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O espírito que assombra o Brasil

N. do T.: o texto a seguir é de 2002 e foi escrito antes do primeiro turno das eleições presidenciais - ou seja, é anterior à Era Lula.  Fica a cargo do leitor ver se as características por ele descritas mudaram de lá pra cá, ou se elas apenas se aprofundaram. 

 

"Ordem e Progresso" tem sido o lema da bandeira brasileira desde que o país se tornou uma república em 1889. As palavras foram tiradas diretamente dos escritos de Auguste Comte. As ideias de Comte foram adotadas no século XIX pelas elites militares e políticas de grande parte da América Latina, e do Brasil em particular.[1] Desde então, o espírito de Auguste Comte tem assombrado o subcontinente, e as consequências práticas dessa ideologia têm sido desastrosas.

O positivismo de Comte é melhor descrito como sendo uma ideologia de engenharia social. Auguste Comte (1798-1857) acreditava que após o estágio teológico e o estágio metafísico, a humanidade iria entrar no estágio principal, o "positivismo", que para ele significava que a sociedade como um todo deveria ser organizada de acordo com conhecimentos científicos.

Comte acreditava que todas as ciências deveriam ser modeladas de acordo com os ideais da física, e que uma nova ciência chamada física social iria surgir no topo da hierarquia intelectual. Essa disciplina iria descobrir as leis sociais que então poderiam ser utilizadas por uma elite para reformar a sociedade como um todo. Da mesma maneira que a medicina extermina doenças, a física social teria que ser aplicada com o intuito de acabar com os malefícios sociais.

O ideal de Comte era uma nova "religião da humanidade". Na sua concepção, as pessoas precisam ser iludidas a crer como autênticas todas as ações que serão instigadas pelos soberanos e seus ajudantes, sendo que estes por sua vez servem aos mais altos ideais da humanidade. Revisando as ideias de Auguste Comte, John Stuart Mill escreveu que essa filosofia política intenciona estabelecer ". . . um despotismo da sociedade sobre o indivíduo que sobrepuja tudo o que já foi contemplado no ideário político dos mais rígidos disciplinadores dentre os antigos filósofos"[2]. Já Ludwig von Mises observou que "Comte pode ser desculpado, já que era louco no completo sentido com que a patologia emprega este vocábulo. Mas como desculpar os seus seguidores?"[3]

O misticismo racionalista que acometeu Comte quando este já estava mentalmente doente no final de sua vida pedia a criação de uma "igreja positivista", na qual — imitando os rituais da Igreja Católica — o "culto à humanidade" poderia ser praticado. Ao fim do século XIX, "sociedades positivistas" começaram a se espalhar pelo Brasil, e uma igreja real foi construída no Rio de Janeiro como o lugar onde a adoração dos ideais da humanidade pudesse ser praticada como uma religião.[4]

Até os dias atuais, o sistema brasileiro de ensino superior ainda carrega marcas do positivismo de Comte, e ainda mais forte é a influência da filosofia política positivista entre as altas patentes militares e entre os tecnocratas. O positivismo diz que a linguagem científica é a marca registrada da modernidade, e que para efetuar o progresso é preciso haver uma classe especial — militar ou tecnocrática — de pessoas que conheçam as leis da sociedade, e que sejam capazes de estabelecer a ordem e promover esse progresso.

A ideologia predominante de grande parte da elite regente contrasta agudamente com as tradições seguidas pelas pessoas comuns. Como na maioria da América Latina, a cultura popular brasileira é marcada profundamente pela tradição católico-escolástica, com seu ceticismo em relação à modernidade e ao progresso e com sua orientação mais espiritual e religiosa, que rejeita o conceito linear do tempo — o tempo sendo um movimento progressivo — em favor de uma visão circular e eterna da vida.[5]

Onde as ideias de Comte mostraram seu maior impacto foi na política econômica. Dado que os militares tiveram um papel central na vida política brasileira e dado que o positivismo havia se tornado o principal paradigma filosófico das escolas militares, a política econômica do Brasil foi marcada por um frenesi intervencionista que afetou e ainda afeta todos os aspectos da vida dos cidadãos.

A ideia do planejamento central para se atingir a modernidade transformou o Brasil em um ambiente fértil para o intervencionismo econômico, sendo que cada novo governo sempre promete o grande salto para frente. Ao invés de remover os obstáculos que impedem o desenvolvimento da iniciativa privada e garantir direitos de propriedade confiáveis, todos os governos presumem ser sua função desenvolver o país através da concessão de privilégios para um pequeno grupo de empresas já existentes.

Desde que se tornou uma república, não houve um só governo brasileiro que não tenha criado um novo plano extenso e abrangente, ou um emaranhado de pacotes, com o propósito de levar ao desenvolvimento. Seguindo a agenda positivista, criar planos de natureza aparentemente científica e utilizar a força do estado para aplicá-los se tornou a marca registrada da política econômica brasileira. Frequentemente, todos esses planos são primeiramente elaborados em um dos poucos centros universitários do país para, então, passarem a formar a agenda de cada novo governo, que geralmente convoca um time de jovens tecnocratas para implementá-los.

Particularmente pomposos quando os governos militares estavam no comando — como ocorreu nos anos 1930 e 1940, e de 1964 até 1984 —, a invenção e implementação de grandes planos continua até os dias atuais. Independentemente de qual coalizão partidária está no comando, o espírito do positivismo tem sido compartilhado por todos os governos, desde o primeiro até o atual, que aparentemente está praticando uma política econômica que se convencionou chamar de "neoliberal".

Mesmo se contarmos apenas os planos mais importantes, a frequência com que eles se sucederam pelo período de quase um século é espantosa: após seguir o modelo de industrialização por substituição de importações sob o semi-fascista Estado Novo, dos anos 1930 aos anos 1940, o Brasil teve o Plano de Metas na década de 50 e depois o Plano Trienal de desenvolvimento econômico e social. Na década de 70 vieram as séries de Planos de Desenvolvimento Nacional. A década de 80 trouxe o Plano Cruzado, o Plano Bresser e o Plano Verão. A década de 90 começou com o Plano Collor I, que foi seguido pelo Plano Collor II, que foi seguido pelo Plano de Ação Imediata que, por fim, culminou no Plano Real em 1994.

A se julgar pelos seus objetivos declarados, todos esses planos falharam. Durante as últimas seis décadas, o Brasil teve oito diferentes moedas, cada uma com um novo nome, e uma taxa de inflação que sugere que a moeda atual equivaleria a um trilhão de Cruzeiros, a moeda de 1942.[6] Sob uma falsa aparência de modernidade, a mesma rede clientelista formada pelos "donos do Poder"[7] continua a mandar no país. Com o passar do tempo, essa classe atingiu um nível tão grande de privilégios que, comparados ao restante da população, são similares àqueles desfrutados pela nomenklatura na União Soviética. Com isso, esse restante da população teve que se virar e recorrer a algumas maneiras peculiares — chamados de jeitinho, uma espécie de chutzpah[8] — para poder sobreviver à sua maneira.

Dentro do sistema positivista, linguagem científica e intervencionismo andam de mãos dadas. A suposta racionalidade do intervencionismo se apóia na premissa de que é possível se saber antecipadamente o resultado específico de uma medida de política econômica. Por conseguinte, quando as coisas saem diferente do esperado - e elas sempre saem - mais intervenção e mais controle são outorgados. O resultado é que os governos são esmagados pelas suas próprias pretensões e humilhados por seus retumbantes fracassos.

O Brasil, que é tão abençoado pela natureza e que tem uma população de grande espírito empreendedor — o que faz com que o país tenha uma das mais altas taxas de auto-emprego no mundo —, tem permanecido atrasado por causa de uma ideologia corrompida. Até os dias atuais, todos os governos brasileiros se empenharam ao máximo em absorver todos os recursos do país com o intuito de perseguir suas fantasias de modernidade e progresso (é claro que, nesse caso, "modernidade" e "progresso" são conceitos definidos pelo governo, e não pela população). Devido a isso, toda a criatividade espontânea que é inerente ao livre mercado acaba sendo bloqueada.

O Brasil teria seu lugar de destaque garantido se o espírito que tem assombrado esse país fosse proscrito em favor de uma ordem, no verdadeiro sentido da palavra: isto é, um sistema de regras confiáveis baseado nos princípios do direito de propriedade, da responsabilidade individual e do livre mercado.


[1] Leopoldo Zea, Pensamiento positivista latinoamericano, Caracas, Venezuela, 1980 (Biblioteca Ayacucho). 

[2] John Stuart Mill, On Liberty, Londres 1869, p. 14 (Longman, Roberts & Green).

[3] Ludwig von Mises, Ação Humana, Alabama 1998, pp. 72 (The Ludwig von Mises Institute, Scholar's Edition).

[4] Ivan Lins, História do positivismo no Brasil, São Paulo 1964, pp. 399  (Companhia Editora Nacional)

[5] A expressão clássica desse tipo de pensamento na América Latina é de José Enrique Rodó: Ariel, Montevidéu 1910 (Libreria Cervantes). Na literatura, esse tipo de pensamento é proeminente até os dias de hoje nos escritos do mais popular escritor brasileiro: Paulo Coelho.

[6] Ruediger Zoller, Prädidenten - Diktatoren - Erlöser, Tabela V, p.  307, em: Eine kleine Geschichte Brasiliens, Frankfurt 2000 (edição suhrkamp).

[7] A descrição clássica é de Raymundo Faoro, em Os Donos do Poder, 2 vols.  (Editora Globo: Grandes Nomes do Pensamento Brasileiro) São Paulo 2000 

[8] Descaramento, em iídiche. [N. do T.]


3 votos

autor

Antony Mueller
é doutor pela Universidade de Erlangen-Nuremberg, Alemanha (FAU) e, desde 2008, professor de economia na Universidade Federal de Sergipe (UFS), onde ele atua também no Centro de Economia Aplicada. Antony Mueller é fundador do The Continental Economics Institute (CEI) e mantém em português os blogs Economia Nova e Sociologia econômica




  • Zéh  25/03/2010 13:30
    PAC... PAC 2...
  • Marcelo Boz  25/03/2010 16:46
    Eu não li Comte, mas sabia que nossa Republica foi planejada sob orientações positivistas, muito sustentanda na época pelos maçons. Na verdade nossa república nasceu podre; foi um golpe, puro e simples, nada parecido com o estabelecimento da república nos Estados Undios. \r
    Ao contrário do que se pensa o Brasil era um país respeitado quando era um império. \r
    Um rei luta com muito mais afinco pela saúde das coisas do estado, pois isso garante a sua dinastia. Politicos na república, vêem, fazem fortuna, e vão embora deixando rastro de destruição nas contas do governo.\r
    A propaganda republicana que aprendemos sob manto de estudo da historia, pricipalmente nas esoclas desde o primário, ridiculariza a nossa historia nos tempos da monarquia. Os reis são mostrados de forma caricaturizada: gordões com rosto inchado, sentados no trono com um pernil numa das mãos. Os senhores ainda acreditam que a monarquia perdeu sustentação após a abolição da escravatura, como lhes ensinaram no primário? Hoje, adultos, aceitam esse argumento para crianças?\r
    Aqui mesmo mises.br já li um artigo de um libertário (esqueci o nome) que ele prefere a abolição do estado, como todo libertário, mas que entre monarquia e república, fica com a primeira, pois a considera muito superior.\r
    Para nós, brasileiros a constatação histórica é óbvia: nossa tradição é a monarquia, a república é um acidente terrível.
  • Leandro  25/03/2010 16:51
  • ALL  25/03/2010 22:33
    Oportuna abordagem. A questão é chave. Tirante gloriosa exceção, TODAS as ciências SÃO amparadas, tem como base e diapasão a Fisica, a Mater. Hegel, Marx, até Keynes, se abrigavam no guarda-chuva. A propria academia se iniciou para estudar a Fisica. Não cabe aqui estabelecer os liames. Ocorreu, todavia, um fenômeno completamente inesperado, no raiar do XX: os fisicos tiveram que implodir seu proprio edificio, porque suas bases eram completamente fora da realidade, ainda que com ela em muitos pontos coincidisse. Dessarte a Fisica foi reconstruida, mas as ciências humanas, e a politica, que é sua expressão, continuam, como vemos, a navegar pelo mar da ilusao. A razão e trivial: a antiga morada lhe garantia o determinismo, a centralização, o mecnicismo, o comando, o poder. A atual, concepção da Fisica simplesmente lhe inverte!
    A exceção que me referi foram 2, no campo do Direito e da Economia, as duas reciprocas, complementares.
    Locke e Montesquieu montaram seus projetos com base na Relatividade, antecipando-se em seculos de Einstein.Como nas humanas não ha matematica nem prova, o tempo se encarregou de consagra=los. E para completar, a Economia austriaca, cujo projeto contempla a certeza de Adam Smith, é uma concepção flagrantemente quantica, atômica, ainda que tal atributo não se mencione. Ocorre que essas concepções não eram latinas, e por isso nunca foram respeitadas entre nosotros, macaquitos brasileño.
    É por este liame fundamental entre a Fisica e todas as outras, que me dedico a mais de 30 anos.
    A expressão Ordem e Progresso apenas informa ao mundo que estamos ha mais de seculo atrasados!
  • Filipe Ferraz  26/03/2010 11:43
    Artigo excelente! Parabens!!
  • CR  26/03/2010 14:12
    Prezado Leandro,
    Apraz-me oferecer a breve introdução da obra "O conto de Comte", a qual pode ser adquirida completa e impressa através da editora www.papelvirtual.com.br
  • Leandro  26/03/2010 14:24
    Prezado Cesar, aprazido fiquei eu com a gentileza. É só clicar ali no "CR", para quem interessar possa.
  • anônimo  23/05/2010 20:29
    Abaixo, pequena amostra da obra de engenharia social, moral e econômica em curso no Brasil. Se o planejamento central é o caminho para a servidão (by F.A. Hayek), tomara que o projeto do Friedman Neto saia logo do papel. Como diria Tião Carreiro, "a coisa tá feia".

    ***

    Plano Nacional de Agroenergia
    www.biodieselbr.com/energia/agroenergia/plano-nacional-agroenergia.htm

    Plano Nacional de Áreas Protegidas
    www.bioatlantica.org.br/Plano%20Nacional%20de%20Areas%20Protegidas.pdf

    Plano Nacional de Assistência Estudantil
    www.google.com.br/search?q=plano+nacional&hl=pt-BR&prmd=n&start=20&sa=N

    Plano Nacional de Banda Larga
    www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Decreto/D7175.htm

    Plano Nacional de Combate ao Crack
    www.estadao.com.br/noticias/geral,lula-lanca-plano-nacional-de-combate-ao-crack,554339,0.htm

    Plano Nacional de Convivência Familiar e Comunitária
    www.direitosdacrianca.org.br/midia/publicacoes/plano-nacional-de-convivencia-familiar-e-comunitaria-pncfc

    Plano Nacional de Cultura
    www.cultura.gov.br/site/categoria/politicas/plano-nacional-de-cultura/

    Plano Nacional de Direitos Humanos
    www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Decreto/D7037.htm

    Plano Nacional de Educação
    www.inep.gov.br/download/cibec/2001/titulos_avulsos/miolo_PNE.pdf

    Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos
    www.presidencia.gov.br/estrutura_presidencia/sedh/promocaodh/ID_edh/ID_edh_pnedh_novo/

    Plano Nacional de Energia
    www.epe.gov.br/Estudos/Paginas/Plano%20Nacional%20de%20Energia%20%E2%80%93%20PNE/Estudos_12.aspx?CategoriaID=346

    Plano Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual Infanto-Juvenil
    www.direitosdacrianca.org.br/midia/publicacoes/plano-nacional-de-enfrentamento-da-violencia-sexual-infanto-juvenil

    Plano Nacional de Extensão Universitária
    www.portal.ufpa.br/docsege/Planonacionaldeextensaouniversitaria.pdf

    Plano Nacional de Formação de Professores
    portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=13583&Itemid=970

    Plano Nacional de Formação para Gestores, Formadores e Educadores
    www.projovem.gov.br/userfiles/file/plano_formacao.pdf

    Plano Nacional de Gerenciamento Costeiro
    www.rbma.org.br/anuario/pdf/legislacao_12.pdf

    Plano Nacional de Implementação das Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação das Relações Etnicorraciais e para o Ensino de História e Cultura Afrobrasileira e Africana
    www.mp.pe.gov.br/uploads/bGGikz17byQwrMAFK30Yfw/planonacional_10.6391.pdf

    Plano Nacional de Logística e Transportes
    www.transportes.gov.br/pnlt/index.htm

    Plano Nacional de Monitoramento e Avaliação (PNA)
    www.aids.gov.br/data/Pages/LUMISDAD02B44PTBRIE.htm

    Plano Nacional de Políticas para as Mulheres
    bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/pnpm_compacta.pdf

    Plano Nacional de Pós-Graduação (PNPG)
    www.capes.gov.br/sobre-a-capes/plano-nacional-de-pos-graduacao

    Plano Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil
    www.mte.gov.br/trab_infantil/plan_prevencao_erradicacao.asp

    Plano Nacional de Promoção das Cadeias Produtivas
    comunidades.mda.gov.br/portal/saf/arquivos/view/sociobiodiversidade/PLANO_NACIONAL_DA_SOCIOBIODIVERSIDADE-_julho-2009.pdf

    Plano Nacional de Promoção, Proteção e Defesa do Direito de Crianças e Adolescentes à Convivência Familiar e Comunitária
    www.mp.ba.gov.br/atuacao/infancia/convivencia/plano_nacional_convivencia_familiar_comunitaria.pdf

    Plano Nacional de Qualificação (Min. Trabalho)
    www.mte.gov.br/pnq/conheca.asp

    Plano Nacional de Recuperação de Obras Raras
    www.bn.br/planor/documentos/Normas_apresentacao.pdf

    Plano Nacional de Reforma Agrária
    sistemas.mda.gov.br/arquivos/PNRA_2004.pdf

    Plano Nacional de Saneamento Básico
    www.cidades.gov.br/secretarias-nacionais/saneamento-ambiental/acoes/plansab/plano-nacional-de-saneamento-basico

    Plano Nacional de Saúde
    dtr2004.saude.gov.br/susdeaz/pns/arquivo/Plano_Nacional_de_Saude.pdf

    Plano Nacional de Saúde no Sistema Penitenciário
    www.mp.go.gov.br/portalweb/hp/2/docs/plano_nacional_de_saude_no_sistema_prisional.pdf

    Plano Nacional de Segurança Pública com Cidadania
    www.pronasci.gov.br/pronasci

    Plano Nacional de Sociobiodiversidade
    www.territoriosdacidadania.gov.br/dotlrn/clubs/planonacionaldepromoodosprodutosdasociobiodiversidade/one-community?page_num=0

    Plano Nacional de Turismo
    www.turismo.gov.br/turismo/o_ministerio/plano_nacional/

    Plano Nacional de Viação
    www.dnit.gov.br/plano-nacional-de-viacao

    Plano Nacional do Livro e Leitura
    www.pnll.gov.br/

    Plano Nacional para Aliança de Civilizações
    sistemas.mre.gov.br/kitweb/datafiles/Alianca/pt-br/file/Plano%20Nacional1803.pdf

    Plano Nacional para Erradicação do Trabalho Escravo
    www.mte.gov.br/trab_escravo/erradicacao_trab_escravo.asp

    Plano Nacional pela Primeira Infância
    www.redeandibrasil.org.br/em-pauta/plano-nacional-pela-primeira-infancia-esta-aberto-para-consulta-publica/

    Plano Nacional sobre Mundança do Clima
    www.mma.gov.br/estruturas/imprensa/_arquivos/96_01122008060233.pdf

    Plano Naional de Recursos Hídricos
    pnrh.cnrh-srh.gov.br/

  • Julio C S Bueno  27/11/2010 13:23
    Uma confusão de modernismos positivo-socialistas que deturpam uma capacidade de auto iniciativa impressionante que há na população deste país, mormente nos estados do sul/sudeste.
  • Flavio Ortigao  06/01/2011 14:36
    Excelente artigo, parabens. Deveria ser conhecido pelo pessoal da Mises.br
  • Daniel Borges  06/01/2011 17:46
    Nada mais desesperador do que a triste constatação que os princípios frisados mui pertinentemente ao fim do texto (sobre o direito de propriedade, responsabilidade individual, e livre mercado), indispensáveis para um rumo seguro de uma sociedade estão totalmente na contramão dos planos dos grupos nefastos hoje no poder. Triste.
  • CR  06/01/2011 19:38
    Brilhante análise. Mas vamos supor que os movimentos possam ser admirados como física social. Na época de Comte, pensava-se que a gravidade era uma questão de atração. Na época de Mises e Popper já se sabia que ela contém força, mas, ao contrário, é retração. Retração do espaçotempo à presença hegemônica do corpo. É uma aberração e uma demonstração da maior ignorância o pavilhão ainda expor seu dístico.
    Os tupiniquins positivistas não queriam a visita; quando ela chegou, ousaram confrontá-la:
    "Data venia, Herr Einstein, a Teoria da Relatividade não considerou as implicações metafísicas das hipóteses que aventa. Das ciências físicas até as ciências jurídicas a diferença, saiba, é de grau. A Física mantém um pacto com o mundo da sociedade também, e é pacto que tira e põe, mas não deixa intacto o que estava. A questão é tanto mais delicada quanto a afirmação de não se poder alegar o erro e a de se exigir a capacidade objetiva e o além da capacidade objetiva, que leva a argumentos a favor de uma e de outra opinião. Falta na Teoria da Relatividade o conhecimento, a informação de que não é só o mundo em si, an sich, de que ela trata. Há de se ver que nas suas conseqüências, falta o desdobramento de um mundo para nós, für uns..."
    A platéia delirava diante do brilho verde-amarelo. O cientista sorria e mantinha silêncio. Quando acabou o discurso de contestação à Teoria da Relatividade, o físico se levantou, e como a se despedir, entregou a um daqueles acadêmicos:
    "Die Frage, die meinen Kopf entsprang, hat Brasilien sonniger Himmel beantwortet"
    (A questão, que minha mente formulou, foi respondida pelo radiante céu do Brasil.)
    Isso o mundo deve ao Ceará. Resta avisar os cearenses, e de resto todo o Brasil, deste imenso crédito.

  • theobaldo da silva  05/11/2011 02:58
    -
    POIS DIZEM QUE 120 MILHÕES DE BRASILEIROS, isto é, mais de 60% de toda a população brasileira, recebem algo/alguma coisa do GOVERNO FEDE RAL, ESTADUAL, MUNICIPAL, DISTRITAL.etc.
    -
    ENTÃO SE as ELITES, LIDERANÇAS, PARLAMENTARES, JUDICIÁRIOS.etc.BRASILEIROS--FAZER COM QUE CADA 01 ÚM ÚNICO CENTA VINHO QUE SEJA destes 120 milhões de brasileiros.etc.realmente chegue á ELES TODOS E SEM PASSAR POR NENHUM TIPO DE INTER MEDIÁRIOS---e ainda seja FISCALIZADO AUDITO RIALMENTE CRUZANDO OS DADOS ON LINE INTERNET.etc.
    -
    ESTARÃO FAZENDO DIMINUIR AO MÁXIMO POSSÍVEL A TAL----EXTREMA-POBREZA---EXTREMA-MISÉRIA---e como também fazendo com que---ESTANCA/FECHA.etc .um dos ralos da CORRUPÇÃO BRASILEIRA que dizem está em mais de 85 BILHÕES DE REAIS
    -
    veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/materia-de-capa-o-custo-da-corrupcao-no-brasil-r-82-bilhoes-por-ano/
    -
    isto é, fazer com que SAIA da fonte, da origem, da nascente.etc.e vái DIRETO E RETO aos seus DESTINOS FINAIS, os tais e tais PROFISSIONAIS -SUS-EDUCAÇÃO-SEGURANÇA PÚBLICA.etc.e sem passar por nenhum tipo de INTERMEDIÁRIOS.etc.e depois ainda no FINAL FISCALIZAR AUDITORIAL CRU ZANDO OS DADOS.etc.-INTERNET- ON LINE---TRANSPARENCIA---FICHA LIMPA---para saber se cada 01 ÚM ÚNICO CENTAVINHO que seja realmente chegou ao seu DESTINO FINAL.etc.e não ficou no MEIO DO CAMINHO, os tais e tais INTERMEDIÁRIOS.etc.como geral mente sempre aconteceu antigamente. ETC.
    -
    da mesma forma que o GOVERNO age e faz com tudo tudo mesmo que é e tem que ir aos APOSENTADOS, PENSIONISTAS, BOLSAS ISTO BOLSAS ÁQUILO.etc .---DIRETO E RETO---
    -
    e assim estarão ajudando á fazer do BRASIL uma REAL E VERDADEIRA NAÇÃO DO PRIMEIRO MUNDO.etc., pois, PAÍS RICO É PAÍS SEM MISÉRIA...e esta é uma das FÓRMULAS sem o GOVERNO FEDERAL, ESTADUAL, MUNICIPAL, DISTRITAL.etc.gastar 01 ÚM ÚNICO CENTAVINHO á mais, sequer, pois, está fa zendo o que é para ir para quem é de DIREITO RECEBER...realmente RECEBER cada UM Ú NICO CENTAVINHO QUE SEJA.etc.
    -
    e os PROFISSIONAIS -SUS-EDUCAÇÃO-SEGURANÇA PÚBLICA.etc.então fazem com o seu dinheiro recebido fazem mais e mais movimentações..assim dan do mais e mais empregos, fazendo proliferar EMPREENDIMENTOS, NEGÓCIOS.etc.
    -
  • Carlos Araujo  05/11/2011 12:05
    O site devia usar alguns filtros para bloquear certos cometários.
    Na tentativa de manter o campo aberto, aberrações acabam surgindo.
  • Erick Skrabe  03/07/2012 13:50
    Mises dizia que Comte podia ser perdoado, já era completamente louco. Incrível ver os q estavam (e estão) fora do hospício defendendo duas idéia. Talvez o Brasil todo seja um hospício.
  • Bezerra  07/08/2013 21:05
    Texto muito bom, merece até ser publicado novamente aqui no site. A grande diferença entre a ditadura militar brasileira e a chilena de Pinochet foi que a primeira foi mais fiel ao positivismo, enquanto a segunda se rendeu a Escola de Chicago. Dai que hoje o Chile está mais próximo de entrar no primeiro mundo, enquanto nós ficamos satisfeitos com voos de galinha de nossa economia.
  • Emerson Luis, um Psicologo  25/12/2013 00:30

    O problema é que a "ordem" da bandeira é uma ordem imposta de cima para baixo, de forma autoritária (explícita ou não), em vez de ser a ordem espontânea que surge quando adultos responsáveis interagem livremente. O cientificismo de Comte (e de muitos hoje, defensores do intervencionismo) realmente é uma religião secular, o pior tipo de religião. Os resultados práticos do positivismo não muito negativistas.

    * * *
  • Jose Roberto  28/02/2014 14:23
    Tão atual...
  • Rafael  27/03/2015 08:17
    Esse texto merece voltar à página principal.
  • Rodrigo Vaz  28/03/2016 03:38
    Início de 2016 e esse artigo continua tão atual. Parabéns Antony! Para quem interessar, o autor continua postando pensamentos no facebook e tem um canal no youtube para divulgar ideias.
  • Eduardo Prado de Oliveira  04/03/2018 15:16
    Fiquei com uma dúvida...
    A China, com seus inúmeros Planos... está quase suplantando os EUA economicamente (não estou entrando no mérito de socialismo x capitalismo).
    Como ela se encaixaria em tudo que foi dito e escrito ??
  • Marcos  04/03/2018 19:16
    Piada, né? A renda per capita da China é de 8,1 mil dólares, menor até que a do Brasil (8,6 mil dólares). Já a dos EUA é de 57,5 mil dólares.

    Ou seja, um americano é sete vezes mais rico que um chinês. E você diz que a China está suplantando os EUA?

    É cada um...


    P.S.: com 1,3 bilhão de habitantes trabalhando e produzindo, a China tem a obrigação de ter o maior PIB do mundo, ao passo que os EUA tinham de estar atrás da Índia. Mas nem isso acontece.
  • Marcos A Ferreira  06/12/2018 18:21
    Boa tarde, com alegria!
    Depois de dezesseis (16)anos deste artigo, parece-me que a "Igreja positivista" está no comando... com um discurso de respeito à Vida, à Livre Iniciativa e ao direito de propriedade...!!! Será...????
    E o mais curioso: Comte foi secretário de Saint Simon (figura francesa que estruturou o pensamento do socialismo utópico)... e o PSL é Partido Social Liberal... será socialista e positivista e liberal (contradição em seus termos)... rsrsrs
    Inacreditável... ou não!!!
    Abraço fraterno a todos!


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