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Como surgem os preços de mercado
Carl Menger explica

Os preços refletem as relações de troca

Os preços, como demonstrou Carl Menger em seu livro Grundsätze der Volkswirtschaftslehre ("Princípios de Economia Política"), surgem como um fenômeno acidental. Eles não são a essência da atividade econômica. 

Os preços são fortuitos, na medida em que são o resultado não-intencional de uma troca econômica que tem como base avaliações subjetivas. Os preços não determinam a troca; as avaliações subjetivas que os indivíduos fazem das trocas é que determinam os limites dentro dos quais o preço negociado (considerando os bens envolvidos na transação) será acordado. 

Não são os preços que movem a economia; o que move a economia é o esforço das pessoas para satisfazer suas necessidades da forma mais completa possível. Por esse motivo, as pessoas realizam trocas, e os preços aparecem como um efeito colateral não-intencional destas trocas.

Os preços aparecem na superfície como a parte visível das atividades econômicas. Como os preços são um fenômeno constante da vida econômica e são observáveis como fenômenos aparentemente objetivos, muitos economistas presumiram que eles também são a parte mais importante da economia e, portanto, da ciência econômica. 

Os preços aparecem na forma de quantidades numéricas e, portanto, é um erro compreensível considerar os preços o aspecto fundamental da economia. Esse erro gerou a insensatez de se considerar as quantidades de bens que aparecem em uma troca como equivalentes.

Tomando como ponto de partida o raciocínio de que o comércio é a troca de equivalentes, os economistas clássicos colocaram a economia em um caminho errado e inadvertidamente lançaram as bases para a teoria marxista da exploração. Esses estudiosos presumiram que o trabalho é o fator com o qual a equivalência entre os bens em troca poderia ser medida. 

Mas, como explicou Menger, não são os equivalentes que são trocados em uma transação; a transação é motivada porque há valorações e estimativas inversas em uma troca. As pessoas trocam mercadorias porque isso as deixa em melhor situação. Em toda e qualquer transação comercial, cada lado atribui àquele bem que está recebendo um valor subjetivo [i]maior[/i] do que atribui àquele bem que está dando em troca. Não fosse assim, a transação simplesmente não ocorreria. 

Logo, a avaliação inversa dos bens entre os parceiros comerciais determina a relação de troca, e o preço resultante reflete essa relação de troca.

A essência de uma troca de bens e, portanto, dos preços que dela emergem, é que o bem específico que está à disposição de um agente econômico tem menos valor para ele em comparação ao outro bem que está à disposição de outra pessoa. Para cada pessoa envolvida na troca, a avaliação de um bem em termos do outro bem em consideração tem um limite. 

Os preços refletem a relação de troca específica de uma transação que determina quantas unidades do bem X são o máximo que alguém está disposto a trocar pelo bem Y, e vice-versa. O preço será acordado entre os limites dados por essas estimativas dos parceiros comerciais.

Princípio da formação de preços

Menger começa sua análise da formação de preços com o exemplo de um bem indivisível de um monopolista.

Um monopolista oferece uma unidade de um bem (um cavalo) a oito compradores potenciais no mercado (fazendeiros que oferecem em ordem decrescente um número específico de unidades de grãos em troca). 

Menger ilustra sua consideração com uma matriz (tabela 1).

tabela1.png

Tabela 1: Matriz de formação de preços

Conforme ilustrado na tabela, os compradores potenciais têm preferências de valor diferentes para um bem específico (colunas), mas também dependendo da quantidade de unidades desse bem (linhas). 

A matriz mostra oito compradores potenciais (B1 a B8) e sua disposição individual de pagar pelo bem oferecido em unidades de grãos. 

É fácil perceber que a mercadoria vai para o comprador com maior preferência. Quando esse monopolista oferece mais unidades do bem, a situação não muda fundamentalmente. O princípio é que o produto vai para o licitante com lance mais alto.

Conforme mostra a tabela, B1 tem a maior preferência pelo bem que está sendo oferecido no mercado e está disposto a oferecer oitenta unidades de grão em troca, ao passo que B8 tem a menor preferência, disposto a oferecer apenas dez unidades de grão em troca por um cavalo que está em oferta. 

O eixo horizontal (I a VIII) representa o número de unidades oferecidas, e as várias linhas mostram que cada potencial comprador tem uma disposição decrescente de oferecer grãos em troca de um número crescente de cavalos em oferta (I a VIII). 

Refletindo a utilidade marginal decrescente, B1, por exemplo, está disposto a dar oitenta unidades de grãos para um cavalo, mas diminuiria sua disposição de trocar para dez unidades de grãos para cada cavalo se estivesse considerando a aquisição de oito cavalos.

Na matriz, os agricultores individuais (B1 a B8) classificam suas preferências em termos de unidades de grãos, e é óbvio que o agricultor que oferecer a maior quantidade de grãos por apenas um cavalo irá obtê-los. Neste caso, o preço em termos de grãos ficaria abaixo do limite de oitenta e acima de setenta, e liquidaria com uma relação de troca definida dentro dessa faixa de acordo com o resultado da negociação entre os parceiros comerciais.

A situação não muda em princípio quando a quantidade oferecida do bem aumenta. Neste caso, também, os licitantes mais altos se tornarão os compradores. Caso sejam ofertadas três unidades, o preço ficará entre sessenta e setenta unidades do grão. Dentro desses limites, B1 pode melhorar sua situação econômica comprando dois cavalos, enquanto B2 comprará um cavalo. 

Se seis unidades forem oferecidas em vez de três, pode-se mostrar, similarmente, que B1 compraria três, B2 compraria dois e B3 compraria um cavalo. 

Neste caso, o preço de cada unidade cairia para entre cinquenta e sessenta unidades de grãos.

O mesmo princípio é válido quando os concorrentes entram no mercado e diferentes fornecedores oferecem o mesmo tipo de produto. No caso de dois concorrentes, dos quais o fornecedor A1 oferece um cavalo e o A3 dois cavalos, será oferecido um total de três unidades. Assim, o agricultor B1 compraria duas unidades e o agricultor B2 uma unidade, e a relação de troca se estabeleceria entre sessenta e setenta unidades de grãos. 

Se A1 e A2 trouxessem seis cavalos ao mercado, B1 adquiriria três, B2 dois e B3 uma unidade em oferta. Nesse caso, o preço cairia para entre cinquenta e sessenta unidades de grãos.

Monopólio e concorrência

Menger mostra com esses exemplos como a competição começa a aparecer partindo-se de um monopólio. O aumento da competição é a característica distintiva do desenvolvimento econômico, com o número e a variedade da oferta de bens se expandindo. 

O princípio da formação de preços, entretanto, permanece o mesmo. 

A quantidade de bens oferecidos para a venda chega às mãos dos compradores potenciais que oferecem o máximo em quantidades de troca, independentemente de ser um arranjo de monopólio ou de livre concorrência. As mercadorias chegam às mãos dos licitantes que têm os maiores graus de preferência por elas.

Os mercados funcionam de acordo com o princípio de que, quanto maior a quantidade de oferta, menor será o número de excluídos do lado da demanda. A competição tem o efeito de aumentar a satisfação dos participantes do mercado, pois menos pessoas são excluídas quanto mais unidades ofertadas entram no mercado. 

Em todos os casos, a formação do preço dá-se entre os limites fixados pelas respetivas quantidades que o potencial comprador mais interessado e o menos interessado se dispõe a dar em troca.

O monopolista pode aumentar seu lucro reduzindo a quantidade ofertada. Menger fornece os exemplos de um monopolista que tem mil unidades de um bem à sua disposição. Ele poderia vender todas as suas unidades ao preço de seis unidades de pagamento para cada uma, enquanto a venda de apenas oitocentas aumentaria o preço para nove unidades de pagamento. O monopolista que maximiza o lucro escolheria a quantidade menor pelo preço mais alto e simplesmente eliminaria os bens em excesso.

Quando a concorrência aparece, esse privilégio desaparece. Ao passo que o monopolista aufere grandes lucros por unidade com poucos clientes, a concorrência alcança lucros menores por unidade, mas ganha um grande volume de clientes. Quando mais concorrentes entram no mercado, a quantidade total de bens ofertados aumenta, e os concorrentes individuais não mais conseguem aumentar seus lucros limitando a oferta. 

Em um mercado competitivo, além de os fornecedores não conseguirem limitar a oferta, eles também perdem sua capacidade de segmentação de preços para diferentes grupos de compradores.

Conclusão

O objetivo de melhorar o bem-estar individual está no cerne das atividades econômicas, e é a razão das transações econômicas. Uma troca de equivalentes não contribuiria para esse objetivo e, portanto, não faria sentido. 

Os preços não são a essência da economia, mas são um sintoma do equilíbrio das múltiplas atividades econômicas humanas. Porque as pessoas se esforçam para melhorar sua condição, elas trocam mercadorias e, nesse sentido, os preços são uma consequência não-premeditada do esforço humano em prol da melhoria.

Os preços são, portanto, determinados pelas pessoas comprando e vendendo, e por aquelas que se abstêm de comprar e de vender. Em última instância, os preços são determinados pelo juízo de valor feito por cada consumidor. 

Cada indivíduo, ao comprar ou ao não comprar e ao vender ou não vender, dá a sua contribuição à formação dos preços de mercado. Porém, quanto maior for o mercado, menor será o peso da contribuição de cada indivíduo. Assim, a estrutura dos preços de mercado parece, a um indivíduo, um dado ao qual ele deve ajustar sua própria conduta. Aquilo a que chamamos de preço é sempre uma relação que ocorre no interior de um sistema integrado, sistema esse que é o resultado das várias relações humanas.

Preços são, em suma, um fenômeno do mercado. Eles são gerados pelo processo de mercado e são o cerne da economia de mercado. Não há como existir preços fora da economia de mercado. Preços não podem ser criados como se fossem produtos sintéticos.

Por fim, o princípio da formação de preços é o mesmo para o monopólio e para a competição. Concorrência significa que o número de bens em oferta aumentará e, portanto, a concorrência elimina as condições de obtenção do lucro extra do monopolista. O aparecimento de mais concorrentes é a marca do desenvolvimento econômico.


autor

Antony Mueller
é doutor pela Universidade de Erlangen-Nuremberg, Alemanha (FAU) e, desde 2008, professor de economia na Universidade Federal de Sergipe (UFS), onde ele atua também no Centro de Economia Aplicada. Antony Mueller é fundador do The Continental Economics Institute (CEI) e mantém em português os blogs Economia Nova e Sociologia econômica




  • Giovani   13/09/2021 18:09
    Alguém me explique o que é aquele sujeito com uma metralhadora dentro de um supermercado na primeira foto ???
  • Marcos  13/09/2021 18:55
    A foto é hilária. Aquilo foi no auge do Plano Cruzado, quando agentes da Polícia Federal e da Sunab faziam batidas nos supermercados para fiscalizar os preços e garantir que "os malvados empresários" estavam obedecendo o congelamento direitinho.
  • Régis  13/09/2021 18:57
    "Aqui é Brasil, p0rr@! Ou coloca o preço onde o governo quer ou será metralhado pelo estado!"
  • Edson  13/09/2021 18:58
  • armamentista  13/09/2021 23:07
    Você não entende nada de armas. Aquilo não é uma metralhadora, é um fuzil de assalto
  • Igor  14/09/2021 02:08
    Está me parecendo uma MP5, uma submetralhadora ;D
  • Felipe  15/09/2021 16:58
    São agentes da Polícia Federal fiscalizando o supermercado CB, no Méier, zona norte do Rio de Janeiro.

    Nessa época estava vigorando o Plano Bresser. Foto de 14/06/1987, Guilherme Pinto, Agência O Globo.
  • Iniciante  13/09/2021 18:59
    Olá, como os preços são determinados nos casos de produtos/serviços exclusivos e essenciais (que não haja substitutos)? Por exemplo, um remédio fabricado por apenas um fabricante. O que acontece se ele resolve aumentar indiscriminadamente os preços?
  • Marcos Rocha  13/09/2021 19:04
    Numa economia livre? Você compra um genérico. Ou importa.

    Não há genérico? Então é porque o governo concedeu um monopólio intelectual (também conhecido como 'patente') ao fabricante. Aí, de fato, não há nada que você possa fazer contra esse intervencionismo estatal. Provavelmente você vai morrer.
  • Luiz  13/09/2021 19:01
    Suponhamos que eu tenho uma confeitaria onde fabrico e vendo bolos decorados. O preço de dos meus bolos não seria determinado pelos custos que tive para fazê-lo? ex: Farinha de trigos, gás, impostos, mão de obra....etc..etc?
  • Diogo  13/09/2021 19:07
    Não. Em absoluto.

    O que determina os preços não são os custos de produção, mas sim a subjetividade dos consumidores.

    Os consumidores não estão nem aí para os seus custos de produção. Eles querem apenas que você entregue um produto bom a um preço sensato.

    Dois artigos inteiros sobre isso:

    www.mises.org.br/article/2738/dica-aos-empreendedores-o-preco-ja-esta-dado-agora-escolham-seus-custos

    www.mises.org.br/article/2540/a-teoria-do-valor-trabalho-ainda-assombra-a-humanidade-e-segue-causando-estragos
  • anônimo  13/09/2021 19:14
    Mas então o preço que o consumidor pede pelo meu produto ou serviço baseado nos custo de produção não serve pra nada? E se o cliente quiser um preço baixo que não compense nossos custos e não gere lucro? Que binômio complicado...
  • Vladimir  13/09/2021 19:18
    Bem-vindo ao mundo empreendedorial. Não é fácil. Não é funcionalismo público.

    O consumidor não tá nem aí para seu custo de produção. Por exemplo, se o dólar subir por causa de bagunça política, e o seu custo de produção subir por causa do dólar, o consumidor está defecando para isso. A renda disponível dele não aumentou só porque teve bagunça política. Logo, ele não vai querer pagar mais por causa disso.

    Você é que tem de se adaptar. Ou você dá um jeito de cortar custo em outro lugar, ou você engole seco e reduz sua margem de lucro.

    A única maneira de o consumidor aceitar pagar mais é se a renda dele (por qualquer motivo que seja) tiver aumentado.
  • Pensador Libertário   14/09/2021 17:20
    Vladimir, você em poucas palavras mostra a realidade dos fatos. Só fanático socialista para insistir na tolice de que o valor é o produto social do trabalho e tal, teoria bonita no papel, mas na prática ninguém está nem aí, pois os recursos são escassos e os preços traduzem a subjetividade do valor e da escassez dos produtos na natureza. Valor objetivo, repetindo, só funciona no papel; na prática ninguém quer suar o corpo em troca de nada.
  • Trader  13/09/2021 19:19
    Você tem a liberdade de cobrar o preço que quiser pelos bolos, e os consumidores têm a liberdade de comprar ou não.
  • Imperiont  14/09/2021 00:59
    Nesse cenário você deve mudar de ramo... pois você não pode apontar uma arma na cara do consumidor e obrigá-lo a aceitar o preço, assim como ele não pode apontar uma arma na sua e te obrigar a deixá-lo consumir pelo preço de prejuízo ou de graça.

    Por isso, se você não conseguir vender sua produção a preço com lucro, você deve trocar de ramo o mais rápido possível.... passando a produzir o que tem mais demanda e abandonar o que tem pouca.
  • rraphael  14/09/2021 03:08
    "E se o cliente quiser um preço baixo que não compense nossos custos e não gere lucro? "

    muda de ramo kk

    um pilar de qualquer iniciativa é ver se o produto ou serviço é ECONOMICAMENTE VIÁVEL

    turismo espacial ta ai de exemplo


  • anônimo  14/09/2021 14:28
    O preço é o que o consumidor quer pagar. E se ele quer pagar menos que os custos, você toma prejuízo. Vida de empreendedor. Você tem que escolher o que o povo quer comprar. Porque o lucro não é garantido, ao contrário do que dizem os esquerdistas, que não entendem nada e só querem parte dos lucros e nada de arcar com prejuízo.

    Seus bolos podem ser bons, mas se todo mundo só fabrica bolo, ninguém quer consumir bolo (excesso de oferta, falta de demanda). Nesse caso, seu bolo não é único, porque tem muito bolo no mercado. Num cenário assim, seus custos são maiores que a venda (prejuízo). Você pode ser bom em bolos, mas se todo mundo produz bolo, é melhor plantar tomates.
  • Gustavo A.   13/09/2021 19:21
    Seria cômico se não fosse trágico quando há tentativa de tabelamento de preços pelo estado ou com aval do estado.

    Sou advogado, não tenho muito tempo formado. Para praticar a minha profissão, a OAB estipula uma tabela com valores mínimos para a realização de determinados serviços.

    Porém, essa tabela é baseada na cabeça de algum burocrata da OAB/SP, sem qualquer correlação com as práticas de mercado. E com isso, quem é favorecido é o advogado que está há anos na profissão e tem seu nome feito, podendo cobrar o valor que está na tabela.

    O advogado recém formado, para conseguir concorrer com alguém com mais experiência e graduação, acaba tendo que atuar na margem da legalidade, com receio de sofrer um processo do tribunal de ética e disciplina da OAB; caso, contrário, o cliente irá simplesmente sair correndo quando for cobrado em R$ 400,00 por uma consulta ou em R$ 4.000,00 para um procedimento extrajudicial qualquer.

    Além do mais, fugindo do cerne do texto, a Ordem atrapalha os recém formados de inúmeras outras maneiras, como a proibição absurda e ridícula de marketing e propaganda (ex.: você pode fazer um texto informativo em rede social, mas se oferecer um serviço será punido)... O maior problema é ser condicionado o exercício da advocacia à inscrição na OAB, por imposição estatal...
  • William Marques Zenotte  13/09/2021 19:26
    Ok, existe a lei da oferta e da demanda. Quando a demanda aumenta e a oferta está baixa, os preços sobem. Até aí tudo certo.

    Mas como exatamente isso acontece? Como que o vendedor sabe "que a oferta está baixa e a demanda está alta, então, eu devo aumentar os preços"?
  • Leandro  13/09/2021 19:32
    Como empreendedor, você sobe preços quando:

    a) sente que a demanda está alta o bastante a ponto de não ser afetada por esta alta de preços que você pretende fazer;

    b) tem pouca concorrência;

    c) sabe que sua concorrência também irá subir os preços pelo mesmo motivo que você.


    O item (a) é ditado pelo aumento da renda disponível, a qual, por sua vez, é afetada pela variação da oferta monetária.

    Os itens (b) e (c) são determinados pela liberdade de empreendimento.

    É por isso que países que têm moeda estável e liberdade empreendedorial (EUA, Suíça, Alemanha, Cingapura, Hong Kong, Austrália, Nova Zelândia) têm inflação de preços relativamente baixa, em termos históricos.
  • anônimo  13/09/2021 19:34
    Para verificar oferta/demanda, basta olhar estoque/prateleiras :

    Produtos encostados = oferta alta / demanda baixa , possibilidade de baixar preços

    Prateleiras vazias = demanda alta / oferta baixa , possibilidade de aumentar preços

    Vale lembrar que estoque = custos, logo, produtos parados = prejuízo
  • Maurício  13/09/2021 19:36
    Normalmente, quando as coisas estão estáveis, você e seu concorrente baixam os preços para disputar o consumidor.
    Mas quando a inflação tá coçando, você nota que seu concorrente sobe os preços, sem nem se preocupar com você.

    É porque o preço atual é velho e barato demais, estando defasado. É um sinal clássico.

    Se a oferta cair, ou a demanda subir, você sentirá nos preços. Veja os sinais. Seu fornecedor aumentará os preços. Logo, ocorreu uma das duas. Ou as duas ao mesmo tempo. Depois cabe a você verificar a causa. Ele pode estar tentando te enganar.

    Mas se o governo aumentou a quantidade de moeda na economia, tendo mais dinheiro circulando, os consumidores aceitarão pagar mais pelos produtos. Então realmente foi aumento de demanda. Vai ter aumento de preços e desvalorização da moeda. É provável que seu concorrente aumentará os preços também.

    Pode ser também quebra na oferta. (Exportações em excesso como agora, ou realmente quebra na produção de algo, tudo verificável através de notícias de algum jornal informativo confiável).
  • Imperiont  14/09/2021 00:56
    Desde que o governo não esteja emitindo moeda sem lastro, você nota que nesse cenário, se os preços de um determinado setor estão subindo, é porque o consumidor está genuinamente comprando mais aquele produto, ou então por algum motivo a oferta desse produto diminuiu.

    E se o produto nesse cenário está caindo os preços é porque ou o consumidor resolveu comprar menos ou a oferta está subindo.

    Então o empreendedor, de posse desses dados simples, através dos preços livres, decide produzir mais do produto que esteja subindo de preço, pois assim lucra mais, e decide produzir menos dos que estão com os preços caindo, pra não tomar prejuízo. Por isso num mercado livre a demanda se ajusta à oferta. Tudo isso se a moeda está estável.

    Agora, se o governo manipula a moeda, injetando dinheiro num determinado setor, o empreendedor não tem como saber se o aumento de preço é porque o consumidor está aumentando o consumo ou se é inflação de moeda sem lastro.
  • Investidor Inexperiente  14/09/2021 16:48
    Excelente seu comentário meu caro.
  • Lindaura, a Virginal Disputada a Tapas  14/09/2021 22:56
    excelente explicação (simples e sucinta) sobre os males das políticas de inflação monetária patrocinadas pelo BC ultrakeynesiano no cenário brasileiro. Pena que o populacho bananês não curte economês básico...
  • WMZ  13/09/2021 20:30
    Os preços são meras desviações dos valores das mercadorias.

    Se pegarmos 5 empresas A, B, C , D e E que fabricam tecidos mas que possuem capitais de composições orgânicas diferentes, veremos que os valores das mercadorias serão diferentes. Assim sendo, os preços de venda das mercadorias desviarão, para mais ou para menos, do valor das mercadorias.

    EXEMPLO: O valor de A é 90 e ela vendeu por 92 (2 acima do valor, ou +2); o valor de B é 111 e ela vendeu por 103 (8 abaixo do valor, ou -8); o valor de C é 131 e ela vendeu por 113 (18 abaixo do valor); o valor de D é 70 e ela vendeu por 77 (7 acima do valor); o valor de E é 2o e ela vendeu por 37 (17 acima)

    Entretanto, se somarmos, agregadamente, todas os desvios, o resultado que encontraremos será zero.

    2+(-8)+(-18)+(7)+(17) = 0

    Por outro lado, se pegarmos a diferença entre o preço de venda das mercadorias e o preço de custo delas, encontraremos aquilo que os economistas vulgares chamam de "lucro".

    Exemplo: O custo de produzir A foi de 70 e ela vendeu por 92, portanto, o lucro é 22 (é só fazer como os outros)

    Se somarmos todos os lucros (no caso, eu falo dos lucros vulgares), o resultado será a soma de todas as mais-valias produzidas pelas empresas A, B, C, D e E. então:

    L(A)+L(B)+L(C)+L(D)+L(E) = m(A)+m(B)+m(C)+m(D)+m(E)

    L(A) é lucro de A, m(A) é mais-valia de A e assim por diante com B, C, D e E.

    Ou seja, a soma dos lucros é a soma das mais-valias e a mais-valia é o valor das horas de trabalho não pagas ao trabalhador (e tomadas pelo capitalista), algo bastante objetivo na realidade.

    Então, de "subjetivo" os preços não possuem nada, com a exceção de que a condição necessária para que uma coisa seja considerada como mercadoria é a presença do "valor de uso', ou seja, da utilidade, algo que é subjetivo.
  • Fernando  13/09/2021 20:39
    Seu cenário hipotético não altera nada.

    O preço é apenas uma razão (isto é, o resultado de uma divisão) resultante da interação de duas mercadorias; é o quociente resultante da interação entre a oferta de uma mercadoria e a demanda por ela.

    Preços surgem quando duas mercadorias são trocadas por dois indivíduos em uma transação concreta. Ponto.

    Entretanto, os "preços" que vemos no supermercado para cada bem disponível não são preços, mas sim propostas — e se tornarão preços somente se o bem for comprado.

    Se o "preço" de uma maçã está colocado em $100, mas ninguém compra a maçã, então é errado dizer que o preço dela é $100. O supermercado tentou vender a $100, mas tal valor foi recusado.

    Portanto, se você vê uma mercadoria sendo oferecida a um determinado preço, isso não significa que aquele de fato é o preço final dela. Se ninguém estiver comprando, então aquilo não é preço, mas sim uma proposta.

    Por outro lado, se muitas pessoas estiverem comprando àquele preço, então papo encerrado. Aquele é um preço, e não mais uma proposta.

    Estipular quais foram as causas e circunstâncias que levaram àquele preço é um mero exercício de curiosidade. Pode ser porque houve elevação da oferta monetária. Pode ser que é porque houve uma alteração nos gostos dos consumidores. E pode ser até mesmo porque houve uma elevação nos custos de produção e o empreendedor decidiu elevar o preço (ou seja, ele fez uma aposta totalmente especulativa), e o consumidor acabou aceitando. Ou então, pode ser uma mescla de todos esses fatores.

    Todo o resto é puro onanismo intelectual.
  • Humberto  13/09/2021 21:47
    O custo não pode ser maior do que o valor, que é subjetivo. Ou seja, para um determinado produto, você não pode gastar mais do que aquilo que as pessoas estão dispostas a pagar por esse mesmo produto. Quanto maior o custo, mais você precisaria cobrar, e menos as pessoas pagarão.

    Entendido isso, vale ressaltar que quem produz algo para TROCAR (vender recebendo dinheiro para com esse dinheiro comprar outra coisa — já que o dinheiro em si não tem valor algum; só para colecionadores de cédulas) pode avaliar erroneamente o valor de mercado para seu produto.

    Exatamente por isso há empresas que vão à falência ao oferecerem bens ou serviços cuja demanda dá ao produto um valor inferior a seu custo.

    Em alguns casos é o custo que determina a oferta, pois poucas pessoas estão interessadas em adquirir o produto por um preço superior ao seu custo. Então, neste caso, o produtor diminuirá a oferta a fim de conseguir um preço que cubra seus custos e proporcione algum lucro como remuneração por seu trabalho de investir e produzir.

    E uma elevação de custos pode levar a uma redução das quantidades produzidas a fim de que o preço possa ser aumentado. Ou seja, uma inflação de custos produz uma inflação de preços sem aumentar o lucro.

    Não fosse assim, a emissão de moeda sem lastro tenderia a aumentar continuamente a produção. Porém isso não acontece porque os bens e serviços não se trocam por moeda e sim uns pelos outros através da moeda.

    É por isso que a emissão de moeda não cria riqueza, mas apenas aumenta a oferta dos meios usados para realizar as trocas. A inflação dos meios de troca não proporciona igual aumento nas quantidades de bens e serviços disponíveis. Logo, o "aumento nos lucros" é nominal, sem aumentar a real capacidade de consumo.
  • anônimo  13/09/2021 21:57
    É impossível a economia "explicar racionalmente" a formação de preços, porque os preços são determinados pelas preferências individuais dos consumidores, e essas preferências são irracionais. Você pode coletar dados, calcular médias, medianas e desvios-padrão, deduzir fórmulas e explicar matematicamente as preferências do passado, mas o futuro será sempre uma incógnita. Nenhuma teoria econômica pode prever se amanhã as pessoas vão preferir gastar seu dinheiro em camisa do Flamengo, baile funk ou show do Michel Teló.

    Pela teoria do valor-trabalho, ingresso para Barcelona e Liverpool e para Bangú e Olaria deveriam custar o mesmo preço: ambos tem 22 jogadores x 90 minutos = 33 homem-hora de trabalho. Não é assim, né?

    Repetindo: preço é determinado pela preferência individual e pela relação oferta-demanda.
  • Trader  14/09/2021 02:14
    Oremos. Desde o governo Temer, os bancos estatais foram completamente domados. Isso aí, a princípio, parece ser uma reversão à política que imperou sob Guido Mantega. Aguardemos.

    Há a chance de que, por alguma sorte, a taxa de juros escolhida ainda seja a de mercado, e não precise de subsídios do Tesouro. Quem sabe…
  • anônimo  14/09/2021 04:26
    Que Bolsonaro comece a ler esse site...
  • Tiago  14/09/2021 15:13
    O bolsonaro nem conhece como funciona um seguro.
    Vcs viram ele explicando o negócio de cada policial dar dez merreis pra dar família do morto?
    Ele acha que descobriu a police de seguro hoje.
    Isso porque supostamente ele tem varios assessores junto dele.
  • Gustavo A.  14/09/2021 13:25
    Populismo barato do governo... o que mais poderíamos esperar?
  • Imperiont  14/09/2021 14:26
    O mesmo que aconteceu há alguns anos: a Selic subia, mas o crédito todo virou estatal, pois os bancos estatais geravam crédito subsidiado abaixo da Selic. Aí a Selic era inócua, pois o volume de crédito estatal estava farto. Em volume, os verdadeiros juros eram os cobrados pelos bancos estatais.

    Os custos do governo cresciam, gerando déficit (o qual nunca maia zerou e agora é 13 por cento do PIB).
  • Argentina esta certa?  14/09/2021 04:43
    Pessoal, viram na Argentina? A esquerda tomou de lavada, aqui no Brasil foi um fracasso dia 12 do MBL, eai pessoal o que será?

    A pandemia saiu pela culatra? qual a leitura de vocês?
  • Vladimir  14/09/2021 14:32
    A Argentina é um ciclo eterno. No momento, porém, parece que o kirchnerismo e o fernandismo de fato tomaram uma traulitada.

    Pudera: adotaram esquerdismo extremo em meio a uma pandemia. Lockdown total, o maior número de mortes per capita da América Latina, imprimiram dinheiro venezuelanamente, e a economia inteira quebrou.

    Acho até que ainda tiveram muito voto. Essa classe era para ser expulsa do país a tiros de metralhadora.

    Quanto ao MBL, viraram linha auxiliar do PSOL e do PCdoB. Triste fim. Mas merecido.
  • Lindaura, a Virginal Disputada a Tapas  14/09/2021 23:25
    Não sei se vcs souberam, mas o Raphael Lima do Ideias Radicais veio com um papo de que era um apoiador da manifestação antibolsonarista e pró impeachment do dia 12. Achei estranhíssimo um cara que se diz libertário sair de mãozinhas dadas com o Kim Katagiri, a encarnação japonesa do demônio da Velha Política e do corporativismo. Acho estranhíssimo Libertarianismo in love com MBL, mesmo que fosse pra baixar os tributos de importação de adagas de arakiri. Agora nó último vídeo o Lima afirma que "o lado bom da derrota é aprender" blábláblá, e que o esvaziamento da manisfestação pode ter sido por algum motivo "endógino", seja lá o que ele queira dizer com isso. Afinal, o Lima seria mais um picareta surfando na onda do bom mocismo anarquista ou seria mais um social-democrata moderado* nos moldes do Hayek e Amoedo?

    *conforme a alcunha dada por H.H. Hoppe
  • Introvertido  15/09/2021 11:02
    Eu sinceramente não vejo qualquer diferença entre quem apóia uma manifestação política ou outra, ambos apoiadores são iludidos, gente que pensa que os seus ídolos políticos irão resolver todos os seus problemas.
  • Felipe  15/09/2021 15:01
    Sim, e acho lamentável e incompreensível a atitude dele. Ele acha que existe apoio popular para o impeachment do Bolsonaro.

    O Kogos critica ele por isso, mas o Kogos não tem muito do que se queixar, porque ele também parece ficar colocando muita fé em políticos, então é contraditório (e há quem diga que ele vai se candidatar no ano que vem).

    Quem analisa isso sem paixões é o Peter Turguniev.
  • Imperiont  14/09/2021 16:08
    A esquerda arrogantemente ignora os fundamentos econômicos. A Argentina afundou mais que o Brasil na pandemia e olha que o Brasil é um dos que mais afundou. Já o MBL faz oposição a um governo que tentou pautas liberais, e com isso contribui com o atraso das reformas. Ele até se alinhou com quem é contra os fundamentos econômicos só pra fazer oposição. Tão mais pra liberais de esquerda do que de livre mercado.

    E com isso a esquerda, que nunca tava morta, volta ao poder com mais facilidade. Na Argentina a esquerda tá retroagindo, mas aqui ela tá voltando.
  • Régis  14/09/2021 16:13
    Na verdade, o Brasil foi um dos que mais se saiu bem. Em 12 meses, o PIB cresceu 12,40%, o que coloca o Brasil em 19o lugar mundial, à frente dos EUA e empatado com o Canadá, mas atrás de Colômbia, Chile e México.

    ibb.co/SV6TNHV
  • Introvertido  14/09/2021 18:47
    Segundo o PIB, até a Argentina está crescendo, lul.
  • anônimo  14/09/2021 22:05
    Exatamante pela valoração ser subjetiva e as trocas ocorrerem por meio de uma escala pessoal de valores que uma intervenção do governo entre essas duas trocas, sempre, ou quase sempre, tende a diminuir a satisfação geral da economia.
    É algo simples, mas incrivelmente difícil de fazerem entender, até porque as implicações disso seriam grandes
  • Felipe  15/09/2021 14:12
    O impensável ocorreu: a inflação de preços da Argentina está maior do que no Zimbábue. Vejam a Argentina e o Zimbábue.
  • Askeladden  15/09/2021 16:36
    Nessas terras não importa o preço e sim se a parcela cabe no bolso.
  • agricultura  15/09/2021 18:44
    75% dos Brasileiros comem o que vem da agricultura familiar, o estado precisa de politicas para os pequenos

    www.canalrural.com.br/programas/informacao/rural-noticias/agricultura-familiar-produz-75-dos-alimentos-consumidos-pelo-brasileiro/
  • Edson  15/09/2021 20:21
    Correto. O estado precisa sair da frente e deixar esse povo trabalhar e produzir sem ser atormentado.

    Precisa deixar que o agricultor tenha armas para proteger sua propriedade (hoje, ele depende da polícia, que demora 5 meses para responder a um chamado).

    Precisa entregar uma moeda forte, para que o agricultor possa comprar insumos a preços baixos.

    Precisa parar com a política de direcionar crédito subsidiado para os grandes, o que faz sobrar menos para os pequenos.
    Precisa parar com o assédio ambientalista, que joga na cadeia qualquer produtor rural que derrube uma árvore.

    Em suma, de fato, tem muito o que o estado pode fazer.
  • B. Vck  15/09/2021 21:51
    Alguém me explica por que mesmo com inflação/hiperinflação o Brasil tinha crescimento do PIB em vários anos da década de 80? Pelo que entendo inflação causa recessão, certo?
  • Trader  15/09/2021 22:09
    Ao contrário: inflação aditiva artificialmente o PIB.

    O PIB não mensura um aumento na produção de bens e serviços, tampouco mensura um aumento genuíno da riqueza. O PIB mensura pura e simplesmente o valor monetário (ou seja, preços) de bens e serviços finais vendidos na economia. 

    Quanto mais se gasta em bens e serviços — isto é, quanto maior o volume de gastos —, maior será o PIB.

    E o que significa isso? Significa que o PIB é uma equação que depende primordialmente da inflação monetária — isto é, do aumento da quantidade de dinheiro na economia. O valor do PIB aumenta de acordo com essa inflação. Se o Banco Central aumenta a quantidade de dinheiro na economia, isso elevará a quantidade de transações monetárias (volume de gastos) que ocorrem na economia. Mais ainda: aumentará os preços. 

    Logo, o valor monetário dos bens e serviços será maior. Por conseguinte, o PIB também será maior.

    Quando se olha por esse ângulo, as coisas podem parecer nebulosas, mas isso ocorre justamente porque a equação não faz sentido do ponto de vista econômico. O que os economistas chamam de "crescimento econômico" mensurado pelo PIB de um ano para o outro nada mais é do que aumento do valor final (preço) das transações monetárias de um ano para o outro. Esse resultado nominal é dividido por um questionável deflator de preços, para se obter o PIB real.

    Logo, quanto maior for a injeção de dinheiro na economia, maior será o volume de gastos — e consequentemente maior será o "crescimento econômico" mensurado pelo PIB.  Em suma, mais dinheiro gera mais gastos, o que gera maior "crescimento econômico".

    O que nos leva a uma importante conclusão: se, de um ano para o outro, o volume de dinheiro na economia aumentar, e isso levar a um aumento no volume de gastos, mas, por algum motivo, os preços aumentarem pouco (o que significa que o deflator será baixo), então haverá um significativo aumento no PIB. 

    Ou seja, por algum tempo, é perfeitamente possível fazer a economia "crescer" utilizando simplesmente o artifício da injeção monetária. Caso o aumento dos preços seja menor que o aumento da quantidade de dinheiro, o deflator será relativamente baixo, e consequentemente o crescimento será expressivo. 

    Tal artifício pode funcionar excelentemente em uma democracia, principalmente em ano de eleição. O problema é que o aumento dos preços inevitavelmente chegará um dia — mas aí o político já estará reeleito.

    Quando se entende essas artimanhas do PIB, fica mais fácil intuir por que é perfeitamente possível haver um enorme aumento no PIB sem que nada tenha sido produzido, isto é, sem que tenha havido aumento na riqueza. Da mesma forma, é perfeitamente possível o PIB ficar inalterado de um ano para o outro e, ainda assim, ter havido um enorme aumento na quantidade de bens e serviços produzidos.  Tudo vai depender do volume de gastos e do deflator.

    Vários artigos sobre isso aqui no site.
  • B. Vck  16/09/2021 10:18
    Trader, perfeita explicação, muito obrigado
  • Imperiont  16/09/2021 15:01
    PIB é um cálculo falso: você produz mil, o governo toma duzentos reais em impostos e gasta. No cálculo do PIB, ele contabiliza que o PIB foi de mil e duzentos (seus mil mais os duzentos que ele tomou de você e gastou).

    Se você produziu mil e ele tomou 400, ele contabiliza que o PIB foi 1.400. Se você produziu mil e ele tomou 80 por cento como impostos, ele contabiliza que o PIB foi de 1.800.

    E se vc produz mil, e se ele conseguisse tomar 100 por cento de você (mil reais em impostos ou 100 por cento imposto), no cálculo do PIB o governo contabiliza que o PIB foi 2.000.

    O PIB é um cálculo falso que contraria a contabilidade, existindo somente para o governo gastar mais e aí falar que o PIB é maior se o governo tomar toda as riquezas produzidas pelos cidadãos e sair gastando.

    O cálculo correto seria assim: vc produziu 1.000. O governo tomou 200. Portanto, o PIB foi 800. O governo destruiu 200, deixando somente 800 em bens pra você.

    Note que o governo "gasta" o dinheiro da sociedade, nas no cálculo do PIB ele soma para dizer que geriu riqueza. No caso da inflação é igual. Inflação é um imposto do governo, gerado pra ele "gastar" mais. Quanto mais inflação ele gera, mais ele gasta. E ele vai contabilizando esses gastos como aumento do PIB, pois ele soma o que gasta e destrói da riqueza da sociedade) como aumento do PIB.

    Por exemplo, se o governo brasileiro, com seu orçamento de 2 trilhões e oitocentos bilhões (impostos mais o déficit de treze por cento) imprimisse 20 trilhões de reais e saísse gastando tudo isso e obrigando a sociedade a receber esses reais, no cálculo do PIB esses "gastos" iriam ser somados ao cálculo do PIB, e oficialmente o governo diria que o PIB saltou para 20 trilhões.

    E por que ele não faz isso em grande escala? Por que não imprime logo de uma vez 100 trilhões de reais e sai gastando? Isso não aumenta o PIB? Não! Isso infla os números do cálculo falso apenas. Fica na cara de todo mundo o que ele tá fazendo. Mas com inflação baixa, todo mundo não repara que o cálculo do PIB é falso.


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