clube   |   doar   |   idiomas
A PEC dos Precatórios e a casta político-rentista: os ganhadores e os perdedores
A proposta deveria se chamar 'PEC da Irresponsabilidade Fiscal'

Executivo e Legislativo se deram as mãos e estão propondo estourar o teto constitucional de gastos por meio da PEC dos Precatórios

O apelido desta PEC não é fiel: fosse a política a arte da verdade, estaríamos lendo sobre a "PEC Fura-Teto", "PEC Eleitoreira", ou "PEC da Irresponsabilidade Fiscal".

O que é e como funciona a regra do teto de gastos

Até antes de 2017, o governo federal podia aumentar seus gastos para o ano seguinte o tanto que quisesse, desde que demonstrasse ter uma fonte de receita para essa nova despesa. Se o governo federal quisesse, no ano seguinte, elevar os gastos em 15% (por exemplo, concedendo aumentos salariais ao funcionalismo público), ele poderia, desde que demonstrasse que haveria fonte de receita. 

Só que essa restrição, na prática, era perfeitamente contornável. Se a fonte de receita prevista acabasse não se concretizando — ou seja, não gerando a receita no volume esperado —, não havia punição nenhuma. O governo federal simplesmente incorreria em um grande déficit orçamentário, tendo de tomar dinheiro emprestado para fechar as contas — com isso gerando consequências como a elevação dos juros e a retração dos investimentos —, e pronto. A economia era afetada, e nenhuma punição era aplicada.

E, com efeito, era exatamente isso o que sempre acontecia.

Ao fim de 2016, entretanto, tudo mudou.

Uma das principais medidas aprovadas no governo Michel Temer, a Emenda Constitucional 95 estabelece um limite de despesas para a União nos próximos 20 anos. Contando desde 2017, os gastos do governo federal para um determinado ano só podem aumentar de acordo com a inflação oficial do país (o IPCA) do ano anterior — ou seja, não haveria um crescimento real dos gastos do governo, apenas nominal.

Assim, se o IPCA foi de 5%, então, no ano seguinte, o governo federal só poderá gastar o que gastou no ano anterior mais 5%.

Consequentemente, ao contrário do que sempre ocorria, o governo passou a não mais poder criar gastos baseando-se em receitas futuras incertas e com projeções infladas. Um grande avanço.

Isso foi necessário porque a trajetória de aumento da dívida pública era explosiva, com as despesas continuamente superando as receitas do governo, algo que se intensificou a partir de 2014, no governo Dilma. 

Perceba no gráfico abaixo, que mostra a evolução do déficit nominal do governo federal (tudo o que o governo gasta, inclusive com juros, além do que arrecada), a explosão ocorrida a partir de 2014, bem como a contenção ocorrida a partir de 2017. Estamos excluindo o atípico ano de 2020 por motivos óbvios.

deficit.png

Gráfico 1: evolução do déficit nominal do governo federal, até o fim de 2019 (Fonte e gráfico: Banco Central)

Nesse sentido, vale destacar que a Emenda Constitucional permite que gastos emergenciais sejam tomados sem obedecer o limite estipulado, como no caso da Covid-19.  

Adicionalmente, a Emenda do Teto de Gastos não limita o crescimento de despesas com saúde e educação. O limite vale para os gastos totais do governo, e não para gastos específicos. Os gastos com educação, saúde e assistência social podem continuar aumentando aceleradamente, desde que os gastos em outras áreas sejam contidos ou reduzidos, de modo que o aumento total de todos os gastos do governo federal não supere a inflação de preços do ano anterior.

Em caso de descumprimento, gatilhos automáticos são acionados, como, por exemplo, ausência de reajuste de salários para funcionários públicos, cortes de subsídios, suspensão de contratações e concursos públicos.

O Teto salvou o Brasil - até agora

De acordo com dados do Tesouro Nacional e do IBGE, entre os anos de 1997 e 2015 as despesas do Governo Federal cresceram de R$ 133 bilhões para R$ 1,15 trilhão, isto é, mais de 764%. No mesmo período, a inflação, medida pelo IPCA, subiu cerca de 230%.

Isso significa que as despesas reais tomaram uma proporção considerável ao longo desse período, o que representou um genuíno agigantamento do estado em detrimento do setor privado.

Com efeito, observe, no gráfico 1, que o Teto de Gastos realmente trouxe algum controle ao déficit do governo até 2019 (antes da Covid-19).

O teto em vigor, portanto, é a solitária âncora remanescente a impedir a repetição do desastre do governo Dilma —de gastança desenfreada regada a crédito público e inflação— que gerou a maior depressão da história do Brasil. O desemprego quase dobrou (de 7% em 2014 para 13% em 2017) e a renda média do brasileiro despencou.

Como mostra o gráfico 1, após aquele fatídico ano de 2014, o Brasil viveu uma intensa crise entre 2015 e 2016, e seus efeitos permanecem na economia até hoje.

Desde sua promulgação em 2016, o teto viabilizou uma redução da inflação de preços 11% em 2015 para menos de 4% entre 2017 e 2020, e o retorno ao crescimento da renda. 

IPCA.png

Gráfico 2: evolução do IPCA acumulado em 12 meses (a linha vertical mostra o momento da introdução do Teto de Gastos)

A queda da Selic foi ainda mais acentuada, de 14% para 4,25% às vésperas da pandemia. 

selic.png

Gráfico 3: evolução da taxa Selic (a linha vertical mostra o momento da introdução do Teto de Gastos)

A criação do teto impôs maior responsabilidade fiscal, e maior responsabilidade fiscal fez com que os investidores passassem a exigir juros menores para emprestar para o governo. Quanto menor o risco, menores os juros exigidos.

Os gráficos abaixo mostram a evolução dos juros dos títulos prazos mais longos do governo brasileiro. 

DI25.png

Gráfico 4: evolução dos juros para contratos com vencimento em 2025 (a linha vertical mostra o momento da introdução do Teto de Gastos)

DI26.png

Gráfico 5: evolução dos juros para contratos com vencimento em 2026 (a linha vertical mostra o momento da introdução do Teto de Gastos)

DI27.png

Gráfico 6: evolução dos juros para contratos com vencimento em 2027 (a linha vertical mostra o momento da introdução do Teto de Gastos)

DI29b.png

Gráfico 7: evolução dos juros para contratos com vencimento em 2029 (a linha vertical mostra o momento da introdução do Teto de Gastos)

10y.png

Gráfico 8: evolução dos juros dos títulos públicos de 10 anos (a linha vertical mostra o momento da introdução do Teto de Gastos)

São estes juros de longo prazo que definem os juros dos empréstimos bancários e, desta maneira, afetam investimentos produtivos e emprego.

Como consequência, o crédito privado, financiador do crescimento e emprego, expandiu mais de 60% desde então.

creditos.png

Gráfico 9: evolução do crédito fornecido pelos bancos estatais (linha vermelha) e pelos bancos privados (linha azul). A linha vertical mostra o momento da introdução do Teto de Gastos

Observe no gráfico acima que o crédito no Brasil estava efetivamente estatizado desde 2013, quando o volume de crédito dos bancos estatais ultrapassou o dos bancos privados. 

Até 2016, os bancos estatais eram obrigados, pelo governo, a direcionar empréstimos a juros bem abaixo da SELIC para alguns setores escolhidos pelo governo — como o setor imobiliário, o setor rural, o setor exportador, as empreiteiras e os barões do setor industrial. Quem bancava tudo isso éramos nós, os pagadores de impostos. O governo arrecadava nosso dinheiro via impostos e empréstimos (vendas de títulos do Tesouro), repassava para os bancos estatais, e estes então emprestavam esse dinheiro — a juros abaixo da SELIC — para empreiteiras, para compradores de imóveis, para o setor industrial etc.

Desde o governo Temer, e mais especificamente a partir da criação do Teto de Gastos, a situação se inverteu. Ao passo que os bancos estatais, até o fim do governo Dilma, forneciam empréstimos seguindo critérios políticos, os bancos privados, ao alocarem crédito mais de acordo com as reais condições de mercado, passaram a ser os condutores do crescimento e do emprego, como deve ser.

O teto matou os rentistas - e seu fim irá ressuscitá-los

Volte aos gráficos 3 a 8 e observe que, após o ano de 2016, a tendência é de queda dos juros longos, havendo apenas um sobressalto com as eleições de 2018. Mesmo em meio à profunda crise gerada pela Covid-19 em 2020, o juros estavam nas mínimas históricas. Uma façanha. Nas crises de 2008 e 2015, por exemplo, eles dispararam. 

O teto derrubou o chão dos rentistas, aqueles que se deleitam com os juros altos pagos por governos gastadores. 

Mas políticos e rentistas são espécies simbióticas, que compartilham as vantagens de um estado perdulário. O gasto é seu alimento; o hospedeiro somos nós, cidadãos pagadores de impostos e trabalhadores.

Além do excepcional ano de 2020, o teto de gastos também foi furado — em tese, provisoriamente — em 2021. Um Projeto de Lei que excluía os programas emergenciais da Lei do Teto foi aprovado e, com isso, o Orçamento da União de 2021 também apresentou despesas fora do teto. Os gastos contra a Covid-19 e com os programas de proteção de empresas e de empregos (o Pronampe e o BEm) ficaram sem limites específicos. E ainda colocaram mais R$ 16,5 bilhões para emendas parlamentares.

Mas agora piorou. E isso explica a disparada nos juros longos observada na extremidade direita dos gráficos 3 a 8.

Apenas com o barulho em torno da PEC dos precatórios, o governo Bolsonaro e o Congresso refundaram a "estatal" extinta no governo Temer, a 'Jurobras', cujo objeto é (a) sugar poupança do setor produtivo para financiar rentista e (b) exportar capital nacional. 

Os juros de médio prazo que estavam de 6% a 7% em meados do ano passado chegaram a 12%.

A peça trágica do teatro fura-teto é encenada em três atos.

Envolve, em primeiro lugar, voltar no tempo e ampliar a correção monetária do teto desde 2017. Este primeiro ato, violador da física e de outras ciências, redesenha o teto ao longo do tempo, passado e futuro. A manobra "cria" R$ 50 bilhões de permissão de estouro do teto no ano que vem (e segue criando permissões adicionais de estouro para os anos de 2023 a 2026).

O segundo ato é o não pagamento de parte dos precatórios devidos em 2022 (a reincidência no calote), gerando mais cerca de R$ 40 bilhões de estouro do teto.

Segundo a Instituição Fiscal Independente do Senado Federal, há espaço tanto para reajuste do Bolsa Família (ou Auxílio Brasil) quanto para o pagamento integral dos precatórios, cumprindo o teto. Mas a casta político-rentista tem fome e quer mais emendas parlamentares, fundo eleitoral, e até reajuste de servidores.

E, principalmente, deseja aumentar em 20% o número de beneficiários do auxílio e distribuir R$ 400 por mês. É populismo.

O Orçamento de 2022 em discussão aloca R$ 1,5 trilhão a outras rubricas, que poderiam ser discutidos e remanejados nesta mesma PEC para atender o Auxílio Brasil. Mas os políticos, claro, julgam que privilégios e "direitos adquiridos", principalmente os do alto escalão do funcionalismo público, não podem ser cortados.

O mercado reagiu à proposta de estouro de R$ 90 bilhões com a desvalorização das empresas que perfazem o Ibovespa em mais de três vezes este valor. Estimo que a perda de valor, em moeda forte, de todas as empresas do Brasil e dos títulos de renda fixa tenha sido de muitos trilhões (não apenas bilhões) de reais, só na semana passada.

Para concluir

Desde a introdução do Teto de Gastos, as expectativas sobre o Brasil ficaram mais ancoradas, possibilitando a queda dos juros e tornando mais atrativos investimentos na iniciativa privada, impulsionando o desenvolvimento do mercado de capitais brasileiro.

Responsabilidade fiscal importa, e a Regra do Teto restringe o aumento do tamanho do estado, bem como a capacidade de populismos de políticos. Por isso estes odeiam o Teto.

O princípio da dramaturgia conhecido como a "Arma de Tchekhov" determina que, caso haja um rifle pendurado na parede durante o primeiro e segundo atos, será disparado no ato final. A PEC dos Precatórios, se aprovada, será o rifle na parede do Congresso.

A casta político-rentista espera dispará-lo no futuro para implodir o teto de vez. Porém, em um plot twist no ato final (as eleições de 2022), os coadjuvantes – eleitores, sem emprego, e na carestia – podem dispará-lo e não reeleger políticos comprometidos com essa infâmia.



autor

Helio Beltrão
é o presidente do Instituto Mises Brasil.

  • Edson  27/10/2021 15:15
    Eu acho que o problema nem foi o furo para o Auxílio Brasil ou precatório. O problema é o precedente aberto. Começa com Auxílio Brasil e precatório, depois vem Auxílio Caminhoneiro, depois vem Auxílio Gás, depois vem Auxílio Alimentação, e quando você assustar terá até um novo Auxílio-Paletó para os coitados dos juízes, promotores e desembargadores.

    E aí acabou o teto.

    Como Lula também já deixou claro que vai acabar com o dito-cujo, então ele na prática já está finado.
  • Trader  27/10/2021 15:18
    Sim, e aí você entende que não há nada de errado com o câmbio e, consequentemente, nem com a carestia. E muito menos com os juros.
  • Estado máximo, cidadão mínimo.  27/10/2021 20:03
    E isso vindo de "liberais" que tanto esbravejaram contra rentistas, sindicalistas e oligopólios bananeiros. Pra quê ter partidos socialistas no Brasil, não é mesmo?
  • anônimo  08/11/2021 17:32
    Estado máximo e você nem deveria socializar kkkkkkkkkkkkkkkkkkk
  • Ulysses  27/10/2021 15:27
    É óbvio que vai acabar. O teto de gastos foi uma medida excelente, talvez a melhor desde o Plano Real. E exatamente por isso não durará. Com o tempo será abolido. Pode até não ser agora, mas será. E não será por causa emergências, pandemias ou precatórios. Ele será abolido simplesmente para permitir mais benefícios para os funças. A notícia abaixo é apenas um indício disso.

    "No TCU, Aras consegue revisão do teto de gastos para pagar auxílio-moradia retroativo"

    No fim, entre os pobres e os funças, os políticos escolherão os funças. Estes são um bloco eleitoral muito mais coeso e mais poderoso. E seus poderosos sindicatos elegem e reelegem qualquer um que lhes seja subserviente.
  • Flávio  27/10/2021 15:50
    Corte de gastos no Brasil é impossível porque contraria os interesses do sistema e da população (que apoia o funcionalismo público até mesmo sem saber).

    O STF, que hoje determina até tarifa de importação, jamais permitiria qualquer coisa que arriscasses salário de funça. Ministério Público (que possui os mais altos ganhos do país) idem. Se estes dois obrigam até mesmo que haja aumento de salários dos funças, é delírio imaginar que eles permitirão congelamento. Muito menos redução.

    Mesmo que um governo queira, as elites do funcionalismo, que mandam no país, jamais permitirão nenhuma diminuição no tamanho do estado. Somos oficialmente uma sociedade de castas.
  • Felipe  27/10/2021 16:28
    Quantos % do eleitorado o funcionalismo compõe? Seria interessante esses dados. E qual é o limite para se alterar os resultados eleitorais?

    De fato os sindicatos de funcionalismo aqui são poderosíssimos (acho que mais até do que os franceses e os gregos) e os políticos têm pavor deles. Reagan e Thatcher conseguiram enfrentá-los, o Bolsonaro dificilmente conseguirá.
  • Flávio  27/10/2021 16:50
    Em números absolutos são poucos. Em números relativos, muito mais do que o suficiente para eleger e reeleger todo e qualquer deputado que votar suas pautas.

    De quantos votos precisa um deputado para se eleger? Quanto funças há? Então, essa é a conta.

    Funça não precisa ter o presidente a seu lado. Basta ter um punhado de deputados no bolso. São estes que aprovam e vetam o orçamento.
  • Estado máximo, cidadão mínimo.  27/10/2021 19:48
    "Funça não precisa ter o presidente a seu lado. Basta ter um punhado de deputados no bolso. São estes que aprovam e vetam o orçamento."

    Isso mesmo. Enquanto o grosso da população deve achar que o número 4320/64 é o CEP de algum lugar perdido, boa parte dos funças sabem muito bem do que se trata. Aliás, essa parte orçamentária é, de longe, a menos coberta e elucidada pela grande imprensa, já repararam? Isso desde sempre. Não sei se deixam de lado por desconhecimento ou falta de interesse mesmo em tentar explicar para a população como funciona a elaboração dos planos do orçamento público.
  • Estado máximo, cidadão mínimo.  27/10/2021 19:55
    "entre os anos de 1997 e 2015 as despesas do Governo Federal cresceram de R$ 133 bilhões para R$ 1,15 trilhão, isto é, mais de 764%. No mesmo período, a inflação, medida pelo IPCA, subiu cerca de 230%."

    Bananil virou uma união soviética. Adeus, iniciativa privada "regular". Isso aqui vai virar uma sociedade com uma pequena casta de funças de um lado e uma massa gigantesca de informais de outro.
  • Samor  27/10/2021 16:55
    Funças votam em bloco. São mais de 12 milhões. Se você contar que cada um tem uma família de 3 a 4 pessoas que dependem de seu salário, estamos falando aí de 50 milhões de votos. Dá pra eleger muito deputado pelo país.

    Aliás, dá pra eleger presidente.
  • Guilherme  27/10/2021 16:43
    Eis aqui a melhor ilustração. A dona ganha quase R$ 600 mil por ano de dinheiro de impostos, e tá dizendo que tá pouco e precisa de mais.

    twitter.com/valuationfstyle/status/1453192687511875588
  • oscar Domingues  17/11/2021 12:50
    -O contribuinte chamar os servidores públicos de funças é lamentável falta de respeito. Existem sim servidores que recebem salários e vantagens obcenas, ilicitas e imorais.
    -Uma nação onde, de um total de 513 deputados, são eleitos mediante votos pelos eleitores, apenas 27 não pode em nenhuma, hipótese ser chamada de Democracia.
    -Um senado, cujos seus membros não cumprem suas obrigações e se negam a exercer sua prerrogativas constitucionais por estarem a serviço de outro poder deve ser simplesmente fechado.
    -Porque não temos ainda uma relação das matriculas funcionais com seus holerites discriminando os ganhos superiores ao que recebe o Presidente da república?
  • Samor  17/11/2021 15:13
    Você acha lamentável funça ser chamado de funça? Ou também. Educado e fofinho demais. Deveriam ser chamados daquilo que realmente são: esbulhadores, achacadores, extorsionistas e pilhadores.

    Pessoas que vivem uma boa vida com o dinheiro extorquido do cidadão brasileiro, que é em sua maioria pobre.

    Ah, sim: político também é funça. Mesmíssima laia. Do assessor do vereador ao presidente da República. Satisfeito?

    E se essa minha opinião é prejudicial à sua saúde, peça demissão e vá vier honestamente, sem roubar o cidadão brasileiro.
  • Eduardo Mendes  28/10/2021 00:46
    "entre os pobres e os funças, os políticos escolherão os funças."

    Sim. Até porque políticos dependem dos funças para executar as operações burocráticas diárias da mastodôntica maquina pública, já que a maioria deles não entende patavinas de administração pública.
  • 4lex5andro  08/11/2021 12:29
    Show de publicação.
    O site do Mises Br é um dos únicos, talvez o único hoje que entende isso.
    Que o lobby do estamento burocrático do funcionalismo é o mais influente do país.
    E que o congresso e o judiciário servem a estes em última instância, mesmo que custe a economia do Brasil.
    Foi assim na moratória dos anos 80, foi assim ano passado, quando o STF decidiu pela irredutibilidade dos vencimentos da nomenklatura, em junho.

    E mesmo que o temeroso voltasse a se candidatar e, eleito presidente, voltasse ao governo, não haveria certeza de o teto de gastos permanecer.
    Sem sua candidatura, entretanto, é quase certo que não vai permanecer.
    E reformas como a previdenciária, e mesmo as pec a ser votadas, como fiscal e adm. podem não resolver nada para o país.
    Com isso, de fato, a saída do Brasil será, literalmente, não somente seus aeroportos, mas qualquer fronteira terrestre.
  • Igor Souza  08/11/2021 17:24
    Essas pecs que você citou provavelmente nem serão votadas,a fiscal e a adm, e mesmo que fossem sairiam algo tão meia boca e desidratado que não adiantaria de nada, o foco de todos ali agora é a reeleição.
  • Carlos Alberto  27/10/2021 15:44
    Considerando todo este cenário e vendo a realidade inflacionária do país, o que vocês acham que o BC deve fazer hoje com a Selic?
  • Leandro  27/10/2021 16:27
    Não tem solução indolor. Considerando-se que:

    a) não era nem para ter reduzido a Selic de 6,50% para 6% em 31 de julho de 2019 (o que foi narrado e criticado ao vivo aqui);

    b) tampouco deveriam ter reduzido para 2% em 2020 (o que também foi criticado ao vivo aqui); e

    c) levando-se em conta que o M1 cresceu 50% em 2020, gerando todas as consequências inflacionárias que estão aí (e bem piores do que as piores previsões feitas aqui)

    Não tem como fugir. Eis o que deveria ser feito a partir de agora:

    1) Subir a Selic de uma só vez até 11,50%, para inverter a curva de juros longos.

    A atual curva de juros precifica CDI neste valor em janeiro de 2023. Ou seja, esta é a taxa que o mercado está precificando para a Selic em janeiro de 2023. Adiantar essa taxa para hoje irá quebrar as expectativas inflacionárias, reduzindo esses juros de longo prazo.

    2) Fazer um comunicado duro, alertando que, com a subida da Selic, a base monetária e o M1 entrarão no terreno no negativo (ou seja, no acumulado de 12 meses passarão a ter contração), o que significa que não haverá demanda capaz de acomodar eventuais reajustes de preços.

    Mais ainda: com essa redução da oferta monetária, as receitas tributárias cairão, o que significa que não haverá espaço para aumentos dos gastos.

    3) Ainda nesta linha, o comunicado deve alertar a Fazenda e o Congresso de que não serão toleradas novas aventuras fiscais, as quais, caso ocorrerem, serão punidas com novos aumentos de juros, o que intensificará os efeitos acima.

    4) Se o BC é independente, então ele tem de meter medo e mostrar que fará absolutamente de tudo para proteger a moeda.

    O Bundesbank, na época do marco alemão, era assim: ele abertamente chantageava políticos, empresários e sindicalistas. Se havia, por exemplo, um indicativo de greve exigindo aumento de salários, o Bundesbank, temendo um impacto inflacionário, ameaçava sem meias palavras: "Aumentaremos as taxas de juros caso a greve se concretize". Temendo uma recessão, o que seria ainda pior para os salários, a greve nem ocorria.

    O Bundesbank se metia em todos os assuntos que pudessem pôr o marco alemão sob pressão. Isso é ser um verdadeiro protetor da moeda. Nenhum político alemão se metia com o Banco. Nenhum o desafiava. Como consequência, o marco virou um símbolo do orgulho nacional alemão (era mais estável até que o franco suíço).

    Aqui tem de fazer o mesmo, mas agora com políticos gastadores. A independência do BC existe é para isso.
  • Microempreserio_BR  27/10/2021 21:25
    Nem sei se tu é "O" Leandro (Roque) ou apenas "um" Leandro hehehe mas concordo totalmente.

    Me sentia uma ilha quando, enfurecido criticava o bacanal com a Selic, num país que obviamente não tem condições de juros baixos desse jeito.
    Aqui se investe para perder $ pois a alternativa é perder $$$. Rentista é outra palavra odiosa... Que renda meu amigo? Estamos apenas tentando nos agarrar desesperadamente em uma bóia, lançados em eterno mar revolto.
  • imperion turbo nuclear quantico com equio  28/10/2021 16:26
    chamar os outros de rentista e como reclamar dos lucros do empreendimento: é papo ideológico da esquerda pra demonizar atividades legítimas e justificar o que eles fazem , que e tomar o que é dia outros.
  • Ronald Reagan  28/10/2021 11:31
    Ótimo comentário Leandro, me esclareceu bem.

    Você acha que o dinheiro começa a pegar valor assim que os juros forem subindo? Com capital mais escasso, seria natural uma valorização do dinheiro (Real)?
  • Leandro  28/10/2021 13:17
    Ganharia valor tanto pela redução da oferta monetária quanto pelos juros maiores, que atrairiam capital externo.

    Só que — e lá vou eu de novo — a opção pelo gradualismo está errada: ficar anunciando várias subidas futuras é um arranjo que comprovadamente dá errado. Foi exatamente o mesmo seguido por Tombini. A cada Copom, as taxas futuras sobem mais ainda. E aí consegue-se apenas recessão com carestia.

    É necessário fazer tudo de uma só vez. Uma subida só, forte e decisiva, ao ponto de inverter as curvas de juros futuras. Assim, deixa-se claro que o único movimento futuro possível será a queda dos juros. A curva longa se inverte e isso atrai capital estrangeiro (que ganha com a queda dos juros longas, como bem sabe qualquer um que compra prefixado no Tesouro Direto).
  • YURI SAO CARLENSE  05/11/2021 20:40
    José Márcio Camargo (economista chefe da Genial Investimentos) defendeu uma elevação de 3% da Selic e a galera do mercado financeiro já achou um abusrdo essa idéia.

    Pelo que eu vi, o Fernando Ulrich tb discorda de uma forte elevação na Selic. "Está consumado o fato: Bacen errou na expansão monetária e agora está errando na contração monetária." twitter.com/fernandoulrich/status/1453705334611222532

    Nesse outro tuíte, Ulrich disse: "Pancada pra cima nos juros com câmbio à deriva não funciona. Só para avisar." twitter.com/fernandoulrich/status/1453032307946819585

    Me parece um raro caso de discordância entre ele e o Leandro (dois economistas que eu admiro).

    Mas nessa eu fico com o Leandro.
  • Trader  06/11/2021 00:53
    Depende de qual é o objetivo.

    Se o objetivo é "quem sabe, algum dia" levar o IPCA para a meta, sem incomodar político e sem afetar muito o PIB, então elevações graduais são preferíveis. Mas não há garantia nenhuma de que funcionam.

    Não funcionaram com Tombini, que ficou dois anos e meio elevando a Selic (de 7,25% para 14,25%), e não conseguiu controlar o IPCA. Mas conseguiu derrubar o PIB.

    Agora, se o objetivo é controlar o IPCA, sem se preocupar com o curto prazo da economia (que será recessivo), então elevar os juros de uma só vez é garantia de que funciona. Todos os países que fizeram isso conseguiram. Há vários exemplos disso na década de 1980. E no próprio Brasil em 2003.
  • rraphael  06/11/2021 01:21
    hipoteticamente com as eleiçoes existe algum cenario para bater 14% ou mais,
    ou a posiçao atual do bcb segura o estrago ?

  • Felipe  06/11/2021 12:13
    Manda essa galera do mercado financeiro investir no peso argentino.

    Não existe solução indolor.

    No caso de 2003, houve a elevação de 150 pontos base na SELIC, mas o início da pancada se deu ainda em 2002, quando houve até reunião extraordinária.

  • Bernardo  27/10/2021 15:53
    Com a exceção da moeda, em que só fez cagada, o atual governo conseguiu interromper o inchaço da máquina pública e fez um verdadeiro desmame na imprensa ao cortar as verbas de publicidade. Por isso a gritaria insana da mídia (todo bezerro berra quando desmama).

    Aprovou também a Lei de Liberdade Econômica e a revolucionária MP 1.040:

    twitter.com/at_Lorenzon/status/1407775268283035652

    Se mantivesse o teto e estabilizasse a moeda, teria logrado um façanha impressionante.

    Pelo visto, não se pode querer muito.
  • Rip van Winkle  07/11/2021 03:35
    Você é um fanfarrão mesmo! O governo cortou gastos com a imprensa? Ele cortou gastos com a Globo, que é uma inimiga, mas deu foi dinheiro para outras emissora, principalmente Record e SBT:

    www.diariodepernambuco.com.br/noticia/politica/2019/11/governo-bolsonaro-amplia-verba-de-publicidade-para-sbt-e-record.html

    Vamos ter hombridade aqui. O governo Bostanaro NUNCA FOI E NUNCA SERÁ LIBERAL, é um governo extremamente corporativista e tendencioso, afinal de contas o Bolsonaro pertence a uma casta que nunca entendeu nada de economia e acabou com o país justamente por conta do alto corporativismo, que são os militares. Eu não sei aonde que o governo reduziu gastos públicos e enxugou o Estado, o governo dele criou até estatal para navegação aérea, NAV. Ou você é um comediante ou só quer nos irritar por aqui.
  • anônimo  27/10/2021 15:58
    Na Estônia é proibido o congresso endossar um orçamento deficitário (em épocas normais, de não pandemia). É disso que o pais precisa.

    d3fy651gv2fhd3.cloudfront.net/charts/estonia-government-debt-to-gdp.png?s=estdebt2gdp&v=202107132317V20200908&d1=19211121
  • Felipe  27/10/2021 16:56
    Brasil é um caso incomum de país pobre que quer ter uma social-democracia escandinava.

    Apesar de ter praticamente a maior carga tributária da América Latina (33,1 %, só perdendo para Cuba e Barbados), o governo é extremamente gastador e não tem um superávit primário desde 2014. Por consequência, o governo se endividou em R$ 1,01 trilhão (não obstante os R$ 2,44 trilhões de "arrecadação" tributária), no ano passado.

    O governo brasileiro gastou o equivalente a 20,49 % do PIB em 2020. Isso é maior que no México (12,75 %), Paraguai (12,87 %), Colômbia (17,72 %), Chile (15,86 %) e Equador (14,6 %). E detalhe que todos esses países possuem uma carga tributária menor do que aqui. E recentemente passamos o Japão, já que eles estão com 20 % do PIB em gastos governamentais.

    Entre os BRICS, por enquanto o governo brasileiro perde para o russo e o sul-africano: o governo Putin torrou o equivalente 20,7 % do PIB, e o governo sul-africano gastou 22,56 %. O governo indiano, por outro lado, gastou o equivalente a 12,6 %. Não saíram ainda os dados da China.

    De fato, o governo brasileiro gasta menos (proporcionalmente) do que os governos norueguês, germânico, finlandês e dinamarquês. Mas tem uma diferença: esses quatro governos controlam o orçamento (e com grau de investimento), sendo países com estabilidade institucional, moedas sólidas e com população extremamente produtiva. Por outro lado, os governos de Singapura (12,4 %), Irlanda (12,85 %), Coreia do Sul e Luxemburgo (18,2 %), Portugal (18,7 %) e Hong Kong (12,7 %) gastam menos.

    Agora de fato a EC 95 permitiu a redução dos juros, mas é evidente que esses 4,25 % já estavam bastante baixos. O país, apesar da emenda aprovada, não melhorou muito para justificar essa queda exagerada: a dívida total continuou aumentando, continua sem grau de investimento e com ambiente institucional latino-americano.
  • imperion turbo nuclear quantico com equio  27/10/2021 18:43
    lá vem lambança?
    a ata do Copom de hoje, 26 10/ 2021 só será publicada dia 3 de novembro.
    www.google.com.br/amp/s/www.em.com.br/app/noticia/economia/2021/10/27/internas_economia,1317492/amp.html?espv=1
  • Trader  27/10/2021 18:55
    Calma. Ata é assim mesmo; é sempre publicada uma semana depois (não confundir com comunicado, que é publicado logo em seguida à decisão). Neste caso, mudou apenas o horário. Nada demais.
  • investidorcauteloso  27/10/2021 19:07
    Eles tinham que fazer o seguinte:

    Alternativa 1:
    Bacen zera o juros como o Banco Turco e fica vendendo dólar à vista durante 300 dias. Paulo Guedes manda vender a Petrobrás e temos superávit primário.

    Alt 2:
    Sobe o juros em 750bps. Declara que arrombos fiscais e populistas levarão a mais altas de juros.
    Alternativa 3:
    Adia a decisão do Copom
    Vende todas as reservas em dólar sexta-feira 16:15 à vista. Declara feriado bancário por 7 dias e troca a moeda corrente(real) por USD em todas as contas bancárias do páis. Nesse prazo os brasileiros podem trocar suas notas por dólar.
    Assim acordamos com real na nossa conta e vamos dormir com nosso patromônio dolarizado.O governo agora tem como opções se endividar em dólar para pagar as contas ou respeitar o orçamento.
  • Estado máximo, cidadão mínimo.  28/10/2021 11:51
    1. Juros zero? Sem chance, mesmo queimando reservas de dólares. Quanto a segunda sentença ainda pior politicamente: nem congresso nem STF deixam privatizar aquele cabide de empregos.

    2. Mais plausível. Deveria ter sido feito logo no dia seguinte ao anúncio da liberação dos auxílios. Seria uma boa deixa que geraria bem menos stress e gritaria tanto na imprensa quanto em Brasília.

    3. Sonho de uma noite de verão. Seria ótimo? Sem dúvidas. Mas nunca veremos isso acontecer aqui no Brasil. Não deixam nem comprar uma garrafa d'água usando moeda estrangeira quanto mais mudar a base monetária da economia. O poder de emitir moeda é o olho do beholder dos políticos e burocratas.
  • investidorcauteloso  28/10/2021 14:11
    Situação complicada que estamos...
    Na primeira situação,esqueci que para funcionar minimamente por alguns meses eles teriam que quintuplicar o IOF,para encarecer o custo do crédito e remessas internacionais...

    A venda da PETR parece algo distante mesmo, mas com um valor de mercado de 350 bilhões de reais e um dividend yield acima de 10% a petrolífera hoje é talvez a mais lucrativa do planeta. A venda desse monstro inteiro sem nenhuma divisão poderia tranformar a Standart Oil Company pequena perto do potencial de riqueza da PETR.


    A segunda situação parece bem mais interessante do ponto de vista de controle inflacionário. O real iria performar melhor que muitas moedas do mundo,o carry trade iria se tornar muito atrativo.O dolar teria que chegar a mais de R$6,00 nesse cenário para dar prejuízo aos investidores.

    A terceira não daria nenhum controle inflacionário(ficaríamos na mão do FED),o tripé macroecômico seria desfeito e a imensa dívida brasileira teria que ser paga com constantes superávits primários até o final da década. A vantagem em questão é que a chance de recessão brasileira teria se esvaziado por completo. Rentistas ficariam chorando, e o capital produtivo iria para o setor privado. Uma vantagem seria o fim da indexação do salário mínimo,aluguéis,salário de funcionários públicos,aposentados e pensionistas. O sonho de ir a Disney voltaria com força.
  • anônimo  29/10/2021 00:08
    É sério isso da petrobras ser a mais lucrativa do planeta?
  • Hugo  29/10/2021 03:25
    Não sei, mas tem a obrigação de ser. É monopolista, opera sozinha (refino) em um país continental, precifica em dólar e paga funcionários em reais. E, até onde se sabe, ao menos até agora não está sendo rapinada por desvios e corrupção.

    Mamão com açúcar. Até eu consigo.
  • investidorcauteloso  29/10/2021 14:22

    Só de lucro esse ano deve ser mais que 100 bilhões de reais.

    Estamos falando de uma empresa com valor de mercado de 350 bilhões de reais que gerou um lucro de 100 bilhões, um incrível P/L de 3. Estamos falando de um potencial de reservas de petróleo,refino e distribuição de gas natural que poderiam colocar a empresa entre uma das 10 maiores do planeta. Se tivessemos menos impostos, menos regulação,juros mais baixos, estabilidade economica ela poderia sim ser uma das 5 maiores empresas do planeta.

    Por isso não faz nenhum sentido quebrar a empresa em vários pedaços. O setor de petróleo e gás precisa de um Capex muito alto e capacidade de capilaridade. Nos EUA, desde o fim da Standart Oil Company por meio do Shermman Act o mercado do petróleo aos poucos foi parar na mão da OPEC. Isso foi terrível, pois uma empresa que fornecia uma extração barata e abundante foi trocada por empresas com menos capex.

    Nos anos pós 2008 com a descoberta do xisto parecia que teria fim ao reinado da OPEC, mas a maioria dos produtotes de xisto operam alavancados devido ao custo de produção alto, levando aos preços negativos no início da pandemia.

    Hoje se fossem vender a Petrobras deviam a vender inteira sem repartição, mas se quiserem concorrência extinguam a ANP, reduzam impostos no lucro,renda,combustível.
  • imperion turbo nuclear quantico com equio  29/10/2021 14:42
    Falso. É que ultimamente o lucro em algumas empresas tem caído por causa do covid. Foram elas que baixaram, não a Petrobrás que tá no céu. Ela tá na média normal. Mas tá muito melhor que na época da dilmandioca, que destruía o capital da empresa e isso refletia no valor da ação. Ao contrário, se os lucros da Petrobrás tivessem explodido, o valor da ação também ia às alturas
  • Gustavo  29/10/2021 14:43
    Eis a lista das empresas mais lucrativas de 2020. Petrobras nem pintou:

    www.statista.com/statistics/269857/most-profitable-companies-worldwide/
  • investidorcauteloso  29/10/2021 14:51
    Estou falando de 2021. Qual o sentido de pegar o ano em que os barris de petróleo estavam nas mínimas históricas. Em 2020 a própria petro teve prejuízos.
  • investidorcauteloso  29/10/2021 15:18
    Eu estava me referindo a 2021, não 2020 ano em que os preços do barril estavam em mínimas históricas. E se referindo a pares do setor. Quanto a empresa mais lucrativa o ponto em questão são a capacidade de geração de caixa, margens e dividendos muito, mais muito superiores a suas concorrentes do setor de petróleo.

    Se olhar com atenção verá que o P/L da empresa está bem descontado, assim como margens,ROE, EBITDA acima dos pares.

    O valor da ação não disparou por causa das constantes ameaças de interferência na empresa no preço dos combustíveis, a última uma fala do Bolsonaro e Pacheco de mudar a lei da paridade internacional, não os excelentes resultados da empresa com dividend yield de 17% agora. Que empresas do mundo tem dividendos de 17% ao ano?

    www.marketscreener.com/quote/stock/ROYAL-DUTCH-SHELL-PLC-6273/financials/

    www.infomoney.com.br/cotacoes/petrobras-petr4/

    www.marketscreener.com/quote/stock/SAUDI-ARABIAN-OIL-COMPANY-103505448/financials/

    blocktrends.com.br/como-a-petrobras-foi-de-quase-falida-para-petroleira-mais-lucrativa-do-mundo/
  • Bacen  27/10/2021 20:21
    Porque o Bacen fez o que fez? Agora temos inflação e juros altos, cade a teoria de reduzir juros para reduzir o serviço da divida?

    Metade da divida é selic (alta agora) o resto é ICPA (alto agora).

    Eai cade os defensores dessa coisa?
  • Trader  27/10/2021 23:03
    "Porque o Bacen fez o que fez?"

    Porque ele decidiu seguir a ultra-keynesiana Teoria Monetária Moderna (como sempre foi explicado por aqui). Acreditou que impressão monetária e juro baixinho não trariam consequência nenhuma.

    A realidade econômica, como sempre, se impôs, e enterrou mais este delírio keynesiano.

    "Agora temos inflação e juros altos"

    Sim. Consequência inevitável de uma política monetária heterodoxa. É sempre assim. Nunca houve exceção. Quando irão aprender que a consequência de juros artificialmente baixos são juros necessariamente altos?

    Isso nem sequer é teoria austríaca. Qualquer livreto de macroeconomia de universidade também ensina isso.

    "cade a teoria de reduzir juros para reduzir o serviço da divida? Metade da divida é selic (alta agora) o resto é ICPA (alto agora)"

    Isso é e sempre foi teoria keynesiana, e agora também faz parte da Teoria Monetária Moderna. Seguidores dessa bizarrice devem explicações.

    Eles até costumavam vir aqui encher o saco (quando o IPCA ainda estava baixo). Mas parece que agora, "curiosamente", sumiram. Por que será, né?

    "Eai cade os defensores dessa coisa?"

    Faço a mesma pergunta. Cadê esses keynesianos? Sumiram por quê" Será que voltarão aqui para continuar defendendo isso?
  • anônimo  28/10/2021 00:39
    O problema é que não tem como controlar os gastos com três bombas-relógio chamadas previdência, "estabilidade de funcionários públicos" e "constituição federal".

    Sim, eu teve reforma na previdência, mas foi apenas um tampão. No futuro, outra será necessária e duvido que farão.
  • Marcos  28/10/2021 00:47
    Previdência é uma questão demográfica e atuarial. De fato, não tem solução. Trata-se da única área da economia que nem sequer permite espaço para visões ideológicas distintas.

    Quanto a Previdência foi criada, havia 7 trabalhadores trabalhando para sustentar um aposentado. Daqui a duas décadas será 1,5 trabalhador trabalhando para sustentar um aposentado.

    Ou seja, a conta não fecha e não tem solução. Logo, se não tem solução, solucionado já está.

    Quanto à estabilidade, isso não é impeditivo para o congelamento salarial dos funças, que é o que realmente importa. Quanto à Constituição, esta pode perfeitamente ser emendada.
  • investidorcauteloso  28/10/2021 13:37
    "Quanto à Constituição, esta pode perfeitamente ser emendada."

    Seria possível acabar com o MEC e o SUS e trocar para um sistema de vauchers para classe pobre?
    Insenção tributária para empresas de plano de saúde,escolas, universidades,hospitais,remédios,máquinas e equipamentos?
    Que aí está uns 50% do problemas atual.
    Educação de qualidade duvidosa...
    Saúde pior ainda...

    O resto reside em CLT,previdência,segurança,segurança jurídica,justiça do trabalho...
  • Ronald Reagan  28/10/2021 11:30
    Aparentemente a assombrosa "Estagflação" está chegando por aqui a passos largos. Isso significa que provavelmente Bolsonaro não se elege em 2022 e abre passagem para Lulala.

  • imperion turbo nuclear quantico com equio   28/10/2021 16:56
    Já cometeu o erro de não combater a desvalorização da moeda. Ninguém se reelegeu com inflação. Com isso ele perdeu o voto da maioria. Inflação em época de reeleição, não vira.

    O estouro dos gastos, do teto e mais assistencialismo aceleram a inflação, e como o BC não sobe logo os juros pra pelo menos não ficarem negativos, o ano eleitoral vai ser inflacionário, o que mata qualquer reeleição. E não vai ser o novo bolsa esmola que reverte isso. 
  • Felipe  28/10/2021 13:13
    Tempos atrás, disseram aqui que o PIX iria provocar alterações no gráfico do agregado monetário M1, o qual poderia ser analisado com mais precisão somente no ano que vem. Por que essa alteração? Tem alguma nota do BCB sobre isso?
  • Trader  28/10/2021 13:21
    Com o Pix, os bancos passaram a ter de deixar mais dinheiro parado em suas reservas, exatamente para poderem fazer as transações instantâneas.

    Sendo assim, a base monetária passou a ter três componentes: papel-moeda emitido, reservas bancárias e os saldos para o Pix

    O BC se pronunciou sobre isso. Veja o item 5.1:

    www.bcb.gov.br/content/estatisticas/hist_estatisticasmonetariascredito/202105_Texto_de_estatisticas_monetarias_e_de_credito.pdf
  • Estudante  28/10/2021 18:20
    Leandro, juros baixos aumentam a base monetaria necessariamente?

    Joao deposita 10 no banco.
    O banco empresta 10 para Maria

    Os 10 reais continuam na conta do jõao ao mesmo tempo que estão na conta da maria. Logo se criou digitos eletronicos na conta de maria sem subtrai-los da conta de joão. Agora a economia tem 30 reais disponiveis para saque, certo?

    Porém, quando Maria pagar o emprestimo, o banco deleta esse digito criado? Como funciona nessa parte que a pessoa paga o empréstimo, o que acontece com aquele digito eletronico CRIADO SEM LASTRO?

    O juros baixo estimula emprestar demasiadamente, logo juros baixos sempre irão aumentar a oferta monetaria, e se não houver crescimento economico, criação de MAIS BENS E SERVIÇOS como lastro dessa oferta monetaria, terá inflação.

    Logo reduzir juros ao passo do tamanho d ocrescimento economico, não gera inflação, porque aumenta se a oferta de moeda mas ao mesmo tempo que aumenta a produção de bens e serviços. Certo?


    ABRAÇOS!

  • Leandro  28/10/2021 19:45
    "juros baixos aumentam a base monetaria necessariamente?"

    O que aumenta a base monetária é o Banco Central comprando ativos (normalmente títulos públicos) em posse do sistema bancário.

    O BC cria moeda e deposita na conta que o sistema bancário tem junto ao BC (chamada de reservas bancárias); o sistema bancário repassa ao BC o título público.

    É assim que a base monetária aumenta.

    Quando a Selic cai, isso significa que o BC está aumentando o ritmo deste processo de injeção de reservas bancárias; quando a Selic aumenta, isso significa que o BC está reduzindo o ritmo deste processo de injeção de reservas bancárias.

    Artigo inteiro sobre isso:

    www.mises.org.br/article/344/a-taxa-selic--o-que-e-como-funciona-e-outras-consideracoes-parte-1

    "Joao deposita 10 no banco. O banco empresta 10 para Maria. Os 10 reais continuam na conta do jõao ao mesmo tempo que estão na conta da maria. Logo se criou digitos eletronicos na conta de maria sem subtrai-los da conta de joão. Agora a economia tem 30 reais disponiveis para saque, certo?"

    São 20 reais. Neste seu exemplo, a base monetária é $10 e o M1 é $20.

    "Porém, quando Maria pagar o emprestimo, o banco deleta esse digito criado?"

    Correto. Quando Maria quita o empréstimo, somem $10 (mais juros) da economia.

    Normalmente, é claro, há mais concessões do que quitações de empréstimo, de modo que o M1 está sempre aumentando.

    "Como funciona nessa parte que a pessoa paga o empréstimo, o que acontece com aquele digito eletronico CRIADO SEM LASTRO?"

    Como dito, ele é deletado. Mas imediatamente outro é criado.

    "O juros baixo estimula emprestar demasiadamente, logo juros baixos sempre irão aumentar a oferta monetaria, e se não houver crescimento economico, criação de MAIS BENS E SERVIÇOS como lastro dessa oferta monetaria, terá inflação."

    Em tese, sim.

    Mas juros baixos não necessariamente geram empréstimos a rodo. Isso já foi explicado aqui. Se os juros forem artificialmente baixos (por imposição do BC), torna-se arriscado demais emprestar. Por que emprestar a troco de nada e ainda correr o risco de levar calote?

    Com juros artificialmente baixos, apenas os tomadores com bom histórico tendem a conseguir crédito.

    "Logo reduzir juros ao passo do tamanho d ocrescimento economico, não gera inflação, porque aumenta se a oferta de moeda mas ao mesmo tempo que aumenta a produção de bens e serviços. Certo?"

    Não peguei a lógica.

    O fato é que se você conseguir injetar moeda no mesmo ritmo em que bens e serviços estão sendo criados, então sim, você tem inflação de preços zero.

    A questão é: qual ser humano é dotado desta onisciência de saber exatamente quanto está sendo produzido e consumido, a cada segundo, por milhões de outros seres humanos?
  • investidorcauteloso   28/10/2021 21:08
    É possível ter juros baixos com uma IOF alta, de forma que controle a inflação sem precisar elevar os juros, e afete o crescimento econômico?

    Eu lembro que o Guido Mantega fez esse artifício em 2010...

    Por exemplo o Governo Federal triplicar o IOF no câmbio e crédito para reduzir os empréstimos sem elevar a Selic.
    O efeito seria parecido ao de elevar a taxa de juros ?
  • Trader  29/10/2021 03:22
    IOF sobre empréstimos certamente encareceria o crédito e, consequentemente, a demanda. Mas tende a repelir o capital estrangeiro (que foge de tributação).

    Mas não entendi por que você quer onerar ainda mais o câmbio…
  • imperion turbo nuclear quantico com equio  28/10/2021 18:55
  • Fernando Silva  28/10/2021 23:27
    O Banco Central brasileiro ainda opera exatamente como o FED operava antes dos sucessivos QE a partir de 2008?

    O Banco Centra brasileiro poderia fixar o valor do câmbio em qualquer valor usando a SELIC para isto? No caso o valor da SELIC seria flutuante e o câmbio seria fixo. Isso é realizável na prática?
  • Leandro   29/10/2021 03:29
    1) Sim.

    2) Câmbio fixo depende de reservas e não de juros. Arranjos heterodoxos tentam usar os juros para atrair reservas e, com isso, manipular o câmbio, mas tais arranjos não duram.

    Artigo inteiro sobre isso:

    www.mises.org.br/article/2196/os-tres-tipos-de-regimes-cambiais-existentes--e-qual-seria-o-mais-adequado-para-o-brasil

    3) Com um câmbio fixo, você não controla nem juros e nem oferta monetária. Vide o link acima.
  • Fernando Silva  29/10/2021 04:26
    Obrigado pela resposta Leandro. Sempre que algum líder do Mises Brasil vem responder os comentários é uma honra para nós.

    2) Eu li o artigo e na realidade o que eu perguntei foi um pouco diferente disso. No caso do exemplo citado no artigo, os juros não eram totalmente flutuantes, eles eram rígidos e duravam por períodos de tempo estabelecidos por burocratas do Banco Central. Teoricamente existe algo que impede o Banco Central de começar a vender títulos públicos para que a SELIC suba progressivamente, sem estabelecer um valor definido e definitivo para ela, e esta leve o Dólar para algum valor estabelecido como por exemplo R$5,00? E, chegando nesse valor, que as operações de compra e venda de títulos públicos pelo Banco Central encontrem um equilíbrio para manter o Dólar neste valor? Seria como parar de usar as operações de compra e venda de títulos públicos para definir o valor da SELIC e passar a usar essas operações para levar a SELIC para o valor necessário para alterar ou manter a taxa de cambio do Dólar em relação ao Real.
  • Felipe  29/10/2021 22:39
    O Meirelles deu outra entrevista recentemente. Ele falou de que as commodities mais caras significam dólar mais barato para o Brasil, entretanto isso não está acontecendo por causa dos distúrbios atuais do Brasil. Disse de que durante a sua gestão no BCB, a confiança fez com que o dólar caísse no País, começando com dólar "entrando no Brasil" por investidores. Falou de que esse fenômeno de "bancões" estatais só existe no Brasil, já que até na França os bancos estatais foram recentemente privatizados.

    Ele mencionou sobre a reforma administrativa do governo do estado de São Paulo? O que mudou na prática?

    Fico me perguntando se com o Meirelles como Ministro da Economia mudaria alguma coisa com relação à essa parte fiscal. Na parte da moeda, com certeza estaríamos melhores. Pelo menos com a cara dele de durão ele seria mais levado a sério (só ia faltar um charuto).
  • Régis  29/10/2021 23:00
    Faltou ele dizer que, no período dele, a Selic era maior que 14%, e os juros reais eram os maiores do mundo — o exato oposto de hoje.

    Com Selic de dois dígitos e juro real sem par ao redor do mundo, atrair capital especulativo e apreciar a moeda é sopa.
  • Felipe  02/11/2021 23:58
    Falando de rentistas, o critério do IPCA seria o melhor para se mensurar a rentabilidade de algum investimento de renda fixa?

    Por exemplo, uma conta no Nubank básica está rendendo 7,65 % anuais (ou 0,62 % mensais). Com o IPCA de setembro indo em 10,25 % (e nesse mês de outubro não deve mudar muito, talvez para pior), dá juros negativos anuais de - 2,35 % (bom, pelo menos melhorou um pouco). Ainda que o IPCA seja um índice usado para muitas coisas, ele não é totalmente preciso. Por exemplo, ele destoa bastante do IGP-M, que sofre mais influência do dólar e das commodities.

    Não faria mais sentido um investimento em renda fixa que olhe a taxa de câmbio ou o ouro, se é que isso exista? Por exemplo, se o IPCA fosse medido em dólar americano para esse mês de setembro (30/09/2020 a 30/09/2021, seria isso?), daria em uma deflação de 2,73 %. Em ouro eu não sei em quanto daria.
  • imperion turbo nuclear quantico com equio  03/11/2021 01:44
    ouro e dólar tem valorização relativa .
    por exemplo, se seu investimento ganha do ouro vc está bem. mas as vezes e o ouro que está desvalorizando( a máxima foi em setembro de 2020.
    depois disso o ouro caiu de 1950 pra 1750em dólares.
    comparar com ipca tem a vantagem de ver que o real está desvalorizando dentro da própria economia. e qualquer valorização abaixo da inflacao já demontra que vc não teve ganhos reais.
    o dólar TB tem que se descontar a inflacao deles( o ipca deles)
  • imperion turbo nuclear quântico com equio  04/11/2021 14:33
    E a peça do calote passou na câmara. Teto de gastos vai pras cucuias e com isso abre-se as porta pra mais assistencialismo. Desnecessário dizer que, pra pagar isso, o cidadão comum terá que perder muito da sua liberdade.
  • Jéssica Cristina Bertoldo  04/11/2021 22:13
    Sou ex funcionária pública municipal, onde permaneci por 9 anos e para onde não pretendo voltar nunca mais. Quando saí em 2017, a prefeitura onde trabalhei devia férias atrasadas para quase todo mundo, piois segundo a administração, a crise financeira que assolava e ainda assola o Brasil fez com que caísse drasticamente as receitas, e por isso, o município só poderia pagar os salários (houve atraso no pagamento e parcelamento do décimo terceiro). Disseram que assim que entrasse uma grana extra iriam pagar as férias de todos, como por exemplo, repasse dos governos estadual e federal. Só que isso jamais aconteceu - MOTIVO: professores. O sindicato se organizou de modo a proibir, isso mesmo que você está lendo, proibir que qualquer outro funcionário público que não fosse um professor recebesse suas férias atrasadas.

    No ano passado houve eleições municipais, e o sindicato rapidamente criou uma forma de coagir a nova administração a não pagar qualquer parcela atrasada a alguém que não fosse professor. O resultado disso é que estou fora do serviço público há 4 anos e tenho 3 férias para receber, e ao entrar em contato com o setor de recursos humanos da prefeitura, recebi a informação de que os valores foram liquidados para pagamento, mas que não poderia acontecer, pois somente os professores estariam autorizados a serem pagos, no limite da arrecadação do município, ou seja, há uma probabilidade imensa de eu jamais ver a cor desse dinheiro.

    Felizmente não vivo no Brasil há 4 anos, e não pretendo voltar a morar, e graças a Deus, este dinheiro não está fazendo falta, pois já perdi as esperanças de recebê-lo. Nem todos os funcionários públicos têm o mesmo poder de barganha perante o poder público, mas há aqueles que são capazes de jogar o país no buraco, apenas para garantir seus próprios interesses. Hoje fora do setor público tenho consciência dessa espoliação, e sinto arrependimento e até culpa por ter feito parte disso. Pretendo permanecer no setor privado e agora sinto que realmente contribuo positivamente para a sociedade.

    Não se enganem, no serviço público há castas dentro de outras castas, e há aquelas que botam todas as outras de joelhos. A castas dos professores que o diga.
  • Estado máximo, cidadão mínimo.  05/11/2021 04:28
    Sobre isso, aqui vai uma notícia pertinente:

    www.google.com/amp/s/amp.vvale.com.br/geral/tce-pr-quer-o-fim-de-cidades-com-menos-de-5-mil-habitantes/

    O país conta com mais de cinco mil municípios. Boa parte deles pobre e sem estrutura alguma, quase totalmente dependentes de repasses da união e dos estados. Apesar disso, todos os vereadores, prefeitos e secretários desses mesmos municípios ganham muito bem obrigado, não sofrem reduções salariais ou parcelamentos de forma alguma. E estou certo que há centenas de projetos para criação de mais municípios ainda, que só não saíram do papel por uma lei que passou a vigorar no mandato na Dilma, por incrível que pareça.
  • 4lex5andro  08/11/2021 12:45
    Tem 2 pontos a comentar.
    - Seu relato é sobre o serviço público adm. municipal, a única esfera onde os salários estão em paridade com o setor privado. Isso é uma constatação.
    Tem o ''privilégio'' quando são cargos estáveis (se d.t. ou comissionados, nem isso), mas ainda assim, dentro do estamento burcorático, são a base dessa 'sub-pirâmide'.
    - No mesmo relato, é demonstrado que há exatamente castas do funcionalismo com grande influência nos destinos do país. Que se entrelaçam com o legislativo e até judiciário em lobbys tão perdulários quanto influentes.
    E mais o são, à medida que se sobe o status de salários e influência, até se chegar às máximas instâncias do estamento, a saber, o judiciário, o legislativo e o mp federais.

    Justamente os entes que determinaram a irredutibilidade de seus vencimentos em pleno auge da crise do país, em junho de 2020, numa súmula votada no STF após quase 20 anos de ''deliberação''.
    Se o executivo não os repassar seus duodécimos, incorre em crime de responsabilidade.

    Que coincidência, ou seria, conveniência de fato???????
    O Brasil que se endireite mais em 2022, senão é game over.
  • F. Fiogni  05/11/2021 13:08
    Se alguém puder me ajudar... essa disparada recente dos juros e a queda da bolsa, o que reparei é que o mercado está precificando uma recessão (olhando para juros e bolsa) igual ou tão pior que 2015-2016, será que é pra tanto, visto que não vimos um ciclo econômico típico igual os anteriores, com anos de expansão monetária via BNDES, alavancagem, etc. Será que é vem tudo isso em 2022 como o mercado precifica? Seria a injeção monetária do auxílio suficiente para tal?
  • Leandro  05/11/2021 14:08
    Uma desaceleração forte ano que vem já está contratada. E a explicação é a política monetária. O BC errou feio na fase da expansão. Consequentemente, corrigir a lambança não será nada indolor.

    Recentemente, a base monetária entrou em contração (no acumulado de 12 meses). E vai se contrair ainda mais com os futuros aumentos da Selic. O M1 ainda está se segurando no terreno positivo, mas provavelmente ficará negativo ainda até o fim deste ano (se muito, em janeiro do ano que vem). Caderneta de poupança, idem.

    Vejo as pessoas nas redes sociais transtornadas com a queda na bolsa. Ora, bolsa em queda é exatamente o que se espera quando a oferta monetária começa a entrar em contração.
  • Felipe  05/11/2021 15:15
    Como a caderneta de poupança iria ser interferida? Será que vale a pena colocar lá ao invés de uma conta que renda CDI, como Nubank?
  • Rip van Winkle  07/11/2021 03:51
    O problema da poupança é que ela perde pro CDI e para o IPCA. Hoje em dia quem investe na poupança perde dinheiro. Já o CDI é só uma taxa que tem mais sentido para os bancos, devido as transferências internas deles, do que para investidores esclarecidos. O CDI perde normalmente para o IPCA no Brasil. Sendo assim, nada adianta você investir em algo atrelado ao CDI, sendo que, quando descontar o IPCA, você terá juros negativos. Já foi demonstrado por vários especialistas sérios em finanças que normalmente quando a Selic está muito alta, é bem ruim para RF, o mercado faz você acreditar que não, pois eles vivem com o giro do patrimônio dos outros, já que gera taxas, como corretagem e comissões. Porém, a realidade, é que a Selic alta é ruim para o CDI no longo prazo, pois o IPCA sobe muito mais e vários investidores pensam que estão ganhando, mas na realidade estão perdendo. É muito melhor ter um CDI com inflação baixa (IPCA) e Selic baixa, do que um CDI altíssimo (Selic alta), mas IPCA mais alto ainda, normalmente era o que ocorria no Brasil Dilma. Em país instável, como é o caso do Brasil, RF precisa sempre ser atrelada ao IPCA, senão você será apenas um especulador, desses que são atraídos por juros altos, só que esse investidor hot money, ele não tá preocupado com país nem longo prazo.
  • F. Fiogni  05/11/2021 23:50
    muito obrigado pela gentileza Leandro
  • Analista de Risco  16/11/2021 17:58
    Porque era melhor não inventar essa PEC e deixar o teto intocado (e acionar os gatilhos previstos):

    Bolsonaro diz que dará reajuste a servidores se PEC dos Precatórios for aprovada
  • capitalista chinês  17/11/2021 11:22

    De todas as despesas que o governo pode assumir, o aumento de salário de funcionários públicos é a pior porque são gastos permanentes, cumulativos e principalmente inúteis e sem qualquer reversão.

    Se houvesse o mesmo fôlego para extinguir as estatais criadas por decreto presidencial (sem necessidade de aprovação do congresso nacional) quanto tem para populismo e bravata, ...
  • imperion turbo nuclear quantico com equio  17/11/2021 15:52
    quem melhor agrada o funcionalismo, ganha eleição, pois tem a máquina a seu favor


Envie-nos seu comentário inteligente e educado:
Nome
Email
Comentário
Comentários serão exibidos após aprovação do moderador.