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Como um corte de impostos fez a renda dos americanos aumentar a uma taxa recorde
Em um ano, a renda dos americanos aumentou mais do que havia aumentado nos últimos 20 anos

Ao longo das últimas décadas, economistas de diferentes escolas de pensamentos eram praticamente unânimes em afirmar que o salário médio dos americanos estava estagnado.

"Os empregos estão voltando, mas os salários não. A mediana dos salários ainda está abaixo de onde estava antes da Grande Recessão de 2009", disse em 2015 Robert Reich, ex-Secretário de Trabalho do governo Clinton.  

Com efeito, não é difícil encontrar dados mostrando que o salário real médio dos americanos praticamente não aumentou desde a década de 1970 — dados estes que muitos utilizam para açular a guerra de classes.

Embora tais dados corroborem a tese de que a abolição do padrão-ouro foi a grande responsável pela crescente disparidade desde 1971, o fato é que há muitos problemas com a alegação de que os salários reais (ajustados pela inflação) estão estagnados há anos. 

O mito dos salários estagnados

Como o economista Don Boudreaux sempre ressalta, há importantes fatores sendo desconsiderados nesta análise. 

Nas últimas décadas, por exemplo, os benefícios não-salariais dos americanos explodiram. Hoje, eles recebem vários tipos de auxílios para deslocamento e para realocação, recebem planos de saúde pagos pelo empregador, recebem cobertura odontológica e oftalmológica, recebem cuidados médicos que também se estendem a seus filhos, possuem participação em generosos fundos de pensão, e recebem do empregador seguro de vida corporativo (há empregadores que pagam as creches dos funcionários). 

Há também férias pagas e o direito de se faltar ao trabalho 6 vezes ao ano sem ser descontado. Há lojas que dão desconto a funcionários de determinadas empresas. Tudo isso chega, no mínimo, a 40% do salário do indivíduo (fonte aqui). 

Adicionalmente, no geral, os preços de vários bens de consumo importantes desabaram. Coisas como fogão, geladeira, televisão e todos os tipos de sistemas de entretenimento doméstico, lava-louças, churrasqueiras, microondas, forno elétrico, panelas especiais, torradeiras, esteiras de ginástica, aspiradores de pó etc. ficaram 76% mais baratos, em média.

Já os preços de vários utensílios domésticos caíram 81% entre 1960 e 2013 em termos de horas de trabalho necessárias para comprar esses itens.

Ou seja, os benefícios não-salariais (não computados nas estatísticas) dos trabalhadores aumentaram 40% e os preços nominais caíram entre 76% e 81%. 

Portanto, a narrativa dos salários estagnados nos EUA sempre foi majoritariamente um mito. Os próprios dados do Federal Reserve (que utilizam um índice de preços ponderado de acordo com mudanças de hábitos de consumo) mostram um substantivo aumento no crescimento dos salários nos últimos anos.

Ainda assim, pelo bem da argumentação, vamos usar os mesmos dados convencionais que estes economistas utilizam para fazer sua argumentação. O resultado, prometo, será surpreendente.

Utilizando os dados convencionais

Se utilizarmos os dados do Bureau of Labor Statistics [equivalente ao Ministério do Trabalho] para mensurar a renda das famílias ao longo das duas últimas décadas, a fotografia de fato fica um tanto mais sombria.

Na verdade, ficava. Agora, não mais.

As estatísticas do governo — que utilizam o Índice de Preços ao Consumidor para mensurar a inflação — mostram que, de 2002 a 2015, a mediana dos salários semanais praticamente não se mexeu. No entanto, entre 2018 e 2020 ela disparou.

O gráfico abaixo mostra os dados da mediana do rendimento semanal real (ajustado pela inflação) de empregados que trabalham em período integral, entre 1999-2020.

bls.png

Gráfico 1: mediana do rendimento semanal real (ajustado pela inflação) de empregados que trabalham em período integral, entre 1999-2020.

Note que, de 1999 a 2015, os salários não se moveram. Não houve crescimento. De 2015 a 2018, há uma reação. Já em 2019, eles disparam a uma taxa jamais observada nas duas décadas anteriores.

Tal fato já foi observado na grande mídia. Na Bloomberg, o economista Karl Smith descreve o crescimento na renda utilizando uma métrica ligeiramente distinta, a mediana real da renda das famílias.

"Em 2016, a mediana real da renda das famílias era de $62.898, apenas $257 acima do nível de 1999", escreveu Smith. "Nos três anos seguintes, ela cresceu quase $6.000, indo para $ 68.703".

De fato, a mediana da renda das famílias aumentou de $64.300 para $68.700 somente em 2018 — um aumento de $4.400. 

Colocando de outra maneira, em apenas um ano, a mediana da renda dos americanos aumentou mais do que em todos os 20 anos anteriores combinados. (A renda das famílias era de $61.100 em 1998 e de $64.300 ao fim de 2017). 

realwages.png

Gráfico 2: mediana da renda real as famílias

Observe que, de 1999 a 2016, o valor se mantém praticamente inalterado (em torno de $63.000). E então, há um salto em 2019 (para $68.700).

A causa

A pergunta, obviamente, é por que os salários dos americanos repentinamente explodiram após décadas de crescimento tépido? A resposta não é difícil de ser encontrada.

No ano de 2017, o governo Trump implantou um grande programa de desregulamentações em conjunto com a aprovação de um acentuado corte na alíquota máxima do Imposto de Renda de Pessoa Jurídica

Estima-se que as desregulamentações trouxeram uma poupança de $2 trilhões para o setor privado. Mas o corte do imposto de renda sobre empresas foi um fator ainda mais crucial.

Antes de 2017, os EUA possuíam a maior alíquota de IRPJ em todo o mundo desenvolvido: 35%. Esta alíquota superava a da China e até mesmo a da Venezuela. [A do Brasil está hoje em 34%].

Após o corte, a alíquota máxima sobre empresas caiu para 21%, tornando-se uma das menores do mundo desenvolvido.

Consequentemente, as empresas passaram a ter uma fatia menor de seus lucros confiscada. Em outras palavras, as empresas passaram a ter mais capital disponível. 

E aí aconteceu exatamente aquilo previsto pela teoria econômica: pagando menos impostos, empresas passaram a ter mais capital disponível para crescer, investir, contratar mão-de-obra e, claro, pagar melhores salários.

Lucros são o que possibilitam as empresas a fazer novos investimentos, a adquirir mais maquinários, a expandir suas instalações e, com isso, aprimorar sua capacidade produtiva. São também os lucros que possibilitam a contratação de novos empregados e a concessão de aumentos salariais. 

São os lucros, portanto, que permitem que as empresas contratem mais pessoas e paguem maiores salários.

Quando o governo tributa o lucro, ele faz com que o capital que poderia ser utilizado para contratar mais pessoas e pagar maiores salários seja direcionado para o mero consumismo do governo, ficando sob os caprichos de seus burocratas, obstruindo a formação de capital.  

Já menos impostos sobre as empresas, além de permitir mais contratações, também aumentam a recompensa de se assumir riscos empreendedoriais, de se aprimorar técnicas, de se criar novas tecnologias e de se aumentar os investimentos em capital. Isso aumenta a produtividade dos trabalhadores e, consequentemente, seus rendimentos. 

Menos impostos sobre os lucros das empresas significam maiores recompensas para se arriscar e para empreender. Isso gera mais contratação e maiores remunerações. Além de beneficiar trabalhadores, os consumidores também são premiados.

Portanto, sim, tão logo a alíquota máxima do IRPJ caiu de 35% para 21%, as empresas prontamente se viram com mais capital disponível para investir, para se expandir, para aumentar a produtividade e para contratar mais trabalhadores (a taxa de desemprego caiu estava nas mínimas históricas até imediatamente antes da Covid-19). E poucas coisas atraem mais trabalhadores do que salários mais altos.

Com efeito, impostos sobre as empresas afetam muito mais os trabalhadores do que as próprias empresas. Especialistas tributários apontam que aproximadamente 70% do que as empresas ganham em lucros são pagos aos trabalhadores na forma de salários e outros benefícios. Sendo assim, não é de se surpreender que estudos comprovem que os trabalhadores arcam com entre 50 e 100% do fardo dos impostos sobre pessoa jurídica.

A mídia, como sempre, errou

À época do anúncio dos cortes de impostos, a mídia escarneceu da possibilidade de que cortes de impostos sobre empresas pudessem resultar em aumentos salariais para os trabalhadores. Hoje, porém, os dados falam por si: as famílias viram suas rendas crescerem mais rapidamente do que em qualquer outro período de sua geração.

Adicionalmente, embora a mediana dos salários tenha subido, mostrando que os benefícios foram para todos, o fato é que cada segmento da sociedade se beneficiou desses ganhos salariais: o quintil mais baixo teve um aumento da renda maior do que o aumento vivenciado pelo quintil mais alto.

Apenas para deixar claro, a redução do IRPJ não foi o único fator responsável pelo aumento dos salários, mas é provável que tenha sido o maior.

Esse aumento na renda das famílias certamente ajudou a amortecer o impacto da destruição econômica causada pelos lockdowns durante a pandemia de Covid-19, em 2020.

Será mantido?

A continuidade destes ganhos salariais irá depender da manutenção deste corte de impostos. Joe Biden, que pode se tornar o próximo presidente americano, já sinalizou que pretende retornar a alíquota do IRPJ para 35%, ou, no mínimo, elevá-la para 28%.

A sorte é que ele provavelmente não terá votos suficientes no Senado para revogar os cortes de impostos.

Por outro lado, ele parece inclinado a revogar algumas tarifas de importação elevadas por Trump, as quais basicamente representam impostos sobre os consumidores americanos e custos de produção para as empresas.

Se o próximo governo revogar as tarifas e mantiver os cortes de impostos sobre as empresas, a economia americana poderá aumentar os ganhos obtidos antes do evento dos lockdowns. 

Essa seria uma fórmula vitoriosa para os trabalhadores americanos, para as empresas e para a economia americana.

Para concluir

Cortes de impostos sempre são benéficos, pois representam uma redução da punição ao empreendedorismo, à assunção de riscos e à contratação de trabalhadores. E ainda aumentam o padrão de vida de todos, ao permitir mais renda disponível.


autor

Jon Miltimore
é o editor-chefe do website Intellectual Takeout.


  • Rick, O Garoto Prodígio  23/11/2020 17:46
    Enfim para que as eleições tiveram um fim: Joe Biden eleito!

    "Por outro lado, ele parece inclinado a revogar algumas tarifas de importação elevadas por Trump, as quais basicamente representam impostos sobre os consumidores americanos e custos de produção para as empresas."

    Lendo essa parte, eu percebi que na verdade ambos tem seus pros e contras, infelizmente essa possível "revitalização do comércio exterior" que Biden está pensando possa ser que não não venha a ser seguida por políticas de austeridade e uma progressiva redução de intervenção estatal na vida dos americanos. Alias, possivelmente teremos regressos em setores que o Trump "liberalizou", por assim dizer.

    Excelente artigo!
  • Fabrício  24/11/2020 00:00
    Biden não ganhou as eleições, mas de fato pode até virar presidente (o que comprovaria que os americanos realmente são frouxos). Uma vez no cargo, fará exatamente tudo o que Klaus Schwab, George Soros, Fórum de Davos e ONU mandarem. Como o objetivo é o Grande Reset, a implantação das CBDCs, a Renda Básica Universal e o gerenciamento da economia pelos globalistas, é garantido que o IRPJ voltará para 35%. Aliás, pode até ir para mais. Trump foi expulso exatamente por ser contra essa sujeição.
  • Giuseppe  24/11/2020 14:28
    Fabrício, você acha que o Estado Profundo e a Elite de Hollywood podem trazer os Illuminati de volta à cena política de forma mais explícita?
  • Joel  23/11/2020 17:48
    Lendo isso eu fico imaginando, se em pais ja super desenvolvido essa redução de impostos deve um impacto tão grande assim, imagina se algo similar fosse feito aqui no Brasil, onde, em minha opinião, temos muito mais espaço pra crescer...
  • Lopez  23/11/2020 17:59
    Já ocorreu o mesmo na Alemanha pós-guerra, na China de Deng Xiaoping, na Nova Zelândia da década de 1980, na Estônia da década de 1990 e, mais recentemente, na Irlanda. Ou seja, acontecem tanto em economias devastadas quanto naquelas já prósperas.
  • anônimo  23/11/2020 19:54
    Estava lendo o livro do Acemoglu , como as nações fracassam. Gostei bastante da enfase institucional dele. (Creio que seja uma boa área econômica, fora do padrão austríaco).. Explica o papel das instituições, que é o que de fato vai tornar reformas possíveis, como acidentes históricos, elites, tem papel. Países não aplicam as medidas certas, não devido a uma ignorância, a falta de cultura, geografia ou qualquer outra desculpa. Mas a resistencia dos sistemas políticos extrativistas, das elites, dos lobbys.

    Esse, ao meu ver, deveria ser o estudo da economia moderna. Como quebrar esse Ciclo vicioso que escraviza países, e porque somente alguns conseguiram
  • Diogo  23/11/2020 18:00
    Quanto ao efeito quase que imediato da desoneração, olha a empiria demonstrando de novo que a esquerda está errada. Os agentes mais agressivos tendem a tomar decisões imediatamente após qualquer alteração que signifique retirada de obstáculos. Se haverá a formação de uma tendência de alta ou se este foi um episódio passageiro, dependerá quase que exclusivamente das decisões do próximo governo.
  • Supply-sider  23/11/2020 18:10
    Isso é pura teoria supply-sider.

    Reduzir impostos sobre a produção estimula mais produção. Reduzir impostos sobre o trabalho estimula mais trabalho. Permitir que os trabalhadores mantenham uma fatia maior de seu salário e que empreendedores/produtores mantenham uma fatia maior do seu lucro estimula mais trabalho e mais produção. Reduzir a burocracia e as regulações para se empreender gera mais empreendedorismo.

    Mais trabalho, mais empreendedorismo e mais produção significam mais emprego e renda. E mais renda significa mais demanda.  

    É só o governo remover obstáculos (impostos, regulações, burocracia, déficits e dívida crescentes, que geram temor de aumentos de impostos no futuro) e fornecer uma moeda minimamente decente, que todo o resto se resolve. O problema é encontrar um governo que faça as duas coisas.
  • Alfredo N.  23/11/2020 18:57
    Sou dono de um pequeno negócio e posso garantir que o grande fator por trás de minhas decisões salariais são os impostos. Tendo de pagar INSS, FGTS, impostos do sistema S, e mais todo o IRPJ, simplesmente não há nenhum espaço para dar aumentos salariais, e muito menos para contratar mais pessoas. Eu mesmo gostaria de contratar mais um auxiliar, mas o custo disso é proibitivo (equivalente a quase 100% do salário).
  • Fabrício  23/11/2020 19:03
    Isso é algo tão básico que beira o inacreditável que pessoas ainda se impressionem com isso. Aliás, vou resumir isto em um exemplo: eu e minha esposa trabalhamos, mas não temos "empregada doméstica". Os encargos e responsabilidades trabalhistas nos impedem de pagar essa pessoa. Por isso, nós dois nos revezamos pra dar conta de tudo. E aí, quem perde? Nós todos. Eu e minha mulher que temos que trabalhar mais (fazendo dupla jornada) e a possível funcionária doméstica que não terá o emprego e, consequentemente, terá renda zero.
  • Vitor  23/11/2020 19:06
    Aqui nos Estados Unidos não tem nada disso. O trabalhador recebe o salário-hora contratado. Não há o equivalente a FGTS, fim de semana remunerado, aviso-prévio, décimo terceiro, férias remuneradas et al. O impacto tributário na folha de pagamento é de 10 a 12% (IR, Medicare e Social Security).

    Quando se entra de férias, não se recebe salário, mas o salário que se recebe dá para custear as férias, que normalmente são curtas. E quem vive melhor? O trabalhador daqui ou o do Brasil?

    A nossa faxineira sempre chegou de carro bom, tem apartamento próprio todo aparelhado e plano de saúde. Gostaria muito que alguns teóricos que advogam tantos impactos na folha de pagamento no Brasil passassem um período por aqui para ver como o "inferno capitalista" funciona. Aqui (até antes da pandemia) não se vai aos Shopping Centers (Malls) somente para passear, mas para comprar. O povo todo compra, e muito.
  • Pablo  23/11/2020 19:22
    Eis os motivos de os salários serem baixos no Brasil.

    Embora a alíquota máxima do IRPJ seja de 15%, há uma sobretaxa de 10% sobre o lucro que ultrapassa determinado valor. Há também a CSLL, cuja alíquota pode chegar a 32%; o PIS, cuja alíquota chega a 1,65% e a COFINS, cuja alíquota chega a 7,6%. PIS e COFINS incidem sobre a receita bruta. Há também o ICMS, que varia de estado para estado, mas cuja média é de 20%, e o ISS municipal. 

    E há também o fato de que que os custos de um empregado para um patrão são dobro do salário que ele realmente ganha. Um trabalhador que recebe R$ 1.500 custa mais de R$ 3.000 para o patrão, por causa dos encargos sociais e trabalhistas.

    Ou seja, de um lado, as empresas têm de lidar com toda a carga tributária que incide sobre a receita e sobre o lucro das empresas. E isso já impede aumentos salariais, contratações a salários atraentes. E impede também, e principalmente, a acumulação de capital.

    De outro, as empresas também têm de lidar com os encargos sociais e trabalhistas que incidem sobre a folha de pagamento. Dentre os encargos sociais, temos o INSS, o FGTS normal, o FGTS/Rescisão, o PIS/PASEP, o salário-educação e o Sistema S. Dentre os encargos trabalhistas temos 13º salário, adicional de remuneração, adicional de férias, ausência remunerada, férias, licenças, repouso remunerado e feriado, rescisão contratual, vale transporte, indenização por tempo de serviço e outros benefícios.

    No final, é impossível haver uma grande acumulação de capital desta forma. Lucro que poderia ser reinvestido na compra de bens de capital modernos, que aumentariam a produtividade dos trabalhadores — e, consequentemente, seus salários — é confiscado pelo governo e desperdiçado no sustento da burocracia e no salário de seus parasitas. A atividade governamental é destruidora de capital. Ela impede o enriquecimento de empresas e trabalhadores.

    E ainda há quem diga que os salários no Brasil são baixos porque os empresários são sovinas e sem "consciência social."
  • Ex-micro  23/11/2020 19:30
    Eu fechei a minha empresa faz cinco anos, vendi o imóvel pra uma construtora, botei o dinheiro no banco (e no Tesouro Direto) e virei rentista.

    Volta e meia penso na felicidade dos meus vinte e poucos funcionários ao se livrarem do "patrão opressor" que se apropriava de sua mais-valia. Devem estar muito mais contentes agora, vivendo de auxílio emergencial.
  • Imperion  23/11/2020 20:08
    Vergonha. O governo diz que a carga tributária é só 33 por cento do PIB. Isso porque ele usa aquela metodologia fajuta do PIB inflado, contabilizando seus gastos como PIB. Então a carga tributária é 50 por cento do PIB, sem contar o déficit astronômico de 11 por cento do PIB. Com isso, não se nota direito como o estado brasileiro é de fazer inveja ao estado soviético no quesito estrangular a prosperidade das pessoas. 
  • Gustavo  23/11/2020 20:42
    Importante dizer também que pagar imposto aqui não apenas é caro como é EXTREMAMENTE burocrático. Empresário gasta 1.500 horas por ano com burocracia para pagar impostos.

    Somos o país em que se gasta mais horas para calcular o valor dos tributos a recolher, 50% de tempo à frente do segundo colocado (Bolívia). 

    O tributo não chega numa guia bonitinha para ser pago, o empresário tem que contratar contadores para saber como pagar imposto (e depois advogado, porque sempre um fiscal vai achar algo que ele pensa que está errado).

    Ou seja, imagina uma situação: o bandido te assalta todo mês, mas ele não pega e leva, você tem que separar exatamente o que ele quer, de acordo com um extenso livro de normas, e se separar errado, você paga quatro vezes mais.
    Se tem dúvidas, pergunte para um contador ou empresário sobre o ICMS e em especial sobre o ICMS-ST (o inferno na terra).
  • Humberto  23/11/2020 20:51
    Já deram uma olhadinha nas 1.826 páginas da coletânea do PIS/Pasep e Cofins ?

    www.receita.fazenda.gov.br/publico/Legislacao/Coletanea/ColetaneaPISCofins.pdf
  • Lucas Silva  24/11/2020 02:19
    Acreditaria que fui tentar abrir esse link e a estrovenga travou meu notebook? simplesmente não abre, com certeza é coisa de satanás.
  • anônimo  25/01/2021 00:13
    RESUMO
    Os encargos trabalhistas têm sido objeto recorrente de discussão no Brasil.
    Contudo, os conceitos usados para defini-los não são consensuais e as
    estimativas de seus impactos nos custos de mão de obra variam muito.
    O objetivo deste trabalho é confrontar as definições de encargos trabalhistas
    mais frequentemente usadas no Brasil e, com base nessas definições,
    sistematizar as estimativas de seus impactos nos custos de mão de obra no
    país. Comparações internacionais da composição dos custos de mão de obra
    (que estão diretamente relacionados aos encargos trabalhistas) são também
    apresentadas. Demonstra-se que, a depender do conceito utilizado, os
    encargos trabalhistas variam de 25,82% a 102,60% do salário contratual.
    Comparações internacionais indicam que os encargos trabalhistas no Brasil,
    em termos relativos (isto é, em percentual do salário contratual ou dos custos
    totais de mão de obra) são: i) semelhantes aos de países desenvolvidos que têm
    mercados de trabalho mais regulados e sistemas de seguridade social mais
    abrangentes; ii) superiores aos de países desenvolvidos mais liberais; e iii)
    superiores aos da maioria dos países em desenvolvimento para os quais se
    dispõe dessa informação. Em valores absolutos (isto é, em USD) os encargos
    trabalhistas no Brasil não figuram entre os mais elevados, embora superem os
    de países como China e Índia.
    www12.senado.leg.br/publicacoes/estudos-legislativos/tipos-de-estudos/textos-para-discussao/td288
  • Mito  24/11/2020 13:10
    Não tem problemas, o guedes está ajeitando a reforma tributária lá com o parLAMENTO, pode confiar.

    Enquanto isso, o agro vai salvar a lavoura, exportando com o real lá em baixo, tá tudo sob controle, e a inflação vai passar, é algo momentâneo.

    Supermercados, atacadistas e varejistas, por favor, vamo manerar aí na margem de lucro, pessoal.
    Talquei?
  • Ex-carioca  24/11/2020 22:36
    Paulo Guedes está mais para piramideiro do que para ministro da economia ...
  • Trader  23/11/2020 19:02
    Se eu fosse dono de uma grande empresa e o meu custo com funcionários caísse devido a um redução de impostos ou de "direitos trabalhistas", com a grana excedente eu imediatamente tentaria contratar os melhores funcionários dos concorrentes para aumentar minha produção e enfraquecer o concorrente.

    Provavelmente alguns desses funcionários receberiam contra-propostas e recusariam minha oferta. Acabariam com aumento salarial dentro da mesma empresa. Outros viriam trabalhar comigo e também receberiam salários maiores.

    Com a equipe aumentada e com boas habilidades, a empresa cresceria, abriria vagas para contratações e/ou promoções e geraria mais emprego e renda.
  • anônimo  24/11/2020 17:44
    Raciocínio simples, mas parece que cérebros de lesma como os de esquerdistas não enxergam isso.
  • GAROTA DO TUCKER  23/11/2020 20:42
    On topic/off topic

    UM CERTO PROTECIONISMO À LA TRUMP

    Vários analistas políticos q eu conheço são unanimes em descrever Donald Trump como um patriota, embora muitos desavisados, (superestimados com o próprio corpo cavernoso e com seus bigodes psicodélicos) extremistas fanáticos com o q eles próprios entendem como políticas ultra-protecionistas, preferem descrevê-lo como um nacionalista-populista medíocre. Recentemente, nesse mesmo site, houve um tremendo frisson e muito bate-boca com o artigo sobre TRUMP e tarifas comerciais (www.mises.org.br/article/3307/exatamente-como-previsto-a-guerra-comercial-fracassou-em-recriar-empregos-na-industria), algo q, a meu ver, apenas demonstra q muitos economistas de meia-tigela preferem remar ao sabor da maré e proverbiar gráficos coloridos em detrimento de mais discussões disruptivas como aquela levantada por OLAVO DE CARVALHO sobre a impossibilidade de alguns governantes implementarem politicas 100% pro-mercado e menos intervencionistas em dados momentos de instabilidade geopolítica. Por exemplo, no governo Reagan, os gastos com o poderio bélico em plena GUERRA FRIA aumentou sobremaneira a tributação, mas por outro lado fez frente à ameaça comunista q pretendia varrer da face da terra os valores cristãos, a decência e a liberdade democrática, algo q tb coloca em xeque certas posições libertárias como a secessão em momentos de guerra iminente e instabilidade no campo da Segurança Nacional.
    Afinal de contas vcs preferem morrer pelo livre mercado nas mãos dos trapaceiros chineses maoístas ou abrir mão de uma pequena fatia do lucro e beneficiar a indústria local? Na hora q a porca torce o rabo vcs economistas de bigode vão precisar guerrear e não estarão em igualdade de poder. Vão notar tardiamente q um louco como TRUMP estava salvando o mundo da hecatombe vermelha.

    GAROTA DO TUCKER é escultora, olavista, anarcosentimentalista e já refutou CAPITAL IMORAL, egresso desse site
  • Bernardo  23/11/2020 21:05
    "Por exemplo, no governo Reagan, os gastos com o poderio bélico em plena GUERRA FRIA aumentou sobremaneira a tributação"

    Errado. Muito errado. Houve redução de impostos no governo Reagan.

    O IRPF caiu de 70% para 28%. E o IRPJ caiu de 46% para 34%.

    en.wikipedia.org/wiki/Economic_Recovery_Tax_Act_of_1981

    d3fy651gv2fhd3.cloudfront.net/charts/united-states-corporate-tax-rate.png?s=usacorptax&v=202011232000V20200908&d1=19701123&d2=19901123

    Mais: em 1981, a receita tributária do governo federal era de 12,5% do PIB. Em 1988 foi de 10,6% do PIB.

    data.worldbank.org/indicator/GC.TAX.TOTL.GD.ZS?locations=US

    Dica: antes de sacar, certifique-se sempre de estar lidando apenas com ignorantes. Caso contrário, o ignorante se torna você.
  • GAROTA DO TUCKER  23/11/2020 22:20
    Mais um espantalho, só pra variar. Eu disse q houve aumento de tributação por conta da implementação de politicas protecionistas e q foram devidamente necessárias em um momento de crise geopolítica, o contexto do aumento de tributação foi contextualizado e é a base da argumentação do OLAVO sobre certa tendencia de imaginar q alguns gestores precisam ser uma especie de messias ou ungidos com o cetro de ouro na mão implementando politicas pró-mercado em tempo real e durante seus 4 anos de mandato.

    A propósito, apelar para a falacia do espantaho tb é apelar para a suposta ignorância alheia. Cuidado, qdo vc sacar sua pistola flácida o tempo da azeitonada aumenta em progressão geométrica, e vc sempre vai achar, por força do habito, q o seu traquejo é maior q a graça divina
  • Bernardo  23/11/2020 22:44
    Eu até gosto de um troll fake, mas ele tem de dar um mínimo de trabalho para ter graça. Eu mostrei fatos que comprovam que não só não houve aumento de impostos no governo Reagan, como, ao contrário, houve redução.

    Você não só não citou nenhum, como ainda redobrou aposta — como se suas assertivas chiliquentas fossem provas, por si só.

    Por favor, um desafio.
  • e por que não?  23/11/2020 23:39
    Às vezes me impressiono com o ímpeto truculento com q alguns leitores do site insistem em tratar certos assuntos de uma maneira quase militante-ideológica, como se não houvesse absolutamente nenhum espaço para a divergência civilizada baseada em empiria (o q em termos lógicos já seria uma contradição), e isso tudo dentro de um espaço onde se pretende aprender com os demais, ao invés de dar lugar a um embate puramente semântico ente castas e elites de pensamento auto-assistidos como é o caso do leitor BERNARDO q, paradoxalmente, errou ao fazer uso do seu séquito de expositores auto-evidentes no googletródomo de alta velocidade, no q diz respeito a déficit orçamentários. Divergência semântica nem é o caso em questão, visto q a leitora GAROTA DO TUCKER corretamente argumentou q houve SIM, implemento e intervenção estatal pragmáticos no campo bélico com o intuito de fazer frente a URSS na gestão REAGAN. Como se segue:

    "Como o Reaganomics funcionou na prática?
    Embora Reagan tenha reduzido os gastos domésticos, essa medida foi "corrompida" de certa forma pelo aumento dos gastos militares, criando um déficit líquido ao longo de seus dois mandatos. Por outro lado, quanto a tributação, a principal taxa de imposto sobre a renda individual foi reduzida de 70% para 28%, e a alíquota do imposto corporativo foi reduzida de 48% para 34%.
    Além disso, Reagan também continuou com a redução da regulamentação econômica que começou no governo do presidente Jimmy Carter e eliminou o controle de preços do petróleo e gás natural, dos serviços telefônicos de longa distância e da televisão a cabo. Em seu segundo mandato, Reagan apoiou uma política monetária que estabilizou o dólar americano contra moedas estrangeiras.
    Já perto do final do segundo mandato de Reagan, as receitas fiscais recolhidas pelo governo dos EUA aumentaram para 909 bilhões de dólares em 1988, em comparação com os 517 bilhões de dólares arrecadados em 1980. A inflação foi reduzida para 4%, e a taxa de desemprego caiu abaixo de 6%.
    Logo, embora economistas e políticos continuem a discutir sobre os efeitos da Reaganomics, ela foi responsável um dos mais longos e mais fortes períodos de prosperidade da história americana. Entre 1982 e 2000, a Índice Industrial Dow Jones (DJIA) cresceu quase 14 vezes, e a economia adicionou 40 milhões de novos empregos."

    www.sunoresearch.com.br/artigos/reaganomics/

    Bem como:

    "De fato, apesar da retórica anti-governamental da administração Reagan, o tamanho do setor público aumentou (e não diminuiu) substancialmente durante os anos Reagan. Descontando a inflação, o governo federal gastou 30% mais em 1985 do que em 1980. E esse crescimento não foi devido ao aumento dos empregos públicos federais (que na verdade diminuíram durante os anos Reagan) ou às transferências sociais muito maiores, mas sim, ao aumento dos subsídios e da compra de bens e serviços. Esse aumento foi possibilitado pela transferência sem precedentes de fundos federais do setor social para o militar, e por um enorme aumento no déficit federal. Desde 1980 o orçamento da defesa dobrou; em 1990 ele terá triplicado a partir do início da década. Este crescimento dos gastos militares foi possibilitado, em grande parte, por reduções nos gastos sociais. Entre 1982 e 1985, os gastos militares aumentaram em 90 bilhões de dólares, ao passo que os gastos sociais sofreram um corte de 75 bilhões de dólares. Hoje os gastos militares representam 55% do orçamento federal (excluindo o Social Security Trust Fund) e há previsões de que ele atingirá cerca de 60% em 1992. O aumento dos gastos militares concentrou-se em despesas materiais: aquisição de armas, pesquisa e desenvolvimento, construções militares. De 1980 a 1985 a aquisição de armamentos aumentou em 100%, a pesquisa em 80% e a construção militar em mais de 90%. Os gastos com o pessoal aumentaram em apenas 13%."

    www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-64451991000200010

  • Bernardo  23/11/2020 23:54
    Prezado Garota [que agora mudou de nome para "e por que não?", mas se esqueceu de trocar o email (demetriusgioavanni@…) rsss], estou este tempo todo falando exclusivamente de impostos. Em momento algum falei sobre déficits ou gastos, ambos os quais, em também em momento algum, neguei que tivessem crescido sob Reagan.

    Aliás, os déficits cresceram exatamente porque houve aumento dos gastos mas não houve aumento de impostos (uma obviedade constrangedora de ser explicada).

    Quanto à arrecadação nominal que você citou, é óbvio que ela cresceu. Resultado inevitável do aumento contínuo da oferta monetária. Quanto mais dinheiro na economia, maior a arrecadação nominal do governo. Isso vale para absolutamente todos os governos do mundo. A arrecadação nominal sempre cresce porque a oferta monetária sempre cresce. A arrecadação nominal do governo brasileiro é hoje muito mais do que era há dez anos.

    É exatamente por isso que falei de arrecadação como percentual do PIB, pois este sim seria um mensurador mais em linha com aumentos de impostos. Sob Reagan, ela ficou a mesma coisa (com efeito, até caiu um pouquinho).

    Mais coragem (para manter a mesma identidade) e mais cérebro na próxima.
  • Felipe  23/11/2020 21:06
    Quem precisa ler esse artigo é o Bolsonaro e a sua equipe econômica.
  • Igor  23/11/2020 22:49
    Não faria diferença. Chance zero de se reduzir qualquer imposto. Como diminuir impostos se temos uma estrutura imensa a ser mantida? Universidades, hospitais, escolas, creches, Exército, Marinha, Aeronáutica, Judiciário ( federal e estadual), Polícia (federal, estadual e municipal), presídios, Legislativos (federal, estadual e municipal), bolsa família, auxílio emergencial, Institutos de pesquisa, subsídios, vários ministérios, milhões de funças e aspones com altíssimos salários e pensões ainda maiores, estatais deficitárias, e demais instituições que não vem a minha memória.
  • Felipe  27/12/2020 22:34
    Pois é, deveriam cortar gastos. Nesse ano não cortaram. Não fecharam nenhuma mísera agência reguladora.

    No México, o socialista AMLO fechou dez ministérios, congelou contratações de funcionalismo e tirou bônus natalino de seus funcionários.

    O governo Bolsonaro precisa ler também este artigo.
  • Thiago  23/11/2020 21:17
    Enquanto isso, nosso ministro da economia tá cantando aos 4 ventos a cagada que está fazendo :

    www.oantagonista.com/economia/guedes-economia-esta-muito-mais-saudavel-com-dolar-a-r-5-e-juro-baixo/
  • Tesla  23/11/2020 23:34
    Guedes está afundando o governo. Mas espero que ele SAIBA que está fazendo isso. Se ele souber o que está fazendo, a derrocada da economia será mais lenta e portanto menos inesperado.
  • Meirelles  24/11/2020 00:09
    Chicaguista é isso aí mesmo. Não tem por que se surpreender.

    O princípio básico do chicaguismo é: manipular juros e desvalorizar o câmbio para estimular a economia.

    O keynesianismo tradicional defende que o governo faça a "sintonia fina" (sim, eles usam essa expressão) da economia por meio dos gastos públicos (política fiscal). Keynes defendia juros baixos, mas não era de ficar teorizando sobre a manipulação dos juros. Seu "forte" era defender gastos do governo.

    Já o chicaguismo defende que o governo faça a "sintonia fina" da economia por meio de manipulações da moeda e do crédito (política monetária). Defendem orçamento equilibrado e se concentram apenas em manipular a moeda.

    A equipe econômica da Dilma foi keynesiana. A atual é chicaguista.

    Aliás, observem que o Guedes nem sequer disfarça mais quando fala o que o BC irá fazer. É visivelmente ele quem manda na instituição. É ele quem dá as diretrizes. É ele quem antecipa tudo o que será feito. Campos Neto é só um fantoche. Toda a política monetária é do chicaguista Guedes. O BC explicitamente sofreu uma captura regulatória. A imprensa, que tanto adora criticar trivialidades, curiosamente não fala nada desse assunto importante, e que é realmente grave.
  • Judeu  24/11/2020 00:10
    Morei 6 meses nos EUA e me surpreendi como é fácil arrumar um emprego comparado com aqui. Além da carga horária ser muito mais flexível.
  • Lucas R.  24/11/2020 00:47
    O mesmo pra mim. E olha que fui como intercambista.
  • Visitante1234  24/11/2020 00:21
    Gosto muito desse site e dos comentários... indo logo na minha duvida pra quem quiser responder:

    se a base monetária m1 e de uns 500 bi, como é possível o governo pegar emprestado tantos bilhões exemplo 800 bi?
  • Professor  24/11/2020 00:46
    a) Base monetária não é M1; são coisas distintas.

    b) O M1 está continuamente trocando de mãos. Um mesmo dígito eletrônico troca de donos várias vezes. A cada vez que ele troca, o governo tributa.

    c) Mesma coisa acontece com M2, M3 e M4.

    d) A mesma quantidade de moeda, portanto, a depender de quantas vezes ela "troca de mãos", pode pagar quantias crescentes de impostos.

    e) Quanto mais aquecida estiver a economia, maiores os gastos, maior a quantidade de transações, maiores os impostos arrecadados.

    f) O dinheiro que o governo arrecada via impostos é imediatamente gasto. Ou seja, o dinheiro volta para a economia. O ciclo se reinicia e se mantém.
  • Imperion  25/11/2020 00:00
    A quantidade emprestada independe da base monetária. Em tese, se pode emprestar todo dinheiro do mundo, desde que haja trouxas o suficiente pra emprestar ao governo. O que impede então o governo de sair pegando dinheiro emprestado a rodo são as restrições da lei e também porque ao calcular a incapacidade do governo pagar o dinheiro emprestado, poucos se arriscariam a emprestar tanto sem receber bons juros.
  • Imperion  24/11/2020 04:57
    Governo toma 2 trilhões da população, esta recebe uns duzentinhos por mês e tá bom. Bora votar em quem dá bolsa.
    Por isso o arranjo dos impostos altos se mantém. Dinheiro farto para os burocratas, bancado por quem é produtivo, e uma merreca compra os votos dos que não trabalham, pois estes têm inveja de quem produz e preferem o dinheiro nas mãos do governo do que nas mãos de seus legítimos donos.

  • rraphael  24/11/2020 12:07
    em anatomia do estado o hoppe descreve o estado como ladrões que ao invés de saquearem uma única vez, dão as vítimas a possibilidade de "prosperarem" , pois assim terão uma fonte permanente de espoliação

    a partir dessa ótica vemos como o estado brasileiro é incapaz até de espoliar de maneira eficiente

    o tirano nacional estrangula as vítimas , e vemos sondagens de aumentar mais ainda impostos e tributos pois há queda de arrecadação

    moral da historia : impede que as pessoas produzam livremente e a solução para arrancar mais dinheiro delas é estrangulando mais ainda

    viva a liberdade!
  • Fernando  24/11/2020 09:52
    Ola Leandro,

    Parece que com as supostas boas noticias de eficacia das vacinas e a eleicao do Biden o mercado se animou e o valor do ouro esta derretendo. Voce concorda? Qual sua visao sobre isso?

    Abs
  • Thiago  24/11/2020 14:24
    O ouro está tendo correção, pois subiu muito esse ano.

    Questão de tempo até estabilizar e voltar a subir com consistência de novo. Quando irá ocorrer? Impossível saber.
  • Leandro  24/11/2020 14:26
    Não é a vacina. A realidade é que todo mundo está indo para o Bitcoin. Grandes e respeitados nomes das finanças e do mundo empreendedorial anunciaram recentemente um volumoso aporte em Bitcoin, e isso está atraindo todos para o ativo.

    Stanley Druckenmiller, Michael Saylor (este é o maior entusiasta de todos, é extremamente respeitado no mundo das finanças e se tornou um grande evangelista do Bitcoin), Ricardo Salinas (o segundo homem mais rico do México) anunciaram que estão pesados em Bitcoin. Isso está atraindo cada vez mais pessoas.

    O Saylor, que é um sujeito de uma inteligência ímpar, de uma só tacada colocou US$ 425 milhões do dinheiro de caixa da empresa dele no Bitcoin. Isso fez muito barulho.

    Adicionalmente, com a inevitabilidade das Central Banks Digital Currencies, vários canais de finanças passaram a dizer, corretamente, que o Bitcoin será a grande alternativa para se proteger desse futuro arranjo — como dissemos aqui em artigos recentes.

    Sobre isso, o canal Real Vision, extremamente respeitado no mundo das finanças, com um grande histórico de acertos, e que é de assinatura paga, abriu uma seção gratuita voltada exclusivamente para Bitcoin. A coisa está se espalhando como fogo em mato seco numa montanha íngreme.

    Desde outubro, o Bitcoin já subiu 81% em dólares.

    Como bem disse um leitor aqui, o Bitcoin se tornou aquele "giant sucking sound" que está sugando dólares de todos os lados, privando todos os outros ativos. O ouro, por ser o concorrente mais direto (não é à toa que o Bitcoin é chamado de "ouro digital"), é quem mais irá apanhar.

    O curioso é que a desvalorização das moedas de papel está sendo ainda mais intensa e rápida do que eu havia imaginado (vide os preços dos ativos, principalmente nos EUA). Só que o ativo majoritariamente escolhido para se proteger disso foi o Bitcoin. E eu não previ isso.

    Os fundamentos para o ouro no longo prazo permanecem inalterados (se eu mudar de ideia, irei avisar). Só que sua subida será mais lenta do que o previsto. No curto prazo, ele irá sangrar bastante por causa dessa transição para o Bitcoin.
  • Fabrício  24/11/2020 14:40
    O Bitcoin continuará subindo enquanto os governos do mundo estiverem imprimindo moeda. Como é mais fácil, menos burocrático e mais sigiloso comprar Bitcoin do que ouro, o BTC eventualmente irá substituir o ouro como proteção.

    O BTC só irá parar de subir quando os Bancos Centrais pararem de inflacionar. Isso vai acontecer? Pois é.

    Ainda mais se levarmos em conta o advento das CBDCs, que vão institucionalizar e tornar ainda mais "eficiente" a inflação monetária (hoje, boa parte do dinheiro impresso fica retido nos bancos; as CBDCs vão corrigir isso), não há nenhum limite para o BTC no curto prazo.
  • Eugenio o Ingenuo  24/11/2020 19:32
    Ouro nesse momento a R$312,23, sendo que ao meio-dia estava em R$311 e no começo do mês em quase R$350.

    Então é possível que o valor ainda poderá cair ? Devo esperar mais um pouco ou posso me arriscar a comprar um pouco ?

    Desde já obrigado a todos.
  • Caio Andrade  25/11/2020 15:04
    Mesma dúvida aqui. Adquiri mais um pouco físico e estou cogitando aportes no fundo XP.
  • Eugenio o Ingenuo  25/11/2020 19:34
    Retornando depois de um dia:

    Ouro nesse momento a R$308,70. Será que ultrapassa a barreira dos R$ 300 ?
  • Meirelles  25/11/2020 19:47
    Torcendo para que sim. Já passou da hora de uma correção pra eu poder entrar mais forte. Por enquanto, voltou apenas aos valores do fim de julho. Isso não é nada. Quero que volte pelo menos aos valores de março. Aí entro com tudo.

    Por enquanto, sigo mais alocado em Bitcoin e Zilliqa, que deu uma porrada monstra recentemente.
  • Fernando  30/11/2020 11:24
    Ola

    Entendo que o Bitcoin esta causando um grande choque, parece que todos estao correndo pra ele mesmo. Mas essas quedas continuas do ouro causam um desconforto, o que voces fazem para permanecerem nele ? (Por mais que se saiba que ele eh um investimento a longo prazo, as vezes da a impressao que ele nao vai parar de cair)
  • Leandro  30/11/2020 13:33
    Vai continuar sofrendo bastante no curto prazo. Além dos já citados Stanley Druckenmiller, Michael Saylor e Ricardo Salinas, ninguém menos que Paul Tudor Jones recentemente também anunciou forte posição em Bitcoin.

    E, para completar, ontem, o Raoul Pal, um dos mais respeitados consultores macroeconômicos do mundo, e dos que mais acerta, [link=twitter.com/RaoulGMI/status/1333228518784856066]anunciou que iria hoje vender tudo o que tem de ouro para dar all in no Bitcoin[/link]. Ele terá nada menos que 98% do seu patrimônio alocado em Bitcoin.

    E, como dito, a desvalorização das moedas estatais está sendo ainda mais forte que o previsto (vide a derrocada do índice DXY e os atuais preços dos ativos americanos), só que a fuga, pela primeira vez na história, não está sendo em direção ao ouro, mas sim em direção ao Bitcoin (e, em menor intensidade, ao Ethereum). E isso eu realmente não previ.

    O Bitcoin continua sendo, cada vez mais, o "giant sucking sound" que está sugando dólares de todos os lados. O ouro, por ser seu concorrente mais direto (o Bitcoin é chamado de "ouro digital" não à toa), é quem mais irá apanhar neste curto prazo.

    Continuo com minha visão de longo prazo para o ouro, pois os fundamentos para sua subida não se alteraram (com efeito, ficaram ainda mais intensos). Só que sua subida será bem mais lenta e muito mais volátil do que o previsto. A conjunção de desvalorização, Grande Reset e Central Bank Digital Currencies estão empurrando os mais experientes para o Bitcoin. Essa foi a grande mudança de paradigma.
  • Fernando  30/11/2020 15:18
    Interessante Leandro, entao por que nao acreditar que o Bitcoin vai continuamente se valorizar enquanto o ouro se desvaloriza? Tanto no curto quanto longo prazo. Eu digo isso justamente pela posicao desses investidores migrando para o BTC.
  • Leandro  30/11/2020 16:55
    Eu também creio em uma contínua valorização do BTC. Já o ouro tem um piso. Não tem como ele cair continuamente, tanto por causa da forte expansão monetária global quanto por causa dos seus fundamentos. Ouro barato em cenário de alta inflação monetária, juros reais negativos (e muito) e grande incerteza econômica seria um cenário totalmente inédito.

    Pode até acontecer, mas, se acontecer, será a primeira vez na história. Praticamente um cisne negro.
  • Trader  30/11/2020 14:12
    E para completar, ninguém menos que o respeitado historiador Niall Ferguson também entrou para o time do Bitcoin, e escreveu uma coluna para a Bloomberg dizendo que o governo americano deveria integrar o BTC ao sistema financeiro do país.

    www.bloomberg.com/opinion/articles/2020-11-29/bitcoin-and-china-are-winning-the-covid-19-monetary-revolution
  • Caio Andrade  02/12/2020 13:35
    > o que voces fazem para permanecerem nele ?

    É preciso exercitar o controle emocional. Aqueles que conhecem o ativo e que confiam nele no médio/longo prazo precisam deixar de reagir pelo instinto, ignorando quer o oba-oba quer o desespero.
  • Ex-carioca  24/11/2020 11:46
    Curioso que o preço dos alimentos e aluguéis em dolar na Argentina são menores que no Brasil (As vezes mais de 50%, vejam o último vídeo das brasileiras que moram na Argentina MM Assis)

    Entretanto, como já sabemos, o Argentino enfrenta a penúria porque recebe em pesos e os pesos são controlados pelo Paulo Jegues de lá.

    O salário mínimo na Argentina está na faixa de 100 dólares ao passo que o salário minimo no Brasil está cerca de 180 dólares.

    Esses 180 dolares do brasileiro estão em condições semelhantes aos 100 dolares do argentino porque 1 dolar no Brasil vale muito menos que 1 dólar na Argentina. Aqui temos gastar mais dólares para comprar o mesmo item. O leite de saquinho na Argentina custa $0,26 e no Brasil custa $0,58

    Efetivamente estamos tão pobre quanto os argentinos
  • Ricardo  24/11/2020 14:31
    Qual taxa de câmbio você está usando para a Argentina? Você tem de considerar que o único dólar acessível ao argentino é o dólar blue, que é comprado ilegalmente no mercado negro (argentino não tem acesso a dólar na cotação oficial do governo).

    Eis o preço do dólar blue: 161 pesos

    www.dolarhoy.com/cotizaciondolarblue
  • Ex-carioca  24/11/2020 16:00
    Exato. Esse foi o dólar que as meninas usaram no vídeo.

    www.youtube.com/watch?v=AOhzODchqgI

  • Régis  24/11/2020 20:39
    Vídeo muito bom. Ele mostra, na prática, a importância de se fugir da moeda estatal nacional e poupar sempre em moeda forte.

    Os preços em pesos são um acinte para o argentino comum, que está desempregado e sem renda (tanto é que o supermercado está completamente vazio; o argentino não tem renda para comprar nada ali), mas em dólares são uma pechincha.

    Como o dólar sobe religiosamente todo o dia na Argentina, e sobe mais do que a inflação de preços, ele acaba funcionando como um CDI turbinado.

    O cenário é basicamente o mesmo do Brasil na década de 1980: quem poupava na moeda nacional se estrepou todo. Já quem poupava em dólares ganhava poder de compra diariamente.

    Não é à toa que estrangeiro mais descolado, que tem moeda forte, gosta de se mudar para país bananeiro: se ele tiver a moeda certa, ele ganha poder de compra. Basta que sua moeda se valorize mais do que a inflação de preços local (o que, na Argentina, é garantido).

    E não é à toa que o argentino comum está tendo de desenterrar carne estragada para se manter vivo. Para ele, nem mesmo uma carne nova a 4 dólares é viável.

    g1.globo.com/pr/oeste-sudoeste/noticia/2020/11/20/sem-ter-o-que-comer-moradores-de-porto-iguacu-cavam-para-pegar-12-mil-caixas-de-frango-descartadas-por-orgao-sanitario.ghtml

  • Ex-carioca  24/11/2020 22:35
    Pois é.

    A minha grande surpresa no vídeo das meninas foi que sabidamente o sistema produtivo argentino está muito mais machucado que o brasileiro e, mesmo assim, os produtos conseguem chegar à prateleira com um preço menor (normalizado em moeda forte) quando comparados aos do Brasil.

    O nosso agravante em relação à Argentina é o custo Brasil - uma disfuncionalidade que o estado brasileiro causa no sistema produtivo do país que tem como resultado o elevado (desnecessário) preço alto no produto final.

  • Régis  24/11/2020 23:58
    Preço final está totalmente ligado ao poder de compra da população local. As coisas em Zurique são mais caras que em São Paulo. As coisas em São Paulo são mais caras que no interior do Maranhão.

    O fato de as coisas estarem baratas em dólar na Argentina mostra apenas como a moeda local está depreciada e como a população local está sem poder de compra nenhum. Não existe supermercado com preço alto em região pobre. E não existe supermercado barato em região rica.

    Por fim, qualquer supermercado brasileiro, com preços em dólares bem maiores do que estes, estaria bem mais cheio. Com efeito, você raramente vê supermercado vazio no Brasil.


    P.S.: no Brasil, pelo menos até agora, não houve nenhuma notícia de desabastecimento em supermercado.
  • Carlos Alberto  24/11/2020 20:49
    Inflação alta, como a da Argentina, é o atalho mais garantido para se criar uma sociedade de castas. Estrangeiros residentes no país, bem como aqueles cidadãos que pouparam em dólares, acham tudo muito barato. Já o infeliz que ficou na moeda nacional não consegue comprar nada.

    Lembrando que o atual governo proibiu os cidadãos nativos de comprar o dólar blue, o que aumentou ainda mais a divisão de castas.

    Os produtos são rigorosamente os mesmos. Muda apenas a moeda utilizada para precificá-los. E quem tem a moeda certa está acima do concidadão que está com a moeda errada.

    Veja aquela posta de carne magrinha: quase 500 pesos. E pensar que até o fim 2001 um peso valia um dólar…

    A destruição da moeda está sempre a um governo de distância…
  • Imperion  30/11/2020 15:04
    A Argentina é rica. Demorará anos de saques da esquerda pra acabar de vez com o país. Já o Brasil sempre flertou com a pobreza. Deu uma melhoradinha básica, mas pra quem tá muito la atrás, na comparação não sai muito bem. 
  • Richard  24/11/2020 12:24
    Lendo os comentários percebe-se que os liberais são tão agressivos quanto os esquerdinhas. Os caras mesmo concordando entre si se xingam, vai entender... A culpa não é a economia, é o brasileiro, seja lá de qual lado que ele esteja.
  • Vinícius  24/11/2020 14:42
    Sim, aqui é o oposto de um "safe space". Sem lugar para snowflakes. Mas a participação é voluntária.
  • Richard  24/11/2020 18:48
    Nada a ver uma coisa com a outra. Mas em um lugar de pessoas civilizadas discutindo algo é mais apropriado usar argumentos livres de adjetivos, não por ofensa, mas por inteligência.
  • 4lex5andro  24/11/2020 13:05
    Nesse artigo e nessa seção entende-se por que a saída do Brasil é - e sempre foi - o aeroporto internacional mais próximo.
  • Igor Quebec  24/11/2020 16:19
    Há algum tutorial que ensine como comprar Bitcoin? Que corretoras, se esse é o termo correto, etc.

    Pergunto por proteção ao invés de especulação. Tenho preferência, até mesmo amor, por ouro físico, mas pelo visto o futuro será tenebroso com ou sem o Creepy Uncle Joe na presidência dos EUA e será preciso diversificar um pouco. Por mais que o reset seja mais devagar nos EUA acho que vai ser relativamente rápido na Europa e América Latrina.

  • FL  24/11/2020 19:56
    Tive a mesma dúvida um tempo atrás, e todos os métodos passavam por abrir contas em corretoras, mandar uma variedade de documentos, não ter nenhuma confiança nas opções... fiquei com preguiça de ir mais atrás (pelo jeito, um grande erro meu), pq achei que seria algo mais simples... se alguém tiver alguma sugestão de como operacionalizar, por favor, compartilhem!
  • Caio Andrade  26/11/2020 22:34
    Senhores, é muito mais simples do que parece.

    Precisam apenas criar conta em alguma corretora (Foxbit, Mercado Bitcoin). É tudo online, pelo site ou pelo aplicativo.

    Aberta a conta, é só transferir reais para sua conta na corretora e converter em bitcoins.

    Há vários tutoriais no youtube.

    P.S.: não há espaço para "preguiça". É preciso se informar minimamente antes de entrar em qualquer ativo. Quanto ao bitcoin, recomendo o livro abaixo:

    www.amazon.com.br/Bitcoin-Red-Pill-Renascimento-Tecnol%C3%B3gico-ebook/dp/B08KGQ8P65

    Dá pra ler numa sentada.
  • FL  27/11/2020 12:56
    Caro Caio, posso dizer que entendo muito bem o funcionamento da coisa toda. Meu ponto é apenas como operacionalizar: eu vi exatamente estas duas corretoras que você indicou, e não tive a menor confiança nos processos deles. Uma pergunta simples que eu fiz na época foi se eu conseguiria transferir os bitcoins para a minha carteira, ou se ficariam em posse da corretora. Eles simplesmente não souberam me responder, fiquei com o pé atrás e não dei seguimento.
  • Lucas  27/11/2020 23:00
    Uma pergunta simples que eu fiz na época foi se eu conseguiria transferir os bitcoins para a minha carteira, ou se ficariam em posse da corretora. Eles simplesmente não souberam me responder, fiquei com o pé atrás e não dei seguimento.

    Estranhíssimo eles não saberem responder uma pergunta simples dessa!

    De qualquer forma, essa informação pode ser facilmente encontrada na Central de Ajuda das respectivas corretoras:

    Foxbit: foxbit.com.br/blog/categoria-de-perguntas-frequentes/depositos-e-saques-de-bitcoin-na-foxbit/ (Item: 'Como sacar Bitcoin na Foxbit')

    Mercado Bitcoin: suporte.mercadobitcoin.com.br/hc/pt-br/articles/360038937131-Como-receber-criptomoedas-
  • Caio Andrade  28/11/2020 18:42
    Em ambas as carteiras às quais me referi é possível, sim, transferir os BTC para uma carteira auto-custodeada de sua preferência.
  • Cuck  24/11/2020 21:50
    Qual o futuro do Ocidente? Seremos todos adeptos ao cuckismo? O avanço do progressismo cultural e da sua lacrosfera, qual a previsão de vcs? Eu to pessimista, jaja pronome neutro vira lei
  • Murilo D  25/11/2020 21:55
    E em são paulo querem transformar a cidade em CARACAS com Covas e boulos no segundo turno
  • Cr0ber  26/11/2020 02:30
    ***OFF-TOPIC***

    Eu já fiz uma pergunta sobre micro economia aqui -no artigo passado se não me engano - e uma pessoa ( com o nome coincidentemente de professor) me respondeu, eu estava me preparando para uma prova que foi-me enviada agora, eu só preciso saber como eu consigo resolver essa questão, e ficaria grato se me ajudassem a responder.

    "A elasticidade do preço-demanda do jogo Sport x Ibis é -1,158. O ingresso custa R$30,00 e a FPF quer dar um aumento de 15% no preço do ingresso.
    Qual será o impacto no lucro?
    Admita custos totais de R$50,00, se precisar."


    Desde já agradeço a atenção!

  • Professor  27/11/2020 15:31
    Meu caro, será seu último almoço grátis aqui. Afinal, você nem sequer se dignou a agradecer a última ajuda.

    1) Suponha 100 pessoas comprando ingressos a R$ 30. Receita total será de R$ 3000.

    2) Se a elasticidade-preço da demanda é de -1,1580, isso significa que, para cada 1% de aumento no preço do ingresso, a demanda cairá 1,1580.

    3) Sendo assim, multiplique 15% (que é o aumento do preço) por -1,1580. Você encontrará o valor de -17,37. Este é o total da queda de ingressos demandados.

    4) Ou seja, se inicialmente 100 pessoas iriam ao jogo, agora apenas 82,63 pessoas (100 - 17,37) irão.

    5) Com o ingresso agora valendo R$ 34,50 (R$ 30 + 15% de aumento), temos que 82,63 pessoas irão pagar R$ 34,50 por ingresso.

    Ou seja, a receita será de R$ 2.850,74.

    6) Portanto, originalmente, a receita seria de R$ 3.000. Agora, após o aumento de preço, a receita será de R$ 2.850,74.

    Queda de 4,9755%. Ou seja, 5% de queda na receita.

    Como ele disse que o custo é o mesmo para ambos os cenários, então a queda no lucro será de 5%.
  • Crober  27/11/2020 17:15
    Caramba, eu achei que tinha agradecido kkkkkkk!

    Obrigado Professor!, pela disponibilidade de responder aos questionamentos!

    Alias, essas respostas não só foram de grande valia para prova como também para conhecimento em microeconomia! (Mesmo, sabendo que a microeconomia tal qual eu aprendo pode não me ajudar muito em relação a economia austriaca)

    No mais, obrigado novamente!
  • Eugenio o Ingenuo  26/11/2020 18:35
    Hoje foi a vez do Bitcoin desvalorizar aproximadamente em quase 11%.
  • Meirelles  26/11/2020 21:02
    E aí, aproveitou essa Black Friday para comprar? Promoção igual a essa, num ativo dessa qualidade, olha… desconheço. Eu comprei. E bem.

    P.S.: juro que não consigo entender pessoas que se assustam com queda de preço em um ativo que é para se ter para longo prazo (e não para fazer day trade). Eu sempre vejo queda de preço como promoção. Nunca entendi quem acha ruim comprar barato, preferindo comprar caro. Quando o Ibovespa caiu para 60 mil em março ninguém queria. Hoje, a 110 mil, tá todo mundo comprando animado. Sério, não entendo mesmo.
  • Lucas  26/11/2020 23:00
    Hoje foi a vez do Bitcoin desvalorizar aproximadamente em quase 11%.

    Isso é chamado de 'correção'.

    Sempre quando o preço de um ativo sobe consistentemente ou cai consistentemente, correções acontecem. Isto é, se o preço sobe muito, em algum momento ocorrerá uma queda (que pode ou não ser sucedida por uma nova subida). Se o preço cai muito, em algum momento ocorrerá uma alta (que pode ou não ser sucedida por uma nova queda). Se você analisar o gráfico do bitcoin, verá que várias correções ocorreram ao longo do tempo. Por exemplo, se você comparar o preço de hoje com o preço do início do ano, constatará uma alta. E se você analisar o gráfico, constatará que várias correções ocorreram ao longo do tempo. Absolutamente normal e esperado. Para ser sincero, achei até que demorou para ocorrer.

    Desde que atingiu R$ 90 mil, o preço não parava de subir. Quando chegou aos R$ 100 mil, achei que iria corrigir. Mas não, continuou subindo até atingir os R$ 105 mil para só então a correção vir. Dado o longo tempo sem quedas, era esperado que, quando ocorresse, a queda seria mais forte.

    Então, em vez de me assustar com isso, tudo o que eu tenho a dizer é: "finalmente"!
  • Bitcoiner  27/11/2020 00:36
    Caiu tanto que voltou ao mesmo nível de… uma semana atrás. Um espanto. (O Ibovespa, mesmo subindo, está no mesmo nível de dezembro de 2019).


    Dica sincera: se você tremeu todo com essa quedinha Nutella (que, no final, foi de apenas 8%; ou seja, nada. Sou da época em que BTC chegava a cair 70% num dia), então não compre jamais. Fique apenas no CDI. Ali é garantido que todo dia vai subir.
  • Meirelles  30/11/2020 13:34
    E então, aproveitou a Black Friday ou deixou passar? Por dois dias, o BTC ficou dando sopa a R$ 88 mil reais. Hoje, já está a R$ 102 mil.

    Quem ainda não entendeu que "caiu, comprou" nunca irá formar patrimônio.
  • Cirão  02/12/2020 00:20
    Ótimo texto.
  • YURI - SÃO CARLENSE  02/12/2020 02:01
    Cortes de impostos são sempre benéficos.

    Entretanto, me parece que não houve redução dos gastos públicos nesse período nos EUA (me corrijam se eu estiver errado).

    Redução de tributos sem uma correspondente redução nos gastos públicos não geraria um aumento ainda maior no deficit/dívida do governo no longo prazo?

    O governo em vez de sugar recursos da sociedade através dos impostos, acabará sugando através de empréstimos ´pra financiar seu deficit (sugando a poupança).

    Ao mesmo tempo que é benéfica, essa redução de impostos não poderia estar contribuindo para um cenário ruim no futuro (elevaçao do deficit)?
  • Vladimir  02/12/2020 02:31
    Correto, mas vale lembrar que os EUA usufruem um privilégio incomparável: por ter a moeda internacional de troca, e pelo fato de os títulos do seu governo serem considerados os mais seguros do mundo (exatamente porque o país detém a moeda internacional de troca), os seus déficits podem ser tranquilamente financiados por estrangeiros.

    O Brasil não tem esse luxo. Nenhum país da América Latina tem esse luxo. Nem mesmo os europeus têm esse luxo (o euro não é o dólar, não é a moeda internacional de troca, e ainda há o risco cambial). Apenas os EUA têm esse luxo.

    Com os estrangeiros financiando seus déficits, a poupança do americano fica livre para financiar investimentos produtivos.

    Coisas que apenas o padrão de moeda de papel consegue conceder. Fosse um padrão-ouro, ou um padrão Bitcoin, não teria essa mamata para o governo americano.
  • cmr  21/01/2021 06:07
    Fosse um padrão-ouro, ou um padrão Bitcoin, não teria essa mamata para o governo americano.
    E essa mamata está, felizmente, com os dias contados.
  • Humberto  20/01/2021 05:07
    Lendo esse texto, me convenço ainda mais que o Laranjão só pode ter perdido por fraude eleitoral.
  • cmr  21/01/2021 04:06
    Você acredita mesmo que a justiça americana deixaria barato uma fraude nas eleições?.

    Não confunda a verdade com o que você gostaria que fosse.
  • Liberal  21/01/2021 11:13
    "Você acredita mesmo que a justiça americana deixaria barato uma fraude nas eleições?."

    Sim
  • Edujatahy  21/01/2021 18:21
    "Você acredita mesmo que a justiça americana deixaria barato uma fraude nas eleições?"

    Você acredita mesmo na imparcialidade e idoneidade de uma justiça estatal monopolista formada por burocratas?
  • cmr  22/01/2021 01:53
    Você acredita mesmo nos canalecos de YouTube, tablóides sensacionalistas pró Trump,...
    ...
    ...
    ... vários posts depois.

    Você acredita mesmo na nova ordem mundial, nos conspiracionistas, terraplanistas, reptilianos,...

    ...
    ...
  • anônimo  23/01/2021 19:50
    "Você acredita mesmo na nova ordem mundial, nos conspiracionistas, terraplanistas, reptilianos,..."

    Onde está isso?
  • Imperion  21/01/2021 00:39
    A explicação é que o americano nativo quer proteger seu dinheiro, mas os democratas de esquerda atraem imigrantes, pagam benefícios com o dinheiro alheio e ainda dão direito a voto.

    Com isso os assistencialistas são maioria que os produtivos. E assim se vende a América. E aqueles americanos que não são bobos, vão migrar com seu dinheiro pra fora.
  • Gustavo Henrique  21/01/2021 14:46
    "Liberais" anti-imigração. A gente vê por aqui.
  • Imperion  21/01/2021 18:20
    Uma coisa é imigração. Outra coisa é assistencialismo pra comprar votos de imigrante.
  • Felipe  21/01/2021 19:34
    Eu sou open border, o que julgo ser algo politicamente incorreto. Uma página de libertários dos EUA me passou alguns artigos sobre o tema, acho que até perdi. Se encontrar, eu passo.

    Tem um site só sobre isso.
  • Tiago Voltaire  23/01/2021 17:33
    Isto é fake. Não é qualquer um que tem direito ao voto nos EUA. Imigrantes trabalham e trabalham muito nos EUA, ajudando a economia crescer.

    Republicanos racistas têm um discurso semelhante aos democratas antiglobalização: culpar os trabalhadores migrantes por tudo e pedindo medidas para impedir que novos trabalhadores apareçam.
  • Felipe  23/01/2021 22:19
    A grande maioria de imigrantes não tem cidadania. Só pode votar quem tem cidadania americana. Mesmo quem é LPR, que pode morar no país permanentemente e legal, não pode votar.
  • WMZ  21/01/2021 01:33
    Vamos analisar.

    Os cidadãos pagam 1000 de impostos e compram coisas com o que sobra.

    O governo decide cortar pela metade os impostos e, então, os cidadãos poderão comprar mais coisas, obviamente.

    Porém, para que os cidadãos consigam comprar mais coisas elas deverão ser produzidas antes.

    A demanda por coisas tende a aumentar mas a oferta ainda não cresceu. A inflação dos preços tende a aumentar.

    Então, o corte de impostos seria inócuo, no sentido de estimular a compra de mais coisas, já que estas ainda não foram produzidas.

    Tem a poupança mas imagine se todos os brasileiros colocassem dinheiro na poupança? O rendimento cairia entretanto os empréstimos poderiam ficar mais baratos.

    Com os empréstimos baratos, haveria uma maior demanda por investimentos (que são diferentes das "coisas").

    Mas o problema não foi resolvido porque as fábricas que produzem os investimentos ainda não foram produzidas para atender a nova demanda por investimentos, assim como ocorreu com as coisas.

    Ora, qual é a diferença entre cortar impostos e estimular a demanda agregada?
  • Supply-sider  21/01/2021 05:12
    Você acabou de descobrir a diferença crucial entre cortar impostos sobre empresas e cortar impostos sobre bens de consumo.

    A primeira medida é totalmente do lado da oferta. Ela gera maior produção e, logo, maior oferta de bens e serviços. Já a segunda medida é totalmente do lado da demanda, podendo acarretar esses problemas que você mencionou.

    Eu sou totalmente a favor de todo e qualquer corte de impostos, até mesmo por uma questão de moral e ética, mas a teoria supply-side sempre deixou claro que há cortes de impostos que beneficiam a economia (o cortes sobre os produtores) e cortes que apenas trazem benefícios de curto prazo (cortes sobre consumo).

    Em tempo: cortes no imposto de renda de pessoa física estimulam mais produção (pois o indivíduo passa a poder reter uma maior fatia dos frutos do seu trabalho) e mais investimento (o agora maior volume de dinheiro sobrante pode ser investido para financiar atividades produtivas). Por isso, estão na mesma categoria de cortes de impostos sobre empresas.
  • Felipe  21/01/2021 13:43
    Mas os cortes nos impostos sobre consumo também vão atingir os produtores, beneficamente.
  • WMZ  25/01/2021 01:08
    Supply-sider, mas é claro que daria no mesmo.

    Veja, o governo deixou de taxar o setor produtivo. Obviamente, haverá uma tendência do setor produtivo de investir mais (máquinas, mão de obra etc). Entretanto, todas essas coisas deverão ser produzidas antes pois, de outro modo, teríamos uma inflação no preço dos bens demandados pelo setor produtivo.

    Uma coisa que eu notei há algum tempo foi uma momentânea explosão dos preços das placas de vídeo (nVidia e afins). Por que? Mineradores de criptomoedas "investiam" comprando placas de vídeo para ajudar na tarefa de mineração. (óbvio que a área dos mineradores de bitcoin é um pouco diferente da área dos agricultores, por exemplo, mas o exemplo serve para ilustrar)
  • Ex-microempresario  21/01/2021 19:12
    Supondo que a redução de impostos tenha credibilidade (isto é, as pessoas não fiquem desconfiadas que um mês depois vai voltar a subir):

    - O poder aquisitivo das pessoas aumenta, elas tendem a consumir mais.

    - Como a produção não cresce instantaneamente, haverá uma subida nos preços que inibirá o consumo.

    - Algumas pessoas vão adiar o aumento de consumo e deixar o dinheiro no banco. Haverá mais crédito para os produtores.

    - Outras pessoas vão consumir mais mesmo com a subida de preços. A maior margem de lucro ajudará os produtores a aumentar sua produção.

    - Algum tempo depois, a produção aumenta, os preços voltam a cair, todo mundo pode consumir mais.

    - Com os produtores vendendo mais, eles também passam a consumir mais e o ciclo se realimenta.

    Toda alteração na economia tem um período de ajuste, que pode ser mais longo ou mais curto, mas de um jeito ou de outro toda redução de impostos acaba sendo boa e todo aumento de imposto acaba sendo ruim.

    A diferença entre "reduzir impostos" e "estimular a demanda agregada" é que o ato de comprar basicamente serve para trazer satisfação a quem compra.

    Reduzir impostos permite que as pessoas comprem mais: as pessoas ficam mais felizes.

    "Estimular a demanda agregada" significa o governo usar o dinheiro dos impostos para comprar: o governo fica mais feliz.
  • Zero  23/01/2021 19:06
    Li vários artigos na mídia sobre o "legado Trump". E nenhum deles fala nada parecido com o que está no texto.

    O jornalismo de fato morreu, só falta enterrar.
  • Felipe  05/02/2021 13:42
    Falando em salário, eis que eu visito o site do Ministério do Trabalho de Singapura, e me deparo com isso:

    "Existe um salário-mínimo prescrito para trabalhadores estrangeiros em Cingapura?

    Não.

    Por uma questão de política nacional, o MOM não prescreve salários mínimos para todos os trabalhadores em Cingapura, sejam eles locais ou estrangeiros. Se os salários devem aumentar ou diminuir é melhor determinado pela demanda do mercado e pela oferta de mão de obra.

    Os empregadores devem pagar seus funcionários (sejam locais ou estrangeiros), com base em suas habilidades, capacidades e competências. Uma estrutura de remuneração competitiva pode ajudar uma empresa a motivar seus funcionários e reter funcionários valiosos."
  • Caro anonimo  05/02/2021 17:33
    Provavelmente nunca veremos o ministério do trabalho daqui dizendo uma coisa dessas, infelizmente.
  • Felipe  05/02/2021 19:10
    Esses são os raros países onde não existe o salário-mínimo:

    -Suécia;
    -Dinamarca;
    -Islândia;
    -Suíça (exceto o cantão Neuchâtel, com salário-mínimo de 22,6 francos suíços por hora);
    -Singapura;


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