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“Bajen los impuestos! Bajen el gasto!” - A Argentina ensaia uma revolta tributária
Há alguma chance?

"Não aguentamos mais", dispara em seu Twitter o economista Javier Milei, que virou uma sensação da mídia argentina. E ele não está sozinho.

Tudo começou há algumas semanas com um "tuitaço" (twittazo, em espanhol) que convocava os argentinos a protestarem contra os altos impostos e o descontrole dos gastos do governo. A hashtag #BajenLosImpuestos rapidamente viralizou e foi para os trending topics.

No próximo dia 21 de março, aquilo que começou como um protesto virtual irá para o mundo real. Organizada por conceituados economistas, institutos, fundações, membros da imprensa, organizações estudantis e associações de pagadores de impostos, a primeira manifestação anti-impostos da história da Argentina terá seu epicentro em Buenos Aires, em frente ao Parlamento. Simultaneamente, vários grupos ao redor do país estão trabalhando para organizar eventos similares em cidades como Rosário, Córdoba, Corrientes e várias outras.

Quando ainda estava em campanha para a presidência, em 2015, Maurício Macri aparentava estar ciente do enorme fardo tributário que recai sobre os argentinos. No entanto, após eleito, a maioria de suas promessas de reduzir impostos nunca se concretizou. O único passo concreto tomado por seu governo — a progressiva eliminação dos impostos sobre a exportação de produtos agrícolas (as "retenções") — foi "adiado" devido a restrições orçamentárias.

Ademais, Macri não apenas falhou em reduzir os gastos do governo, como também criou novos impostos. O exemplo mais patético foi o imposto que ele criou sobre investimentos financeiros ao final de 2017, o qual vários economistas apontam como sendo um dos gatilhos para a crise financeira de 2018, a qual atingiu o governo Macri ao ponto de fazê-lo ter de negociar um pacote de socorro com o FMI para evitar que a Argentina desse o calote em sua dívida externa.

Bizarrices portenhas

A situação fiscal da Argentina é aterradora. O relatório Paying Taxes 2018, publicado pela PWC junto com o Banco Mundial, e que estuda o ambiente tributário ao redor do mundo, pintou um cenário horrendo. Não apenas os argentinos têm de lidar com até 100 tributos (no Brasil são 94), como também, no item "alíquota total de impostos e contribuições", a porcentagem efetiva chega a impossíveis 106% (e já foi pior; já chegou a 137% nos anos Kirchner).

Nesta mesma categoria, a América Latina como um todo paga 52,6%, a Europa paga 39,6%, e a América do Norte paga 38,9%.

Mas a Argentina também é detentora de outro recorde vergonhoso. É o país com o maior número de auditorias fiscais e autuações tributárias em todo o mundo. Segundo o relatório, além de ser o país com o maior número de impostos em todo o mundo, a Argentina ocupa a quinta posição em termos de evasão tributária. Normal e inevitável. Quando a alíquota efetiva e combinada chega a 106%, não há outra maneira de sobreviver senão por meio da sonegação.

O argentino mais otimista diria que ao menos não dá para piorar. No entanto, acontece que dá. Outro recente relatório publicado pelo IARAF (Instituto Argentino de Análises Fiscais), uma organização apartidária, afirma que, na realidade, indivíduos e empresas na Argentina podem chegar a lidar com o grotesco número de 163 diferentes impostos: 40 a cargo do governo federal, outros 40 criados pelas províncias (equivalentes aos estados), e estonteantes 83 criados pelas prefeituras.

Ao menos em termos de criatividade fiscal parece não haver nenhuma escassez — particularmente em nível municipal.

Como consequência desta política tributária feudal, para cada 10 pesos que um argentino gasta, entre 3 e 8 podem acabar indo direto para os bolsos do governo. O melhor exemplo está na compra de carros: quando um argentino compra um carro novo na concessionária, ele irá pagar 54,8% do valor do carro em impostos — ou seja, ele literalmente paga mais de imposto do que pelo próprio carro. Uma proporção similar pode ser observada nos produtos têxteis, que têm alíquotas que chegam a 60%. Tal situação gera comentários jocosos, no melhor espírito argentino: "Como sou pobre, não tenho condições de comprar roupas aqui; sou obrigado a comprar em Miami".

Sufoco e asfixia

Por muito tempo, a Argentina vinha vivendo sob um arranjo que rotulei de Improdutiva Liberdade Econômica. De um lado, as políticas tributárias sempre estiveram completamente fora de controle, e o estado seguia cada vez mais faminto por impostos. De outro, esse mesmo estado glutão sempre foi obeso e excessivamente incompetente, não conseguindo coletar os impostos que ele cria. O resultado foi a criação de uma grande economia informal, para onde as pessoas recorriam quando queriam sobreviver. Assim, um certo tipo de liberdade econômica passou a existir, mas apenas na economia informal.

(Breve parêntese: embora permita a sobrevivência, é quase impossível um país enriquecer e prosperar apenas à base da informalidade, pois não há nenhuma segurança jurídica e até mesmo física para se operar. Os burocratas do estado sempre estarão à espreita, de modo que qualquer sinal de enriquecimento será imediatamente tido como ilícito, e você poderá ser encarcerado.)

No entanto, a intensificação das políticas tributárias levadas a cabo pelo casal Néstor e Cristina Kirchner, no início da década de 2000, alterou o cenário, dificultou ainda mais a informalidade, e colocou vários indivíduos sob o alcance da Receita Federal. A alíquota do imposto de renda foi para 35%. Hoje, os argentinos têm de trabalhar 60% do ano apenas para bancar o estado (no Brasil, são "apenas" 41% do ano). Ainda assim, o presidente da Receita Federal da Argentina, Leandro Cucclioli, recentemente fez questão de deixar claro que não há nenhuma perspectiva acabar com essa tortura tributária. "As pessoas precisam pagar mais. Elas têm de pagar o que é justo. Quanto mais formalizarmos a economia, melhor será para todos", disse o verdugo.

Mas parece que nem todos concordam com ele. E os eventos de 21 de março próximo podem muito bem abalar os pilares de uma classe política extrativista que vem testando os níveis de tolerância da sociedade argentina há muito tempo.

26 votos

autor

Federico N. Fernández

  • Fabrício  28/02/2019 18:38
    Não vai dar em nada, claro, mas confesso alguma curiosidade. Vai ser a primeira vez que argentino vai pedir menos impostos e menos gastos. Se forem mais de 1.000 pessoas já será um marco.
  • Humberto  28/02/2019 18:46
    A queda do governo Dilma, bem como a ligeira mudança de mentalidade econômica que ocorreu com o povo brasileiro, começou com pequenas manifestações de rua de cunho mais liberal. Nada impede que a Argentina faça o mesmo.
  • Imperion  28/02/2019 19:00
    A revolução anericana comecou assim. Uma colônia regiao se revoltou e logo treze aderiram. O estado central argentino que se cuide.
  • Geraldo  01/03/2019 15:48
    Uma pequena correção: uma colônia se revoltou e as outras 12 aderiram (eram 13 as colônias das quais os EUA se originaram).

    Enfim, seu ponto é que uma revolução não precisa começar grande para ser bem-sucedida, com o qual eu concordo.
  • Pensador capaz  28/02/2019 18:39
    Liberdade já ainda que tardia!!! Que sirva de lição para Bolsonaro e congressistas, Argentina e Venezuela, exemplos de fracasso do socialismo-comunismo do Foro de São Paulo.
  • Luciano  28/02/2019 18:44
    Se não me falhe a memória, Mises dizia algo que serve tanto para a Argentina quanto para o Brasil: se o governo pode obter todo o dinheiro que quer recorrendo à impressora do banco central, então a tributação é apenas outra maneira de confiscar a riqueza privada.

    Os governos de Brasil e Argentina, que elevaram a carga tributária de 15 para mais de 40% do PIB, ilustram esse raciocínio perfeitamente.
  • Andarilho  28/02/2019 18:47
    (Breve parêntese: embora permita a sobrevivência, é quase impossível um país enriquecer e prosperar apenas à base da informalidade, pois não há nenhuma segurança jurídica e até mesmo física para se operar...

    Uai...mas esse é o livre mercado tão falado aqui nesse site...

  • Descobridor  28/02/2019 19:04
    E por que você editou a frase? Por que não colou tudo? Porque aí não daria pra lacrar,
    né?

    Permita-me colar a frase toda:

    "embora permita a sobrevivência, é quase impossível um país enriquecer e prosperar apenas à base da informalidade, pois não há nenhuma segurança jurídica e até mesmo física para se operar. Os burocratas do estado sempre estarão à espreita, de modo que qualquer sinal de enriquecimento será imediatamente tido como ilícito, e você poderá ser encarcerado".

    Deixa eu desenhar para você: se você vai para a informalidade para escapar do estado, você, por definição, continuará a todo o momento sendo perseguido pelo estado.

    Consequentemente, qualquer movimento que fizer, qualquer progresso que porventura obtiver, qualquer capital que por acaso conseguir acumular, será imediatamente combatido e confiscado pelo estado. Quem está na informalidade não pode enriquecer, pois será imediatamente perseguido pela estado, pela polícia e pela Receita Federal. Ah, e também não pode usar o sistema judiciário (que é monopólio estatal) para impingir o cumprimento de contratos e nem recorrer ao sistema bancário para pegar empréstimos (pois você não tem colaterais legalizados).

    Consequentemente, não pode nem sequer ter cartão de crédito ou de débito.

    Agora diga-me: como é que ser perseguido pelo estado seria um exemplo de "livre mercado tão falado aqui nesse site"?

    É cada analfabeto funcional que desaba por aqui...
  • anônimo  28/02/2019 19:12
    "Uai...mas esse é o livre mercado tão falado aqui nesse site..."

    Acredito que não tenha entendido este trecho do artigo, bastante evidente:

    1) Se não houvesse governo algum, pequenos negócios poderiam continuar crescendo e o país prosperar.
    2) Se houvesse um governo pequeno, pequenos negócios poderiam crescer na informalidade até serem notados pelo poder público, momento em que teriam de se formalizar e crescer em menor velocidade, em virtude do fardo estatal.
    3) Havendo um governo inchado e parasita, pequenos negócios sobrevivem apenas enquanto podem manter-se na informalidade. Sendo notados pelo poder público, passam a ser parasitados por ele e se inviabilizam por completo.
  • Flavio  28/02/2019 19:22
    Não há nenhuma segurança jurídica porque a gangue estatal agride os comerciantes informais. Haverá um limite de quanto o empresário poderá crescer na informalidade. Se a justiça fosse privada, seria o estado que seria punido e não o comerciante informal. E o comercio informal seria muito mais próspero do que o comércio regulamentado pelo estado.
  • Dissidente Brasileiro  01/03/2019 03:39
    Vocês ainda dão-se ao trabalho de responder a este sujeito?
    Mandem-o "pra aquele lugar...", e ponto final. Simples assim!
  • André  28/02/2019 18:49
    A Argentina é um país que tem que realmente se esforçar muito para ser pobre. Ali tem todos os recursos necessários para a riqueza: boas terras produtivas, boas commodities, bom clima, boa agricultura, boa pecuária, e uma população relativamente culta.

    Tanto é que já foi o segundo país mais rico do mundo no início do século XX. Para ela ter se tornado irrelevante foi necessário muito empenho político. Impressiona.
  • Pobre Paulista  28/02/2019 19:04
    Mas ali tem Argentino também, que é tipo um carioca, só que do frio.
  • Vladimir  28/02/2019 19:05
    Sei lá, eu nunca concordei com essa tese de que o "argentino é culto". O argumento que utilizam para isso é o número de bibliotecas em Buenos Aires. Francamente, isso não quer dizer nada.

    A cultura de um povo pode também ser medida, dentre outras coisas, pelo tipo de gente que eles elegem para governar o país. E, neste quesito, os argentinos conseguem ser ainda piores que nós brasileiros.

    Compare a Argentina com a Colômbia, por exemplo. Ou mesmo com o Peru. É outro nível.
  • %C3%83%C2%B3rf%C3%83%C2%A3o  03/03/2019 01:20
    Os argentinos são burros. Nada aprenderam após tantos anos de inflação.

    Discurso do anteriorn presidente Alfonsin:

    www.youtube.com/watch?v=or7iJqfcxWI

    Prestar atenção no 25:42.

    Nada foi feito desde então.
  • Guilherme  28/02/2019 18:52
    Os ânimos estão muito exaltados aqui em B.A. pequenos protestos são corriqueiros, não há novas vagas de emprego e a desigualdade entre argentinos dependentes da moeda local e argentinos com acesso a dólares do exterior está ainda mais escancarada. A temporada de verão foi péssima para o turismo.
    O peso argentino está na UTI, na tentativa de aliviar a recessão o governo baixou os juros e o dólar subiu instantaneamente e 3 dias depois tudo no mercado já estava mais caro. Se algum movimento político muito brusco prejudicar o ajuste fiscal atual a moeda argentina vai virar pó, de novo.
  • Lucas-00  01/03/2019 10:52
    Oi Guilherme, tudo bem?
    Estava querendo falar contigo, por favor.
    Vi nuns comentários anteriores que você mora aí na em Buenos Aires e trabalha pela internet.
    Uma dúvida minha, como você recebe seu dinheiro?
    Estava tentando criar uma conta bancária nos EUA, até cheguei a ir uma agência lá, mas a porcaria do Patriot Act dificultou tudo.
    Você usa sua própria conta bancária do Brasil para receber do exterior? Ou usa a de outro país?
    Obrigado!
  • Guilherme  01/03/2019 13:36
    Bom dia lucas, sou estrangeiro residente, não tenho restrições para operações financeiras, mas mesmo assim evito ao máximo usar o conturbado sistema financeiro argentino, segue minhas ferramentas:

    Possuo conta no Brasil, é onde estão meus principais cliente, os que pagam em dólares recebo pelo paypal

    Para pagamentos de fornecedores no exterior e transferir dinheiro para Argentina uso o transferwise.com/br

    Para compras e serviços uso o cartão de crédito internacional brasileiro, apesar do IOF de 6%, aqui na Argentina consigo desconto do IVA 21% em hospedagens quando viajo para o interior e com o cartão as redes de mercado costumam dar desconto de 15% quando há apenas produtos argentinos nas compras.

    Os argentinos costumam abrir contas no EEUU ou EUA como dizem aí no Brasil a partir da sucursal argentina do HSBC, depósito mínimo de US$3.000, passaporte com visto americano e comprovar renda.
  • Lucas-00  01/03/2019 15:48
    Muito obrigado pela resposta!
  • Imperion  28/02/2019 18:53
    Qual a porcentagem efetiva do brasil
  • Guilherme  28/02/2019 19:16
    O brasileiro assalariado que ganha R$3.000 mensais em folha paga em torno de 70% de impostos, 50% do total que o empregador deve dispender para contratá-lo mais os descontos em folha visível e mais 40% da média de impostos sobre consumo.
  • Miguel  28/02/2019 19:21
    Haha, o vídeo que está no Twitter do cara é sensacional! O apresentador até pede pra cortar o microfone.

    "El 21 de marzo marchamos al Congreso para pedir que los políticos chorros hijos de puta bajen los impuestos!"

    #VivaLaLibertadCarajo

    twitter.com/JMilei/status/1096909402404253699
  • Carlos   28/02/2019 20:52
    A Argentina tem um problema chamado peronismo. Todo mundo lá é peronista, de direita, de esquerda, de centro...Quem me disse foi um amigo argentino e concordo totalmente.
  • Alessandro  28/02/2019 20:56
    Boa! Parece-me que dessa vez os argentinos estão conseguindo ir no rumo certo. Estão contra a ultrajante alta carga tributária.

    Vamos acompanhar.



    Agora uma pergunta vã fora do tema do artigo. Alguém sabe dizer por que não é mais possível otimizar as páginas dos artigos?



  • Curioso  28/02/2019 21:51
    Desculpe, mas o que seria otimizar?
  • Alessandro  01/03/2019 03:57
    Alguns navegadores têm um recurso que simplifica o artigo, deixando só o texto, o artigo e imagens. Como aquele serviç0 outiline.com faz. Alguns artigos daqui não carregam em certos dispositivos, aí eu geralmente utilizava este recurso..

    Eu sempre digo "otimizar", porque no Google é/era assim, mas em outros navegadores ele pode chamar 'modo de leitura', ou alguma coisa assim.
  • Lucas-00  01/03/2019 10:54
    Otimizar os artigos também não entendi.
    Mas meu sonho seria um dia ver essa área de comentários retrabalhada.
  • Estudante  28/02/2019 21:10
    Me ajudem, um artigo me convenceu que salário minimo é bom e não causa desemprego.

    Queria o comentário dos senhores a respeito:

    www.dw.com/pt-br/sal%C3%A1rio-m%C3%ADnimo-na-alemanha/a-1966752


    Obrigado
  • Professor  28/02/2019 21:53
    Ai, ai…

    1) Notícia de 2006, época em que Europa e mundo passavam por um [link=]forte período de expansão monetária e do crédito (o que você acha que causou a crise de 2008?)

    2) Esse site já explicou várias vezes: se o salário mínimo aumenta, mas a oferta monetária (e de crédito) também aumenta concomitantemente, então, na prática, o aumento de salário mínimo não causa desemprego. Óbvio: se há mais dinheiro na economia, há espaço para aumentos de preços (o salário mínimo é um preço). Com efeito, o aumento do salário mínimo seria simplesmente um reajuste para acompanhar a aumento da oferta monetária.

    3) Experimente aumentar salário mínimo em um ambiente de oferta monetária estável ou mesmo contraída. Se isso gerar mais emprego, aí sim você refutou a teoria econômica.

    4) Em 2014, o salário mínimo no Brasil era de R$ 724. Hoje é de R$ 998. Como ficou o desemprego neste período?

    De nada.
  • Libertário Austríaco  28/02/2019 22:31
    Se o valor mínimo que o estado força o empregador a pagar é inferior (ou igual) à produtividade efetiva do empregado, não ocorre desemprego.

    O problema acontece quando o estado força os empregadores a pagarem aos empregados um valor maior que aquele que corresponde à sua produtividade efetiva.

    Por exemplo: agora, em Nova Iorque, uma legislação municipal está forçando os restaurantes a pagarem 15 dólares por hora aos seus empregados. O resultado: demissão em massa.
  • Pensador capaz  01/03/2019 10:41
    Mas os sindicalistas que pediram esta regulamentação estão cônscio de que estão criando uma reserva de mercado para seus apaniguados e os demitidos eles estão pouco se lixando,enfim estes esquerdistas são uns merdas e trouxas os que seguem seus passos.Essa raça ruim só engana trouxa ou desinformados e infelizmente o mundo está infestado deste tipo de gente(trouxa ou desinformados),massa de manobra deles e dos políticos fisiológicos.
  • estado & escravidão  28/02/2019 21:36
    Com uma alíquota tributária de 106% já é caso de se começar a discutir seriamente se não é melhor negócio abolir o estado e regularizar a atividade de assaltante.
  • William  28/02/2019 21:52
    Cadê o botão do like pra esse comentário?
  • Dissidente Brasileiro  04/03/2019 21:11
    é melhor negócio abolir o estado e regularizar a atividade de assaltante.

    É regularizada desde sempre: os profissionais da área são definidos como auditores fiscais...
  • Dissidente Brasileiro  04/03/2019 21:59
    é melhor negócio abolir o estado e regularizar a atividade de assaltante.

    É regularizada desde sempre: os profissionais da área são definidos como auditores fiscais...
  • Renato  01/03/2019 01:26
    Vão colocar o estado Argentino no colo da esquerda, novamente. Receio que a Argentina hoje é o Brasil daqui a 3 ou 4 anos.
  • Pobre Mineiro  01/03/2019 10:50
    Tentando prever o futuro...

    "Baixem os impostos..."

    Depois,

    "Não mexam nos nossos direitos."

    Solução: ligar a impressora de dinheiro para agradar esse povo.
    Consequência, a inflação dispara e o povo vai às ruas protestar contra tudo o que "está aí", pedindo mais do que "está aí".

  • Tarabay  01/03/2019 14:02
    Cirúrgico.
  • Filipe Olegario  01/03/2019 12:17
    Sem armas, eles podem protestar o quanto quiserem. Os políticos vão é aumentar os impostos só de sacanagem.
  • Roger Lima  01/03/2019 15:18
    Concordo plenamente, sem armas qualquer protesto e só bando de jagunços pedindo por um estado mais eficiente ( vide a Catalunha protestando e a Espanha mandando os seus lacaios para meter a porrada na população desarmada ).

    Agora bota todo mundo armado ali que aí eu quero ver se algum lacaio do estado vai se meter a besta contra milhares de pessoas armadas e com sangue nos olhos , e isso vale pra qualquer tipo de protesto, inclusive aqui no bostil.
  • Roger Lima  01/03/2019 15:24
    Eu não contaria muito com o Paulo Guedes, já que ele sozinho não tem poder nenhum, ainda mais contra um congresso que em sua maioria são liberais e esquerdistas que adoram as mordomias do estado e que nunca iriam aceitar perder a mamata.

    A situação do brasil, só irá se resolver mesmo quando houver uma secessão, e cada um for pro seu canto , aí vai cada um pro seu canto e isso evitaria essa polarização escrota que vemos atualmente !!!
  • Vinicius Eduardo Lucio Silva  01/03/2019 14:01
    Não vi muita diferença para o Brasil, fui comprar um carro novo, e nunca farei de novo, ver um carro de 40.000,00 custar 25.000,00 somente em impostos quase infartei.
  • Felipe Lange  01/03/2019 14:39
    Apesar da Argentina ter mais tributos que o Brasil, Brasil continua campeão nas horas gastas para cumprir obrigações tributárias: 1958 horas. Se fossem 10 horas, já seria um absurdo. No Brasil o negócio impressiona. Paulo Guedes precisa arrumar essa gambiarra.
  • Entreguista  01/03/2019 16:03
    O problema da Argentina,assim como no Brasil é o excesso de funcionario publico como mostra um artigo aqui no mises que vi dias atras. É essa cambada que forca os impostos para cima e para resolver tem que demitir tudo e privatizar tudo. É por isso que eu falo. O maior inimigo do povo nao é o politico,e sim o funcionario publico.
  • Progressista  02/03/2019 01:52
    Funcionário Público não é o problema! BRASIL TEM MENOS FUNCIONÁRIO PÚBLICO DO QUE OS ESCANDINAVOS!

    www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/economia/2016/10/30/internas_economia,555328/brasil-tem-menos-servidores-publicos-do-que-os-paises-desenvolvidos.shtml

    O problema é que aqui são corruptos e improdutivos, enquanto lá é o inverso.

    E as vezes os altos salários também.
  • Pagador de Impostos  02/03/2019 02:36
    Entre 53 países pesquisados, o Brasil é o que a apresenta a maior diferença entre o salário de um funcionário público federal e o de um trabalhador da iniciativa privada, ambos com a mesma idade, a mesma formação e a mesma experiência profissional.

    Pegando um exemplo prático: suponha dois irmãos gêmeos com a mesma formação e a mesma experiência profissional. Um escolheu uma carreira em uma grande empresa; o outro foi aprovado em um concurso para funcionário público federal. Esse último ganhará simplesmente 67% a mais.

    Esta é a média da diferença entre os salários do setor público e do setor privado no Brasil. Para se ter uma ideia, no resto do mundo, o setor público paga em média "apenas" 16% a mais que o setor privado.

    Ou seja, a situação brasileira simplesmente não tem par.

    E piora: o gasto do país com funcionários públicos (agora de todas as esferas de governo) é de 13,1% do PIB. Trata-se também do maior percentual entre todos os países analisados. Muito acima de países como Portugal, França, Austrália e EUA. Nestes, o gasto do governo com funcionalismo público é de aproximadamente 9% do PIB.

    Já o Chile gastou somente 6,4% do PIB em salários do funcionalismo público em 2015.

    Ou seja, em relação à renda, o Brasil gasta 45% a mais que os países mais ricos com seus funcionários públicos. Em relação ao Chile, gastamos incríveis 104% a mais.

    E um detalhe curioso: ainda segundo o Banco Mundial, o quadro do funcionalismo público brasileiro pode ser considerado "enxuto" em relação ao resto do mundo. Ao passo que, no Brasil, 5,6% da população empregada está no setor público, nos países da OCDE este percentual é de quase 10%.

    A conclusão óbvia, portanto, é que o alto gasto com funcionalismo público no Brasil não decorre exatamente de um excessivo número de funcionários público, mas sim do elevado custo (altos salários) deles.

    Mais: considerando todo o funcionalismo público federal, nada menos que 83% dos funcionários estão no topo da pirâmide da renda, compondo assim a parcela mais rica da população. E sete em cada dez estão no grupo dos 10% mais ricos do país.

    Dados e fontes aqui:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2814
  • Montesinos  01/03/2019 17:20
    Está na hora desse governo Bolsonaro dar um autogolpe com apoio do exército enquanto tem popularidade, para fechar o congresso, reorganizar completamente o judiciário e escrever uma constituição normal, igual ao Fujimori no Peru. Do contrário o Brasil está condenado a passar por um colapso econômico argentínico.
  • luan   02/03/2019 01:00
    Isso me lembra do livro que li de Mises, " As 6 lições". As palestras dele foram lá.
  • %C3%83%C2%B3rf%C3%83%C2%A3o  04/03/2019 15:09
  • %C3%83%C2%B3rf%C3%83%C2%A3o  06/03/2019 18:48
    Interessante comparação do estado argentino contra o estado norteamericano.

    economiaparatodos.net/el-descomunal-costo-del-negocio-de-la-politica-en-argentina-y-por-que-eeuu-es-casi-4-veces-mas-eficiente/

    Existe alguma comparação similar que considere o estado brasileiro?
  • %C3%83%C2%B3rf%C3%83%C2%A3o  06/03/2019 22:40
    Aqui Cachanosky num programa comentando seu artigo:

    www.youtube.com/watch?v=pfCjUApXBQo

    Em 15:54 faz a comparação Argentina-Espanha
  • %C3%83%C2%B3rf%C3%83%C2%A3o  06/03/2019 19:30
    Este comentário aparece hoje no "(que adjetivo posso colocar?)" jornal La nación

    www.lanacion.com.ar/2225882-que-hay-detras-del-nuevo-salto-del

    O André, em 28/02/2019 18:49 escreve sobre "uma população relativamente culta".

    Pergunto, como consideram este artigo?

  • Emerson Luis  16/03/2019 12:31

    O verdadeiro problema é que os argentinos em geral reclamam das consequências de suas decisões, mas não modificam a forma de pensar e agir que causa essas consequências.

    Sim, os brasileiros em geral também fazem isso.

    * * *


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