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Uma lição de economia básica: João compra um carro de Pedro
A transação de um carro usado tem muito a ensinar sobre questões essenciais (e atuais) da economia

João está no mercado à procura de um carro usado. Pedro está interessado em vender seu carro. João procura por anúncios na internet. Pedro coloca seu anúncio na internet.

João e Pedro se conectam, se encontram e concordam em um preço de $ 20.000.

João fica com o carro de Pedro e Pedro fica com os $ 20.000 de João.

O que podemos depreender de imediato desta transação é que João, presumivelmente, valoriza aquele carro mais do que qualquer outro bem ou serviço que ele pode obter com seus $ 20.000. Igualmente, Pedro valoriza mais o que ele pode fazer com $ 20.000 do que com seu carro.

João incorreu nesta transação porque acredita que ela o deixará em melhor situação — seja material, psicológica ou até mesmo financeira (ele pode, por exemplo, utilizar o carro como instrumento de trabalho e, assim, auferir um fluxo de renda futuro).

O mesmo vale para Pedro.

Ambos, por definição, não teriam incorrido nesta transação voluntária caso acreditassem que ela os deixaria em pior situação.

Mas quão melhor eles ficaram após a transação? É impossível responder com precisão. Podemos apenas dizer que, para João, seu ganho foi a diferença entre o valor de uso que ele atribui ao carro adquirido e o valor de uso que ele atribuía ao $ 20.000 que deu a Pedro.

E, para Pedro, seu ganho foi a diferença entre o valor de uso que ele atribui aos $ 20.000 que ganhou e o valor de uso que atribuía ao carro que deu em troca.

Não há nenhum motivo para dizer que os ganhos de João e Pedro são, ou deveriam ser, iguais.

As trocas voluntárias explicitam nossas preferências subjetivas

Infelizmente, e isso vem desde Aristóteles, ainda há quem acredite que as trocas comerciais ocorrem somente entre bens com igualdade de valor. Ou seja, se o bem A é trocado pelo bem B, então necessariamente o valor de A deve ser igual ao valor de B.

Pior ainda: há quem acredite que o valor de A tem de ser superior ao de B, ou vice-versa, o que implica que, em toda e qualquer transação, um lado ganha à custa do outro (ele entregaria algo com um valor objetivo maior em troca de algo com um valor objetivo menor).

No entanto, graças ao austríaco Carl Menger, que popularizou a descoberta de que o valor dos bens não é objetivo, mas sim subjetivo, a realidade se comprova totalmente distinta: em toda e qualquer transação comercial, cada lado atribui àquele bem que está recebendo um valor subjetivo maior do que atribui àquele bem que está dando em troca. 

Afinal, se não fosse assim — se você não valorizasse mais aquilo que está recebendo do que aquilo que está dando em troca —, a transação simplesmente não ocorreria. 

Portanto, dizer que o valor de um bem ou serviço é subjetivo significa dizer que o valor deste bem ou serviço depende do uso e do grau de importância pessoal (subjetiva) que alguém (João no nosso exemplo) confere a ele. Se o bem ou serviço servir para algum fim ou propósito, então terá valor para ao menos uma pessoa.

Vale ressaltar que o valor de um bem ou serviço não é determinado pela quantidade de trabalho consumida em sua produção. Tampouco é determinado pelos insumos físicos, inclusive mão-de-obra, que ajudaram a produzi-lo. O valor de um bem ou serviço advém da percepção humana quanto ao seu proveito e quanto à sua função para satisfazer determinados objetivos aos quais os indivíduos almejam em um determinado momento.

Se o bem servir para algum fim ou propósito, então terá valor para ao menos um indivíduo.

O valor independe de fronteiras

Nada disso se altera quando incluímos fronteiras geográficas em nossa análise.

Voltando ao exemplo, João está "exportando" $ 20.000 e "importando" o carro de Pedro, ao passo que Pedro está "exportando" um carro e "importando" $ 20.000.

No entanto, e como já discutido, dado que o valor de uso que João atribui ao carro excede $ 20.000, sua verdadeira importação foi maior do $ 20.000. Igualmente, uma vez que Pedro atribui aos $ 20.000 que ele importou um valor maior que $ 20.000, então ele, subjetivamente, está importando mais do que $ 20.000.

Com efeito, tanto João quanto Pedro estão incorrendo em um déficit em seus respectivos balanços comerciais — não no sentido contábil, mas no sentido econômico. Afinal, e de novo, se não fosse assim, a transação comercial nem ocorreria.

O "déficit" de João é a diferença entre o valor de uso que ele atribui ao carro que ele importou e o valor de uso que ele atribuía aos $ 20.000 que ele exportou para pagar pelo carro. Já o "déficit" de Pedro é a diferença entre o valor de uso que ele atribuiu aos $ 20.000 que ele importou e o valor de uso que ele atribuía ao carro que exportou por $ 20.000.

Pouco importa a localização geográfica de ambos. Eles podem estar separados por uma rua ou por um oceano. A lógica não se altera.

Observe também que, para ambos, o objetivo são as importações que eles obtêm, e não as exportações que eles utilizam para obter essas importações. Se você retirar as importações do cenário, não há nada de intrinsecamente benéfico a respeito das exportações de cada um. Com efeito, se João houvesse exportado seus $ 20.000 sem ter obtido o carro, ele estaria em pior situação. Igualmente, se Pedro houvesse exportado o carro, sem ter importado os $ 20.000, ele estaria em pior situação.

Esta constatação — que é totalmente trivial para qualquer ser humano sensato — adquire ares de suprema importância por causa de um mantra mercantilista que jamais morre e que sempre insiste em infectar o debate econômico: a ideia de que exportações são intrinsecamente benéficas, e que importações são, na melhor das hipóteses, algo relutantemente tolerável.

Um excelente exemplo desta mentalidade é ver como são conduzidas as negociações internacionais com o propósito de aumentar o comércio internacional. Medidas que aumentam o acesso da população de um país às importações são rotuladas pelo próprio governo deste país como uma "concessão" dada a outros países.

Em outras palavras, o governo permitir às pessoas do país A importarem mais seria um favor concedido apenas para garantir que os governos de outros países também "concedam" o favor de permitir que suas respectivas populações importem mais produtos da A.

Em nosso exemplo, seria como se João, em vez de aceitar a oferta de Pedro ($ 20.000 pelo carro), estipulasse uma "tarifa" para encarecer artificialmente o carro de Pedro, na esperança de que isso o fará exportar mais para Pedro. O mesmo vale para Pedro: com a tarifa imposta por João, Pedro teria de vender seu carro por menos (pois a tarifa aumentou o preço final) com o objetivo de importar menos de João.

Ou, colocando em outras palavras, seria como se João relutantemente aceitasse o carro de Pedro ao mesmo tempo em que oferece em troca um valor maior que os $ 20.000 pedidos por Pedro, apenas para ver se, com isso, consegue exportar mais para Pedro. E Pedro, por sua vez, iria se esforçar para aceitar um preço menor para que, em troca, possa importar menos de João.

Faz sentido? É óbvio que não. Com efeito, tal comportamento seria a receita para o desastre financeiro. No final, ambos teriam menos bens e serviços à disposição. Ambos ficariam mal alimentados, mal vestidos, mal alojados e, no extremo, mortos.

No entanto, é exatamente esta a mentalidade que permeia a política econômica da maioria dos países do mundo no que diz respeito ao comércio internacional. Infelizmente, a atual noção de "comércio internacional" nos faz perder a realidade essencial do comércio, a saber: o comércio, de qualquer natureza, sempre e em todo lugar, envolve indivíduos de carne e osso negociando e transacionando entre si, com cada um dos indivíduos envolvidos agindo de acordo com aquilo que julga ser de seu melhor interesse.

Como disse o economista Don Boudreaux, assim como (felizmente!) não há restrições ao comércio entre bairros, entre cidades e entre estados (não há nenhuma preocupação com a balança comercial entre o seu estado e o estado vizinho), também não deveria haver restrições ao comércio entre indivíduos em diferentes países. Qual exatamente é a diferença econômica entre você comprar algo de uma pessoa que está do outro lado da rua ou do outro lado do planeta?

Comércio é comércio. Trata-se de uma atividade na qual um indivíduo incorre voluntariamente visando a aumentar seu bem-estar. Não interessam as fronteiras geográficas e políticas envolvidas.

Conclusão

Assim como João e Pedro, os defensores de doutrinas contrárias ao livre comércio não seguem essas mesmas idéias em sua rotina diária, o que faz deles pessoas totalmente incoerentes. Eles querem que as outras pessoas do país sejam submetidas às suas idéias tolhedoras, mas eles próprios não as praticam em sua dia a dia.

Apenas quando surgir um mercantilista que realmente pratica aquilo que prega — a saber, abre mão de descontos e ofertas baratas, e faz questão de só comprar apenas o que é pior e mais caro —, deveria você prestar alguma atenção a ele.

Somente indivíduos — separadamente ou em grupos voluntariamente formados, como empresas — comercializam. Países não comercializam. Por isso, toda e qualquer transação comercial feita voluntariamente por dois indivíduos, não interessam suas localizações geográficas, deve ser analisada do ponto de vista da valoração subjetiva destes dois indivíduos, e não de um amorfo e intraduzível "interesse nacional".

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32 votos

autor

T. Norman Van Cott
é professor de economia e Ph.D. pela Universidade de Washington. Suas áreas de interesse são teoria microeconômica, finanças públicas e economia internacional.


  • Flávio  20/03/2019 16:21
    Este é um exemplo de uma transação comercial do tipo "ganha-ganha": ambos os lados conseguiram o que queriam, em uma troca que envolve apenas os dois lados.

    Agora, para um exemplo do tipo "ganha-perde", podemos acrescentar uma terceira pessoa à transação. Vamos chamá-la de Peçanha. Ele é um político local, que decide que tem de haver uma tarifa de 35% incidindo sobre a transação.

    Consequentemente, Peçanha confisca $ 7.000 da transação entre Pedro e João. João tem de pagar mais do que $ 20.000 por causa disso. E Pedro acaba recebendo menos que $ 20.000

    Detalhe: Peçanha ganha dinheiro com a transação sem oferecer nada em troca. Entretanto, se Peçanha não puder coletar os $ 7.000, ele simplesmente não permitiria que a transação ocorresse. Peçanha tem um distintivo, uma arma e o monopólio da violência. Peçanha é quem manda e quem confisca. E ele manda e confisca visando, é claro, ao "bem de todos".

    Pior: Peçanha tem o apoio intelectual de grande parte da classe acadêmica, empresarial nacional, e intelectual.

    Eis o mundo real: em uma transação comercial na qual incidem impostos e tarifas que confiscam uma fatia da transação, nenhum dos dois lados aufere o real benefício do que queriam; apenas o político ganha muito sem fazer nada.

    É o perfeito exemplo de destruição do bem-estar.
  • anônimo  20/03/2019 16:31
    Haha, realista a sua descrição. E o pior é que nem assim as pessoas entendem.
  • John  21/03/2019 18:20
    E a maioria ainda diz que Peçanha esta agindo para o bem de todos, uhauhauhaua
  • EDUARDO HENRIQUE MENDES  27/03/2019 11:54
    Perfeito. O que estraga a harmonia de um sistema são os intermediários ganhadores que não oferecem nada em troca.
  • Revoltado  27/03/2019 19:19
    Pior: Peçanha tem o apoio intelectual de grande parte da classe acadêmica, empresarial nacional, e intelectual.

    ==== Basta os mesmos mercenários metidos a pensadores bajulá-lo, enaltecê-lo de modo a fazer Jesus Cristo invejá-lo com tanta virtude, que o sr. Peçanha lhes demandará muito menos do vil metal. Assim a fome de Peçanha pelo faz-me-rir das transações recai sobre nós, os mortais, muitas vezes tendo de resignar-se com seu ofício.
  • Humberto  20/03/2019 16:29
    Ótima descrição de como é idiota essa questão de balança comercial. A imprensa está fazendo troça que Bolsonaro quer liberar importações dos americanos sem exigir que os americanos façam o mesmo. E já fez (corretamente) o mesmo para a questão do visto. E ele está certo.

    Aliás, veja que incoerência sensacional: liberar turistas para virem aqui gastar dinheiro tem exatamente o mesmo efeito de um superávit na balança comercial. Em ambos os casos, o dinheiro deles entra e nossos produtos são consumidos.

    Entretanto, a imprensa venera superávit comercial e xinga superávit turístico. Vai entender...
  • Régis  20/03/2019 16:34
    Grande insight, Humberto. Eu nunca tinha pensado por esse lado. E realmente faz sentido!
  • ed  20/03/2019 18:55
    Sim. Onde já se viu facilitar o acesso de moradores de países desenvolvidos ao Brasil? Imagine só esse pessoal gastando seus dólares e Ienes por aqui. Uma tragédia.
  • Guilherme - B.A.  20/03/2019 19:30
    Turismo é muito melhor provedor de moeda estrangeira para uma população do que importações, trabalhadores da hotelaria nas regiões turísticas na Argentina sofreram muito menos com as desvalorizações recentes do peso argentino do que os trabalhadores de produção para exportação.
  • Revoltado  27/03/2019 18:55
    Humberto,

    Se o Bolsonaro lançar uma campanha nacional em combate ao virus ebola, creia-me, a esquerda defenderá a doença vinda da região do Congo com unhas e dentes, ainda que os próprios morram dez dias após seu contágio.
  • Entreguista  20/03/2019 16:45
    Para lixos esquerdinhas o que importa é encher o estado de funcionario publico para achacar as pessoas,é so para isso que serve esse tipo de gente.
  • Dane-se o estado  20/03/2019 23:57
    E o mais engraçado é que eles reclamam tanto de desigualdade, mas o estado é por si só um aparato cheio de castas desiguais e níveis de poder. Sempre haverá o funcionalismo público de marmita rasteiro, que ganha salário merda, em troca de estabilidade, enquanto sempre haverá castas com salários abusivos e políticos mandando sobre todos eles, ou por troca de favores ou por controle sem dó. Assim é no estado enquanto ainda há mercado e assim é no estado total quando há socialismo e comunismo pleno. Ou seja, o problema desse povo nojento é a vagabundagem mesmo, eles reclamam da desigualdade privada que é fruto do trabaho voluntário do mercado, mas adoram a desigualdade de cachorro viralata comedor de migalhas de políticos e do alto cléro do aparato do estado. Racinha de víboras rastejantes.
  • Revoltado  27/03/2019 18:46
    A igualdade plena e sonhada é só para os outros. Como eles se julgam mais iguais que o restante do povo, podem gratificar-se vivendo uma vida elitista e palpitando sobre o proletariado que conhecem quanto muito, das novelas da Globo.
  • Guilherme - B.A.  20/03/2019 17:06
    Ontem vi uma entrevista do ex presidente do Banco Central da Republica Argentina, Martin Redrado em resposta a proposta para dolarizar a economia argentina para dar fim a essa inflação horrível, eis a resposta do sujeito:

    "O problema da cotação do dólar na argentina é que nosso país não produz todos os dólares que consome, para isso precisamos vender mais de nossos produtos para o mundo"

    Falta leite e suco de laranja de várias marcas nas prateleiras de Buenos Aires e o sujeito quer enviar o pouco que temos pra fora? Esse país vai explodir com gente assim no comando, terei que fazer as malas e me mandar daqui, alguém tem um país razoável para indicar para um migrante digital? os requisitos são custos razoáveis para uma vida decente pra renda mensal de US$1,200, boa internet, boa comida, relativa segurança, variados destinos de viagem, boa qualidade de vida em geral e mulheres bonitas.
  • Vinicius  20/03/2019 17:57
    Ia te sugerir Peru pois atende todos seus requisitos exceto um, mas as mulheres são horríveis e terá que se virar com as estrangeiras. Colômbia também pode ser opção mas o problema é a violência, idêntica a do Brasil.
  • Pepe  20/03/2019 18:25
    Violência na Colômbia deixou de ser um problema há muito tempo. Bogotá é mais segura que qualquer capital brasileira, e até mesmo Medellin é mais tranquila que São Paulo.
  • Guilherme  20/03/2019 18:41
    Pepe, agradeço a contribuição mas meus padrões de violência deixaram de ter São Paulo como referência desde 2014, violência aqui em B.A. são trombadinhas que roubam incautos a pé e limpia vidrios que roubam celulares dos carros com janelas abertas no congestionamento, posso andar tranquilamente tarde da noite e mesmo se me sentir inseguro posso portar um spray de pimentas pois os bandidos raramente apontam armas. Asunción no Paraguay é até mais seguro que isso.
  • Revoltado  27/03/2019 19:14
    Guilherme,

    Leio com pesar este teu comentário, dado que tive o privilégio de visitar a capital portenha duas vezes. Ouvi também que Puerto Madero encontra-se um tanto deteriorado, e creio ser verdade. Uma pena, já que passeei por lá em ambas viagens...
    Mas, tratando-se de lugares com menos estado sufocante, creio que a maioria dos banhados pelo Pacífico sejam ideais, os já citados Chile, Peru e Colômbia.
    Quanto às "mulheres feias" que mencionaram sobre as peruanas, não foi o que me pareceu vendo um documentário sobre a noite em Lima. Ao menos na capital peruana, isto não seria um empecilho a ti. É isto.
  • anônimo  20/03/2019 19:23
    Guilherme, o site nomad list (nomadlist.com/) ranqueia cidades do mundo inteiro com base em dezenas de critérios, incluindo-se muitos dos que mencionou, exceto o "mulheres bonitas".
    Dê uma pesquisada que provavelmente encontrará diversas cidades para morar.
    Atualmente, a Tailândia é o país com mais cidades do topo da lista.
  • Revoltado  28/03/2019 02:34
    Anônimo,

    Desculpe-me pelo off-topic aqui, mas... a Tailândia é um sonho de consumo para mim! País tropical, povo acolhedor/afetivo e sobretudo pelas "katoeys", que a língua inglesa batizou como "ladyboys". Ainda quero visitar essa "Meca" para adultos (risos) Quiçá um dia! (risos)
  • Imperion  20/03/2019 22:29
    Va para o chile. É o primeiro pais da america latina a entrar no primeiro mundo. Custo de.vida, e servicos baixos, alto indice de.vida.
  • Entreguista  20/03/2019 17:25
    Guilherme. Voce ja pensou no Paraguai?
  • Guilherme - B.A.  20/03/2019 17:37
    Entreguista, já vivi em Asunción uns poucos meses, e aliás foi lá que aprendi que a vida de brasileiro fora do Brasil é maravilhosa, provavelmente voltarei pra lá o mais depressa possível, essas maxidesvalorizações do peso argentino prejudicaram fortemente o clima local, o argentino leva política e economia muito a sério, não é como o brasileiro que não importa quão ruim estejam as coisas seguirá com o bom humor.
    As limitações em Asunción são a internet limitada, sistema elétrico instável e poucas opções para viagens nacionais. Mas realmente preciso de um lugar para mais longo prazo para viver dignamente.
  • Lucas-00  20/03/2019 20:19
    Cara eu adoro seu estilo de vida, espero um dia conseguir viver como você.
    Em outras palavras, você é uma inspiração para mim.
    Um abraço e parabéns por abandonar o estilo de vida convencional!
  • Guilherme B.A.  21/03/2019 02:48
    Lucas, que honra é poder inspirar alguém a ter uma vida diferente, nem sei se cabe em mim pois sou apenas uma pessoa comum, bem comum mesmo que até 2014 morava na periferia da ZL de Sampa, trabalhei em vários empregos simples como mercadinho e ajudante em fábrica, estudei TI em uma faculdade barata e de pouca expressão, não tenho os melhores talentos em minha área, pegava lotação e metrô superlotados para chegar num local de trabalho com pessoas de péssima índole e executava um trabalho enfadonho em troca de um salário mediano em uma cidade que só pode oferecer qualidade de vida para os 5% mais ricos. E se eu consegui ter uma vida diferente com mais tempo para mim, mais flexibilidade, mais qualidade de vida e mais liberdade tenho certeza que você consegue.

    Me fale um pouco de você, quantos anos tem, onde mora, o que mais gosta de fazer e o quais os planos para poder ser um migrante digital?
  • João Medalha  20/03/2019 17:45
  • Mendonça  21/03/2019 12:48
    Toda vez que eu vejo alguém falando em "trocas voluntárias" eu lembro dessa cena kkkkkkkk
  • Entreguista  21/03/2019 16:34
    Kkkkkkkk vc pelo visto nunca trabalhou por conta,tambem pudera,tem medo,prefere o estado sugando as pessoas por pura inveja. So de ver voce menosprezando as trocas voluntarias. A cena do filme é muito interessante e mostra a realidade da vida. Os objetos variam muito de valor de pessoa a pessoa. Para o dono da caixinha de musica,o objeto tem muito valor,porem,para o cara que estava pegando a caixinha para emprestar o dinheiro nao tinha valor nenhum. E assim como ele pensou dessa forma,muita gente que for comprar ira pensar dessa forma,é a lei de mercado. Assim como o cara que comprou a caixinha pode ganhar ate 10x ele pode perder 10x mais se a caixinha que ele pagou nao vender e ele fizer 10 negocios iguais a esse. De 10 negocios que ele fizer,para ele ter algum lucro,no minimo metade tem que dar lucro,uma parte empatar e outra ele acaba perdendo e acumulando porcaria que ocupa espaco e o obriga a aumentar espaco e ter mais gastos. Porem,infelizmente,esquerdistas de estatais,escolas publicas,filho de funcionario publico,eleitor invejoso do pt,artista de novela e etc jamais entende algo tao simples e basico como isso.
  • Capital Imoral  20/03/2019 18:37
    O Brasil voltou a ser escravo do imperialismo americano

    Quando um país faz acordos unilaterais sem haver alinhamento ideológico, ou seja, camaradagem daqueles que lutam contra a exploração do capital, perde-se a soberania nacional.

    Eu sinceramente não entendo essa mania que políticos de primeira viagem têm de querer tratar o mundo como um grande Shopping Center, o político vai nos países, faz acordos econômicos, e sai de lá se sentindo a pessoa mais útil do mundo - afinal, é só um Alexandre Frota da vida fazer networking que o investimento brota do chão. Quando alguns farofeiros, digo, deputados foram à China a fim de fazer mais um "acordo econômico" com a empresa Huawei, meio mundo, digo, bolsominions vieram criticar porque "os comunistas querem roubar a soberania nacional". Ok. Tudo bem. Mas agora que Bolsonaro vai a Washington, faz acordos políticos, militares, econômicos, vende a mãe do Hélio Beltrião, e até mesmo pretende colocar o Brasil na OTAN, ficamos caladinhos porque tudo que vem do Tio Sam é bonito, legal, da família e não tem Golden Shower.

    O que significa ser membro da OTAN? Significa, na prática, que ideias - entre elas o liberalismo - estão proibidas de assumirem uma forma revolucionária sem que haja interferência militar de outros países membros. Suponhamos que houvesse uma secessão por um novo país socialista dentro do Brasil, e o governo não conseguisse controlar, muito provavelmente haveria uma interferência militar do países membros na política interna. Eles iriam nos obrigar, inclusive, a atacar a Venezuela para manter a ideologia dominante. Ora, isso não é imperialismo americano? O povo brasileiro é naturalmente socialista, porém, seu representante está vendendo o futuro do Brasil à uma ideologia burguesa que proíbe o socialismo global.

    O Brasil deveria se unir a Rússia e China para dizimar, com bombas nucleares, cada americano. Aliás, não somente americanos, mas cada conservador e neoliberal; não se deve ter misericórdia com esse tipo de pessoa. O melhor argumento para um neoliberal é o chicote no lombo.

    Conclusão
    Somos a sociedade da salva de palmas e tapinhas nas costas porque o brasileiro não aguenta ficar muito tempo sem ser puxa-saco, capacho, de alguém. Os nacionalistas, carinhosamente chamados de bolsominions, boicotam e perseguem quem denuncia crimes da atual gestão. Ora, não se puxa-saco virou crime. A "renovação" tem rabo preso pra tudo quanto é lado - inclusive no Instituto Mises -, por isso o silêncio daqueles que prometiam "salvar o Brasil"; das duas, uma: Ou são burros demais para perceber o erro, ou têm rabo preso e não podem dizer a verdade. Bem-vindos à sociedade dos capachos.

    Capital Imoral é filósofo, escritor e já refutou Mises.
  • Apaixonado  20/03/2019 18:56
    Oi, sumido! Saudades! Não fique mais tanto tempo assim sem nos brindar com sua sagacidade sem par. Você é luz.
  • Revoltado  27/03/2019 19:28
    Lost in Love,

    O pior é que se esse fake postar tais sandices num blog esquerdista, ipsis litteris, n~/ao faltará loucos aplaudindo-o e maldizendo a nós, liberais-conservadores, por sermos empecílios a seu mundo perfeito, aonde só o "novo-homem socialista" existe, ainda que metade da raça humana tivesse de ser aniquilada!
  • Adriano A. Goede  20/03/2019 19:09
    Quanto mais eu leio os artigos deste site e pesquiso sobre economia e etc, mais me vem a certeza de que o sistema educacional deste país está completamente podre. Eu faço faculdade de Ciência da Computação, e uma das disciplinas chama-se "Desafios sociais contemporâneos", só o nome já pode causar náuseas, mas dá pra piorar, o professor é um esquerdista ferrenho, daqueles que quando algo ruim acontece joga os dados pra decidir se coloca a culpa nos banqueiros, no liberalismo econômico ou no imperialismo americano, isso quando não joga nos três ao mesmo tempo, mas quando algo bom acontece, o responsável é sempre o estado, em 100% dos casos. O cara chegou ao absurdo de afirmar que a pobreza no Brasil é culpa do "Neoliberalismo" (Sim, ele afirmava na cara dura que o Brasil é pobre por ser "demasiadamente livre" economicamente), que permitir que as pessoas possuam armas em casa é uma ameaça à democracia, que reduzir o estado e significa dar mais poder "prus banqueru", o que é uma ameaça à democracia (como se um estado grande, gordo, lento e burro, lotado de burocratas autoritários e inúteis fosse algo extremamente democrático). Porém, dá pra piorar ainda mais, ele defende que a internet (principalmente redes socias e app's de mensagens instantâneas) deve ser regulamentada, pois sem regulação (popularmente denotada de censura) do estado a internet é "Terra de ninguém", e isto, novamente, é uma ameaça à democracia.
    O grande ponto é que na cabeça dos esquerdistas qualquer coisa, por mais imoral ou horrível que seja, se justifica se for "em nome da democracia" ou "em nome dos direitos humanos", o que mostra o quão pesadamente doutrinados os jovens deste país estão sendo.
    Enfim... é rir pra não chorar.
    Para a minha sorte a esmagadora maioria da minha turma tem mentalidade capitalista (seja liberal ou mais conservadora, mas ainda capitalista), e duvido muito que ele tenho conseguido convencer alguém.
    Na minha adolescência eu era socialista, mas não do tipo europeu bitolado, e sim do tipo defensor do modelo soviético. Com alguma pesquisa e estudo eu percebi o imenso erro ideológico e meio que virei conservador. Mas agora, graças a este site e seus artigos excelentes eu virei liberal. Parabéns pelo trabalho! :)
  • Lucas  20/03/2019 20:14
    Também sou da área de computação. A minha crítica é um pouco diferente da sua, ou seja, é sobre os profissionais da área que querem regulamentação. Você já deve ter passado por isso também.

    É incrível como a área que mais inova, é foco de pedidos de regulamentações e mais regulamentações.

    Se na computação estamos desse jeito como você relatou, imaginas nos cursos de humanas.
  • Anti-Estado  22/03/2019 17:04
    Também sou de TI. Graças a misericórdia divina que ainda não é uma profissão regulamentada. Por isso ainda vale a pena.
  • Adriano A. Goede  23/03/2019 02:58
    Bom por mais incrível que lhes pareça, na minha turma (até agora) não ouvi ninguém advogando à favor de alguma regulamentação da profissão, será que posso me considerar um abençoado por ter caído logo em uma turma assim? kkkk
    Brincadeiras à parte, concordo com o Anti-Estado, nossa profissão é atraente, tanto na oferta de vagas quanto (geralmente) nos salários por que não possui regulamentação, esperemos que continue assim, apesar de eu não ter muita esperança nisso... Como dizem: "Ás vezes o sujeito está louco no estatismo".
  • Lucas  28/03/2019 15:31
    Adriano, o pior não é nem em turmas.

    Dá uma olhada nos sites de TI ou então em fóruns de tecnologia. Você vai ver um monte de gente a favor de regulamentação.

    Ainda bem que ainda não tivemos nada disso, mas também não acho que essa situação vai durar muito.
  • Revoltado  27/03/2019 19:40
    Adriano,

    Quanto ganha este teu professor? Pergunto isto, pois presumo que não seja pouco. Todos os professores que tive o desprazer em minha vida de conhecer não viviam exatamente como os proletários por eles idealizados como puros, santos, dignos de fazer parte da Grande Comissão dos 12 apóstolos que Cristo recrutou para a evangelização do mundo conhecido no primeiro século de nossa era...
    Se há um grupo de seres humanos que desperta em mim desprezo (para não dizer cólera) são os professores de ensino superior vermelhos. Tanto que ontem, indo ao trabalho por um caminho alternativo, vi um desses diabos que tentou doutrinar-me caminhando em minha direção. Por sorte, não precisei cumprimentá-lo e pude pegar outra rua para seguir minha trilha. Atrasei-me em 10 minutos, todavia não estou arrependido. Provavelmente seria bastante descortês com ele se tivesse de fingir boa sociabilidade... valha-me Deus!
    De resto, torço para que te livres deles academicamente o mais breve possível. Ou que, porventura, tenha um dia de lecionar em lugares bem a seu gosto como Venezuela e Cuba, aonde de fato tudo é regularizado, inclusive sua área de expertise.
    Boa sorte!
  • Adriano  01/04/2019 17:23
    Boa tarde,
    Acabei de checar na página de transparência da universidade, o dito cujo tem um salário de R$ 12.875,44 mensais, isso sem contar eventuais prêmios e outras adições. O sujeito de fato vive em uma realidade em nada comparável à 99% da população deste nosso querido Brasil. O que mais dói de ouvir é ele defendendo com unhas e dentes os países nórdicos como "exemplos do grandioso sucesso socialista", é de dar pena, o sujeito se intitula "intelectual" sendo que não consegue enxergar a gritante diferença entre países capitalistas (Bem mais capitalistas do que o Brasil por sinal) que tem uma tributação mais alta para bancar um grande "cardápio" de serviços "grátis" e um país realmente socialista (Meios de produção estatizados, salários e preços ditados pelo estado, etc..). Um colega que já tinha concluído a disciplina e tinha aquele horário vago resolveu participar das aulas pra fazer uma "baguncinha", certo dia ele perguntou: "Se o senhor defende tanto o salário igualitário, por que o senhor não vem ganhar 1200 Reais por mês como a gente?" E adivinhe? Ele ficou vermelho (de raiva) e começou dizendo que ele na verdade defende que nós ganhemos mais, e continuou meio que mudando de assunto e fazendo uma série de malabarismos argumentativos que ninguém entendeu...
    Mas como sempre, dá pra piorar :(, quanto à Venezuela, ele defendia com unhas e dentes que aquilo foi causado somente pelo embargo americano, mais especificamente, do fascista Trump (sendo que o trem já tinha descarrilado um bom tempo antes de o laranjão topetudo sequer pensar em se candidatar à presidência, ou de qualquer embargo ou sanção americana ser criada), e quanto à Cuba, ele defende com força que aquilo deve ser inspiração do povo brasileiro, que Cuba é quase primeiro mundo (Não chega a ser, mais uma vez, por culpa do topetudo e sua turma). Enfim... na maioria do tempo eu não estava nem ai pra ele, só ficava no celular ou lendo algo de outras disciplinas, e quando eu vi no portal do estudante que eu fui aprovado, me veio aquela grandiosa frase do nosso querido Cabo Daciolo: "Glória, à Deuch!!".
  • Entreguista  20/03/2019 21:34
    Guilherme. Voce ja pensou no Paraguai?
  • Emerson Luis  21/03/2019 11:22

    Como o governo é bonzinho: ele me concede permissão para comprar produtos de qualidade feitos em outros países!

    Sim, ele cobra taxas e impõe burocracias para me dissuadir e que me induzem a comprar produtos piores e mais caros de manufatura nacional (quando esses existem).

    Mas é para o meu próprio bem: afinal, os megaempresários brasileiros precisam ser protegidos do capitalismo malvadão!

    Em 2016, quando o preço do feijão disparou, o governo bondosamente reduziu as tarifas de importação do mesmo.

    Por que a tarifa de importação do feijão não é zero? Para ajudar os pobres, obviamente!

    O que seria de nós pessoas comuns sem a proteção do governo?

    * * *
  • ed  21/03/2019 13:33
    A prova cabal de que o governo está se lixando para os mais pobres é a existência de impostos sobre comida e remédios.
  • Revoltado  27/03/2019 19:35
    Ed,

    Agora veja se acaso há algum elitista vermelho protestando/esbravejando a respeito de taxas sobre itens essenciais a qualquer um como estes.
    Só gritam até a garganta enrouquecer quando se trata da pé-no-saquice "Marielle vive" ou "Bolsonaro é__________" (insira aqui um ou dois insultos que já estamos carecas de ouvir/ler).
  • Luis Alfredo Sencovici  21/03/2019 12:29
    Ah, como essas coisas simples fazem um estrago na cabeça de um socialista. Essa cabeça passa a vida maquinando sobre coisas que não existem, teorias sem pé nem cabeça, mas o pior é que vem fazendo um estrago monumental na vida das pessoas, que tem custado, inclusive, a vida delas. Triste destino que é muito difícil de mudar...
  • Walterson Almeida  21/03/2019 16:50
    Quando se trata relações internacionais as coisas não são tão simples. Por exemplo, um país que subsidia pesadamente sua agricultura deve ter as mesmas condições de importação que outro que pratica o livre mercado? Ou, pode deixar entrar livremente o produto subsidiado em detrimento da produção local? E quanto ao dumping, tem como controlar?
  • Bastiat  21/03/2019 17:10
    Você está dizendo que o aumento da oferta de comida barata é ruim e deve ser proibido?! Essa é nova para mim...

    Agora, veja só: a população do país que subsidia sua agricultura para exportá-la está sendo inacreditavelmente otária. Estão utilizando seus impostos para encher a barriga de estrangeiros. E nós, os compradores estrangeiros, devemos agradecer essa gentileza e comprar o máximo possível.

    Nenhum presente barato deve ser recusado. Você recusaria? Eu não.

    Em primeiro lugar, mesmo no caso extremo de algum país estar sendo tolo o suficiente para nos ofertar produtos a preços realmente abaixo de custo, o certo seria que corrêssemos para aproveitar tal oportunidade, antes que os bobos de lá caiam em si e parem de nos ofertar essa mamata.

    Se, por exemplo, a China, por pura extravagância, resolver inundar o mercado brasileiro com calçados bons e gratuitos, todos subsidiados pelos pagadores de impostos chineses (otários), deveríamos, como consumidores, agradecer a barganha e aproveitá-la enquanto possível. Enquanto não chegar o dia -- inevitável -- em que as empresas chinesas irão falir e consequentemente cancelar essa política maluca, os 'compradores' e consumidores brasileiros só terão a ganhar com essa oferta generosa.

    Dumping equivale a receber presentes praticamente gratuitos de estrangeiros. Por que isso seria ruim?

    O dumping só prejudica aquele que o pratica; ele sempre beneficia aquele a quem se destina (os consumidores estrangeiros).

    De resto, isso que você citou é problema de produtores, e não do consumidor brasileiro. Você, como consumidor, nunca se preocupou com os custos incorridos pelas empresas que lhe servem (seja ela um restaurante a quilo ou uma loja de roupas). Tudo o que você quer como consumidor são preços baixos e produtos de qualidade.

    A economia de mercado não é um arranjo para facilitar a vida dos produtores, mas sim dos consumidores. Quem manda são os consumidores e não os produtores. Os produtores simplesmente se adaptam e se viram para satisfazer os consumidores. Se não conseguirem, que caiam fora e vendam seus ativos para empreendedores mais competentes.

    Quem se preocupa com garantir reserva de mercado para os produtores irá, necessariamente, defender arranjos como os da JBS e da Odebrecht. Eis ali uma política inteiramente voltada para satisfazer produtores, e não consumidores.

    Produtos importados baratos são tão prejudiciais à economia quanto a gratuita luz do sol
  • Samir Andrade   21/03/2019 21:23
    Concordo que a uma balança comercial desfavorável não deve ser tratada com um problema a ser resolvido através de uma canetada,porem uma balança comercial altamente voltada para importação demonstra uma tendencia do seu país ser menos produtivo que aqueles dos quais os produtos são comprados ,se forma que uma economia verdadeiramente saudável que consegue competir com o resto do mundo tem na balança comercial um sinal que indica em o quão eficiente a industria daquele país consegue ser
  • Caio  22/03/2019 00:57
    Você está desinformado. Eis uma lista de alguns países que, nas últimas décadas, sempre ou quase sempre tiveram déficits em sua balança comercial: EUA, Austrália, Nova Zelândia, Suíça (esta, aliás, teve o mais prolongado déficit de todos, de 1950 até meados da década de 1990), Reino Unido e Luxemburgo.

    Por outro lado, escolha qualquer país da América do Sul ou da África e as chances são de que você encontrará um país que exporta muito mais do que importa.

    (Já o Chile, durante sua década de desenvolvimento, apresentou recorrentes déficits em sua balança comercial).

    Todos esses países têm moeda forte e economia robusta e produtiva, com indústrias bastante eficientes.

    Reveja seus conceitos.


    Sugiro este artigo:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2901

  • Gustavo  28/03/2019 01:13
    Esperando algum economista da Unicamp pra falar de "falhas de mercado" e moral hazard
  • Jairdeladomelhorqptras  28/03/2019 01:43
    Assunto fora do tópico.
    Não consigo mais ler as notícias da mídia tradicional. Também não vejo nenhuma avaliação do atual governo que me satisfaça. As redes sociais me aborrecem (sei, sou chato). Creio que fiquei viciado com a objetividade dos artigos do Mises e estou intolerante com as visões dos meios convencionais de comunicação (ao menos aos que tenho acesso.)
    Seria completamente fora dos propósitos do IM uma avaliação (ao menos econômica) do atual governo Bolsonaro?
    Agradeceria muitíssimo.
    Abraços
  • Leandro  28/03/2019 02:20
    Começou auspicioso, mas está dando sinais de degringolamento.

    Teve coisas boas, como a (tímida) flexibilização da posse de armas, as concessões de portos e aeroportos, e a simplificação de documentos (decreto nº 9.723), e teve coisas péssimas, como a proibição da importação de banana do Equador e o aumento da tarifa do leite em pó.

    Mas nada supera as lambanças comunicativas. A PEC do Orçamento Impositivo foi o cúmulo. Toda a base governista apoiou, sendo que Paulo Guedes disse que ela será trágica. Quem precisa de oposição assim?

    Essa postura do Bolsonaro de se manter olimpicamente afastado do Congresso pode até excitar sua base eleitoral nas redes sociais, mas não ajuda em nada a melhorar as expectativas econômicas (não em uma democracia). E as expectativas, queiram ou não, são o que definem o rumo da economia.

    Politicagens à parte, se o dólar se mantiver perto de R$ 4 (em decorrência de expectativas ruins), um abraço. Governo nenhum se mantém com uma moeda fraca. Vale lembrar que Dilma só começou efetivamente a cair quando o dólar disparou.

    Aqui onde moro (interior de MG), a gasolina (que é atrelada ao dólar) subiu 30 centavos em um mês. O diesel foi junto. (Sim, eu sei que tem os impostos estaduais, mas a população não sabe disso). E os caminhoneiros só não fizeram uma nova greve porque votaram maciçamente em Bolsonaro, e estão dispostos a esperar um pouco mais para ver no que vai dar.

    (Em julho de 2017, quando o governo Temer dobrou as alíquotas do PIS/Cofins sobre a gasolina, e o preço começou a subir, alertamos aqui que isso havia sido um erro monumental. Dado que, à época, o petróleo estava barato e o real estava valorizado perante o dólar, era óbvio que, dali pra frente, só havia um movimento possível: encarecimento do dólar e do petróleo, o que levaria junto a gasolina. Um ano depois, com a gasolina nas alturas, o país parou. Não está fora de cogitação um repeteco).

    Quanto à mídia e à desinformação, acostume-se. Elas são um dado do cenário. Vieram para ficar. Com efeito, já é assim há um bom tempo: a mídia não foi nada simpática nem com Temer e nem com Dilma (o ódio dos petistas à Globo não era gratuito).

    No final, eis o que interessa: se Paulo Guedes -- que é o real alicerce do governo -- não sinalizar alguma política efetiva que acalme os investidores e acarrete uma valorização do real, vai ser difícil. Pode ser que a Reforma da Previdência dê um alívio. Se eu fosse Bolsonaro, apostaria absolutamente tudo nela, fazendo corpo a corpo diário no Congresso, demonstrando total empenho em sua aprovação e até mesmo tirando foto com deputados. É jogo sujo e chato, mas terá de ser feito.

    Se a reforma passar, há uma boa chance de o real se valorizar e a economia decolar (e ele ser reeleito). Se ela não passar, e se a PEC do orçamento impositivo for aprovada, é fim.
  • Insurgente  28/03/2019 14:44
    Leandro,

    A PEC do Orçamento impositivo foi aprovada.

  • Auxiliar  28/03/2019 15:23
    Não. Ainda tem de ser aprovada pelo Senado. Só que o Senado fez alterações e devolveu para a Câmara.

    www.oantagonista.com/brasil/pec-orcamento-voltara-camara/


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