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Por que defender o socialismo é defender a escravidão (e pior)
Socialismo é o oposto de planejamento, o qual só ocorre no capitalismo

O socialismo, por definição, é a propriedade estatal dos meios de produção. Terras, empresas, fábricas, indústrias, instalações industriais, maquinários, ferramentas, caminhões, tratores, computadores etc. — ou seja, tudo que sejam bens de capital — pertecem ao estado.

Dado que todo trabalho requer o uso de meios de produção, então, sob o socialismo, o governo é o empregador monopolista universal. 

Todos são forçados a trabalhar para o governo. Todo indivíduo é escravo do governo.

Por não haver nenhuma concorrência entre patrões, o nível natural de salários sob o socialismo é o de subsistência mínima (o salário médio em Cuba é de 29 dólares por mês; na Venezuela, após um grande reajuste, o salário mínimo foi elevado para quase 5 dólares por mês). 

E, mesmo que tivesse as condições, um estado socialista sempre tem algo mais importante para atender do que o padrão de vida de seus cidadãos.

O ideal moral do socialismo é "de cada um de acordo com suas capacidades, para cada um de acordo com suas necessidades". No entanto, dado que a capacidade de oferta sempre será limitada e dado que a necessidade demandada sempre será ilimitada, o socialismo, na prática, proclama que o seu mundo ideal é um mundo de escassez ilimitada, no qual quem obterá o que e quando será determinado estritamente pela força bruta e arbitrária.

Isso inclui o estado estipular quem trabalhará com o quê, onde e em que medida. No socialismo, todo indivíduo é uma ferramenta passiva do governo, esperando que lhe digam o que fazer, como fazer e onde fazer.

A natureza do socialismo é revelada em sua adesão à proposição de que o indivíduo é apenas o meio para os fins da sociedade.

E dado que a "sociedade" não tem uma existência real separada dos indivíduos que a compõem, o que isso realmente significa é que o indivíduo será o meio para aqueles fins profetizados pelos governantes da sociedade.

E o que isso significa é simplesmente que o indivíduo é o meio para os fins dos governantes.

A escravidão sob o socialismo é a pior forma de escravidão. Um escravo é propriedade do estado, e não de qualquer indivíduo privado, o qual vivenciaria como seu prejuízo o ferimento ou a morte do escravo. Sob o socialismo, a vida e o bem-estar do escravo não têm valor. Por isso, milhões são dizimados.

Sendo assim, o socialismo começa na escravidão e termina no genocídio.

Por tudo isso, não importa quão bonito e simpático seja o seu discurso: o fato é que, sempre que você ouvir um socialista ou falar com um socialista, saiba que está lidando com alguém que busca escravizá-lo e que é cúmplice de um possível assassinato em massa.

O verdadeiro altruísmo

Em uma sociedade capitalista, os meios de produção estão em mãos privadas. Consequentemente, e por mais paradoxal que pareça, eles servem aos diretamente aos indivíduos consumidores. 

Quem se beneficia fisicamente das fábricas e indústrias são todas aquelas pessoas que compram seus produtos. Por isso, para uma pessoa prosperar no capitalismo, ela tem necessariamente de atender os desejos e necessidades de terceiros.

Sob o capitalismo, o que um homem ganha não representa a perda de um outro, mas sim o ganho de outros. 

O indivíduo só conseguirá se beneficiar a si próprio ganhando dinheiro que ele recebe de outros que voluntariamente adquiriram seus bens e serviços, e que, por isso, valorizaram mais os bens e serviços oferecidos do que o dinheiro que gastaram para adquirí-los (se não fosse assim, não gastariam o dinheiro na aquisição destes produtos).

E estes outros que adquiriram seus produtos, por sua vez, obtiveram seu dinheiro beneficiando terceiros em um valor maior do que estes lhe pagaram (caso contrário, não teriam feito a transação econômica). 

E assim por diante, até o primeiro dia desta cadeia de trocas voluntárias.

Por isso, o capitalismo é um sistema de cooperação social voluntária no qual cada indivíduo só conseguirá melhorar o seu padrão de vida se ele melhorar o padrão de vida de terceiros. Só prospera quem souber criar valor e levar prosperidade para terceiros.

O capitalismo, com efeito, entrega aquilo que o altruísmo alega oferecer: o trabalho de um indivíduo beneficia vários outros. E ele consegue isso pela força do interesse próprio e não pela força física e pela iniciação de violência contra inocentes.

Já o socialismo é o exato oposto. Sob o socialismo, a prosperidade é proibida. E punida. Todos devem ser igualmente destituídos. Só irá prosperar aquele que estiver no comando deste arranjo.

Socialismo o oposto de planejamento — e sinonimo de tirania

É um erro dizer que o socialismo é um sistema de planejamento econômico. Ao contrário: o socialismo é um sistema de proibição de todo e qualquer planejamento econômico. 

Sob o socialismo, todos aqueles que não sejam membros do Comitê de Planejamento Central são proibidos de fazer planos econômicos.

O planejamento de um sistema econômico está além do poder de qualquer ser que tenha a mínima consciência de suas capacidades mentais: o número, a variedade e a localização dos distintos fatores de produção, as várias possibilidades tecnológicas a que eles podem ser submetidos, e as diferentes permutações e combinações possíveis de tudo aquilo que pode ser produzido por eles são variáveis que estão muito além do poder mental de qualquer gênio; são impossíveis de serem mantidas sob controle de poucas mentes planejadoras. 

Um genuíno planejamento econômico requer a cooperação de todos que participam do sistema econômico. 

Por isso, o planejamento econômico pode existir somente sob o capitalismo, um sistema no qual, a cada dia: empreendedores planejam tendo por base os cálculos de lucros e prejuízos; os trabalhadores planejam tendo por base os salários; e os consumidores planejam tendo por base os preços dos bens de consumo.

Diariamente, há inúmeros empreendedores planejando expandir ou reduzir suas empresas; planejando introduzir novos produtos ou suspender antigos; planejando abrir novas filiais ou fechar algumas existentes; planejando alterar seus métodos de produção ou continuar com seus atuais; planejando contratar novos empregados ou demitir alguns atuais. 

E, também diariamente, há inúmeros trabalhadores planejando aprimorar suas habilidades, mudar de ocupação ou de lugar de trabalho, ou continuar exatamente como estão. 

E há também consumidores, que diariamente planejam comprar imóveis, carros, eletroeletrônicos, carnes ou sanduíches, além de também planejarem como melhor utilizar os bens que já possuem — por exemplo, se devem ir para o trabalho de carro ou utilizar ônibus, taxi ou Uber.

Acima de tudo, cada empreendimento, ao buscar lucros e ao tentar evitar prejuízos, é levado a planejar suas atividades de uma maneira que não apenas sirva aos planos de seus próprios clientes, como também sirva aos planos de todo o sistema econômico — pois tal empreendimento, ao fazer seus cálculos de preços, leva em conta os planos de todos os outros usuários dos mesmos fatores de produção que serão utilizados por esse empreendimento.

Portanto, sob o capitalismo, todos os indivíduos estão diariamente planejando. E isso traz racionalidade e, acima de tudo, liberdade ao sistema econômico.

O funcionamento bem-sucedido de um sistema econômico, portanto, depende do pensamento e do planejamento de todos os seus participantes, cujos planos individuais distintos são harmonizados, coordenados e integrados pelo sistema de preços livres.

Já o socialismo, ao abolir a propriedade privada, abole o sistema de preços (é impossível haver preços de mercado sem propriedade privada) e a divisão intelectual do trabalho (sem propriedade privada, ninguém se especializa, pois os ganhos obtidos pela especialização serão confiscados). 

Isso significa a concentração e a centralização de todas as tomadas de decisão nas mãos de uma única agência: o Comitê de Planejamento Central, sob controle de um Ditador Supremo.

Ao eliminar os incentivos gerados pelo sistema de lucros e prejuízos, junto com a liberdade de concorrência e a propriedade privada dos meios de produção, o socialismo impossibilita por completo o cálculo econômico, a coordenação econômica e, consequentemente, todo o planejamento econômico. 

Assim, o socialismo, ao centralizar todas as decisões econômicas em um comitê central formado por um punhado de burocratas, inevitavelmente resulta em caos econômico.  

Ao entregar a um punhado de burocratas do governo o monopólio intelectual sobre o pensamento e o planejamento necessário para o bom funcionamento de um sistema econômico, o socialismo comete um erro comparável ao de substituir milhões de cérebros livres por apenas um punhado de cérebros de burocratas. Ele exige que as pernas dos burocratas sejam capazes de carregar todo o peso da humanidade.

Isso não é progresso, como afirmam os progressistas, mas destruição. É a supressão intencional e forçada do pensamento e do planejamento, o que só pode resultar em escravidão e destruição. Os socialistas, que se autodenominam "progressistas", em sua coercitiva supressão do pensamento e do planejamento, representam apenas um regresso (ou retrocesso) aos nossos ancestrais selvagens.

Quando destituída de toda a sua charmosa retórica, tudo o que socialistas defendem é o uso de força e da violência para conseguir o que querem: confiscar a propriedade alheia e então obrigar terceiros a trabalhar para alimentá-los. 

E os que se recusarem a aceitar isso são mortos.

Por isso, escravidão e genocídio é a linha cronológica de todo regime socialista. E ladrões, escravizadores, torturadores e assassinos são a real descrição de um socialista, mesmo que ele genuinamente não saiba.

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autor

George Reisman
é Ph.D e autor de Capitalism: A Treatise on Economics. (Uma réplica em PDF do livro completo pode ser baixada para o disco rígido do leitor se ele simplesmente clicar no título do livro e salvar o arquivo). Ele é professor emérito da economia da Pepperdine University. Seu website: www.capitalism.net. Seu blog georgereismansblog.blogspot.com.

  • Latrino  26/10/2020 19:26
    Com nenhuma surpresa, afinal é da América Latina que estamos falando, o populismo venceu. A "assembleia constituinte" foi aprovada.

    Vem aí mais uma "constituição cidadã", cheias de "direitos". Assim especialistas que reclamam da "desigualdade" chilena podem encher a boca e dizer: "temos que resolver isso, está na constituição!".

    Os chilenos irão aprender que um pedaço de papel escrito não enriquece ninguém, porém pode acabar com tudo que conquistaram. Uma pena, outrora um país invejado por seus pares latinos, no futuro muito próximo, será apenas mais uma república bananeira.

    E não podemos deixar de parabenizar o Piñera. O político cagão que tinha a faca e o queijo na mão, e mesmo assim não conseguiu sequer esboçar uma reação com medo da mídia e opinião dominante.
    Afinal, é típico de líderes frouxos que não conseguem propor alternativas próprias.

    O Chile é o país mais rico e o 2° país menos desigual da América do Sul. Enquanto isso, os protestantes e opositores eram simpatizantes do país que 15% da população já foi embora e 93% da população está abaixo da linha da pobreza. E NADA do frouxo sequer citar esse tipo de dado amplamente repetido pela própria mídia esquerdista.

    Os protestos no Chile até tinham algum apoio popular no início, especialmente por causa da impressa. Mas em 2020, acabou. Não apenas estavam esvaziados, como todos já haviam percebido o que de fato os vândalos queriam.

    Era só ter continuado na mesma marolinha, que acabaria com vitória da liberdade. Mas não, a frouxidão falou mais alto. A incapacidade de reagir temendo a opinião midiática impediu de propor uma solução própria e mais simples.
  • Ex-chileno  26/10/2020 19:54
    O Chile é o país mais rico e o 2º menos desigual da América do Sul. E isso tudo graças ao liberalismo econômico chicaguista, implementado e defendido por Pinochet. Vamos ver como o Chile estará daqui 20 anos.
  • Imperion  26/10/2020 21:25
    Aliás, o Chile estava perto de entrar para os países de primeiro mundo. Só faltava mesmo melhorar a complexidade produtiva. Era o único país da América do Sul chegando lá.

    Agora, dependendo do que vai ser essa nova constituição, ele começa a reverter para trás.

    Pode ser que o chileno não tenha cultura e educação ao capitalismo, devido às reformas capitalistas terem sido impostas pelo Pinochet.

    Viveu um crescimento de país rico, mas não queria isso.
  • Paulo Gala fake  26/10/2020 19:33
    Países produtores de cobre no mundo são mais desiguais (guardadas as devidas questões idiossincráticas) do que todos países produtores de máquinas e peças necessárias para a produção de papel.

    A comparação abaixo entre Chile e Malásia é bem ilustrativa. Chile com renda per capita PPP de 21,044U$ e escolaridade média de 9,8 anos, com Gini de 0,49 e posição 72 (ruim) no ranking de complexidade produtiva em 2012.

    Malásia com renda per capita próxima de 22.314U$ PPP, 9,5 anos de escolaridade média, Gini de 0,39 e posição de 24 no ranking de complexidade econômica, patamar bem melhor do que o chileno.

    O Chile continua ainda com uma estrutura produtiva de baixa sofisticação que não estimula acumulo de capital humano, inovação e complexidade produtiva (Imagem: Pixabay)
    Países produtores de cobre no mundo são mais desiguais (guardadas as devidas questões idiossincráticas) do que todos países produtores de máquinas e peças necessárias para a produção de papel.

    A comparação abaixo entre Chile e Malásia é bem ilustrativa. Chile com renda per capita PPP de 21,044U$ e escolaridade média de 9,8 anos, com Gini de 0,49 e posição 72 (ruim) no ranking de complexidade produtiva em 2012.

    Malásia com renda per capita próxima de 22.314U$ PPP, 9,5 anos de escolaridade média, Gini de 0,39 e posição de 24 no ranking de complexidade econômica, patamar bem melhor do que o chileno.


    O Chile continua ainda com uma estrutura produtiva de baixa sofisticação que não estimula acumulo de capital humano, inovação e complexidade produtiva. O aumento da complexidade permite um desenvolvimento mais inclusivo da economia, contribuindo para criação de circuitos virtuosos de desenvolvimento cultural, social e tecnológico que se retroalimentam para formar uma rede produtiva mais sustentável.


    Uma vez que os ganhos de produtividade sejam distribuídos entre os elementos da rede, cria-se o ambiente propício para o desenvolvimento comum onde as inovações e ganhos de eficiência, o desenvolvimento cultural, social e tecnológico promovem os ganhos de produtividade que, por sua vez, se bem redistribuídos, promovem novas ondas de ganhos de produtividade, mais diversidade e complexidade, num ambiente geral de criação de riquezas aliado ao desenvolvimento humano e da qualidade de vida.

    O Chile é desigual pois tem um sistema produtivo ruim, com baixa complexidade e pouca sofisticação. Faltam oportunidades, faltam bons empregos e faltam bons salários: não tem nem empresas nem produtos para gerar essas oportunidades. Um produto sofisticado ou complexo requer maiores habilidades produtivas e, portanto, gera salários mais altos.

    Um produto sofisticado ou complexo gera uma divisão de trabalho relativamente extensa e isso leva à criação de empregos. Assim, um produto sofisticado ou complexo constrói uma classe média forte.

    Um produto sofisticado ou complexo gera longas "escadas de carreira". Isso é importante porque promove a mobilidade social entre os grupos de renda. Uma maior coleção de produtos sofisticados ou complexos na pauta de exportação de um país gera maior "spill over" salarial para outros setores e empregos.
  • Juliano  26/10/2020 20:34
    Tá certo…. Agora, me explica aí: por que essa mesma lógica não se aplica nem à Austrália e nem à Nova Zelândia?

    Eis a principal pauta de exportação da Nova Zelândia: laticínios, ovos, mel, carne, lã, madeira, frutas, nozes, bebidas e peixes.

    Eis a principal pauta de exportação da Austrália: minério de ferro, carne, metais preciosos, e compostos inorgânicos e algum maquinário (porcentagem ínfima).

    Eis a principal pauta de exportações do Chile: cobre, uvas, peixes, polpa de madeira e fertilizantes.

    Detalhe: nem Chile e nem Nova Zelândia possuem possuem fábricas de automóveis. Todos são importados. Já a Austrália possui apenas uma.

    Com o tempo, você vai descobrir que o que define pujança econômica nada tem a ver com exportação, mas sim moeda forte, ausência de inflação, liberdade empreendedorial, divisão do trabalho, poupança, acumulação de capital, capacidade intelectual da população (se a população for burra, a mão-de-obra terá de ser importada), liberdade aos investimentos estrangeiros, respeito à propriedade privada, baixa tributação sobre empreendedores, segurança institucional, desregulamentação econômica, facilidade de empreender, empreendedorismo da população, leis confiáveis e estáveis, arcabouço jurídico sensato e independente etc.

    Países que seguem isso enriquecem (não há exceções).

    Países que desobedecem isso empobrecem (não há exceções).
  • Eslavo  27/10/2020 01:21
    Paulo Gala é o típico desenvolvimentista brasileiro, é incapaz de visualizar a causa e consequência das coisas.
    Complexidade econômica é simplesmente a causa direta da divisão do trabalho e das forças do mercado. Por si só, não tem relação com desenvolvimento (a URSS e o bloco comunista produziam absolutamente tudo o que consumiam, eram desenvolvidos por acaso?). Tem tanta relação com desenvolvimento quanto cobrar impostos altos.
    Forçar a complexidade econômica buscando o desenvolvimento é a prova que desenvolvimentistas já jogaram a toalha e partiram pro socialismo aos moldes soviéticos.
  • Ash  28/10/2020 15:22
    Hernán Büchi (1985-1989) conseguiu produzir um "segundo milagre" chileno (definitivo), que foi por ele idealizado, adotando uma fina calibragem entre certas medidas keynesianas adotadas anteriormente, que manteve, e a reimplantação de algumas medidas do antigo modelo neoliberal dos Chicago Boys, que custaram ao Chile uma queda 30% do seu PIB, até que Büchi encontrasse o caminho certo para o crescimento.

    O PIB do Chile duplicou nos anos seguintes, mas a redução dos gastos sociais aumentou o abismo entre ricos e pobres, fazendo do Chile um dos países com pior desigualdade social e de renda no mundo.

    De 1970 a 1987 a proporção da população chilena abaixo da linha de pobreza saltou de 20 porcento para 44,4 porcento.

    Como que algumas ideias de liberalismo economico pode ter causado um maior aumento na linha da pobreza?
  • Atento  28/10/2020 17:09
    Tirou isso da Wikipedia. Só que a Wikipedia simplesmente não apresentou nenhuma fonte para esse dado da linha de pobreza.

    Ou seja, o militante que escreveu o verbete — dá para notar que é militante pelo uso do linguajar tosco — simplesmente inventou e jogou números, e assim ficou.

    Traga as fontes que confirmem isso, e aí dialogamos.

    P.S.: observe que no verbete em inglês simplesmente não há nada disso. Não há nenhuma menção à linha de pobreza (óbvio, não há dados). Ou seja, em inglês a coisa é mais vigiada.

    P.P.S.: aliás, o verbete em português é tão tosco, que o militante nem sequer fez uma revisão básica. Imediatamente após a afirmação sobre linha de pobreza, surge a seguinte frase:

    "Por outro lado, a zona do Chile Central foi sacudida por um terremoto em 3 de março de 1985, tendo os edifícios de Santiago, Valparaíso e San Antonio sofrido graves danos nas estruturas."

    ???

    O otário fez um "copia e cola" tão às pressas, que esqueceu de apagar algumas coisas.

    E eu aqui perdendo tempo com isso…
  • Javier  28/10/2020 17:16
    Hahaha, que tosqueira. A Wiki em português é terra de ninguém. Lembro de ter lido uma reportagem da Veja dizendo que a revista foi lá e alterou um verbete em português, colocando uma informação falsa para ver a reação. A informação simplesmente ficou lá, sem ser questionada. E aí então a própria revista foi lá e apagou.

    Aliás, o mais legal é que o cidadão que escreveu o verbete nem sequer percebeu sua total incoerência. De 1973 a 1990 o país vivia sob uma ditadura, certo? No entanto, o cidadão jura que essa mesma ditadura fez questão de divulgar dados (1970 a 1987) mostrando um brutal aumento da pobreza sob seu próprio regime… Que ditadura mais sincera!

    Se é pra inventar, que ao menos tenha um mínimo de competência.
  • Carlos Brodowski   26/10/2020 19:42
    Muito didático o artigo. A sacada sobre o planejamento é muito boa, e acho que é a primeiro vez vejo alguém fazer essa abordagem.
  • Diogo  26/10/2020 19:49
    Coreia do Norte confisca cães de estimação

    "[…]as autoridades estão forçando as famílias a se desfazerem dos bichos ou confiscando-os à força. Alguns teriam sido abatidos, outros teriam sido enviados para zoológicos estatais ou vendidos para restaurantes que comercializam esse tipo de carne.

    O governo alegou que a criação dos cães se trata de uma tendência "contaminada pela ideologia burguesa" e alardeou a medida como uma proteção do país contra a "decadência capitalista".
    Porém, o periódico avalia que a determinação parece ser destinada a apaziguar o crescente descontentamento público em meio à grave crise econômica, que inclui escassez de alimentos"

    g1.globo.com/mundo/noticia/2020/08/20/coreia-do-norte-forca-familias-a-doar-caes-de-estimacao-diz-jornal-sul-coreano.ghtml

    noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2020/08/17/norte-coreanos-sao-forcados-a-entregar-caes-para-restaurantes-diz-jornal.htm


    Tradução: famintos e desesperados, agora começarão a comer cachorros de estimação.

    Nenhuma indignação dos burgueses socialistas do Leblon e da Vila Madalena, que dizem amar pets.
  • Ivan Romanov  26/10/2020 20:08
    Dúvida sincera: sem capacidade de calcular, como foi que os soviéticos criaram um avançado sistema de exploração espacial e meterem medo nos americanos na corrida armamentista?
  • Vladimir  26/10/2020 20:18
    Mistério nenhum. A URSS tinha satélites, foguetes e tanques. Só que, exatamente para poder ter essas coisas desnecessárias, sua economia era incapaz de produzir outras muito mais essenciais.

    Havia foguetes, mas não havia geladeiras, carros, fogões, máquinas de lavar e nem sapatos. As pessoas tinham de ficar em filas humilhantes para deixar seu nome numa lista para, dali a vários meses (ou anos), conseguir um sapato do governo.

    No socialismo é assim: ou você imobiliza matéria-prima em foguetes e tanques, ou em fogões, geladeiras, carros e máquinas de lavar. É impossível ter os dois ao mesmo tempo.

    Toda a suposta pujança da tecnologia espacial soviética se deu à custa das privações da população. Recursos escassos foram retirados de todo o resto da economia e direcionados para o setor espacial. Havia material para fazer foguetes porque não havia material para construir geladeiras, calefação, automóveis e os mais básicos eletrodomésticos.

    Numa economia dirigida é assim mesmo: o governo direciona todos os recursos escassos para um único setor, no qual ocorre então uma superprodução, gerando por conseguinte escassez em todos os outros setores (que ficam sem esses recursos escassos).

    De novo: havia fartura de equipamentos militares, mas havia escassez de automóveis, geladeiras, máquinas de lavar e, claro, de alimentos. Quem louva o poderio militar soviético, mas ignora que ele se deu inteiramente às custas do bem-estar da população (exatamente porque a economia era dirigida e não havia sistema de preços livres) revela grande desconhecimento de conceitos básicos de economia.
  • Fiódor Dostoiévski  26/10/2020 20:32
    Uma coisa é o governo conhecer aquilo que ele quer... outra coisa é o governo conhecer aquilo que o povo quer

    O primeiro é fácil, o segundo só pode ser providenciado com eficiência pelo mercado
  • Luzimar Figueiredo Teixeira  27/10/2020 12:41
    Alguém se lembra do Lada? Aquele carrão da URSS importado para o Brasil, eis uma grande resposta do direcionamento dos recursos.
  • Cuca Estival  26/10/2020 21:02
    E não se pode alegar que a ciência soviética era avançada: os soviéticos importaram cientistas para seus programas nucleares e espaciais. pt.wikipedia.org/wiki/Bruno_Pontecorvo
  • Ciro Gomes 2022  26/10/2020 21:34
    Mas entao como a URSS saiu de um pais miseravel no seculo XX pra ser a segunda maior potencial industrial do mundo?
  • Vladimir  26/10/2020 21:42
    Ué, que "potência industrial" era essa que não produzia nada de qualidade (exceto Vodka) e que não conseguia nem sequer produzir alimentos e bens essenciais para sua população, que passava fome?

    Que "potência industrial" era essa que não produzia geladeiras em quantidade suficiente para atender o povo, o qual nem sequer tinha acesso a eletrodomésticos?

    Que "potência industrial" era essa que produzia apenas Ladas?

    Que "potência industrial" era essa que produziu Chernobyl?

    Que "potência industrial" era essa que submetia a população a contínuos racionamentos e desabastecimentos?

    Toda a "potência industrial" se resumia a mandar satélites para o espaço. E como faziam isso? Graças a todos os recursos escassos que foram redirecionados, pelos planejadores centrais soviéticos, para o setor espacial, reduzindo toda a população soviética à penúria.

    De novo: toda a suposta pujança da tecnologia espacial soviética se deu à custa das privações da população. Recursos escassos foram retirados de todo o resto da economia e direcionados para o setor espacial. Havia material para fazer foguetes porque não havia material para construir geladeiras, calefação, automóveis e os mais básicos eletrodomésticos.

    Valeu a pena?
  • Régis  26/10/2020 21:44
    Diga aí algum produto industrializado russo que você tenha em sua residência (lembrando que a Vodka já existia bem antes do comunismo). Na época da URSS, não havia um mísero.
  • Jaílson  26/10/2020 21:53
    Só para reforçar seu argumento: foi a Rússia pré-revolucionária que nos deu a melhor literatura do mundo (pelo menos no meu raquítico juízo), além de Tchaikovski. Depois de 1917, o que a Rússia deu ao mundo nesta área da cultura humana?
  • Alexei  26/10/2020 23:43
    Lembro-me de já ter lido em algum lugar, com direito a fonte e tudo, que o consumo de calorias de um cidadão russo durante o czarismo era maior do que durante o comunismo.
  • Luzimar Figueiredo Teixeira  27/10/2020 12:46
    Grandes mentes na sua opinião, Lolita de Vladmir, cultura inimaginável. O que mais entorpece minha mente e ver pessoas que defende esses destruidores de humanos. Quer saber algo sobre a agora Rússia, leia Desinformação e depois venha nos falar sobre literatura.
  • Jaílson  27/10/2020 13:51
    Dostoiévski, Tolstói, Tchekhov, Pushkin, Turguêniev, Gorki, Lérmontov, Gontcharov, Andreiev, Saltikov-schedrin, e Merejkovsky.

    Quer mais?
  • anônimo  26/10/2020 22:17
    eu teria uma kalashnikov mas nao deixam
  • Ey Ey Eymael 2022  26/10/2020 21:51
    Até o Congo consegue ter a segunda maior indústria mundial. Basta colocar todo mundo para trabalhar, produzindo tudo, e importar algumas coisinhas...

    O difícil mermo é fazer essa "segunda maior indústria do mundo" produzir algo que seja útil e com eficiência, ou seja, produzir algo que atenda a demanda das pessoas. O governo não consegue nem com aquilo que é fácil, como a saúde, a educação e a segurança... quanto mais com aquilo que é difícil, como governar integralmente a economia e conhecer exatamente aquilo que as pessoas querem
  • Alísson Campos  26/10/2020 22:14
    A melhor frase é a de Mises: o socialismo é a abolição da racionalidade econômica. Como não há preços, não há cálculo de custos, de lucros e de prejuízos. Empreendedores (estatais) não têm como incorrer em cálculos econômicos e não têm produzir os bens que estão sendo realmente demandados pelos consumidores. Eles no máximo podem adivinhar. 

    Por isso os famosos casos de sapatos e roupas de tamanho único, e pregos e parafusos uniformes que não serviam nem para pregar telhados.

    Sem preços para balizar as decisões e com burocratas tendo de decidir todas as alocações, trabalhadores são alocados para trabalhar em áreas nas quais não possuem nenhuma vantagem comparativa. Agricultores são enviados para trabalhar em fábricas, e alfaiates são enviados para trabalhar em minas. Trabalhadores estão em linhas de produção erradas tendo de lidar com máquinas e ferramentas que desconhecem.  A economia se torna uma bagunça. Há escassez generalizada, mas excesso de alguns poucos itens (como foguetes e tanques).
  • Jonathan  26/10/2020 22:20
    Tem um filme polonês, uma comédia, chamada Brunet Will Call. É de 1976. Vi uma vez no YouTube, mas parece que tiraram. O filme satiriza situações como essa, mostrando bens de consumo e bens de capital nos lugares mais improváveis. 

    Um açougueiro retira um cabo de embreagem do seu congelador e o repassa ao personagem principal, que paga fornecendo informações sobre a localização de dois carrinhos de bebê que talvez sejam do interesse do açougueiro caso ele venha a gerar filhos gêmeos (os carrinhos estão em uma loja de flores).
  • Alísson Campos  26/10/2020 22:56
    Legal. Vou procurar esse filme.

    Na URSS, como não tinha o sistema de lucros e prejuízos para guiar a produção, o governo estipulava cotas de desempenho. Quando ele instituía uma cota de produção de parafusos, impondo um número mínimo de parafusos a ser produzido, os trabalhadores dessa linha de produção produziam vários parafusos pequenos e inúteis. A cota estava alcançada.

    E aí então, vendo o fracasso, ele mudava o critério e passava a estipular uma cota de parafusos baseada no peso. Os trabalhadores então produziam parafusos massudos e totalmente inúteis — uma situação que era até satirizada em charges.
  • anônimo  26/10/2020 23:35
    Existe algum manual de economia soviético? De quem era a teoria econômica? Do Oskar Lange? Qual é a magnum opus, ou seja, em qual obra eu posso encontrar as informações de como governo socialista planejava a economia?
  • Vladimir  26/10/2020 23:51
    Aí é que tá. Não existe nenhum.

    O próprio Marx nunca mostrou como o sistema de produção poderia ser organizado sob o socialismo pleno. 

    Ele nunca forneceu qualquer detalhe sobre como seria uma sociedade socialista, exceto em uma breve passagem que foi publicada em um livro escrito conjuntamente com Engels e com o homem que os havia apresentado em 1843, Moses Hess. O livro foi intitulado "A Ideologia Alemã" (1845).  Só foi publicado em 1932.  Hess jamais ganhou créditos por sua co-autoria, mas parte do manuscrito aparece em sua coletânea de escritos.

    Eis a descrição do comunismo:

    Assim que a distribuição do trabalho passa a existir, cada homem tem um círculo de atividade determinado e exclusivo que lhe é imposto e do qual não pode sair; será caçador, pescador, pastor ou um crítico, e terá de continuar a sê-lo se não quiser perder os meios de subsistência

    Na sociedade comunista, porém, onde cada indivíduo pode aperfeiçoar-se no campo que lhe aprouver, não tendo por isso uma esfera de atividade exclusiva, é a sociedade que regula a produção geral e me possibilita fazer hoje uma coisa, amanhã outra, caçar da manhã, pescar à tarde, pastorear à noite, fazer crítica depois da refeição, e tudo isto a meu bel-prazer, sem por isso me tornar exclusivamente caçador, pescador ou crítico.

    Esta fixação da atividade social, esta petrificação do nosso próprio trabalho num poder objetivo que nos domina e escapa ao nosso controlo contrariando a nossa expectativa e destruindo os nossos cálculos, é um dos fatores principais no desenvolvimento histórico até aos nossos dias.



    E pronto. É só.

    Não obstante o fato de que há aproximadamente 70 volumes das obras de Marx e Engels, essa é a passagem mais longa que descreve o funcionamento de uma sociedade genuinamente socialista e de como seria a vida sob esse arranjo.

    Quanto ao experimento soviético, de início não havia nada. Era apenas confisco, estatização e assassinato dos resistentes. Depois, tentaram seguir as equações de Enrico Barone e Oskar Lange.

    Mas depois que Mises arrebentou a teoria e os soviéticos viram que não mais teria jeito, eles ficaram apenas no save face, ou seja, tentaram apenas manter as aparências, a dignidade e a honra.

    Mas com muitos cadáveres.
  • Conservative Libertarian  27/10/2020 00:25
    me possibilita fazer hoje uma coisa, amanhã outra, caçar da manhã, pescar à tarde, pastorear à noite, fazer crítica depois da refeição, e tudo isto a meu bel-prazer, sem por isso me tornar exclusivamente caçador, pescador ou crítico.

    É realmente surreal que tenham levado tais homens a sério. Olha o nível de pensamento sem sentido que os tolos soltavam. Parece texto de comediante.

    Como homens se renderam a tais tipos de argumentos e causaram os maiores danos à humanidade é de fato uma ode à estupidez humana.
  • WMZ  27/10/2020 00:31
    Eu farejei aqui na internet e encontrei algumas pistas:

    Modelo do balanço-material (material-balance planning)

    E só...

    Parece que o Barbieri publicou um livro sobre
  • Luzimar Figueiredo Teixeira  27/10/2020 12:48
    A turma abaixo da linha de comando não precisa de cérebro, em suma é isso.
  • anônimo  26/10/2020 22:40
    O LADA foi um exemplo de potencia induistrial
  • Eslavo  27/10/2020 01:09
    LADA potência industrial? Essa empresa faliu, de tão forte que era. Ninguém comprava esse carro.
  • Chat Noir  26/10/2020 20:18

    Sinceramente eu não poderia ficar mais confuso;

    Dado que sou novo em teoria libertária/liberal e da escola austríaca, quero salientar, que não faço essas indagações com desejo de ofender a alguém mas para que deem luz em meu conhecimento.

    "Bem, eu diria que sou totalmente contrário às ditaduras como instituições de longo prazo. Mas uma ditadura pode ser um sistema necessário para um período de transição. Às vezes, é necessário que um país tenha, por um tempo, uma ou outra forma de poder ditatorial. Como o senhor compreenderá, é possível que um ditador possa governar de maneira liberal. E também é possível para uma democracia o governo com uma total falta de liberalismo. Minha preferência pessoal se inclina a uma ditadura liberal e não a um governo democrático no qual todo liberalismo está ausente. Minha impressão pessoal – e isso é válido para a América do Sul – é que no Chile, por exemplo, seremos testemunhas de uma transição de um governo ditatorial a um governo liberal. E durante essa transição pode ser necessário manter certos poderes ditatoriais, não como algo permanente, mas como um ajuste temporal."

    - Essa é uma citação de Hayek para uma entrevista para o el mercado que mesmo que não seja um dos melhores espoentes da escola austriaca, ainda assim o mesmo faz parte dela.

    O que eu não consigo entender é que como podemos defender regimes ditatorias.

    Afinal, somos contra a ditadura ou não, eu sei que temos que fazer analises frias quando estamos querendo apresentar dados, não deixar algo carregado de juizos de valores é importante quando você não quer apresentar com a sua ótica e sim uma perspectiva mais abrangente.

    Mas me parece que os liberais de certa forma passaram pano para algumas ditaduras...

    Eu gostaria que vocês me apresentassem os pontos no qual eu posso estar equivocado, e se eu fiz alguma leitura erronea podem corrigir, eu realmente estou bastante confuso.

    Desde já eu agradeço a resposta!

    P.S: Eu não recordo em qual momento do livro, mas o Mises fala a mesma coisa do regime nazista, sobre ter sucesso de curto prazo, e que eram reações emocionais no livro o Liberalismo e ainda assim ele critica nas Seis Lições as ações totalitárias. Entendem porque eu estou confuso? kkkkkkkkk
  • Daniel Cláudio  26/10/2020 20:48
    Ditadura é uma coisa; governo autocrático é outra. Ditadura envolve violência, necessariamente. Já um governo autocrático, nem sempre.

    É sim possível ter um estado governado por um mesmo indivíduo, ou por uma mesma família, durante décadas, e este ser extremamente pujante. Vide Liechtenstein.

    De resto, Mises jamais apoiou o nazismo (que quase o matou). Ele escreveu, aí sim, em seu livro de 1927 "Liberalismo", que, à época, o fascismo estava impedindo a Europa de virar comunista. O que é um fato óbvio.

    À época (1927), a Europa estava dividida entre apenas duas alternativas: comunismo soviético e fascismo italiano e espanhol. E só. Todo o resto era apenas sonho.

    Ademais, na Áustria, Engelbert Dollfuss (que hoje é chamado de fascista) era antinazista e a Áustria, da mesma maneira, era o país mais antinazista da Europa até meados da década de 1930. Tanto é que Dollfuss foi assassinado pelos nazistas. Ficou apenas um ano no poder.
  • Roberto  26/10/2020 21:41
    Aproveitando o gancho, e polemizando, a ausência de sufrágio universal não fez falta nenhuma a Hong Kong, Cingapura, Qatar, Emirados Árabes, Bahrein, Liechtenstein, Mônaco e Andorra, só para ficar em exemplos que rapidamente vieram à mente.

    O que determina a riqueza é o respeito à propriedade privada e aos contratos, a divisão do trabalho, a liberdade de comércio e uma moeda sólida. O fato de o cidadão poder ou não votar em Rodrigo Maia é totalmente secundário.

    Lembrando que os três presidentes que mais fizeram reformas positivas no Brasil (Castelo Branco, Itamar Franco e Michel Temer) não foram eleitos diretamente pelo povo.
  • Anti-democracy  27/10/2020 00:28
    Mesmo os pais fundadores americanos sabiam a cagada que é democracia.
  • Luzimar Figueiredo Teixeira  27/10/2020 12:53
    Caminhando em passos largos para a moeda digital, concordo com você em todas as suas colocações sobre a riqueza, seja em menor ou maior grau, tudo pela capacidade criativa e intelectual de cada indivíduo.
  • Estado máximo, cidadão mínimo  27/10/2020 00:11
    E ainda que nem na Alemanha o nazismo estava com a bola cheia. Vale lembrar que para as eleições presidenciais Hitler PERDEU nas urnas. Que coisa não? Só chegaram lá dando golpe mesmo.
  • Imperion  26/10/2020 22:17
    Primeiro começa com o roubo. Propriedades e bens são roubados e passam a pertencer ao estado. Socialistas não dão um real aos donos. Roubo puro. Quem é contra morre. E aí começam os assassinatos.

    Quem apoia é cúmplice. E gosta de receber algo que foi tirado dos outros.

    Poucas pessoas têm princípios de não querer receber o que foi tomado injustamente de outrem, e com sangue. Para outros, receber algo sem ter trabalhado pra conquistar é direito. Ou então receber a mais do que merece (pouca produtividade).

    Mas o karma chega. Depois que o estado gasta o roubo, faltando o dinheiro, ele começa a tirar de quem apoiou o roubo alheio. E toda sociedade paga.

    Venezuelanos se fazem de vítima, mas fecharam os olhos ao estado bolivariano e até aceitaram renda dos que foram roubados. Assaltaram o próprio pais.

    Agora migram e querem receber dos outros povos.
  • Franco  26/10/2020 22:24
    Negada, se nem os alemães conseguiram fazer o socialismo funcionar, é porque definitivamente não tem como a estrovenga funcionar.
  • Rafael  26/10/2020 22:36
    É, mas 17% dos paulistanos e metade dos porto-alegrenses estão dispostos a mais uma tentativa. Boa sorte. Vão precisar.
  • Bruno Souza  27/10/2020 01:29
    Não acho que o Bolos irá ganhar, mas isso é o de menos. Se ele tiver uma votação expressiva (qualquer coisa acima de 15%), cairá por terra a tese do separatismo paulistano, bem como a tese de que paulistano preza a liberdade individual e empreendedorial, e também a tese de paulistano é explorado pelos outros via impostos.

    Vale lembrar que nas presidenciais de 2018, São Paulo foi a capital do sudeste que mais votos deu para o PT em termos percentuais.
  • Estado máximo, cidadão mínimo  27/10/2020 04:05
    Já estão no preparando o Boulos pra presidente em um futuro próximo. Manuela de vice. Podem anotar.
  • FL  27/10/2020 12:47
    Caro Bruno, não sei se você mora em SP como eu, mas é extremamente comum o perfil de quem vota na esquerda (e cada vez mais, na "extrema esquerda").... esse fenômeno se repete em quase toda cidade rica, como NY ou Los Angeles...

    Posso falar por experiência própria: existe uma espécie de "culpa" em várias pessoas de classe média/alta, simplesmente por estarem em uma posição melhor do que outros. Mas aí que entra o problema: essa "culpa" é uma grande hipocrisia, como já era de se imaginar. O fulano mora num apto de 200m em Pinheiros e vota no Boulos pq acha um absurdo a sua faxineira demorar duas horas vindo do Capão Redondo, e acredita cegamente que a causa do problema são "os ricos". Veja quantas aspas são necessárias, pois o fulano sequer consegue enxergar que ele é exatamente o que ele mesmo abomina. Esse tipo de sujeito normalmente não tem a capacidade de fazer um pingo de caridade voluntária, mas tem certeza que um governo espoliando os mais ricos (os quais ele de alguma forma tem certeza não pertencer) vai ajudar os mais pobres.

    Dou um exemplo claro dessa insanidade: moro num condomínio na zona oeste, e estes dias uma senhora mandou no grupo do whatsapp dos moradores que era um absurdo os seguranças que ficavam no portão de entrada de pedestres/carros, pois estava muito calor e eles sofriam com isso ficando ao ar livre. A solução dela: demitir os seguranças como forma de garantir o bem estar dos mesmos.
  • Rodrigo  27/10/2020 14:21
    "moro num condomínio na zona oeste, e estes dias uma senhora mandou no grupo do whatsapp dos moradores que era um absurdo os seguranças que ficavam no portão de entrada de pedestres/carros, pois estava muito calor e eles sofriam com isso ficando ao ar livre. A solução dela: demitir os seguranças como forma de garantir o bem estar dos mesmos."

    Caramba, isso não pode ser verdade...
  • Perifento  27/10/2020 21:46
    Pode sim ser verdade e até do fundo do coração, já trabalhei com patrão alemão, inglês e americano que acha perfeitamente plausível demitir trabalhadores em funções fisicamente extenuantes como a descrita porque na cabeça desenvolvida deles não tem como o camarada gostar de um trabalho desses e com tempo disponível e numa economia que se considera civilizada encontrará rapidamente um novo emprego menos pior.

    patrões italianos entendem perfeitamente como é encontrar emprego nessa pocilga.
  • David  26/10/2020 22:57
    O fracasso do socialismo não depende da cultura, da época ou da localização das vítimas. O socialismo já é falho em seu núcleo: a propriedade "coletiva" dos meios de produção.

    Sendo assim, não há como criar uma versão funcional e produtiva do socialismo em lugar nenhum do mundo. Na prática, os problemas teóricos do socialismo geram convulsões sociais e protestos, os quais são combatidos com rigor pelas forças policiais do estado, resultando em uma carnificina maior que a de todas as guerras oficiais já travadas no mundo.
  • rraphael  26/10/2020 23:14
    não conheço um único auto-intitulado soça que abra mão da conta no banco, de escritura da casa, do documento do carro
    socialismo no dos outros é refresco
  • anônimo  27/10/2020 03:35
    60% da população da África vive ATUALMENTE sob o governo de partidos ASSUMIDAMENTE Comunistas e socialistas (uns mais, outros menos, mas todos assim). São 29 países Africanos com governos ASSUMIDAMENTE Comunistas. A outra parte da população (40%) pertence a Estados com os demais tipos de governo (ora puramente nacionalistas, ora fundamentalistas, ora militares, ora de esquerda não assumida e ainda tem os tribais).

    A Angola mesmo é governada pelo MPLA ou Movimento Popular de Libertação de Angola, que foi um movimento de luta pela independência de Angola de inspiração comunista e apoiado pela URSS (pt.wikipedia.org/wiki/Angola). O Egito é governado pelo Partido Democrático Nacional, partido filiado à Internacional Socialista (en.wikipedia.org/wiki/National_Democratic_Party_(Egypt), assim como o é o partido que governa Gana (en.wikipedia.org/wiki/National_Democratic_Congress_(Ghana) e que governa a Namíbia (en.wikipedia.org/wiki/South-West_Africa_People%27s_Organisation). A Etiópia é governada pela Frente Revolucionária Democrática Popular, partido de esquerda (en.wikipedia.org/wiki/EPRDF). Guiné-Bissau é governada por uma esquerda radical (en.wikipedia.org/wiki/African_Party_for_the_Independence_of_Guinea_and_Cape_Verde). A África do Sul é governada por um partido que é apoiado pela esquerda sindicalizada e filiada e define-se como sendo a "força disciplinada da esquerda" (en.wikipedia.org/wiki/African_National_Congress). Nem esperaria algo diferente, considerando que Nelson Mandela clamou ao povo: "Unam-se! Mobilizem-se! Lutem! Entre a bigorna que é a ação da massa unida e o martelo que é a luta armada devemos esmagar o apartheid!" (pt.wikipedia.org/wiki/Nelson_Mandela) – causa nobre, mas método e amigos errados. A Argélia também é governada por um partido assumidamente comunista (pt.wikipedia.org/wiki/Frente_de_Liberta%C3%A7%C3%A3o_Nacional_(Arg%C3%A9lia), bem como Cabo Verde (en.wikipedia.org/wiki/African_Party_for_the_Independence_of_Cape_Verde), Costa do Marfim (en.wikipedia.org/wiki/Ivorian_Popular_Front), Moçambique (en.wikipedia.org/wiki/FRELIMO), os dois Congos (en.wikipedia.org/wiki/Congolese_Labour_Party) (en.wikipedia.org/wiki/Congolese_Party_of_Labour), Ruanda (en.wikipedia.org/wiki/Rwandan_Patriotic_Front), Senegal (en.wikipedia.org/wiki/Senegalese_Democratic_Party), Alckmin Leoa (en.wikipedia.org/wiki/All_People%27s_Congress), Tunísia (en.wikipedia.org/wiki/Constitutional_Democratic_Rally), Uganda (en.wikipedia.org/wiki/National_Resistance_Movement), Zimbábue (en.wikipedia.org/wiki/Zimbabwe_African_National_Union_%E2%80%93_Patriotic_Front), Líbia, cujo atual governante define seu regime como sendo um "Socialismo Islâmico" (en.wikipedia.org/wiki/Muammar_al-Gaddafi#Islamic_Socialism_and_pan-Arabism), dentre outros assumidamente comunistas.
  • Estado máximo, cidadão mínimo  27/10/2020 14:39
    A China está com os políticos africanos no bolso há tempos. Em troca estes dão preferência aos chineses em matérias-primas que estes precisem. Está para acontecer aqui também.
  • Libertarian  27/10/2020 19:59
    Muito bom Anônimo.
    Eu queria um dia criar um atlas de "vermelhidão" na áfrica para responder toda vida que dizem que o "capitalismo causa fome na Africa".
  • Estado máximo, cidadão mínimo  27/10/2020 10:41
    É por essas e outras que o socialismo mudou de estratégia. Ao invés de tomar a força por meio de uma revolução, torna-se sócia. Como já está provado que que esses burocratas escroques não sabem nada sobre administração dos meios de produção, o que vêm eles fazendo? Chamam para o seu lado os donos através de acordos. O mercado fica relativamente abastecido e os soças se vêem livres da tarefa de ter de administrar algo que está além de suas capacidades.

    "Capitalismo de estado" é a nova revolução. Não reclame do governo, não conteste as lideranças políticas, continue trabalhando e consumindo este é o lema lá na China e pelo visto, vai ser aqui também no futuro.
  • Eslavo  27/10/2020 23:02
    O infame fascismo.
  • Jango  30/10/2020 21:11
    Esquerdocomunistas são tão caras de pau que chamam esse modelo russo-chinês de "socialismo de mercado". Isso é explicitamente o Fascismo.
  • Carlitus  27/10/2020 13:27

    Atualmente, fazer comentário inteligente e educado é um grande risco: Os educados não sabem ler e os inteligentes leem mas não entendem.
  • Jairdeladomelhorqptras  28/10/2020 16:45
    Pessoal,
    Muitos comentários sobre a "industrialização" soviética.
    Primeiro: em 1917, apesar da tradição agrária da Rússia, ela já era a quinta nação industrial do globo. Tanto é verdade que foram os operários de São Petesburgo e Moscou que inflaram a revolução comunista. Passavam fome em razão do envolvimento da Rússia na Primeira Guerra.
    Segundo: a supremacia inicial soviética na conquista do espaço foi uma política de estado. Contou com a ajuda dos cientistas e foguetes alemães apreendidos na Segunda Guerra.
    Um Estado centralizado, com os antecedentes históricos e econômicos corretos pode canalizar energias para um setor específico. Vide Portugal nos séculos XV e XVI na conquista dos mares. O mar no século XVI equivalia ao espaço no século XX. Nem por isto Portugal foi um país adiantado. Construiu um Império, como os Russos, e estagnou no atraso. O mais atrasados da Europa Ocidental.
    Abraços
  • AGB  29/10/2020 19:18
    Além disso a Rússia tzarista incluía uma classe intelectual (científica e artística) de alto nível, fato natural considerando a grande população e a variedade de povos e culturas dentro do território. De modo que a ditadura bolchevique não partiu do zero, para construir um novo país, como querem alegar os esquerdistas.
  • Felipe  28/10/2020 18:57
    Pessoas, alguém pode me explicar o que há de errado com o decreto n° 10.530 do Bolsonaro, a ponto de ter gente falando que o governo vai privatizar o SUS? Poxa, quem dera se eles privatizassem o SUS...

    Seria basicamente uma canetada para atrair investimentos privados estrangeiros e domésticos?
  • Daniel  28/10/2020 19:09
    Nada. Apenas uma tímida PPP.

    Tudo o que falarem a respeito, presuma o oposto. Sempre.
  • Narloch   28/10/2020 22:00
    A gritaria contra apenas confirma que o sadismo é a ideologia da esquerda.

    O sujeito passa décadas vendo pobres sofrerem em unidades de saúde, tendo que chegar às 6h para marcar consultas que ocorrem 4 meses depois. Quando alguém propõe mudanças nas unidades de saúde, o sujeito se esgoela: "defendam o SUS, defendam o SUS"!
  • Eslavo  28/10/2020 22:06


    A mídia espalhou Fake News na maior cara de pau e na maior naturalidade do mundo. E absolutamente nada dos 'checadores' fazerem nem uma notinha a respeito.


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