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A cédula de R$ 200 não é o problema; a inflação é (com dados atualizados)
A chegada do lobo-guará está distraindo o público do verdadeiro problema: o tamanho do estado

Nota do Editor

Já está acontecendo.

A Associação Brasileira de Supermercados (Abras) afirmou em nota que o setor tem sofrido "forte pressão" por aumentos de preços de itens da cesta básica. 

Os preços dos alimentos cobrados pelos produtores estão em forte ascensão, e os supermercados estão segurando ao máximo este repasse de preços.

Em uma ação inédita, as varejistas passaram a expor publicamente a indústria de alimentos em redes sociais, numa estratégia para tentar evitar a percepção de ser o "vilão" dos aumentos.

A maior pressão está em itens como arroz, feijão, leite, carne e óleo de soja "com aumentos significativos". 

Eis um trecho da nota divulgadas pela Abras:

O setor supermercadista tem sofrido forte pressão de aumento nos preços de forma generalizada repassados pelas indústrias e fornecedores. Itens como arroz, feijão, leite, carne e óleo de soja com aumentos significativos. 

Conforme apuramos, isso se deve ao aumento das exportações destes produtos e sua matéria-prima e a diminuição das importações desses itens, motivadas pela mudança na taxa de câmbio que provocou a valorização do dólar frente ao real. 

Somando-se a isso a política fiscal de incentivo às exportações, e o crescimento da demanda interna impulsionado pelo auxílio emergencial do governo federal.

Reconhecemos o importante papel que o setor agrícola e suas exportações têm desempenhado na economia brasileira. Mas alertamos para o desequilíbrio entre a oferta e a demanda no mercado interno para evitar transtornos no abastecimento da população, principalmente em momento de pandemia do novo coronavírus (covid-19).

O setor supermercadista tem se esforçado para manter os preços normalizados e vem garantindo o abastecimento regular desde o início da pandemia nas 90 mil lojas de todo o país.

Como consequência, hoje, dia 4 de agosto, o presidente Jair Bolsonaro pediu "patriotismo" aos donos de supermercado e que baixassem os preços.

O presidente errou completamente o alvo (inaceitável para quem serviu no Grupo de Artilharia). O inimigo está ao lado dele.

Para quem acompanha este Instituto, nada disso é surpresa. A alta está sendo causada por aquele exato fenômeno que sempre foi por nós alertado: a política monetária insensata (e, nos últimos meses, insana) praticada pelo Banco Central, a qual causou uma brutal desvalorização da moeda e, consequentemente, incentivou os produtores de alimentos a mandarem boa parte da sua produção para o exterior.

Segundo a reportagem do jornal Valor Econômico, os produtores de alimentos "alegam que se trata de reajustes por conta de oferta e demanda, portanto, práticas naturais de mercado […]. Ainda, afirmam que a escalada do dólar, que eleva o preço global dos alimentos, ocorre em todos os mercados, e as empresas têm que se adequar a isso."

A Abras está em seu direito de reclamar do aumento dos preços cobrados pelos produtores de alimentos. Mas os produtores estão corretos em sua atitude de reajustar preços. Eles estão apenas se adequando às condições monetárias do mercado. A real culpa está em quem gerencia a moeda, e não em quem produz.

Ademais, os aumentos de preços não estão apenas no setor alimentício. O setor de metais industriais também tem batido recordes, assim com todos os itens da construção civil.

O artigo abaixo já alertava que isso aconteceria. À época em que ele foi publicado, a mídia noticiava apenas a cédula de R$ 200, sem analisar as reais causas do surgimento dela. Só agora começaram a se atentar para o fato. Por isso, estamos republicando o artigo, agora com os dados atualizados.

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Enxadristas utilizam costumeiramente a manobra de diversionismo, cujo propósito é "distrair" o adversário e induzi-lo a desguarnecer uma casa vital para o desenrolar do jogo. Apresenta-se como ameaça imediata, mas muitas vezes revela-se inócua.

Na política e na comunicação institucional, é equivalente ao 'factoide'. 

Não é um fato determinante em si, mas parece. Muitas vezes os factoides são lançados por políticos, tal qual um balão de ensaio, com o mesmo objetivo da manobra de diversionismo no xadrez. 

Outras vezes são autogestados por uma percepção pública equivocada.

Este último é o caso da vindoura cédula de R$ 200, que estampará a imagem do lobo-guará. Tão logo foi anunciada, a medida foi tachada pelos críticos do governo como prenúncio de futura inflação. Isso é falso

Na realidade, confundiu-se causa e consequência.

A nova cédula é apenas consequência do que já ocorreu

A inflação de preços chegou antes do lobo-guará. 

O índice de preços ao produtor amplo (IPA) — que mede essencialmente a variação dos preços dos produtos agropecuários e industriais nas transações interempresariais, ou seja, nos estágios de comercialização anteriores ao consumo final— subiu 3,75% apenas no mês de agosto. E isso após ter subido 3,14% em julho.

Eis um gráfico da evolução dos preços mensais:

IPA-M.png

Gráfico 1: IPA mensal

Perceba que o atual valor mensal é o maior desde 2003.

No acumulado de 12 meses, a alta é de impressionantes 18,15%, como mostra o gráfico a seguir, que está no formato de média móvel de 12 meses (o valor na coluna da esquerda se refere a valores mensais; para saber o valor acumulado a cada 12 meses, basta elevar o valor da coluna da esquerda ao expoente 12. Assim, o atual valor de 1,4 significa uma inflação de preços de 18,15% em 12 meses (1,0112ˆ12). 

IPAmediamovel.png

Gráfico 2: evolução mensal do IPA (média móvel acumulada em 12 meses)

O IPA é um dos componentes do IGP-M, que é o índice que serve usualmente como indexador de reajuste de aluguéis, dos planos de saúde, da mensalidade de escolas, de energia elétrica e de telefonia. 

O IGP-M, por sua vez, apura preços de cerca de 1.400 itens, ante 350 apurados no IPCA, que é o índice oficial utilizado pelo Banco Central para balizar sua política monetária.

Em janeiro, o mercado estimava um IGP-M de 4,3% para todo o ano 2020. No entanto, de janeiro até julho, o IGP-M já apresenta alta de 6,7%. 

Quando olhamos exclusivamente os produtos agrícolas, é possível constatar que a carestia está se acelerando fortemente. O gráfico a seguir mostra a média móvel acumulada em 12 meses da evolução do índice de preços dos produtos agrícolas no atacado. No acumulado de 12 meses, a alta de preços foi de 28%. 

IPAOG.png

Gráfico 3: taxa de variação de preços dos produtos agrícolas no atacado (média móvel acumulada em 12 meses).

Mas não são só os produtos agrícolas. Os metais industriais também estão apresentando uma forte aceleração de preços. O gráfico a seguir mostra a evolução desses preços.

Metais.png

 Gráfico 4: evolução dos preços do metais industriais

Causas

As causas dessa carestia são basicamente duas.

1) A forte desvalorização cambial vivenciada pelo real perante o dólar (que saltou de R$ 4,02 no fim de 2019 para os atuais R$ 5,30) não só encareceu diretamente a importação de insumos industriais, como também estimulou enormemente a exportação de alimentos (ver também aqui). Quanto mais exportação de alimentos, menor a oferta no mercado interno. 

2) A vigorosa criação de moeda feita tanto pelo governo brasileiro quanto pelos governos ao redor do mundo, como forma de tentar combater os efeitos recessiva da pandemia de Covid-19, está estimulando a demanda.

O gráfico a seguir mostra a evolução do M1 (papel-moeda em poder do público mais saldos em conta-corrente) no Brasil. 

M1.png

Gráfico 5: evolução do M1 (papel-moeda em poder do público mais saldos em conta-corrente) no Brasil até junho de 2020

Um aumento de quase 50% na quantidade de moeda em apenas 12 meses. É inflação de gente grande. É inflação de Argentina. Mas a cédula de R$ 200 é quem figura proeminente no noticiário.

Distrações 

O público, distraído, permanece com foco no IPCA. Meta oficial de inflação há décadas, deixou de ser um bom medidor da carestia sofrida pelo brasileiro comum, ao ser manipulado por desonerações e outros truques. O exemplo clássico ainda é o do governo Dilma: de 2012 a 2014, o IPCA se manteve artificialmente baixo por causa do congelamento do preço da gasolina e por reduções artificiais de até 25% no preço da energia elétrica.

Analistas apontaram nos últimos dias que R$ 100 no início do Plano Real compravam 100 dólares e hoje compram apenas 19 dólares, e que a cesta básica em São Paulo custava R$ 68 em 1994, ante mais de R$ 550 hoje (o que é um fato). (O grama do ouro custava 12 reais e hoje custa 330 reais; e, de acordo com o IPCA acumulado, algo que custava 100 reais custa hoje 621 reais)

Porém, poucos mencionaram o aumento brutal da moeda em circulação (gráfico 5) promovido pelo Banco Central, o qual se intensificou ainda mais a partir de março, quando a oferta monetária passou de R$ 410 bilhões em fevereiro para R$ 550 bilhões em julho, aumento superior a 30%.

auxílio emergencial contribuiu para essa recente disparada, bem como o entesouramento — em épocas de enorme incerteza econômica, como a atual, as pessoas preferem ter em mãos moeda em espécie.

Com a demanda crescente por moeda durante a pandemia acompanhando a oferta, é natural que a inflação de preços ao consumidor leve um tempo para se manifestar de forma mais vigorosa no índice agregado de preços (IPCA)

A queda nos preços da gasolina (por causa da forte queda no barril de petróleo), da energia elétrica (por causa da redução do consumo das empresa e de desonerações dos governos estaduais) e das mensalidades escolares também está ajudando enormemente a segurar o IPCA.

No entanto, isso pode mudar rapidamente assim que a demanda por moeda volte aos níveis normais. E os preços dos alimentos — setor no qual não houve contenção do consumo — são um bom indicativo.

O lobo-guará é uma mera consequência

O problema, já está claro, não está nas novas cédulas de R$ 200. Estas são apenas consequência da expansão monetária, que já está em curso antes mesmo delas. A inflação de preços derivada dessa expansão monetária é um imposto invisível, que pune particularmente os mais pobres.

saudoso Joelmir Beting dizia que "a economia, ciência severa da escassez, enquadra a política, utopia alegre da abundância". Infelizmente, a política populista atual prevalece sobre o conhecimento econômico.

A chegada do lobo-guará está distraindo a opinião pública do verdadeiro problema: os gastos do estado.

Toda a expansão monetária está sendo feita exatamente para possibilitar a manutenção dos gastos do estado, os quais agora foram inchados pelo Orçamento de Guerra criado para combater os efeitos da Covid-19.

A subida dos índices de preço enfatiza a urgência do controle de gastos públicos, mesmo diante de todas as dificuldades causadas pela pandemia. Sim, a causa fundamental de toda essa expansão monetária é o tamanho dos gastos públicos. Não se trata, obviamente, de reduzir o apoio aos mais necessitados, mas de acelerar as privatizações, a reforma administrativa e o enxugamento da máquina. É preciso cortar desde já as duas rubricas que representam cerca de 80% do total: salários dos servidores e aposentadorias de forma geral.

O leitor pode se perguntar: "A inflação está aumentando ou é impressão minha?". Atenção ao factoide diversionista: a impressão é do BC mesmo.

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Leia também:

A Teoria Monetária Moderna já está sendo aplicada - e explica a inflação do ouro e dos "day traders"



autor

Helio Beltrão
é o presidente do Instituto Mises Brasil.

  • Helio  06/08/2020 17:58
    O IPCA acumula alta de apenas 2,1% em 12 meses, que não reflete a carestia sofrida pelo brasileiro comum. Só que o IPCA decomposto mostra alimentos subindo 8% e transportes caindo 3%. O IPCA baixo de hoje é o "índice dos economistas que não se alimentam e que viajam de avião na pandemia".
  • Judeu  06/08/2020 21:39
    Verdade.
  • Marcelo  09/09/2020 11:57
    Para variar, quem mais ganha com os "juros inflacionários" é o sistema financeiro.
    Suponhamos que você deposite 1000,00 no seu banco hoje. Daqui a 40 dias o banco continuará devendo a você os mesmos R$1000,00 - entretanto - para te devolver o mesmo poder aquisitivo de hoje, o banco deveria te reembolsar os 1000,00 mais a inflação...
  • Carlos Alberto  06/08/2020 18:10
    Além de a inflação dos agrícolas estar a todo vapor, e o índice de preços no atacado já ter ido embora, vale também ressaltar que o preço do Boi Gordo na B3 já voltou às máximas de novembro do ano passado, e o preço dos suínos nas granjas também está na máxima histórica.

    Por enquanto, os "malvados" supermercados estão segurando os repasses. Resta saber até quando.
  • Guilherme  06/08/2020 18:15
    Se Bolsonaro mantiver a atual e alucinada equipe ultra-keynesiana do Banco Central ele vai rodar lindamente…
  • Carlos Alberto  06/08/2020 18:13
    Além de tudo, o BC está fazendo uma desavergonhada "operação twist". Ele está comprando títulos públicos de longo prazo com o claro intuito de derrubar os juros longos.

    Os juros dos prefixados 2026 e dos IPCAs 2035 e 2045 estão ridículos e irreais. Quem já tinha esses papeis, como eu, obteve expressivos ganhos de capital. Está sendo uma belíssima redistribuição de renda às avessas.

    Mas como todo mundo apoia qualquer tipo de redução de juros, então tá tudo de boa.
  • Trader  06/08/2020 18:34
    Quem acordou pra essa realidade já foi correndo pro ouro. Ouro agora sobe 1% ao dia num dia ruim; 1,5% num dia normal; e 2% num dia bom.
  • Fernando  07/08/2020 13:00
    Estou lá e pretendo entrar em Bitcoins nos próximos meses.

    Obrigado pelas dicas, Trader.
  • Raul   06/08/2020 18:30
    O BC está brincando de imitar o Fed. Ele só se esquece do detalhezinho de que o Fed imprime a moeda que é globalmente demandada (até porque empresas de todos os países têm dívida em dólar, e todos os governos aplicam em títulos americanos), ao passo que o real só tem alguma demanda na Argentina…
  • Bernardo  06/08/2020 19:08
    Aqui está a consequência de brincarmos de Teoria Monetária Moderna:

    twitter.com/dlacalle/status/1291449713418354689/photo/2
  • anônimo  06/08/2020 19:49
    O real está virando pó.
  • Thiago  06/08/2020 22:51
    Relaxa, daqui a pouco eles inventam o novo Real, tiram 1 zero e tudo vai dar certo como sempre deu certo no Brasil.
  • Intelectual  06/08/2020 20:19
    O IGM-P tem composição muito distinta do IPCA e é muito volatil. Agora tá subindo 9%, mas depois passa a subir pouco ou entra em queda. E apenas 30% dele são preços ao consumidor. O resto são preços ao produtor (60%) e construção civil (10%). Mas a dona Maria nem o seu Jose compram do produtor. Por isso não faz sentido usar IGP-M pra verificar seu há ou não inflação.

    O fato é que nossa economia sofre de uma demanda muito fraca, que já era débil e piorou muito, na esteira do alto desemprego e contenção de gastos públicos, devido à rigidez da lei do teto, logo não há possibilidade de repasses ao consumidor, mesmo com alta do dólar. Daí a inflação ao consumidor seguir muito baixa (abaixo até do piso da meta). A meu ver, não faz sentido uma preocupação com inflação, ao contrário do que o texto.
  • Realista  06/08/2020 20:47
    "O IGM-P tem composição muito distinta do IPCA e é muito volatil."

    O IGP-M é formado por:

    60% de preços ao produtor (atacado);

    30% de preços ao consumidor;

    10% de custos da construção civil

    A volatilidade se deve aos preços dos alimentos e dos produtos agropecuários (que estão tanto no item dos atacados quanto no item ao consumidor).

    Mas, atenção!, só há volatilidade quando os preços agropecuários caem em forte em decorrência de uma queda do dólar. Isso aconteceu em 2016 e 2017.

    Não há nenhum indicativo de que vá acontecer agora. Não com a atual Selic.

    "Agora tá subindo 9%, mas depois passa a subir pouco ou entra em queda."

    O IPA está subindo 14,30% ao ano. Isso está longe de ser pouco. O IGP-M sobe menos exatamente porque tem em sua fatia preços aos consumidores, que ainda não estão subindo forte por causa de combustíveis, eletricidade e mensalidades.

    "E apenas 30% dele são preços ao consumidor. O resto são preços ao produtor (60%) e construção civil (10%)."

    Exato. Por isso o IGP-M estar em 9% e IPA em 14,30%.

    "Mas a dona Maria nem o seu Jose compram do produtor."

    Não. Mas se os preços ao produtor começam a subir, e se esta subida se deve a uma expansão monetária (aumento da demanda), então é questão de tempo para que este aumento de custos seja repassado para os preços. Aliás, já está acontecendo. Você não vai ao supermercado?

    "Por isso não faz sentido usar IGP-M pra verificar seu há ou não inflação."

    Pelo visto, você desconhece a história. O aumento do IGP-M e do IPA sempre precedem um aumento nos preços ao consumidor. Sempre. Sempre. Eis o gráfico. (A linha vermelha puxa a linha azul; as escalas estão diferentes).

    ibb.co/cF89tXk

    Dizer que IGP-M e IPA não servem de nada denota grave desconhecimento econômico.

    "O fato é que nossa economia sofre de uma demanda muito fraca, que já era débil e piorou muito, na esteira do alto desemprego e contenção de gastos públicos, devido à rigidez da lei do teto, logo não há possibilidade de repasses ao consumidor, mesmo com alta do dólar."

    Não houve nenhuma contenção de gastos públicos. Você está desafiado a provar isso. Mostre um gráfico comprovando que os gastos do governo caíram.

    A renda média mensal real aumentou, segundo o IBGE, e está no maior valor da história. Graças aos repasses. Dados fresquinhos, divulgados hoje. Ou seja, a tesa de que "não há demanda" não procede. Você pode dizer, aí sim, que há entesouramento (como o artigo bem enfatizou). Mas é falso dizer que "não há demanda".

    O resto é só palpite seu, e, historicamente, não corroboram os fatos.

    "Daí a inflação ao consumidor seguir muito baixa (abaixo até do piso da meta)."

    Por causa de gasolina, eletricidade e mensalidades escolares (pode acrescentar também dentista), que têm um peso grande no IPCA.

    "A meu ver, não faz sentido uma preocupação com inflação, ao contrário do que o texto."

    Então, pela lógica, você está com todo o seu patrimônio no CDI, certo? Principalmente a aposentadoria. Sim, pois quem jura que não haverá inflação está dizendo que a moeda vai manter seu poder de compra. Logo, não precisa se preocupar com o futuro. Daqui a 20 anos, um real vai comprar o mesmo tanto que compra hoje. Vamos lá, skin in the game.
  • Régis  06/08/2020 20:53
    A extremidade direita do seu gráfico é interessante. Em algum momento aquela boca do jacaré vai fechar. Resta saber se é o IPCA que vai subir ou se é o IPA que vai cair.
  • ANDERSON   08/08/2020 20:21
    Parabéns pela resposta. Esse progressista está tirando onda com a gente só pode. Nessa de falar que não existe inflação e de que o Governo contém gastos devido a rigidez de sua lei. Pândego. A torneira de reais está aberta desde a era do molusculo e nunca fechou. Estou com medo da infação.
  • Leitor Antigo  06/08/2020 21:13
    Se os preços ao produtor aumentam, mas ele não consegue repassar este aumento aos consumidores, então é quebradeira garantida, pois ele terá que absorver os custos.

    Com receitas estagnadas e custos maiores, as margens de lucro ficam menores. Consequentemente, há menos investimentos, menos contratações e nenhum aumento de salários. Economia fica parada e renda segue estagnada. E aí, obviamente, só surge emprego mal remunerado e informal.
  • Suéco  06/08/2020 21:31
    Suécia com -8%, RECESSÃO BRUTA! Eae vão defender o lockdown ainda? kkkkk
    Agora quero ver!!! Vamos ver se vão manter o argumento
  • Fabrício  06/08/2020 22:30
    Ui, minha flor! Tá atrasadíssima!

    Pode conferir aqui:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=3264&comments=true#ac259198
  • anônimo  06/08/2020 22:40
    Os coronalovers são patéticos. Começaram comemorando mortes. Agora comemoram recessões! Inacreditável!

    Mas a resposta do Fabrício no link acima foi fulminante.
  • Yuri  06/08/2020 22:45
    Eu achava que era exagero de alguns aqui, mas vejo que é verdade. Realmente existe torcida para o vírus e para seus estragos. Nêgo até ejacula quando constata que o trimestre econômico de um país foi ruim. Espantoso.
  • Dude  07/08/2020 11:56
    Itália capotou 12,4% no segundo trimestre, Espanha tombou 22,1%, França tombou 13,8%, Alemanha caiu 10,1%, Áustria desceu 10,7%, a Zona do Euro em geral teve recessão de 12,1%;

    Todos os países que citei fizeram lockdowns pesadíssimos, na Itália mesmo os moradores sequer podiam passar pela porta de suas casas sem autorização expressa da prefeitura, ou seja, é exatamente o que os coronalovers desejam em seus sonhos molhados. Todos esses países tombaram muito mais feio que a Suécia.
  • Jairdeladomelhorqptras  07/08/2020 19:05
    Caros amigos,
    Me surpreende alguns comentários aqui. Indignam-se com os esquerdalhas por torcerem pelas mortes do Corona e vibrarem com a recessão.
    Alguns fatos passados:
    Revolução Russa em 1917: no auge do caos da I Guerra Mundial. Queda do capitalismo e submissão a URSS dos países da Europa Oriental: no auge do caos da II Guerra Mundial. China comunista em 1947-48: no auge do caos após a invasão Japonesa.
    O Caos sempre auxilia as esquerdas. É o ambiente onde prosperam e colhem vitórias.
    Prosperidade e ordem é o fim deles.
    Abraços

  • Felipe L.  06/08/2020 21:46
    Calma gente, o Brasil agora está na frente do Haiti e da Argentina em liberdade econômica (sim, acreditem, eles estavam à nossa frente). Fé no Guedes que passaremos o Egito em breve.

    Logo teremos notas de R$ 500 e R$ 1000, assim como moedinhas de R$ 2.

    Acho que a cédula de R$ 200 deveria estampar um burro de carga, porque no fim das contas é isso que somos no Brasil. Por algum motivo peculiar, figuras políticas não são mais estampadas desde a chegada do Plano Real. Lembro daquela nota de R$ 10 com o Pedro Álvares Cabral.

    Bolsonaro, esquece esse Guedes. Coloca alguém como o Steve Hanke ou se não der, coloque um chimpanzé no lugar. Garanto que a civilização brasileira estará melhor. Fecha essa porcaria de BCB e adota alguma moeda forte. Ou isso tem que ter aprovação do Congresso também?
  • Felipe L.  06/08/2020 23:20
    Dias atrás, eu dei uma pesquisada sobre o chamado West African Economic and Monetary Union (o WAEMU), que é uma união de vários países do oeste africano que compartilham a mesma moeda, o franco CFA do oeste africano. Assim sendo, eles possuem um banco central para oito países. Esse nome é porque esses países em grande parte foram colônias francesas, da época onde a França ainda tinha a sua própria moeda, o franco francês. Atualmente, metade das reservas internacionais precisa ficar retida no Tesouro Francês (não sei o motivo). Antes era fixada em relação ao franco francês, hoje a moeda é atrelada ao euro (ou fixada?). Entre os membros está a Costa do Marfim, maior exportadora de cacau do mundo. Na América Latina, quem está no pódio é o Equador.

    Nesse ano a moeda se chamará "eco", pretendendo retirar essa obrigatoriedade de mandar as reservas para a França, assim como qualquer influência de representantes franceses acerca das políticas da união monetária.

    Espero que, caso eles vão para câmbio flutuante, eles façam uma transição civilizada, como fez a Coreia do Sul (onde o won sul-coreano se valorizou e se manteve estável desde a disparada cambial em 1997).

    Agora vejam as taxas de inflação nos membros originais: Benin, Burkina Faso, Costa do Marfim, Guiné-Bissau (a queda foi espetacular), Mali, Níger, Senegal e Togo. São todos países mais pobres que o Brasil e principalmente agrários. Compare essa inflação agora com outros países do continente, como o Egito (com forte setor turístico), Líbia, Sudão, Quênia e Etiópia. A África do Sul fica mais próxima. Comparem com a do Líbano de agora, beirando hiperinflação.

    Quase todos eles possuem mais liberdade econômica que o Brasil, mas ainda são atrasados. Guiné-Bissau é o único deles que está pior que o Brasil nesse quesito.

    Vocês se lembram da ideia maluca do "peso-real" do ano passado? Imagina só, juntar Fernández e Guedes, dois defensores da desvalorização cambial. Aí teremos cédulas de 5000, 10 000 pesos-reais.

    Desvalorizar moeda deveria ser crime.
  • Imperion  07/08/2020 04:15
    Eles têm liberdade econômica, mas o banco central desvalorizando a moeda tem mais peso que tudo, se aplicado em grande escala.
    Agindo assim ele retira toda liberdade de um lado permitida, anulando seus efeitos benéficos.
  • Felipe L.  07/08/2020 02:04
    Essa é a duração das moedas no Brasil:

    > Réis (originalmente real, mas coloquei réis para diferenciar): Oficialmente 248 anos;
    > Cruzeiro: 25 anos;
    > Cruzeiro novo: 3 anos;
    > Cruzeiro (recriado): 16 anos;
    > Cruzado: 3 anos;
    > Cruzado novo: 1 ano;
    > Cruzeiro (recriado de novo): 3 anos;
    > Cruzeiro real: 1 ano;
    > Real: Até o momento, 26 anos;

    Até que o real está durando bastante tempo.

    Essa cartilha do BCB é até legal, vejam como eram bonitas as moedas cunhadas em ouro.
  • Victor  07/08/2020 14:08
    Desnecessário enfatizar que os réis só duraram muito tempo porque durante boa parte de sua existência a moeda era de ouro.
  • Cientista  07/08/2020 13:09
    Eu vou fazer um experimento em laboratório :

    Tenho uma amostra com 4 pessoas

    Pessoa 1 - Helio Beltrão
    Pessoa 2 - Fulano
    Pessoa 3 - Sicrano
    Pessoa 4 - Beltrano

    Essa amostra eu vou chamar de "SOCIEDADE".

    Nós temos um problema a ser resolvido que é: A Pessoa 1, Helio Beltrão, detém toda a riqueza da minha amostra.

    Meu objetivo com esse experimento é eliminar a desigualdade de riqueza dessa amostra.

    Pois bem... de que forma posso transferir uma parte da riqueza do Helio Beltrão para as outras pessoas da amostra ?

    TENTATIVA 1 - Livre Mercado ? É uma boa. Mas como vai existir comércio se apenas Helio Beltrão tem riqueza e as outras 3 pessoas não tem nada ? Como elas vão comprar sem dinheiro ? Isso me leva pra tentativa 2.

    TENTATIVA 2 - Hélio Beltrão EMPRESTA dinheiro para as 3 pessoas, e agora elas vão ter dinheiro para comprar. Mas Hélio Beltrão vai cobrar JUROS. Ou seja, ele vai gerar dinheiro a partir do próprio dinheiro, vai gerar riqueza do nada. Isso é não só um problema físico como moral. E não resolve meu experimento porque a desigualdade vai continuar existindo. Ao cobrar o principal + Juros o Hélio Beltrão vai sugar não só o mesmo dinheiro que ele emprestou como também algo que não existia...algo que foi inventado a partir do nada. Isso me leva pra tentativa 3.

    TENTATIVA 3 - Os 3 individuos( Fulano, Sicrano e Beltrano) percebem que estão na mesma situação. Eles podem juntos planejar o assassinato de Helio Beltrão e a riqueza agora pode ser divida igualmente entre os 3. Essa é uma solução possível, mas não viável, eu quero buscar a igualdade sem comprometer a integridade dos integrantes da minha amostra, chamada aqui de "SOCIEDADE". Isso me leva pra tentativa 4.

    TENTATIVA 4 - Eu TRIBUTO a renda de Helio Beltrão, pego uma parte. E dessa parte eu distribuo para os outros 3 integrantes.
    Sendo a título de exemplo essa riqueza igual a 100, ficaria 25 para cada integrante. E desta forma todos estariam com a mesma quantidade de riqueza e eu conseguiria a igualdade sem comprometer a integridade da minha amostra.




  • Vladimir  07/08/2020 14:08
    Seu "experimento" já começou furado no primeiro cenário. Se Helio está rodeado de pessoas que absolutamente nada produzem, então Helio já morreu de fome. Helio não é capaz de produzir absolutamente tudo de que precisa. Nenhum ser humano é. Por isso a importância da divisão do trabalho.

    Se todas as pessoas que rodeiam Helio nada sabem produzir, então nem sequer há economia. Todos já morreram.

    Ficou pra próxima.
  • Putin  07/08/2020 17:16
    O único que pode produzir algo a princípio é o Hélio, porque ele tem dinheiro. Mas ele vai produzir pra quê se não tem ninguém pra comprar ?


    As pessoas nº 2,3 e 4 não podem produzir por falta de dinheiro.

    O experimento não é furado não, tem vários exemplos dessa "amostra" na vida real.

    Seria interessante se o próprio Hélio Beltrão ou o Leandro Roque desse alguma resposta, quem sabe alguma outra perspectiva para esse problema do experimento.


  • Juliano  07/08/2020 17:51
    Hein?! Só pode trabalhar e produzir quem está em posse de um papelzinho pintado? Por quê? Que lógica é essa?

    No mundo real, costuma ocorrer exatamente o contrário: quem tem mais papelzinho pintado contrata aqueles que têm menos, e estes então trabalham e produzem em troca desse papelzinho pintado. A riqueza é assim distribuída.

    Você, ao achar que só quem tem papelzinho pintado pode trabalhar (o que, aliás, já é uma incoerência, pois uma das grandes acusações da esquerda é exatamente dizer que rico não trabalha e não produz), mostra que ainda não saiu da sua faculdade de humanas. Não sabe nem sequer o básico de transações econômicas.
  • Putin  07/08/2020 18:27
    "Hein?! Só pode trabalhar e produzir quem está em posse de um papelzinho pintado? Por quê? Que lógica é essa?"


    Eu entendo seu espanto, mas de fato vivemos num mundo em que o dinheiro é condição sine qua non para adquirir tudo. A produção necessita de financiamento com papel pintado.


    Não entendi sua birra no resto do comentário;
    Hélio transformar os outros 3 indivíduos em seus empregados não resolveria o problema da desigualdade de riqueza. A menos que ele pagasse o salário de forma igualitária toda sua riqueza com seus 3 empregados. Mas isso não ocorreria porque Hélio é um homo economikus.... e da pior espécie, aquela oriunda da Áustria. Ele pagaria uma mixaria aos seus empregos ad eternum ou tentaria transforma-los em ESCRAVOS. Isso poderia acarretar a opção da TENTATIVA 3.
  • Juliano  07/08/2020 19:28
    Ah, entendi. Agora sim você mostrou suas reais cores. Você confessa que não está e nem nunca esteve realmente preocupado com empregos e salários. O que você realmente quer é que todos tenham exatamente o mesmíssimo patrimônio.

    Qualquer outra coisa que não seja isso representa exploração e desigualdade.

    Um pobre melhorar de vida por meio do emprego e do salário é inaceitável. A única coisa válida é ele, do nada, ter helicópteros, jacuzzis e iates. Qualquer outro arranjo que não seja esse é coisa de "homo economikus.... e da pior espécie, aquela oriunda da Áustria".

    Só uma dúvida: você já doou metade do seu patrimônio para algum mendigo? Já tornou ao menos um mendigo economicamente igual a você? Se sim, mostre. Se não, você é um puta de um incoerente.
  • Imperion  07/08/2020 20:14
    Podem produzir sim. Dinheiro se consegue produzindo primeiro. Dinheiro é só meio de troca. E se Helio produz, ele quer que os outros produzam tb pra ocorrer a troca. E todos colaboram entre si.

    O que não pode ocorrer é eles receberem sem ter produzido nada. Aí é roubo. Não colaboraram com Beltrão.
    Beltrão se os contratasse os pagaria de acordo somente ao que produzissem, menos o que ele teria direito ao emprestar capital pra eles conseguirem produzir. Pela lógica só receberiam pelo trabalho.

    E corretamente não teriam direito à parte de Beltrão. Ele não tem porque dar emprego e não receber nada. Ninguém trabalha de graça. E os salários deles não tem que sair só patrimônio de Beltrão.

    Salário se paga pelo que a pessoa produz, não pelo que ela acha que vale. Sempre foi assim, sempre será. Quem tenta obrigar a receber a mais é que é o verdadeiro explorador.
  • Imperion  07/08/2020 18:06
    1. Simplesmente os outros três produzindo algo.

    Produzindo eles podem trocar com as riquezas de Helio. Toda possível riqueza de Helio só é possível porque ele produziu algo. Se ele tem terras mas não produz nada, não é rico. É o que ele produz ou produziu que determina se ele é mesmo rico.

    Comércio só existe se os outros produzirem e trocarem. Não tem nada a ver com dinheiro ainda. E o problema não é a desigualdade. Desigualdade não gera pobreza.

    2. Empréstimo é aluguel do dinheiro.

    Ele tem todo o direito de abrir mão de deixar de usufruir seus bens agora e só receber os lucros dos seus bens que estão sendo utilizados por outros (esses bens não são deles). Se os outros produzissem, eles teriam algo, e não teriam que pedir emprestado. Mas preferem o caminho fácil de pedir emprestado dos outros. Que paguem por seus erros e burrice ou falta de caráter mesmo por querer sobreviver sem produzir e trabalhar. Empréstimo e crédito não é tapa buraco nas contas.

    3. Essa é feita por indivíduos canalhas. Não querem produzir, querem o caminho mais fácil. Se a sociedade aceitasse isso, todos morreriam. Coisa de gente imoral. Eles matam e depois morrem. Uma sociedade limitada a 4 indivíduos, somente um sobreviveria, mas como esse também não produz, morreria de fome. Sgora ele teria que produzir, mas poderia fazer isso antes de se condenar.

    4. Essa é bem ruim. Vc apenas redistribuiu (roubou de Beltrão). Todos os outos vão receber e gastar e quando acabar voltarão a nada, a pobreza.

    Vc apenas tornou mais um pobre pra igualar. Parabéns, vc igualou e não resolveu o problema dos outros três.

    Beltrão que produzia, agora que foi espoliado, não vai mais produzir. Sem ninguém produzindo nessa sociedade os quatro vão morrer de fome. Em igualdade e em pobreza.

    Desde o começo era pra vc ter estimulado os outros três vagabundos a produzir, trabalhar, criar, desenvolver, inventar, pesquisar, poupar. Eles teriam algo, cresceriam no processo, aprenderiam como seres humanos.

    Mas vc só deu a eles as opções limitadas de matar, roubar, espoliar, destruir. Eles não vão crescer na vida, vc os perverteu e os condenou. E vão morrer de fome porque ao não produzir, só vão gastar os recursos.

    Isso reflete a maneira como vc pensa. É sua maior limitação na vida. Não enxerga o outro lado, o do produtor. 
  • Imperion  07/08/2020 20:21
    Se vc estiver dizendo que a única coisa que Helio tem é dinheiro e mais nada, que ele não produz e como os outros três ele não produz nada também, então é simples: nessa economia aí esse dinheiro todo não valeria nada. Helio é pobre.

    O motivo: dinheiro só vale o que se pode comprar (produção). Numa dada sociedade, se fosse possível ninguém produzir nada, vc só teria papel escrito. Como não há nada pra comprar nem todo esse papel escrito um trilhão de dólares compraria nada, pois não teria nada pra comprar.

    Dinheiro só vale algo numa sociedade produtiva. Dividindo o dinheiro circulante por toda a produção de determinada sociedade se chega ao que se pode comprar com o dinheiro.

    Se tiver menos dinheiro e excesso de produção, a mesma nota compra "mais". Se tiver excesso de dinheiro e pouca produção, esse dinheiro vale menos, compra menos e todo mundo tem que trabalhar mais pra conseguir ganhar mais pra conseguir comprar.

    O que traz prosperidade é produção, não dinheiro. São os produtos. É produzindo que todos se tornam mais ricos.

    A solução pra todos ali serem menos pobre é produzir mais. O dinheiro deles ali não vale nada. E ninguém de fora desse esquema aceitaria a moeda deles. Eles não produzem, logo sua moeda não vale nada, é só papel pintado.

    De nenhum jeito os quatro escapariam de ter que começar a produzir.
  • Mauro  07/08/2020 14:16
    A questão já foi morta pelo Vladimir. Mas, pelo bem do debate, e dado que o cenário 4 é muito defendido, não é nada difícil mostrar quais seriam as consequências dele:

    www.mises.org.br/article/3038/entenda-por-que-e-impossivel-acabar-com-a-pobreza-por-meio-da-redistribuicao-de-renda-e-riqueza

    www.mises.org.br/article/2893/mesmo-em-uma-sociedade-com-igual-ponto-de-partida-haveria-capitalistas-assalariados-e-desigualdade
  • Humberto  07/08/2020 19:38
    Não sei por que perdem tempo com esse tipo de gente. Desde o início já estava óbvio que o elemento acima, além de sofrer de vasta insuficiência intelectual, só queria tumultuar.

    O moderador faz um baita desserviço ao permitir que o site, que em tese é uma propriedade privada, seja invadido por esses arruaceiros. Eles não querem debate. Não acrescentam nada. Não têm nada a ensinar. Querem só lacrar.

    E pior: ainda faz outras pessoas bem intencionadas perderem tempo e energia respondendo detalhada e educadamente para gente que não está nem aí.

    Se o moderador não cuidar melhor da propriedade privada — este site ainda é um dos pouquíssimos do Brasil no qual o nível dos comentários é elevado —, pode haver uma debandada.
  • r.raphael  07/08/2020 19:30
    óia o terraplanista da economia aí

    começa patinando forte no conceito de dinheiro e riqueza

    depois acha que dá para "os outros" viverem às custas do "um"

    ainda se limitou a tungar quem tinha alguma coisa, não lembrou que no brasil é só ligar a impressora pra fechar a tampa do caixão dessa sociedade hipotética

  • Constatação  07/08/2020 19:39
    Tributar o Helio em 75% será só no primeiro experimento, ou este circo de horrores continua, depois?

    Devo admitir, o experimento serviu como humor. Humor negro, mas humor, enfim.
  • Daniel Cláudio  07/08/2020 20:10
    Viram o governador de Nova York? Os ricos começaram a fugir do estado (impostos em alta, economia em colapso por causa do lockdown e criminalidade em descontrole na cidade de Nova York) e ele está explicitamente implorando para eles voltarem.

    "Sem os ricos, nossas receitas tributárias desabam!", chorou o gênio. "Voltem! Vamos sair para um jantar! Eu cozinho"

    Os vídeos são hilários.

    www.zerohedge.com/political/andrew-cuomo-begs-rich-hedge-funders-fleeing-nyc-please-come-back
  • Lucas  07/08/2020 22:41
    TENTATIVA 2 - Hélio Beltrão EMPRESTA dinheiro para as 3 pessoas, e agora elas vão ter dinheiro para comprar. Mas Hélio Beltrão vai cobrar JUROS. Ou seja, ele vai gerar dinheiro a partir do próprio dinheiro, vai gerar riqueza do nada (...).

    Não, essas pessoas terão dinheiro para comprar bens de capital e produzir riquezas. Será com essas riquezas que elas pagarão o Hélio.

    Agora, se essas pessoas gastarem todo o dinheiro com bens de consumo e não produzirem nada, aí não terão como pagar nem os juros e nem o principal para o Hélio. Nenhuma riqueza será "gerada do nada". Pelo contrário, riqueza terá sido destruída nesse processo.
  • Luis  09/09/2020 03:45
    Cinstisa...experimento.

    Na última vez que essas palavras apareceram juntas tentando organizar a sociedades 20 milhoes morretam de fome; o Hélio deixou o fulano, siclano e beltrano sendo ratos de laboratório, fez comércio com o resto do mundo e hoje está aposentado, rico, morando na costa da Califórnia fazendo doaçoes mensais para os filhos dos 3 mencionados pagar algumas dívidas tributários que os pobres coitados possuem com o filho do cientista experimentador.
  • Rodrigo Pires  07/08/2020 13:59
    De acordo com alguns conhecidos meus do agro, vai faltar soja nas próximas semanas. Toda a produção já foi fechada para exportação. (Normal, o produtor de soja quer vender para quem der moeda forte; eu faria exatamente o mesmo).

    Produtores de frango, suíno e boi terão de importar para alimentar seu rebanho. Com o dólar voltando para R$ 5,50 (graças à aplicação da Teoria Monetária Moderna), o custo de produção vai ser um estouro.

    Fui ao supermercado ontem. O quilo do bacon já tá R$ 30. No início do ano estava em torno de R$ 15. "A inflação está morta", dizem eles.
  • Guilherme  07/08/2020 14:08
    Já pensou? Desabastecimento causado por câmbio. Digno de medalha.
  • Judeu  07/08/2020 14:50
    Sim, chicaguistas merecem um prêmio por conseguirem cagar em algo tão básico.
  • Felipe L.  07/08/2020 14:26
    Não sei se chegaria a isso (porque na Dilma ocorreu algo muito parecido em 2015), mas é um caminho. Câmbio é quase tudo, e nesse governo ninguém se importa quase.

    Agora, se o preço disparar e estourar o IPCA (passar de 5,5 %, no intervalo deles), aí eles aumentam a SELIC de novo e o câmbio volta a se apreciar (não fizeram ainda pois eles só estão olhando o IPCA).

    Desabastecimento não vai ter (isso só acontece com hiperinflação, controle de preços ou mesmo a estatização do setor), mas o custo de vida irá aumentar.

    O que me intriga é o Bolsonaro ter um monte de assessor e nenhum deles alertá-lo sobre isso.

    Índice de commodities em real disparou para altas históricas.
  • Imperion  07/08/2020 17:51
    Assessor só sobe na vida puxando o saco. Eles, na maioria das vezes, são incapazes de dar ao assessorado o que ele precisa saber.

    É normal então que o líder siga por caminhos ruins e seja conduzido. Varia de líder pra líder saber selecionar se a assessoria tá realmente sendo proativa em soluções ou somente falando o que ele quer ouvir. Mas não sabemos o que ocorre lá dentro, né.

    Na época da Dilma era o inferno. Falasse o que ela não queria ouvir, vc caia no conceito, não sem antes tomar ferrada.
    Desnecessário falar que sem freios ela entrou nas decisões piores da economia brasileira, perdendo só pro Sarney e se igualando ao Collor.
  • Rodrigo  27/08/2020 00:40
    Passando aqui só pra dizer que isso que eu previ já está oficialmente acontecendo.


    Valor Econômico de hoje:

    "Governo vai retirar tarifas de importação de arroz, milho e soja / Objetivo é equilibrar o preço dos três produtos agrícolas, que estão em nível recorde – Valor.com.br [valor.com.br] 26/8

    Por Rafael Walendorff, Valor — Brasília

    O secretário de política agrícola do Ministério da Agricultura, César Halum, afirmou nesta quarta-feira (26) ao Valor que o governo vai retirar temporariamente as tarifas de importação do arroz, milho e soja de países de fora do Mercosul.

    Segundo ele, a medida será uma sinalização ao mercado para equilibrar os preços e combater impactos na inflação, já que o preço dos três produtos bateu recorde no mercado interno.

    "Vamos tirar o imposto de importação para esses três itens. É uma sinalização clara que o governo está atento aos preços, para não permitir que os preços cresçam para pressionar a inflação do país", afirmou.

    A principal preocupação é com o arroz e os impactos ao consumidor final, já que a saca chegou a ser comercializada acima de R$ 100 em alguns lugares.

    "É um alimento básico. Se tiver gente segurando arroz, especulando para aumentar preço, pode desovar, senão o Brasil vai importar arroz e equilibrar o mercado", advertiu, destacando que o aumento dos preços também se deve à forte demanda internacional e à desvalorização do real frente ao dólar.

    Na semana passada, a indústria beneficiadora de arroz apresentou a demanda ao ministério para retirada da Tarifa Externa Comum (TEC), atualmente em 12%, até fevereiro de 2021.

    O imposto é aplicado para compra de produtos de países fora do Mercosul. Para soja e milho, a alíquota é de 8%. O secretário não informou até quando valeria a isenção.

    A medida deve ser votada pelo Comitê Executivo de Gestão (Gecex) da Câmara de Comércio Exterior (Camex), que se reúne na quinta-feira (27).

    Halum afirmou também que não acredita na importação de volumes significativos de soja e milho, apesar da alíquota zerada.

    "Dificilmente vamos importar alguma coisa. Temos grãos dentro do Brasil e vai normalizar comercialização com essa medida", avaliou.

    "O problema é que os preços dispararam. Não podemos proibir ninguém de exportar. Mas não vamos ter nenhum problema de abastecimento, está garantindo. Nossa luta é para controlar os preços", concluiu."



    Ou seja, desabastecimento interno gerado por câmbio. Coisa de gênio. Parabéns ao proponentes da Teoria Monetária Moderna.

    E isso é só o começo.
  • Felipe  27/08/2020 01:07
    O bom é que eles retiraram as tarifas. É uma boa notícia. Pior seria se fosse na Argentina, onde eles proibissem a exportação e a importação junto.

    Desabastecimento no nível venezuelano não vai ter, mas a oferta já caiu o bastante para incomodar nos preços.
  • Felipe L.  07/08/2020 14:27
    Leandro, olha aí, o índice de commodities em real já disparou. Que maravilha esse governo.
  • Leandro  07/08/2020 15:13
    Poder de compra do real em tempos de TMM e com um ultra-keynesiano no Banco Central. Não tinha como ser diferente.

    De minha parte, só posso esperar que ao menos alguns leitores deste site tenham levado a sério aquele meu artigo de maio sobre a importância de se ter ouro para o longo prazo.

    Lembrando que qualquer outro investimento, inclusive ações, representa uma aposta no real. Mesmo que você esteja comprado em Magazine Luíza, B3SA3, Via Varejo etc., você ainda está apostando no real. Arriscado.

    Apostar em uma moeda emergente, que não tem nenhuma demanda mundial, só faz sentido quando esta moeda opera em um ambiente de juros reais positivos. Mas se ela está com juros reais negativos, as contas públicas estão em completo descalabro, o país não tem grau de investimento e o Banco Central ainda resolve adotar uma teoria monetária ultra-heterodoxa, bem à esquerda de Keynes, não sou eu quem irá participar desse experimento.
  • FL  07/08/2020 19:02
    Caro Leandro, sou leitor há uns 10 anos e casualmente comento aqui (especialmente nos seus artigos, disparados os melhores do site). Coloquei uma grana em ouro seguindo os motivos apresentados, não me arrependo.

    Aqui fica apenas uma pergunta (para todos): o que recomendam/têm como experiência em relação ao ouro? Ir diretamente nos OZ1D, OZ2D e OZ3D, usar fundos? Não consegui capturar totalmente as vantagens/desvantagens de cada método.
  • Meirelles  07/08/2020 19:58
    OZ2D é uma boa. Dos três OZs, é o que tem mais liquidez e valor mais em conta.

    Fundos são práticos e um bom quebra-galho. O problema é o come-cotas.

    Eu já vi gente recomendando comprar em DTVMs especializadas em ouro, como a Parmetal e a Ourominas. Entrei no site da Parmetal e gostei. Eles fazem custódia gratuita, mas também enviam o ouro pra você quando quiser.

    Como a situação atual ainda não está desesperadora, vou continuar nos fundos. Mas minha intenção é, no futuro, quando a coisa piorar (principalmente nas próximas eleições brasileiras), sacar o dinheiro destes fundos e comprar o ouro físico na Parmetal.
  • Felipe L.  07/08/2020 19:31
    Roberto Campos seria um ultra-keynesiano por quê (pior que os que apareceram no FHC-II e no governo Dilma)? Não aprendeu nada com o avô? Vale lembrar que aqui no Brasil o BCB não tem tanta importância quanto o Ministério da Economia, ao contrário dos EUA. Me intriga o corte severo nas despesas feito no governo Castello Branco. Você uma vez não sugeriu que o Roberto fosse ministro e colocassem uma outra pessoa para o BCB, para evitar turbulências em uma eventual saída do Guedes?

    Será que se fosse o Amoêdo, mudaria alguma coisa? Ok, o Amoêdo não defende liberdade civil e é favorável aos lockdowns, mas pelo menos o Gustavo parecia ser alguém melhor. O Meirelles por exemplo tem dado umas opiniões bizarras sobre a inflação.

    Só de curiosidade, no México o presidente do BC no atual governo de esquerda do AMLO já estava no governo Peña Nieto. Até o momento ele está com autonomia respeitada. No ano que vem o mandato dele acaba e o Obrador tem que colocar outro. O peso mexicano se valorizou e se estabilizou no ano passado, foi nesse ano que ele afundou com o pânico, agora ele valorizou um pouco. Se o AMLO fosse mais esperto, talvez o MXN estivesse mais forte (o Obrador abertamente disse defender um "peso forte").

    PS: Bolsonaro, você tem o poder e já mandou um monte de ministro embora e de surpresa. Põe uma caneta e demita o Roberto Campos e o Paulo Guedes, e coloquem alguém melhor (o que não é difícil). Fujam dessa porcaria de real que só argentino ainda dá valor nesse lixo. Steve Hanke seria bom, mas não sei se estrangeiro pode ocupar um cargo assim no Brasil.
  • Eduardo  07/08/2020 20:04
    Mas como vc migrou todos os seus investimentos em real pra fora nesse período de desvalorização dos ativos e da moeda? Ou tirou antes?
  • Fernando  07/08/2020 14:55
    IPCA em julho de 2020: 0,36%

    SELIC ao mês: 0,17%

    IPCA em 12 meses: 2,31%

    Meta SELIC: 2,00%

    Expectativa de inflação para os próximos 12 meses: 3,15% (dado de 31/jul), e em ascensão.

    É a destruição do rentista, do poupador, do aposentado e do trabalhador.
  • Flávio  07/08/2020 18:54
    Detalhe: a meta da SELIC é 2%, mas a SELIC efetiva é de 1,90%. E ainda tem imposto de renda. Se você considerar isso, a situação fica ainda mais bizarra.
  • Felipe L.  08/08/2020 00:31
    Você é o Fernando Ulrich?
  • Felipe L.  07/08/2020 15:04
    Vejam a reunião do COPOM resumida. Eles realmente acham que o IPCA para esse ano vai ser 1,9%. Mas não vai mesmo, nem a pau.
  • Roger da Silva Teixeira  07/08/2020 15:09
    Qual a fonte desses gráficos e como consigo chegar até eles?
  • Apreensivo  07/08/2020 16:40
    Não tem como o Chiocca falar com o Guedes sobre isso?
  • Felipe L.  07/08/2020 22:22
    Duvido isso acontecer. Apesar do Fernando ter alguma simpatia pelo Bolsonaro por ser um dos poucos que se posicionou contra os lockdowns, não vejo por que ele falar com o Guedes. Outro problema é convencer o Guedes, o que acho inútil de tentar.
  • Thiago  08/08/2020 12:39
    Boa sorte pra tentar convencer um Chicaguista de 70 anos que moeda fraca não traz desenvolvimento, mas apenas pobreza e inflação.

    Bolsonaro terá muita sorte se o que estão fazendo esse ano não explodir em 2022, ou então terão que tentar maquiar as coisas pra não atrapalhar nas eleições.

    Que a conta virá, ah isso virá. Cedo ou tarde.
  • Kennedy  07/08/2020 21:23
    Boa noite pessoal, uma curiosidade. Eu vejo austríacos frequentemente dizendo que câmbio depreciado não estimula exportações, e inclusive já vi vários usuários desse site compartilhando links que provam até o contrário (que o câmbio depreciado atrapalha as exportações), mas nesse próprio artigo é dito que o câmbio desvalorizado estimulou a exportação de alimentos. Alguém consegue me explicar essa confusão? me parece contraditório...
  • Roberto  08/08/2020 01:04
    O câmbio desvalorizado não estimula indústrias que, embora exportem, dependem de maquinário de ponta (inclusive peças de reposição) importados.

    O melhor exemplo disso é a indústria automotiva. Ela exporta carros, mas tem mão-de-obra (que exige reposição salarial de acordo com a inflação, a qual é afetada pelo câmbio) e depende de maquinário de última geração, importado.

    País de moeda forte tem a vantagem de conseguir importar maquinários de ponta a preços baixos. Consequentemente, são mais produtivos e produzem bens de mais qualidade.

    Tanto é que você não encontra um mísero país de moeda em contínua desvalorização e com indústria pujante e produtos de ponta.

    Já setores que sobrevivem majoritariamente de exportação, e que utilizam pouca mão-de-obra e que dependem muito pouco de insumos importados, sim, estes se dão bem.

    Produtores de soja e de milho são ótimos exemplos. Mas não se conhece um país que se desenvolveu apenas enfraquecendo sua moeda para estimular a exportação de milho e soja. Você conhece algum país com metrópoles ricas e pujantes, com um setor de serviços extremamente avançado, com medicina de ponta, que enriqueceu exportando milho e soja? Se alguém souber de um, por favor, avise.
  • Felipe L.  08/08/2020 03:37
    Só tome cuidado ao falar isso sobre o setor agropecuário, pois pode dar a entender de que nenhum país pode se enriquecer tendo essa pauta econômica.

    Austrália hoje é assim. Ela tinha fábricas da Ford e da Holden, e hoje ela não fabrica mais os respectivos carros Falcon e Commodore. O Holden Commodore foi vendido aqui como Chevrolet Omega depois de 1998.

    Nenhum país com moeda latrinária consegue fazer produtos complexos que prestem. Isso deve explicar bastante sobre o fato de os carros argentinos (ao menos os exportados para cá) serem frequentemente dotados de falhas de construção, entre eles o Chevrolet Cruze. Os colombianos, bem do lado, preferem comprar carros da Coreia do Sul do que do Brasil e da Argentina. Isso revela bastante coisa.

    Com certeza quando o peso era uma moeda boa (na década de 90), a indústria argentina era melhor. O erro foi eles não terem fechado a porcaria do Banco Central.
  • Kennedy  08/08/2020 10:06
    Agora ficou mais claro, obrigado pela atenção.

    Acho que uma coisa que esse site poderia fazer seria um artigo de como seria um eventual governo do Ciro Gomes. Que seria bem semelhante ao da Dilma, seria, mas já vi o Ciro defender capitalização do sistema previdenciário (como eu não sei), e também já vi ele supostamente defendendo redução da dívida pública (O que eu duvido um pouco).

    Os eleitores do Ciro são muito metidos a "científicos", pessoas que se acham inteligentes porque supostamente possuem dados e estatísticas que "comprovam" seus argumentos. Se esse instituto fizesse um artigo em detalhes (também reunindo dados e exemplos práticos) especificamente sobre as propostas do Ciro refutando-as visceralmente, acho que seria possível converter uma parcela considerável deles ao Liberalismo. Conheço um cirista que foi convertido, e eu também já consegui convencer um de um monte de coisa.
  • Jairdeladomelhorqptras  08/08/2020 15:41
    Caro Roberto,
    Vc diz que produtores de milho e soja se beneficiam do real desvalorizado pq ganham na exportação. Nesta safra sim. Pq plantaram ainda com o real antigo. Mas eles tb dependem de insumos importados (fertilizantes e defensivos) e vão ter que renovar o maquinário. Nas próximas safras vão tb sofrer as consequências do real desvalorizado. Trabalhei nesta área. Mas posso estar enganado, ou não completamente certo.
    Abraços
  • Imperion  08/08/2020 17:04
    Câmbio depreciado estimula as exportações no sentido de que quem exporta em moeda fraca e ganha em moeda mais forte tem grandes lucros. Logo esse produtor prefere exportar.

    O governo também ajuda cobrando menos impostos do produto exportado. Com isso, ao facilitar ao máximo as exportações e dificultar as importações, a moeda perde seu valor de compra.

    Mas é a política de impedimento das importações que atrapalha as indústrias. O maquinário necessário às atividades produtivas e as matérias primas importadas ficam mais caras. E isso torna as indústrias menos lucrativas. Elas tem que absorver os custos. E produzem menos por terem menos vendas e menos capital de giro.

    O governo perde algum na exportação e quer ganhar na importação. Mas causa uma distorção: compensa mais ser produtor rural e exportar do que ser produtor industrial, ocasionando recordes na produção de grãos pra exportações e encolhimento da indústria.

    Como alimentos e commodities rendem menos que um produto de alto valor agregado (exporta laranja pra importar laranjada), o país acaba tendo mais desequilíbrio na balança comercial, afinal o que se ganha na exportação de vários produtos de valor baixo tem menos peso do que se gasta na importação de poucos produtos de alto valor agregado, que tem valor mais alto.

    Essa distorção do cambio e dos subsídios "ajuda" a acabar com a indústria nacional e ocasiona esse problema.
  • anônimo  08/08/2020 20:01
    aproveitando a explicacao , um simples computador de mesa para ferramentas de escritorio, impressora na rede, servidor de arquivos , eu montava com 1000 reais ate 2008 , qualidade boa e velocidade decente
    hj com 1000 reais eu mal compro o processador razoavel
    impossivel ser um pais competitivo ou com desenvolvimento se qualquer produto tecnologico tem precos fora da realidade
    tal de aula remota e milhoes de alunos nao tem um smartphone com 3G
    um bom computador para trabalho gráfico em engenharia vai sair por baixo 20000
    sem contar que produtos hoje estragam numa velocidade ridicula , voce gasta 8000 numa placa de video moderna e ela pifa por causa de doença eletrica - doença eletrica eh como chama o mal funcionamento dos equipamentos por usarem energia que oscila , que cai , fiacao ruim
    ate a solda que usam nos equipamentos que sao montados no brasil eh de baixa qualidade
    nos EUA uma tv com 5 anos , se der problema , eh praticamente uma nova que voce ganha , nao serve nem assistencia tecnica ... aqui com 2 anos e com sorte ela nao apresentou nenhum defeito , porque garantia mesmo so pagando
    entao nao eh algo que atinge soh a industria e afins, a agropecuaria nao vai ter acesso a tecnicos de operacao e manutencao se em algum ponto do processo nao tem nem como treinar e capacitar esse pessoal
    o dano que causa eh ate dificil de analisar toda a extensao no desenvolvimwnto do pais
  • Yuri -São Carlense  08/08/2020 15:56
    Uma coisa que o Fernando Ulrich comentou (e que pode ser observada nesse artigo):

    Os economistas da escola austríaca tem o diferencial de analisar a evolução dos agregados monetários (M1, M2,Base Monetária)

    A maioria dos economistas do mainstream não se preocupa tanto em analisar esses indicadores. Entre outras fatores, isso faz com que as análises econômicas dos austríacos sejam melhores e mais acuradas.
  • Felipe L.  08/08/2020 19:26
    Esse artigo é um resumo.

    Dificilmente seremos perdoados pelo mainstream.
  • Felipe L.  08/08/2020 20:30
    Leandro, eu sei que já te perguntei isso (mas perdi o comentário), mas por que aquela pancada nos juros na Argentina em 2018 gerou pânico, ao invés de gerar confiança, como ocorreu com o Brasil em 2003 e em outros países desenvolvidos? Certamente se nessa época o Brasil tivesse mantido ou aumentado os juros, talvez já estivesse com o dólar abaixo de R$ 3.

    Durante o Currency Board heterodoxo argentino, o BC local podia comprar títulos e imprimir a rodo, como o BCB fez até o Plano Real? Teria relação com isso?
  • Leitor Antigo  09/08/2020 16:36
    Pancada em juros, dependendo do contexto, não só não aumenta confiança, como, ao contrário, pode aumentar ainda mais a desconfiança, pois passa a imagem de desespero do governo.

    Esse artigo fala exatamente sobre o ocorrido na Argentina. Eis o trecho:

    "Vale também notar que essas súbitas e acentuadas elevações da taxa básica de juros geraram um ciclo vicioso: quanto mais a moeda se desvalorizava, mais o BC atuava para elevar os juros para tentar conter a desvalorização. E quanto mais os juros subiam, mais as pessoas se assustavam com a gravidade da situação e mais elas abandonavam o peso e fugiam para o dólar. E mais ainda o câmbio se desvalorizava.

    Trata-se do famoso exemplo das consequências não-premeditadas: um súbito e acentuado aumento dos juros, com a intenção de conter a desvalorização da moeda, acaba gerando o efeito exatamente oposto, pois os investidores e os próprios cidadãos argentinos se assustam com a intensidade das medidas e reforçam ainda mais a sua fuga. O raciocínio é: "Se os juros estão subindo desta maneira é porque a situação é muito pior do que parece. É melhor eu sair do peso rápido!"."

    www.mises.org.br/article/2938/as-licoes-da-argentina-gradualismo-e-medo-de-reformas-sao-fatais-para-uma-economia


    P.S.: no início do governo Lula, a Selic foi elevada de 24% para 26,50% — 2,50 pontos percentuais dificilmente podem ser considerados "pancadas".
  • Felipe L.  09/08/2020 17:01
    Mas foi o suficiente para gerar confiança.

    Esse trecho eu já tinha lido. Vou ver se encontro esse comentário do Leandro.
  • Rodrigo   09/08/2020 23:09
    Sim, Argentina não tem mais crédito, não importa o quanto aumente os juros.
    Vai cair no colo dos chineses, que emprestam dinheiro com a intenção não de receber de volta, mas de dominar o país.
  • Felipe L.  09/08/2020 23:26
    Pronto, encontrei o comentário dele, que é perfeito:

    "Não, pois lá, ao contrário daqui, o BC pode financiar diretamente o Tesouro.

    Mais ainda: lá, ao contrário daqui, o BC emite títulos próprios. Lá, não são só os títulos públicos que são usados para fazer política monetária. O BC também entra no esquema. O BC emite as LEBACs (Letras do Banco Central). Na prática, o BC emite uma LEBAC a 40% ao ano, você compra, e daqui a um ano o BC devolve seu dinheiro acrescido de 40%.

    Ou seja, o próprio BC cria inflação ao tentar controlar a inflação.

    Uma taxa de juros alta hoje pode até ajudar a conter um pouco a oferta monetária. Mas daqui a um ano, a enxurrada monetária virá ainda mais forte. "


    O BCB daqui ainda não pode financiar diretamente o Tesouro, mas eles estão doidos para voltar com essa aventura. Eles fazem isso, os brasileiros vão querer tirar os caras do governo a tapas.
  • Marcio  08/08/2020 21:21
    Acham que ainda é recomendado investir em ouro à essa altura?
    Consegui comprar um pouco quando o cambio se valorizou no início de maio e o preço caiu para R$ 275, hoje esta R$ 355 e o preço em dolar disparou pra US$ 66.
    Seria melhor esperar uma queda nos próximos meses para comprar de novo ou a tendência é o ouro continuar subindo e não voltar mais ao preço atual?
  • anônimo  09/08/2020 23:14
    Eu acho que até o fim deste ano só vai se valorizar ainda mais...

    www.mises.org.br/article/3248/os-recentes-eventos-deixaram-ainda-mais-claro-dinheiro-de-verdade-e-o-ouro-e-voce-empobreceu#

    economia.uol.com.br/noticias/redacao/2020/08/09/auxilio-emergencial-extensao-marco-menor-valor.htm

  • Felipe L.  10/08/2020 01:08
    Eu compraria, assim como Bitcoin. Se o ouro cair, o que você tiver em real vai se valorizar. Mas aí é só se for milagre, quem sabe o Bolsonaro demite o Guedes e coloque alguém supply-sider, dado o fato de que a equipe ministerial dele é imprevisível.
  • Marcio  10/08/2020 15:35
    Guedes foi o principal motivo de eu ter botado fé no governo Bolsonaro. Mas, após esse primeiro período de governo e considerando tudo que aprendi desde que conheci esse site, não ficaria triste se ele fosse demitido.

    A volatidade do cambio e a postura de trader do BC nos ultimos meses foi absurda.
    Tentei passar minha poupanca para o ouro, mas fiquei igual cachorro que cai do caminhão de mudança. Olhava pra o preço dolar (na época entre US$ 55 e 57) e sabia que iria explodir em pouco tempo. Mas, ao mesmo tempo, devido a volatilidade do cambio, fiquei esperando um refresco para comprar de novo, e acabei ficando pelo caminho.

    Achei que R$ 300 estava caro, esperei e me dei mal. Agora, estou pensando em comprar de novo mesmo no meio da alta historica. Talvez os R$ 355 de hoje seja uma pechincha, afinal.
  • Imperion  11/08/2020 00:46
    Se o governo continuar errando, o ouro vai valorizar. Se ele começar a acertar, o ouro vai desvalorizar. Estude a TACE e aprenda a ver isso antes que ocorra. O ouro subiu ou caiu pelos erros passados. Veja tudo antes concretamente, e não vá por mera opinião. É antiético dizer "quando" algo vai cair ou subir. O quando ninguém sabe. Você não vê investidores sérios dizendo "quando". Só propagandistas de investimentos fazem isso, porque querem manipular a boiada ou trazer novos leigos pros seus produtos.
  • Thiago  11/08/2020 17:06
    Muito cuidado com a vacina, na Russia já saiu notícia que já estão vacinando as pessoas lá.

    Talvez uma notícia confirmada de vacina pronta dê uma arrefecida a curto/médio prazo no ouro (principalmente em dólar).

    Aí pode acontecer de se "entrar na hora errada", apesar de o longo prazo do jeito que ta esse QE seja extremamente favorável.
  • Judeu  08/08/2020 21:25
    Guedes está fazendo um trabalho digno do Mantega. Só não é pior por conta do contexto.
  • Felipe L.  10/08/2020 00:12
    Pessoas, decidi pesquisar alguns países que tomaram um caminho mais para exceção com questão na taxa de juros.

    Não vou falar de todos porque senão fica grande demais.

    Essa é a lista de países que aumentaram a taxa de juros:

    - Zimbábue: 15 para 35%. Hiperinflação continua, obviamente.
    - Uruguai: uma leve diminuída para 15,4% (não sei por que lá é bem mais alto do que em outros países vizinhos de comportamento inflacionário parecido), mas continua com o resultado da subida dos juros desde fevereiro. Juros reais lá estão em 4,78% ao ano. Bom até. O presidente do BC local já afirmou meses atrás que busca uma política monetária mais rígida. Que diferença para essa porcaria que está na equipe econômica aqui no Brasil... Ah, e vale lembrar que o Uruguai hoje é o país da região que está menos interferindo com essa história de lockdown.
    - Na Nicarágua os juros flutuam. Estava em 10,47%, agora está em 11,94%. Não existe controle nos juros. O câmbio é atrelado ao dólar. Parece melhor até do que o era feito no Plano Real aqui no Brasil. Histórico deles de inflação. Se você fala que o câmbio tem que ser atrelado ou fixo, mas os juros podem ser livres (como é em Cingapura também), os chicaguistas ficam histéricos, os mesmos que falam que tem que controlar os juros.
    - No Equador, os juros foram de 8,98 para 9,12%. Variam mês a mês. O BC lá só serve para emitir os equivalentes aos dólares. Vejam como o site do banco central deles é enxuto. Bom sinal.
    - Na Bolívia, apesar de as reservas internacionais estarem se esgotando (parte da culpa está no fato de o preço do gás natural estar em queda desde 2014, com o fortalecimento mundial do dólar), a taxa de juros continua em tendência de queda. Agora está em 3,3%. Antes em 3,38%. Muita mudança. Eles haviam subido os juros de 3,4% aproximados em fevereiro para aproximados 4,1% em abril.
    - Em Singapura, os juros subiram também (e flutuam). Estava em 0,12%, agora em 0,16%. Juros reais anuais de 0,62% em junho?

    Então eu acho que é isso. Espero que gostem.
  • Andre  05/09/2020 00:25
    Felipe L. muito obrigado por esses dados. muito interessantes e relevantes.
  • Felipe L.  05/09/2020 01:06
    Eu que agradeço por achar relevantes esses dados que busquei.
  • anônimo  10/08/2020 21:47
    valor.globo.com/brasil/noticia/2020/08/06/igp-di-e-o-maior-em-quase-18-anos-e-sinaliza-efeito-inflacionario-para-2021.ghtml
    (Não sei como criar links, me desculpem)
    Basicamente, o que é repetido a exaustão nesse site, se confirmando, repasse cambial ocorrendo ao mesmo setor que supostamente seria beneficiado com a desvalorização da moeda.
    (Até poderia durar algum tempo, se as commodities não estivessem em alta também)..
  • THEDEFENSE  11/08/2020 14:56
    Ao ler a matéria: soja, minério de ferro e diesel.

    Dólar, dólar, dólar.

    E China.

    De fato, parece que muito poucos produtos estão sofrendo reajuste elevados de preços. Considerando o salto que o dólar deu, só há uma avaliação possível: o Banco Central está sendo genial, pois reduz o custo do endividamento, libera capital para investimento produtivo e mantém a inflação baixa.

    Se de fato conseguirmos mudar o patamar dos juros no país, isso é algo a ser muito comemorado. Muito dinheiro alocado em títulos públicos vai buscar investimentos de maior risco - e realmente produtivos.

    O que o Bacen está fazendo é empurrando dinheiro para bolsa e outros investimentos. Não há nenhuma indicação de que a bolsa brasileira esteja sobreprecificada (ainda). Pelo contrário, é uma das que mais perdeu valor em dólar.

    O importante agora é conseguir transformar esses movimentos de redução do custo do capital em investimentos, aumento da produção - e não apenas em consumo.

    O desafio é esse agora.
  • anônimo  11/08/2020 18:34
    Então leia a matéria de forma completa. Os preços aos consumidores só não sofreram reajustes ainda pois a economica está deprimida (demanda em baixa).
    O que isso significa? Significa que há alguns cenários possíveis, fechar as portas já que a margem de lucro está caindo e não é sustentável (custos em alta e preços parados) , aguardar o consumo voltar lá para 2021(com sorte) para poder subir preços (o que vai impactar o IPCA) - Rezar para o dolar cair, mesmo com nenhum fator macro contribuíndo. Não há nenhum cenário positivo, tirando o ultimo, que não está no cenário.

    E sim, o Banco Central está sendo genial , para o Guedes, servindo como um auxiliar do Tesouro(Onde está a suposta independencia do banco central?)

    Também é importante ver outros indicadores das outras commodities postadas nos comentários acimas. Não são apenas as citadas por você que estão subindo.

    Outro fator a se considerar, mas não citado, é os preços das maquinas usadas pela industria, bens de consumo como computadores, peças de reposição, etc.
    É estranho como alguns liberais do governo pregam abertura comercial como algo benéfico mas não vê problema nenhum da economia fechar 40% com a desvalorização da moeda. (Se abandorarem o gradualismo prudente e sofisticado na abertura e cortarem as tarifas de forma radical, voltamos para quando o dolar estava em 3,80 R$) Ou seja, não há abertura prática real comparado a alguns anos;

    Viramos a coreia do norte e não me avisaram
  • anônimo  11/08/2020 18:58
    Complementando: De fato, com juros baixos na canetada(E não sou eu que estou dizendo, leia a ata do BC) indivíduos se arriscam mais! Mas porque se expor a maiores riscos com juros reais negativos é algo bom? Lembre-se que é o excesso de exposição ao risco , propiciado por ambientes de liquidez artificais excessivas, que geram bolhas. Destruir recursos é algo bom para o desenvolvimento? T

    Também algo há se considerar é a incerteza, mesmo reduzindo juros não há garantias que eu vou fazer um emprestimo de longo prazo e abrir uma fábrica no Brasil.
    Outro fator, é a composição do spread bancário. A selic é uma pequena parte da sua composição; Custos administrativos, impostos, garantias de crédito, elevam os juros para o consumidor, hoje, muito mais que a tal ''selic'', que é apenas um juro da economia.

    Não me entenda mal, juros baixos é bom, mas há meios menos ''Guido Mantega'' de fazer isso


  • Felipe L.  11/08/2020 20:44
    Juros baixos dão um sinal errado: de que está sobrando capital e crédito. No caso da SELIC, sinaliza de que o governo brasileiro é tão ou mais confiável que o governo suíço (os juros reais já estão menores do que os de lá). E então os indivíduos tomam decisões baseadas nisso pois se não tomarem, podem simplesmente quebrar antes de o ciclo acabar, como ocorre em ciclos econômicos. Só que não há a mínima possibilidade de se iniciar um novo ciclo econômico agora como em 2003 (Leandro, me corrija se eu estiver errado hein!): o dólar está mundialmente forte, a demografia brasileira já ficou em desvantagem e o estado está quebrado.
  • Imperion  12/08/2020 19:00
    Bacen tentando mandar dinheiro de um lado pra outro é intervir no mercado. Não dará certo. Sempre gera distorção. Pras empresas serem competitivas, se recuperarem, criarem empregos, investirem no setor produtivo, não é de credito que ela precisam.

    Elas precisam que o governo baixe os impostos e elimine toda a burocracia tributária. Elas fariam poupança pra investir. Não dependeriam de empréstimos com juros controlados pelo Bacen.

    Empresas sem âncoras crescem e suas ações se valorizam com saúde. Quando as ações sobem por causa de intervenção, logo que essa intervenção cessa (e ela sempre cessa, pois intervenção é um barco que é controlado ora por um ora por outros), o preço das ações desaba, pois não tinha suporte real de valor.
  • Felipe L.  11/08/2020 20:38
    O IGP sofre mais influência do dólar (e é melhor que o IPCA) e eu até briguei aqui porque tinha gente falando do IPCA baixo. Próximo ano vai disparar, esperem só.

    Aí eu quero ver se o Bolsonaro vai continuar arriscando a sua reeleição por causa das maluquices do Paulo Guedes.
  • Felipe L.  11/08/2020 20:51
    "Governo Federal cogita prorrogar auxílio emergencial até março de 2021"

    "Adotada para reduzir os impactos das famílias brasileiras durante a pandemia de Covid-19, o auxílio emergencial pode ser prorrogado novamente. Aliados do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) defendem que o benefício seja pago até março de 2021. Contudo, o valor – atualmente em R$ 600 – deve cair para algo entre R$ 200 e R$ 300."

    O Bolsonaro tem coragem nem de fechar agência reguladora, quanto menos agora ter coragem para reduzir o valor do auxílio.

    O auxílio paga mais do que muita bolsa de ensino superior como o PIBID, onde o sujeito trabalha 32 horas mensais e ganha R$ 400 (dá pouco mais de R$ 10 a hora).

    Moeda forte e reforma trabalhista - que ajudaria os pobres de verdade - que é bom, nada.

    Empregos que paguem R$ 600 (que poderiam atender pessoas de diferentes necessidades e perfis), aí não pode, aí é desumano. Melhor o sujeito viver de esmola ou passar fome.
  • Felipe L.  12/08/2020 00:24
    "Secretários de Guedes, Salim Mattar e Paulo Uebel pedem demissão"

    E olhem que o Salim parecia ser até melhor que o Guedes. Outra vez o Salim se disse libertário (apesar de ele parecer ser mais para liberal), enquanto o Guedes teve política desenvolvimentista elogiada pelo Ciro Gomes e pelo Bresser-Pereira.

    Por enquanto, o câmbio não disparou. Bolsonaro quer fazer uma abordagem mais gradualista, dá nisso aí. Alemanha não saiu do buraco com discursos bonitos e moeda imprestável.
  • Gabriel  12/08/2020 01:58
    "Bolsonaro quer fazer uma abordagem mais gradualista, dá nisso aí. "

    Na verdade essa debandada (palavra que o próprio Guedes usou) é de algo mais profundo. O governo está claramente rachado desde do início da pandemia, e na área econômica isso ficou mais evidente depois da reunião ministerial vazada pelo STF.

    Estava claro ali que Rogério Marinho mais a ala militar estavam (e estão) fazendo pressão para ligar a impressora de vez. É o tal plano "pró-Brasil". Ao que tudo indica, essa ala está mais forte do nunca e pode ganhar a guerra.

    P.S.: A palavra "debandada" e a entrevista coletiva do Guedes anunciando a saída dos secretários acenderam sinal de alerta. Ele disse: "estão sugerindo pular a cerca e furar teto e vão levar o presidente para uma zona de incerteza, uma zona sombria."

    Claro sinal que está perdendo a guerra interna.
  • Yuri - São CarlenseS  12/08/2020 11:31
    Leandro,

    Estão cogitando que o auxílio emergencial seja estendido até 2021.

    O que se pode esperar de consequências dessa medida (além do aumento explosivo do déficit e da dívida) seria uma expectativa de inflação ainda mais alta para os próximos meses? E com isso, a necessidade de uma SELIC futura mais alta que a expetativa atual, para conter essa inflação?
  • Leandro  12/08/2020 16:48
    Expectativa mais alta, com certeza. Quanto à Selic, ainda não estou convencido de que irão subi-la tão cedo. A economia que ela gera com o serviço da dívida é significativa, e vão fazer de tudo para mantê-la como está. É mais factível queimarem reservas para controlar o câmbio (e, com isso, arrefecer pressões inflacionárias) do que mexerem na Selic.

    Mas posso estar errado.

    De resto, eu nunca apostei no fim desse auxílio. A coisa é suculenta demais para ser extinta, e nenhum político irá querer ter seu nome associado ao fim do programa. É como um bolsa-família com esteróides, e acabar com isso é suicídio político.

    Veja as consequências políticas:

    www.poder360.com.br/poderdata/aprovacao-do-governo-entre-beneficiarios-do-auxilio-emergencial-e-de-50/

    Veja também, no segundo gráfico, que a intenção de voto de Bolsonaro no Nordeste está surpreendentemente alta:

    www.poder360.com.br/poderdata/hoje-eleicao-presidencial-teria-bolsonaro-a-frente-de-todos-no-1o-turno/
  • Felipe L.  13/08/2020 16:18
    O auxílio emergencial paga mais do que muitas bolsas. Por exemplo no PIBID, depois de ter a sorte de passar em uma prova burocrática, você ganha R$ 400 por 32 horas mensais (dá um pouco mais de R$ 10 a hora). Duvido que o Bolsonaro vá acabar com esse auxílio ou mesmo diminuir o valor dele. Ele não é capaz nem de privatizar um vaso de flor ou fechar uma agência reguladora, quanto mais agora mexer em assistencialismo. Em umas partes ele é firme (como ser contra os lockdowns, em outras ele morre de pavor.

    Isso sobre o Nordeste eu já tinha até falado antes. As regiões Norte e Nordeste são as maiores beneficiadas pelo auxílio. O Bolsonaro vai ser reeleito por causa disso e a oposição jamais vai perdoá-lo. Aquilo que o Friedman disse de que não há nada mais permanente do que qualquer programa temporário do governo é certeiro, apesar de o próprio Milton defender assistencialismo (os mais espertos perceberam o "renda mínima" mencionado no plano do governo Bolsonaro). Isso é chicaguismo puro, gente. E o negócio é genial: as regulações trabalhistas prejudicam principalmente estas regiões, pois encarece artificialmente a mão de obra e é nessas regiões onde a mão de obra é menos qualificada (quem já visitou o interior nordestino sabe que ainda existe casas de barro e nem asfalto daqueles porcos existe). O Nordeste um dia já foi a região mais próspera do Brasil. Problema de seca já existia pelo menos desde o século XVI. Só que naquela época ninguém enchia o saco dos trabalhadores e empreendedores na região (leiam o livro do Jorge Caldeira sobre isso). Existia um monte de regulação mas "a lei não pegava" e a Coroa Portuguesa só estava preocupada em sustentar a sua casta em Portugal (por exemplo, apesar de a abertura dos bancos ser proibida, as Santas Casas forneciam crédito para investimentos produtivos). E ainda há o fato de que naquela época se usava ouro como moeda, e pronto, você tem acumulação de capital. Foi com a chegada de João VI que os problemas aumentaram.

    E engraçado: receber uma esmola de 600 reais, gerando inflação e dívida no governo é tudo ok. Agora um emprego que pague isso e onde o sujeito vai provavelmente poder ascender socialmente (isso é Economia e você aprende até jogando Age of Mythology), aí não pode. Aí já é um absurdo, exploração. Reforma trabalhista e moeda forte, coisas que ajudariam os mais pobres, não pode. De repente a pessoa não tem qualificação e aceitaria trabalhar com esse salário por uma jornada menor (às vezes ela tem alguma deficiência), não, não pode, você tem que ter um curso de Engenharia Aerospacial para apertar parafusos em um dos poucos empregos básicos disponíveis. Às vezes a pessoa é idosa e quer trabalhar umas 20 horas por semana, e aí também não pode. Ou a pessoa tem menor capacidade física, também não pode. Só não está pior pois ainda há os aplicativos de entrega e transporte, que pagam isso ou mais, dependendo da região e de sua jornada.

    Tentei procurar o meu outro comentário sobre no Google, mas ele sumiu. Que estranho. Bom, o trecho da notícia é este:

    "Contudo, o valor - atualmente em R$ 600 - deve cair para algo entre R$ 200 e R$ 300"

    Acho difícil ele conseguir diminuir esse valor. E aí ele vai tentar procurar conciliar inflação e assistencialismo, já que nesta circunstância eles estão entrelaçados. Mas aí vem outro problema: eles podem alegar inflação e aí vão querer que aumentem o valor dos "benefícios". E pronto, o ciclo não termina nunca. Esse é outro perigo.

    Tudo que o Bolsonaro poderia fazer sem precisar do STF e do Congresso por algo supply-side - como fechar secretarias e agências reguladoras - ele não fez, ou fez algo como 20% disso.

    Sobre o BCB, é outra questão importante levantada pelo Leandro. Será que eles vão queimar reservas para manter o câmbio, já que isso é quase uma heresia para os chicaguistas? Será que vale uma aposta?
  • Imperion  12/08/2020 16:49
    País tem déficit nas contas. Pra continuar pagando vai continuar imprimindo, e isso pode aumentar e muito a oferta monetária. Ou então emitir muitos títulos da dívida.

    Todas são medidas inflacionarias. Não se engana a contabilidade. Pode ser uma dessas ou todas juntas. Contabilmente o país com um déficit desse tá pela hora da morte. Mais alguns anos e não tem mais governo central. Acaba o país, acaba o assistencialismo, acaba a social democracia.
  • Felipe L.  12/08/2020 14:10
    Enquanto tivermos o BCB, vai ser difícil cortar privilégios do funcionalismo.

    Por quê? Porque o BCB consegue amenizar os custos da gastança, através de expansão monetária.

    Por que vocês acham que na Grécia eles tiveram que cortar gastos? Não podem imprimir drachmae. Equilibraram o orçamento depois de 2015. E isso num país com forte sindicalismo e lobby de funcionalismo. E quem fez isso foi o partido Syriza, de extrema-esquerda.

    Tire a moeda forte e dê um banco central a eles, que eles viram a Argentina rapidinho.

    Aqui, com um governo "de direita", é um choro até para congelar aumento do funcionalismo.

    Agora no Brasil, fecha o BCB e adote uma moeda forte como o dólar para você ver o que acontece quando a coisa aperta. É quase um padrão-ouro. Aí tem que cortar salário de funcionalismo, pensões, fechar ministério, vender universidade, secretaria, desregular, etc... ou isso ou o funcionalismo fica sem salário e parcelado. Cláusula pétrea e direito adquirido somem quando começar a faltar dinheiro.

    Não adianta o Bolsonaro demitir o Guedes e o Roberto Campos se não fechar junto o Banco Central do Brasil. Algum assessor, pelo amor de Rothbard, fala para o Bolsonaro assinar um decreto e fechar isso.
  • Marcelo Ribeiro  13/08/2020 15:28
    A única coisa que eu sei é que tá tudo subindo. E não é só alimentos não. Estou mexendo com obras e os preços de cimento, tijolo, encanamento, materiais elétricos estão bem maiores do que estavam ainda no início do ano.

    E o IPCA não parece estar captando isso.
  • Felipe L.  13/08/2020 15:55
    Verdade. O IPCA é impreciso. O IGP-M é melhor.

    Em algum momento, o IPCA vai passar dos 5,5%. E é aí que veremos o que eles vão fazer, se eles realmente estão preocupados com os pobres. Bolsonaro é quem tem o poder. BCB por ora opera sob comando do Executivo.

    Só que ainda estamos com incertezas, então não explodiu ainda pois ainda a atividade econômica não retornou totalmente ao normal. Mas dá para ficar alerta, porque o IPCA acumulado dos 12 meses vem subindo desde maio. Alguns setores já estão retomando.
  • rraphael  13/08/2020 17:20
    o real ta ladeira abaixo , e a tendencia eh aumentar a intensidade da disparada de preços ja que a impressora vai ficar freneticamente ligada ate março-2021 no minimo

    aqui estou correndo pra pegar o que eu preciso pro resto do ano pra nao ter que pagar o dobro - triplo do preço atual ate la

  • Lucas  13/08/2020 23:12
    E o IPCA não parece estar captando isso.

    Na verdade está captando sim. Basta fazer a decomposição por itens.

    Veja, no gráfico a seguir, os itens 'Habitação' e 'Artigos de residência'. Foram os que tiveram a maior alta no mês de julho.

    i.imgur.com/leah2U5.png

    E essa alta não é de agora. Conforme pode ser constatado nos gráficos a seguir, a alta desses itens já tem alguns meses:

    i.imgur.com/ia1wf0I.png

    i.imgur.com/M5UHWTj.png

    O problema é que todo mundo só olha para o índice geral do IPCA e ignora os itens individuais. Quando os preços de alguns itens sobe expressivamente ao mesmo tempo em que o preço de outros itens cai expressivamente, a média aparenta uma falsa normalidade.
  • Gustavo  28/08/2020 13:37
    IGP-M acelera a 2,74% em agosto, após alta de 2,23% em julho, diz FGV

    Acumulado em 12 meses supera 13%

    economia.uol.com.br/noticias/estadao-conteudo/2020/08/28/igp-m-acelera-a-274-em-agosto-apos-alta-de-223-em-julho-diz-fgv.htm

    A Teoria Monetária Moderna vai deixar isso aqui uma terra arrasada.
  • Lucas  14/08/2020 08:04
    "Exportar é bom para o País", eles disseram!

    revistaautoesporte.globo.com/Noticias/noticia/2020/08/diesel-tambem-vai-mudar-no-brasil-para-pior.html

    "O ministro de Minas e Energia, Beto Albuquerque, afirmou que o Brasil não terá oferta suficiente de biodiesel para adicionar no diesel. Em um congresso nesta quinta-feira (13), ele afirmou que reduzirá provisoriamente de 12% para 10% a quantidade de biodiesel na mistura. As informações são da agência de notícias Reuters.

    Ao ser questionado, o ministro afirmou que 70% do biocombustível é proveniente do óleo de soja. Apesar do agronegócio bater recordes de produção nos últimos anos, o Brasil vem exportando boa parte do grão para a China."
  • Felipe L.  14/08/2020 16:12
    Ou seja, estão prejudicando os próprios exportadores, que utilizam veículos movidos a diesel. Realmente, o trabalho feito pela equipe econômica no Bolsonaro é genial.

    O pior de tudo é que eles querem até aumentar essa pornográfica mistura de etanol na gasolina. O MAPA eu já sei que não defende o livre mercado.
  • Imperion  14/08/2020 21:42
    Bom os exportadores recebem todo tipo de subsídio, desde crédito abaixo dos juros, moeda inflacionada, impedimento às importações.

    Qualquer prejuízo que eles tiverem nem arranha seus ganhos, que são pagos com impostos.
  • Felipe L.  15/08/2020 03:02
    "Five Years After Devaluation, China Has the Yuan It Wanted"

    Interessante salientar que até o renminbi é melhor que o real, apesar de várias distorções mercantilistas para "ajudar" exportadores (e aí seriam outros tipos de subsídios, né? Já que a moeda deles se fortaleceu ao longo do tempo, tendo afundado após 2014 somente). O renminbi é mais velho e hoje a taxa cambial para cada dólar é por volta de 6,95 CNY para cada USD. Se o real tivesse a mesma idade do renminbi, provavelmente o câmbio estaria em 8 reais para mais.

    Falando desses assuntos, qual hoje é o melhor site/meio para se informar sobre as moedas ao redor do mundo, assim como commodities e afins (pode colocar junto criptomoedas, porque sou entusiasta delas)? Coisas como comportamento da moeda, se o BC cortou juros ou não, essas coisas. Deve ter gente que ganha dinheiro só ao falar sobre essas coisas.
  • Imperion  17/08/2020 16:32
    Os melhores sao os informativos pagos.
    Os de grátis nao ficam bem organizados, embora seja de informacao publica. Nesses vc tem que salvar todas as paginas que esteja oferencendo os indicadores que vc quer e ir sempre carregando.
    Eu mesmo estava querendo programar uma página que ja pegasse automaticamente os graficos das paginas que eu quero e colocar numan pagina so automática.
  • Skeptic  17/08/2020 14:47
    Que horror, o site do Bacen usa adobe flash pra gerar os gráficos...
  • Régis  02/09/2020 13:44
    Preparados?

    Inflação na indústria fica em 3,22% em julho, maior alta desde 2014

    agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/28735-inflacao-na-industria-fica-em-3-22-em-julho-maior-alta-desde-2014

    Trechinho:

    "A atividade de alimentos, que tem o principal peso no índice geral (cerca de um quarto do indicador), após retroceder em junho (-0,73%), voltou a registrar alta (3,69%) e acumula 12,03% no ano, sendo essa a maior taxa para o setor desde julho de 2012. [...] Na comparação com julho de 2019, os preços mais recentes estavam 23,78% maiores."

    O BC vai continuar brincando de heterodoxia monetária até quando?
  • Felipe  02/09/2020 14:37
    E a culpa vai ficar toda em cima do Bolsonaro (na verdade é dele também).
  • Régis  04/09/2020 01:50
    Continuam preparados?

    Abras informa Senacon sobre reajuste generalizado e pressão da indústria de alimentos

    valor.globo.com/google/amp/empresas/noticia/2020/09/03/abras-informa-senacon-sobre-reajuste-generalizado-e-pressao-da-industria-de-alimentos.ghtml

    A maior pressão está em itens como arroz, feijão, leite, carne e óleo de soja "com aumentos significativos", informa a Associação Brasileira de Supermercados
  • Felipe  04/09/2020 12:23
    Obrigado aos dois iluminados Ciro Guedes e Roberto Campos Neto por brincarem de TMM e de destruir a moeda.

    Precisam ser dispensados urgentemente. Chamem o Meirelles.
  • Daniel  04/09/2020 18:59
    Essa de apelar ao patriotismo para que donos de supermercado não subam preços após o Banco Central ter keynesianamente cagado a moeda é o equivalente a pedir para uma mulher espancada pelo marido a não prestar queixas para não sujar a imagem do casamento.
  • Bernardo  04/09/2020 19:04
    É como eu disse em outro comentário. Essa é a desgraça de se ter uma imprensa incompetente. Em vez de criticarem o essencial (condução da moeda), perderam-se no trivial (Queiroz e lojas de chocolates) e com isso se desmoralizaram por completo.

    Se tivessem batido na política monetária ultra-heterodoxa lá atrás, a situação hoje estaria melhor. (Creio que a imprensa quer o "bem do país", certo?).

    Agora, até mesmo eventuais críticas corretas a este assunto serão compreensivelmente percebidas como mera perseguição política.

    De resto, é bizarro como a oposição está completamente perdida. Em vez de falarem da moeda, focam em rachadinhas de um deputado estadual e em depósitos irrisórios em uma conta bancária. Nunca antes na história desse país uma oposição foi tão amadora.
  • Vladimir  04/09/2020 19:10
    Ué, mas a esquerda não tem do que reclamar. Ela passou toda a sua existência defendendo Selic zero, dólar caro e aumento das exportações. Exatamente tudo o que está sendo feito agora.

    Não tem como a esquerda criticar o atual arranjo sem cair em contradição.

    Aquilo que o atual governo tem de mais criticável (a bizarra política monetária) é exatamente o que mais passa incólume para a oposição. E até mesmo para a mídia.

    A mídia até faz um muxoxo para a alta dos alimentos, mas absolutamente nada fala contra a Selic. Você não encontra um puto jornalista que seja contra as recentes quedas da Selic e contra a atual política monetária. Não me lembro de outro Banco Central que tenha sido tão protegido e incensado como este. Deve ser o charme do Campos Neto.
  • WMZ  04/09/2020 19:56
    Poderiam fazer um artigo falando das contradições esquerdopatas...se fosse o contrário, eles nem perderiam tempo
  • rraphael  04/09/2020 20:06
    brasilzao quer ganhar 600tao por mes sem trabalhar ou produzir e agora ta achando que 5 reais no litro do leite é sacanagem do vendedor

    e o pior é que a reclamaçao ta vindo de quem viveu a epoca dos fiscais do sarney e deveria estar calejado sobre o assunto

    eeeeeeita brasilzao
  • Juliano  04/09/2020 20:23
    23:59h: Tem que ter lockdown total! Ninguém sai de casa! Ninguém trabalha! Ninguém produz! Vamos todos só ficar vendo Netflix! Basta colocar o governo pra imprimir dinheiro e isso vai garantir o sustento das pessoas!

    00:00h: Meu Deus! Estão faltando produtos e os preços estão explodindo! Não estou entendendo nada!
  • Felipe  04/09/2020 21:49
    Ainda há uma luta para mudar a mentalidade da população.
  • Imperion  05/09/2020 01:25
    A luta é boa, mas mudar a mentalidade de 200 milhões de brasileiros numa geração? É bom tentar, mas mantendo os pés no chão. Deviam aprender com o Sarney, com o FCH, o Lula , a Dilma como não se contrói um pais economicamente próspero.

    Mas tem que se encarar os próprios erros. As pessoas se iludem , mas não reconhecem. E não aprendem.

    Ensinar os outros, mas mantendo um plano B.
  • Imperion  05/09/2020 01:11
    Povo não quer trabalhar, quer receber seissentão, quer que vire renda mínima indefinidamente. Quer colocar a conta no colo dos outros.

    E quando a conta chega, quer congelamento. Não se foge do imposto da inflação. Bota pros outros pagar. Eles cortarão a produção. Ninguém é obrigado a trabalhar de graça pra sustentar os outros.

    Produtor não faz greve. Porque se fizer é vc que paga. Quem não produz, não colabora com o barateamento dos produtos. Quer apenas receber dos outros. Já o produtor é quem mais colabora com o barateamento seu custo de vida. Não os políticos.

    Bote nas costas do produtor e aguente quando este não colaborar com vc. 
  • Felipe  05/09/2020 01:33
    Isso é algo que eu não pensei: que esses R$ 600 de agora não são os R$ 600 do ano passado. É óbvio que isso vai ser financiado por dívidas e inflação.

    Tal auxílio só não teria esse custo se eles simplesmente cortassem o salário do funcionalismo, fechassem ministérios, agências e secretarias. Seria interessante porque assim veríamos se o "servidor é realmente preocupado com os mais pobres". Talvez aqui seja o único caso no continente onde nenhum político teve coragem de cortar o próprio salário. A Lei do Teto de certa forma impôs isso. O governo está ficando sem dinheiro. No ano passado teve que pedir crédito suplementar bilionário. Nesse ano vai ser igual. No próximo também. E assim ficamos nesse circo fiscal e monetário.
  • Imperion  05/09/2020 23:16
    Esses 600 ja sao 594 em relacao ao ano passado.
    O rombo é de um trilhão, num pib de 6 trilhoes de reais. Isso vai virar divida.
    A venda de alguma estatal pode abater esse valor
  • Felipe  04/09/2020 22:35
    O maldito do Leandro tinha razão de novo.

    Vejam os dados envolvendo crescimento da exportação de produtos do Brasil, de junho de 2019 em relação a junho de 2020, entre os que mais cresceram:

    - Soja, com crescimento de 61,9% (a maior parte foi para Rússia, China, Argentina, México e alguns países da Europa e África);
    - Açúcar cru, com crescimento de 80,4%;
    - Carne bovina congelada, com crescimento de 70,3%;
    - Arroz, com crescimento de 823% (isso mesmo);
    - Nozes, com crescimento de 90,2%;
    - Frutas cítricas, com crescimento de 46,3%;
    - Farinha, com crescimento de 95,6%;

    Agora, uma dúvida sincera: o dólar fraco encareceria as commodities em dólares e isso aconteceu no Brasil durante o governo Lula. Só que não tem como o lobby agroexportador viajar para o Federal Reserve e pedir para que eles afundem o dólar. E aí, como que fica a situação? Se o dólar fica caro, então as commodities em dólares ficam mais baratas, mas isso não significaria de que o valor agregado por commodity cairia, já que o preço em dólar caiu? Porque cenário de dólar forte (em índice DXY) e real forte tivemos, que foi do segundo semestre de 2016 até fevereiro de 2018. É estranho, mas é possível esse cenário. Ainda não criaram o índice DXY brasileiro, mas já dá para deduzir alguma coisa pelos preços das commodities em reais ao longo dos anos.

    No momento o dólar está por volta de R$ 5,30. As commodities em dólares ainda não dispararam para os níveis de muitos anos atrás, assim como em reais.

    O que é bastante interessante nesse mercado internacional é o setor automotivo: o Brasil é extremamente dependente da Argentina. Muito, mas muito dependente. Dos carros exportados em 2018, 71% foram para a Argentina (e 43,8% dos carros importados no Brasil eram argentinos), portanto grande parte deles sequer sai da América do Sul. Se a Argentina vira a Venezuela de vez (curiosamente o "auxílio-emergencial" deles é por volta de US$ 150), o que vão fazer com esse monte de carro exportável?

    Acho que crescimento de exportação de commodities nesse período só se viu aqui mesmo no Brasil.
  • Felipe   05/09/2020 01:19
    Curiosamente, os EUA, concorrentes entre os maiores exportadores de soja do mundo, tiveram queda (neste caso o período é de maio de 2019 a maio de 2020) de 22,1%. Aqui teve aumento, lá teve queda.
  • Imperion  05/09/2020 01:22
    Bom, o real não tá afundando só porque o dólar valorizou. Está também por erros da condução política. Déficit tá monstruoso. Ta exportando muito, mas não abre a a economia. Continua hostil ao empreendedor interno. Isso tem peso pro real se desvalorizar ainda mais do que só com a valorização do dólar.

    Espero estar errado. Que estes fatores deem uma melhorada, mas talvez seja num longo prazo bem longo.
  • Felipe  04/09/2020 22:39
    As commodities em real deram uma afundadinha. Vamos acompanhar.
  • Intelectual  05/09/2020 00:34
    Por ora nao há como falar em inflação, q é um aumento generalizado de preços. Por enquanto o aumento é localizado.

    Mas será que ela vai surgir mais pra frente? Se vc disser sim, terá que responder como, em vista de milhões de desempregados e demanda ainda bem deprimida, e ainda pra piorar tem a retirada de metade do aux de 600. Sendo assim fica bem díficil a inflação ganhar mt força.

    Quanto à construção civil, estou contente com sua recuperação. Tomara q continue, pois é um setor q gera mt emprego e pra base da piramide, fora que puxa vários setores industriais nacionais. Espero q esses aumentos de preço nesse setor sejam passageiros.
  • Consumidor  05/09/2020 01:06
    "Se vc disser sim, terá que responder como, em vista de milhões de desempregados e demanda ainda bem deprimida, e ainda pra piorar tem a retirada de metade do aux de 600. Sendo assim fica bem díficil a inflação ganhar mt força."

    Tá por fora, hein? A renda real mensal da população, exatamente por causa do auxílio emergencial, é a maior da história.

    Eis o IBGE (grifo meu):

    Rendimento médio cresce e vai a R$ 2.500

    "O rendimento médio real de todos os trabalhos, habitualmente recebido por mês, pelas pessoas ocupadas com rendimento de trabalho, foi estimado em R$ 2.500. [i]Houve aumento tanto em relação ao trimestre imediatamente anterior (R$ 2.389) quanto em relação ao mesmo trimestre de 2019 (R$ 2.339). Na comparação entre o 1º o 2º trimestre de 2020, as cinco regiões apresentaram aumento[/u]. As unidades da federação com maiores rendimentos foram o Distrito Federal (R$ 4.009), São Paulo (R$ 3.167) e Rio de Janeiro (R$ 3.162) e as menores, Maranhão (R$ 1.426), Piauí (R$ 1.495) e Alagoas (R$ 1.549)." 

    Começou a entender?

    E outra coisa: o que define o comportamento dos preços não é nível de desemprego, mas sim o crescimento da oferta monetária. Vide gráfico 5.
  • Intelectual  05/09/2020 06:18
    O rendimento médio real aumentou pq um monte de empregos de menor remuneração foram eliminados. Daí a média atual estar assentada em empregos de maior rendimento. Porém a massa de rendimentos, que é o que interessa pq ela q determina a demanda agregada, caiu. Leia:

    "A massa desse rendimento foi de R$ 203,5 bilhões, redução tanto em relação ao trimestre anterior (R$ 215,5 bilhões), quanto frente ao 2º trimestre de 2019 (R$ 212,9 bilhões)."
  • Intelectual  05/09/2020 06:52
    E outra coisa: o que define o comportamento dos preços não é nível de desemprego, mas sim o crescimento da oferta monetária. Vide gráfico 5.

    Entao por que os EUA nao estão em hiperinflção, uma vez que a oferta mon lá aumentou em trilhoes?
  • Vladimir  05/09/2020 20:28
    De novo a mesma pergunta? Até quando?

    Os EUA [U]NÃO[/U] hiperinflacionaram a moeda. Houve expansão da base monetária, mas esse dinheiro ficou parado nas reservas bancárias. O M2, que realmente mensura o dinheiro que entrou na economia, não vivenciou explosão nenhuma. Após 2008 ele continuou crescendo à mesma taxa que crescia antes de 2008.

    Eis a evolução do M2 nos EUA:

    d3fy651gv2fhd3.cloudfront.net/charts/united-states-money-supply-m2.png?s=unitedstamonsupm2&v=202008312000V20200716&d1=19990831&d2=20200831

    Você está desafiado a apontar onde houve hiperinflação no gráfico acima.

    Duas dicas:

    1) Pare de ficar repetindo lugares-comuns que você lê na mídia. Praticamente nada dali se aproveita.

    2) Pare de acreditar que existem truques e atalhos em economia. Se imprimir dinheiro resolvesse todos os problemas e não trouxesse nenhuma consequência negativa, todos os problemas econômicos do mundo já teriam sido resolvidos.
  • Estado o Defensor do Povo  06/09/2020 01:57
    Acho que tu tá falando com a parede amigão, o Intelectual é provavelmente só uma paródia, deve tá se cagando de rir vendo as pessoas o levando a sério.
  • Felipe  05/09/2020 15:39
    Outra coisa que podemos esperar com a inflação e o real em enfraquecimento será de ruas e estradas em qualidade cada vez piores, piores do que as ruas e estradas que temos no Brasil de agora. Tenho medo do que virá com isso.
  • Felipe  06/09/2020 01:21
    Os custos ao produtor voltaram a subir, voltando aos índices do começo do ano passado. Só que no começo do ano passado, o dólar estava mais barato. Notem de que no governo Temer até houve deflação em 2017 (que também foi um ano de crescimento mais forte e com real mais forte). Foi só ele ter aumentado os impostos e aloprado com a redução da SELIC, que isso foi para o buraco.

    Interessante os dados da década de 60 e 70: depois dos ajustes, a inflação despencou. Saiu o Castello Branco e entrou uma ala mais keynesiana, estragaram tudo. Ainda deve ter muita gente do meio militar com o mesmo pensamento econômico keynesiano nos dias de hoje.
  • Imperion  05/09/2020 22:02
    Leandro, o que é" reswitching" e porque uns falam que ela refuta a TACE?
  • anônimo  06/09/2020 18:29
    Foi uma tentativa tosquinha de refutação matemática que nasceu e morreu na década de 1960.

    mises.org/library/sraffas-production-fallacies-means-fallacies

    econo-miaytuya.blogspot.com/2013/01/sraffallacies-misesian-defense-of-abct-i.html
  • Jovem  06/09/2020 00:43
    PERGUNTAS A todos os leitores e membros do IMB, para registar:
    Pergunto pois o Instituto esta acertando TUDO, logo quero saber:

    1 - Como você vê o Brasil em 2021 e em diante? O que vai ocorrer com a economia? Crescimento?

    2 - 2022 Quem será eleito?

    3 - A argentina esta pior que nós? Ficará pior? Aos dados estimados, nos encolhemos até agora 9% e a argentina foi algo de 10%, pouca diferença?

    4 - O lockdown não serviu para nada? A suécia recuou mais ou igual os escandivos e os países com mesma densidade demográfica? E as mortes? Alguém será responsabilizado por 2020? Se sim, quem?

    5- O mundo pós-covid, como será? Como vocês enxergam?

    6 - Mesmo elegendo Boris, Trump e Bolsonaro, porque o progressismo ganhou muita força no Ocidente nos últimos 3 anos?

    7 - Progressismo será mais forte ou os conservadores ainda prevalecerão?

    8 - Deixe outra profecia.


    Abraços
  • Felipe  06/09/2020 18:57
    Eu vou falar por mim, não pelo Instituto.

    "1 - Como você vê o Brasil em 2021 e em diante? O que vai ocorrer com a economia? Crescimento?"

    Vai dar um pulo em crescimento pois nesse ano a contração vai ser forte, mas vai continuar com crescimento mediano, já que a moeda estará cada vez mais fraca e as reformas são muito amenas. Pode mudar se ele empurrar mais reformas.

    "2 - 2022 Quem será eleito?"

    Bolsonaro. O que pode ameaçá-lo é se a inflação geral sair do controle.

    "3 - A argentina esta pior que nós? Ficará pior? Aos dados estimados, nos encolhemos até agora 9% e a argentina foi algo de 10%, pouca diferença?"

    Em muitos aspectos, sim. Por enquanto o PIB per capita e a produtividade deles está maior do que aqui. Argentina ficará pior, pois só o fato de o Fernández estar lá, já é uma incerteza gerada pelo regime.

    "4 - O lockdown não serviu para nada? A suécia recuou mais ou igual os escandivos e os países com mesma densidade demográfica? E as mortes? Alguém será responsabilizado por 2020? Se sim, quem?"

    Não, não serviu, a não ser para tirar mais credibilidade da mídia tradicional e servir como teste para medidas totalitárias. Suécia é um caso de sucesso e onde a responsabilidade individual prevaleceu. Isso em um país com farto assistencialismo e onde a palmada nos filhos é proibida. Não sei se alguém será responsabilizado.

    "5- O mundo pós-covid, como será? Como vocês enxergam?"

    Não tenho a mínima ideia.

    "6 - Mesmo elegendo Boris, Trump e Bolsonaro, porque o progressismo ganhou muita força no Ocidente nos últimos 3 anos?"

    Isso é percepção apenas. O povão nunca foi e provavelmente nunca será progressista. O brasileiro médio pode defender CLT, empresa estatal e afins, mas realmente liga pouco para o progressismo. Penso o mesmo dos EUA e do Reino Unido. Isso é especialmente interessante nos EUA pois ainda é um país bastante religioso. Aquilo que o Peter Turguniev disse tem todo o sentido: o povo sempre foi conservador, é que agora que eles estão tendo mais voz. Isso tanto é verdade que as badernas promovidas nos "protestos" do Chile foram promovidas por desocupados sustentados por terceiros. O povo chileno estava protestando? O mais pobre? O aposentado? Os progressistas sempre foram minoria, só que eles são muito bem organizados e articulados, por isso eles dão a impressão de serem uma massa de pessoas. Manifestações populares tivemos na Bolívia no ano passado e no Brasil neste ano e no ano passado. "Antifas" não são populares.

    "7 - Progressismo será mais forte ou os conservadores ainda prevalecerão?"

    Conservadores ainda prevalecerão. É um fenômeno mundial e a esquerda está apavorada com isso. Esquerdista sempre será minoria.

    "8 - Deixe outra profecia."

    Paulo Guedes sairá do Ministério da Economia.
  • Experiente  06/09/2020 19:07
    1 - Melhor que esse ano. Mas ainda está nebuloso, pois não foi dada nenhuma direção clara nem no fiscal e nem na política econômica.

    2 - Você está perguntando a seguidores da Escola Austríaca qual será o resultado exato da interação voluntária de 150 milhões de indivíduos daqui a 2 anos?!

    Se você realmente perguntou isso, então você ainda não entendeu absolutamente nada de Escola Austríaca. Só responde a essa pergunta quem acredita na possibilidade da matematização do comportamento humano — o que significa que tal pessoa, por definição, também acredita numa economia planejada.

    Austríacos nem sequer acreditam que é possível prever com acurácia* o resultado de uma partida de futebol, que nada mais é do que a interação de 22 pessoas dentro de um retângulo minúsculo e com regras extremamente claras.

    * Não confunda previsão com chute. Chutar qualquer um chuta. E muitos acertam. Mas absolutamente nenhum chute correto foi precedido de uma rigorosa demonstração matemática que justifique o placar escolhido. No máximo, haverá uma cálculo de probabilidades. Mas probabilidade não explica comportamento e interação humana.


    3 - A Argentina está muito pior. E ficará ainda pior. Até mesmo em termos de PIB, no primeiro trimestre, a Argentina encolheu 5,4% em relação ao mesmo trimestre do anos passado (os dados do segundo trimestre ainda não foram divulgados). No mesmo período, o Brasil encolheu 0,3%.

    E, já que você quer olhar apenas PIB, então o Brasil é um dos melhores do mundo. Comparado aos principais, só encolheu menos que EUA, Suécia e Alemanha.

    4 - Lockdown serviu para destruir a economia e retardar a imunidade de rebanho. Vírus não é piolho; não é sarna. Se você trancar todo mundo em casa, um vírus não vai embora. Vírus só acaba com imunidade.

    A Suécia teve o melhor desempenho econômico da Europa e bem menos mortes per capita que outros europeus que se trancaram todinhos (Bélgica, Itália, Espanha, França, Reino Unido). Os demais países nórdicos ainda não divulgaram o PIB do segundo trimestre.

    Ninguém será responsabilizado por 2020.

    5- No curto prazo, mais Home Office. Isso diminuirá a população vivendo nos grandes centros urbanos. Estimar as consequências econômicas disso seria um passa-tempo divertido.

    6 - Eu vejo exatamente o contrário. O progressismo está em total decadência. Hoje, as ideias progressistas não são levadas a sério por ninguém que não esteja na bolha. O cidadão comum, principalmente o mais pobre, passou a ter asco dessas ideias. O progressismo só parece forte para a minoria estridente que se manifesta em redes sociais. No mundo real, principalmente lá na quebra, progressismo é coisa de fresco e fraco.

    7 - O progressismo estava até ganhando força no final da década de 2000. Mas aí a esquerda enlouqueceu geral e com suas demandas cada vez mais bizarras (cada um tem o gênero que quiser, homem pode urinar no banheiro de meninas desde que se declare trans, negros e homossexuais são uma classe especial e superior). simplesmente espantou até mesmo os simpáticos à causa. No futuro, essa lambança ainda será muito estudada como um caso clássico de tiro no pé.

    8 - Volte ao número 2.
  • Gabriel Santos  06/09/2020 19:48
    "O lockdown não serviu para nada? A suécia recuou mais ou igual os escandivos e os países com mesma densidade demográfica? E as mortes? Alguém será responsabilizado por 2020? Se sim, quem?"

    Não é só não serviu para nada, como a Argentina está mostrando que não funciona. Fizeram o lockdown mais longo do mundo e agora que abriram, só um pouquinho, os casos explodiram.

    Não tem jeito, trancar todos em casa só retarda a contaminação. Não sei de onde surgiu esta ideia, espalhada pela mídia, que era só se trancar em casa que o vírus sumiria.

    Claro, estou ignorando a birra política. Só ela representa 90% de toda a torcida pelo vírus...

    P.S.: Perceba como a Argentina, que era um exemplo para a mídia brasileira quando se tratava de "controle" ao vírus chinês, rapidamente saiu das capas dos noticiários com a explosão de casos do último mês.
  • Henrique  07/09/2020 05:01
    A própria Nova Zelândia, até outro dia tão aclamada como o modelo de prevenção a ser seguido, já começa a recuar e admitir que o certo seria imitar a postara da Suécia.

    www.nzherald.co.nz/world/news/article.cfm?c_id=2&objectid=12362489
  • robson santos  07/09/2020 16:09
    A Nova Zelândia ou o New Zeland Herald?
  • Imperion  06/09/2020 01:33
    La vem a reforma administrativa. E como sempre a conta gotas. So vai atingir os novatos. Deve se esperar anos ate todos se aposentarem e forem subatituidos pra ter um quadro sob as novas regras


    [Link]www.direcaoconcursos.com.br/noticias/reforma-administrativa-estabilidade-duvidas-respondidas-por-especialista/?fbclid=IwAR2WeUcBM0ZFrJgmB0ktEGPtkQUib4qJOshWmcIumq5mhaIe3cfy10x8Vbg[/link]
  • Felipe  06/09/2020 18:38
    É melhor do que nada. Realmente a alta casta do funcionalismo precisa perder privilégios. Como fazer isso com um Banco Central? Não sei. Isso precisaria de mobilização popular pois com certeza há um poderoso deep state que atrapalha o progresso do país. O melhor talvez seja esquecer essa ideia de Brasil e cada estado se separar e se tornar um estado independente. Ou fechar o BCB e dolarizar a economia, já que isso imporia uma austeridade na marra.

    Veja só o vídeo sobre o assunto do Ideias Radicais e o número de negativos e os tipos de comentários. Isso mostra bastante sobre como funciona a mentalidade no Brasil.
  • Wesley  06/09/2020 03:41
    Pior que o governo Bolsonaro está economicamente mais para um terceiro mandato da Dilma. O Bolsonaro nem mesmo reduz as absurdas alíquotas de importação para amenizar a carestia na alimentação (pelo contrário, ele culpa os empresários como fazia o Sarney). O pobre brasileiro tem que morrer de fome para garantir o lucro dos barões do agronegócio. O Brasil é um país atrasado e essa Selic a 2% é uma bolha que vai estourar logo logo. O Bolsonaro ainda quer que reduza mais a SELIC. Vamos virar a Argentina em breve. Quero ver como a população vai reagir quando acabar o auxílio emergêncial e a inflação explodir. A população mais pobre vai ficar sem dinheiro e com inflação. Vai ser um golpe duro no nosso padrão de vida e na popularidade do Bolsonaro. Essa equipe econômica dele é pior que a da Dilma. E ele vai se estrepar por isso.
  • Felipe  06/09/2020 14:00
    Muitos estão falando que o Bolsonaro "está pedindo" e não obrigando os supermercados a abaixar os preços. Realmente não sabem Ciência Política e acham que frase de político não tem efeito algum. O que não falam também é que quem está falando isso é um Presidente da República, e não um Zé Ninguém palpiteiro. E muitos já sabem que Sarney e Collor tentaram isso e se ferraram depois.

    Coisas que combateriam a carestia nos supermercados (e politicamente incorretas):

    - Fechar o Banco Central e dolarizar a economia. Copia o Equador: chegou a cotação de câmbio de por exemplo R$ 5,30, simplesmente adota isso e dê um prazo para as pessoas trocarem os reais pelos dólares.
    - Fazer uma reforma tributária de verdade e que implicasse em redução nos impostos indiretos e diretos, além de desburocratizar o imposto de renda.
    - Abrir a economia e zerar tarifas de importação para arroz, feijão, frutas, vegetais e afins.

    Só essas três coisas já ajudariam muito. Vale lembrar que a carestia no Equador está muito mais contida do que aqui. Não é por acaso.
  • Artista Estatizado  06/09/2020 14:52
    Bom dia, senhores.

    Qual é a visão de vocês acerca da relação entre uma mudança abrupta na taxa de câmbio spot entre duas moedas e as inflações esperadas nessas duas moedas? Pode-se dizer que uma desvalorização no câmbio para uma moeda precede uma inflação maior nessa moeda? Têm-se aí uma relação de causa e efeito?

    Me parece ser o caso.

    Supondo que a taxa de câmbio é determinada pelo poder de compra relativo entre duas moedas, no momento em que os agentes econômicos passam a esperar uma inflação maior no futuro (devido a alguma declaração ou ação do governo, por exemplo), eles imediatamente desvalorizam a moeda?

    O que importa então é o poder de compra futuro ou atual para determinar a taxa de câmbio spot? Alguma forma de estimar esse lag entre as curvas de câmbio e de inflação?
  • Trader  06/09/2020 18:44
    "Qual é a visão de vocês acerca da relação entre uma mudança abrupta na taxa de câmbio spot entre duas moedas e as inflações esperadas nessas duas moedas? Pode-se dizer que uma desvalorização no câmbio para uma moeda precede uma inflação maior nessa moeda? Têm-se aí uma relação de causa e efeito?"

    Correto. A relação é essa e é direta, mas tentar prever qual será o valor futuro da inflação já é arriscado.

    No entanto, para os preços de commodities transacionáveis no mercado internacional, a relação é absolutamente direta.

    Por exemplo, de agosto de 2019 até agosto de 2020, o dólar subiu 47% (foi de R$ 3,75 para R$ 5,50).

    Já o preço dos produtos agropecuários subiu 43%.

    ibb.co/3vTGw8R

    "Supondo que a taxa de câmbio é determinada pelo poder de compra relativo entre duas moedas, no momento em que os agentes econômicos passam a esperar uma inflação maior no futuro (devido a alguma declaração ou ação do governo, por exemplo), eles imediatamente desvalorizam a moeda?"

    Eles passam a se livrar dela com mais rapidez caso os juros oferecidos pelo governo sejam considerados baixos como forma de proteção.

    "O que importa então é o poder de compra futuro ou atual para determinar a taxa de câmbio spot?"

    O poder de compra atual depende da inflação passada, e esta é uma informação que já está incorporada pelo mercado. A expectativa futura, portanto, é o que determina as variações cambiais de curto.

    Já o câmbio de longo prazo é determinado pelo poder de compra relativo das duas moedas, taxa de juros entre os países das respectivas moedas e risco-país (o que envolve principalmente o lado fiscal).

    "Alguma forma de estimar esse lag entre as curvas de câmbio e de inflação?"

    Um ano é um bom prazo em termos de estimativa.
  • Um certo liberal  06/09/2020 15:24
    Hoje pela manhã deixei a TV ligada enquanto trabalhava no computador, e me chamou a atenção a entrevista a dois produtores rurais feita pelo Globo Rural

    O primeiro, com expressão bastante surpresa, disse que o leite que produzia foi vendido por R$2,00 o litro em Agosto para as empresas para as quais distribui, e que para Setembro já estava previsto aumento para R$2,30 o litro. Segundo ele, de Agosto/19 à Agosto/20 o preço pago aos produtores aumentou quase 25%.

    O segundo era criador de porcos, e disse que até alguns meses atrás pagava-se R$5,00 por kg de um determinado corte, e para Setembro está previsto cerca de R$8,00 para esse mesmo corte.

    Só para ilustrar como a inflação real está sendo deprimida pelo IPCA por este considerar uma cesta de produtos muito diversa que não reflete o que a maioria de nós realmente consome, não pelo menos com constância.
  • Jason  06/09/2020 18:33
    Na verdade, não é que está sendo deprimida. O que está acontecendo na prática é isso aqui, ó:

    twitter.com/JasonVieira/status/1301886781319766016

    E a medição tradicional do IPCA não pega isso.
  • Um certo liberal  07/09/2020 16:15
    Bem observado Jason!
  • Felipe  06/09/2020 16:43
    Vocês acham que o dólar pode seguir um caminho de fortalecimento fabuloso, como houve durante as décadas de 80 e 90, quando o dólar se valorizou até em relação ao ouro?

    Seria ótimo se o BCB seguisse o preço do ouro e largasse mão de tentar controlar os juros. Os juros flutuam mas o real segue sendo mantido estável de acordo com o preço do ouro, como fizeram com o Banco Central da Alemanha após os ajustes do Ludwig Erhard.

    Hoje ainda é politicamente incorreto criticar os juros artificialmente baixos. Isso é tanto verdade que nem os bolsonaristas nem a mídia estão criticando essa política heterodoxa. Agora, pedir "patriotismo" para não aumentar preços no supermercado, isso sim pode...
  • Trader  06/09/2020 18:31
    "Vocês acham que o dólar pode seguir um caminho de fortalecimento fabuloso, como houve durante as décadas de 80 e 90, quando o dólar se valorizou até em relação ao ouro?"

    "Hoje ainda é politicamente incorreto criticar os juros artificialmente baixos. Isso é tanto verdade que nem os bolsonaristas nem a mídia estão criticando essa política heterodoxa. Agora, pedir "patriotismo" para não aumentar preços no supermercado, isso sim pode…"

    Jamais criticar reduções na Selic virou mantra religioso. Tem praticamente o mesmo peso que um mandamento bíblico para um genuíno cristão.
  • Imperion  07/09/2020 05:09
    Não. O dólar tá mais pra desvalorizar. Trump acertou ao baixar os impostos. Isso fez a economia deles melhorar e o dólar valorizar. Mas a guerra comercial freou o beneficio. E o como o Fed está imprimindo moeda e ao mesmo tempo aceitando mais inflação, tá mais pro dólar desvalorizar. Mas não em real. Pois o real também está derretendo.

    Só se nos próximos anos o próximo governo vier com política de valorização da moeda e for austero na recuperação dos gastos com Covid. Mas não é pra agora.

    Dito isso, aposto que ouro vai continuar valorizando em relação ao dólar.
  • Heitor  06/09/2020 18:10
    Bom dia!

    Forte exportação de soja, milho, arroz e feijão faz preços explodirem e traz de volta a ameaça da inflação

    "É uma situação contraditória. O Brasil é um dos maiores produtores de alimentos do planeta, mas, em razão da exportação acentuada de grãos, terá que importar essa mesma matéria-prima (soja, milho e arroz) – pagando preços maiores – para manter setores essenciais do agronegócio, como o seu gigantesco parque agroindustrial.

    "Parece um contrassenso", mostra o vice-presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (FAESC) Enori Barbieri. "Estamos exportando grãos e importando esses mesmos grãos por preços maiores para produzirmos carnes e outros alimentos"."


    Consequência direta de uma Selic irreal (o Brasil tem hoje juros reais menores que os da Suíça) que desarrumou artificialmente a taxa de câmbio. Maravilhas do intervencionismo.
  • Felipe  06/09/2020 18:27
    Verdade. O pior é que tem gente que diz defender o liberalismo e a escola austríaca, que está aplaudindo isso. Todo dia me deparo com gente assim. Chega a cansar.

    A maioria das pessoas defende políticos, e não ideias, além do problema de dissonância cognitiva e analfabetismo funcional no país. Se hoje fosse o PT aplicando todas essas medidas, os bolsonaristas estariam chiando.
  • Lucas R.  06/09/2020 22:27
    Do Jornal Nacional:

    Produtos essenciais do cardápio dos brasileiros estão mais caros

    Entre as explicações estão as mudanças de consumo na pandemia e o dólar alto.

    (...)

    A inflação oficial no país até julho é de 0,46%. Mas uma pesquisa do Dieese mostra que o custo da cesta básica já subiu bem mais do que a inflação em 16 capitais.

    Em Salvador, a cesta básica já ficou 16% mais cara desde janeiro.

    Outras capitais do Nordeste também aparecem entre as maiores altas: Aracaju, Recife e João Pessoa.

    Das 17 capitais pesquisadas, Brasília foi a única onde a cesta básica ficou mais barata este ano.

    Vários alimentos já foram vilões da inflação em outros momentos. Carne bovina, batata, tomate. E as pessoas sempre substituem, levam outra coisa. Só que, agora, entre os produtos que mais subiram de preço estão arroz e feijão. Como vai ser substituído?

    (...)

    A alta no preço do arroz este ano já passou de 40% em Porto Alegre.

    A capital onde o feijão mais subiu foi Curitiba: 55%.

    O óleo de soja, que a gente usa para preparam o arroz e o feijão, chegou a ficar 43% mais caro em Aracaju.

    E o preço do leite, outro produto básico, teve alta de 36% em Campo Grande.

    (...)

    Segundo a CNA, Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, a pandemia fez os brasileiros comprarem mais alimentos, o que forçou preços para cima antes mesmo das altas provocadas pela entressafras.

    Além disso, a disparada do dólar em relação ao real encareceu os insumos da agropecuária.

    "Com o câmbio mais elevado, o fertilizante está mais caro. O farelo de soja e de milho que é utilizado na ração de animais tem regiões com mais de 50% de aumento de custos de produção", explica Bruno Lucchi, superintendente-técnico da CNA.

    O Dieese afirma que o dólar alto também estimula os produtores a vender para os outros países.

    "Quando se exporta um produto, você manda ele para fora, o produtor recebe em dólar, e na hora que ele transforma em real ele ganha mais. Então uma taxa de câmbio desvalorizada, ela estimula a exportação. Você tem um impacto muito grande das exportações, no volume de produtos ofertados no mercado interno. Quando eles chegam em menor quantidade, uma redução da oferta interna e eles chegam mais caros para as famílias", explica a economista sênior do Dieese, Patrícia Costa.
  • Sabio de Alexandria  06/09/2020 23:21
    Inflação é que nem medo ou ansiedade, ngm gosta, mas é necessária e funcional, desde que nao exagerada. E sua ausência, assim como daquelas duas primeiras, é patológica.

    Em outras palavras, pra uma economia, inflação é um salutar oleosinho que nao deixa as engrenagens econômicas emperrarem.

    E digo mais, esse aumento de alimentos vejo como passageiro. Seus preços sao mesmos voláteis. E nosso maior risco ainda é de inflação mt baixa por falta de demanda, nao de inflação fora de controle.
  • A realidade do povo  07/09/2020 04:57
    Por quê? Por que seria necessário retirar paulatinamente o poder de compra da moeda para a economia funcionar bem? Gentileza responder com detalhes.

    Após dar sua resposta sobre a pergunta acima, gentileza explicar também qual deveria ser o valor anual da perda do poder de compra da moeda, e por que tal valor e não nenhum outro.
  • Estado o Defensor do Povo  07/09/2020 22:11
    Preços em queda são exatamente a "grande vantagem" de uma recessão econômica.

    Apenas se pergunte a si próprio: durante uma recessão, você quer que o poder de compra do seu dinheiro aumente ou diminua? Se o futuro do seu emprego está em risco, você quer pagar mais ou menos por bens e serviços? Se a sua poupança é baixa, você quer que este seu pequeno dinheiro acumulado tenha maior ou menor poder de compra no futuro?

    Se você responder a estas questões racionalmente, você pode entender por que a deflação de preços é ótima para todos, sendo inclusive a redenção em um período de contração econômica.

    Se temos de aturar uma recessão causada pelo governo, então que ela ao menos seja uma recessão deflacionária. Muito pior seria uma recessão inflacionária: você perde seu emprego e sua renda, e seu custo de vida continua subindo. Pelo mesmo motivo que uma deflação de preços é algo bom, preços crescentes durante uma recessão representam o pior dos mundos: além de todo o estrago no bem-estar, tal fenômeno também desestimula a poupança e o investimento futuro. Ele estimula o consumo presente e, com isso, afeta a acumulação de capital necessária para o crescimento futuro (entenda os detalhes aqui). É o perfeito exemplo do prolongamento do sofrimento.

  • Felipe  07/09/2020 01:15
    Pessoal, eu perdi um comentário onde eu havia recebido uma resposta sobre a relação da crise da dívida externa no Brasil com a pancada nos juros do Paul Volcker.

    Procurei por todo lugar e não achei.

    As perguntas e dúvidas são:

    a) Com a saída do Castello Branco, começaram a mudar os rumos da economia brasileira, indo mais para o demand-side. E então começaram aquelas obras faraônicas caríssimas estatais. Como os dólares foram parar nessas obras por investidores? Os investidores estrangeiros então emprestavam dólares para o governo e este contraía dívida externa? Com o acordo de Bretton Woods e o fim dele no começo dos anos 70, o mundo estava inundado de dólares e o dólar ficou mundialmente fraco.

    b) Entretanto, Paul Volcker mudou tudo, quando ele deu uma pancada nos juros, para 20% ao ano. O dólar voltou a ficar mundialmente forte e parte dos investimentos voltaram para os Estados Unidos, pois ficaram menos atrativos os investimentos na América Latina. O calote na dívida externa no Brasil na década de 80 se deu por quais motivos? Vários outros países da região ficaram com dívida externa impagável. O que chuto é que isso fez com que o custo de amortizar essa dívida tenha aumentado, já que os juros tiveram de ser aumentados também nos países latino-americanos, além do fato de que com o dólar mais forte, o cruzeiro desvalorizou ainda mais, aumentando o custo da dívida.

    c) O Equador também chegou a ser afetado? Tentei pesquisar mas não encontrei nenhuma fonte primária confirmando de que em 1983 eles realmente adotaram o câmbio atrelado. Descobri também que desde o começo da década de 80, a inflação lá ficou pior, com alguns surtos de hiperinflação. Curiosamente na década de 90 a dívida começou a ser diminuída, mas logo no fim da década explodiu de novo.
  • Historiador  07/09/2020 05:37
    O fim do padrão-ouro, em 1971, gerou a estagflação americana e europeia na década de 1970. Dólares foram impressos sem dó. Esses dólares foram para os países de terceiro mundo e turbinaram obras de infraestrutura por lá. A década de 1970 foi aparentemente boa para os países de terceiro mundo.

    Ou seja, houve uma fartura de empréstimos baratos feitos pelos americanos durante a década de 1970 em decorrência da alta liquidez gerada pelo aumento da oferta de dólares no mundo. Com o fim do que restava do padrão-ouro em 1971, o Fed tornou-se livre para imprimir dólares a rodo. Estes dólares tinham de ir para algum lugar para obter retornos maiores do que os obtidos nos EUA. Vieram para os políticos da América Latina, que alegremente os aceitaram.

    Mas aí a conta veio na década de 1980. Com a pancada nos juros dada por Paul Volcker em 1980-82, todos os países com altas dívidas externas quebraram. O serviço da dívida tornou-se alto demais.

    Sem mais financiamento externo, recorreram à impressora de moeda para manter todos os gastos anteriores. Daí a hiperinflação.

    Não sei quase nada da história do Equador.
  • Felipe  07/09/2020 15:16
    Obrigado! Mas ainda fiquei com algumas dúvidas... por que os americanos iriam emprestar dinheiro para os governos da América Latina, já que quase sempre foi um ambiente hostil para investimentos? Seria por que foram obras estatais, portanto com viabilidade artificial?

    Sobre o Equador, estou fazendo uma pesquisa. O país tem um ambiente político tão ruim que faz o ambiente político brasileiro ter padrão suíço. Aqui é uma zona, mas lá é ainda pior.
  • Trader  07/09/2020 18:47
    Porque o dinheiro estava queimando nos bancos e nos fundos de investimento, com juros reais negativos. Eles tinham de ir atrás de qualquer retorno. Isso se chama "the search for yield".

    Quando se tem dinheiro parado com rentabilidade real negativa (as bolsas americanas e europeias estavam andando de lado, exatamente porque a economia estava ruim), ele vai atrás de qualquer coisa que traga rentabilidade.

    E, obviamente, ninguém imaginava que o próprio Fed, alguns anos depois, daria uma pancada nos juros (elevar juros para controlar a inflação era algo que estava totalmente fora de cogitação àquela época) e que isso levaria ao calote dos países de terceiro mundo.
  • Felipe  07/09/2020 19:14
    Ninguém nunca tinha pensado nessa possibilidade de o Fed fazer isso? Imagine agora, com vários bancos centrais com juros nominais negativos. Acho que em algum momento eles terão de aumentar os juros.

    Ainda existem algumas exceções, como o Uruguai, que recentemente deu uma pancada nos juros, já que a inflação lá estava incomodando e passando de 10%. O peso uruguaio deu uma leve valorizada desde julho desse ano.
  • Fernando  07/09/2020 19:36
    Aí vem o Datena no Twitter e escreve:

    "Se eu pudesse, mandaria PRENDER quem sobe preço de cesta básica no meio da pandemia. Isso é crime contra a humanidade. Existem mais de 20 milhões de desempregados e informais no Brasil! Tem muita gente passando fome! É uma vergonha. #BrasilUrgente"

    Entenderam a importância de identificar o real culpado pela inflação? Entenderam a importância de se dominar conceitos básicos de economia?

    Crime contra a humanidade é desvalorizar a moeda em meio à pandemia (aliás, em qualquer momento). Preços sobem porque a moeda perdeu poder de compra; e a moeda perdeu poder de compra porque ela é mal gerenciada por seu "guardião", que é o Banco Central.

    Datena, a sociedade é vítima, pequenos empresários e feirantes inclusive.
  • Felipe  08/09/2020 03:36
    Falando de país em buraco:

    "Argentina Exits Ninth Default After $65 Billion Debt Deal"

    Ué, mas os socialistas não falam de dívida soberana e afins? Eu entendi errado ou o governo da Argentina está apavorado em renegociar a dívida externa?

    O que vocês acham que isso vai virar?
  • AMD  09/09/2020 14:41
    Caso não tenha percebido, a Argentina sumiu dos noticiários brasileiros. O país está a beira do colapso, mas a mídia não dá UMA NOTÍCIA SEQUER daquele Socialistão. E o motivo é óbvio, Macri foi medíocre, mas o país permaneceu estável. Com Fernandez, o país simplesmente acabou.

    É estimado que numa eventual renegociação, a dívida caia 10%. Ótimo, mas isso não é nada perto da desconfiança e fuga de investimento que o país sofrerá com essa negociação. Até os socialistas argentinos perceberam isso.
  • anônimo  09/09/2020 17:12
    A Argentina agora quer mergulhar de cabeça na taxação das grandes fortunas. Não dá pra dizer qual vai ser pior.
  • Thiago  08/09/2020 12:28
    www.moneytimes.com.br/sidnei-nehme-tese-do-cambio-alto-e-juro-baixo-pode-se-revelar-insustentavel/


    A ficha ta caindo até para o pessoal keynesiano. To achando que Chicago ficará com a ultima ficha.
  • Felipe  08/09/2020 15:59
    Esse cara é keynesiano? Li agora, até que está bom o artigo.

    Realmente, a coisa tá tão feia que tem até keynesiano criticando essa política desastrada do Paulo Guedes.

    Se pelo menos as reformas fossem amplas e boas, nós sofreríamos menos com a carestia. Mas nem nisso eles se salvam.
    Bolsonaro não tem coragem nem de fechar uma agência reguladora, sendo que isso é competência exclusiva dele e não depende de aval de mais ninguém.
  • Bostileiro  09/09/2020 13:36
    Guedão está mais preocupado em imprimir dinheiro e manipular juros.

    Desburocratizar a economia, mesmo um pouco? Isso é bobagem, o segredo pro enriquecimento é dar dinheiro na mão de todo mundo e o país enriquece.
  • Felipe  09/09/2020 01:10
    "Bolsonaro diz que 'ninguém vai usar caneta Bic para tabelar nada'"

    "Tenho apelado para eles. Ninguém vai usar a caneta Bic para tabelar nada. Não existe tabelamento. Mas estamos pedindo para eles que o lucro desses produtos essenciais nos supermercados seja próximo de zero"

    Não é possível que tenhamos uma pessoa falando um negócio desse no governo, como se agora o dono de supermercado tivesse que fazer caridade pelo capital que ele arrisca e mantém todo mês.

    Ele acha que a culpa está só nos lockdowns. Realmente os lockdowns fizeram aumentar a procura por esses itens essenciais no supermercado mas o fato é que o expansionismo monetário, inclusive para custear o auxílio-emergencial, é que está causando carestia. O problema monetário começou desde o mês em que ele começou a funcionar: julho de 2019.

    Daqui a pouco teremos de fazer como fez o Steve Hanke no Equador: distribuir livretos para o governo sobre dolarização. Falando nisso, lá está tendo deflação: ótimo para os pobres equatorianos que estão sofrendo menos com a crise do coronavírus.

    Os austríacos no fundo sempre têm razão.
  • Imperion  09/09/2020 11:58
    Impressionante( mas nen tanto) essa inversao socialista do bolsonaro de direita: sacrificar os lucros! E com o desplante de dizer proximo a zero.
    Eles ja estao operando no prejuízo.
    De um politico so se espera inconsistencia. Ele quer agradar o eleitor com mentalidade socialista. Esquece que os produtivos tb votam.
    O foco dele e pegar os centro esquerda
  • Felipe  09/09/2020 03:26
    Índice de preços ao produtor explodiu em agosto: 21,6%. Nem o governo Dilma conseguiu tamanha façanha.

    Com o dilmismo, conseguimos, no pior momento, um índice de 14,8%.

    Essa disparada no índice de preços só não foi pior do que em março de 2003 (com índice de 43,63%), quando estava todo mundo morrendo de medo do Lula recém-eleito.

    Fé no Bolsonaro que basta termos patriotismo e os donos de supermercado começarem a abrir ONGs, que tudo vai ficar bem.
  • Felipe  09/09/2020 13:27
    Publiquei isso num grupo de Facebook e muitos só me xingaram, falando que a culpa é dos lockdowns. Os lockdowns obviamente tiveram o seu custo, mas o aumento dos custos de produção é, sim, culpa majoritariamente do câmbio. Leandro fala disso pelo menos desde 2015.

    Estão confundindo a inflação divulgada oficialmente (o IPCA) com os preços ao produtor.

    Vamos comparar com outros países que impuseram lockdowns pelo menos até julho desse ano?

    - Estados Unidos: deflação de preços ao produtor.
    - Equador: deflação de preços ao produtor.
    - México: inflação, mas muito mais civilizada do que no Brasil.
    - Noruega: deflação ainda mais forte.
    - Itália: deflação.
    - Uruguai, que nem lockdown direito impôs: disparou, mas a inflação ao produtor está caindo e a de agosto está menor do que aqui. Provavelmente graças à pancada dos juros feita por eles recentemente.
  • Leandro  09/09/2020 14:31
    Mas há um lado positivo nisso tudo: a Teoria Monetária Moderna já está aceleradamente caindo em descrédito.

    Afinal, se ela gera essa carestia toda em um ambiente de severa recessão, imagina então em um ambiente de economia normal?

    No final, quem poderia imaginar que imprimir moeda e desvalorizar câmbio geraria carestia, né?
  • Felipe  09/09/2020 14:52
    Ainda mais humilhante é o fato de que o Equador tem mais instabilidade política do que o Brasil, é um dos primeiros alvos do El Niño e é uma economia ainda mais dependente de commodities do que aqui, além de ser vulnerável a terremotos.
  • Leandro  09/09/2020 14:36
    O lockdown pode explicar uma parte da carestia de itens como materiais de construção, pois fábricas foram fechadas. Mas não explica a carestia de alimentos, pois a produção no campo não apenas nunca parou, como também a safra está batendo recorde.

    Logo, a explicação para a carestia dos alimentos é câmbio (desvalorizado pela Selic irreal; estamos com juros reais negativos) e a adoção da Teoria Monetária Moderna.
  • Felipe  09/09/2020 16:44
    O arroz ficou mais caro. Para quem não sabe, a exportação de arroz entre junho/2019 e junho/2020 subiu mais de 800%.

    Felizmente pelo menos agora o governo quer zerar tarifa do arroz importado. Fosse com o Fernández, estaríamos sem arroz.

    Poderiam zerar as tarifas para tudo. Além disso, acabar com esses impostos escorchantes daqui. Será que reduzir impostos federais diretos e indiretos é tão difícil assim?
  • anônimo  09/09/2020 17:55
    Compartilharam o texto a seguir no Facebook. Procede?


    Os preços de alguns alimentos dispararam, como é o caso do arroz, do óleo de soja, do milho, etc. E todo mundo está cheio de perguntas ou opiniões. Mas o que dizem os dados?

    1) É A INFLAÇÃO VOLTANDO COM FORÇA TOTAL?

    Não. A inflação ao consumidor está comportadinha, abaixo da meta do BCB. Alimentos e combustíveis realmente subiram em agosto, mas são compensados por quedas de preços em outros segmentos, de forma que o custo de vida não está aumentando, de forma geral.

    2) QUAIS SÃO AS CAUSAS DISSO?

    É basicamente um choque de oferta, associado a um pequeno aumento de demanda específica por alimentação em casa.
    É uma combinação de fatores que reduziu a oferta de certos produtos no mercado interno:

    - Grãos e alguns agrícolas estão com alta de preços no mercado internacional;
    - O Dólar está alto;
    - Nesse cenário, importamos menos desses produtos, o que diminui a oferta no mercado interno;
    - Como está vantajoso exportar, os produtores estão exportando mais, diminuindo ainda mais a oferta aqui dentro;
    - A quantidade produzida e os estoques também estão abaixo do esperado, por causa da seca do primeiro semestre - novamente, menos oferta aqui dentro;

    E sabemos que quando a oferta cai frente a demanda, o preço sobe, right?

    3) A CULPA É DA QUEDA DOS JUROS?

    Não há nada que evidencie isso. Não é uma inflação de demanda, nem tem origem no mercado de crédito. E isso é facilmente perceptível olhando as vendas no varejo e o consumo das famílias.

    4) NEM INDIRETAMENTE, PELA ALTA DO DÓLAR?

    O Dólar alto tem um papel nessa disparada de preços, sim, mas muito pouco da alta do Dólar é fruto da queda dos juros.
    Olhando os dados, o Dólar subiu muito mais por causa de fatores como CDS, DXY e CRB, do que pelo diferencial de juros.

    5) AGORA O BANCO CENTRAL VAI TER QUE SUBIR JUROS?

    Por enquanto, não. Isso é coisa pra pensar depois que o IPCA passar da meta. Antes disso, não teria sentido.

    6) A CULPA É DA QUARENTENA?

    Como dito acima, os fatores são majoritariamente internacionais.
    A quarentena não causou o fechamento do setor agrícola, nem dos supermercados.
    No máximo, podemos dizer que ocasionou um pequeno aumento de demanda das famílias por alimentação em casa, mas nada que explique a magnitude dessas variações de preço.

    7) É ABUSO DOS DONOS DE SUPERMERCADOS?

    Não. A alta de preços aconteceu no âmbito da primeira fase de comercialização desses bens, após a produção. Os supermercados estão apenas tentando repassar ao consumidor o aumento de custos que eles próprios estão tendo, para evitar um grande achatamento de margens.
    Acusá-los ou cobrar algo deles é errar miseravelmente o alvo.

    8) POR QUE ISSO NÃO ACONTECIA EM OUTROS GOVERNOS?

    Acontecia, sim. A inflação de alimentos teve picos piores em 2003 e 2008, e ligeiramente mais brandos em 2013 e 2016.
    O governo atual já coleciona diversos escorregões, que devem ser criticados. Mas este não é o caso, porque se trata de uma questão internacional.

    Vamos aguentar firme, que os preços devem se acomodar em breve.


    Fonte: www.facebook.com/davi.piangers/posts/3569823686361758
  • Trader  09/09/2020 18:29
    "Compartilharam o texto a seguir no Facebook. Procede?"

    Algumas (poucas) coisas.

    "Não. A inflação ao consumidor está comportadinha, abaixo da meta do BCB."

    Sim, pois coisas que estão sem nenhuma demanda — como mensalidades escolares, passagens aéreas, móveis e roupas —, mas que têm grande peso na cesta do IBGE, estão vivenciando ou deflação ou preços estáveis.

    Isso faz com que o índice pareça confortável. Só que se trata de algo falso, pois se está contabilizando coisas que nem sequer estão sendo consumidas.

    "Alimentos e combustíveis realmente subiram em agosto"

    Que são basicamente as coisas que estão tendo demanda na pandemia. São, efetivamente, os itens que interessam.

    "mas são compensados por quedas de preços em outros segmentos, de forma que o custo de vida não está aumentando, de forma geral."

    Parcialmente correto. Exatamente como dito acima, a queda de preços nos outros segmentos de fato está compensando a alta. Porém, dizer que o custo de vida não está aumentando é falso. Aquilo que as pessoas estão comprando (ou seja, bens cruciais) estão encarecendo; aquilo que as pessoas não estão comprando (ou seja, bens supérfluos), não estão encarecendo.

    Desnecessário explicar que custo de vida não é definido por bens supérfluos que não estão sendo consumidos, mas sim por bens essenciais que estão sendo regularmente consumidos.

    Isso é tão óbvio que é até constrangedor ter de explicar.

    "É basicamente um choque de oferta, associado a um pequeno aumento de demanda específica por alimentação em casa."

    Choque de oferta, no sentido clássico do termo, é redução da produção. Só que não houve nenhuma redução da produção de alimentos. Ao contrário, houve recorde de produção. O que acontece é que, por causa do câmbio desvalorizado (graças a reduções artificiais da Selic, que está em um nível irreal; nossos juros reais estão negativos e menores que os da Suíça), as exportações de alimentos estão batendo recorde.

    Aí, sim, por causa disso, está havendo desabastecimento no mercado interno. Mas não é um desabastecimento causado por um clássico choque de oferta; é um desabastecimento causado por câmbio artificialmente desvalorizado.

    Ou seja, culpa total e irrestrita da política monetária do Banco Central.

    Todo o resto que ele escreveu é ou irrelevante ou redundante ou groselha pura.
  • Felipe  09/09/2020 20:27
    Perfeito.
  • Felipe  10/09/2020 03:51
    Então é por isso que tem supermercado racionando os produtos? Eu acho que do ponto de vista do dono de supermercado, racionar é uma decisão sensata. O problema é quando o governo obriga o estabelecimento a racionar (como foi tentado em Goiás). Existe também o racionamento do setor estatal, que é feito para não colapsar o sistema, como no SUS. Se a produção aumentou e mesmo assim houve essa menor oferta no mercado interno, então quer dizer que esse aumento na produção se deu para exportação? De curiosidade, a exportação de arroz subiu mais de 800% entre junho/2019 e junho/2020.

    Bom, pelo menos o governo aparentemente quer reduzir as tarifas de importação dos alimentos, senão seria como na Argentina, em querer taxar exportações. Mas eles ainda não viram (ou não querem ver) de que a culpa é a política desenvolvimentista de desvalorizar o câmbio e brincar de TMM. Coisa parecida aconteceu em 2015.

    Faltar comida como na Venezuela não vai, mas teremos carestia por causa dessa maluquice monetária e cambial.
  • Imperion  10/09/2020 20:36
    A simples ameaça de multa já os faz guardar o produto que foi comprado a um preço superior. Ele não vai vender por menos e tomar prejuízo.

    Mas se ele tiver um lote barato ainda, este vai ser vendido ao preço antigo. E as pessoas começam a comprar adoidado.
    Então antes que apareça um fiscal obrigando a racionar, o próprio supermercado já libera só alguns pacotes por freguês. Pra ficar bem na fita. Mas acabam colaborando e estimulando o pensamento que racionar dá certo.
  • Interior  09/09/2020 20:05
    O governo já começou a jogar a culpa de seus próprios erros, nos outros. Afinal como alguém já disse, "A culpa é minha e eu jogo em quem quiser."
  • Revoltado  10/09/2020 15:35
    "A culpa é minha e eu jogo em quem quiser."

    ==== Este alguém foi ninguém menos que o ínclito sábio Homer Simpson!
    Também autor da seguine frase:

    "Não minto. Apenas escrevo ficção com a boca!"
  • Felipe  10/09/2020 21:12
    Balanço de hoje das moedas que mais desvalorizaram em relação ao dólar americano, período de 01/01/2020 até 10/09/2020:

    > Bolívar soberano (VEF): - 100%
    > Peso argentino (ARS): - 41,79%
    > Real brasileiro (BRL): -24,44%
    > Lira turca (TRY): -20,11%
    > Rublo bielorrusso (BYN): - 19,26%
    > Rublo russo (RUB): - 17,52%
    > Rand sul-africano (ZAR): - 13,29%
    > Grívnia ucraniana (UAH): - 14,91%
    > Peso uruguaio (UYU): - 12,24%
    > Peso mexicano (MXN): - 11,84%
    > Peso colombiano (COP): - 11,25%
    > Kyat de Mianmar (MMK): - 9,62%
    > Guarani paraguaio (PYG): - 7,72%
    > Franco central-africano (XAF): -7,16%

    PS: Sim, usei a cotação do câmbio paralelo do peso argentino. No câmbio oficial (e maquiado), o peso argentino teria se desvalorizado menos que o real brasileiro.
  • Kek  13/09/2020 17:45
    Até que não está tão ruim, pensei que estive muito pior.
  • anônimo  10/09/2020 22:43
    Chega a ser engraçado ver o estado de negação de alguns. "Inflação? Que inflação?". "A esquerda está inventado uma crise inflacionária e usando o preço do arroz só para atacar o Bolsonaro!". "Está tudo sob controle, olha aqui: twitter.com/SistemaCNA/status/1304063538005258240". "Guedes é um gênio, a retomada econômica já é realidade!".

    Eu nem perco mais o meu tempo discutindo. É inútil!
  • Felipe  11/09/2020 00:26
    Quem são esses?
  • anônimo  11/09/2020 02:29
    Quem são esses?

    Daquele fórum que eu já mencionei aqui em outro comentário. Para mim foi um choque ver pessoas que eu considerava inteligentes dizendo que real desvalorizado "é bom para o Brasil", que câmbio flutuante "é livre mercado" e que quem reclama da Selic artificialmente baixa é "rentista que quer lucrar com dinheiro parado". Eu esperava ouvir isso de eleitores do Ciro Gomes (ou da Dilma), mas não desse pessoal.
  • Felipe  11/09/2020 03:51
    Eu sou moderador de um grupo de Facebook de Economia. Poxa, em fevereiro ficaram falando esse monte de coisa também. Facebook é ótimo, mas nem sempre os debates prestam. No Twitter é pior ainda, vem comunista de tudo quanto é lado.

    Por isso que debate sério tem que ser igual aqui: não tem curtida. Então acaba aquela falsa sensação de credibilidade. E assim o debate sério é incentivado. Por isso que aqui quase não aparecem socialistas.

  • Imperion  11/09/2020 13:36
    Entrei nesse forum. A maioria segue o mainstream econômico. E isso as vezes quer dizer espalhar boato pra tentar manipular algo e ter alguma vantagem nas negociações.
  • Lel  11/09/2020 12:38
    Cirão Guedes está de parabéns. Destruir a moeda como ele está fazendo é algo que nem a Dilma conseguiu fazer.

    Sim, há todo um contexto diferente, mas é justamente aí que precisa se esforçar pra ter uma deflação.

    O cara que era a base do governo, está fazendo de tudo pra destruí-lo. Impressionante.
  • Elias  11/09/2020 14:14
    exame.com/mercados/bolsonaro-debate-o-que-fazer-legalmente-para-conter-alta-do-dolar/

    Se Jair Bolsonaro ou a equipe econômica do Paulo Guedes lessem os artigos do Instituto Mises Brasil, já teriam achado essa solução faz tempo. Nem precisava de debate para isso. Conteúdo é o que não falta por aqui, no que diz respeito a política monetária.
  • Vinicius  11/09/2020 14:42
    Existe o caminho chicaguista para a valorização da moeda que são reformas econômicas, melhora na governança e enxugamento da máquina pública, uma completa utopia em se tratando de Brasil, aqui não temos a mesma matéria prima humana que faz nossos vizinhos do pacífico terem um fiscal anos luz melhor que o brasileiro e muito menos a matéria prima humana que faz os emergentes do sudeste asiático serem o que são.
  • Felipe  11/09/2020 14:48
    Basta demitir os dois keynesianos e colocar dois supply-siders no lugar ou fazermos igual o Steve Hanke na década de 90: ele saiu distribuindo livrinhos para os burocratas do governo do Equador sobre Currency Board.
  • Thiago  11/09/2020 16:53
    Gostei dessa do livrinho hein. Mas tem que ser de 3 páginas, se não poucos serão lidos.

    A parte que os gastos públicos terão que ser contidos pode deixar pra um volume 2 após o Currency board, pra não desanimar às vossas excelências.

    Mas não pode esquecer de já colocar no volume 1 que a popularidade de todos eles vai lá no céu, sem perspectiva de voltar pro chão, desde que não revoguem o feito.
  • 4lex5andro  11/09/2020 16:36
    Tem dois lados, um é desfazer o equívoco em baixar por demasiado os juros, em patamares irreais para o quadro trágico das contas públicas do Brasil.

    Outro lado é fazer as reformas, como foi até mencionado antes, mas o executivo não governa sozinho, prescinde (infelizmente nesse caso) do congresso, das duas casas, com aprovações em dois turnos.

    É um caminho longo - que vem sendo negociado uma celeridade maior - e burocrático, mas é o rito conforme a lei (Cf88) vigente no país.

    Logo, em princípio, sem demoras, o governo poderia reavaliar subir os juros lá no Copom, a não ser que a equipe econômica saiba algo que ninguém mais saiba, pra 'justificar' esse patamar tão baixo.

    E outro, é esperar, sem tanque nem soldado, que o governo aprove as reformas tributária e administrativa o quanto antes, sinalizando uma governança sólida e comprometida com o erário - e daí apreciando a moeda nacional.

    Tem um terceiro caminho também... mas precisaria de uma passagem só de ida, visto, passaporte e um quinhão de reservas em $$$...
  • Felipe  11/09/2020 21:07
    Problema é que essa reforma tributária nada mais é que um aumento de impostos disfarçado. Bolsonaro apoia e gosta do Trump, mas não é capaz de fazer o que ele fez: reduzir impostos sobre a pessoa jurídica. Até na Índia isso foi feito. A administrativa é meio ruinzinha, mas a tributária é horrível.

    Sobre sair do país, felizmente hoje há bastante informação sobre. Só tem que fugir daqueles que prometem "caminho fácil" e daqueles derrotistas que apenas não querem pessoas morando fora do Brasil como eles.
  • rraphael  11/09/2020 22:11
    mas reforma tributaria é isso aí, reformulação do roubo: se vai assaltar com arma de fogo ou pedaço de pau

    se dá muita atenção para "reforma" e esquecem que ela acompanha "tributos"

    apenas numa reforma fiscal que se começaria a discutir sobre o produto do roubo, se vai roubar menos e pra onde vai, remover os entraves, intermediários, cupinchas...
  • Andre  11/09/2020 23:25
    Se não gosta da reforma tributária com aumento de impostos talvez prefira o aumento do imposto inflacionário pra 2 dígitos de forma permanente.

    A reforma tributária mesmo com aumento de impostos é a melhor chance disso aqui não virar Argentina no curto prazo, pois com dívida pública de 100%, déficit fiscal de 4% do PIB e inevitável aumento dos juros para 2021 simplesmente o país não dispõe de mais nenhuma maneira dentro dessa constituição horrível para dar mais um empurrão com a barriga em direção a não destruição.

    Morar fora claro é uma ótima solução individual mas mesmo assim faz bastante diferença entre vir de um país emergente normal com crescimento e esperança de dias melhores como Chile, Peru e Paraguay, vir de um país emergente em dificuldades como o Brasil e Ecuador de hoje e vir de um país tão ruim que nem emergente é mais como a Venezuela e a atual Argentina.

    E confesso que gostei bastante dessa sua frase aqui: "e daqueles derrotistas que apenas não querem pessoas morando fora do Brasil como eles." Obrigado pela contribuição.
  • Felipe  12/09/2020 00:26
    Não existe mais espaço para aumentar impostos. Ainda mais agora, com gente perdendo renda e até mesmo um emprego ou empresa. Vai provavelmente aumentar a sonegação. A economia brasileira é pobre e improdutiva.

    Se os ajustes baseados em impostos não funcionaram com o Temer (e ajudaram a provocar uma greve nacional de caminhoneiros), funcionarão muito menos agora.
  • Andre  12/09/2020 02:42
    Se não gosta da reforma tributária com aumento de impostos talvez prefira o aumento do imposto inflacionário pra 2 dígitos de forma permanente.

    A reforma tributária mesmo com aumento de impostos é a melhor chance disso aqui não virar Argentina no curto prazo, pois com dívida pública de 100%, déficit fiscal de 4% do PIB e inevitável aumento dos juros para 2021 simplesmente o país não dispõe de mais nenhuma maneira dentro dessa constituição horrível para dar mais um empurrão com a barriga em direção a não destruição.

    Morar fora claro é uma ótima solução individual mas mesmo assim faz bastante diferença entre vir de um país emergente normal com crescimento e esperança de dias melhores como Chile, Peru e Paraguay, vir de um país emergente em dificuldades como o Brasil e Ecuador de hoje e vir de um país tão ruim que nem emergente é mais como a Venezuela e a atual Argentina.

    E confesso que gostei bastante dessa sua frase aqui: "e daqueles derrotistas que apenas não querem pessoas morando fora do Brasil como eles." Obrigado pela contribuição.
  • WDA  12/09/2020 01:15
    Engraçado que tinha gente aqui no site, que vivia dizendo que não devíamos nos preocupar com inflação, que não havia espaço para tal, que os problemas eram outros. O próprio Ulrich, nos vídeos dele, levou um eternidade para perceber o problema. Foi necessário o pessoal quase esfregar na cara dele os aumentos que estavam acontecendo pra ele se antenar. Até lá, entretanto, eu me sentia um peixe fora d'água falando na inflação que estava por vir, enquanto um monte de bocó de mola achava que tinha que repetir o que o Ulrich dizia pra poder estar com a razão!

    Parece que economista só enxerga índice e só percebe a realidade com atraso - e a julgar por certos comentários que pululavam aqui no site, até mesmos os austríacos andam meio desconectados com a realidade.

    Prestem mais atenção!

    P.s.: num dos vídeos do Ulrich, tempos atrás, um de seus convidados disse que estava todo mundo falando pra ele que a China tinha dado um chapéu no mundo, etc., com o advento da pandemia, mas que isso não era bem o que ele estava vendo não... vai enxergar mal assim lá na China! Agora é comparar o índice de crescimento dos diversos países pra ver quem estava com a razão...
  • Leitor Antigo  12/09/2020 01:58
    Hein? De qual Ulrich você está falando? O Fernando Ulrich já faz quase um ano que ele só fala de câmbio e inflação em seu Twitter. Ele foi um dos caras que mais alertou para isso. E, quanto mais ele alertava, mais era xingado.

    Já aqui no site, foi em agosto de 2019 que o Leandro também começou a martelar quase que diariamente sobre o câmbio.

    O primeiro comentário, quando o dólar tinha ido de R$ 3,70 para R$ 4,00 em dois dias, está aqui.

    O segundo, com o dólar já a R$ 4,15, está aqui.

    Tudo ainda em agosto de 2019.

    Dali em diante, foi praticamente uma narrativa em tempo real. Quem acompanha este site não tem direito nenhum de ter se surpreendido.

    Sendo assim, tenho muita curiosidade de saber quem são esses "austríacos [que] andam meio desconectados com a realidade.
  • Felipe  12/09/2020 02:25
    Faz tempo mesmo que o Fernando Ulrich fala disso. O Leandro já falava da desvalorização em abril de 2019 (ainda não se sabia qual seria a política a ser seguida pela equipe econômica, e o governo envolveu-se com brigas e ainda tinha a encrenca da guerra comercial), mas o negócio ficou grave depois pois a queda do dólar obtida com a reforma previdenciária foi estragada pela política pombalista do BCB em julho, quando eles reduziram a SELIC no desespero em 0,5 ponto percentual.

    Mostrei esses vídeos do Ulrich para outras pessoas no começo do ano e já veio gente xingando ele de rentista e afins. Não adianta, bolsonarista é petista com cor verde e amarela. Eles não seguem ideias, e sim políticos. Muitos não querem saber de estudar e se aprofundar, só pegam frases prontas e repetem. Como ganham curtidas de outros que fazem a mesma coisa, então continuam.

    Esse vídeo do Ulrich da China eu não vi. Será que você não confundiu com outra pessoa?
  • WDA  12/09/2020 04:00
    "tenho muita curiosidade de saber quem são esses "austríacos [que] andam meio desconectados com a realidade."

    Nem precisa, você já citou os dois. E acho que você não andou andou acompanhando as postagens de ambos, aqui e no Youtube. Não citei o outro nome pq queira preservá-lo, pelo apreço que lhe tenho e pela sua importância no site, mas pra bom entendedor meia palavra basta.

    Vá você procurar as postagens e veja o tanto que se falou - quando alguém perguntava sobre inflação - em: a última coisa com que é preciso se preocupar é o IPCA, blá, blá, blá. Só que todo mundo sabe ou deveria saber que o aumento de preços que realmente importa não é o que é refletido por índices, mas o que o povo sente no bolso. E garanto a você que muita gente saiu daqui confundindo as coisas por esse tipo de comentário. (Aliás, deixei de responder a alguns comentários dele nesse sentido, para não causar alvoroço no site. Mas diante da sua resposta, hoje me arrependo).


    Nos vídeos do Ulrich era bem pior. O que saía de gente dizendo: não vejo espaço para a inflação por causa dos preços da commodities, e coisas afins, não estava no gibi. Mas lá eu me manifestei - o que aliás, não adiantou nada. É bem diferente, hiperinflação, como a dos anos 80 - que ele com frequência usava como referência - e o aumento de preços que é suficiente para atrapalhar a vida do cidadão comum. Não é preciso atingir os critérios quantitativos tão estritos e específicos para se causar impacto importante no dia-a-dia das pessoas, que no fim das contas é o que geralmente importa. E o falto de alguém ter despencado de uma montanha não facilita em nada a sua vida quando você cai de vinte metros de altura, portanto pouco importa se outra geração sofreu bem mais, quando se trata de avaliar o impacto que as circunstâncias atuais terão na vida das pessoas.

    Além disso, foi o Ulrich mesmo quem admitiu no próprio vídeo em que reconhecia o problema ATUAL da inflação de preços no Brasil, que estava fazendo isso por conta do que o pessoal estava enviando pra ele no Telegram, onde aliás muitas pessoas estavam insistindo nos aumentos dos preços da economia REAL do país. Portanto, não me venha com essa! E isto bem antes de ele fazer o vídeo em que, no título, acusava o governo pela inflação dizendo que patriotismo não reduz os preços. Até aí o caminho foi longo e o problema do aumento de preços, já visível nas prateleiras, já palpável, passou batido por muito tempo.

    Você foi rápido na auto-defesa do site, mas nada eficiente em termos de auto-crítica.

    A minha crítica, além de construtiva é legítima, porque verdadeira.

  • Leandro  12/09/2020 19:09
    Você está dizendo que eu nunca falei absolutamente nada sobre inflação, e que nunca alertei para os riscos de essa (a carestia) ser exatamente a consequência da atual política monetária?

    Olha, eu já sofri várias críticas que considerei injustas, mas essa simplesmente ultrapassa todas, pois ela nem sequer é crítica, mas sim mentira caluniosa.

    Está praticamente no mesmo nível de alguém dizer que eu sou keynesiano…


    P.S.: você está desafiado a apontar uma única escrita minha em que eu tenha dito algo remotamente semelhante a "a última coisa com que é preciso se preocupar é o IPCA, blá, blá, blá". Caso não consiga, peço que se retrate da calúnia.
  • Felipe  13/09/2020 03:23
    Leandro, será que não é desse seu comentário que ele estava falando?

    "Aumento de preços é a menor das preocupações quando há desvalorização cambial. A encrenca é outra.

    Quando há desvalorização cambial, o custo de produção das empresas sobe (insumos mais caros por causa do câmbio). No entanto, não há como repassar esse aumento de custo para os preços, pois os consumidores não irão aceitar pagar mais só porque o dólar subiu (a renda nominal deles não se alterou). E não como haver explosão inflacionária se a população está sem renda

    Ou seja, os custos de produção sobem (vide o IPA), mas não há repasse para o consumidor (que não tem renda). Logo, a única solução é a empresa absorver os custos.

    Com isso, receitas paradas e custos maiores, as margens de lucro ficam menores. Consequentemente, há menos investimentos, menos contratações e nenhum aumento de salários. Economia fica parada e renda segue estagnada. E aí, obviamente, só surge emprego mal remunerado e informal.

    No entanto, aqueles que se preocupam única e exclusivamente com IPCA, podem ficar relaxados. Não há espaço, por ora, para um forte aumento de preços. Empresas que dependem de insumos importados e que estão vivenciando um aumento de custos não conseguirão repassar esse aumento de custos para os preços (renda baixa e oferta monetária comportada não permitem isso). Elas irão reduzir suas margens de lucro. Isso significa menos investimentos, menos contratação de mão-de-obra e menos aumentos salariais. Mas o IPCA fica comportadinho…"
  • Leandro  13/09/2020 17:42
    Se for, aí é pior ainda, pois o que está escrito no trecho acima foi, modéstia às favas, uma previsão bastante acurada da realidade.

    "IPCA comportadinho", "aumento de custos para as empresas" (vide materiais de construção e todas as empresas que dependem de insumos importados), "empresas sem conseguir repassar aumento de custos" (tanto é que o IPCA segue "comportadinho"; se conseguirem repassar, o IPCA estaria explodindo), e várias quebradeiras em decorrência disso (o último levantamento, ainda de julho, fala em mais de 700 mil empresas).

    A inflação de alimentos sobe porque estes passaram a ser majoritariamente exportados, em decorrência do câmbio desvalorizado (causado pela Selic e pela impressão de moeda).

    Exatamente como dito que seria.

    Sigo no aguardo de onde foi que eu disse que imprimir moeda e jogar a Selic para zero não teria problema nenhum para a economia e não casaria nenhum tipo de carestia.

    P.S.: fiquei um tanto exasperado porque venho alertando exatamente sobre isso há tempos, e aí alguém me acusa de ter falado o oposto disso.
  • robson santos  13/09/2020 18:52
    Eu lembro desse texto e o que eu entendi de sua parte foi chamar a atenção para as pessoas que se concentram em analisar índices de maneira isolada, como o IPCA, só para fazer parecer que algo está comportadinho como você frisou. Qualquer outro entendimento daquilo é pegar partes de uma conclusão e colocar fora de contexto para tirar proveitos de ataques, isso é desonestidade intelectual, isto está fadado a acontecer com qualquer um afinal ninguém vai ficar escrevendo sempre 10 linhas de explicação para garantir a segurança da correta interpretação daquela linha da mensagem, pois isto é cansativo, e é uma estratégia tipicamente militante, forçar a barra no cansaço, no grito...
  • Felipe  13/09/2020 20:02
    "A inflação de alimentos sobe porque estes passaram a ser majoritariamente exportados, em decorrência do câmbio desvalorizado (causado pela Selic e pela impressão de moeda)."

    O interessante é que nos Estados Unidos houve também carestia nos supermercados após março de 2020. Seria por causa dos programas assistencialistas e pelos lockdowns, que incentivaram as pessoas à procurar produtos mais essenciais? No Equador disparou de início, mas já arrefeceu, provavelmente graças à ausência do banco central. O dinheiro impresso pelo Federal Reserve, até chegar ao Equador...

    PS: Eu não estou acusando de nada, só quis tentar erguer a discussão. Vamos ver se ele reaparece.
  • 5 minutos de IRA!!!  16/09/2020 13:51
    WDA, acho que todos estamos no aguardo da retratação...........

    Faltou interpretação de texto básica, hein?
  • Imperion  12/09/2020 20:43
    Ele (Ulrich) disse que a inflação ficaria comportada "se as comodities não subissem".

    O condicional "se" indica uma condição para um resultado. Se ela ocorre, ocorre o resultado. Se ela não ocorre, ocorre outro resultado.

    Faltou interpretação de português aí.

    E visto que como as commodities subiram, inclusive o arroz, que é commodity, vai ter inflação.

    Mas nunca foi falado que "não ocorreria inflação".
  • Felipe  12/09/2020 02:33
    Olhem que legal, achei um artigo de 2000 defendendo a dolarização no Brasil, na Folha de São Paulo (artigo está aqui), dias depois de o dólar ter sido colocado no Equador. Vou separar esse trecho importante para vocês pensarem sobre:

    "Uma moeda estruturalmente forte teria uma importância ímpar para a nação brasileira: preços firmes, câmbio sólido, incentivos a poupar, abundância de crédito, juros baixos, investimentos vultosos, transferência de tecnologia, empregos etc. Em suma, a estabilidade da moeda propiciaria a retomada definitiva do nosso desenvolvimento econômico. As metas de inflação adotadas em junho último têm um papel primordial no sentido de fortalecer a moeda a curto e médio prazo. Mas a questão estrutural não ficará resolvida, pois basta apenas substituir a atual equipe no Banco Central por uma menos capaz para que a instabilidade volte." (o cara praticamente previu de que surgiria uma equipe heterodoxa no BCB tanto no governo Dilma quanto no atual)

    O autor praticamente falou que um banco central só causa bagunça. Nesse ponto uma análise até austríaca.
  • anônimo  12/09/2020 11:57
    Antes de meados de 2014, a Folha era uma legítima social-democrata. Depois despirocou total.
  • Sérgio Klafke  12/09/2020 11:52
    Hélio Beltrão, engenheiro, administrador, economista, fundador e membro do conselho consultivo do Instituto Millenium e atual presidente do Instituto Mises Brasil, descreve o que hoje é o melhor exemplo de diferenças entre capitalismo x socialismo; as Coreias, do Norte, comunista, e do Sul, capitalista.

    Ele diz em sua página que não existem experimentos controlados em ciências sociais, mas este exemplo é o que mais se aproxima disso. Um povo com uniformidade de história, língua, costumes, e etnia foi separado em dois ao longo do paralelo 38 em 1945, e cada qual adotou um sistema de governo distinto: socialismo ao norte (com 8 milhões de habitantes), e capitalismo de 'economia mista' ao sul (com 5 milhões de habitantes).

    Depois de 70 anos, os norte-coreanos são, em média, 5cm mais baixos que os sul-coreanos e vivem 12 anos a menos. A população da Coreia do Norte é agora metade da Coreia do Sul (52 milhões versus 25 milhões). Finalmente, o PIB da Coreia do Sul é 50x superior à Coreia do Norte, e com renda per capita 25x mais alta.

    A foto do satélite ilustra a iluminada Coreia do Sul à noite, bem como a escuridão da Coreia do Norte. Há até a impressão de que a Coreia do Sul não é conectada ao continente asiático, parecendo uma ilha de luz no mar do Japão, descreve Beltrão.

    O desenvolvimento da Coreia do Sul foi testemunhado pelo prefeito Giovane Wickert (PSB) que esteve lá em 2017 para ver novas tecnologias em iluminação Led e usinas que transformam lixo urbano em energia. Os coreanos, com muito capital mas sem espaço físico para ampliar investimentos, estão buscando oportunidades em todo planeta.

    Mas Marx continua tendo defensores. Os mais modernos são Gramscistas.
  • Felipe  13/09/2020 00:33
    Para quem acompanha o Mises Brasil há mais tempo, todos sabem das crises cambiais que assolaram a Ásia e América Latina nos regimes cambiais. Vou mostrar algumas curiosidades desses países afetados pela Crise Asiática.

    Na Tailândia, quando estourou a crise cambial, um dólar valia 52 bahts tailandeses. Agora está por volta de 31,27 por cada dólar. Ou seja, apesar do regime flutuante, a moeda se apreciou ao longo dos anos.

    Na Coreia do Sul, com o fim do regime atrelado, um dólar valia 1695 wons sul-coreanos. Hoje você precisa de 1187 wons para comprar um dólar.

    Na Indonésia, um dólar chegou a custar por volta de 14,6 mil rúpias indonésias com a crise cambial. Hoje um dólar custa 14,86 mil rúpias. Talvez seja uma das poucas exceções da Crise Asiática, de ter tido esse encarecimento.

    Em Taiwan, na crise um dólar chegou a custar 34,88 dólares taiwaneses. Agora precisamos de 29,3 dólares taiwaneses para cada dólar.

    Nas Filipinas, um dólar custou 42,61 pesos filipinos na crise (mas que chegou a passar de 55 pesos em anos posteriores em meio a graves crises políticas). Hoje são 48,7 pesos para cada dólar, cuja moeda tem se valorizado desde maio de 2018.

    Na Malásia, um dólar custou 4,19 ringuites malaios no estouro. O curioso é que após os ataques especulativos, fixaram o câmbio a 3,80 ringuites por dólar (só que lá teve controle de capitais e afins). Abandonaram isso e deixaram flutuar em 2005. Agora são 4,15 ringuites malaios por cada dólar.

    Em Cingapura, um dólar chegou a custar 1,70 dólar cingapuriano durante a crise. Hoje você precisa de apenas 1,36 dólar cingapuriano por dólar americano.

    No Brasil foi diferente: com a Crise do Real de 1999, 2,07 reais por cada dólar. Somente no governo Lula que houve a valorização do real. Depois do meio de 2012, nunca mais nos aproximamos desse valor de R$ 2. Nos melhores momentos do governo Temer, nunca ficamos abaixo dos R$ 3. Isso mostra a diferença da qualidade dos Bancos Centrais ao redor do mundo.

    O México foi parecido com a gente: após 1994, nunca mais um dólar custou 6,64 pesos. Só que lá, desde 2003, a meta de inflação é de 3%. Nos anos 2000-2008, a moeda ficou relativamente estável nos governos Fox - Calderón. As desvalorizações cambiais de lá são mais controladas do que a daqui. Aqui todo mundo acha super civilizado termos uma inflação de 6% ao ano.

    Já que existe o tal do tripé macroeconômico, então para apreciar o câmbio, bastaria o BCB impôr uma meta de inflação de 2% ao ano e uma tolerância máxima de 3%. Isso causaria um grande choque de confiança e estancaria essa desvalorização. Não precisa vender reservas nem fazer malabarismos. Anuncia a meta, cumpra e pronto.

    Por enquanto, a fala do Bolsonaro de "debater sobre o que fazer 'legalmente' para conter alta do dólar" ainda não surtiu efeito no câmbio.
  • ASH  15/09/2020 12:17
    Seria necessário também congelar o orçamento público, colocando como limite de aumento a meta de inflação.

    O teto de gastos não deveria aumentar o orçamento com base na inflação, mas com base na meta de inflação.
  • 4lex5andro  16/09/2020 13:06
    Pois é, por um lado, pelo menos devaneios como o renda-Br foram encerrados.

    Mas de outro lado, congresso e judiciário, não se consideram desse mundo... depois de o STF rasgar a LRF no fim de junho, não há dúvidas disso.
  • Thiago  16/09/2020 01:47
    g1.globo.com/economia/tecnologia/noticia/2020/09/15/sony-vai-fechar-fabrica-no-brasil-e-interromper-vendas-de-alguns-segmentos.ghtml


    Mais uma pra conta de Chicago. Vamos desvalorizar a moeda que vamos reindustrializar o Brasil !
  • Guilherme  16/09/2020 04:33
    Calma, daqui a uns 10 anos os chicaguistas, os keynesianos e os defensores da Teoria Monetária Moderna começarão a entender o básico.
  • Fâ do Ciro  16/09/2020 15:10
    Me recuso em acreditar que o Guedes não esteja percebendo o que está fazendo.
  • Felipe  16/09/2020 03:11
    Fiz um curto gráfico comparando as moedas da América do Sul.

    - Roxo: Boliviano
    - Laranja: Peso chileno
    - Laranja avermelhado: Sol peruano
    - Amarelo: Peso colombiano
    - Azul claro: Peso uruguaio
    - Azul: Real brasileiro

    Brasil é praticamente a pior moeda da América do Sul. Não coloquei peso argentino porque o câmbio deles é controlado e no gráfico apareceria que desvalorizou menos que o real.

    Sol peruano pode ser considerado a terceira melhor moeda do continente americano, perdendo só para dólar canadense e dólar americano. Se alguém souber de um artigo detalhando as reformas feitas pelo Alberto Fujimori no país, eu agradeço.
  • Felipe  16/09/2020 13:12
    Agora comparando em termos de ouro, o quanto o ouro encareceu em cada moeda de janeiro de 2020 até agora?

    - O ouro encareceu 69,95% em relação ao real brasileiro;
    - O ouro encareceu 46,48 em relação ao peso uruguaio;
    - O ouro encareceu 46,06% em relação ao peso colombiano;
    - O ouro encareceu 40,63% em relação ao guarani paraguaio;
    - O ouro encareceu 39,01% em relação ao sol peruano;
    - O ouro encareceu 31,63% em relação ao peso chileno;
    - O ouro encareceu 29,71% em relação ao boliviano;

    Ou seja, o real brasileiro perde para as moedas vizinhas até em termos de ouro.
  • 4lex5andro  16/09/2020 13:26
    O caso peruano nem foi milagre, e o Brasil, se tivesse vergonha, já o teria feito também.

    www.dinheirovivo.pt/economia/peru-um-milagre-economico-a-espera-de-ser-descoberto/
    internacional.estadao.com.br/noticias/geral,economia-forte-atrai-venezuelanos-ao-peru,70002806888

    Foi só conter a gastança do erário, fazer reformas como a previdenciária e tirar o monopólio da moeda local, aderindo ao dólar como moeda corrente (e concorrente) em uso no país.
  • 4lex5andro  16/09/2020 13:36
    Em tempo.

    Ensaio do IMB sobre o êxito econômico peruano.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2216

    Também tem uma análise da Unisinos, que aborda várias ações no governo do Peru, em favor da abertura econômica daquele país.

    projeto.unisinos.br/rla/index.php/rla/article/download/rlah.v6i18.825/386423

    Só ignorar o uso recorrente do termo ''neoliberal'' que já virou mania, quase um fantasma, no meio universitário brasileiro.
  • Felipe  16/09/2020 14:51
    Obrigado.
  • Felipe  16/09/2020 14:50
    Será que lockdowns causam inflação de preços nos alimentos? Vamos descobrir? Peguei os dados de julho desse ano, em acumulado dos últimos 12 meses.

    Comparei o Brasil com os países da América do Sul que adotaram medidas próximas em lockdown (por isso não coloquei o Uruguai). Dos piores para os melhores.

    - Venezuela, 2239,9%;
    - Argentina, 46%;
    - Brasil, 7,61%;
    - Colômbia, 5%;
    - Peru, 2,31%;
    - Equador, 1,21%;
    - Bolívia, - 0,14%;
    - Paraguai, - 0,9%;

    Ou seja, o Brasil é o terceiro pior em inflação na América do Sul.
  • Felipe  19/09/2020 13:13
    O que acham do sistema PIX? O que ele vai mudar na vida de um cidadão médio? Quais as vantagens? Quais as desvantagens?
  • YURI - SÃO CARLENSE  19/09/2020 15:27
    Leandro,

    É correto dizer que - no atual momento - o maior responsável por essa expansão monetária(expressa nos gráficos do M1 e M2)não é o setor bancário expandindo o crédito (como houve nos tempos da nova matriz econômica do PT), mas sim o auxílio emergencial?


    Qto ao mecanismo que explica esse aumento na quantidade de dinheiro na economia:

    O governo emite títulos de dívida e esses títulos são comprados pelo setor bancário (dealers primários- operando com reservas fracionárias - gerando aumento da quantidade de dinheiro). O governo recebe esse dinheiro e repassou para a população na forma de auxílios. Estou correto?

    É esse o mecanismo que explica a elevação do M1 e M2 ?
  • Leandro  19/09/2020 18:29
    Os bancos estatais foram domados e os bancos privados voltaram a crescer.

    ibb.co/Gswht9M

    Mas observe pelo próprio gráfico que a explosão monetária recente (mais de R$ 150 bilhões apenas em 2020) nada tem a ver com os bancos.

    Ali é inflação monetária pura feita pelo Banco Central via Orçamento de Guerra, como já várias vezes alertado por este Instituto. O mecanismo utilizado é basicamente as operações compromissadas. Mas também utilizou-se o próprio patrimônio líquido do Banco Central, via repasses ao Tesouro dos resultados das reservas internacionais.

    Confira.

    ibb.co/z2C7F8G
  • Felipe  19/09/2020 19:19
    Então é basicamente o banco central pegando alguns elementos da política atual do Fed, só que com uma moeda menos demandada no mundo do que o rublo russo?
  • Leandro  19/09/2020 23:45
    Correto.
  • Felipe  19/09/2020 21:57
    Leandro, esse expansionismo creditício estaria criando um outro ciclo econômico, com artificial aumento da demanda? Isso explicaria essa explosiva subida do setor industrial, após o término dos lockdowns?
  • Leandro  19/09/2020 23:45
    Ainda é cedo para diagnósticos. Na prática, estamos saindo de uma recessão. Ainda há todo um ciclo pela frente.
  • Imperion  20/09/2020 22:07
    Acredito que o nosso governo, com 11 por cento do PIB em déficit, não vai conseguir manter a expansão pra sempre. Os cortes de gastos necessários pra zerar ou diminuir o déficit incluem gastos com crédito subsidiado, e ele endividado vai ter que parar com isso.

    Agora, se ele continuar se endividando cada vez mais, vai sugar o crédito pra si mesmo.
  • ESTUDANTE  20/09/2020 23:55
    Leandro,

    E como se dá esse mecanismo com as operações compromissadas?

  • Leandro  21/09/2020 00:14
    Não tem muito segredo.

    Operação compromissada é quando o BC compra (vende) um título dos (para os) bancos com o compromisso de revendê-los (recomprá-los) em uma data futura.

    Tal mecanismo ocorre exatamente da mesma maneira como ocorrem todas as operações do BC: ele imprime moeda e compra títulos; ele vende títulos e destrói moeda.

    Tradicionalmente, o BC recorre às compromissadas com o objetivo de administrar a liquidez do mercado de reservas bancárias para manter a SELIC próxima da meta estabelecida pelo Copom.

    No entanto, tudo indica que, atualmente, o BC está recorrendo a esta prática com o objetivo de expandir a base monetária (e a oferta monetária) para atender as demandas do auxílio emergencial.

    Tem como enxugar essa expansão? Até tem.

    Só que, normalmente, quando chega o vencimento de um compromissada, há uma "rolagem" — ou seja, o prazo é renovado e extendido, de modo que, na prática, nunca há realmente um enxugamento da base monetária.

    A conferir se dessa vez será diferente.
  • Felipe  19/09/2020 16:26
    Alguma reforma tributária atualmente proposta é boa? Achei este site e me parece que as três propostas são ruins e é um demonstrativo sobre um dos motivos de nosso país estar estagnado.

    Ninguém quer realmente fazer uma reforma de verdade. Pior ainda que ainda não resulta na redução da carga tributária, então na prática eles vão aumentar ainda mais a carga tributária, porque no fim das contas é isso. Preferem fazer remendos. É para isso que um "governo de direita" foi eleito?

    Trump conseguiu na canetada reduzir o IRPJ deles (e que teve ótimos resultados) e é uma vergonha eles não fazerem isso aqui. Até na Índia eles reduziram os impostos. Será que na canetada não conseguem fazer nada quanto a isso?

    Se for para ficar com gradualismo, então era mais fácil o Temer ter sido eleito em 2018.
  • YURI - SÃO CARLENSE  25/09/2020 14:15
    Leandro,

    Veja essa afirmação do Alexandre Schwartsmam: "Confesso que não sou muito fã de agregados monetários (base, M1, M2, etc.) e, para ser absolutamente sincero, nem costumo segui-los"

    Por que os economistas do mainstream não gostam de acompanhar os agregados monetários? Me parece algo tão importante para análise da economia.
  • anônimo  25/09/2020 15:16
    Por que para eles o que interessa são os juros estipulados pelo Banco Central. Enquanto o Banco Central estiver estipulando os juros corretamente (segundo o critério arbitrário deles), está tudo certo.

    Oferta de moeda e demanda por moeda (ou seja, o preço da moeda) não significam absolutamente nada para eles.

    Não faz sentido nenhum.
  • Lucas  25/09/2020 23:11
    Índice DXY subiu bastante esta semana! Voltou ao nível que estava na última semana de julho. Eis o gráfico semanal:

    www.tradingview.com/x/yJT7jOq2/

    E o dólar perante o real, obviamente, acompanhou:

    www.tradingview.com/x/u5nsqgGh/
  • Gabriel M  26/10/2020 00:01
    Grande Luis Oreiro, acertou na mosca:

    youtu.be/aLsyo1xGT9g


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