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Desejos não são direitos - eis uma maneira de distinguir o que é um direito e o que não é
É imoral, anti-ético e contraproducente acreditar que desejos implicam direitos

Apenas observe o cenário ao seu redor: há uma lista, em contínua expansão, de coisas a que as pessoas afirmam ter o "direito" de receber "gratuitamente". Vai desde saúde, educação e transporte até estabilidade no emprego, aposentadorias nababescas, lazer, cultura e cirurgias de mudança de sexo.

No entanto, quando se considera o assunto seriamente, simplesmente não há nenhuma base lógica e racional para tais demandas. Há apenas desejos e vontades, em ampla escala, por bens e serviços — algo que supostamente implica a necessidade de que eles se tornem um direito.

A partir daí, é apenas um passo para que grupos de interesse façam pressão e lobby sobre o governo, e recorram a tentativas legislativas ou judiciais para criar tais direitos — os quais serão, em seguida, promovidos como melhorias sociais.

Mas isso apenas leva a novas perguntas.

Pode um desejo automaticamente virar um direito? Um direito é a mesma coisa que um desejo? Por quê? Por que não?

Se eu sofri uma falência renal e preciso de um rim, teria eu o direito de pegar o seu? Se preciso urgentemente de um tratamento médico, posso obrigar outra pessoa a custeá-lo? Posso obrigar um médico a me tratar gratuitamente? Qual a diferença entre estes dois cenários?

Seria um direito algo que pode (ou deve) ser concedido (ou negado) pelo voto da maioria?

Em sua opinião, a Constituição, uma Medida Provisória ou uma lei do Congresso criam direitos, ou será que tais instrumentos simplesmente reconhecem direitos que as pessoas inerentemente possuem pelo fato de serem humanas?

Se você fizer estas mesmas perguntas ao cidadão comum, esteja certo de que irá ouvir uma pletora de respostas diferentes e conflitantes.

Este breve ensaio não irá fornecer respostas detalhadas para todas as perguntas. Tampouco irá fazer todas as perguntas relevantes. Seu propósito é mais limitado que isso. Se ele ao menos levar o leitor a pensar um pouco mais detidamente sobre a questão, o objetivo já terá sido alcançado.

Uma definição prática

Para um direito ser genuinamente válido é necessário que todos nós, como seres humanos, tenhamos a capacidade de usufruir esse mesmo direito, ao mesmo tempo e da mesma maneira.

A obviedade dessa afirmação vem do fato de que, para algo ser realmente um direito, todos os outros seres humanos devem logicamente ter esse mesmo direito. Não pode haver nenhum conflito ou contradição lógica. Um indivíduo não pode, sem cair em contradição, alegar que possui um direito e, ao mesmo tempo, negar esse direito para terceiros. Fazer isso seria o equivalente a admitir que esse direito não é realmente um direito, mas sim um privilégio.

Por isso, tem de ser possível que todos os indivíduos possam usufruir esse suposto direito simultaneamente, sem nenhuma contradição lógica. Se, quando eu exerço um direito que alego possuir, estou fazendo com que seja impossível outra pessoa exercer esse mesmo direito ao mesmo tempo, então minha ação implica que este suposto direito é exclusividade minha. Minha ação implica que tal direito é apenas meu, e não de outra pessoa. O que é um direito para mim é uma obrigação de terceiros. Ou seja, não é direito, mas sim privilégio.

Exemplo básico. Se eu alego ter o direito de receber serviços de saúde gratuitos, então, na prática, estou dizendo que outra pessoa tem o dever de me fornecer estes serviços — ou, de modo mais realista, estou dizendo que outra pessoa tem o dever de pagar para que eu receba estes serviços.

Ou seja, outro indivíduo tem de ter sua renda (propriedade) confiscada para custear meus serviços médicos.

Obviamente, esta outra pessoa, a partir deste momento, não mais tem o mesmo direito que eu tenho. Meu direito é receber serviços gratuitos; o "direito" dela é me financiar estes serviços. Meu direito criou um dever para essa pessoa: ela agora é obrigada a efetuar uma ação que ela não necessariamente queria efetuar. Embora nós dois sejamos igualmente humanos, a liberdade de escolha desta pessoa foi subordinada à minha liberdade de escolha. Aquele direito que concedi a mim (saúde gratuita) está sendo negado a esta outra pessoa, pois ela, ao ficar com o fardo de pagar pela minha saúde, perdeu seu "direito" à saúde gratuita.

Para que eu adquirisse um direito, essa pessoa teve de arcar com uma obrigação. Pior ainda: ela teve sua propriedade espoliada, o que seria uma flagrante agressão ao seu direito de propriedade.

A seguir, apresento duas listas. A primeira relaciona os itens aos quais pessoalmente acredito que você tem o direito. A segunda é uma lista de coisas às quais pessoalmente creio que você não tem o direito (e prontamente concedo a você todo o direito de discordar de mim).

Coisas a que você tem direito:

1. não ter a sua vida retirada de você (a menos que você tente retirar a vida de outro sem justificativa ou motivo de legítima defesa);

2. pensar o que quiser;

3. falar o que quiser (o que nada mais é do que a expressão verbal ou escrita do item #2) desde que faça isso utilizando seus próprios meios.

4. manter a propriedade material daquilo que você construiu por conta própria, daquilo que ganhou de presente, e daquilo que adquiriu via transação pacífica e voluntária.

5. empreender e ganhar a vida fazendo aquilo que quiser, desde que não agrida a vida e a propriedade de terceiros (que é uma consequência do item #4).

6. criar e educar seus filhos como quiser.

7. viver em paz e com liberdade, desde que não ameace a paz e a liberdade de terceiros.

Coisas a que você não tem direito:

1. internet de banda larga e alta velocidade;

2. cheeseburgers, vinhos ou um iPhone;

3. a casa, o carro, o iate, o jatinho, a renda, o salário, a empresa ou a conta bancária de outra pessoa;

4. viver à custa do trabalho de terceiros com os quais você não fez um acordo voluntário (você não tem o direito de escravizar ninguém ou mesmo de confiscar uma parte dos ganhos de outras pessoas);

5. obrigar um curandeiro, um renomado cirurgião, ou qualquer profissional entre esses dois extremos a tratar de você;

6. escolas, faculdades, métodos contraceptivos, colonoscopias ou estádios financiados via impostos (ou seja, com dinheiro coercitivamente confiscado de terceiros);

7. qualquer bem que não seja seu, por mais que você realmente queira e acredite ter o direito de possuir;

8. estipular como outras pessoas devem educar seus filhos (principalmente obrigá-las a colocá-los em escolas);

9. qualquer bem ou serviço gratuito — a menos, é claro, que o proprietário legítimo delas opte por distribuí-las livremente;

10. qualquer coisa que algum político tenha prometido dizendo que você tem o direito a ela (moradia, transporte, lazer, cultura, felicidade, beleza etc.).

Sim, há algumas zonas cinzentas. Por exemplo, embora eu creia que você tem o direito de criar e educar seus filhos como quiser, maus tratos, abusos e negligência não são defensáveis. No entanto, vamos manter o foco no nos princípios essenciais.

Direitos positivos versus direitos negativos

Veja a lista novamente, com cuidado. Qual é a diferença essencial entre a natureza da primeira lista e a natureza da segunda lista?

Acertou. Na primeira lista, nada é exigido de terceiros, exceto que eles deixem você em paz. Nada é confiscado, nada é expropriado e nenhuma ação positiva é imposta. A liberdade, a propriedade e a vida das outras pessoas seguem intactas. Nenhum passivo foi criado.

Já na segunda lista, no entanto, para que você tenha o direito a algo, outras pessoas têm de ser obrigadas a fornecer esse algo para você. A liberdade, a propriedade e até mesmo a vida de terceiros foram negativamente afetadas. Trata-se de uma diferença monumental.

A primeira lista abrange os "direitos naturais", que também são chamados de "direitos negativos". Eles são naturais porque são inerentes à natureza humana; são direitos que todos nós como seres humanos usufruímos pela simples virtude de sermos humanos. Eles derivam de nossa essencial natureza de sermos indivíduos singulares e sensatos. E são negativos porque não impõem obrigações a terceiros, exceto um compromisso de não agredir. De novo: a única imposição que tais direitos impingem a terceiros é a de não efetuar uma determinada ação.

Já os itens na segunda lista são chamados de "direitos positivos" porque outras pessoas devem fornecê-los a você ou serem coagidas a fazê-lo caso se neguem. Ou seja, tais direitos necessariamente impõem a terceiros a obrigação de efetuar ações positivas.

Ao passo que o direito negativo simplesmente impõe a terceiros o dever de não iniciar coerção contra inocentes — seja na forma de violência bruta, seja na forma furtiva obrigá-lo a pagar por bens e serviços que serão ofertados a terceiros —, o direito positivo tem como consequência exatamente a agressão contra terceiros inocentes.

Adicionalmente, os direitos naturais ou negativos são irrefutáveis: eles não podem ser negados, pois, se isso ocorrer, a pessoa que os nega estará caindo em contradição, pois estará negando sua própria condição de ser humano. 

Conclusão

Embora eu acredite que nem você nem eu temos o direito a nenhuma daquelas coisas disparatadas na segunda lista, devo acrescentar que nós certamente temos o direito de criá-las, de buscá-las, de recebê-las como presente de benfeitores voluntários, ou de obtê-las via transações comerciais. Apenas não temos o direito de obrigar terceiros a nos fornecê-las.

Se qualquer um de nós tivesse esse direito de tomar essas coisas de terceiros, então por que outras pessoas também não teriam o mesmo direito de tomá-las de nós?

A existência de "direitos negativos" significa simplesmente que ninguém pode escravizar, coagir ou despojar terceiros de sua propriedade. Acima de tudo, significa que cada um de nós pode oferecer resistência a tais condutas quando outros incorrerem nelas.

No mais, querer ter acesso a bens e serviços sem ter desempenhado nada a ninguém significa simplesmente querer escravizar terceiros. Se não fosse por este corrompido encanto de que é possível ter algo em troca de nada, as pessoas há muito já teriam rejeitado a ideia de que desejos implicam direitos.

Porém, se a atual tendência desta noção de que desejos são direitos não for revertida, nossa cobiça pela propriedade alheia seguirá nos corrompendo de maneira cada vez mais profunda. As consequências podem ser nefastas. Na mais benevolente das hipóteses, estaremos criando uma sociedade mimada que muito exige e pouco produz.

58 votos

autor

Lawrence W. Reed

  • 4lex5andro  18/02/2019 23:44
    Basilar. Esse é um artigo obrigatório pra qualquer início de compreensão sobre liberalismo econômico.
  • Hugo de Paiva  19/02/2019 14:50
    O Mises está de parabéns pelo nível de maturidade de seus artigos e por estimular o pensamento crítico, sem amarras.
    Se me permitem fazer um acréscimo a este texto, diria que a lista de direitos não permite que eles sejam usufruídos de forma abusiva. Explico com exemplos:
    - O direito de expressão não permite que você ofenda ou oprima de fato outras pessoas (ressalvando que a divergência de opinião não pode ser considerado como fator de opressão);
    - O direito de criar seus filhos, não permite violência física ou psicológica contra a criança;
    - O direito à propriedade não permite que você contamine o rio que passa em sua fazenda.
    E isso tudo tem uma justificativa simples:
    O abuso no exercício do seu direito, interferiria nos direitos das outras pessoas.
    Chegando-se à mesma sensata conclusão trazida pelo autor do texto.
    Meus cumprimentos
  • William  19/02/2019 14:59
    "O direito de expressão não permite que você ofenda ou oprima de fato outras pessoas (ressalvando que a divergência de opinião não pode ser considerado como fator de opressão)"

    Errado. Palavras, e meras palavras, não podem ser criminalizadas. Palavra não é agressão física. Palavra não subtrai nada seu, não confisca nada seu, não coage em nada as suas ações.

    Não há crime nenhum em ofender verbalmente. O que você não pode fazer é ofender fisicamente, pois aí você já está atentando contra a propriedade (corpo) da vítima.

    Se palavras começarem a ser proibidas por serem "ofensivas", então acabou a civilização. A civilização evoluiu debatendo idéias. Se idéias expressas (palavras) começarem a ser criminalizadas, fim da história.

    Eis um artigo sobre isso:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2866

    "O direito de criar seus filhos, não permite violência física ou psicológica contra a criança"

    Abordado no artigo.

    "O direito à propriedade não permite que você contamine o rio que passa em sua fazenda."

    Óbvio que não, pois é fisicamente impossível um rio ser propriedade de apenas uma pessoa. Trechos de um rio podem ser propriedade de uma pessoa, e aí ela poderá poluí-lo desde que se certifique de que esta poluição ficará restrita ao seu trecho e que em nada afetará todo o resto do rio (uma impossibilidade prática).
  • Alex Mattar  20/02/2019 16:05
    William, uma pergunta sobre isso: e a calunia/difamacao?

    Ja vi varios casos das pessoas perderem tudo por terem sido caluniadas/difamadas por apenas palavras e terem suas vidas se tornado um inferno. Inclusive existe um artigo aqui no Mises falando justamente de um movimento onde muitos boatos estao destruindo carreiras de muitas pessoas.

    Concordo com voce que se vc proibir as palavras estamos entrando em um caminho sem volta para a censura, mas como fica a pessoa que foi caluniada e perdeu todos seus bens/emprego/familia devido a isso?
  • Simancol na cara  21/02/2019 15:53
    Adjetivar alguém não é crime! Acusar alguém de ações da qual não há provas é fraude e por tanto crime.
  • Ricardo  19/02/2019 02:14
  • Rafael  19/02/2019 02:22
    "Não quero pagar o ônibus: quero pagar um político para pagar o ônibus pra mim com meu próprio dinheiro".

    Muito bom!
  • Inácio  19/02/2019 02:16
    Apoio o Movimento Passe Livre e sou a favor da criação do MCL: Movimento Comida Livre. Quero supermercados sem caixas, por uma vida sem caixas. Estatizem o setor alimentício já !
  • danir  20/02/2019 00:15
    Ou você é um gozador ou um idiota. Ou então um idiota querendo parecer um gozador.
  • Henry  20/02/2019 12:24
    Acredito ter se tratado de uma ironia.
  • Pobre Paulista  20/02/2019 17:10
    Povo anda meio pavio curto kkkk
  • Daniel  21/02/2019 16:52
    tenho quase certeza que se trata de ironia, gente que apoia passe livre não lê artigos hahahaha
  • Aluno   19/02/2019 02:21
    Existe um aspecto psicológico, ou cultural, e claro "ideológico", de quem deseja tal estado de 0800. Esses que têm essa mentalidade acham que vão levar vantagem, ou seja, acham que vão mesmo ganhar as coisas de graça e que não vão pagar nada; vão apenas usufruir do beneficio. Eles não estão preocupados com quem vai pagar essa conta, pois eles tem a ilusão de que serão beneficiados e de que não serão atingidos pelos custos do 0800 que eles querem.

    Mas o fato é que a realidade é dura e a desilusão desses sonháticos do 0800 é também líquida e certa, pois um dia eles depararão com suas próprias ilusões não satisfeitas e descobrirão que também foram enganados por sua própria inocência e falta de noção do mais básico fenômeno econômico de que não existe almoço de graça. E o custo será a própria liberdade. Vide Venezuela.
  • Wagner  19/02/2019 02:24
    Tarifa zero e imposto máximo! Esse gente que diz querer liberdade mas o que querem é mais taxas. Acham que os "ricos" irão pagar. Só que para o estado os ricos são eles.

    Falar em direito é sempre muito bonito, mas nunca falam a contrapartida, que é quem será coagido a pagar. Como fica o direito deste?
  • Coletivista  19/02/2019 02:28
    "Querer ter acesso a bens e serviços sem ter desempenhado nada a ninguém significa simplesmente querer escravizar terceiros."

    Como assim sem ter desempenhado nada ?

    As pessoas pagam IMPOSTOS

    Já ouviu falar em Consórcio ? Vaquinha ? Pois é...

    Reza a lenda que se tiver mais gente envolvida, o fornecedor ainda dá um desconto maior.
  • Guilherme  19/02/2019 02:52
    Sua ironia foi boa. De fato, essa mentalidade é a melhor de todas. "Ei, já que eu pago impostos, então tenho o direito de receber absolutamente tudo o que eu quiser de graça!" E aí simplesmente não há fim para as demandas, que são infinitas por definição.

    E o interessante é que ninguém leva essa lógica à sua conclusão suprema e inevitável: se eu tenho direito a tudo pelo simples fato de pagar imposto, então a escassez foi abolida. E o governo de fato é capaz de fazer cair maná dos céus.

    O governo é capaz de transformar a escassez em abundância ao simplesmente coletar impostos ou imprimir dinheiro. Vide a Venezuela.

    P.S.1: normalmente, as pessoas que mais exigem direitos são as que menos pagam impostos. Funça, por exemplo, paga zero de impostos (entenda por que aqui) e é o que mais exige mordomias.

    P.S.2: mesmo pagando imposto, é impossível exigir algo do estado sem que isso afete terceiros inocentes. Entenda por que aqui.
  • Pedro  19/02/2019 03:02
    Essa lógica do "eu pago imposto, tenho direito" é surreal. Então o fato de você ser pilhado deve te dar o direito de pilhar os outros para que você seja subsidiado?.

    Infelizmente, esses anos e anos de doutrinação esquerdista nas escolas criou um bando de pessoas mimadas que acreditam terem o direito de serem sustentadas pelos outros. E isso independe de classe social. Vale para pobres, classe média, empresários, atores e artistas, cientistas, intelectuais e etc...

    Todos acreditam que têm o direito de serem sustentados pelos outros. E o resultado qual foi? Uma legião de bebês chorões cuja única coisa que sabem fazer é "berrar" para conseguir um pouco da "mamadeira".

    E infelizmente pelo andar da carruagem será muito difícil reverter esse ideal socialista, até porque o próprio Judiciário já incorporou tal aspecto e ele também será um grande entrave para essa mudança.
  • anônimo  19/02/2019 03:13
    "até porque o próprio Judiciário já incorporou tal aspecto e ele também será um grande entrave para essa mudança."

    O judiciário e seus membros são o principais propagadores e usufrutuários desta ideia.
  • Intruso  21/02/2019 11:26
    Na verdade a grande maioria dos servidores públicos são uns coitados, como os de prefeitura de São Paulo ou do governo do Estado de SP, há vários anos sem reajuste algum, e quando tem são os míseros 0,01%. Os que conseguem reajustes são aqueles que possuem alguma força e que fazem parar ou inviabilizar algum setor produtivo, como os fiscais agropecuários, auditores fiscais, etc. (esses sim, possuem bons salários e benefícios) mas fazem parte da elite do funcionalismo, uns 5% do total, incluindo nessa os juizes, promotores, advogados, parlamentares. Então reavaliam essa suposta força desta classe, que é muito heterogênea.
  • Reginaldo  21/02/2019 13:00
    Tá insatisfeito? Acha que ganha pouco? Pede demissão e vá fazer algo em que você seja realmente valorizado. Vá fazer algo que realmente crie valor para terceiros (isso é garantia de boa remuneração). Vá empreender.

    Mas, é óbvio que você não fará isso, pois sabe que recebe bem. Acima de tudo, você não trocaria sua estabilidade e seu bom salário por nada.

    Pare de gemer. Aliás, para de viver à custa da fome do povo.
  • Andre  19/02/2019 04:07
    Partindo do princípio de que a afirmação "Pago impostos, quero meus direitos" seja correta, pelo menos matemática financeira básica você deve conhecer:

    Dado que a renda per capita BR está em US$8.600,00 por ano, carga tributária no BR de 33%, considerando 100% de eficiência na conversão de impostos em serviços públicos e câmbio de R$3,80:

    (8600x0,33x1x3,8)= R$10.784

    Na mais impossível das utopias é este o valor máximo que você pode receber hoje do estado brasileiro, 10 mil reais para dar conta de educação, saúde, reparo de vias públicas, segurança, programas sociais, forças armadas, investimentos em infraestrutura, aposentadoria entre outros.

    Se você acha que 10 mil reais chegam para tudo isso, não entende o mínimo de dinheiro e merece ter roubado cada tostão via impostos e recebendo os mesmíssimos serviços públicos estatais que está recebendo.
  • Eduardo  19/02/2019 02:30
    Foi o Thomas Sowell quem melhor resumiu:

    "O argumento utilizado pelos defensores da saúde pública é o de que os custos da saúde são altos demais. Sendo assim, a população não tem condições de arcar com médicos, hospitais e remédios. Consequentemente, os serviços de saúde têm de ser fornecidos pelo estado.

    Mas se a população não pode bancar médicos, hospitais e remédios, então como é que ela poderá bancar médicos, hospitais, remédios e mais toda uma burocracia federal para administrar todo este sistema de saúde estatal?"

    E completou:

    "Quando você quer um "serviço grátis", o que você realmente está querendo é dar o seu dinheiro para um burocrata do estado, que então irá repassá-lo terceiros escolhidos por políticos, os quais irão prover o serviço de acordo com critérios especificados por burocratas e políticos, e não por você, consumidor."
  • Tarantino  20/02/2019 02:39
    Mas, por exemplo, no caso da saúde pública, não funciona como um seguro de automóvel, no qual todos os pagantes bancam aqueles que realmente destroem seus carros? O valor do prêmio do seguro custa apenas uma fração do preço do carro. Mesmo porque não acho possível a população inteira ficar doente simultaneamente. Se todos os segurados batessem seus carros ao mesmo tempo a seguradora iria à falência, assim como a operadora de planos de saúde quebraria se todos utilizassem seus serviços ao mesmo tempo.
    Mas concordo que um seguro privado pelo menos é adquirido de livre e espontânea vontade pelas pessoas, ao contrário dos serviços públicos.
  • Mauro  20/02/2019 04:34
    Ainda bem que, no finalzinho, você notou sua própria contradição.

    1) Seguros são arranjos voluntários. Só entra quem quer. Só participa quem quer. E, dado que ninguém é obrigado a ter um seguro de carro, ninguém é obrigado a bancar os sinistros de outros segurados.

    Eu não tenho seguro de carro. Para mim, não compensa. Logo, se você arregaçar o seu carro, eu não terei de pagar nada para você. Exatamente como tem de ser. Já as outras pessoas que porventura tenham o mesmo seguro que o seu irão bancar o seu sinistro. Mas elas já sabiam antecipadamente que seria assim, voluntariamente optaram por fazer parte desse arranjo e, consequentemente, decidiram comprar apólices. Nada de errado, nada de imoral.

    2) Por que seguros valem para carros, imóveis, perdas financeiras, perdas de partes de corpo e até mesmo para casos de morte (seguros de vida), mas não poderiam valer para a saúde? Seguradoras de saúde sempre funcionaram no mundo, até que o governo resolveu intervir e cagou todo o setor.

    3) Saúde estatal não tem como funcionar. Ela atenta contra o básico da ciência econômica. É absolutamente impossível um sistema estatal de saúde funcionar bem no longo prazo.
  • Tarantino  21/02/2019 01:53
    Mas seguro de carro é bom...já imaginou se eu bater em uma Ferrari?
  • Edujatahy  20/02/2019 12:15
    Existe um aspecto essencial também nesta discussão que muitas vezes não é ponderado, que é o direito de discriminar.
    Em um livre mercado com direito de discriminação (que deveria ser pleno) seguradoras iriam precificar o custo das apólices de acordo com o risco do cliente. Ou seja, um ser humano que não trata da sua própria saúde, que tenha um estilo de vida que coloca sua saúde em constante risco teria um custo muito maior do que um ser humano mais "pacato", preocupado com sua própria saúde e por aí vai.
    Ou seja, existe um incentivo natural para as pessoas começarem a se tratar e ter estilos de vidas mais "conservadores" até para economizar no valor a ser pago a um seguro de saúde.
    Já no arranjo estatal você cria os piores incentivos possíveis. Visto que a discriminação é inexistente, na prática o responsável paga pelo irresponsável.
  • Tarantino  22/02/2019 01:34
    Há alguns anos atrás, no falecido Orkut, eu disse que gordos deveriam pagar impostos mais altos. Estou me refazendo das pedradas até hoje.
  • Diego  22/02/2019 01:56
    E merecido. Determinar quanto cada um deve pagar de imposto com base em sua massa corporal é uma das coisas mais totalitárias que já ouvi. Se ao menos você tivesse dito que gordos deveriam pagar mais por planos de saúde, aí pelo menos faria algum sentido, dado que se trata de um arranjo voluntário.
  • João  20/02/2019 11:42
    Acho que é a mesma frase, mas inglês ela é mais pomposa:

    "It is amazing that people who think we cannot afford to pay for doctors, hospitals, and medication somehow think that we can afford to pay for doctors, hospitals, medication and a government bureaucracy to administer it."
    Thomas Sowell
  • Francisco  19/02/2019 02:50
    O problema é que ninguém mais tem autossuficiência e autoconfiança. Todo mundo quer apenas o caminho mais fácil e que garante a vida boa o mais rapidamente possível, não importa quão imoral e antiético seja isso. A clássica confusão entre 'desejos', 'necessidades', 'direitos' e 'deveres' segue ferrando com a cabeça de muitas pessoas.

    Além do aumento da quantidade de megafones e da penetração das redes sociais (que servem para exigir direitos recém-criados), a sociedade é hoje formada por uma geração que nunca realmente passou por uma crise econômica grave (essa última é peanuts perto do que o país vivenciou na década de 1980). Vários obstáculos reais já foram removidos pelo capitalismo e pelo trabalho das gerações anteriores, de modo que a geração atual quer gratificação instantânea para tudo, e sem ter de passar pelo fardo do trabalho pesado de seus antecessores.

    Até que as pessoas mais velhas aprendam a dizer não (inclusive para essa casta de funcionários públicos sultões que se acham no direito de viver nababescamente à custa dos desdentados) não haverá progresso. A autossuficiência e a autoconfiança já viraram coisas obsoletas.
  • Fernando U.  19/02/2019 03:12
    Se existe uma lição de economia que todo indivíduo precisa saber é esta:

    Tudo o que o estado tem, saiu do seu bolso. Tudo o que estado gasta, é você quem paga.

    Se você quiser comprar algo, qual seria o melhor arranjo: você usar o seu dinheiro e comprar para si mesmo, ou dar o seu dinheiro para um burocrata do estado comprar para você?

    Não faz sentido dizer que aquilo que é caro para ser comprado diretamente ficará mais barato se você repassar seu dinheiro para burocratas e políticos, os quais irão intermediar o serviço para você.

    E, na prática, o arranjo é ainda pior, pois você paga ao estado na forma de impostos, os quais, no fim, formam uma espécie de saco sem fundo do qual o governo se utiliza para sacar todo o dinheiro coletado e "alocá-lo" de acordo com as demandas populares. Isso significa que você não paga exatamente pelo que quer e, por consequência, o governo não gasta exatamente naquilo que você está demandando.

    Resultado? Serviços péssimos e que custam muito caro (embora você ache que sai de graça).
  • Simancol na cara  19/02/2019 21:19
    A verdadeira lição que todo mundo que não é sociopata deveria entender:

    Não há ninguém capaz de "consertar" este mundo!

    Defender totalitarismo (socialismo) com discursos bonitos não fará a ditadura ser melhor.

    Esquerdista/Socialista/Comunista (tudo farinha do mesmo saco que se ajuda), são todos totalitários que apenas querem convencer a sociedade de que o totalitarismo deles seria por algum motivo melhor que os outros já praticados na história.

    Toda política de esquerda se resume em basicamente impor aumento de custos para produtores, gerando barreiras para consumidores e produtores novos que terão mais dificuldade ou impossibilidade de entrar no mercado, o resultado será sempre pobreza e baixa produtividade, regressão e atraso.

    ESQUERDA = aumentar artificialmente custos gerando regressão e barreiras para os que tem menos capital; dizer que a esquerda defende pobres ou deseja que os mais pobres deixem de ser pobres é ingenuidade ou desonestidade.

    Já estamos no século 21, está na hora de parar de acreditar em políticos e sindicatos partidários. Está na hora de deixar de ser trouxa e parar de achar que qualquer um que diz "vou lutar pelos menos favorecidos" é necessariamente alguém que deve ser levado a sério. Isso exige um mínimo de pensamento crítico objetivo e não coitadismo vitimismo, que é exatamente o que o fará cair na exata armadilha que estes dissimulados desejam.

  • Simancol na cara  19/02/2019 21:24
    E acrescento mais uma coisa: Diferente do que a esquerda tenta fazer parecer com suas falácias, capitalismo não é uma ideologia, é a lei da física! se recursos são escassos e demandam trabalho irão naturalmente possuir custo de produção, e como o tempo é curto e os recursos também, haverá preços sempre!
  • Emerson Luis  19/02/2019 10:42

    A editora Faro Editorial publicou um livro desse autor em português:

    Desculpe-Me Socialista: Desmascarando as 50 mentiras mais contadas pela esquerda

    ...

    PS: Não comprem da Submarino, é um transtorno atrás do outro.

    * * *
  • Che  19/02/2019 14:13
    O liberal de direita não se incomoda com a legião de famintos, doentes que dependem de serviço gratuito para tratamentos médicos de alto custo. Não se importam com os excluidos do mercado, os sem teto, os deficientes pobres e toda sorte de desvalidos. São fascistas.
  • Mário Terán Salazar  19/02/2019 14:50
    O socialista de esquerda (pleonasmo intencional) não se incomoda com a legião de famintos criada pelo estado, com o doentes que foram empurrados para o açougue do SUS (uma inevitabilidade da gestão estatal). Não se importa com os expulsos do mercado pelo estado via legislação trabalhista, com os sem teto por causa das políticas estatais que encarecem moradias, com os deficientes pobres que não conseguem empregos por causa das imposições estatais sobre empregadores, e com toda sorte de desvalidos gerados pelas políticas estatais. São socialistas autoritários.
  • Revoltado  19/03/2019 20:51
    O socialista de esquerda (pleonasmo intencional) não se incomoda com a legião de famintos criada pelo estado, com o doentes que foram empurrados para o açougue do SUS (uma inevitabilidade da gestão estatal). Não se importa com os expulsos do mercado pelo estado via legislação trabalhista, com os sem teto por causa das políticas estatais que encarecem moradias, com os deficientes pobres que não conseguem empregos por causa das imposições estatais sobre empregadores, e com toda sorte de desvalidos gerados pelas políticas estatais. São socialistas autoritários.

    ==== É a velha história. Acham que defeca-se o vil metal ou planta-se árvores de dinheiro, pois pensar em quem arca com todos os custos (já li na Internet e há anos que o Brasil é uma social-democracia mal feita). Se tal criatura intitulada com o apelido Che existe, deveria tomar um choque anafilático trabalhando umas 8 horinhas pelo menos, ganhando um salário mínimo. Garanto que umas cinco/seis continhas na casa dos R$ 100 ou até mais que isto lhe darão uma visão sobre a realidade avassaladora! Quem sabe se torna um anarcocapitalista vendo quão maravilhoso é o Estado obeso.
  • Pobre Paulista  19/02/2019 15:53
    Achei curioso essa questão de "Excluídos do mercado"

    Pense nos Amish por exemplo; são excluídos do mercado e nem assim lhes faltam as coisas mais básicas da vida.
  • Marcelo  19/02/2019 15:44
    Todos sabemos que os únicos direitos que existem no Brasil são os dos monopolistas e dos servidores públicos de "elite". Para o povo estado mínimo, para a elite estado máximo.
  • Contador  19/02/2019 16:19
    Correção na sua frase: o estado é máximo para o povo, pois é ele quem arca com a carga tributária, com o custo da burocracia e com as regulações para sustentar este estado.

    Dizer que o estado é mínimo para um povo que compulsoriamente tem de pagar 40% da sua em impostos é muita insensatez intelectual. Se o estado fosse mínimo para o povo, a carga tributária arcada pelo povo seria próxima de zero.
  • Rodolfo Andrello  19/02/2019 16:00
    De fato, urge contrastar os direitos naturais negativos com a horda de imposições positivistas. Nos livros de direito se aceita sem maiores dificuldades que existem uma série de direitos fundamentais separados entre si por gerações, classificando os direitos negativos como de primeira geração, mas sendo seguidos de perto por direitos de segunda e terceira geração, todos positivistas. Mas piora, já existem autores que discorrem sobre direitos fundamentais de quarta geração, criando um balaio que cabe de tudo, desde democracia até pluralismo.
  • Andries Viljoen  20/02/2019 00:41
    Confira 6 direitos que o cidadão não sabe que tem e 5 que você acha que tem, e na verdade não tem

    Muitos consumidores estão tomando consciência sobre os seus direitos e quando eles são violados. No entanto, ainda existe muito desconhecimento sobre alguns deles, além de confusões, já que em alguns casos o CDC (Código do Direito do Consumidor), que completa 28 anos nesta terça-feira, garante certos direitos só para as compras on-line e não físicas.
    Para sanar essas dúvidas, o Yahoo conversou com o Igor Marchetti, advogado do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), que lista 6 direitos que o consumidor tem, mas nem sempre conhece e os 5 direitos que não tem, mas acredita possuir.

    Direitos que o consumidor tem e não conhece

    1. Suspensão temporária de telefone, TV, água e luz
    Se você ficará muito tempo longe de casa pode pedir a suspensão temporária de alguns serviços. Telefone fixo, celular e TV por assinatura podem ser suspensos uma vez a cada 12 meses, sendo que o prazo pode variar 30 a 120 dias de suspensão.
    Já no caso de água e luz, o Idec entende que o consumidor pode exigir a suspensão temporária do serviço tendo em vista o fato de não haver obrigação de consumir esses produtos. A negativa, segundo Marchetti, pode configurar prática abusiva da concessionária.

    2. Bloqueio de ligações de telemarketing
    Marchetti explica que ninguém deve ser perturbado em sua intimidade e, para evitar esse transtorno , é preciso verificar as leis estaduais para cadastrar seus números de telefone fixo e celular em uma lista para evitar receber ligações de empresa de telemarketing.
    "Após 30 dias do cadastro do número nesse sistema de bloqueio, o consumidor não poderá mais ser alvo dessas ligações sob pena de ser considerada uma violação ao direito da personalidade, passível até de reparação por danos morais", fala.

    3. Cobrança por comanda perdida
    Já foi em algum bar e leu no cartão que teria que pagar um determinado valor caso a comanda fosse extraviada? Pois essa cobrança é indevida.
    "O fornecedor não pode transferir ao consumidor o ônus do negócio e portanto deve ter um controle paralelo para verificar o real consumo. Recomenda-se, entretanto, que ao perceber que a comanda sumiu com base na transparência e boa-fé o consumidor informe o local para que seja colocada nova comanda", recomenda Marchetti.

    4. Desistir de compras on-line
    O consumidor que faz compras à distância, como as pela internet, tem um prazo de até sete dias para desistir do produto. O prazo é contado a partir de sete dias do recebimento do produto, sem quaisquer ônus ao consumidor.

    5. Objetos deixados dentro do carro
    Nos estacionamentos é comum ver uma placa alegando de que eles não tem responsabilidade pelos objetos deixados dentro do veículo. No entanto, Marchetti fala que esse posicionamento não encontra fundamento legal, visto que no Código Civil há menção ao contrato de depósito em que o depositário é responsável por entregar ao depositante o bem nos moldes encontrados.

    6. Tarifas bancárias
    Pouca gente sabe que o consumidor tem direito a abrir uma conta bancária sem custos, na modalidade de serviços essenciais. O advogado do Idec explica que não deve ser cobrado cesta de serviços e tarifas desse tipo de conta, que possibilita ao consumidor tirar quatro saques por mês em guichês de caixas, dois extratos mensais em terminal de autoatendimento, receber cartão na modalidade débito, dez folhas de cheque por mês, duas transferência entre contas do mesmo banco, entre outros.

    Direitos que o consumidor só acha que tem

    1. Troca de produto sem defeito
    A troca de produtos é um assunto que normalmente gera confusão ao consumidor. Pelo Código de Defesa do Consumidor só há obrigação da loja trocar o produto que aparente algum problema ou mediante prévio compromisso em fazê-lo, pois do contrário não há garantia nessa troca.

    2. Pagamento com cartão
    O pagamento com cartão de crédito só é exigível pelo consumidor se o estabelecimento aceitar essa forma, pois constitucionalmente só a aceitação de dinheiro deve ser obrigatória.

    3. Erro no preço do produto
    Se a empresa comete um erro ao fazer um anúncio, o consumidor pode não conseguir o cumprimento da oferta. É que Marchetti explica que caso o produto esteja em parâmetros muito abaixo do mercado pode ser compreendido como erro material e por essa razão ser afastada a obrigatoriedade do cumprimento da obrigação. "No entanto, é importante ressaltar que para não ser exigida ela deve estar visivelmente com preço muito abaixo do mercado, pois do contrário o consumidor poderá com base nos artigos 30 e 35 do CDC obrigar o cumprimento do preço", afirma.

    4. Dinheiro de volta em dobro
    A respeito da devolução em dobro em cobranças incorretas, vale lembrar que tal direito é garantido apenas nos casos em que o consumidor pagou valores cobrados incorretamente. Se ele não pagou a importância cobrada de forma indevida não há que ser exigida a devolução em dobro, mas sim a cessação da cobrança.

    5. Comprar de pessoa, não de empresa
    O Código de Defesa do Consumidor não é aplicável para o caso de relações de compra e venda entre particulares. Uma venda de imóvel em que o vendedor (pessoa física) é proprietário daquele bem e o comprador tem interesse em adquirir dificilmente será configurado como relação de consumo. Entretanto, caso ele seja um vendedor assíduo fazendo essa atividade constantemente, poderá ser considerado fornecedor.
  • Jenifer Viana  20/02/2019 13:53
    Sobre os direitos do consumidor, ou: a volta dos que não foram
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1281
  • Anarcoprimitivismo  20/02/2019 12:45
    Direitos não existem
  • Pobre Paulista  20/02/2019 16:48
    Like
  • Jean Carlo Vieira  20/02/2019 13:37
    Derivar um dever de um ser cai na guilhotina de Hume. Logo, desejos não são direitos.
  • Caio  20/02/2019 13:48
    Off:

    É correto afirmar que "não existe" impostos sobre grupos específicos, pois, em última instância, eles recaem sobre toda a sociedade?
  • Caio  20/02/2019 14:24
    * não existem.
  • Barroso  20/02/2019 14:56
    O problema é que a maioria da propriedade material daquilo que a maioria dos nossos antepassados construiu, ganhou de presente e ou adquiriu via transação tem origem legal no mínimo duvidosa (Saques nórdicos, saques romanos, saques durante o período de guerras, saques dos colonizadores, benesses do Estado, benesses dos reis, benesses da nobreza, benesses legais(PRIVILÉGIOS CONFERIDOS A POUCAS PESSOAS) e etc.). Como tais eventos são de difícil apuração (Muitos ocorreram há muitos anos atrás.), penso que é justo retirar de quem possui hoje condição econômica favorável valor suficiente para garantir no mínimo educação e saúde de qualidade para todos assim como alimentação que garanta a todos a manutenção da saúde e da educação.
  • Luiz Roberto  20/02/2019 15:32
    "Como tais eventos são de difícil apuração (Muitos ocorreram há muitos anos atrás.), penso que é justo retirar de quem possui hoje condição econômica favorável valor suficiente para garantir no mínimo educação e saúde de qualidade para todos assim como alimentação que garanta a todos a manutenção da saúde e da educação."

    Genial.

    Segundo você, políticos devem espoliar a propriedade de A e repassar para B por causa de algo que C fez com D há 10 séculos.

    Com tamanha genialidade, você deveria estar fazendo Ph.D.

    P.S.: como eu faço para garantir que eu seja B e não A? Quero ser B.
  • Constação  20/02/2019 17:53
    É a nova moda, querer que os vivos paguem pelos mortos que nunca viram e nem conheceram. Boa, né?
  • Pobre Paulista  20/02/2019 16:47
    Percebi um misto de sutileza e sarcasmo no seu nick
  • Edujatahy  21/02/2019 13:10
    Caro Barroso.
    Como você mesmo reconhece que tais eventos são de difícil (na realidade, impossível!) apuração qualquer tentativa de "dívida histórica" será injusta.
    Uma vez que não temos como realizar justiça para todo o passado da humanidade (visto que teríamos que sair julgando o passado desde que saímos da África, na prática) temos que trabalhar com os fatos que temos agora e respeitar as propriedades que estão evidentes agora.

    Felizmente, em um sistema de livre mercado, como Mises muito bem apontou, o consumidor — ou seja, toda a população — determina, através do ato de comprar e o de não comprar, o que deve ser produzido, em qual quantidade e com que qualidade. Os empresários são forçados, por meio do instrumental de lucros e prejuízos, a obedecer às ordens dos consumidores. Somente irão prosperar aquelas empresas que fornecerem, da melhor e mais barata maneira, as mercadorias e serviços que os compradores estão mais ansiosos para obter. Aqueles que fracassarem em satisfazer o público sofrerão prejuízos e finalmente serão forçados a abandonar os negócios.

    Em suma, mesmo que hoje um suposto "ilegítimo" proprietário (por favor, perceba as aspas) tenha em seu poder propriedade e portanto dela extrai riqueza, ele só consegue mantê-la atendendo os consumidores. Em suma, ele só conseguira manter (e aumentar) sua propriedade se ele utilizá-la para satisfação da população.

    Os proprietários incompetentes, aqueles que não se preocupam em atender os consumidores, que preocupam-se apenas em usufruir da propriedade herdada irão com o passar das gerações perdendo sua propriedade para aqueles mais competentes.

    A melhor coisa que se pode fazer é ter um livre mercado reconhecendo imediatamente todos os direitos de propriedade que temos no momento, é questão de tempo até tudo se ajustar e se tornar "justo".
  • Tarantino  22/02/2019 01:45
    Os médicos nazistas faziam experiências com judeus, e tais experimentos provocavam sofrimentos indizíveis aos mesmos. Entretanto, boa parte do que conhecemos e utilizamos na medicina atualmente provém de tais experimentos. Pergunto: seria ético hoje em dia beneficiar-se de tratamentos oriundos de tais experimentos passados?
  • Simancol na cara  23/02/2019 23:14
    A primeira entidade a se despor de seus bens ilegais deveria ser o próprio estado, já que por sua lógica é fatídico que o estado surgiu e dominou o território por violação sistemática da propriedade de outros povos, por tanto ilegítimo! ou seja, além de não ter legitimidade ética para se estabelescer como instituição, não possui legitimidade moral para se arvorar como o "justiçeiro do repasse de recursos." e se mantém até os dias de hoje assim, e diferente de Vikings aleatórios, isto é rastreável e ativamente constatável hoje!
  • Barroso  20/02/2019 15:53
    Para ser B, atualmente você deveria ser pouco escolarizado ou semianalfabeto, deveria ser considerado indigente sob o ponto de vista do sistema de saúde e deveria estar com alguma deficiência alimentar ou até mesmo passando fome.
  • Luiz Roberto  20/02/2019 17:53
    Eu sou tudo isso. Eu me autodeclaro desnutrido, seminanalfabeto e indigente em termos de saúde. E se eu digo que sou assim, ninguém pode dizer o contrário, pois ninguém me conhece melhor do que eu próprio.

    Pronto, quero meus direito. Pra começar, quero 30% do seu salário (eu me satisfaço com pouco). Como posso entrar em contato para acertarmos isso?

    P.S.: se você recusar, você é um baita incoerente.
  • aprendiz  21/02/2019 11:41
    Touché!!
  • Rodolfo Andrello  21/02/2019 14:09
    Mesmo que a ideia de redistribuição de renda baseado na miserabilidade do indivíduo fosse eticamente justificável, (e não é), a forma de resolver quem é o miserável que precisa ser indenizado é o verdadeiro samba do crioulo doido. Seria um requisito ser afro descendente? Segundo o que se apregoa por aí, o brasileiro é um povo formado por um mix de etnias... os justiceiros sociais estão dispostos a questionar tamanho dogma? Se o DNA do sujeito apresentar realmente um mix de herança portuguesa, africana e indígena, ele seria devedor pela parte portuguesa e credor pelo resto de sua ascendência? Nunca vi um justiceiro social enfrentar e resolver essas questões.
  • Sociólogo dos Direitos Humanos   20/02/2019 17:01
    Tá, mas temos direitos de saber: quem matou Marielle? Como fica nosso combatente Jean Willys exilado? Exijo sim respostas!!! E como está sendo tratado Adélio Bispo, cade os direitos dele já que se esqueceram que ele é vitima da sociedade?
  • Constação  20/02/2019 18:15
    O Jean Willis que morava sozinho e resolveu abandonar a cama para ir dormir no sofá porque se revoltou com a situação na casa?...
  • Sociologo dos Direitos Humanos  20/02/2019 20:10
    Sim, um guerreiro das minorias execrado pela sociedade! Está sendo bem atendido na Alemanha, país socialista com S de simpatizante das minorias!!!
  • João  21/02/2019 13:18
    Jean Wills se exilou depois de ver um vídeo do Paulo Kogos dizendo que os comunistas deveriam tomar cuidado com ele rs
  • Tarantino  22/02/2019 01:49
    Jean Wyllys foi para a Alemanha para abrir o próprio negócio e conhecer a língua alemã...
  • Geraldo  20/02/2019 20:14
    [OFF]
    g1.globo.com/sp/sorocaba-jundiai/noticia/2019/02/20/apos-canil-ser-fechado-por-maus-tratos-maior-rede-pet-shop-do-pais-deixa-de-vender-filhotes.ghtml

    Tá certo que haviam cães em condições precárias em um canil fornecedor da Petz, mas era só um dos vários fornecedores que eles tinham. Por causa desse um, eles vão parar de vender filhotes de animais. Tudo indica que isso é devido àqueles que vivem falando "não compre, adote" e que certamente se aproveitaram desse incidente para sair gritando contra o "cruel comércio de animais".

    Qual a opinião de vocês? O comércio de animais "de estimação" é considerado ético? Não teria sido melhor para a Petz simplesmente cortar relações com esse canil e continuar vendendo filhotes, desta vez com melhor controle sobre sua procedência?
  • Éffe  21/02/2019 12:57
  • ed  21/02/2019 00:45
    Vai ter artigo do Leandro Roque sobre a proposta do governo sobre a reforma da previdência?
  • Leandro  21/02/2019 01:03
    Eu não mudaria absolutamente nada do que eu disse neste artigo. Continuo na crença de que a reforma ali proposta é a mais ética e completa possível.

    Entretanto, devo também acrescentar que absolutamente nenhuma reforma previdenciária, por melhor e mais tecnicamente perfeita que seja, vai funcionar a contento. E expliquei por que no meu debate com o Adolfo Sachsida, no vídeo abaixo, mais especificamente a partir do minuto 28:00.


  • Humberto  21/02/2019 02:24
    Pô que debate do car#$%lho! Roque e Sachsida, alto nível (o Sachsida esquerdando aos 56:45 e sendo gentilmente repreendido foi gozado).

    Esse vídeo devia ser mais espalhado por aí...
  • Barroso  21/02/2019 13:33
    A corrupção pode ser visível ou invisível. A visível é aquela em que uma pequena parcela da população, por motivos inconfessáveis, tem interesse em que toda a população tenha conhecimento. A invisível é aquela em que uma pequena parcela da população, por motivos próprios, procura esconder ou justificar, sob o ponto de vista legal, da maioria da população.

    Por ser infinitamente menor sob o ponto de vista econômico financeiro e ter como objetivo fazer com que a maioria das pessoas permaneça alienada em relação à segunda, a primeira eu denomino "CORRUPÇÃO DOS TOLOS". À segunda, por se utilizar de praticas condenáveis sob o ponto vista ético-moral, embora às vezes vestindo a roupagem legal eu denomino "CORRUPÇÃO LEGAL". Todas as duas são condenáveis, mas a segunda é infinitamente mais prejudicial à sociedade por envolver valores muito expressivos. Em tempos de inteligência artificial, todas as duas poderiam ser evitadas mediante aperfeiçoamento dos sistemas de controle, eliminação de expressões legais ambíguas, subordinação de qualquer ato normativo ao princípio da ética e etc. Ocorre que, para que possamos modificar tal situação é necessário que a quase totalidade da população acorde para o problema. Não adianta alguns tentarem individualmente modificar tal situação, pois se o fizerem estariam se expondo às modernas formas de saques.
  • Jovem revolucionário  21/02/2019 15:54
    Quero ver explicar isso aqui:

    Neoliberalismo cria pessoas desesperadas, que se tornam trabalhadores dispostos a receber qualquer coisa, preocupados apenas com o momento presente, e assim deixam de ser cidadãos em busca de seus direitos.
  • Adulto racional  21/02/2019 16:02
    A frase está corretíssima, mas você errou (errinho bobo, distração) apenas o sujeito da frase. O correto é "socialismo", e não "neoliberalismo". Tirando essa desatenção ínfima, o resto da frase está impecável.
  • Marcos   23/02/2019 20:14
    Senhores, eu sei que não tem nada a ver com o conteúdo desse artigo, mas aproveitando a repercussão recente, gostaria de solicitar opiniões, ou talvez o direcionamento para um artigo que trate dessa questão, sobre a cultura de "vestir a camisa da empresa" que existe em nosso país, onde apenas desempenhar bem o meu trabalho e entregar bons resultados não é suficiente. Talvez eu esteja generalizando, mas para ilustrar, se eu digo na empresa que temos uma relação estritamente de trabalho, onde ela me paga para que eu entregue resultados e fim de papo, eu estou sendo grosso e mal-agradecido.
  • Marcos   24/02/2019 01:51
    Obrigado Humberto.
  • Rivelino Evangelista Dias  21/03/2019 19:22
    Texto bom, não é? até parece q todos as sociedades nasceram cedendo todos os direitos da vida material, aos indivíduos sem antes expropriá-las de um terceiro, ou, q a liberdade é tanta sem nenhum monopólio exclusivo! Sem privilégios nas sociedades liberais, e aqui a nossa, ou, se a história acontecesse, por igual em todas as sociedades. 0 quinto e o sexto item, me pressupõe uma sociedade sem impostos, onde todos os bens de produção estão na mão de livre iniciativadores, q adquirem tais bens sem nenhum privilégio, jogos escusos, fraudes, coisa adversa das propriedades e bens de produção da sociedade brasileira, pois se assim, diríamos que: grilhagens, espólios de camponeses - na historia do Brasil - são falácias, mesmo q as evidências comprovem ao contrário. A falácia da riqueza pelo trabalho em sociedades agrárias, privilegiadoras, ex-escravocratas, de privilégios políticos, ou mesmo sonhá-lá em tais, sem antes ressarcir as camadas, que historicamente viveram e tiveram seus descentes espoliadas de todos os direitos da primeira lista é olhar subjetivamente para sua vida contemporânea sem se dá conta das amarras de desigualdades construídas em toda a História de sua sociedade, quem o diga no Brasil os negros, q foram lhes arrancado toda a dignidade alancada na primeira lista, junto com os índios, em favor de uma sociedade imperialista, que obteve toda sua riqueza e a de seus descendentes através desse espólio de direitos. A sociedade Brasileira é deficitária para pensar em qualquer sociedade de livre iniciativa, de liberdade de troca, com livre mercado, sem antes pagar através da garantias do quinto do sexto e do décimo item a todas as supostas minorias desse País.
  • patricia prearo  27/03/2019 11:21
    pq pagar impostos se não tenho direito a saúde educação e segurança de "graça"
  • Adilson da Silva  27/03/2019 13:49
    "...(saúde gratuita) está sendo negado a esta outra pessoa, pois ela, ao ficar com o fardo de pagar pela minha saúde, perdeu seu "direito" à saúde gratuita."
    Nesse caso os dois pagam, compulsoriamente, é verdade, mas pagam pelo "direito" à saúde. O fardo de pagar é dos dois.
  • euflosino domingues neto  16/05/2019 09:41
    artigo interessante:- cada um pode gastar o que produzir sem dar prejuizo a terceiros


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