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Eis o principal motivo por que empresas recém-criadas quebram – e como evitar
Não há futuro para quem oferece o que ninguém quer e não agrada ao consumidor

Em momentos de alto desemprego e reduzidas perspectivas econômicas de curto prazo, muitas pessoas – principalmente as mais jovens – recorrem ao empreendedorismo como meio de vida. A criação de startups se tornou uma tendência. Mas também vem gerando grandes frustrações.

De acordo com a revista Fortune, 90% das startups (empresas emergentes) ao redor do mundo quebram. [No Brasil, 67% das empresas quebram antes de completar 5 anos].

Isso significa que os investidores que financiaram o empreendimento e as pessoas que se dedicaram a ele perderam não só dinheiro e esforço, como também seu tempo, que é uma commodity escassa e irrecuperável. Dedicaram anos da sua vida a criar e gerenciar algo que, no final, só trouxe prejuízos.

Há muita confusão sobre por que empreendimentos fracassam. Consequentemente, há péssimos conselhos sobre como evitar erros e fracassos. Mas, como bem pontuou a revista Fortune:

A CB Insigths recentemente analisou 101 ensaios escritos por criadores de startup que fracassaram para detalhar exatamente os motivos por que eles acreditavam que sua empresa fracassou. Após analisar os números, a empresa revelou que o motivo número um para o fracasso, citado por 42% dos empreendedores, foi a ausência de uma demanda de mercado pelo seu produto.

Isso deveria ser auto-evidente. Se ninguém quer o seu produto, sua empresa não irá ser bem-sucedida. Ainda assim, várias startups insistem em oferecer coisas que os consumidores não querem, e fazem isso levadas pela irracional esperança de que irão convencê-los do contrário.

Ou seja, o motivo auto-evidente de as startups fracassarem é que não há um mercado para aquilo que elas produzem.

Isso, de fato, é algo óbvio, mas é algo que é quase que totalmente evitável.

Com efeito, é possível ir ainda mais longe e dizer que a maioria destes empreendimentos fracassa por razões tolas. E isso, inversamente, explica por que empreendedores mais experientes frequentemente são mais bem-sucedidos: eles não cometem esses mesmos erros tolos.

O mais tolo dos erros é exatamente o mais óbvio, mas o qual poucos levam em conta: você não deve iniciar um empreendimento que não irá satisfazer uma genuína demanda dos consumidores. Embora falar seja fácil, isso é realmente algo que é negligenciado por um enorme número de empreendedores.

Para ser um empreendedor bem-sucedido, é necessário colocar o consumidor no topo da sua lista de prioridades. Para um empreendimento ter lucro (ou mesmo operar num ponto de equilíbrio), ele tem de criar valor para os consumidores. E tem de fazer isso de maneira melhor (ou mais diferenciada) que os empreendimentos já existentes no ramo.

O que é "criar valor"

Criar valor é descobrir o que os consumidores valorizam e então ofertar para satisfazer essa demanda. Seja abrir um restaurante que oferte alimentos desejados ou criar um aplicativo de transporte que se torna bastante demandado; seja resolver problemas, consertar coisas, satisfazer desejos ou necessidades, criar facilidades, tornar a vida mais confortável etc.: tudo isso é criação de valor.

Seu objetivo como empreendedor é determinar quais são os desejos e necessidades não satisfeitos das pessoas e então ajudar a satisfazê-los. Essa, sucintamente, é a definição de "valor". Você pode criar valor oferecendo algo novo ou oferecendo algo que já existe de uma maneira diferenciada e inovadora. Alternativamente, você pode ofertar coisas triviais de uma maneira que faça o consumidor perceber o valor que pode obter com isso.

Criar valor para o consumidor tem de ser o alfa e o ômega em todo e qualquer empreendimento que queira ser bem-sucedido, pois esta é a razão de sua existência.

Empreendedores têm de levar esta lógica a sério: o empreendimento não é para você, é para os consumidores. Não é para saciar um capricho seu, mas sim para atender a uma demanda específica dos consumidores.

O erro de confundir empreendimento com hobby

Talvez o principal problema é que a maioria das pessoas viram empreendedoras porque querem "fazer aquilo que gostam", "aquilo que lhes dá prazer", e não aquilo que realmente cria valor para os consumidores, aquilo que irá satisfazer uma necessidade do público.

E então, após o empreendimento fracassar, elas ficam frustradas, enraivecidas e até mesmo deprimidas. É difícil aceitar que o erro estava lá no início, ao querer fazer "aquilo que lhe dava prazer", e não aquilo que era realmente demandado pelos consumidores.

A produção de bens e serviços será um desperdício de recursos escassos se não for feita tendo como objetivo melhorar a situação dos consumidores. Gerir um empreendimento com qualquer outro objetivo não é empreender, mas sim ter um hobby. E isso será custoso não só para a economia como um todo — pois irá consumir recursos escassos sem, em troca, gerar valor —, como também provavelmente sairá caro para você.

Para colocar em um jargão econômico: seu empreendimento não está produzindo; ele está consumindo. E ninguém ganha dinheiro consumindo. (Este, aliás, é o motivo por que empresas ineficientes devem falir, e não ser socorridas).

Priorizar o seu prazer em vez da satisfação do consumidor é um erro tão tolo, mas infelizmente tão comum, que eu já argumentei que a maioria dos empreendedores é composta de maus empreendedores. Não se trata de uma acusação ou de uma tentativa de diminuir empreendedores que de fato trabalham duro. É apenas a descrição de algo visível: a maioria dos empreendedores, infelizmente, coloca os consumidores em segundo lugar, ou até mesmo mais ao final da lista de prioridades. Ou então só descobrem sua importância quando já é tarde demais. Isso faz de você, da perspectiva do sistema econômico, um mau empreendedor, pois não está criando o valor que você — considerando suas capacidades e esforços — é capaz de criar.

Se seu empreendimento cria valor real para os consumidores (aos olhos deles!), então vender para eles é muito fácil — e capturar parte desse valor está longe de ser impossível. É assim que você deveria pensar sobre qualquer eventual empreendimento. Porém, a maioria dos empreendedores inicia empreendimentos visando primordialmente a si próprios — o que significa que eles já começam sem o objetivo de criar valor para os consumidores.

Sendo assim, não é de se estranhar que vão à falência em pouco tempo: nunca houve uma "necessidade" do público consumidor de adquirir seu produto.

Isso não é falta de sorte, mas sim falta de visão e de planejamento.

Dicas básicas de como fazer após já ter começado

Falando de maneira direta, como empreendedor, você sempre estará à mercê de como seus clientes vêem você e o que você tem a oferecer para eles.

Sendo assim, não adianta lutar contra a maneira como eles valoram seu produto ou serviço. Você não tem esse poder. Por isso, você tem de aceitar essa valoração e buscar satisfazê-la. Pense em como você pode oferecer o máximo de valor possível ao seu consumidor — de acordo com os termos dele.

Ao fazer isso, questões aparentemente complicadas se tornam imediatamente mais claras.

Por exemplo, uma vez empreendendo, é fácil se distrair e se deixar levar por detalhes administrativos, como a criação e o desenvolvimento do produto, para não mencionar toda a cadeia de fornecedores e todo o gerenciamento de recursos humanos. Embora muitas dessas coisas sejam, sim, importantes de ser controladas, o que tem de vir em primeiro lugar é: alguma dessas mudanças irá beneficiar o consumidor?

Afinal, por que enfrentar toda a chateação de ficar reajustando e remodelando seu produto, se essas mudanças não irão trazer benefícios reais para seus clientes?

Por outro lado, se elas de fato trouxerem, então os consumidores estarão dispostos a pagar preços maiores, o que pode lhe trazer maiores receitas. Sendo assim, priorizar a valoração subjetiva do consumidor sempre é uma situação em que ambos os lados ganham.

Pensar em seu empreendimento em termos de valor, ou de benefícios ao consumidor, é também como você deve pensar a respeito da concorrência. Se seu produto oferece algo que os consumidores realmente valorizam, então não há motivos para eles considerarem outros produtos concorrentes.

Com efeito, um produto altamente valorizado – do ponto de vista do consumidor – praticamente se vende sozinho. E, quanto maior a criação de valor que você oferecer, maior será o preço que os consumidores estarão dispostos a pagar.

Se você realmente direcionar seu empreendimento à satisfação dos consumidores, sua concorrência só terá uma alternativa: oferecer uma ainda maior "satisfação de desejos". Será difícil para ela, mas, se ela conseguir, você terá de se aprimorar. E toda a sociedade estará mais rica.

Por fim, pensar em seu empreendimento em termos do valor que ele oferece aos seus clientes — não em termos de receitas monetárias, mas em termos da atual satisfação deles — é uma maneira poderosa de fazer empreendedorismo porque ajuda você a evitar erros e lhe permite rapidamente identificar o que é importante. Ao pensar em termos de valor, muitas decisões cruciais se tornam óbvias. "Devo contratar mais pessoas?" é a pergunta errada a ser feita. A pergunta correta é: "Contratar mais pessoas irá gerar mais valor real aos meus consumidores?"

Sim, é fácil

Logo, o conselho número 1 para os futuros empreenderes, o qual não só ajuda a evitar vários fracassos como ainda garante seu estabelecimento no mercado, é bastante óbvio, mas quase nunca seguido: coloque o consumidor — suas demandas e desejos — em primeiro lugar de sua lista de prioridades a serem atendidas. Inclusive, de início, não se preocupe em buscar eficiência ou mesmo controlar custos; faça isso apenas após já estar estabelecido (ver todos os detalhes sobre isso aqui).

Agir assim irá ajudar seu empreendimento a prosperar e, acima de tudo, irá lhe garantir uma renda (que é o seu objetivo).

Neste sentido fundamental, ser um empreendedor é "fácil".

E isso torna ainda mais espantoso o fato de que tantos fracassam porque, só depois do ocorrido, descobriram que "não havia uma necessidade de mercado" para seus produtos. A necessidade por seu produto não deve ser descoberta após você começar um negócio — ela deve conduzir seus esforços.


autor

Per Bylund

foi consultor de negócios na Suécia, é Ph.D em economia pela Universidade do Missouri e é professor de Empreendedorismo e Livre Iniciativa na Escola de Empreendedorismo da Oklahoma State University.




  • Enquete.  20/08/2019 18:21
    Você é empreendedor? O que vende ou já vendeu que deu muito certo ou fracassou?
  • Régis  20/08/2019 18:33
    Minha esposa decidiu vender comida para bebês após termos nosso primeiro filho. De início foi até bem, mas depois ela desanimou (muito trabalho pra pouca receita). Ela tomou a decisão de empreender no calor momento (como tava fazendo comida para o bebê e levava jeito pra coisa, decidiu tentar ganhar dinheiro com aquilo).
  • anônimo  20/08/2019 18:39
    Sou do ramo de empórios.

    Aproveitando a deixa, tenho fornecedores que o tempo todo tentam aumentar seus preços justificando que tiveram de contratar um novato (e isso tem custos de aprendizado) ou que o sindicato está exigindo aumentos ou que a justiça do trabalho acabou de aplicar uma multa.

    Eu simplesmente respondo que eles que se virem para cortar custos em algum lugar, senão vou pro concorrente. (Os irmãos Klein da Casas Bahia sempre foram mestres em fazer isso).

    Quem estipula os preços dos meus produtos são os consumidores. Se eles não aceitam aumento de preços então não posso me dar ao luxo de aceitar aumentar custos pois não consigo repassar esse aumento de custos aos consumidores. Meu objetivo é criar valor (dar aos consumidores que eles querem e estão dispostos a pagar).

    É impossível repassar integralmente custos ao consumidor. O consumidor não tá nem aí pra meus custos operacionais. Se ele não estiver disposto a pagar mais caro pelo produto eu vou falência. O empreendedor é que tem que se virar (a menos, é claro, que ele opere em mercado protegido pelo governo; ou então que o consumidor seja trouxa).
  • Asdrubal  20/08/2019 19:04
    "(...) mercado protegido pelo governo" você falou tudo agora.
  • João Marcelo  20/08/2019 19:12
    Mais um mito des(cons)truído pelo IMB:

    "Faça o que você ama, o dinheiro será consequência" Se o que você ama fazer for demandado voluntariamente pelos consumidores, aí é outra história.
  • H. Saraiva  20/08/2019 18:42
    Já tive uma academia de ginástica em uma cidade do interior de MG na década de 80. Foi a primeira da cidade. E era relativamente cheia. Mas quebrei em um ano. Era impossível precificar direito as coisas naquela época maluca de hiperinflação. E os custos só subiam. E ainda peguei o congelamento do Cruzado. Traumatizei e nunca mais tentei nada.
  • anônimo  20/08/2019 18:57
    Empreender naquela época insana era coisa para heróis. E você tocou no ponto crucial.

    Eis duas perguntas que todo empreendedor tem de se fazer o tempo todo:

    — Quanto as pessoas estarão dispostas a pagar pelo meu serviço?

    — O que eu consigo fornecer a este preço?

    A partir daí você se ajusta.

    Custo é o valor que você arca para fazer um produto. Preço é o valor que as pessoas aceitam pagar por esse produto. A diferença irá sinalizar se seu empreendimento deve continuar.

    Mas em um cenário de hiperinflação e congelamentos é impossível ter uma mínima noção das coisas.
  • Zéferino  20/08/2019 18:48
    Sim. uma vez fiquei desempregado e meio que no desespero investi o meu dinheiro em um carrinho de pastel. Meu negócio deu certo, hoje tenho uma lanchonete e trabalho para mim mesmo.
  • Vladmir  20/08/2019 18:27
    Embora seja imprescindível gostar do que faz (pois o prazer ajuda a melhorar a performance), querer fazer algo apenas porque gosta daquilo, sem se preocupar com se aquilo realmente cria valor para terceiros, é receita garantida para o fracasso.

    O melhor exemplo disso é a quantidade de doutor em filosofia, sociologia, história (e varias áreas das ciências sociais que não agregam valor pra ninguém) que está desempregado. Foram fazer o que gostam e não o que está sendo demandado. Agora estão bravos porque não têm como se sustentar.
  • eugenio  21/08/2019 04:18
    ...quantidade de doutor em filosofia, sociologia, história (e varias áreas das ciências sociais que não agregam valor pra ninguém) que está desempregado...

    Em determinada época também achava filosofia sociologia bobagem,besteira, até que li sobre GORGIA,um grego que tinha uma estatua de ouro em seu jardim.Reis e principes iam aprender FILOSOFIA APLICADA e lhe pagavam regiamente. Sai atras e percebi da importância do assunto
    Gorgia que citei ensina sobre a vontade de alguém,mecanismos mentais chaves e basicos,analise do individuo comprador,(cabeça de macaco,cabeça de gato, cabeça de cachorro)e como isso pode ser utiil nas vendas,de todas as áreas,produtos e serviços e na politica .
    Como vender o peixe, e os conhecimentos necessários, como funciona a vontade.
    Acontece que a maioria ensina o que não entende e não sabe, todos acham, bobagem.

    O conhecimento é uma ferramenta,e se o instrutor não conhece a ferramenta não saberá explicar como funciona e no que funciona.A vontade é que vai decidir alguem comprar ou não algo, e quem souber o seu mecanismo,as suas técnicas funciona como uma "vaselina" pare fechar negócios, avaliar mercados , divulgar o produto e como para vários tipos de consumidores,sem estes conhecimentos é como pilotar avião sem instrumentos, até consegue mas em grande risco e poco resultado.
    A maioria dos professores não sabem explicar para que serve o ensinamento, a ferramenta,onde pode ser util.Quem quer aprender algo que não sabe para que serve...onde usar...como usar...
    Sem filosofia é como navegar sem bússula...
  • Rodolfo Andrello  21/08/2019 16:04
    Depois aparecem os sujeitos custeados pelo governo que foram fazer algum doutorado na Europa pesquisando a vida sexual dos caramujos e fica pasmo quando chega no Brasil e descobre que ninguém está demandando os seus conhecimentos.
  • José André  20/08/2019 18:34

    Na cidade onde moro, 20 anos atrás havia apenas uma única loja de móveis e os preços eram caros. A maioria das pessoas comprava móveis na cidade vizinha, (20 km distante) onde havia mais opões de preço, variedade e concorrência. Percebendo isso, o dono de uma grande rede de lojas na região abriu um pequeno stand na minha cidade. Resultado: um sucesso! vieram mais lojas, mais opões e a antiga lojinha de móveis mudou de ramo.
  • Ignorante  20/08/2019 18:37
    Gente, uma pessoa que por falta de opção vende doces e coisas na ruas ganha algum dinheiro. pode ser considerada uma empreendedora?
  • PB  20/08/2019 18:43
    Em tese, sim, mas esse é um empreendedorismo feito muito mais por necessidade do que pela identificação de oportunidades. E aí ele acaba sendo rudimentar. Quem vira empreendedor apenas porque está desempregado e quer sobreviver dificilmente conseguirá um êxito prolongado.

    Empreendedorismo é sobre criar valor para os consumidores, e não sobre ter uma renda mensal garantida.
  • Ignorante  20/08/2019 18:50
    Obrigado PB pelo seu comentário esclarecedor!!!!
  • Fabrício  20/08/2019 19:08
    As pessoas, quando deixadas por conta própria, sem privilégios, protecionismos e subsídios, acabam sempre se especializando naquilo que realmente sabem fazer de melhor. O real valor de um arranjo de livre mercado e guiado por empreendedores é a capacidade das pessoas de aprender com os erros passados em conjunto com os incentivos para fazer esse aprendizado.

    A esmagadora maioria dos empreendedores de sucesso hoje já erraram, já perderam e certamente já foram considerados um fracasso em outras áreas. Ao serem punidos pelo mercado (ou seja, pelos consumidores), eles se ajustaram, se aprumaram, aprenderam e souberam reconhecer que o que interessa é gerar valor.

    São muito poucas as pessoas que começam a empreender pela primeira vez realmente sabendo disso.
  • Humberto  20/08/2019 19:11
    Sim, a maioria dos pequenos empreendedores desse tipo (empreender por necessidade) são um tanto rudimentares. E é exatamente por isso que eles permanecem pequenos. Kiyosaki falou isso em Pai Rico, Pai Pobre. Se fosse fácil, todos fariam. É por isso que os realmente bons ficam ricos rapidinho.

    O problema é que muitos são levados por modismos e acabam se arriscando em uma área que nada sabem. O risco é sempre um componente do empreendedorismo mas não é sensato se arriscar em um mercado que você não domina.

    Dito isso, não podemos também descartar a questão do intervencionismo estatal e de como ele distorce as coisas. Se a entrada em um mercado fosse livre, sem barreiras criadas pelo governo, tanto os riscos quanto o conhecimento sobre esse mercado seriam bem diferentes (os riscos seriam menores e o conhecimento maior), e o empreendedorismo como um todo seria maior.

    É por isso que estou otimista com a MP da liberdade econômica. Se aquilo ali for realmente colocado em prática e respeitado, o patamar muda.
  • Ignorante  21/08/2019 13:32
    O problema é que muitos são levados por modismos e acabam se arriscando em uma área que nada sabem. O risco é sempre um componente do empreendedorismo mas não é sensato se arriscar em um mercado que você não domina.

    Aqui na cidade onde moro, uma senhora pegou 1.000 reais de um agiota para empreender por necessidade, mas o empreendimento não deu certo e ela perdeu dinheiro. Com os juros, a divida foi pra 19.000 reais.



  • Luiz  20/08/2019 19:29
    Aquela febra das paletas mexicanas ilustrou bem essa situação: confundiram grosseiramente modismo com tendência de mercado, um erro crasso de avaliação e interpretação.

    economia.uol.com.br/empreendedorismo/noticias/redacao/2016/08/16/fim-da-febre-muda-modelo-de-negocio-de-paletas.htm

    exame.abril.com.br/negocios/molinari-da-food-consulting-o-que-explica-modinhas-como-a-da-paleta/

    escrilex.com.br/blog/lucraram-apos-o-declinio-das-paletas-mexicanas/

    www.gazetadopovo.com.br/economia/livre-iniciativa/empreender/tres-anos-depois-do-auge-paletas-mexicanas-tentam-se-reinventar

    revistapegn.globo.com/Franquias/noticia/2018/04/estrategia-da-los-paleteros-para-superar-o-fim-do-modismo-das-paletas.html
  • danir  21/08/2019 01:12
    Desde quando vi pela primeira vez as tais paletas, não consegui entender porque as pessoas pagavam aquele preço por aquele produto.
  • danir  21/08/2019 01:31
    Outra coisa que não consigo entender: veículos elétricos sendo empurrados ao consumidor, em nome da redução do aquecimento global(!!)quando a tecnologia está claramente imatura, oferecendo menos autonomia, custo unitário do veículo bem maior e um onus ecológico que não foi ainda avaliado. Como nos disfaremos das sucatas das baterias? Como geraremos mais energia elétrica para alimentar toda esta parafernália (baterias precisam ser recarregadas)? É quase como dizermos que precisamos reduzir a população mundial, para garantir a sustentabilidade, desde que os eliminados sejam os outros. Fico imaginando que se fizéssemos um programa de promoção do suicídio, talvez chegássemos a uma humanidade vegana, sem danos ao meio ambiênte. Seria mais humano do que promover o aborto por exemplo.
    Pareço fora do assunto, mas creio que tem a ver com a espectativa de consumidores como eu, que não se sentem atendidos pelo que estão oferecendo.
  • Imperion  21/08/2019 02:47
    A troca dos carros por elétricos é uma intervenção do estado na economia. Vai gerar distorção. Ao invés de estimular a tecnologia pela demanda do consumidor, vai dar uma colher de chá para os carros elétricos com pior projeto. Pode ate atrasar a melhor tecnologia em alguns anos, pois o subsídio pra comprar o carro pior desvia recursos do projeto melhor que atende ao consumidor. Sobre os problemas do meio ambiente, se a agricultura do mundo todo adotasse a agricultura holandesa, poderia se ter 10 vezes mais alimentos e não se precisaria de novas pastagens

    Essas novas pastagens e queimadas são fruto da tecnologia agricultural obsoleta, pois eles ainda insistem no menos eficiente. Com mais alimentos em menos terras, não ia ser preciso desmatar, nem precisaria das plantations, que são clareiras abertas por fazendeiros pra ter novos pastos, enquanto suas terras descansam anos pra recuperar o solo pra novas plantações
  • Imperion  21/08/2019 03:17
    As sucatas podem ser recicladas. Simples.

    Programas de suicídio não funcionam. Os outros povos continuariam procriando. E reclamando da fome.

    Alem disso os recursos não vão se esgotar, como os alarmistas falam. O ser humano vai apenas fazer produtos que podem ser reciclados. Quem se matar de bobeira vai ser trouxa. Se mata, daí o outro povo coloca outras crianças no mundo e o que se matou só deu lugar.

    Sobre a energia, ela é um produto como qualquer outro, tem que ser produzida pra ser consumida, se aumentar a demanda, caso não haja interferência intervencionista, sempre vai ter empreendedor e indústria produzindo

    Ex. Já estão fazendo o próximo passo energético, há uma corrida, pois sabem que quem chegar primeiro vai poder produzir energia farta. Tipo mil vezes mais do que com usininhas de hoje. A energia farta vai ser muito barata e industrialmente o país que tiver vai baratear e exportar muito.

    E o reator de fusão. É uma corrida forte, mas que já está chegando ao fim. Tão quase lá. Demorou 200 anos pra maquina a vapor pegar, mas agora em menos de vinte anos já vamos ter reatores a fusão.
  • Ex-Keynesiano  21/08/2019 14:19
    "Como nos disfaremos das sucatas das baterias? Como geraremos mais energia elétrica para alimentar toda esta parafernália (baterias precisam ser recarregadas)?"

    Verdade, Ainda não conseguimos nos desfazer de sucatas de bateria de celular ou das pilhas...
  • José   20/08/2019 20:38
    A lógica microeconômica muitas vezes tem efeitos benéficos em pequena escala, mas é danosa macroeconomicamente.
    Exemplo: O salário mínimo causa desemprego, pois aqueles que não têm produtividade acima do piso salarial não são contratados/são demitidos. Esse exemplo faz total sentido em micro, mas em macro o efeito é diferente. Se nós abaixarmos o salário mínimo, a renda dos mais pobres, que são os que mais consumem proporcionalmente, diminui. Se a renda diminui, o consumo diminui. Quando o consumo diminui, há menor demanda de trabalho, isto é, a abolição do salário mínimo causa desemprego no macro.

    O que vocês acham deste raciocínio? Se tiverem algum objeção, por favor, argumentem.
  • Amante da Lógica  20/08/2019 21:17
    O raciocínio é errado porque é incompleto. Eis o raciocínio correto e completo, utilizando suas próprias palavras.

    A lógica microeconômica muitas vezes tem efeitos benéficos em pequena escala, e continua sendo benéfica macroeconomicamente. Por definição.

    Exemplo: O salário mínimo causa desemprego, pois aqueles que não têm produtividade acima do piso salarial não são contratados/são demitidos. Esse exemplo faz total sentido em micro, e em macro o efeito é o mesmo.

    Se nós abaixarmos o salário mínimo, a renda total dos mais pobres, que são os que mais consumem proporcionalmente, aumentará, pois agora haverá um número maior de pobres empregados e recebendo salário. (Segundo a sua própria definição).

    Se a renda total dos mais pobres aumenta, o consumo aumenta. Quando o consumo aumenta, há maior demanda de trabalho, isto é, a abolição do salário mínimo reduz o desemprego no macro.

    (Tanto é que os países em que não há salário mínimo o desemprego está entre os menores do mundo.)


    Em suma, mesmo que abolição do salário mínimo reduzisse o salário efetivo dos mais pobres (embora não haja nada que garanta que isso irá acontecer), o maior número de pobres empregados faz com que a renda conjunta deste estrato seja maior. Por definição.

    Se há 5 pobres empregados recebendo R$ 1.000 e 5 pobres desempregados recebendo R$ 0, a renda total será R$ 5.000.

    Se há 10 pobres empregados recebendo R$ 700 (uma redução nada desprezível de 30%), a renda total será de R$ 7.000. Aumento de 40%.
  • Jos%C3%83%C2%A9  21/08/2019 03:05
    Obrigado pela resposta, meu caro(a) Amante da Lógica.
  • Tiago  20/08/2019 21:28
    No final, apenas uma coisa gera riqueza: idéias.

    Podemos discutir qual é o arranjo mais propício no qual implantar idéias. Mas, sem idéias, não há criação de riqueza.

    Obviamente, de nada adianta ter idéias se não houver respeito à propriedade privada, acumulação de capital, leis claras, estabilidade jurídica, bens de capital e liberdade de negociação. Porém, e inversamente, de nada adianta ter tudo isso, mas não ter idéias.

    Sem idéias, nada sai do lugar.
  • Jordan  20/08/2019 21:54
    Sobre criar valor para as pessoas, oferta e demanda.

  • Higor Tyrev  20/08/2019 22:30
    Como vocês ancaps lidam com o problema da luta de classes?
    Sei que vices adoram repetir "Menos Marx. Mais Mises", mas é um fato que ao longo da história as classes mais baixas da população, que sempre foram mais numerosas, ficaram insatisfeitas eventualmente e acabaram iniciando uma revolução.
    Para o anarcocapitalismo funcionar, teria que evitar pessoas descontentes para evitar revoluções. Mas se não consideram educação, saúde, etc. como direitos e como existiria apenas a iniciativa privada, teria uma má distribuição de renda, com pessoas que não podem pagar por educação, portanto com mal planejamento familiar e financeiro, ficando insatisfeitas e até partindo para a violência como já vemos acontecendo no Brasil.
    Basta uma pessoa conseguir unir as outras que o sistema ancap já era.


  • Guilherme  20/08/2019 22:49
    "mas é um fato que ao longo da história as classes mais baixas da população, que sempre foram mais numerosas, ficaram insatisfeitas eventualmente e acabaram iniciando uma revolução"

    Você, pelo visto, nunca estudou história. Todas as revoluções ocorridas na história do mundo -- todas!, sem exceção (e no sentido de tomada de poder) -- ocorreram em sociedades que estavam enriquecendo, e não em sociedades que estavam empobrecendo. Mais ainda: revoluções são feitas pela classe média, e não pelo proletariado.

    Revolução Francesa, Revolução Russa, Revolução Chinesa, Revolução Coreana, Revolução Cubana, as revoluções no sudeste asiático, e até mesmo as recentes "revoluções" na Bolívia e na Venezuela (quando elegeram governos de esquerda no início da década de 2000) ocorreram em sociedade que estavam enriquecendo.

    E o motivo é simples. Sociedades que estão empobrecendo não fazem revolução; pessoas que estão empobrecendo não têm dinheiro nem recursos para financiar uma revolução (que é algo caro e exige muita logística); uma sociedade que está empobrecendo apenas definha. Ela não tem forças pra fazer uma revolução e tomar o poder. Vá ver se há revoluções populares na África Subsaariana ou na Coréia do Norte.

    Revoltas, por definição, são feitas por pessoas cujo padrão de vida melhorou, e que agora reivindicam a manutenção deste padrão.


    Corrigido este ponto, todos os ancaps não só acreditam em luta de classes, como ainda querem resolvê-la em definitivo.

    A "luta de classes" é real - só que os lados opostos são diferentes do que imagina a esquerda
  • Tannhauser  21/08/2019 13:14
    "E o motivo é simples. Sociedades que estão empobrecendo não fazem revolução"


    Discordo.


    Fonte: www.mises.org.br/Article.aspx?id=2267

    Segue trecho do artigo: ""Em cada Natal dos últimos 27 anos, os romenos relembram a REVOLUÇÃO ocorrida em 25 de dezembro de 1989, quando o regime comunista foi derrubado. ""





  • Dane-se o estado  21/08/2019 02:23
    Comunismo e socialismo foram teorias criadas pela elite para manter a sobrevida desta mesma elite, que no período inicial da revolução industrial estava simplesmente indo a falência uma vez que o povo estava migrando para fábricas e indústrias. As elites feudais criaram esta falácia, sociológica, econômica e moral, para manter seu poder e sobrevida feudal e escravista sobre a sociedade humana. A prova disso é a consequência de todo regime que é a inevitável escravidão e falência da sociedade, enquanto uma classe permanece no poder através do estado.

    Comunismo inevitavelmente é uma teoria de escravidão e servidão.

    Todas essas organizações globalistas financiam e apoiam ideologias socialistas, pois elas sabem a consequência sobre a economia e sabem também quem vai ficar no poder no final.
  • Imperion  20/08/2019 22:50
    Como gerar valor para os consumidores: mecanismo de preços. Se algo está subindo acima da inflação é porque ela esta ficando escassa e precisa de mais produção. Se seu preço cai abaixo da inflação é porque sua oferta está aumentando.

    Mas com as distorções intervencionistas de uma economia não livre, o preço pode subir por uma falsa demanda criada artificialmente pra favorecer um setor. E todo mundo se engana, o que pode ser fatal.

    Uma economia livre dá aos empreendedores um mecanismo ótimo pra decisões: sistema de preços livres. Outra maneira de gerar valor é um produto que atenda a uma necessidade não atendida antes. Essa necessidade vai atrair compradores e vai gerar demanda. As vezes esse produto vai tornar desnecessário outro produto.

    Mas é assim que se inova.

    Carros elétricos vão tornar desnecessário carros a combustão interna.

    Muito antes do fim dos carros a gasolina vai ocorrer que uma menor procura vai fazer cair os preços desse produto. É porque a oferta continuará a mesma, mas sua procura vai cair. Com isso os produtos de petróleo também vão cair de preço.

    É certo que hoje os elétricos custam mais, por isso não atendem a todas as necessidades do consumidor. Mas o produto vai evoluir ate o preço ficar menor. Daí só comprarão os combustão interna os saudosistas, isso se os governos alinhados a motivações políticas não proibirem sua fabricação e trânsito nas ruas.
  • Rene  21/08/2019 12:42
    Este artigo foi escrito por alguém que vive em um contexto de liberdade econômica, onde o que realmente importa é a geração de valor para o cliente. Infelizmente, a aplicação destas ideias no Brasil é limitada pela bola de ferro que o estado amarra no pé dos empreendedores. Não é raro por aqui uma pessoa ter uma ideia que até é boa e até teria uma aceitação bacana por parte dos consumidores, mas o empreendedor acaba sufocado por regulamentações inúteis, alta carga tributária, uma economia que simplesmente não anda, leis trabalhistas que fazem com que a pessoa pague dois funcionários e leve um, insegurança jurídica e outros fatores que matam o projeto na casca. Basicamente, o empreendedor precisa gastar suas energias com dezenas de coisas que não agregam valor a ninguém, apenas para ter o direito do governo não dar uma marretada na cabeça dele. Se sobrar algum tempo e algum recurso, aí sim ele vai pensar em como gerar valor para o cliente, e talvez, ter algum lucro com isso.

    Espero que a MP da liberdade econômica minimize, pelo menos um pouco, este fardo que os empreendedores carregam neste país.
  • Régis  21/08/2019 14:03
    Eu entendo seu ponto, mas o que você falou não altera a realidade.

    Sim, é verdade que, em vários casos, essas empresas foram sufocadas por regulações governamentais e por uma alta carga tributária, o que tornou suas operações caras e ineficientes. Mas, ainda assim, a realidade não se altera: ao sofrerem isso — ainda que por fatores exógenos e fora de seu controle —, essas empresas perderam seu apelo perante os consumidores, os quais deixaram de consumir dela.

    O governo ferrou tudo, é claro, mas, em última instância, foram os consumidores que não compraram nada dela.


    P.S.: longe de mim passar pano pra governo, mas startups não estão realmente entre as empresas mais massacradas pelos burocratas. Prova disso é o boom que ocorre neste setor. Não há boom em setores fortemente regulados pelo governo.
  • Rene  21/08/2019 14:41
    Régis, realmente o que eu disse não altera a realidade. Apenas a torna bem mais complicada. É por isso que os países com mais liberdade econômica são mais ricos que os países com menos liberdade econômica. O empreendedor acaba focando muito mais em gerar valor para seus clientes. Como consequência lógica, mais valor é gerado, o que implica em mais riqueza para a sociedade. Em um ambiente como o nosso, o empreendedor foca tanto em agradar o governo, um agente que só traz custos, que acaba sendo muito difícil agradar o cliente, que é quem vai pagar as suas contas.

    Perceba que o próprio título do artigo diz: "Eis o principal motivo por que empresas recém criadas quebram". As empresas brasileiras também quebram por este motivo, que aliás foi muito bem exposto no artigo. A questão é que as empresas brasileiras possuem vários outros motivos para as empresas quebrarem. O Brasil não é mesmo para principiantes.
  • Felipe Lange  21/08/2019 18:59
    Uma coisa interessante (na verdade não é) é que uma parte dessas empresas que entra em falência no Brasil é por causa de processo trabalhista, alguma regulação nova, roubos (sim, não é delírio meu), uma multa impagável... é um milagre algum empreendedor dar certo no Brasil, já que é praticamente um país comunista de jure (com menos liberdade econômica do que o Egito).

    Eu gostei muito mais desse artigo.

    Hoje é possível ganhar dinheiro mesmo com hobbies. Basta ver inúmeros canais no YouTube sobre coisas como aquarismo, animais de estimação...

    Quanto mais regulada é a economia, mais precisa ser feita uma economia de escala, ou seja, mais as empresas precisam focar apenas naquilo que terá a maior certeza possível de ter demanda. Por isso que aqui nos EUA, onde a preferência por carros automáticos é histórica e forte, ainda oferecem Civic com câmbio manual, enquanto no Brasil essas opções estão morrendo, mesmo sendo um país pobre e onde um carro de entrada é caríssimo.

    Quanto mais desenvolvida é uma economia, maior é a chance de você ganhar dinheiro com outros tipos de bens e serviços, pois as pessoas, agora mais ricas, podem demandar por bens e serviços além daqueles estritamente para sobrevivência do homem.

    A economia é uma só, mas ela não é imune às intervenções dos governos. Tem um artigo falando disso, de que os mais crédulos no poder milagroso são os intervencionistas, porque eles acham que o mercado passa imune às regulações (não achei, o sistema de busca do site é ruim demais).
  • Andre  21/08/2019 14:02
    Empreendedor no Brasil é quase sempre a camada menos qualificada da população, pois a grande maioria com educação e qualificações adequadas descamba pro funcionalismo, progride em grandes empresas ou emigra, trabalhar no Brasil não vale a pena.
  • Emerson Luis  30/08/2019 14:21

    Concordo com ressalvas.

    Quem se propõe a oferecer um produto ou serviço inovador por definição não tem como prever a demanda com a mesma acurácia de quem quer oferecer um produto ou serviço já estabelecido. Mas ele pode fazer alguma análise prévia e ir percebendo se a demanda está surgindo ou não.

    "Inclusive, de início, não se preocupe em buscar eficiência ou mesmo controlar custos; faça isso apenas após já estar estabelecido"

    Isso mesmo, sai esbanjando dinheiro, tempo e outros recursos na fase inicial do seu empreendimento; só se preocupe com eficiência e controlar custos após estar estabelecido; vai dar supercerto!

    * * *
  • Leitor Antigo  30/08/2019 16:45
    "Isso mesmo, sai esbanjando dinheiro, tempo e outros recursos na fase inicial do seu empreendimento; só se preocupe com eficiência e controlar custos após estar estabelecido; vai dar supercerto! "

    Meu caro Emerson, você é muito melhor do que isso. Não faça ironias sem antes ter estudado melhor o assunto. Sim, é claro que você tem todo o direito de discordar, mas ao menos antes saiba do que o autor está falando.

    Eis um artigo inteiro sobre apenas este tópico:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=3029
  • Emerson Luis  30/08/2019 18:58

    Já tinha lido o artigo, houve um debate nos comentários e eu mesmo comentei:

    ____________________________________________

    Emerson Luis 28/07/2019 17:32

    Qual traz maior prosperidade para uma economia:
    criação de valor ou maior eficiência na produção?

    Concordo que o inovador não tem como ser muito eficiente na produção porque ele está criando algo novo e precisa priorizar a geração de valor.

    Mas ele também não pode negligenciar a eficiência sendo esbanjador.

    ____________________________________________

    O motivo do meu comentário é que alguém pode entender mal o que o autor quis dizer.

    Enquanto alguns empreendedores podem ser ser contidos e rígidos demais, outros podem se deslumbrar com a riqueza que acreditam que conseguirão e começar a gastá-la desde já (por exemplo, alugando um escritório luxuoso, comprando itens desnecessários ou além do necessário e assim por diante).

    As demandas são sempre infindáveis e os recursos são sempre limitados, então sempre temos que administrar bem para evitar e corrigir problemas. O que pode mudar é o como faremos isso.

    A frase citada, do jeito que está [mal] formulada, pode estimular ainda mais quem já tem tendência ao deslumbramento, mesmo que não seja a intenção do autor (e aparentemente não foi isso que ele quis dizer).

    * * *
  • Contador Ex-Keynesiano  02/09/2019 12:33
    "(...)você não deve iniciar um empreendimento que não irá satisfazer uma genuína demanda dos consumidores. Embora falar seja fácil, isso é realmente algo que é negligenciado por um enorme número de empreendedores."

    Concordo, a maioria dos novos empreendedores da minha região:

    1) Pensam que o ponto é: atrair clientes, poucos deles param pra pensar se o seu empreendimento saciara uma demanda existente.

    2) Ou pessoa entram num ramo de negócios saturado, oferecendo mais do mesmo que tá tem.
  • Keynesiano arrependido  02/09/2019 12:44
    "Talvez o principal problema é que a maioria das pessoas viram empreendedoras porque querem "fazer aquilo que gostam", "aquilo que lhes dá prazer", e não aquilo que realmente cria valor para os consumidores, aquilo que irá satisfazer uma necessidade do público."

    Interessante é quando a pessoa empreende com base num hobby e naquilo que gosta e isso satisfaz demandas dos consumidores.

  • Analfabeto Ecônomico  21/10/2019 12:15
    Aconteceu algo comigo interessante: Comecei a plantar verduras legumes e hortaliças em casa, mais para o meu consumo próprio. Com o tempo muitas pessoas: vizinhos, colegas e amigos que iam minha casa pediam e eu dava. Daí eu pensei, se eu vendesse poderia "auferir lucros". Então começei a vender. As mesmas pessoas que me pediam não gostaram da ideia, diziam que eu era ganancioso e meu negócio não deu certo.

    O consumidor é um deus difícil de satisfazer. Kkkkk
  • João Marcelo  21/10/2019 12:36
    "Interessante é quando a pessoa empreende com base num hobby e naquilo que gosta e isso satisfaz demandas dos consumidores."

    isso é como ganhar na loteria: Minha irmã gosta de designer gráfico e fez faculdade para isso. Hoje tem 3 empregos e ganha bem.

    meu primo gosta de idiomas, embora não seja formado, se aventurou a dar aulas e hoje é o seu principal meio de vida.
  • Leigo   21/10/2019 11:49
    no seguinte exemplo: O cliente me leva um computador com defeito, eu examino e vejo que é algo simples: uma memória folgada, etc. Mas o cliente é leigo no assunto, então eu invento que o computador está cheio de problemas e cobro um preço alto. Essa seria uma forma de "driblar" a supremacia do consumidor?





  • Guilherme  22/10/2019 03:15
    Se você é o único prestador deste tipo de serviço na cidade, sem absolutamente nenhum concorrente, então sim. Mas se você tiver ao menos um concorrente, então aí você estará correndo risco. Se esse cliente desconfiar de você, levar o computador para seu concorrente, e seu concorrente der um diagnóstico mais simples e mais barato, você corre o risco de ficar mal falado e com fama de desonesto e perder mais uma enormidade de clientes, podendo até mesmo ir à falência.
  • Leigo   22/10/2019 16:23
    Bem pensado Guilherme
  • Novo em Escola Austríaca  21/10/2019 12:32
    Esse negócio de ajustar os custos de produção ao valor que o consumidor puder/quer pagar e ainda assim ter lucro e pagar os impostos é tarefa para Hércules.

    Logicamente, o consumidor sempre vai querer um preço baixo, descontos, mas tecnicamente, se o preço que o consumidor pedir não puder cobrir meus custos?

    Eu poderei vender ao preço que ele pede, mas terei prejuízo ou desistirei do empreendimento.


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