente crédulas em tudo o que se diz "verde", esse é o máximo que irão em termos de "salvar o planeta", principalmente quando se tornar aparente que a sustentabilidade requer uma marcha rumo à pobreza e uma sociedade profundamente regulada e arregimentada (e, afinal, o planeta realmente não está em perigo).

Também, e talvez mais importante, as pessoas nos países em desenvolvimento ficarão progressivamente repelidas pelas exigências de mais sacrifícios impostas pelos sustentabilistas.  Após terem atingido o alto padrão de vida que só o desenvolvimento capitalista de longo prazo permite, é de se esperar que elas ignorem friamente a ideia de reverter esse seu enriquecimento. 

O atual ressurgimento da tradição liberal clássica na economia também irá reduzir o apelo da sustentabilidade.  A ideia da sustentabilidade imposta ou centralmente planejada irá se esfacelar perante a percepção de que a ordem espontânea trazida pela mão invisível do sistema de preços do livre mercado é surpreendentemente sustentável per se.  Acrescente a isso as privações trazidas pela atual recessão, e não vai demorar muito para que várias pessoas, mesmo os aguerridos cruzados sustentabilistas, voltem rastejando, pires na mão, para a economia de livre mercado.

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Notas

[1] O movimento "peak oil" é um exemplo do primeiro argumento.

[2] Esse é um tema constante nos trabalhos de F.A. Hayek; veja, por exemplo, seu ensaio clássico, "O Uso do Conhecimento na Sociedade".

[3] Para exemplos de sacrifícios econômicos que a linha-dura dos sustentabilistas quer impor, ver aqui, aqui e aqui.


2 votos

autor

Tyler Watts
é candidato a Ph.D em economia na George Mason University.

Tradução de Leandro Augusto Gomes Roque

  • Bruno  08/12/2009 01:17
    Parece que os liberais encontraram seus "inimigos do sec. XXI".\n\nBoa briga para vocês.
  • Helio  08/12/2009 02:27
    O objetivo dos liberais é encontrar amigos, e não "inimigos". Os liberais respeitam todos os pontos de vista e ações, desde que não afetem a propriedade de terceiros. Quando uma certa ação causa danos - ambientais ou não - à propriedade de terceiros, os liberais estarão lá para apoiar as vítimas. Da mesma forma, quando um governo impõe impostos (ou outros) a um inocente, os liberais tendem a ser contra. Afinal, os liberais nada mais são que defensores da liberdade (desde que não afete igual direito de terceiros).
  • Túlio Martinez  17/12/2009 16:04
    Só não estou entendendo uma coisa um tanto básica... a sustentabilidade é estruturada em em três pilares básicos: a ecolocogia, a sócio-cultura e a ECONOMIA. Alguém poderia me explicar essa confusão? Já que me parece que o autor do texto, um candidato a Ph.d, não abordou essa perspectiva! Ou trata-se de falta de informação ou... ué... não sei qual pode ser a segunda opção. Sendo que não acredito na primeira!
  • HJ  22/12/2009 16:25
    Olá, gostaria de tirar uma dúvida, seguindo apenas pelo sistema de preços, sem intervencionismo. A água potável era perfeitamente gratuíta a anos atrás, hoje nos vemos comprando garrafas e galões de água para nossos escritórios e casas, hoje pagamos 6 reais por 20 litros de água, digamos que a água continue ruma a sua escasses, o valor dela para o ser humano não diminui, portanto ela segue subindo de preço, como nós não temos como trocar de produto, migrar para outra substancia ao invés de água, como será regulado o preço dela? como será garantida a existência da mesma no longo prazo, tendo em vista que estamos obrigados a adquiri-la ?
    Muito Obrigado
  • Gabriel Mota  23/12/2010 23:30
    Leia www.geologo.com.br/aguahisteria.asp e perceba que a água do planeta não acaba, principalmente por que o planeta é um sistema fechado. Não se manda água pra fora da terra em foguetes.
  • Bruno  22/12/2009 17:08
    Segundo a concepção liberal, é bem simples.\nTem dinheiro, tem água. Se não tem dinheiro, morre de sede.
  • Leandro  22/12/2009 17:36
    Prezado HJ, hoje a água ainda é "gratuita" - desde que você confie no gerenciamento do estado.

    A compra de galões de água é absolutamente opcional - você pode, por exemplo, comprar apenas um filtro, e utilizar a própria água que sai da torneira. Vale lembrar que a água é escassa ou poluída justamente naquelas localidades onde não há propriedade privada sobre seu uso.

    Não quero destruir sonhos, mas a única substância no mundo que pode ser oferecida gratuitamente justamente por ser infinita é o ar. Mesmo a água podendo ser obtida da chuva, é necessário tratá-la, algo que demanda mão-de-obra - logo, custos. Querer que a água seja ao mesmo tempo gratuita e abundante para todos (além de limpa) é algo que apenas pessoas que não têm o mínimo conhecimento econômico podem exigir.

    Vale lembrar que quanto pior for o trato da água hoje - isto é, quanto mais ela for abusada justamente por ser "pública" - maior será sua escassez futura, logo, maior será seu preço.

    Portanto, ou passamos a tratar a água como propriedade privada desde já, ou simplesmente não haverá água abundante no futuro. Não é questão de ideologia, é uma questão puramente econômica, sem qualquer juízo de valor.
  • P. Santos  22/12/2009 19:06
    Em face do cenário de escassez de água, precisamos estar atentos às ameaças externas sobre o nosso enorme potencial hídrico. O Brasil, que possui o aquífero guarany, é uma potência hídrica invejada pelas outras nações, e precisamos defender a água que o Criador colocou dentro de nossas fronteiras\n\nOs yankees querem a Amazônia por causa da água que existe lá. Para defendermos o aquifero guarany e a amazônia, precisamos repor nosso equipamento militar obsoleto e estruturar as forças armadas para termos condições de dizer ao mundo: Isso é Meu!\n
  • HJ  22/12/2009 19:37
    Leandro,
    Muito Obrigado, tu fostes muito esclarecedor, não esperava uma resposta tão rápida e precisa.
    Obrigado
    Até mais.
  • Bosco Carvalho  16/01/2010 14:31
    Ah, os míopes. Houve um tempo em que não existiam lentes ou correção da córnea a laser. Hoje, pode-se corrigir deficiências visuas com facilidade.\nO difícil, ou impossível é corrigir distorções de pensamento de quem se acha dono absoluto da verdade. O articulista parece ser um destes.\nSustentabilidade inclui lucro. Mas não a todo custo e sem consideração com o meio ambiente e as pessoas envolvidas no processo.\nClaro, existem ambientalistas fanáticos. Mas fanatismo é também uma forma de miopia conceitual.\nO que não interessa mesmo, é um capitalismo ganancioso destrutivo, como Alan Greenspan bem colocou.\nEmbora não se possa falar da existência de um país onde a plutocracria tenha sido implantada como regime, vivemos uma situação bem semelhante a isto no Brasil. A extrema concentração de poder econômico no ápice agudo da pirâmide econômica no Brasil é uma prova cabal disto.\nNão há nenhuma necessidade de voltarmos a andar de carroça ou somente de bicicleta. Mas uma enormidade de produtos à nossa disposição, são desnecessários e até mesmo nocivos.\nO que os eternos reacionários não querem enxergar é que estamos num processo de mudanças conceituais.\nDe uma maneira ou outra, este planeta um dia deixará de abrigar vida como a conhecemos.\nMas nada impede que tentemos repensar a maneira como envenenamos a nós mesmos ou a tudo o que nos cerca.\nSou por mudanças e transformações.\nE por um meio ambiente limpo de agentes tóxicos e com mentes mais abertas para tornar nossas atividades menos impactantes.
  • Leandro  16/01/2010 15:26
    Prezado senhor Bosco, quem o senhor pensa que é, ou de qual moral o senhor pensa estar provido, para afirmar que "uma enormidade de produtos à nossa disposição são desnecessários e até mesmo nocivos"?

    Para o senhor pode ser, o que lhe dá a liberdade de não adquiri-los. Mas para outras pessoas de menor padrão de vida, tais produtos podem ser muito bem vindos.

    Ademais, a sua logorreia em momento algum foi capaz de contradizer um só ponto do artigo.
  • Bruno  17/01/2010 02:37
    Sustentabilidade é um conceito que busca o melhor dos mundos entre respeito ao meio ambiente e desenvolvimento, seja tecnológico ou social.\nÉ praticado hoje em dia em grande parte pelos heróis dos libertários, o empreendedores.\nPorém, ainda assim tacam pedra no conceito. E depois vem o Leandro e tristemente diz que não tem nada contra quem desenvolve produtos e serviços com essa dimensão, sustentabilidade.
  • Rômulo  25/02/2010 16:10
    Tenham dó! limitar a discussão da sustentabilidade a uma questão de mercado é o fim da picada! Que artigo mais besta!
  • Luis Almeida  25/02/2010 16:26
    Inteligente mesmo foi a sua argumentação.
  • Bruno  25/02/2010 16:44
    A sustentabilidade é um conceito que permite identificar as soluções tecnológicas melhores para produtos, serviços e processos.\n\nMas parece que aos libertários não interessa a resolução do dilema desenvolvimento social, econômico com respeito ao meio ambiente.\n\nEntendo, se essa soluçao vier, acaba uma das bandeiras dos libertários.
  • Leandro  25/02/2010 16:54
    Bruno, qual bandeira libertária vai acabar quando essa tríade for atingida (uma vez que, para que ela seja efetiva e eficazmente atingida, isso só poderá acontecer voluntariamente)?
  • Bruno  25/02/2010 20:53
    A bandeira de que tudo que for construído com dimensão sustentabilidade, é resultado de imposição de eco-chatos.\n\nDepois de uma grande seqüência de textos querendo (e esse em particular triste) é difícil não encarar dessa forma.
  • Ismar   20/06/2010 23:53
    Não vejo onde a sustentabilidade ambiental é contrária às leis do mercado. Recomendo consultar algumas grandes empresas e seus projetos de sustentabilidade, como Embraer e Unilever, como exemplos. O mercado baseia-se em expecativas, ou será que algum economista discorda disso? O que o movimento da sustentabilidade procura é incutir, nos indivíduos, atitudes ambientais sustentáveis. Dou um exemplo: adianta o preço do carro e combustível serem baratos se nas estradas, engarrafadas, não darem condições de traficabilidade? Que mal existe em se ter uma indústria de automóveis e outra de bicicletas? O preço, de cada artigo, será o resultado da soma das expectativas de cada indivíduo, em poder trafegar e estacionar um carro ou uma bicicleta. Dou outro exemplo: se o indíviduo comprar produtos com muitas embalagens, ele vai gastar mais tempo e dinheiro para se livrar delas, a não ser que o mesmo separe aquilo, para vender aos catadores, perdendo mais do precioso tempo. Não é mais fácil para o indivíduo adotar um consumo contemplando reduzidas embalagens? Um mundo sustentável não precisa ser socialista para funcionar, mas precisa da vigilância do estado e de suas leis. O sistema capitalista e seu endeusado mercado não funciona sem as garantias do estado. Sinceramente não vejo ligação alguma entre sustentabilidade e mercado, ler o artigo foi perda de meu precioso tempo.
  • Ralph Danis   21/06/2010 17:18
    Segundo Edward Wilson, vencedor de 2 premios pulitzer, membro da academia de ciencias dos EUA e professor em Harvard:

    " Se a humanidade fosse forçada a substituir os serviços prestados pela biosfera por recursos artificiais, o PIB global teria que ser aumentado em pelo menos 33 trilhões de dólares. Esta substituição, porém, não poderia ser realizada na prática. Reproduzir os ecossistemas natuarais integralmente, ou mesmo em grande parte, constitui uma impossibilidade econômica e física "
  • mcmoraes  04/07/2010 18:25
    É racionalmente insustentável pensar que a questão da sustentabilidade tem alguma coisa a ver com os "caçadores de tetas" que algum dia passaram em concurso público ou os "salvadores" eleitos cujo mandato ainda não espirou.
  • anônimo  20/05/2013 13:34
    Sustentabilidade,de maneira nenhuma, prega a pobreza, como vc afirmou neste artigo. Pelo contrário, sustentabilidade é qualidade de vida, bem estar para a população no presente e no futuro. E pra que haja qualidade de vida é necessário sim as construçoes, os bens materiais,o consumo...mas tudo isso sem prejudicar a natureza,sem devastar o meio ambiente. É necessário menos ignorância e mais boa vontade para melhorar nossas vidas.
  • Emerson Luis, um Psicologo  11/04/2014 20:11

    Os países que mais poluem e desperdiçam são justamente os mais intervencionistas.

    * * *
  • Amarilio Adolfo da Silva de Souza  04/04/2015 15:45
    Ambientalistas são mentirosos.
  • Vladimir  05/11/2016 13:13
    Querem saber como viver em um ambiente sustentável?
    Colonizem um planeta ou asteroide pobre de recursos e depois me falem como foi.
  • Pobre Paulista  05/11/2016 15:15
    Hahaha, excelente.

    Essas pessoas às vezes esquecem que somos nós que precisamos dos recursos naturais, e não os recursos naturais que precisam de nós.


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