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Lula, Bolsonaro, Ciro, Dilma e a Petrobras - e uma efetiva solução para os combustíveis (atualizado)
O tabelamento de preços rejuvenesce à medida que se esquecem as experiências passadas

Somente no ano de 2021, a gasolina e o diesel subiram mais de 50% em reais. Em 2022, o preço segue em forte ascensão.

Em dólares, o barril do petróleo, que já vinha subindo acentuadamente desde novembro de 2020, perdeu completamente o freio após a invasão da Rússia à Ucrânia

Após ter subido 70%, em dólares, em 2021, o Brent já subiu, em dólares, mais de 40% agora em 2022.

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Gráfico 1: evolução do preço, em dólares, do barril do tipo Brent

É inevitável, portanto, que o preço de todos os derivados de petróleo encareça. Não há mágica.

Mas a turma das soluções mágicas, que nunca tira férias, já elencou os culpados e quer controle de preços. Como de costume por aqui, a prescrição predileta para resolver problemas sociais é uma marreta na mão de um burocrata.

O tabelamento é um zumbi: esporte nacional nos anos 1980, acreditava-se morto desde meados dos anos 1990, mas segue vivo nos corações… e comendo o cérebro de muitos. Não deixa de ser uma coincidência cômica que a palavra "zombie" tenha entrado na língua inglesa no famoso livro de Robert Southey, History of Brazil (História do Brasil).

Recentemente, o eterno presidenciável Ciro Gomes propôs, em seu Twitter, que a Petrobras deva cobrar apenas o custo de produção dos combustíveis adicionado de um lucro razoável — a seu critério, claro (a "tabela Ciro"). 

Já a Frente Única dos Petroleiros joga a culpa dos aumentos na gestão bolsonarista da Petrobras. E o presidente do Congresso diz que a Petrobras é "insensível.

Para completar, surge Luiz Inácio Lula da Silva dizendo que a Petrobras não tem de se preocupar em ter lucro, deixando claro que irá adotar preços arbitrários caso vire presidente.

As críticas, como se vê, estão concentradas na política da Petrobras de acompanhar os preços internacionais, seguindo aproximadamente o princípio do PPI, preço de paridade de importação

A realidade

Ao contrário do que muitos podem imaginar, a triste realidade é que a Petrobras não é autossuficiente. Ela precisa importar gasolina e diesel. 

O Brasil produz 2,9 milhões de barris de petróleo por dia. Isso, com efeito, seria mais que o suficiente para o consumo de derivados no país. No entanto, extrair petróleo é uma coisa; refiná-lo e transformá-lo em gasolina e diesel é outra muito diferente. 

Para virar gasolina e diesel, o petróleo precisa passar por uma refinaria. E a capacidade de refino do Brasil é muito menor do que a demanda por diesel e gasolina.

Mas piora. As refinarias da Petrobras em operação no país foram projetadas para trabalhar com óleo leve, fácil de refinar, vindo da Arábia Saudita (que era a nossa fonte quando éramos grandes importadores de petróleo). O petróleo extraído aqui no país é difícil de ser refinado.

Consequentemente, não há magica: é necessário importar diesel e gasolina

E a cotação do diesel e da gasolina é determinada no mercado internacional de commodities. É o mesmo preço, em dólares, para o mundo inteiro. Para conseguir importar, a Petrobras troca reais por dólares, efetua a importação e revende aqui dentro em reais (pois nossa moeda corrente é o real). 

O preço final, portanto, depende do preço da gasolina em dólares e do preço do dólar em real.

Em 2021, como dito, a gasolina e o diesel subiram no mercado internacional mais de 80%, em dólares. E o real se desvalorizou — consequência da nossa expansão monetária e da adoção de juros reais negativos em reposta à Covid-19. 

Em 2022, o real se apreciou substantivamente — graças à correta guinada na política monetária adotada pelo Banco Central —, mas não o suficiente para contrabalançar o aumento, em dólares, de petróleo.

O resultado é a atual dor nas bombas.

Eis a evolução do preço de um litro de gasolina, em reais, no mercado de commodities:

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Gráfico 2: evolução do preço, em reais, de um litro de gasolina no mercado internacional de commodities

Este é o preço que a Petrobras, que não é autossuficiente, paga para importar gasolina. Não tem como escapar disso. O mundo não vai vender gasolina mais barata exclusivamente para o Brasil.

Perceba que o litro de gasolina, no mercado internacional, está custando hoje, dia 11 de março de 2022, R$ 4,38.  

Já a Petrobras está vendendo o litro, em suas refinarias, a R$ 3,86.

Portanto, ao contrário do que alegam, a Petrobras ainda está subsidiando a gasolina. E bastante. A Petrobras está vendendo para as distribuidoras a um preço menor do que ela paga para importar a gasolina.

São fatos, e não torcida.

Ademais, e agora vem o ponto principal, a Petrobras não abastece inteiramente o mercado interno. Importadores privados fazem o serviço. Eles são cruciais para o pleno abastecimento. O fato de haver gasolina e diesel disponíveis em todos os postos do Brasil, independentemente da localização, se deve exatamente ao fato de que há importadores privados de diesel e gasolina, que se arriscam e colocam seu capital em jogo para ajudar a suprir o país.

Sendo assim, se a Petrobras passar a vender gasolina abaixo dos preços de mercado, os importadores privados irão à falência e, consequentemente, faltará gasolina no mercado interno. É realmente simples assim.

O Brasil só será autossuficiente — ou seja, não terá de importar — quando possuir um parque de refino que satisfaça nossa demanda e, ao mesmo tempo, possua instalações modernas o bastante para lidar com qualquer tipo de petróleo.

Para isso, dependemos da iniciativa privada para a construção de novas refinarias (a Petrobrás é dona de 13 das 17 refinarias do Brasil, respondendo por 98% do petróleo refinado, herança de décadas de monopólio legal). E a iniciativa privada só irá entrar neste ramo — que é extremamente custoso e voltado para o longo prazo — se tiver liberdade para definir o preço do diesel e da gasolina que produzirem (como acontece em qualquer atividade econômica). 

Mas se o governo controlar os preços da Petrobras — como querem políticos, sindicatos e até mesmo boa parte da mídia —, quem irá se arriscar a comprar uma refinaria para concorrer com a estatal? 

Quem irá comprar refinarias sabendo que o governo pode, a seu bel-prazer, simplesmente sair praticando controle de preços (reduzir artificialmente os preços cobrados pela Petrobras)? 

Isso inviabilizaria todo o empreendimento privado, trazendo enormes prejuízos e deixando este mercado ainda mais ineficiente.

Portanto, nossa almejada autossuficiência, que depende inteiramente do aumento da nossa capacidade de refino, só será alcançada sob governos que não tentem interferir nos preços dos combustíveis.

Outras consequências do controle de preços

Já vimos este filme. No governo Dilma, a Petrobras foi obrigada a vender para as distribuidoras gasolina e diesel abaixo do preço pelo qual foram importados. A empresa teve de queimar seu patrimônio para manter esta política. Na prática, a empresa pagava para produzir. 

Obviamente, ela só fez isso porque era estatal. Nenhuma empresa normal poderia se dar a este luxo. Como consequência, o preço de suas ações, que havia chegado a R$ 44 em 2008, caiu para R$ 4 ao fim de 2015.

No total, a estatal teve um prejuízo de R$ 180 bilhões. E este prejuízo se deveu exclusivamente ao fato de ter sido obrigada a produzir com preços congelados. Petrolão, Pasadena e outras mutretas não entram na conta. A coisa foi tão escabrosa que até mesmo Lula veio a público reconhecer o erro, algo totalmente atípico.

A correção deste descalabro exigiu preços maiores nas bombas, para refazer o caixa e o patrimônio da estatal. O governo — começando no segundo mandato de Dilma, e continuando sob Temer — teve, por algum tempo, de elevar os preços dos combustíveis para valores maiores que o da paridade internacional, com o próprio presidente da Petrobras vindo a público para afirmar explicitamente que a política tinha o intuito de refazer o caixa da empresa. 

Apenas mais uma consequência não-intencionada do intervencionismo.

Hoje, se a turma do tabelamento ganhar o debate, os problemas serão bem mais graves do que os prejuízos na Petrobras e as consequentes ações judiciais dos acionistas minoritários (o governo possui apenas 37% da companhia). Se os preços forem tabelados abaixo da paridade de importação, uma das duas consequências negativas ocorrerá: 

a) faltará combustível, pois o importador não terá razão para comprar mais caro lá fora e vender mais barato aqui; 

b) o preço ao consumidor irá manter alto, viabilizando a importação, mas a Petrobras ficará no prejuízo. E o consumidor terá benefício nenhum.

Quatro medidas

Assim como na década de 1970, o petróleo tem subido ao redor do mundo por dois motivos: até o fim de 2021, as causas eram as políticas inflacionárias do Fed. Mais dólares na economia, maior o preço em dólar das commodities. Hoje, para intensificar, há a guerra da Rússia contra a Ucrânia, que afetou sobremaneira a oferta de petróleo no mundo.

Revogar a lei de oferta e demanda nunca funcionou. Economia não funciona na base da emotividade ou dos desejos. Preços não reagem às afetações de emoção das redes sociais ou às efusões de indignação de políticos.

No momento, como demonstrado acima, a gasolina segue sendo subsidiada, pois está bem mais barata que o preço que a Petrobras paga para importar a gasolina. Quanto mais subsídio ainda será necessário? 

Políticos que defendem controle de preços têm a obrigação de apresentar qual seria um "valor correto" para os preços, e então explicar por que este valor seria inócuo para a empresa. Mais especificamente, eles têm de explicar como uma empresa (inclusive importadores privados) pode comprar algo que custa R$ 4,38 e revender a menos que R$ 3,86 (valor atual nas refinarias), e ainda assim ficar de boa.

Muito mais eficaz seria adotar estas quatro medidas:

1) A Petrobras adotaria uma regra em que o preço de venda da refinaria para as distribuidoras seria formado pela média móvel dos preços dos contratos de gasolina no mercado internacional. A média móvel seria de 63 dias úteis (um trimestre). O reajuste dos preços seria feito mensalmente.

Em momentos de subida rápida do barril (como o atual), a subida nos preços seria menos intensa. Em momentos de queda do barril, a redução seria menor. No final, como ocorre em toda média móvel, o resultado financeiro seria o mesmo.

Eis como ficaria no gráfico (a linha azul é o preço do litro de gasolina, em reais, no mercado internacional; a linha vermelha é a média móvel de 63 dias úteis):

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Gráfico 3: evolução do preço, em reais, de um litro de gasolina no mercado internacional de commodities (linha azul); média móvel para período um trimestre (linha vermelha)

2) Reduzir o PIS/COFINS, cuja alíquota foi duplicada em julho de 2017, quando o petróleo estava em baixa.

3) Reduzir o ICMS estadual sobre os combustíveis. É um fato matemático que a arrecadação do ICMS aumenta quando o preço da gasolina sobe. Neste sentido, governos estaduais têm também entrar no jogo. Governadores aumentarem a arrecadação — e com isso darem aumentos para o alto escalão do funcionalismo público — simplesmente porque o barril de petróleo subiu é muito mais ultrajante do que a Petrobras revender gasolina a preço de mercado. Governadores têm de começar a dar sua "cota de sacrifício".

4) Por fim, a ideia de um fundo de estabilização não é ruim, pois ainda mantém os preços livres (que é o ponto crucial). Todo o financiamento viria exclusivamente dos dividendos que a Petrobras paga ao governo. 

A Petrobras e as importadoras privadas seguirim vendendo para as distribuidoras a preços livres (seguindo a metodologia do item 1), e estas receberiam esse dinheiro que o governo ganhou de dividendos para abater uma parte do preço pago.

Longe do ideal, mas, em termos de Brasil é bom. Não há dinheiro de impostos, os preços continuariam livres e o governo estaria devolvendo uma parte do dinheiro que coletou na condição de acionista de empresa.

Para concluir

Desde que trocou o presidente da Petrobras, Bolsonaro não esconde sua vontade de tabelar os preços. "Nós estamos tentando buscar maneiras de mudar a lei, porque não é justo você viver num país que paga tudo em reais, é praticamente autossuficiente em petróleo e tem o preço do seu combustível atrelado ao dólar", declarou em live recente.

Trata-se de uma "dilmice", claro — embora não tão grave quanto a de Lula, que, repetindo, disse que a empresa não tem de ter lucro.

No fim, o que todos os políticos querem é fazer demagogia com o sistema de preços, que não tolera desaforos. Reduzir impostos e abrir mão de arrecadação? Isso é intolerável e gera até ameaça de acionamento do STF.

Se eles vencerem esta batalha, então, parodiando aquela senhora, quem ganhar ou quem perder não vai ganhar nem perder. Vai todo mundo perder.



autor

Helio Beltrão e Leandro Roque

Helio Beltrão é o presidente do Instituto Mises Brasil.

Leandro Roque é economista, editor e tradutor do site do Instituto Ludwig von Mises Brasil.


  • anônimo  17/11/2021 18:38
    O povo brasileiro precisa parar de cair em conversas moles de que o petróleo é dele e da casa do caralho. Precisa parar de se iludir com esses discursos nacionalistas de que o estado precisa "cuidar dos setores estratégicos" que orgulhariam Josef Stalin. E precisa parar de achar que uma agência que funciona pior que os Correios como a ANP irá garantir qualidade da mijolina com 27% de lixonol.

  • Marcelo  22/11/2021 11:22
    Simples assim, mas a desinformação da grande "mérdia" só faz deixar o brasileiro cada dia mais ignorante.
    Aliás, quanto mais ignorante é um povo, menos percebe o tamanho da sua estultícia.
    Daí o papel da grande mídia nacional: "o papel da grande mídia é só o de encobrir os grandes crimes."
    Essa conceituação da grande mídia é do filósofo Olavo de Carvalho.
  • anônimo  22/11/2021 19:33
    Além do grupo Globo, Estado de SP e Folha de SP (UOL), outros grupos (Record, Band, SBT, Editora 3 (revista Isto É) , Jovem Pan, CNN Brasil) podem ser considerados grande mídia ?

    Pergunta séria, sem sarcasmos.
  • Vladimir  22/11/2021 20:10
    Sim, todos estes. Perceba que todos, sem exceção, defendem políticos. Varia apenas se tais políticos estão ou não no poder.
  • Pensador Ancap  15/03/2022 19:24
    São uns venais, só pode, pois vai gostar de político assim lá na casa do chapéu... De graça é que não é.
  • Revoltado  20/06/2022 16:35
    Corretíssimo!

    Porém, me escusaria em ratificar o seguinte: o papel da mídia mainstream é encobrir os grandes crimes do lado canhoto da Força, enquanto cria quantos forem possíveis se o alvo é um líder liberal/conservador.

    Basta observar quantos desse segmento têm falado sobre a relação PT/Grupos criminosos-organizados/FHC/Renan Calheiros. Praticamente (otimismo meu) nenhum!

    Em contrapartida, o jornalista inglês e o "indigenista" em tela têm quase entrado na conta do Bolsonaro, junto com a dona Marielle.

    A verdade é que, se o "Bozo" resolvesse processar cada veículo pelos crimes contra sua honra cometidos 24/7 pelos mainstream, não poderia mais governar nada, de tão ocupado que estaria!
  • Marcelo Cardoso  11/03/2022 23:39
    Vamos deixar a emoção de lado e falar de fatos:

    1 - A importação do Diesel representa 25% da demanda total;
    2 - A importação da Gasolina representa 6% da demanda total;
    3 - É adicionado de 25% a 30% de Etanol na gasolina que não sofre influência nem do câmbio nem do mercado internacional
    4 - O dólar desde o dia 11 de janeiro, data do último aumento, recuou 10%, não deveria ser descontado, sendo que o valor do barril é em dólar?

    Numa análise rápida baseada nos 4 itens acima:

    1 - Por que se passa os reajustes integrais sendo que existem ponderações relevantes para ser consideradas? Vale ressaltar que a gasolina representa somente 6% da importação.
    2 - Por que não foi considerado o atenuante relativo a redução do câmbio de 10% e que está em tendencia de queda?

    Esse racional foi feito para servir de justificativa, mas não explica de forma coerente esses aumentos absurdos. Sou contra a Petrobras não ter lucros, tem que ser lucros atrativos, mas o que está acontecendo são lucros desproporcionais, é recorde em cima de recorde, que comprova que esse racional é retrata a realidade. Sou contra o tabelamento de preços, mas o correto seria reduzir esse substancialmente para segurar o aumento dos combustíveis com a possibilidade até de haver uma redução em relação aos preços anteriores.

    É 8 ou 80, o governo do PT quase quebrou a Petrobras e agora a Petrobras pode quebrar o Brasil que esta caminha para um descontrole da inflação, A Petrobras se afogando em lucros, os acionistas se afogando em dividendos, e o país se afundando por causa de uma única empresa... Estamos saindo de uma pandemia com uma guerra inesperada, crise por todos os lados, e a Petrobras prosperando mais do que nunca....

  • Emilio de Souza Lima  20/06/2022 15:15
    Mandou bem!
    Existem uma conversa bem fiada de que nada pode ser feito e estamos pagando a integralidade de preço internacional! bonito de explicar! Mas a Petrobras é empresa estratégica e pode colocar o povo de joelhos! que diabos de mepresa é essa que se beneficia da desgraça do próprio povo!?
  • Vladimir  20/06/2022 16:05
    Mais um que se recusa a virar adulto.

    É realmente impressionante como as pessoas — pior ainda: adultos — se recusam a aceitar fatos básicos do mundo.

    Fazem pirraça e batem o pezinho (como bem disse o artigo de hoje), pois se acham especiais e indignas de certas realidades econômicas.

    Tentando desenhar:

    1) A Petrobras produz muito petróleo, mas não tem condição de refinar este petróleo em gasolina e em diesel. Não tem como. Não há refinarias para isso. Não há chilique a ser feito. Esta é a realidade. Logo, ela exporta este petróleo excedente (que é a única coisa racional a ser feita).

    2) Consequentemente, a gasolina tem de ser maciçamente importada. Ao menos metade da gasolina que consumimos é importada (pesquise na internet). Já o diesel é praticamente todo importado (pesquise na internet).

    3) Sendo a gasolina e o diesel importados, tem-se de pagar o preço vigente no mercado internacional de commodities, que é o mesmo preço, em dólares, para todos os países do mundo.

    4) Ninguém vai vender diesel e gasolina mais barato para o Brasil só por sermos mais simpáticos e mais sexies.

    5) Apenas a Petrobras, sozinha, não consegue importar toda a gasolina e todo o diesel que importamos. Importadores privados complementam o serviço. O fato de haver gasolina e diesel plenamente disponíveis em qualquer rincão deste país se deve exatamente a este fato.

    6) Se a Petrobras começar a vender mais barato do que importa (queimando capital estatal para isso), irá simplesmente expulsar do mercado os importadores privados, que não são bobos e não vão pagar para trabalhar.

    7) Consequentemente, haverá escassez e desabastecimento.

    8) Creia-me: escassez e desabastecimento é muito pior do que pagar caro mas ter o produto. Sempre prefira "caro, mas disponível" a "barato, mas em falta".

    Em suma: os preços de uma commodity em um país serão muito semelhantes aos preços em outro país. O que irá variar é a carga tributária (ou o subsídio) que incide sobre cada preço.

    No entanto, o preço do litro em dólares, sem impostos, é o mesmo em todos os países. Nos EUA, na Alemanha, no Brasil, no Japão e no Sudão.

    E isso não tem nada de "conversa bem fiada".

    Bizarro adultos se recusarem a aceitar isso. Devem se achar muito especiais.
  • Lucas  20/11/2022 19:58
    Pesquisei na internet e a importação de gasolina é de 12% e do diesel de 26%.
  • Geraldo  17/11/2021 18:41
    Por que ninguém protesta para exigir que o Banco Central entregue moeda forte? Por que ninguém faz um movimento exigindo congelamento da base monetária (este, sim, é um congelamento que funciona!)?

    Por que ninguém sai às ruas exigindo IPCA baixo (o que requer juros reais positivos)?

    E por que ninguém agita para isentar petrolíferas para virem aqui construir refinarias?

    Isso, e apenas isso, já resolveria 100% dos problemas.

    Quero ver qual político vai assumir essa bandeira.
  • Rodrigo  17/11/2021 19:03
    É um bom ponto. Mas a realidade é que a maioria é realmente ignorante, e por isso é contra política monetária austera (pensam que isso "causa desemprego"), contra a privatização da Petrobras e contra a liberação da exploração e refino por qualquer empresa ("o petróleo é nosso!").

    Junte a isso políticos populistas e bons de lábia ... um abraço.

    Logo elas têm o que merecem.

    E não, não se trata de dizer que tais pessoas apenas "foram enganadas" por anos de lavagem cerebral fornecidos pela escola, pela mídia e por toda a sociedade. Isso não é desculpa. Pessoas inteligentes não acreditam em mentiras mesmo que essas mentiras sejam repetidas ad nauseum.

    No final, ser um libertário e esperar um comportamento racional das pessoas é como ser uma pessoa normal e esperar que um chimpanzé se comporte de forma civilizada e aprenda a ler e escrever.
  • Eduardo  17/11/2021 19:12
    A maioria das pessoas que se beneficia com todo esse arranjo são infinitamente mais inteligentes que você, que eu e que todos nós juntos. Principalmente os políticos e seus asseclas. Estes são os que mais ganham. Eles defendem tudo isso em causa própria.

    Vide o próprio PT. Enquanto assaltava a Petrobras, ele se tornou o maior e mais poderoso partido da América Latina. Financiou toda a esquerda latino-americana. Só foi apeado do poder porque a equipe econômica da Dilma — ao contrário da do Lula — adotou o ultra-keynesianismo modo turbo e ferrou com o povo.

    Paradoxalmente, foi Keynes quem nos salvou.

    Portanto, pare de querer que o povão se mobilize contra isso. O povão tem mais o que fazer. Isso é papel de pessoas inteligentes e bem articuladas, como você.
  • Refugiado do esquerdismo  21/11/2022 22:20
    Discordo Eduardo. Essas pessoas nao sao tao inteligentes assim,sao psicopatas mentirosos. Sao pessoas que mentem sem sentir qualquer tipo de remorso ou vergonha. Sao as pessoas que sao burras e acreditam nessas pessoas sem contestar pois esperam milagres e vida facil.
  • Rodolfo Dias de Alvarenga  18/11/2021 14:47
    "No final, ser um libertário e esperar um comportamento racional das pessoas é como ser uma pessoa normal e esperar que um chimpanzé se comporte de forma civilizada e aprenda a ler e escrever."

    Essa foi a melhor definição que já li sobre ser a favor da liberdade, a favor de empresas privadas, e extremamente contra governos!
  • Felipe  17/11/2021 20:07
    É realmente interessante.

    Mas, dado que no ano passado teve gente se dizendo liberal e dentro do governo achando o máximo aquela SELIC de 2 %, eu não sei o quão diferente seria isso entre a população, ainda que um pipoqueiro provavelmente sabe mais de Economia do que um graduado em uma faculdade de Economia.

    Isso sim é um tabu a ser quebrado.
  • Lucas  17/11/2021 23:07
    Por que ninguém protesta para exigir que o Banco Central entregue moeda forte? Por que ninguém faz um movimento exigindo congelamento da base monetária (este, sim, é um congelamento que funciona!)?

    Porque moeda forte é ruim para a indústria nacional e causa desemprego.

    Por que ninguém sai às ruas exigindo IPCA baixo (o que requer juros reais positivos)?

    Porque inflação é igual a febre: muito alta é ruim, mas muito baixa também o é.

    E por que ninguém agita para isentar petrolíferas para virem aqui construir refinarias?

    Petrolíferas estrangeiras? Nananinanão! O petróleo é nosso e nenhuma empresa de fora tem o direito de vir aqui explorar as riquezas de nosso subsolo!



    (Sim, estou sendo irônico)
  • AGB  18/11/2021 19:18
    Suponho que o sr. queira dizer que inflação é semelhante a temperatura corporal: muito alta é ruim, muito baixa também. Febre muito baixa não existe.
  • Lucas  18/11/2021 22:46
    Suponho que o sr. queira dizer que inflação é semelhante a temperatura corporal: muito alta é ruim, muito baixa também. Febre muito baixa não existe.

    Correto!
  • Magno  17/11/2021 19:22
    Curiosidade: nos EUA você pode comprar tudo na bomba, gasolina pura, gasolina com até 10% de etanol, E20, E50, E85, etc...

    Confiram:

    sdcorn.s3.amazonaws.com/legacy-content/sdcornblog/uploads/2013/05/photo.jpg

    Tem também postos que vendem "racing fuel" com 100 octanas (sem etanol, com chumbo, apesar de ser baixo teor). E essa idiotice de "aditivada" não existe lá, todas gasolinas mais caras tem performance melhor e não só detergente:

    drivetofive.files.wordpress.com/2014/09/100_octane.jpg

    E muitos donos da carros antigos usam Avgas (100LL), por ser mais parecida com as gasolinas de antigamente, pela fórmula ser fixa e não mudar e por ter maior shelf life.

    Em relação aos EUA, que possuem uma genuína livre concorrência no setor de combustíveis, somos como ym supermercado soviético: aqui temos preços absurdos, de um fornecedor só, com pouca variedade.
  • Richard  22/11/2021 15:49
    Bom, pela primeira vez na história o Brasil (apesar de um lixo) está melhor que os EUA hahaha...
    Aquele país já era, o 'woke' já destruiu e está terminando de bater a terra por cima do caixão daquele país.
  • Wellington  17/11/2021 19:29
    Embora não sejam os culpados, vale ressaltar que, assim como os setores de companhias aéreas e bancário, o setor de distribuidoras de petro-derivados tem cada vez ficado mais concentrado em meia dúzia de empresas, redundando em menos rivalidade nos setores. E aí eles repassam instantaneamente 100% dos ajustes da Petrobras.

    E "coincidentemente" esse fenômeno se intensificou com o advento das agências reguladoras, após 2001/2002.

    Faz uns vinte anos existiam, por exemplo, Atlantic, Texaco, Agip, Esso, Forza e ALE. Todas essas distribuidoras foram compradas por outras distribuidoras e mudaram de bandeira.

    Por exemplo, a BR comprou a Agip e a Forza.

    A Texaco foi comprada pela Ultrapar, que controla a Ipiranga.

    A Ultrapar comprou também a ALE.

    E a Esso foi para a Shell.

    No setor bancário e aéreo, várias empresas foram embora ou extintas/incorporadas pelos concorrentes.

    Quando você fecha o mercado via agências reguladoras e praticamente proíbe tanto a concorrência de estrangeiros quanto o surgimento de pequenos concorrentes nacionais, fusões e aquisições se tornam algo extremamente lucrativo. O problema é fazer as vacas entenderem que quem causa isso são justamente as regulações.

    Houvesse livre concorrência no setor de postos, não teria essa moleza de repassarem imediatamente, e integralmente, todos os aumentos da Petrobras.
  • Bernardo  17/11/2021 19:53
    Para abrir uma refinaria no país você tem de:

    1) se submeter a uma cornucópia de regulamentações impostas pela ANP, que regula tudo que diz respeito ao setor;

    2) A ANP é uma burocracia enorme que possui, além de sua diretoria, uma secretaria executiva, 15 superintendências, 5 coordenadorias, 3 núcleos (Segurança Operacional, Fiscalização da Produção de Petróleo e Gás Natural, e Núcleo de Informática) e 3 centros (Relações com o Consumidor, Centro de Documentação e Informação, e Centro de Pesquisas e Análises Tecnológicas).

    Montar uma refinaria significa ter de submeter a calhamaços regulatórios impostos por cada um desses departamentos, o que, por si só, já torna todo o processo financeiramente inviável.

    3) Além da ANP, você tem de se submeter a calhamaços de regulamentações ambientais, trabalhistas e de segurança para abrir uma refinaria. O esquema é todo montado justamente para coibir a concorrência à Petrobras. Sempre foi assim (pode até ser que mude no futuro, mas não há qualquer indicação disso).

    4) Além de tudo isso, estamos no Brasil, o que significa que você terá de "molhar a mão" de vários políticos e burocratas caso realmente queira conseguir alguma licença.

    5) E, no final, tendo vencido tudo isso, o governo pode vir e decretar congelamento de preços. Ou até mesmo pode encampar e estatizar suas instalações. Aí você simplesmente perdeu tudo.
  • Régis  17/11/2021 22:13
    Cá pra nós: com o movimento ambientalista cada vez mais radical, com a já quase completa criminalização dos veículos com motores de combustão interna, e com a moda delirante dos veículos elétricos, investir em prospecção e refino de petróleo é pedir para perder dinheiro.

    O cara vai fazer um investimento de longo prazo em algo que poderá ser proibido no futuro. Tem que ser louco.

    A realidade será cada vez menos oferta de combustíveis fosseis e preços cada vez maiores.
  • Imperion turbo nuclear quântico com equio  17/11/2021 23:54
    E ao proibir o consumo de algo, ele destrói um setor e pode aplicar sua expansão monetária (TMM) à vontade.
  • Pobre Mineiro  14/03/2022 03:17
    ...com a já quase completa criminalização dos veículos com motores de combustão interna, e com a moda delirante dos veículos elétricos

    Quero ver como vai ficar essa questão de veículos elétricos no Brasil, país onde a energia elétrica é caríssima.

    Exemplo bem conversa de boteco, mas conectado com a realidade:
    Você gasta R$700 para encher um tanque e roda 1000km, e gastará R$1000 na conta de luz para carregar uma bateria e roda 300km. Simplesmente é inviável...

    Outro ponto é que os carros elétricos, contrariando o senso comum, não são tão "ecologicamente corretos" assim.
    A bateria após o fim de sua vida útil vira um lixo extremamente danoso, as fontes de geração de energia elétrica no mundo são hoje majoritariamente "ecologicamente incorretas".
  • Ex-microempresario  14/03/2022 15:58
    "Quero ver como vai ficar essa questão de veículos elétricos no Brasil, país onde a energia elétrica é caríssima. "

    No Brasil teremos carro movido a gato. Baratíssimo!
  • Wagner  29/01/2022 02:05
    Cartéis escancarados, da distribuição até a venda. Aqui na minha cidade tem um posto (sem bandeira) que estava praticando preços bem mais baixos que a concorrência, até metralharem a faixada. É conhecido como posto do pipoco...
  • Ex-microempresario  17/11/2021 20:09
    Só um detalhe:

    Fala-se por aí que nosso petróleo e ruim e nossas refinarias não conseguem refiná-lo.

    Já foi verdade décadas atrás. Hoje é o contrário.

    As refinarias da Petrobrás foram adaptadas para refinar o petróleo pesado das bacias de Campos e Santos, que estão no final da vida útil.

    O óleo do pré-sal é leve e de ótima qualidade. Seria um desperdício usá-lo aqui, então a Petrobrás exporta esse óleo mais caro e compra óleo pesado mais barato.

    Cotações de hoje:
    Texas WTI : 78,40
    Brent : 80,46
    Lula : 83,20
  • Rodrigo  17/11/2021 20:21
    O Brasil hoje exporta petróelo e importa os derivados (refinados).Nos últimos 20 anos, os governantes investiram algo de 30 bilhões na Maranhão Premium, que nada produz! Investiram mais de 50 bilhões na Abreu Lima, que trabalha só com 20% de sua capacidade, pois além da roubalheira gritante que ocorreu, os corruptos ainda "compraram" maquinário de refino que não serve para o petróleo enviado para lá!

    Fora o escandaloso roubo de Pasadena...

    No esqueleto do COMPERJ foram gastos outros 50 bilhões para nada produzir até hoje!

    Resumo: 4 refinarias que, se não tivessem ocorridos assaltos monstruosos, hoje o Brasil não exportaria petróleo cru e importaria derivados, estaria explorando e refinando a preço de Real.

    Mas vamos voltar com os antigos ladroes que agora eles vão resolver...
  • Ex-microempresario  18/11/2021 14:30
    Quem falou em "voltar aos antigos"? Aliás, quem falou em política?
  • SERGIO MANCHESTER  14/03/2022 21:29
    Os ditos "antigo ladrões", todos integrantes da oligarquia chamada 'Centrão', nunca saíram do poder: Valdemar Costa Neto (PL), Edir Macedo (Republicanos), Ciro Nogueira (PP), Michel Temer (PMDB), FHC (PSDB), dentre outros.
    O Bolsonaro é tão marionete do Centrão quanto o Lula e a Dilma foram.
    O Centrão só vai cumprir o protocolo das eleições para saber quem será a marionete da vez, não importa se o eleito for o Moro, Molusco, "Mito", ou qualquer outro.
  • Realista  17/11/2021 20:24
    Cara, o problema nem sequer é capacidade de refino, mas sim a qualidade do petróleo extraído em nossa localização geográfica. Não há nada que se possa fazer quanto a isso. A qualidade do petróleo brasileiro é ruim e nenhuma mágica mudará isso. É custoso refiná-lo (precisa de planta, equipamento e processo industrial específico) e os "yields" dos derivados de alto valor agregado(gasolina, diesel) são menores comparados a média dos outros petróleos.
  • Ex-microempresario  18/11/2021 14:33
    Não.

    O petróleo da bacia de Campos era ruim, e nossas refinarias foram adaptadas para usá-lo, muitos anos atrás.

    Hoje, a maior parte da nossa produção vem do pré-sal, que é de boa qualidade, tanto que a Petrobrás o exporta, importa petróleo mais barato para refinar aqui, e lucra com a diferença.
  • Felipe  17/11/2021 20:12
    "Para isso, dependemos da iniciativa privada para a construção de novas refinarias (a Petrobrás é dona de 13 das 17 refinarias do Brasil, respondendo por 98% do petróleo refinado, herança de décadas de monopólio legal)."

    Levando-se em conta que nesses últimos anos a Petrobras vendeu algumas refinarias, a Petrobras é dona de quantas agora? Aquela lei petista que impôs regime de partilhas acabou com a indústria de petróleo daqui.

    Os nossos combustíveis poderiam se comportar como nos EUA: se os preços internacionais caem, aqui caem junto. Para isso, terão de fazer bastante coisa em matéria de desregulação. Por exemplo, a gasolina agora deu uma caída em reais. Se esse setor fosse livre, a gente veria gasolina menos cara. Dessa forma, seria mais ou menos o que acontece (em comportamento de preços) nos hortifrutis.
  • Ulysses  17/11/2021 20:18
    Oito estão em processo de venda. Uma vez vendidas, será necessário fazer vultosos investimentos para alterar e melhorar a capacidade do refino.

    Ou seja, ainda vai demorar.
  • anônimo  17/11/2021 20:46
    "Para Mises, a perspectiva
    teleológica contida na ação humana que leva o homem a realizar seus desejos e
    aspirações é racional quando pensada na esfera econômica. Contudo, não entendemos
    como harmonizar o economicismo da Escola Austríaca, representada por Mises e
    Hayek, com o entendimento de que "as massas, as legiões de homens comuns, não
    concebem ideias, sejam elas verdadeiras ou falsas. Apenas escolhem entre as ideologias
    elaboradas pelos líderes intelectuais da humanidade" (MISES, 2010ª, 97).
    Se por um lado, nas relações econômicas, o indivíduo consegue maximizar
    seus ganhos por ser um ator racional, na esfera política esse mesmo indivíduo faria
    escolhas de líderes sem que a mesma faculdade racional consiga discernir ideias falsas
    das verdadeiras. Por meio do mesmo raciocínio dedutivo, acreditamos que, para Mises,
    os indivíduos, apesar de conseguirem usar sua razão na realização de seus desejos
    e aspirações, são inaptos para a vida política, por não fazerem o uso correto de sua
    razão nas escolhas políticas. Na vida política o individualismo metodológico de Mises
    não enxerga indivíduos, mas a massa, a coletividade, entendida como uma legião de
    homens comuns."Encontrei isso alguém poderia refutar ou contra argumentar?
  • Túlio  17/11/2021 21:58
    É simples. O erro está aqui:

    "A perspectiva teleológica contida na ação humana que leva o homem a realizar seus desejos e aspirações é racional quando pensada na esfera econômica […] nas relações econômicas, o indivíduo consegue maximizar seus ganhos por ser um ator racional".

    A ação humana é proposital, mas não é necessariamente racional quando vista por um observador externo.

    Aquilo que para você pode parecer perfeitamente racional — por exemplo, pagar centenas de reais para ir a um estádio ver um jogo de futebol —, para mim é o ápice da imbecilidade.

    Um sujeito usa cocaína porque, na cabeça dele, aquilo terá mais vantagens do que desvantagens. Já para um observador externo é algo totalmente imbecil.

    Funcionários públicos votam em políticos que lhes prometem benesses e aumentos seguidos. Isso é interesse próprio. Do ponto de vista do indivíduo funcionário público, tal medida é racional. Já um observador externo sabe que aquilo será totalmente nefasto para a economia, e poderá, no fim, acabar piorando o padrão de vida do próprio funça.

    As Forças Armadas venezuelanas apoiaram Chávez e Maduro porque eles lhes prometeram ganhos e poder. Ambos cumpriram, e as forças armadas hoje a instituição mais poderosa da Venezuela, e seus membros são os mais ricos. No entanto, no geral, até mesmo o padrão de vida deles caiu. De nada adianta ser rico estando cercado de miséria e privações.

    Para finalizar, eis o que o próprio Mises escreveu:

    Eis o que o próprio Mises escreveu:

    "Quando aplicados aos objetivos finais da ação, os termos "racional" e "irracional" são inadequados e sem sentido. O objetivo final da ação é sempre a satisfação de algum desejo do agente homem. Uma vez que ninguém tem condições de substituir os julgamentos de valor de um indivíduo pelo seu próprio julgamento, é inútil fazer julgamentos dos objetivos e das vontades de outras pessoas.

    Ninguém tem condições de afirmar o que faria outro homem mais feliz ou menos descontente. Aquele que critica está nos informando o que imagina que faria se estivesse no lugar do seu semelhante, ou então está proclamando, com arrogância ditatorial, o comportamento do seu semelhante que lhe seria mais conveniente."
  • Eduardo  17/11/2021 22:08
    Sim, não faz sentido falar em racionalidade ou irracionalidade da ação humana, pois ela é executada sempre objetivando um fim, concebido subjetivamente pelo autor da ação.

    Se tal ação dará certo ou errado, ou mesmo se ela pareceu imbecil a um observador externo, isso é imaterial.

    Só o agente tem a exata noção de quão "irracional" ela foi: no caso, quão distante do fim almejado resultou a ação empreendida.
  • anônimo  18/03/2022 06:28
    Mises gastou páginas e páginas batendo no mito do "homo economicus", é um espantalho patético! É óbvio que as pessoas fazem besteiras em escolhas financeiras o tempo todo, está cheio de estudos de psicologia sobre isso. Não confunda tomar decisões racionalmente com acertar nas escolhas tomadas.
  • anônimo  18/03/2022 06:45
    Dúvida: Se a Petrobrás fosse vendida e houvesse concorrência livre no setor, como se isso tudo pudesse ser feito do dia pra noite, qual seria o impacto no preço da gasolina no Brasil? Afinal, estamos falando de uma commodity.
  • Gustavo  18/03/2022 12:44
    Em alguns momentos, a Petrobras vende a preços acima dos de mercado. Isso ocorreu em boa parte de 2017, em 2020 e no fim de 2021 (por três semanas). Ela faz isso para recompor o caixa.

    Havendo concorrência, ela não teria espaço para se dar este prêmio.

    Ademais, com maior produção interna, a oferta faria os preços aqui caírem. Sim, ainda ocorreria pareamento com os preços internacionais, pois se exportaria gasolina ao invés de petróleo. Mas, com maior produção interna, a oferta pressionaria os para baixo pelo simples fato de que nem todo produtor exporta. Uma grande parte dessa produção extra ficaria aqui dentro, contribuindo pra baixar os preços. Se o preço subisse, aumentaria-se a produção pra compensar.
  • Felipe  18/03/2022 13:10
    Como ocorre nos EUA: postos repassando por completo a queda nos preços do petróleo nas bombas e disputando consumidores à tapa (e por que não também com o álcool para quem abastece com o combustível), com postos oferecendo preços nos níveis mais baixos possíveis, com postos em uma mesma região tendo grandes diferenças nos preços dos combustíveis.

    Hoje, com o monopólio da Petrobras, a gente tem que contar com a boa vontade deles para vermos alguma redução no preço da gasolina.

    Na pior das hipóteses, a gente veria algo que acontece no setor de fotocópias: preços dos mais baixos possíveis e quase constantes (ou até em queda de preços em níveis reais). Talvez uma comparação até boba, então vamos pensar nas padarias, afinal os pães são influenciados mais diretamente pelos preços de commodities como trigo, ainda mais que grande parte do trigo é importada da Argentina (olha que bom, a gente ajuda a economia argentina a respirar). Farinha de trigo é também comprada do vizinho, embora haja produtores de farinha no Brasil também. O sal eu não sei nem se está também no mercado internacional de commodities e não estamos mais na época da Roma Antiga, onde era caríssimo e usado como salário.
  • Carlos Alberto  18/03/2022 16:31
    No futuro, as pessoas olharão para trás e ficarão espantadas ao verem que a maior fatia da receita dos governos estaduais vinha do ICMS sobre combustíveis, e como o povo era passivo perante isso.

    É simplesmente criminoso os governos tributarem pesadamente os combustíveis, pois combustíveis são a base do desenvolvimento de toda e qualquer economia industrializada.

    Os EUA entenderam isso e não tributam a gasolina (não como o resto do mundo). E, desde então, ninguém nunca chegou perto deles em termos de desenvolvimento econômico e criação de riqueza.

    Sabem qual outro país entendeu isso? A China.

    E sabe quem não entendeu isso? A Europa.
  • Felipe  18/03/2022 18:12
    Na Europa realmente os impostos sobre combustíveis são altos, mas o Brasil continua campeão. O negócio aqui é profissional, muito imposto para gente pobre e pouco produtiva ter que custear (que não é o caso da Europa).

    Deveria ser crime aumentar imposto.

    A nossa carga tributária nunca cai, sempre cresce e, mesmo assim, o governo se atola em déficits e mais dívidas. Óbvio, isso ocorre em quase todos os países, mas aqui a diferença é que a nossa social democracia é frágil, pois a economia é pouco produtiva para sustentar tudo isso. Os países europeus já eram ricos e com uma baixa carga tributária. Foi só depois que eles aumentaram. Aqui não, continuamos pobres e mesmo assim a carga tributária só incha e não há ninguém que se mexa para fazer uma reforma tributária sem essas geringonças feitas para agradar grupos de interesse.

    Quando a nossa carga tributária era mais baixa, era inflação de dezenas de % (com exceção do período da Caixa de Conversão e no Brasil Imperial). Quando o índice de preços ficou um pouco melhor, aí a carga tributária cresceu de vez. O eleitorado não se contenta, quer que o governo controle desde empresa de petróleo a mais de 70 instituições federais de ensino. Como que vai mudar isso?
  • Lionel von Prusse  17/11/2021 21:42
    Excelente artigo. Bem claro e simples. Pelo menos o Bolsonaro reconhece que tabelar/congelar preço não funciona (sempre que fala sobre isso cita a Argentina).
  • Estudando EA  17/11/2021 22:12
    Uma dúvida:

    Os Ciristas argumentam que deve ser alcançada autosuficiencia do Brasil no refino sem depender da iniciativa privada (só com investimentos estatais da Petrobrás). Produção e refino totalmente realizados internamente.

    Para isso, deveríamos ser ingênuos e imaginar que surgiria dinheiro no orçamento para capitalizar a Petrobrás e não haveria corrupção e ineficiência no processo de construção e expansão da capacidade de refino.

    Se esse cenário imaginário de Ciro fosse possível de ser alcançado (extração e refino feitas totalmente pela Petrobrás internamente), os preços dos combustíveis aqui poderiam ser desvinculados da oscilação do dólar e do preço do petróleo no mercado internacional ?
  • Cearense  17/11/2021 22:17
    Na Noruega é assim.

    Resultado: é simplesmente a gasolina mais cara do mundo.

    www.tnp.no/norway/economy/4724-norway-has-worlds-most-expensive-gasoline

    www.globalpetrolprices.com/Norway/gasoline_prices/
  • Paulo  18/11/2021 00:27
    Se a petrobras passar a fazer preços nacionais(supondo que ela tenha capacidade de refino), haverá consequências não intencionais. Quais seriam, além da obvia redução do lucro dela?
  • Cearense  18/11/2021 01:29
    Exatamente como é na Noruega. Ver acima.
  • Paulo  18/11/2021 04:29
    A Noruega vende a preços locais ou internacionais? Quanto do preço é impostos?

    Alguns países altamente produtivos em petróleo conseguem vender para fora a preço internacional, atendendo a demanda externa, e vender para dentro com preços menores. Se não estou enganado, arábia saudita faz isso.

    É difícil, politicamente, nessas situações, você dizer que o país tem de pagar o preço de 80 dólares
  • Yuri  18/11/2021 01:47
    Se você é o único produtor nacional e tem a eficiência de refinar tudo e atender plenamente todo o mercado interno, então sim, você tem o poder de estipular o preço que quiser.
  • Realista  17/11/2021 22:25
    "Investir em capacidade de refino" não é algo simples, nem barato e muito menos de resultado rápido. É coisa para longuíssimo prazo. Ademais, o problema nem sequer é capacidade de refino, mas sim a qualidade do petróleo extraído em nossa localização geográfica. Não há nada que se possa fazer quanto a isso. A qualidade do petróleo brasileiro é ruim e nenhuma mágica mudará isso. É custoso refiná-lo (precisa de planta, equipamento e processo industrial específico) e os "yields" dos derivados de alto valor agregado(gasolina,diesel) são menores comparados a média dos outros petróleos.

    O problema majoritário é câmbio, e não "capacidade de refino". E câmbio se resolve com juros, política monetária e política fiscal.

  • Amante da Lógica  17/11/2021 22:39
    Confesso que seria divertido. Para haver essa efetiva reestatização, a Petrobras teria de recomprar suas ações em bolsa para voltar a ter o controle majoritário (não só das ações ordinárias, mas de todas).

    E fazer isso, adivinha só!, teria um custo exorbitante.

    Aí, além de a empresa ter de desembolsar uma fortuna para recomprar suas ações -- o que a deixaria completamente descapitalizada -- ela ainda teria de vender combustíveis a um preço menor do que importou (sim, pois a capacidade de refino total não surgiria magicamente da noite para o dia).

    Mais ainda: vendendo a preço abaixo de custo e tendo de recomprar ações, exatamente de onde virá o capital para a empresa investir em refino de ponto, a ponto de alcançar a autossuficiência de um país continental?

    Ainda mais impressionante do que ver político mentindo na cara dura, é constatar como esses caras têm um passe-livre da imprensa, que apenas repercute suas falas, sem qualquer crítica.
  • Estudando EA  18/11/2021 02:04
    Pensando com a cabeça de Ciro: O dinheiro pra recomprar as ações viria do Tesouro nacional ou BNDES. E o tesouro arranjaria dinheiro com aumento e criação de tributos.
    Infelizmente é assim que ele pensa (imposto sobre grandes fortunas/patrimônios, novas faixas de alíquotas de IRPF para as rendas maiores (além dos 27,5%), tributação de dividendos, extinção de isenções tributárias, etc.)

    Ou seja, jogaria a conta para o "contribuinte" mais rico, que teoricamente teria condições de pagar.

    Para os Ciristas, planejar a autosuficiencia seria algo de longo prazo mesmo e precisaria de aportes do tesouro/BNDES.

    E finalmente com total capacidade de produção e refino o pobre brasileiro não seria refém dos especuladores gananciosos que jogam com o preço do petróleo e do dólar.

    Convivo com vários Ciristas no trabalho diariamente. É triste, mas a mentalidade deles é essa.

    Só fico com essa dúvida: com produção e refino totalmente nacional, seria possível deixar o preço imune a cotação internacional do petróleo e do dólar?

    Obs: Seria ótimo se o Leandro Roque pudesse ajudar nessa
  • Leandro  18/11/2021 03:02
    "E finalmente com total capacidade de produção e refino o pobre brasileiro não seria refém dos especuladores gananciosos que jogam com o preço do petróleo e do dólar."

    Os "especuladores gananciosos" foram os mesmos que jogaram o barril para US$ 20 em abril de 2020. Ninguém ficou com dó das petrolíferas.

    Aliás, o barril custava US$ 150 em julho de 2008. Hoje custa US$ 80. Os especuladores por acaso ficaram menos gananciosos?

    Por fim: o preço é válido para absolutamente todo o mundo. Todos os países do mundo pagam o mesmo preço, em dólares, pelo barril. Achar que "especuladores gananciosos" estão juntos para ferrar apenas o brasileiro é uma mistura paradoxal de delírio megalomaníaco com ignorância provinciana.

    "Só fico com essa dúvida: com produção e refino totalmente nacional, seria possível deixar o preço imune a cotação internacional do petróleo e do dólar?"

    De certa forma, o Brasil é auto-suficiente em alimentos, especialmente carne, soja, milho, café e açúcar. E aí?

    Entenda: a única economia realmente fechada é a do mundo (não dá para um planeta comercializar com outro planeta). Fora isso, os mercados são abertos entre os países (felizmente). Sendo assim, se há um mercado internacional disposto a pagar US$ 100 por um produto 100% produzido aqui, o que você acha que os produtores farão? Irão vender para o populacho aqui, a preços baixinhos e em reais, ou irão vender para os estrangeiros, que pagam caro e em dólares?

    No final, o preço vigente para qualquer mercadoria negociada mundialmente sempre será o preço pago pelo mercado mundial.

    Portanto, ainda que fossemos totalmente autossuficientes, o produto seria vendido para quem pagasse mais. Se o preço do mercado de commodities for maior que o nacional, toda a produção será escoada para fora. Seria total irracionalidade econômica não fazê-lo.
  • Pedro Lopes  07/10/2022 15:58
    É neste ponto que o cirista argumenta de forma favorável a um sistema totalmente estatizado, "protegido" das variações de mercado e da paridade internacional.

    Resumidamente, o que você diria desse auspicioso sistema, citado no texto, à propósito?
  • Imperion turbo nuclear quântico com equio  18/11/2021 14:03
    "Só fico com essa dúvida: com produção e refino totalmente nacional, seria possível deixar o preço imune a cotação internacional do petróleo e do dólar"?

    Diretamente não. Mas se você estimular ou parar de atrapalhar a produção nacional, de qualquer coisa, você aumenta a oferta de bens e serviços, com isso fazendo com que sua moeda (o reeca) se valorize, pois você compraria mais gasolina e outros bens e serviços com a mesma quantidade de dinheiro.

    Você tem então que estimular a produção nacional, o aumento da oferta de gasolina nacional sem manipulações. Teríamos gasolina barata pela boa oferta de gasolina e moeda forte, não pelo amortecimento dos preços internacionais.
  • Felipe  18/11/2021 02:29
    Já que o Brasil precisa importar petróleo refinado (que vai incluir coisas como gasolina), mudaria algo se o Brasil diversificasse e importasse mais do produto de países produtores como Equador, Arábia Saudita e Nigéria? Para quem não sabe, em 2019 mais de 65,8 % do petróleo refinado importado é dos Estados Unidos.

    Curiosamente, na Bolívia, os recursos naturais como o gás natural, ao contrário daqui do Brasil, não são nacionalizados. Aqui no Brasil até o fóssil é da União (houve um recente caso de um fóssil brasileiro que foi contrabandeado para a Alemanha).
  • Leandro  18/11/2021 03:02
    "mudaria algo se o Brasil diversificasse e importasse mais do produto de países produtores como Equador, Arábia Saudita e Nigéria?"

    Não. Trata-se de uma commodity internacional, cujo preço é determinado no mercado internacional de commodities. É o mesmo preço, em dólar, para todo o mundo. Não tem essa de "preço especial" para o Brasil.

    Até porque, se o Brasil barganhar, jogar charme e pedir um desconto, os produtores irão simplesmente vender para outro país que pague o preço vigente no mercado de commodities.


    P.S.: o único caso de um país produtor cujo governante vendia petróleo baratinho para outro país era o da Venezuela em relação a Cuba. O arranjo final não ficou lá muito invejável…
  • Felipe  18/11/2021 03:19
    O que será que acontecerá quando o dólar americano perder o status de moeda de reserva e troca internacionais?

    Uma solução seria aumentar a produção de petróleo e derivados. Parar de depender dos Estados Unidos e da OPEP. Mas como, se o setor aqui é todo estragado? FHC errou tanto em não ter vendido a Petrobras, quanto em ter criado a ANP.

    Uma outra solução seria fortalecer bastante o real, a ponto de contrabalançar o encarecimento do petróleo em dólar. Mas como, se quando o real começa a se valorizar, o Paulo Guedes fala que dólar caro é bom para o turismo...

    Se fosse bom mesmo para o turismo, então por que o Brasil continua apanhando feio no setor turístico para a Tailândia?
  • cmr  18/11/2021 10:53
    ...então por que o Brasil continua apanhando feio no setor turístico para a Tailândia?

    Deve ser porque o Brasil não tem as "Ladyboys" da Tailândia.

    (ironia)
  • Ciro Guedes  18/11/2021 03:21
    Prezados, e com tudo isso, Afonso Pastore, mais um que não sabe nada de moeda como a turma de Chicago ou alguém com a mesma competência de Gustavo Franco por exemplo?

    A turma da USP é ruim como a da UNICAMP?
  • Paulo  18/11/2021 04:16
    Recentemente ele fez um vídeo com o Marcos Lisboa lançando seu novo livro. Pesquisa rápida no YouTube você encontra. Ele mostrou um estudo onde não encontra nenhuma relação entre câmbio desvalorizado e benefícios a indústria, economia, no geral.

    O quanto isso vai se refletir em uma defesa explícita do real é uma incógnita. Mas é um sinal que não vai defender esse tipo de política. O que é ótimo.

    Inclusive reconheceu o câmbio desvalorizado atual como medida protecionista é criticou isso.(é deixou claro que discorda do Lisboa sobre o cambio)

    Ainda é cedo para dizer, mas parece um excelente sinal
  • Felipe  18/11/2021 14:25
    Vendo essa notícia, eis alguns trechos:

    "[...]O Brasil criou na indústria um protecionismo absolutamente gigantesco, o que gera ineficiência no setor produtivo. O governo não tem de defender só o interesse privado, tem de defender também o interesse da sociedade como um todo. A retórica diz que tem de compensar o custo Brasil, então vamos arrumar um câmbio mais depreciado. O que tem de arrumar é reduzir o custo Brasil, não é depreciar o câmbio."

    O vídeo seria este?

    O que você pensa, Leandro?

    Eu acho que o Bolsonaro tinha que trocar logo esse Guedes.
  • Leandro  18/11/2021 15:11
    O problema é esse: quando estão fora, só como observadores, falam tudo direitinho, criticam o errado e elogiam o certo.

    Porém, tão logo entram para o governo e começam a sofrer assédio dos lobbies, prontamente mudam de discurso e passam a defender coisas que antes criticavam.

    Guedes, quando era colunista da Época, falava tudo direitinho. Tão logo entrou para o governo, saiu defendendo protecionismo, indústria nascente e substituição de importações.

    É por isso que gosto do Gustavo Franco: ele fazia o que era o certo para proteger a moeda, e cantava e andava para as críticas da Fiesp, dos bancos, do setor calçadista ("Seu setor vai acabar", disse ele para um empresário que estava gemendo contra a concorrência dos importados), e do setor agroexportador. Não foi à toa que saiu corrido de lá e foi substituído por um agente do Soros. "O sistema é bruto", já diziam.
  • Felipe  18/11/2021 16:23
    Eles têm pavor de lobbies, uma coisa impressionante.

    Tá faltando gente durona na equipe econômica do Bolsonaro, como foi o Afonso Beviláqua.

    Não há o que fazer, sempre vai ter pressão. Até na Suíça há pressão para desvalorizar o franco suíço. A diferença é a seriedade de quem irá gerir a moeda e as finanças do governo.

    Separatismo seria bom, mas isso está mais longe do que o peso argentino voltar a virar uma moeda forte.
  • Felipe  27/11/2021 17:07
    Apesar dessa fala do Gustavo Franco, na prática o governo FHC depois voltou a aumentar as tarifas de importação. Não aguentaram a pressão?

    De qualquer forma, fosse o Guedes falando com alguém gemendo contra concorrência estrangeira, ele provavelmente falaria "Nós não vamos derrubar a indústria brasileira em nome da abertura comercial".

    Na história do real, vejo o Gustavo Franco, Henrique Meirelles e o Antonio Palocci como os melhores ministros da Economia. E na história do Brasil? Talvez só no período colonial e imperial?
  • Felipe  18/11/2021 12:36
    Pelo jeito é. Ele foi presidente do BCB entre 1983 e 1985. O cruzeiro estava uma maravilha.

    Vale lembrar que o Guido Mantega é formado na USP.

    O Meirelles não é formado em Economia, mas foi muito melhor do que a maioria dos ministros que eram formados em Economia.

    Se a pessoa for cursar Economia, pelo jeito terá que seguir os conselhos do Leandro.
  • Estado máximo, cidadão mínimo.  18/11/2021 13:41
    E existe alguma universidade brasileira decente? No máximo o ITA e o IME.
  • Anônimo  18/11/2021 11:14
    As refinarias brasileiras estão ultrapassadas, não servem para o petróleo do Pré-Sal. Ao invés de sair vendendo tudo tendo como desculpa a tal "política do desenvestimento", a estatal, que zerou os prejuízos no seu Caixa graças a PPI, deveria aproveitar parte desses lucros para INVESTIR em novas refinarias capazes de lidar com todo tipo de petróleo, isso tornaria o país autos suficiente no recurso energético e baixaria os preços por não ser mais necessário importar.

    Mas como aqui é a Bananalandia, por que a Petrobras se interessaria em investir se ela pode trabalhar com os mesmos preços que os importadores praticam? Pra quê investir para aumentar a oferta de produtos e reduzir os preços dos produtos ao consumidor se a Petrobras está indo bem, vendendo mesmo assim? Dá pra a falta de interesse da estatal em investir no nosso mercado de mais de 200 milhões de consumidores, ela prefere exportar o óleo do Pré-Sal, se pudesse venderia todas as refinarias para ficar só exportando o óleo e seus derivados. Cadê o interesse no nosso mercado? Na verdade acho que nunca existiu.
  • Ex-microempresario  18/11/2021 14:29
    Para investir em novas refinarias, seriam necessárias três coisas, todas elas raras em empresas estatais:
    - Dinheiro sobrando
    - Vontade
    - Competência
  • Anônimo  18/11/2021 17:40
    Então a saída seria a privatização da Petrobras, certo?
  • Gustavo M.  18/11/2021 19:09
    Ainda mais crucial do que privatizar é abrir completamente o mercado para toda e qualquer petrolífera que queira vir. E ainda garantir isenção de impostos.

    Além, é claro, alterar completamente a política monetária.

    Quem vai defender isso?
  • Jhonatan  18/11/2021 17:49
    Dúvida honesta, li que a petrobras apresentou 60 bi em dividendos. Sendo uma empresa parcialmente endividada e necessitando de investimento pro refino, porque esse valor não foi utilizado para pagamento das dívidas e investimento na companhia? Digo, no caixa de uma empresa normal depois de um período de prejuízo e vc volta a ter lucro vc não sai "gastando" todo ele, mas prioriza o pagamento das dívidas e investimentos que a companhia precisa pra se manter ao menos no médio prazo.
  • Trader  18/11/2021 19:08
    Toda empresa de capital aberto é obrigada por lei a pagar pelo menos 25% do seu lucro líquido em dividendos.

    Só para a União foram R$ 23 bilhões.

    valor.globo.com/empresas/noticia/2021/10/28/petrobras-dividendos-de-2021-pagos-a-uniao-chegam-a-r-233-bilhoes.ghtml


    E a empresa ficou de 2014 a 2018 sem pagar nada, por estar praticamente falida.

    www1.folha.uol.com.br/mercado/2018/01/1947744-petrobras-pode-ficar-mais-um-ano-sem-pagar-dividendos-apos-acordo-nos-eua.shtml

    De resto, nenhuma empresa zera dívida. Com efeito, não existe nenhuma grande empresa sem dívida. Dívida é normal. É por meio de dívida que uma empresa se alavanca e investe. Dívida, podendo, deve ser rolada.
  • Imperion turbo nuclear quântico com equio  18/11/2021 23:21
    Dividendo é divisão do lucro proporcional entre os investidores, os acionistas. No ano contábil, você compra ação de uma empresa para ter lucro, senão você não seria empresário. Você pode investir em empresa própria ou comprar uma parte de uma (ação).

    Se uma usar o dinheiro dos investidores somente pra pagar dívida (que a Dilma obrigou a companhia a fazer), ela perde os investidores. E a Petrobrás fica descapitalizada.

    Já usar o dinheiro dos investidores para investimentos é possível, só que a Petrobrás tem problema de ingerência politica. O investidor prefere recolher o dividendo o qual tem direito do que permitir que o dinheiro vá pra financiar essa bazófia. É dinheiro privado que está em jogo.

    Numa empresa tradicional que esteja sem ingerência política e em fase de crescimento, os investidores até gostam de postergar o direito de receber os lucros e que estes vão para os investimentos, pois teoricamente o retorno depois é maior (reinvestir os lucros). Mas uma empresa politizada? O artigo apresentou os malefícios e problemas de se investir numa empresa com ingerência estatal.

    Se não tivesse essa ingerência política, sem estatismo, compensaria ao investidor não receber dividendos esse ano e, ao se investir na empresa, receber muito mais tarde.

    Mas no caso de uma Petrobrás da vida, investidor pode querer receber o dividendo e o guardar, somente pelo risco da ingerência fazê-lo perder dinheiro que é dele.
  • Jhonatan  22/11/2021 20:02
    Agradeço os comentários dos amigos acima, foram bastantes elucidativos. Obrigado por ensinarem!
  • Ciro Guedes  18/11/2021 23:38
    Não sei mexer direito aqui nos comentários, mas obrigado aos colegas que responderam minha pergunta sobre a reputação do Pastore.
  • Felipe  19/11/2021 02:17
    "'Dólar está lá em cima, não tem problema', diz Guedes"

    Eis um trecho:

    "O ministro disse, então, que os estrangeiros terão um 'ganho adicional' ao investir no Brasil por causa da alta do dólar. 'Não tem problema. Quem entrar agora tem uma margem adicional de ganho, porque está entrando com o dólar valorizado', afirmou."

    Alguém tem que colocar um silenciador nele. Sempre que ele abre a boca para falar de dólar, a moeda afunda.

    Será que ele sabe que esses investidores terão prejuízo quando eles trocarem os reais pelos dólares de novo?
  • Gustavo  19/11/2021 03:34
    Ele, pelo visto, ainda não começou a entender nem sequer o básico:

    Aviso ao Ciro Guedes: uma moeda desvalorizada é um ataque direto ao padrão de vida da população
  • imperion turbo nuclear quantico com equio  19/11/2021 11:38
    ele sabe, mas se faz de desentendido.
    senão ele não compraria dolares
  • YURI SAO CARLENSE  19/11/2021 02:21
    Ciro é tão burro que teria todos os motivos para criticar e apontar o governo como culpado pela alta dos combustíveis.

    O governo atual gerou a desvalorização do real (culpa da política monetária do BC, ausência de reformas, descontrole fiscal, conturbação política gerada muitas vezes desnecessariamente pelo Executivo, que aumenta o risco país).

    Mas ele elegeu o alvo errado e colocou a Petrobrás como culpada pelo problema.
  • Edson  19/11/2021 03:34
    E o mais engraçado é que ele, involuntariamente, está fazendo propaganda pela privatização da Petrobras.

    Já conversei com duas pessoas de classe média-baixa, que mexem com transporte, e que falaram exatamente a mesma coisa: se é para a Petrobras ser assim, então é melhor privatizar.
  • capitalista chinês  19/11/2021 12:30
    Ciro não tem como criticar porque o "plano" de governo dele é fazer exatamente o que Paulo Guedes/Roberto Campos tem feito.
  • Ronaldo Maia  19/11/2021 13:32
    Excelente visão de cenário.

    Como mencionado, a adição do etanol anidro e consequentemente a logística que envolve o processo até a formação do combustível tem forte impacto devido a "obrigação" de adicionar entre 25% (gasolina premium) e 27% (gasolina comum). Uma lei obrigou a tal situação estúpida, quando países mundo a fora realizam a composição em níveis bem mais baixos (7% a 18%).

    1) Revogar e estabelecer um valor a exemplo de 17% não seria uma boa solução, a curto/médio prazo?
    Claro que também teremos que levar em conta que a redução de etanol anidro fará com que os produtores de alcool percam receita, a princípio devido ao corte na composição do combustível - gasolina, empurraria para baixo o valor do alcool que em tese seria bem mais atraente do que a gasolina nos carros flex, dependendo do cenário e a médio prazo contrabalanceando a perda inicial.

    2) A questão da substituição tributária, que visa "antecipar o recolhimento de imposto e reduzir a sonegação" pois é mais prático fazer o recolhimento em três ou cinco distribuidoras do que em 2000 ou 4200 postos em cada estado, e que gera posteriormente o tabelamento de preços "indireto" pelos governadores através da ideia do preço de pauta final. Creio que a substituição tributária tenha seus benefícios, mas quanto a questão do combustível tornou-se um sistema típico de controle de preços estatizado.
    Afinal, após analise do mercado (dólar, commodity, Petrobras, Etanol, impostos federais, operação de distribuição e revenda), os governadores "sabiamente" estipulam que o combustível deve ser vendido mais ou menos em tal valor, devido a adição de ICMS, ou melhor, o tanto que eles considerarem, gerando a impressão de aumento de ICMS, quando na verdade houve somente a elevação do preço de pauta, que trará assim maior recolhimento sem alterar o valor do ICMS.

    Pergunto, sabendo que retirar o instrumento da substituição tributária poderia ocorrer em sonegação de imposto, entretanto tal retirada e devido recolhimento de impostos somente na venda (bomba) - que retardaria o recolhimentos de impostos - evitaria a estipulação do preço de pauta, o que em tese daria mais flexibilidade para os donos dos postos e para o mercado. Seria essa uma possibilidade?
    Está correto essa linha de pensamento?
  • olavo  19/11/2021 14:52
    E, com a PEC do calote e 'auxílio brasil' do desgoverno, só veremos a situação piorar ainda mais.

    Hiperinflação a gente vê por aqui.
  • olavo  19/11/2021 14:55
    O Paulo Jegues está rindo da nossa cara ao manter o real na situação que está. Rindo e se enriquecendo por meio de sua offshore.
  • Fraude Eleitoral  19/11/2021 20:54
    Como isso, camarada? 85% do dinheiro dele está em reais na bolsa.
  • Julio Heitor Nobrega  19/11/2021 17:07
    Caro Helio Beltrão,

    te dou os parabéns pelo artigo muito bem escrito e claro para qualquer leitor alfabetizado. Agradeço o seu trabalho de divulgador das ideias econômicas liberais que nada mais são do que a aplicação prática das leis morais (leis naturais)
    criadas por nosso Deus.

    Que o Deus de Jesus Cristo, Senhor do universo, te abençoe e um dia, no céu, te recompense pelo esforço desempenhado no Instituto Mises.

    Abraços.
  • Antonio Carlos  20/11/2021 02:57
    HAHAHAHAHA...e dizem que a PETROBRÁS É "NOSSA"!!! É só ver quem está GANHANDO e quem está PAGANDO!

    31,8 BILHÕES...em DIVIDENDOS, não vão pagar UM CENTAVO DE IMPOSTO!

    E o trabalhador cruzando a fronteira para abastecer na ARGENTINA pela METADE DO PREÇO!

    A alegação da Petrobrás é que petróleo é uma commodity e ela tem que praticar, internamente, preços como se todo seu petróleo fosse importado, porque se assim não o fizer, ELA EXPORTA.

    Entretanto, para defender a economia, a Constituição Federal dá ao poder executivo, no caso representado pelo MINISTÉRIO DA ECONOMIA, total liberdade para instituir alíquotas de 4 IMPOSTOS, com efeito imediato na cobrança, são eles: o IOF, o IPI, o imposto sobre produtos importados (II) e o imposto sobre produtos exportados (IE).

    Basta ao governo atuar sobre o IE do petróleo para forçar a Petrobrás a aumentar a oferta interna, bem como praticar preços menores internamente.

    Se a solução é, no papel, simples, está ao alcance do Ministério da Economia e é para o bem de todo o Brasil, por que não é implementado o imposto de exportação sobre o petróleo?

    Aí entram os chamados LOBBIES. Um dos lobbies poderosos hoje é o da ABICOM, a associação que reúne os importadores independentes de combustíveis.

    Ocorre que se o imposto de exportação de petróleo for instituído, a Petrobrás será, como vimos, forçada a ofertar petróleo e seus derivados no mercado interno a preços muito inferiores ao internacional e isso inviabilizaria a importação independente de combustíveis.

    Na verdade, teria o condão de levar à falência os importadores independentes que dependem desta "MAMATA".

  • Gustavo  20/11/2021 04:46
    Interessante. É a primeira vez em minha vida que vejo alguém falar que, no Brasil, lobby de importadores tem poder.

    Nunca vi nenhum lobby de importador no Brasil. Com efeito, se há uma categoria que é totalmente esculachada no Brasil — tanto por políticos quanto pela academia — são os importadores. Eles são tachados de "destruidores de empregos" e "agressores da indústria nacional". Têm poder zero. Desconheço um único politico que faça discurso pró-importadores.

    Lobby de importadores, se existisse, estaria agitando pela apreciação do câmbio e por reduções nas tarifas de importação. E absolutamente nenhum lobby faz isso.

    Essa Abicom é "tão poderosa", que ela nem sequer tem um site decente:

    abicom.org.br/

    E eu realmente gostaria de saber qual é a "mamata" que tem alguém importar gasolina com o dólar a R$ 5,60 e vender a preço menor que isso. Se é tão mamata assim, por que você não entra neste mercado? Você odeia dinheiro?

    Pois é. Você não entra porque sabe que falou abobrinha, e que se trata de um mercado extremamente arriscado.

    Vá fazer algo de útil e agitar para que o Banco Central passe a tratar a moeda com respeito. Ficar agredindo empreendedores (que fornecem bens e serviços) e dando passe livre para burocratas (que é quem realmente nos ferra) é o típico comportamento do gado ignorante que faz perpetuar o reino dos ignaros.

    P.S.: gentileza enviar links comprovando sua acusação contra a Abicom.
  • Bernardo  20/11/2021 04:54
    Enquanto o Antonio Carlos acima diz que tudo dará certo se controlar preços, eis o mundo real (notícia fresquinha de hoje):

    Petrobras diz que não atenderá novamente toda demanda por combustíveis em dezembro

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Petrobras não atenderá novamente 100% dos pedidos de distribuidoras por combustíveis em dezembro, em meio à manutenção de um cenário de demanda atípica vista também em novembro, disse a companhia em nota à Reuters após ser consultada.

    A companhia, que opera atualmente seu parque de refino com fator de utilização de aproximadamente 87%, disse ainda que há atualmente dezenas de empresas cadastradas na reguladora do setor ANP aptas para importação de combustíveis e que possuem condições de atender essa demanda adicional.

    "Assim como no mês de novembro, os pedidos de diesel encaminhados pelas distribuidoras para o mês de dezembro foram atípicos e superiores ao mercado esperado para este período", disse a empresa.

    "Após avaliação de disponibilidade, considerando nossa capacidade de produção e oferta, o volume aceito foi inferior aos pedidos recebidos."

    O cenário ocorre enquanto importadoras e distribuidoras de combustíveis têm apontado defasagem nos preços de diesel e gasolina praticados pela Petrobras no mercado interno em relação ao exterior. Isso torna o valor do combustível da estatal mais baixo que o importado, gerando uma escalada de pedidos.

    A Petrobras — responsável por quase 100% da capacidade de produção de derivados do petróleo no Brasil -- vem sendo pressionada por diversos segmentos no país para segurar os valores internos, e reduziu ao longo do ano a periodicidade de reajustes, em busca de evitar volatilidades.

    No entanto, o Brasil não é capaz de suprir a demanda crescente do mercado apenas com produção doméstica e, por isso, depende cada vez mais de importações.

    Nesta semana, o diretor-executivo de Finanças, Compras e RI da Vibra (ex-BR), André Natal, afirmou em teleconferência com analistas que é natural que nesse cenário as companhias busquem conseguir todo o suprimento possível com a Petrobras, completando o restante com importações.

    www.noticiasagricolas.com.br/noticias/petroleo/302956-petrobras-diz-que-nao-atendera-novamente-toda-demanda-por-combustiveis-em-dezembro.html
  • Estado máximo, cidadão mínimo.  20/11/2021 05:13
    Para o delírio dos estatólatras de plantão aí está:

    diariodonordeste.verdesmares.com.br/opiniao/colunistas/samuel-quintela/arrecadacao-do-estado-com-combustiveis-cresce-quase-26-e-uniao-deve-dobrar-valor-em-2021-1.3158203

    P.S.: Com os cofres públicos bem abastecidos, o governo vai poder investir cada vez mais e melhor em "saúde", "educação", "segurança"... Não é fantástico?
  • Trader  20/11/2021 14:15
    É como eu já disse aqui: muito embora seja errado dizer que "a gasolina subiu por causa do ICMS", é um fato matemático que a arrecadação do ICMS aumenta quando o preço da gasolina sobe.

    Neste sentido, governos estaduais têm sim que entrar no jogo.

    Aumentar a arrecadação (e com isso dar aumentos para os nababos do funcionalismo público) simplesmente porque o barril e o câmbio subiram é muito gostoso. Tá na hora dessa gente começar a dar sua "cota de sacrifício".
  • Ex-microempresario  20/11/2021 13:48
    O pateta nem sabe a diferença entre petróleo, gasolina e diesel.

    Se o governo impede a exportação de petróleo via IE e não temos capacidade de refino,quem sabe a Petrobrás vende óleo bruto para o consumidor refinar em casa. Já temos a moda da cerveja artesanal, quem sabe podemos ter a gasolina artesanal.
  • imperion turbo nuclear quantico com equio  20/11/2021 20:46
  • Liberalóide  20/11/2021 21:49
    Galerinha, o que vocês me acreditam que vai acontecer em um eventual novo governo do nine ningers? Há quem diga que a economia vai melhorar mas eu particularmente não consigo imaginar nada muito melhor que estagnação. Mesmo ele estando "na moda" no momento ele não parece ter nem de perto o apoio popular que teve na primeira vez, e fora que a mídia hoje é bem mais descentralizada e plural do que há 20 anos atrás, além disso o Biroliro segue com muito eleitorado mesmo depois de todas as suas cagadas na questão do câmbio e tals. Enfim, o que vocês acham?
  • Anônimo  21/11/2021 16:19
    Acho melhor que o Sérgio Moro ganhe as eleições, é o único candidato com capacidade para liderar o país e restaurar a economia. O cara é honesto e inteligente. O nine e o biroliro são dois pesadelos encarnados.
  • Imperion turbo nuclear quântico com equio  22/11/2021 00:38
    Ele nem sequer estaria aparecendo na mídia se não fosse o fundo eleitoral de 4 bilhões. O PT tem 300 milhões pra gastar, criando a imagem dele que quiser, tudo pago pelo contribuinte trouxa que não fez nada pra impedir essa bazófia.

    E como a propaganda é a alma do negócio , ele tem chance sim de voltar.
  • Bernardo  22/11/2021 00:43
  • Anônimo  22/11/2021 17:10
    Seria melhor para o país se esses dois ficassem fora das eleições e daria muito mais chances para Sérgio Moro crescer nas pesquisas e ganhar.

    Acompanhando os últimos acontecimentos: o Bolzo ainda está sem partido, totalmente perdido e sem saber o que vai fazer, tanto que o vice dele, general Mourão, recentemente falou que pretende concorrer a uma vaga no Senado ou para Governador do Rio de Janeiro, já está pulando fora do barco.
    Lula falou em discurso durante sua turnê na Europa que vai decidir sobre sua candidatura entre Fevereiro e Março do ano que vem, um pouco tarde, não é?

    Parece que você está acertando o que disse sobre os dois extremistas mas sobre Tarcísio eu discordo. Ele ainda está nas sombras de Bolsonaro, se estou bem informado. Acredito em um eventual segundo turno entre Sérgio Moro e Haddad, com o eterno poste do PT levando a pior.

    Deixo aqui a minha sincera opinião. Abraço.
  • anônimo  22/11/2021 19:35
    Mas a pergunta que não quer calar: Quem deveria ser o Ministro da Economia em um eventual governo Moro ?
  • Kennedy  22/11/2021 20:27
    Tomem cuidado ao falar do Moro, porque este site que era e ainda é uma preciosa ilha de conhecimento hoje está parcialmente contaminado na seção de comentários por bolsolibertários. São seres que odeiam políticos e rosnam de raiva contra o estado, mas se doem se qualquer um aqui disser que a candidatura de outro presidenciável é melhor/menos pior do que a de Bolsonaro, e acreditam piamente que ele é uma boa aposta para 2022, sendo que o Bolsonaro economicamente está sendo como um terceiro mandato da Dilma.

    Quanto ao Moro, se for eleito, ele precisará necessariamente fazer um governo economicamente supply-side, caso contrário não vai vingar. Ponto. Se alguém desse instituto puder fazer uma ponte para entrar em contato com o moro, é bom vaciná-lo o quanto antes contra o vírus do câmbio flutuante.
  • Felipe  23/11/2021 00:45
    Moro é esquerdista, pró-lockdown (um dos responsáveis por aquela lei de fevereiro de 2020, que deu autorização para vacinação obrigatória, quarentenas e etc.) e desarmamentista.
  • Anônimo  23/11/2021 10:33
    Não temos outra opção melhor que Moro para a terceira via. Fora dele só tem extremistas.
  • Ygor  22/11/2021 13:36
    Sei que muitos aqui tem hábitos de leitura maiores do que a população em geral, mas nota-se que esquece-se que a maioria da população não tem o mesmo hábito, e isso é um do motivos pelo qual nós somos lentos nos avanços gerais no país.

    Mas a falta de noção da realidade, principalmente a realidade política, é enorme. A boa intenção de melhorias no mercado interno também é latente nos comentários, mas falta o conhecimento de como a política, que gere nossas regras de mercado (infelizmente) funciona.

    O texto diz que o governo atual quer dar uma canetada no combustível. É só acompanhar as lives do PR pra ver que a pressão dele é sobre os impostos estaduais (não vejo a galera aqui falando sobre estes… falta conhecimento político e dá política) Aliás, independente dos erros, é a primeira vez que vejo algum governante pensar em diminuir impostos, principalmente em um momento de crise.

    Gente, só vamos conseguir ter mercado de fato, se tivermos uma política federal, estadual e municipal que apoiem isso, é isso se faz através de votos em pessoas que entendem e querem o mercado. Infelizmente, não há soluções mágicas.
  • Ruben  22/11/2021 18:27
    Colega Ygor, é por isso que devemos parar de acreditar em politicos, a via política é a solução mágica que deve ser combatida com a realidade
  • Imperion turbo nuclear quântico com equio  23/11/2021 00:44
    A teoria da triangulação política diz que o político persegue o poder, porque é melhor que dinheiro. Mas para isso ele tem que estar no tipo da hierarquia , controlando outros dois grupos: os produtivos e os ladrões.

    Os políticos concorrem contra os ladrões, pois estes também tiram a renda dos produtivos, diminuindo seu poder, mas precisam deles pra meter medo nos produtivos, senão estes não entregariam seus bens aos políticos e estes não teriam poder. E não pode dar liberdade demais aos produtivos: devem tratá-los como gado que podem mandar para o abatedouro. Esta é a fonte de seu poder.

    A mídia então entra como fonte de desinformação, pois o poder político é controlar as amarras. Quem controla a mídia tem poder político. 
  • Anônimo  23/11/2021 01:34
    No fim das contas carro elétrico não adianta de nada para resolver o problema ambiental, na verdade, só agrava a situação.

    Além das fábricas poluirem mais para fabricar essas porcarias, antes de fabrica-los as mineradoras poluem nascentes, rios e solo durante a extração do horrível lítio e de outros minerais de propriedades tóxicas que são usados em grande quantidade para fabricar as caríssimas baterias automotivas, puxa, não bastava as baterias comuns que alimentam o sistema elétrico dos veículos com motor que já causam um problema ambiental sério imagine essas baterias grandes e pesadas dessas carroças elétricas.

    Tenho vontade de imprimir esses artigos e notícias pra esfregar na cara desses globalistinhas fru-fru da laia da Greta Thunberg. São falsos ambientalistas a serviço dos cartéis financeiros comandados por tiranos que querem impor outro modo de vida para as sociedades, querem reinventar o capitalismo usando como desculpa o clima.
  • Felipe  23/11/2021 21:53
    "Biden usará reservas de petróleo. Isso afeta preço da gasolina no Brasil?"

    Na manchete, consta que ele quer aumentar a oferta de petróleo para conter a escalada dos preços.

    Vejam o tuíte oficial dele.

    O que será que vai ocorrer?

    De qualquer forma, a gente que mora no Brasil, onde o petróleo e a estatal de petróleo são do povo, vamos continuar tomando no rabo.
  • Trader  24/11/2021 00:35
    Vai piorar a situação. Os países produtores, em especial o Irã, vão retaliar e cortar a produção. Esse corte fará os preços subirem.

    Igualmente, e pelo mesmo motivo, as próprias petrolíferas americanas irão reduzir a produção. Não faz sentido continuar produzindo o mesmo tempo se o governo irá desovar estoques.

    Isso também fará os preços subirem.

    Produção é fluxo; reserva é estoque. Para preços, o que interessa é fluxo e não estoque.

    O governo libera X de reservas; as petroleiras diminuem X+delta na produção. E ainda irão distribuir mais lucro para acionistas com aumento dos preços.

    Economia básica. Mas não se deve esperar que políticos entendam de economia básica.
  • Trader  24/11/2021 15:13
    Avisei...

    www.wsj.com/articles/opec-weighs-shift-in-oil-policy-after-crude-release-11637765371

    Arábia Saudita e Rússia consideram pausar os aumentos planejados na produção de petróleo após os EUA e outros países liberarem petróleo visando a empurrar os preços para baixo
  • Felipe  24/11/2021 17:08
    A desvalorização cambial no Brasil tem que ser interrompida o quanto antes. Quanto mais forte e estável for o real, menos vulneráveis a choques externos estarão os consumidores, produtores e investidores no Brasil.

    O setor energético brasileiro precisa também ser desregulado o máximo possível. Fosse feita uma grande reforma no setor, isso atrairia fartos investimentos estrangeiros e domésticos. E o governo brasileiro deveria ignorar quaisquer pressões ambientalistas, inclusive do International Energy Agency. Além disso, sair do Mercosul e diversificar os parceiros comerciais, incluindo os produtores de petróleo.
  • Analista de Risco  24/11/2021 11:58
    Não vai mudar absolutamente nada.
    Isso é mera cortina de fumaça (para tentar agradar o seu eleitorado).

    Esses 50 milhões de barris perfazem apenas metade do consumo médio diário mundial, ou seja, é completamente irrisório.
  • anônimo  24/11/2021 21:11
    Texto muito bem escrito. Algumas pequenas correções. Petróleo no Brasil é quase todo de origem da Bacia de Santos, pré-sal. Neste caso, petróleo de API próximo de 23, que é considerado leve, com bom rendimento em diesel, GLP, nafta e gasolina. Petróleos mais pesados , como Marlin, Albacora, Jubarte ainda tem participação no elenco conforme a conveniência de produção de derivados. A função objetivo é sempre maximizar produção de diesel e gasolina nas refinarias do Brasil. Faz quase 20 anos que não são feitos investimentos serios em refino no Brasil. Rnest foi uma farsa e gastou se muito para produzir pouco. Comperj não saiu do papel. Se houvesse seriedade nesses investimentos teríamos condições de produzir boa parte dos combustíveis rodoviários nas unidades da Petrobras.
  • Felipe  26/11/2021 12:54
    "Gasolina será vendida a R$ 4,40 para motoristas e entregadores de app"

    "O objetivo é chamar a atenção de que, sem a política de paridade de importação (PPI), imposta no governo Temer, a gasolina estaria sendo vendida a R$ 4,40 o litro, segundo o Instituto Brasileiro de Estudos Políticos e Sociais (Ibeps)."

    Eu gostaria de saber de como que eles chegaram a esse preço. Antes daquele controle de preços que a Dilma impôs, como que era a política de preços da Petrobras?
  • Trader  26/11/2021 13:19
    Não faz sentido nenhum esta iniciativa. Não é à toa que não há nenhuma explicação econômica para ela. E exatamente por isso está sendo feita com o farto dinheiro dos sindicatos. Filiados estão sendo feito de trouxas em decorrência de uma ação puramente política.
  • Felipe  28/11/2021 15:24
    "AMLO anuncia que propondrá a Victoria Rodríguez Ceja para ser gobernadora del Banxico"

    Obrador queria indicar Arturo Herrera para o Banxico (que foi ministro da Fazenda e Crédito Público do governo). Mudou de ideia e quer indicar Victoria Rodriguez, que foi uma das integrantes do Ministério da Fazenda e Crédito Público. Ela pelo jeito foi uma das responsáveis pela relativa austeridade fiscal do governo.

    Engraçado: o AMLO disse que a culpa da desvalorização do peso se deu pelo fortalecimento mundial do dólar (e foi mesmo, porque o peso mexicano sofre influência da cotação do petróleo e uma queda na cotação, causada pelo dólar mais forte, afeta as receitas de exportação de petróleo). Ele prometeu que não vai interferir na política monetária do Banxico (e ele realmente cumpriu essa promessa até agora).
  • Fraude Eleitoral  01/12/2021 04:37
    www.novacana.com/n/etanol/mercado/gasolina/controle-precos-petrobras-pagar-conta-280316
  • Felipe  03/12/2021 00:39
    Maiores empresas de petróleo do mundo em valor de mercado. Petrobras não consta.

    Como a Saudi Aramco consegue ser tão grande, já que é estatal? Ou é justamente por causa disso?
  • Ex-microempresario  04/12/2021 18:38
    A Arábia Saudita só existe porque está em cima do maior campo de petróleo do mundo. Sem ele, aquilo seria um deserto habitado por criadores de camelos.

    Os sheiks sauditas não são burros e contratam os melhores profissionais do mundo para manter a Aramco funcionando; afinal, o país inteiro vive às custas dela.

    Mesmo assim, os sauditas mais cínicos costumam dizer: "Meu pai andava de camelo; eu ando de Mercedes; meu filho anda de Rolls-Royce; o filho dele vai andar de camelo."
  • Felipe  05/12/2021 02:22
    Interessante, agora o álcool aqui onde moro deu uma caída de preço, coisa de 20 centavos. Qual será que foi o milagre, além da queda do preço no mercado internacional de commodities?
  • Trader  05/12/2021 16:18
    O etanol encareceu porque o açúcar e o milho estavam caros. Os produtores redirecionaram a produção da cana para atender a estes dois mercados. Aí o etanol escasseou.

    Agora que o milho e o açúcar voltaram a baixar, e que o etanol estava caro, a produção voltou-se para o etanol.

    Quando a Petrobras reajustar para baixo o preço da gasolina (já era para ter reajustado, mas ela está deixando para o ano que vem para ajudar o IPCA de 2022, uma vez que o de 2021 já está perdido), a queda total poderá ser forte, por causa do etanol.
  • Felipe  11/02/2022 18:27
    Alguns anos atrás, ocorreu aumento no preço da gasolina nas bombas, por causa da alta nos preços do etanol.

    Agora, com as quedas no preço do álcool, é possível ver isso interferir nos preços da gasolina vendida nos postos?
  • anônimo  11/02/2022 22:10
    "Agora, com as quedas no preço do álcool, é possível ver isso interferir nos preços da gasolina vendida nos postos?"

    possivel é , so que o repasse virá a passo de tartaruga
    outro detalhe é que existem fatores adjacentes , na mistura que faz a alcoolina a variaçao do preço vai ter menos peso do que apareceria apenas do alcool na bomba

    nao fui conferir de perto a quimica final mas tem bandeira fazendo mistura de alcool tambem , entao tem o "alcool" e acho que o "aguool" ... se o proprio alcool nao mudar muito de valor final é porque ja nao era so alcool antes ...

    brasiu iu iu
  • ALUNO  03/02/2022 18:40
    Após outubro de 2016 a Petrobrás adotou a PPI (Paridade de Preços Internacionais)

    No governo Dilma sabemos da canetada nos preços. Mas alguém saberia dizer como se dava a política de precos da Petrbrás antes do governo Dilma ?



  • Veterano  03/02/2022 18:50
    Era reajustada continuamente, e quase sempre para cima. Só que a frequência dos reajustes eram menores.

    Eis a evolução da inflação do preço da gasolina:

    ibb.co/r4X7qBL
  • Estudante novato  11/02/2022 05:09
    Os esquerdistas argumentam que de 1953 até 2016 a Petrobrás não praticava PPI, por isso os preços dos combustíveis no Brasil eram mais baixos.

    Após 2016 os preços subiram devido a PPI, segundo eles. Pior que no gráfico que você trouxe, houve uma grande perna de alta nos preços após 2016 (eu notei que depois teve uma perna de baixa pós 2018). Mas essa alta forte após adoção da PPI no governo Temer fortalece o argumento deles.

    Como explicar essa alta após 2016 ?
  • Veterano  11/02/2022 14:23
    O gráfico está ali. Você querer discutir com ele não é uma situação confortável.

    Vou desenhar de novo: a gasolina era reajustada continuamente, e quase sempre para cima. Só que a frequência dos reajustes eram menores.

    Ponto.

    Não tem disso de que não teve reajuste nos governos anteriores.

    No início do Plano Real, o litro da gasolina custava R$ 0,48. No final do governo Dilma, ela estava acima de R$ 4 em várias cidades (início de 2016).

    Aliás, em seu cherry-picking, você ignorou a forte queda ocorrida em 2016. A pernada de alta entre 2017 e 2018 se deve ao fato de que o barril de petróleo encareceu neste período. Saiu de 44 dólares para 86 dólares.

    ibb.co/gymwSTK

    Quem quer ficar brigando com preço tem a obrigação de apresentar uma teoria que comprove que ignorar preços de mercado e "impor preços gostosos" mantém o mercado funcionando normalmente.

    De resto, mando isso:

    Em 20 anos, quantidade de gasolina que salário mínimo pode comprar aumenta 57%
  • junior  08/03/2022 10:38
    faltou citar ai o icms também
  • Luiz  11/03/2022 13:55
    Pergunta: na época de preços controlados (era Dilma), o que aconteceu com os importadores de gasolina/diesel?
  • Gustavo  11/03/2022 15:34
    Não existiam. Não era liberado. Só passou a ser permitido a partir de 2015, quando a Petrobras, totalmente quebrada, não tinha mais caixa para continuar importando (e vendendo abaixo do preço de custo). E a Abicom só surgiu em 2017.
  • Felipe  11/03/2022 18:00
    Sério que era proibida a importação de petróleo e derivados pelo setor privado? Era tão soviético assim?
  • Neto  11/03/2022 18:39
    Muito tempo atrás, Texaco e Esso importavam alguma coisa. Mas aí a Petrobras começou a congelar preços, e então estas saíram do mercado (foram compradas).

    Importadores privados só surgiram em 2015, quando a Petrobras teve de mudar sua política de preços, e só se estabeleceram em 2016, quando a Petrobras adotou o PPI. Criaram sua primeira associação em 2017, como mostrado acima.

    Veja este paper de janeiro de 2015:

    "Apesar de desregulados desde 2002, os preços da gasolina, diesel e GLP sofrem o controle indireto do governo. Como a União detém a maior parte das ações votantes da estatal e esta, por sua vez, representa quase 100% da capacidade de refino no país e da importação de derivados, a política de preços da estatal reflete aquela almejada pelo governo e acaba definindo os preços domesticamente.

    www.ie.ufrj.br/images/IE/PPGE/disserta%C3%A7%C3%B5es/2015/Patr%C3%ADcia%20Vargas.pdf

    E veja, por exemplo, esta reportagem de 2014 e note que não há menção nenhuma a importadores privados:

    [link]g1.globo.com/economia/negocios/noticia/2014/02/petrobras-gastara-140-mais-com-importacao-de-combustivel-ate-2020.html

    Por curiosidade, digitei no Google as palavras "empresas importadoras gasolina" (sem aspas) e restringi a busca até 31/12/2014.
    Nada.
  • Felipe  11/03/2022 23:20
    O que podemos ver no longo prazo, com essas importadoras privadas no setor? Apenas imaginemos que elas não sejam espantadas do Brasil.
  • Lopes  11/03/2022 19:07
    Leandro, perdoe-me pela ignorância. Poderia esclarecer brevemente algo que não ficou totalmente elucidado para mim aqui:

    "1) A Petrobras adotaria uma regra em que o preço de venda da refinaria para as distribuidoras seria formado pela média móvel dos preços dos contratos de gasolina no mercado internacional. A média móvel seria de 63 dias úteis (um trimestre). O reajuste dos preços seria feito mensalmente.

    Em momentos de subida rápida do barril (como o atual), a subida nos preços seria menos intensa. Em momentos de queda do barril, a redução seria menor. No final, como ocorre em toda média móvel, o resultado financeiro seria o mesmo."
  • Trader  11/03/2022 20:19
    Em vez de estipular o preço de venda seguindo a linha azul, iria seguir a linha vermelha. Só isso. No final, o resultado financeiro se iguala (obviamente, com um trimestre de diferença).

    Repare, por exemplo, no início de 2009. Enquanto o litro seria comprado por R$ 0,50, ele seria revendido a R$ 1,20. Mesmo fenômeno ocorreu em 2015. E no início de 2020. E não teria dado greve dos caminhoneiros em 2018.
  • Lopes  11/03/2022 23:16
    Ah, evidente. Obrigado.
  • Estudante  11/03/2022 22:22
    Leandro, o que acha da Ideia do Ciro de usar a nossa exportação de petroleo (que não serve pra refinar gasolina) para abatar a importação de petroleo pra gasolina?

    Não tem como um pequeno abatimento (pra não quebrar a empresa) ?
  • Leandro  11/03/2022 22:31
    Dê-me os detalhes.
  • Estudante  11/03/2022 22:56
    Leandro, aqui esta:

    *Não consegui achar exatamente, mas a ideia que eu me lembre era usar o lucro das exportações do nosso petroleo pra abater a importação do petroleo pra gasolina

    youtu.be/7PsI9yhJJ_c

    youtu.be/mBMtHruWy7o

    youtu.be/DYo8_aPL4fQ

    E do meio pro final aqui: youtu.be/NqJYSn_-ZUY



    Questionado sobre o que caso seja eleito faria no lugar, Ciro Gomes prometeu que uma de suas primeiras medidas no cargo será publicar um edital de convocação de assembleia extraordinária do Conselho de Administração da Petrobras, e como acionista controlador, determinará que a estatal volte a praticar a política de preço que o mundo inteiro pratica, que é custo mais rentabilidade.

    ''Ciro Gomes lembrou que a atual gestão da Petrobras abandonou o projeto de investimento para adaptar as refinarias para processar o petróleo mais pesado extraído no Pré-Sal e expandir a capacidade de refino para atender o mercado brasileiro com a ideia de nacionalizar toda produção e gerar emprego no Brasil.

    Devido a esse abandono, as refinarias estão ociosa se, consequentemente, explodiu a importação de petróleo, que é comercializado em dólar. Perguntado sobre quanto deveria custar o litro da gasolina, conforme avaliação dele, Ciro respondeu: "Deus é quem sabe quanto seria. Mas quando eu pude calcular, porque eu parei, o preço da gasolina brasileira já com a rentabilidade ótima estaria ao redor de R$ 4,20", pontuou.''
  • Vladimir  12/03/2022 15:53
    "Ciro Gomes prometeu que uma de suas primeiras medidas no cargo será publicar um edital de convocação de assembleia extraordinária do Conselho de Administração da Petrobras, e como acionista controlador, determinará que a estatal volte a praticar a política de preço que o mundo inteiro pratica, que é custo mais rentabilidade."

    Bom, o custo está dado no gráfico 2. Ontem, o custo do litro era de R$ 4,38.

    Segundo Ciro, a Petrobras sob ele venderá a custo mais rentabilidade. A rentabilidade ele disse que será de 10%.

    Sob Ciro, portanto, a Petrobras venderá para as distribuidoras o litro custando R$ 4,38 + 10% de 4,38 = R$ 4,81.

    Considerando que hoje a Petrobras está vendendo para as refinarias a R$ 3,86 (abaixo do custo de importação, portanto), temos que, se Ciro estivesse no comando, o preço seria 25% maior do que o efetivamente praticado hoje pela Petrobras.

    Eu o aplaudo por sua coragem em dizer isso. A sorte dele é que, como ninguém liga para o que ele fala, ele encanta apenas alguns poucos.
  • Brunoalex4  13/03/2022 19:43
    A sorte dele é que o populacho não tem a capacidade (nem a Boa vontade) de fazer o (simples) raciocínio que você fez agora. Por isso ele diz o que diz na televisão.
  • anônimo  12/03/2022 00:16
    Visto que o problema da gasolina é a baixa oferta atual em realacao a demanda atual nenhuma politica de " compensação vai funcionar: quem vai pagar?
    Se a resposta for os acuonistas, sem eles investindo na empresa, a oferta agora estaria pior.
    A empresa? Idem a reapoata acima.
    O gov? Pagar imposto pra subsidiar os gastos alheios?
    A solução pra gasolina cair de 10 para 2.50 e quadruplicar a produção, pois o preco final e sempre a demanda pela oferta.
    Mas ninguem vai quadruplicar aproducao. O brasil tem 100 refinarias, como vao construir 300 com a maneira brasileira de fazer as coisas? Ainda mais se botarem a culpa nos acionistas da petrobras ou da empresa. Punir o produtor nao aumenta a oferta .
    E a solução esta na oferta.
    Ninguem vai fazer isso.
    Solução do ciro: taxar exportação. E repassar desconto na gasolina.
    Porem: taxou exportação, vc vendera menos. Se vender menos , daonde vira o dinheiro extra pra dar o desconto?
    O que tem que se fazer é zerar o imposto de importação. Solução pra aumentar a oferta e baixar imposto e burocracia que restringem a oferta.
  • Carlos Alberto  11/03/2022 22:30
    Alexandre Schwartsman, de quem eu não sou fã, respondendo ao Lula sobre o mesmo tema:

    www.infomoney.com.br/colunistas/alexandre-schwartsman/combustiveis-e-o-ciclo-reprodutor-das-borboletas/
  • Felipe  12/03/2022 12:48
    Irônico que o Alexandre Schwartsman esteve no primeiro mandato do governo Lula.

    Agora a solução dele de transferência de renda com base no Esmola Brasil eu sou contra.

    Deve haver várias proibições em relação ao setor de gás de cozinha que a gente nem deve saber. O próprio Bolsonaro disse em desregular e permitir uma venda mais direta do produto, para reduzir os custos.

    Não sei se vocês viram, mas o Plano Nacional de Fertilizantes até que parece bom. Dá até para perdoar o Paulo Guedes agora, porque ele pelo menos fechou a boca e não fala mais nada sobre câmbio.

    Ah, e olhem os mercantilistas reclamando da isenção de tarifas de importação. Eles corretamente atacam o problema do ICMS e da infraestrutura porca, mas não se mexem quanto a isso e sim quanto às tarifas.
  • Felipe Lange  11/03/2022 23:33
    A solução 1 seria uma forma de intervenção estatal, já que a Petrobras é uma estatal e controla o setor de petróleo? E a solução 4? Se fosse uma empresa privada, aí ela poderia adotar a política de preços que quisesse, mas a encrenca é que é uma estatal.

    Esse problema do ICMS foi criado por um dispositivo aberrante da Lei de Responsabilidade Fiscal, já que sempre que há corte de certos impostos, precisa haver uma compensação na perda do roubo. Como a maioria dificilmente vai cortar despesas, então eles simplesmente aumentam os impostos. Todo o sistema tributário brasileiro é um lixo, por isso que a nossa carga tributária é tão inchada para um país pobre e hostil aos investimentos, além de haver uma social-democracia titânica para ser sustentada.
  • Realista  12/03/2022 00:02
    A Petrobras é uma empresa estatal, na realidade ela não tem lucros ou prejuízos de verdade. Caso ela tenha contabilmente um prejuízo a Secretaria do Tesouro Nacional irá resolver o "problema". E vamos ser mais honestos ainda: o próprio artigo afirma que a gasolina é importada e isso ( a gasolina ) é o que realmente importa para o consumidor. Não acredito que receber containers de gasolina em um porto seja difícil, provavelmente caminhoneiros fazem esse trabalho. Para quem está abastecendo não importa se a Petrobras está investindo em outras coisas ou não.
  • Petroleo não é nosso  12/03/2022 00:12
    Ciro deu sua solução, o que acham?

    youtu.be/T6SfDvaUbR8?t=62
  • Artista Estatizado  12/03/2022 02:21
    O Brasil só será autossuficiente — ou seja, não terá de importar — quando possuir um parque de refino que satisfaça nossa demanda e, ao mesmo tempo, possua instalações modernas o bastante para lidar com qualquer tipo de petróleo.

    Para isso, dependemos da iniciativa privada para a construção de novas refinarias


    Pergunta: aumentar a capacidade de refino através de refinarias privadas tornaria os preços internos menores que os internacionais? Por que essas refinarias venderiam para o mercado interno a um preço menor, se elas podem exportar a um preço maior?

    Me parece que, se houver total liberdade para importar e exportar, sem tarifas e sem controle de preços, o preço interno será igual ao internacional (descontados custos logísticos e de transação). Só o que muda é o lucro que cada refinaria aufere, em função dos seus custos, mas o preço de venda sempre será o internacional.
  • Gustavo  12/03/2022 16:11
    "Pergunta: aumentar a capacidade de refino através de refinarias privadas tornaria os preços internos menores que os internacionais? Por que essas refinarias venderiam para o mercado interno a um preço menor, se elas podem exportar a um preço maior?"

    Em alguns momentos, a Petrobras vende a preços acima dos de mercado. Isso ocorreu em boa parte de 2017, em 2020 e no fim de 2021 (por três semanas). Ela faz isso para recompor o caixa.

    Havendo concorrência, ela não teria espaço para se dar este prêmio.

    Mas o grande luxo de ser autossuficiente é que, em momentos extremos (como uma guerra), você não mais precisa de depender de um inimigo. A Europa só começou a entender isto agora, ao sentir na pele a enrascada em que se meteu ao seguir as políticas estúpidas dos ambientalistas e banir fracking e gás natural.
  • anônimo  12/03/2022 16:34
    Ainda ocorreria pareamento com os preços internacionais, pois se exportaria gasolina ao invés de petróleo. Mas com maior produção interna, a oferta faria sim os preços aqui caírem. Nem todo produtor iria exportar. Uma grande parte dessa produção extra ficaria aqui dentro, contribuindo pra baixar os preços. Se o preço subisse, aumentaria-se a produção pra compensar.

    Mas isso também depende do governo parar de dar subsídios à exportação.
  • Ocidental  12/03/2022 04:21
    No lugar do Biden, o que fariam? Da OTAN uu de qualquer outro lider Ocidental.

    E no lugar do Zelensky?

    Alguma dica para os empreendedores e investidor de classe média como eu? Estou 100% em CDI, a selic vai subir mais ainda e subir o CDi, certo?

    Abraços!!!
  • Flávio  12/03/2022 15:59
    Preço (em R$) da gasolina em 07/03/2022 (antes do aumento):

    Noruega: R$ 13,76

    Dinamarca: R$ 12,27

    Suécia: R$ 11,73

    Alemanha: R$ 11,16

    Itália: R$ 10,82

    França: R$ 10,71

    Portugal: R$ 10,64

    UK: R$ 10,43

    Suíça: R$ 10,38

    Japão: R$ 7.49

    África do Sul: R$ 7,00

    China: R$ 6,93

    Chile: R$ 6,79

    BR: R$ 6,53

    EUA: R$ 5,97

    Argentina: R$ 4,94

    Colômbia: R$ 3,20

    Bolívia: R$ 2,76


    "Ah, mas tem que levar em consideração a renda e o poder de compra de cada país..."

    Campeão, o preço de um commodity não varia por poder de compra. Ele é o mesmo, em dólares, para todos os países do mundo. É determinado no mercado internacional de commodities. É duro, mas é a realidade.

    O poder de compra no BR sempre foi menor, em especial, pela carga tributária. Na gasolina, por exemplo, sobre o custo da refinaria, incide-se quase 100% de impostos pra sustentar a máquina estatal.

    Qualquer preço praticado que esteja abaixo da cotação do mercado de commodities implica subsídios. É realmente simples assim.

    A questão é: havendo subsídios, quem está pagando e quem é o beneficiado? Este é o debate.
  • Felipe  12/03/2022 16:50
    Está quase certo, mas é fato de que a nossa moeda ruim piora muito a situação.

    Acho que só se o Brasil fosse uma potência na produção de petróleo (caso o Getúlio não tivesse enterrado o setor), então aí essas altas no petróleo seriam amenizadas. Ou até diminuídas.
  • anônimo  12/03/2022 22:26
    Flavio, a resposta a sua pergunta é : depende

    Se você obrigar a Petrobras a cobrar menos quem paga uma parte é o governo e a outra parte são os acionistas da companhia
    Se você criar um imposto sobre grandes fortunas, quem paga serão os mais ricos
    Se você coloca um IPVA progressivo, quem paga é o mais rico
    Se você colocar no orçamento geral aí você tá colocando o mais pobre pra pagar.

    Espero ter ajudado na sua dúvida.
    Parece até a Miriam leitão que vem batendo nessa tecla de que você beneficiaria o rico ao colocar um subsídio. Até parece que ela está tão preocupada com o pobre.
  • Carlos Brodowski   13/03/2022 00:10
    "Se você obrigar a Petrobras a cobrar menos quem paga uma parte é o governo e a outra parte são os acionistas da companhia"

    Legal. E como o "governo" irá pagar uma parte? De onde vem as receitas dele? Quem o banca?

    "Se você criar um imposto sobre grandes fortunas, quem paga serão os mais ricos"

    Difícil, dado que os mais ricos sempre escapam deste imposto. Não é só teoria; é também prática.

    Teoria:

    As consequências não-premeditadas de uma política de tributação de grandes fortunas

    Prática:

    Quatro consequências inesperadas de se aumentar os impostos sobre os mais ricos


    "Se você coloca um IPVA progressivo, quem paga é o mais rico"

    IPVA progresivo? Conhece algum caso?

    Um pobre que porventura tenha um carro novo pagará mais que um rico colecionador de carros antigos e beberrões?

    "Se você colocar no orçamento geral aí você tá colocando o mais pobre pra pagar."

    Concordo. Mas qual a diferença disso para o seu primeiro item, em que você disse que "o governo irá pagar uma parte"?

    Espero ter ajudado mostrando que suas respostas não responderam em nada às minhas dúvidas.
  • Hugo  13/03/2022 00:31
    Os malabarismos que esses coitados são obrigados a fazer para tentar defender medidas bizarras (e contraditórias) são, acima de tudo, um deleite.
  • Bernardo  13/03/2022 13:27
    "Se você criar um imposto sobre grandes fortunas, quem paga serão os mais ricos. Se você coloca um IPVA progressivo, quem paga é o mais rico"

    Gênio!

    O governo vai tomar dinheiro dos mais ricos (pelo bem do debate, vamos supor que tal delírio seja perfeitamente possível) e vai utilizar este dinheiro para subsidiar o diesel, que então será usado pelos mais ricos para encher o tanque de suas Hilux.

    O governo toma de um lado e devolve do outro.

    Eis aí o caso de um cidadão cujo intestino está na caixa craniana.
  • Guilherme  13/03/2022 13:36
    Calma, não dá ideia. Daqui a pouco ele passa aqui e diz que, para contornar essa consequência chata, o governo deverá fazer uma nova intervenção, e passar a obrigar os postos a praticar preços diferentes para o diesel: se for caminhão, o preço será subsidiado; se for para rico com utilitário, o preço terá ágio.

    Consequentemente, os postos deverão ser obrigados a contratar burocratas do governo, que terão a obrigação exclusiva de certificar que os frentistas de cada posto do Brasil irão realmente alterar os preços nas bombas de acordo com o consumidor.

    Se for caminhoneiro, o burocrata vai exigir que o frentista reduza o preço; se for usuário de utilitário, vai ter de aumentar o preço.

    É assim que uma economia dinâmica deve funcionar…
  • anônimo  13/03/2022 13:56
    É sempre pavoroso constatar como as pessoas simplesmente não aceitam o funcionamento do sistema de preços. Elas acham que preços devem ser determinados com base em vitimismo e coitadismo, e não com base na oferta e demanda.

    No dia em que elas finalmente entenderem — e, acima de tudo, aceitarem — o funcionamento do sistema de preços, e passarem a agir de acordo, a vida delas irá melhorar automaticamente.

    A Rússia invadiu a Ucrânia. Com a isso, a oferta mundial de petróleo caiu. Se a oferta caiu, o preço tem de subir — caso contrário haverá desabastecimento.

    Ponto. Não tem mas, porém, contudo, todavia. Acabou.

    Os preços estão mandando um sinal claro e inequívoco: a oferta de petróleo escasseou; logo, é para ser consumidor com mais parcimônia.

    Viagens longas de carro com a família terão de ser postergadas. Passagens aéreas terão de ficar mais caras. Passeios dominicais de carro terão de ser cancelados.

    Se todos fizerem isso, a demanda ficará de acordo com a oferta de petróleo disponível, e os encarecimentos serão menores.

    No entanto, ninguém quer respeitar sistema de preços. As pessoas querem que os preços sejam manipulados para que o padrão de vida continue exatamente como era, mesmo em meio a uma guerra mundial.

    Se o preço continuar o mesmo via subsídios, de modo que a demanda continua a mesma em meio a uma forte redução na oferta, a consequência inevitável é que a oferta de petróleo irá cair ainda mais, de modo que, em algum momento futuro, ou haverá um brutal desabastecimento, ou os preços terão de explodir para equalizar oferta e demanda.

    É absolutamente crucial entender que o sistema de preços não tolera desaforos e nem manipulações.
  • Estado máximo, cidadão mínimo.  13/03/2022 16:29
    Na Neverland que existe na cabeça desse pessoal, canetada de político possui os poderes de:

    -Acabar com a inflação de preços;
    -Acabar com a fome;
    -Erradicar o analfabetismo;
    -Descobrir a cura de doenças;
    -Zerar a violência;
    -Transformar viciados em drogas em cidadãos exemplares;
    -Garantir empregos para todos... A lista continua...
  • anônimo  13/03/2022 13:14
    "A questão é: havendo subsídios, quem está pagando e quem é o beneficiado? Este é o debate."

    Subsídio real é o ato do governo repassar dinheiro de alguém para outros. Um setor receber desconto no imposto não é subsidio. Subsídio será se a gasolina a preço de mercado estiver batendo 10 e o governo mandar vender por nove. E pagar a diferença. Nesse caso há um subsidio de 1 real a cada litro e essa pessoa estará recebendo. Quem pagara? Algum trouxa.

    As pessoas acham que podem tomar dos lucros da Petrobras pra subsidiar. Nesse caso o acionista estará pagando, mas o trouxa que defende isso achará que esta ganhando. Sem o investimento do acionista, depois haverá menor oferta e ele terá que pagar o preço de ter um bem ou serviço em menor oferta. No final todos saem perdendo. Menos aquele que está recebendo o subsídio.
  • Vladimir  13/03/2022 13:20
    E detalhe: ainda que a gasolina seja subsidiada exclusivamente com os dividendos que a Petrobras paga ao governo (que seria o menos ruim dos arranjos), quem irá se beneficiar são os ricos e quem irá perder são os pobres que não têm carro.

    Dinheiro que poderia ir para Auxílio Brasil, saúde, educação e infraestrutura será usado para ajudar o magnata a encher o tanque da Hilux.

    O pessoal realmente acha que o sistema de preços funciona de acordo com afetações de indignação e efusões de emoção.
  • Felipe  13/03/2022 14:12
    Aí você estaria falando do Diesel também? Porque grande parte das Hilux são a óleo diesel. Nesse caso a gente já paga a conta, apesar de que os ricos também são tributados...
  • Novato  12/03/2022 18:16
    Como era na época do PT? Não tinha importador privado, eai a só a Petrobras importava?

    Como a gasolina era tão mais barata?

    E não seria razoavel permitir a abertura de novas refinarias pelo setor privado? Porque não fazem isso meu deus? Assim conseguimos aumentar nosso refino tanto pro nosso petroleo quanto pro privado!!
  • Experiente  13/03/2022 00:30
    "Como era na época do PT? Não tinha importador privado, eai a só a Petrobras importava?"

    O consumo era muito menor. Eis os dados do Banco Central:

    ibb.co/W54Xdts

    Observe que, tão logo o consumo aumentou, a Petrobras começou a ir à bancarrota.

    De resto, a gasolina era reajustada do mesmo jeito, só que mais espaçadamente.

    Eis a evolução da taxa de inflação da gasolina:
    ibb.co/RBWwjLH

    De novo, fatos. E não achismos.

    "Como a gasolina era tão mais barata?"

    Como assim era "mais barato"? Em termos nominais? Ué, absolutamente qualquer coisa era mais barata dez anos atrás do que hoje. Não tem nada hoje que tenha um preço nominal menor do que tinha 10 anos atrás. Isso se chama desvalorização da moeda.

    Aliás, se o critério for "os preços mais baratos de antigamente", então a única solução é instalar FHC presidente vitalício do Brasil. Em 1995, absolutamente tudo era mais barato não só em relação a hoje, mas também em relação a qualquer ano de Lula e Dilma.

    Eis os preços naquela época:

    O que realmente faz com que os preços subam continuamente? Eis a explicação para o Brasil

    Parabéns. Está começando a entender.

    Agora, se você quiser analisar em termos reais, que seria o correto, aí você tem de pegar a renda média de cada ano e ver quantos litros essa renda média comprava. E, obviamente, levar em conta o custo do barril de petróleo de cada ano.

    Faça isso, poste o resultado aqui, e aí talvez você terá algum argumento.

    P.S.: o salário mínimo hoje é de R$ 1.212. No último ano de Lula era de R$ 510. E no último ano do primeiro mandato de Lula era de R$ 350.

    E aí? Isso também pode comparar, ou aí fica chato?

    "E não seria razoavel permitir a abertura de novas refinarias pelo setor privado? Porque não fazem isso meu deus? Assim conseguimos aumentar nosso refino tanto pro nosso petroleo quanto pro privado!!

    Para abrir uma refinaria no país você tem de:

    1) se submeter a uma cornucópia de regulamentações impostas pela ANP, que regula tudo que diz respeito ao setor;

    2) A ANP é uma burocracia enorme que possui, além de sua diretoria, uma secretaria executiva, 15 superintendências, 5 coordenadorias, 3 núcleos (Segurança Operacional, Fiscalização da Produção de Petróleo e Gás Natural, e Núcleo de Informática) e 3 centros (Relações com o Consumidor, Centro de Documentação e Informação, e Centro de Pesquisas e Análises Tecnológicas).

    Montar uma refinaria significa ter de submeter a calhamaços regulatórios impostos por cada um desses departamentos, o que, por si só, já torna todo o processo financeiramente inviável.

    3) Além da ANP, você tem de se submeter a calhamaços de regulamentações ambientais, trabalhistas e de segurança para abrir uma refinaria. O esquema é todo montado justamente para coibir a concorrência à Petrobras. Sempre foi assim (pode até ser que mude no futuro, mas não há qualquer indicação disso).

    4) Além de tudo isso, estamos no Brasil, o que significa que você terá de "molhar a mão" de vários políticos e burocratas caso realmente queira conseguir alguma licença.

    5) E, no final, tendo vencido tudo isso, o governo pode vir e decretar congelamento de preços (exatamente como você e milhões de outros defendem). Ou até mesmo pode encampar e estatizar suas instalações. Aí você simplesmente perdeu tudo.

    E aí, começou a entender o estrago que pessoas como você fazem?

    De novo: não tente achar-se um gênio capaz de reverter toda a lógica econômica. Toda solução fácil e simples em que você já pensou já foi tentada antes.
  • Fernando  13/03/2022 00:36
    "Aliás, se o critério for "os preços mais baratos de antigamente", então a única solução é instalar FHC presidente vitalício do Brasil. Em 1995, absolutamente tudo era mais barato não só em relação a hoje, mas também em relação a qualquer ano de Lula e Dilma."

    Touché.

    "o salário mínimo hoje é de R$ 1.212. No último ano de Lula era de R$ 510. E no último ano do primeiro mandato de Lula era de R$ 350.

    E aí? Isso também pode comparar, ou aí fica chato?"


    Ouch!

    É simplesmente bizarro ver o nível intelectual do debate econômico no Brasil, principalmente nas redes sociais. Os caras pegam governos de 15 anos atrás, olham os preços nominais daquela época, juram que tudo era mais barato (comparado ao quê?), e ainda afirma que é perfeitamente possível voltar àquela realidade.

    Beleza. Mas isso inclui também voltar aos valores salariais daquela época?

    Ou todo mundo quer gasolina a R$ 0,48 o litro (1994, início do plano real) e Big Mac a R$ 3 com salário mínimo de R$ 1.212?
  • Petroleiro  12/03/2022 19:12
    Cinco anos depois do PPI, os combustíveis no Brasil acumulam alta real (acima da inflação) de mais de 30%, enquanto a empresa reverteu anos de prejuízo em uma sequência de lucros que são distribuídos aos seus acionistas —dentre eles o governo federal.

  • Daniel  13/03/2022 00:11
    Impressionante, né? Basta afastar os ladrões, passar a respeitar o sistema de preços e, do nada, uma petrolífera passa a ter lucros.

    Quem poderia imaginar?
  • Petroleiro  13/03/2022 05:53
    30% de alta desde o PPI, só os acionistas ganharam com isso
  • Humberto  13/03/2022 13:10
    Vou tentar redesenhar e colorir:

    Neste exato momento, o litro da gasolina, em reais, está custando, no mercado, R$ 4,38.

    A Petrobras, no entanto, está revendendo a R$ 3,86.

    Desconto de 12%.

    Ou seja, a gasolina ainda está sendo subsidiada. E muito. Exatamente como alguns aqui querem.

    Fatos. Puros e concretos. O resto é palpite de desinformado.

    De quanto mais você quer? Você tem a obrigação de estipular um valor correto e explicar por que este valor seria inócuo para a empresa. Mais especificamente, como uma empresa (inclusive importadoras privadas) pode comprar algo que custa 100 e revender a 88 e ainda assim ficar de boa.
  • P Jegues  13/03/2022 01:38
    Esse é o grande camisa 10 do governo
    youtu.be/GczFggAfw2c
    Que patético!
    E ainda tem quem defenda
  • Fernando  13/03/2022 13:10
    Não entendi sua tentativa de lacrada. Eis uma notícia de 2020:

    Brasil tem 424 milhões de dispositivos digitais em uso, revela a 31ª Pesquisa Anual do FGVcia

    Tanta coisa importante pra criticar no cara e você pega justamente uma em que ele está certo. Com uma oposição assim…
  • Luciano Rocha  13/03/2022 10:17
    Ao rol de quatro medidas que deveriam ser adotadas, proposto pelo autor, eu adicionaria mais uma: Medida 5 - as pessoas diminuírem seus respectivos consumos.

    Aqui em Belo Horizonte (e acredito que em todo o país), minutos depois de ter sido anunciado que os preços da gasolina e do diesel aumentariam nas refinarias, os preços nas bombas já ficaram mais altos. De quem é a culpa disso ter acontecido? Obviamente, a grande maioria das pessoas vão responder que a culpa é do(a) dono(a) do posto de gasolina que é um(a) "ganancioso(a) voraz". É sempre mais fácil atribuir a culpa ao outro(a).

    Eu não penso assim. Para mim, a culpa do(a) infeliz que voou para os postos para abarrotar o tanque e ficou horas na fila para a consecução desse fim. Eu não sou um grande estudioso do assunto, mas parece-me que a gasolina e o diesel são produtos que não obedecem ao fenômeno da "Elasticidade Demanda do Preço". Quanto mais esses produtos aumentam de preço mais as pessoas correm para consumir. A pessoa não pode ir ao trabalho de ônibus uma vez no mês; a pessoa não pode deixar de ir curtir sítio uma vez no mês; a pessoa não pode deixar de sair sexta a noite uma vez por mês. Fica bem difícil atingir um novo equilíbrio de preço.
  • Vladimir  13/03/2022 13:24
    Perfeito. O sistema de preços está mandando um recado claro: é para se consumir menos deste produto.

    Qualquer tentativa de subsídio para tentar anular o sinal enviado pelo sistema de preços irá desarrumar a economia.

    É chato? É. É desagradável? É. Seria melhor se fosse o contrário? Sim.

    Mas este é o mundo real.

    O sistema de preços não funciona de acordo com afetações de indignação e efusões de emoção. Tem de ser respeitado. Ele não tolera desaforos. Qualquer tentativa de subjugá-lo aos caprichos de políticos irá gerar punições. E quem será punido seremos nós.


    P.S.: eu sempre odiei a Petrobras. Sempre concordei com Paulo Francis que a empresa sempre foi um verdadeiro mal ao Brasil. No entanto, só de ver agora o nível intelectual das pessoas que a atacam, e num dos raríssimos momentos em que a estatal está fazendo algo certo, passei até a nutrir alguma simpatia por ela.
  • Felipe  13/03/2022 14:48
    "P.S.: eu sempre odiei a Petrobras. Sempre concordei com Paulo Francis que a empresa sempre foi um verdadeiro mal ao Brasil. No entanto, só de ver agora o nível intelectual das pessoas que a atacam, e num dos raríssimos momentos em que a estatal está fazendo algo certo, passei até a nutrir alguma simpatia por ela."

    O que você falou da Petrobras me lembrou desse vídeo que a estatal fez ontem.
  • Estado máximo, cidadão mínimo.  13/03/2022 15:07
    Sim. Poderia-se acrescentar uma sexta: facilitar a vida de quem quer ofertar veículos movidos a outros meios de energia. Motos, carros e afins elétricos, a hidrogênio, biodiesel, etanol... Daqui pra frente creio que não haverá saída a não ser aumentar a oferta destes. É isso, ou voltaremos a usar cavalos e carroças.
  • Lucas  13/03/2022 18:24
    De quem é a culpa disso ter acontecido? [...] Para mim, a culpa do(a) infeliz que voou para os postos para abarrotar o tanque e ficou horas na fila para a consecução desse fim.

    Exatamente! Em outras palavras, a "culpa" é da lei da oferta e da demanda.

    Quando o reajuste foi anunciado, as pessoas correram para os postos, buscando abastecer ao preço antigo. Porém nem todos os postos estavam preparados para enfrentar esse repentino aumento de demanda. Considerando que eles não tinham como repor os estoques em tempo hábil para aumentar a oferta, só lhes restou aumentar o preço para conter a demanda.

    Ou seja, os postos aumentaram o preço antes da renovação de estoque justamente para buscar fazer com que as pessoas "desistissem" de abastecer ali naquele momento. Se tal medida não fosse tomada, os postos correriam o risco de ver seus estoques se esgotarem antes que conseguissem repor. Nada a ver com "ganância" ou "preço abusivo" como bradam por aí. Apenas o sistema de preços funcionando. Os postos que tinham estoque suficiente para lidar com esse aumento de demanda conseguiram manter seus preços e tiveram um aumento substancial em suas vendas nesse dia.
  • Felipe  13/03/2022 14:48
    "Governo estuda zerar imposto da gasolina, diz Bolsonaro"

    A parte boa é que pelo menos o Bolsonaro não está tentando intervir no sistema de preços e sim em cortar impostos.

    Esse é um sopro de sanidade num país que há pouco tempo estava no Plano Cruzado.

    Outras boas notícias:

    - Três terminais pesqueiros concedidos à iniciativa privada;
    - Produtos agroindustriais podendo ser comercializados fora dos limites do município;
    - Aumento no número de empresas que exploram e produzem petróleo e gás no país;

    Como vocês analisam o Plano Nacional de Fertilizantes? O inteiro teor do decreto é este.
  • Paulo Henrique  13/03/2022 20:27
    Quando da alta internacional é realmente um problema de suprimento, e não simplesmente o dolar enfraquecendo?
    Fui olhar a cotação em onças de ouro e não parece estar realmente fora do padrão
  • Trader  13/03/2022 23:44
    O dólar não está fraco. Vide o índice DXY, perto das máximas históricas. Em 2008 e em 2011, o petróleo encareceu fortemente em dólares, mas ali o índice DXY estava perto das mínimas (dólar fraco). Hoje está ocorrendo o contrário: dólar (ainda) forte e petróleo caro. Eu não me lembro de situação semelhante a esta.

    Por isso, podemos falar com a mais absoluta certeza: o petróleo está caro por escassez.

    E uma das causas, corretamente antecipadas aqui, é esta:

    Como a agenda ambientalista e a imposição do ESG estão causando uma crise energética global
  • Paulo Henrique  14/03/2022 01:19
    O problema é que o indice DXY usa uma cesta de moedas que também sofreram inflação pesada nesses ultimos anos; Haja visto o descolamento das commodities em relação ao dolar, algo relativamente inédito

    (o petróleo sendo apenas uma delas)
  • Felipe  14/03/2022 01:59
    Não podemos ignorar a forte expansão monetária americana nos anos 2020-2021. Pelo menos a expansão monetária (M2) caiu, embora ainda permanecendo em níveis altos.
  • Imperion  14/03/2022 13:24
    A Rússia, grande produtora, afora não pode exportar. A região também é grande produtora de gás. Que não vai exportar também.

    Eis que as pessoas estão no inverno na Europa agora. Elas não vão parar de consumir gás. E é um abuso as obrigar a isso. Não tendo gás, elas têm que ir pra outro combustível. Então o consumo de gasolina e outras sobe. Já a oferta tá travada nos últimos anos devido à agenda naziambientalista. Ano passado já teve gente morrendo porque a matriz paralela falhou e mesmo assim não se mancaram que entregar a decisão nas mãos de um grupelho e não nas mãos dos consumidores é assassinato.

    Os produtores nos últimos anos já desmontaram os parques, pois governos estão forçando a troca da matriz energética pra elétrica com multas e regulamentações. Então os bens de capital pra emergencialmente oferecer uma maior oferta de gasolina já não existem mais.

    Então a flexibilidade de oferecer gasolina em substituição a essa quebra da guerra é menor.
  • Felipe  13/03/2022 23:35
    Da gasolina consumida no Brasil, qual é o percentual que é importado pela Petrobras e demais importadoras privadas?

    De todo modo, isso mostra a importância de termos uma moeda sólida e forte. Imagina se a taxa de câmbio estivesse em, digamos, R$ 3,70 por dólar americano? Esse mesmo preço, que agora está em R$ 4,40 no mercado de commodities, estaria em aproximadamente R$ 3,18.

    Alguém sabe se é possível fazer um gráfico do preço do litro do álcool combustível, comparando com o do açúcar, no Trading View?
  • Edson  13/03/2022 23:57
    Segundo este vídeo da Petrobras, mais de 50% é de outras empresas.



    Vídeo bem bom, aliás. Em termos puramente econômicos, ele está 100% certo.
  • Estudante  14/03/2022 02:37
    Mas aqui vocês dizem que a Petrobras tem monopolio e esse vídeo diz que não. Eai?
  • Atento  14/03/2022 13:11
    Em lugar nenhum é dito que a Petrobras tem monopólio da importação de combustíveis ou da extração ou do refino de petróleo.

    Tente jogar verde em outro lugar.
  • Imperion  14/03/2022 13:25
    50 por cento ainda é muito nas mãos de uma única empresa. Digamos que a Petrobras importasse 100. Se as outra importassem mil, nós teríamos muito mais oferta de gasolina.

    Então, somando nossa moeda fraca, com taxas de importação, monopólio interno, dificuldade de construção de refinarias privadas internas, nós temos um mercado interno não livre a altamente restritivo 
  • Jonas  14/03/2022 06:47
    Está sendo pedido aqui um comentário inteligente e educado.Vou tentar fazê-lo então. Uns 90% dos problemas discutidos aqui poderiam ser amenizados ou até amortecidos com um estabelecimento de uma nova moeda nacional com alto poder de compra via currency board pelo banco central. Opinião pessoal:a meu ver essa nova moeda deveria ter paridade com o Euro.Exemplo:Vamos supor que essa moeda se chame Caramuru. Então ficaria assim:1 Caramuru vale exatamente 1 Euro.E essa seria uma taxa de câmbio fixa estabelecida.Um argumento que poderia ajudar na aprovação dessa proposta por aquela gente do Senado e Câmara dos deputados seria o esforço do Brasil em melhorar a imagem internacional e trazer mais investimentos estrangeiros ao país,pois isso demonstraria compromisso do governo com a moeda ser mantida em patamar estável. Isso seria um argumento bem convincente.Mas sem desvalorizar a moeda anos depois como a Argentina fez.Levaria todo o esforço por água abaixo. Mais claro que tudo isso funcionaria só a luz solar sob a terra.Tenho 23 anos de idade e sou do Piauí,uma das regiões mais pobres do Brasil e talvez até da América do Sul. Também me considero progressista na política. Muitos me considerariam como esquerdista.Procuro saber sempre com quem sabe mais do que Eu,como vocês aqui do Mises Brasil. Parabéns peloconteúdo publicado aqui.E tudo isso foi digitado através de um smartphone que tenho há quase 4 anos.Sim,quase 4 anos com o mesmo celular. E ainda nunca precisou de conserto.E essa opinião que você leu é de um rapaz que mora na periferia,que entende o quão a economia impacta sua vida.
  • Imperion  14/03/2022 19:22
    Seria assim mesmo. Um currency board. Mas seria bom se seu lastro fosse uma cesta de moedas, não apenas o euro, que também é fiduciária. Nessa cesta teríamos dólar, euro franco suíço etc. Assim, se alguns desses países chutassem o balde, as outras moedas fortes segurariam o lastro.

    Sobre trocar a moeda, o reeca, pelo camamurunba, não seria necessário. Peguemos o reeca, que vale 4.50 num câmbio realista pela taxa de inflação desde sua fundação, e pra termos um currency board a partir e hoje, que funcionara com a obrigatoriedade de trocar as moedas da cesta, é só emitir o real de modo a mantê-lo a 4.50.

    Com isso ja teríamos o reeca num currency board a valores nominais do dia de hoje. Oferta monetária adequada e colhendo os frutos.
  • Estado máximo, cidadão mínimo.  16/03/2022 02:44
    Mais ainda, teria de haver empenho de toda a sociedade para manter a moeda forte. Todos deveriam estar engajados em atividades produtivas. Nada de flanelinhas, pedintes, viúvas e viúvos pensionistas de 30 anos de idade, burocratas e políticos abarrotados de mordomias, nada disso. Cada moedinha disponível na economia deveria ser merecidamente conquistada. Sem isso, sem chance.
  • Jonas  18/03/2022 07:12
    Estado máximo,estado mínimo Concordo com sua afirmação,mas para que tudo isso ocorra alguém vai ter que dar o primeiro passo. Temos que olhar a realidade e a cultura do Brasil.Tem muita gente que acha importante e se baseia na opinião do Estado,principalmente os menos favorecidos.Eles entendem assim:se o estado está incentivando e dizendo que temos de agir dessa forma,então faremos assim.Se o estado tem condições financeiras e morais,pelo menos em tese,de dar o primeiro passo,porquê não fazê-lo?Algumas coisas para serem implementadas neste país,é preciso um empurrãozinho do estado.Mas nesse caso,é somente um empurrãozinho mesmo,não precisa o estado fazer o trabalho todo.Esperar o despertar da sociedade brasileira para essa livre e espontânea vontade à esse sistema é impossível.
  • Carlos Alberto  14/03/2022 13:06
    Gasolina em Marselha, França. A mais barata sai a 2,50 euros o litro.

    Equivalente a 14 reais o litro.


    twitter.com/WallStreetSilv/status/1503121871969165315
  • anônimo  15/03/2022 18:12
    O Brasil está importando gasolina a 4.38 reais e vendendo a 3.86.? Nesta comercialização entra a Petrobras e as outras empresas importadores privados?
    Quem fecha está conta?
    Será que entendi o que foi escrito
  • Trader  15/03/2022 20:03
    Correto. Mas isso foi na sexta-feira. De lá pra cá, já houve uma queda forte no petróleo. Hoje, os contratos de gasolina estão a R$ 4,03.

    Mais uma semana nesse ritmo e já será possível a Petrobras anunciar uma redução.
  • Felipe  15/03/2022 20:21
    Uma pena o setor ser amarrado no Brasil, pois senão já estaríamos vendo redução nas bombas, como acontece nos EUA.

    No álcool, pelo menos, é menos travado.
  • Felipe  16/03/2022 12:18
    Não sei se alguém aqui acompanha, mas eu acompanho o perfil do Henrique Meirelles no Instagram. Essa foi a sua última postagem, falando sobre a necessidade de se aumentar os juros mesmo agora, falando de que a trajetória dos juros seria mais suave se o governo tivesse colaborado mais com a responsabilidade fiscal. De certa forma, foi o que o COPOM disse nas últimas reuniões também.

    Esse melhoramento no orçamento de 2021 se deveu principalmente devido à forte expansão na quantidade de dinheiro na economia. Ou seja, é até difícil. Por isso que eu olho a questão dos gastos reais com cuidado, porque também pode implicar em dizer de que inflação é bom porque melhora as finanças governamentais.

    Há uma expectativa de que o BCB desacelere a subida dos juros hoje, o que seria em 100 pontos base (ante 150 pontos base de antes), embora haja pessoas apostando por uma postura mais dura.

    Nesse artigo da Bloomberg (pena que precisa pagar após a cota mensal dos textos grátis), disseram sobre a diferença da atuação dos juros do BCB e a do Fed. O Meirelles, no texto, disse que "o Fed acabará se movendo pelo menos um pouco na direção de seu homólogo brasileiro". Ele disse que não há razão para o Fed ter medo de aumentar os juros e de que não podem ficar presos a estimular a economia.

    Agora o Meirelles voltando às suas raízes de 2003.
  • Vladimir  16/03/2022 13:22
    Eu gostava dele, mas revelou-se oportunista e politiqueiro. Pior ainda: já incorporou as piores características de um político populista.

    Ele defende uma medida, a medida é implantada, dá errado e aí ele finge que nunca disse aquilo e que não tem nada a ver com tudo.

    Eis o que ele disse em 2020:

    Meirelles defende 'imprimir dinheiro' contra crise do coronavírus: 'Risco nenhum de inflação'

    Meirelles defende "imprimir dinheiro" e nega risco de inflação

    O que os economistas pensam da ideia de 'imprimir dinheiro' de Henrique Meirelles

    Enquanto ele não vier a público fazer seu mea culpa, assumindo que falou e defendeu uma besteira monumental, a qual atenta contra as leis mais básicas da economia, ele não tem moral nenhum para cobrar nada dos outros.

    Pior ainda é vê-lo falando essa bobagem de que a inflação é causada pelo "desequilíbrio fiscal" do governo, e não pela expansão monetária que ele vigorosamente defendeu.

    Se ele nem sequer consegue identificar as causas de um problema, então ele não tem qualificação nenhuma para resolvê-lo.
    De resto, o que ele efetivamente fez em São Paulo, até agora, foi aumentar imposto.

    SP aumenta ICMS de vários produtos nesta sexta; veja o que pode ficar mais caro

    Governo de SP aumenta impostos e descumpre palavra, diz Fiesp

    Aumento de ICMS em São Paulo eleva preços em até 14% para consumidor

    Parlamentar desmente governador sobre redução de impostos
  • Felipe  16/03/2022 13:41
    Triste ver esse rumo dele e ali na notícia os acadêmicos achando ok essa falsa solução de imprimir dinheiro. Agora eles sumiram. Cadê eles?

    Esse ajuste fiscal baseado em aumento de impostos é uma coisa dele mesmo, o que é lamentável. Ele já fez isso no governo Temer, agora está repetindo com a economia paulista. O que foi feito na prática na questão de reforma administrativa e previdenciária estaduais?

    João Doria pode até ter a máquina a seu favor, mas a sua imagem está bem manchada no estado, por causa dos trancamentos e desse aumento de impostos. Acho que o funcionalismo está também com raiva.
  • Bernardo  18/03/2022 18:00
    E eu achando que já tinha visto de tudo no Brasil...

    Ministros do TSE consideram crime diminuir preço de combustível em ano eleitoral
  • Juliano  18/03/2022 18:12
    Bizarro. Antes era proibido aumentar preço (na década de 1980 dava até cadeia); agora é proibido diminuir....

    É assim que um país progride.
  • Artista Estatizado  18/03/2022 18:25
    Tudo que o seu adversário político fizer é crime, não importa o que seja.

    Esse nível de cinismo só consegue ser colocado em prática por psicopatas. Pessoas normais costumam ter problemas psicológicos se viverem muito tempo nesse ambiente tóxico.
  • Bruno Souza  18/03/2022 18:45
    Agora compare a notícia acima com esta aqui, da semana passada:

    Justiça dá 72 horas a governo para que explique aumento dos combustíveis

    Aí quando eu digo que o Bozo jogou uma chave de fenda na engrenagem do mecanismo, fazendo todo mundo sair do armário e se revelar (Alckmin foi para o PSB para ser vice de Lula), nêgo acha que eu sou bolsonarista fanático. Qualquer pessoa sensata que veja os inimigos que o cara tem sabe que alguma coisa certa ele está fazendo. Como diz o ditado: ele tem todos os inimigos que qualquer pessoa decente tem a obrigação de ter.
  • Neto  21/03/2022 19:10
    Caminhoneiros fazem ato contra alta dos combustíveis na Alemanha

    www.poder360.com.br/internacional/caminhoneiros-fazem-ato-contra-alta-dos-combustiveis-na-alemanha/

    Manifestação foi na cidade de Hamburgo, no norte do país, e reuniu cerca de 250 veículos

    "Havia faixas penduradas nas cabines dos motoristas que diziam "você só come enquanto entregamos", "pare com a loucura do diesel!" e "não ao roubo do diesel"

    [...]

    No Paraguai, caminhoneiros entraram em greve depois de uma nova alta no preço dos combustíveis."


    Grande mídia não fala sobre isso (pode procurar na internet; não vão encontrar). O motivo é óbvio: se deixarem claro que o problema é mundial, e não há o que ser feito, acaba o espaço para xingarem o maldito Bozo.
  • anônimo  22/03/2022 14:10
    Sobre a greve dos caminhoneiros do Paraguay com uma rápida pesquisa no Google:

    www.canalrural.com.br/noticias/internacional/greve-de-caminhoneiros-no-paraguai/

    noticias.r7.com/cidades/diario-digital/no-paraguai-caminhoneiros-paralisam-estradas-e-entram-em-greve-16032022

    Em ambas as notícias, os caminhoneiros pedem que o governo reduza o preço dos combustíveis.
  • Petroleiro atento  27/03/2022 02:29
    Tem uma coisa errada no texto que induz a discussões desnecessárias. A questão do tipo de petróleo extraído e refinado no Brasil. 2/3 do petróleo extraído aqui é do pré-sal. Um óleo leve, apropriado HOJE para as nossas refinarias, que foram projetadas originalmente para processar óleo leve importado, mas que depois foram adaptadas para processarem um blend com o petróleo do tipo mais pesado que passou a ser extraído da Bacia de Campos. A questão da continuação da importação de PETRÓLEO, mesmo com o desenvolvimento dos campos marítimos, era essa, fazer o blend com esse petróleo nacional mais pesado possibilitando mínimas adaptações necessárias então para refinar esse blend e produzirmos os derivados de consumo nacional. Nada a ver ainda com a importação de gasolina e diesel, necessária devido nossa capacidade de refino de petróleo (para a produção própria de gasolina e diesel e outros derivados) já não atender a demanda nacional. Com a produção marítima crescente de PETRÓLEO, só fez diminuir a dependência do petróleo externo.

    E atualmente, com o pré-sal, ainda importamos, mas muito pouco. Estamos ainda discutindo essa autossuficiência de PETRÓLEO, por razões estratégicas.
    Por que?
    Um pouco mais da metade do petróleo processado em nosso parque de refino já provém do pré-sal. A outra metade continua sendo composta majoritariamente do óleo mais pesado já produzido aqui antes do desenvolvimento do pré-sal, e uma agora pequena parcela de petróleo leve que ainda importamos como dito, ao redor de 5%, ou seja um refino quase 100% nacional. Todo ano os números variam.
    Mas se somos autossuficientes em petróleo então por que não todo o óleo do pré-sal é aproveitado, todo o óleo mais pesado exportado como excedente,
    e continuamos ainda nessa história de blend?
    Aí entra fatores econômicos, é vantajoso exportar o petróleo do pré-sal, pois além da diminuição dos custos de extração este óleo possibilita melhor valor agregado após o refino e por isso é mais valorizado, e com o real depreciado no câmbio aí não tem jeito, vão querer exportar uma boa parte desse óleo utilizando a outra para o blend nacional, portanto estrategicamente é mais negócio desenvolver mais campos no pré-sal e vender ativos mais antigos à medida que alcançam alta maturidade e alto custo operacional. Portanto não há nenhum problema com as nossas refinarias em processar todo o óleo do pré-sal se fosse o caso. As ditas adaptações são apenas questões técnicas de acerto da operação das refinarias no processamento de um blend.

    Mas fundamentalmente não é esse nosso problema, o problema de quem quer produzir e refinar tudo com eficiência e sem dependência externa.

    Nosso parque de refino não atende nossa demanda pelos principais derivados de consumo do petróleo (gasolina e diesel). Já por conta disso precisamos importar esses derivados. Estima-se que essa importação até recentemente respondia por 20% do consumo. Já é muita coisa. Hoje não sabemos ao certo, os dados oficiais demoram muito a aparecer. Os textos divulgados pela Internet dizem muita bobagem, misturam alhos com bugalhos, em especial o do UOL utilizado como fonte para este artigo e que tomou uma leve "chamada" da Petrobras (UOL é confiável ou oficial agora??) por isso fiz questão da caixa alta nos pontos em questão. É necessário muita cautela nas pesquisas, e infelizmente há muitos interesses políticos em jogo que fazem a fonte oficial da PETROBRAS, o portal Fatos e Dados (agora tem o portal Informa Petrobras), demorar muito para atualizar seus dados, chega a ser piada a Petrobras alegar que está sendo transparente num videozinho de animação onde não fornece dados concretos. Por que? E quiçá o portal da ANP ou a ABIC...

    Agora sim fechando, fica justificado porque o emprego do PPI para a correção dos preços. Companheiros meu não entendem, ou ignoram convenientemente ao sabor de seu lado político (leia-se orientação militante), que devido a falta de investimentos majoritariamente externos (pois estamos quebrados, o resto é discurso ideológico), há a necessidade de players importadores complementando o abastecimento nacional de DERIVADOS, e se os importadores pagam o preço do mercado externo para isto, a própria Petrobras se (conseguir ou forçada a) vender mais barato aqui vai injustificar essas importações. Uma realidade bem diferente de 10 anos atrás. A quebradeira será lenta, mas vai ocorrer nas distribuidoras concorrentes. Resultado final: desabastecimento em algumas regiões, das mais afastadas, do país, como explicado no artigo, e eu vou um pouco mais além esmiuçando a seguir:
    Até onde se sabe, o tal combustível "completão", na verdade só álcool mesmo, responde ao equivalente por cerca de meio milhão de barris por dia entre os tipos hidratado (combustível) e anidro (misturado à gasolina). O consumo nacional de combustíveis para o ciclo Otto (gasolina e álcool) ainda não bateu 1 milhão de barris por dia, está perto. Porém o consumo nacional dos derivados de petróleo (aí entram a gasolina, o diesel, aviação, lubrificantes) chega a 2,5 milhões de barris por dia! Ou seja, etanolzinho não "completa" a frota de automóveis. Parque de refino nacional não dá conta (refina só 2 milhões de barris por dia de derivados do petróleo). Produzimos hoje 3 milhões de barris por dia de petróleo. Agora ficou mais fácil entender por que exportamos petróleo. E exportamos ao redor de 1 milhão de barris por dia! E porque importamos MUITA gasolina e diesel, que vejo fonte citando 30% do consumo nacional. Quem? Petrobrás importa isso? Tem mais quase 20% ainda dos outros importadores e refinarias privadas aqui conforme dá a entender a animaçãozinha da Petrobras?? Não há precisão e uma divulgação oficial por escrito com números criveis, isso só ajuda em discussões tolas e políticas na Internet...
  • Felipe  28/03/2022 23:39
    Leandro, essa solução de fundo de estabilização como você propôs se parece próxima à que é defendida pelo novo presidente da Petrobras, Adriano Pires. Se estiver errado, pode me corrigir.

    Continuo achando a proposta ruim, porque a estatal detém posição privilegiada no setor de petróleo e derivados. Como que vai competir com uma estatal que irá criar um fundo de estabilização?

    Não sei se você já viu, mas o Paulo Kogos fez um vídeo muito bom só sobre a questão dos preços da gasolina.

    No minuto 23:14, ele disse que a PPI só existe na Petrobras por causa de subsídio e que isso nos torna vulneráveis a choques internacionais.
  • Trader  29/03/2022 01:53
    "Continuo achando a proposta ruim, porque a estatal detém posição privilegiada no setor de petróleo e derivados. Como que vai competir com uma estatal que irá criar um fundo de estabilização?"

    O fundo não é da Petrobras. O governo utilizaria o dinheiro que recebe de dividendos da Petrobras e o repassaria para as distribuidoras que compram gasolina e diesel das refinarias e dos importadores privados.

    Refinarias da Petrobras e importadoras importam a $100 e revendem para as distribuidoras a $120 (tudo a preços de livre mercado). As distribuidoras compram a $120 mas recebem do governo o dinheiro dos dividendos, de modo que o custo real será de, digamos, $110.

    É isso. É assim que funciona.

    Dito isso, fundo de estabilização, se adotado, tem que ser apenas temporário para amortecer aumentos súbitos. Eu também defendo que não haja nada, e que os preços subam sem qualquer amortecimento. Se está caro é para reduzir o consumo, como bem explicado aqui.

    Só que, numa democracia, isso é explosivo e tende a beneficiar populistas de esquerda que querem imitar a Venezuela. Aí é foda.
  • anônimo  29/03/2022 19:46
    Onde eu encontro os dados de produção de barril por dia da Chevron?
    Nesse site diz 1,8 milhoes de barris por dia
    www.statista.com/statistics/812886/net-production-of-crude-oil-and-natural-gas-liquids-chevron/

    No da chevron diz 3,1 ou mais;

  • Caio  29/03/2022 20:29
    Fique com o site da própria, que deve ser auditado.
  • anônimo  29/03/2022 21:12
    Eu li lá e confundi. Parece que os 3,1 foi atipico. Os EUA constitui reservas de petróleo e as vezes elas produzem acima por isso

    Chevron's net oil-equivalent production grew in 2021 to a record 3.10 million barrels per day. The company also added 1.3 billion barrels of net oil-equivalent proved reserves in 2021. These additions, which are subject to final reviews, equate to approximately 112 percent of net oil equivalent production for the year

    3.1 - 1.3 = 1.8..

    Esta correto.

    A chevron produz menos que a petrobras, e lucra um pouco menos. Não parece que o lucro da petrobras esta muito descolado com outras petroliferas dos EUA
  • Lucas  06/04/2022 22:29
    Preço do litro da gasolina no mercado internacional já caiu para R$ 3,8782. O preço praticado pela Petrobras nas refinarias ainda continua a R$ 3,86? Onde eu encontro esse valor atualizado?
  • Trader  07/04/2022 03:50
    Litro da gasolina em reais no mercado internacional de commodities:

    ibb.co/DVVr31P

    Preço na Petrobras:

    petrobras.com.br/lumis/portal/file/fileDownload.jsp?fileId=8AE99E9E7FBB7971017FE53EB7E7477B
  • Lucas  07/04/2022 21:16
    Muito obrigado pela atenção!
  • Felipe  13/04/2022 00:04
    Preço do álcool subiu de novo nas bombas nesses últimos dias.

    Nos EUA, o Biden havia imposto uma bizarra proibição da venda de gasolina E15 (que tem 15 % de álcool na mistura), ao passo que o E10 continua sendo permitido. Ou seja, aqui nos obrigam a usar a gasolina com mais mistura, lá eles obrigaram a usar a gasolina mais pura. Mas ele revogou esse banimento, tendo agora também a opção pelo E15. É ilógico esse banimento. Não sei nem se faria diferença na questão de demanda por álcool, pois grande parte dos veículos americanos está acostumada a gasolina com pouca mistura. O álcool combustível lá é bem dividido, com apenas algumas regiões ele sendo mais barato e mesmo assim é pouco demandado, haja vista o fato de que os veículos flexíveis em combustível são raros lá. Alguns veículos americanos não toleram essa maior mistura.

    Com isso, os preços internacionais do álcool subiram.

    O que ajuda a amenizar esses choques é a força do real brasileiro, que tem se mantido firme. Parabéns ao BCB, que está cumprindo à risca a promessa de levar o IPCA à meta. Para os americanos, o DXY também já atingiu 100 pontos, diante dos dados recordes do CPI (é paradoxal, eu sei que é) e da aposta por posturas mais falconistas do Fed.

    Iene japonês continua sofrendo, diante das claras sinalizações pombalistas do BoJ, que contrastam tanto com o ECB quanto com o próprio Fed.

    Aqui no Brasil, o álcool cotado em reais também subiu.
  • Felipe  13/04/2022 18:37
    Acho que o gogó do Roberto Campos Neto ajudou na valorização do real. Ele disse que a taxa cambial ajudou a amortecer a alta nos preços dos alimentos e é um fator positivo na questão de cair o IPCA, ressaltando a preocupação com a alta na inflação de preços e sobre a possibilidade de se prolongar o ciclo de altas nos juros.
  • Leandro  14/04/2022 14:18
    O BC japonês decidiu colocar um teto nos juros de longo prazo (por causa da dívida explosiva do país). Se os juros longos ficam controlados pelo Banco Central, então a única válvula de escape é o câmbio.

    O iene japonês apanhou tanto que, em reais, ele voltou a valer o mesmo tanto que valia em agosto de 2018. Bizarro.

    Quanto ao etanol, sua cotação está acompanhando o petróleo, que voltou a subir forte em dólares. Ademais, parece que a última safra sofreu uma queda de mais de 80 milhões de toneladas de cana-de-açúcar por conta do clima, que teve desde geada a focos de incêndio. Isso reduziu a oferta de etanol e de açúcar (cujo preço também disparou em março).

    Em suma, complicado. Bacen terá de continuar apertando.
  • Felipe  14/04/2022 15:48
    "O BC japonês decidiu colocar um teto nos juros de longo prazo (por causa da dívida explosiva do país). Se os juros longos ficam controlados pelo Banco Central, então a única válvula de escape é o câmbio. "

    Por que o câmbio seria a única válvula de escape? Seria porque a procura pelo iene japonês fica menor, com os juros longos nipônicos ficando menos atrativos?

    Difícil saber o futuro do Japão. A questão demográfica já está condenada (ainda mais que não há entrada líquida de imigrantes para sustentar a previdência, como acontece nos EUA) e essa dívida não vai ser caloteada. Os governantes terão que reduzir ao menos esse montante de endividamento.

    Falando de petróleo, no Paraguai um político apresentou um projeto de lei que permite a exploração de petróleo em uma área protegida.
  • Leandro  14/04/2022 16:14
    Em um cenário inflacionário, as pessoas recorrem aos juros longos para se protegerem. Mas se os juros longos são controlados, então elas simplesmente fogem da moeda.

    Ademais, há o óbvio fato de que o BC japonês (BoJ) está imprimindo ienes para comprar títulos e, com isso, impedir o aumento dos juros. Tal inflação monetária incentiva ainda mais a fuga de moeda.

    Ou seja, há um duplo incentivo para se fugir do iene.

    Um dos grandes acertos do BC brasileiro foi exatamente o de contrariar toda a Fintwitt e permitir que os juros longos subissem normalmente (o que deixou vários gestores multimercado zangadíssimos). Ao evitar fazer esse controle de preços, ele evitou que houvesse uma fuga do real para o dólar. Ao contrário, aliás: estimulou a vinda de estrangeiros para cá, fortalecendo o real.

    Tudo isso sem falar no óbvio fato de que um controle dos juros longos implicaria a impressão de reais para comprar títulos públicos, o que geraria mais inflação monetária — a qual, como bem sabe aqueles que nos acompanham aqui, está sob controle.
  • Felipe  14/04/2022 17:24
    Por que isso foi ruim para gestores de fundos multimercado e para os Fintwit?
  • Leandro  14/04/2022 19:21
    Aumento dos juros longos significa reduções dos preços dos títulos públicos. Fundos multimercado são repletos de títulos públicos e de contratos de DI. Se os juros sobem, o valor destes ativos cai. Logo, a cota do fundo cai.

    Muitos cotistas se desesperam com a queda das cotas e realizam resgates, o que obriga gestor a vender ativos (que já estão baratos), o que reduz ainda mais o patrimônio do fundo.
  • Felipe  14/04/2022 21:54
    Cotas seriam a remuneração mensal aos portadores dos títulos investidos nesses fundos?

    Bom, na verdade grande parte das instituições financeiras tem títulos governamentais (contratos de DI não sei; o que seria contrato de DI?).

    Em termos austríacos, qual seria mais nocivo: o governo controlar só os juros longos ou só os juros curtos (como SELIC)?

    Falando de mercado financeiro:

    "Na bolsa de apostas da Faria Lima, Bolsonaro sobe mais do que nas pesquisas"
  • Trader  15/04/2022 00:02
    Quando você investe num fundo de investimento, você está comprando cotas deste fundo. Quando os investimentos deste fundo se valorizam, o valor da cota sobe. E vice-versa.

    Se um fundo investe em títulos do Tesouro, e os juros longos caem, os títulos se valorizam. Consequentemente as cotas do fundo se valorizam. E vice-versa.

    Se um fundo investe em ações, e as ações sobem, os títulos se valorizam. Consequentemente as cotas do fundo se valorizam. E vice-versa.

    É só isso.
  • Leandro  15/04/2022 21:03
    "Em termos austríacos, qual seria mais nocivo: o governo controlar só os juros longos ou só os juros curtos (como SELIC)?"

    Controlar os juros longos é, sem dúvida nenhuma, muito mais nocivo do que controlar apenas a Selic. A Selic precifica empréstimo de um dia, já os juros longos são a base de todos os empréstimos bancários para pessoas físicas e jurídicas.

    Se você tabela os juros longos você, na prática, tabelou o crédito de toda a economia.
  • Felipe  18/04/2022 17:24
    Preço do álcool em Mococa já está em R$ 5,69. Ainda consegui abastecer antes do aumento. Desse jeito vou ter que usar a misturina.

    Vendo essa notícia, já vai aparecer gente falando que a desregulação não foi boa.

    Pelo menos o Bolsonaro zerou as tarifas sobre o álcool importado. Deveria ser para sempre. Agora só podemos contar com a moeda e com as condições meteorológicas.
  • Trader  18/04/2022 17:49
    Etanol subindo forte em dólares ao redor do mundo. Aqui vai junto. Na B3, o litro tá sendo negociado a R$ 3,50.
  • Trader  18/04/2022 18:14
    Eis o gráfico em dólares:

    ibb.co/kDtTPCh
  • Felipe  18/04/2022 18:27
    E para chegar a R$ 5,70... então tá faltando os governantes reduzirem tributos. E o governo federal continuar com a desregulação.
  • Trader  18/04/2022 18:52
    Eis o gráfico em dólares:

    ibb.co/kDtTPCh
  • Felipe  15/04/2022 23:52
    "Tasas de interés suman 11 meses de reducción en Ecuador"

    Seria o Equador o único país latino-americano a estar vivenciando quedas nas taxas de juros?
  • Lucas  04/05/2022 22:40
    Petrobras: importadores esperam reajuste de 12% na gasolina e 24% no diesel

    A Associação Brasileira de Importadores de Combustíveis (Abicom) espera um aumento nos preços dos combustíveis da Petrobras para esta quinta-feira (5/5), quando também será divulgado o balanço comercial do primeiro trimestre de 2022. A expectativa é de que haja reajuste de 12% no preço da gasolina e de 24% no diesel, que corresponderiam à defasagem no preço de paridade de importação (ppi), ou seja, à diferença entre os preços praticados no mercado interno e externo.

    A Petrobras está há 55 dias sem reajustes nos preços dos combustíveis, período em que ocorreram substituições na presidência e no Conselho da estatal. O último aumento ocorreu aos 57 dias de defasagem de preços na paridade internacional.

    (...)

    www.correiobraziliense.com.br/economia/2022/05/5005405-importadores-esperam-reajuste-de-12-na-gasolina-e-24-no-diesel-nesta-sexta.html

    -------------

    No mercado internacional de commodities, o preço da gasolina já passou de R$ 4,70/litro, enquanto a Petrobras cobra em média R$ 3,87 em suas refinarias. Um aumento de 12% elevaria o preço para cerca de R$ 4,33/litro, ainda muito abaixo do preço internacional, mas ao menos voltaria a ficar acima da média móvel de 1 trimestre.

    www.tradingview.com/x/nKa7T87o/

    Tem gráfico do preço do diesel praticado no mercado internacional, para verificar o quão defasado estão os preços locais?
  • Trader  05/05/2022 01:48
    Diesel em dólares:

    ibb.co/KFgff8G


    Diesel em reais:

    ibb.co/hcXCv0P



    Gasolina em dólares:

    ibb.co/42fCXJ5


    Gasolina em reais:

    ibb.co/YRQtgW3


    Está tudo na máxima histórica. Tá ainda pior em dólares do que em reais.

    Os EUA atingiram o menor nível dos estoques de diesel em mais de 40 anos.

    Vai ter de haver um reajuste. Não tem como.

    A conta do ESG chegou, como este site já vinha alertando.
  • Lucas  05/05/2022 21:31
    Grato. Esse preço do diesel é referente a que quantidade do combustível? No gráfico da gasolina eu vi que é por galão, mas no do diesel não ficou claro para mim.
  • Junior  09/05/2022 11:52
    Bom dia.

    Perdoem a minha burrice. Sobre economia estou no fundamental I.
    Tenho uma dúvida ao autor do texto ou a quem possa responder.

    Lendo o texto, entendi que se o governo manipular o preço do petróleo, para ficar a abaixo do mercado, iria faltar combustível pq o importador privado não teria como fazer o mesmo.

    Mas se no governo petista foi feito isso, pq não faltou combustível no Brasil? O postos privados estavam vendendo combustível mas caro que os postos BR?

    Mui grato.
  • Igor  09/05/2022 12:17
  • Régis  09/05/2022 12:31
    Além de não haver importadores privados à época, o consumo de combustíveis era muito menor do que hoje, pelo simples e óbvio motivo de que havia menos gente.

    Aqui na minha cidade (interior do ES), os postos são os mesmos. Mas, antes, eles viviam vazios. Hoje, nem no domingo de manhã você consegue abastecer sem fila.
  • Imperion  09/05/2022 14:10
    Faltou sim. Mas não foi nenhum bafafá. A oferta de combustível poderia ter subido bem mais se as políticas petistas não tivessem sabotado o mercado de combustível. Se em todos os anos petistas, não tivessem feito isso, e se ao invés disso tivessem aberto o mercado, hoje a oferta de combustíveis no Brasil seria muito maior e os preços aqui hoje não aumentariam tanto.

    Então não é que não faltou combustível "por causa" da política petista, não faltou combustível "apesar" da política petista. Entender a diferença é crucial. Mesmo com a sabotagem petista, continuou-se produzindo petróleo e gasolina. Mas ocorreu com prejuízo ao contribuinte, que teve que arcar com o prejuízo. A carga tributária poderia ser menor, ou os déficits nas contas públicas também, se não tivéssemos que cobrir os prejuízos do setor petrolífero. Tira-se uns e se dá pra outros.
  • Felipe  09/05/2022 16:16
    Os petistas fizeram uma grande burrada, mas eles não chegaram ao chavismo de tabelar os preços praticados nos postos de combustível. Por isso que não houve falta de gasolina.
  • Ronald "Ronnie" McCrea  09/05/2022 20:14
    '' A carga tributária poderia ser menor, ou os déficits nas contas públicas também, se não tivéssemos que cobrir os prejuízos do setor petrolífero. Tira-se uns e se dá pra outros. ''

    O problema é que, como o Bolsonaro praticamente zerou o imposto federal nos combustíveis, os governadores estaduais por birra aumentaram o imposto estadual. Comprovantes são emitidos que comprovam isso. Tem vários vídeos aí mostrando isso.
  • anônimo  09/05/2022 15:26
    Olha so a grande midia: 28 anos de planoo real, que ja desvalorizou 540 por cento desde 1994, vem dizer que o bolsonaro é o unico presidente que ebtregou o plano devalorizado. Nenhum deles entregou nada.
    Sim . Isso foi publicado hoje e o mandato dele nem se encerrou.

    [Link]www.ovale.com.br/brasil/bolsonaro-e-primeiro-presidente-a-encerrar-mandato-com-plano-real-valendo-menos-que-quando-entrou-1.216146?fbclid=IwAR3BPfhKBjg03sZ75PSsmfE5-CqYBXAnJNzdQBuLLezc_s0jsGLVOise8HY[/link]
  • Bruno Souza  09/05/2022 15:56
    Aqui tem um gráfico melhor ainda:

    twitter.com/CentralEleicoes/status/1523628534786568194/photo/1

    Esse dado é muito interessante porque mostra que, mesmo com toda a baderna mundial, o poder de compra real do salário mínimo hoje é muito maior do que foi no melhor ano de Lula.

    Aí é xeque-mate.

    Já que os asseclas de Lula gostam de dizer que o preço nominal da carne e da gasolina sob Lula eram mais baixos do que hoje (duh! qualquer coisa de 12 anos atrás era nominalmente mais barata do que hoje, assim como qualquer coisa em 1998 era mais barata que em 2010), então eles também têm que aceitar que o poder de compra real do salário mínimo era menor sob Lula.

    Se falarem que tal comparação não vale (por que não?), então, por definição, não podem também querer comprar preço nominal de gasolina e carne.

    Afinal, se comparação com valores reais não vale, então muito menos com valores nominais.

    Por outro lado, se aceitarem a comparação, então a própria comparação é desfavorável a Lula.

    Fim.
  • Régis  09/05/2022 16:03
    Eu já fiz isso uma vez.

    Um conhecido (ex-colega de trabalho) me disse no WhatsApp que votaria em Lula "a contragosto" (dica: quando fala isso é porque vai votar com tesão mesmo) porque a picanha custava R$ 40 e o litro da gasolina era R$ 2,80.

    Respondi:

    "Sim, e o salario mínimo era R$ 350. E o bolsa-família era R$ 80".

    Ele fez a tréplica: "Ah, mas não é assim que se compara…"

    Eu: "Ué, por que não?"

    Ele: "Porque não, ué".

    Eu: "Aliás, se a sua comparação é apenas preço nominal, sem levar em conta salário, então você tem que defender uma ditadura sob FHC. Em 1998, carne era R$ 8,99 e gasolina era R$ 1,15".


    Ele nunca mais me respondeu.
  • Caio  13/05/2022 03:17
    É incrível como a desinformação leva as pessoas a desconhecerem a realidade que o próprio país vivencia...
    Ainda hoje é grande o número de pessoas que acha que o Brasil é autossuficiente em Petróleo:

    Petróleo: Se o Brasil é 'Autossuficiente' por que ainda importa a commodity em 2022?

    A informação nunca é demais...
  • Felipe  30/05/2022 15:24
    Preço do álcool nas bombas aqui na região caiu mais uns R$ 0,20.

    Será que a nossa moeda ter se fortalecido ajudou? Pena que não vai mudar em nada no preço da gasolina C (a gasolina com 27 % álcool misturado).
  • Felipe  03/06/2022 21:57
    Está havendo escassez de Diesel na Argentina. Na verdade é mundial, mas aqui a escassez já está refletida nos preços, enquanto na Argentina eles parece que tabelaram os preços. Quanto está o litro lá dos combustíveis, em pesos argentinos? Só achei esse site. Se for o que entendi, então o litro do Diesel seria 114 pesos argentinos, dando R$ 4,51 em câmbio paralelo. Sabendo que a renda dos argentinos ainda é maior do que a nossa aqui no Brasil, então é dramático.
  • Juliano  04/06/2022 00:15
    Até outro dia, a esquerda dizia que a Argentina era o modelo a ser seguido na precificação de combustíveis. Obviamente, já sumiram.

    Veja aqui:

    www.mises.org.br/article/3408/e-sempre-interessante-constatar-como-algumas-pessoas-se-recusam-a-aceitar-o-sistema-de-precos#ac284529
  • Felipe  04/06/2022 12:07
    O combustível subsidiado também tem escassez? Ou é só em questão de congelamento de preços?
  • Leandro  04/06/2022 16:21
    Depende do que você entende por "subsídio".

    Por exemplo, se a Petrobras parar de reajustar seus preços de venda para as distribuidoras, e começar a vender abaixo do custo, isso pode ser visto como um subsídio. E irá, obviamente, gerar desabastecimento.

    Já se a Petrobras continuar vendendo para as distribuidoras a preços de mercado, e o governo utilizar dinheiro de impostos (ou, melhor ainda, dos dividendos que recebe da própria Petrobras) para ajudar as distribuidoras (e, com isso, gerar um desconto no preço final), aí não há risco nenhum de desabastecimento.

    No entanto, é claro, tal arranjo não só não irá durar por muito tempo, como também irá piorar o arranjo no longo prazo. E o maior problema nem será em termos fiscais.

    O grande problema é que preços altos comunicam um recado claro: é necessário restringir o consumo. E isso tem de ser obedecido.

    No entanto, se o governo subsidia, então aquilo que está escasso passa a ser visto como abundante (ou menos escasso). O consumo continua normal — ou até aumenta —, ao passo que a oferta segue restringida.

    Não tem como dar certo.

    Se este arranjo se prolongar por muito tempo, o desarranjo será brutal. E aí, quando o subsídio acabar, o choque será ainda mais intenso.

    No final, não há mágica em economia: preços devem ser respeitados, por mais doloroso que seja.

    Ao Banco Central cabe manter a oferta monetária estável (não importa quanto isso se traduza em termos de juros no curto prazo; juros também são um preço), e deixar os preços transmitirem sua realidade.

    Qualquer outro arranjo gerará consequências nefastas no longo prazo.
  • Estado máximo, cidadão mínimo.  05/06/2022 17:24
    "Dos 81.723 alunos da UMSA, 23% (18.796) estão estudando há mais 11 anos e 6,7% (5.475), mais de 20 anos."

    "Há, inclusive, mil alunos há mais de 30 anos nesta universidade e uma centena, há mais de 40 anos."

    "Esta função acadêmica não o impedia de ganhar um salário mensal de 21.860 bolivianos, mais de R$ 15 mil (similar ao de um reitor), porque também atuava como dirigente do Comitê Executivo da Universidade Boliviana."

    Agora dá pra entender a razão de alguns vociferarem tanto quando se fala em cobrar alguma mensalidade nas universidades públicas...
  • Lucas  11/06/2022 00:49
    Petrobras completa três meses sem aumentar gasolina

    Em meio a um cabo de guerra com o governo e trocas na diretoria, a Petrobras completa nesta sexta-feira, 10, três meses sem que os preços da gasolina sejam ajustados em suas refinarias. A última mudança foi anunciada em 10 de março, quando a petroleira aumentou no dia seguinte os preços da gasolina em 18,7%.

    (...)

    exame.com/economia/petrobras-completa-tres-meses-sem-aumentar-gasolina/

    -----

    A média do preço do litro da gasolina em reais no mercado internacional, dos últimos 63 dias úteis (1 trimestre), fechou esta semana em R$ 4,5570. Durante esse período, o preço médio da gasolina nas refinarias da Petrobras manteve-se em R$ 3,86. Em outras palavras, a Petrobras vende aqui a R$ 3,86 algo que importou a um preço cerca de 18% maior:

    www.tradingview.com/x/BF3gMb26/

    E integrantes do governo juram que seguem o preço internacional. É... percebe-se...
  • Lucas  17/06/2022 18:45
    E finalmente reajustaram o preço da gasolina nas refinarias. A média de preço dos últimos 63 dias úteis (1 trimestre) no mercado internacional está em R$ 4,64%, o que significa que, para apenas empatar com a média móvel trimestral, seria necessário um reajuste de pelo menos 20%. Mas a Petrobras não teve coragem de fazer o que era necessário e, em um ato de covardia e populismo, promoveu um reajuste de risíveis 5%! Foi de R$ 3,86 para R$ 4,06, muito longe dos R$ 4,64 (e subindo) do mercado internacional!

    O gráfico a seguir fala por si só:

    www.tradingview.com/x/0kOHMuk7/

    Agora, ao mesmo tempo em que a Petrobras foi populista no preço da gasolina, ela não se dá ao luxo de fazer o mesmo com o diesel - porque sabe que uma falta de diesel no mercado seria catastrófica para a economia brasileira. No menor sinal de defasagem já ocorre um reajuste. Inclusive, no dia 10 de maio, fizeram um reajuste exclusivo para o diesel, pois já estava abaixo da média móvel. Isso é mais fácil de ser visualizado no gráfico abaixo. Reparem como a linha em verde (preço do diesel nas refinarias) nunca fica abaixo da linha roxa (média móvel de um trimestre). O reajuste de hoje, mais uma vez, colocou o preço acima da média trimestral, como tem de ser.

    www.tradingview.com/x/gDkzoSx0/

    Em suma, a "política de preços" atual da Petrobras, na prática, é: gasolina subsidiada e diesel a preço de mercado.
  • Nikus Janestus  18/06/2022 00:16
    E o pior é que, mesmo com a Petrobrás já vendendo por um preço bem abaixo do mercado (tudo subsidiado com dinheiro do povo, não é atoa que os lucros estão altos), a mídia, às redes sociais e os políticos se doem por um infimo aumento. O Bonoro mesmo não para de Rinchar que a Petrobrás está "destruindo o Brasil". É meio patético, e só está servindo para desinformar ainda mais os seguidores dele.
  • Artista Estatizado  18/06/2022 01:00
    Não há subsídio ao preço da gasolina. Esses são os preços de mercado. Duvida? Olhe os preços da Acelen, a refinaria privada da Bahia (antiga RLAM).

    Se existir algum subsídio, está na tributação, que não mudou recentemente.

    Ou seja, esses são os preços de mercado.

    Fico surpreso como quase ninguém aqui traz os preços da Acelen para efeitos de comparação. Temos um experimento ao vivo da comparação dos preços/comportamentos de refinarias privadas versus estatais.
  • Paulo  18/06/2022 15:56
    A questão é que esse risco de desabastecimento só existe se a petrobras não importar diesel e vender abaixo do preço. O que seria uma politica Dilmista que poderia destruir o caixa dela no longo prazo, mas não haveria desabastecimento
  • Felipe  18/06/2022 17:05
    Pessoas, falando de petróleo, eu li dias atrás este artigo falando sobre a questão energética americana. Quero abrir uma discussão com vocês.

    Nele, é demonstrado que a legislação ambientalista tem atrapalhado o setor petrolífero americano ainda antes dessa onda ESG no século XXI. Isso porque não há uma grande refinaria sendo construída nos Estados Unidos desde os anos 1970, segundo o Mike Writh, da Chevron. Ele também mencionou a criação do CAFE nos anos 1970 (que destruiu os carros americanos e ajudaram bastante a ascensão de Toyota e Honda no mercado de carros) e do programa de energia renovável de 2005.

    Todavia, como se sabe, os preços do petróleo, desde o fim de Bretton Woods, sempre tiveram um ciclo (aqui o histórico dos preços desde meados de 1862):

    - Alta forte na década de 1970;
    - Na década de 1980, houve uma significativa queda, a ponto de ter causado prejuízos e as petrolíferas terem que realizar demissões e reverter investimentos errôneos ocasionados pelo expansionismo monetário do Fed;
    - Na década de 1990, houve também uma queda. O dólar permanecia forte, assim como nos anos 1980.
    - Na década de 2000, ocorreu uma forte alta tanto no petróleo quanto em outras commodities (o que aconteceu também na década de 1970, a mesma onde ocorreu o milagre econômico brasileiro... coincidência?).
    - Após 2012, tanto pelo fortalecimento do dólar quanto pelo aumento da produção de petróleo nos EUA, os preços despencaram.

    E agora estamos tendo uma nova alta, auxiliada pela política pombalista do Fed, pelas sanções econômicas e pelas regulações e distúrbios causados por legislação ambiental, incluindo-se os cancelamentos de leilões por Joe Biden.

    Aqui vocês podem ver a produção de petróleo por país, de 1900 a 2020, em TWh. Hoje os americanos são os líderes mundiais. Notem que chegou às altas históricas nos Estados Unidos. As regulações ambientais antigas e crescentes, então, não foram o bastante para fazer cair a produção no país?

    Tivemos uma leve queda na capacidade de refinamento de petróleo em 2020, por causa dos trancamentos.

    Agora, vendo um relatório de 2011, vê-se que a capacidade de refinar petróleo estava em uma alta de 29 anos. Aqui outra sugestão de leitura.

    No caso brasileiro, temos esse boletim mensal de produção de óleo e gás, com o mês mais atual sendo abril. Indo na página 12, agora podemos ver o problema de a Petrobras praticamente ter controle total do setor.

    Para finalizar, essa fala esquisita do Joe Biden para as refinarias aumentarem a produção e reduzir a margem de lucro... é, se elas aumentarem a produção a ponto de provocar uma grande queda nos preços do petróleo, aí sim pode ter uma queda na margem de lucro. Temos uma outra fala ainda mais estranha, do ex-diretor da ANP que diz que reduzir impostos sobre os combustíveis é igual a subsídio, ao mesmo tempo em que ele próprio defende subsídios...
  • Estado máximo, cidadão mínimo.  18/06/2022 18:14
    E talvez acabe antes ainda, já que a demanda de barris por dia só aumenta...

    www.statista.com/statistics/271823/daily-global-crude-oil-demand-since-2006/
  • Ulysses  21/06/2022 00:17
    "Agora, vendo um relatório de 2011, vê-se que a capacidade de refinar petróleo estava em uma alta de 29 anos. Aqui outra sugestão de leitura."

    Seu próprio gráfico mostra que a capacidade de refino ficou praticamente parada por 10 anos (entre 2001 e 2011). E olha que neste período o ambientalismo radical ainda nem tinha ganhado tração.

    Certeza absoluta que de 2011 para cá a capacidade caiu. Os próprios preços mostram isso.
  • Felipe  21/06/2022 00:32
    Não achei dados antigos, mas haver uma alta de 29 anos na capacidade de refino em 2011 (que no caso seria desde 1982), não é algo para se notar?

    Depois tivemos uma forte queda nos preços e uma relativa estabilidade, com altas pontuais em 2018.

    Ainda teremos o relatório desse ano, que sairá nesse mês.

    O de 2021 está aqui (página 45). Todavia, eu não entendi muito bem e, quem puder auxiliar, agradecerei.
  • Estado máximo, cidadão mínimo.  18/06/2022 18:09
    Segundo esse site, não temos muitos anos até as reservas atuais se esgotarem de vez...

    www.worldometers.info/oil/
  • Ex-microempresario  20/06/2022 17:23
    O mundo inteiro já foi sondado e pesquisado em busca de petróleo. Sabendo onde há reservas, exploram-se primeiro as de menor custo e maior lucratividade. Então, pode-se dizer que:

    - O petróleo de $20,00/barril já acabou
    - O petróleo de $50,00/barril está bem no fim
    - Em breve só haverá o de 100,00/barril
    - E mais tarde só haverá o de 200,00/barril
    (ignorando oscilações de curto prazo e fatores como a guerra da Ucrânia)
  • Lucas  22/06/2022 21:24
    Nova diretoria da Petrobras, quando empossada, pode mudar PPI, diz Bolsonaro

    Em meio à ofensiva do governo sobre a Petrobras, com ameaça de instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), o presidente da República, Jair Bolsonaro, afirmou nesta quarta-feira, 22, que a nova diretoria da Petrobras, quando empossada, pode mudar a política de preços de paridade internacional (PPI).

    (...)

    Na avaliação de Bolsonaro, o PPI "já cumpriu seu papel". "É igual torniquete, quando acaba a hemorragia você tem que afrouxar, senão gangrena. A Petrobras está gangrenando com PPI. Não tem justificativa subir lá fora e subir aqui. Ainda mais a ganância da Petrobras. Ela está tendo lucros inimagináveis", declarou o chefe do Executivo, em novo ataque à estatal.

    O presidente da República disse nesta quarta-feira que teve acesso a documentos da Petrobras que revelam que a estatal tem uma meta de reservar R$ 200 bilhões para acionistas este ano. "Que negócio é esse? Está preocupada com acionistas? Todo mundo que tem papel é para ganhar dinheiro mesmo, mas não dessa forma, no momento pós-pandemia e com uma guerra lá fora.", criticou o chefe do Executivo.

    (...)

    economia.uol.com.br/noticias/estadao-conteudo/2022/06/22/nova-diretoria-da-petrobras-quando-empossada-pode-mudar-ppi-diz-bolsonaro.htm
  • Felipe  23/06/2022 16:28
    É péssima essa proposta dele de obrigar os postos a mostrarem os custos da refinaria e da destilaria. Além de invasivo e anticapitalista, ainda vai gerar custos artificiais, inclusive para os combustíveis.
  • Petroleiro atento  23/06/2022 18:20
    A mídia especula que a queda das ações da Petrobras foi em meio ao anúncio do aumento dos preços nos combustíveis. Claro, investidor não é burro, já especulou com a intenção do governo em segurar, nisso o miseravis não falha!
    Agora botar a credibilidade da companhia inteira pra baixo colocando um alvo imenso em suas próprias costas com essa história de CPI e corrupção, é um presente que caiu do céu pra qualquer oposicionista e ptista dos tempos de Dilma, essa gente praticamente está redimida do passado rindo à toa com a óbvia narrativa que se seguirá: quem é o chefe de estado que escolheu os gestores técnicos da companhia? Se eles são corruptos então o presidente é o quê? Igual a Dilma, não sabia de nada??
  • Bernardo  23/06/2022 18:27
    Eu também era contra CPI da Petrobras. Até ver o video abaixo:

    twitter.com/JovemPanNews/status/1539322163861274624

    Tipo, como assim?!

    Um deputado da oposição confessa, ao vivaço, que recebe planilhas sigilosas da Petrobras antecipando todos os aumentos de preço com meses de antecedência.

    Isso não é nem "informação privilegiada"; é informação nostradômica. Como é que a estatal, com dois meses de antecedência, sabe qual será o valor do Brent?

    Bizarro.

    E o fato de o PT ter sido contra a CPI da Petrobras (algo que eu nem apoiava) apenas mostra que o angu tá entupido de caroço.
  • Ex-microempresario  23/06/2022 22:12
    Se ele diz que recebe informação sobre aumento com "meses de antecedência", ele não está confessando, ele está mentindo. Ou essas planilhas simplesmente não existem, ou não são nada disso que ele está dizendo. A intenção, provavelmente, é apenas criar um escândalo, porque nossa política funciona à base de escândalos.

    Eles sabem que funciona, pq sabem que o nível de inteligência do eleitor médio é igual à altitude do Mar Morto. O que mais tem nas redes sociais nos últimos dias é gente dizendo "O governo tem que baixar o preço dos combustíveis na marra, se a Petrobrás der prejuízo azar dos acionistas". Para o brasileiro, os acionistas da Petrobrás vivem em Marte.
  • Bernardo  24/06/2022 00:55
    "Se ele diz que recebe informação sobre aumento com "meses de antecedência", ele não está confessando, ele está mentindo. Ou essas planilhas simplesmente não existem, ou não são nada disso que ele está dizendo."

    Ele próprio já tinha acertado antes o percentual do ajuste, com semanas de antecedência. E fez questão de ressaltar isso no vídeo, ao anunciar que haverá novo aumento no final de julho.

    Se você diz que ele está mentindo (que não há essa planilha), então acabamos de encontrar um Nostradamus do mercado financeiro. Quero esse cara gerindo meu patrimônio...

    Bom, voltando ao mundo real, enquanto você prefere defender a lisura de político e de estatal, eu sigo acreditando que a estatal vaza informação privilegiada para políticos. Ainda que isso ofenda seus sentimentos.


    P.S.: na votação do teto do ICMS, Randolfe Rodrigues também deixou escapar algo na mesma linha (o vídeo está no YouTube). Aparentemente, vários deputados oposicionistas foram informados da data e do percentual dos aumentos. Mas se você acha que tudo não passa de bazófia, que bom. Você certamente leva uma vida mais tranquila assim.
  • Ex-microempresario  24/06/2022 13:59
    Ora, Bernardo, mas vc mesmo disse "Como é que a estatal, com dois meses de antecedência, sabe qual será o valor do Brent?" Eu só concordei. É óbvio que a Petrobrás não tem planilhas definitivas de reajuste de preço com meses de antecedência, especialmente enquanto tem uma guerra rolando na Europa. No máximo eles podem ter previsões, análises, estudos sobre diferentes cenários. Vazar uma informação dessas e acertar é mais sorte do que outra coisa.

    Agora, dizer que a estatal vaza informação para políticos, isso não ofende meus sentimentos, pelo contrário. Todo mundo sabe que isso sempre existiu. Aliás, sempre existiu para políticos de todos os partidos, porque não há santos na política brasileira (isso talvez ofenda os sentimentos de alguns). Não sei onde vc encontrou "defender lisura de político" naquilo que eu escrevi. Aliás, pergunto: achar que uma CPI resolve alguma coisa não é acreditar na lisura dos políticos?

    Eu, desde muito tempo, acho que CPIs são circos montados para gerar palanque eleitoral. Toda CPI tem o partido A tentando achar coisas que incriminem o partido B enquanto o partido B tenta achar coisas que incriminem o partido A. Tem gente que acredita em um dos lados, daí meu comentário sobre a inteligência do eleitor.
  • L Fernando  23/06/2022 20:57
    Sempre a mesma conversa
    Estes liberarias ....
  • anônimo  24/06/2022 00:48
    Especular faz parte. E como há certeza quase absoluta de que vai ter intervenção na PTroubarais, o preço das acoes cai. Afinal, é ano eleitoral. Todo mundo vai usá-la como trampolim.

    E como os investidores avaliam os preços futuros, já esperando que a escassez piore, e com isso os preços da gasolina, se tiver intervenção, tem espaço pras acoes cairem mais.
  • Felipe  27/06/2022 14:21
    "São Paulo reduz ICMS da gasolina, e preço na bomba deve cair até R$ 0,48"

    Hoje eu já vi que o preço da gasolina nas bombas caiu. O do álcool caiu de novo, mas deve ser por outras razões.

    Olhem aqui o absurdo:

    "— Temos um orçamento vinculado de 30% para educação, 9,57% para as universidades estaduais (USp, Unesp e Unicamp, que recentemente aumentaram salários de servidores em 20%). Quanto se reduz o ICMS, perdemos R$ 600 milhões na Saúde e R$ 1,2 bilhão na Educação. Chegará menos dinheiro para essas áreas estratégicas — afirmou o governador."

    Espero que essa redução do ICMS force o governador a rever essa distorção. Vale lembrar que grande parte dos gastos com ensino superior é em folha de pagamento, ao menos nas instituições que conheço.
  • Felipe  30/06/2022 00:55
    Para as pessoas que contestaram o que eu disse sobre a questão de "negociar redução de preço com corte de imposto": assim que foi divulgada a medida da redução do ICMS, os postos já reduziram os preços. Claro, o governo paulista disse que vai fiscalizar com Procon, mas eles não falaram em obrigar o posto a repassar na integralidade a redução.

    Tenho notado que, apesar de ainda muito regulados, tem surgido novos postos de combustíveis. Em Mococa, de 2018 para cá, acho que foram uns três postos novos, o que é muito para uma cidade pequena (e tem outro que está em processo de construção).

    A nossa sorte é que pelo menos a Petrossauro não controla o setor de álcool (o Collor deu um fim na IAA).

    Sugiro lerem este artigo.
  • Fernando F  06/07/2022 16:06
    Ola Leandro, ainda andas por aqui?

    Não que seja um conselho financeiro mas poderia dar um paronama e de onde investiria para preservar dinheiro caso o bandido de 9 dedos vença em Outubro? Ao que parece nos tornaremos outra Argentina. Então acredito que algo para sair do Real seria uma boa ideia?

    Obrigado!
  • Leandro  06/07/2022 16:55
    Eu não mudei muito minha opinião em relação a esta que emiti em janeiro deste ano.

    Mas concordo com os comentários que li em outros artigos aqui sobre segurança pública. Se a turma voltar, onde você irá investir será a menor das suas preocupações. Você estará muito mais preocupado em se proteger de assaltos, sequestros e invasões de propriedade do que em comprar dólar.
  • Fernando F  06/07/2022 20:49
    Concordo também. Mas essa criminalidade toda não vai subir (ainda mais) justamente por que a situação economica vai ficar pior (com explosão do teto de gastos, assistencialismo, controle de preços e midia)?
    Ou você acredita que será apenas por motivos de frouxidão com bandidos, falta de invesimento em segurança publica etc?

    Também quero crer que não vai seguir o caminho da Argentina e da Venezuela mas um fundo cambial/BTC não faria sentido?
  • Felipe  06/07/2022 21:56