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Uma radiografia de como a Covid-19 já impactou salários, vendas e setores da economia brasileira
E o que você está fazendo para se proteger

Este artigo irá se concentrar exclusivamente em mostrar alguns dados que fazem parte de pesquisas pessoais que venho realizando para entender o impacto da epidemia do novo coronavírus na economia, nas empresas e no comportamento das pessoas.

O objetivo deste compartilhamento de informações, e de suas respectivas fontes, é estimular o leitor a fazer seus próprios estudos e se adaptar à nova realidade que nos acomete. 

Situação do comércio

Começo com alguns dados que fazem parte de uma pesquisa feita pela Elo Performance e Insights (você pode encontrar os dados neste endereço ou aqui).

Os números mostram que as vendas no varejo brasileiro caíram pela metade até o fim de março, refletindo o forte impacto da crise provocada pela pandemia de Covid-19. É possível que esses números estejam muito piores hoje, pois o processo de fechamento do comércio por determinações de governadores e prefeitos ainda não terminou.

O estudo comparou as vendas do varejo nas últimas semanas de março com uma média de períodos anteriores, quando ainda não existiam casos registrados do novo coronavírus no Brasil e o comércio ainda estava totalmente aberto.

Observe no gráfico abaixo que a linha azul representa as compras utilizando cartão de crédito e a linha preta as compras realizadas com cartão de débito em todos os estabelecimentos do país. 

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O governo confirmou o primeiro caso de coronavírus no dia 26/02 (fonte). Já a primeira morte foi confirmada no dia 17/03, justamente no início do declínio das vendas utilizando os cartões em comparação ao mês anterior. Exemplo: o número -50% no dia 25 de março, no gráfico acima, significa que as vendas por cartão de crédito caíram 50% em relação ao dia 25 do mês anterior. 

Podemos observar, no canto direito da figura, que essa queda foi de 91% no setor de vestuário. Os supermercados, por outro lado, foram os menos atingidos.

Já no gráfico abaixo temos os dados dos supermercados e farmácias separados dos demais setores.

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Podemos observar um forte aumento nas vendas dos supermercados e farmácias antes mesmo da confirmação da primeira morte. Logo depois ocorre um declínio desse aumento (ou seja, uma desaceleração) em relação ao período anterior, pois provavelmente as pessoas aumentaram suas compras na fase inicial para evitar sair de casa.

O próximo gráfico mostra as vendas pela internet (e-commerce). 

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Podemos ver que, no geral, as vendas online caíram 35% em todo Brasil (linha laranja). A venda de bares e restaurantes cresceu 85% pela internet (canto direito da imagem). Supermercados online tiveram alta de 17% nas vendas por meio do cartão. Podemos entender que os brasileiros estão concentrando suas despesas em produtos essenciais.

Expectativas

Agora, eis os dados recentes de uma pesquisa sobre as expectativas das pessoas e seu comportamento diante da crise. Expectativas são cruciais. São elas que mais interferem nas decisões de compra dos consumidores e de investimentos dos empreendedores. Você encontra a pesquisa aqui

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No gráfico acima podemos somar os valores e descobrir que 36% das pessoas pesquisadas acreditam que a crise terá duração de 1 até 3 meses. Somadas, temos que 57% das pessoas esperam uma crise que dure de 6 meses para mais. E 19% esperam que a crise dure por mais de 1 ano. 

Esses valores, como dito, são cruciais, pois as pessoas normalmente tomam decisões de consumo e investimentos com base nessas expectativas.

No relatório detalhado (fonte) podemos ver que as pessoas com mais escolaridade estão mais pessimistas: 17% dos mais escolarizados se preparam para uma crise superior a 2 anos. Por outro lado, apenas 4% das pessoas com menos escolaridade esperam que a crise dure mais de 2 anos.  

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As pessoas entre 25 e 40 anos são as mais pessimistas enquanto as pessoas com mais de 60 anos são as mais otimistas (onde existem muitos aposentados). As pessoas com maior renda estão mais pessimistas e as de menor renda, mais otimistas.

Medo e incerteza

Já o próximo gráfico mostra que 31% das pessoas conhecem alguém que já perdeu o emprego após o início da pandemia.

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Saber que seus amigos, parentes e conhecidos estão perdendo o emprego favorece o aumento do pessimismo e isso inevitavelmente produz efeitos nas decisões de consumo, economia de dinheiro e investimentos.

No próximo gráfico temos uma espécie de "medidor do medo". Sabemos que o comportamento dos consumidores e dos investidores possuem como principais motores: o medo e a ganância/euforia. Muitos negócios como imóveis, eletroeletrônicos, moda, entretenimento, turismo entre outros, dependem de pessoas  otimistas com relação ao futuro.

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Ninguém compra um imóvel maior, abre um novo negócio, faz investimentos de maior risco e de longo prazo, ou gasta dinheiro com luxo e entretenimento quando está com medo de perder o emprego. Normalmente as pessoas gastam mais dinheiro com o essencial e com a educação ou com qualquer tipo de qualificação que possa melhorar seus resultados financeiros. As pessoas tendem a cortar os supérfluos e a aumentar o hábito de poupar, e começam a se preparar para o que está por vir (que podem ser riscos ou oportunidades).

Pelo gráfico, 43% das pessoas estão com medo grande ou muito grande de perder o emprego nessa fase inicial da crise. Nos detalhes da pesquisa existe a informação de que 87% das pessoas acredita que a taxa de desemprego será maior (49%) ou muito maior (38%) nos próximos 3 meses.

Redução salarial

Já o gráfico abaixo mostra que 46% dos entrevistados já tiveram, ou acreditam que terão, redução em sua renda mensal.

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E mais: entre as pessoas que já tiveram perdas na renda, a média dessa perda foi de 44%, como mostrado abaixo.

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Pelos números, e adotando-se uma estimativa conservadora, as pessoas que ainda não tiveram redução de renda já deveriam agora estar tomando medidas preventivas para se preparar para uma redução de pelo menos 30% na renda. Tudo indica que até mesmo os funcionários públicos estaduais, outrora estáveis, irão entrar nessa.

Endividamento

O que torna tudo isso muito pior são as dívidas. O gráfico abaixo indica que 58% das pessoas estão endividadas.

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Nos detalhes da pesquisa, 56% dessas pessoas que possuem dívida declararam que terão de atrasar o pagamento de algumas dívidas. Isso significa que além das empresas já estarem prejudicadas com a queda nas vendas, elas terão problemas para receber o pagamento da vendas que já fizeram no passado.

Agora, preste atenção aos valores vermelhos. Podemos observar que 64% das pessoas reduziram gastos com compra de roupas, 56% reduziram compras de bens duráveis como eletrodomésticos e eletrônicos, 54% reduziram compra de bebidas, 47% reduziram a compra de comida pronta (restaurantes). As pessoas estão comprando mais produtos de limpeza, remédios e alimentos em supermercados.

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Agora é com você

Espero que esses dados possam ajudar você que trabalha, empreende ou investe nos setores que aparecem nas pesquisas.

Assim como as grandes empresas estão nesse momento estudando, planejando e tomando decisões preventivas e proativas, os indivíduos deveriam fazer a mesma coisa.

Existem pessoas cantando e batendo panelas na varanda. Existem pessoas que passam o dia fazendo maratona nas séries do Netflix e fingindo heroísmos nos videogames. Existem aqueles que ficam vigiando e brigando com outras pessoas nas redes sociais. Tudo isso resultará em paralisia.

Para quem tem um emprego e está agora no home office, esse é o momento de ser ainda mais produtivo, proativo e preocupado com a empresa onde você trabalha, como se você fosse o dono dela.

Para quem tem um negócio, esse é o momento de desenvolver um plano de ação e começar a agir. Para o empreendedor, não importa o que vai acontecer. O importante é se ele sabe o melhor a ser feito diante dos possíveis acontecimentos. O bom empreendedor espera o melhor e se prepara para o pior. É o momento de fazer mais com menos.

Para quem é investidor e fez seus estudos no passado e já entende como os investimentos funcionam, esse é o momento de praticar o que aprendeu. Para quem só tomou decisões de investimentos baseadas em recomendações de terceiros, esse é o momento de dedicar um tempo para aprender sobre o funcionamento dos investimentos. Esqueça a ideia de que as pessoas que fazem recomendações sabem o que vai acontecer no futuro. Elas apenas sabem como os investimentos funcionam e vão tomando decisões e ajustando as carteiras de investimentos diante dos cenários que se apresentam.

Enfim, o que você está fazendo para mitigar as enormes incertezas futuras?

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Este artigo foi originalmente publicado no site Clube dos Poupadores, cuja leitura é fortemente recomendada.

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autor

Leandro Ávila
é formado em administração de empresas e se especializou em educação financeira e de investimentos. Escreveu livros sobre Independência Financeira, Investimentos em CDB, LCI e LCA, Investimentos em Títulos Públicos e em Imóveis. Acredita que o conhecimento é uma riqueza que precisa ser dividida para ser multiplicada. 

Jamais deixe de acessar seu website: https://www.clubedospoupadores.com

  • Anti-BC  08/04/2020 18:56
    Recomendo a todos este artigo deste blog:

    eaefl.blogspot.com/2020/03/uma-breve-analise-economica-e-juridica.html

    Abraços!
  • Lucas  08/04/2020 19:14
    Ao contrário do que estão dizendo por aí, não tem a menor chance de uma recuperação em V ou mesmo em U. Vai ser em L. E olhe lá.

    Essa destruição econômica é inédita. Comparado a esse tsunami atual, a destruição da Dilma foi só um ventinho. E olha que até hoje não nos recuperamos daquela. Imagina então essa aí? E o pior: essa aí logo depois da da Dilma?

    Sério, não acho nenhum exagero falar em estagnação por mais pelo menos 5 anos. Empregos não voltarão quando o confinamento acabar (se é que vai acabar, pois ainda nem estamos no inverno). Investimentos não serão feitos por empresas que já estão com o capital dizimado. Empresas falidas não voltarão a existir.

    Governadores e prefeitos fizerem um trabalho pra Godzilla nenhum botar defeito.
  • Anti-BC  08/04/2020 19:49
    De fato, amigo, a situação está pavorosa.
  • Economista cético  08/04/2020 19:57
    Eu, meu caro colega, jamais poderia ter imaginado tamanha destruição econômica em um espaço tão curto de tempo; pensava ser possível apenas em caso de uma guerra nuclear planetária, algo do tipo. No entanto, de vez em quando, me pego a duvidar de tudo que estou assistindo diante de meus olhos, ao vivo.

    De fato, o Brasil tomou um nocaute de grandes proporções com a desgraça chamada Nova Matriz Econômica. Mal conseguimos nos erguer, e logo nos vemos recebendo diversos golpes impiedosos em 2020. O Brasil realmente não é para amadores; quem consegue sobreviver nessa centrífuga desgovernada, tem capacidade de passar por tudo rs.

    Sobre estagnação, acho que 5 anos é um prazo muito curto; se fosse para apostar, diria em torno de uma década ou mais. Isso porque a destruição econômica não está ocorrendo só aqui dentro, mas em todo o mundo. Não vai haver estoque de capital suficiente em lugar algum. Vai levar um bom tempo para a humanidade voltar ao ponto de onde paramos;

    e para o Brasil, bem, já nos acostumamos com décadas perdidas. Essa é apenas mais uma delas.
  • anônimo  09/04/2020 01:22
    E se todas as dívidas fossem canalizadas para os grandes bancos, que são controlados e privilegiados pelo Estado. (e vice-versa, ou seja, os grandes bancos controlam e privilegiam o Estado)? Eles não podem fazer um "jogo de amigo".

    E se, após a canalização, o Estado e os grandes bancos pudessem simplesmente anular, resetar, destruir a dívida pendente? Não temos 2 grandes bancos estatais e mais 4 semiestatizados? Eles não lucram sempre graças ao Estado?

    Ninguém precisa seguir as regras da lógica quando elas são ruins para todos.É ilógico.O governo canaliza a dívida para poucos agentes (quanto menos agentes, mais fácil), que são os poucos e estatizados grandes bancos; negocia com eles e perdoa tudo, ou vice-versa, os bancos canalizam as dívidas para o governo...(e tudo na medida do pragmatismo)

    Eu não entendo, dívida com banco estatal travando os interesses do próprio Estado que controla o banco estatal (ou vice-versa). Qual é a lógica de se seguir a lógica tradicional? 10 anos de recessão por causa de uma convenção social, que é a ciência econômica? Tudo é possível desde que seja combinado e quanto menos pessoas envolvidas na combinação, mais fácil é combinar.
  • Economista cético  08/04/2020 19:48
    Meus caros, ao analisar diversos cenários diferentes que podem ocorrer num prazo de 2 anos, não vejo luz no fim do túnel. Mesmo que todos os governos mundiais removessem todas as barreiras comerciais hoje mesmo, ainda assim, o estrago já está feito. Vai levar talvez uma década ou mais para que a economia possa se reorganizar depois desse caos imposto pelos lunáticos que se julgam nossos donos.

    Como bem foi dito no artigo acima, nenhum ser humano irá se aventurar em novos investimentos, empreendimentos, aquisições e atividades de risco com tamanha incerteza que se agiganta no horizonte; o lógico torna-se proteger a si mesmo através da retração das atividades econômicas, a despeito do grande retrocesso na qualidade de vida que nós certamente sofreremos. E além do mais, a velocidade com que tudo aconteceu far´á com que os agentes econômicos inevitavelmente se tornem ainda mais conservadores, criando um ambiente não muito convidativo à inovação e aos avanços.

    Simplesmente ninguém pode dizer quais serão os sobreviventes dessa que é a maior catástrofe econômica desde a Segunda Guerra. E o que vem depois pode ser pior, pois mudanças abruptas dessa natureza geralmente levam a também enérgicos movimentos no tabuleiro político global e regional; claro, pior para a base da pirâmide, nós, que somente queremos viver nossas vidas sem a interferência de seres supostamente iluminados, somos nós os que sempre pagamos os preço, sempre somos esmagados pelos poucos que comandam de cima.

    No entanto, não podemos simplesmente assistir o status quo desmoronar e ficarmos a ver navios: agora é hora de tentar mitigar as perdas ao máximo, ao mesmo tempo em que se analisa o cenário em busca de pistas que nos levem a compreender a nova ordem que emergirá do caos. E tirar o melhor proveito dela. A luta continua.
  • Recessão  08/04/2020 20:58
    "E o que vem depois pode ser pior, pois mudanças abruptas dessa natureza geralmente levam a também enérgicos movimentos no tabuleiro político global e regional"

    A União Europeia se encaixa perfeitamente nessa mudança no tabuleiro político. Essa crise decretou o fim do bloco como conhecemos. Se em 2008 já questionavam a existência do mesmo, imagine agora.

    A França está sofrendo um tombo econômico. O PIB despencou 6% nos primeiros três meses do ano, simplesmente o pior resultado trimestral desde o fim da Segunda Guerra Mundial. A Alemanha o mesmo. Previsão de recuo de 9,8% no segundo trimestre, o pior desde 1970.

    Sem mencionar as já falidas Itália e Espanha. A Itália prevê retração de 6%, isso sem mencionar o fato que já era previsto uma recessão italiana antes de toda essa loucura começar. A Espanha deve seguir a mesma taxa de retração.

    O cenário é inédito.

    P.S.: Que sorte que os britânicos, historicamente, têm.... Saíram bem na hora da UE. Também sofrerão, mas ao menos não terão que lidar com a burocrática e confusa União Europeia.
  • LSB  09/04/2020 19:02
    "Que sorte que os britânicos, historicamente, têm.."

    Não acho que seja sorte.
    Acho sim que a "consciência" / "percepção" / "cultura" política dos ingleses está muito mais avançada do que no resto da Europa.
    Perceberam a "roubada" e tiveram, como sempre, coragem e personalidade de seguir o caminho que julgavam correto mesmo que todo o mundo os criticassem...
    Sorte, talvez, podemos atribuir ao momento: eles poderiam ter demorado mais para cair fora, mas o fizeram (e isto pode ser considerado sorte) antes do coronavírus...
  • WDA  12/04/2020 14:59
    Economista Cético,

    pode me chamar de otimista inveterado. Tudo o que você falou é verdade. Mas note que hoje temos muito mais tecnologia que durante a crise de 29 e muito mais recursos disponíveis para as pessoas. A crise portanto - em um nível pessoal - tende a ser menos dolorosa que a de 29 se essas monstruosidades estatistas criadas em decorrência do pânico gerado pelo vírus forem eliminadas e voltarmos à normalidade ou próximo disso.

    Para nós que somos brasileiros é a hora de pressionarmos mais do que nunca pela redução do Estado, pois sabemos que é isso o que pode permitir à sociedade se reorganizar e superar tamanha crise.

    Surpreendentemente, uma das pessoas mais sensatas foi o Presidente brucutu que, aliás, há tempos tem se mostrado mais liberal que o próprio Guedes (antes de tudo isso, se me falassem eu nem acreditaria). Mas com ou sem isso, o fato é que é hora de todos nós, por todas as vias possíveis, buscarmos reduzir quanto possível o peso do Estado no país. Temos que encher o saco dos políticos, pressioná-los, praticar a desobediência civil, entrar com montes de ações judiciais contra os desmandos governamentais, escrever artigos, fazer vídeos, enviar mensagens de "zap zap", telegram, etc, ir às ruas, pressionar por uma "super MP" da liberdade econômica, e fazer de tudo para que esquerdalhas e falsos direitistas de mentalidade estatista não ocupem espaços e cargos de poder. Já derrubamos a terrorista BandiDilma, não podemos esmorecer até conquistarmos muito mais, por nós mesmos e por todos.
  • Edson  13/04/2020 02:43
    Esta ação pode/deve ser feita de baixo para cima: pressionamos nosso vereador, que pressiona o prefeito, que pressiona o governador. Polítivo é movido a voto. Já estou incomodando os vereadores de minha cidade no sentido de se posicionarem contra algumas medidas ditaroriais do prefeito municipal.
  • Milton Friedman  08/04/2020 19:49
    O momento é dramático é a única saida hoje é o BC conter a queda vertiginosa da demanda agregada e fornecer liquidez e mais liquidez, mesmo que por meio dos mecanismos mais heterodoxos.
  • Say  08/04/2020 20:24
    É isso aí. Já que estamos em uma crise de oferta, na qual não há produção nenhuma (pois o estado proibiu empreendedores de produzirem), então é claro que a solução é imprimir dinheiro!

    A impressão de dinheiro irá resolver todo o problema de falta de oferta, né? Trata-se de uma mágica que apenas poucos iluminados são capazes de entender: se não está havendo nenhuma produção (por decreto estatal), então é óbvio que a solução para essa ausência de produção é imprimir papel-pintado, pois isso irá abolir a escassez!

    Quando Robinson Crusoé está sozinho em uma ilha, sem nada, todos os problemas dele estariam resolvidos se ele tivesse ao menos uma impressora de dinheiro e começasse a pintar papel. Imediatamente, ele estaria na fartura.

    Como ninguém consegue ver essa obviedade?
  • Leitor  09/04/2020 21:26
    Pois é, fico me perguntando se os economistas brasileiros são esquizofrênicos! Até o divinizado Henrique Meirelles, está defendendo impressão de dinheiro agora!!!

    Antes, neste país, os mantras eram: "temos que aumentar as reservas internacionais", "temos que acabar a impressão de moeda", agora, falam: nós temos reservas internacionais mais que suficientes, devemos vender uma parte (como se isso fosse injetar liquidez direta)", "temos que imprimir dinheiro, através do BC"

    Eu não entendo mais nada, ou os economistas brasileiros são esquizofrênicos ou sofrem de dissonancia cognitiva grave, ou são apenas um bando de oportunistas políticos/eleitoreiros!!

    Valha-nos, Senhor!!!
  • Leitor  09/04/2020 22:04
    A questão é: O senhor Campos manda no BC? Quem manda no BC? Ou no Tesouro? Se a mídia encabeçar campanha, com os "nobres" mainstream respaldando..., Valha-nos, Senhor!
  • Bernardo  09/04/2020 22:13
    Em tese — em tese! — ninguém pode obrigá-lo a imprimir. O que pode acontecer é ele ser demitido pelo presidente da República e substituído. Fora isso, ele tem autonomia e não pode ser chantageado por nenhum deputado, senador, prefeito ou governador.

    Agarremo-nos, pois, a este último fio de esperança. Um choque de oferta com hiperinflação seria a calamidade total.
  • Economista cético  08/04/2020 21:01
    "O artigo aponta para o fato, e só não vê quem não quiser, de que a demanda está em queda franca e profunda, num ritmo muito maior do que a oferta, por conta do medo, da incerteza e das restrições impostas para conter a pandemia."

    Raciocínio incorreto. O problema não é a demanda, mas sim, a oferta que escasseou devido as medidas draconianas e exibicionismos de lunáticos pretensos a ditadores. Não adianta se por a distribuir dinheiro aos montes, porque simplesmente não há o que consumir: os governos mundiais desestruturaram toda a cadeia produtiva, promoveram o desarranjo econômico e a completa imprevisibilidade dos investimentos; não há como produzir ou investir em tal cenário.

    Ou seja, os sábios iluminados dos governos destruíram o que ainda existia da economia de mercado, e você deseja mais intervenções estatais para combater os efeitos das medidas desses próprios burocratas? Realmente a dissonância cognitiva da sua pessoa atingiu um nível sem precedentes.
  • anônimo  08/04/2020 20:02
    Maravilha, daqui pra frente toda vez que surgir um resfriado, vao exigir a parada da economia pra receberem 600 sem ter que trabalhar.
  • Bumer  08/04/2020 20:15
    O artigo aponta para o fato, e só não vê quem não quiser, de que a demanda está em queda franca e profunda, num ritmo muito maior do que a oferta, por conta do medo, da incerteza e das restrições impostas para conter a pandemia.

    Nós já vimos, em 1929, onde isso desemboca, se o Estado, e não há outro agente, não fizer uma fortissima política contraciclica, por meio de queda de juro, oferta maciça de credito, expansão de investimentos e despesas sociais. Ou é isso ou o livre mercado vai levar todos nós para o abismo da recessão sem fim e do desemprego imenso. O mercado simplesmente não funciona nesses momentos, entra em curto circuito. É tomado por um panico em que todos correm para segurança.
  • Say  08/04/2020 20:30
    "se o Estado, e não há outro agente, não fizer uma fortissima política contraciclica, por meio de queda de juro, oferta maciça de credito, expansão de investimentos e despesas sociais."

    É isso aí. Já que estamos em uma crise de oferta, na qual não há produção nenhuma (pois o estado proibiu empreendedores de produzirem), então é claro que a solução é imprimir dinheiro!

    A impressão de dinheiro irá resolver todo o problema de falta de oferta, né? Trata-se de uma mágica que apenas poucos iluminados são capazes de entender: se não está havendo nenhuma produção (por decreto estatal), então é óbvio que a solução para essa ausência de produção é imprimir papel-pintado, pois isso irá abolir a escassez!

    Quando Robinson Crusoé está sozinho em uma ilha, sem nada, todos os problemas dele estariam resolvidos se ele tivesse ao menos uma impressora de dinheiro e começasse a pintar papel. Imediatamente, ele estaria na fartura.

    Como ninguém consegue ver essa obviedade?

    "Ou é isso ou o livre mercado vai levar todos nós para o abismo da recessão sem fim e do desemprego imenso. O mercado simplesmente não funciona nesses momentos, entra em curto circuito. É tomado por um panico em que todos correm para segurança."

    Sensacional sua lógica. Os governos simplesmente fecharam a economia, proibiram todas as transações comerciais, proibiram todos os estabelecimentos de funcionarem, proibiram as pessoas de trabalharem, proibiram circulações, proibiram viagens, e basicamente baniram todo e qualquer empreendedorismo.

    E então, com as economias inevitavelmente em colapso em decorrência dessa pesada intervenção estatal, você diz que "o livre mercado está levando todos nós ao abismo da recessão sem fim e não está funcionando".

    Seu cérebro é maravilhoso.
  • Usando o Bom Senso  08/04/2020 21:13
    IMB, li a notícia de que um estudo sobre a quarentena americana durante a gripe espanhola revelou que as cidades que implementaram uma quarentena precosse e/ou mais rígida (horizontal), se recuperaram economicamente primeiro que aquelas que implementaram uma quarentena tardia ou vertical. O que o Instituto tem a dizer a respeito disso?
  • Ensinando o bom senso  08/04/2020 21:58
    Essa sua "notícia" por acaso falou que foi tudo voluntário? Que nenhum governo impôs nada? Que a abordagem foi totalmente laissez-faire?

    As pessoas voluntariamente entraram em quarentena pelo simples motivo de que as pessoas não tinham fé na medicina. As ciências médicas não eram evoluídas. Nem sequer havia máscaras para as pessoas.

    "If there is a single major difference between 1918 and today it is this: there was no ability by the federal government to control people's behavior. People voluntarily began reducing their personal social contacts with each other. They recognized that the disease was contagious. But there was no compulsion involved except in certain cities or localities.

    The government's response at the national level was laissez-faire. The response at the state level was laissez-faire. Only in urban areas was there any systematic program of quarantines.

    The governments had no choice in 1918. There were no medicines or vaccines to treat this extraordinary pandemic. Nobody in power got blamed for doing nothing. I think this was the central lesson of that pandemic: politicians could avoid blame for not doing anything. The Federal Reserve Board could avoid blame for not doing anything.""

    www.garynorth.com/members/20738.cfm


    Comparar uma gripe no mundo atual com uma verdadeira e realmente mortífera pandemia ocorrida no mundo de 1918, bem como comparar a medicina atual com a medicina de 1918, está no mesmo nível de desespero daquela gente que diz que a vida no século XVIII, antes da Revolução Indutrial, era melhor, mais tranquila e mais confortável que a atual.

    Desespero paupável.


    P.S.: Dica para você: a quarentena ser precoce (e não "precosse") ou tardia nada tem a ver com ela ser horizontal ou vertical. Você cita ambas como se fossem sinônimos.

    P.P.S.: sigo no aguardo de um paper acadêmico, revisado por pares, com RCT, demonstrando irrefutavelmente que o lockdown total é a maneira mais garantida de se combater uma epidemia, inclusive mostrando que tal prática garante imunidade para a população no eventual retorno da epidemia no inverno.
    Desde que fiz esse pedido, apenas uma coitada se dispôs a trazer aquele paper do Ferguson, Imperial College, que a própria imprensa britânica ridicularizou (e que não faz RCT e que nem era revisado por pares)
  • Ex-microempresario  08/04/2020 22:16
    Eu tenho o palpite que "lockdown total" é que nem socialismo: é perfeito e resolve todos os problemas, só que na prática nunca funciona.

    Dá até para imaginar os mesmos de sempre explicando que a epidemia só se espalhou porque "deturparam a quarentena".
  • Rafael  08/04/2020 22:46
    Sim, trata-se de um arranjo extremamente semelhante ao comunismo:

    1) Fronteiras fechadas

    2) Pessoas proibidas de fazerem trabalho produtivo

    3) Maioria da população sem renda

    4) Governo controlando a distribuição de ração (cesta básica)

    5) A elite midiática/artística/política postando no Instagram vídeos de vinhos, queijos e serviçais ao seu dispor

    6) Proibição de qualquer crítica ao estamento tecnocrático

    7) Proibição de qualquer questionamento à ordem vigente

    8) Fábricas sendo estatizadas à força

    Só não é comunismo total porque, em tese, ainda há algum resquício de propriedade privada e ainda há um pouco de liberdade de preços.
  • Ciro Meirelles  08/04/2020 22:59
    Ironicamente, os únicos países que contiveram a epidemia até agora foram os países que não adotaram lockdown, ou seja, os países asiáticos. E, ironicamente, também foram os primeiros afetados pelo vírus chinês.

    Mas países ocidentais preferiram ouvir uma organização corrupta, irresponsável, que ocultou a seriedade do problema e que ainda escondeu a potencialidade do tratamento pela Cloroquina.

    Mas a benção disso tudo será a Internet, as comparações serão inevitáveis. Por isso o desespero dos dotôres especialistas na falácia ad populum.
  • Fiúza  08/04/2020 23:08
    "sigo no aguardo de um paper acadêmico, revisado por pares, com RCT, demonstrando irrefutavelmente que o lockdown total é a maneira mais garantida de se combater uma epidemia, inclusive mostrando que tal prática garante imunidade para a população no eventual retorno da epidemia no inverno. Desde que fiz esse pedido, apenas uma coitada se dispôs a trazer aquele paper do Ferguson, Imperial College, que a própria imprensa britânica ridicularizou (e que não faz RCT e que nem era revisado por pares)"

    Esquece. Não existe nenhum modelo científico estabelecendo a correlação exata entre níveis de confinamento e de evolução da epidemia - e a própria OMS, a grande responsável pela tragédia, já voltou atrás e alertou que o contágio está se dando em casa. O lockdown total é uma aventura mística.
  • Usando o Bom Senso  09/04/2020 10:49
    Meu caro, não entendi o porquê de um posicionamento tão áspero. Se ao menos tivesse respondido, mas você apenas rosnou e nada mais. Li a notícia e pedi uma opinião do Instituto a respeito. Você responde por ele? No mais:
    é irrelevante se a quarentena é forçada ou não. Se houve, houve efeitos econômicos. Fim;

    Releia --e principalmente entenda -- Em nenhum momento mostrei que quarenta horizontal é vertical são sinônimas;

    Exigir um "paper acadêmico" porque expus uma simples dúvida?! Ninguém aqui está te afrontando ou te convidando para um debate. Isso sim é um desespero palpável...

  • Marcos  09/04/2020 14:23
    Ele respondeu exatamente o que você perguntou, inclusive postando documentos históricos. Se você não gostou da resposta, aí não é problema dele. Pare com essa afetação de vitimismo.
  • Débora  09/04/2020 18:41
    É fácil responder a isso.
    Peça um paper academico, revisado pelos pares etc etc etc mostrando irrefutavelmente de que é seguro manter o curso normal de circulação das pessoas sem que não provoque um cenário de destruição avassaladora no sistema de saúde e explosão de mortes.
    Também não terá.

    Eu era uma que acreditava que a covid matava na média menos que outras gripes, dengue etc. Obviamente não tenho vergonha alguma de mostrar que estava errada.

    De cada 5 casos com desfecho, vc tem 1 morte

    www.worldometers.info/coronavirus/?utm_campaign=homeAdvegas1?/embed/fd0k_hbXWcQ
  • Fabrício  09/04/2020 19:01
    Não sei o que você chama de "manter o curso normal de circulação das pessoas". Eu mesmo defendo distanciamento social, ou seja, as pessoas saem de casa normalmente para trabalhar, mas utilizam máscaras, luvas, calça comprida e manga comprida. Mantêm distância uma das outras sempre que possível. Nada de saírem se beijando e se abraçando.

    Todos os países da Ásia fizerem isso e todos têm taxas de contágio e de mortalidade muito menores que as de todos os países ocidentais que se trancaram em casa em completo isolamento horizontal.

    Questão de fatos. Se eles incomodam e não se encaixam na sua narrativa, nada posso fazer.
  • anônimo  15/04/2020 13:09
    EXCELENTE. Que classe!!
  • Lusca  09/04/2020 15:38
    Bom, ainda não ví nenhum estudo que mostre esses dados em 1918, se existir algum por gentileza compartilhe conosco. Vi porém, estudos mostrando que cidades que implementaram essa medida de quarentena horizontal tiveram no decorrer da doença até 3 picos de casos, e a cada um deles foram se recolocando em isolamento, ao contrário de cidades que mantiveram uma abordagem mais branda, seguindo as medidas de distanciamento social e higiene, onde a curva se achatou de verdade.
  • Fabrício  09/04/2020 17:24
    Mas isso é o lógico. Quem fica em quarentena horizontal não adquire nem imunidade, nem anticorpos e nem vitamina D. Tão logo a pessoa sai do confinamento, queda enferma.

    Essa política de confinamento total (isolamento horizontal) pode até parecer boa no início (embora nem sequer acelera o achatamento da curva), mas é suicida no longo prazo.
  • Usando o Bom Senso  10/04/2020 14:31
    Aqui está a notícia a qual me referi para análise
    de quem possa interessar: g1.globo.com/mundo/noticia/2020/03/28/cidades-dos-eua-que-usaram-isolamento-social-contra-gripe-espanhola-tiveram-recuperacao-economica-mais-rapida-diz-estudo.ghtml
  • Rafael  10/04/2020 22:58
    Certo. Então, a Itália terá crescimento maior que o resto do mundo. Que tal um pouco de skin in the game? Quanto você aposta nisso?
  • Jairdeladomelhorqp/tras  08/04/2020 22:16
    Pessoa
    Estava esperando um artigo do Leandro. Congratulações!
    Como sempre, análise correta e intrutiva.
    Apesar do Brasil ser um país dos mais fechados, sem dúvida, a recessão auto imposta no mundo refletirá pesadamente aqui.
    Sei que é pedir demais para uma pessoa que trabalha com dados e fatos e renuncia aos "achismos". Mas seria interessante ( e necessário )receber do Leandro uma análise econômica global.
    Um grande abraço
  • Atento  08/04/2020 22:42
    Você tá ligado que esse Leandro é o Ávila, certo? Do Clube dos Poupadores.
  • Felipe L.  08/04/2020 22:55
    Com certeza se fosse o Roque, acho que seria algo bem mais aprofundado, esse artigo tem uma outra abordagem, mas sem desmerecer, obviamente.

  • Jairdeladomelhorqp/tras  09/04/2020 16:16
    Caro Atento,
    Deve ser Alzheimer. Mudarei meu nick para "desatento". Agradeço a advertência. Invejo a tua percepção. Realmente troquei os Leandros.
    Grande abraço
  • Sandro Lima  14/04/2020 22:24
    Ou seja, rasgou seda pra pessoa errada! rsrsrs
  • Anti-BC  08/04/2020 22:48
    O artigo NÃO é de LEANDRO AUGUSTO GOMES ROQUE.

    LEANDRO ÁVILA é o autor.
  • anônimo  08/04/2020 22:19
    A parte ruim sobre toda essa mentirada, e que se no futuro realmente aparecer uma doenca e gerar de verdade uma pandemisla, ae sim as pessoas nao vao se cuidar.
    Quem é enganado uma vez , nao confia no mentiroso. Nem quando estiver falando a verdade.
    Outra coisa que vai acontecer na retomada da produção. Vao usar robos, automatizar mais ainda. Pra nao parar a producao. Mas ninguem garante que todos os empregos vao ae adaptar a isso. Robo nao fica doente
  • Sandro Lima  16/04/2020 15:43
    Concordo com você, mesma lógica do "afogamento"; nunca entre na água e brinque que está se afogando....
  • Entusiasta Cr%C3%83%C2%ADtico  08/04/2020 22:26
    E se um político desenvolvimentista tivesse construído uma indústria estatal de máscaras e equipamentos médicos? Não precisaríamos pastar para tentar importar da China. Essa dependência do comércio externo pode ser perigosa em países populosos como o e pobres como o Brasil (até a Alemanha estátá pastando)
    Imagino que o governo aprendeu a lição e vai desenvolver a nossa indústria nacional
  • Kim Maduro de Castro   08/04/2020 22:52
    Mas por que parar nas máscaras? Por que não fazer uma estatal para cada produto imaginável? Não tem como dar errado. Não há escassez de recursos. Não há escassez de insumos. Não tem nada que impeça.

    E é indiscutível que uma economia centralmente planejada, com meia dúzia de burocratas decidindo o que o deve ser produzido, onde e por quem, funciona muito melhor que o livre comércio global. Não só a Coreia do Norte está muito melhor do que a Suíça, como também o Brasil de agora, com a economia sob o total controle de governadores e prefeitos, já está muito melhor que o Brasil do ano passado. Vamos chegar lá!
  • Estado o Defensor do Povo  08/04/2020 23:35
    *SARCASMO* no comentário acima, para caso alguém novo no site não tenha percebido.
  • Raikkonen  09/04/2020 03:53
    Ué, por que não simplesmente comprar e estocar durante os tempos normais?

    A Finlândia fez exatamente isso.

    A Finlândia tinha o seu próprio estoque de material médico para emergências.

    Atualmente, não está esquentando a cabeça com nada.

    Muito mais inteligente, prático e barato.

    www.nytimes.com/2020/04/05/world/europe/coronavirus-finland-masks.html
  • Ciro Meirelles  08/04/2020 22:45
    Vai morrer mais gente pela futura crise:

    www.telegraph.co.uk/global-health/science-and-disease/economic-shutdown-could-kill-coronavirus-experts-warn/
  • Silvio  08/04/2020 23:04
    Hoje a Guarda Municipal do tiranete de Maringá, o prefeito Ulisses Maia, prendeu, asfixiou e desmaiou um perigoso trabalhador que lava um carro durante o Estado de Sítio que a cidade vive. 8 guardas para prender um homem obeso, desarmado e que não ofereceu resistência.

    twitter.com/silviogrimaldo/status/1247698460918403074

    E o que tem de vagabundo na mídia que apóia isso...
  • Felipe L.  08/04/2020 23:12
    Pessoas, dias atrás eu calculei o "valor correto" do câmbio. Me baseei neste artigo.

    Ficou assim os resultados (usei o site do Banco Central para fazer a inflação de preços acumulada):

    - A inflação de preços acumulada entre julho de 1994 e fevereiro de 2020 (dia primeiro de cada mês), no Brasil, foi de 523,459760%, mas irei arredondar para 523,46%. Ou seja, R$ 1 hoje corrigido pela inflação seria R$ 6,23. Ou R$ 100 passariam a R$ 623,46.

    - Enquanto isso, a inflação acumulada nos Estados Unidos, no mesmo período, foi de 74,31%. Ou seja, US$ 1 hoje corrigido seria US$ 1,74. Ou US$ 100 passariam a US$ 174,31.

    - Se usado o índice IGP-M, da FGV, essa inflação acumulada seria de 726,803370%, ou arredondada para 726,80%. R$ 1 se tornaria R$ 8,27. Ou R$ 100 se tornaria R$ 826,80.

    O câmbio encerrou fevereiro em R$ 4,47. Só que, se dividíssemos os R$ 6,23 pelo US$ 1,74, obteríamos uma taxa de R$ 3,58. Ou seja, o câmbio até fim de fevereiro ficou subvalorizado. Se usado o índice IGP-M, o câmbio teria ficado em R$ 4,75. Assim sendo, o câmbio até fim de fevereiro ficou sobrevalorizado.

    O que acharam dos resultados? Faz sentido? Vale lembrar que o IGP-M sofre mais influência do dólar americano. Qual desses indicadores é melhor?

    Falando dessa pandemia, é realmente lamentável ver o que os governos estaduais e prefeituras estão fazendo Brasil afora. Se eu já sentia desprezo pelo João Dória, agora sinto ainda mais (Bruno Covas nem se fala, já o considero pior que Haddad). Aqui em Mococa, cidade que já não estava indo tão bem em questão de empregos e sucesso de empresas há alguns anos (muito comum a pessoa se mudar para outras cidades, depois de uma certa idade), vai piorar ainda mais nesse quesito. É bom que pelo menos em outras cidades (aqui nem tem isso) há ainda um jeito emergencial de trabalhar, que é por aplicativos.

    Depois é capaz de vários governadores que fecharam indústrias e comércios, pedirem ajuda do governo federal. E aí? Vai cair a "arrecadação", como vão pagar os seus burocratas e funcionários, inclusive os que estão fiscalizando? Sorte do dia: os governos estaduais não podem mais emitir dívida. Imagine só, se hoje aparecesse o Wilson Witzel mandando o Banerj hiperinflacionar a moeda... Bolsonaro está mostrando lucidez econômica, mesmo ele não sabendo Economia (eu duvido que ele tenha lido o "As seis lições"). Se ele tiver que emitir um decreto para acabar com essas restrições despóticas, é claro que ele pode ser impedido pelo STF e pelo Legislativo, apesar de o governo federal ter bastante poder. Certamente seria extremamente impopular essas reversões do STF e do Legislativo, porque o Bolsonaro ainda está, pelo menos na minha opinião, com alta popularidade. Lembro de quando o Temer aumentou as alíquotas sobre os combustíveis. Um juiz havia tentado barrar isso, mas não conseguiu. Será que hoje aconteceria a mesma coisa? Não foi o que vi com o DPVAT, por exemplo. Recentemente, o STF fez essa decisão maravilhosa (e patrocinada por aquele maravilhoso partido, a Rede).

    Economias relativamente livres como Cingapura, Hong Kong, Taiwan e Suécia irão se recuperar da pandemia. Isso não é um grande problema para eles. Taiwan é inédito pois lá praticamente não está existindo essas restrições que contaminaram todo o mundo, e sem uma explosão de casos do vírus. Imagina só, Cingapura com uma taxa de poupança altíssima (mais de 50% do PIB, enquanto o Brasil fica abaixo de 20%), eles vão passar por isso com bem menos dor do que em outras partes do mundo.

    Pode ser mais difícil para países como os EUA, pois esses "estímulos fiscais" sempre prolongam recessões. Isso já foi feito lá por volta de 2008. Acho pouco provável a "japanização" da economia americana, como já vi em alguns locais. É um contexto muito diferente do Japão. Todos os anos, brota mão de obra desesperada para trabalhar como assalariado ou para abrir um negócio. Como é que vai mudar isso? Você tem um visto de residência e pode explorar várias federações com legislações diferentes, dentro do mesmo país. Isso é custo também.

    Problema é em países como o Brasil, onde o mercado de trabalho é tão regulado que os empregadores parecem que são obrigados a te contratar (chamar esse programa Verde e Amarelo de reforma é uma ofensa, é muito mixuruca e ainda é temporário, além de pegar somente uma faixa etária), a economia agoniza desde meados de 2015 com uma recuperação medíocre, a moeda é uma porcaria (e ainda com ajuda do Ciro Guedes), sem segurança jurídica e patrimonial, instabilidade política e um monte de coitado que agora está tendo que demitir, provavelmente muitos deles abriram o seu negócio se endividando anos atrás.

    O maldito "deep state" que só atrapalha o desenvolvimento, com parasitismo, corporativismo e autoritarismo. O que fazer com isso? Fazer uma nova Constituinte ou cada federação se separar?

    Paulo Guedes até falou de ir atrás de reformas depois da pandemia. Quero só ver se vai mesmo, porque tiveram o ano passado inteiro para fazer algo melhor e fizeram pouca coisa. Acho que quem fez mais ali foi o Tarcísio Gomes de Freitas, que falou pouco, mas fez muito. Esse não vejo a mínima possibilidade de ser tirado do governo, só se ele quisesse por conta própria. Se o Mandetta sair, poderiam aproveitar e trocar o Paulo Guedes por alguém que pelo menos não ficasse defendendo impostos e moeda fraca.
  • anônimo  08/04/2020 23:53
    e pra quem é estudante? o que fazer nessa situação?
  • Realista  09/04/2020 00:47
  • anônimo  09/04/2020 16:10
    Acordar pra realidade. Nao vire um empregado de alguem, vire empresário. Vc vai ver como o mundo funciona de verdade.
    So vire empregado caso vc ja saiba o que quer fazer. Mas a situação economica do brasil não e a da que gera emprego farto, entao os salarios caem pelo excesso de gente.
    Abra um mei e trabalhe por conta propria. É o jeito mais facil atualmente de se ocupar. A desvantagem é que ainda é um mercado restrito. Se vc nao estiver nas categorias Mei, nao pode ser mei.
  • Dirce  09/04/2020 14:10
    Leandro Ávila no mises? Coisa boa. Os artigos/livros dele me abriram o olho para o "pensamento mágico" que eu tinha desde adolescente (vergonha).

    Leandro Roque tem livros aqui no Mises disponíveis?

    Podia ter um FAQ do Roque aqui no site. Eu ajudaria a fazer voluntariamente (o conhecimento adquirido seria maior do que qualquer pagamento) e acho que outros visitantes/membros também.
  • Sadib  09/04/2020 14:59
    Pessoal, para aqueles que se interessam em discutir sobre investimentos, pensei em criar um canal aberto no Telegram pra discutirmos sobre o tema.

    Não sei se o pessoal anima, mas pra quem se interessar segue o link:

    t.me/misesinvest

    Ou busque no Telegram: Mises Invest
  • Felipe L.  09/04/2020 15:19
    A medida provisória Nº 905, conhecida como Carteira Verde e Amarela, se não for votada até dia 20 deste mês, simplesmente vai caducar, ou seja, evaporar.

    Com a votação, seria uma ótima oportunidade para eles melhorarem a lei, que está frouxa pelos principais motivos:

    - Só pega uma faixa etária: 18 a 29 anos. Idosos também são atingidos pela legislação trabalhista. Pense naquele idoso que ganha uma mixaria de aposentadoria, está sozinho (viúvo), tem depressão, não tem muita coisa para fazer na vida a não ser assistir Faustão aos domingos e quer arrumar alguma ocupação, para ajudar a custear o seu tratamento mesmo que isso consuma apenas 5 horas de sua semana (essa foi a jornada média de idosos nos EUA em 2005, assim como para adolescentes de 14 a 17 anos).

    - Por que 18 anos? Não pode ser 17 anos e 11 meses? 16 anos? 15 anos? 14 anos? Não se trata de obrigar a trabalhar nessa faixa de idade, e sim de dar a liberdade para quem quiser. Pense numa família pobre, bem pobre, coisa que ainda tem no Brasil aos montes. E se o adolescente for filho de pais abusivos, violentos? É uma possível janela para ele cair fora de uma família assim. Se a pessoa pode votar com 16 anos, por que não pode trabalhar?

    - Temporário: depois de votada, dura 5 anos. Aí entra algum outro trouxa na Presidência (ou não), pega o país com a velheira trabalhista de antes.

    Há vários outros motivos para ela ser frouxa, mas aí a postagem ficaria ainda mais extensa. Será que os "nossos" deputados e senadores estarão preocupados com isso?
  • Orwell  09/04/2020 17:17
    O Big Brother se intensifica. Em SP, o Jinping Doria está monitorando as pessoas pelo celular. Quem sair de casa, é cana.

    oglobo.globo.com/sociedade/sp-registra-menor-taxa-de-isolamento-social-governo-comeca-monitorar-celulares-para-conter-aglomeracao-24361530
  • Adriano  09/04/2020 17:38
    Na Lombardia proibiram de desligar. E de sair sem. Eles reportam nos jornais "hoje só x% da população saiu de casa, estamos melhorando".
  • Jordan  09/04/2020 17:41
    É questão de tempo os governos começarem a chipar as pessoas. E toda a mídia progressista vai bater palmas, dizendo que isso mostra a "seriedade e a competência" do governante.
  • Sandro Lima  16/04/2020 15:55
    Isso que preocupa.... a própria população suplicando por coleira...
  • Mario F.  10/04/2020 03:09
    Estão gostando do comunismo?

    Governantes mandando você fechar.
    Toque de recolher.
    Proibido ir a certos lugares.
    Liberdade limitada.
    Comida limitada.
    Medo provocado pela mídia.
    Sua empresa não é exatamente sua abre e fecha quando políticos querem.
    Não pode visitar familiares.
    Se tem opinião contrária pode ser preso.
    Se for ao mar vai ser preso.
    Soltam criminosos e prendem inocentes.
    Sua localização é a todo momento monitorada pelo estado.

    Aproveitem a amostra grátis do comunismo e lutem para que não se torne permanente.
  • 5 minutos de IRA!!!  09/04/2020 18:25
    Não há como negar que os epidemiologistas, virólogos e especialistas estão fazendo grande trabalho de previsão de numero de casos e mortes. Andei acompanhando o trabalho de alguns e estão acertando em cheio. De fato, até agosto, o Brasil pode poupar quase um milhão de vidas se ficar em quarentena horizontal ao invés da vertical.

    No entanto, sendo epidemiologistas, virólogos e especialistas, eles não podem prever os efeitos econômicos dessa conduta. Sendo assim, ignoram totalmente essa variável, quando não tentam minimizar sua importância. Ai, entram na empiria e todo o seu escopo de conhecimento se invalida.

    Urge que os Economistas, Contabilistas e especialistas façam suas contas e, mais que medir a degradação econômica, possam, multidisciplinarmente, contabilizar o número de mortes que virão no decorrer da próxima década, que seja, para se poder comparar e justificar a parada na quarentena.

    Infelizmente, parece que esse campo não está tão desenvolvido ou é cedo demais, tratando-se de uma análise mais complexa, para se dar o número.

    Suplico a este instituto e a seus especialistas, que tanto entende de economia, para darem a nós a base para sustentar o contraponto aos que ignoram ou aos que minimizam a quebra da economia.

    Quantos deixarão de ser salvos pela falta de investimento em saneamento básico, quantos morrerão pela falta de segurança alimentar, pela falta de contratação de profissionais de saúde, pela escalada da violência?

    Para quanto subirá a mortalidade materno-infantil? Quantos ficarão sem remédios pela falta de verbas para comprá-los?

    Esses dados valem ouro!!!!!!!!! Quem é o especialista que pode calculá-los??!! Precisamos dele urgentemente!!! Ele está aqui!? Leandro!? Caso esteja por aqui, apresente-se, pelamor de Deus!!!!
  • Vamos em frente  10/04/2020 02:17
    Esse instituto já podia ter se posicionado há muito tempo mas não o faz
    O instituto millenium tb caiu na conversinha dos epidemiologistas globais terrorista.
    O presidente daqui podia defender mais a causa de todos os empresários e autônomos verdadeiros capitalistas que ajudam esse site, mas ele não se posiciona de maneira firme
  • Carlos83  11/04/2020 13:52
    infelizmente é crime se posicionar contra. Depois vem o oficial de justiça entregar intimação.
  • Jairdeladomelhorqptras  10/04/2020 17:45
    Caro 5 minutos de IRA,
    Vc pede p/ os ecomomista do Mises, (ou relacionados) calcular o impacto em mortes, fome, etc, decorrentes da paralização econômica da quarentena. Vc explicou muito bem as suas razões: quer possuir dados para combater os defensores da quarentena. Louvável sua atitude.
    Tendo eu trabalhado mais na área da microbiologia que da economia, portanto, não qualificado para defender os economistas deixo aqui minha precária opinião: me parece que o teu pedido é impossível para um economista serio.
    Os "alguns"microbiologistas que acertaram a previsão que vc afirma que encontrou, mais me parecem a história do relógio parado que acerta a hora duas vezes por dia. Foi "chute". É praticamente impossível prever o desenvolvimento de uma epidemia (com alto grau de certeza) com um vírus novo. Depois de mapearmos um histórico do vírus... aí sim.
    Creio que nenhum economista sério, sem conhecer o desenrolar da epidemia pode calcular o q vc pediu. Posso estar errado, ou certo. Igual ao relógio quebrado.
    Abraços
  • Carlos83  09/04/2020 18:27
    Perguntas de um figurão por aí que se julga não afetado por crenças e pseudociência. Ele se considera liberal, mas não gosta de libertários. Nessa crise, está do lado alarmista. Para ele, Quem discorda da gravidade da pandemia é negacionista.

    1) Por que tanta ênfase na Cloroquina? Mais de 140 substancias estão sendo testadas. Ademais, Trump é acionista da Sanofi, uma das fabricantes da substância.

    2) CDC já sabia da existência de Coronovirus há anos. Por que demorou para tomar atitude? Aliás, líderes mundiais, especialmente os conservadores religiosos, demoraram para tomar atitudes. Como iremos puní-los e prendê-los? Ademais, chamar Tedros de marxista não tem sentido algum. Não prova nada e não depõe em nada contra ele. E não sou marxista.

    3) Estou do lado da ciência. Negacionistas não. Um estudo apontou que a origem do virus é através de seleção natural, impossivel ter sido "fabricado".

    4) Libertários me respondam: se vocês são contra a propriedade intelectual, posso criar um site igual ao de vocês e usar o mesmo nome e proposta? Se vocês fundarem um partido libertário, posso me apropriar da logomarca de vocês e usar na campanha do meu partido?

    5) O direito do individuo à secessão deve ser respeitado. E o oposto? O direito de uma coletividade a não querer se secessionar de uma parte que historicamente, por apropriação original, lhe faz parte, não pode ser defendido?

    Obs: sou ateu, para mim evolução é fato, não teoria, nem hipótese.
  • Humberto  09/04/2020 18:46
    1) Não é cloroquina, é hidroxicloroquina (HCQ). Há diferenças. Por que a ênfase? Porque trata-se de um remédio que já existe há mais de 70 anos, sempre teve sua venda liberada nas farmácias (até que o Manetta mandou recolher tudo há três semanas; tem de ser demitido com urgência) e é praticamente inócuo. Várias pessoas tomam a HCQ preventivamente antes de viajarem para locais com alta incidência de malária, por exemplo. (De resto, até aspirina tem contra-indicações).

    Ou seja, não se trata de um remédio novo, que ainda depende de testes. Trata-se de algo totalmente já conhecido.

    Quanto ao Trump ser acionistas da Sanofi, isso não é problema meu. Mas sei que a Sanofi passou a distribuir o remédio de graça (nada bom para os lucros e muito menos para os acionistas), a quantidade de ações do Trump na empresa é ínfima (a própria imprensa teve de reconhecer isso), e se tudo der em nada, quem mais perde é a empresa e o próprio Trump. Skin in the game.

    2) Misturou tanta coisa que nem sei o que responder.

    3) Ok.

    4) Sim para a primeira pergunta. Basta o site original apontar o falsário, e tudo acaba. Aliás, isso que você falou já corre solto nas redes sociais. Tá cheio de perfis falsos de personalidades famosas. Ninguém cai.

    Já a segunda pergunta está totalmente fora do nosso alcance. Você terá de ver com a Justiça Eleitoral.

    5) Claro que sim. E é exatamente por isso que apenas a secessão individual é irrefutável e inatacável. O problema dos coletivistas é exatamente que eles proíbem a secessão individual. Um indivíduo que mora no estado de São Paulo, por exemplo, e que queira se separar de Brasília e de São Paulo capital, está proibido. Os coletivistas não deixam que ele fique sem pagar impostos federais, estaduais e municipais, morando isolado num pedaço de terra só dele. Isso é "contra a lei". Quem realmente são os autoritários?
  • Carlos83  10/04/2020 21:18
    Obrigado. Tb acho que ele está equivocado.
  • LSB  09/04/2020 19:19
    Prezado Carlos,

    Você diz: "Estou do lado da ciência."
    Todavia, o que mais vejo são pessoas defendendo a "ciência" ou dizendo estar ao "lado da ciência" ou, ainda, "eu me pauto/sigo a ciência" e, no entanto, mostram totalmente ignorantes acerca da ciência.
    Não à toa que a maioria dos que dizem defender a "ciência" (e o faz de forma fundamentalista) é praticamente toda oriunda da área de humanas!!!
    Quem tem formação científica, via de regra possuem melhor compreensão do que seja "ciência".
    Digo isso porque você se diz "ateu" (nada contra) e dá a impressão que a teoria evolutiva de Darwin justificaria tal posição.

    Gostaria então de falar um pouco de ciência com você:

    "para mim evolução é fato, não teoria, nem hipótese."

    Você aqui comete pelo menos dois erros científicos:

    1 - Evolução é fato provado sim, MAS só há provas (provas de verdade, científicas no mais rigoroso sentido do termo) de que a evolução ocorre de forma localizada (por exemplo, a evolução de um vírus e de uma espécie).
    Já quanto a evolução da vida como um todo (dos aminoácidos ao ser humano), NÃO HÁ PROVAS CIENTÍFICAS (no rigoroso sentido do termo). Há, sim, muitos indícios de que seja verdadeira. Há indícios o suficiente para se acreditar na Evolução Darwiniana (eu acredito, por exemplo), MAS são indícios... provas CIENTÍFICAS IRREFUTÁVEIS não temos... (e reconhecer isso é honestidade intelectual - eu mesmo, como disse, acredito na evolução darwiniana, porém sei/admito que não tenho provas irrefutáveis exceto dentro da mesma espécie/linhagem)...


    2 - Ainda que a Evolução Darwiniana seja a maior verdade do universo, isso não prova que Deus não existe. De novo, ciência, lógica e provas científicas!
    De modo algum, a teoria Darwiniana nega ou "inviabiliza" a existência de Deus.
    Alguns argumentam que, sendo aleatória, a evolução darwiniana provaria que não há propósito ou Deus no "comando". Todavia, esse argumento é grotesco.... Primeiro porque não entendemos de forma alguma o que seja "aleatório" e o que fundamentaria algo ser "aleatório". Segundo porque a aleatoriedade não implica de forma alguma a inexistência de algum tipo de ordem superior (que poderia ser não compreensível, por exemplo).
    Em suma, aleatoriedade nenhuma no universo (incluindo aquela presente evolução) PROVA que Deus não existe...

    abs













  • Carlos83  10/04/2020 21:23
    Obrigado pelos primorosos esclarecimentos. Na verdade, eu estava expondo o que um figurao da direita "bleeding heart" pensa a respeito de tudo isso. Infelizmente, ele acha que a OMS está balizada na ciência. Ele odeia Bolsonaro, Libertários e conservadores religiosos.
  • Carlos83  10/04/2020 21:43
    Tá aí o "consenso" científico que só existe na mente dos alarmistas:


    Professor Knut Wittkowski, for twenty years head of The Rockefeller University's Department of Biostatistics, Epidemiology, and Research Design, says that social distancing and lockdown is the absolutely worst way to deal with an airborne respiratory virus.

    youtu.be/lGC5sGdz4kg

    ***

    Coronavirus, a fiasco in the making? As the coronavirus pandemic takes hold, we are making decisions without reliable data.

    Dr John P.A. Ioannidis is a professor of medicine and professor of epidemiology and population health, as well as professor by courtesy of biomedical data science at Stanford University School of Medicine, professor by courtesy of statistics at Stanford University School of Humanities and Sciences, and co-director of the Meta-Research Innovation Center at Stanford (METRICS) at Stanford University

    youtu.be/d6MZy-2fcBw

    ***

    Wolfgang Wodarg e sua opinião sobre a crise do Covid19. Ele foi um dos responsáveis pela investigação sobre os motivos de a OMS ter declarado a gripe H1N1 como uma Pandemia, o que, na sia opinião, foi um dos maiores escândalos da medicina.

    youtu.be/p_AyuhbnPOI

    ***

    Logo os alarmistas irão dizer que eles foram comprados pelas grandes corporações a fim de distorcer os fatos e produzir narrativas para confundir a população leiga e manipulável.
  • Rafael  10/04/2020 03:13
    Cuidar da sua família seguindo apenas recomendações da OMS é tão responsável quanto ir ao supermercado e pedir para um adolescente viciado em Counter Strike tomar conta do seu recém nascido.
  • Chat Noir  09/04/2020 19:25

    Confira essa história: Saiba como Taiwan conseguiu parar o coronavírus usando a tecnologia flip.it/FJ_xmm
    De Edição do Dia, uma revista Flipboard: flip.it/gIU3G


    "Através de medidas pré-estabelecidas pelo governo, e com a liderança do mesmo. Taiwan conseguiu se prevenir do Corona Vírus."

    Essa frase me foi enviado, devido a um pequeno debate que fiz com um amigo, no qual ele disse que o governo poderia se utilizar de políticas públicas para prevenção do corona vírus, em queria achar uma maneira que não utilizasse o aparato estatal para resolução do problema.

    Acontece que assim como suécia e coreia do sul, Taiwan - se não me engano - já foi também alvo de criticas positivas quanto ao seu comportamento mediante a pandemia atual.

    E isso me deixou confuso, já que na noticia acima revela que o governo reagiu para solucionar o problema.

    Eu estou muito confuso e gostaria que vocês me dessem a luz em relação a isso, porque nesse caso, se é que realmente foi o que aconteceu, as politicas do governo de Taiwan foram benéficas?
  • Gomes  09/04/2020 22:07
    Todos os países do mundo têm governo. Como é que você quer uma pandemia mundial não sofra o envolvimento de nenhum governo?

    Políticos sempre são cobrados para "estarem fazendo alguma coisa". Mesmo que tal coisa seja errada. Um político pode estar completamente correto em sua inação; porém, o simples fato de ele ser visto como "alguém que não está fazendo nada" já pode ser fatal para sua imagem.

    A mentalidade das pessoas ao redor do mundo é intervencionista. Sempre querem que políticos estejam "fazendo alguma coisa", ainda que esse alguma coisa ferra a vida de todos.

    Veja, por exemplo, aqui no Brasil. Quando tem um deputado que nunca apresentou nenhum projeto de lei na Câmara (ou seja, um deputado que nunca atuou para reduzir minhas liberdades), ele é imediatamente trucidado pela mídia como alguém que não faz nada. Ora, esse é exatamente o tipo de deputados de que precisamos. Alguém que não esteja querendo regular minha vida, a economia, e nem salvar o mundo. Mas, para a mídia, esse é o tipo de deputado que não presta. E o povo vai atrás. Aí o deputado, pra mostrar que "é do bem", começa a criar um monte de projeto de lei insano. E aí tudo vai pro saco.

    Quanto a Taiwan, não houve confinamento, não houve isolamento horizontal, não houve lockdown, não houve destruição econômica imposta pelo estado. Em um mundo fanatizado pelo ativismo estatal, tal posição é digna de méritos.

    Se quiser ler detalhes:

    mises.org/wire/why-taiwan-hasnt-shut-down-its-economy
  • Chat Noir  10/04/2020 00:51

    Eu vou dar uma olhada no link que você mandou, a minha duvida era em relação as políticas adotadas por ele, mas você conseguiu me responder bem!

    Mto obrigado
  • Felipe L.  10/04/2020 21:20
    Chat, você pode ler esse artigo de Taiwan que eu traduzi, no meu blog. Está aqui.
  • Rodrigo  11/04/2020 16:43
    Chat noir,
    O David colocou um link aí interessante sobre Taiwan. Vale a pena dar uma olhada, Taiwan deu uma endurecida na quarentena la
  • Daniel  12/04/2020 19:42
    Não houve nenhum lockdown em Taiwan. Nem quarentena. Pare de ficar falando groselha.

    www.japantimes.co.jp/news/2020/04/08/asia-pacific/hong-kong-taiwan-south-korea-buck-global-lockdown-trend#.XpNuuFNKhQI
  • anônimo  13/04/2020 03:16
    Taí um bom artigo que o Mises Brasil poderia trazer.
  • David  10/04/2020 12:56
    Muito bom o artigo mandado pelo Gomes. Podiam traduzir pra cá pra dar mais acesso aos brasileiros.
    O governo deve apenas dar transparência, informar as pessoas ou até mesmo sugerir ações mas deixá-las que tomem as melhores providências por si mesmas.
    As lições de Taiwan são excelentes
    portuguese.xinhuanet.com/2020-04/02/c_138940416.htm
  • Jairdeladomelhorqp/tras  10/04/2020 21:05
    Caro Chat noir,
    Quando o governo de um Estado toma alguma medida, quase sempre é benéfica. O estado não é uma casacavel que quando dá um bote é para injetar veneno.
    Mas a ação do estado SEMPRE beneficia alguém ou um grupo. Caso contrário os agentes do estado não se sustentariam.
    O discutido entre o pessoal to Mises ou entre os libertários é quanto a ação dos Estado é deletéria para a sociedade como um todo. E quais os possíveis benefícios de uma sociedade sem Estado ou Estado mínimo.
    Empiricamente já está provado (várias vezes demonstrado aqui) que o Estado é um predador de recursos escassos. Tire suas conclusões.
    Grande abraço
  • adriano da silva souza  09/04/2020 22:42
    e o plano mansueto bom ou ruim?
  • Fernando  09/04/2020 23:42
    Vai se sair menos pior as nações que primeiro entregar a iniciativa privada a regulação do mercado. Aqueles que acabarem com cartórios, exigencias, alvarás, registro de produtos enfim uma desregulamentação. Na área tributária simplificar a arrecadação dos impostos, dando prazo para as empresas recuperarem o capital de giro. Fazer o simples ser simples com uma única alíquotas. Acabar com a ST paga previamente(hoje ele deve ser paga no ato de emissão da nota, isto é, a empresa nem recebeu a mercadoria e tem que pagar imposto). Em relação aos empregos criar uma moratória dos encargos (FGTS, INSS, férias, 13 etc). Seria agregado um percentual de 50% no salário. Quem ganha 1000 passaria a recebe 1500. E acabariam os encargos, por digamos 3 ou 5 anos. Simplificaria o trabalho das empresas e colocaria mais dinheiro em circulação. Esse período não contaria para efeitos de aposentadoria. Uma moratória. Do lado do serviço público uma redução de 50% dos cargos gratificados, 70% das verbas do congresso de gabinetes e uma redução de 10 dos salários de quem ganha acima de 10 mil.
  • Hades  10/04/2020 14:12
    Acabou!
    Estamos indo na direção contrária de tudo que acreditamos. Já estao nosempurrando goela abaixo um renda básica universal. Sindicatos estão voltando a tona.
    Em maior ou menor grau todos países estão com um órgão central coordenando as ações contra o coronavírus. Seja incorrendo em déficit pra buscar uma vacina, testar em massa a população, seja obrigando e distribuindo máscaras e isolamento forçado seja horizontal vertical ou diagonal.
    Seja gastando com mais investimentos em saúde e maior auxílio público aos necessitados.

    Ou a gente reage agora ou estamos acabados enquanto pensadores libertários.
    Precisamos de posicionamento mais firme de todos nas suas redes. E não é só defender a cloroquina, é rejeitar tudo que vai no sentido de um estado maior.
    Abraço a escola austríaca desde que conheci na crise de 2008 e suas convicções firmes me ajudaram a conhecer mais a fundo e difundir suas ideias
    Temos que usar essa crise pra ganharmos protagonismo de vez e mostrarmos que estamos do lado certo tanto moral quanto intelectual e gritarmos - não precisamos de estado! Não precisamos que ninguém nos obrigue a nada! Cada um é dono do seu nariz e sabe se defender melhor! Deixe o povo trabalhar e ser feliz cada um à sua maneira!

    Desabafo de um autônomo desesperado

  • Cesar  10/04/2020 23:54
    Já canto essa pedra tem alguns dias
    Essa pandemia eh a pá de cal no pensamento libertário, infelizmente
    E o que me deixa mais triste eh que eu brigo com meio mundo, posto mesmo no Facebook, no Twitter em tudo. Arranjo briga com família e tudo mais e não vejo suporte de nenhum pensador ou economista ou instituto de maneira mais forte.
    Um monte de economista de linha liberal falando que tem gastar mesmo, tem que imprimir moeda etc etc e nenhum defendendo o direito de ir e vir o direito de produzir e congêneres.
    Até mesmo aqui, nenhum artigo fala de maneira mais direta, o presidente daqui só fala de cloroquina e resta pra gente nos comentários falar a verdade inconveniente. Tem que trazer esses pensamentos que são produzidos aqui e fazer um artigo em letrara garrafais. QUARENTENA EH CRIME. de resto eh só jogo de cena.
  • Cesar  13/04/2020 12:15
    Atento,
    Permita-me discordar mas eu já li esses artigos e eles nãovão direto ao ponto. No máxima fazem uma pergunta retórica e vão muito pelas beradas. Tem que ser firme, do contrario estaremos perdidos. E volto a insistir se nem o presidente do instituto compra essa briga publicamente que dirá aqui com os artigos diários.
    Pelo contrario, os artigos que vc colocou já inclusive nao se aplicam mas tanto, pois tem informações de posicionamento de paises e de infectados que não se aplicam mais, dada a veelocidade da coisa.

    Da mesma forma que martelam diariamente que a quarentena nos salvará, temos que martelar (ok, nao precisa ser diariamente, mas em algum tipo de "regular basis") que só a liberdade nos salva. E sermos firmes, não envergonhados.
    Abraços
  • Pensador  10/04/2020 15:16
    brasil.elpais.com/ideas/2020-03-22/o-coronavirus-de-hoje-e-o-mundo-de-amanha-segundo-o-filosofo-byung-chul-han.html
  • Thiago  10/04/2020 20:46
    Alguém chegou a assistir essa serie desse canal www.youtube.com/watch?v=mMS0T3aujto&t ?

    Países estão trocando reservas em dólares por ouro? Isso esta numa proporção "normal" ou tem algo acontecendo?

    Tem presidentes e ex presidentes de BC's falando que a unica solução pra essa divida impagável seria a volta do padrão ouro, e claro, decretando moratória...
  • Novato  13/04/2020 18:53
    Também assisti esse vídeo e sendo novo em economia, gostaria saber se as informações e o cenário que ele descreve são reais/fundamentados? Parece bem alinhado com o que dizem alguns economistas da escola austríaca.
  • americano  10/04/2020 21:39
    Nos EUA, os estados que começaram o distanciamento social mais cedo e mais agressivo, como a Califórnia, evitaram que seus sistemas de saúde fiquem sobrecarregados:

    www.npr.org/sections/health-shots/2020/04/07/825479416/new-yorks-coronavirus-deaths-may-level-off-soon-when-might-your-state-s-peak
  • João Paulo  10/04/2020 23:07
    Concordo com o artigo, parabéns mais uma vez.

    Tambem acho que o governo está e continuará fazendo um estrago enorme na economia. Sou contra esse intervencionismo a la comunismo.

    Mas, caso não houvesse esse lockdown imposto, como a população se protegeria se não há mascaras suficientes? Ou seria o próprio isolamento que afeta a produção das mesmas?

    E o que fazer em cidades como SP? Como se deslocar em um metrô ou ônibus entupido de gente?

    Eu ainda posso trabalhar em casa, mas e aqueles que não podem e não tem como se adaptar a isso?
  • Fabrício  10/04/2020 23:18
    Notícia fresquinha, de ontem (e da CNN, hein?): Suécia não fez lockdown, não fará e tudo indo bem - melhor que os vizinhos Noruega e Dinamarca, que fizeram lockdown e estão com mais contágios e mais mortes per capita.

    edition.cnn.com/2020/04/10/europe/sweden-lockdown-turmp-intl/index.html


    Eis o trivial que muitos se recusam a aceitar: se você tranca todo mundo em casa, os contágios continuam normalmente (os contaminados assintomáticos contaminam os outros) e, pior, as pessoas não desenvolvem imunidade. Ficar trancado em casa sem luz solar, sem ar livre, sem espaço, sem vitamina D simplesmente piora sua imunidade.

    Assim que você sair à rua, começa uma segunda onda, e você será inevitavelmente contaminado.

    Já quem está saindo à rua desde já está adquirindo imunidade.
  • Felipe L.  11/04/2020 14:35
    Fabrício, o que acha deste tuíte?

  • Régis  12/04/2020 19:41
    Conheço o cidadão. Ele está completamente vendido em bolsa. Logo, torce para o pior, e fica o dia inteiro só postando notícias ruins para estimular outros idiotas a venderem e, com isso, fazer com que ele ganhe dinheiro.

    Sobre a Suécia, notícia fresquinha (a qual você NÃO o verá postando):

    www.dailymail.co.uk/news/article-8210677/Sweden-records-17-deaths-coronavirus-lowest-daily-rise-fortnight.html
  • Joao Paulo   11/04/2020 17:09
    "Eis o trivial que muitos se recusam a aceitar: se você tranca todo mundo em casa, os contágios continuam normalmente (os contaminados assintomáticos contaminam os outros) e, pior, as pessoas não desenvolvem imunidade. Ficar trancado em casa sem luz solar, sem ar livre, sem espaço, sem vitamina D simplesmente piora sua imunidade"

    Há algum estudo científico que confirma isso?
  • Fabrício  12/04/2020 19:51
    Acho que o ônus da prova é seu. Dado que não há absolutamente nenhum estudo científico que comprove que trancar todo mundo em casa resolve tudo, por que é então que essa medida está sendo aplicada?

    Quem defende a aplicação de uma tese maluca e totalmente destruidora é que tem o ônus de comprovar sua eficácia. No entanto, nada foi provado. Ao contrário, aliás: países que entraram em quarentena total viram os números de infectados e mortos continuarem crescendo exponencialmente. E quanto mais a medida fracassava, mais os idiotas diziam que tal fracasso provava que era necessário endurecer ainda mais a quarentena.

    Estamos quebrando a economia baseando-nos puramente em misticismo. E dizendo que é ciência..
  • Juninho  12/04/2020 06:40
    www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/mundo/2020/04/04/interna_mundo,842312/suecia-faz-aposta-arriscada-e-nao-impoe-nem-quarentena-nem-isolamento.shtml

    Observe o controle de danos antecipado. Os ditadores cientificistas estão com medo de comparar os resultados de diferentes abordagens, mas será inevitável. Eles sabem que se países que fizeram políticas que contrariem a OMS funcionar, eles levam a culpa da crise mundial que virá. Por isso esse desespero em forçar a narrativa de que o mundo inteiro está fazendo a mesma coisa que eles querem.
  • Gabriel  12/04/2020 09:53
    Pera aí, Suécia com menos contaminações e mortes per capita aonde?

    Suécia:
    População - 10,2 mi
    Casos confirmados - 10,1 mil
    Mortes - 887

    Dinamarca:
    População - 5,6 mi
    Casos confirmados - 6 mil
    Mortes - 260

    Noruega:
    População - 5,3 mi
    Casos confirmados - 6400
    Mortes - 119

    A primeira afirmação até pode estar correta, mas nem isso é certeza, já que este índice depende do número de testes que cada país está fazendo, porém a segunda está flagrantemente errada. A coisa está bem feia por lá, comparada à situação dos outros dois.
  • Johansson  12/04/2020 19:31
    Sim, na Suécia não-confinada a epidemia praticamente já acabou. Torcedores do vírus e do colapso econômico terão de se apegar a outras coisas.

    www.dailymail.co.uk/news/article-8210677/Sweden-records-17-deaths-coronavirus-lowest-daily-rise-fortnight.html
  • Gabriel  12/04/2020 19:57
    Será que acabou, mesmo?

    "However, trends in the data released by the country's Public Health Authority show that confirmed deaths and cases fall over the weekend before rising again, because of what is believed to be a delay in reporting."
  • Johansson  12/04/2020 20:25
    Cruze os dedos e torça para as mortes voltarem a subir (como faz toda a imprensa). Aí você poderá voltar a ter a sua narrativa. #TeamCovid
  • Gabriel  12/04/2020 20:44
    Ah, sim. Esqueci que ser ter otimismo sem base alguma é considerado por alguns como fazer torcida pelo vírus. Mesmíssimo comportamento que os esquerdistas têm quando se propõe, por exemplo, austeridade fiscal: "quer matar pobre de fome".
  • Johansson  12/04/2020 20:54
    Uma coisa é ser otimista ou pessimista (cada um tem o direito de ser o que quiser, desde que tenha a hombridade e a honestidade intelectual de se assumir); outra coisa, bastante distinta, é negar fatos óbvios.

    Foi prometido que confinamento achataria a curva. Mas a Itália está em confinamento total há quase um mês e meio e nem sinal de achatamento da curva. Pergunto aos infectologistas: cadê a p… do tão prometido achatamento da curva?

    ibb.co/Wxpyn4h

    coronavirus.thebaselab.com/

    Quem deve respostas são vocês, que prometeram que uma medida drástica (e economicamente asinina) ao menos traria essa consequência positiva. Mas nem isso.

    Já países que não adotaram essa medida drástica (e economicamente asinina) estão em situação ou igual ou até mesmo melhor. Mas quem demonstra isso é xingado.

    De novo: quem deve explicações são vocês.
  • Gabriel  12/04/2020 21:38
    Particularmente, eu não xinguei ninguém. Meu interesse são meramente os argumentos, não pessoas.

    Você diz que a Itália já está em confinamento há quase 1 mês e meio, quando as notícias disso datam de 8 de março. O que faz o período ser mais próximo de um mês do que de um mês e meio.

    Até 21 de março, os casos confirmados da Itália eram crescentes, e então entraram em uma clara tendência de queda. O mesmo fenômeno foi visto com o número de mortes; tiveram alta até o dia 27 de março e entraram em queda depois. Efeitos do confinamento? Bem possível.

    Quanto aos países que deixaram de aplicar medidas restritivas e estão em situação igual ou melhor, quais são? Tentaram emplacar a Suécia, mas já foi mostrado que o número de mortes per capita está bem maior por lá que em países semelhantes. Sei que há alguns países como o Chile e Austrália, que ainda não aplicaram medidas tão restritivas, e estão com baixo número de óbitos, mas disso não se pode concluir que o confinamento é inútil. Muitos países adotavam a mesma postura até o número de casos e de mortes começarem a explodir (Itália e EUA são os exemplos mais notórios).

    Me admira que em lugar onde se prega o raciocínio lógico dedutivo duvide-se que o confinamento não reduza a velocidade de propagação do vírus.




  • Fabrício  13/04/2020 15:16
    Como você não respondeu ao desafio da lógica, volto a insistir:

    1) O lockdown na região mais afetada da Itália começou em 21 de fevereiro.

    en.wikipedia.org/wiki/2020_Italy_coronavirus_lockdown#Initial_lockdowns

    Ou seja, sim, já são praticamente dois meses.

    2) Logo, Itália com lockdown de quase dois meses e a curva não dá sinais de achatamento (como havia sido prometido). Veja no gráfico linkado acima.

    3) Suécia, sem lockdown, tem bem menos mortes per capita que a Itália (e está caindo). Em relação a Dinamarca e Noruega, Suécia tem número semelhante de mortes per capita (dentro da qualquer intervalo estatístico), mas com uma economia agora bem mais robusta que a de seus vizinhos.

    Dinamarca e Áustria já se preparam para sair do lockdown:

    www.rte.ie/news/coronavirus/2020/0412/1130075-lockdown-exit-austria-and-denmark-take-first-steps/

    4) O raciocínio lógico-dedutivo, o qual você ignora, afirma que se você tranca todo mundo em casa, os contágios continuam normalmente (os contaminados assintomáticos contaminam os outros) e, pior, as pessoas não desenvolvem imunidade. Ficar trancado em casa sem luz solar, sem ar livre, sem espaço, sem vitamina D simplesmente piora sua imunidade. Quem fica em quarentena horizontal não adquire nem imunidade, nem anticorpos e nem vitamina D. Tão logo a pessoa sai do confinamento, queda enferma.

  • Carlos83  13/04/2020 15:34
    Não se duvida do confinamento como estratégia. Óbvio que se você ficar atrás de paredes de concreto o invasor não vai ultrapassar. A analogia se aplica ao uso de máscaras, que protegem o trato respiratório de um virus que ataca... o trato respiratório! Porem as mesmas não foram sugeridas no início e até nao recomendadas.

    O que todos questionam aqui de forma unânime é se do ponto de vista econômico (praxeologico ou utilitarista) o isolamento é a melhor escolha e quais os impactos que ela trará aos que aqui vivem. Alguns vão além e tratam a questao do ponto de vista juridico. E alguns vao mais além e questionam até os argumentos sanitários e linhas de raciocínio dos que estão encabeçando os órgãos oficiais de saúde.

    Há outras opções alem do isolamento. E o exemplo da Suécia será muito bom para estudos de caso futuros. Se os resultados lá não forem muito, mas muito, terrivelmente, piores do que os países que adotaram o lockdown, as pessoas de todos os níveis, até as de menor grau de instrução, começarão a se perguntar se valeu mesmo a pena os governos terem destruído suas economias. E aí explicações muito boas terão de ser oferecidas... muito melhores do que as do Royal College e da OMS.
  • Jairdeladomelhorqptras  13/04/2020 15:55
    Caro Gabriel,
    Vc escreveu: "Me admira que em lugar onde se prega o raciocínio lógico dedutivo duvide-se que o confinamento não reduza a velocidade de propagação do vírus."

    Aqui no Mises todo mundo sabe que confinamento total reduz a transmissão de QUALQUER vírus. Não acredito que alguém negue isto.
    Só estamos dizendo que o confinamento "a la brasileira" funciona mal e não deve ser aplicado. E os motivos são vários. Aqui vão alguns motivos:
    É inconstitucuinal.
    Atenta contra a minha liberdade.
    Tenho o sagrado direito de escolher meu próprio caminho para o inferno.
    A quarentena até agora no Brasil é as avessas. Os velhos estão na rua. É só observar.(supermercado virou local de bate-papo de velhos).
    Quarentena pode até "achatar a curva" mas prolonga no tempo, dificilmente reduzindo o número total de mortes.
    A quarentena mata pessoas com outra doenças que ficam esperando tratamento e cirurgias. (conheço vários casos assim).
    Não vou falar do sofrimento e possíveis mortes por motivos econômicos, pois é tão óbvio quanto a galinha por ovos.
    Ao "achatar a curva" aproxima a pandemia do inverno nos Estados do sul. O que agravará a pandemia.
    Ao "achatar a curva", sem vacinas ou tratamento efetivo, e prolongar no tempo a epidemia, pode até ser que os primeiros que contrairam a enfermidade tenham o seu "pico" de anticorpós reduzido e contraiam o corona novamente.
    Em resumo, nada é "científico" como falam.
    É imoral o Estado determinar quem deve morrer e quem deve viver (em teoria). Por ex: caixa de supermercado e motoboy podem morrer e outros profissionais não.
    Poderia me alongar. Pouparei os leitores.
    Penso ter esclarecido. Me corrijo, não falo pelo pessoal do Mises. Seria muita pretensão. Falei por mim.
    Um grande abraço! (E isto em tempos de pandemia!)




  • Carlos83  11/04/2020 04:17
    Grandes virologistas respondem suas dúvidas (ative as legendas, pois não há tradução ainda):

    youtu.be/lGC5sGdz4kg

    youtu.be/d6MZy-2fcBw

    youtu.be/p_AyuhbnPOI
  • Felipe L.  11/04/2020 13:13
    Com o mercado. Note que problemas como superlotação do transporte coletivo foram criados pelos severos controles sobre esse setor, impostos pelo estado. As leis de zoneamento encarecem os imóveis e forçam muita gente a morar longe do trabalho, criando necessidade artificial de transporte. Esse fenômeno é provavelmente mundial, mas no Brasil o problema é agravado pois, por pior que fossem os congestionamentos de carro (por uma maior demanda por automóveis, em um cenário de ruas estatizadas e controles sobre habitação e construções), as pessoas estariam mais protegidas. Mas e então, além de os carros vendidos no Brasil serem caros de comprar, são caros de manter e o combustível é caro e ruim. Soma-se isso a habilitação cara de obter e aos escorchantes impostos como o IPVA.

    A legislação trabalhista inviabiliza a geração de empregos criativos e inovadores, pois os empregadores passam a agir como se fossem burocratas, não querendo contratar ninguém e dificultando tudo.

    Estou achando uma grande porcaria também esses bloqueios. Frequento o Instituto Federal, eles poderiam, por exemplo, deixar uma parte dos alunos frequentar presencialmente as aulas, e a outra ficava em casa. Não existe inovação e criatividade em um ambiente regulado pelo MEC.
  • r raphael  11/04/2020 07:02
    OMS declarou pandemia qdo ja haviam centenas de milhares infectados em mais de uma centena de paises no meio de março

    saude.estadao.com.br/noticias/geral,oms-declara-pandemia-de-novo-coronavirus-mais-de-118-mil-casos-foram-registrados,70003228725

    as primeiras suspeitas no brasil sao do inicio de fevereiro

    agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2020-02/pais-investiga-8-casos-de-covid-19-33-suspeitas-foram-descartadas

    era obvio que majoritariamente portos e aeroportos seriam a porta de entrada principal do virus por aqui

    noticias.r7.com/jr-na-tv/videos/governo-brasileiro-mantem-decisao-de-nao-adotar-medidas-de-bloqueio-nos-portos-e-aeroportos-do-pais-26022020

    brasil.elpais.com/sociedade/2020-02-26/brasil-identifica-caso-positivo-de-coronavirus-mas-aguarda-contraprova.html

    mas se faltar leito no hospital , a culpa eh de quem ficar doente ... impressionante !

    pior mesmo eh ter que escutar licao de moral de quem soh agora aprendeu que tem que higienizar o celular , maçanetas , e nao somente lavar as maos, soh pq eu sigo minha rotina diaria ...

    covid eh um virus , nao um cavaleiro do apocalipse , o que se exige sao procedimentos sanitarios e de higiene ... mas explique algo simples assim pra lacrosfera que acha que ta fazendo quarentena com rango por delivery na porta
    vi "jenios" dizendo que motoboy nao fica doente pq nao interage com ninguem - meu deus , o cara leva comida pra 50 pessoas diferentes numa noite e ele nao interage com ninguem ?

    que falta um bom estudo basico faz ! e essa conversa vem da "elite" , imagina os pobres coitados que nunca tiveram acesso ao conhecimento ...
    soh decadas de educacao de qualidade pro brasil sair da mediocridade , e isso nao vai ser na minha era
  • MAURICIO YUZURI  11/04/2020 14:13
    Como seria sua avaliação deste nível para o setor de agronegócio?
  • Cirão  11/04/2020 20:23
    A situação está voltando ao normal na Suécia:

    www.dailymail.co.uk/news/article-8210677/Sweden-records-17-deaths-coronavirus-lowest-daily-rise-fortnight.html

    Juntamente com a Bielorrússia e os países asiáticos, será inevitavelmente usada para comparar com outros países ocidentais. Já prevejo que a mídia sepultará seu resto de dignidade em breve.

  • Marcelo Moreno  16/04/2020 09:15
    Quem diria, hein. A Suécia que é sempre usada por socialistas pra provar que socialismo funciona (eles nem sabem o que é isso) será um dos países usados para demolir o modelo da quarentena que eles defendem.
  • ee´p  11/04/2020 23:35
    sendo funcionário da saúde, não houve parada nenhuma continuo trabalhando normalmente. Dou graças a Deus, pois apesar de estar me arriscando , o salario que sustenta minha família continuará e talvez até aumente com a nova insalubridade. Fico triste pelo resto do país, que tendo acabado de sair de uma crise entra em outra por causa de decisões imbecis fundamentadas no MEDO. Acabou o que restava de Brasil.
  • Felipe L.  11/04/2020 23:42
    Eu recebi esse comentário, após afirmar que o que desindustrializou o Brasil foi o câmbio desvalorizado e a inflação:

    "Não foi a inflação de 11% que dizimou a indústria, amiguinho. O fenômeno da desindustrialização brasileira é muito anterior aos governos do PT, e foi acentuado pelo plano Real que sobrevalorizou a moeda nacional. Se por um lado foi bem sucedido no controle inflacionário, por outro levou à reprimarização da pauta exportadora do país. E pra manter o câmbio valorizado, era necessária manter taxa de juros elevada para atrair capital especulativo de fora, o que desestimulava investimentos em capital produtivo."

    E então pensei no seguinte: Muito certamente o Plano Real pode ter desindustrializado, principalmente aquelas indústrias porcarias e que só existiam por causa do protecionismo e de moeda fraca. Alguém sente falta do Chevette Júnior (falo isso porque o assunto era de carros)? A década de 80 sem dúvida teve indústria, mas ela praticamente se estagnou e não aumentou a produtividade, não apenas pela hiperinflação que distorce a contabilidade, mas porque elas estavam sob protecionismo quase soviético. O Opala marcou a sua época, realmente, mas manter uma carroceria já ultrapassada já mostra que o carro já deu o que tinha que dar. Mas olhe a "surpresa": a produção de carros aumentou depois do Plano Real, conforme demonstra esse gráfico. Ela sobe e desce conforme a desvalorização cambial. É óbvio, se a moeda está se desvalorizando, os custos de produção aumentam, já que as indústrias usam muitos insumos importados (outras provas... aqui e aqui). Outra coisa interessante e que me chamou a atenção: agora vejam a produção industrial média desde a década de 70, ela pouco mudou, mas ao mesmo tempo está em queda contínua e discreta ao longo do tempo. Isso está sendo um processo mundial, por motivos aqui deste artigo. Se a produção de carros aumentou, mas a industrialização média pouco mudou, pode-se dizer de que houve aumento na produtividade ou alguns setores industriais evaporaram e outros cresceram, ou tudo isso combinado? Se a desindustrialização já é uma tendência, então de que forma a desvalorização cambial estaria afetando a indústria? Ou eu estou confundindo algo?

    As únicas pautas de exportação que se beneficiam, e ainda pontualmente, são as envolvendo produtos primários, como commodities. Isso ocorreu em 2015. Na prática foi subsidiar a boa vida dos estrangeiros, já que os brasileiros não ficaram com os produtos de qualidade. Os estrangeiros de países mais ricos e livres dispõem de maior poder de compra e concorrência. O europeu pode comprar o café brasileiro que disputa com café vietnamita e o café colombiano. As exportações de produtos industriais de qualidade ficam prejudicadas, pois o custo para se fazer bens decentes aumentaram e, nesse ponto, o Brasil estará concorrendo com outros países, não ficando em protecionismo portanto (para nós, brasileiros, isso se mantém, é óbvio).

    Artigo que explica as causas de desindustrialização aqui.

    Bom, acho que no restante ele foi desenvolvimentista. O país pode ser industrializado e pobre (como o Brasil), ou com pouca indústria e rico (como a Austrália).

    Que vocês acham? Faz sentido? Estou confundindo algo?
  • anônimo  13/04/2020 09:34
    O artigo elucida bem
    Impostos internos altissimos , tornam nossa industria pouco competitiva, mesmo que os impostos de importacaoes sejam elevados.
    O empreendedor brasileiro é atacado de varias maneiras e isso gera custos. Mais custos, menor é o lucro e menor o dinheiro pra se investir.
    A burocracia interna detona uma boa parcela dos rendimentos. Se vc quer prosperar , vc tem quw entrar na panela( Odebrecht, oas , oi, so pra citar exenplos.) Vc recebe um dinheiro extra, mas fica preso aos negocios do governo. Se nao entrar , vai arcar com todos os custos e sustentar quem ta na panela.
    O protecionismo desestimula a concorrencia. Vc fica protegido, seu fornecedor fica protegido tb. Sem concorrencia os preços deles sobem e seus custos sobem. Vc pensa que ganha, mas sem concorrencia vc perde.
    O subsidio as exportacao provoca aumento dos gastos e impostos. Seus clientes passam a ter menos dinheiro pra comprar de vc e.vc pagando mais impostos tem menos a investir. Quem recebe o subsidioda panela vai prosperar. Vc nao.
    Nao da pra pagar subsidio a todos. As contas publicas quebram. So os privilégiados conseguirão, e eles sao minoria. a maioria ficara na promessa. Então é melhor eliminar o sistema de.orivilegios na raiz. Pra ninguém.
    Subsidios, impostos elevados, manipular câmbio, manipular credito, provocam distorções. E nao duram pra sempre .
  • R. Menezes  13/04/2020 14:21
    Eu adoro quando a pessoa vem com esse papo de que não é importante industrializar, porque atualmente vivemos uma economia de serviços.
    Vc acha mesmo que o Vale do Silicio existiria se não houvesse um estoque de conhecimento nos EUA a partir das indústria que lá existiam?
    Vc ta la plantando soja num dia e no outro tá fazendo minituarização e desenvolvendo softwares para smartphone?
    É um processo, vc precisa criar industria pra com isso passar para atividades mais sofisticadas.

    Olhe para China! Eles desvalorizam cambio, permitem a entrada da fábrica com a Apple de forma a absorver conhecimento e tecnologia com estrita regulação do governo chines e agora já estão desenovlvendo o proprio smartphone com os proprios desenvolvedores chineses. Enquanto o Brasil ta preocupado com extrair niobio e queimar a Amazonia pra plantar soja.
    O cara que fica hoje no Vale do Silicio desenvolvendo software antigamenteo ficava dentro da propria planta industrial, o que houve foi uma terceirização e "exportação" da parte menos nobre, mas continua sendo uma atividade atrelada à industria
  • Pedro  13/04/2020 15:00
    Quem fala que a China "desvaloriza o câmbio" comprova não saber absolutamente nada do que fala, e deixa claro que se informa sobre economia exclusivamente pela mídia convencional (que sabe ainda menos sobre economia).

    Não. A China não só não desvaloriza sua moeda, como, ao contrário, sua moeda se valorizou desde 1995.

    Pode conferir:

    mises.org.br/article/3042/a-guerra-comercial-e-uma-ameaca-real-mas-a-verdadeira-encrenca-e-o-sistema-bancario-chines
  • R. Menezes  13/04/2020 16:29
    Pedro,
    Avisa ao Daniel Lacalle
    mises.org/wire/chinas-yuan-devaluation-big-mistake
    Apesar dele ser contra, ele mesmo aponta essa política de intervenção no cambio.
    As políticas cambiais de Pequim vão sempre no sentido intervencionista com o fito de ajudar sua industria, mesmo que vá contra a direção que o mercado está apontando
  • Pedro  13/04/2020 18:35
    Tô falando que você não sabe do que fala. Este link que você mandou se refere a uma desvalorização pontual ocorrida naquele ano, e não a uma política contínua de desvalorização.

    Eis aqui o gráfico da taxa de câmbio do iuane em relação ao dólar, desde 1995:

    ibb.co/MC2x2Bm

    Em 1995, um dólar comprava 8,30 iuanes. Ficou assim até 2005 (câmbio fixo). Aí, a partir de 2005, o iuane se valorizou em relação ao dólar, chegando ao ápice em janeiro de 2014, quando um dólar comprava apenas 6,05 iuanes.

    Perceba a brutal apreciação do iuane: em 1995, eram necessário 8,30 iuanes para comprar um dólar. Em 2014, eram necessários 6,05 iuanes. Cadê a desvalorização cambial chinesa?

    De 2014 até hoje, aí sim, houve uma desvalorização, mas pequena. Hoje são necessários 7,05 iuanes para comprar um dólar. Valor ainda bem menor que os 8,30 de 1995.

    De novo: Cadê a desvalorização cambial chinesa?
  • R Menezes  13/04/2020 19:20
    Pedro, Pedro. Vc tem certeza que ja assistiu alguma aula de economia na vida?
    Em termos nos nominais é obvio que o cambio se apreciou. Saber que 8>6 é elementar pra qualquer pessoa. O que é que nao se esperava pra uma discussão do nível que eu imaginava que tivesse aqui é que a visão fosse tão limitada.
    Pegue a variação que teve o yuan no periodo e pegue a variação que teve o DXY (indice dollar) e verás que o dolar se desvalorizou perante o Yuan em PROPORÇÃO MUITO MENOR que as demais moedas da cesta do indice dollar.

    Novamente, olhar só pelo prisma nominal é erro primário. É o mesmo que dizer "produto X vale 100", vale 100 o que? E mais, O grama, o quilo, a tonelada?
    Temos ainda que ponderar que nos ultimos 5/7 anos a China se tornou um player de destaque no plano mundial (derivado de causas não so na intervenção mas nas demais políticas que citei e vc ignorou - posso deduzir que vc concorda com eles) e firmou acordo de swap de yuans com o Brasil e outras nações amigas, o que aumentou enormente a demanda por yuan.
    Nada disso invalida a desvalorização artificial que o governo provoca, sempre tentando conter a alta da moeda pra ganhar competitividade, motivo inclusive de divergencias na OMC e brigas homericas com os EUA.
    Não achei que fosse precisar voltar pra aula 0 de introdução à Microeconomia.
    Contra fatos e conceitos teoricos não ha argumetno
  • Trader  14/04/2020 01:26
    "Em termos nos nominais é obvio que o cambio se apreciou. Saber que 8>6 é elementar pra qualquer pessoa."

    Se é tão básico assim, você não deveria ter incorrido em seu erro amador. Sim, o iuane se apreciou em relação ao dólar. Ponto. Não há qualquer tergiversação possível. Ao longo do tempo, uma quantidade menor de iuane passou a comprar a mesma quantidade de dólar de antes. Isso significa apreciação de uma moeda em relação a outra. Ponto final.

    Não há qualquer coisa que possa ser dita para mitigar este fato. O iuane se apreciou em relação ao dólar neste intervalo de tempo (1995 até hoje). Logo, qualquer acusação de que a China desvaloriza sua moeda em relação ao dólar não possui qualquer amparo nos fatos.

    "Pegue a variação que teve o yuan no periodo e pegue a variação que teve o DXY (indice dollar) e verás que o dolar se desvalorizou perante o Yuan em PROPORÇÃO MUITO MENOR que as demais moedas da cesta do indice dollar."

    Isso é completamente imaterial para o assunto em questão. Você disse que a China desvalorizou sua moeda perante o dólar. Já o Pedro, correta e gentilmente, advertiu que você estava errado.

    Se neste mesmo período o franco suíço se valorizou ainda mais perante o dólar, isso não altera o fato de que o iuane também se valorizou perante o dólar.

    Logo, sua afirmação de que o iuane foi artificialmente desvalorizado perante o dólar é completamente falsa.

    "Novamente, olhar só pelo prisma nominal é erro primário. É o mesmo que dizer "produto X vale 100", vale 100 o que? E mais, O grama, o quilo, a tonelada?"

    Tanto em termos nominais quanto em termos reais o iuane se apreciou em relação ao dólar. Aliás, em termos reais se apreciou mais ainda. Compare a inflação de preços na China de 1995 até hoje e faça o mesmo para os EUA. Na China foi bem maior. E, dado que sua moeda se apreciou perante o dólar mesmo tendo uma inflação de preços maior, temos que a "apreciação real" (que é o que você quer) foi ainda maior.

    Você está bastante perdido por aqui.
    "Temos ainda que ponderar que nos ultimos 5/7 anos a China se tornou um player de destaque no plano mundial (derivado de causas não so na intervenção mas nas demais políticas que citei e vc ignorou - posso deduzir que vc concorda com eles)"

    Você ditou a desvalorização do câmbio como a principal causa da pujança chinesa. O Pedro mostrou, corretamente, que não houve desvalorização, mas sim apreciação. Isso não só aniquila completamente sua principal tese, como também a vira do avesso.

    Como dizemos no mercado financeiro, você agora tem que "cut your losses short".

    "Nada disso invalida a desvalorização artificial que o governo provoca, sempre tentando conter a alta da moeda pra ganhar competitividade, motivo inclusive de divergencias na OMC e brigas homericas com os EUA."

    Que desvalorização artificial, cidadão?! Houve apenas valorização contínua de 1995 até hoje!

    "Não achei que fosse precisar voltar pra aula 0 de introdução à Microeconomia. Contra fatos e conceitos teoricos não ha argumetno"

    Não houve nem fatos e nem conceitos teóricos. Apenas demonstração de total desconhecimento de coisas básicas. Sua tentativa de tergiversar e dizer que, na verdade, estava falando de "desvalorização relativa" (a qual também não se comprova) foi ao mesmo tempo divertida e patética. De resto, para um explícito ignorante, você é até bem arrogante, o que, aliás, é a pior das combinações.

    Informe-se melhor, e só depois se arrisque a palpitar em público. Ou então crie um blog. Lá você poderá falar a besteira que quiser sem ser contestado.
  • Jairo  14/04/2020 02:28
    Trader,
    Permita-me discordar mas a política da China foi sim intervencionista ao longo de todo século 21.
    By the way, esse aritgo é de 2010
    mises.org.br/article/597/desvalorizacao-artificial-do-cambio--um-pessimo-negocio

    Lembro inclusive que na minha monografia citava esse caso no impacto no Brasil.

    Bom deixar claro que EU DISCORDO COMPLETAMENTE do Menezes, não acho que industrialização seja a saída! Nossas vantagens comparativas estão no setor primário, campo e petróleo para ser mais exato.
    Abc
  • Trader  14/04/2020 14:53
    Sim, é claro que a China é intervencionista. Isso passa longe do ponto da discussão. O ponto é: a China, ao contrário das acusações, não atuou para desvalorizar artificialmente sua moeda perante o dólar. Ao contrário: como mostram os fatos, o iuane se valorizou diante do dólar desde 1995. Este é o ponto. Logo, qualquer pessoa que diga que a China atua para desvalorizar artificialmente sua moeda não tem a mais mínima ideia do que está falando.
  • Bob Axelrod  14/04/2020 04:46
    Auto lá!
    Todo mundo sabe que a China manipula o câmbio desde criancinha. E diga-se, isso é pessimo para "tradar", não há análise gráfica que resista à mão pesada estatal. Pode esquecer média móvel, fibonacci, nada irá funcionar.
    No Brasil o cambio agora so desvaloriza, o que nao quer dizer que é o Estado fazendo isso. Muito pelo contrário. O Bacen até tenta conter mas muito de leve... nesses casos até que é bom, pois dá uma baixada no preço e abre nova oportunidade de entrada
  • Trader  14/04/2020 14:53
    "Manipular" câmbio todos os bancos centrais o fazem. Mas a acusação de que a China desvaloriza artificialmente sua moeda, que é o cerne do debate aqui, é totalmente falsa, como mostram os fatos. O iuane se valorizou perante o dólar desde 1995. Esse é o ponto.
  • Jairo  14/04/2020 17:49
    Mas se vc mesmo assume que a China manipula o cambio, então ela a desvaloriza, certo? Salvo se ela manipule para valorizar o cambio, o que não é verdade, pois ela o faz para desvalorizar.
    E aí todo o equilíbrio de mercado fica prejudicado, pois o yuan, sem intervenção, seria mais caro do que realmente é, usando isso como política industrial (malefica aos cidadãos).

    De novo, só to pontuando esse quesito específico dito anteriormente, pois tenho uma serie de críticas à China (mais critica do que elogio)
  • Trader  14/04/2020 20:14
    "Mas se vc mesmo assume que a China manipula o cambio, então ela a desvaloriza, certo?"

    Não. Não houve desvalorização. Caralho, veja a p… do gráfico no link acima. Não houve desvalorização! Houve valorização! Isso não é uma questão de opinião, é uma questão de fatos.

    "Salvo se ela manipule para valorizar o cambio, o que não é verdade, pois ela o faz para desvalorizar."

    Então aponte onde houve a desvalorização! O link do gráfico está ali em cima. Aponte onde houve desvalorização do câmbio entre 1995 e 2014.

    Aliás, há, inclusive, analistas que afirmam que se o governo chinês sair do mercado de câmbio e deixar a moeda flutuar — como quer o governo americano —, o yuan iria se desvalorizar de 30 a 40%. Exatamente o oposto do que dizem os ignorantes.

    Então, sim, o governo chinês, ao intervir no câmbio, atuou para valorizá-lo, e não para desvalorizá-lo.

    E por que atuou para valorizá-lo? Simples: porque não são burros. Essa política monetária de valorização da moeda é um dos grandes chamarizes para as indústrias estrangeiras ali se estabelecerem: com uma moeda em constante valorização, quem produzir na China e remeter os lucros para a matriz no exterior ganhará duplamente: alem dos lucros, ganhará também com a apreciação da moeda chinesa (a qual poderá comprar muito mais dólares quando a empresa estrangeira for remeter dólares para sua matriz).

    Moeda forte, portanto, é chamariz para o estabelecimento de indústrias estrangeiras.

    Desenhado aqui:

    www.mises.org.br/article/3052/o-investimento-estrangeiro-so-vira-quando-a-moeda-for-estavel--historicamente-nao-e-o-nosso-caso
  • Felipe L.  15/04/2020 00:43
    Legal que eu estava falando de carros e o assunto acabou caindo na China...
  • Erika   12/04/2020 11:28
    E por que todos aqui estão duvidando da capacidade criativa do brasileiro na pós-pandemia? (Do setor privado).
  • Felipe L.  13/04/2020 14:24
    Não duvido, mas o ser humano tem limites. Ao contrário dos socialistas, os austríacos sabem que os seres humanos possuem limitações. Então, por menor que seja uma regulação, ela causa algum efeito maléfico na economia. Tanto é que, se o ser humano fosse algo super-poderoso, nem haveria pobreza e nem desemprego.
  • Aprendiz de EA  12/04/2020 15:56
    Pessoal, o que vocês acham dessa ideia patética de criar uma constituição global? Será que teria adesão de países suficientes para sair do papel? Porque eu tenho certeza que China e Rússia não entrariam nessa, tenho uma forte sensação de que EUA e Reino Unido também não, além de vários outros países. Essa ideia é tão esdrúxula que não me impressiona nem um pouco os progressistinhas estarem amando.
  • anônimo  14/04/2020 21:47
    É pior que juntar países num bloco, e obrigar a obedecer à autoridade burocrática central. No caso dessa constituição, teríamos uma autoridade burocrática mundial.

    Fazer qualquer reforma local ficaria impossível. O cara que manda no seu país mora lá longe. O mundo seria um grande e único país. E tal poder daria ao burocrata a façanha de ficar bilionário. Aquela velha ladainha de que país grande demanda mais responsabilidade que país pequeno acabará justificando pagar salários de marajás a um exército global de políticos.
  • Carlos83  12/04/2020 20:20
    Grandes virologistas respondem suas dúvidas (ative as legendas, pois não há tradução ainda):






  • Anti-Corona  12/04/2020 20:35
    A Itália está em confinamento total há quase um mês e meio. Nem sinal de achatamento da curva. Pergunto aos infectologistas: cadê a p… do tão prometido achatamento da curva?

    ibb.co/Wxpyn4h

    coronavirus.thebaselab.com/
  • O Estado salvando o povo  13/04/2020 15:03
    O achatamento tá aqui:

    www.terra.com.br/noticias/mundo/italia-registra-menor-numero-de-mortes-diarias-por-coronavirus-desde-19-de-marco,befbabf693782db6c9abd282ab5da85ezp5vpxwx.html
  • Estado destruindo tudo  13/04/2020 15:23
    Doçura, redução no número de mortes em um único dia não é achatamento. Achatamento é redução no número de contágios. E isso não dá sinais de estar ocorrendo na confinada Itália (confinada há quase 2 meses).

    ibb.co/Wxpyn4h

    coronavirus.thebaselab.com/

    Informe-se minimamente antes de querer discutir o básico. Caso contrário fará papel de trouxa (trouxidão essa já explícita em seu nick).
  • O Alquimista  13/04/2020 15:34
    Hahahahaha tomou bonito
  • O Estado salvando o povo  13/04/2020 15:53
    Amargura,

    Tá no primeiro parágrafo: "A Itália registrou 431 novas mortes pela epidemia de Covid-19 neste domingo, em comparação com 619 contabilizadas no dia anterior, e o número de novos casos diminuiu para 4.092 em relação aos 4.694 anteriores."

    Quando o texto afirma que o número de novos casos diminuiu, advinha só: diminuiu!
  • Estado destruindo tudo  14/04/2020 01:23
    Ooops...

    valor.globo.com/mundo/noticia/2020/04/13/italia-tem-nova-alta-no-numero-de-mortes-por-coronavirus.ghtml

    550 mortes na segunda-feira contra 431 no domingo. Parece que reverteu, hein?

    Como dito, esse tal lockdown só serve pra destruir a economia. Nem sinal de achatamento da curva. Vou ficar aguardando aqui sua próxima rebolada.
  • O Estado salvando o povo  14/04/2020 02:12
    Ooops...na matéria que postei: 4.694 novos casos num dia. 4.092 no outro. E na tua matéria quantos? 3.152 novos casos...já mudou o critério de novos casos e passou pro de mortes? O achatamento não era de novos casos? Deixa eu ver...4.694 para 3.152...ainda estou em dúvida se a curva está achatando ou não.
    Faz o seguinte: torce para aumentarem os casos! Daí você consegue se provar certo! Até lá, o fato é que há uma diminuição de novos casos.
    Aliás, o Dr. Osmar Terra é aquele que havia dito que a COVID mataria um pouco mais que o H1N1....tomara que ele esteja certo! Até lá, quem puder fique em casa.
  • Observador  14/04/2020 15:13
    Não, queridão, isso não é achatamento. Isso é uma redução na taxa de crescimento dos infectados. A curva de infectados continua crescendo impavidamente, só que agora a uma taxa um pouco menor. Não há achatamento nenhum aí.

    Achatamento é zeragem no número total de infectados, o que implica que o número total para de subir. Isso, pelo visto, está longe de acontecer, ao contrário do que prometeram os isolacionistas.

    Defensores do lockdown completo devem explicações. A política foi um completo fracasso médico, e um total desastre econômico.
  • O Estado salvando o povo  14/04/2020 17:22
    Se a curva continuar diminuindo, vai ocorrer o quê no futuro? Meu Pai! É cada um que aparece! E a curva só passou a diminuir depois que a Itália parou. Aliás, foi por isso que ela parou. Aliás, a Nova Zelândia olha só:

    www.google.com/amp/s/veja.abril.com.br/ciencia/como-a-nova-zelandia-tornou-se-modelo-a-ser-seguido-na-pandemia/amp/

    Fechou fronteiras ainda em 19/03. E botou todo mundo em casa por 4 semanas. E lá o número de novos casos despencou. Eles vão ficar alternando tempos de quarentena e mobilidade até que a última liberação de pessoas demonstre que não há possibilidade de explosão de novos casos. Tudo para não comprometer os serviços de saúde e não ter que enviar caminhões para recolher corpos.

    Claro que não é tarefa fácil. A cada quarentena ou lockdown diminui a produção. Mas eles vão optar por esse caminho mais difícil, em lugar da sua opção, que é "deixa morrer quem tem imunidade menor que a gente amplia o número de valas".
  • Leitor   14/04/2020 20:33
    "Claro que não é tarefa fácil. A cada quarentena ou lockdown diminui a produção. Mas eles vão optar por esse caminho mais difícil, em lugar da sua opção, que é "deixa morrer quem tem imunidade menor que a gente amplia o número de valas""

    Interessante, não vi ninguém dizer "deixa morrer quem tem imunidade menor que a gente amplia o número de valas" (sic). O que eu vi, aí sim, foi a sugestão de passar dessa insanidade de lockdown horizontal para um vertical, isolando as pessoas em situação de risco. Mais atenção na próxima.

    P.S.: Uma das sumidades que fizeram mais estardalhaço recentemente, avisou que saiu um estudo que poderemos sair da quarentena só em 2022!

    Olha para o tipo de "especialista" que as pessoas estão dando corda. Só em 2022 poderemos voltar à normalidade. Se é isso que os defensores do lockdown completo defendem, um abraço. Até lá a humanidade já terá regredido a idade da pedra lascada.
  • O Estado salvando o povo  14/04/2020 23:55
    Não tem como fazer lockdown ininterrupto até 2022. Eles vão intercalar lockdown, quarentena e maior abertura a depender dos novos contágios. Sobre a quarentena vertical, dá na mesma. Se muita gente for infectada em um curto espaço de tempo, o sistema de saúde colapsa. Igual está ocorrendo em Manaus agora. Para o futuro, é bem provável que terão de ampliar a capacidade dos sistemas de saúde. Muito provavelmente, o mundo mudou completamente num espaço de 6 meses. A não ser que o Osmar Terra esteja certo.
  • Thomas  15/04/2020 02:05
    "Até lá a humanidade já terá regredido a idade da pedra lascada."

    Não, isso não vai acontecer. Sem chance.

    Já estaremos todos mortos bem antes.


    P.S.: em outro artigo, eu comentei que estamos vivendo a ditadura dos epidemiologistas, que se transformaram nas únicas pessoas do planeta com o direito de terem uma opinião sem o ônus de serem responsabilizados pelas consequências dela. Por que eles podem especificar medidas que afetarão negativamente toda a sociedade, e essas medidas não podem sequer ser questionadas?

    Será que epidemiologistas também são especialistas na divisão internacional do trabalho, e nas consequências de sua implacável destruição?

    Ao que tudo indica, entramos na era da superstição.
  • Felipe L.  13/04/2020 14:27
    Leandro, o real ter se fortalecido foi graças ao Meirelles e ao crescimento econômico que houve na economia? Você disse que, ao mesmo tempo em que o dólar se enfraqueceu mundialmente, o real se fortaleceu. Eu acabei de me basear no que você fez com a dólar australiano, mesclando o real brasileiro com relação ao índice DXY. Essa medição está correta? Segundo o gráfico, quanto menor esse índice, mais forte é o real?

    Interessante que, apesar de ter havido esse crescimento, os salários no setor privado ficaram quase estagnados. Isso foi triste.
  • Leandro  13/04/2020 15:34
    Seu gráfico não veio, mas aqui está ele:

    ibb.co/ZLJ2Mxx

    Quanto menor o valor, mais forte é o real (você precisa de menos reais para comprar as principais moedas do mundo).


    Quanto aos salários do setor privado, não creio que tenham ficado estagnados neste período. Você tem alguma fonte sobre isso que não se resuma a salários iniciais, ou seja, que não sejam os salários de empregos recém-criados?

    Notícias do tipo "90% dos empregos criados pagam valores próximos do salário mínimo" não contam, simplesmente porque é exatamente assim que funciona qualquer economia normal.

    Exatamente pelo fato de serem empregos recém-criados para mão-de-obra novata, não há por que tais valores explodirem ao longo do tempo. Desconheço economias em que empregos recém-criados para mão-de-obra novata apresentem volumoso aumento salarial ano após ano, para o mesmo cargo. Nenhuma empresa abre vagas para mão-de-obra novata pagando valores cada vez maiores.
  • Felipe L.  13/04/2020 16:11
    Oh, achei que fosse sair o link direto para o índice do real, mas que bom que existe uma alternativa.

    Me refiro a esses artigos, Leandro:

    "A triste situação dos trabalhadores do setor privado"
    "Por que um estado inchado aumenta os lucros das empresas e diminui os salários dos trabalhadores"

    Não sei se perguntei antes, mas você disse em um artigo que o Brasil adotou um regime cambial de câmbio fixo real em um certo período da década de 80. Como funcionava isso? O regime militar chegou a adotar o câmbio fixo nominal, do Bretton Woods, até 1973, ou foi por outro caminho? Qual regime cambial adotou?
  • Leandro  13/04/2020 18:45
    O câmbio real fixo foi uma verdadeira estrovenga que vigorou em algum momento do governo Collor.

    (Antes, lembre-se de que câmbio real é o câmbio nominal dividido por um índice de preços.)

    Neste arranjo de câmbio real fixo, dado que os preços aumentavam diariamente de maneira intensa (pois estávamos em hiperinflação), o câmbio nominal também tinha de ser desvalorizado diariamente na mesma proporção. (Se não fosse desvalorizado, ocorreria uma apreciação cambial real.)

    Tal desvalorização seria automática caso o mercado de câmbio fosse totalmente livre, sem nenhuma interferência do governo e sem nenhuma restrição à entrada e saída de capital. Como esse não era o caso, o governo "resolvia" esse problema comprando dólares para fazer com que o câmbio real não se alterasse.

    Quanto ao câmbio do regime militar, expliquei sucintamente aqui:

    mises.org.br/Article.aspx?id=2755&ac=223015#ac203218
  • Felipe L.  14/04/2020 16:06
    Leandro, fiquei com dúvida nessa parte:

    "Resumidamente, todo o período se resumiu a endividamento do governo em dólares para fazer obras faraônicas (ótimo negócio para as empreiteiras nacionais)[...]"

    Do que se tratava esse endividamento, exatamente? As empreiteiras que fizeram essas obras pediram empréstimos de estrangeiros? Como elas fizeram isso e por que algum estrangeiro iria financiar uma obra no Brasil?
  • anônimo  15/04/2020 22:59
    Ocorreram muitas entradas de dólares através da multinacionais que o governo foi permitindo entrar, assim como a China depois tb pegou filiais americanas o do mundo todo.

    O governo fez muitos empréstimos internacionais. Atualmente a dívida vai pros bancos. Até recentemente a maior parte da divida do governo era externa. Nunca foi paga, mas proporcionalmente agora é menor que a interna.

    O governo "investiu" em infraestrutura criando estatais: 284.

    www.bbc.com/portuguese/amp/brasil-45960213
  • Felipe L.  16/04/2020 00:14
    "Ocorreram muitas entradas de dólares através da multinacionais que o governo foi permitindo entrar, assim como a China depois tb pegou filiais americanas o do mundo todo."

    Sendo que o dólar não era moeda corrente, como que esse dinheiro entrava? Por reservas internacionais?

    "O governo fez muitos empréstimos internacionais. Atualmente a dívida vai pros bancos. Até recentemente a maior parte da divida do governo era externa. Nunca foi paga, mas proporcionalmente agora é menor que a interna."

    Como funcionavam esses empréstimos internacionais? Me salve, Leandro...

    Não acho essa matéria confiável, ela parece meio enviesada ideologicamente, pelo menos em muitos pontos. Tem pontos que fazem sentido, mas eu ainda não entendi direito.
  • Historiador  16/04/2020 01:14
    "Do que se tratava esse endividamento, exatamente?"

    Com o fim do padrão-ouro em 1971, e com a forte expansão monetária ocorrida nos EUA em toda a década de 1970, os bancos ficaram repletos de dólares à procura de maiores retornos. Emprestaram então para os países da América Latina, cujos governos estavam sedentos de recursos externos para financiar suas obras megalomaníacas.

    "As empreiteiras que fizeram essas obras pediram empréstimos de estrangeiros?"

    Eram financiadas pelos governos, que se financiaram via endividamento externo. (Todas as empreiteiras são, em termos práticos, estatais, pois só sobrevivem de dinheiro de impostos).

    "Como elas fizeram isso e por que algum estrangeiro iria financiar uma obra no Brasil?"

    Estrangeiro emprestou dinheiro para os governos em troca de juros. O que os governos fariam com esse dinheiro não era, inicialmente, uma preocupação para o estrangeiro. Desde que os governos pagassem os empréstimos estava tudo certo.

    Mas houve calote.
  • Felipe L.  16/04/2020 01:51
    "Com o fim do padrão-ouro em 1971, e com a forte expansão monetária ocorrida nos EUA em toda a década de 1970, os bancos ficaram repletos de dólares à procura de maiores retornos. Emprestaram então para os países da América Latina, cujos governos estavam sedentos de recursos externos para financiar suas obras megalomaníacas.

    Eram financiadas pelos governos, que se financiaram via endividamento externo. (Todas as empreiteiras são, em termos práticos, estatais, pois só sobrevivem de dinheiro de impostos).

    Estrangeiro emprestou dinheiro para os governos em troca de juros. O que os governos fariam com esse dinheiro não era, inicialmente, uma preocupação para o estrangeiro. Desde que os governos pagassem os empréstimos estava tudo certo.

    Mas houve calote. "

    Em suma, vamos ver se entendi: o acordo de Bretton Woods inundou o mundo de dólares, só que parte do mundo passou a reivindicar esses dólares em troca de ouro. Como isso não foi feito, com o fim definitivo do que sobrou do padrão-ouro, os governos e bancos ficaram lotados de dólares e sem nada para fazer com eles (pessoas físicas inclusas? Bom, acho que faz tempo que pessoa física não pode ter ouro), e então decidiram emprestar esses dólares para os governos da América Latina, só que eles tomaram calotes. Esses calotes na dívida externa foram por pura incompetência, não é? Sem-vergonhice? Errei algo? Tudo? Nada?
  • Fernando  13/04/2020 18:00
    Leandro,
    Só pra ver se eu entendi, vc diz que os salários que são divulgados são os iniciais, por isso os indicadores do IBGE e do Caged não captam os aumentos que os funcionarios ganham com o passar do tempo ao crescer dentro da empresa?

    Felipe L,
    Não consegui captar qual era seu raciocinio
  • Leandro  13/04/2020 18:37
    Não. Eu me refiro a notícias como essas:

    País não cria vagas com ganhos acima de 2 salários mínimos há 14 anos

    Brasil não cria vaga de mais de dois salários mínimos há 15 anos. Por que isso acontece?

    Brasil não cria novos empregos com salário acima de 2 mínimos desde 2006, mostra levantamento

    Mercado só gera emprego que paga até dois salários mínimos, mostra Ipea

    E eu digo que isso é perfeitamente normal. Nenhuma empresa "abre uma vaga" para um primeiro emprego pagando altos salários. É necessário galgar posições para se ter aumentos salariais. Primeiro você é contratado e entra na empresa recebendo R$ 2.000. Fica um tempo e é promovido a um cargo superior. Aí sim seu salário aumenta. Mas este aumento salarial gerado por uma promoção não entra nas estatísticas dos novos empregos criados. Esse é o ponto.

    Você entrou no mercado de trabalho lá embaixo e, à medida que foi subindo e ganhando novas ocupações, foi tendo aumentos salariais. É assim que funciona no mundo real. É raríssimo alguém sair da ociosidade (ou da faculdade) e já conseguir um emprego em uma vaga nova já ganhando R$ 5.000. Não no setor privado.

    Notícias iguais a essa você também encontra nos EUA e principalmente na Europa (não sei como é na Ásia, mas creio não ser muito diferente).
  • Felipe L.  13/04/2020 23:23
    Essa resposta sua serviria à minha também? Porque eu sei que os empregos iniciais pagam menos, isso é normal e é até esperado, dado o fato de que de algum lugar o sujeito começa.

    Não é isso que estou abordando e sim que o fato é que os salários ficaram praticamente estagnados, como mostram os artigos que mostrei.
  • Régis  14/04/2020 15:17
    Os salários crescem, mas bem menos do que poderiam. Não há como crescerem.

    www.mises.org.br/article/1654/o-imposto-sobre-as-grandes-fortunas-e-os-baixos-salarios-no-brasil
  • Felipe L.  14/04/2020 16:07
    Acho que esse já li. Irei ler de novo, obrigado.
  • americano  13/04/2020 20:37
    Nos Estados Unidos, estados como a Califórnia, que iniciaram a quarentena na metade do mês de março, apresentam menos casos per capta de coronavirus do que estados que iniciaram a quarentena mais tarde, como Mississippi...
  • Felipe L.  14/04/2020 16:52
    Leandro, o que esperar desse Plano Mansueto e se, realmente, ele for deformado?
  • Joao Paulo  14/04/2020 21:47
    *VAMOS SOBREVIVER*
    _por Lucia Sweet_

    Ontem passei a Páscoa em oração. Há pessoas que preferem tomar Rivotril. Ou fumar maconha.

    O que estou vendo é os ricos do grupo de risco (as mesmas letras, em ordem diferente) acharem que o isolamento horizontal vai salvar a vida deles. Não percebem que o medo está sendo usado como arma.

    Uma vez que exista uma epidemia, não há como segurar o vírus. É impossível. Quem tiver de pegar, pegará. Qualquer infectologista sério, que não esconda como se curou (e com isso deixa os outros morrerem), vai explicar como funciona uma pandemia. De tempos em tempos um vírus se dissemina pelo mundo.

    A mortandade causada pelo vírus não aconteceu. A extrema imprensa defende o caos, que já começou a ser provocado pelo desemprego em massa. A extrema justiça já soltou mais de 20 MIL presos, entre eles criminosos perigosíssimos. Mandou para casa o doleiro dos doleiros, Dário Messer, que estava foragido e foi um custo capturar.

    Corrupção mata infinitamente mais do que qualquer vírus chinês. Aborto mata infinitamente mais, inclusive chineses. Na China mataram , só durante o período da política do filho único, mais de MEIO BILHÃO de fetos. Zika e chikungunya são vírus transmitidos pela picada do mosquito e matam infinitamente mais. No Brasil mais de 50 MIL crianças nasceram com problemas gravíssimos causados pelo zika vírus. Você viu alguma comoção? Câncer mata infinitamente mais. Suicídio mata infinitamente mais. Violência mata infinitamente mais, cerca de 60 mil por ano nos governos de esquerda. Vou parar por aqui.

    Você, ser (humano) egoísta, que apóia o isolamento horizontal, tente, ao comer seu delicioso prato de comida, não pensar nas crianças que estão passando fome porque os pais perderam o emprego.

    Finja que não sabe que o que está em andamento é um plano para inviabilizar o governo Bolsonaro. O DEM é um cavalo de Tróia e o Vendetta veio junto no pacote. Seu objetivo é permitir a MAIOR roubalheira que já houve na Saúde em TODOS os tempo. Comprar sem licitação é o sonho de qualquer corrupto. Tudo superfaturado. Uns poucos morrem, mas muitos vão faturar como nunca.

    No mais, lembre-se de todas as celebridades de grupo de risco que tiveram coronavírus. Curaram-se. Vamos falar dos estrangeiros: príncipe Charles, da Inglaterra, Boris Johnson, primeiro ministro inglês, Tom Hanks , o ator, com a mulher, príncipe Albert de Mônaco, etc. etc. etc. Aqui todos os 23 da viagem presidencial estão curados. O Batoré curou-se. E tantos outros.

    Bastava redobrar os cuidados com o grupo de risco e isolar quem testou positivo para o vírus. E começar a medicar os infectados no começo da doença com hidroxicloroquina e antibiótico. Na França, em mil pacientes, pelo menos 93% curaram-se. E lembre-se que esse medicamento é usado há mais de 50 anos e sempre foi vendido sem receita médica. Possíveis efeitos colaterais são RARÍSSIMOS.

    Continue defendendo o isolamento horizontal. Seletivo, porque garanto que seus empregados estão trabalhando. Continue pensando que você está enganando a morte e que viverá para sempre. Mas você sobreviveu feliz aos governos de esquerda com toda a decadência moral e ética. Nunca reclamou de verdade. Por que não sobreviverá agora?
  • Paulo  15/04/2020 02:15
    Sem o confinamento o números de casos (e de mortos) seria muito maior. E a debacle econômica também. Curioso que até um mês atrás pessoas que não sabiam a diferença entre vírus e bactéria agora se tornaram "epidemiologistas de sofá". A arrogância e a presenção dessas pessoas não tem limites.
  • Fabrício G.  15/04/2020 02:37
    É mesmo? Então coloca aqui a prova científica disso.

    Coloque aqui um link para um paper acadêmico, revisado por pares, multi-cêntrico, duplo-cego, que tenha utilizado grupos de controle e que tenha feito estudos randomizados controlados (RCT), demonstrando irrefutavelmente que o lockdown é a maneira mais garantida de se combater uma epidemia, inclusive mostrando que tal prática garante imunidade para a população no eventual retorno da epidemia no inverno.

    Já que você é bem científico e despreza "epidemiologistas de sofá", prove aqui seu valor.

    Desde que fiz esse desafio, apenas duas pessoas tentaram uma resposta: a primeira foi uma coitada que se dispôs a trazer aquele paper do Ferguson, do Imperial College, que a própria imprensa britânica ridicularizou (e que não faz RCT e que nem era revisado por pares). E o segundo foi um sujeito, um pouco mais digno, que reconheceu que não há nenhum estudo assim, e que tudo se baseia em modelos matemáticos (e não epidemiológicos).

    Maravilha, hein?

    Aliás, já que esse é o "rigor", então eu também tenho o meu: se você tranca todo mundo em casa, os contágios continuam normalmente (os contaminados assintomáticos contaminam os outros) e, pior, as pessoas não desenvolvem imunidade. Ficar trancado em casa sem luz solar, sem ar livre, sem espaço, sem vitamina D simplesmente piora sua imunidade.

    Assim que você sair à rua, começa uma segunda onda, e você será inevitavelmente contaminado.

    Já quem está saindo à rua desde já está adquirindo imunidade.

    E isso que eu acabei de falar é muito mais biológico do que um mero modelo matemático, que é exatamente o que está sendo aplicado hoje. E com o seu aplauso.
  • anônimo  15/04/2020 09:05
    Ironicamente, os únicos países que contiveram a epidemia até agora foram os países que não adotaram lockdown, ou seja, os países asiáticos. E ironicamente também, foram os primeiros afetados pelo vírus chinês.

    Mas países ocidentais preferiram ouvir uma organização corrupta, irresponsável, que ocultou a seriedade do problema e ainda escondeu a potencialidade do tratamento pela Cloroquina (que era conhecida desde 2005).
    Pra se ter uma ideia da frescura ocidental, até a China já voltou ao 'normal' na cidade em que tudo começou.

    Lockdown funciona em curto prazo, não funciona pra resolver o problema. A única forma de se resolver o problema é as pessoas continuarem sua vida normalmente com precauções sérias.
    Mas não poderíamos esperar nada diferente da America Latina, essa latrina é especialista em copiar tudo o que não presta.

    Mas a benção disso tudo será a Internet, pois as comparações serão inevitáveis. Por isso o desespero dos dotôres especialistas na falácia ad populum.
    Será prazeroso em ver como vai ser controle de danos feito pelos ditadores ("deturparam a quarentena", "não pode comparar diferentes países", "eu sigo a autoridade máxima de saúde").
  • G. Fiúza  15/04/2020 02:57
    A Seita da Terra Parada vai ficando mais agressiva conforme a realidade vai demonstrando que a quarentena total é uma aposta mística com efeitos devastadores e que as autoridades vão pagar caro pela sua omissão quanto aos planos de circulação controlada - os únicos que salvam vidas.
  • Jairdeladomelhorqptras  15/04/2020 14:03
    Caro Paulo,
    Vc escreveu: "Sem o confinamento o números de casos (e de mortos) seria muito maior."
    Óbvio! Vc está certo! Se a transmissão ocorre de pessoa a pessoa o isolamento é a solução. É só encaixotarmos cada cidadão e proibirmos expressamente o contato entre os mesmos. Inclusive dentro da própria família e nas favelas. E não por um momento, mas para sempre! Uma vez que o vírus sempre estará por aí.
    Não sei como alguns ainda relutam em aceitar esta brilhante idéia!
    Abraços
  • Ex-microempresario  15/04/2020 16:33
    Sempre me admirei com a quantidade de gente que lê duas postagens no facebook e vira especialista em tudo: "agrotóxicos", antibióticos, política monetária, energia nuclear, acidente de avião.

    Mas fazia tempo que não via alguém bancar o imbecil de forma tão escancarada como esse Paulo, falando em "epidemiologistas de sofá", "arrogância" e "presunção" duas linhas depois de ter feito exatamente o mesmo.
  • Sandro Lima  16/04/2020 18:45
    Exatamente, para você ver que não existe uma resposta concreta.
    A única resposta efetiva que vejo, não existe ainda, (Vacina).
    O restante, são paliativos, que variam de acordo com o conhecimento técnico de cada área, no geral, infectologistas ou humanas) dizem pra ficar em casa, eles acham que estão certos? claro que sim, a ótica deles é conter o avanço do vírus não importando o custo, enquanto áreas de exatas, enxergam números...

    Minha humilde opinião?

    A humanidade não vai sumir por conta do vírus, igual um prefeito de uma cidadezinha da qual não me lembro o nome falou: "Calma! Vamos todos pegar, uns assintomáticos, outros um pouco mais graves e uns, infelizmente irão morrer! Mas CALMA".
    Defendo a normalidade da população, e, grupos de risco, fiquem em casa.
    Deixem as pessoas decidirem, se querem sair pra bares e restaurantes, ou ficar em casa...




  • Thiago  15/04/2020 15:25
    Mais uma notícia espantosa da terra Brasilis... Um juiz mandou os bancos emprestarem o valor que o banco central está liberando. Sim, senhores. Agora no Brasil, até emprestar dinheiro vc já não tem decisão mais, o Estado é quem decide.

    Quem tem olhos, que veja...
  • anônimo  15/04/2020 22:35
    Kkkk. No brasil ate juiz se mete na vida economica dos outros.
  • Ex-microempresario  16/04/2020 20:13
    "até" juiz?

    Juiz no Brasil se mete em absolutamente tudo.
  • Fernando Lang  16/04/2020 07:24
    Ótimo texto. O IMB vai postar também um artigo sobre o que o governo precisa fazer?
  • Geraldo  17/04/2020 17:30
    Boa tarde, tudo bem?

    Qual a opinião de vocês sobre o auxílio emergencial que o governo está concedendo a um grupo bem grande de pessoas durante a pandemia? Acham que isso ajuda a mitigar os efeitos econômicos do lockdown de alguma forma ou é só uma medida populista cuja conta vai chegar mais tarde para todo mundo?

    Abraços!
  • Drink coke  20/04/2020 13:49
    Dado que o Lockdown foi instituido, acho totalmente necessário.


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