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Os recentes eventos deixaram ainda mais claro: dinheiro de verdade é o ouro. E você empobreceu
Qualquer um pode hoje viver no padrão-ouro. Recomendo não ficar de fora

Atribui-se a J.P. Morgan a frase: "Money is gold, everything else is credit". 

Ou seja, dinheiro de verdade é o ouro; todo o resto é apenas uma forma de crédito.

Sua frase foi dita em 1912. Naquela época, os EUA vivam sob o padrão-ouro. Apenas o ouro físico em mãos era dinheiro garantido. Todo o resto era apenas uma promessa de pagamento. 

Uma cédula de dólar, por exemplo, era apenas uma promessa de que, se você fosse com ela ao banco, você poderia trocá-la pelo equivalente em ouro, pois cada cédula emitida estava lastreada pelo seu equivalente em ouro.

Já um cheque era uma promessa de pagamento em cédulas de dólar, as quais, por sua vez, prometiam ser restituídas em ouro.

Por isso, Morgan corretamente concluiu que o único dinheiro de verdade era aquele que não dependia de terceiros para ser saldado ou liquidado, e nem tampouco estava sob a gerência de terceiros. Logo, aceitar um pagamento na forma de uma cédula de dólar ou de um cheque era apenas aceitar crédito. 

Apenas o ouro fisico em mãos representava dinheiro. Todo o resto era simplesmente uma forma de crédito que se fazia passar por moeda corrente.

Dinheiro não é o mesmo que moeda corrente

Ao longo da história, muitas coisas foram utilizadas como moeda corrente: tabaco, açúcar, sal, gado, pregos, cobre, grãos, rosários, chá, conchas, anzóis e, é claro, papel pintado.

Tais itens eram moeda corrente; eram meios de troca. Mas não eram dinheiro.

Para algo ser dinheiro, ele tem de poder ser utilizado como meio de troca, unidade de conta e reserva de valor.

Qualquer pessoa que houvesse acumulado, por exemplo, conchas, anzóis ou tabaco teria ficado pobre ao longo do tempo, pois tais coisas não são reservas de valor. Elas não acumulam valor ao longo do tempo. Elas foram momentaneamente utilizadas como meio de troca e como unidade de conta (duas conchas valem meio pedaço de peixe, por exemplo), mas nunca foram reserva de valor.

Apenas duas mercadorias, ao longo de toda a história, sempre foram dinheiro: ouro e prata. 

Está fora do escopo deste artigo fazer um apanhado histórico, mas o fato é que o ouro e a prata sempre foram escolhidos naturalmente, sem qualquer imposição, para ser utilizados como meio de troca, unidade de conta e reserva de valor. As características que os levaram a ser sempre os escolhidos são sua durabilidade, divisibilidade, facilidade de reconhecimento, portabilidade, escassez (dificuldade de ser produzido em excesso) e uma razão valor/peso que não é nem muito alta e nem muito baixa.

Mais: sempre que uma nação manteve o governo afastado das questões monetárias, ela prosperou continuamente. Tão logo ela permitiu que o governo passasse a controlar a moeda, sua economia passou a vivenciar solavancos, passando por períodos de forte expansão seguidos de prolongados períodos de estagnação e recessão.

Talvez o mais completo exemplo ainda seja o que ocorreu com o Império Bizantino. Durante 600 anos, desde a época de Constantino I, o Império Bizantino prosperou utilizando um padrão-ouro tanto no comércio internacional quanto em seu mercado interno. Bizâncio não apenas acreditava na superioridade de uma "moeda natural", que não sofria manipulações estatais, como também praticava o livre comércio, rejeitando os princípios do mercantilismo. A moeda de ouro, o Bisante, era utilizada em todo o mediterrâneo e reconhecida por todo o mundo.

Durante esses seis séculos, o Bisante manteve seu valor. A inflação de preços manteve-se em níveis desprezíveis e a economia prosperava.  Porém, em 1078, com a desculpa de ter de lutar uma guerra contra os turcos, Nicéforo III Botaneiates decidiu desvalorizar a moeda. Ao reduzir a quantidade de ouro em cada moeda, Nicéforo acreditava ser possível ter mais moedas para poder financiar esse seu esforço de guerra.  Assim, a moeda mais utilizada do mundo sofreu uma adulteração (inflação).

Bizâncio não apenas perdeu a batalha contra os turcos, como também perdeu sua moeda. Como consequência dessa desvalorização, o caos financeiro irrompeu e pôs fim ao Império Bizantino. Atualmente, os historiadores dizem que o fim de Bizâncio foi causado por uma "tragédia financeira". 

(Para quem estiver interessado, o verbete da Wikipedia em inglês sobre o assunto é bastante completo).

Desde o surgimento do dólar até agosto de 1971, seu valor sempre foi definido em termos de ouro. Em agosto de 1971, um dólar representava 1/35 onça de ouro (o que significa que 35 dólares valiam uma onça de ouro). Assim como 60 segundos são um minuto, 35 dólares representavam uma onça de ouro. Logo, o dólar que hoje usamos se estabeleceu sendo meramente um certificado de ouro e foi assim até 1971.

Desde sua criação até 1971, portanto, quem calculava em dólares estava, na prática, calculando em ouro.

E então, em agosto de 1971, Richard Nixon aboliu o padrão-ouro. O ouro continuou sendo dinheiro, mas o dólar virou apenas uma moeda fiduciária de curso forçado que continuou sendo aceita porque se estabeleceu mundialmente em decorrência de ser lastreada em ouro. O dólar é hoje meio de troca e unidade de conta, mas não é reserva de valor (como será mostrado abaixo).

Por outro lado, em dezembro de 2008, um arqueólogo britânico descobriu, nos arredores de Jerusalém, aproximadamente 300 moedas de ouro datadas de 600 d.C., todas elas emitidas pelo imperador bizantino Heráclio, e todas elas valendo o mesmo tanto que valiam há 1.400 anos, se não mais.

Recorro a esses casos (há inúmeros outros, como, por exemplo, a grande expansão econômica americana sob o padrão-ouro) para mostrar que os únicos itens que podem ser realmente chamados de dinheiro — pois mantêm valor ao longo de séculos e sempre foram e sempre poderão ser utilizados como meio de troca e unidade de conta — são o ouro e a prata.

Todo o resto é apenas moeda corrente, algo que você utiliza convenientemente como meio de troca, mas cuja validade como unidade de conta é temporária e cujo uso como reserva de valor ao longo do tempo é nulo. 

Uma moeda corrente não guarda valor em si. Ela é apenas um meio que você utiliza para transferir a propriedade de um ativo.

Exemplo prático: pense na cédula de cem reais. Você realmente acredita que aquele papel-pintado vale R$ 100? Qual a diferença entre a cédula de cem reais e a cédula de dois reais? O papel é o mesmo. A tinta é a mesma. Ambas deveriam têm o mesmo valor.

É por isso que papel-pintado (ou seu equivalente em dígitos eletrônicos em uma conta bancária) não é dinheiro, mas sim apenas um conveniente meio de troca, o qual, temporariamente, também é utilizado como unidade de conta.

No Brasil do início da década de 1990, com a hiperinflação da moeda fazendo com que os preços variassem em torno de 4.000% ao ano, as pessoas utilizavam o cruzeiro (e depois o cruzeiro real) apenas como meio de troca. A unidade de conta era o dólar. E a reserva de valor eram majoritariamente os imóveis.

Se políticos fazem o que querem com uma moeda corrente, não é inteligente você ficar nela

Atualmente, o real ainda é o meio de troca e a unidade de conta. Mas quem utiliza o real como reserva de valor está anualmente mais pobre: você consegue comprar cada vez menos bens e serviços com a mesma unidade monetária.

Utilizando as próprias fontes do governo (IBGE), desde o surgimento do real em julho de 1994 até o fim de abril de 2020, o aumento de preços calculado pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo foi de impressionantes 522%. Isso significa que algo que custava R$ 100 em julho de 1994 custa hoje R$ 622. Isso equivale a um aumento médio superior a 7% ao ano.

E não se engane: o mesmo raciocínio vale para o dólar. A diferença entre o dólar e o real é meramente de grau — isto é, de ritmo de desvalorização —, e não de natureza. O dólar é melhor que o real unicamente no sentido de que perde valor a um ritmo bem mais lento. No mesmo período de tempo acima, o índice de preços americano subiu 73%. Aquilo que custava US$ 100 em julho de 1994 custa hoje US$ 173.

Melhor que o real? Sem dúvidas. Mas ainda assim quem guardou cédulas de dólar empobreceu.

No fim, dólar e real são a mesma coisa: moedas correntes inteiramente sob o controle de políticos e burocratas, que fazem com elas o que bem entenderem. E que, por isso mesmo, não podem ser utilizadas como reserva de valor. (Para entender por que os preços sobem no Brasil, veja aqui).

E se você acha que a frase acima — "políticos e burocratas fazem com elas o que bem entenderem" — é exagerada, então você não está prestando atenção no atual cenário político e econômico.

Nos EUA, políticos e burocratas prometem manipular o equivalente a 6 trilhões de dólares (entre impressão pura de moeda e endividamento extra do governo) para combater a pandemia do novo coronavírus. No Brasil, políticos e burocratas pretendem brincar de Teoria Monetária Moderna concedendo ao Banco Central a licença para imprimir reais e comprar qualquer ativo em posse de bancos e corretoras.

O Ministro da Economia Paulo Guedes, em recente live com a alta hierarquia do Itaú (dica: sempre que um membro da equipe econômica faz uma live, você empobrece), disse abertamente que, se a economia entrar em depressão, ele não terá problema nenhum em "fazer chover dinheiro sobre a economia". (Assistam ao vídeo, entre 1:06 e 1:08).

Ou seja, vamos falar sem rodeios: políticos e burocratas, em todos os países, tratam a moeda corrente como tokens, ou seja, como se fossem fichinhas de fliperama ou aquelas cédulas de papel do Banco Imobiliário. E, no fundo, é exatamente isso que toda moeda corrente é: um token, uma ficha, um voucher, um cupom, um símbolo. Uma cédula de Banco Imobiliário livremente manipulada por políticos e burocratas.

Você vai realmente permanecer neste token? Você realmente vai continuar acreditando que poderá manter seu padrão de vida utilizando como reserva de valor um simples cupom que políticos estão dizendo abertamente que irão manipular e "chuveirar" sobre a economia? 

"Ah, mas ninguém deixa dinheiro parado! Ele está sempre aplicado!", responde o ingênuo. Aplicado em quê? Em sua última ata, o Banco Central deixou praticamente explícito que irá reduzir a SELIC (ou seja, o CDI) para até 2,25%, menos que a inflação. Quem deixou real no CDI perdeu poder de compra internacional desde janeiro de 2011 (quando Henrique Meirelles saiu do Banco Central). Agora, irá perder também poder de compra nacional (com juros reais negativos).

Já a Bolsa de Valores não foi a lugar nenhum (corrigida pela inflação de preços, o índice Ibovespa está hoje no mesmo nível de 2005; e terá de subir até 140 mil pontos para superar as máximas de 2008, antes da crise financeira) e também não irá a lugar nenhum

Quem realmente ganha dinheiro — ou seja, bate a inflação de preços, o dólar e o ouro (mais sobre isso abaixo) — em bolsa é especulador profissional (que sabe exatamente quando entrar e quando sair) ou um grande operador de opções (que é onde realmente onde se faz dinheiro rápido e farto).

Para onde ir, então?

Para onde você já deveria estar

Este Instituto surgiu em fins de 2007. Por sermos seguidores da Escola Austríaca, desde nossas primeiras postagens já criticávamos as moedas estatais e recomendávamos o ouro, quer como investimento, quer como arranjo monetário. O primeiro artigo sobre isso foi em janeiro de 2008. (Em 2016, escrevi meu último sobre o tema. Depois desisti). 

Naquela época, porém, era um tanto complicado investir em ouro

No entanto, as coisas foram melhorando. 

Hoje, com a proliferação das corretoras e plataformas de investimento, nas quais você abre conta sem sair de casa, em menos de cinco minutos e gratuitamente, só não compra ouro e só não vive no padrão-ouro quem não quer. Corretoras como Órama e XP têm fundos lastreados em ouro — isto é, que variam de acordo com a cotação do ouro em reais — cujo valor inicial do aporte é irrisório. 

Mas vamos ao que interessa. 

Se, em épocas normais, já é uma fria não ter ouro, imagine agora em uma época de juros reais negativos e bancos centrais em total modo expansionista?

Como se comportou o ouro desde 1999 (esse é o ano de partida porque foi neste ano que surgiu o euro e também porque foi neste ano que o real adotou o câmbio flutuante)?

Eis a evolução do preço do ouro em dólar:

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Gráfico 1: evolução do preço da onça do ouro em dólar

Agora em euro:

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Gráfico 2: evolução do preço da onça do ouro em euro

Agora em franco suíço:

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Gráfico 3: evolução do preço da onça do ouro em franco suíço

Agora em iene japonês:

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Gráfico 4: evolução do preço da onça do ouro em iene japonês

E agora em reais:

ouroreais.png

Gráfico 5: evolução do preço da onça do ouro em reais

Entendeu agora por que o ouro é reserva de valor?

Se até em relação àquelas que são consideradas as moedas mais sólidas e estáveis do mundo o ouro se valoriza, imagina em relação ao real, que agora está indo para juros reais negativos?

Se até mesmo um suíço e um japonês não têm argumentos para ficar em suas respectivas moedas em relação ao ouro, por que você brasileiro teria?

Dinheiro de verdade é o ouro; todo o resto é crédito e moeda corrente.

E não pense que a vantagem do ouro está apenas em relação a moedas correntes. Aqui no Brasil, o ouro bate o Ibovespa.

Um investidor experiente (e sortudo) que comprou o Ibovespa no fim de 2008, no dia exato em que ele chegou ao fundo por causa dos desdobramentos da crise financeira, ganhou até agora 149%.

Já quem entrou em ouro no mesmo dia ganhou 411%.

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Gráfico 6: Ibovespa (vermelho) e ouro (azul), desde o fundo do Ibovespa atingido em dezembro de 2008

E mesmo em períodos maiores o ouro vence. Eis o longo prazo mais desfavorável ao ouro: um investidor experiente que entrou na bolsa na semana do dia 11 de janeiro de 1999 (famosa pelo colapso do Ibovespa, quando houve a adoção do câmbio flutuante e o anúncio da moratória do Itamar) ganhou 1.439%.

Já quem comprou ouro ganhou 2.252%.

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Gráfico 7: Ibovespa (vermelho) e ouro (azul), desde janeiro de 1999

(Agradeço ao leitor Trader pelas referências acima.)

Essa predominância do ouro no longo prazo (que é o que interessa para acumulação de riqueza e principalmente aposentadoria) é perfeitamente compreensível. Em país em desenvolvimento, ouro sempre tenderá a bater a bolsa. Ouro reflete a desvalorização da moeda, e bolsa reflete capitalismo. Qual desses dois é mais forte em país ainda não desenvolvido?

E, finalmente, a comparação direta entre ouro em reais e dólar em reais. É óbvio que o ouro massacra.

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Gráfico 8: dólar em reais (vermelho) e ouro em reais (azul), desde janeiro de 1999

Quem está investido em ouro — isto é, quem já adotou o ouro como seu padrão monetária e vive efetivamente sob um padrão-ouro — não apenas passou incólume pelas seguidas desvalorizações cambiais do real (causadas tanto pela bagunça política quanto pela vontade da equipe econômica), como, ao contrário, enriqueceu com ela.

O brasileiro que adotou o padrão-ouro é completamente indiferente ao noticiário político. Ele não toma sustos quando vê a cotação do dólar (ao contrário, enriqueceu com ela). Ele não se preocupa com o andamento das reformas, pois sua riqueza está protegida. 

E, além de tudo, ele pode continuar viajando normalmente para a Disney e levando sua emprega doméstica. Seu poder de compra segue inabalado (com efeito, aumentou em relação ao dólar; vide gráfico 8).

Quem quer o real?

Com juros nominais negativos na Europa, com juros reais negativos nos EUA, com a América Latina indo para juro zero (o que é uma piada), e com nenhuma perspectiva para as ações (por causa da devastação causada pelo desligamento econômico feito por políticos em decorrência do surto de Covid-19), essa criação de moeda irá majoritariamente para o ouro (como já está indo).

As moedas periféricas, como é o caso do real, não têm chance nenhuma. Aqui no Brasil, o Banco Central deixou implícito que pode derrubar a Selic para 2,25%, que é simplesmente a taxa de juros americana do ano passado. Estamos com juros reais negativos e nem sequer temos grau de investimento. A título de comparação, o México, que tem grau de investimento e está com as finanças relativamente arrumadas, está com a taxa básica de juros em 6%. O Brasil, que não tem grau de investimento e está com as contas públicas em colapso, está com a Selic em 3% — e o Banco Central já fala em 2,25%.

Que estrangeiro vai querer trocar dólares e euros por reais? Por que ele faria isso? Este ano, mesmo quando houve ganhos na bolsa, o estrangeiro que veio pra cá perdeu dinheiro por causa do câmbio, que se desvalorizou. Não voltarão tão cedo.

Proteja-se

Grandes magnatas da indústria e do sistema bancário utilizam o real apenas para transacionar. A riqueza deles está fora do real. Quando um barão da Fiesp vem a público pedir redução de juros e quando um banqueiro pede que o Banco Central pratique a TMM, pode ter certeza de que a riqueza deles está protegida em outra reserva de valor. 

O real (uma moeda de segunda classe) será utilizado por eles apenas para cobrir suas despesas correntes e pagar funcionários. Sua real riqueza está em outra reserva de valor. O real é apenas a moeda do populacho.

Um seguidor da Escola Austríaca que não está entupido de ouro não entendeu nada do que leu. Na prática, não apenas segue acreditando na competência de 9 burocratas que gerenciam a moeda em um comitê central, como ainda deixa seu poder de compra e de sua família nas mãos deles.

Não tenho provas disso que irei falar (mas não tem problema porque não é uma acusação, pois o que apontarei não é crime nenhum; é perfeitamente legal), mas realmente duvido que os medalhões da Fazenda e do Banco Central têm seu patrimônio inteiramente em reais. Você realmente acha que Paulo Guedes e Roberto Campos Neto, que fizeram carreira em instituições internacionais, estão 100% em reais? Se até Henrique Meirelles, que defendia um real forte, tem dinheiro no exterior (declarado e legal), é óbvio que estes outros dois estão, ao menos parcialmente, dolarizados (o que não é crime nenhum, enfatize-se).

Mas são eles que estão controlando a moeda que você utiliza para sobreviver e alimentar a sua família. Uma moeda na qual eles próprios não apostam: eles têm o objetivo declarado de manter o IPCA crescendo 4% ao ano; ou seja, o objetivo declarado é fazer você perder 4% ao ano de poder de compra. 

Para piorar, ainda estão brincando de bazuca e orçamento de guerra, deixando o Banco Central livre para criar moeda corrente e comprar debêntures e CDBs em posse dos bancos e corretoras, e com o Ministro da Fazenda prometendo "chuveirar" dinheiro caso as coisas piorem.

Você vai entregar seu padrão de vida a eles?

De minha parte, não me submeto a isso. Não fico em uma moeda lixo controlada por políticos e burocratas que já deixaram claro que não estão nem aí pra ela. Eu não quero ser um cidadão de terceira classe utilizando uma moeda de terceira classe. Quero usar o dinheiro mundial por excelência, que é o ouro. Quem está no ouro está em uma classe superior, acima até mesmo que a de um suíço.

O que de "pior" pode acontecer é o ouro baratear em reais (o que seria ótimo, pois seria um sinal de que o real se fortaleceu e, logo, minha renda mensal melhorou). Mas isso é totalmente improvável. Já o mais provável é o ouro continuar disparando em reais.

Por tudo isso, é aceitável você manter reais apenas na forma de investimentos que gerem uma renda passiva percentualmente alta — e, ainda assim, muito provavelmente está perdendo para o ouro.

Mexa-se enquanto é tempo.


autor

Leandro Roque
é editor e tradutor do site do Instituto Ludwig von Mises Brasil.

  • Régis  13/05/2020 19:10
    Eu compro ouro desde 2015 e vou ser apedrejado por isso que vou dizer agora, mas acho que o atual arranjo é perfeito para ganhar dinheiro (de verdade): o ouro rende 1% ao dia e a inflação de preços está baixa, até negativa (por enquanto).

    Ou seja, o ouro funciona como um CDI ultra-turbinado em um ambiente de inflação nula.

    Nem nos melhores momentos de 1998 (com a SELIC a 49% por causa da crise na Rússia e o IPCA em 1,65%) foi tão bom assim.

    É mais fácil ganhar dinheiro num padrão fiduciário em que você tem a liberdade de comprar ouro do que em um padrão-ouro puro. Viva o mercado.
  • Meirelles  13/05/2020 19:45
    Falei isso em outro comentário. A Selic está em 3%. As curvas de juros futuros já estão precificando Selic a 2,75% em janeiro de 2021. Mas o BC deixou a porta aberta para 2,22%. Considerando que o IPCA raramente fica abaixo de 3,50%, a realidade é que estamos com juros reais negativos. Pois é, chegamos lá.

    Como apontado no artigo, o México tem grau de investimento e a Selic deles é de 6%. O Brasil não tem grau de investimento e nossa Selic está em 3%, já programada pra cair para pelo menos 2,75%.

    Qual a atratividade de um gringo trazer seu capital para um país que não tem grau de investimento, que está com juros reais negativos e está com o câmbio instável?

    No governo Temer, a Selic média foi de 10%, e com IPCA em 3%. Juros reais de 6,8%. Nem se compara.

    No governo Lula, a Selic foi de 19,75% em 2005. Em 2006, terminou em 14,25%. Em 2008, quando estourou a crise, o Meirelles foi o único banqueiro central do mundo a elevar juros. Ele colocou a Selic em 13,75%.

    Considerando que o dólar estava mundialmente fraco de 2005 a 2011, era sopa ter um câmbio apreciado.

    De resto, eu nunca entendi (como sempre via em alguns comentários aqui) austríacos reclamando do preço de uma moeda fiduciária (dólar) em termos de outra moeda fiduciária (real). Austríaco raiz tem de estar todo em ouro ou Bitcoin. Hoje, isso nunca foi tão fácil. Fundo Órama Ouro, XP Ouro Dólar, ou a própria compra de OZ1D, OZ2D e OZ3D. Eu mesmo utilizo Órama Ouro como reserva de emergência (tinha CDI até meados de 2019, mas aí tirei tudo quando vi que o atual Banco Central é keynesiano roxo). Na prática, vivo num padrão-ouro. Minha moeda é genuinamente forte. Quando tem conta pra pagar, resgato do fundo (converto ouro para reais) e pago.

    De resto, como você disse, o arranjo atual é excelente para quem tem ouro. Sua moeda se aprecia diariamente, mas a inflação de preços em reais está relativamente controlada. É como se você vivesse em um CDI que paga quase 9% ao mês, e com inflação quase nula.

    Quem poupa em reais vai se estrepar, mas quem manda confiar em moeda estatal? O mundo não recompensa quem fica parado e não se informa.
  • Rafael Lustosa  13/05/2020 21:51
    O que vocês acham da compra de Ouro Escritural no Banco do Brasil?
  • Santiago  13/05/2020 23:05
    É prático (liquidez diária, mas não sei qual o spread dos preços de compra e venda) e parece ter uma custódia mais barata. Só funciona para quem é correntista (não é o meu caso).

    Se você confia na instituição e nos funcionários dela, manda bala. Mas antes converse e muito com seu gerente.
  • Rafael Lustosa  14/05/2020 13:10
    Obrigado pela resposta!
  • Marcus  14/05/2020 00:23
    Hoje você pode comprar uma criptomoeda lastreada em ouro, a paxos Gold, que é transacionada na blockchain do ethereum super confiável.
    Ao comprar, você pode armazena-la em seu celular numa wallet de ethereum, como a TrustWallet, ela lhe fornece uma série de 12 palavras sementes que você deve anotar para backup. Caso perca o celular, pode instalar a wallet em outro celular e usar as 12 palavras semente para recuperar o ativo.
    A qualquer momento você pode converter o Paxos Gold em dólares, USDT ou PAX por exemplo, que é uma cripto moeda estável, pareada com o dólar, após isso, envia os USDT ou PAX para uma corretora Nacional (Novadax, braziliex, bitcointrade) converte em reais e saca.
    Para comprar PAXOS GOLD você faz o caminho inverso, abre uma conta na corretora nacional, compra bitcoins, envia para uma corretora internacional como a Bitfinex e lá converte os bitcoins em XAUT (Símbolo do ouro na bitfinex.)
    Outra opção é transferir os reais diretamente para a PAXOS e comprar o PAXOS GOLD lá, transferindo-os para sua wallet TrustWallet.
  • JwE  05/08/2020 17:14
    Eu já tinha visto essa cripto lastreada em ouro e sempre achei ela interessante.
    Você sabe quanto é cobrado de taxas em todas operações destas conversões? As taxas da corretora? Quanto é cobrado de taxa da carteira? etc.

    Queria saber se sairia mais em conta efetuar essas operações com a PAX Gold.
  • avmnetto  13/05/2020 19:21
    Não sei se é de praxe do Instituto fazer esse tipo de recomendação (nem se convém perguntar), mas... Leandro, existe alguma instituição que você recomendaria para esse investimento acima?
  • Auxiliar Intruso   13/05/2020 19:27
    Eu posso: na plataforma da XP, no fundo Trend Ouro Dólar*, com R$ 500 iniciais você já está no padrão-ouro. E com mais R$ 100 pode fazer aportes adicionais. Na Órama, o fundo Órama Ouro permite o mesmo, só que com aporte mínimo é de R$ 0,01. (Sim, um centavo).


    * Não confundir com o fundo "Trend Ouro", que segue a variação do ouro em dólares (ou seja, como se você fosse um americano). Tem de ser o "Trend Ouro Dólar", que segue a variação do ouro em reais.

    Em termos práticos, o Trend Ouro te dá a variação do gráfico 1. Já o Trend Ouro Dólar te dá a variação do gráfico 5.
  • avmnetto  13/05/2020 19:43
    Obrigado pela resposta! Depois que publiquei vi as recomendações no texto (XP e Órama). Mas seu detalhamento vai me ajudar bastante!
  • Felipe L.  13/05/2020 22:21
    Opa, me falaram que no Órama eu teria que ter um aporte mínimo de R$ 1000, nesse aí com R$ 100 ou R$ 200 já dá alguma coisa? Cheguei a perguntar algumas coisas a mais para o Leandro sobre, mas ele não respondeu.
  • Régis  13/05/2020 22:39
    A Órama alterou semana passada os valores mínimos. Eram R$ 1.000, agora é zero. Para aplicação e saque.
  • Felipe L.  13/05/2020 23:48
    Eles estão pedindo para declarar bens acima de R$ 1 mil. E caso não tiver bens declaráveis, ponho o quê? Porque não aceitam "R$ 0" em bens declarados.
  • Daniel  14/05/2020 17:39
    O amigo será que não se confundiu? O fundo que NÃO tem dólar no nome segue a variação do ouro em dólares e o fundo que TEM dólar no nome segue a variação do ouro em reais?! Não seria o contrário?!
  • anônimo  14/05/2020 18:01
    Sim para a primeira pergunta. E não para a segunda pergunta.

    Fundo que tem ouro e dólar no nome dá a variação em reais. E fundo que não tem dólar no nome dá a variação em dólar.

    Isso é fácil de entender. Se o fundo tem ouro e dólar, então ele compra os dois. Logo, ele sofre a variação do dois.

    Tenha em mente que o ouro, no mercado internacional, só varia em dólar. Logo, se o ouro sobe em dólar e o dólar sobe em reais, então você pega em reais a variação de ambos. Que é como tem de ser.

    Já se o fundo não tem dólar, então ele só comprou um ativo (ouro) no mercado internacional que já é naturalmente precificado em dólar. Logo, ele só varia em dólar. É como se fosse um fundo que opera em NY e você é um americano.


    Por isso, XP Trend Ouro Dólar e BTG Ouro USD variam em reais.

    Já BTG Pactual Ouro, XP Trend Ouro e Itaú Gold variam em dólar.


    Dito isso, há uma complicação adicional:

    Os fundos Órama Ouro e Vitreo Ouro não têm dólar no nome, mas variam em reais. Por quê? Porque, ao contrário de todos os outros, estes compram OZ1D na B3. Eles não estão no mercado internacional. Já os outros estão.
  • Victor Lívio  19/05/2020 15:24
    Só uma dúvida, quando o Roque mostra que o ouro subiu 416% desde agosto de 2008, fui ver o fundo orama durante esse mesmo período e ele rendeu "apenas" 216%, poderia me dizer um fundo que "replica " a cotação do ouro atual? e que esse fundo seja transacionado pela XP, Clear, outra dessas? Obrigado
  • Trader  19/05/2020 15:31
    O Órama Ouro surgiu no final de 2012. Ele não existia em 2008 — sim, no site MaisRetorno, que provavelmente foi a ferramenta que você usou, os dados estão errados, e colocam que o fundo variou exatamente como o CDI de 2008 ate o fim de 2012. Mas estão errados. O fundo não existia nesse período. Ele só surgiu no fim de 2012.

    Utilize o comparativo da XP.

    institucional.xpi.com.br/investimentos/fundos-de-investimento/compare-os-fundos.aspx
  • Leandro Rock'n'Roll  29/06/2020 18:35
    E qual seria melhor para nós do Brasil, meu amigo anônimo?
  • Meirelles  13/05/2020 19:39
    1) Abra conta na corretora Órama ou na XP: 5 minutos, de graça, sem sair de casa. Tudo pelo celular.

    2) Transfira a partir de R$ 500 do seu banco para a XP. Ou então a partir de R$ 1 para a Órama. (Se você tem conta no Banco Inter ou em qualquer outro banco digital, a TED é gratuita).

    3) Aplique no fundo Órama Ouro ou no XP Trend Ouro Dólar.

    Pronto. Você está vivendo no padrão-ouro. Nunca mais se preocupe com política, pois essa não irá roubar seu poder de compra.

    E o melhor: quando há uma notícia política "bombástica", você fica mais rico.
  • Marcos Roberto  13/05/2020 22:53
    Tem algum na Clear além da OZ1D ?
  • Fernando  17/05/2020 00:51
    Vocês sabem me dizer como esses fundos de ouro conseguem dar a variação do ouro sendo alguns como o Órama investe apenas 60% em ouro, do resto a maior parte está em títulos públicos?
  • Meirelles  17/05/2020 03:36
    Órama compra OZ1D, e este quase sempre varia mais que o ouro no mercado internacional. E os títulos públicos são apenas Selic, o que faz com que o fundo dê a variação do ouro mais Selic.

    Por isso, antes de comprar, é sempre bom comparar o preço do OZ1D e o preço do ouro (em reais) no mercado internacional. Se o OZ1D estivar muito acima, então é melhor comprar Trend Ouro Dólar. E se o OZ1D estiver abaixo, comprar Órama Ouro. Eu sempre faço isso.
  • Raul Silva  05/06/2020 21:07
    Olá, quais as diferenças entre um fundo de ouro e uma DTVM que emite títulos de ouro? Tipo, quero conhecer sobre fundos de ouro, só tenho experiência comprando com DTVM (Parmetal).
  • Trader  06/06/2020 00:06
    Mas a Parmetal só lida com ouro físico, não? Compra e venda do metal, com entrega e tudo, certo?
  • Raul Silva  06/06/2020 01:10
    Sim, e tem a opção de deixar sob custódia com eles. Queria saber a diferença entre as dtvms e os fundos de ouro tipo o Orama.
  • Leandro  06/06/2020 05:15
    Fundos compram ouro físico na B3 ou compram no mercado de futuros de Chicago (fazendo ou não hedge cambial; há fundos para os dois gostos). Você, como cotista, ganha a valorização. Mas não tem direito ao ouro físico. Funciona de maneira absolutamente idêntica a um fundo cambial de dólar. Você ganha a valorização do dólar, mas não ganha o dólar em espécie.

    Já nas DTVMs, como você bem sabe (sendo um usuário), você tem a opção de coletar o ouro físico e levar pra casa. A única desvantagem de uma DTVM é que há um spread significativo entre preço de compra e de venda. Mas para o longo prazo isso importa muito pouco.

    Já em um fundo, não há esse spread, e pratica-se os preços do mercado. Só que em um fundo há come-cotas, os quais, no longo prazo, são deletérios.

    A escolha vai de cada um.
  • Felipe L.  06/06/2020 03:21
    Sim, só ouro físico.
  • Guilherme  13/05/2020 19:21
    Espetacular artigo. Finalmente falaram dessa obviedade. Se vários gestores de fundos americanos já estão pulando fora do dólar, que é hoje a moeda mais forte e estável do mundo, qual o sentido de alguém ficar no real? Nem ações fazem sentido, muito menos CDI.
  • Daniel  13/05/2020 19:30
    E títulos público?
  • Guilherme  13/05/2020 19:34
    Apenas para o longo prazo, tipo um IPCA 2045 ou um IPCA 2055 (para quem precisa de renda semestral corrigida pela inflação).

    Mas, ainda assim, duvido que um IPCA 2045 pagando IPCA + 4,6% ao ano bata o ouro no longo prazo.
  • HELLITON SOARES MESQUITA  13/05/2020 20:57
    Sinceramente é óbvio que não falaram em títulos. Ninguém investe em Real, Dólar no mundo. Ou se investe em ações com uma porcentagem em títulos públicos como proteção, ou se investe puramente em títulos públicos.
    Os juros estão negativos na SELIC, mas dão IPCA + 4%. Ou seja não perde valor, e em ultimo caso empate com o Ouro. Se for olhar a longo prazo ainda mais. Alguns irão argumentar que perde valor internacionalmente, porque a inflação está abaixo da desvalorização do Real. Porém a longo prazo a tendência é convergir para o mesmo patamar. Isso sem contar o pessoal que comprou Titulo a juros altíssimos que está recebendo até hoje.

    Não sou contra o Ouro, mas ele tem o preço derrubado constantemente pelos BC's mundiais pra incentivar as pessoas a terem títulos públicos no lugar. Quem está no Real é apenas para sua renda mensal, essa perdeu valor. Mas alguém consegue obrigar uma pessoa a te dar um salário atrelado ao Ouro? Duvido muito.
  • Meirelles  13/05/2020 21:23
    "Ninguém investe em Real, Dólar no mundo."

    Tá por fora. Dólar está na carteira de quase todos os fundos de investimento do mundo. E na América Latina, dólar é o investimento número 1 em vários países. No Brasil, dólar sempre foi investimento. Argentino investe majoritariamente em dólar.

    Quanto ao real, a esmagadora maioria da população (inclusive ricos) está hoje ou na caderneta de poupança ou em CDBs de bancões que pagam 90% do CDI.

    Ou seja, estão efetivamente investidos em real.

    "Ou se investe em ações com uma porcentagem em títulos públicos como proteção, ou se investe puramente em títulos públicos."

    Ações dão retorno nominal em real. Não há garantia nenhuma de que superarão a inflação. Com efeito, corrigido pela inflação, o Ibovespa está hoje nos mesmos níveis de 2005. Quem entrou em qualquer momento pós-2005 perdeu.

    Quanto a títulos públicos, eu tenho. Os atrelados à inflação de fato dão um retorno real. Mas dão um retorno real exclusivamente em relação ao IPCA brasileiro. Não há a mais mínima garantia de que você irá sequer manter seu poder de compra no mercado internacional.

    E tem mais: quando dá uma merda, esses títulos de longo prazo desabam (os juros deles disparam) e você fica anos sem se recuperar. Se tiver de sacar antes, se danou.

    "Os juros estão negativos na SELIC, mas dão IPCA + 4%. Ou seja não perde valor, e em ultimo caso empate com o Ouro. Se for olhar a longo prazo ainda mais."

    Sem a mínima chance de empatar com o ouro. Ouro sobe, em média, 16% ao ano. Só este ano, já bateu 60%. Não delira. Não tem a mínima chance de um IPCA + 4% superar o ouro.

    "Alguns irão argumentar que perde valor internacionalmente, porque a inflação está abaixo da desvalorização do Real. Porém a longo prazo a tendência é convergir para o mesmo patamar."

    Para isso acontecer, o dólar terá de se enfraquecer (sem chances de o real se fortalecer). Mas se o dólar se enfraquecer, o ouro irá disparar. Vide período 2004 a 2011.

    "Isso sem contar o pessoal que comprou Titulo a juros altíssimos que está recebendo até hoje."

    Os únicos títulos que ainda superam o ouro são aqueles comprados no fim do governo Dilma (eu mesmo tenho um que paga IPCA + 7,82% até 2035). Só que superam por muito pouco. Não chega nem a cinco pontos percentuais de vantagem. Mais um mês e a vantagem acaba.

    "Não sou contra o Ouro, mas ele tem o preço derrubado constantemente pelos BC's mundiais pra incentivar as pessoas a terem títulos públicos no lugar."

    Cite exemplos práticos disso. Forneça links que comprovem que "constantemente" os BCs fazem isso.

    O que eu sei é exatamente o contrário: os BCs de Rússia, China e Índia têm comprado ouro corriqueiramente.

    "Quem está no Real é apenas para sua renda mensal, essa perdeu valor. Mas alguém consegue obrigar uma pessoa a te dar um salário atrelado ao Ouro? Duvido muito."

    Ué, mas esse é o ponto. O valor real do meu salário de fato caiu, pois ele está em reais. Não posso obrigar ninguém a manter o valor do meu salário em reais equiparado ao ouro. Porém, eu ao menos posso mitigar os efeitos. Tão logo eu recebo meu salário, corro e compro ouro. Fazendo isso continuamente, no longo prazo, você bate inflação e dólar. E, considerando todos os valores anteriores já em ouro (sendo que esse patrimônio acumulado é maior que meu salário), então eu sigo enriquecendo.
  • Régis  13/05/2020 21:38
    Eu só sei que com os Bancos Centrais mundiais completamente enlouquecidos, brincando de MMT, fazendo "orçamento de guerra" e jogando dinheiro na economia como se não houvesse amanhã, não há outro caminho para o ouro que não seja para cima.

    E como a economia não vai se recuperar tão cedo, a B3 não vai subir tão cedo.

    O melhor arranjo de longo prazo é ouro com títulos públicos atrelados ao IPCA.

    Se a inflação sobe, o ouro sobe. Eu ganho.

    Se a inflação cai e o ouro sobe (atual cenário), eu ganho mais ainda.

    Se a inflação cai e o ouro cai, eu também ganho (a moeda passa a valer mais e os títulos se valorizam).

    Se a inflação sobe e o ouro cai — não existe este cenário.
  • Rubone  14/05/2020 11:29
    Poderia dar um exemplo de um papel OURO atrelado + IPCA?
  • Tulio  16/05/2020 14:12
    Mas se a inflação sobe, a moeda desvaloriza e seu título perde valor nominal, ou seja, os juros sobem e o valor do seu título desce. E isso que acontece ou estou errado?
    E num cenário pós-pandemia com toda essa TMM, será que a inflação não vem?
  • Régis  16/05/2020 15:57
    "Mas se a inflação sobe, a moeda desvaloriza e seu título perde valor nominal, ou seja, os juros sobem e o valor do seu título desce."

    1) Se a inflação de preços sobe, a moeda já desvalorizou. A inflação de preços é consequência da desvalorização da moeda.

    2) Sim, os juros sobem e o valor nominal do título tende a cair, mas, no longo prazo, o título é corrigido pela inflação.
    Por isso, título IPCA longo é para o longo prazo. Não é para caixa.

    Já o ouro corrige imediatamente. Inflação sobe, ouro sobe mais ainda (ouro vai de acordo com a inflação monetária e não com a de preços).
  • Vladimir  14/05/2020 04:15
    Vale também ressaltar que ações ou títulos públicos também dependem integralmente do desempenho do real para terem uma boa performance. Mesmo que você esteja 100% em ações ou em títulos públicos você ainda estará, em última instância, em um ativo totalmente ligado à moeda. Se a moeda for pro saco, nenhum desses dois ativos terá qualquer desempenho.

    Apenas estando em ouro você consegue ficar 100% blindado da moeda nacional.
  • Helliton  15/05/2020 13:54
    Ninguém em um investimento sério, ou que sabia o que está fazendo investe em moeda, dólar ou coisa do tipo.
    Os ditos investidores de dólares, investem em titulo americanos e não em dólar.

    Não adianta fugir da lógica, os títulos brasileiros a longo prazo dariam mais dinheiro que o Ouro, porém ninguém teve coragem de jogar esses gráficos.

    O Ouro está se recuperando de uma desvalorização, quando mais uma vez algum Banco Central derrubou ele no passado e irá derrubar no futuro.

    Se o cara tiver especulando, ou seja fazendo investimento a curto prazo, beleza até comprar Real faz sentido. Mas a longo prazo pra manter sua renda? Não o cara irá usar títulos públicos.

    E entendo o quão errado é isso que os Bancos Centrais fazem e entendo que o Ouro é fugir do Estado. O problema é realmente achar que as pessoas investem em Dólar, Real ou coisa do tipo é no minimo ser leigo.
  • Meirelles  15/05/2020 14:52
    "Não adianta fugir da lógica, os títulos brasileiros a longo prazo dariam mais dinheiro que o Ouro, porém ninguém teve coragem de jogar esses gráficos."

    Coloque o gráfico de um título público versus ouro. Você tem?

    Eu tenho os números.

    O título mais antigo ainda em vigência é o Tesouro IPCA 2024 (NTN-B 2024 Principal).

    Foi lançado em 17/08/2005.

    No lançamento, valia R$ 306,35.

    Hoje, ele vale R$ 2.915,13.

    Valorização de 851%.

    www.tesourodireto.com.br/titulos/historico-de-precos-e-taxas.htm


    No dia 17/08/2005, a onça do ouro valia R$ 1.035,35.

    Hoje vale R$ 10.044.

    Valorização de 870%.

    goldprice.org/


    E olha que para os títulos públicos considerei só os preços de venda. Se tivesse considerados os preços de compra e venda, por causa do spread, a valorização teria sido menor.


    Se não tiver gostado, pode pegar também o IPCA 2035 (NTN-B 2035 Principal). Mas aí a coisa piora.

    No lançamento, em 2 de janeiro de 2013 valia R$ 877,61.

    Hoje vale R$ 1.652,28

    Valorização de 88%.


    Em 2 de janeiro de 2013, a onça do ouro valia R$ 3.444,64

    Hoje, vale R$ 10.062.

    Valorização de 192%.



    Você tem todo o direito de não gostar do que descobriu; mas não tem o direito de fazer acusações despropositadas. E o fato de você ter apresentado um achismo errado mostra que você nem sequer se deu ao trabalho da pesquisa mais básica antes de palpitar.


    "O problema é realmente achar que as pessoas investem em Dólar, Real ou coisa do tipo é no minimo ser leigo."

    A esmagadora maioria da população brasileira está ou na poupança ou apenas com o dinheiro vivo. Uma parcela pequena está em CDBs de grandes bancos que pagam 95% do CDI, se muito. Até mesmo gente muito rica está nesses investimentos. (Quem está em bolsa ou em outros investimentos mais complexo é uma quantidade ínfima da população).

    E como essas aplicações (poupança e CDBs de bancões) não rendem praticamente nada, elas estão efetivamente investidas em real. Tais pessoas estão tendo juros reais zero ou negativos.

    O mesmo, aliás, é válido para a esmagadora maioria dos americanos.

    Quem está em bolsa ou em investimentos mais sofisticados é uma ínfima minoria da população mundial. A esmagadora maioria tem apenas a própria moeda ou aplicações bancárias toscas que dificilmente batem a inflação de preços.

    Agora, se você pensa que não é assim, e acredita que toda a população mundial tem investimentos sofisticados, então você está vivendo uma gostosa (e perigosa) desilusão.
  • Helliton  15/05/2020 21:20
    Ok, muito legal seus gráficos. Afinal o Real está fraco em relação ao Dólar. Então é o momento perfeito e propicio pra fazer suas afirmações. Até no Bitcoin você fica no lucro se comparar a época do Boom quando o Real valia mais que hoje, mesmo que muita gente ainda fique no prejuízo em dólar.

    Não estou dizendo que o Real irá se valorizar, logicamente pra quem está segurando mesmo no IPCA + juros está ganhando do mesmo jeito. Porque ou o REAL valoriza ou a inflação aumenta e se aproxima do valor antigo do Dólar, jogando o seu argumento pra baixo, se o Dólar por exemplo voltar a valer 3,50 ou seja a metade o rendimento citado sobe de 800% pra 1600%. Se não voltar é porque a inflação aumentou o que também garante lucros pois rende a inflação e o juros.

    Óbvio leigo no mundo tem demais. Inclusive quem jura que está investindo em dólar, prova que não consegue nada.
    É esse tipo de pessoa que investe em poupança que realmente precisa ser ajudada.

    Também não significa que concorde com quem investe em Tesouro, pois é dinheiro roubado do povo. Porém é óbvio que se você levar esse argumento de valorização do Ouro pra um investidor ele vai achar que você está brincando.

    Na verdade ele pode até entender, se você falar que é um momento bom pra comprar Ouro e até tem muito Banco Central realmente comprando Ouro, porém a longo prazo não faz muito sentido, porque ele sabe que a qualquer momento o EUA vai derrubar o preço do Ouro pra obrigar as pessoas a voltarem a títulos por causa da estabilidade.

    O Ouro realmente não perde pra inflação e mesmo com as derrubadas ele volta, inclusive o melhor momento pra comprar é quando ele fica pra baixo não agora. Porém títulos também não e eles não possuem derrubadas. É muito difícil acreditar que o investidor leigo irá abandonar sua grana na Poupança e partir para o Ouro, já é difícil ele ir para o Tesouro.
  • RICARDO KILSON  13/05/2020 19:45
    Excelente artigo! Ouro e prata foram e são as moedas por excelência a 5000 anos. Quem não leu Mises, Theory of Money and Credit não entendeu isso ainda.
  • Curioso  13/05/2020 20:22
    O acham disso aqui? É um esquerdista defendendo câmbio fixo. Achei curioso.


    O TRIPÉ DO BEM – O tripé keynesiano-desenvolvimentista

    Isso não significa que não tenha saída. Existem sim várias balas de pratas que poderiam ser usadas. Provavelmente, a mais eficiente que ainda pode ser considerada dentro dos padrões de uma política macroeconômica aceitável pelos bancos e grandes empresários é o clássico tripé keynesiano-desenvolvimentista:

    1) Meta de câmbio nominal fixo e desvalorizado em termos reais (ou seja, câmbio real desvalorizado)

    2) Meta de emprego ou de crescimento (o que dá no mesmo) alcançável por política fiscal ou monetária

    3) Liberdade para utilização de instrumentos diretos (heterodoxos) para manutenção das metas anteriores

    Esse tripé significa que o governo terá apenas 2 metas, e não se absterá de usar muitos instrumentos para mantê-las, além dos dois principais: política fiscal e monetária. Ou seja, há consistência, pois teremos mais instrumentos do que metas.

    O câmbio fixo manterá a inflação baixa e sob controle sem nenhuma dúvida ou risco. O câmbio fixo pode fazer isso com juros baixos em determinadas condições. Isso seria sustentável com saldo comercial e em transações positivo e boas ofertas de investimentos produtivos no país. Assim não seria preciso vender reservas em momentos de calmaria, reservando-as para momentos de crise.

    O câmbio real desvalorizado permite tudo isso, especialmente, se a economia estiver crescendo. O câmbio flutuante e volátil é o horror dos investidores estrangeiros sérios, ainda que seja o maná dos especuladores.

    Esses fatores se somariam ao cambio fixo para tornar o investimento estrangeiro no Brasil muito seguro. Isso permite que as taxas de juros sejam mantidas baixas e mesmo assim o país não sofreria com fuga de capitais e perdas de reservas cambiais. Como dizem os ex-ministros Simonsen e Delfim: câmbio mata.

    A meta de crescimento (emprego) manterá o povo satisfeito. Manterá também um crescente fluxo de recursos para investimentos públicos e a dívida pública decrescente. É importante também frisar que o PIB e arrecadação crescentes também manterão uma boa taxa anual de solução de problemas sociais, políticos e econômicos específicos. Problemas que nunca se resolvem exasperam o povo. Sem recursos para investimentos públicos abundantes é muito difícil resolver problemas sociais e políticos relevantes. Por último é bom frisar que o crescimento mantem classes empresariais ganhando dinheiro, o que reduz um pouquinho sua propensão a golpes.

    Os instrumentos heterodoxos de atuação direta deverão buscar principalmente manter a taxa de câmbio real desvalorizada através de políticas de redução de custos, de rendas cartoriais, de tarifas e preços. Esses instrumentos, políticas industriais, também mantém as exportações crescendo e o coeficiente de importações caindo ou pelo menos estável.

    Sem esses instrumentos todo o sistema ruiria, pois, em um regime de câmbio fixo, se as reservas cambiais começarem a cair, cria-se um movimento irresistível de ataque cambial especulativo. Isso derruba a lei de ação de reação e todo arcabouço de sustentação política e econômica do governo perante a sociedade, o mercado e as forças políticas, inclusive, dentro do congresso.

    Esse foi o modelo adotado de forma bem sucedida em todos os regimes econômicos chamados de milagres: milagre alemão, milagre japonês, milagre italiano, milagre coreano, milagre asiático, milagre chinês, milagre mexicano e milagre brasileiro… Em economia não é necessário inventar a roda. Basta fazer o óbvio e não fazer o que obviamente nunca deu certo. Infelizmente muitos foram convencidos no Brasil que o que obviamente nunca deu certo é o "muderno". Não é Miriam?

    Os donos do poder e seus lacaios odeiam crescimento acelerado em países colonizados. Eles adoram a paz dos cemitérios, onde só cresce a miséria e a subserviência. Eles mal podem conter a empolgação com os "sucessos" de Temer.

    A saída é foco. A soberania popular e nacional não devem ser buscadas em nada que seja complexo e incompreensível. Elas devem ser buscadas na bala de prata: a lei de ação e reação do crescimento. É isso que vai empoderar e orientar o poder do estadista, o condutor do povo, e criar recursos para a prosperidade.

    Mas quem será esse que vai tirar o doce da boca deles e entregar pro povo?


    Autor: Gustavo Santos
    Publicado em dinamicaglobal.wordpress.com.
  • Trader  13/05/2020 20:32
    Como todo esquerdista-desenvolvimentista, a proposta dele é totalmente incoerente e inexequível. Ele defende câmbio nominal fixo (ok), mas defende política monetária expansionista voltada para aditivar o crescimento. Só aí o modelo já acaba: é impossível ter câmbio nominal fixo e política monetária expansionista. Quem faz política monetária expansionista não tem controle nenhum sobre o câmbio. E quem adota câmbio fixo não tem capacidade nenhuma de fazer política monetária.

    Mas piora: quem tem câmbio nominal fixo não terá um "cambio real desvalorizado" por muito tempo. Por exemplo, se o Brasil hoje fixar o câmbio a 4,30, ele estará desvalorizado em termos reais, mas, com a inflação de preços continuando a subir (IPCA de 4,31% em 2019, com economia praticamente parada, é um escândalo), em menos de um ano o câmbio real deixará de estar desvalorizado. E aí o modelo do sujeito acaba — a menos, é claro, que ele faça uma nova desvalorização do câmbio nominal, mas isso é algo que ele próprio falou que não irá ocorrer, pois o câmbio nominal fixo dele é para sempre.

    Em resumo, a quantidade de gênios que tem na internet é impressionante.


    P.S.: obviamente, tal modelo está completamente longe de ter sido "o modelo adotado de forma bem sucedida em todos os regimes econômicos chamados de milagres". Os milagres que realmente duraram, ou seja, que não se esfacelaram em seguida, como o brasileiro, adotaram moeda estável, inflação baixa e abertura comercial. Não tinha nada dessa baboseira de "câmbio real desvalorizado" (o que não é possível de existir com câmbio nominal fixo).
  • Trader  13/05/2020 20:27
    Obrigado pela referência. O real é uma ficha de lavanderia, um pedacinho de papel (ou dígito eletrônico) que a gente usa para transacionar por ser conveniente.

    Ninguém em sã consciência mantém seu patrimônio líquido nisso. E nem em dólar. Ninguém em sã consciência deixa a riqueza que acumulou em sua vida em uma unidade de conta completamente manipulável por burocratas. A pessoa poupa em ativos reais e converte para esse token apenas para pagar despesas.

    Quem vive e foi criado na América Latina e segue mantendo sua riqueza em moeda gerida pelos políticos daqui realmente ainda não entendeu nada. E aí a ignorância nem é econômica, mas sim política.
  • anônimo  13/05/2020 20:30
    Argentino já entendeu isso desde 2002. Tão logo ele recebe seu salário em pesos, ele corre para converter tudo para dólares, tanto no mercado oficial quanto no paralelo (fariam muito melhor em ouro). Para eles, é inconcebível alguém poupar na moeda nacional. O peso é apenas meio de troca. A unidade de conta e a reserva de valor são o dólar. Toda a elite está dolarizada (é por isso que argentino nunca perde a pose), exceto o populacho, que continua no peso.

    Diga a um argentino de classe média que você poupa tudo em reais, e ele vai jurar que você é louco.
  • Andre  14/05/2020 00:40
    A diferença entre o peso argentino e o real brasileiro é apenas temporal o primeiro durou 10 anos e o segundo 25. Ainda que ache que o real tenda a depreciar mais devagar que o peso já se deteriorou demais pra ter salvação.
  • Coscu arg  11/08/2020 12:44
    Você tem de olhar o câmbio paralelo, que é o câmbio no qual os argentinos realmente conseguem algum dólar. E neste câmbio o dólar está em 131 pesos. Oficial está em 77 pesos. O dólar estava em 59 pesos quando o atual governo tomou posse.

    diariodolar.com

    A disparidade entre a moeda oficial e a paralela é incrível.
  • Felipe L.  11/08/2020 15:37
    Esse fantasma voltou porque o Macri impôs o cepo bem no fim do seu mandato.
  • Pedro  13/05/2020 20:42
    Como diz o Peter Schiff no Twitter, "Absolutely don't fight the Fed. Buy #gold now."

    O mesmo vale para aqui: não tente lutar contra o Banco Central. Não tente ir contra ele. Não adianta brigar com ele. Se ele quer expandir a oferta monetária e desvalorizar, ele vai expandir e vai desvalorizar. Apenas compre ouro e seja feliz.
  • Helio  13/05/2020 20:47
    Um forte motivo para a alta do dólar: no eixo x, o risco de cada país; no eixo y, a Selic de cada país.

    Depois das quedas recordes (imprudentes), a Selic brasileira está LONGE de refletir o risco, portanto é preferível tirar o dinheiro do Brasil e aplicar nos demais países.

    ibb.co/jwfJqwX
  • Anti-BC  13/05/2020 20:49
    E o Bitcoin?

    Pelo que ocorreu na Quinta-Feira Negra de Março de 2020, é possível dizer que ele (ainda) não serve como "reserva de valor" contra crises.

    Interessante este tuíte publicado pelo perfil Werlang de Assis:

    twitter.com/de_werlang/status/1256276237271605249

    Abraço!
  • Carlos Brodowski   13/05/2020 20:59
    É melhor que o real, sem dúvida. Mas não é pra mim. Eu realmente não entendo como aquilo funciona, e eu não coloco minha riqueza em coisa cujo funcionamento eu não entendo.

    O BTC é não é unidade de conta, seu uso como meio de troca é extremante restrito e sua funcionalidade como reserva de valor ainda não está comprovada. Por enquanto, é apenas um ativo extremamente especulativo.

    Mas é melhor que qualquer ação de bolsa.
  • Anti-BC  13/05/2020 21:08
    De fato, é um ativo muito melhor que os papéis da bolsa.

    Mas extremamente volátil.

    Diante da crise que está para acontecer, é bastante provável que o criptomercado caia junto com as bolsas.
  • Felipe L.  13/05/2020 22:30
    Acho uma ótima reserva de valor. Eu comprei em 2015, quando valia bem menos do que hoje e me socorreu quando precisei. Nesse tempo todo, só fiquei lendo e ouvindo deboche, de que o Bitcoin morreu e afins.

    Quando nasceu, um BTC valia menos que um bolívar venezuelano. Hoje, vale mais que ouro. Se isso é especulativo, imagina se não fosse então. E tem mais liquidez (e segurança) que ouro físico, se você vender em uma corretora que preste (eu uso a Walltime).

    Infelizmente muitos austríacos ainda menosprezam o conceito do Bitcoin.
  • Roger Lima  14/05/2020 13:26
    Bitcoin ou qualquer outra criptomoeda por mais "segura" que seja, ainda é extremamente volátil e em uma crise mundial ( a que ainda está por vir ) ela irá cair também.
    Não adianta, dinheiro é foi e sempre será ouro e prata, pode acontecer um apocalipse nuclear que o ouro continuará a existir e sempre será dinheiro !!
  • Elias  14/05/2020 23:59
    Igual o que ocorreu no mês de março, quando o Bitcoin DESABOU junto com as bolsas mundiais. Quando foi colocada a prova em uma crise mundial, o Bitcoin mostrou que não é um ativo de proteção.
  • Elias  15/05/2020 01:36
    O gráfico está aqui: Olhem o quanto o Bitcoin desabou entre os dias 9 até o dia 17 de março, caindo de US$ 9.000 para US$ 4.400.

    www.tradingview.com/x/YU5eWNpA/
  • São Paulo é meu país  20/05/2020 09:41
    O Bitcoin e as criptomoedas são uma ferramenta de liberdade muito boa com um potêncial gigantesco.
    Mas eles ainda precisam evoluir mais, ter um ecossistema mais robusto, se tornarem mais confiáveis e mais fáceis de usar.
    As pessoas também precisam aprender mais sobre.
    É algo que realmente merece atenção e investimento.
  • Tony  13/05/2020 21:15
    Sobre o investimento em fundos atrelados ao ouro, quais são os riscos de crédito?
  • Trader  13/05/2020 21:28
    O "risco" seria o preço do ouro desabar, o que necessitaria de uma política monetária extremamente restritiva. Fora isso, o risco é menor que o de um fundo cambial em dólar. Assim como um fundo cambial compra dólar (sem entrega física), um fundo de ouro compra ouro (sem entrega física).
  • anônimo  13/05/2020 21:30
    E se não quiser fundo, pode comprar o ouro físico:

    blog.magnetis.com.br/oz1d-investir-em-ouro/
  • Tony  13/05/2020 21:59
    Trader e anônimo,

    obrigado pelos esclarecimentos.

    Quanto à compra física, vejo problemas como a guarda e, no futuro, custos maiores para revenda (comprovação de que o ouro que foi guardado é legítimo, p. ex.)

    Abusando do conhecimento de vocês, mais uma dúvida: é mais vantajoso escolher um fundo com taxa de administração menor e data de cotização do resgate maior ou um com taxa maior e uma data de cotização do resgate menor?

    P. ex., o BTG Pactual oferece um fundo com taxa de administração de 0,10% e data de cotização para resgate de D +7. Já o Itaú, um com taxa de 0,80% e D+1.

    Há alguma vantagem entre eles?

    BTG pactual: www.btgpactualdigital.com/fundos-de-investimento/btg-pactual-ouro-fi-mult
    Itaú: www.itauassetmanagement.com.br/content/dam/itau-asset-management/content/pdf/flyers/lancamento/ITAÚ%20GOLD%20MULTIMERCADO%20FICFI.pdf
  • anônimo  13/05/2020 22:46
    Cuidado! Tanto o do BTG quanto o do Itaú são da variação do ouro em dólar, o que não interessa a você que vive no Brasil.

    Você tem de querer um que tenha variação do ouro em reais, e os que eu conheço são "Órama Ouro" e "Trend Ouro Dólar" (da XP).

    Veja o gráfico da variação dos quatro para este ano (comeca neste ano porque tanto o Itaú quanto o Trend surgiram no final de dezembro do ano passado).

    maisretorno.com/comparacao/principal/otimo/cdi/35492154000122,33600729000158,9601190000177,35609786000123


    P.S.: a XP também tem um fundo chamando "Trend Ouro", e este é idêntico aos do BTG e Itaú. Ele varia em dólar. Não mexa com ele também.
  • Midas  14/05/2020 02:11
    O BTG também possui um fundo em ouro com variação em reais caso alguém se interesse:

    www.btgpactualdigital.com/fundos-de-investimento/btg-pactual-ouro-usd-fi-mult

    Taxa de administração de 0,10%
    Fica a dica.

    O defeito deste artigo foi não ter sido publicado logo no início do ano.
  • Raphael   14/05/2020 13:54
    Bom dia! Qual a vantagem de comprar fundo de ouro em real, e não em dólar? Seria a tendência do real se desvalorizar com maior intensidade frente ao ouro do que o dólar? Desde já, muito obrigado!
  • Trader  14/05/2020 14:41
    Correto. Se você acha que daqui pra frente o ouro vai se valorizar mais em dólar do que em real, então pegue apenas um fundo lastreado em ouro.

    BTG Pactual Ouro, XP Trend Ouro, Itaú Gold

    Já se você acha que o ouro vai continuar se valorizando mais em reais do que em dólar, então pegue um fundo lastreado em ouro mais dólar.

    XP Trend Ouro Dólar, Orama Ouro, BTG Ouro USD, Vitreo Ouro.
  • Raphael  14/05/2020 17:00
    Trader, muito obrigado pela resposta! Para o atual momento, na tua opinião, qual seria a melhor opção para quem quer começar a se expôr ao ouro? Já tenho conta em corretora no EUA e aqui no Brasil, então é fácil pra mim. Desde já, muito agradecido!
  • Trader  14/05/2020 17:41
    Se você tem conta nos EUA e mora aqui, então compre um ETF de ouro lá. Há várias opções. Aqui não tem nenhuma.

    etfdb.com/etfs/commodity/gold/
  • Lucas  17/05/2020 17:03
    No caso o investimento da Órama Ouro a que você se refere, é esse aqui :

    www.orama.com.br/investimentos/fundos-de-investimento/orama-ouro-fim ?
  • Tony  14/05/2020 00:16
    Valeu.

    Não sabia dessas diferenças.
  • Libertário revoltado  13/05/2020 22:05
    Todo austríaco que se preze entende isso. Leandro, ou outro, e quanto a volúpia do leão em taxar os rendimentos de fundos atrelados ao ouro? Recomendam recorrer aos fundos ouro negociados na bolsa americana?
  • Investidor Viajante  13/05/2020 22:34
    A tributação é de 15% sobre o lucro após dois anos.

    E você não deve pensar em sacar em menos de dois anos. Ouro é um investimento para você fazer e esquecer. Você não se desfaz do ouro. Se já é idiotice vender dólar, é ainda mais idiotice vender ouro.

    Ouro você acumula. Você não se desfaz dele (exceto, é claro, em situações de extrema urgência e emergência).

    A graça de investir em ouro é que a simples valorização dele já paga o aumento de seus gastos.

    Exemplo prático:

    1) Você decidiu, em dezembro do ano passado, gastar US$ 10.000 em uma viagem futura à Disney.

    2) Como o dólar fechou aquele aquele mês em torno de R$ 4, gastar US$ 10.000 em uma viagem à Disney seria o equivalente a gastar R$ 40.000.

    3) Mas você não viajou. Você comprou ouro. Você colocou esses R$ 40.000 em ouro naquela data. E ainda não escolheu a data da viagem.

    4) O tempo passou e o dólar saltou de R$ 4 para R$ 6.

    5) Com o dólar a R$ 6, você precisará de R$ 60.000 para manter aqueles mesmos gastos de US$ 10.000.

    6) Mas, neste mesmo tempo, seu ouro saltou de R$ 40.000 para R$ 66.000 (pois o ouro se valorizou 65%; ou seja, mais que o dólar; dados reais).

    7) Logo, o gasto adicional que você terá, em reais, exclusivamente por causa da desvalorização cambial (seu gasto saltou de R$ 40 mil para R$ 60 mil, ou seja aumentou R$ 20 mil) será mais do que compensado pela valorização do ouro, que saltou de R$ 40.000 para R$ 66.000 (fazendo seu patrimônio aumentar R$ 26 mil).

    8) Na prática, para você, o câmbio se apreciou. Você teve de gastar R$ 20 mil a mais, mas seu investimento rendeu R$ 26 mil.

    Ou seja, quando você está em ouro, você não precisa ficar refém de taxas de câmbio para nada.

    E tudo isso vai ocorrendo ao longo do tempo, em todos os setores.

    Por isso você jamais deve se desfazer do ouro. Investidor profissional nunca vende. Você paga seus gastos correntes, inclusive sua viagem à Disney, com o seu salário. A valorização do ouro se encarregará de abater seus gastos adicionais causados pela desvalorização do câmbio.
  • Libertário revoltado  13/05/2020 23:35
    Muito obrigado, Trader. Esclareceu bem todas minhas dúvidas.
    O Mises Brasil é uma benção em todas nossas vidas, a comunidade aqui é excepcional.
  • Elias  14/05/2020 15:12
    E se for comprar ouro A VISTA na bolsa brasileira, ela segue a mesma regra de tributação das ações (isenção de IR por vendas de até R$ 20.000,00 e 15% sobre o lucro se vender mais que isso - swing trade)? Estou achando essa opção melhor do que investir nos fundos de investimento. Será que é mais vantajoso mesmo, ou é impressão minha?
  • Elias  14/05/2020 16:25
    * Digo, tributação de 15% sobre a venda, se for maior que R$ 20.000,00.
  • Trader  14/05/2020 16:54
    Sim, mas verifique a taxa de custódia que a B3 cobra. E olho também nos valores mínimos. O valor mínimo para comprar OZ1 é agora de R$ 84.000.
  • Elias  14/05/2020 18:39
    Obrigado pelos esclarecimentos Trader! Em questão de segurança, melhor ficar mesmo nos fundos de investimento.
  • Guilherme  13/05/2020 22:08
    O Bank of America, que sempre foi conservador e nunca se aventurou a ir contra o status quo, recentemente emitiu um comunicado dizendo que o ouro, que fechou hoje em US$ 1.716,50 (alta de 0,73%), vai chegar a US$ 3.000 em menos de 18 meses. Aumento de 74% em dólares.

    www.bloomberg.com/news/articles/2020-04-21/bofa-raises-gold-target-to-3-000-as-fed-can-t-print-gold

    Ou seja, se o BoFA diz que vai pra US$ 3.000, então é porque vai pra cima disso.

    Quando finalmente acabarem o lockdown, o vírus vai voltar (sempre é assim em pandemias; e confinamento não imuniza ninguém), os governadores vão sr desesperar, vão impor um lockdown ainda mais severo, a economia vai colapsar ainda mais e aí a MMT vem com tudo. E esse dinheiro impresso vai cair no colo do Smart Money, que vai com tudo para o ouro (com juros negativos e ações sem perspectiva, só sobra o ouro).
  • Felipe L.  13/05/2020 22:52
    É deprimente mas é um fato, infelizmente. Uma coisa que imaginei é se as pessoas que estivessem pedindo agora o auxílio emergencial simplesmente convertessem tudo isso para esses fundos de ouro.

    Eu por enquanto fico com BTC, mas eu estou aberto a aceitar ir para ouro também. Comprei Bitcoin em 2015, quando valia bem menos do que hoje e me socorreu quando precisei. Nesse tempo todo, só fiquei lendo e ouvindo deboche, de que o Bitcoin morreu, uma bolha e afins. É uma criptomoeda que tenderá a se valorizar no longo prazo, já que a taxa de mineração vai aumentando ao longo dos anos (vai ficando mais caro "criar" a criptomoeda), e a quantidade de BTC é limitada, não tem como você simplesmente adulterar a criptomoeda.

    Quando nasceu, um BTC valia menos que um bolívar venezuelano. Hoje, vale mais que ouro. E tem mais liquidez (e segurança) que ouro físico, se você vender em uma corretora que preste (eu uso a Walltime).

    Hoje a criptomoeda tem preços mais altos em países como a Argentina (e no Irã, onde as bestas quadradas locais tentaram imitar parcialmente o Plano Cruzado), ou seja, está salvando eles também e eles então podem ir para algo que tem menos restrições, mesmo porque as restrições ao dólar voltaram a aumentar por lá.

    Infelizmente muitos austríacos ainda menosprezam o conceito do Bitcoin. Lembrei de quando o Peter Schiff perdeu a senha da carteira dele de BTC (o que acho estranho, pois nem eu que sou tapado em tantas coisas seria capaz de perder a senha assim) e virou motivo de chacota no Twitter, e por causa disso ficou falando que bitcoin não prestava e afins.
  • Felipe L.  13/05/2020 23:40
    E um adendo... não levaria o JP Morgan como autoridade (apesar de eu saber que essa não é a intenção), ainda mais depois de eles terem falado aquela grande besteira do bitcoin... se um banco protegido pelo Banco Central (e que consequentemente se beneficia de suas distorções e regulações) está falando isso, então é um bom sinal para o bitcoin. Praticamente um elogio. Pergunta se o JP Morgan defende o fim das reservas fracionárias...
  • Fernando  14/05/2020 01:09
    Isso aí foi zoeira sua, né?

    O J.P. Morgan citado no artigo é o indivíduo criador da dinastia.

    É esse aqui. Morreu em 1913.

    Já essa sua notícia aí é de 2017, e fala apenas a opinião do atual presidente deste banco, cujo nome é Jamie Dimon, sobre o Bitcoin (opinião essa que ele tem o direito de ter).

    O que uma coisa tem a ver com a outra? O falecido Roberto Marinho, morto em 2003, por acaso tem alguma responsabilidade sobre o que pensam os artistas e funcionários da atual Rede Globo (funcionários esses que até renegam e reescrevem seu editorial pró-golpe militar de 1964)?
  • Felipe L.  14/05/2020 14:08
    "O que uma coisa tem a ver com a outra? O falecido Roberto Marinho, morto em 2003, por acaso tem alguma responsabilidade sobre o que pensam os artistas e funcionários da atual Rede Globo (funcionários esses que até renegam e reescrevem seu editorial pró-golpe militar de 1964)?"

    Não.

    JP Morgan eu estava me referindo ao banco em si, não à pessoa, se é que dê para considerar a opinião de uma pessoa do banco como uma opinião da instituição em si. Deveria ter visto antes, agora deixa. Acho que acabei confundindo as coisas. De qualquer forma, um grande banco ou um executivo ou presidente falar mal de uma criptomoeda é um elogio.
  • anônimo  13/05/2020 23:00
    Prefiro ficar na mão do Leviatã (títulos) do que desafiar ele

    en.wikipedia.org/wiki/Executive_Order_6102
    pt.wikipedia.org/wiki/Gold_Clause_Cases
    blocktrends.com.br/ha-87-anos-o-governo-mandou-prender-quem-tinha-ouro/

    E mesmo assim, não há nada 100% garantido
    en.wikipedia.org/wiki/Sovereign_default
    E os juros quase negativos
  • Trader  13/05/2020 23:15
    Isso aí é tudo notícia do governo Roosevelt, algo amplamente conhecido. Roosevelt desvalorizou o dólar em relação ao ouro (ou seja, deu um ganho de capital para quem tinha ouro), proibiu que os americanos portassem ouro e disse que o ouro em posse dos bancos passaria a ser do governo federal. Confisco? Sim, totalmente. Mas o ouro não foi "roubado" no sentido de a pessoa perder sua poupança. É como se os bitcoins em sua carteira fossem para o BC, mas você continuasse com a inteira propriedade deles.

    Condenável? Completamente. Mas não ocorreu isso que você deu a entender. Não foi um confisco à la Collor.

    Ademais, naquela época o ouro era a moeda. Logo, estava sujeito a essas ações governamentais. Hoje, o ouro é apenas um ativo como qualquer outro, transacionado como um ação. Confiscar ouro faz tanto sentido quanto confiscar ações da Magazine Luiza.

    Ademais, por que fariam isso com fundos de ouro e não com fundos de dólar? Ouro não incomoda ninguém, nada no Brasil é precificado em ouro e nada que o Brasil compra no mercado internacional exige ouro. O preço do ouro tem, para a economia brasileira, menos importância que o preço das ações da Magazine Luiza.

    Por que o governo confiscaria fundos de ouro, que não afetam em nada, e deixaria em paz fundos em dólar, sendo que o dólar é o que precifica tudo?

    Apresente um argumento minimamente razoável e eu posso mudar de ideia.

    P.S.: Cada dia que você passa fora do ouro é um dia que você está mais pobre. Sugiro se aprumar. E rápido.
  • Felipe L.  13/05/2020 23:41
    Interessante mencionar que o Bolsonaro às vezes me parece mais libertário que o próprio Paulo Guedes. Por exemplo, Paulo Guedes começou a fazer apologias à CPMF. Bolsonaro depois apareceu e deu um "cala boca" nele, não se falando mais disso então. Imaginem se o Bolsonaro soubesse os benefícios de uma moeda forte, ele já teria feito a mesma coisa. Nesses tempos de pandemia, até passei a ter mais simpatia por ele.

    Agora essa do Guedes sobre dinheiro em helicóptero é medonho demais. Roberto Campos tempos atrás falou que não iria sair imprimindo dinheiro loucamente...

    Leandro, você acha que no Brasil poderíamos ver uma hiperinflação como nas décadas de 80 ou 90? Interessante mencionar que descobri que os juros reais ficaram até atrativos, provavelmente por causa da deflação.

    Olhem que interessante, mudando agora um pouco de assunto... temos concorrentes em quem "mita" mais nos juros negativos:

    "América Latina ruma para juro real negativo"

    Eis o texto:

    "As principais economias da América Latina entraram no terreno dos juros reais negativos — antes uma resposta apenas dos países ricos às grandes crises — ao enfrentar o avanço do coronavírus e seus impactos sobre o nível de atividade com uma política monetária agressiva. Os bancos centrais do Chile e do Peru já levaram suas taxas, respectivamente, para 0,50% e 0,25% ao ano, como uma tentativa de frear a recessão."

    Bem baixas essas taxas, vocês não acham? Chile passou por aquela baderna no ano passado, mas ainda está muito mais avançado do que o Brasil. Quem entender de Chile (só conheço uma pessoa até agora), fique à vontade para falar sobre o que o Sebastian Piñera fez e pretende fazer com o país desde então. Os peruanos ainda podem usar dólar como moeda corrente, e o país também é muito mais livre que o Brasil, apesar de ainda ter traços de América Latina. E, para humilhar, o Peru também é mais outro país que tem também grau de investimento (e essa dívida de 26,8% do PIB é praticamente de graça). Será que o futuro da liberdade no continente estará no Peru, Bolívia e no Paraguai? Existe hoje algum país no mundo que está aumentando a taxa de juros (país que controla a taxa de juros, obviamente, pois em Cingapura, por exemplo, o governo deixa os juros flutuarem), como o Meirelles fez diante da crise de 2008? Algum país latino-americano que esteja se comportando perto de Suécia e afins?

    Esses relatórios do Focus que o BC já publicou fazem algum sentido? Eu cheguei a ler e em alguns anos seguintes a 2021, estava prevista a subida da SELIC.
  • Sadib  14/05/2020 01:22
    Algum de vocês ja investiram no fundo Vitreo Ouro? Ele também segue a variação do ouro em reais, e tem uma taxa de adm de apenas 0,14%

    www.vitreo.com.br/investir/fundos-de-investimento/vitreo-ouro/
  • Meirelles  14/05/2020 04:20
    Bom também. Mas varia totalmente semelhante o Órama Ouro.

    maisretorno.com/comparacao/principal/otimo/cdi/33925149000130,9601190000177
  • Elias  14/05/2020 02:11
    Como já dizia Silvio Santos: "Barras de ouro valem mais do que dinheiro!".

    Isso nunca fez tanto sentido quanto hoje, com o derretimento acelerado do pobre Real.
  • Insider  14/05/2020 04:22
    Reza a lenda que Sílvio Santos já leu Ação Humana e conhece Mises.
  • brunoalex4  14/05/2020 11:50
    Não duvido. Silvio Santos é um homem extremamente inteligente. Do contrário não teria chegado onde chegou. Se ele não leu, com certeza quem trabalha para ele lê.
  • Carraro  14/05/2020 02:32
    Estou mesmo começando a investir em ouro, mas ainda não me decidi: pegar fundo lastreado em ouro, ou fundo ouro + dólar?
  • Trader  14/05/2020 04:28
    Se você acha que daqui pra frente o ouro vai se valorizar mais em dólar do que em real, então pegue apenas um fundo lastreado em ouro.

    BTG Pactual Ouro, XP Trend Ouro, Itaú Gold

    Já se você acha que o ouro vai continuar se valorizando mais em reais do que em dólar, então pegue um fundo lastreado em ouro mais dólar.

    XP Trend Ouro Dólar, Orama Ouro, BTG Ouro USD, Vitreo Ouro.
  • YURI   14/05/2020 04:43

    Concordo 100% com o artigo.
    Graças a conhecer os austríacos e o IMB, estou posicionado no ouro desde novembro de 2019. Peguei boa parte da alta. Sem contar a transformação e abertura de mente que o conhecimento em escola austríaca gera. Só tenho a agradecer.

    Aproveitando o comentário:
    1)O vídeo abaixo fala sobre a manipulação do preço do ouro por grandes bancos, bancos centrais e o BIS, através de venda descoberto ? Isso de fato acontece? www.youtube.com/watch?v=TcTRPJ_wRcM

    2)Ouvi dizer que o mercado de fundos, ETFs e títulos atraledos ao ouro é muito maior que a quantidade de ouro físico existente. Se os investidores solicitassem restituição dos seus fundos atrelados ao ouro em metal físico (ouro físico), provavelmente não haveria ouro físico para atender a todos.
    Por isso, muitos dizem que o verdadeiro investimento em ouro é somente em ouro físico.
    Qual a visão de vocês?
  • Bernardo  14/05/2020 05:07
    1) O vídeo é bom. Mas ele fala de bancos centrais vendendo ouro a descoberto, com o intuito de baratear o ouro. Se fazem isso, estão sendo incompententes e burros.

    Incompetentes porque claramente não estão conseguindo (a menos que ele esteja dizendo que o atual preço do ouro está artificialmente baixo, e que o preço verdadeiro é bem maior).

    E burros porque tal medida não dura.

    O próprio Banco Central brasileiro faz venda de dólares todos os dias e não consegue reduzir o preço do dólar nem em um centavo (pelo óbvio motivo de que o preço do dólar é mundial, e não há nenhuma chance de o Banco Central brasileiro manipulá-lo).

    Dito isso, lembro sim de uma queda repentina do ouro em 2013. Mas não sei a causa. Olhando em retrospecto, pode perfeitamente ter sido Ben Bernanke, que queria se safar da humilhação. Mas o cenário ali era outro. Era um cenário de início de enxugamento da base monetária após vários QEs. Hoje, os BCs querem fazer o exato oposto: inundar a economia de moeda fiduciária.

    2) Isso é fato. Se todos os ETFs fossem exigir a entrega física em ouro, não haveria ouro suficiente para isso. E isso é extremamente bullish para o ouro. Mostra sua escassez. É exatamente por isso que a tendência de preço é só pra cima.
  • YURI  15/05/2020 03:36
    Alguns falam de uma discrepância entre: mercado de ouro físico X mercado ouro em papel/fundos na proporção de 10 pra 01. Como você destacou, isso pode gerar uma tremenda alta para o ouro.

    Por outro lado, isso lado não representaria um risco? Na hora de um "juízo "final", pra cada 10 pessoas que pensam estar investidos em ouro, somente 01 teria genuinamente ouro.
  • Fernando  20/05/2020 17:33
    Havendo essa demanda muito maior que a oferta, o que isso faria com o preço do ouro?
  • Interessado  14/05/2020 05:31
    E se as corretoras quebrarem com meus fundos em ouro? Tenho alguma garantia tipo FGC?
  • Bitcoiner  14/05/2020 10:24
    O ouro era a melhor opção até vir o bitcoin. Agora as vantagens do bitcoin em relação ao ouro são imensas.

    Para aqueles que não estão dispostos a se aprofundar e entender isso eu apenas digo o seguinte. Se o bitcoin "cumprir sua missão " o seu upside será imenso, muito maior do que o ouro será capaz de performar nesta geração. Por isso digo aos libertários, não se dê o luxo de não ter nenhuma posição em bitcoin pois isso pode ser um dos maiores erros neste momento. Se você vai colocar uma certa posição em ouro seria bom quebrar parte dele em um valor que você se sinta confortável e deixar também em bitcoin.

    Me será muito triste ver esta tecnologia que nasceu no meio libertário crescendo e ver vários libertários deixando pacificamente o trem passar.

    Para aqueles que tiverem interesse em entender e se aprofundar no bitcoin e sua tecnologia sobre ótica da escola austríaca recomendo demais a leitura do Bitcoin Standard de Saifedean Ammous.

  • Felipe L.  14/05/2020 14:16
    Concordo. Vale lembrar que quando nasceu, um BTC não valia nem um bolívar venezuelano. Hoje um BTC compra por volta de 5 onças de ouro.

    Acho que vou acabar desistindo do Órama e indo para BTC de novo. Eles pedem para declarar um bem que eu não tenho, no cadastro.
  • Edujatahy  14/05/2020 17:21
    Lembrando que mesmo no caso de fundos em ouro no Brasil você continua exposto ao risco jurídico brasileiro.
    É totalmente diferente você ter o ouro físico ou uma chave de acesso ao bitcoin com um pedaço de papel que diz que você tem "direito" a ouro.
    Nada impede de um juiz a qualquer hora travar seus recursos e adeus suposto "direito". Uma assinatura no papel e tchau, você perde imediatamente o que tens.

    Já no caso do ouro físico é necejavascript:__doPostBack('ctl00$ContentPlaceHolder1$cmdAddComment','')ssário que o bandido fardado vá procurar onde está o ouro.
    E no caso do bitcoin, se você tiver tomado as medidas mínimas de segurança, apenas sob tortura o bandido fardado irá pegar o que tens (ainda mais se vc nem tiver declarado p* nenhuma).

    Só um adendo para aqueles que são mais "agoristas", por assim dizer. ;-)
  • Pjey  14/05/2020 21:34
    Como compro Bitcoin sem ser denunciado por corretoras ao IR ? O processo para comprar em corretoras internacionais é mais simples ? Estou querendo comprar bitcoins, mas sem ter que declarar, porém vi que tem corretoras BR que denuncia a pessoa, aí não da.
  • Humberto  15/05/2020 03:04
    Use a corretora descentralizada, peer to peer bisq. Permite a compra de Bitcoins via tor com segurança.
  • Edujatahy  15/05/2020 04:56
    Se você não quiser ser "denunciado" apenas via p2ps.
    No entanto, lembre-se que você pode comprar bitcoin "legalmente" e só precisará pagar imposto quando vendê-lo se você tiver movimentado acima de 30k reais por mês . Algo acima da movimentação da grande maioria dos meros mortais (como eu).
    Isso significa que você pode comprar um ativo inconfiscável e guarda-lo sem que a máfia possa (até agora) lhe encher o saco do ponto legalista.
    Não sabemos por quanto tempo os mafiosos deixarão está "abertura", mas recomendo aproveitar.
  • Soulsurfer  14/05/2020 10:59
    O artigo, como todos do Leandro, é muito bom.
    Porém, o "corte" escolhido para comparar a valorização ou não do ouro contra moedas e ativos no longo prazo é arbitrário.

    "Como se comportou o ouro desde 1999 (esse é o ano de partida porque foi neste ano que surgiu o euro e também porque foi neste ano que o real adotou o câmbio flutuante)?"

    Por quê, se a ideia é longo prazo, não escolher o ano de 1916, ou 1934 ou início de 1980? Com certeza se pode achar motivos para escolher a análise a partir desses anos. E se esses anos fossem escolhidos, o retorno do ouro seria muito menos espetacular. Aliás, se alguém tivesse colocado 100% do seu patrimônio em ouro no final de 1979 e início de 1980 (o que faria sentido já que a inflação dos EUA era galopante), hoje em dia teria menos (isso depois de 40 anos) em valor nominal.

    De há muito é sabido por educadores financeiros, que o ouro é um Hedge para o portfólio com potencial real de retorno próximo a zero no longo prazo. Por isso, quanto mais segurança se quer no longo prazo, mais se abre de potencial de retorno real. Não é por outro motivo que Warren Buffett tem a célebre frase sobre porque não investe em ouro.

    Sendo assim, se é para falar de longo prazo, que se coloque os gráficos de longo prazo, como esse aqui:

    www.macrotrends.net/1333/historical-gold-prices-100-year-chart

    Agora, se a pessoa consegue acertar fundos e topos, ela pode ganhar dinheiro com qualquer ativo, e não apenas ouro.

    Um abs!

    pensamentosfinanceiros.blogspot.com/
  • Leandro  14/05/2020 14:26
    "O artigo, como todos do Leandro, é muito bom."

    Muito obrigado.

    "Porém, o "corte" escolhido para comparar a valorização ou não do ouro contra moedas e ativos no longo prazo é arbitrário."

    Não, não é. No TradingView, que é a ferramenta que disponibiliza tudo isso, a taxa de câmbio brasileira começa em 1997.

    Nada posso fazer quanto a isso. Está totalmente fora de minha alçada.

    "Por quê, se a ideia é longo prazo, não escolher o ano de 1916, ou 1934 ou início de 1980? Com certeza se pode achar motivos para escolher a análise a partir desses anos. E se esses anos fossem escolhidos, o retorno do ouro seria muito menos espetacular."

    Você por acaso tem um gráfico com a evolução dos preços do ouro na moeda brasileira da época? Se sim, por obséquio, me envie. O que eu mais quero é ver a evolução do preço do ouro, na moeda brasileira, até hoje.

    Você, pelo que estou entendendo, está dizendo que neste longo prazo os ganhos serão menos expressivos. Acho tremendamente impossível. Apenas a hiperinflação de 1980 a 1994 já garante que qualquer brasileiro que estava no ouro antes de 1970 se deu muito bem (o próprio Ivan Sant'anna, que era trader na época, vive dizendo isso em suas colunas).

    Agora, se você está falando de dólar, aí é fácil. De 1935 a 1971, os EUA estavam sob o padrão-ouro. Um dólar valia 1/35 onças. Ou, falando mais fácil, 35 dólares valiam uma onça de ouro durante todo esse tempo. Essa ancoragem do dólar ao ouro é o que sempre defendemos.

    E aí, em agosto de 1971, Nixon aboliu o padrão-ouro. Neste exato momento, uma onça de ouro custa US$ 1.727.

    De US$ 35 para US$ 1.727 são 4.834% de aumento.

    Tamanho aumento em quase 49 anos dá uma média de 18,5% ao ano. Para um americano, um ganho espetacular. Muito acima da inflação do período.

    Agora, é óbvio: se você escolher entrar apenas em topos, sim, seu retorno será menor. Mas, ora, isso vale para tudo.

    De resto, o artigo pegou exatamente os fundos para o Ibovespa, exatamente para dar a vantagem para a bolsa. E mesmo assim ela perde.

    "Aliás, se alguém tivesse colocado 100% do seu patrimônio em ouro no final de 1979 e início de 1980 (o que faria sentido já que a inflação dos EUA era galopante), hoje em dia teria menos (isso depois de 40 anos) em valor nominal."

    Duplamente falso. Aliás, escandalosamente falso.

    Se fosse um brasileiro, com a mais absolutamente certeza estaria muito melhor. A hiperinflação de 1980 a 1994 garante isso. Mas, como eu disse, não há gráficos para isso.

    Já um americano também está muito melhor em termos nominais. Em janeiro de 1980, em um momento de total pânico inflacionário (ou seja, o exato oposto de hoje), a onça de ouro chegou a US$ 800 (mas não durou nem um dia nesse valor, mas tudo bem).

    Hoje, a onça custa US$ 1.727.

    Como é que você pode dizer que algo que vai de US$ 800 para US$ 1.727 apresenta perdas nominais?

    Com efeito, se você tirar aqueles dois meses de pânico do final de 1979 e início de 1980, o ouro ficou em torno de US$ 500.
    De US$ 500 para US$ 1.727 é perda nominal?

    "De há muito é sabido por educadores financeiros, que o ouro é um Hedge para o portfólio com potencial real de retorno próximo a zero no longo prazo."

    Apresente um gráfico de longo prazo (10 anos ou mais) do ouro com retorno zero em moeda brasileira.

    O ouro não dá retorno zero nem sequer em franco suíço…

    "Por isso, quanto mais segurança se quer no longo prazo, mais se abre de potencial de retorno real. Não é por outro motivo que Warren Buffett tem a célebre frase sobre porque não investe em ouro."

    Se você olhar os retornos do Buffet nos últimos 3 anos vai tomar um susto.

    Ademais, Buffet é americano e usa dólares. Nós somos brasileiros e usamos reais. Se você realmente acha que, em reais, o retorno do ouro no longo prazo é zero, bom, aí eu nada posso fazer.

    "Sendo assim, se é para falar de longo prazo, que se coloque os gráficos de longo prazo, como esse aqui: www.macrotrends.net/1333/historical-gold-prices-100-year-chart"

    O gráfico é bom, mas é menos informativo do que parece, simplesmente porque, de novo, os EUA estavam sob o padrão-ouro até 1971!

    Foi só em 1971 que o ouro foi desatrelado e passou a ser livremente negociado. Portanto, esse tem de ser o ponto de partida.

    E qual foi o ganho de 1971 até hoje (um prazo longuíssimo)? Segundo o que você disse acima, teria de ser zero. Mas o seu próprio gráfico mostra que foi longe disso.

    Observe também o pânico inflacionário do final de 1979. Durou poucos meses. E note: o ouro subiu em momento de alto temor inflacionário. Hoje, ele está subindo em momento de deflação. O que você acha que vai acontecer quando a inflação de preços voltar a subir (nem que seja para 3%)?

    Na década de 1980 e 1990, Paul Volcker e Alan Greenspan deixaram explícito (o Greenspan ainda mais que o Volcker; leia seu livro The Age of Turbulence) que eles se guiavam pelo preço do ouro. Ambos eram supply-siders e, como ainda não havia sistema de metas de inflação, eles se guiavam por commodities e principalmente ouro. Ora, se você tem dois presidentes do Fed deixando claro que se guiam pelo preço do ouro, então é óbvio que o preço do ouro será relativamente estável (em dólares; na moeda brasileira ele explodiu). Don't fight the Fed.

    Não à toa foi a época de crescimento mais robusto dos EUA (de 1983 a 2000).

    Depois que entrou o Bernanke, a baliza do ouro foi inteiramente abolida. E o resultado está aí.

    De resto, queria um gráfico desses para a moeda brasileira. Você tem de mostrar que de 1970 até hoje, o retorno do ouro em moeda brasileira foi zero. Afinal, essa é a sua teoria.

    "Agora, se a pessoa consegue acertar fundos e topos, ela pode ganhar dinheiro com qualquer ativo, e não apenas ouro."

    Correto, mas esses não são investidores de longo prazo, mas sim especuladores que vivem por conta disso — o que não é o caso do cidadão comum que quer apenas se proteger.

    Abraços!
  • Felipe L.  14/05/2020 18:55
    Difícil vai ser achar o preço do ouro brasileiro em réis, cruzeiro, cruzeiro novo, cruzado, cruzeiro e cruzeiro real.
  • Trader  14/05/2020 14:31
    Se a teoria do Soulsurfer estiver correta ("no longo prazo, o ganho do ouro é zero", risos), então em poucos meses o grama do ouro, que agora está em R$ 330, irá desabar para R$ 12, que era o valor em 1997.

    Será a maior deflação da história do capitalismo.

    Logo, se ele de fato acredita nisso, ele tem de agir de acordo e ficar short em ouro. Se não o fizer, é incoerente.
  • Soulsurfer  14/05/2020 18:59

    Leandro, como sempre as poucas vezes que comentei aqui, obrigado pela resposta cordial, técnica e bem-elaborada.

    Parto do pressuposto que o gráfico fornecido está correto. E, sim, quem comprou no auge da crise inflacionária no final de 1979 e início de 1980 tem menos em valor real. Você, corretamente, apontou o erro na minha frase pois coloquei "nominal", e sim, errei, pois o gráfico já está ajustado pela inflação.

    Pode-se escolher outros pontos aleatórios como 1988, por exemplo, e o retorno real em 32 anos será de 1-2% ao ano.

    O especialista aqui é você, apenas chamei atenção para o fato de que muitos teóricos de manejo de portfólio falam que no longo-longuíssimo prazo o ouro tende (eu deixei claro que falam que é uma tendência) a ter retorno real zero ou próximo disso.

    Se alguém comprar ouro, conseguir o hedge que essa espécie de ativo proporciona, e ainda conseguir retornos reais de 4-5% ao ano por 10-15-20 anos, maravilha, belíssimo investimento. Porém, muitas pessoas, como qualquer ativo, são atraídas para a compra de ouro nas piores valuation possíveis, e muitas sim compram topo ou próxima de topo, e tem retornos reais negativos em prazos mais longos.

    Sobre retorno em nossa moeda, todos que estudam minimamente (e você é uma enciclopédia ambulante em termos monetários), que o risco país precisa ser mitigado, ainda mais quando o país em questão é o Brasil com o histórico que tem. Além do mais, o Brasil possui menos de 1% da capitalização de mercado, então faz todo o sentido, investimento em moedas estrangeiras, mercados estrangeiros, e se a pessoa gosta ouro seja via ETF, seja ouro em espécie mesmo guardado num cofre.

    Trader,

    Olá, amigo. Não é minha "teoria", quem sou para fazer teorias econômicas sobre o que quer que seja, ainda mais num mundo cada vez mais incerto. Apenas expressei que há um sem número de doutrinadores financeiros que destacam esse aspecto quando falam em investimento em ouro. Se os seus valores estiverem correto, então R$ 17,00 em 1997 é mais ou menos R$ 100,00 em termos reais, o que daria um retorno de 230% em 23 anos. Não é um retorno espetacular, mas com certeza para investir num hedge natural, um bom retorno em termos reais em termos de moeda nacional. Eu falei em termos reais e não em nominais, e isso ficou bem claro.

    Sobre fazer "short", colega, se o seu nickname for real, você sabe que não foi muito sábio o que disse. Primeiro, pois "os mercados podem ficar por muito tempo insanos do que os investidores podem ficar solventes". Fazer short do que quer que seja é arriscado. Em segundo lugar, o mundo é incerto, a vida é incerta, quem possui certezas sobre algo tão incerto como para onde o valor de um ativo vai, eu desconfiaria. Afinal, a ideia toda de se ter um portfólio diversificado é baseado que absolutamente ninguém sabe para onde uma determinada classe de ativo vai no curto-médio prazo.
    Por fim, eu nem tenho mais interesse em acompanhar o mercado financeiro. Eu já alcancei minha independência financeira alguns anos, e esse tipo de assunto não é nem muito do meu interesse mais. Apenas comentei porque fazia anos que não comentava nesse espaço.

    E, por fim, se você possui uma CERTEZA de que o ouro além de proteger o seu patrimônio, vai te proporcionar retornos reais em excesso, então meu amigo, venda todos os seus ativos, peça empréstimos em bacos a juros baixos, alavanque-se e compre ouro. Simples assim. Se não o fizer, seria incoerente.
    Não, eu não acho que você seria incoerente, pois não acho que é assim que se tem uma conversa, ainda mais com quem eu não conheço. Acho que se você não fizer isso, seria prudente. Mas, se tem tanta confiança assim, vá fundo.

    Um abraço e grato pelas respostas!
  • Trader  14/05/2020 19:41
    "muitos teóricos de manejo de portfólio falam que no longo-longuíssimo prazo o ouro tende (eu deixei claro que falam que é uma tendência) a ter retorno real zero ou próximo disso."

    Os únicos que talvez tenham falado isso (e eu nunca vi nenhum) são gestores de países de moeda forte e estável, como franco suíço. E mesmo lá a empiria mostra que tal teoria não faz sentido.

    Agora, você realmente acha que um gestor argentino ou brasileiro acredita nisso? Um brasileiro que comprou ouro em 1980 está na mesma hoje? Um argentino?

    Ademais, um gráfico que começa em 1998, convenhamos, é um bom longo prazo.

    "Se alguém comprar ouro, conseguir o hedge que essa espécie de ativo proporciona, e ainda conseguir retornos reais de 4-5% ao ano por 10-15-20 anos, maravilha, belíssimo investimento."

    Retorno real de 4 ou 5% ao ano, em ouro, é pouco até mesmo para padrões americanos. Não precisa confiar em mim, não. Aos dados:

    ibb.co/Pm9nJjF

    No Brasil, desde o plano real, o ouro só teve retorno negativo em 1998 (câmbio atrelado ao dólar), em 2003 (após explodir em 2002) e em 2013 (por uma venda maciça dos bancos centrais).

    É realmente um disparate dizer que ouro, no máximo, serve de um hedge temporário que, no longo prazo, dá um retorno zero.

    "Porém, muitas pessoas, como qualquer ativo, são atraídas para a compra de ouro nas piores valuation possíveis, e muitas sim compram topo ou próxima de topo, e tem retornos reais negativos em prazos mais longos."

    Isso é válido para absolutamente qualquer ativo. Exceto CDI.

    "Apenas expressei que há um sem número de doutrinadores financeiros que destacam esse aspecto quando falam em investimento em ouro."

    Pois, por favor, coloque os links aqui. Como diria Taleb, "não fale o que eu devo fazer com meu portfólio; mostre-me o que você está fazendo com o seu".

    Quero saber de um brasileiro que diga isso.

    "Se os seus valores estiverem correto, então R$ 17,00 em 1997 é mais ou menos R$ 100,00 em termos reais, o que daria um retorno de 230% em 23 anos."

    Errado.

    Primeiro que o valor do ouro em 1997 era de R$ 12. Corrigido pela inflação (confira você mesmo aqui), R$ 12 ao final de 1997 equivalem a 44,80 hoje.

    Esse, portanto, é o preço do ouro em 1997 corrigido pela inflação, e é o preço para o qual o ouro tem de desabar para sua teoria estar correta.


    Dica: de 17 para 100 é um aumento de 488%, e não 230%. Você está embananado com a matemática.

    "Não é um retorno espetacular, mas com certeza para investir num hedge natural, um bom retorno em termos reais em termos de moeda nacional. Eu falei em termos reais e não em nominais, e isso ficou bem claro."

    Como mostrado, corrigido apenas pela inflação (que é a sua teoria), o ouro tinha de estar hoje em R$ 44.

    E aquele R$ 100 que você inventou daria um de 488%.

    "Fazer short do que quer que seja é arriscado."

    Concordo. Mas é uma questão de skin in the game. Quem fala que algo tá caro e que vai cair (ou que algo está barato e vai subir), tem de ter skin in the game. Ficar apenas falando é uma tarefa que meu papagaio desempenha com mastria.

    "Em segundo lugar, o mundo é incerto, a vida é incerta, quem possui certezas sobre algo tão incerto como para onde o valor de um ativo vai, eu desconfiaria."

    Tudo depende da teoria na qual você se baseia.

    Se, de um lado, há um ativo que sempre foi historicamente muito demandado, mas cuja oferta é totalmente inelástica; e de outro você tem um cenário em que a quantidade de dinheiro na economia só faz aumentar (e agora seguindo teses totalmente insanas, como a MMT), então a lógica lhe leva a crer que o ativo tem de subir de preço, a menos que haja um cenário totalmente apocalíptico.

    "E, por fim, se você possui uma CERTEZA de que o ouro além de proteger o seu patrimônio, vai te proporcionar retornos reais em excesso, então meu amigo, venda todos os seus ativos, peça empréstimos em bacos a juros baixos, alavanque-se e compre ouro. Simples assim. Se não o fizer, seria incoerente."

    Ué, não basta apenas comprar?! É o que eu faço. Eu compro.

    Se fosse como você disse, então você também teria de vender todos os seus ativos, pedir empréstimos em bancos a juros baixos, alavancar e comprar títulos prefixados do Tesouro. Afinal, eis aí um ativo cujo valor final é totalmente conhecido.
  • John  21/05/2020 01:21
    Trader, soulsurfer e Leandro, três expoentes da finansfera debatendo ao vivo. Que momento!
  • Leandro Rock'n'Roll  07/07/2020 15:01
    Trader, por que os educadores financeiros não ensinam isso aos investidores iniciantes?
  • Imperion  07/07/2020 21:47
    Falta de interesse. O que eles querem é alguém com eles e pagando taxas para eles. O sonho de cada investidor é encontrar alguém que saiba dizer o que fazer com seu dinheiro.

    Mas se vc não quiser ser enganado, vc tem que fazer cursos pra vc mesmo entender o mercado.
  • Ninguém Apenas  14/05/2020 12:33
    Meu arrependimento é não ter feito isso antes, mas daqui para frente, foco total em ouro.
  • clovis cardoso  14/05/2020 14:08
    E para investir em ouro fisico ou pode ser em papeis? Grato. EXCELENTE artigo.
  • Drink Coke  14/05/2020 14:23
    Se você olhar o gráfico 7, verá que o Ibovespa é quase sempre melhor que o Ouro, salve situações de crise.

    A solução é, em momentos de normalidade jogue tudo na bolsa, em momentos de crise, venda tudo e compre ouro, estou certo?
  • Trader  14/05/2020 14:36
    Isso porque o ponto de partida foi exatamente o fundo do Ibovespa. Pegue qualquer outro ponto de partida mais normal, e a diferença será bem menos favorável ao Ibovespa.

    Se você pegar maio de 2008 como ponto de partida, então, será uma tragédia para o Ibovespa.

    Eis o ponto: no ouro, em qualquer longo prazo você ganha. No Ibovespa não. Infelizmente.
  • Consagrado  14/05/2020 14:34
    Dólar a 6 reais. Não está na hora do Ulrich falar com o Guedes?
  • Affonso  14/05/2020 14:39
    Como ocorreria isso? Ambos não se conhecem. E Guedes é chicaguista. Chicaguista só se importa com meta de inflação. Não entende nada de moeda. É tão ruim quanto keynesiano.
  • Lucas  14/05/2020 23:40
    Creio que Fernando Ulrich, como conselheiro da Casa da Moeda, nada pode fazer nesse caso.
  • anônimo  14/05/2020 14:34
    Como comprar ouro? Ainda não sei.
  • Elias  14/05/2020 14:58
    Leia os comentários acima, meu caro. Você pode comprar ouro diretamente na bolsa de valores (usando os códigos OZ1D, OZ2D ou OZ3D) ou investir em fundos de investimento lastreados em Ouro (bastante comentado neste post). Pra estes, basta abrir conta em corretoras de investimento.

    Ou tem a opção de comprar ouro físico, mas aí terá o trabalho de guardar em local seguro e pagar frete de entrega. Empresas que fazem esse serviço: Parmetal e Ourominas.
  • Goldeneleven  29/07/2020 01:28
    A parmetal oferece serviço de custódia sem nenhum custo adicional. Além disso, quando vc adquire pela Parmetal você tem a vantagem de se sujeitar a sistema de apuração do ganho de capital com limite de isenção para operações de até R$20.000 reais por mês. Você fica refem do spread deles na liquidacao mas no longo prazo isso pouco importa.

    Já nos fundos vc estará sujeito ao come cotas e a alíquota regressiva de 22,5% até 15% sobre os ganhos.

  • Trader  14/05/2020 14:51
    Ouro disparando hoje em dólar. Os pedidos de auxílio-desemprego vieram bem acima do estimado. Esperava-se 2,5 milhões de novos pedidos e vieram 2,9 milhões.

    A leitura é que, por causa disso, o Fed vai imprimir mais ainda. MMT chegou.
  • ASH  14/05/2020 14:55
    Comparar o desempenho da ibovespa com o ouro é sacanagem. A ibovespa tem um monte de tralha.
    Há poucas e boas ações na b3. Que com certeza superam o ouro, o dólar e a inflação em real.
    Desempenho passado não é garantia de desempenho futuro. Mas quem comprou ações do Bradesco, Itaú, Weg e Ambev a 10 ou 20 anos e reinvestiu os proventos, superou em muito o dólar, o ouro, a inflação.
    E isso estando no Brasil.
    Quem mora nos EUA ou pode ter uma conta em corretora no exterior, pode investir nas mais inovadoras e produtivas empresas do mundo e ter centenas de milhares de trabalhadores utra qualificados trabalhando para gerar valor. Quando se investe nas grandes empresas americanas, de forma indireta, estará colocando pra trabalhar pra vc os melhores alunos das melhores universidades do mundo. Esse é o meu pensamento ao investir em etf do sp500.
    Eu acho que ouro cabe numa carteira diversificada de investimento. Mas investir em empresas bem administradas, com bons fundamentos, tb garante poder de compra a longo prazo.
  • Felipe  14/05/2020 15:16
    É claro que ações específicas superam. Se não superassem, nem mais haveria bolsa. Mas escolher ações específicas e saber o momento de entrar e sair é função de especulador, e não de investidor de longo prazo (o típico Buy and Hold).

    Enquanto isso, o que mais tem no Brasil é gestor de fundos bambambam, que deveria saber fazer exatamente isso (escolher ações), mas cujo fundo não bate nem o CDI.

    Eu tenho vários fundos de ações desde 2013. Só dois estão com rendimento aceitável em relação ao risco incorrido.
  • Daniel Cláudio  14/05/2020 15:23
    Em meados de 2019, quando tudo ia relativamente bem, eu fiz uma comparação entre o desempenho de Tesouro IPCA longo (2035 e 2045), Tesouro prefixado longo (2025 e 2026), Fundos de ações e fundos multimercado.

    Os títulos prefixados batem todos os fundos multimercado. E os títulos IPCA batem quase todos os fundos de ação. (O próprio Henrique Bredda, do Alaska, já reconheceu isso em seu Twitter).

    Desde que percebi isso, caí fora de ações. Pra que ficar em ações se posso ter o mesmo rendimento (ou até mais) em títulos públicos? Olhando em retrospecto, melhor decisão que tomei.
  • zero  14/05/2020 14:58
    valorinveste.globo.com/mercados/moedas-e-juros/noticia/2020/05/13/bc-tem-perda-de-r-24188-bilhoes-no-mes-com-intervencao-no-cambio-ate-dia-8-de-maio.ghtml
    No acumulado desde o início do ano, houve perda de R$ 79,008 bilhões.
    Só pra comparação, em 2019 foram 7 bilhões.
    Esse país está lascado.
  • Vladimir  14/05/2020 15:09
    Alguém aqui tá acompanhando a evolução dos agregados monetários? Ontem saíram os números mais recentes para o M1. Em 12 meses, o M1 aumentou 27%!

    Robertinho tá imprimindo como se não houvesse amanhã.

    www.bcb.gov.br/content/indeco/indicadoresselecionados/ie-07.xlsx
  • Leandro  14/05/2020 15:39
    Base monetária aumentou 25%. M1 aumentou 27%. E depósitos à vista aumentaram 29%.

    Segundo a Lei de Pareto, que é imutável e se aplica a todos os arranjos e instituições, 80% dessa moeda criada irá terminar com os 20% mais ricos, mais espertos, mais bem conectados.

    Aí a questão é: o que eles farão com esse dinheiro em um cenário de juros reais negativos e bolsa sem perspectiva?

    Qualquer que seja a sua resposta, é para lá que você também deve ir.
  • Gustavo  14/05/2020 16:43
    A chuveirada do Guedes começou cedo. E já virou ducha. Daqui a pouco vira cachoeira.
  • Constatação  14/05/2020 17:31
    Com a desculpa de falta de cédulas para pagar o voucher-pandemia, vão antecipar a impressão de R$ 9 bilhões de reais neste mês.

    Em teoria, é apenas antecipação da impressão de cédulas que deveria ser feita ao longo do ano.

    Na prática, e cá entre nós: alguém apostaria a vida em que a impressão de dinheiro vá parar a partir do mês que vem até o fim do ano?
  • Thiago  14/05/2020 18:37
    Essa impressão ai eh o de menos, o que interessa mesmo eh o que falaram logo ali em cima, o M1 já esta aumentando em 27% e a base monetária em 29%.

    O Real já era e os brasileiros vão juntos.
  • zra.skull  14/05/2020 23:55
    Pode esclarecer o significado destes conceitos, M1 e base monetária? Obrigado
  • Lucas  15/05/2020 03:33
    Pode esclarecer o significado destes conceitos, M1 e base monetária? Obrigado

    O Fernando Ulrich publicou um vídeo bastante didático sobre isso no canal dele no YouTube. Dá uma olhada:

  • zra.skull  15/05/2020 23:38
    Obrigado!
  • Sadib  15/05/2020 12:32
    Vocês acreditam que teremos inflação daqui a alguns meses? Quando a vida pós-corona voltar ao normal?
  • Imperion  18/06/2020 20:11
    Vao parar nao. Querem tornar permanente como ajuda de custo.
  • Luiz Claudio  15/05/2020 19:06
    E pra onde esses 20% mais ricos vão?
  • Intruso  15/05/2020 20:34
    Na atual situação? Dólar, ouro e caixa. E se estiver com muito caixa, títulos públicos de longo prazo.
  • Iago  16/05/2020 13:30
    A lei de Pareto ainda se aplicaria se a impressão de moeda se desse exclusivamente para pagamento dos auxílios emergenciais de r$600?
    Dessa forma seria uma maneira de dirimir a desigualdade dado todo o cenário atual
  • anônimo  16/05/2020 15:50
    Sim, pois tais pessoas, por serem necessitadas, irão gastar esse dinheiro (até porque, se não gastarem, é porque não precisavam). Ao gastarem, esse dinheiro irá circular até parar nas mãos dos 20%, que então irão investi-lo.

    Mesmo em uma sociedade com igual ponto de partida, haveria capitalistas, assalariados e desigualdade
  • Iago  16/05/2020 20:40
    Mas as pessoas que primeiro receberem esse novo dinheiro estão agora em posição privilegiada: elas podem gastar esse dinheiro comprando bens e serviços a preços ainda inalterados. Se a quantidade de dinheiro em seu poder aumentou e os preços ainda não se alteraram, então obviamente sua renda aumentou. Essas pessoas vão ganhar com a expansão de moeda.

    Entao, a medida que esse dinheiro vai sendo gasto e vai passando por todo o sistema econômico, os preços vão aumentando (afinal, há mais dinheiro na economia). Daí, teremos uma discrepância pois os preços vão subindo, mas este novo dinheiro ainda não chegou às mãos de todas as pessoas que compõem a economia. Essas pessoas que recebem o dinheiro por último são as que perderão com a inflação.
  • Leandro Rock'n'Roll  29/06/2020 04:19
    _Qualquer que seja a sua resposta, é para lá que você também deve ir_

    Caramba, xará, esse foi o conselho mais blasé que já ouvi.
    Agora, pergunto-me. O ouro seria indicado para investidores iniciantes?
  • Jocimar Lopes   14/05/2020 15:31
    Parabéns pelo artigo. Acima da média do Mises que já é muito acima da média :)
  • Leandro  14/05/2020 15:38
    Muito obrigado pelo duplo elogio. Saudações cordiais.
  • Glauco  14/05/2020 17:02
    É melhor comprar o ouro físico e receber em casa? Ou é melhor comprar algum fundo atrelado ao ouro?
  • Carlos  14/05/2020 17:34
    Pense sempre em termos de liquidez e segurança.
  • Thiago  14/05/2020 18:29
    Complementando, se a pessoa tiver (grande) reserva pra imprevistos e ainda sobrar grana, ai, acredito eu, valha a pena essa grana que ira sobrar coloca-la em ouro físico (não contando nem pra cônjuge ou filho por segurança de todos.)

    Mas essa reserva pra imprevistos tem que estar de fácil acesso, que seriam os fundos de investimento.
  • DANIEL AGRA ISERHARD  14/05/2020 17:57
    Eu herdei ouro MOEDA do meu avô e tive que ir ao banco trocar por dinheiro. Pensei em comprar ouro fiduciário do BB e acabei colocando em dívida externa. 2 meses peguei 20%. Mas a minha ideia é voltar pro ouro assim que meu 2 investimentos vencerem, talvez antes. O outro é um RF horrível.
  • Quebec  14/05/2020 18:14
    Leandro sempre claro e direto. Acompanho o site há uns 7 anos e sempre que vejo um artigo novo dele fico grato.


    Que pena para mim, sempre soube que ouro era melhor, mas achei que era mais complicado e burocratizado investir nele. Vou começar hoje mesmo.


    (Obs.: Qual a diferença entre Órama Ouro e XP Trend Ouro Dólar?)
  • Elias  14/05/2020 19:49
    Eu diria que a diferença é que o fundo Órama Ouro está há mais tempo no mercado, desde 2008. Já o fundo da XP Trend Ouro Dólar começou praticamente no início de 2020. Mas ambos estão tendo desempenhos parecidos. Aí é questão de escolha mesmo.
  • anônimo  16/05/2020 12:08
    Eu, que não entendo de investimentos, deveria ir para o COE da XP? talvez pela garantia de evitar perdas, caso não saiba a hora de pular fora do ouro?
  • Daniel  16/05/2020 15:48
    Jamais entre em COE.
  • Guilherme Mendes  14/05/2020 18:46
    Bacana o artigo, não sou da área financeira e me surgiu uma dúvida. Analisei os gráficos de cotação do ouro recentemente, houve uma alta monstruosa nos últimos dias, hoje a grama é cotada em R$ 345,00 (14.05.20 as 15:30h), compensa eu comprar ainda?
  • anônimo  14/05/2020 19:00
    A R$ 345 de jeito nenhum, pois o valor atual no mercado internacional é de R$ 329. Na B3, o OZ1D está em R$ 333.

    Quanto à entrada, é óbvio que a parte mais suculenta ficou pra trás, e quem entrar agora já deixou todo esse dinheiro em cima da mesa.

    Mas, se você acredita que daqui a 10 anos o valor estará maior que hoje, então sim, compre. Se você acha que não, então não compre.

    De resto, sempre tenha em mente isso que foi comentado aqui:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=3248&comments=true#ac254256
  • Thiago  14/05/2020 20:02
    Como assim ficou pra trás? Os países começaram (no sentido que piraram) em imprimir dinheiro agora, tivemos um boom do ouro a pouco, mas isso tá longe de terminar.

    O m1 já está na casa dos 27% aqui em terra brasilis, pra inflação galopante voltar basta que as commodities comecem a subir em dólar, e pra isso, basta acabar a quarentena mundo a fora.

    Acho que não é estupidez falar que agora é tão ou até mais importante ir pro ouro comparado a 2019.

    Só um detalhe, vc não analisa cotação do ouro igual se analisa uma ação de uma empresa. Ouro (num mundo de contínua expansão monetária) esta sempre valorizando, ao contrário das ações que depende da saúde da empresa. Ou seja, a cotação atual dele é indiferente pro futuro (que sempre valerá mais num mundo atual).
  • ASH  14/05/2020 20:48
    A longo prazo, quem quer comprar pra aposentadoria, é melhor comprar mensalmente. Ir acumulando ao longo do tempo.
  • Artista Estatizado  14/05/2020 19:04
    Achei a comparação de ações x ouro meio injusta. Apesar do ponto de partida ser o fundo da bolsa (1999), o ponto de chegar é um novo fundo da bolsa e (possivelmente) um pico para o ouro. Na maior parte do tempo a bolsa se mantêm acima do ouro.

    Ademais, usar o IBOV para representar o desempenho das ações também não parece algo tão sólido (apesar de talvez ser a única maneira simples). O IBOV é extremamente concentrado em poucas empresas. A maioria dos investidores bem sucedidos tem um portfólio bem diferente do IBOV, mesmo os que só fazem buy and hold (sem trade). Além disso, tem-se a opção de investir em países onde as empresas conseguem crescer mais, o que sempre beneficia o acionista.

    Não quero parecer que quero diminuir o valor do artigo, de forma alguma, mas tenho dificuldade de aceitar que os investidores gastem tanto tempo e energia para fazer investimentos de renda variável (e alto risco) e ter retorno menor do que o investimento em ouro, sendo que o ouro é apenas uma (ótima) reserva de valor. O ouro não é um ativo que produz mais valor para o proprietário (como é uma fábrica que opera de forma lucrativa).

    No mais, excelente serviço (mais uma vez) de abrir os olhos das pessoas acerca da destruição de valor causada pelo monopólio estatal da moeda.
  • Maurício  14/05/2020 19:44
    Eu entendo o seu desconforto com a constatação. Ela não é realmente muito prazerosa. Mas não acho que seja sensato querer brigar com gráficos — especialmente dois gráficos que tiveram como pontos de partidas datas totalmente favoráveis ao IBOV, que mesmo assim não performou no longo prazo.

    É óbvio que é frustrante. Trata-se da constatação de que temos pouco capitalismo e excesso de impressão de dinheiro.
    Sinceramente, você se surpreendeu com isso?

    P.S.: ao passo que o Ibovespa está totalmente ligado aos ciclos econômicos, o ouro é imune a eles. Por isso que no longo prazo ele tem de ir melhor. Aquilo que o Ibovespa constrói no boom, devolve no bust, em igual intensidade.
  • Imperion  15/05/2020 01:26
    Infelizmente no Brasil se demoniza o lucro, por isso uma empresa aqui tem retorno menor que ouro. Se os impostos fossem menores, menos obrigações trabalhistas e as importações de máquinas e equipamentos fossem liberadas para o empreendedor comprar a máquina mais eficiente do globo e mais barata, os ganhos das empresas seriam maiores e talvez fossem páreo ao ouro.

    Contabilmente é por isso que pessoas fogem do brasil em crises. E piora muito no caso em que empresas e empregados são proibidos de produzir e ofertar.

    Não produzir contraria a ação humana e o capitalismo. E isso vai contra qualquer valor de retorno de uma empresa.
  • Artista Estatizado  14/05/2020 19:18
    É impressionante a destruição que o Ciro Guedes, que morre de tesão por moeda lixo, consegue impor à economia brasileira. A última notícia é de chorar.

    veja.abril.com.br/economia/brasil-deve-perder-posto-no-top-10-das-maiores-economias
  • Consagrado  14/05/2020 19:52
    Está na hora do Ulrich ou Chiocca falarem com o Guedes. Ele está manchando o nome do liberalismo. E isso terá um preço alto no futuro.
  • Drink Coke  14/05/2020 20:58
    Até a Coréia do Sul que é um país pequeno e de 50 milhões de habitantes vai ter maior PIB que o Brasil. Pior que a esquerda não vai refletir nada sobre isso, vai jogar a culpa no Guedes a nas reformas do Temer, a panfletagem anti-liberal já está montada.
  • Marcos  15/05/2020 20:38
    A ideia do Guedes era: "vamos reduzir os juros para obrigar os rentistas a saírem da renda fixa e irem empreender!".
    Os juros caíram e os rentistas de fato saíram da renda fixa. Mas foram todos para o dólar, a acabaram ganhando ainda mais do que ganhavam na renda fixa.

    Pensa numa ideia que deu muito errado…
  • Felipe L.  15/05/2020 21:02
    Realmente uma ideia digna de Guido Mantega, e não de alguém que supostamente leu Mises.
  • anônimo  15/05/2020 21:35
    E parece que ele não irá recuar. Alguém do Instituto poderia falar com ele.
  • ed  14/05/2020 20:07
    Excelente artigo. Sem dúvida vale a pena mesmo ter ao menos uma parte do patrimônio lastreado em ouro.

    Mas vale algumas ressalvas:

    1 - Ações de boas empresas, normalmente, tendem a valorizar muito mais do que o ouro no longo prazo. Pesquisem sobre o retorno de Itaú, Bradesco, Raia Drogasil e etc.

    O IBOV possui muitas empresas ruins em sua composição.

    Porém, no cenário atual, onde o governo simplesmente obriga as empresas a fecharem, um abraço. Não tem ação que aguente. Mesmo assim considero quase que essencial a pessoa correr algum risco em ações se quiser enriquecer.

    2 - E sobre a liquidez do ouro? É básico que devemos ter uma reserva de emergência de alta liquidez. Daí a necessidade de termos uma poupança em reais mesmo (toda outra opção que pesquisei não possui a mesma liquidez da poupança)

    O investimento lastreado em ouro cumpre essa função?
  • Motta  14/05/2020 20:40
    1) Bom, foi você que pediu, hein? Não culpe o mensageiro.

    O gráfico abaixo mostra o ouro (azul escuro), Raia Drogasil (azul claro), Bradesco (vermelho), Itaú (laranja).

    O gráfico começa no fim de 2011 simplesmente porque foi ali que as ações da Raia Drogasil estrearam na bolsa.

    ibb.co/7J2RZMM


    2)  Nos fundos recomendados neste fórum, o dinheiro tá na conta em 4 dias.
  • Lucas  15/05/2020 00:34
    Considera o reinvestimento de dividendos e jscp?
  • Motta  15/05/2020 01:11
    Sim, o gráfico já é corrigido.
  • ed  15/05/2020 01:03
    1) O que ocorreu em 2011 foi a fusão entre a Droga Raia e Drogasil. Mas a participação em bolsa veio muito antes.

    Retorno dos ativos nos últimos 20 anos:

    ITUB3: 2411%
    BBDC3: 3058%
    RADL3: 184100%
    OURO: 1905 %

    ibb.co/68VK0dn
    ibb.co/dGxK4w1
    ibb.co/9bxFrP7
    ibb.co/CMbkfYR
  • Rafael  15/05/2020 01:15
    Peraí, quer dizer então que as ações do Itaú passaram aperto pra ganhar do ouro?! Um bancão oligopolista, conhecido pelos juros altos, e que lucra bilhões por trimestre, valorizou-se só um pouco mais que o ouro?! Rapaz…
  • Artista Estatizado  15/05/2020 12:34
    É isso que me deixa extremamente desconfortável. Incorrer em enormes riscos em ativos de renda variável para ter uma rentabilidade pouco maior que o ouro é de deixar qualquer um desprovido de esperanças acerca da possibilidade de se gerar valor nesse país. Alguém tem as mesmas estatísticas para o S&P 500?
  • anônimo  15/05/2020 13:26
    De 1975 (que é a menor data possível para o ouro no TradingView) até hoje, o DJIA ganha com folga.

    ibb.co/CvpYVkP

    Isso ocorreu exclusivamente por causa do bear market do ouro na década de 1980, graças aos altos juros praticados pelo Fed (que não voltam mais), e também ao fato de Paul Volcker e Alan Greenspan conduzirem a política monetária se guiando pelo preço do ouro (não deixando nem ele subir muito, nem cair muito). Ambos eram supply-siders e, como ainda não havia sistema de metas de inflação, eles se guiavam por commodities e principalmente ouro. Se você tem dois presidentes do Fed deixando claro que se guiam pelo preço do ouro, então é óbvio que o preço do ouro será relativamente estável (em dólares; na moeda brasileira ele explodiu). Don't fight the Fed.).

    A partir de janeiro de 1996, o ouro ganha para qualquer data.

    ibb.co/kDj3tdQ

    A partir de meados de 2005, com o anúncio da escolha de Bernanke para o Fed, aí vira até covardia.

    ibb.co/F87VMpZ
  • Rafael  15/05/2020 01:19
    Cara, tipo assim, um banco (e um banco no Brasil!), que nunca soube o que é lucrar menos que bilhões por trimestre, tinha de se valorizar várias vezes mais do que um simples metal que não paga dividendos e nem teoricamente gera renda passiva.

    Mas se em 20 anos a variação do Itaú foi apenas 25% maior que a do ouro, aí realmente o negócio tá feio…
  • ed  15/05/2020 15:31
    Para quem está reclamando do ITUB3 vejam a rentabilidade em 25 anos: 16130%.

    Outro detalhe importante: Se o seu investimento em ouro tiver taxa de adm isso irá comer a sua rentabilidade.

    Já nas ações é possível investir com custos bem menores. A Clear, por exemplo, não cobra nem custódia e nem corretagem.


    Meu ponto foi demonstrar que sim, há ações que rendem muito mais do que o ouro no longo prazo.

    Isso não invalida o artigo mas é um ponto a ser considerado na decisão de investir. Tudo vai depender da sua tolerância a riscos, análise, paciência e ... sorte?

  • ASH  15/05/2020 01:36
    Não está considerando reinvestimentos de proventos: bonificações, jsc, dividendos.
  • Trader  15/05/2020 02:20
    Os gráficos do TradingView consideram tudo.
  • Sérgio  14/05/2020 20:37
    Finalmente uma coisa certa dita neste site. Devemos restaurar ao padrão-ouro.

    Como diz o Silvio Santos, "ouro vale mais do que dinheiro".

    Ou melhor dizendo, ouro é o verdadeiro dinheiro.

    Eu quero moedas de ouro com imagem de Jesus Cristo, como aquelas cunhdas no Império Bizantino, na época do imperador Justiniano II:

    pt.wikipedia.org/wiki/Justiniano_II

    O pior de tudo é ver certos "católicos tradicionalistas" defendendo "modernismos" como MMT.
  • Felipe L.  14/05/2020 22:14
    Pessoal, além de o Bolsonaro ser anarcocapitalista, até o Pedro Guimarães da Caixa é. Se liguem só:

    "O presidente da Caixa, Pedro Guimarães, comentou o episódio em que a ex-mulher e a filha do deputado federal Luiz Lima foram detidas no Rio de Janeiro por descumprirem as regras de isolamento social.

    'Isso é absurdo. Eu tenho uma filha de 14 anos. Vou pegar minhas 15 armas. Se prendessem ela e botassem no camburão, ou eu matava ou eu morria', disse Guimarães.

    Foi nesse contexto que Bolsonaro afirmou que 'é muito fácil uma ditadura no Brasil', alegando que para evitar o autoritarismo de prefeitos e governadores seria preciso armar a população."

    [...]

    'Esse bosta do governador de SP e esse estrume do governador do RJ se aproveitaram do vírus', disse Bolsonaro."
  • Vladimir  15/05/2020 01:30
    Notícia sensacional! Ancap raiz.

    O cara quer armar a população para que ela possa se proteger de políticos autoritários, e a mídia diz que ele é que o totalitário...
  • Talles  15/05/2020 15:31
    Pra mim seria uma vergonha ter um presidente ignorante, tosco e anticiencia como o Bolsonaro no bojo dos anarcocapitalistas.
    Esse cara é uma vergonha
  • Alvarenga  15/05/2020 16:48
    Sim, como todo político. Certo?

    Ou não?

    Aliás, para você, qual político não é uma vergonha? Qual político te dá orgulho? A qual você se submeteria com prazer?

    Você prefere um tosco que não manda na sua vida, ou um inteligentinho, prudente e sofisticado que determina até o que você pode comer e qual transporte pode usar em determinados dias da semana?

    Responda sem tergiversar, dando nomes.
  • Régis  15/05/2020 20:42
    Também gostaria de saber. Estou curioso.
  • zra.skull  15/05/2020 00:23
    Sempre me deparo com o gráfico apresentado no artigo abaixo

    viniyogindia.com/public/stocks-for-the-long-run-an-indian-perspective/#references

    Respeito muito o Leandro e isso só contribui pra minha confusão mental. Se alguém puder comentar, agradeceria muito!

    Abs
  • Leandro  15/05/2020 01:10
    A comparação não faz sentido nenhum.

    1) De 1802 a 1971, o preço do ouro era fixado em relação ao dólar. Logo, estudar a variação do ouro em dólar neste período não faz sentido nenhum, pois o preço dele era fixo. O dólar era definido em termos de ouro. Até agosto de 1971, o dólar valia 1/35 onças de ouro. Ou, falando de outra forma, US$ 35 dólares valiam uma onça de ouro.

    2) Se o preço do ouro está fixo de 1802 a 1971, então é óbvio ululante que não é correto comparar o "encarecimento do ouro" neste período com outros ativos. Isso é total desonestidade intelectual. É o equivalente a deixar um cavalo amarrado, soltar todos os outros, e aí quando os outros estão quase cruzando a linha de chegada, soltam o cavalo amarrado e ainda gritam "Rá, perdeu!".

    3) Dito isso, de agosto de 1971 (quando foi abolido o padrão-ouro) até hoje, quem tinha um dólar em ouro em 1971 tem hoje 49,4 dólares (pois a onça de ouro foi de US$ 35 para US$ 1.731).

    Neste mesmo período, a inflação de preços oficial foi de 528,4% (pode calcular aqui). Ou seja, o que custava 1 dólar passou a custar US$ 6,28. E aqueles US$ 35 equivalem hoje a US$ 219,94.

    Logo, qualquer valor hoje acima hoje já supera a inflação do período.

    4) Pegando os valores acima, de US$ 219,94 para US$ 1.731 é uma multiplicação de 7,87.

    Logo, aquele um dólar comprado em ouro em 1971 (que é a data que conta, pois foi só aí que ouro e dólar foram desatrelados) vale hoje, já corrigida a inflação, 7,87 dólares — um valor 74% maior do que o mostrado no gráfico (o qual, sejamos sinceros, está bem defasado).

    O ouro deu um retorno real anual de 5,43% ao ano. Em termos de EUA, isso é até fictício (para você ter uma idéia, no Brasil, no início deste ano, antes do Corona, os títulos do Tesouro estavam pagando até 2045 juros reais de 3%).

    5) Quanto à valorização da ações americanas desde 1802, não faço a mais mínima ideia de como foram. Não sei o valor original que ele pegou. A bolsa de NY só surgiu em 1817, mas ele começa em 1802. A primeira cotação que eu conheço é de 1915, e era de 50 pontos. Hoje, está em 23.625. Logo, um dólar aplicado no DJIA em 1915 virou hoje US$ 472. E isso sem descontar a inflação. Já o gráfico diz que um dólar virou impressionantes US$ 704.997, e já descontando a inflação. Nem ideia.

    6) O mesmo raciocínio acima eu repito para os títulos americanos.
  • zra.skull  15/05/2020 01:39
    Muito obrigado Leandro!!
  • anônimo  15/05/2020 11:44
    Acho que os gráficos consideram o reinvestimento dos dividendos adquiridos
  • Yuri  15/05/2020 18:42
    Leandro, mas mesmo que o valor do ouro tenha sido congelado durante a epoca do padrao-ouro e só liberalizado em 1971, o gráfico apresentado mostra o valor acumulado. Assim, se houve uma correção dos valores após a derrocada do padrão-ouro, já era para termos um valor justo do ativo vigendo de forma que o acumulado ante o período do século XIX.

    Se tivesse mostrando a valorização ano a ano e dissesse que a maioria dos anos a bolsa subiu mais que o ouro, eu concordaria contigo, mas como tá no acumulado do período, acho que isso ai denota contra ouro. Tem ativos se valorizando mais.

    Acho até natural que isso ocorro, os ativos da bolsa são empresas que geram riqueza, produzem algo. O ouro, não, é apenas um meio de troca de última instancia, nao produz nada propriamente
  • Leandro  15/05/2020 20:17
    Não sei o que você quer dizer com "valor acumulado". O gráfico que o leitor postou mostra a evolução da cotação nominal (percentualmente) corrigida pela inflação de preços — e este valor está defasado em quase 75%, como já mostrei.

    Logo, não entendi seu ponto (o seu segundo parágrafo foi esotérico para mim).

    Ademais, entendi ainda menos o que você quis dizer ao afirmar que o fato de a bolsa americana ter subido mais que o ouro desde 1802 (algo, que como demostrei, carece de dados) "denota contra o ouro". Em momento algum meu artigo discute ouro versus bolsa americana. Isso aí é total desvio de assunto. O artigo se concentra exclusivamente no cenário brasileiro (pois fala exclusivamente da nossa moeda) e ainda explica, de passagem, por que aqui no Brasil a bolsa tende a perder do ouro. Em momento algum o artigo afirma que o ouro em dólar bate a bolsa americana em dólar (algo que, aliás, também ocorre para prazos longos, mas aí é outro ponto). O artigo, aliás, deixa claro que dólar é melhor que real (embora não seja melhor que o ouro).

    Quem desvia do assunto e recorre a esse argumento denota desespero, pois não gostou do que leu e ficou doido para apresentar algum furo.


    P.S.: longe de mim falar o que os outros devem fazer. Cada um se proteja da sua maneira. A última coisa que quero na vida é obrigar terceiros a fazer o que não querem.
  • Amante da Lógica  15/05/2020 22:39
    Pelo que vejo das perguntas, tem um pessoal aqui que parece estar confundindo as coisas e segue sem entender o básico: ouro não é um investimento no sentido clássico do termo (pois não gera dividendos e nem renda passiva); ouro é dinheiro.

    Mas é exatamente por ser um dinheiro extremamente estável, sem manipulação política, que ele ganha poder de compra ao longo do tempo. Ou seja, ele se valoriza (Veja a evolução do preço de das commodities — Índice CRB — em ouro; é impressionante).

    Neste sentido, aí sim o ouro pode ser visto como um "investimento", principalmente quando comparado a uma moeda fraca e instável. Mas ser um investimento não é sua função. É apenas uma consequência do fato de ele ganhar poder de compra ao longo do tempo.

    E o fato de o ouro ganhar do Ibovespa no longo prazo apenas mostra como nosso capitalismo é inexistente e como nossa moeda é instável e fraca.

    E, igualmente, o fato de vários investimentos em reais perderem para o ouro não depõe a favor do ouro, mas sim contra a nossa economia e nossa moeda.

    Por tudo isso, a atratividade do ouro para um brasileiro é muito maior do que para um suíço ou mesmo um americano: embora o ouro também desbanque o franco suíço e o dólar no longo prazo, nestes países capitalistas ao menos há opões de investimentos mais rentáveis, que conseguem bater o ouro no longo prazo.
  • Felipe L.  15/05/2020 23:46
    Ouro está mais para ativo. Até acabar o padrão-ouro clássico, era mesmo dinheiro. Você não vai comprar uma coisa na rua levando ouro em barra ou em moedas (é algo que eu acho que não existe mais, se não for proibido), mesmo porque isso é uma burrice, ainda mais num país em que até pessoa em fila de hospital é assaltada.

    Até o Bitcoin é mais próximo de dinheiro do que o ouro. Você tendo uma carteira e a outra pessoa tendo outra, você consegue comprar algo pela criptomoeda. Pode ser digital ou física, todas elas possuem um endereço para receber os pagamentos. Não depende nem de qualquer ente centralizado. Claro, o Bitcoin você vai ter que comprar por uma corretora (a SRF impôs regulações para transações acima de R$ 30 mil mensais) ou mesmo por ponto-a-ponto, mas tem menos intermediários, além de não ter como adulterar o BTC (é mais fácil o governo adulterar uma moeda de ouro, como aconteceu tantas vezes na história). Mesmo que hoje seja mais fácil comprar ouro, começará tendo as limitações ou por ser um fundo que fica preso a um ente financeiro, ou físico, que pode facilmente ser confiscado e tem uma liquidez terrível. Como ativo e reserva de valor, ótimo. Agora como dinheiro, não.

    Hoppe já cometeu um erro com o Bitcoin. Normal. Ninguém é obrigado a aceitar o BTC, ao contrário do que o BCB faz com essa porcaria de moeda.
  • Eduardo  16/05/2020 11:33
    Ouro pode ser tudo, menos dinheiro. Pelo menos assim é nos dias atuais.
    Quantas transações denominadas em ouro ocorreram nos últimos anos?
    Que bens, serviços e ativos conseguem-se facilmente comprar dando em troca ouro? E qual o % disso na economia toda?
    Vc quando calcula seu patrimônio ou o patrimônio de uma empresa vc o faz denominando em reais e dólares ou o faz denominando em barras de ouro?
    Das poupanças das pessoas no mundo inteiro de maneira agregada quanto está poupada em ouro e quanto em papel moeda?

    Acho que se vc responder a essas perguntas, vc muda de ideia
  • Historiador  16/05/2020 15:45
    Ouro sempre foi dinheiro ao longo da história. Sempre foi meio de troca, unidade de conta e reserva de valor.
    E advinha só? Foi assim até 1971.

    Até 1971, o dólar era definido em termos de ouro. Um dólar representava 1/35 onça de ouro (o que significa que 35 dólares compravam uma onça de ouro). Logo, o dólar que hoje usamos se estabeleceu sendo apenas um certificado de ouro e era assim até 1971.

    Até 1971, quem calculava em dólares estava, na prática, calculando em ouro.

    Para que o ouro seja considerado dinheiro não é necessário precificar as coisas em onça de ouro. Você pode precificar na unidade que você quiser, desde que essa unidade esteja ligada em ouro ou seja um certificado de ouro.
    Quem defende padrão ouro hoje, obviamente, não está defendendo a transação com ouro físico — isso seria impossível, pois um grama já custa quase R$ 330. Quem defende padrão ouro hoje está defendendo que a moeda seja um certificado de ouro, isto é, que ela represente uma quantia determinada de ouro. Como sempre foi ao longo da história humana.

    De resto, se você acha que ouro não é dinheiro, experimente oferecer para alguém.

    Pronto. Respondi suas perguntas e não mudei de ideia. E, se você também não mudou, posso lhe assegurar que a perda não está em mim.
  • YURI  15/05/2020 04:31
    Usar a TACE e conseguir se posicionar na classe de ativos que sobem durante as alta do ciclo e conseguir vendê-los perto do final do ciclo, em seguida entrar em ativos que tendem a se valorizar na baixa do ciclo.

    Ao longo do tempo, investir seguindo a teoria austríaca dos ciclos econômicos poderia trazer melhores resultados do que deixar o patrimônio somente em ouro, correto?

    Imagino que não seja fácil, demandaria tempo e conhecimento ( e parece ser dificílimo acertar exatamente topos e fundos).

    Mas, em tese, essa seria a melhor estratégia, certo? Aí sim, imagino que se ganharia do ouro. Concordam?
  • Imperion  15/05/2020 23:09
    Economia é complexa demais pra prever o sobe desce dos ativos antecipadamente. Mas a TACE é perfeita pra medir as burradas presentes dos governos, daí vc vai se preparando. Nessa crise, empresa não tem vez, e é claro que as suas ações caem. Real desvaloriza, é claro que vai desvalorizar as ações mais ainda.

    Quando as burradas do governos começam a fazer efeito, as pessoas querem segurança: aí ouro sobe, dólar sobe.
    Se o gov baixa imposto das empresas, suas ações sobem.
  • Imperion  15/05/2020 05:20
    Excelente artigo e excelentes discussões sobre cono comprar ouro e bit coin.
    Pessoal daqui é show de bola
  • Bob Axelrod  15/05/2020 12:40
    Eu gosto muito dos artigos deste site mas eu discordo desse daqui.

    O ouro tem uma questão muito mais psicológica talvez até mais que o dólar
    O dólar é curso forçado, logo é racional usá-lo, o ouro não. Diria mais, o ouro não tem aplicação industrial quase nenhuma. Entre ouro e prata, a última tem muito mais aplicação industrial, faria mais sentido pois "serve pra alguma coisa".

    O ouro eu uso mais como hedge, quando as coisas vão mal o valor dele sobe.
    E o gráfico em parte mostra isso. O ouro relativamente estável nos primeiros anos dos anos 2000 e últimos dos 1990, em 2007 quando as coisas começam a embaçar ele sobe. E nos anos 2010 ele volta a recuar com a melhora da situação dos mercados. Agora voltou a subir com a crise.

    Como qualquer ativo, é saber entrar e sair na hora certa. O ouro já deu uma esticada, quem tá dentro vale uma realização parcial. Como a crise vai durar, espera ceder um pouco e entra de novo
  • Marco Aurélio  15/05/2020 13:25
    Suas ideias não correspondem aos fatos. Qual exatamente é o ponto de que você discorda? Falar o que você pensa do ouro não muda os fatos apresentados e nem a realidade vivida.

    Você está recomendando vender ouro em troca de reais? Se sim, seja explícito. Skin in the game. Dê seu nome e mostre seu portfólio.
  • Bob Axelrod  15/05/2020 18:12
    Claro que corresponde.
    Eu recomendo que quem já tenha ouro em seu portfolio e entrou nele como eu, em meados do ano passado, que já vale a pena realizar parte dos ganhos (cerca de 25% da posição original eu ja realizei).
    Tem sempre que lembrar que o ouro é um ativo como qualquer outro e está sujeito a variações, tanto de alta como de queda. Acho que pode esperar uma quedazinha, voltar pra uns r$300/ grama e entrar novamente

    Se vc pegar o ganho do ouro em reais no ano, vai ver que uma parte nao desprezivel veio da alta do proprio dolar.

    Se me disser como faz pra colar figura aqui eu ponho o print da minha posição na XP. Atualmente tenho cerca de 65% em renda fixa/ tesouro, 15% em açoes/fundos/FII e 20% em dolar/ouro.

    Alias, vc tb poderia botar aqui sua posição, seu skin on the game. E dizer o que do meu raciocinio sobre o ouro e a prata que escrevi anteriormente está errado
  • Trader  15/05/2020 20:21
    Dê um printscreen e use este site:

    pt-br.imgbb.com/
  • Marco Aurélio  15/05/2020 20:33
    "Eu recomendo que quem já tenha ouro em seu portfolio e entrou nele como eu, em meados do ano passado, que já vale a pena realizar parte dos ganhos (cerca de 25% da posição original eu ja realizei)."

    Ou seja, você deixou muito dinheiro em cima da mesa. Se eu saio de algo a R$ 290 e esse algo está em R$ 330, sinceramente, eu não tenho muita moral pra falar de timing.

    "Tem sempre que lembrar que o ouro é um ativo como qualquer outro e está sujeito a variações, tanto de alta como de queda. Acho que pode esperar uma quedazinha, voltar pra uns r$300/ grama e entrar novamente"

    É claro que pode. Só não faz sentido você sair dizendo que esta é a única postura correta, e que quem não está nela é burro.
    Qual o sentido de sair de algo a R$ 330 pra esperar cair 9% e recomprar a R$ 300?

    Realizar agora (e pagar IR de 15%) e recomprar após uma queda de 9% não faz sentido.

    A menos, é claro, que você esteja vendo algo que ninguém mais está vendo, e que fará o real se fortalecer abruptamente em relação a dólar e ouro. Se você sabe, por favor, compartilhe. Seria utilidade pública.

    "Se vc pegar o ganho do ouro em reais no ano, vai ver que uma parte nao desprezivel veio da alta do proprio dolar."

    Ué, mas isso é do jogo. Ouro é uma commodity transacionada no mercado internacional e, por isso, é precificado em dólar. Qualquer variação do dólar vai definir o preço final do ouro.

    E a "graça" de investir no ouro é exatamente porque ele é um dólar turbinado para cima: cai muito pouco (vide gráfico 5) e sobe mais que dólar.

    "Se me disser como faz pra colar figura aqui eu ponho o print da minha posição na XP. Atualmente tenho cerca de 65% em renda fixa/ tesouro, 15% em açoes/fundos/FII e 20% em dolar/ouro."

    Acredito.

    "Alias, vc tb poderia botar aqui sua posição, seu skin on the game."

    50% em Tesouro IPCA de longo prazo, 30% em ouro (mas aumentando), 10% em ações (essas são as piores) e o resto é caixa pra despesa corrente e outras eventualidades.

    Agora, um adendo: eu não falo o que os outros devem fazer. Apenas cobro explicações de quem vem cheio de si dizendo o que os outros devem fazer (que é o seu caso).

    "E dizer o que do meu raciocinio sobre o ouro e a prata que escrevi anteriormente está errado"

    Feito.
  • JOAO ALMEIDA  16/05/2020 13:15
    Marco Aurélio, vale mesmo a pena ficar 50% posicionado em IPCA do Brasil? Poderia me dizer qual a sua qual beneficio você vê nesse investimento e qual estrategia você utiliza?

    Faço esse questionamento pois observo que o calculo de IPCA oficial não condiz em nada com a inflação real de preços da maioria dos bens de consumos duráveis pois é muito voltado para commodities.
  • Marco Aurélio  16/05/2020 15:47
    "vale mesmo a pena ficar 50% posicionado em IPCA do Brasil?Poderia me dizer qual a sua qual beneficio você vê nesse investimento e qual estrategia você utiliza?"

    Para o longuíssimo prazo, e para fins de aposentadoria. É perfeito? Não. É o ideal? Certamente há coisas melhores. Mas ao menos garante que eu não apenas fique acima do IPCA, como ainda tenha um ganho real.

    Em termos de segurança de longo prazo, é melhor que qualquer ação. Afinal, quem garante que a empresa estará viva quando eu me aposentar?

    "Faço esse questionamento pois observo que o calculo de IPCA oficial não condiz em nada com a inflação real de preços da maioria dos bens de consumos duráveis pois é muito voltado para commodities."

    Está longe de ser perfeito, como eu disse. Mas entre isso, INSS e nada, prefiro isso.
  • Sadib  16/05/2020 22:19
    Marco. Tenho uma carteira semelhante a vc com 30% em Tesouro IPCA 2035. Como comprei a maior parte em 2016/17, peguei uma valorização muito boa até Fevereiro desse ano, e agora - como você sabe - nos últimos meses tem sido sofrível.
    Infelizmente nunca tinha pensado seriamente em ouro.
    Minha grande dúvida agora é se me desfaço de todo esses títulos de juros longos e vou para ouro. O que você acha?
    Acredito que em algum momento a inflação voltará, e a tendência é de mais desvalorização nesse papeis
  • Marco Aurélio  17/05/2020 03:44
    Não, não se desfaça deles. Se você comprou em 2016, você está tendo um ótimo retorno (pois certamente comprou a uma taxa bastante alta). Fique com eles até o fim e só venda em caso de extrema urgência.
  • Sadib  17/05/2020 14:18
    Marco, porém vc concorda que o título é marcado a mercado, e a maior parte dessa rentabilidade contratada lá atrás (+6/7% real) já foi precificada?

    O rendimento daqui pra frente será de acordo com as taxas de hoje - que me parecem baixas dado o risco, e a tendência parece ser de desvalorização do papel, já que a Selic e inflação devem subir a médio prazo.

    Sem dúvida acertar timing é algo muito difícil, e vai de acordo com a disposição de risco de cada um. Não tenho ainda uma decisão tomada, mas esse atual momento está me parecendo quando a Dilma reduziu por canetada a Selic e essa decisão se mostrou insustentável depois de algum tempo.

    Abs
  • Marco Aurélio  17/05/2020 17:27
    "porém vc concorda que o título é marcado a mercado"

    Óbvio.

    "e a maior parte dessa rentabilidade contratada lá atrás (+6/7% real) já foi precificada?"

    Não. Você teve um brutal ganho nominal. Mas, se mantiver o título até 2035, seu ganho nominal será ainda maior. Não confunda precificação com ganho. O seu ganho nominal não está dado. Ainda vai crescer muito. E ele estará totalmente protegido da inflação (com um ganho real total extremamente alto).

    Por que abrir mão dessa certeza? Eu não faria isso.

    Mas também, obviamente, não vou proibir.

    "O rendimento daqui pra frente será de acordo com as taxas de hoje - que me parecem baixas dado o risco, e a tendência parece ser de desvalorização do papel, já que a Selic e inflação devem subir a médio prazo."

    Como eu disse, eu não sairia. Trata-se de um ativo seguro e de retorno real alto e garantido.

    Mas também não quero demover ninguém da ideia.
  • Nycolas  15/05/2020 15:00
    me respondam uma coisa: eu estou vendo vários artigos do Instituto Mises sobre a vida no socialismo. Eu pergunto: nos artigos dizem que mesmo quando tinha produtos nas prateleiras, o cidadão não conseguia comprar pelo baixo salário e preço alto. Por qual motivo isso acontecia?
  • Maduro  15/05/2020 15:17
    Não sei onde você viu essa afirmação, mas no socialismo os preços eram controlados e os produtos, racionados. As pessoas tinham de madrugar nas filas do supermercado para conseguirem sua ração, mas normalmente a ração acabava quando a fila ainda estava na metade.

    E aí as pessoas tinham de recorrer ao mercado negro para conseguir os itens de necessidade básica, só que agora a preços bem maiores.

    No socialismo, os preços oficiais dos produtos eram o de menos. A encrenca era haver disponibilidade do produto.
  • anônimo  15/05/2020 15:20
    Hoje é mais um daqueles dias em que quem está no ouro está rindo à toa. Mais confusão em Brasília, e o ouro, em relação fechamento de ontem, sobe 1,2%.

    Na semana, 4,47%.

    No mês, 10%.
  • anônimo  15/05/2020 15:31
    Os artigos do Leandro são muito melhores que qualquer aula de economia que já tive na faculdade.

    E alguém aqui sabe como ficaria essa comparação ouro x sp500? No longo prazo o ouro bate nas bolsas do EUA tbm?

    Abraços
  • anônimo  15/05/2020 16:43
  • Thiago  15/05/2020 18:53
    Tenho refletido... pelos números de retorno e segurança do ouro, não seria para os fundos de pensões (que demandam fortemente segurança e bom retorno no longo prazo por motivos obveis) estarem fortemente investidos no ouro?

    Isso eh falta de uma visão austríaca de quem controla os investimentos ou de pressão estatal em se colocar os investimentos na economia "real" ?

    Se matariam vários coelhos com essa exposição maior ao ouro, retornos ao longo do tempo cada vez maiores e segurança para todos de receber aposentadoria no futuro...
  • Carlos Alberto  15/05/2020 20:20
    Regulação. CVM, Susep e a Previc impõem em que um fundo pode e não pode investir, e em que quantidade.

    Ouro está no terreno do multimercado, e não da renda fixa.
  • Bernardo  15/05/2020 22:51
    Pessoal, vamos falar a real: vendo os últimos acontecimentos políticos no Brasil, é fácil constatar que, daqui pra frente, não há mais nenhuma governabilidade. E isso independe de quem é o presidente.

    Em 2022, qualquer que seja o próximo governo, ele também não terá governabilidade (o clima político não permite mais nada; uma consequência inevitável da democracia). E só vai governar quem a mídia deixar e quem fizer acordo$ com o centrão. A mídia quer um tucano social-democrata prudente e sofisticado (petistas que estão embarcando na onda anti-bolsonaro da mídia, achando que irão abiscoitar alguma coisa, não entenderam nada) e o centrão é a favor do mesmo arranjo econômico de sempre (corporativismo e subsídios estatais).

    Por isso, não há nenhuma perspectiva para o real. E nem para a bolsa. As alternativas ao arranjo atual são Ciro Gomes ou um petista qualquer (aliás, já tem gente falando em Flávio Dino!). Vocês apostariam no real em qualquer cenário desses?
  • Felipe L.  16/05/2020 13:04
    Essa história de que muitos judeus se enriqueceram na Europa durante a Idade Média é real ou é só estereótipo?

    Se sim, por que ocorreu?
  • Ronaldo  18/05/2020 00:07
    Pelo que eu sei, os judeus sempre foram considerados sujos pelos cristãos e proibidos de fazer um monte de atividades, sobrou pra eles trabalhar com algo considerado sujo pela inveja: dinheiro.
    E como se descobriu posteriormente, quem controla o dinheiro basicamente controla tudo.
  • anônimo  19/05/2020 14:34
    Não apenas os judeus mas toda a população se enriqueciam.
    Até os surgimento dos estados .
    www.mises.org.br/article/1091/governos-pandemias-e-a-grande-depressao-do-seculo-xiv
  • Felipe L.  16/05/2020 14:56
    Só para humilhar mais o Brasil, com relação aos juros.

    Em abril, Brasil ficou com juros reais de 1,31% ao ano e sem grau de investimento.

    No mesmo mês, México ficou com juros reais de 3,76% ao ano e com grau de investimento. Sem contar que o país é uma economia bem mais livre que o Brasil. O presidente do Banco Central do México ainda é o mesmo que foi nomeado pelo antecessor Peña Nieto em 2017, que defende uma política monetária rígida. Alguém aqui já viu o Roberto Campos ou o Guedes falando abertamente disso? Eu não. Se o AMLO for esperto (ano passado ele fez um monte de besteira, o que causou uma depressão econômica), ele vai ser reeleito.

    Minha solução é trocar o Ciro Guedes e o Roberto Campos Neto por pedras. Colocando pedras no Ministério da Economia, a economia brasileira irá prosperar. As pedras não irão mais ficar falando besteiras de câmbio, nem manipulando os juros.

    Pelo menos, quando havia atratividade dos juros, vinha gente emprestar dinheiro para o governo, e a moeda ficava mais forte. Agora, nem isso. E acham que com isso os rentistas de repente vão abrir uma KFC, uma Apple...
  • Vitor  16/05/2020 23:25
    Se o governo pelo menos conseguir aprovar as reformas econômicas de Ciro Guedes (reforma tributária, administrativa, algumas privatizações etc), é possível haver uma nova valorização do real mesmo com juros baixos?
  • Felipe L.  17/05/2020 13:09
    Acredito que sim. Se eles parassem de manipular os juros, já seria bom. Nesse cenário de agora, só está causando confusão.

    Se alguém quiser me corrigir ou fazer adições, agradeço.
  • Matheus   19/05/2020 20:01
    Mesmo com medidas áusteras, se forem adotadas, coisa que acho difícil com atual conjuntura política de descalabro que temos no Congresso Nacional, poderá talvez trazer uma valorização. O problema é que não adiantará em nada caso o BC continue fazendo TMM. Atualmente os juros estão baixos porque o BC tem expandido sistematicamente a base monetária, agora vai expandir ainda mais, com a aprovação do Orçamento de guerra. Bilhões estão sendo criados definitivamente do nada pelo sistema bancário, fomentados pelas políticas keynesianistas do nosso Banco Central. O resultado disso nos próximos vão ser inflação nas alturas e Real como moeda fiduciária valendo cada vez menos.
  • Justoquenem de Donágua  16/05/2020 20:06
    Muitos especialistas em economia por aqui, me parece.
    Porém desenvolvimento não depende de teóricos e sim de práticos.
    Brasil tem 210 milhões de consumidores potenciais, muitos destes mal educados e quase todos com o vírus da indolência e do comodismo impregnado no cérebro.
    Temos que trabalhar em algo que produza resultados práticos e que incremente o PIB realmente e não apenas com especulações de moedas, ações ou metais.
    O Brasil, muito por conta de pessoas cujo perfil vislumbro nos comentários daqui, se tornou uma prostituta do mercado financeiro mundial, pois é o país que mais sofre com qualquer tipo de crise em qualquer lugar do mundo.
    Isto é muito claro quando vemos o Peso da Argentina, um pais em situação decadente e com perigo de default, ter uma valorização de 25% em relação ao Real em menos de 30 dias.
    Existem muitos fatores, mas o principal culpado é a impunidade. Nosso sistema financeiro fiscalizado pela inoperante e corrupta CVM, que além de não fiscalizar nada de relevante, até parecem cúmplices das falcatruas na nossa Bolsa.
    Precisamos mudar o ambiente de trabalho no Brasil. Estimular as pessoas a empreender e não ser funcionários públicos ou apenas rentistas de bancos ou de bolsa.
    Para não me estender muito, termino com um alerta: Por que certos países tem marcas consagradas de produtos enquanto Brasil, México, Argentina, etc, não tem ? Resposta: Porque os jovens e pessoas com potencial de trabalho, nestes países que se desenvolveram e que detém marcas industriais de renome como Japão, Korea, Alemanha, Suécia e EUA, nunca estiveram preocupados com o preço do ouro, da tal moeda, ou juros do BC . Não , eles apenas baixaram a cabeça e foram trabalhar, produzir produtos e serviços da melhor qualidade pelo menor preço, pois sabiam, que os lucros viriam com certeza.
    É isto que precisamos. Menos lero e mais mão na massa !
  • Pelotudo  17/05/2020 03:35
    "Isto é muito claro quando vemos o Peso da Argentina, um pais em situação decadente e com perigo de default, ter uma valorização de 25% em relação ao Real em menos de 30 dias."

    É porque você, desavisadamente, está olhando o câmbio oficial, controlado pelo governo, o qual não tem validade nenhuma — pois os cidadãos não têm acesso ao dólar ao preço do câmbio oficial, que é de 67,58 pesos por dólar.

    Você tem de olhar o câmbio paralelo, que é o câmbio no qual os argentinos realmente conseguem algum dólar. E neste câmbio o dólar está em 138 pesos.

    www.preciodolarblue.com.ar/

    O dólar estava em 59 pesos quando o atual governo tomou posse.

    Portanto, não, nada mudou. O peso argentino continua sendo a pior moeda do mundo. Informe-se melhor. Para quem veio fazer ironia sobre o conhecimento alheio, você acabou deixando bem claro que é o seu que merece atenção.