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Quando o capitalismo acaba e o socialismo triunfa, os direitos das mulheres são abolidos
Não há “empoderamento” feminino em uma economia socialista

Há duas coisas que sempre andam de mãos dadas: a destruição da economia de mercado e a explosão da prostituição.

Cuba, com suas prostitutas com curso universitário, é um caso mundialmente conhecido — um fenômeno do qual o próprio Fidel Castro fazia graça.

Agora, as mulheres de outro país latino-americano estão também entrando para esta lamentável lista.

A Thomson Reuters divulgou a seguinte reportagem sobre a situação das mulheres na Venezuela.

Venezuelanas se prostituem para sobreviver em cidade fronteiriça na Colômbia

Cúcuta, Colômbia - Sentadas nos degraus de uma estátua e cercadas por motéis imundos, lanchonetes e bares, Andrea e Carolina dizem que deixaram a Venezuela para escapar da fome. 

Elas agora vendem seus corpos para sustentar suas famílias. 

"Se eu não fizer isso, eu e meus filhos não comemos. É simples assim", disse Andrea, de 26 anos, que chegou à Colômbia há quatro meses, deixando suas três crianças e sua mãe. 

"O dinheiro que eu mando de volta é o que eles usam para sobreviver." 

Para Carolina, de 30 anos, um bom dia de trabalho significa conseguir três clientes, o que representa cerca de 30 dólares. Um terço disso é gasto em um quarto de motel para levar os clientes, e também em preservativos, alimentos e aluguel em um quarto dividido com quatro outras mulheres. 

"O que eu ganho aqui em um dia dura mais do que um mês para a minha família na Venezuela", disse a mãe de quatro crianças. 

O socialismo, a destruição da moeda venezuelana e o desabastecimento generalizado criaram este descalabro.

A desvalorização e hiperinflação da moeda venezuelana, o Bolívar, significa que ela se tornou virtualmente inútil. 

Carolina diz que o salário mínimo na Venezuela cobre apenas o custo de um kilograma de arroz ou um pacote de ovos. A situação estava tão ruim que ela finalmente decidiu pagar 9 dólares a uma gangue para fazer a travessia até a Colômbia através de um caminho ilegal. 

Até recentemente, ela nunca havia imaginado que poderia acabar vendendo seu corpo na Colômbia. 

"Eu não era prostituta na Venezuela. Eu tinha um emprego normal", disse Carolina que já trabalhou como recepcionista em uma empresa. 

Seu país natal sofre os efeitos de uma crise econômica com severo desabastecimento de alimentos e remédios, situação descrita pela Organização dos Estados Americanos (OEA) como "crise humanitária". 

Aproximadamente 672 mil venezuelanos cruzaram a fronteira para a vizinha Colômbia, tanto legalmente quanto ilegalmente, desde 2015, de acordo com as autoridades colombianas. [...] 

Aqueles que ficam em Cúcuta são os venezuelanos mais pobres. Sem passaporte e sem dinheiro para as passagens de ônibus, não há como ir para outras cidades da Colômbia, ou mesmo seguir os outros centenas de milhares de venezuelanos que foram para Brasil, Peru, Chile e Equador.

Para algumas mulheres, a prostituição é a última e mais desesperada opção. 

Mas a coisa piora ainda mais.

Na praça Mercedes, em Cúcuta, várias venezuelanas imploram por qualquer coisa, carregando seus bebês nos braços, enquanto outras reviram o lixo e recorrem à bondade dos residentes locais e das sopas distribuídas gratuitamente pelas igrejas da região.

Ao redor, jovens venezuelanas vestindo calças apertadas e blusas decotadas — algumas não parecem nem ter 18 anos — se espalham pelos bancos enquanto a polícia patrulha a região. 

Alguns homens transitam com cartazes com os dizeres: "Compramos cabelo".

As mulheres recebem de $10 a $40 dependendo do comprimento e da qualidade do cabelo.

Outras mulheres se prostituem nas esquinas em torno da rodoviária da cidade, ao lado de outros venezuelanos que dormem sobre papelões.

Segundo Jozef Merkx, chefe da Agência de Refugiados da ONU (UNHCR) na Colômbia, "Há muito sexo em busca de sobrevivência em certas áreas. E não são apenas mulheres. Homens, adolescentes e crianças também", disse ele à Thomson Reuters Foundation.

Venezuelanas tendem a cobrar menos que suas congêneres colombianas, as quais conseguem emprego nos bares da cidade. Já as adolescentes conseguem ganhar mais que as adultas.

"É muito triste ver isso, especialmente as mais jovens, de 13 e 14 anos", disse Carolina.

Já a perspectiva para aquele dia não era boa.

Na praça Mercedes, a noite está mais lenta que o normal.

"Vamos mandar menos dinheiro pra casa essa semana", diz Andrea.

De acordo com dados do final de 2017, nove em cada dez venezuelanos (87%) estavam abaixo da linha da pobreza. Para se ter uma ideia da rapidez da deterioração, essa cifra era de "apenas" 48% em 2014. A pobreza praticamente dobrou em apenas três anos.

Junto com a hiperinflação da moeda — que está levando a uma inflação de preços estimada em 10.000.000% (sim, 10 milhões por cento) para 2019 —, o governo decretou controle de preços e recorreu à estatização de fábricas e de lojas. Como consequência, a escassez e o desabastecimento se tornaram generalizados. Vai de papel higiênico a comida, passando por remédioseletricidade e até mesmo água.

Como água e eletricidade se tornaram escassas, os hospitais não mais conseguem esterilizar os equipamentos e nem mesmo lavar as manchas de sangue das camas cirúrgicas. A mortalidade infantil disparou, pois as crianças nascidas sob tais condições insalubres e sem acesso a alimentos têm poucas chances de sobrevivência. Segundo dados divulgados pelo próprio governo, houve um aumento de 30% nos óbitos de crianças e um salto de pelo menos 65% nos falecimentos de gestantes em partos.

As cenas de crianças esqueléticas e bebês se desmanchando em ossos, em conjunto com famílias inteiras revirando latas de lixo nas ruas das cidades, completam o cenário de horror.

Tudo isso gerou a atual crise migratória. Uma entidade venezuelana garante que 4 milhões de venezuelanos já saíram do país.

As pobres se tornam iguais às ricas

A Colômbia, como descrito acima, é o principal destino das venezuelanas mais pobres, que se entregam ao mercado do sexo pago.

No entanto, a Colômbia também passou a ser o "local de trabalho" das venezuelanas mais ricas.

Segundo reportagem da Newsweek:

Em um bordel de 60 mulheres, 58 eram da Venezuela e apenas duas eram da Colômbia. Uma venezuelana, mãe de duas crianças, era empresária e bailarina em seu país natal. Segundo ela, "Eu imediatamente largaria isso se houvesse qualquer outra opção. Esse é um emprego vergonhoso para mim e para minhas filhas. Mas que opção eu tenho?"

Gabriel Sánchez, que opera um bordel repleto de venezuelanas em Arauca, Colômbia, disse ao jornal Miami Herald, "Temos aqui muitas professoras, algumas médicas, várias profissionais liberais e uma engenheira de petróleo. Todas elas apareceram aqui com seus diplomas na mão."

Com as prateleiras vazias na Venezuela, as mulheres que ficaram no país têm de ou esperar horas na fila para conseguir alguma farinha a preços controlados pelo governo ou se arriscar no mercado negro e pagar preços muito maiores.

No entanto, prostituir-se na Colômbia gerou uma terceira alternativa. A venezuelana Dayana disse ao Herald que consegue de US$ 50 a US$ 100 por noite como prostituta. "É um péssimo emprego, mas sou grata a ele, pois é a única coisa que está me possibilitando comprar comida para manter minha família viva".

E a reportagem prossegue:

Marili, uma avó de 47 anos, era professora na Venezuela. Segundo ela, houve uma época em que ela se sentiria completamente envergonhada se tivesse de recorrer à prostituição. Hoje, no entanto, ela diz que é grata por ter esse emprego, o qual lhe permite comprar remédios para a hipertensão de sua mãe que mora em Caracas.

"Somos todas apenas mulheres fazendo de tudo para sustentar nossas famílias", disse ela. "Eu me recuso a criticar qualquer uma, inclusive eu mesma. Todas temos de trabalhar."

Capitalismo, socialismo e as mulheres

Em uma economia de mercado, as mulheres são livres para escolher sua profissão de acordo com sua vocação. E são livres para utilizar o dinheiro que ganharem em sua profissão da maneira que mais lhe for conveniente, visando a aumentar seu conforto e seu padrão de vida. Elas podem trabalhar no que quiserem, e gastar seu dinheiro com o que quiserem.

Isso é liberdade. Isso é "empoderamento" feminino.

Já no socialismo, não há liberdade de escolha de profissões simplesmente porque nem sequer há profissões: o socialismo, por definição, aniquila todo o sistema de divisão do trabalho que surge naturalmente em uma economia de mercado.

Por não haver divisão do trabalho, não há economia de mercado. Não há formação de preços e nem profissões. Consequentemente, no socialismo, a mulher não pode — e não tem como — se dedicar àquilo que ela gosta. Não há como sobreviver trabalhando na profissão que mais lhe agrade.

Sem profissões e sem liberdade de escolha, as mulheres obrigatoriamente se tornam submissas. Elas são obrigadas a recorrer a qualquer atividade que retorne um mínimo possível para garantir sua sobrevivência. Mais especificamente, elas irão recorrer àquela atividade que sempre existirá em qualquer arranjo econômico, pois sua demanda sempre é garantida: o sexo pago.

Entretanto, no socialismo, não há muito o que ser adquirido com o dinheiro da prostituição. Em uma economia sem divisão do trabalho, não há produção; logo, escassezes e desabastecimentos contínuos são a norma. Consequentemente, tal profissão se torna duplamente degradante: além de a mulher ser obrigada a vender aquilo que possui de mais íntimo e sagrado para sobreviver, ela ainda assim não conseguirá nenhuma "emancipação" por meio desta profissão, pois ela pouco pode fazer com o dinheiro adquirido. Ela se prostitui, mas não alcança nenhuma "independência financeira" que lhe permita não mais depender de homens.

Há, porém, um consolo para os progressistas: no socialismo, todas as mulheres, ricas e pobres, se tornam iguais. A tão defendida "igualdade social" é plenamente alcançada.

Conclusão

O socialismo, este sim, pode ser considerado o mais efetivo arranjo anti-mulher e anti-empoderamento feminino já criado.

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Confira todos os nossos artigos sobre a Venezuela.



autor

Thiago Fonseca
é graduado em administração pela FGV-SP e é empreendedor do ramo de eletroeletrônicos


  • C. Alberto  18/01/2019 17:38
    Essa tragédia humanitária ao nosso lado tem de acabar, não é possível...
  • danir  19/01/2019 00:00
    Sei lá, talvez se elas se derem as mãos e depois ninguem soltar a mão de ninguem?
    A estupidez humana me comove e me provoca aversão.
    São suicídios anunciados, a partir de atitudes típicas de manadas.
    Venezuela, Cuba, petistas no Brasil, União Européia, uma vergonha.
    E ainda ameaçam a América com o progressismo, o politicamente correto e a oposição ao presidente conservador que trabalha para reverter a situação e devolver a liberdade às pessoas.
    Se não acordarem, daqui a pouco a América se transformará em uma Europa e depois em um imenso puteiro.
    Roguemos com fervor que as catastrofes e os tsunamis atinjam seletivamente todos os monstros que massacram pessoas em nome de ideologias assassinas, travestidas de defesa do povo e da democracia.
  • Revoltado  22/01/2019 21:34
    E ainda ameaçam a América com o progressismo, o politicamente correto e a oposição ao presidente conservador que trabalha para reverter a situação e devolver a liberdade às pessoas.
    Se não acordarem, daqui a pouco a América se transformará em uma Europa e depois em um imenso puteiro.

    ==== Hoje mesmo, novamente, precisei agüentar mais doses de politicamente correto com parentes. Quando o Jornal Hoje começou, a primeira reportagem foi o discurso de Bolsonaro no FSM em Davos. Este foi repudiado do início ao fim. Todos lá votaram em branco no segundo turno (dizem), mas o espírito é o mesmo de mal-perdedor que domina os petistas que queriam Haddad na presidência... um deles inclusive, está apenas de passagem pelo Brasil, dado que mora na politicamente correta Europa e aparentemente ainda não percebeu que são tais atitudes que fazem aquele continente decair cada vez mais... torça ele que o país aonde está no momento não atinja os patamares de França, Inglaterra ou Alemanha...

  • Vitor  18/01/2019 17:40
    As mulheres devem agradecer a este homem aqui, o qual, aliás, é adorado pelas feministas brasileiras:

  • Revoltado  20/01/2019 10:21
    Uma triste constatação da mente feminina, e aqui peço licença para ser politicamente incorreto, é que às mulheres não importa a narrativa, contanto que se esteja do lado conveniente. Lula é um excelente exemplo entre as feminazis: o homem que culpou a finada esposa por trambiques e chamou suas apoiantes de "mulheres do grelo duro" é amado por essas exercendo um papel de "macho-alfa" à elas, por contraditório que o seja. Se qualquer político conservador tivesse dito metade do que o 9 Dedos falou, seria pregado numa cruz pelas mesmas feministas, vide todos os anos em que Jair Bolsonaro apareceu na mídia até à presidência no começo do ano...
  • Roraimense  18/01/2019 17:42
    Quando os outros estados do Brasil receberão venezuelanos? A coisa aqui está péssima, as mulheres viraram todas prostitutas e os homens viraram animais, nosso estado é pequeno e não tem como receber essa gente tão necessitada. As notícias que correm aqui são de que o atual governo não tem planos de expulsar os imigrantes e nem de colocar dinheiro na interiorização.
  • D. Roriz  18/01/2019 18:44
    Roraimense, fça um teste aí: pegue os venezuelanos que estão emporcalhando suas ruas e pergunte em quem eles votaram. Certeza absoluta de que foi em Chávez e Maduro. Até acredito que estejam genuinamente arrependidos, mas também tenho certeza de que se ganharem um título de eleitor brasileiro vão votar no PT.
  • anônimo  18/01/2019 19:30
    Certeza
  • Revoltado  20/01/2019 10:27
    Creio que seja questão de tempo para que alguns venham para o Sudeste e o Sul, a exemplo dos haitianos e senegaleses que cá já estão...
  • Sem Diploma  18/01/2019 18:00
    "Temos aqui muitas professoras, algumas médicas, várias profissionais liberais e uma engenheira de petróleo. Todas elas apareceram aqui com seus diplomas na mão."

    Ué, não bastava ter diploma para ser bem-sucedido?
  • Vitor Augusto Meira França  18/01/2019 18:00
    Calma, vamos aguardar a manifestação do movimento #MeToo em prol das mulheres da Venezuela. Tenho certeza que isso vai acontecer...
  • Revoltado  18/01/2019 18:51
    Já ia me esquecendo, A Gilette já aderiu ao mal-fadado MeToo:

    www.youtube.com/watch?v=zyoCdar5nKs
  • Paulo Henrique  18/01/2019 21:40
    É incrivel como esses empresários aderem a esse políticamente correto e esquecem que fomentam a corda que pode enforca-los.. Mas não há nenhum falando dos casos venezuelanos, cubano, e também, o islamismo(mulheres são obrigadas a usar burca, se submeter ao marido, na arabia saudita até recentemente não podiam nem dirigir carro )
  • Revoltado  19/01/2019 10:11
    É incrivel como esses empresários aderem a esse políticamente correto e esquecem que fomentam a corda que pode enforca-los.. Mas não há nenhum falando dos casos venezuelanos, cubano, e também, o islamismo(mulheres são obrigadas a usar burca, se submeter ao marido, na arabia saudita até recentemente não podiam nem dirigir carro )

    ==== Paulo Henrique, Se não me falha a memória foi Lenin mesmo que disse "tecer a corda através da qual os próprios capitalistas seriam enforcados". E, mais do mesmo, ninguém do ridículo movimento #MeToo divulgará tal idéia em terras aonde os veneradores do deus de Mohammed são maioria ou na Coréia do Norte, aonde soldados estupram condenadas nos campos de trabalho forçado que têm. É capricho de feminista histérica ocidental mesmo...
  • William  18/01/2019 18:04
    O capitalismo e a economia de mercado foram e são os principais promotores das liberdades femininas. Ironicamente, as feministas são anti-capitalistas e pró-socialismo. Vide Gleisi Hoffman e seu tesão por Maduro.

    Vide as feministas brasileiras e sua paixão por Fidel.
  • Otávio  18/01/2019 18:53
    Mas meus amigos de esquerda me garantiram que somente o estado pode resolver o problema da miséria, da fome e da desigualdade de direitos das mulheres.
  • Revoltado  18/01/2019 18:31
    Vitor Augusto e Wiliam

    É improvável que as autoras da #MeToo, dado que o contexto é a circunstância desesperadora das cubanas/venezuelanas. As feministas amam figuras esuqerdistas e por isso jamais levantariam a voz contra facínoras desses países, ainda que estes às vezes, possuam seu harém particular. Aí já não é mais "estupro"...

    As paladinas de hastags só dão piti contra os homens héteros em países com maior liberdade, em que homens adultos contratam serviços de profissionais do sexo, que dando seu consentimento, realizam transações comerciais/sexuais, sendo que o ato da prostituição em si já é um mercado diversificado, aonde o cliente atribui grande valor a momentos de prazer e assim paga a quantia combinada. Costumo aderir a tal sempre que posso com garotas de programa e travestis... e, obviamente, à elas sou mais nocivo que qualquer ditador socialista que exista, visto como "estuprador em potencial"e mais recente, "predador em potencial", segundo a ministra Damares Alves...



  • Vinicius Costa  18/01/2019 18:40
    Os artigos sobre a Venezuela sempre figuram entre os meus favoritos. O país ilustra em tempo real toda a teoria virando prática.

    Podem me chamar de sádico mas acho ótimo que isso esteja acontecendo. Apenas teorias não bastam para convencer as pessoas. Elas só se convencem pela prática. Elas tem que ver a coisa realmente acontecendo. E tá acontecendo aqui do lado.

    Aliás, digo mais: o fenômeno venezuelano talvez tenha sido determinante em desanimar milhões de pessoas a votarem no PT e no PSOL. Por mais incrível que pareça, a Venezuela pode ter nos salvado de virarmos socialistas.
  • Vinicius Costa  18/01/2019 18:45
    Ah, e jamais deixando morrer essa que é a maior pérola da história da internet brasileira, quiçá mundial:

    Venezuela: o socialismo que deu certo
  • Leandro C  19/01/2019 15:44
    kkkkk
    li agora e, infelizmente, ri pra caramba;
    a propósito, entrei no site deles e postei na seção sugestão de pautas que escrevam mais sobre o sucesso do socialismo venezuelano.
  • Tarantino  22/01/2019 00:40
    Com certeza, lá o socialismo deu certíssimo...
  • Revoltado  22/01/2019 21:50
    Apenas teorias não bastam para convencer as pessoas. Elas só se convencem pela prática. Elas tem que ver a coisa realmente acontecendo.

    ==== Hoje com parentes, vendo-os praguejando contra Bolsonaro quando foi noticiado sobre sua participação em Davos, pensei o mesmo. Se bem que esses ainda seriam agraciados com suas cidadanias noutro continente, tão PC quando eles...
  • Revoltado  24/01/2019 12:28
    Ainda sobre a Venezuela, vejam quão democrática é a "regulação da mídia" que a esquerda costuma propôr e que seu Haddad queria para nós:

    www.caneta.org/noticias/canal-de-televisao-que-transmitiu-juan-guaido-e-fechado-pela-ditadura-maduro/?fbclid=IwAR354bEDrYIJBoda21xTXtgARwAQBGvAxMfJcBth6o8E6W-Pf1EjLMf8-tY
  • Marcos  18/01/2019 18:42
    Podem anotar aí: daqui a 15 anos, se muito, os esquerdistas vão inverter a narrativa e dizer que tudo isso foi causado pelo capitalismo.
  • Revoltado  18/01/2019 18:52
    Marcos,

    Já há memes em redes sociais apontando esta possível futura distorção de fatos...
  • ed  18/01/2019 19:21
    Já fazem isso dizendo que tudo é culpa dos EUA que quer o petróleo e boicota a Venezuela de diversas formas.

    Impressionante como tudo é culpa desse país.

    Cuba? Culpa do embargo dos EUA
    África? É subdesenvolvida por causa do imperialismo ianque.
    Oriente Médio? Subdesenvolvido por causa do caos gerado pelos EUA e sua ganância por petróleo;

    Claro que não tem nada a ver o fato desses locais estarem sob o comando de ditaduras que acabam com o livre mercado.
  • Liberal  21/01/2019 17:05
    "Podem anotar aí: daqui a 15 anos, se muito, os esquerdistas vão inverter a narrativa e dizer que tudo isso foi causado pelo capitalismo"


    Isso já existe. Assim como Cuba só é pobre por causa embargo, URSS não foi socialista de verdade e etc...

    O fato é que cada vez mais os socialistas serão reduzidos a adolescentes rebeldes e professores frustrados. Se comparar a década de 60 com hoje você verá que o socialismo está caminhando para a extinção.

    O maior perigo hoje está na social democracia e no keynesianismo
  • Revoltado  22/01/2019 21:47
    Liberal,

    Pessoalmente creio que o socialismo não acabou, apenas camuflou-se. No século XX o foco era as lutas de classes. Agora temos todas as possíveis diferenças humanas (mesmo as mais intrínsecas) como pano de fundo para suas pautas, nos moldes do "divide et impera". É isto que o torna até mesmo mais perigoso do que no século passado...
  • junior  23/01/2019 21:15
    já ta acontecendo.. .www.esquerdadiario.com.br/Nao-a-Venezuela-nunca-foi-socialista
  • Revoltado  24/01/2019 10:48
    Para quem diz (cúmulo) de que o PT tornou-se "direita", crer que a experiência comuna da Venezuela jamais foi o que sempre almejaram é um passo. Esqueceram apenas de combinar com o PT todo, especialmente com o "9 Fingers" e a Narizinho que foi molhar a calcinha por ele em Caracas...
  • Feminista de Fibra  18/01/2019 18:47
    Seus reaças, vão pra pqp! O socialismo funciona sim e é ótimo pras mulheres, o problema são essas burguesas frouxas aí que não aguentam passar fome...
  • Humberto  18/01/2019 18:52
    Haha! Ótima.
  • BS  18/01/2019 18:48
    "O socialismo é a filosofia da falha, o credo da ignorância e o evangelho da inveja, sua virtude inerente é a divisão igualitária da miséria." Winston Churchill.
  • Feminista consciente  18/01/2019 19:42
    Se tudo o que está ocorrendo é uma consequência esperada do desdobramento do socialismo na prática, como foi afirmado, como é que o mesmo não ocorreu na URSS e na China de Mao, que estavam, sem sombra de dúvidas, muito mais próximas do socialismo teórico que a Venezuela jamais esteve?
  • Jo%C3%83%C2%A3o Paulo  18/01/2019 19:51
    Lá elas eram assassinadas antes de chegarem a este ponto.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=94

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2813

  • danir  19/01/2019 00:35
    Quem disse que não ocorreu? Na China as coisas mudaram um pouco porque eles adotaram a economia capitalista de estado com o controle totalitário sobre a população por parte de um governo impiedoso. Acabaram com as concubinas, mas a opressão continua. A prostitução existe e as mulheres bem sucedidas precisam ser fieis aos lideres e ao partido. Não há liberdade na forma que conhecemos no Ocidente.
    Na Russia, A mafia comanda uma rede de prostituição e contrabando de mulheres. Desde os tempos da União Soviética, que contrabandeava e ainda contrabandeia mulheres eslavas para o mundo todo, principalmente para a América, vendendo o sonho de uma vida melhor.
    A expressão "Feminista Consciente", é uma contradição. Uma forma de respeitar uma mulher, e reconhecendo as diferenças entre os dois sexos (só dois) dando valor ás mulheres e as protegendo como parte mais importante do núcleo familiar. Se elas quiserem exercer qualquer atividade, mesmo negando a dualidade homem - mulher, que façam, sem que com isto tentem criminalizar o macho que não concorda com elas, nem tentando oprimir e humilhar aquelas que entendem que as diferenças entre os dois sexos fazem parte de um patrimônio natural onde a divisão das funções entre sexos sustenta uma sociedade produtiva e justa. Embora uma mulher (lutadora da UFC) que inceste um marginal e amarrote a cara dele, como aconteceu alguns dias atraz, mereça meu aplauso e apreço, não consigo aceitar a idéia que uma mulher (como ser Humano ) tenha que se masculinizar e se opor aos homens como forma de afirmação. Os homens não têm que ser efeminados para agradar mulheres desorientadas com relação ao seu papel no mundo. A virilidade tem uma função biológica e social e a mulher feminina e delicada faz parte deste contesto. Para terminar, tenho esposa, duas filhas e uma neta, todas educadas com liberdade para conduzirem suas vidas como quiserem, que são femininas, reconhecem as diferenças e dentro de suas convicções morais, adquiridas a partir da educação recebida por parte mais da mãe do que do pai, fazem aquilo que bem entendem, com firmeza, resolução e reconhecimento das diferenças e de sua posição no mundo. São femininas e livres e eu as amo demais.
  • Revoltado  19/01/2019 10:02
    Corretíssimo!

    Jamais desejaria deixar de ser quem sou para agradar um bando de misândricas que sequer sabem que existo.

    O verdadeiro "empodeiramento" de uma mulher é quando esta conquista seus objetivos ou tem liberdade de ocupar-se como desejar, inclusive trabalhar como profissional do sexo, sendo adulta, e inteligente (vide Vanessa de Oliveira, que escreveu em 2006 um livro) o suficiente para cativar sua clientela, sem ser por última opção de sobrevivência desesperadora, conforme a situação das venezuelanas e que infelizmente afeta garotas menores.

    As mal-amadas de axilas não-depiladas deveriam ser mais gratas ao Ocidente e ao que chamam "patriarcado"...
  • Boicotero  18/01/2019 19:46
    O que acham do Boicote contra as empresas que tem posicionamento politico progressista/politicamente correto/socialista e de esquerda em geral? Como essa última da Gillette?

    Fizeram isso nos EUA, quero ver se a Gillette do Brasil terá culhões de fazer o mesmo no Brasil.

    Vocês boicotam as empresas que assumem essa postura?

    Pra mim depende muito, eu vi a Natura dando uma de lacradora e já falei pra minha mãe aqui, não quero ver nada da Natura aqui em casa, por mim essa porcaria vai a falência!

    Quem lacra não lucra!

  • Pobre Paulista  18/01/2019 19:51
    Cada um compra o que quiser oras

    Eu hein
  • Nunes  18/01/2019 19:52
    Acho totalmente válido. Belo e moral. Sem coerção, apenas pela persuasão.
  • Consciência  18/01/2019 21:10
    Se tiver produtos substitutos e que não fizer falta para vc é bastante válido.

    Agora se por exemplo for um produto insubstituível ( como a água em uma empresa de água) onde só tem em uma empresa(monopolista) aí não tem saída.

    Com a internet e as redes sociais acho que é um tiro no próprio "pé" essas empresas propagarem menos os produtos DA EMPRESA e mais ensinamento "moral" DA EMPRESA.
  • Revoltado  19/01/2019 10:06
    Se tiver produtos substitutos e que não fizer falta para vc é bastante válido.

    ==== Felizmente, quanto a barbeadores, é possível. Utilizarei barbeadores da BIC a partir de agora. Se funcionou com a Bombril em 2011, quando decidiu fazer um comercial com a Marisa Orth dizendo que homem merece "jornalada na fuça", certamente dará com uma empresa voltada em grande parte aos mesmos homens que diminuiu nesse comercial estúpido!
  • Revoltado  18/01/2019 21:33
    O que acham do Boicote contra as empresas que tem posicionamento politico progressista/politicamente correto/socialista e de esquerda em geral? Como essa última da Gillette?

    ==== Acho ótimo! Querem lacrar? Que arquem com o prejuízo vindouro!

    Fizeram isso nos EUA, quero ver se a Gillette do Brasil terá culhões de fazer o mesmo no Brasil.

    Vocês boicotam as empresas que assumem essa postura?

    ==== Em 2011, mais ou menos, boicotei a Bombril por conta de uma propaganda ofensiva contra nós. Por quê não o faria ante uma fabricante de barbeadores descartáveis?

    Pra mim depende muito, eu vi a Natura dando uma de lacradora e já falei pra minha mãe aqui, não quero ver nada da Natura aqui em casa, por mim essa porcaria vai a falência!

    ==== Desconhecia isso vindo da Natura, mas se de fato ocorreu, fizeste muito bem!

    Quem lacra não lucra!

    ==== Estou de pleno acordo!
  • Andries Viljoen  18/01/2019 19:59
    Repetem a expressão "a profissão mais antiga do mundo" e até as pessoas comuns se referem à prostituição da mesma forma. O que se esconde por trás desta afirmação?
    Em primeiro lugar, procuram dar-lhe um significado de eternidade, ou seja, que não é possível mudar o que a história definiu como um fato "característico" e inato à espécie humana.
    Em segundo lugar, conferir-lhe um sentido "respeitável" de profissão ou ofício.

    O século XX assistiu a mudanças importantes tanto na organização da prostituição, como na discussão em torno de sua legitimidade. Hoje a indústria sexual é um setor de grande escala, concentrado, que opera em um mercado global multimilionário, a partir de diversas modalidades.
    O que a situação atual dessa indústria nos mostra é que uma rearticulação do discurso sobre a prostituição teve que ser produzida de modo a normalizar a ideia da prostituição, haja vista a decadência da cultura da dupla moral sexual, que foi combatida pelas culturas progressistas desde o século XVIII. Nesse sentido, se o capitalismo não ruiu, tal como previam os socialistas do século XIX, parece ter se refinado e aprofundado os modos de mercantilização e servidão que Marx, Tristan e os/as outros/as autores/as analisados/as tão bem demonstraram.
    No campo dos debates políticos, houve um considerável acirramento e polarização das posições em relação à prática. O campo conservador defende a proibição da prostituição e a perseguição dos sujeitos que a praticam; o campo abolicionista busca construir um horizonte ético de fim da prostituição, reconhecendo nela bases violentas, patriarcais e mercantilizadoras, enquanto um campo mais liberacionista reconhece a necessidade de encarar a prostituição como um trabalho, garantindo condições seguras para sua prática e direitos trabalhistas para os sujeitos que sobrevivem dela.
    Resgatar o debate histórico sobre esse tema contribui para abordar esse dissenso a partir das potencialidades e limites do marxismo para pensar os dilemas dos processos de emancipação das mulheres. Precisar a relação entre igualdade, liberdade, autonomia, reconhecimento e sexualidade é tarefa que se desdobra para que seja possível constituir diálogos construtivos para (re)pensar a prostituição como uma instituição que ainda hoje regula as relações de gênero, classe e raça.


    O Projeto de Convenção das Nações Unidas contra a Exploração Sexual define a exploração sexual da seguinte maneira:

    Artigo 1:
    Definição de exploração sexual: a exploração sexual é a prática pela qual a pessoa obtém uma gratificação sexual ou um ganho ou avanço financeiro, por meio do abuso da sexualidade de outra pessoa, tirando seus direitos humanos à dignidade, à igualdade, autonomia, bem-estar físico e mental dessa pessoa.

    Artigo 2 :
    A exploração sexual toma a forma, mas não se limita a:

    · A negação da vida através do infanticídio feminino e o assassinato de mulheres por causa de seu gênero, incluindo o assassinato da esposa e da viúva.
    · Também sujeito a abusos cruéis, desumanos e degradantes através dos seguintes atos: pornografia, prostituição, mutilação genital, reclusão feminina, quantidade de dote da noiva, esterilização forçada e obrigação de procriação, maternidade substitutiva, restrição da liberdade reprodutiva das mulheres, uso de mulheres para reprodução a favor de terceiros (uso de mulheres para fins de exploração sexual ou reprodução comercial), assédio sexual, estupro, incesto, abuso sexual e tráfico de seres humanos.
    · Por sujeição a abusos sexuais ou tortura, sejam eles perpetrados por agentes estaduais ou não estatais, abertos ou encobertos, incluindo sadismo ou práticas de mutilação.
    · Para casamentos temporários, casamentos infantis ou casamentos de conveniência para fins de exploração sexual.
    · A pré determinação do sexo.
    Onde a propriedade dos bordéis é ilegal, a maioria das prostitutas são independentes e são exploradas sexualmente, mas não economicamente. Onde é legal possuir prostíbulos, as empresas capitalistas passam a dominar o comércio, o que significa que a exploração econômica é combinada e intensificada com a exploração sexual.
  • Lucas-00  18/01/2019 20:18
    Acho que esse vídeo que mostra como teve um aumento da prostituição infantil por causa do fim das empresas que "exploravam" crianças na Ásia (incrivelmente citado por Paulo Krugman! Até relógio quebrado está certo duas vezes por dia) tem muito a ver com este artigo: www.youtube.com/watch?v=EUDJNwHngVI
    Também creio que vocês deviam colocar no começo desse artigo o link para doação do projeto Ação Humana - Roraima, estamos já com 60% no Kickante.
    Para quem quiser doar: www.kickante.com.br/campanhas/acao-humana-roraima
    E como não custa repetir: excelente artigo!
  • Libertário Áustriaco  18/01/2019 20:31
  • Brasileiro feliz?  18/01/2019 23:53
    Adora prostitutas que além de profissional também gostam de praticar sexo,enfim não tenho nada contra elas e infelizmente algumas foram jogadas nesta condição por obra e desgraça do estado socialista bolivariano podre da Venezuela e achei interessante o testemunho da senhora dizendo que hoje não condena quem pratica,ou seja só quando sente na pele é que muitas pessoas entendem a situação das outras e param de julgar a torto e a direita,eu prefiro seguir o ensinamento bíblico do livro de Provérbios de Salomão,melhor aprender com o erro alheio do que com o próprio erro,portanto vendo a Venezuela se desmanchar com o socialismo podre,nós brasileiros ficamos livres dos vermelhos,Deus abençoe nossa nação.
  • Burgues  19/01/2019 00:14
    Entao ha um projeto na onu que quer proibir a pornografia e a prostituiçao. Realmente..
  • Lucas-00  19/01/2019 09:44
    Proíbe isso e elas e a família delas morrem de inanição
  • Dane-se o estado  19/01/2019 20:40
    kkkkkkkkkkkk, proibir pornografia, kkkkkkkkkkk aí vai surgir uma deep web e pornografia.
  • Revoltado  20/01/2019 10:09
    Até que demorou para a ONU pensar algo semelhante. Parece que ao lerem "1984", de Orwell, entenderam tudo errado, como se aquele planeta dividido em três blocos fosse a fórmula para o "mundo ideal".
  • Askeladden  19/01/2019 08:22
    Pobre povo morrendo em solo rico.
    Veja pelo lado bom o Brasil não vira Venezuela graças a Venezuela.
  • Hollandersken  20/01/2019 19:57
    Se o individuo esta acima de tudo, logo cada individuo deve ter o seu próprio conceito de ética. Então porque nos devemos seguir o conceito de ética libertário??
  • Gustavo  20/01/2019 21:35
    Você é livre para seguir a sua ética, desde que ela não agrida inocentes e não atente contra a vida, a propriedade e a liberdade empreendedorial de terceiros. (Qualquer ética que pratique esses ataques simplesmente irá levar às extinção da humanidade).

    Se você descobrir uma ética própria que cumpra esses prè-requisitos, vá em frente.
  • Rodolfo Andrello  21/01/2019 12:35
    Vi recentemente uma comparação entre o pib venezuelano e o polonês na época da segunda guerra, e aparentemente os latinos sofreram mais com o socialismo do que a Polônia com os nazistas... enfim, tendo em vista os principais argumentos usados pelos progressistas, a exemplo dos chamados embargos econômicos, haveria aqui ou em outro lugar um raio-x da cronologia que pudesse atestar os efeitos da política chavista anteriormente à qualquer decisão política de retaliação americana?
  • Getulio  21/01/2019 12:59
    Retaliação americana? No máximo, houve umas palavrinhas mais duras contra a PDVSA, e só em 2018. Antes disso, não houve absolutamente nada.

    No entanto, já em 2007 a Venezuela enfrentava escassez.

    Veja, por exemplo, este trecho de um artigo publicado pelo britânico The Guardian (um jornal abertamente de esquerda) ainda em 2007:

    "Não havia qualquer sinal de leite, ovos, açúcar e óleo de cozinhar. Onde eles estavam? [...] Bem-vindo à Venezuela, uma economia pujante, mas curiosa. Uma escassez de alimentos está atormentando o país ao mesmo tempo em que as receitas de petróleo estão estimulando um grande aumento nos gastos. [...] O leite desapareceu completamente das gôndolas. […] Ovos e açúcar tambem são apenas uma memória do passado."

    Vale lembrar que, em 2007, o preço do petróleo estava alcançando o maior valor de toda a sua história.

    Ou, que tal este outro, publicado um ano antes de o preço do petróleo começar a cair:

    "A escassez de comida na Venezuela não apenas chegou ao seu ápice, como também nenhuma outra na história do país durou tanto tempo. [...] O Banco Central da Venezuela publica um índice de escassez [...] Os números para este ano estão em um nível similar ao de países que vivem uma guerra civil ou que passam por racionamentos típicos de períodos de guerra."

    A Venezuela já estava a caminho do colapso em 2007.

  • Victor  21/01/2019 13:31
    Getulio, obrigado pela contribuição, deixe-me adicionar outros dados dos ocorridos entre o golpe de 2002 e o já óbvio colapso de 2007, as pessoas da elite comercial, profissional e mais bem informadas da Venezuela começaram a deixar o país após o golpe fracassado de 2002, até 2006 o país já havia perdido quase toda sua elite profissional pelos motivos:

    2002 - Após o fracasso do golpe de estado a elite intelectual e empresarial mais relacionada com política abandonou o país temendo retaliações;

    2003 - O governo venezuelano impõe controle cambial, em um país que importa quase tudo que consome isso significou que o governo escolheria quais comércios seguiriam abertos ou fechariam;

    2004 - Referendo revocatório contra Chavez foi mais sujo que eleição de diretório acadêmico ou diretoria de sindicato, Chavez sobreviveu e aumentou a perseguição;

    2005 - Utilizando de espionagem, Chavez consegue limpar os opositores do funcionalismo, demissões onde era possível e onde não, ameaças de morte;

    2006 - Eleições gerais boicotadas pela oposição, o legislativo fica 100% na mão dos chavistas.

    Qualquer pessoas bem instruída e preocupada com o bem estar seu e de sua família entendeu que o país morrera ali em 2006.
  • Rodolfo Andrello  21/01/2019 13:54
    Depois da leitura aqui no portal resolvi dar uma passada pelos portais de notícias e ví uns dados interessantes que ainda não havia me atentado. Segue citação:

    - O boom - Entre 2004 e 2015, o país com as maiores reservas de petróleo recebeu cerca de 750 bilhões de dólares, em sua mais longa bonança em um século de exploração petroleira.

    Enquanto a dependência da commodity - fonte de 96% de suas receitas - crescia, o governo de Hugo Chávez (1999-2013) aproveitava o boom para se financiar a baixo custo.

    Ele emitiu cerca de 62 bilhões de dólares em títulos soberanos e da petroleira PDVSA, segundo a consultoria Ecoanalítica, e recebeu empréstimos da China e da Rússia. A dívida externa aumentou cinco vezes, a 150 bilhões de dólares.

    As reservas internacionais atingiram 42,3 bilhões em 2008. Hoje são um quarto disso.

    Os gastos públicos também dispararam e, em 2012, houve um déficit de 15,6% do PIB, apesar do fato de o barril de petróleo ter atingido uma média recorde de 103,42 dólares.

    economia.uol.com.br/noticias/afp/2018/05/14/entenda-como-a-economia-da-venezuela-se-arruinou.htm

    Acredito que nesse único trecho fica notório como sequer um petróleo super valorizado e dinheiro russo e chinês entrando a rodo deram conta de financiar os malucos estatistas.
  • anônimo  21/01/2019 15:33
    Vale lembrar também que o preço do petróleo não está baixo. Ele apenas voltou ao valor próximo de 2000.

    Foi durante o período que Chávez esteve vivo que seu preço estava em alta histórica. Por isso os efeitos do socialismo eram mitigados.
  • Vitor  21/01/2019 13:36
    Quem sustenta a Venezuela são os EUA. Muita gente não sabe que a PDVSA é a única dona da Citgo, que é toda uma rede de refinarias, distribuidoras e postos de combustíveis nos EUA. É uma dos poucos negócios da PDVSA que ainda faz sentido econômico.

    Se os EUA quisessem mesmo sabotar a Venezuela, bastaria simplesmente confiscar a Citgo da PDVSA. Mas felizmente o "grande vilão do norte" ainda tem um bom respeito por direitos de propriedade e contratos.
  • Edujatahy  21/01/2019 15:20
    Exatamente Vitor. E tão séria é a situação da PDSVA que todos temem o nível de contaminação com a própria Citgo.
    Nada menos do que 4.000 empregos nos E.U.A. estão em risco..

    www.houstonchronicle.com/business/energy/article/CITGO-13261273.php
  • Revoltado  21/01/2019 22:07
    Exatamente Vítor!

    É perceptível o respeito que os EUA detêm quanto ao conceito de propriedade privada, ao contrário duma certa ilha caribenha que faz romanticamente rapazes vermelhos melarem a cueca e moçoilas igualmente canhotas molhares a calcinha graças ao golpe de estado de 1959 que apenas fez os irmãos Castro proprietários de 11 milhões de almas, que em seguida confiscou propriedades de investidores naquela bela ilha até a década de 50.
  • Bernardo  21/01/2019 13:03
    OFF TOPIC

    Tem dois livros dando sopa sobre economia austríaca.
    Ambos parecem bem bons.

    Foram editados pela prestigiosa Cambridge University Press.

    Estão disponíveis para download gratuito até 01/02/2019 e 14/02/2019, respectivamente.

    Download pela página: www.cambridge.org/core/what-we-publish/elements/austrian-economics
  • Lucas-00  22/01/2019 21:44
    Vou dar uma olhada nos dois.
    Mas por curiosidade, como você ficou sabendo deles?
  • Bernardo  23/01/2019 02:26
    Oi, Lucas!

    Eu fiquei sabendo da notícia por meio da página puntodevistaeconomico.com/2019/01/21/austrian-capital-theory-a-modern-survey-of-the-essentials-2/, página que é albergada por um site do qual um dos autores de um dos livros (Nicolás Cachanosky) é um "mantenedor".
  • Lucas-00  23/01/2019 10:24
    Obrigado Bernardo! Vou ver esse site.
  • Lucas-00  22/01/2019 21:45
    Já fiz um "backup" deles para que no futuro não sejam retirados por um preço abusivo.
    E como propriedade intelectual não existe...
    Aqui os links para quem quiser baixar:

    libgen.io/book/index.php?md5=8a3e630834c1ae525fed677a7f508c7b
    libgen.io/book/index.php?md5=b3e8fa05edd7df5266174ec9169fe321
  • Revoltado  23/01/2019 13:53
    Off topic:

    Até que enfim, uma resposta à altura à Gilette! Que a Égard que fabrica relógios nos EUA tenha um boom em seu faturamento por conta!

    www.youtube.com/watch?v=N0724VRwsZc
  • Revoltado  24/01/2019 14:56
    Saiu do forno, mais um artigo sobre o tema Venezuela:

    www.ilisp.org/artigos/venezuela-liberdade-com-caviar-para-os-ricos-socialismo-com-comida-do-lixo-para-os-pobres/?fbclid=IwAR2G_iAvep7icg1e2SUkgis4jfS2de7oTlB9K-JIszA5PHQUfAmQlBwgW7I
  • William  24/01/2019 20:28
    Em países como China e Coréia do Norte, bem como nas antigas Albânia socialista e URSS, o vestuário feminino é/era estritamente controlado, roupas curtas nem pensar. Mulher solteira? Ameaça ao estado. Meu corpo, minhas regras? Corpo do estado, regras do estado
  • Revoltado  25/02/2019 12:34
    William,

    E tinha mais: iam pra indústria pesada e serviam o exército, junto com os homens! Não tinha essa de pichar em muros "o que você deixou de fazer por ser mulher". Como escrevi noutro tópico, se estivessem na Romênia comunista dos anos 60 e 70, seriam proibidas de abortar, dado que o ditador Ceaucescu queria que o país tivesse 30 milhões de habitantes em duas/três décadas. Lá sim é que não rolaria o tal do "My Body My Rules"!
  • Emerson Luis  02/02/2019 16:32

    Se feministas realmente se importassem com as mulheres, defenderiam o capitalismo e os valores e políticas liberais e conservadoras.

    * * *
  • Revoltado  25/02/2019 12:42
    Emerson Luís,

    Eis o trinômio que de fato interessa às feministas: dinheiro, prestígio e privilégios.

    Obtendo ao menos dois dos três elementos acima, cagam e andam para o que ocorre com as demais que dizem representar por meio de peripécias heterodoxas. E a consecussão de cada um dessesw fatores envolve mesmo bajular homens alpha que tecem os comentários, cujo conservador falasse ao menos metade em seu teor, seria logo crucificado e teria a reputação destruída. Se você pertence ao lado vermelho da Força, elas não te perturbarão.


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