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Há várias, mas eis a diferença crucial entre a burocracia estatal e a economia de mercado
E ela afeta profundamente nossa prosperidade e nosso bem-estar

Qual é a diferença mais notável entre o funcionamento do governo e o da economia de mercado? 

Ludwig von Mises nos forneceu uma resposta surpreendente, uma resposta que ele explicou em detalhes em seu sensacional livro Liberalismo — Segundo a Tradição Clássica, publicado no longínquo ano de 1927. 

Mises disse que a diferença toda estava na contabilidade, isto é, no cálculo de custos.

Dentro das burocracias não-comerciais do governo, tudo é um jogo de adivinhação. Você não sabe exatamente o quanto deve gastar em quê; você não sabe se há algum objetivo racional naquilo que você está fazendo; você não sabe se este ou aquele plano será bem-sucedido ou se irá fracassar completamente; você não sabe onde cortar gastos caso tenha de fazê-lo; e você não sabe quais seções e quais pessoas estão fazendo um bom trabalho e quais não estão. 

O setor público é um setor que, inevitavelmente, por pura lógica econômica, sempre funciona às escuras, sem ter a mínima ideia do que faz, e sempre tendo de fingir que está fazendo tudo certo.

Por quê? Porque o governo não opera de acordo com os sinais de preços emitidos pelo mercado. Ele não opera segundo a lógica do sistema de lucros e prejuízos. Como ele não tem acesso aos sinais de preços, ele não é capaz de calcular lucros e prejuízos. Por conseguinte, ele não tem uma bússola que possa guiá-lo em suas ações. Ele não tem como avaliar e estimar a real valia econômica de qualquer coisa que faça. Seus investimentos nunca poderão ser feitos da maneira correta, seus serviços nunca serão prestados de maneira satisfatória, e sempre haverá desperdício de recursos e gritante ineficiência. 

Esta é uma realidade inevitável. Não se trata de ideologia; é pura ciência econômica. 

Em suma: o governo e seus órgãos não vendem seus serviços no mercado concorrencial para consumidores que voluntariamente optam por comprá-los, não se direcionam pelo sistema de lucros e prejuízos, e suas receitas não são auferidas de acordo com a qualidade dos seus serviços.

Por não ter esta racionalidade, as burocracias estatais sempre acabam seguindo os caprichos do governo do momento, preocupadas exclusivamente em satisfazer as demandas de políticos que visam apenas sua autopromoção e sua reeleição.

Consequentemente, as burocracias estatais sempre estarão sob os auspícios de uma gente cujo horizonte temporal é de no máximo quatro anos, e inevitavelmente se transformarão em fábricas de desperdício, ineficiência, confusão e ressentimento.

No setor privado o mundo é outro

Já nas empresas privadas que operam em ambiente de livre concorrência a situação é diferente. 

No mundo do comércio, os sinais de preços emitidos pelo mercado comandam as decisões. O sistema de lucros e prejuízos mostra como os recursos escassos estão sendo empregados. Se corretamente, os consumidores recompensam as empresas propiciando-lhes grandes lucros; se erroneamente, os consumidores punem as empresas impondo-lhes prejuízos. 

Uma expansão ou um corte nos investimentos é algo que será guiado pelo balancete das empresas. E, se as empresas quiserem realmente se estabelecer no mercado, ofertando bons serviços, os empregados terão de ser tratados produtores valorados, e não explorados.

Não interessa se a empresa é grande ou micro: ela estará sempre em busca da lucratividade. E a lucratividade sempre será, em última instância, determinada pela decisão voluntária dos consumidores.

Para ver como algo aparentemente simples possui ramificações muito mais complexas do que se poderia imaginar a princípio, peguemos o exemplo de um restaurante chique.

A estrutura de produção deste restaurante não se resume apenas à coordenação entre os garçons e a cozinha. É necessário haver uma administração voltada exclusivamente para o controle dos estoques de todos os alimentos e de todas as bebidas. Como não é possível saber com antecedência o que os clientes irão ordenar de seu variado menu, o estoque de alimentos e bebidas tem de ser vasto e plenamente adaptável às súbitas alterações de gosto e interesse de seus clientes. 

Tal controle de estoque não seria possível de ser planejado sem preços de mercado, sem a contabilidade e sem o sistema de lucros e prejuízos.

Além da coordenação entre os chefs e os cozinheiros, e entre os cozinheiros e os garçons, a estrutura de produção deste restaurante se estende para muito além de suas paredes. A comida tem de vir de todos os cantos do mundo. Diversos meios de transporte têm de ser utilizados para fazer com que a comida chegue ao estabelecimento. Mas não é possível servir comidas e bebidas se não houver agricultura, criação de gado e plantio de ervas e temperos em lugares remotos do mundo. 

E a coordenação não pára por aí. Ela ainda volta no tempo — décadas e às vezes até séculos — para as primeiras sementes plantadas nos vinhedos que produziram os vinhos, e os primeiros centeios que produziram os uísques e as demais bebidas servidas no restaurante. 

E a tecnologia que possibilita tudo isso é relativamente nova, desde a refrigeração até a comunicação digital entre a cozinha e o maître. 

Nada disso seria possível sem o sistema de preços, que permite a contabilidade de custos e determina se há ou não lucratividade em qualquer uma das etapas envolvidas neste processo.

Este mecanismo extraordinariamente complexo — muito mais complicado do que qualquer operação já tentada por qualquer burocracia estatal — tem de funcionar harmoniosamente para todos os clientes que aparecerem no restaurante a qualquer momento

E se ninguém aparecer? Se isso acontecer com muita frequência, todo o investimento entra em colapso. Todo o planejamento, todos os gastos, todas as habilidades envolvidas revelar-se-ão um grande desperdício. O mercado enviou seu sinal: o empreendimento não estava empregando recursos escassos da maneira mais eficiente possível. 

O que determina se este empreendimento será pujante e lucrativo ou se ele desaparecerá rapidamente é simplesmente a decisão do consumidor de comer lá ou não

Não há ninguém apontando armas para ninguém, não há coerção, não há chantagem. Há apenas um empreendimento implorando para poder servir seus clientes.

Se você propusesse a criação de algo assim para uma pessoa que jamais houvesse visto algo parecido em operação, ela nunca iria acreditar que tal coisa pudesse funcionar. Muito menos existir.

É por tudo isso, escreveu Mises, que o cálculo monetário e a contabilidade de custos constituem as mais importantes ferramentas intelectuais do empreendedor capitalista.  Mises celebrou a famosa declaração de Goethe, que havia dito que o método contábil das partidas dobradas foi "uma das mais admiráveis invenções da mente humana".

Ciclos econômicos

Uma vez vislumbrado todo este processo, fica fácil entender por que vivenciamos recorrentemente o fenômeno dos ciclos econômicos. Fica mais fácil entender por que empresas privadas muitas vezes parecem fazer coisas tão insensatas e imprudentes quanto o governo; por que elas também tomam decisões irracionais; por que elas também produzem burocracias; por que elas também seguem o capricho de políticos; por que elas também passam por ciclos de expansão e contração.

Mises explicou isso, neste mesmo livro. A causa de tudo é aquilo que ele chamou de intervencionismo. 

Quanto mais o governo regula, intromete, tributa, erige barreiras, inflaciona a moeda, confisca, proíbe e dá ordens, mais a iniciativa privada se torna sujeita à mesma irracionalidade que permanentemente assola o governo. As intervenções do governo no mercado, por menores que aparentemente sejam, provocam distúrbios no sistema de preços, afetando toda a contabilidade de custos das empresas.  (Eis o mais completo e sucinto artigo sobre isso.)

As intervenções estatais podem tanto fazer com que empreendimentos insustentáveis repentinamente aparentem ser lucrativos (sem que realmente o sejam), como também pode fazer com que empreendimentos genuinamente lucrativos se tornem rapidamente insolventes.  

O governo expande à iniciativa privada os mesmos males que o acometem.

A descrição feita por Mises em 1927 é interpretada hoje como se ele estivesse de posse de alguma bola de cristal. Tudo se torna mais claro assim que você passa a ver o mundo da mesma maneira que ele. Basta analisar a realidade atual.

Até 2007, estimulados pela expansão artificial do crédito feita por seus respectivos bancos centrais, os mercados imobiliários da Europa dos EUA estavam a pleno vapor, com preços e lucros em contínua ascensão, o que gerava vários milionários por minuto. Parecia que o mundo havia entrado em uma nova era de prosperidade e de riqueza infinita para todos. E então, da noite para o dia, tudo ruiu. Várias empresas amanheceram quebradas, e bancos até então aparentemente robustos se tornaram zumbis, com seus balancetes contaminados e com as economias totalmente letárgicas (em decorrência desta contaminação dos balancetes dos bancos, que, em conseqüência, têm de restringir o crédito).

Até hoje, os governos e os bancos centrais ao redor do mundo, principalmente na Europa, ainda estão completamente perdidos. Praticamente todas as semanas, um figurão do alto escalão de algum governo ou de algum Banco Central vem a público anunciar uma nova medida intervencionista, e sempre termina seu anúncio dizendo que "agora vai!". Só que nada efetivamente avança. E quase ninguém entende por quê.

O desconhecimento das obras de Mises é algo que continuará afetando nossa prosperidade e nosso bem-estar muito mais do que você pode imaginar.

 

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autor

Jeffrey Tucker
é Diretor-Editorial do American Institute for Economic Research. Ele também gerencia a Vellum Capital, é Pesquisador Sênior do Austrian Economic Center in Viena, Áustria.  Associado benemérito do Instituto Mises Brasil, fundador e Diretor de Liberdade do Liberty.me, consultor de companhias blockchain, ex-editor editorial da Foundation for Economic Education e Laissez Faire books, fundador do CryptoCurrency Conference e autor de diversos artigos e oito livros, publicados em 5 idiomas. Palestrante renomado sobre economia, tecnologia, filosofia social e cultura.  

  • Juliano   08/04/2019 17:48
    Um dos sinais mais claros da diferença de empresas públicas e privadas fica estampada logo na entrada.

    Enquanto empresas privadas mostram cartazes agradecendo o cliente, pedindo que volte sempre, as públicas mostram ameaças de prisão pra quem desrespeitar funcionários públicos. Não podia ser mais explícito!
  • Marcelo  08/04/2019 19:50
    Lembro até hoje a 1ª vez que vi esse cartazinho repugnante, foi num posto de saúde acompanhando um amigo. Os caras realmente se acham seres superiores aos demais.
  • Infiliz  08/04/2019 20:55
    Hahahaha! Exatamente! E como eles nunca fazem o serviço bem feito, nunca dão nº da lei para o cara pesquisar... é sempre algo tipo:
    "Art. 331 Código Penal - Desacatar funcionário público no exercício da função ou em razão dela: Pena - detenção, de seis meses a dois anos, ou multa".

    Devemos ir vestindo uma camiseta estampada com:
    "Art. 319 Código Penal - Retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício, ou praticá-lo contra disposição expressa de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal: Pena - detenção, de três meses a um ano, e multa.".

    Obs.: a pena deles é sempre mais tranquila que a nossa...
  • Moraes S%C3%83%C2%A9rgio  11/04/2019 13:29
    Juliano, essa sua observação foi sensacional.
    Foi direto no ponto.
  • anônimo  08/04/2019 18:14
    "Por quê? Porque o governo não opera de acordo com os sinais de preços emitidos pelo mercado. Ele não opera segundo a lógica do sistema de lucros e prejuízos."

    Eu to lendo "O calculo economico sob o socialismo" e to tendo dificuldades pra dominar conceitos parecidos com desse artigo...Eu queria entender isso melhor, por que o governo não opera de acordo com os sinais de mercado? Se existe um mercado onde trocas podem ser feitas, por que ele não segue esses preços de mercado como qualquer outra empresa, ainda que exista a ineficiencia estatal, eu não consigo ver o porque de o estado não operar segundo o sistema de preços.
  • Leandro  08/04/2019 18:19
    Aí é necessário distinguir os dois conceitos. Uma coisa é dizer que o cálculo econômico sob o socialismo é impossível. Outra coisa é dizer que agências governamentais não operam de acordo com os sinais de preços do mercado e nem de acordo com o sistema de lucros e prejuízos.

    Dizer que o cálculo econômico sob o socialismo é impossível é uma constatação obtida da pura teoria econômica. Se os meios de produção pertencem exclusivamente ao estado, não há um genuíno mercado entre eles. Se não há um mercado entre eles, é impossível haver a formação de preços legítimos. Se não há preços, é impossível fazer qualquer cálculo de preços. E sem esse cálculo de preços, é impossível haver qualquer racionalidade econômica -- o que significa que uma economia planejada é, paradoxalmente, impossível de ser planejada.

    Ponto.

    Quanto às agências reguladoras, secretarias, ministérios e empresas estatais (principalmente as que não têm capital em bolsa), elas serem geridas pelo governo significa apenas que elas operam sem precisar se sujeitar ao mecanismo de lucros e prejuízos. Todos os déficits operacionais serão cobertos pelo Tesouro, que vai utilizar o dinheiro confiscado via impostos dos desafortunados cidadãos. Um ministério, uma secretaria, uma agência reguladora, uma estatal não precisam de incentivos, pois não sofrem concorrência financeira -- seus fundos, oriundos do Tesouro, não infinitos.

    Uma empresa que não é gerida privadamente, que não está sujeita a uma concorrência direta, nunca terá de enfrentar riscos genuínos e nunca terá de lidar com a possibilidade de prejuízos reais. Logo, é como se ela operasse fora do mercado, em uma dimensão paralela.

    E há também a questão política. A gerência governamental está sempre subordinada a ineficiências criadas por conchavos políticos, a esquemas de propina em licitações, a loteamentos de cargos para apadrinhados políticos e a monumentais desvios de verba -- afinal, como dito, uma agência governamental não busca o lucro, não precisa se submeter ao mecanismo de lucros e prejuízos do mercado, não tem concorrência e não deve transparência a ninguém.

    Saudações.
  • André  08/04/2019 18:40
    Entendo que seja assim no geral. Mas ha uma situação em que os órgãos governamentais concorrem entre si por verbas. Assim minimiza o problema. Como há algum retorno as pessoas acabam por defender a intervenção.
  • Guilherme   08/04/2019 18:46
    Disputa para receber uma maior fatia de um quinhão obtido via impostos (ou seja, não-voluntariamente, como ocorre no mercado) não altera em nada essa realidade.
  • Lomoro  08/04/2019 19:33
    "Eu queria entender isso melhor, por que o governo não opera de acordo com os sinais de mercado?"
    Porque não há lucro e os custos são custeados através de impostos. Imagine, por exemplo, uma escola pública. Os alunos que estudam nela não pagam diretamente mensalidade, pois a mensalidade é custeada pelos impostos. Se fosse na iniciativa privada e o preço da mensalidade escola estivesse muito alto e o serviço prestado não fosse bom o suficiente pelo preço, quase ninguém iria se matricular e essa escola quebraria. Já numa escola pública, não é o cliente que paga diretamente a mensalidade, então a mensalidade pode ser absurda (desperdiço de dinheiro) para o serviço realizado, e nada acontecerá. A escola não quebrará, ela apenas continuará existindo sugando o dinheiro do povo. Enquanto numa escola privada, se há desperdiço eles teriam que CORTAR CUSTOS DESNECESSÁRIOS para continuar sobrevivendo, a escola pública não cortaria custo desnecessário algum, pois ela não é movida pelo sistema de preços. Entendeu?
  • Dane-se o estado.  09/04/2019 00:49
    "Enquanto numa escola privada, se há desperdiço eles teriam que CORTAR CUSTOS DESNECESSÁRIOS para continuar sobrevivendo, a escola pública não cortaria custo desnecessário algum, pois ela não é movida pelo sistema de preços."

    O mais engraçado é que ao não cortar custos, no final das contas o serviço estatal terá que cortar, pois sofre do mesmo "orobórus" que qualquer serviço público como o SUS, quanto mais ele se expande maiores os gastos para manter, e sem visão contábil de limite de caixa derivado da oferta e demanda do serviço, ou seja, sem a opinião do consumidor que é invariavelmente obrigado a pagar, o gestor público taca o foda-se pra sua opinião, e com as dívidas aumentando com a expansão do serviço, maiores os impostos para compensarem as dívidas, até o momento que não há como o povo pagar tantos impostos e os serviços começam a definhar de forma brutal, e é o que vemos hoje, escolas sem mínima infraestrutura, porque é impossível alocar recursos corretamente, porque não importa quanto dinheiro se injete, pior fica, porque essa é a lógica mesmo, se o dinheiro vem da subtração da renda do povo de forma involuntária quanto maior os gastos e mais expansão, menos recursos o estado vai conseguir captar par manter os investimentos.
  • Juliano  08/04/2019 18:15
    Normalmente, as intervenções estatais são justificadas não com base numa tal "alocação ótima de recursos", mas sim pura e simplesmente na distribuição de renda.

    O objetivo alegado é fornecer um serviço a quem tenha uma necessidade não atendida pelo mercado.

    Não estou de forma alguma defendendo a intervenção estatal nem estou dizendo que o Estado faz isso bem, mas mostrando que a encrenca é outra.

    E a realidade é que, em várias situações, a solução de mercado vai ficar distante do que as pessoas desejam, justamente porque o mercado lida com recursos escassos e a propriedade desses recursos dita quem vai ter atendido primeiro.

    Como exemplo, uma empresa de ônibus em uma comunidade pobre vai muito provavelmente conviver com veículos mais velhos e em condições piores que comunidades mais ricas. Foi a alocação possível, tendo em vista a quantidade de recursos disponível. O governo vai se vender como quem vai trazer a igualdade, oferecendo o nivelamento da qualidade de serviços. Como ele não obedece as limitações impostas pelo mercado, pode tirar recursos de quem tem mais o fornecer um serviço que seria inviável em uma comunidade muito pobre.

    Além disso, o mercado força as pessoas a tomar medidas desagradáveis, a encarar as limitações dos recursos. O mercado pode deixar claro que uma determinada região é inviável e que seria preferível aos seus moradores que se mudassem de lá. Ou ainda que uma determinada atividade não faz sentido naquele contexto. O governo vai se oferecer como a solução para essas limitações, como quem vai subsidiar localidades e empreendimentos.

    Novamente, não estou defendendo a intervenção estatal, estou apenas enfatizando que são problemas diferentes. Quando a gente diz para um estatista que o governo não aloca recursos da forma mais eficiente, essa informação pra ele não significa muita coisa. Eles são mais movidos por satisfazer necessidades, por satisfazer desejos. Acham perfeitamente aceitável que atividades mais rentáveis sustentem as atividades menos rentáveis, mesmo que isso não seja ótimo do ponto de vista de alocação de recursos. Acreditam que alguém deve trazer igualdade, que, se o modelo de intervenção não está funcionando, precisa ser corrigido (ad infinitum), mas nunca abandonado.

    Essa abordagem, claro, vai sempre ter o apoio daqueles supostos beneficiados pelas medidas estatais. Tudo o que uma pessoa quer ouvir é que ela não vai precisar enfrentar os custos de suas escolhas, que os recursos vão magicamente aparecer e que alguém vai satisfazer suas necessidades sem olhar a sua capacidade de pagar por elas. Estatistas, quando falam em demanda, falam em vontades, em necessidades, nunca em capacidade de pagamento. O justo, para um estatista, não tem nada a ver com transações voluntárias, tem a ver com o atendimento necessidades, mesmo que seja feita com recursos de terceiros. Isso, claro, no mundo das intenções. Todas as consequências não intencionais do intervencionismo são sempre vistas como problemas que podem ser remediados, e que só precisam de uma pouco mais de regulação.
  • Régis  08/04/2019 18:49
    Ótima a sua colocação. É isso mesmo. No final, a emoção sempre vai superar a razão. O Pérsio Arida tem um ótimo artigo acadêmico sobre isso: no final,vence quem tem a melhor retórica (que apela à emoção) e não quem faz mais uso da lógica e da razão.
  • Viajante  08/04/2019 18:41
    De nada adianta. A maioria das pessoas ainda acredita que a busca de lucro é algo intrinsecamente ruim ou mesquinho e que as intervenções estatais beneficiam a população em geral. Na lógica levada ao extremo, acreditam que uma empresa que tem lucro está roubando, e que uma empresa que tem prejuízos é que está "fazendo pelo social".
  • Gustavo  08/04/2019 18:49
    Estatal nomeia por concurso público. Na empresa privada funciona pelo famoso QI (Quem Indica). Além de tudo você tem que agradar o pessoal RH, senão você não passa na entrevista. Trabalhei por 20 anos numa empresa, era um funcionário pontual (chegava no horário), eu era um funcionário produtivo, era aquele funcionário que "veste a camisa da empresa". Anos depois, uma mulher começou a trabalhar na empresa. A mulher era uma imprestável, não fazia nada, chegava atrasada quase todos os dias, era mal educada com os colegas de trabalho, a única qualidade que ela possuía era ser bonita... foi promovida.
  • João Paulo  08/04/2019 19:07
    Quer dizer então que uma empresa escolhe funcionários de acordo com a beleza e com o puxa-saquismo, e não de acordo com a competência e a produtividade? E tal empresa consegue se manter no mercado tendo um quadro de funcionários tão ruim?

    Rapaz, por favor, me fala aí em que setor essa empresa opera. Quero entrar nele. Deve ser uma delícia. Afinal, segundo você próprio, posso ter a pior mão de obra possível, e ainda assim colher lucros fartos -- sim, os lucros têm de ser fartos, pois, para sustentar essa quantidade de funcionário improdutivo durante décadas, só tendo lucros fartos.

    Impressionante como nêgo fala merda com uma desenvoltura assombrosa, sem parar nem 30 segundos pra pensar no que está falando. Descobri agora que ter mão de obra ruim não só permite produtividade boa e lucros duradouros, como ainda este é o segredo para se prosperar no mercado...


    P.S.: Eis uma péssima notícia (está preparado?): se você perdeu o emprego para essa mulher, então, lamento, mas você deve ser uma lástima. Você, pelo visto, não faz falta nenhuma. Mas é normal que a "vítima" jamais reconheça sua incapacidade.
  • Gerente de engenharia.  08/04/2019 19:30
    "Quer dizer então que uma empresa escolhe funcionários de acordo com a beleza e com o puxa-saquismo, e não de acordo com a competência e a produtividade?"

    A dura resposta é: Quase sim, se a pessoa bonita, bem relacionada e que soube inspirar confiança na alto cargo que a indicou em questão puder executar as funções do cargo de forma satisfatória é muito provável que chefes medianos como eu tenha que acatar a decisão e manter o indicado por anos na equipe. Entre os altos cargos o ativo mais escasso que procuram nos recursos humanos não são funcionários pró ativos e competentes e sim pessoas de confiança, e estas costumam vir de seus meios de relacionamento pessoais.

    Graças à precária situação do atual mercado de trabalho brasileiro os cargos mais de média complexidade foram tomados por amigos de gerentes e diretores, utilizando de suas habilidades de relacionamento têm poderosas indicações para entrar em ótimas empresas apenas sustentando um bom currículo e capacidades profissionais medianas, enquanto as massas mal informadas e sem habilidades humanas continuam preenchendo cadastros de currículos na internet.

    Se você é uma pessoas com boa formação, um profissional de produtividade razoável e procura ascensão corporativa esqueça MBA, ler notícias do Bozonaro, cursinho de inglês da Wizard e futebolzinho de domingo, foque em intercâmbios badalados, leia tudo que o alto staff da sua cia lê, curso de alemão no Goeth Institut com filhos de poderosos na turma, esportes dos magnatas como iatismo, mergulho, tênis e se aproxime de seu chefe para convidar suas famílias passarem um final de semana juntos numa chácara cinematográfica no sul de Minas ou num apartamento novelístico com vista pro mar, sai por um bom preço no Airbnb. Demonstrar saber organizar uma viagem sem contratempos causa melhor impressão do que um trabalho bem feito que é sua obrigação.



  • Vinicius Costa  08/04/2019 19:40
    "A dura resposta é: Quase sim, se a pessoa bonita, bem relacionada e que soube inspirar confiança na alto cargo que a indicou em questão puder executar as funções do cargo de forma satisfatória é muito provável que chefes medianos como eu tenha que acatar a decisão e manter o indicado por anos na equipe. Entre os altos cargos o ativo mais escasso que procuram nos recursos humanos não são funcionários pró ativos e competentes e sim pessoas de confiança, e estas costumam vir de seus meios de relacionamento pessoais."

    Isso que você descreveu nada tem a ver com QI. Segundo sua própria descrição, a pessoa escolhida se adapta bem ao cargo, é confiável (ativo raríssimo hoje em dia) e consegue entregar o que é exigido.

    QI, por definição, é contratar incompetentes que nada agregam à empresa (ao contrário, só geram custos), e mantê-los ali em detrimento de pessoas mais produtivas e mais competentes. Nenhuma empresa dura no mercado fazendo isso.
  • Gerente de engenharia  08/04/2019 22:52
    QI significa Quem Indicou, um favorecido, pode ser um bonobo ou o novo Jackie Maa e sempre será tratado assim pela peãozada que entregou currículo cumprindo todas os requisitos, fez entrevista e passou na dinâmica e no teste.
    Indicados pelos altos chefes são ácido na motivação da equipe, não existe almoço grátis, tenho que pressionar a verba de pessoal para acomodar o bem relacionado, adiar a promoção de um profissional puro currículo ou mesmo dispensando um profissional da equipe tradicional, afinal agora meu centro de custos está acima do limite.
    Treinar um bem relacionado é outro caos, pessoal tem severa restrição e acabo eu mesmo tendo que treina-lo, ao fim de um projeto este bem relacionado tem uma promoção a sua espera no RH e aí os problemas se multiplicam, alguns pressionam para também terem seu trabalho reconhecido financeiramente e após negativa o ambiente de trabalho fica péssimo, outros viram concurseiro e outros mais espertos emigram, pois já vieram de outras empresas com o mesmo sistema.

    Os filhos dos pobres não estão sendo educados como escalar socialmente, quando surge vaga para estágio sempre tento trazer alguém da periferia que via de regra estudam em faculdade de qualidade duvidosa, moças e rapazes de 21 anos sequer sabem como se portar numa mesa, não sabem anotar um recado e redigir e-mail é um suplício, mas dessa vez a peãozada se compadece e ajuda muito o jovem, após 1 ano já são pessoas mudadas, mas poxa, o que essas famílias e escolas estão ensinando para as crianças? Não sou nada otimista de que um dia uma boa parte dos pobres desse país poderão ter uma vida digna sem conhecimentos corporativos básicos.
  • Emerson  08/04/2019 19:08
    E, ainda que isso acontecesse, quem é que se estrepa? Apenas a empresa.

    Eu não sou afetado em nada. Minha renda não é confiscada em nada. Meu salário não é subtraído em nada. Ninguém me toma nada. Eu saio ileso.

    E se os serviços dessa empresa ficarem ruins, eu simplesmente vou pra concorrência (e aí a empresa se estrepa ainda mais).

    Já com funças, ainda que um cargo seja ocupado por um sujeito extremamente brilhante, eu me estrepo todo. Minha renda é confiscada. Meu salário é subtraído. Meu padrão de vida cai porque tenho que manter a bonança deste nababo.

    É impressionante a diferença de moralidade entre os dois arranjos. Um QI numa empresa privada é muito menos deletério para a sociedade do que um gênio se tornando funça.
  • Realista  08/04/2019 19:10
    É verdade esse bilete.

    Assinado Gustavo
  • Gustavo  08/04/2019 19:43
    Isso que eu relatei acontece direto,. Vocês nunca ouviram falar no ditado: "saco de patrão é o corrimão para o sucesso" ? Atualmente você vê isso acontecer na prática, principalmente com mulheres bonitas. Elas nem precisam fazer o teste do sofá, mas o que tem de mulher incompetente contratada em detrimento de homens e mulheres mais competentes não tá escrito no gibi. Tudo porque o chefe quer ver um rostinho bonito e agradável todo dia.

    O fato é que mais da metade das vagas ficam com o amiguinho do "chefe", o sujeito baba-ovo que é sempre agradável aos olhos da chefia. O mais esforçado será tão valorizado quanto qualquer outro. O cabra que trabalha redondo, trabalha por dois ou três, não é promovido. Trazer bombons pro chefe hoje em dia é mais eficaz do que trabalhar mais/melhor.

    O maior mito é o tal do "vestir a camisa da empresa" hoje em dia. Principalmente se você não tem contato ou maior aproximação com superiores. Se você é um mero zé ruela dentro da empresa ou um subalterno dos mais lixos na hierarquia da empresa esse negócio de "vestir a camisa" vai servir pra filho da puta empurrar o serviço que eles não querem fazer ou te explorarem ao máximo acreditando que você é o "otário" gente boa que faz tudo.
  • Contador  08/04/2019 20:55
    O cara ignora todas as respostas e simplesmente volta repetindo todos os achismos de antes, sem colocar qualquer fonte para comprovar o que ele diz. Infelizmente, a moderação é muito relapsa, e permite que a seção de comentários fique desnecessariamente poluída por gente que não quer argumentar, mas só lacrar.
  • QI  08/04/2019 22:25
    Seis em cada dez empresas no Brasil contratam por indicação, segundo a consultoria Deloitte. Empresas como IBM, Google, Embraer contratam por indicação.
  • João Paulo  08/04/2019 23:08
    Essa sua reportagem não fala nada do que você prometeu. Eis o que está escrito lá:

    "Seis em cada dez empresas no Brasil utilizam a indicação de funcionários na hora de contratar, segundo a consultoria Deloitte.

    E 59% dos empregados são transparentes e discorrem sobre os pontos positivos e a desenvolver dos amigos que indicam, de acordo com estudo, realizado em maio, pela Havik, consultoria de recrutamento de São Paulo."

    Ou seja, bem diferente do que você falou. Você deixou implícito que empresas abrem mão de profissionais competentes para abrigar apaniguados, algo que não faz sentido econômico nenhum.

    Entenda o básico: Ser contratado por indicação não significa que o contratado seja ruim. Ele pode perfeitamente ser competente e produtivo.

    Na minha empresa eu só contrato quem é bom. Se o contratado for indicado por alguém que eu conheço e confio, tanto melhor.

    Estou no aguardo de sua comprovação de que empresas preferem apaniguados a empregados competentes.
  • Geraldo  09/04/2019 16:12
    O que acontece é que, pelo menos aqui no Brasil (na maioria das empresas dos EUA, creio que não seja assim), são os subalternos que carregam a empresa nas costas. Ganham salários miseráveis e trabalham como condenados, muitas vezes tendo que fazer o trabalho de dois ou três, enquanto os chefes e seus cupinchas (leia-se: aquela gostosa cujo único atributo digno de nota é a beleza, cujo trabalho provavelmente consiste em satisfazer os desejos sexuais do patrão; os filhos e sobrinhos do chefe; e os "puxa-sacos" que não fazem nada o dia todo, mas falam o que o chefe gosta de ouvir) ficam no bem-bom sem se preocupar com nada e ainda ganham salários astronômicos.
  • Dane-se o estado  09/04/2019 16:58
    O mais bizarro é constatarmos o óbvio: empresas privadas sempre são superiores em eficiência do que as porcarias estatais, ora, ora, como isso é possível se pela lógica do sujeito, as empresas contratam apenas apadrinhados sem competência, enquanto o estado contrata os "gênios de araque" concurseiros? kkkkkkkk incrível como o sujeito ignora uma análise empírica constante em qualquer lugar e tempo do planeta! Esse é o tipo de argumento feito por pessoas incompetentes, mas cheias de orgulho e uma visão totalmente distorcida de si mesmos, menosprezam as habilidades e talentos alheios, tem inveja e precisam acreditar nesse discurso, que todo mundo está perseguindo ele, e que os outros só tiveram sucesso por motivos estéticos e nunca por eficiênicia de serviço. Ora há empregos para serviços estéticos onde a estética é algo crucial, porém não há nenhum segredo quanto a estes tipos de profissões específicas, estranho seria uma empresa gostar de acumular prejuízos, porque prefere uma contadora loira padrão, do que uma guria nerd que cosiga fazer muito bem a administração e quissar até garantir mais lucro pra empresa conseguindo sonegar! kkkkkkkkkkkk
  • Dane-se o estado  09/04/2019 17:02
    "Entenda o básico: Ser contratado por indicação não significa que o contratado seja ruim. Ele pode perfeitamente ser competente e produtivo. "

    inclusive indicação pode vir de clientes, dependendo do mercado que você atuar, se for autônomo em algum serviço por exemplo, clientes satisfeitos podem fazer indicação posterior a outros clientes e/ou possíveis fornecedores/sócios, etc...
  • concursado concurseiro  09/04/2019 18:45
    "inclusive indicação pode vir de clientes, dependendo do mercado que você atuar, se for autônomo em algum serviço por exemplo, clientes satisfeitos podem fazer indicação posterior a outros clientes e/ou possíveis fornecedores/sócios, etc..."

    Já que vocês são tão bons em ganhar bons salários com empregos QI desfrutem, eu não tenho essa habilidade, não estudei com pessoas influentes, sou introvertido, não sei me comunicar muito bem e meus amigos eram apenas caixas de supermercado, recepcionista, atendente de telemarketing e motorista de Uber com pouca ou nenhuma capacidade de me indicar para um emprego melhor.

    Sendo assim o Estado cumpriu sua função de diminuir a desigualdade social ao permitir que ao ser aprovado numa prova de consurso obter uma renda que eu jamais teria com minhas amizades e relacionamentos profissionais anteriores. E pude multiplicar essa diminuição da desigualdade, minha esposa também de origem muito humilde assumiu ano passado seu cargo público. Confesso que gostava mais do meu emprego na iniciativa privada, mas enquanto indicação valer mais que currículo permaneço com o Estado.
  • Bernardo  09/04/2019 19:07
    É verdade esse bilete.
  • Dane-se o estado  09/04/2019 20:37
    Traduzindo todo o seu choro: você é um vitimista parasita, admite que é um incompetente, e se quer é capaz de buscar melhorar e aprender como melhorar conhecimento e relações interpessoais, ou seja acha que todo o resto da sociedade tem obrigação de ser coagida por um agente armado para pagar o seu serviço inútil que ninguém quer, afinal, mentalidade de parasita é isso, não sirvo pra nada, não me preocupo em ter vergonha na cara para aprender e me esforçar pra isso, e acho que a humanidade é obrigada a me sustentar, porque o estado vai "diminuir a igualdade" kkkkkkkkk o estado é por si uma estrutura amplamente desigual de poder e hierarquia onde tudo é decidido por QI do jogo político, zero eficiência econômica ou utilitária e ainda por cima uma hierarquia pela coerção.
  • Dane-se o estado  09/04/2019 20:45
    "contratam por indicação, segundo a consultoria Deloitte. Empresas como IBM, Google, Embraer contratam por indicação"

    Além de interpretar totalmente errado o contexto do que é dito, o sujeito tem a cara de pau de afirmar que IMB, Google, etc... levam em conta o puxa saquismo do funcionário e gastam milhões contratando infraestrutura e força de trabalho para ignorar completamente o fator eficiência, criatividade e competência de seus desenvolvedores, administradores, etc... É simplesmente lastimável!
  • Dane-se o estado  09/04/2019 20:51
    Como sempre as acusações projetivas desses esquerdistas: Enquanto o estado é o orgão que verdadeiramente só contrata indivíduos por apadrinhamento ideológico político, sem qualquer visão utilitária e eficiência econômica, por pura ideologia e apadrinhamento político, comissão, cargo público, é o que existe de mais comum visível a todos, setores, secretarias, estatais inúteis empresas como correiros, bancos estatais incompetentes desperdiciosas de recursos com dezenas de diretores para cada agência, por puro apadrinhamento de puxasaquismo político e os caras vem acusar as empresas privadas de darem preferência a funcionários por qualquer perspectiva subjetiva de patrões e não por puro retorno lucrativo e produtividade.
  • esquerdistas?  09/04/2019 22:46
    Dane-se o estado, as pessoas que comentam neste fórum são esquerdistas? São de direita. Votaram no Bolsonaro. Não são só os esquerdistas que pensam como o Gustavo e o Geraldo. Isso não é questão de ser esquerdistas ou direitista. A questão é existe um mundo lá fora e só saindo para trabalhar que se descobre as coisas. Vocês ainda acreditam que fazendo o serviço equivalente a 10 empregados e vestindo a camisa da empresa, será premiado com aumentos no salário e/ou promoções? Se sim, então vocês são uns bando de leite com pêra, que nunca trabalharam na vida. E devem ser. Eu não vejo libertário trabalhar, eu não vejo libertário ralando, ouvindo insultos de patrao (e tendo que engolir estes insultos ou vai pra rua), ou mesmo vendendo doces na rua. Eu não vejo libertário fazendo nada disso. Eu vejo libertário sendo sustentado pelo papai e pela mamãe e especulando com criptomoedas. Quem sai pra trabalhar sabe que o mérito não é premiado, e sim tendo boas relações com a chefia. Aqui no Brasil, é verdade é tão explicícita que indpeende de ser direita ou de esquerda, qualquer um nota.
  • Guilherme  10/04/2019 00:40
    "Vocês ainda acreditam que fazendo o serviço equivalente a 10 empregados e vestindo a camisa da empresa, será premiado com aumentos no salário e/ou promoções? Se sim, então vocês são uns bando de leite com pêra, que nunca trabalharam na vida. [...] eu não vejo libertário ralando, ouvindo insultos de patrao (e tendo que engolir estes insultos ou vai pra rua), ou mesmo vendendo doces na rua. [...]Quem sai pra trabalhar sabe que o mérito não é premiado"

    Mais um que chegou ao site agora e jura que está abafando.

    Não, meu querido, a única pessoa que, pelo visto, ainda leva a sério esta lenda de "trabalho duro" e "meritocracia" é você.

    "Trabalho duro" nunca enriqueceu e nem nunca enriquecerá ninguém. O que enriquece e faz prosperar é o "trabalho inteligente". É o trabalho que genuinamente gera valor para os demandantes (consumidores do seu serviço).

    E isso pouco ou nada tem a ver com "trabalho duro" e "mérito".

    "Ouvir insultos de patrão", "ralar", "vender doces na rua" estão longe de ser trabalho inteligente e gerador de valor. Ralar e ouvir insultos de patrão não geram valor para consumidores. Consequentemente, é óbvio que não irão trazer benesses financeiras.

    Consumidores não estão interessados no quanto você "ralou". Eles estão interessados em receber valor. Se você sabe criar valor com pouco trabalho irá receber muito mais do que aquele que "rala" e não sabe criar valor nenhum.

    Em vez de ser um patético marmanjo chorão (o que é francamente deprimente), vá entender como realmente funciona o mundo.

    Não, o "trabalho duro" (sozinho) não garante a prosperidade e não retira ninguém da pobreza

    Não adianta odiar o mercado. Apenas aprenda a usá-lo

    Por que lixeiros e professores ganham menos que artistas e grandes jogadores de futebol

    Não é a meritocracia; é o valor que se cria
  • brunoalex4  10/04/2019 12:03
    Depois dessa pedia para cagar e saía...
  • Geraldo  10/04/2019 00:41
    O fato é que, tanto na iniciativa privada (especialmente nas empresas grandes) quanto nos órgãos públicos, só chega aos lugares mais altos da hierarquia aquele que puxa o saco do chefe ou tem amigos influentes lá dentro. Basta olhar a quantidade de relatos na internet falando sobre chefes que só Deus sabe como chegaram ali, de tão burros e incompetentes que são.
  • Dane-se o estado  10/04/2019 17:32
    Vou responder pela última vez, (duvido que o seu cérebro de uva passa compreenda, mas outras pessoas desavisadas que verão este fórum e mais inteligentes, certamente estarão avisadas e não cairam nesse seu vitimismo).

    A única forma deste arranjo que você diz ocorrer é quando empresas privadas se tornam braços corporativistas e auxiliadores do estado, grandes empresas que recebem auxílios, subsídios de apadrinhamentos políticos não precisam se preocupar tanto com qualidade de mão de obra, pois evidentemente receberam dinheiro do governo ou protecionismo de mercado que as protege da concorrência tando da qualidade dos produtos e serviços, quanto da disputa por mão de obra qualificada, neste cenário idêntico ao cenário brasiléiro é óbvio que não só é possíve que haja cargos em empresas protegidas pro agências do governo por puro apadrinhamento ideológico, como certamente há imenso esquema político de protecionismo e subsídios, transformando a empresa privada numa extenção do estado. Somente em um cenário corporativista onde governos recuperam empresas privadas que este tipo de anomalia pode ocorrer, porém, mesmo no Brasil, eu duvído, que este tipo de esquema ocorra com a maioria das empresas micro e médias que evidentemente não recebem auxílio ou subzídio algum de governos, antes são sobrecarregadas com impostos e inflação, impeditas de atuar em certos mercados, impedidas de importar ferramentas de qualidade, e que precisam se virar constatemente para ter produtividade e lucro. Ou seja, toda esta anomalia é efeito daquilo que você mesmo defende, que é a intervenção estatal, já que o estado nunca opera segundo valor utilitário econômico, mas sempre por apadrinhamento ideológico em qualquer lugar do mundo. Em um mercado verdadeiramente concorrente, empresas jamais podem se dar ao luxo de ficar contatando mão de obra por puxa saco de patrão. E como já foi dito aqui sobre cargo por indicação, contratar alguém por indicação não significa que a pessoa é incompetente, em um mundo de pessoas com baixíssima educação, pouca qualificação profissional, baixíssima capacidade de emprego graças a desordens que o próprio estado causa na economia, é mais que natural que para economizar custos empresas busquem mão de obra qualificada especialmente por indicação, pois é mais barato do que criar um processo seletivo aleatório com custos onde você não sabe se vai conseguir achar alguém realmente qualificado. Agora o sujeito ficar aqui insistindo em ignorar fatores empíricos e óbvios e lógicos de que uma empresa comum, não tem dinheiro infinito para gastar com funcionários, tão pouco vai estar interessada em passar anos acumulando milhares de dólares ou reais em prejuízo para manter um funcionário por puxa saquismo simplesmente, não adianta insistir em argumentar, o sujeito acha mais confortável viver nesse mundo de coitadismo, nada se pode fazer.
  • Isabela - analista de RH  10/04/2019 18:54
    Prezado, em uma empresa séria indicação também é submetida a procedimentos transparentes e todos os funcionários podem fazer suas indicações. O que causa o principal mal estar na organização é o apadrinhamento, onde os indicados dos chefes tem preferência sobre as de outros funcionários operacionais.
    O chefe tem poder e manipula o processo seletivo por 2 motivos, porque quer e porque pode, e diante dessa situação há quebra de confiança e encurtamento da visão do colaborador operacional em relação a empresa, temos mais funcionários estudando para concursos e idiomas para emigrar do que se qualificando para funções as quais a empresa poderia oferecer melhores condições.

  • Emerson Luis  21/04/2019 19:08

    Sim, ocorrem muitas disracionalidades e injustiças nas empresas privadas. Mas as próprias leis do mercado fazem com que apenas os envolvidos paguem por esses erros, enquanto no caso das empresas estatais, toda a população é obrigada a pagar.

    Além disso, as disracionalidades e injustiças são muito mais frequentes nas empresas públicas do que nas empresas privadas.

    Aliás, é um motivo a mais para defendermos a liberalização da economia: com uma economia aberta e competitiva, as empresas são obrigadas a tratar seus funcionários com ética e racionalidade, caso contrário eles vão para os concorrentes.

    Nem tudo o que acontece com uma mulher acontece porque ela é mulher: uma mulher bonita pode ter conhecimentos, habilidades e atitudes que fazem dela uma boa profissional. Não existe nenhum trade-off entre beleza e competência.

    Beleza, carisma e outras características podem até proporcionar alguma vantagem inicial, mas simplesmente não são suficientes para manter uma carreira que depende da inteligência intelectual e emocional.

    Além disso, beleza pode mais atrapalhar do que ajudar: muitas pessoas podem duvidar da capacidade de uma mulher só porque ela é bonita; chefes mulheres podem preterir uma candidata na seleção só porque ela tem boa aparência; chefes homens podem preteri-la justamente para não pensarem que a escolheu pela beleza; etc.

    Da mesma forma, pessoas indicadas de modo geral podem ser competentes e na maioria dos casos passam por um processo seletivo e depois têm que trabalhar como os outros. E caso isso não ocorra, é a empresa que sofre o prejuízo, não toda a população.

    De acordo com Stephen Covey, a confiabilidade possui duas dimensões: o aspecto técnico e o aspecto humano. Daniel Goleman explicou que a inteligência emocional é mais importante do que a inteligência intelectual.

    E Howard Gardner explicou que o ser humano possui várias habilidades diferentes e cada indivíduo se destaca em algumas, não havendo apenas uma única "inteligência".

    Assim, a pessoa que você despreza porque não possui qualidades como as suas, mas mesmo assim foi promovida e você não, possivelmente possui qualidades que você não tem e que foram valorizadas pelo empregador.

    Portanto, em vez de concluir que a pessoa foi promovida só porque é uma mulher bonita ou um puxa-saco (embora isso de fato ocorra às vezes, mas nem tanto), que tal analisar as formas como você pode se aprimorar tanto no aspecto técnico quanto no aspecto humano?

    * * *
  • Se você é jovem saia do Brasil  08/04/2019 18:57
    Original publicado em maio de 2016 porém continua muito atual:

    Fique certo de que o Brasil vai ficar taxiando no solo ao longo dos próximos anos. Pelo menos até 2020 vamos ter de resolver em primeiro lugar um amargo, profundo e complexo ajuste fiscal. Isso mesmo. Aquele que foi prometido e alardeado no início de 2015 por Dilma Desastre e que não saiu do lugar.

    Em paralelo com o tal ajuste que deve vir aí, o país vai assistir a um processo político-jurídico similar ao Julgamento de Nuremberg ao final da Segunda Guerra. Isso mesmo. Após a saída da Dilma, não vai dar para simplesmente virar a página e tocar em frente.

    Nós vamos assistir ainda ao prosseguimento da Lava Jato até o final deste ano e na sequência o maior julgamento da história deste país. Neste julgamento teremos com réu pelo menos um ex-presidente, muito provavelmente dois, e muitos outros peixes grandes. E isso, fique certo, vai durar anos até saírem as sentenças.

    As empresas vão ter que se espremer e se reinventar para voltar a crescer neste cenário de terra arrasada que Dilma Desastre deixa para trás. Não veremos uma volta por cima da economia como gostaríamos. Vai ser um trabalho árduo para adultos calejados, que têm responsabilidades que você, jovem, ainda não tem; e que não têm também as alternativas de flexibilidade que você tem. Não tem caminho mágico e fácil à frente.

    Você é daqueles jovens identificados como "concurseiro"? Sinto muito. Não aposte suas fichas nisso. O ajuste fiscal e a reconfiguração que vão delinear o novo setor público brasileiro nos anos à frente vão restringir novas contratações de maneira severa. A máquina pública está inchada e é pouco produtiva.

    A austeridade de governo aqui no Brasil deverá seguir regras similares da austeridade em outros país que já fizeram o ajuste. Por exemplo, em Portugal a regra de contratação no setor público agora é chamada "2 para 1", isto é, dois funcionários da ativa precisam sair para que seja contratado um novo.

    Não perca tempo. Aproveite que a terceira década é a melhor para que o ser humano desenvolva uma cabeça global. É justamente entre os 20 e os 30 anos que uma pessoa aprende a operar multiculturamente, isto é, a entender e participar em ambientes diferentes do seu habitat natural, local e nacional.

    Jovens com cabeça global constituem um dos principais ativos, um dos principais recursos para que um país se desenvolva e participe com protagonismo do ambiente global. Todos os países que se tornam grandes players devem superar aquela linha mágica de ter metade de seu PIB resultante de exportação. E não é exportando commodities, como nos acostumamos. É exportação de produtos e serviços de alto valor agregado.

    É o que mostra a história da economia desde o final da Segunda Guerra Mundial com os exemplos de Alemanha, Japão, Coreia do Sul e agora China -- países que atingiram essa marca mágica de exportar pelo menos a metade do que produzem.

    Nem nos melhores momentos o Brasil nunca passou de 20% de seu PIB gerado por atividades de exportação, sendo que infelizmente a maior parte da riqueza exportada não foi de produtos de alto valor agregado, como a produção de aeronaves da Embraer, por exemplo. Riqueza de alto valor agregado demanda gente qualificada e com cabeça global e é isso que você deve considerar como seu passaporte de retorno ao Brasil.

    Compre uma passagem pra o exterior imediatamente e monte lá uma rede de conhecidos no que o ajude nos primeiros meses. A internet está aí para isso. Aproveite a sua juventude e seja ousado.

    Se não tiver dinheiro para passagem e para as primeiras semanas, passe o pires na família. Ou então faça um livro de ouro. Rife alguma coisa. Faça uma vaquinha na internet, o tal do crowdfunding. Mas vá.

    Não desperdice uma chance de ouro num momento em que esse país ainda está na UTI e de onde não vai sair tão breve. Vá!
    Vá e viva no mínimo uma grande aventura.
    Nós vamos ficar aqui tentando -- mais uma vez! – consertar esse Brasil desandado, legado de Dilma Desastre. Vocês sempre terão um lugar aqui entre pais, avós e amigos. E vai fazer muito bem a vocês voltarem com cabeça mais cosmopolita e globalizada.

    Original publicado em maio de 2016: epoca.globo.com/colunas-e-blogs/ricardo-neves/noticia/2016/05/se-voce-e-jovem-e-hora-de-voce-dizer-adeus-brasil.html
  • Jos%C3%83%C2%A9 M%C3%83%C2%A1rio Carvalhal de Oliveira  08/04/2019 19:09
    Quanto menor o estado e sua abrangência, menor o estrago na economia. O estado é moroso, ineficiente e vive ao sabor de políticas equivocadas, o que em grande medida termina contaminando e comprometendo a capacidade de investimento e inovação da iniciativa privada.
  • Fernando Soares  08/04/2019 19:23
    O colégio onde estudo é público e é excelente... Aliás, o melhor do estado. Não estou defendendo aqui o Estado, só estou dizendo que empresas estatais podem ser eficientes, talvez por mero acaso.
  • Leandro  08/04/2019 19:34
    Dentre todos os serviços ofertados pelo estado, educação é o único que pode manter uma certa qualidade por um tempo mais prolongado (o que não significa que não haverá desperdícios, é claro, pois isso é inerente à atividade estatal).

    Por que a educação estatal é a única que pode manter sua qualidade por mais tempo? Porque "dar ensino", ao contrário de "dar saúde", é algo perfeitamente possível de ser feito no âmbito estatal -- afinal, basta colocar um sujeito pra falar.

    Já a saúde, por outro lado, é um setor que consome capital -- e, logo, precisa receber maciços investimentos em capital para constantemente repor o estoque que foi consumido. (Sobre a impossibilidade de o estado fornecer saúde de qualidade por muito tempo, veja este artigo.)

    Tal necessidade de reposição constante de capital não ocorre na educação -- a menos que consideremos a necessidade de repor quadro-negro e giz, coisas de custo ínfimo.

    Logo, dizer que é possível o estado ofertar educação de qualidade não é nenhuma afronta à lógica econômica; basta o estado contratar um sujeito inteligente e com boa didática para sair falando para seus alunos.


    P.S.: dito isso, vale enfatizar que, dado que o currículo das escolas públicas e particulares é o mesmo (pois quem determina é o MEC), não há muita base de comparação entre os dois sistemas de ensino. No final, tudo depende muito mais do aluno do que de a oferta de educação ser pública ou privada.

    Para mais sobre a educação, recomendo estes artigos:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=319

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2628

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2786

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1072
  • Felipe Lange  08/04/2019 21:19
    Esse é o problema em determinar qualidade. Como determinar qualidade de algo que você é obrigado a custear? Quando morava em Muzambinho e frequentava o IF (um Instituto Federal que se não me engano torrava R$1 milhão por ano), sequer tinha ônibus para o coitado ir para lá (apesar de haver para os funcionários, uma clara contradição presente em qualquer planejamento central). Se fosse tudo fácil assim, bastava eu então, por decreto, torrar R$2 trilhões com ensino, que tal?

    Mesmo os EUA sofrem, por exemplo, com problemas de infraestrutura, mesmo gastando mais em infraestrutura do que o PIB de Hong Kong. Aqui onde moro (no condado de Palm Beach, Flórida), depois de uma chuva, algumas poças se formam e você corre o risco de ter o seu corpo encharcado. É claro que é mil vezes melhor que o dejeto viário existente no Brasil, mas prova que não existe um estado eficiente (felizmente), seja em qual setor da economia for.
  • Augusto  09/04/2019 16:11


    Boa Tarde.

    Leandro,

    Gostaria de esclarecer uma dúvida "acadêmica". Você tem algum e-mail para contato? Posso enviar para contato@mises.org.br?


    Obrigado.




  • Alexandre  08/04/2019 19:42
    Ensino de qualidade é algo subjetivo. Aquilo que você possa achar útil, eu posso achar uma completa falta de tempo. Você vai estar satisfeito, e eu não. Só que eu vou ter dificuldades de procurar outro lugar que satisfaça meus anseios educacionais, pois a atividade estatal na educação prejudica todos os concorrentes, isso quando não os proíbe.
  • Lomoro  08/04/2019 19:44
    Fernando Soares, como você sabe que o colégio público que você estuda é eficiente, se você sequer sabe qual o preço da mensalidade que ele custa? Eu acho que você está confundindo as coisas. Um colégio público pode sim ser BOM, melhor que algum colégio da iniciativa privada. Afinal, se o governo criar um colégio e jogar bilhões de reais para construí-lo e mantê-lo, ele provavelmente será bom. Mas ser mais eficiente que um colégio da iniciativa privada,NÃO SERÁ. Ser eficiente é fazer MAIS com MENOS dinheiro. Se quer comparar a eficiência da iniciativa privada com a iniciativa pública, você tem que ver o custo do colégio público por aluno, e pegar um colégio privado de mesmo custo por aluno(descontando o que a escola paga em impostos), e ver qual apresenta melhor serviço final. Ou seja, qual das duas fazem um serviço melhor pelo mesmo preço.
  • César  08/04/2019 19:47
    Interessante. O colégio em que eu atuo também é público e o melhor do estado. Mas aí, além de tudo o que foi dito, a questão remanescente é: e a contabilidade? Como é a contabilidade da sua escola? E a da escola onde eu atuo? Talvez até sejam a mesma escola!

    Qual a verba anual que nossa escola recebe? Vamos somar tudo, de custeio direto a novos recursos, manutenção, equipamentos, etc. Qual o valor gasto por aluno?

    Agora compare com a mensalidade da segunda melhor escola do estado, mas antes tem que descontar os impostos subtraídos dessa escola privada e que a nossa, que é pública, não paga.

    Conclusão: a nossa mensalidade é uma das mais altas do mundo, só que quem paga é o cidadão. Cada um paga um pouquinho, do rico até aquele pobre que tem seu filho estudando na escola que chove dentro.

    Sem referência de mercado, sem concorrência em igualdade de condições nos dois aspectos, qualidade e custo, a comparação entre escola privada e pública é errônea.
  • Sugestor  08/04/2019 21:08
    A melhor forma é que o governo não opere mais com receitas extorquidas, mas que as pessoas doem livremente se quiserem algum serviço prestado pelo Estado.
    Afinal, não precisamos de nenhum serviço do Estado. Educação pública? Uma droga. Saúde pública? Isso existe? Criar leis imbecis? Não obrigado. Judiciário ineficiente? Talvez. Polícia mal equipada? Talvez.
  • Guilherme  08/04/2019 21:13
    Isso foi tentado recentemente. E na Noruega!

    Resultado: ninguém doou para o governo, o que comprova que, mesmo na "invejada" Escandinávia, ninguém valoriza os "ótimos" serviços do governo.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2725
  • Lucas  08/04/2019 21:14
    Mas existe a hipótese do povo aprovar os serviços estatais. Como provar, nesse caso, que são ineficientes?
  • Marcos  08/04/2019 21:23
    O que seria "o povo"? Quem é essa massa amorfa que hipoteticamente "aprova os serviços"? Não há dissidência entre esse tal "o povo"? "O povo" é algo homogêneo e uniforme, que pensa bovinamente igual? Se o tal "o povo" aprova, isso significa que cada indivíduo do país aprova?

    Vale lembrar que, segundo consta, "o povo" inicialmente aprovou as medidas intervencionistas do governo Dilma: congelamento da gasolina, redução das tarifas de energia elétrica, crédito subsidiado para grandes empresários criarem "campeãs nacionais", pedaladas fiscais e destruição das contas do governo.

    E deu no que deu. Mas tudo com a aprovação inicial "do povo".

    Dizer que "o povo" aprova alguma medida do governo é simplesmente achismo e ilação. É mero palpite. Não há qualquer prova factível disso. Na mais benevolente das hipóteses, há apenas emoção. Mas emoção não supera razão. Pior: emoção pode gerar consequências nefastas no longo prazo.

    Por outro lado, eu posso lhe dar exemplos de coisas que "o povo" gosta, e com 100% de segurança:

    1) "O povo" gosta de futebol. Ele não apenas está disposto a pagar para ver, como os próprios anunciantes ganham muito dinheiro com isso. E os próprios salários dos jogadores são uma clara sinalização do sistema de preços e do mecanismo de lucros e prejuízos.

    2) "O povo" gosta de cerveja. (Mesmo raciocínio acima)

    3) "O povo" gosta de ver televisão. (Idem)

    4) "O povo" gosta de viajar. (Idem)

    5) "O povo" gosta de lazer. (Idem)

    Para todos os casos acima, há números monetários que comprovam a opção voluntária "do povo" por essas coisas.

    Por outro lado, não há nenhum exemplo monetário (consumação voluntária) que confirme que "o povo" aprova determinados serviços do governo.
  • Paulo Henrique  08/04/2019 21:47
    Uma vez eu li o seguinte argumento, transcrevo-o com minhas palavras
    ''Uma empresa publica, em um mar de empresas privadas, tende a ser mais eficiente que uma empresa publica em um mar estatal, pela simples razão que ela copia o funcionamento do setor privado, ela observa que um sofá na entrada da empresa é eficiente, pois, a empresa privada tem um sofá na entrada, ela tem mais ou menos uma base de custos, pois o setor privado já calculou ele, os insumos que ela usa são precificados no mercado, as maquinas possuem preços de mercado''
    Uma prova disso é que mesmo a petrobras olha o preço do petróleo no mercado para saber se é viável abrir um poço de acordo com o seu nível de ''eficiencia'' e tecnologia.

    Não é dificil ver que os países mais livres do mundo, mesmo quando possuem serviços publicos, eles tendem a ser melhores que nos países fechados
  • Lucas-00  09/04/2019 00:35
    Petrobras vê o preço para o petróleo que exporta. Aqui dentro nós pagamos o preço de petróleo que eles quiserem.
  • Estado o Defensor do Povo  09/04/2019 02:09
    Pessoal esse site tem quantos anos? Puxa queria ter conhecido antes, gostaria de saber se vocês estão ficando mais influentes e se recebem bem mais visitas desde que começaram? vocês acham que a liberdade está começando a ganhar no Brasil?
  • anônimo  09/04/2019 11:49
    O google trends tem reposta a suas perguntas e os resultados não são tão animadores:
    trends.google.com/trends/explore?date=all&geo=BR&q=mises.org.br
  • anônimo  09/04/2019 11:53
    uma correção a meu comentário anterior

    Troquei o termo de pesquisado de "mises.org.br" para "mises brasil" (que é justamente a forma como busco pelo site no google) e o resultado foi o oposto:
    trends.google.com/trends/explore?date=all&geo=BR&q=mises%20brasil
  • Eduardo Pimenta  09/04/2019 14:29
    Exato, era o que eu ia falar. Os resultados são bem animadores.

    E faça o mesmo também apenas com o termo 'mises'.

    trends.google.com/trends/explore?date=all&geo=BR&q=mises

    Ninguém digita o endereço inteiro de um site para saber a respeito dele (mesmo porque, duh!, isso já leva direto para o site), mas sim o nome principal ou então "Mises Brasil".
  • Estado o Defensor do Povo  09/04/2019 02:14
    Pessoal gostaria de entender mais porque as pessoas que são contra a reforma dizem que ela é superavitária, eu li na internet dum cara falando de que a dívida do governo é com os bancos e não com a previdência, de que na verdade o governo retira o que sobra desse superávit através do DRU, gostaria de entender mais o que os faz dizer isto.
  • Eduardo  09/04/2019 02:28
    Essa gente é tão ignorante que elas juram que a dívida está "em posse dos bancos".

    1) Os bancos detêm apenas 22%.

    2) Fundos de previdência detêm 25% (mais que os bancos)

    3) Fundos de investimento detêm 27%

    4) Estrangeiros, míseros 11%,

    5) Seguradoras, 4,2%

    6) E o próprio governo, via agências, prefeituras e governos estaduais, mais 4%.

    Tá tudo aqui, atualizado para janeiro de 2019, página 13

    www.tesouro.fazenda.gov.br/documents/10180/718953/Texto_RMD_Jan_19.pdf/71b39a25-ecb7-4bf7-9025-d3f507c5fcdf

    Ou seja, os idiotas querem, na prática, ferrar com fundos de previdência e fundos de investimentos. E quem são os detentores das cotas destes fundos? Exato, o cidadão comum que quer apenas juntar um dinheiro para velhice.

    No Brasil, a ignorância é abismal e abissal.

    A questão da DRU é de 2017; a previdência, no entanto, apresenta déficit desde a década de 1990, tanto é que ainda no primeiro mandato de FHC tentaram reformar.

    Ignore essa gente: no fundo, querem apenas manter as mamatas do funcionalismo público, que serão os reais afetados por uma reforma. Por isso a gritaria contra: eles dizem estar falando em nome dos pobres, mas na verdade estão falando em nome de desembargadores, juízes e promotores, que querem continuar se aposentando com R$ 36 mil de dinheiro dos desdentados.
  • Lou  09/04/2019 11:34
    Exato, Eduardo. Essa reforma vai ser a mesma coisa que o plano Real. A esquerda bateu como se não houvesse amanhã e foi a maior beneficiada política no futuro. E hoje finge que nada disso aconteceu. Por isso é importante não deixaram esquerdistas voltarem ao poder depois desse tipo de reforma, pois seus efeitos só serão sentidos muitos anos depois.
  • Rennan Alves  09/04/2019 12:15
    Ainda não entendi até agora essa questão da DRU. Tem algum artigo neste sítio comentando sobre isso? Tentei procurar na ferramenta de busca (até pelo google) e não encontrei nada sobre.
  • Gustavo A.  10/04/2019 19:28
    www.gazetadopovo.com.br/colunistas/pedro-fernando-nery/como-a-uniao-quebrou-os-estados-com-a-dru/
  • Estado o Defensor do Povo  09/04/2019 12:54
    Obrigado por responder amigo.
  • Marlon Matos  09/04/2019 14:46
    Eu acho interessante o Anarcocapitalismo em si, eu acompanho o Natã costa e vi que o que ele falou seria um prato cheio prós Ancaps descerem o sarrafo, os que eu vi são mto inteligentes, como Paulo kogos e o ideias radicais, entretanto, eu tenho algumas dúvidas, principalmente assistindo o Kogos, em diversos aspectos, não duvido que o libertarianismo tenha base, mas, se adequando a nossa realidade vou usar um exemplo/pergunta pra formular melhor a minha indagação, se eu moro em uma comunidade (por exemplo), e realmente tá difícil, de me locomover pra fora dela, eu preciso de uma pista, que cabe muito bem em uma das avenidas, daí eu sei que haverá uma iniciativa privada pra fazer tal coisa, sendo que, se ninguém quisesse colaborar? Todos acham que as condições da rua está boa, ngm quer uma pista além de mim, num local onde seria perfeitamente cabível uma boa pista, e eu não teria como pagar a empresa sozinho, e ainda que eu pagasse, todos poderiam desfrutar dela depois de acabada, mas antes todos teriam recusado e não teriam me ajudado a construí-la, como fica? Eu não posso declarar a pista como privado meu, pois a rua já existia antes de eu por a pista em cima, tbm n tenho como averiguar quem a ultiliza, e pior, se eu não tivesse dinheiro pra construí-la, eu simplesmente ficaria sem? O estado com incontáveis defeitos, e mesmo que demorasse, ele sempre acaba construíndo pistas compulsivamente, ou seja, cedo ou tarde eu teria ela (aqui na minha rua põe pich e fazem pistinhas umas vez por ano, aos poucos tudo fica bonitinho), eu vi um vídeo de kogos, e ele vai e fala: "ah mas tem a moralidade, que isso e aquilo outro", mano, sem essa, se for pra acreditar na colaboração de outro ser humano, é igual a acreditar no estado, já que tem humanos lá, eu gostaria que alguém me ajudasse nesse pequeno questionamento (ps.: não e uma crítica, só uma pergunta, eu admiro mto sigo vários canais libertários, kogos, lobo conservador, ideias radicais, Alexandre porto, e agora tô vendo esse seu).?


  • Vladimir  09/04/2019 15:34

    Desculpe a sinceridade, mas seu cenário não faz sentido nenhum.

    1) No atual arranjo, você não conseguiria construir pista nenhuma (portanto, não tem como você ficar pior; você já está na pior).

    2) No atual arranjo, ainda que você e toda a sua vizinhança quisessem uma pista nova e se dispusessem a pagar por ela, vocês ainda não conseguiriam nada, pois apenas o estado pode construir pistas. Se vocês tentassem construir, iriam presos.

    3) No arranjo ancap, se você quiser construir e os outros vizinhos concordarem, você pode. Se eles se dispuserem a contribuir, melhor ainda.

    4) No arranjo ancap, se apenas você quiser construir (seus vizinhos não se importam e não querem contribuir), ora, paciência. Trata-se apenas do irreversível fato de que vivemos em um mundo de escassez. Nem sempre conseguimos tudo o que queremos. E o fato de você não conseguir todos os recursos escassos que quer não denota uma "falha de sistema". Em um arranjo ancap, se você quiser um helicoptero, mas não tiver dinheiro para tal, também não irá conseguir. E aí, isso é "falha de sistema"?

    5) No atual arranjo, também está cheio de coisas que você deseja mas não consegue ter. E daí?

    6) Você, na prática, está imaginando uma utopia perfeita e sem falhas (pleonasmo intencional), e em seguida está comparando esta utopia com o mundo real, e concluindo que o mundo real é pior e falho.

    7) Em suma: querer uma pista particular, mas não ter recursos para construí-la, não denota o fracasso de um arranjo. Trata-se do inevitável fato de que vivemos em um mundo de escassez. Se isso é tudo o que há contra o anarcocapitalismo (quem dera...), então o debate já acabou.
  • Marlon Matos  09/04/2019 22:32
    discordo parcialmente do argumento, por exemplo, e tbm essa é apenas a minha crítica para adotar o Anarcocapitalismo, não tô falando que seria o último debate, mas sim por minha parte, vamos lá:

    1° o que vc está falando é que como o Anarcocapitalismo tem essas brechas (que como vc mesmo diz nenhum sistema é utópico), então vc ataca o atual, para mostrar as falhas, mas eu já sei que o atual tem falhas, só que eu quero saber qual dos dois têm menos falhas, claro que isso não mudar em nada o rumo das coisas já que eu n tenho nenhuma influência.

    2° eu entendo as suas teses, e entendi cada palavras e seus argumentos são bem válidos, mas, nem sempre é assim que funciona, ainda sobre o exemplo que dei, aqui perto de casa, constroem pistas todo ano, até aqui que é uma área com muita vegetação por perto, vez ou outra asfaltam o terreno, em 5-6 anos já tá quase tudo asfaltado, aí e que está, eu tenho noção que no modelo Ancap o resultado poderia ser o mesmo ou até melhor (dependendo dos moradores), mas tbm pode ser zerado, pode acabar em nada, de QQ forma estaríamos tendo que confiar em pessoas ("ah mas as pessoas não são o estado", mas são pessoas que podem ferrar sua vida dependendo da disposição até mais que o estado).

    3° a economia seria melhor, não tenho dúvidas, quanto menor o estado, melhor a economia, só que, no mínimo as coisas tem que ser feitas por partes, tem muitas pessoas que precisam do estado, índios, pobres miseráveis, etc. Não quero dar a responsabilidade de acabar com essa crise pro estado, pq acho que no máximo eles criarão mais problemas, entretanto, acho que com um tempo a própria sociedade cuida disso, e uma vez que todos vivam minimamente bem, acho que o país até pode tentar alguma mudança drástica.

    4° eu vejo mto o canal do Paulo Kogos, respeito as opiniões dele, mas chega um ponto que ele abre brechas, e essas brechas ele diz que o que vai resolver e a moral cristã do homem, eu acho isso muito vago.

    4° sobre a regulamentação, eu acho interessante dos anacaps falarem, quem deve por a regulamentação é a iniciativa privada, mas quem vai regulamentar a iniciativa privada, claro que seria o próprio cidadão, isso seria como uma democracia direta, no fim, a iniciativa privada seria comprada por muita grana, e seguiria interesses de corporações, como por exemplo, uma empresa que regulamentasse idade pra se ter uma arma, ou um conjunto de empresas que o fizesse, sendo assim, ela o faz com interesses particulares, se alguém com muita grana tivesse disposto a "investir" na empresa, e em troca alterasse as regras antes estabelecida, isso, seria corrupção? Sim, um boicote funcionaria? Provavelmente, se esse ser influente fizesse contratos com todas as empresas do mercado, nasceria uma outra pra concorrer? Sim, mas até lá o cidadão já foi prejudicado, e no fim temos que levar sempre em consideração que são humanos, humanos são corruptíveis uma vez que chegam mantém poder de algo, mesmo sendo o mais descentralizado possível, ainda assim, existe a possibilidade, só que mais difícil, então trabalharíamos, muito agarraríamos a luta pra passar o poder de uns caras pra outros, seria desmotivador. ;"(

    Apesar de tudo, eu sou bem ciente que provavelmente tudo iria ir pra melhor, mas, eu tbm n acho de todo mal o modelo de freios e contrapesos que vivemos.?
  • Vladimir  10/04/2019 00:28
    Entendi. Na verdade, você está querendo mentiras reconfortantes. Você quer saber, de antemão, todos os mínimos detalhes sobre como funcionaria tal arranjo.

    Deixa eu lhe contar um segredo que irá abalar suas estruturas: ninguém sabe. É impossível saber. Você não tem como saber nem como será uma festa para 15 pessoas em um recinto fechado, quanto mais como será toda uma sociedade organizada sob determinados princípios. Não dá pra antecipar todos os mínimos detalhes sobre como tudo funcionará. Isso é tarefa exclusiva para Deus.

    Por isso, recomendo, enfaticamente, que você leia este artigo de Hayek (que não era anarcocapitalista):

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2225

    Ele argumenta que, se já soubéssemos antecipadamente todos os resultados que surgiriam em um ambiente de liberdade, não precisaríamos da liberdade: apenas implementaríamos diretamente todos esses resultados.

    Ele também explica que todo o propósito da liberdade é exatamente o de descobrir, no futuro, tudo aquilo que ainda não sabemos no presente. Sendo assim, o argumento em prol da liberdade é, em última instância, baseado na humildade e no respeito pela sabedoria e pela experiência humana futura.

    Faça isso, mas com calma. Mastigue e deguste cada parágrafo. Se você conseguir absorver tudo que ali está, garanto que irá passar a ver o mundo de maneira diferente, o que inclusive irá afetar a maneira como você viverá o resto de sua vida (não, não estou exagerando).
  • Dane-se o estado  10/04/2019 17:58
    "4° eu vejo mto o canal do Paulo Kogos, respeito as opiniões dele, mas chega um ponto que ele abre brechas, e essas brechas ele diz que o que vai resolver e a moral cristã do homem, eu acho isso muito vago. "

    Nunca vi nenhuma dessas brechas na teoria ancap, inclusive Kogos apesar de inteligente não deixa de ser um lunático fanático religioso, na minha opinião ele se confunde com o próprio pensamento dele, não quer dizer que a inconstência venha de fato da teoria que ele diz defender. Anomalias morais se combatem com contracultura, anomalias éticas (violação a propriedade) se combate com punição jurídica proporcional.


    "a iniciativa privada seria comprada por muita grana, e seguiria interesses de corporações, como por exemplo, uma empresa que regulamentasse idade pra se ter uma arma, ou um conjunto de empresas que o fizesse, sendo assim, ela o faz com interesses particulares, se alguém com muita grana tivesse disposto a "investir" na empresa, e em troca alterasse as regras antes estabelecida, isso, seria corrupção? Sim, um boicote funcionaria? "

    1) os tribunais privados não seriam comprados por corporações, é simples dar um exemplo do porque:

    eu compro um smartphone da apple, ele vem com defeito, vou num tribunal para exigir ressarcimento, o valor do ressarcimento custa 4000$; quanto você acha que uma empresa privada precisa pagar para subornar juizes para não ter que me dar um smartphone novo? você acha mesmo que suborno é barato? que que subornar tribunais é barato? e que empresas pagariam milhões de dólares para não me ressarcir 4000 reais? essa mesma lógica se aplica a qualquer nível de empresa ou mercado. A única forma de empresas comprarem a justiça e isso virar uma prática comum é como ocorre hoje através do estado, ou você acha que o estado não foi comprado? mas elas fazem isso porque o político dá um subsídio de uns milhões as custas do seu imposto, além de mexer os pauzinhos pra tal empresa x ter privilégios protecionismos de mercado contra concorrência e gastos. ora ora, assim fica muito fácil. Você acha que a sociedade teria mais dificuldade em descobrir crimes e boicotar tribunais privados ao qual as pessoas não teriam obrigação de financiar, doque boicotar o estado onde você é coagido pelo monopólio da força para financiá-lo e parte desse dinheiro vai para proteger empresas amigas do governo?
  • Mila  10/04/2019 18:55
    Saindo do assunto, me mandaram esse link com um comentário irônico sobre uma fala que fiz referente ao uso dos defensivos agrícolas e a entrada de produtos com menos toxicidade, impedidos de entrar pela regulamentação excessiva do setor.

    www.in.gov.br/materia/-/asset_publisher/Kujrw0TZC2Mb/content/id/70888852
  • Iniciante em Escola Austríaca  13/04/2019 18:10
    Como um iniciante do estudo da EA, eu entendo e sempre argumento que os orgãos estatais não tem incentivos para aumentar/manter a qualidade nos serviços prestados, pelos vários motivos já apontados no texto ( não ter que conquistar o cliente; receitas garantidas independente da qualidade do serviço; não sofrer concorrência; não estar sujeito a falência/prejuízos).

    Entretanto, tenho alguns conhecidos que se mudaram pra Europa (região norte de Portugal) e dizem que encontraram um sistema de saúde e educação pública de ótima qualidade. Segundo o relato deles, hospitais públicos com atendimento rápido, ótima estrutura ( as vezes até melhores que alguns particulares no Brasil) e escolas públicas que oferecem ensino de muita qualidade ( ensino de 3 idiomas, música e diversas atividades extracurriculares, etc).

    Como entender/explicar esse fato para poder argumentar com eles ?

  • Manoel  13/04/2019 18:48
    Já ficou bem cansativo esse argumento do "ouvi falar que...". Por favor, traga dados concretos. Opiniões subjetivas de um indivíduo isolado não configuram absolutamente nada. Eu mesmo conheço gente que achava o governo Dilma ótimo. E também conheço gente que quer a volta da ditadura militar. Isso configura alguma coisa?

    Quanto a fatos, a colocação de Portugal no ranking mundial da saúde não é nada invejável. É pior que Equador e está junto com o México.

    www.numbeo.com/health-care/rankings_by_country.jsp

    Por outro lado, se a referida pessoa adorou, ótimo para ela. Quem se satisfaz com pouco (e caro) vive melhor. Com um padrão de exigência baixo, ela raramente irá se decepcionar.


    P.S.: sobre educação pública, o Leandro já comentou aqui mesma nesta seção.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=3009#ac232781
  • Humberto  13/04/2019 18:54
    Brasileiro que se muda para a Europa, por definição, já é deslumbrado. Qualquer coisinha lá ele acha o máximo, até engarrafamento (falo isso de experiência própria).

    Quem usa o SUS e repentinamente passa a usar um hospital público em Portugal inevitavelmente sentirá um upgrade. Isso é inevitável. Hospitais públicos são ruins, mas isso não quer dizer que eles são igualmente ruins. Mesmo entre os ruins há os melhores e os piores. Qual o espanto?

    Quanto a escolas públicas, vale lembrar que as escolas públicas do Brasil também ensinam inglês e espanhol. Logo, não há diferença na grade. Vai ver então os funcionários públicos portugueses são mais inteligentes que os funcionários públicos brasileiros. Isso é perfeitamente possível. Nem todos os funças são igualmente burros.


    P.S.: também acho um saco esse tal do "ouvi falar que... Como refuto?". Porra, use a cabeça, a razão e a lógica. E, se não souber argumentar, então simplesmente não fale nada. Ficar apenas repetindo argumentos repassados por terceiros, sem que você próprio domine a lógica por trás deste argumento, é garantia de passar vergonha.
  • Iniciante em Escola Austríaca  14/04/2019 14:41
    Agradeço pelas respostas, melhor ainda se elas se limitassem a responder os questionamentos
    sem serem acompanhadas de coice e ironia com quem quer aprender mais do assunto.

    De qualquer forma agradeço pela atenção.
  • Iniciante em Escola Austríaca  14/04/2019 14:46
    Valeu, agradeço pela resposta.
  • Entreguista  14/04/2019 15:31
    Facil,pesquise no youtube e use a logica para argumentar. Sem procurar muito ja achei esse video falando da saude publica de Portugal.

    youtu.be/i335jb9Or-M

    Uma vez um esquerdista veio me falar que a saude no Japao é 100% estatal e de otima qualidade,porem,uns anos depois conheci um cara que morou la e me contou que no japao o povo paga planos de saude privado,quase igual no Eua. Detalhe,o cara que me passou a informacao era meio esquerdista.
  • Aviador  03/05/2019 13:17
    Com a derrocada da Avianca voar no Brasil se tornou ainda mais caro e desconfortável:

    exame.abril.com.br/seu-dinheiro/efeito-avianca-faz-preco-de-passagem-aerea-subir-ate-140/

    E o brasileiro já voa menos que o colombiano, um povo mais pobre que o brasileiro em todas as métricas econômicas tradicionais, e voa menos até mesmo que o argentino, um povo que faz tudo errado há 90 anos e está indo para seu terceiro colapso econômico em 3 décadas. O Brasil é um erro profundo.
  • Carlos  03/05/2019 13:54
    Situação que poderia ser facilmente resolvida, mas não será.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2516
  • Cris  03/05/2019 14:26
    Voar no Chile é tão barato que já vi adolescentes pobres de 16 anos que trabalham de babá aos finais de semana indo trabalhar nos hotéis do sul do país, saem sexta a noite e voltam a capital na segunda feira para estudar. Meu marido disse que viu um mendigo tentando voar de Santiago para La Serena mas foi impedido porque estava muito fedido.
  • Lauro  04/05/2019 02:37
    Cris, enquanto isso aqui no maldito Brasil, minha família e eu entramos no vermelho quase sem dinheiro para pagar luz e aluguel apenas para minha esposa visitar sua mãe em doença terminal todos os finais de semana no interior do Paraná e meu filho dificilmente poderá participar da viagem de formatura no RJ por sua família dita de classe média estar pobre demais para pagar ônibus que dirá ele voar até lá. Já desconfiava que mendigos em países decentes valiam mais que trabalhadores em países esquerdistas, obrigado por confirmar.


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