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A propriedade privada e o desejo de morte dos anarco-comunistas

N. do T.: algumas pessoas - normalmente detratores - confundem o anarquismo de mercado (ausência de estado, livre concorrência e respeito à propriedade privada) proposto por alguns seguidores da Escola Austríaca com o anarquismo de cunho comunista, que é o ramo mais famoso do próprio conceito de anarquismo - conceito este bastante volúvel.  Esse artigo visa a esclarecer essa confusão.

 

Depois que a Nova Esquerda abandonou sua postura antiga - que era imprecisa, flexível e não ideológica -, duas ideologias passaram a ser adotadas pelos Novos Esquerdistas como suas guias teóricas: o marxismo-stalinismo e o anarco-comunismo.

O marxismo-stalinismo infelizmente conquistou a maioria dos partidos autoproclamados de esquerda; porém o anarco-comunismo conseguiu atrair muitos esquerdistas que querem se desassociar da tirania burocrática e estatizante que marcou a jornada stalinista.

E muitos libertários - que estão à procura de novos métodos de atuação e de aliados para tais empreitadas - acabaram se sentindo atraídos por um credo anarquista que aparentemente exalta o voluntarismo e clama pela abolição do estado coercivo.

Entretanto, trata-se de uma jogada fatal abandonar e perder o contato com os próprios princípios apenas para sair em busca de alguns aliados para ações táticas e específicas.

O anarco-comunismo, tanto na sua forma original (como proposto por Mikhail Bakunin e Pyotr Kropotkin) quanto em sua variedade atual ("pós-escassez" e irracionalista), está no extremo oposto do genuíno princípio libertário.  

Se há uma coisa que os anarco-comunistas odeiam e vilipendiam mais do que o estado, é o direito sobre a propriedade privada.  Na realidade, a principal razão pela qual os anarco-comunistas se opõem ao estado é porque eles erroneamente creem que o estado é o criador e o protetor da propriedade privada - e que, portanto, a única maneira de se abolir a propriedade privada é destruindo o aparato estatal.

Eles são completamente incapazes de entender que o estado sempre foi o grande inimigo e o grande invasor dos direitos de propriedade.

Ademais, ao detestarem e desprezarem o livre mercado, a economia baseada no mecanismo de lucros e prejuízos, a propriedade privada e a riqueza material - sendo que todas são corolários umas da outras -, os anarco-comunistas desastrosamente confundem anarquismo com a vivência em sociedades comunais - nas quais as pessoas vivem como tribos que compartilham tudo o que produzem - e com outros aspectos da emergente "subcultura juvenil", com sua apologia do rock e das drogas.

A única coisa positiva que se pode dizer sobre o anarco-comunismo é que, ao contrário do stalinismo, trata-se de uma forma de comunismo que, supostamente, seria voluntária.  Presumivelmente, ninguém seria forçado a se juntar às comunas, e aqueles que quisessem continuar a viver individualmente, incorrendo em atividades de mercado, não seriam molestados.

Mas será que não?

Os anarco-comunistas sempre foram extremamente vagos e obscuros quanto às feições da sua sugerida sociedade anarquista do futuro.  Muitos deles já propuseram a doutrina profundamente antilibertária de que a revolução anarco-comunista terá de confiscar e abolir toda a propriedade privada - com o intuito de anular o apego psicológico que as pessoas têm para com as propriedades de que são donas.

Ademais, é difícil esquecer o fato de que, quando os anarquistas espanhóis (anarco-comunistas da linhagem Bakunin-Kropotkin) tomaram o controle de amplas seções da Espanha durante a Guerra Civil da década de 1930, eles confiscaram e destruíram todo o dinheiro dessas áreas e prontamente decretaram a pena de morte para qualquer um que transacionasse em moedas.  Isso não é exatamente um exemplo edificante das boas e voluntaristas intenções dos anarco-comunistas.

Em todas as outras áreas, o anarco-comunismo varia do perverso ao absurdo.

Filosoficamente, esse credo é um completo assalto ao individualismo e à razão.  O desejo natural que o indivíduo tem pela propriedade privada, aliado a seus esforços para melhorar de vida, para se especializar em algo, para acumular lucros e renda, são vilipendiados por todos os ramos do comunismo.  Ao invés de estimular o mérito, todos os indivíduos supostamente devem viver em comunas, compartilhando com seus companheiros todos os seus escassos bens, e tomando o máximo de cuidado para não superar o padrão de vida de seus irmãos comunais.

Na raiz de todas as formas de comunismo, compulsório ou voluntário, jazem um profundo ódio pela excelência individual, uma rejeição à superioridade natural e intelectual de alguns homens em relação a outros, e um desejo de reduzir cada indivíduo a meros participantes de um ninho comunal de formigas.  Em nome de um falso "humanismo", um desejo irracional e profundamente anti-humano de igualitarismo deve roubar de cada indivíduo sua específica e preciosa humanidade.

Mais ainda: o anarco-comunismo despreza a razão e todos os seus corolários de longo prazo: prudência, trabalho duro e conquista individual.  Ao invés disso, tal ideologia exalta os sentimentos irracionais, as fantasias e as extravagâncias - tudo isso em nome da "liberdade".  A "liberdade" do anarco-comunista nada tem a ver com a genuinamente libertária ausência de molestamento ou de invasão interpessoal; trata-se, ao contrário, de uma "liberdade" que representa uma escravização à insensatez, à irracionalidade, às fantasias e às extravagâncias infantis.  Social e filosoficamente, o anarco-comunismo é um infortúnio.

Economicamente, o anarco-comunismo é uma absurdidade, uma besteira ridícula e sem lógica.  Os anarco-comunistas querem abolir o dinheiro, os preços e o emprego, e propõem conduzir uma economia moderna de uma maneira um tanto peculiar, para não dizer risível: por meio do registro automático das "necessidades da comunidade" em algum banco de dados central.  Qualquer pessoa que tenha o mais parco conhecimento de economia não deve perder um único segundo de seu tempo com essa teoria.

Ainda em 1920, Ludwig von Mises expôs a total incapacidade de uma economia planejada e sem dinheiro operar além de seu nível mais primitivo.  Ele demonstrou que os preços monetários são indispensáveis para uma alocação racional de todos os nossos escassos recursos - terra, trabalho e bens de capital.  Somente o sistema de preços permite que tais recursos possam ser racionalmente direcionados para os setores e áreas onde eles são mais desejados pelos consumidores e onde eles podem operar com sua maior eficiência.  Os socialistas reconheceram a precisão do desafio de Mises, e começaram - em vão - a procurar uma maneira de ter um sistema racional de preços de mercado dentro do contexto de uma economia socialista planejada.

Os russos, ao tentarem criar, logo após a Revolução Bolchevique, uma economia comunista e sem a circulação de dinheiro com seu programa "Comunismo de Guerra", reagiram horrorizados quando viram a economia russa à beira do precipício.  O próprio Stalin nunca tentou revivê-la.  E desde a Segunda Guerra Mundial os países do Leste Europeu vivenciaram um total abandono desse ideal comunista e uma rápida guinada a mercados mais livres, a um livre sistema de preços, à adoção do mecanismo de lucros e prejuízos, e a uma promoção da riqueza dos consumidores.

Não foi nenhum acaso que tenham sido exatamente os economistas dos países comunistas os responsáveis por liderar essa mudança de rumo repentina, saindo do comunismo, socialismo e do planejamento central, e indo em direção a mercados mais livres.  Não é nenhum crime ser ignorante em economia, a qual, afinal, é uma disciplina específica e considerada pela maioria das pessoas uma "ciência lúgubre".  Porém, é algo totalmente irresponsável vociferar opiniões estridentes sobre assuntos econômicos quando se está nesse estado de ignorância.  Entretanto, esse tipo de ignorância agressiva é inerente ao credo do anarco-comunismo.

O mesmo comentário pode ser feito em relação à muito difundida crença, seguida por muitos dos Novos Esquerdistas e por todos os anarco-comunistas, de que não mais precisamos nos preocupar com economia e com métodos de produção, pois supostamente já estamos vivendo em um mundo "pós-escassez", onde tais problemas inexistem.  Porém, embora nossa condição de escassez seja claramente superior àquela do homem das cavernas, ainda estamos vivendo em um mundo de generalizada escassez econômica.

Como saberemos que o mundo atingiu a "pós-escassez"?  Simplesmente quando todos os bens e serviços que quisermos tornarem-se tão superabundantes que seus preços sejam zero; ou seja, quando pudermos adquirir todos os bens e serviços como se estivéssemos no Jardim do Éden - sem esforço, sem trabalho e sem utilizar quaisquer recursos escassos.

O espírito anti-racional dos anarco-comunistas foi bem expressado por Norman O. Brown, um dos gurus da nova "contracultura":

O grande economista von Mises tentou refutar o socialismo demonstrando que, ao se abolir as trocas, o socialismo tornava impossível o cálculo econômico - e, logo, a racionalidade econômica .... Porém, se von Mises estiver certo, então o que ele descobriu não foi uma refutação, mas uma justificativa psicanalítica do socialismo .... É uma das tristes ironias da vida intelectual contemporânea que a resposta dos economistas socialistas aos argumentos de von Mises tenha sido tentar demonstrar que o socialismo não era incompatível com o "cálculo econômico irracional" - isto é, que ele poderia preservar o desumano princípio da moderação e da frugalidade (Life Against Death, Random House,1959, pp. 238-39.)

O fato de que o abandono da racionalidade e da lógica econômica em nome da "liberdade" e das fantasias irá levar ao esfacelamento da civilização e dos modernos métodos de produção e nos devolver ao barbarismo não inquietam os anarco-comunistas e os outros expoentes da nova "contracultura".  Mas o que eles parecem não perceber é que os resultados desse retorno ao primitivismo seriam a fome generalizada e a morte de quase toda a humanidade - e um tormentoso estado de subsistência para aqueles que conseguirem sobreviver.

Se eles tivessem a chance de implementar seu modelo, perceberiam que é realmente um tanto difícil ser alegre e se sentir "irreprimido" quando se está morrendo de fome.  Tudo isso nos leva à sabedoria do grande filósofo espanhol Ortega y Gasset:

Nos distúrbios causados pela escassez de comida, a turba sai em busca de pão, e os meios que ela utiliza normalmente envolvem a destruição das padarias.  Isso pode servir como símbolo da atitude adotada, em escala maior e mais complicada, pelas massas de hoje para com a civilização que as sustenta .... A civilização não é algo que "apenas está aqui"; ela não é algo que se auto-sustenta.

Ela é artificial .... se você quiser fazer uso das vantagens da civilização, mas não está preparado para se preocupar com a conservação da civilização - você está acabado.  Instantaneamente, você se descobrirá sem civilização.  Apenas um escorregão e, quando você atinar, tudo já terá desaparecido no ar.  A floresta primitiva aparecerá em seu estado nativo, como se as cortinas que cobrem a natureza pura tivessem sido recolhidas.  A selva sempre é primitiva e vice-versa: tudo o que é primitivo é meramente uma selva. (José Ortega y Gasset, A Revola das Massas, New York: W.W. Norton, 1932, p. 97.)


autor

Murray N. Rothbard
(1926-1995) foi um decano da Escola Austríaca e o fundador do moderno libertarianismo. Também foi o vice-presidente acadêmico do Ludwig von Mises Institute e do Center for Libertarian Studies.


  • Rhyan Fortuna  03/12/2010 05:48
    Não tem nenhum artigo sobre Mutualismo?

    Obrigado!
  • Ivy Sumini  16/09/2011 15:44
    Bom, se é isso que o Anarco-Comunismo é pra você,que seja.
    Não me importo e continuarei lutando pelo que acredito.
  • Absolut  16/09/2011 17:46
    Você continuará lutando pela escassez?
  • Matheus  02/03/2017 00:47
    Ué, nada a além do esperado kkkk. Anarquistas clássicos sempre defenderama supressão do indivíduo em nome do coletivo. Afinal, danese se eu sou dono do meu corpo, danese se estou sendo agredido, o que importa é a sociedade sofrida que não tem e precisa. Nem um pouco tiranico né, mas n importa, como vc msm disse.
  • Oriom Lisboa  12/10/2011 19:55
    Mas quanta bobagem vinda de um homem tão estudado. Rothbard falhou em perceber o enorme potencial que os anarco-comunistas tem. Eu não posso falar nada da teoria deles, que conheço muito pouco, porém o espírito de revolta, ação direta, contra-cultura, coletivos (grupos de afinidade, não tem nada a ver com comunismo) é extremamente positivo. O problema mesmo, é que as pessoas não se envolvem em ações práticas, perdem tempo com estilo de vida decadente. Isso não é anarquismo, isso é fuga da realidade. Todos os anarquistas que puseram a mão na massa evoluiram suas concepções, suas teorias.

    A natureza humana não se difere da natureza de qualquer ser vivo, é apenas muitas e muitas vezes mais complexas. Por exemplo, os animais tem senso de propriedade, eles poupam para o futuro, criam mecanismos de defesa para desencentivar predadores e para o "roubo", eles cooperam entre si e com outros animais. Achamada Praxeologia não se limita aos humanos, ela é inerente a qualquer forma de vida. Acontece que nós humanos capacidade de compreenção muito maior. Nos entendemos idéias abstratas, desenvolvemos um sistema moral, etc. A grosso modo só nos diferenciamos dos animais em duas coisas: nós produzimos o que necessitamos usando nossa inteligência, e nos desenvolvemos o senso moral. Nós podemos ser bons com as outras pessoas, ama-las, compreende-las, enquanto que os animais não tem o mesmo nível de compreenção que nós. Isso não nos dá o direito de abusar-mos deles.

    Voltando ao ponto, eu acredito que aqueles que se dispõe a realizar práticas anarquistas logo descobre por experiência quais idéias funcionam ou não. Eu pessoalmente sou individualista, e vejo o esforço dele como algo positivo, mesmo não acreditando no que eles acreditam. Não vamos fazer inimigos por puro orgulho intelectual! Eu não ataco as idéias dos outros, pois mesmo que elas sejam idéias autoritárias, eu não me coloco em posição de ser vítima da autoridade de ninguém! Evadir normas sociais sem ser prejudicado é uma das maiores habilidades que o anarquista pode ter!
  • Leandro  12/10/2011 20:35
    Caro Oriom, os anarco-comunistas defendem o fim da propriedade privada e da divisão do trabalho, duas das coisas mais importantes do sistema capitalista e justamente os mecanismos que permitem seu formidável desenvolvimento.

    Uma sociedade que de fato abolisse estas duas características pereceria em poucos meses.

    Portanto, não. Não há nada de aproveitável nos anarco-comunistas. Sua retórica antiestado já existe muito mais bem fundamentada (e corretamente fundamentada) nos anarcocapitalistas.

    Grande abraço!
  • Oriom Lisboa  20/06/2012 10:28
    Olá, Leandro

    Sim, eles de fato o fazem. A questão é que a maioria deles não defende nada, simplesmente se diz anarquista. Eu já expliquei para alguns deles, com calma e paciência, um pouco de teoria economica e eles entenderam bem. Na verdade, eles preferem esse jeito dos austríacos explicarem, com lógica fundamentada e sem obscurantismo, e comentam que mesmo nos textos que estudaram sobre Anarco-Comunismo não encontraram muita lógica ou razão.

    O eles aprenderam mais com outros companheiros "punks" sobre a ética DIY, grupos de afinidade, etc, na prática, sem ler quase nenhum texto. Eu sei que muitas vezes Rothbard quis diferenciar "seu" anarquismo dos outros anarquismos, e com isso ganhar atenção e se aproximar dos liberais clássicos. Mas a época é outra e, acredite, é muito mais fácil orientar jovens rebeldes e ensiná-los lógica e praxeologia, do que "reformar" liberais, dado que a maioria deles é tão ferrenho na sua que se tornam arrogantes, porque não admitem quando erram e com isso se fecham a aprender coisas novas. Mesmo quando essas "coisas" são apenas uma visão consistente do seus próprios princípios.

    Obrigado por comentar, me fez mais refletir sobre o assunto. Eu me preocupo, pois gostaria que eventuais anarquistas viessem aqui e tivessem vontade de continuar lendo, ao invés de se sentirem atacados e saissem logo de cara.
  • José Ricardo das Chagas Monteiro  19/06/2012 17:08
    Saudações, Oriom, quantos erros de escrita, terrível! E por falar em bobagem, você deu um show.
  • Oriom Lisboa  20/06/2012 10:10
    Saudações, José

    De fato tem vários erros de escrita, pois escrevo com ânimo e apenas passo uma segunda leitura. Isso, quando estou menos agitado. Portanto, erros de português são comuns nos meus comentários. Já quando é um artigo, eu leio várias vezes e passo corretor para que aqueles que leiam não possam fazer comentários desse tipo.

    Em todo caso, eu gostaria que você me explicasse que bobagens eu falei, pois então seria possível um debate, e você estaria contribuindo, ao invés de fazer ataques fora do escopo do comentário. Não fico bravo com comentários desse tipo, a maioria das pessoas "debatem" opniões que não concordam desta maneira, sem adicionar nada, então você não está fazendo nada que a maioria não faça.
  • Gustavo Boscolo Nogueira da Gama   19/06/2012 19:18
    Oriom, humanos não têm compreensão.
  • Matheus  19/06/2012 16:38
    Não tenho certeza qual seria o melhor modelo político-econômico para a nossa atual sociedade. Estaria tentado a dizer uma minarquia, como foi o Estado norte-americano logo após sua independência, mas vimos que é impossível controlar o crescimento do mesmo. Contudo, a anarquia capitalista ainda me parece agressiva demais, sem contar que dependeria de um grau de desenvolvimento intelectual que ainda n?o é acessível a grande, enorme maioria da população brasileira e mundial. Todavia, para finalizar, apesar de ainda não ter uma opnião formada sobre o melhor sistema, uma coisa é clara: o anarco-comunismo definitivamente não é a resposta...
  • Johnny Jonathan  24/06/2012 22:36
    "o anarco-comunismo definitivamente não é a resposta..."
    Mas ele é sempre uma boa pergunta, em um nudo onde até libertários são a favor do estado.
    A pergunta é: porque querem tanto permanecer escravos(classe mais pobre) ou servos (classe mais rica)? Porque tanto medo da mudança? O que eles tem a perde?

    Eu respondo: NADA!!
    O máximo que pode acontecer é nós vemos que uma anarquia não se sustenta e o estado volta a aparecer.... e talvez vendo os benefícios empiricamente com os próprios olhos da anarquia, vemos de fato o que deve ser da anarquia e o que deve ser do estado.

    Ao invés de teorias, teríamos uma ótima experiência pra a posteridade.
    Porque não experimentar?
  • Pedro Lima  03/09/2012 06:20
    Sugiro que o Mises faça uma crítica ao Projeto Vênus de Jaque Fresco. Basicamente ele fala que a tecnologia disponível de hoje pode gerar abundância de recursos para todos. Entretanto, deveria haver uma "transição" entre o atual sistema escasso e o futuro sistema abundante de recursos. Claro que essa crítica teria que refutar os argumentos de Jaque diretamente.
  • Leandro  03/09/2012 06:31
  • Roberts  30/09/2013 15:04
    Viva o Pablo Capilé e o Fora do Eixo com seu anarco-comunismo
  • thiago  12/02/2014 18:14
    Dessa vez o texto foi "maquiavelico" , admira-me muito que em pessoas tão instruídas nunca se quer leram sobre os mesmos citados, aconselho uma leitura aprofundada de livros "Anarquistas" por exemplo, O anarco-comunismo não possui um governo diretor e sim um grupo de sindicais locais, para ramificação de negócios locais, pois, segundo o próprio Pyotr Kropotkin ,O Estado nem o povo sabem o que a propriedade pode significar, a solução mais viável não é ir contra a propriedade privada, e sim usar a mesma,com intuito de mover a economia local, com mecanismos de trocas entre as cidades.Observação interessante , Pyotr Kropotkin ataca a propriedade privada no momento em que , se a economia for local, o proprietário terá o dever sumo de abastecer a localidade, isso derrubaria a economia bancária , e criaria incentivos locais , "Bancos do povo". Se isso não for libertário , eu não sei mais o que é nada meu amigo autor. Detalhe interessante é que Bakunin e kropotkin nunca usaram esse termo, anarco-comunismo, o anarquismo de Bakunin é mundial, esse seu artigo parece uma superficialidade tremenda sobre anarquismo. Talvez o problema do kropotkin é que não levou em consideração a ganância de sempre querer mais em conta.


    Nada pessoal, acho que está na hora de todos aqui abandonarem seus egos, sou anarquista e gosto muito dos textos de Mises, chega de esquerda e direita, e vamos ajustar uma forma de que quem saia privilegiado seja o indivíduo em garantia de responsabilidade além do seu carro e sua casa.
  • Guilherme  12/02/2014 18:39
    "Nada pessoal, acho que está na hora de todos aqui abandonarem seus egos, sou anarquista e gosto muito dos textos de Mises, chega de esquerda e direita, e vamos ajustar uma forma de que quem saia privilegiado seja o indivíduo em garantia de responsabilidade além do seu carro e sua casa."

    Uma maneira bem mimosa de dizer: abram mão de suas propriedades e disponibilizem-nas para todos, pois vai ser ótimo para mim.

    O que é mais curioso é que o Thiago, após tanto espernear, acaba involuntariamente ilustrando exatamente aquele ponto feito pelo texto. Meu, adoro isso aqui.
  • anônimo  12/02/2014 19:07
    "Se isso não for libertário , eu não sei mais o que é"

    Ótimo, aprenda o que é aqui ( anarcocapitalismo e libertarianismo são sinônimos):

    Artigos sobre o assunto 'Anarcocapitalismo'
    www.mises.org.br/Subject.aspx?id=16

    "abandonarem seus egos,"

    Thiago, abandone o seu, e vá estudar sobre socialismo com Mises, Hayek e outros grandes:

    Uma Teoria do Socialismo e do Capitalismo
    Hans-Hermann Hoppe
    www.mises.org.br/Ebook.aspx?id=83

    Socialismo, cálculo econômico e função empresarial
    Jesús Huerta de Soto
    www.mises.org.br/Ebook.aspx?id=89

    O Caminho da Servidão
    Friedrich A. Hayek
    www.mises.org.br/Ebook.aspx?id=31

    O cálculo econômico sob o socialismo
    Ludwig von Mises
    www.mises.org.br/Ebook.aspx?id=66

    História do Debate do Cálculo Econômico Socialista
    Fabio Barbieri
    www.mises.org.br/Ebook.aspx?id=87

    A Teoria da Exploração do Socialismo-Comunismo
    Eugen von Böhm-Bawerk
    www.mises.org.br/Ebook.aspx?id=33

    E mais:

    Artigos sobre o assunto 'Socialismo'
    www.mises.org.br/Subject.aspx?id=21

    Bons estudos.
  • anônimo  13/02/2014 10:41
    Tente escrever em português da próxima vez
  • Emerson Luis, um Psicologo  27/03/2014 16:59

    A individualidade faz parte intrínseca do ser humano; querer aboli-la só pode terminar em maus resultados. O Camboja tentou implementar algo semelhante ao anarco-comunismo.

    * * *
  • Dasein  31/07/2014 20:19
    Que livro do Rothbard é esse? Alguém sabe?
  • anônimo  10/06/2015 23:46
    Qualquer desordem interna poderia ajudar Franco. Mas o que realmente precipitou a luta? O
    Governo podia ter ou não o direito de tomar o Centro Telefónico, mas o importante é que em
    tais circunstâncias isso deveria desencadear uma luta. Tratava-se de ato de provocação, gesto
    que afirmava de fato, e presumivelmente visava afirmá-lo: "Seu poder terminou, e estamos
    tomando conta agora". Não era sensato esperar outra coisa que não a resistência. Quem
    mantiver sua noção de proporções terá de compreender que a falta não foi - e não podia ser -
    cometida por apenas um dos lados. O motivo pelo qual se viu aceita uma versão unilateral é,
    simplesmente, que os partidos revolucionários espanhóis não têm guarida na imprensa
    estrangeira. Na inglesa, principalmente, seria preciso procurar muito para achar qualquer
    referência favorável, em qualquer período da guerra, aos anarquistas espanhóis. Eles foram
    sístematícamente denegridos, e como sei por minha experiência própria, é quase impossível
    fazer com que se imprima qualquer coisa em sua defesa.George Orwell - Livro https://doc-0g-1g-apps-viewer.googleusercontent.com/viewer/secure/pdf/ttgk5v6v9qsuj7q24amjdl361hkarth9/ncomdjkof9j8drn5csvmj1qhssoc671h/1433979225000/lantern/03007816176721856270/ACFrOgDOj2hTzxlk4aVhPGfo2tsFz27PhVxAfwq5zFHvfjQH-IN88tlL-d895eY-n5uO8jD0esKdT9nVVUN-8IMH4xw6naf2u16ItqcK-cxIR6wmXsxV5OCdpwPCPPw=?print=true&nonce=4cf3b6v97h38g&user=03007816176721856270&hash=1u69nluv4591g717aj8ii682hik09844
  • vitor  11/06/2016 03:15
    Quero fazer uma pergunta que eu sempre tive curiosidade:

    Em uma sociedade anarco capitalista, se eu quiser viver segundo princípios coletivistas , eu posso ?
    Exemplo : eu compro uma fazenda em um local isolado da sociedade e vivo com dezenas de pessoas em uma comunidade auto-suficiente sem depender do resto da sociedade.


    Não estou ferindo direito de ninguém, nem ferindo nenhuma regra.Certo ?
    É meu direito de viver com agricultura de subsistência, ou seja , apenas vivendo do que a natureza fornece.Longe de tudo de todos.

    Eu acho que o problema não é viver segundo princípios coletivistas , mas querer expandir isso pra todo a sociedade como ocorre com os anarco-comunistas.

    Então, eu poderia viver em uma espécie de " comuna " , inspirada nos modelos comunistas chineses , desde que eu respeite a propriedade privada e o principio de não agressão.

    Faz sentido ?



  • Salles  11/06/2016 16:09
    É claro que pode. A propriedade é sua, e você faz o que quiser com ela, inclusive viver como bem entender -- desde que não agrida a propriedade de terceiros.

    Perceba que, no final, tudo gira em torno da propriedade privada.
  • Derval  11/03/2018 16:37
    Sim, voces ficarão bem até serem atacados por uma horda de anarco-comunistas do MST ou similar...
  • Joao   21/11/2016 22:43
    Acompanho os artigos do site , e aprecio muito quando a critica que eles fazem ao atual sistema capitalista-mercantilhista-intervencionista-protecionista. Mas eu acho que falhou agora em falar do anarco comunismo, e em relaçao à sociedade que foi criada na Revoluçao Espanhola, principalmente por que este exemplo oras é chamado de anarco sindicalismo , e que na realidade sao contra a posse privativa dos meios de produçao apenas, nao dos seus bens de consumo, sua casa etc. Cheio de pre conceitos , ele simplesmente associou todo o esforço de 1936 a drogados punk/hippies , como se fossem parasitas . Descartou todo o trabalho sindicalista e federativo que existiu naquela epoca e que foi exemplo para diversos conselhos de trabalhadores de paises europeus e para o movimento de 68. Descartou a reforma agraria realizada , onde voce so poderia possuir a terra se produzisse. Alem de afirmar que o sistema iria a falencia e se tornaria um amontoado de zumbis famintos (nem cuba chega a esse ponto), sendo que na realidade a produçao foi aumentada (surpreendendo os antigos patroes quando estes retomaram a posse), e muitos gastos e cargos inuteis foram abolidos. E quanto a pena de morte, outra falácia, sendo que eles na realidade criaram dinheiro (simbolo para troca) para quem quisesse utiliza lo , ou se fosse necessario.Infelizmente este artigo nao passou de um camalhaço de adjetivos pejorativos sem comprovaçao.
    Tirando as discordancias, apoio totalmente o processo libertario/agorista anarcocapitalista como sendo superior ao atual , mas creio ainda que uma sociaedade composta de livre mercado entre pequenos burgueses tenderia a formar cooperativas, onde o cargo profissional é competido (para evitar a "falta de meritocracia"), e os meios de produçao socializados. Alem de que , se o mundo contiasse num anarcapitalismo eterno , mesmo privatizzando a coleta e reciclahem de lixo, se nao existir sindicatos e conselhos de trabalhadores , so iria intensificar a degradaçao dos recursos do planeta criando demandas desnecessarias apoiadas na teoria da escola austriaca. Ha um limite para o crescimento ! E ele esta proximo.


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