clube   |   doar   |   idiomas
Entendendo o básico sobre o homeschooling - e respondendo às três críticas mais comuns
Seus defensores querem apenas uma liberdade humana essencial

"Criamos um arranjo educacional no qual as crianças devem suprimir seus instintos naturais — os quais as estimulam a estar no controle do próprio aprendizado — para, em vez disso, simplesmente seguirem automaticamente métodos e caminhos criados para elas por adultos, e os quais não levam a lugar nenhum."- Peter Gray, autor de Livre para Aprender.

 

Para a grande maioria da população, o homeschooling (ensino domiciliar) é algo tão estranho e radical que nem sequer é cogitado como uma possibilidade, quiçá como algo que possa ser viável e benéfico.

Apesar de ter relevância estatística ainda muito pequena em termos da porcentagem da população que o pratica ou o defende, o homeschooling tem crescido em visibilidade no Brasil. Do ponto de vista mais prático, esse crescimento, mesmo que perceptível, ainda esbarra em diversos obstáculos como, por exemplo, a escassez de recursos pedagógicos e a falta de uma cultura e de uma mentalidade favoráveis ao homeschooling. Acima de tudo, esbarra nas questões legais e até mesmo em sua interpretação equivocada.

Seria uma tarefa hercúlea tentar escrever algo abrangente e detalhado sobre homeschooling em formato de artigo. Assim sendo, o objetivo aqui é tentar esclarecer os pontos que são mais frequentemente distorcidos ou que geram confusão.

Fundamentos da educação convencional

O atual paradigma educacional é fundamentado em algumas premissas gerais, resumidas a seguir:

a) existe uma idade ótima a partir da qual o aluno deve ser ensinado;

b) tal ensino deve ser ministrado por profissionais qualificados e munidos de ferramentas e teorias pedagógicas;

c) esse arcabouço pedagógico é inacessível ao "cidadão comum";

d) alunos da mesma idade têm (aproximadamente) a mesma capacidade e bagagem intelectual e, portanto, este passa a ser um parâmetro natural de segregação;

e) essa forma de divisão é a ideal e a única que permite a "socialização" dos alunos.

É importante explicitar essas características do sistema educacional vigente porque muitos dos equívocos que rondam o homeschooling têm a ver com uma visão romantizada do funcionamento desse sistema, de modo que qualquer tentativa de se distanciar desse padrão é vista como uma atitude retrógrada e incapaz de atender às necessidades educacionais básicas das pessoas em formação.

Com isso em mente, abaixo são listados os três pontos de maior contenda quando se trata do homeschooling.

O homeschooling não é um experimento educacional alternativo à educação praticada nas escolas

Apesar de diversos relatos de educação coletivizada compulsória ao longo da história, a origem do sistema educacional atual em quase todos os países do mundo pode ser rastreada até o século XVIII, na Prússia, um dos inúmeros pequenos estados que viriam a se unificar sob a atual Alemanha.

A característica notória que colocava a Prússia separada das demais nações da época era a exacerbada tendência militarista, normalmente sob pretextos nacionalistas. Após ser subjugada durante a expansão napoleônica, a Prússia passou por profundas reformas com o objetivo de evitar novas subjugações.

As primeiras mudanças notáveis foram no campo da educação. Dada a atmosfera militarista na Prússia, o objetivo da escola prussiana era formar soldados, independentemente do setor da sociedade em que fossem atuar. Como disse Murray Rothbard em suas pesquisas sobre o tema:

Com o sistema de escolas obrigatórias surgiram renascimento e a grande expansão do exército, em particular a imposição do serviço compulsório militar universal.

Um dos objetivos do método prussiano era a formação de uma sociedade altamente "educada", que nada mais era do que um sistema pedagógico em que o individualismo daria espaço à uniformidade e à padronização. A espontaneidade deveria ser substituída pela obediência. Tudo isso era supervisionado por uma seleta casta de intelectuais com o aval do monarca.

Esse espírito é perfeitamente observável na dinâmica e nos ambientes escolares: cadeiras enfileiradas; alunos uniformizados e sentados passivamente em suas carteiras escolares obedecendo a seus professores; aulas com duração padronizada e demarcadas por sinais sonoros; ambiente maçante; filas e ênfase na obediência e submissão etc . Até uma visita ao banheiro ou ao bebedouro requer a permissão do seu superior.

Ou seja: a educação que todos nós conhecemos hoje surgiu há cerca de dois séculos. Por outro lado, o ancestral humano existe há cerca de 2,5 milhões de anos, ao passo que se acredita que o homo sapiens tenha por volta de 200 mil anos. Logo, a pergunta inevitável é: como as pessoas eram educadas antes das atuais escolas, ou seja, durante praticamente toda a nossa história?

É óbvio que não se via necessidade de ensinar — mesmo porque não havia grande conhecimento disponível — disciplinas especializadas como a química e a geografia, exceto por uns poucos aspectos de importância prática, mas que não eram nem sequer racionalizados à luz do método científico (que é também uma realização relativamente recente).

Os humanos eram educados em casa, primariamente por seus pais e pelas pessoas mais próximas, em termos familiares e geográficos. Conforme o corpo e a complexidade do conhecimento foram sendo ampliados, foi se ampliando também o escopo da educação fornecida às crianças.

Não é incomum na literatura de séculos anteriores à expansão global do método prussiano relatos da presença de tutores e de mentores, que tinham como objetivo ensinar e direcionar os estudos de seus pupilos. É bem verdade que essa era uma prática restrita às castas mais altas da sociedade, mas vale lembrar que o conhecimento da época não tinha grande valor prático — isto é, não se esperava que um camponês pudesse aumentar drasticamente a sua produção na lavoura por meio dos estudos.

Assim, as classes mais baixas não tinham grandes aspirações intelectuais.

O período de tempo de pouco mais de um século de educação coletivizada e compulsória, nos moldes que temos hoje, é insignificante na escala de tempo em que se dá a existência da humanidade. Durante efetivamente toda a sua história, o homem foi educado em casa por aqueles diretamente relacionados a ele.

Portanto, se um destes modelos educacionais deve ser encarado como um experimento, então certamente este deveria ser o atual.

Você não é suficientemente qualificado para educar seus filhos

Há diversas formulações desta frase, mas, no fundo, todas elas se resumem a tentar convencer os pais de que eles não são capazes de educar seus filhos.

Afinal, de acordo com o senso comum, em conjunto com toda a propaganda ao redor do tema, a dádiva da educação não pode ser encontrada em reles mortais, pois ela é um monopólio que só pode ser obtido pelos iluminados que optaram por encarar longos e tortuosos anos de faculdade — e, às vezes, seguidos de pós-graduação (que, a bem da verdade, é cursada na esmagadora maioria dos casos apenas por quem almeja cargos administrativos, sem muita relação com considerações pedagógicas).

Caso você não seja um seleto membro deste grupo, não há escolha a não ser se conformar com o fato de que seus filhos estarão sendo mais bem formados em uma escola.

No entanto, eis a realidade: se você chegou até este ponto do texto, assume-se que saiba ler. E que, por conseguinte, também saiba escrever. Se esse é o caso, considere-se apto a educar seus filhos.

Vou ainda mais longe: se é esse o seu caso, o homeschooling não apenas é possível, como também é muito superior à educação pública.

Explico: ao passo que pesquisas apontam que as turmas deveriam ser menores do que 20 alunos, a realidade brasileira são turmas de mais de 30 alunos. E não é incomum vermos salas de aula com mais de 40 alunos. O professor, ainda que fosse magnanimamente bem intencionado, é incapaz de manter o controle e dar a atenção necessária a cada criança. Além disso, a rígida estrutura cronológica da escola, em que as aulas têm uma duração predeterminada, não se adapta às necessidades de cada aluno. Alunos mais lentos — ou menos — tendem a ficar desencorajados ou entediados. Não há espaço na escola para um aluno que queira se aprofundar em um determinado assunto além daquilo que o professor está disposto a lecionar ou do que é previsto pelo programa pedagógico, criado por profissionais ou por burocratas que não têm nenhuma ciência das necessidades e particularidades de cada criança.

Por outro lado, o homeschooling permite um altíssimo grau de flexibilidade na educação das crianças, indo desde a escolha do método, de materiais e de currículos a até mesmo os horários e as atividades. Tão importante quanto esse aspecto é o fato de que, ao contrário da interação um tanto impessoal entre o professor e o aluno, ninguém tem maior interesse e incentivo em fazer com que seus filhos sejam bem sucedidos quanto os pais.

Essa conjunção de liberdade pedagógica e vínculo afetivo é algo que não pode ser reproduzido em ambiente escolar, independentemente da sua qualidade ou de ser pública ou particular — no final, pouco importa a gestão da escola, pois os currículos são impostos pelo Ministério da Educação.

Se o pai interessado em homeschooling sabe ler e escrever, então ele provavelmente tem acesso a algum material didático que cobre esses tópicos (esse tipo de material pode ser facilmente encontrado na internet), assim como os temas mais simples e fundamentais, como aritmética, que costumam ser de fácil entendimento e para os quais há uma grande variedade de opções.

Ninguém espera (e nem deveria esperar) que os pais que praticam homeschooling sejam especialistas em todas as áreas do conhecimento, o que nos leva a outro ponto em que o homeschooling supera a educação "convencional": no homeschooling, o foco está em aprender a estudar e a formar autodidatas, contrariamente ao modelo de aprendizado passivo em que a criança se senta em uma sala de aula e espera que o professor transfira, por osmose, seu conhecimento.

Assim, quando as crianças atingem uma idade em que começam a se interessar por assuntos e abordagens mais sofisticados, elas normalmente já aperfeiçoaram a prática de estudar por conta própria, de modo que o papel dos pais passa a ser auxiliar na busca por material didático de acordo com as necessidades das crianças e a supervisionar o progresso de seus filhos.

O homeschooling, por fim, não requer profunda formação acadêmica, mas sim planejamento e dedicação. Glenn Doman, em seu famoso livro Como Ensinar seu Bebê a Ler, traz diversos exemplos de pais com pouca escolaridade formal que foram bem sucedidos em ensinar seus filhos a ler muito antes da idade escolar (veja aqui um vídeo em português sobre o método). 

Hoje, com a internet, há um sem número de métodos, práticas e materiais de fácil acesso que foram consolidados ao longo de décadas/séculos (infelizmente, a maioria em língua inglesa), muitos dos quais de custo baixo ou mesmo gratuitos.

"Mas e a socialização?"

Que o atual sistema educacional é completamente ineficiente não é novidade para ninguém. Assim como a maioria da população tem algo a se queixar da democracia, e mesmo assim ela se perpetua por ser "um mal necessário", igualmente é a visão da população sobre o sistema educacional atual.

Quando confrontados com essa realidade, e com o homeschooling sendo apresentado como substituto viável, dúvidas quanto à qualidade do ensino se dissipam e o último subterfúgio é costumeiramente algum tipo de desconfiança e ceticismo em relação à capacidade de crianças educadas em casa serem adequadamente socializadas.

A tal socialização que supostamente só pode ocorrer na escola tem um efeito colateral inerente à forma como ela é estruturada: o bullying. O bullying, ao contrário do que se noticia nos dias de hoje, não é uma epidemia ou um produto da modernidade, mas sim uma constante inseparável da escola. Talvez a tecnologia atual nos tenha deixado mais cientes desse problema, mas não tem como não haver bullying se pessoas são forçadas a conviver com outras com as quais não têm nenhum tipo de afinidade ou ponto em comum.

Para piorar, a escola torna os pais mais negligentes, pois ela se auto-atribui obrigações que são dos pais, e os pais, por sua vez, se tornam cada vez mais alheios à educação e à formação de seus filhos, pois já terceirizaram essa função para a escola.

Não se está dizendo, obviamente, que a escola exclui qualquer tipo de socialização, mas sim que a "boa" socialização que ela pode proporcionar é inseparável do bullying.

E aos que contra-argumentarem dizendo que isso de não é de todo ruim, pois não devemos ser "super protetores", cito um trecho de um artigo de Matt Walsh, veemente detrator do sistema educacional vigente, em particular das escolas públicas:

Ou seja, eu vou mandar meu filho para uma escola logo em seus primeiros anos de formação, vou observar seus colegas tentarem estraçalhá-lo emocionalmente pela próxima década, e então, no fim de tudo isso, você irá me dizer que ele ao menos está socializado? É isso mesmo? E o que vem depois? Deveria eu entrar em uma banheira cheia de esgoto e hepatite para melhorar minha "saúde e higiene"? Obrigado, mas passo. Nos dois casos.

Dito isso, nos EUA, onde o homeschooling é uma prática comum, é bastante raro uma família praticá-lo em uma espécie de vácuo social. A maioria das famílias praticantes é afiliada a grupos e cooperativas nos quais as crianças participam de diversas atividades para promover a socialização. Isso, entretanto, não implica que essa interação seja livre de potenciais conflitos.

Em primeiro lugar, as crianças são frequentemente incentivadas a lançar mão de formas pacíficas de resolução de conflitos. Caso ocorra um evento irreconciliável, sempre existe a possibilidade de os pais simplesmente se desligarem do grupo e buscarem outro, o que raramente ocorre. Por outro lado, apenas se desligar de uma escola e ir para outra tende a ser apenas um paliativo. Os problemas inerentes à educação e ao bullying continuam intactos.

Outro ponto positivo destes grupos de homoschooling, e que tem a ver com o tópico anterior, é que eles permitem que pais com conhecimento específico em certas áreas sirvam como tutores de outras crianças. É bastante comum em grupos de homeschooling eventos e atividades como feiras de ciências, corais, bandas, recitais, oficinas de artesanato etc.

Para concluir

Vale ressaltar o óbvio: defensores do homeschooling não estão pedindo a abolição do sistema educacional vigente. Eles querem apenas a liberdade de não serem obrigados a enviar seus filhos para essas fábricas de coerção e de entorpecimento cerebral que são as escolas atuais. (Pela legislação atual, se você optar por educar seu filho em casa, poderá ir para a cadeia).

Vale repetir as palavras de John Holt, mundialmente famoso educador e defensor do homeschooling, em seu best-seller Como as Crianças Aprendem:

Queremos acreditar que estamos enviando nossas crianças para a escola para que elas aprendam a pensar. Mas o que realmente estamos fazendo é ensinando-as a pensar de maneira errada. Pior: estamos ensinando-as a abandonar uma maneira natural e poderosa de pensar e a adotar um método que não funciona para elas e o qual nós mesmos raramente usamos.

Nós estamos tentando convencê-las de que, ao menos dentro da escola — ou mesmo em qualquer situação em que palavras, símbolos ou pensamento abstrato estejam envolvidos —, elas simplesmente não podem pensar. Devem apenas repetir.

No final, a maior e mais duradoura lição trazida pelo nosso sistema escolar é que aprender é algo maçante, que deve ser evitado ao máximo possível.

Apesar de todas as barreiras impostas ao homeschooling, seja a carência de material adequado em português, a legislação relacionada que é mal delineada e a ignorância geral sobre o tema, ele vem crescendo a passos largos no Brasil. Ainda há um longo caminho a ser percorrido, e os defensores da liberdade devem sempre tentar lançar um pouco de luz para remediar a cultura de rejeição instintiva e infundada a essa antiga prática de eficácia e sucesso comprovados.

_______________________________________________

Leia também:

Como a escola acaba com a criatividade e com o raciocínio próprio

O sistema escolar moderno prolonga a adolescência e atrasa as responsabilidades da vida adulta

Sim, a escola está destruindo gerações e causando estragos profundos

Dica aos jovens: sejam ambiciosos e parem de perder tempo com o sistema educacional convencional

O entusiasmo e a obsessão são suas mais decisivas habilidades

39 votos

autor

Daniel Chaves Claudino
é químico teórico nas horas vagas e libertário radical em tempo integral. Admirador de Samuel Edward Konkin III.

  • Luan  30/01/2019 16:20
    Nós mesmos confessamos que o nosso modelo está errado quando admitimos que nossos jovens saem da faculdade sem estarem prontos para o mercado de trabalho. Ora, se o objetivo da faculdade é preparar o jovem para o mercado de trabalho, como que ele pode sair de lá formado sem está preparado? Estamos focados na teoria do "Cuspe e Giz" e estamos esquecendo da prática. Não que a teoria não seja importante, mas além de modificarmos nossa grade, precisamos focar na prática, pois é com ela que veremos sentido em determinada coisa.
  • Revoltado  30/01/2019 20:51
    Lamentavelmente alguns professores e líderes estudantis incitam os calouros que ali dentro poderão divertir-se o quanto desejam e que poderão revolucionar o mundo e ambas as coisas não são verdadeiras. Paixão por si é irracional e costuma ser contraprodutiva e eis o único componente que os jovens recém-chegados à faculdade ou universidade carregam em seu bojo. Daí para realizar-se uma lavagem cerebral são pouquíssimos passos...
  • Tobias  30/01/2019 16:22
    Bill Gates era obcecado com computadores. A cada chance que ele tinha ele ia mexer em computadores. Ele cabulava aula e ficava noites acordado se dedicando a essa sua devoção.

    Michael Jordan, após ser afastado do time quando criança, decidiu que nunca mais iria se sentir tão desprezado novamente. Passou a cabular aulas pra ficar treinando no ginásio, jogando dias e noites inteiros.

    Donald Trump passou toda a vida focado em negócios imobiliários. Mesmo quando ainda estava na faculdade pegou dinheiro emprestado do pai para comprar um condomínios de 1400 unidades. Graduou-se milionário e, uma década depois, já era bilionário.

    Steve Jobs tinha a criatividade como sua paixão. Na década de 1980 ele já visualizava um iPod, mas com a tecnologia então disponível, o negócio seria um trambolho enorme. Tão obcecado ele era que não descansou enquanto sua imaginação não ganhou vida EXATAMENTE no formato que ele imaginou.

    Mark Zuckerberg se dedicou incansavelmente à codificação e conversão de uma linguagem em código. Era o único do seu grupo a ser considerado um verdadeiro gênio. Construiu o Facebook.

    Nenhum desses perdeu tempo aprisionado em escolas sendo doutrinados e não aprendendo nada. Eles mostram que a única maneira de ser bem-sucedido na vida é ter um foco afiado e empurrar tudo o que secundário para o lado.
  • anônimo  30/01/2019 16:22
    A grande função da escola hoje é transmitir a ideologia às crianças e de forma covarde, diga-se de passagem.
  • Anarcomiguxismo   30/01/2019 16:24
    Enquanto a maioria dos pais brasileiros(pelo fato de trabalharem o dia todo) querem que o ESTADO faça creches e escolas de tempo INTEGRAL aí vem essa galera falar de homeschooling

    rsrs


    Homeschooling ja é permitido, se você quiser cuidar do seu filho em casa, você pode.
    Se você quiser fazer uma auto felação, você também pode. Aliás a auto felação é o que resume todo o pensamento libertário...é a expressão maior dos idiotas donos de sua própria liberdade.
  • Fabrício  30/01/2019 16:38
    Por que todos os totalitários são iguais (igualmente dementes)?
  • Chato  30/01/2019 17:02
    Homeschooling apenas é bom por dar uma liberdade aos pais, mas pouco faz ao real problema educacional que é grave.

    No Homescholing a estrutura curricular ainda continua sendo determinada pelo estado. Esse é o problema, os alunos continuarão sufocados por materias inuteis para não especializados (mol, número imaginário, sistema biológico das briofitas, tabela periodica, literatura,eletromagnetismo, materialismo dialético, integrais, raio do circulo, período composto por coordenação e etc, etc, etc)

    Enquantos coisas verdadeiramente úteis a todos como computação, robótica, economia, matematica financeira, estatistica, epistemologia, silogismo, inglês não são ou são pouco abordados.
  • Alexandre  30/01/2019 17:13
    O estado não determina o currículo do homeschooling. Ao menos não nos EUA. Se aqui no Brasil os proponentes aceitarem isso (e eu espero que não), o movimento estará natimorto.
  • Humilde investidor  30/01/2019 20:46
    Alexandre,

    No Brasil, o homeschooling está proibido.

    pt.wikipedia.org/wiki/Ensino_dom%C3%A9stico#No_Brasil
  • Revoltado  31/01/2019 00:24
    Pois é...

    Inclusive isto tem um nome eufemístico bonitinho: abandono intelectual.

    Não desejar na prática que o Estado doutrine (mesmo os colégios privados devem adotar livros adotados pelo MEC) seus filhos/filhas é querer concorrência pelos corações e mentes infantis e jovens e portanto.... crime!

    Sad but true
  • André de Lima  31/01/2019 08:07
    O homeschooling no Brasil não é proibido. Porém o entrave burocrático é tão grande que "chega a ser".
    Você deve primeiro apresentar suas justificativas para um orgão do governo. Comprovar que tem capacidade de ensinar seu filho, e a grade currícular continua a mesma porcaria. Não bastasse isso, periodicamente, determinado também pelo estado, um agente dele vêm à sua residência para que seu filho realize as provas, estipuladas pelo estado, para confirmar que você está lecionando as materias e a grade por ele estipulada. Ou seja, NÃO EXISTE LIBERDADE. Sei disso porque tentei de todas as formas fazer com meu filho e vi na pele todo esse entrave burocrático descabido.
    É tanta palhaçada que desisti, coloquei ele numa escola particular que melhor atendia, mas dentro da caixinha que o governo coloca a gente lá dentro.
    Porém, eu e minha esposa sempre investimos um bom tempo conferindo tudo o que a escola "ensinou" e procuramos apresentar a realidade pra eles.
  • Régis  31/01/2019 12:42
    Desde setembro de 2018, por decisão do Supremo, voltou a ser crime e está legalmente proibido.

    "No Brasil [o homeschooling] é considerado crime, previsto no artigo 246 do Código Penal e ocorre quando o pai, mãe ou responsável deixa de matricular o filho em alguma escola pública ou privada autorizada pelo Ministério da Educação.

    De acordo com o juiz Leandro Cunha Bernardes Silveira, do Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo, a criminalização da conduta tem como principal objetivo coibir a prática e "garantir que toda criança tenha direito à educação". No Brasil o ensino é obrigatório entre os 4 e 17 anos. Os pais ficam responsáveis por colocar as crianças na educação infantil a partir dos 4 anos e por sua permanência até os 17 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional).

    O artigo 55 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) diz que os pais ou responsáveis têm a obrigação de matricular seus filhos na rede regular de ensino. [...]

    No Brasil, é obrigatória aos pais a matrícula dos filhos na educação básica a partir dos 4 (quatro) anos de idade, do que decorre a vedação ao ensino doméstico. Segundo parecer do Conselho Nacional de Educação, a adoção da educação domiciliar dependeria de manifestação do legislador, que viesse a abrir a possibilidade, segundo normas reguladoras específicas; em setembro de 2018, o Supremo Tribunal Federal manifestou-se contrário a essa prática.

    Em função da imposição legal à matrícula dos filhos, o próprio Poder Público, inclusive o Ministério Público, pode compelir judicialmente a matrícula de menores de idade em instituições de ensino. Além disso, os pais podem ser processados criminalmente por não levarem os filhos à escola, pelo crime de abandono intelectual, tipificado no art. 246 do Código Penal Brasileiro."

    pt.wikipedia.org/wiki/Ensino_dom%C3%A9stico
  • Karna  31/01/2019 00:07
    Computação, robótica, economia, estatística, epistemologia e silogismo não são úteis para todos não.
  • Chato  31/01/2019 11:45
    "Computação, robótica, economia, estatística, epistemologia e silogismo não são úteis para todos não."

    Claro que são. Estatistica é uma ferramenta de análise de dados, excelente para tomada de decisões e muito útil no mercado. Silogismo ensina a pensar. Economia ajuda a compreender a realidade, qualquer pessoa que vote deveria saber sobre economia. Computação e Robótica fariam pessoas mais qualificados no próprio dia a dia e, principalmente, no mercado.

    Só epistemologia não é de fato útil no dia a dia das pessoas ou dentro do mercado, apesar de ser a base do conhecimento.

    Eu ainda acrescentaria ai nutrição e direito nesse meu currículo de matérias úteis.

  • RONALDO  04/02/2019 12:24
    Eu concordo que devemos aprender aquilo que é útil e temos afinidade, eu já acharia um avanço reduzir a quantidade de matérias no ensino médio, poderia ser 5, uma para cada dia da semana.
    Estou pensando numa forma mais realista, algo que poderia ser implantado de imediato.
  • 5 minutos de ira!!!  31/01/2019 12:48
    Estatística e economia não são úteis pra todos?!?!?!?!!?!?!

  • Pobre Paulista  31/01/2019 15:02
    Aí eu tenho que ir contra. Não existe uma única disciplina sequer que seja "importante para todos". Isso é uma premissa exclusiva dos pais: Escolher o que seus filhos irão aprender.
  • Chato  31/01/2019 15:39
    "Não existe uma única disciplina sequer que seja "importante para todos"

    Existe sim, a começar linguagem e aritmética, matérias básicas até para elaborar um raciocinio corretamente, ou me prove que essas duas matérias podem não ter importância para algum adulto e eu assumo que estou errado.


    "Isso é uma premissa exclusiva dos pais: Escolher o que seus filhos irão aprender."


    Isso não anula o fato de existir matérias que são mais úteis na formação básica de uma pessoa.
  • Pobre Paulista  31/01/2019 18:57
    Eu não posso decidir por outros o que é útil ou não
  • Ferlinusortus  31/01/2019 16:00
    Exatamente.
  • Vanessa  30/01/2019 16:25
    Uma das justificativas para o atual modelo escolar de enfiar o máximo de matérias possível na cabeça do estudante é que quanto mais ele descobrir coisas novas maiores as chances de ele se interessar por algo e assim seguir carreira profissional naquilo.

    Tipo, se o estudante tomar contato com a existência de mitocôndrias e ribossomos, ele pode se apaixonar por aquilo e decide virar médico. Ou então quando o professor fala que existe algo chamado aromáticos (química orgânica) ele irá se apaixonar tão perdidamente que irá virar engenheiro químico.

    Logo, quanto mais coisas você enfiar na cabeça da galera, maiores as chances de pelo menos uma colar.

    Só que isso comprovadamente não funciona. Aliás, tem efeito contrário: quanto mais você cobra essas coisas em prova (condicionando a aprovação a isso), maior a repulsa que tais coisas geram.

    Experiência própria. Eu odiava historia e biologia no colégio. Depois que me vi livre daquilo, passei a gostar. Hoje adoro. A escola só atrapalhou meu aprendizado e me causou repulsa ao conhecimento.
  • anônimo  30/01/2019 19:02
    É aquela história ,absolutamente tudo que é imposto ao individuo é um fardo
  • anônimo  13/03/2019 16:56
    Eu me apaixonei pela minha área e nem tinha isso na escola. Eletrônica. Eu montava circuitos com 11 anos de idade, até aprendi algumas coisas de matemática como potência antes por causa da eletrônica. Mas quando tive as mesmas teorias na aula, detestei.
    Aprendi a programar antes de aprender qualquer coisa sobre computadores na escola. Quando tive as primeiras aulas na escola, eu já saia programar, mas foi totalmente maçante.
    Mal posso esperar até sair a MP pra eu desmatricular meus filhos daquela escola cara e ineficiente.
  • Eduardo  30/01/2019 16:31
    Detalhe: de fato, o modelo educacional atual começou na Prússia do século XVIII. Depois se difundiu para os EUA. Chegou inicialmente em Massachusetts em 1852. À época, era extremamente brando: exigia que crianças de 14 anos fossem para a escola por apenas 12 semanas por ano, seis das quais deveriam ser consecutivas.

    Desde então, o sistema foi se intensificando, reduzindo cada vez mais a idade mínima.

    O modelo original foi inventado pelo exército prusso para garantir que todos os jovens funcionassem como engrenagens perfeitamente conectadas durante o esforço de guerra. Esses jovens aprendiam matemática básica (para calcular soluções para o poder de fogo da artilharia), o básico da alfabetização (para entender e repassar ordens) e, é claro, educação física.

    Mas o que é realmente interessante é que esse currículo era muito mais enxuto e racional que o atual.
  • Dalton   30/01/2019 16:33
    Escola pública nunca prestou, nem prestará, no Brasil. Se algum governador ou prefeito deste país quiser mesmo, melhorar a educação, no seu estado ou município; então que faça isto:
    1- Privatize todas as escolas públicas.
    2- Dê o direito aos pais de escolherem em qual escola particular, eles querem matricular seus filhos, por meio de bolsas de estudo.
    O resto é só demagogia eleitoreira.
  • Marcelo  30/01/2019 16:39
    Não interessa se a escola é pública ou privada. É tudo a mesma porcaria, pois quem está no real controle são os burocratas do Ministério da Educação. E o governo obriga os pais a colocarem os filhos sob o controle desses burocratas. Se não o fizerem, vão pra cadeia.

    Se a escola é sustentada por impostos ou por mensalidades é irrelevante. O crime já foi cometido: é o estado quem está no controle da educação. E o objetivo do estado é exatamente o de criar crianças dóceis e obedientes à sua autoridade.

    Por isso ele tem pânico de homeschooling e manda prender qualquer pai que não submeter seu filho ao jugo de um burocrata.
  • André  30/01/2019 16:41
    Sem esperanças no sistema educacional, principalmente no Brasil, por aqui professor é a típica profissão de fracassado, 99% se soubesse algo útil para ensinar estaria fazendo dinheiro com o que sabe e não batendo ponto em escolas nos locais mais barra pesada da cidade, ensinando inutilidade a alunos mais incapazes de executar contas simples e em horários horríveis, tudo para fazer uns trocados pra pagar contas.
  • anônimo  31/01/2019 16:05
    "professor é a típica profissão de fracassado, 99% se soubesse algo útil para ensinar estaria fazendo dinheiro com o que sabe"

    Então vários grandes matemáticos, fisícos e economistas eram fracassados, já que a maioria deles não sabiam fazer dinheiro com o que sabiam.
  • Andre  31/01/2019 18:02
    Tenha o mínimo de honestidade intelectual de considerar o comentário completo, principalmente nesta parte:

    "...e não batendo ponto em escolas nos locais mais barra pesada da cidade, ensinando inutilidade a alunos mais incapazes de executar contas simples e em horários horríveis..."

    "Então vários grandes matemáticos, fisícos e economistas eram fracassados, já que a maioria deles não sabiam fazer dinheiro com o que sabiam."

    Escrever o próprio nome da eternidade de maneira positiva é o auge do sucesso, não só pertencem ao 1% mais bem sucedido, pertencem ao 0,001% mais bem sucedido. Agora encontre algumas promessas dessas na típica escola pública de periferia brasileira.
  • Ex-socialista  30/01/2019 16:34
    A internet é o maior "livro" do mundo.

    Enquanto o governo não nos bloquear, teremos acesso ilimitado ao conhecimento.

    Os livros do governo são limitados, restritos a ideologias e afundam a vida das pessoas com total esquecimento sobre trocas voluntárias.

    O governo nunca ensinou capitalismo aos futuros capitalistas.
  • Thaís Queiroz  30/01/2019 16:40
    A boa notícia: há hoje educação gratuita, de qualidade e privada.

    Coursera

    Khan Academy

    Academic Earth

    Assim como hoje você pode produzir, divulgar, publicar e acessar conteúdo de mídia com custos dispensáveis (somente o acesso à internet / lan-house) na internet, você também pode obter uma educação.

    E não é surpresa.

    Se entretenimento gratuito é tão abundante embora seja uma necessidade secundária na vida dos indivíduos, é óbvio que algo com custos equivalentes como ensino que é universalmente visto como o caminho para uma vida melhor será oferecido gratuita e fartamente.
  • Revoltado  31/01/2019 10:54
    Ex-Socialista

    Estou de pleno acordo! A Internet tem sido a melhor ferramenta para contrabalançar essa hegemonia esquerdista que até vinte anos atrás dominava praticamente tudo. A Internet foi uma bênção para todos! Devemos aos idealistas desta rede mundial que certamente passaram noites em claro e sacrificaram até vida pessoal para usufruirmos dela, tanto ao lazer, para o prazer e especialmente, para agregarmos conhecimento em qualquer campo.
  • João de Alexandria  30/01/2019 16:43
    A escola pra mim era um tormento sem fim...

    Com o tempo descobri que :

    Os professores mais autoritários eram os que menos sabiam alguma coisa;

    Os melhores eram caçados pela burocracia escolar;

    Não uso na vida um terço do que eu aprendi;

    Não tem melhor escola do que a vida;

    E encontros de ex-alunos são deprimentes.
  • Miriam  30/01/2019 16:47
    Fiz meu ensino médio todo em casa e agradeço MUITO aos meus pais por terem feito isso. Eu fiz o supletivo. Eu não tinha nem terminado a oitava série, então fiz o supletivo para ensino fundamental e depois para o médio. Você recebe o diploma de uma escola pública. Não tive nenhum problema de realizar meu curso de graduação depois disso.

    Na escola eu simplesmente não tinha nenhum estímulo para aprender, em casa eu aprendi a amar matérias que antes eu repudiava.

    Eu não sei se já é permitido estudar em casa, na minha época não era, mas leis imorais devem ser desobedecidas e combatidas!


    P.S.: Nem eu e nem meus irmãos fomos matriculados e deu tudo certo. Só não pode ter denúncias.
  • Luciano  30/01/2019 16:59
    Também concluí o meu ensino em supletivo - tanto o fundamental quanto o médio. Fui execrado por metade da minha família, ameaçaram de conselho tutelar e tudo, mas mantive o pé na minha decisão.

    Engraçado que eu só concluí o ensino médio depois que passei na universidade. Fui num supletivo, fiz as provas e em um dia e meio já estava "formado". Entrei na faculdade e fiz meu curso sem problemas - até sair depois que vi o lixo que são as universidades públicas.

    Nesse ano vou fazer enem e tentar uma faculdade privada, por pura falta de opção. Como quero psicologia e essa é uma área altamente regulada, não tem jeito.

    Não aprendi quase nada de útil na escola. Inglês? Tudo o que sei vem do mundo dos games. Aprendi matemática fazendo sudoku, raciocínio lógico jogando Silent Hill. Biologia? Mega Man X (sério mesmo!)

    Não indico escola para ninguém. Estude em casa, faça um supletivo e tenha seu diploma na hora. Muito melhor do que passar mais de 10 anos enclausurado em um ambiente que não estimula quase nenhum avanço.
  • Luciano  30/01/2019 17:08
    Aprendi a ler fora da escola, graças a um programa chamado Roletrando (valeu, Silvio Santos!).

    Aos 6 anos dei a minha primeira fala em público, sobre a dengue, quando a doença ainda era pouco conhecida. Como estudei pra isso? Peguei alguns livros, li umas reportagens e fui pra praça da minha cidade falar.

    Todo mundo na escola dizia que eu era acima da média, "superdotado". Hoje sei que só diziam aquilo porque o nível escolar era muito baixo e a maioria dos alunos não se sentiam estimulados a aprender nada em casa.

    Terminei meu ensino fundamental e médio no supletivo, depois de 7 anos em uma escola. Foi quando percebi que o ambiente escolar tem ZERO contribuição para o estímulo da aprendizagem.

    Se um dia eu tiver filhos, jamais os deixarei chegar perto de uma escola. Vou criar contas pra eles no Coursera, Khan Academy e Duolingo e deixá-los estudar por lá mesmo. Depois fazem o supletivo e pegam o pedaço de papel que precisam para "provar" que sabem algo.

    A escola quase destruiu meu interesse por aprender. Não permitirei que faça isso com mais ninguém próximo a mim.
  • Revoltado  30/01/2019 20:54
    50, 60 anos atrás, os melhores professores (mesmo na rede pública) eram disputados à tapa pelos diretores dessas instituições. Minha finada mãe (que hoje descansa na Glória), era tida como uma professora rigorosa com os alunos e todos os que caíram em suas mãos eram só elogios à ela, dando-me um orgulho imenso! Aprendi a ler e escrever com ela em tenríssima idade e à sua memória devo o que sei até aqui. Não consigo imaginar o mundo sem a arte de ler e escrever o mínimo razoável, o que me faz compadecer dos iliterados.
  • Em dúvida  30/01/2019 17:38
    Gostaria de saber a opinião dos caros colegas sob o construtivismo

    Pergunto isso porque minha mulher só quer procurar escolas para meus filhos pequenos que tenham ensinamento "construtivista" e meu feeling é que este troço é mais enrolação do que qualquer outra coisa. Ressalto que é mais feeling pessoal pois não tenho conhecimento aprofundado no assunto.
  • Humberto  30/01/2019 17:54
    Método Piaget. Criança naturalmente extrovertida e interativa, que gosta de trabalho em equipe, costuma se dar bem nesse arranjo. Já crianças mais retraídas, tímidas e pouco sociáveis vivem um pesadelo (palavra de quem já passou por isso).
  • Pobre Paulista  30/01/2019 18:20
    Pedagogia nem ciência é.

    Ensine valores e princípios para seu filho. Com isso, vc pode colocá-lo em qualquer escola.
  • Aprendiz  30/01/2019 18:24
    Pergunta off-topic : seria possível dolarizarmos a economia brasileira?
  • Rafael  30/01/2019 18:47
    Meus filhos são frequentemente desestimulados a dar sua opinião na escola, e pelos próprios professores! E eu estou pagando por isso! Felizmente, já estavam prevenidos quanto a isso, e chegam em casa contando o que ocorreu e que procuraram argumentar. Os professores fazem questões abertas, pedindo a opinião sobre algo. Se a resposta for diferente do esperado, alguns tentam impor a doutrinação (nem estou falando de política).

    Exemplo: o que vc achou do livro tal? Minha filha disse que não gostou e foi um escândalo. A professora tratou ela como uma excêntrica, diferentona, e no recreio os colegas a censuraram. E aí vem o ponto mais triste: as crianças, em sua simplicidade, diziam: vc não pode falar o que pensa. Multiplique isso por 200 milhões e temos o Brasil...
  • Andries Viljoen   30/01/2019 19:21
    Sou a favor. Desde que se mantenha os concursos públicos.
    Também sou a favor da desobrigação do diploma universitário para quem provar capacidade. Por exemplo: Se alguém fizer a prova a OAB e passar, pode ser advogado, mesmo sem ter feito Universidade de Direito.
    Afinal, o que importa é o conhecimento e a capacidade da pessoa, e não um diploma de papel, muitas vezes comprado.

    A escola moderna foi inventada no Sec. XIX. Tem mais ou menos 200 anos. O que é pouco para a humanidade, que tem milênios de existência. O homem viveu muito bem sem a escola por séculos, séculos e mais séculos a fio e mesmo assim pensou, inventou, construiu e produziu. Se a escola fosse mesmo boa para o conhecimento, a humanidade teria de esperar até mil oitocentos e pouco para construir as pirâmides, descobrir a América e assim por diante.


    Existe os prós e os contras, agora, sou a favor. Do jeito que anda as escolas no Brasil, principalmente as públicas, é melhor a criança ser ensinada em casa. Corre menos riscos. Veja, se a criança é inteligente, as gangues não gostam. Seu filho pode até apanhar na escola por isso. Caso resolva ser como a gangue...sem esperanças. Falo isso, porque tem criança sofrendo preconceitos por ser estudioso, e, não tem condições de pagar uma escola particular. Quem não teve que mudá-lo de escola? e, é difícil fazer uma criança entender o que é o certo, vendo tanta coisa errada.


    O Governo tem que parar de bisbilhotar e se intrometer na vida da população. Se a pessoa tem condições de oferecer uma boa educação aos filhos em casa, por que enviá-la obrigatoriamente à uma instituição de ensino pública ou particular ?

    Será por que o Estado tem algum interesse político nisso ? Os livros de História passam por aprovações governamentais, etc.

    P:Você considera uma intervenção indevida do Estado na família?

    R:Sim. O estado usa a escola para doutrinar as crianças, ensinando que um sistema ideológico, aquele mesmo sistema que deu errado em todo lugar que foi imposto, é bom.

    P:Você vê algum risco em a criança ser ensinada em casa?

    R:Não. Se a criança for ensinada em casa, estará livre do bullying e das drogas, pois isso está presente em todas a escolas, sem exceções. Diferente das famílias onde umas são boas, outras não. Logo, há chance de livrar a criança dessas coisas com o homeschooling.

    Quanto a socialização, é só frequentar uma igreja e arrumar um emprego. Se escola fosse mesmo um bom lugar par aprender a se socializar, não haveriam pessoas tímidas e bullying lá dentro.

    O homeschooling tem sido aplicado em vários países e os resultados mostram que quem é educado em casa tem notas boas na maioria dos casos. Mesma coisa na questão da socialização, a maioria dos que são educados em casa não saem praticando bullying por aí.

    Eu sou a favor de qualquer ensino que dê futuro á criança, não importando o meio como ela é feita.


    Posso considerar interessante a Pré Escola sendo feito com a Família, além disto acho que nem toda Família conseguiria levar seu filho a uma Universidade, por exemplo, claro que estou retirando da analise o Ensino Moral.

    O problema de hoje é que as famílias estão doidas para os filhos completarem a idade escolar para os vomitar na Escola.


    Vamos refletir...


    Homeschooling – conheça a prática da educação domiciliar em escolaeducacao.com.br/homeschooling/
  • Revoltado  30/01/2019 19:36
    Deveriam lançar também o "homecollege" (risos)

    Se no ensino fundamental e médio já vemos a doutrinação agindo, sabemos que a coisa se potencializa ao extremo no superior e uma alternativa acadêmica sem esquerdices seria bem-vida até à medula...

    Não sei se o ensino à distância no Brasil escapa da loucura marxista...

    Mas quê se poderia fazer para reverter o processo gramscista nas faculdades e universidades?

    Na USP fizeram um tal de "Ato em solidariedade ao Jean Wyllys", o primeiro "exilado" da "ditadura bolsonarista"...

    Uma luz necessita surgir nesse ambiente e pra ontem!
  • Felipe Lange  30/01/2019 22:04
    Realmente é algo muito interessante a se pensar. Provavelmente teria que ter uma força política (e possivelmente militar porque tentariam matar o presidente e/ou político que propusesse isso), para bater de frente com sindicatos e os conselhos estatais.
  • Felipe Lange  30/01/2019 21:49
    De uma pessoa que ficou praticamente 11 anos em escolas estatais: as escolas se tornaram, como diria Paulo Kogos, campos de concentração de pedofilia intelectual. Esse argumento de socialização é pura besteira (a não ser no sentido marxista, até porque a escola é estatal), sofri bullying e o aluno não se socializa sendo integrado coercitivamente com outros alunos em salas coletivizantes.

    Passei por três instituições de ensino superior e eu digo que há pessoas ressentidas e com ódio ao mercado, como se elas fossem pessoas iluminadas e todos nós ali fôssemos uma elite intelectual que agora vai iluminar as cabeças de "quem está fora" da sala de aula (ainda bem, se estivessem junto seriam contaminados também). Tive que ver pessoa que iria votar em Guilherme Boulos e Fernando Haddad, e traçando aquelas críticas sem fundamento ao Bolsonaro (e olhe que eu tenho várias, tais como o fato dele ter uma ideologia essencialmente positivista e coletivista).
  • Felipe Lange  30/01/2019 21:59
    E um adendo: você chega no ensino superior e você provavelmente irá se deparar com professores que nem se importam com os alunos, faltando com frequência e desaparecendo. Aí você conclui: se o professor não dá todo o conteúdo para eu aprender e afins, tendo que ler algum livro posteriormente, não é mais fácil eu ficar em casa lendo somente o livro e nem perder tempo com a aula?
  • Henrique Z.  30/01/2019 23:44
    1000% de acordo. A obrigatoriedade do ensino coletivo e a centralização do conhecimento é mais uma parte da hipocrisia manipuladora estatal que mata a inovação e uma característica pouco comentada, mas essencial a qualquer tipo de genialidade: a inocência.

    Os intelectuais oficiais são, além de míopes e arrogantes, extremamente maliciosos e pervertem uma qualidade em defeito: o ceticismo. A tempo, ser cético é ser coerente, racional e metódico. Porém o limite se encontra quando o desconhecido bate a porta, e a infinitude criada pelo agente oculto se desnuda perante nossos olhos, nos provocando a provar o novo e quebrar paradigmas.

    Para isto é necessário ser inocente. Essa peculiaridade presente em 100% dos gênios que mudaram o mundo com suas descobertas se baseia na capacidade de se desapegar de conceitos já estabelecidos em troca de algo maior. Porém essa nobre virtude sempre esbarra quase sempre naqueles que, dispostos de signos, títulos e autoridade, avançam com agressividade e deboche difamando, punindo e até mesmo levando ao cárcere estes que conseguem ver além da maioria.

    Vou exemplificar:

    - Galileu Galilei e o heliocentrismo
    - Cristóvão Colombo e a descoberta das Américas
    - Louis Pasteur e a teoria da biogênese
    - Isaac Newton e descoberta das Três Leis fundamentais da física
    - Albert Einstein e Max Planck e a formulação da física quântica.

    Onde quero chegar com tudo isso? A monopolização do conhecimento chegou a níveis tão absurdos que hoje, excluindo alguns nichos de pesquisa, basicamente centrados em tecnologia computacional e da informação, nada mais se cria de fato, e não há ruptura.

    Depois da descoberta de um caso de câncer ano passado na família, meu gosto natural por medicina se transformou em uma verdadeira obsessão sadia na busca por uma cura definitiva para esse mal que ceifa milhões de vidas todos os anos, e está se tornando uma das maiores causas de mortalidade mundial, crescendo ano a ano.

    Ao passo que minha pesquisa foi se aprofundando e fui obtendo bases teóricas e resultados de estudos no mundo todo, sem me prender as parcas teorias genéticas facultadas pela cátedra, consegui estabelecer alguns modelos que levaram a conclusões e protocolos de tratamento completamente antagônicos ao que é praticado hoje.

    Long story short: a furada teoria genética da alteração celular é somente uma desculpa esfarrapada para a pesquisa unilateral de fármacos patenteáveis, pois não é esta a causa e muito menos a cura do câncer.
  • Renato  31/01/2019 00:36
    Prezado Henrique, muito interessante seu relato. Minha mulher passa por algo semelhante no que se refere à regulação hormonal. Aparentemente ela descobriu fatos a respeito desse assunto que são também completamente antagônicos às prescrições convencionais. Teria você a caridade de explicar melhor suas descobertas?
  • Regis  31/01/2019 16:30
    A minha mulher faz tratamento contra câncer desde 2011. Pode-se dizer que ela é uma das maiores fontes de lucro da Indústria da Doença. Meti a cara a estudar sobre esta doença e também cheguei à conclusão que câncer não é uma doença genética.
    Tem livros interessantes contestando a teoria genética. Este é um dos livros que contesta toda teoria genética do cancer. O câncer é uma doença metabólica, segundo a teoria do autor. Ainda não li esse livro, mas vou:
    www.amazon.com.br/Cancer-Metabolic-Disease-Management-Prevention/dp/0470584920?tag=goog0ef-20&smid=A1ZZFT5FULY4LN&ascsubtag=go_1157433115_58530734048_257324212232_pla-301112824450_c_

    Já li este, ótimo por sinal: www.amazon.com.br/Tripping-over-Truth-Overturning-Entrenched-ebook/dp/B01N25FPY9/ref=sr_1_1?s=books&ie=UTF8&qid=1548951954&sr=1-1&keywords=tripping+over+the+truth
  • Júnior Alves  30/01/2019 23:59
    Pensando na psicologia da população em uma sociedade ancap, é possível supor que as pessoas viveriam em constante vigilância e com sentimento de insegurança (principalmente as mais pobres) por terem que defendem suas propriedades com mais frequência. O Estado, apesar de imoral, serviria de ansiolítico para a população, justificaria sua existência, mas ainda não o legitima, minha enfase é em uma das funções. O que impediria de surgir novamente algo como um proto-Estado com função assistencialista??


  • Flavio  31/01/2019 00:37
    Como professor o que posso colocar é o fato do Brasil ter um currículo escolar padronizado por legislação específica e ainda ter uma base nacional comum ou seja cria uma trava onde já não se podia efetivamente trabalhar e agora aumentou a carga sobre o aluno. Para piorar a situação temos a pedagogia do oprimido (pedagogia do coitadinho) onde o aluno entra na sala de aula sendo vitima e não como um estudante.
    Não vejo com tanta regulação e tamanha desordem nas faculdades (Jesus Cristo pode ser totalmente contestado ao passo Paulo Freire jamais) que entrega ao mercado de trabalho profissionais e coordenadores de ensino a missão de educar pois na atualidade essa missão não cabe a família e sim a escola. Em uma condição dessa me pergunto como alunos vão ter sucesso estudando em casa com livros feitos por profissionais com essa ideologia , onde esse material chega na escola com conteúdo sem a mínima atratividade e com máximo de prejuízo ao seu desenvolvimento e por falta de opção provavelmente será a opção daquele responsável pela educação domiciliar.
    Se forem optar por educação domiciliar não usem sistemas de ensino vendidos atualmente nas escolas e por amor a suas crianças ensinem de acordo com os assuntos que lhes deixam felizes, verão que a preguiça e o desanimo irá desaparecer de suas vidas. Criança e adolescente é para ser feliz, ter momentos de alegria ao estudar e não estar fazendo firula de forma inadequada para parecer bonito nas fotos do Instagram da escola e servirem de objetos de marketing digital para convencer os país de que são os melhores e não conseguir responder nenhuma questão ou resolver problemas mínimos.
  • Bruno Feliciano  31/01/2019 01:58
    FED retardada aumento na taxa de juros.

    Isso joga o crash mais frente, pois as altas na taxa de juros fariam famosa "inversão da curva dos títulos" acontecer mais cedo, portanto adiaram o crash, correto?

    Sabemos que FED esta fazendo algo inédito na história, controlando a taxa de juros via o juros que paga aos bancos pelo excedente no compulsório que o próprio FED despejou nos bancos via "QE", Quantitative Easing.

    Depois de tanta retração e voltando a níveis monetários de anos atrás e depois da atitude no juros, alguma chance de voltarem a praticar QE?

    QE acho improvável, vão guardar essa carta pro crash, agora basta voltar a revender os títulos americanos que compraram, provocando assim uma enxurrada na oferta monetária, o problema é que os títulos agora são podres, alguma chance de sucesso nessa operação no futuro?
    Ao mesmo tempo isso não funcinaria no longo prazo, aumentaria a oferta monetaria mas ao mesmo tempo você estaria marrando players em títulos, isto é, em improdutividade. Iria adiar a crise mas novamente vejo que iria entrar em outro beco sem saída.

    Ao menos quando o FED faz QE e compra títulos em posse dos bancos privados, ele pelo menos esta retirando a improdutividade da economia, isto é, retirando os títulos publcios, que como sabemos, os titulos publicos fazem investimentos privados serem erroneamente direcionados para esse rentismo que nada produz.

    É coisa de louco, ciclo sem fim, é um clico-vicioso de toda hora uma intervenção sendo feita pra arrumar desajustes da economia que foi causada por uma intervenção passada.
    E tudo isso faz as pessoas gastarem tempo, aumenta insegurança e o risco do investimento, pra fica ai tentando descobrir o que o FED vai aprontar na próxima.


    Discordam de algum ponto?
  • Tarabay  31/01/2019 18:14
    Pelo que aprendi na escola austríaca, estou de acordo com a sua visão. O cerne da questão é como se proteger dessa iminente crise americana?

    Pesquisei sobre Jim Rogers e suas análises de mercado, ele aconselha investir em commodities agrícolas, metais preciosos e nos países Rússia e Zimbábue.

    Particularmente, consegui comprar míseras 2g de ouro em lâmina e alguns satoshis de bitcoin, penso em adquirir um pouco de prata no futuro.

    Verifiquei como adquirir papeis de commodities no Brasil e percebi que a taxa de custódia da bmf inviabiliza possíveis lucros.

    Se alguém puder esclarecer, gostaria de adquirir as commodities supracitadas de maneira menos burocrática possível?
  • Criptomaniac  31/01/2019 19:35
    Olá Tarabay,

    Você pode comprar ouro usando criptomoedas. O projeto da Digix Global (digix.global/) emite token lastreados a ouro usando o blockchain do Ethereum.
    A empresa é auditada pela Ernst & Young e tem títulos de ouro depositados em Cingapura.

    Disparadamente é a maneira menos burocrática de comprar ouro. Basta se cadastrar em qualquer exchange brasileira que venda Ethereum (Foxbit, Bitcoin Trade, por exemplo) e daí usar o mesmo para comprar os tokens na Digix.

    E o melhor, o governo brasileiro não consegue ter a menor idéia se que você está posicionado em ouro. Na pior hipótese eles irão saber apenas que compraste Ethereum.
  • Tarabay  01/02/2019 00:23
    Prezado Criptomaniac, obrigado pela sugestão.

    Saudações!
  • Fernando  31/01/2019 18:22
    Isso ele pode fazer até que o dólar perca toda a fé como moeda internacional de troca. Segundo alguns, falta pouco para que isso aconteça. Neste ínterim, convulsões sociais provocadas por bolhas e transferência de renda para os financistas.
  • Geraldo  31/01/2019 18:25
    Há um tempo atrás, um primo meu postou a seguinte imagem no Facebook:

    goo.gl/images/PgNenV

    Na minha cabeça, discordei da frase, mas fiquei sem argumento para contrariá-lo, então deixei quieto. Mas é fato que a maior parte do que é ensinado na escola é coisa que a maioria das pessoas nunca vai usar na vida (eu, por exemplo, não lembro de quase nada do que aprendi no ensino médio) e que quem acredita no que está escrito no segundo quadrinho não é necessariamente uma pessoa sem estudos mas um imbecil.
  • Estudante da lógica  01/02/2019 23:19
    É um argumento falácioso. Seu Primo criou um espantalho para defender o ponto de vista dele: alguém que questiona o que se aprende na escola torna-se um imbecil na vida adulta

    Ideal nesses casos é ignorar, se ele já parte para esse tipo argumento é porque ele não está interessando em discurtir ou refletir sobre o assunto, então nem perca tempo.
  • Dane-se o estado  02/02/2019 00:30
    O mais engraçado é que estes conspiradores certamente foram a escola também, e mesmo assim ignoraram o que aprenderam pra preferir acreditar em terra plana. Ora, a escola não impediu isso? claro que não, ninguém pode controlar a crença de ninguém. Assim como você não vai conseguir fazer um religioso acreditar em teoria da evolução só porque ele vai a escola e muitas vezes mesmo a faculdade. A escola não garante que indivíduos não vão preferir ser idiotas e acreditarem e conspirações estúpidas de reptilianos ou et bilu.
  • Rodolfo Andrello  01/02/2019 11:38
    O presente artigo me despertou o interesse em buscar maneiras de apoiar o HS no Brasil, principalmente através de traduções do material didático, o qual é bastante escasso por aqui. Por acaso alguém já conhece alguma iniciativa nesse sentido? Atualmente estou consolidando meu aprendizado de inglês mas eu estaria disponível pra colaborar muito em breve.
  • Le Zuero  01/02/2019 12:36
    Eu fui testemunha disso. Meu pai alfabetizou um sobrinho meu por que ele encheu o saco dele vendo os maiores lerem livrinhos e ele não conseguia. Já aposentado, pegou o moleque aos cinco anos de idade e o ensinou a reconhecer as letras e depois as sílabas e assim por diante, até a criança conseguir ler um livrinho de 5 páginas. Hoje, o guri lê muito bem e escreve bem melhor do que as irmãs mais velhas que foram para a escola normal. É assustador ver que, por exemplo, minha cunhada que foi para uma escola particular sócio-construtivista não consegue entender um simples email. A escola onde ela estudou os alunos não rodavam, e nem podiam, por que iriam traumatizar os floquinhos de neve. O resultado tá aí, burra que dá até raiva.
  • Leivison  01/02/2019 15:21
    Obrigado pelo relato Le Zuero, quando eu tinha entre 5 e 10 anos frequentei a casa de um amiguinho cujo pai era advogado e passava o dia inteiro lendo em seu escritório em casa, seus 2 filhos aprenderam a ler ainda aos 3 anos e estimulava-os com pequenos livros de historias, jogos de tabuleiro e brincadeiras que exigiam interpretação de textos, por imensa sorte este homem bondoso também me educou no pouco tempo que teve e após tal período sempre me sobressaí em todas as atividades intelectuais que participo. Se dependesse de meus pais não aprenderia nada, chegar do trabalho, sentar no sofá pra assistir futebol enquanto bebe uma cerveja ou reclamar como a rotina de casa é cansativa. O ensino regular estatal é péssimo, mas os típicos pais também não são nada melhores.
  • Revoltado  03/02/2019 17:05
    Obrigado pelo relato Le Zuero, quando eu tinha entre 5 e 10 anos frequentei a casa de um amiguinho cujo pai era advogado e passava o dia inteiro lendo em seu escritório em casa, seus 2 filhos aprenderam a ler ainda aos 3 anos e estimulava-os com pequenos livros de historias, jogos de tabuleiro e brincadeiras que exigiam interpretação de textos, por imensa sorte este homem bondoso também me educou no pouco tempo que teve e após tal período sempre me sobressaí em todas as atividades intelectuais que participo.

    ==== Foi mais ou menos com essa idade que aprendi a ler e escrever também. Lembro-me de quando minha finada mãe (que descansa no Seio de Abraão) me dava livrinhos de estórias/didáticos/cadernos de caligrafia nesta época e graças a tal iniciativa dela pude sobressair-me na maior parte das atividades escolares. Senti até um aperto no peito ao lembrar-me disto...
  • Geraldo  01/02/2019 17:52
    educacao.uol.com.br/noticias/agencia-estado/2019/01/30/defensora-do-ensino-domiciliar-e-nomeada-para-coordenacao-no-mec.htm?fbclid=IwAR10rBsFWaIz4fjvLtcbVg-D0HRMFFAQXliGreMVnExY79-H5aV1t8hJzZs

    Temos uma pessoa favorável ao homeschooling num posto-chave do MEC, o que é bom. Bolsonaro já se manifestou favorável a esse sistema, o que é ótimo.

    O problema é que Maria Eduarda é uma moça jovem, inexperiente e sem formação em educação, daí a chance de ela fazer besteira ou ser ignorada por superiores é grande.
  • Dane-se o estado.  01/02/2019 18:16
    Um outro problema desse modelo educacional é o engessamento de avaliação dos alunos. Quando estava no ensino médio sempre achei absurdo você não poder usar uma calculadora em sala de aula. Tinha que fazer provas de matemática e física que muitas vezes necessitavam de duas folhas extras para cálculo, as vezes cada questão levava até 10 minutos para resolver em 45 min de prova, questões de polinômio, matriz, etc... você erra um número ou sinal e o resultado não bate no gabarito depois de 10 min, ou você por algum motivo acha um número que existe na questão, mas é errado (não me pergunte como tem professor de matemática que consegue fazer essa trollagem). A questão é: O aluno desenvolveu todo o exercício, mas por causa de um número perde toda a questão, ao invés do professor considerar que o aluno foi capaz de desenvolver corretamente o entendimento das equações, podendo reduzir o ponto da questão e colocar uma observação do porque, a escola prefere zerar totalmente a questão errada. Ora, o melhor engenheiro do mundo pode cometer enganos. Até onde sei o objetivo era verificar a capacidade de interpretação e desenvolvimento do aluno, um engano ou outro numa soma não é prova de que o aluno desaprendeu a somar ou que não compreende o assunto.
  • Professor de Resmat  02/02/2019 00:43
    O intuito de proibir calculadora em certas provas que envolvam cálculos é descobrir no aluno a capacidade de concentração ao executar atividades repetitivas e suscetíveis a erro, mas apenas em escolas descentes,os alunos que se saem melhor nessa atividade serão indicados a seguirem carreiras nas exatas. Não há escolas descentes no Brazil que façam acompanhamento mínimo das capacidades inerentes do aluno, então sua indignação é completamente válida.
  • thiago  06/02/2019 11:02
    1- O cerne da questão é a liberdade - liberdade de se decidir o quê e como se deve ou se pode ensinar e aprender; liberados os currículos, o próximo passo lógico é que as pessoas se associem para otimizar modelos educacionais e criar pequenas ou mesmo grandes "escolas", porém sem as imposições curriculares do estado.
    2- Há pouco tempo, quem passava no Enem era considerado "graduado" no ensino médio; isso, de certa forma, legitimava o ensino domiciliar ou alternativo e ninguém falava nada, por que será?
    3- Um exemplo da nossa mentalidade atrasada nesse assunto são as nossas Auto Escolas: somos obrigados a cumprir "horas-aula" para aprender legislação; depois, somos obrigados a aprender a dirigir com o instrutor credenciado da auto escola, também tendo que cumprir "horas-aula". Nos EUA, em Massachussetts, por exemplo, você estuda a legislação como quiser e, se passar na prova, está habilitado a dirigir em vias urbanas por um ano para aprender, desde que acompanhado por adulto com mais de um ano de habilitação, ou seja, admite-se que é possível aprender com o pai, a mãe, o tio, ou qualquer pessoa que saiba dirigir. Quem sabe fazer, pode ensinar.
  • João Girardi  07/02/2019 03:40
    Esse ponto aqui do texto eu acho fundamental pra discussão sobre homeschooling:
    "Dito isso, nos EUA, onde o homeschooling é uma prática comum, é bastante raro uma família praticá-lo em uma espécie de vácuo social. A maioria das famílias praticantes é afiliada a grupos e cooperativas nos quais as crianças participam de diversas atividades para promover a socialização. Isso, entretanto, não implica que essa interação seja livre de potenciais conflitos.

    [...]

    Outro ponto positivo destes grupos de homoschooling, e que tem a ver com o tópico anterior, é que eles permitem que pais com conhecimento específico em certas áreas sirvam como tutores de outras crianças. É bastante comum em grupos de homeschooling eventos e atividades como feiras de ciências, corais, bandas, recitais, oficinas de artesanato etc."

    Além de responder que a socialização não se dá apenas na escola, esse trecho do texto mostra que o homeschooling é apenas o primeiro passo em direção ao desenvolvimento de sistema educacional realmente livre tendo a educação familiar como base. Com o tempo esse sistema cresce, os pais vão trocando experiências entre si na educação dos filhos, as técnicas de ensino mais eficientes são mais procuradas e então sistematizadas e por fim se formam centros de ensino para as crianças, e como já foi dito, tudo isso tendo início com os pais educando seus filhos. ESSE é o real medo dos adeptos do ensino público e inimigos do homeschooling em geral: não é que a criança não se socialize, mas que o homeschooling acabe servindo de base para o surgimento natural de um sistema de ensino paralelo totalmente voluntário e muito superior ao ensino estatal. Uma vez existindo tal sistema, o restante da sociedade não teria dúvidas em apontar qual é mais eficiente e barato, e então seria o fim da escola pública. O que os estatistas e inimigos da família em geral não querem é CONCORRÊNCIA.
  • Michel Nunes   05/03/2019 04:28
    O tema é interessante e creio que vale um grande debate pela sociedade, mas confesso minha ignorância no assunto. Se alguém puder ajudar com algumas informações, eu ficaria grato:
    1. Existem dados comprovando que adultos que passaram por homeschooling são mais bem sucedidos profissionalmente?
    2. Como balancear o ensino dos filhos com a cada vez mais crescente necessidade de ambos os pais trabalharem devido ao poder de compra dos salários brasileiros? Existe algum case mundial para essa situação? Isso sem contar que muitas vezes os filhos precisam ajudar no trabalho.
    3. Como garantir que um País onde a maioria das pessoas são analfabetos funcionais possa garantir uma boa qualidade de homeschooling?
    4. Por outro lado, a formação de jovens aptos a empreender, inovar e cooperar deve ser uma das maiores preocupações da economia de um País. Qual é o melhor caminho para tal? Será que centros de ensino com abordagens diferentes da educação passiva não seriam a solução ideal? Normalmente o meio termo é o melhor caminho.
    Abraços.
  • Felipe  05/03/2019 14:08
    1. Nos EUA, sim.

    fee.org/articles/why-unschoolers-grow-up-to-be-entrepreneurs/

    fee.org/articles/kids-thrive-under-self-directed-education/

    fee.org/articles/why-teen-suicide-is-lower-in-states-that-have-more-school-choice/

    fee.org/articles/why-homeschooled-children-love-reading/

    fee.org/articles/what-happens-when-you-ask-unschoolers-what-they-want-to-be-when-they-grow-up/

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2704

    2. Aí já é com você. Não queira que terceiros estranhos, como eu, resolvam a situação dentro da sua casa (desculpe a sinceridade).

    3. Estranho. Temos escola compulsória e gratuita, e a consequência foi exatamente a criação de um exército de analfabetos funcionais.

    Nunca consigo deixar de me espantar ao ver como as pessoas dão um passe livre para o estado. Quanto mais o estado fracassa, mais as pessoas o vêem como essencial.

    Imagine, apenas imagine, se toda a nossa educação fosse particular e voluntária, e tivéssemos esse mesmo nível de analfabetismo funcional? O mundo já teria desabado e iniciativa privada estaria sendo vituperada pela eternidade. No entanto, como o fracasso foi estatal, as pessoas simplesmente concluem que precisam de ainda mais estado para corrigir os fracassos do próprio estado.

    Enquanto essa mentalidade durar, meu caro, o analfabetismo funcional será dominante.

    Como garantir que um País onde a maioria das pessoas são analfabetos funcionais possa garantir uma boa qualidade de homeschooling?

    4. Aqui:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2705
  • Emerson Luis  06/04/2019 11:17

    Muitas professoras são semianalfabetas funcionais. E isso mesmo no Estado de São Paulo.

    Além disso, grande parte das professas é desequilibrada emocionalmente e várias chegam a ser sociopatas. Muitas são feministas cheias de misandria.

    A doutrinação neomarxista é onipresente.

    * * *
  • Marcelo Mendes  16/04/2019 16:04
    O que não faltou neste texto foram críticas à educação convencional e elogios à "moderninha". Calma aí, nem tão ao Norte, nem tão ao Sul.
    A tese do bullyng para refutar uma socialização saudável é ridícula, como se este fosse a regra, como se a vida, além dos muros escolares, não haveria de trazer incessantes e diferenciados bullyngs a todos, e como se, ainda com ele, não haveria uma melhor inclusão social da criança/adolescente do que a que é permitida quando se estuda sozinho ou em grupos de encontro de pais e filhos. Na escola, a criança se depara com diferenças com as quais terá de se adaptar constantemente. Isso é bom.
    Outro ponto é que, estudando em casa, a criança inevitavelmente irá recorrer a aulas online, não me venha dizer que há algum pai ou mãe aptos a dar à sua prole o conhecimento geral de que ela precisa e que lhe é dado nas escolas, não, não há. Portanto, o que haverá é só o remanejamento de professores do ambiente físico da escola às câmeras de cursinhos que os pais pagarão para que seus filhos aprendam.
    Nesse sentido, o autodidatismo, exceção humana, é sempre restrito a um ou dois temas de interesse, ora, não há só uma ou duas matérias a serem aprendidas para a formação do conhecimento.
    Ademais, as falhas na educação convencional brasileira, como as salas lotadas, não são problemas inatos à forma de ensino, senão problemas de estrutura que não atingem à essência do ensino, ou seja, é como reclamar do mau sabor do peixe criado em um rio de fezes: o problema está no rio, não no peixe.
    Seria possível um tcc de combate a este artigo, mas não poderia fazê-lo nessas circunstâncias, por isso encerro dizendo que sou favorável sim a liberdade do ensino domiciliar, mas que não concordo que seja mais eficiente que a educação escolar, nem achei justo essas críticas todas, umas muito forçadas, a ela e os muitos aplausos a algo que não tem comprovação prática em solo brasileiro e não é a regra mundial.
  • Ulysses  16/04/2019 17:42
    Prezado Marcelo, se você quer mandar seus filhos para escolas controlados por burocratas do governo, fique à vontade. Isso é problema seu (e deles). Por mim, você tem toda a liberdade.

    Agora, se eu quiser educar meus filhos em casa, você deixa? Ou defende que eu vá para a cadeia por causa?

    Nunca deixo de me impressionar com o totalitarismo das massas. O homeschooling, caso permitido, jamais será obrigatório. Quem quiser continuar mandando seus filhos para as jaulas governamentais continuará sendo livre para isso. Por que então essa gente está dando faniquito? Por que querem me proibir de educar meus filhos em casa?


Envie-nos seu comentário inteligente e educado:
Nome
Email
Comentário
Comentários serão exibidos após aprovação do moderador.