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Desafio simples: faça o socialismo funcionar com um simples produto - e aí vamos dialogar
Se nem em um cenário tão simples assim o socialismo funciona, por que ampliá-lo?

Passei os últimos dias profundamente mergulhado na teoria e na história do socialismo do século XX, a pedido da revista National Review. De um lado, foi fascinante revisitar todos os argumentos em defesa do sistema; de outro, foi aterrador ler relatos detalhados sobre a experiência em todos os países que adotaram tal regime.

Se você já fez isso, irá concordar comigo como é insanamente estranho que o termo e o ideal ainda usufruam alguma credibilidade, especialmente entre pessoas jovens nascidas após 1989. Exceto a falta de interesse em história, é muito difícil descobrir qual é o cerne do erro.

Ainda assim, vou tentar.

Meu principal palpite é que as pessoas que acreditam defender o socialismo (no caso, pessoas que se identificam com a esquerda política; a direita tem outros problemas) nunca abordaram o problema da escassez como sendo uma realidade econômica.

Por escassez, não me refiro a desabastecimentos ou racionamentos. Antes, refiro-me à ausência de uma abundância infinita de tudo o que as pessoas querem em um determinado momento. Isso se deve a uma característica intrínseca do mundo material que impede que você e eu possamos exercitar exatamente o mesmo controle sobre o mesmo bem material ao mesmo tempo.

Nós dois não podemos calçar os mesmos sapatos ou beber água da mesma garrafa ao mesmo tempo. Ou você come aquele pedaço de picanha, ou eu como. Ou então dividimos ao meio (e aí um de nós não ficará saciado). Não há uma máquina mágica de reprodução que faça com que a carne surja do nada.

Escassez também ser refere àquela condição da vida que impede você de consumir tudo o que você deseja ao mesmo tempo. Cada escolha que você faz envolve um custo, que é aquilo que você deixou de fazer. Como muito bem diz o ditado, a cada escolha, uma renúncia. Você está lendo este texto agora em vez de estar fazendo outra coisa. O custo desta leitura é tudo aquilo de que você está abrindo mão neste momento. Igualmente, você não pode caminhar, pescar e nadar ao mesmo tempo. Tudo o que você compra requer o gasto de um dinheiro pelo qual você trabalhou, e que agora abriu mão de poupar.

É isso que os economistas rotulam de escassez, e é isso que gera a necessidade de economizar, isto é, escolher entre vários fins concorrentes. É parte irrevogável da realidade. Não importa qual seja a prosperidade que você esteja vivenciando, não interessa qual tipo de avanço tecnológico venha a surgir; a realidade da escassez sempre estará conosco. O mundo material dos seres humanos sempre irá exceder aquilo que está disponível, não importa quanta riqueza haja, simplesmente por causa da realidade da escassez.

Logo, é necessária uma maneira racional e pacífica para lidar com ela.

A solução

Foi a constatação desta realidade, ao longo da profunda história da experiência humana, que nos impeliu a uma solução melhor do que incessantes conflitos físicos para se conseguir algo para comer. Há aproximadamente 150.000 anos, gradualmente descobrimos os benefícios sociais da propriedade privada, do comércio, do cumprimento de contratos, da criação de complexas estruturas do capital, da liberdade de empreendimento, e da escolha do consumidor. Também descobrimos, muito gradualmente, que aderir a estas convenções sociais — minhas e suas — permitiu a divisão do trabalho, a acumulação de capital, a criação de complexas estruturas de produção, e, como consequência de tudo, aquele fenômeno incrivelmente mágico: a criação de mais riqueza.

Já os socialistas imaginam ter outra solução para o problema da escassez sem ter de recorrer à propriedade privada. Para eles, basta apenas dizer: "Que haja o socialismo!", e isso irá magicamente abolir o problema. No entanto, apenas isso pode não soar muito crível. Por que alguém aceitaria adotar tal arranjo sem uma explicação convincente sobre como ele funcionaria na prática?

Por isso, o truque utilizado no passado foi pegar todos os seu desejos por aquilo que lhe parecia impossível e adorná-los em uma pomposa teoria da história que misturava dialética e a inevitabilidade das forças sociais, a qual iria solucionar conflitos até então insolúveis que conduzem a meta-narrativa do progresso — ou algo nessas linhas. Se você insistir bastante nessa ideia convoluta e souber falar bonito, as pessoas irão finalmente ceder: "Ok, ótimo, vamos tentar o socialismo".

Tão logo você acredita que isso é possível, então várias outras coisas também magicamente se tornam dignas de ser experimentadas: serviços de saúde gratuitos, educação gratuita, renda universal garantida, bens e serviços gerais gratuitos, e tudo isso em conjunto com uma redistribuição universal de renda sem que isso prejudique a criação de riqueza.

O fato de tais idéias serem levadas a sério sem nenhuma consideração quanto aos custos, e sem nenhuma consideração de que tais estruturas poderiam criar problemas para o exercício da liberdade humana, é uma daquelas atitudes que podem ser rastreada à negação da escassez.

Na forma mais extrema, a cegueira coletiva em relação à escassez pode levar um indivíduo a acreditar que criar o comunismo é apenas uma questão de apertar um interruptor na máquina da narrativa da história.

Comece pelo indivíduo

Façamos um experimento mental. Vamos tentar criar o socialismo sobre um único bem. Vamos tentar fazer isso com sapatos em uma economia formada por apenas três pessoas. Você e dois amigos. Cada um de vocês possui um par de sapatos e vocês calçam sapatos do mesmo tamanho.

E aí um de vocês estala o dedo e diz: "Que haja o socialismo!".

No início, nada parece mudar. Mas aí então você observa que seu amigo tem sapatos mais elegantes, os quais você agora quer calçar. Ato contínuo, você diz: "Agora eu é que vou usar os seus sapatos".

E ele responde: "Mas aí eu não poderei calçá-los também". E então você retruca: "Sim, mas agora vivemos sob o socialismo, o que significa que você tem de abrir mão deles."

Mas isso é confuso. É fato que, só porque agora há o socialismo, isso não significa que uma pessoa tem o direito de possuir os sapatos de outra. Verdade. Porém, no mínimo, isso também significa que nenhum indivíduo pode reivindicar propriedade exclusiva sobre seus próprios sapatos. Neste caso, surgirão vários tipos de novas dúvidas sobre como decidir quem irá calçar os sapatos de quem.

Como decidir? Bom, há a possibilidade de se buscar a unanimidade. Ou então você pode instituir o voto da maioria. Dois de três. Uma pessoa certamente irá odiar os resultados. A consequência é que você agora passou a incentivar a manipulação dos resultados por meio da organização de facções. Isso tende a gerar mais desconfiança, mais intriga, mais conflitos, mais ressentimentos e mais brigas. E tudo isso pode, por sua vez, levar a outra consequência: o mais forte entre vocês três assumirá o poder de decidir.

Agora, você tem uma ditadura.

E todo esse arranjo totalitário foi muito facilmente criado, com apenas três pessoas, tão logo você decidiu impor o socialismo sobre um único bem.

Já está claro que aquela tão desejada utopia dos sapatos não prosperou. Anunciar a existência do socialismo não produziu nenhum sapato novo. Não mudou absolutamente nada na natureza dos seres humanos naquele ambiente. Não alterou nada do mundo material. Tudo o que ela fez foi remodelar as regras. Antes, as pessoas estavam satisfeitas com suas posses; agora, elas fervem de ressentimento e inveja daquilo que as outras pessoas têm.

Agora, minha proposição é esta: se o socialismo não é capaz de funcionar em um caso tão simples e pequeno quanto este, como pode alguém acreditar que todos estes problemas irão desaparecer caso a ideia de propriedade comunal seja expandida para toda a sociedade e para todos os bens existentes?

A lógica mostra que é bastante provável que a tentativa irá apenas expandir este problema fundamental para toda a sociedade.

A questão é simples

O socialismo, no sentido moderno, surgiu no século XIX como parte de uma revolta anti-liberal. A nova doutrina se subdividiu em várias facções: religiosa, sindicalista, nacionalista, utópica, científica, moralista, nacionalista etc. Você escolhe. Mas todas elas têm em comum este mesmo e inacreditavelmente simples erro: elas foram incapazes de reconhecer a necessidade de se economizar. Como consequência, todas elas acabaram criando caos e conflito (e homicídios em massa).

A alternativa à fantasia socialista é a propriedade, o livre comércio, a concorrência e a produção — e tudo por meios voluntários, sem usar de violência contra indivíduos pacíficos e suas respectivas propriedades. Se você deseja uma ordem social sensata e humana, realmente não há alternativa.

Que o socialismo como uma ideia tenha sobrevivido centenas de anos é um tributo à capacidade da mente humana de imaginar ser capaz de criar aquilo que a realidade sempre irá se recusar a tornar possível.

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autor

Jeffrey Tucker
é Diretor-Editorial do American Institute for Economic Research. Ele também gerencia a Vellum Capital, é Pesquisador Sênior do Austrian Economic Center in Viena, Áustria.  Associado benemérito do Instituto Mises Brasil, fundador e Diretor de Liberdade do Liberty.me, consultor de companhias blockchain, ex-editor editorial da Foundation for Economic Education e Laissez Faire books, fundador do CryptoCurrency Conference e autor de diversos artigos e oito livros, publicados em 5 idiomas. Palestrante renomado sobre economia, tecnologia, filosofia social e cultura.  

  • anônimo  21/05/2019 19:15
    Gostei muito do texto e do exemplo dos sapatos.

    Imagino, porém, que ao repeti-lo para um socialista, a resposta que receberei será algo do tipo: "quem falou em dividir sapatos? no socialismo todos terão quantos sapatos quiserem".

    Se eu replicar com a pergunta: "de onde virão os sapatos adicionais?", provavelmente ouvirei uma resposta do tipo: "do mesmo lugar de onde vieram os três pares de sapato da sua história".


    Nenhuma lógica é suficiente para uma pessoa que acredita no milagre da multiplicação e tem como premissa a abolição mágica da escassez.
  • William  21/05/2019 19:25
    Ótimo o exemplo prático. Mas realmente não há nada de muito surpreendente no fato de que vários jovens (para não dizer tambem de marmanjos) ainda acreditem que o socialismo é a resposta. Todos foram bombardeados diariamente por essa propaganda no sistema escolar (um fenômeno mundial), na mídia e na cultura. Na melhor das hipóteses se ensina que "o capitalismo é malvado", o que já leva à automática conclusão de que o socialismo é a solução. Medida bastante efetiva. No mais, sempre é mais fácil acreditar na propaganda (principalmente quando vem de fontes oficiais) do que na história (que dá mais trabalho).
  • hamilton.alvesdasilva@yahoo.com.br  26/05/2019 12:58
    Naci em 1964, fui doutrinado contra o sistema de forma sutil e às vezes didática e ostensiva contra o sistema e os bons costumes, rebeldia era discolado, fumar, beber, drogas, idolatrar Che, Fidel, splidariedade polonesa, a lista é grande, 50 anos bebendo esta agua suja e contaminada. Votei em todos eles, fiz passeata com estrelinha no peito. Graças a Deus a Bíblia renovou minha mente e não deixou que minha mente fosse dominada cegamente. No escândalo do mensalão eu abri os olhos e comecei a acordar.
  • Vandarilho  21/05/2019 19:27
    Capitalismo: Um tem sapato e o outro não tem sapato. Uns nascem com 20 pares de sapatos e outros não tem nenhum sapato para calçar.


    Socialismo: Os que não tem sapato apenas gostariam que todos tivessem um par de sapatos pra calçar.

    Simples.


    Aquele sujeito que tem 20 pares de sapato. Se tirarem 1 par dele , ele vai continuar com 19 pares de sapato. Não vai MUDAR NADA NA VIDA dele. Ele só tem 2 pés e só pode usar 1 par por vez;
    Aquele que não tem nenhum par de sapato e anda descalço, machucando os pés, sujando os pés...se tiver 1 PAR , isso já vai MUDAR COMPLETAMENTE a vida desse sujeito. Isso vai dar um conforto inimaginável pra ele.


    O pessoal do Mises não tem NENHUMA EMPATIA pelo sujeito descalço. Ele que se dane, que vá trabalhar, vá arrumar alguma forma de comprar um par de sapatos. Azar o dele de ter nascido pobre.







  • Igor  21/05/2019 19:47
    Boa! Capital Imoral enviando discípulos. Gosto.
  • Lucas-00  21/05/2019 21:36
    Ele que se dane, que vá trabalhar
    Eu não sei se é ironia ou não, mas parabéns, acertou o ponto em cheio. Os socialistas vêm o trabalho como algo degradante e que diminui o ser humano, fruto desse seu pensamento que não há escassez e tem de tudo para todos. Afinal, nessa utopia, trabalhar para quê?
  • Galego  21/05/2019 23:27
    Você fez um malabarismo enorme pra falar mal dos "socialistas" ignorando completamente o fato de que "uns tem 20 pares de sapato" e outros não tem NENHUM par de sapato rsrsrs Com a cara de pau de falar em "escassez".

    Mal caratismo afiado.


    Você vive em um mundo em que uns nascem com 20 pares de sapatos e outros não tem NADA para calçar....já começa por aí.

    Aí o marketing capitalista ta o tempo inteiro bombardeando nos meios de comunicação: COMPRE SAPATO X , COMPRE SAPATO Y , SAPATO Z = STATUS , SAPATO A = FELICIDADE, SAPATO B = MULHERES

    O sujeito DESCALÇO anda pelas ruas capitalistas e TODO ambiente que ele chega só permitem que a pessoa entre nos prédios se estiver CALÇADO.

    Emprego ? Emprego só consegue quem tiver CALÇADO.

    O que sobra para o sujeito DESCALÇO nesse mundo capitalista ?

    O pessoal do Mises vai dizer que isso é LIBERDADE rsrsrs A liberdade dos CALÇADOS e o INFERNO dos Descalços


    E depois é o Socialismo que estimula a inveja rsrsrs
  • Tulio  22/05/2019 00:11
    Sei lá, eu acho o Capital Imoral bem mais engraçado e original que esses outros copycats que vêm aqui tentando imitar a zoeira dele. Ser zoeiro exige inteligência -- commodity escassa para esses dois (Galego e Vandarilho) que já vieram aqui tentando imitá-lo.
  • Dane-se o Estado  22/05/2019 03:40
    Socialismo não estimula a inveja mesmo não! é apenas uma fuga para invejosos!
  • Ana Carolina  22/05/2019 15:23
    Você ignora o fato de que, se alguma pessoa tem 20 sapatos e outra tem 0, isso decorre de alguma razão lógica. Ou a pessoa que tem 20 sapatos sabe criar valor pra sociedade e a que tem 0 não tem nenhum empenho efetivo neste objetivo. Ou a pessoa que tem 20 sapatos os obtém via espoliação de outras pessoas, nessa hipótese, ou ele é um burocrata ou um bandido, e isso afeta diretamente a pessoa que tem 0 sapatos, impedindo-o de adquirir ou conservar os mesmos. Vamos desconsiderar a segunda hipótese.

    O fato é que: se uma pessoa consegue criar valor o suficiente para uma sociedade, via livre mercado em sua acepção genuína(o que significa que não é por meio de espoliação, proteção estatal, subsídios, benefícios, etc...), então ela faz jus aos 20 sapatos. E o que ela faz deles diz respeito somente a ela. Não cabe a mais ninguém se imiscuir nas decisões individuais de uma pessoa sobre seus bens ou o modo de emprega-los em sua vida.

    Se uma pessoa, numa sociedade genuinamente capitalista, não consegue obter NENHUM sapato, tem-se duas hipóteses: Ou ela não consegue criar nenhum valor pra sociedade (aqui cabe destacar que criar valor significa enriquecer a vida das pessoas com bens ou serviços que a satisfaçam. Que tornem suas vidas em algum nível mais completas. Ou seja, a título de exemplo, vc pode ter dedicado 40 anos da sua vida estudando a língua aramaica. Pode ter sido investido muito tempo e recursos de sua parte. Mas isso não significa que alguém é obrigado a lhe recompensar por isso e buscar seus serviços. Do mesmo modo se você criar um produto que ninguém julgue útil. E isso é justamente do que se trata o livre mercado. As pessoas que melhoram a vida das outras triunfam. E as que não tem interesse em compreender as inclinações humanas, respeitar a liberdade e individualidade inerente a cada ser, inevitavelmente fracassam. Se a pessoa não consegue criar nenhum valor, cabe a ela passar por um processo de reflexão e reinventar-se de modo a aprender agregar valor a vida de outros.

    A segunda hipótese é: a pessoa padece de alguma deficiência que a compromete de tal modo incapacitando-a de agregar valor. Destaque-se que pessoas deficientes não são inválidas. Um exemplo excepcional, mas válido, é Stephen Hawking, e diversas pessoas que, mesmo com algum nível de deficiência física ou mental possuem talentos e dons que conferem a elas potencial pra agregar valor à vida de outras pessoas. Agora, supomos que a pessoa tenha alguma deficiência que a torne COMPLETAMENTE incapaz de produzir riqueza, mesmo que em menor escala. A melhor alternativa pra ela é viver em uma sociedade em que a produção de riqueza seja tão formidável que seus entes queridos possam prover suas necessidades com o mínimo de esforço. E, em última instância, caso ele não tenha nenhum ente querido, essa sociedade seria rica o suficiente pra que pessoas pudessem, voluntariamente, dedicar-se à caridade e instituições beneficentes fossem mantidas, auxiliando-o.

    E, não, meu caro. Não é o socialismo ou o capitalismo que estimula inveja. É a falta de percepção sobre si mesmo. Se você acha alguma situação injusta se empenhe em encontrar alguma saída racional e logicamente fundamentada. Seu ressentimento é fruto de uma visão distorcida e superestimada de si mesmo sobre seus atributos. Invejar e desejar o sapato dos outros não vai melhorar sua vida ou da ninguém. Esbravejar sobre as "injustiças do capitalismo" de dentro do seu quarto não vai dar sapatos, pelo contrário. Só torna sua vida mais miserável e demonstra a criança mimada e birrenta que você é. Quem não tem empatia são as pessoas que acham que os outros tem que se diminuir pra que outros se sintam melhor. Ou ainda, quem acha que os outros são obrigados a servi-lo sem nenhum motivo, só porque se julgam merecedores. Você não passa de um tirano enrustido e frustrado.

    E eu chamo isso, sim, de liberdade. Liberdade dos que buscam ser a mudança que eles querem ver no mundo. Inferno dos vitimistas inúteis pra sociedade em que vivem.



  • Humberto  22/05/2019 16:06
    Excelente resposta/comentário, que se torna ainda mais prazerosa por ter vindo de uma mulher, espécime raríssima não só neste site como também no ambiente libertário. Keep it coming.
  • anônimo  23/05/2019 00:04
    Caraca Ana Carolina, me apaixonei, casa comigo por favor? Coisa mais rara é ver mulher libertária, ou que pelo menos concorde com boa parte de nossas pautas.
  • Claudia  23/05/2019 17:03
    Excelente, Ana Carolina!
  • John Brescia  28/05/2019 18:08
    Acho que afirmar que a pessoa que não possui "sapatos" não os tem simplesmente por falta de empenho é reducionista demais. Em nossa sociedade há pessoas que possuem oportunidades melhores para "gerarem valor" e possuírem mais sapatos. Há a primeira pessoa que ao ser criada recebeu o capital para produzir o "sapato". Há a segunda pessoa que ao ser criada recebeu a oportunidade de ser treinada para produzir o "sapato" a partir do capital dado a primeira pessoa pela vontade divina - e por isso pode comprar o "sapato" da primeira. E há a terceira pessoa que não recebeu nem o capital e nem a oportunidade de ser treinada, não é necessária para a produção dos sapatos dos dois primeiros e por isso fica sem "sapatos".

    A verdade é que não há lógica que satisfaça a angústia de um homem (ou pelo menos da maioria dos homens) ao ver outro sem "sapatos". Minha mãe me contava quando criança uma história, acho que era "A menina dos fósforos". Não há lógica econômica que me faça aceitar a morte da menina da história como resultado de uma lei econômica inescapável; acredito que poucos homens culpem a menina por "não se empenhar em gerar valor para a sociedade" tendo a morte como punição merecida.
  • Carlos  28/05/2019 18:24
    "Acho que afirmar que a pessoa que não possui "sapatos" não os tem simplesmente por falta de empenho é reducionista demais."

    Sim, é reducionista. O problema não é a "falta de empenho", mas sim a incapacidade desta pessoa em gerar valor para terceiros.

    E esta é uma afirmação livre de juízo de valor. Não estou discutindo se a pessoa "merece" ou não, se a vida foi "injusta" ou não, ou mesmo se a pessoa não chegou a ter oportunidades. Isso seria outra discussão, que nada tem a ver com o ponto original.

    E o ponto original é: se uma pessoa não gera valor para ninguém (por qualquer que seja o motivo), então ela realmente não terá meios com os quais adquirir bens e serviços. É realmente simples assim.

    Querer revogar esta realidade implica, por definição, a escravidão de terceiros, os quais agora terão de criar valor para sustentarem não apenas a si próprios, mas também a estas outras pessoas que não criam valor. Cria-se uma sociedade dividida entre assaltantes e assaltados.

    Se alguém souber de algum arranjo que revogue esta realidade, sou todo ouvidos.


    P.S.: todo o resto que você escreveu é espuma, pois em nada refuta a realidade acima.

    P.S.2: "A Menina dos Fósforos" é um conto de Hans Christian Andersen, o mesmo de "A Pequena Sereia" e "O Patinho Feio". Se você teve de recorrer a lendas para justificar medidas econômicas, já dou a discussão por encerrada.
  • John Brescia  28/05/2019 19:17
    Entendo o seu ponto de vista.

    Mas então a solução econômica para os que são incapazes de gerar valor por si mesmos seria a sua eliminação? Talvez a eliminação dos não produtivos seja uma consequência lógica economicamente, sendo economicamente lógico também desconsiderar completamente a justiça deste extermínio. Mas, filosoficamente, essa posição não me parece sustentável, ao menos segundo uma filosofia minimamente humanista.

    A transferência de um sapato para o descalçado, seja a partir do primeiro homem que ganhou, do acaso ou do divino, o capital para produzir o sapato, seja a partir do segundo homem que ganhou, igualmente do acaso ou do divino, a oportunidade de ser treinado para produzir o sapato a partir do capital do primeiro homem, não resultaria em assalto. Os dois homens podem possuir méritos em produzir valor, mas igualmente se beneficiaram de uma série de fatores alheios a seus méritos. A cessão de um "sapato" para o "descalçado" e a inserção deste no sistema não vão produzir o colapso do sistema.

    Sobre o conto: os contos tem sucessos porque têm em si verdades reconhecidas pelos homens. A "menina dos fósforos" não é simplesmente uma personagem imaginária, é uma realidade em nossa sociedades. Acho que ficou bem claro que não defendi a realidade literal do conto, como se este fosse um relato fático; mas argumentei sobre uma realidade existente em nossas sociedades que foi transportada à dimensão do conto, realidade esta inegavelmente existente. Caso não existisse, seria impossível a confecção do conto; muito mais impossível seria sua repercussão a ponto de chegar a ouvidos tão distantes de Andersen.

  • Ulysses  28/05/2019 22:22
    Meu Deus, você nunca ouvir falar em caridade privada? Nas obras benevolentes da Igreja Católica? Dos espíritas? Dos evangélicos?

    A mentalidade brasileira é tão estatizadas que ele jura que, sem políticos, ninguém irá ajudar os pobres.

    Há algumas décadas, antes de o estado se intrometer na saúde, por exemplo, a Igreja mantinha hospitais de excelente nível, fornecendo vários serviços gratuitos -- serviços estes que eram financiados por doações, inclusive de ateus caridosos. Mas desde que o estado entrou em cena para mostrar todo o seu amor aos pobres, a Igreja perdeu doações, pois as pessoas pensaram: "O estado já faz o serviço; não preciso mais contribuir para serviços caritativos".

    O curioso é que absolutamente ninguém toca nesse assunto. Ninguém comenta como os serviços caritativos da Igreja auxiliavam as pessoas no passado e hoje perderam espaço para o SUS. Defensores da saúde estatal é que devem explicações.

    Igualmente, antes da expansão da social-democracia (e sua consequente explosão da carga tributária), as doações caritativas para os serviços sociais das igrejas eram maiores do que hoje. Com a explosão dos impostos, e com o estado de arvorando a função de "ajudar os pobres", a caridade voluntária desabou.

    E nêgo ainda diz que foi o estado e seus políticos que salvaram os pobres.
  • John Brescia  29/05/2019 00:00
    Olá Ulysses...

    Concordo que as igrejas sempre tiveram um papel importante no auxílio aos mais pobres e marginalizados. Mas é importante considerar também que as arrecadações das igrejas antes (e talvez até hoje em algumas situações) eram compulsórias, poderiam ser consideradas impostos talvez. Na verdade, o Estado laico talvez tenha apenas englobado esse aspecto social da Igreja enquanto esta ia perdendo seu poder temporal.

    Eu preferiria viver em uma sociedade de mercado puro, onde as pessoas da elite ajudassem os mais frágeis voluntariamente. Mas acredito que essa seja uma visão utópica: se tivéssemos essa alta capacidade caritativa, não haveria necessidade histórica do Estado assumir esse papel. Se essas demandas sociais a que tu te referes fossem completamente providas pelas igrejas e pelas obras de caridade, simplesmente não haveria espaço nem necessidade do Estado provedor atuar.
  • anônimo  22/05/2019 16:54
    "Você fez um malabarismo enorme pra falar mal dos "socialistas" ignorando completamente o fato de que "uns tem 20 pares de sapato" e outros não tem NENHUM par de sapato rsrsrs Com a cara de pau de falar em "escassez".


    Ok, meu caro, vamos desenhar:

    Se um entusiasta de sapatos descobrir que quaisquer calçados que excedam a um par passarão a ser confiscados e redistribuídos pelo "bondoso" governo socialista, suas prováveis reações serão:

    1) parar de consumir calçados e usar os recursos dos 19 pares que deixou de comprar em outras finalidades, caso seja possível manter a propriedade destes recursos;

    2) trabalhar apenas o suficiente para gerar a renda necessária à compra de um único par de calçados, no caso de os recursos excedentes também serem objeto de confisco.

    O produtor de calçados, por sua vez, ao notar que não há mais demanda para 20 pares, reduzirá sua produção a apenas um par ou, caso sua produção reduzida não justifique mais a existência do negócio, fechará a fábrica de sapatos.

    Como resultado da medida redistributiva, ao invés de uma pessoa com 20 pares e outra com zero, teremos uma sociedade descalça e uma fábrica a menos.

    Entendeu agora?
  • Leandro C  27/05/2019 00:03
    Engraçado, mas a minha impressão é que a situação na qual alguém tem 20 pares de sapato e outro alguém não tem nenhum par de sapatos só ocorre onde há a interferência estatal por meio da força, ou seja, no socialismo.
    ...
    A minha impressão é que sempre haverá escassez e enquanto ela existir então sempre haverá pés descalços (no mesmo sentido que o texto, ou seja, não necessariamente pés descalços, mas qualquer exemplo que se queira); ocorre que o capitalismo proporciona os melhores incentivos para que mais sapatos sejam produzidos e, ao mesmo tempo, proporciona as melhores condições para que os sapatos sejam melhor distribuídos entre todos, de modo que, ainda que haja diferença, será o modelo em que haverá menor concentração de pares de sapatos na mão de alguns e, ao mesmo tempo, haverá o maior número de sapatos no todo, de modo que a probabilidade de alguém descalço conseguir um sapato será maior que em outros modelos.
    ...
    Agora, acaso eu esteja errado quanto à escassez, ou seja, se chegar um momento em que não haja qualquer escassez de qualquer coisa, seja por mágica, seja por desenvolvimento tecnológico similar à mágica, então, de fato, a partir do momento em que não tivermos que nos preocupar com alguma escassez, tal a abundância infinita de algo, então talvez também não tenhamos porque nos preocupar com o socialismo... apenas entendo, no meu grau de percepção atual, que isto nunca será possível, mas... que bom que haja tantos otimistas mundo afora, apenas poderiam parar de aborrecer tanto enquanto tal dia não chega.
  • Tarantino  22/05/2019 02:46
    Ótimo. Você tem dois carros, dê um para mim, afinal, você não pode dirigir dois carros ao mesmo tempo. Aproveite e também me dê uma de sua casa de praia, também não dá pra morar em duas casas simultaneamente.
  • anônimo  22/05/2019 15:59
    Aposto que Vandarilho e Galego têm mais de um par de calçados (afinal, dificilmente alguém que tem acesso à internet terá apenas um par, seja de tênis, sapato, chinelo, tamancas holandesas ou qualquer outro tipo de peça que se imagine para vestir os pés).
    Duvido, porém, que estejam dispostos a distribuir os pares excedentes e ficar com apenas um.
    Como todo bom socialista, ambos querem distribuir a riqueza alheia (roubo), nunca a própria (caridade).
    E o mais engraçado é que se acham pessoas melhores por pensarem assim.
  • Gilson  22/05/2019 12:23
    Enquanto acreditarmos que os socialistas realmente querem distribuir riqueza mas são ingênuos ou ignorantes sobre economia não poderemos derrota-los. Economicamente falando o Socialismo nunca dará certo. Mas isso já foi provado ao longo dos anos empiricamente(pelos países que adotaram o socialismo) e academicamente pelos pensadores o refutaram e apontaram seus defeitos e contradições.
    Temos de entender que o objetivo não é "distribuir riqueza", "acabar com a desigualdade" ou qualquer outra "nobre" desculpa mas sim obter o poder sobre os outros. Não é que os socialistas não entendam de economia mas sim que eles não se importam com ela, já que seu objetivo é outro. Só pra ficar no exemplo mas recente, na Venezuela Chávez e depois Maduro exigiam e conseguiam cada vez mais poder para resolver os problemas que eles mesmo criavam ao destruir a economia do país.
  • DE LUCA  23/05/2019 15:06
    "Que o socialismo como uma ideia tenha sobrevivido centenas de anos é um tributo à capacidade da mente humana de imaginar ser capaz de criar aquilo que a realidade sempre irá se recusar a tornar possível."
    final perfeito
    e....
    segundo o o ser iluminado com lamparina ai de cima, "é possível juntar com a mão um monte de coco pelo lado mais limpo sem se sujar"
  • Luciano Medeiros Hypólito  23/05/2019 23:53
    Interessante seu ponto de vista, mas continuando na sua linha de raciocínio, um pouco mais adiante, quando os vinte pares de calçados gastarem, como ninguém produz nada, todos ficarão na condição do primeiro que não tinha sapato. Bacana. A ideia é nivelar por baixo.
  • eric prando  29/05/2019 20:17
    Validando que o como uma pessoa chegou a ter 20 sapatos e outra nenhum não vale nada para socialistas.
  • Carlos Lima  21/05/2019 19:36
    No texto tem essa frase: "Mas aí então você observa que seu amigo tem sapatos mais elegantes, os quis você agora quer calçar". Acho que talvez fosse melhor reescreve-la de maneira mais inteligível, em nome da elegância e da compreensão. É apenas uma sugestão.
  • Leitor Antigo  21/05/2019 19:46
    Pô, por causa da ausência de um azinho...
  • Régis  21/05/2019 19:50
    Grande e sucinto artigo! O exemplo do par de sapatos é ótimo porque a analogia pode ser expandida: se ninguém tem direito de propriedade, o incentivo para se produzir sapatos desaparece. Por que eu vou trabalhar para fabricar sapatos apenas para alguém depois chegar e declarar que eu não só não tenho o direito de usar meus sapatos, como também tenho de dar para outra pessoa? E assim aconteceu na Venezuela. Sem direito de propriedade, a produção desaba, a riqueza some e a miséria campeia.
  • Winston  21/05/2019 19:52
    "O socialismo é a filosofia da falha, o credo da ignorância e o evangelho da inveja, sua virtude inerente é a divisão igualitária da miséria." Winston Churchill.
  • JT  21/05/2019 20:22
    Segue mais atual do que nunca.

    Qual foi a última vez que você ouviu um sermão contra a inveja nos meios de comunicação? Quando foi que você observou alguma figura da grande mídia casualmente reconhecer os malefícios deste sentimento?

    A condenação da inveja como uma força motivacional que leva à destruição da vida e da propriedade praticamente desapareceu da nossa cultura. Isso provavelmente se deve ao fato de que grande parte das políticas públicas de hoje se baseiam na inveja, dependem dela e, acima de tudo, a estimulam.

    Aquele sentimento que já foi um dos sete "pecados capitais" está hoje completamente arraigado em nosso espírito público.

    Qualquer um que tenha lido ou ouvido os discursos das autoridades venezuelanas, perceberá que há um tema onipresente: a condenação da riqueza e a recorrência ao rancor e à inveja como política pública.

    Com efeito, o mesmo fenômeno aconteceu durante a Revolução Cubana: todas as políticas destrutivas implantadas pelo governo cubano foram fundamentadas no explícito sentimento da inveja à riqueza alheia.
  • Carlos Lima  21/05/2019 23:00
    Prezado JT, eu acho que você deveria citar as fontes de onde tirou o texto que está colocado como se tivesse sido de sua autoria. Eu sei que às vezes a gente esquece, como com certeza foi o seu caso, mas eu achei melhor alertar, porque hoje virou moda na internet copiar os outros, fazendo de conta que aquele que copia é o autor do texto copiado. Os mais "inteligentes" chegam a trocar a ordem dos parágrafos, pensando que não serão apanhados. Coisa de brasileiro. A título de colaboração vou colocar dois links onde existem comentários tão semelhantes ao seu que até frases inteiras são iguais: 1) www.mises.org.br/Article.aspx?id=2709 2) www.campograndenews.com.br/colunistas/financas-e-investimentos-sem-complicacao/como-a-inveja-se-tornou-uma-politica-publica-oficial
    Com todo respeito, sem ofensas, numa boa...
  • Atento  22/05/2019 00:12
    Ambos os links são para o mesmo texto, cujo autor é Jeffrey Tucker. E qual foi o "nome" escolhido pelo leitor/comentarista? JT - Jeffrey Tucker.

    Acho que você comeu mosca nessa.
  • MR (ou Carlos Lima, disfarçado de Murray Rothbard)  22/05/2019 14:39
    prezado "Atento", ou "JT", ou "Jeffrey Tucker" (de mentirinha).
    vamos ver se eu entendi direito.
    suponhamos que eu quero plagiar um texto do Murray Rothbard, que vou chamar de MR, iniciais que por sinal nenhum leitor sabe o significado.
    então eu começo com alguns artifícios, tipo escrever uma frase minha, pegar parágrafos soltos do autor plagiado, troca-los de posição, etc.
    aí eu envio o textículo plagiado como se fosse eu o autor, mas escondo meu nome, trocando-o pelas letras MR.
    se alguém descobre meu plágio, eu sempre posso dizer que citei o autor verdadeiro, mostrando as letrinhas lá em cima, que por sinal as pessoas teriam obrigação de saber o significado. (risos...)
    muito bom... muito bom mesmo...
    só brazilêirus são capazes de tanta criatividade.
    acho que todo mundo que leu o plágio do Jeffrey Tucker entendeu perfeitamente que quem estava escrevendo era o próprio Jeffrey Tucker, em carne e osso, que agora sabemos ser também comentarista dos artigos do IMB.
    beleza. agradeço os esclarecimentos.
    outro dia alguém falou que essa parte dos comentários aos artigos do IMB vale por outro artigo, o que eu concordo plenamente.
    abração, felicidades, assunto encerrado, derrota admitida (minha, obviamente).
    mais uma vez: quem escreve aqui é o Carlos Lima, que não gosta de se esconder atrás de pseudônimos ou iniciais nebulosas, e que assinou MR... just in case...
    ah, sim, ia esquecendo: tem mais alguma mosca por aí?
  • Juliano  22/05/2019 15:07
    Relaxem, aqui ninguém liga para Copyright (monopólio intelectual garantido pelo estado). Procure os artigos a respeito.
  • Dane-se o estado  22/05/2019 17:08
    Propriedade intelectual não existe, e fake news abunda por aí... sua farsa nunca duraria muito tempo com a informação rápida compartilhada, assim hoje nenhuma farsa intelectual perdura, apenas para aqueles que escolherem se alienar.
  • Dane-se o estado  22/05/2019 17:04
    Propriedade intelectual não existe!
  • Imperion  22/05/2019 23:00
    Quando a inveja te estimula a peeseguir seus objetivos ela é boa.
    Quando esrimula a roubar dos outros ela é ruim. O que diferenciauma da outra é a oessoa ter a moral pessoal de nao roubar dos outros e produzir o seu.
  • Humberto  21/05/2019 20:37
    Tem uma antiga piadinha comunista que é nesse sentido.

    Um camponês está cavando um buraco na terra e encontra uma lâmpada mágica. Ele esfrega e surge um gênio, que diz "vou lhe conceder um desejo". O camponês então fala: "Não tenho nenhuma vaca e meu vizinho tem duas. Quero que as vacas dele morram".

    E então o gênio pergunta: "Por que não desejar que as duas vacas dele sejam suas?"

    E o camponês responde: "Porque aí ele não será tão miserável e infeliz quanto eu".
  • Lucas-00  21/05/2019 21:22
    Estou no ensino médio atualmente, e é ridículo o quão os meus colegas ignoram a lei da escassez.
    Já enviaram em nosso grupo de sala, projetos para o governo comprar medicamentos de graça, contra o corte de verba das faculdades, contra a reforma da previdência, criação de uma polícia só pra mulheres, etc.
    Nunca falo nada porque as discussões geralmente são se é interessante ter aquilo ou não. Mas as poucas vezes que eu perguntei de onde tirariam dinheiro disso e expliquei que mesmo acabando com a corrupção não teria tanto dinheiro assim, foi o suficiente para bugar eles.
  • Bruno  21/05/2019 21:37
    Boa. A oferta de remédios, de serviços educacionais, e de serviços de saúde sempre sé, por definição, escassa.

    E como o dinheiro para bancar Previdência e todos os demais serviços estatais advém da tributação destes bens e serviços escassos, resta óbvio que ele também será escasso. Por definição.

    Pronto. Não é necessário mais do que isso para responder.
  • Skeptic  27/05/2019 18:01
    Já recebi remédio de alto custo do governo por alguns anos e é puro desperdício. Meu médico na época fazia receita 4x maior do a dose que eu tomava por segurança e para evitar mais burocracia. Quando ele tentou reduzir pela metade, pararam de entregar porque não tinham a caixa de 10mg, só a de 20, não faz sentido algum. Depois de um tempo, minha dose caiu pela metade e o governo entregava 8x o que eu usava, se o médico reduzisse a dose na receita havia o risco de cortarem de novo. Não uso mais esse remédio, nem sei se ele ainda existe no mercado e nos serviços públicos que entregam remédio "grátis". Não seria muito mais fácil não ter imposto em remédios e acabar com a baboseira de patentes para estimular a concorrência?
  • Magno  21/05/2019 21:38
    Enquanto um bem for escasso, não é possível haver acesso coletivo livre e ilimitado a esse bem. Qualquer que seja este bem, ele será sobreutilizado, exaurido e, por fim, sumirá completamente após a última luta corporal pela última migalha restante — que é o que está acontecendo na Venezuela.

    Ou seja, é impossível haver socialismo em um arranjo em que os bens e serviços são escassos. Sob a realidade da escassez, bens e serviços têm de ser alocados racionalmente. Em um arranjo de mercado, o sistema de preços livres coordena essa alocação, direcionando recursos escassos para aqueles setores mais demandados pelos consumidores.

    A alternativa a esse arranjo é quando bens e serviços são alocados de acordo com decisões arbitrárias, as quais são implantadas por meio da força e da ameaça de violência.

    É nisso que sempre consistiu o socialismo. E tem de ser assim por um motivo simples: o socialismo não lida com a realidade. O socialismo é a negação da realidade.
  • Dinossauro filósofo  21/05/2019 23:13
    Alguém consegue me responder por que os socialistas/esquerdistas (left wing em geral) são invulneráveis à logica?
  • Ludwig  22/05/2019 00:25
    Mises responde:

    "Os esquerdistas acreditam que o mundo socialista funcionaria bem se "pessoas boas" estivessem no comando dele. Eles não se dão conta de que, por definição, as pessoas boas não querem controlar a vida dos outros."
  • Lucas-00  22/05/2019 12:41
    Frase incrível, parabéns pela citação.
  • Imperion  22/05/2019 23:04
    E pessoas boas:
    Nao controlam os outros. Os outros tem direito a sua liberdade
    Nao roubam dos outros. Os outros tem posses porwue produziram . Se eles produzem, todos podemm produzir
    Nao parasitam os outros. O ser humano é autonomo, nao precisa ficar sem trabalhar pra viver. Pra um viver sem trabalhar , outro tem que trabalhar dobrado.
    Nao dizem para os outros o que elas devem fazer. Nao escolhem pelos outros. Escolha pessoal é sagrada
  • Jairdeladomelhorqptras  22/05/2019 00:29
    Caro Dinossauro,
    Os socialistas são impermeáveis a lógica. Fato. Mas o que os motiva é um "espírito superior". É um sentido profundo de estarem do lado certo da história. De não estarem motivados por mesquinhas questões econômicas. E sentem orgulho disto. E por isto matam e morrem. Devemos reconhecer este fato. Conhecem algum "Che Guevara" capitalista?
    Abraços
  • Dane-se o estado  22/05/2019 04:26
    Sim, são imunes a lógica, pois o mecanismo psicológico de autoalienação é bastante conveniente para o ser humano de forma geral, protege o seu narcisismo contra os fundamentos da realidade que destroem seu centro ideal de segurança.

    O fato fundamental para entender a mente de um socialista, inclusive suas contradições inerentes é que:

    1) Todo socialista presume antes de qualquer coisa que qualquer desigualdade econômica é necessariamente fruto de injustiça ou agressão; para um socialista, não importa quantos fatos e argumentos sejam demonstrados, é importante manter a crença fundamental de que se alguém é mais rico que outros, logo isso significa que o mais rico de alguma forma prejudicou ou roubou do mais pobre e a velha máxima de que a riqueza de uns se justifica necessariamente pela pobreza de outros. Não importa o quanto se demonstre e explique os meios de criação de riqueza e acúmulo de capital, como preços funcionam no mundo real, que pessoas ricas assumem mais riscos financeiros e por isso compensações proporcionais, nada disso importa, os riscos e coragem alheios, pouco importam, como infantis intelectualmente, precisam insistir na autoalienação de que se existe desigualdade é porque necessariamente alguém roubou de outrem.

    2) Tendo em vista esta alienação, O socialista enxerga o estado como uma forma de punição aos "malvados ricos privilegiados que possuem mais as custas dos mais pobres" O socialista se vê satisfeito quando a ilusão do seu grupo ideológico está no poder ainda que seja tão canalha corrupto e criminoso, ainda que o estado em si enquanto premissa seja exatamente aquilo da qual eles acusam o mercado livre de ser, fruto de agressão e confisco da propriedade alheia e que o enriquecimento direto dos seus integrantes seja fruto de roubo, inclusive os do seu grupo, ainda sim o socialista vai idolatrar o estado, póis compreendo que o mesmo enxerga o estado como uma forma de impor vingança, torna-se fácil entender a sua inerente contradição; socialistas acreditam no estado como meio revolucionário de vingança contra dos "burgueses" pouco importa sua ética e moralidade, arrogantes, narcisistas; disfarçam sua natureza perversa e sociopática que encara seres humanos como meros instrumentos de seus "experimentos sociais" precisam de um discurso palatável para maquear sua motivação, a ilusão de que o seu grupo ideológico irá fazer uma justiça que nunca existiu.

    3) No terceiro ato, vemos a distinção entre os socialistas conscientemente perversos e sociopatas e os idiotas úteis, que não são estruturalmente perversos, mas por meio da inveja, culpa, e desejo de vingança fruto de sua alienação de mundo e negação da realidade aceitam a perversão como "meio necessário" o discurso que afaga seus egos os protegendo da percepção consciente de que são simplesmente invejosos falhos de caráter e narcisistas, os coloca dentro da ilusão do "espírito superior" acreditando serem dígnos de tornaren-se juízes morais da socieade auto justificando o seu falso direito de agredir e roubar, porque para eles foi creditado ser "vingança justa."

    Em síntese, socialistas são gente pervertida de caráter, consciente ou não, o socialismo é um mecanismo de defesa ilusório contra a realidade e uma saida de fuga para o conflito ignorante dos idiótas úteis, e uma estratégia perfeita para perversos conscientes assumirem o poder.
  • Jairdeladomelhorqptras  22/05/2019 13:54
    Caro Dinossauro,
    Não fiquei satisfeito com a minha outra resposta sobre a "não lógica" dos socialistas, aqui vai outra!
    Quem tem fé, não precisa de explicação racional alguma. Tem fé e pronto. E a promessa do paraíso celestial funcionou maravilhosamente bem durante dois mil anos. Tentou-se contra a Igreja na Revolução Francesa, na Bolchevique, na Guerra Civi espanhola, entretanto a fé venceu.
    Até em torno de 1760 DC a pobreza e a miséria era generalizada. Tanto que a população crescia lentamente. Prometer o paraiso celestial era coerente. Não se conseguiria um paraiso aqui na terra de qualquer jeito, ele só viria numa outra vida.
    Mas aí, adivinhem? Os malvados capitalistas inventaram a tal da revolução industrial e a tecnologia já acenava com uma melhora substancial no padrão de vida. Alguns se perguntaram se era possível o paraiso terrestre já que iniciava-se a produção em massa de bens e produtos. E acreditaram. Sim, agora é possível o paraíso aqui mesmo. Desta crença nasceram os socialistas. Tanto que as revoluções desta natureza se opuseram à religião tradicional. A fé era a mesma, só que agora na profunda crença e a segura promessa do paraíso terrestre.
    Para eles qualquer lógica é secundária, eles tem fé.
    Abraços
  • Lee Bertharian  21/05/2019 23:53
    Alguém já ouviu a última "teoria" dos intelequituais esquerdistas?
    A atual prosperidade chinesa é fruto do planejamento central comunista, sendo o grande operador o papai Mao (Mau?).
    Só não ri mais porque comecei a chorar...
    Mas adoraria saber a opinião do Capital Imoral.
  • anônimo  22/05/2019 13:34
    Pra começar a China não é próspera. Consegue ser pior que o Brasil.
  • 4lex5andro  23/05/2019 16:41
    Precaução com toda a propaganda de Pequim.

    Em princípio, onde não há liberdade de imprensa, mídia, opinião, e de credo, as informações não serão fiáveis.
  • Demolidor  22/05/2019 03:47
    Isso já foi tentado no Canadá. Pegaram um único produto (saúde) e socializaram.

    O resultado estamos vendo. Um sistema caro que não resolve nada, e que faz com que canadenses que precisam de tratamentos mais sérios irem aos EUA.
  • Welfare  22/05/2019 07:19
    Entretanto, os próprios liberais recorrem a lógica dos "recursos infinitos" quando querem defender seus pontos de vista.
  • Vladimir  22/05/2019 14:16
    Exemplifique. Apenas soltar uma frase "lacradora" e sair correndo está longe de ser debate.
  • Felipe  22/05/2019 12:08
    Dada a mentalidade estatizante do povo, a simpatia e afeição das pessoas em geral ao populismo, ditadores e regimes totalitários, a ausência total de um estado não propiciaria a ascensão de um ditador ao poder?
  • Imperion  22/05/2019 22:57
    Cada um tem o governo que merece. Livre mercado so se tiver educação sobreca importamncia de empreendedorismo, nao ser dependente dos outros, nao apoiar que se tome bens dos outros, que o mercado , que sao as oessoas , nao seja vendido ora algum grupo ter monopolio de abastecer esse mercado.
  • Intruso  22/05/2019 16:00
    Qual é o espaço do pobre sob o capitalismo?
  • Andre  22/05/2019 16:37
    1) Não ficar ainda mais pobre fazendo filhos ou tendo vícios;
    2)Aumentar produtividade aprendendo um ofício profissional e manter disciplina;
    3)Reservar continuamente uma parte do que ganha para ampliar capacidade e qualidade profissional;
    4)Usufruir de uma parte dos frutos de seu trabalho e ensinar outras pessoas.
  • Tapuia Paulista  22/05/2019 21:17
    Exatamente.
  • Imperion  22/05/2019 22:54
    Se ele escolher continuar pobre, seu destino é continuar pobre. Não e o capitalismo quem gera pobreza,.mas os que vivem de retirar dos outros sem dar nada em troca. O comunismo é o capitalismo de estado, um sistemade tomar dos outros.
    Ja o livre mercado é um sistema que quando em vigor , todos que trabalham podem progredir. Aquele que toma de vc pode ser punido, pois na liberdade , vc não e obrigado a dar seu progresso ora quem te toma.
  • Pensador Puritano  22/05/2019 19:53
    O espaço do pobre no capitalismo é o mesmo do rico,procurar poupar e viver satisfeito com o fruto do seu trabalho e se perceber alguém querendo lhe dar um golpe chame a polícia,recorra aos tribunais igual os ricos fazem e não confunda os ricos honestas e produtivos,com os ricos corporativistas que recebem benesses do estado seja ele burguês ou comunista(A elite do partido são os ricos nela),enfim pare de vitimismo e assuma seus erros e seja mais ousados em suas ações.
  • Felipe Lange  23/05/2019 04:16
    Como ditadores como Adolf Hitler e Benito Mussolini conseguiram chegar ao poder?
  • Pensador Puritano  23/05/2019 11:43
    Pelo voto e depois aparelhando o estado para consolidar seu poder.
  • Andre  23/05/2019 14:15
    Democraticamente com um monte de desempregados e pessoas sendo vítimas de violência votando com a barriga e desesperadas por ordem.

    Em 1945 os britânicos votaram em massa no partido trabalhista, na época praticamente um PSOL simplesmente porque estes prometeram que todas as restrições de produtos e racionamentos seriam levantados no dia seguinte após o fim da guerra.
  • Fernando luiz  23/05/2019 11:30
    Voltando ao exemplo do 3 sapatos quando 1 dos sapatos ficarem velhos o primeiro ficara sem a menos que subtraia de outro ou pela força. E assim sucessivamente ate os 3 estarem descalços. Isto é o nivelamento por baixo. Porque quem ficou primeiro sem sapato iria produzir um sapato se ele acabaria de novo sem sapato.
  • 5 minutos de ira!!!  23/05/2019 14:07
    A autoalienação é um sentimento humano básico.

    Funciona como uma defesa psicológica contra o sentimento de inferioridade e tem um gatilho subconsciente, mas uma persistência consciente. Também ajuda o ser humano a lidar com a inveja.

    Seu mecanismo consiste na negação da lógica e na criação de paralogismos de autodefesa.

    Na história da humanidade, moveu e ainda move populações inteiras que, por não terem um conhecimento específico, decidiram e ainda decidem por demonizá-lo; por não pertencerem a um grupo seleto, decidem que ele tem más intenções ocultas; por não possuírem certos bens, decidem que esses bens não podem ser possuídos por mais ninguém.

    Escrevo isso em crítica à esquerda atual, mas baseio-me, também, em diversos momentos históricos com o mesmo teor sentimental de perseguição a diversos grupos como estudiosos, judeus, capitalistas, alquimistas, astrônomos, etc.

    As coisas só pioram quando alguém, um grupo ou um partido percebe essa fragilidade mental de uma população e decide explorá-la, criando uma série de sofismas que validam a experiência emocional dessas pessoas.

    Ao final das contas, não posso criticar com isso apenas os progressistas, pois vemos isso acontecer diariamente nas igrejas, grupos de internet, universidades e até nas famílias. Apenas posso incluí-los nessa rotulação por diversos dogmas falaciosos que transmitem para que seus seguidores sintam-se moralmente livres para defender perversidades.

    Quando isso ocorre, fica fácil, inclusive, inserir novas ideias falaciosas que fogem às iniciais que levaram o indivíduo a entrar em estado de autoalienação. Por exemplo: alguém que acredita que tirar dos ricos para dar aos pobres é justo passa a defender as políticas afirmativas (cotas, demarcação de terras indígenas, criminalização da homofobia). Da mesma forma, para não ser injusto, um evangélico pode passar a defender a morte de sem terras.

    Veja como, na história, foi possível usar a religião cristã pacifista para pregar a morte e você entenderá como é fácil, com seu discurso floreado, a esquerda encantar as massas com suas promessas sem base, ainda mais numa população com pouco entendimento econômico e que não consegue prever e nem mesmo acredita nas consequências nefastas das atitudes heterodoxas keynesianas.

    A atual esquerda, nesse sentido, é impressionantemente hábil em realizar essa manipulação de massas. Praticamente toda sua agenda e todo seu discurso se baseia em apelos falaciosos. Seria possível fazer um curso de lógica ou de retórica com um capítulo de Falácia baseado apenas no Progressismo. Alguém ai se aventuraria a criar um artigo desse tipo?
  • Rodolfo Andrello  23/05/2019 14:56
    Para o exemplo dos sapatos apontados no texto, os socialistas costumam responder que o que será coletivizado numa economia socialista serão os meios de produção, não os sapatos.
    Mas aí você pergunta como são definidos os meios de produção... e a coisa começa a degringolar.
    Pra definir um carro como um bem de consumo ou um meio de produção, por exemplo, se eu estiver saindo de casa com meu veículo pra visitar minha mãe em outra cidade o meu carro será apenas um artefato de uso pessoal. Porém, se eu cobrar algo do meu vizinho pra levá-lo até essa outra cidade? E se eu comprasse esse mesmo carro por R$ 30.000 e o vendesse na outra semana por R$ 33.000, repetindo o processo indefinidamente com outros veículos?
    São quase infinitos os objetos que vão ser problemáticos na definição de algo como um meio de produção ou não... martelos; pregos; serras; alicates... Não há nem mesmo meios objetivos de responder se coisas básicas como máquinas enferrujadas de costura da sua avó são ou não meios de produção.
    Portanto, o problema de se o meu carro, sapato ou o que quer que seja vai ser coletivizado ou não, trata-se de questão que será decidida unilateral e arbitrariamente por Stalin.
  • Marcelo  24/05/2019 03:33
    Carro de passeio, bem de consumo. Carro de trabalho, meio de produção. Nada muda. Vai ser tudinho igual só que sem exploração. Você observou muito bem o que ninguém viu ou o autor fez de ma fe. Tem que ser 'fábricas de sapatos', pra início de conversa.
  • 5 minutos de ira!!!  24/05/2019 14:08
    Mas, então, eu decido ter um tear para fazer blusas porque sei que faltam blusas, mas eu não sei confeccioná-las, porém tenho dinheiro que poupei com meu sacrifício para iniciar um negócio. Para isso, precisarei contratar alguém........ não posso?
    Nesse caso, existe uma relação de trabalho simples. Eu tenho o meio que EU comprei, com MEU dinheiro e o empregado entra com o trabalho. É uma sociedade.
    O socialista defenderia que ele deveria ganhar por produção? sem salário fixo?
    Opa, peraí.... eu nem poderia ter o tear, pois só o Estado pode!!! Ai é melhor que as pessoas fiquem sem blusas, mesmo...............
    O que eu faço com o dinheiro guardado, então!?!?!
    Essa é a sociedade ideal? Isso pra mim é uma prisão!!!
  • Marcelo  26/05/2019 02:33
    Quase isso.
  • Estado o Defensor do Povo  26/05/2019 12:16
    Se ele observou bem o que é socialismo então tô fora, eu que não quero um stalin da vida mandando e desmandando nas pessoas.
  • 5 minutos de ira!!!  27/05/2019 11:38
    Entenda que, nesse maravilhoso sistema, as pessoas não podem investir o que pouparam, porque é proibido ou, mesmo num sistema mais leve, é arriscado. Elas só podem acumular para consumir mais ou especular comprando imóveis, por exemplo, sabendo que haverá taxação sobre a sua riqueza.
    NÃO VALE A PENA POUPAR!!!! o negócio é gastar tudo como se não houvesse amanhã, até porque você estará certo em breve!!!

    É tão difícil entender o porquê de faltar produtos nos mercados venezuelanos!? Não vale a pena produzir!!!!!!!!!!!!!!

    O jeito que o Estado vai interferir no seu meio de produção varia enormemente de regime para regime, mas o resultado é sempre o mesmo!!!!!!!!!

    É tão difícil entender!?

    Você vai esperar o Estado Socialista perfeito que consegue planejar a economia perfeitamente e não deixar faltar nada nas prateleiras, ou prefere deixar seu vizinho tomar a iniciativa, uma vez que poupou a vida inteira para comprar o meio de produção?
    Você ainda vê algum problema nisso? Faz alguma diferença se quem produziu foi o Estado ou o vizinho?

    Se ainda vê, desculpe, mas você é um invejoso!!!
  • Marcelo  27/05/2019 12:49
    O que ele observou bem foi a falácia do sapato. Em vez de fábrica de sapato. Mas td bem. Complicado mesmo.
  • Mílber  23/05/2019 18:30
    O Brasil vem sendo moldado para que a maioria da população dependa do Estado. Na Constituição de 88 atribuíram a saúde e educação como DEVER do Estado (apenas um exemplo de vários). No caminho histórico que percorremos, o brasileiro comum foi ensinado a acreditar ( ter fé) que é o governo quem vai resolver seus problemas. Neste contexto, no enfrentamento entre a razão e a fé, boa parte fica com a fé, e sequer percebe o que está defendendo; não percebe que está aumentando a sua dependência com relação ao Estado, não vê nada de errado nisto, afinal, sempre foi assim.

    A mudança de pensamento será difícil e demorada, porque não é fácil mudar toda uma cultura. Estamos vivendo uma tentativa de início de mudança de cultura neste momento, que está sendo combatida de diversas formas e por vários meios. Alguns querem manter seus privilégios, outros querem chegar ao poder e a massa está apenas sendo manipulada.

    Parabéns pelo site e parabéns pelo trabalho que estão realizando!
  • Marcelo  23/05/2019 19:01
    O erro está claro.
    Troque 'sapatos' por 'fábricas de sapatos'.
    Assim o raciocínio parece mais certo.

  • Andre  23/05/2019 19:19
    "A mudança de pensamento será difícil e demorada, porque não é fácil mudar toda uma cultura. "

    No caso do Brasil a mudança de pensamento já é impossível e uma esmagadora maioria já depende e têm expectativas do estado que esperam que sejam cumpridas, os pobres esperam migalhas na forma de bolsas para alimentar-se ou pequenas frentes de trabalhos, a classe média espera bolsas de estudo e vagas de concurso público e os ricos créditos subsidiados e licitações cuidadosamente direcionadas. Qualquer esperança de mudança é severamente pressionada pela cruel inversão demográfica da população que envelhece rapidamente.
    O Brasil em breve se tornará uma Argentina violenta e com praias.
  • Anom  24/05/2019 00:44
    Assim como os marxistas empedernidos, contumazes e impenitentes usam de sofismas , mentiras e falsidades para alcançar seus objetivos inconfessáveis, também estes idólatras do mercado livre se utilizam de premissas falsas para sustentar suas maldades mal disfarçadas. Se a sociedade não fosse baseada na ganância, em um consumo irracional que se sustenta em falsas necessidades criadas pelo marketing e pela moda, haveria bens essenciais para todos. A estrutura econômica sustentada pelo consumismo envolve a exaustão total da Terra e seus recursos, substituindo a natureza por lixo , lama tóxica e morte. Mas esta loucura é garantida pela esquerda marxista (com suas abominações) que defende a "ecologia", o "holismo" alternativas que acabam sendo desconsideradas por grande parte da população que rechaça o marxismo. E seguem os dois lados em sua missão de explorar a população, um perpetuando o outro e se revezando no mal.É o progresso, a evolução.
  • Tulio  24/05/2019 03:51
    "Se a sociedade não fosse baseada na ganância, em um consumo irracional que se sustenta em falsas necessidades criadas pelo marketing e pela moda, haveria bens essenciais para todos."

    Interessante. A esquerda diz que todas as crises econômicas são causadas por uma "superprodução", ou seja, porque o mercado "produziu em excesso". E que isso (superprodução) seria um problema inerente ao capitalismo.

    Já você está dizendo que o problema do capitalismo é que ele não consegue produzir o suficiente para todos, ou seja, há uma subprodução.

    Seria pedir muito que os críticos ao menos entrassem em um consenso mínimo? Vocês chegaram a um ponto em que impossível falarem uma coisa sem imediatamente serem contraditados por vocês próprios.
  • Anom  24/05/2019 11:57
    Prezado Tulio. Não disse "que o problema do capitalismo é que não consegue produzir o suficiente para todos, ou seja, há uma subprodução." Creio que deixei evidente que há uma dispersão de esforços e que nenhum sistema econômico ou político vigente (de direita e esquerda) esta interessado em encaminhar alguma solução ou fazer parte de alguma solução. Esta polarização faz parecer que somente sabemos contar até dois e não percebemos a síntese que une as facções. Tão evidente é esta limitação que logo sou rotulado de "vocês" como se defendesse uma ou outra facção.
  • Caio  24/05/2019 03:53
    "Se a sociedade não fosse baseada na ganância [...]"

    Todo o mundo é ganancioso, exceto a pessoa iluminada que pronuncia essa frase-clichê ridícula e que, ainda pior, jura que está abafando.

    Quando, meu Deus, quando haverá uma crítica minimamente original e sensata?
  • Anom  24/05/2019 12:34
    Prezado Caio. Não é possível negar tua afirmação: "Todo o mundo é ganancioso..." Mas, vale refletir sobre a que segue: "... exceto a pessoa iluminada que pronuncia essa frase-clichê ridícula e que, ainda pior, jura que está abafando. ". Leva-me a pensar que foi um erro ter aqui me pronunciado. Não por que sou iluminado, mas justamente por estar longe disto.
    Mas tenho o ideal de não me comportar como se vivêssemos em uma matilha de hienas. Se não houver limites para os desejos humanos – não houver uma visão ou ideal que leve a cooperação e à união- ficaremos escravos destes desejos. Considerar isto clichê ou ridículo atesta quão longe estamos de qualquer ideal civilizatório. É um sintoma, uma amostra da degradação que chegamos. Os resultados estão à vista. Não precisa ser iluminado para perceber como tudo isto terminará. E frente aos fatos, frutos da convivência e aceitação de nossas debilidades como norma ou regra, cada um que pense como quiser, pois as consequências seguirão aos fatos inevitavelmente. Isto ainda que os "sensatos" se sintam "sensatos" e considerem ridículo quem ousa pensar além do "viés prático".
  • Ciro Daniel Amorim Ferreira  24/05/2019 10:03
    É bem mais simples que isso.
    Fazer o Socialismo funcionar écoisa de criança.
    Voce fica no comando e tenta.
    Se falhar..eu te mato.
    O próximo transeunte que passar recebe o comando do Kremlin,
    Ele tenta. Se nao conseguir. Eu mato ele e ponho quem entrar na sala primeiro no comando.
    Bom voce entendeu.
    7 bilhoes de chances correto..? A probabilidade é significativa.

    Pronto. Cade meu Nobel?
  • Alexandre  24/05/2019 12:45
    Final da história acima: Os 3 pares de sapatos viram sopão antes da inanição final.
  • Estado o Defensor do Povo  26/05/2019 02:19
    "Prezado Caio. Não é possível negar tua afirmação: "Todo o mundo é ganancioso..." Mas, vale refletir sobre a que segue: "... exceto a pessoa iluminada que pronuncia essa frase-clichê ridícula e que, ainda pior, jura que está abafando. ". Leva-me a pensar que foi um erro ter aqui me pronunciado. Não por que sou iluminado, mas justamente por estar longe disto."

    Cara, o problema aqui é que tu disse o seguinte:"Se a sociedade não fosse baseada na ganância, em um consumo irracional que se sustenta em falsas necessidades criadas pelo marketing e pela moda, haveria bens essenciais para todos", você deu a entender que ganância é algo inerentemente ruim sendo que você mesmo é um e não tenta ser diferente, não tem como escapar disso, o problema também é que você não definiu muito bem o que é ganância, o que os libertários entendem é que a sociedade é composta de indivíduos egoístas, isto é, cada indivíduo tende a agir visando o melhor para si próprio, ponto, aí você veio e chamou isso de ganância e que isso gera o consumismo desenfreado, ora bolas o ponto não é esse, se você é feliz tendo só sua casa, comida, roupa e jornal da matina, perfeito, que assim seja, e que ninguém o atrapalhe a viver dessa forma, agora se o outro cidadão ali quer comprar 10 carros só pra lotar a garagem dele que assim seja também, isso o deixa feliz, não existe um limite do que é ou não "consumismo desenfreado", tal conceito é totalmente arbitrário, o que é muito pra você pode parecer pouco pra outro.


    "Mas tenho o ideal de não me comportar como se vivêssemos em uma matilha de hienas."

    Sinceramente, um dos problemas mais graves que eu percebo (pelo menos pra mim) com o pessoal que vem debater aqui com a gente é a falta de clareza nos seus argumentos, o que diabos tu quis dizer aqui?

    "Se não houver limites para os desejos humanos – não houver uma visão ou ideal que leve a cooperação e à união- ficaremos escravos destes desejos"

    Beleza, e quem determina os limites dos desejos de um indivíduo que não seja o próprio indivíduo? Não adianta o presidente assinar um decreto dizendo que cada cidadão brasileiro só terá direito a no máximo 6kg de arroz por mês e uma TV em sua casa, isso não vai mudar a demanda real das pessoas por esses bens, e de novo, o que diabos tu quis dizer com "visão ou ideal que leve à cooperação" e "ser escravo dos desejos"? Complica conversar assim, mas eu vou rebater esses pontos mesmo que não entendido bulhufas do que tu quis dizer, se há objetivos ou "ideais" que aproximam certas pessoas, então elas voluntariamente irão se juntar e formar uma instituição, ninguém está obrigando ninguém, exemplo, pessoas que se preocupam com o meio ambiente podem fundar uma empresa que avalia as outras empresas nesse quesito, ou então um greenpeace da vida. E não faz sentido ser escravo dos desejos, é o mesmo que afirmar que sou escravo de mim mesmo, pois os meus desejos são um reflexo de mim mesmo, são consequência de minhas valorações subjetivas, tem ninguém me obrigando a querer comer pizza ou beber coca-cola, odeio refrigerante por sinal, se eu estou consumindo algo é porque eu quis, não tem como dizer que estou sendo escravizado nesse contexto.

    "Considerar isto clichê ou ridículo atesta quão longe estamos de qualquer ideal civilizatório. É um sintoma, uma amostra da degradação que chegamos."

    Cara admite, isso é clichê, esse teu discurso de "ser escravo dos desejos", "o marketing que nos controla", "a ganância humana é o câncer da sociedade" já tá chato, já foi e continua sendo repetido exaustivamente nas universidades, pelos intelectuais, pelos esquerdistas, ..., toda santa semana vem alguém aqui no instituto mises nos contestar com esse mesmo discurso e nos chamando de elitistas fascistas brancos e sem coração, o pessoal do IMB já tá cansado de rebater esses mesmíssimos argumentos, eu apoio criar um FAQ logo nesse troço, pra facilitar a vida da galera.

    "Os resultados estão à vista. Não precisa ser iluminado para perceber como tudo isto terminará."

    De novo aquele problema, cara, pelo amor de Deus, SEJA CLARO NO QUE VOCÊ QUER DIZER, o que vai terminar como e onde? O que eu sei é que a nossa atual social-democracia vai ruir devido aos aumentos exponenciais dos gastos do Estado, uma profunda recessão econômica, ou, no pior dos casos, hiperinflação.

    "E frente aos fatos, frutos da convivência e aceitação de nossas debilidades como norma ou regra, cada um que pense como quiser, pois as consequências seguirão aos fatos inevitavelmente. Isto ainda que os "sensatos" se sintam "sensatos" e considerem ridículo quem ousa pensar além do "viés prático".

    Li e reli esse trecho mas de novo entendi absolutamente NADA do que tá escrito nele.
  • Anom  27/05/2019 16:05
    Meu post Anterior:"Prezado Caio. Não é possível negar tua afirmação: "Todo o mundo é ganancioso..." Mas, vale refletir sobre a que segue: "... exceto a pessoa iluminada que pronuncia essa frase-clichê ridícula e que, ainda pior, jura que está abafando. ". Leva-me a pensar que foi um erro ter aqui me pronunciado. Não por que sou iluminado, mas justamente por estar longe disto."

    Você:"Cara, o problema aqui é que tu disse o seguinte:"Se a sociedade não fosse baseada na ganância, em um consumo irracional que se sustenta em falsas necessidades criadas pelo marketing e pela moda, haveria bens essenciais para todos", você deu a entender que ganância é algo inerentemente ruim sendo que você mesmo é um e não tenta ser diferente, não tem como escapar disso...."


    Resposta: Prezado Caio. Ao responder a ti considerei tuas invocações ao nome de Deus, como agora a repete ao final de teu post. Então nos colocamos em uma esfera que transcende o simples utilitarismo. Que transcende a situação "lógica" que vivemos. Ou isto ou então a referência a Deus é meramente retórica e devemos parar por aqui. A ganância é nociva não como um conceito ou opinião, pois está dentre os sete pecados capitais representada pela cobiça, presente como um padrão mecânico de comportamento em cada um de nós. Sim, luto por reconhecer este aspecto da minha psicologia não como uma concessão aos demais, mas como uma necessidade para superar a mim mesmo. Sim, é possível "escapar disso". Se não lutarmos por isto tampouco adiantará clamar por Deus. Talvez agora entenda por que disse que estou me manifestando no lugar errado. Persistirei no erro mais esta vez, somente para não te deixar sem resposta. Além disto, te responder me obriga a refletir sobre mim mesmo.

    Você "...o problema também é que você não definiu muito bem o que é ganância, o que os libertários entendem é que a sociedade é composta de indivíduos egoístas, isto é, cada indivíduo tende a agir visando o melhor para si próprio, ponto, aí você veio e chamou isso de ganância e que isso gera o consumismo desenfreado, ora bolas o ponto não é esse, se você é feliz tendo só sua casa, comida, roupa e jornal da matina, perfeito, que assim seja, e que ninguém o atrapalhe a viver dessa forma, agora se o outro cidadão ali quer comprar 10 carros só pra lotar a garagem dele que assim seja também, isso o deixa feliz, não existe um limite do que é ou não "consumismo desenfreado", tal conceito é totalmente arbitrário, o que é muito pra você pode parecer pouco pra outro."

    Resposta: Egoísmo vem de ego, e o ego é o OPOSTO de Deus nosso Real Ser ou individualidade ou Consciência. O ego é constituído pela cobiça, ira, orgulho, inveja, preguiça, gula e luxúria, cada um destes aspectos em nossa psicologia derivando em milhares de outros, ou legiões como tratadas na Bíblia (do Deus que menciona), mas não somente nesta fonte. São os pretendentes que Ulisses deveria matar na Odisséia de Homero, os parentes que Arjuna deveria vencer em cruel guerra tratada no Mahabharata , e em várias outras fontes. O ego nos tira a consciência e nos faz ter um comportamento mecânico e condicionado. Se não compreendemos isto nem lutarmos para conquistar um nível superior de CONSCIÊNCIA , não teremos como estabelecer, por nós mesmos e em nós mesmos, um ideal superior para nos orientar em direção a civilização. Restarão os louvores às "virtudes do egoísmo". Restarão os conceitos arbitrários que menciona que servem, na maioria das vezes, apenas para justificar nossas atitudes e debilidades e a nossa convivência com estas ( tipo :todo mundo é ganancioso, invejoso, etc.)



    Meu post anterior: ""Mas tenho o ideal de não me comportar como se vivêssemos em uma matilha de hienas.""
    Você:... Sinceramente, um dos problemas mais graves que eu percebo (pelo menos pra mim) com o pessoal que vem debater aqui com a gente é a falta de clareza nos seus argumentos, o que diabos tu quis dizer aqui?


    Resposta :Basta olhar a volta. O "normal egoísmo" é a tônica. Sem alternativa, sem Deus, sem ideais transcendentais. Somente a luta pelo material e seu equilíbrio por tal ou qual teoria econômica. O egoísmo, absorvendo as lideranças "religiosas" chegou ao ponto que um não pode esquecer a carteira se quiser visitar algum templo. Todos se curvam ao deus mercado. Mas talvez tenha razão em tua falta de compreensão no que eu quis dizer, pois as hienas em muitos casos são mais cooperativas, mesmo em suas rapinas.

    Meu post anterior""Se não houver limites para os desejos humanos – não houver uma visão ou ideal que leve a cooperação e à união- ficaremos escravos destes desejos""
    Voce: "Beleza, e quem determina os limites dos desejos de um indivíduo que não seja o próprio indivíduo? "


    Resposta: Exatamente!!! Dominamos nossos desejos ou somos dominados por nossos desejos? Quem é dominado é escravo.

    Você:"Não adianta o presidente assinar um decreto dizendo que cada cidadão brasileiro só terá direito a no máximo 6kg de arroz por mês e uma TV em sua casa, isso não vai mudar a demanda real das pessoas por esses bens, e de novo, o que diabos tu quis dizer com "visão ou ideal que leve à cooperação" e "ser escravo dos desejos"?

    Resposta: Parte respondi acima. Escravo é quem não é livre. Não somos livres em nossa estrutura individual psicológica... Muito daria para aprofundar. Mas tente o seguinte: Fique 3 minutos olhando os ponteiros de um relógio se mover SEM PENSAR EM NADA. Depois responda a si mesmo se é dono de si mesmo ou não.

    Você: Complica conversar assim, mas eu vou rebater esses pontos mesmo que não entendido bulhufas do que tu quis dizer, se há objetivos ou "ideais" que aproximam certas pessoas, então elas voluntariamente irão se juntar e formar uma instituição, ninguém está obrigando ninguém, exemplo, pessoas que se preocupam com o meio ambiente podem fundar uma empresa que avalia as outras empresas nesse quesito, ou então um greenpeace da vida.

    Resposta: Sim, sem dúvida ninguém pode obrigar a ninguém. Os ideais existem e cada um pode decidir ou não se os perseguirá em direção a Consciência individual que nos une a Deus. Mas não são divulgados nem esclarecidos, pois colocariam as pessoas em uma posição que já não seriam tão manipuladas. Na verdade a mídia em geral se ocupa exatamente do caminho oposto. Mesmo que se aceite que o mercado é o que importa (então os patrocínios da mídia) não se justifica a ênfase da mídia em propagar o adultério, a inveja, a cobiça, formas de assassinato, a pedofilia, o ateísmo de forma dogmática, o vilipendio ao cristianismo pela "arte", etc., em uma lista sem fim. Usando uma concessão pública justificam-se dizendo que mostram o que as pessoas querem ver. E tudo esta bem se tem lucro.

    E não faz sentido ser escravo dos desejos, é o mesmo que afirmar que sou escravo de mim mesmo, pois os meus desejos são um reflexo de mim mesmo...

    Exatamente!!! Não diria melhor.

    você ...são consequência de minhas valorações subjetivas, tem ninguém me obrigando a querer comer pizza ou beber coca-cola, odeio refrigerante por sinal, se eu estou consumindo algo é porque eu quis, não tem como dizer que estou sendo escravizado nesse contexto.

    A palavra "subjetivas" é perfeita. Somente quem pode valorar objetivamente é a CONSCIÊNCIA, livre de qualquer condicionamento ou padrão egóico que nos impede de perceber o real por nós mesmos.

    Meu post anterior:""Considerar isto clichê ou ridículo atesta quão longe estamos de qualquer ideal civilizatório. É um sintoma, uma amostra da degradação que chegamos." "

    Você:"Cara admite, isso é clichê, esse teu discurso de "ser escravo dos desejos", "o marketing que nos controla", "a ganância humana é o câncer da sociedade" já tá chato, já foi e continua sendo repetido exaustivamente nas universidades, pelos intelectuais, pelos esquerdistas, ..., toda santa semana vem alguém aqui no instituto mises nos contestar com esse mesmo discurso e nos chamando de elitistas fascistas brancos e sem coração, o pessoal do IMB já tá cansado de rebater esses mesmíssimos argumentos, eu apoio criar um FAQ logo nesse troço, pra facilitar a vida da galera. "


    Resposta: Pois a esquerda rebate estes argumentos, que aqui exponho afirmando que não têm "viés prático". Ao que contesto perguntando aos esquerdistas se o que tem viés prático são os paredões de fuzilamento ou os milhões de mortos das ditaduras marxistas. Percebe? Não há como dialogar se logo qualquer argumentação, que se entenda contrária, seja classificada como da odiada esquerda ou como da odiada direita.


    Meu post anterior:"Os resultados estão à vista. Não precisa ser iluminado para perceber como tudo isto terminará."
    Você: De novo aquele problema, cara, pelo amor de Deus, SEJA CLARO NO QUE VOCÊ QUER DIZER, o que vai terminar como e onde? O que eu sei é que a nossa atual social-democracia vai ruir devido aos aumentos exponenciais dos gastos do Estado, uma profunda recessão econômica, ou, no pior dos casos, hiperinflação.


    Resposta:Onde os conflitos e a falta de solução terminam? Em mais conflitos generalizados, em escala global com os oponentes com potencial nuclear. Nas cinzas o estado não será mínimo nem máximo. E você, de novo, invocando o nome de Deus: de nada adianta invocar o amor de Deus se ignoramos Seus preceitos mais básicos em favor do mercado , das virtudes do egoísmo e da ganância.

    Meu post anterior: "E frente aos fatos, frutos da convivência e aceitação de nossas debilidades como norma ou regra, cada um que pense como quiser, pois as consequências seguirão aos fatos inevitavelmente. Isto ainda que os "sensatos" se sintam "sensatos" e considerem ridículo quem ousa pensar além do "viés prático".
    Você:Li e reli esse trecho mas de novo entendi absolutamente NADA do que tá escrito nele.

    Resposta:
  • Estado o Defensor do Povo  28/05/2019 03:40
    Resposta: Prezado Caio. Ao responder a ti considerei tuas invocações ao nome de Deus, ..., penas para justificar nossas atitudes e debilidades e a nossa convivência com estas ( tipo :todo mundo é ganancioso, invejoso, etc.)

    Cara eu não sou o Caio, meu nome é Estado o Defensor do Povo, aprenda hauhauhau, blza agora você definiu melhor o que é ganância, mas cara quando eu digo que o ser humano é egoísta e devemos respeitar isso não significa bem o que você tá dizendo, não tem nada haver com o conceito bíblico da ganância como um mal do homem insensato, que destrói os outros e a si mesmo devido à sua natureza pecaminosa, e sim de que o ser humano tende a agir de modo a satisfazer a ele mesmo, de modo a reduzir um desconforto que ele tem agora, mesmo que você desse esmola para um mendigo na rua, você está sendo egoísta no conceito libertário, pois você o faz porque se sente bem assim, você ajudou o próximo e ganhou em troca sua paz em espírito, isso pode sim ser interpretado como um ato egoísta, egoísmo nesse sentido em si não é ruim, para você cuidar dos outros, deve antes cuidar de si mesmo, vá para Marcos 12:31:"O segundo é: 'Ame o seu próximo como a si mesmo.'a Não há outro mandamento maior do que esses.", a Bíblia não diz que devemos renegar completamente nossos desejos, ela diz que devemos nos controlar, viver sempre na medida certa,e não nos entregar demasiadamente aos bens terrenos, e a Bíblia também não nos diz que devemos obrigar as outras pessoas a segui-la, a obrigá-las a deixarem a sua ganância, ela diz apenas que devemos ensinar aos outros as suas lições, e "aquele que tenha ouvidos para ouvir, que ouça(Mc 4:9; Lc 14:35,...)", que "não devemos dar o que é sagrado aos cães, e nem jogar pérolas aos porcos (Mt 7:6)", portanto meu amigo, é muito bom que você tenha essa visão, eu também tenho, mas não podemos forçar ela nas outras pessoas, devemos apenas ensinar com sabedoria e bondade e se não quiserem nos dar ouvidos, que assim seja, oremos apenas, e ainda assim,se tu ver um cara sacrificando tudo que ele tem só por fama e dinheiro, não devemos nunca chegar para ele e dizer que ele tá sendo ganancioso demais e que devia urgentemente vender tudo o que tem, lembre-se, "Não julgueis, para que não sejais julgados.
    Porque com o juízo com que julgardes sereis julgados, e com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós.
    Mateus 7:1,2".

    Todos se curvam ao deus mercado

    Cara ninguém aqui tá fazendo isso, tu que tá querendo caracterizar o todo por um mero recorte, tu caiu num artigo falando de economia e bum, automaticamente tudo o que defendemos resume-se ao mercado, não é assim, o mercado é apenas um fenônemo decorrente da vida em sociedade, é algo tão natural quanto à gravidade e o sol nascente, os seres humanos ajudam um ao outro, mesmo que não se conheçam, criam determinados bens e depois trocam esses bens com outras pessoas, tudo feito voluntariamente, isso é mercado, e isso é saudável para as pessoas, mercado não se resume à marketing e outdoors na pista como tu tá falando, e ninguém tá falando que isso vai resolver 100% dos problemas e que vai ficar todo mundo na Disney.

    Exatamente!!! Dominamos nossos desejos ou somos dominados por nossos desejos? Quem é dominado é escravo.

    De novo, volta àquele problema de definição, você está usando a Bíblia, eu estou usando o conceito praxeológico, a frase "ser dominado por nossos desejos" tem conotação poética, quem lê a Bíblia entende o que ela quer dizer com isso, não significa que agora nós literalmente estamos sendo controlados por outro ente e viramos um bando de zumbis sem vontade própria, volte para o meu primeiro parágrafo.

    Sim, sem dúvida ninguém pode obrigar a ninguém

    Ótimo.

    Na verdade a mídia em geral se ocupa exatamente do caminho oposto. Mesmo que se aceite que o mercado é o que importa (então os patrocínios da mídia) não se justifica a ênfase da mídia em propagar o adultério, a inveja, a cobiça, formas de assassinato, a pedofilia, o ateísmo de forma dogmática, o vilipendio ao cristianismo pela "arte", etc., em uma lista sem fim. Usando uma concessão pública justificam-se dizendo que mostram o que as pessoas querem ver. E tudo esta bem se tem lucro.

    O lucro em si não é ruim, o que pode ser ruim é o que se fez para conseguir o lucro, se eu mato uma pessoa com um machado, não quer dizer que o machado em si é ruim, e sim que eu sou ruim, pois o ato de matar é ruim, se uma empresa lucra imoralmente, beleza, então não compre o produto dela e convença os outros a fazer o mesmo, tudo feito pacificamente, assim a empresa deixa de ter lucros e você fica feliz, a indústria pornográfica por exemplo dá um lucro gigante, ao mesmo tempo que acaba com o casamento de muita gente, para lutar contra isso nós podemos simplesmente não consumir tais coisas e convencer às outras pessoas de nossas opiniões, não devemos sair prendendo as atrizes-pornô.

    A palavra "subjetivas" é perfeita. Somente quem pode valorar objetivamente é a CONSCIÊNCIA, livre de qualquer condicionamento ou padrão egóico que nos impede de perceber o real por nós mesmos

    Já é a terceira ou quarta vez que tu vem com esse papo de consciência, não entendi o que isso significa.

    Pois a esquerda rebate estes argumentos, que aqui exponho afirmando que não têm "viés prático". Ao que contesto perguntando aos esquerdistas se o que tem viés prático são os paredões de fuzilamento ou os milhões de mortos das ditaduras marxistas. Percebe? Não há como dialogar se logo qualquer argumentação, que se entenda contrária, seja classificada como da odiada esquerda ou como da odiada direita.

    Exato, por isso o pessoal daqui é libertário, pois eles percebem isso e portanto defendem as ideias de liberdade e propriedade privada, portanto podemos discutir e expor nossas opiniões à vontade, contanto que não haja agressão, se você vier aqui e começar a defender agressão contra pessoas pacíficas então o pessoal daqui vai ficar puto mesmo, não venha com esse papo de dizer que nós não estamos sabendo respeitar a sua opinião quando é tu que começou a te impor aos outros.


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