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Se você defende os trabalhadores, então você tem de defender os ricos
Tributar mais os mais ricos terá efeitos deletérios sobre os trabalhadores

Se você é um trabalhador, você é um importador. Nada pode ser mais básico e direto do que isso. Suas "importações" podem vir do outro lado da rua ou do outro lado do planeta. O fato é que o seu trabalho é uma expressão do seu desejo de obter bens e serviços — ou seja, de importar.

Você trabalha em troca de dinheiro para poder consumir.

Igualmente, se você é um consumidor, você tem necessariamente de ser um trabalhador. Ou isso, ou você é um privilegiado que foi presenteado com os frutos de outro trabalhador.

O trabalho é o que possibilita nossa demanda por bens e serviços. Sem antes ofertarmos um bem ou serviço, não temos como comprar coisas. Produzimos para demandar. O trabalho é apenas uma demanda disfarçada.

Logo, a única maneira de entendermos "demanda" no mercado é entendendo a oferta que precede essa demanda. A oferta é a expressão da demanda e sem ela não há meios de se comprar nada. Nas regiões mais pobres [pense no interior do Maranhão], os trabalhadores não estão ofertando muito (ao menos, não para consumidores interessados) e, como consequência, poucos estão ofertando para eles. Nas regiões mais ricas (pense em Nova York), seus trabalhadores estão ofertando em grande abundância, e isso explica por que eles são inundados com todas as farturas produzidas ao redor do mundo.

Onde há muita produção há muita "importação" para atender as demandas dos produtivos. Sim, a Lei de Say é bem básica.

Nós ofertamos com o intuito de conseguir bens e serviços. E as pessoas nos ofertam porque ofertamos para elas.

Tudo isso nos leva à pergunta: já que precisamos ofertar antes para consumir depois, e considerando que nem todo indivíduo é um empreendedor, o que permitirá às pessoas não-empreendedoras produzir?

Empregos e salários

Em outras palavras, o que gera os empregos e os salários das pessoas não-empreendedoras?

A resposta é simples e direta, embora o fenômeno seja complexo: investimentos.

Todos os empregos são consequência de investimentos. Não há empregos sem investimentos.

Para que vagas de trabalho sejam criadas, é necessário que um indivíduo empreendedor — munido de capital próprio ou de capital emprestado por um capitalista — vislumbre uma oportunidade de lucro em uma determinada área (uma demanda ainda não atendida) e então direcione capital e recursos para começar a produzir naquela área.

Investimentos, portanto, são, acima de tudo, atraídos pela perspectiva de lucros.

Empresas e empreendimentos, obviamente, não existem para criar empregos. Empregos são apenas a consequência de empreendimentos. O desejo por retornos da parte do investidor e do empreendedor é o que irá indiretamente levar à contratação de mão-de-obra. É exatamente essa possibilidade de retorno (lucro) o que irá estimular aqueles que possuem meios para postergar seu consumo (capitalistas) a investir esses meios em atividades produtivas. A mão-de-obra de trabalhadores é contratada para ajudar neste retorno.

Não haveria tal contratação se não houvesse investimentos e se não houvesse perspectiva de retornos (lucros). Acima de tudo, não haveria nada disso sem o capital disponibilizado para esses investimentos.

Consequentemente, não haveria empresas, empregos, salários e progresso. Por definição.

O que nos leva aos ricos.

O papel dos ricos

Se você defende os trabalhadores, então você tem de defender ainda mais os investidores que tornam possíveis a criação de empregos e salários. E estes investidores, por definição, são aqueles que têm capital (dinheiro) poupado e disponível para ser investido.

Tais investidores, quase sempre, são aquelas pessoas rotuladas de "ricos".

Sim, os ricos são essenciais para os salários dos trabalhadores.

Em termos bem diretos e coloquiais, investimento é aquilo que é feito com o dinheiro que sobrou após as necessidades básicas da vida já terem sido compradas. Por isso, os ricos são particularmente cruciais no que diz respeitos a salários mais altos.

Os ricos, precisamente por serem ricos, são aqueles que possuem a maior reserva de capital disponível após já terem saciado seus desejos e necessidades. A menos que enfiem todo o seu dinheiro físico debaixo do colchão — algo que ninguém mais faz no atual sistema financeiro e monetário —, os ricos irão necessariamente investi-lo: ou eles irão empreender diretamente ou irão financiar empreendimentos.

Em ambos os casos, os efeitos são os mesmos em termos de empregos e salários.

Ao investirem, os ricos possibilitam maior capacidade produtiva. Com seu capital, eles adquirem (ou permitem que o empreendedor financie) máquinas, ferramentas, edificações e meios de transporte (tudo isso bens de capital) que irão tornar o trabalho dos empregados mais eficiente e produtivo.

Há uma regra econômica básica e direta: quanto maior a quantidade de bens de capital utilizados por um trabalhador, maior será sua produtividade.

Um operário americano chega a ganhar até cem vezes mais que um indiano não porque ele é mais trabalhador ou mesmo mais capacitado, mas sim porque o americano utiliza cem vezes mais capital físico (máquinas, ferramentas, instalações industriais, meios de transporte etc.) que seu colega indiano.

Esse capital físico é o que aumenta a produtividade, os salários e, consequentemente, o padrão de vida de uma sociedade. Isso merece ser enfatizado: a acumulação de capital, ao tornar o trabalho humano mais eficiente e produtivo, é o que permite aumentos salariais para todos.

E o que possibilita esse investimento em capital físico é o capital financeiro que foi poupado e acumulado. E nisso os mais ricos têm maior vantagem comparativa que os mais pobres. Por definição.

Eis um exemplo prático: fábricas que produzem chips de computador em volume suficiente para fazer seus preços caírem para centavos por gigabyte requerem um custo bilionário. Eu não teria como construí-las. E eu valho muito menos sem um computador, o qual tornou as coisas incomensuravelmente mais eficientes. Por isso, minha eterna gratidão àqueles que utilizaram sua poupança para financiar e construir as fábricas e fabricar os chips e os computadores que tornam meu trabalho muito mais eficiente e produtivo do que seria sem estes chips e monitores.

E os exemplos são infinitos, e valem para todas as classes sociais. Por exemplo, quanto vale um garçom sem um restaurante? Quanto vale um operário sem as instalações e as máquinas da fábrica em que trabalha? O que seria do funcionário de uma loja sem a loja, sem um computador, e sem um scanner de preços? Quanto vale um caminhoneiro sem um caminhão ou um tratorista sem um trator? Quanto vale um jogador de futebol, âncoras de jornal e artistas sem a TV?

A loja em que o vendedor trabalha, bem como o caixa e os scanners que ele usa; os escritórios e os estúdios de televisão onde o eletricista, os atores e os jornalistas trabalham; os restaurantes e as indústrias de caminhão e tratores que criam os bens que cada trabalhador usa diariamente em seu trabalho; as fábricas de televisores e de cabos que colocam jogadores, atores e âncoras de notícias na televisão — tudo só existe em decorrência do investimento de pessoas ricas. Ou, no mínimo, certamente mais ricas do que você.

De minha parte, eu gostaria de facilitar as coisas para os ricos — pois isso me tornaria ainda mais valioso para os consumidores dos meus serviços, aumentando meus rendimentos.

O que nos leva a outro ponto crucial: os ricos deveriam poder ficar com uma fatia muito maior de seus ganhos. Com efeito, eles deveriam ficar com 100% dos seus ganhos.

O problema em tributar os ricos

Para ser bem direto, não é possível ter salários altos e crescentes sem antes reduzir o fardo imposto sobre aqueles que são mais capazes de poupar e investir: os ricos.

Os efeitos da tributação sobre um rico empreendedor são diretos. Com uma fatia maior de seus ganhos confiscada pelo governo, ele terá menos capacidade para investir e ampliar sua capacidade produtiva. O processo de formação de capital será diretamente afetado.

Menos capacidade de investimento significa menor produção, menos contratação de mão-de-obra e, consequentemente, menor oferta de bens e serviços no futuro. Significa também menos compras de ferramentas, equipamentos e, principalmente, do treinamento contínuo necessário para aumentar a produtividade — diminuindo assim a oferta de bens e serviços que de outra forma seriam disponibilizados a terceiros.

Quando o governo tributa a renda e os lucros, ele apenas faz com que o dinheiro que seria utilizado para ampliar e aprimorar os processos produtivos seja agora direcionado para o mero consumismo do governo, ficando sob os caprichos de seus burocratas, obstruindo a formação de capital.  

Ao contrário do que muitos imaginam, o dinheiro dos ricos não fica parado dentro de uma gaveta. Em nosso atual sistema monetário e financeiro, todo o dinheiro está inevitavelmente ou em algum depósito bancário (de onde será emprestado) ou em algum fundo de investimento (de onde será investido). Se o governo tributar esse dinheiro, fará apenas que o dinheiro que antes era direcionado para determinados setores (garantindo emprego e renda) ou investido diretamente em coisas produtivas seja direcionado para burocratas e para toda a máquina estatal. Isso é uma simples e direta destruição de capital.  

Por tudo isso, impostos sobre os mais ricos são um grande obstáculo aos investimentos produtivos, à formação de capital e ao simples bem-estar de terceiros. É deste dinheiro que vem a poupança necessária para os investimentos produtivos.

A caça aos ricos é uma caça ao seu padrão de vida

Vale ressaltar algo óbvio: toda e qualquer pessoa em posse de muito dinheiro investe. Tais pessoas, por definição, vivem muito abaixo das suas condições (afinal, elas não gastaram todo o seu dinheiro), o que significa que elas investem "as sobras".

Sendo assim, será que são realmente apenas elas que se beneficiam de seu capital? É claro que não. São as pessoas comuns que se beneficiam com os bilhões que acabam sendo investidos em fábricas de microchip, em fábricas que produzem carros, em meios de transporte, em instalações hoteleiras, em parques temáticos, em hospitais, em siderúrgicas, em companhias aéreas, em pecuaristas e no agronegócio, em fabricantes de alimentos, em empacotadoras de alimentos, em cervejarias, em todas as fábricas e indústrias, em todo o setor atacadista, varejista e provedor de serviços.

Quando empreendedores e investidores podem manter seus ganhos e reinvesti-los, todos nós ficamos mais ricos — incluindo aqueles de nós que ganhamos a vida usando caminhões e computadores.

Por isso, qualquer redução de impostos que de fato diminua a quantidade de dinheiro que os ricos devem entregar a políticos tem de ser defendida. O fato de que os ricos não têm como gastar todo o dinheiro que ficar com eles é o que irá estimular o progresso. Os ricos são os que mais possuem a capacidade de investir vultosamente, e os trabalhadores irão se beneficiar disso.

No final, empregos, salários e bem-estar estão relacionados a um aumento da produtividade. Mas não há aumento da produtividade sem investimentos. E os ricos são aqueles que mais possuem meios para investir.

Conclusão

Baixas alíquotas de impostos sobre aqueles de rendimento elevado são desejáveis não porque eles precisam do dinheiro, mas sim porque nós precisamos — sob a forma de capital.

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  • Wellington  10/01/2019 16:17
    Há quem diga que a proposta de Paulo Guedes para as novas alíquotas do imposto de renda irá na prática aumentar os impostos para os mais ricos. O que acham?
  • Edson  10/01/2019 16:28
    Se isso ocorrer, será uma cagada monumental.
  • Yasmin  11/01/2019 19:10
    Concordo plenamente. Será uma burrada =(
  • Carlos Lima  10/01/2019 16:41
    a principal tarefa dos que mamam nas tetas do estado é inventar meios de confiscar cada vez mais a riqueza da população. de preferência via impostos. como os idiotas explorados não reclamam, votam felizes nos seus ladrões preferidos, e ainda por cima defendem essa podre democracia, deveriam estar aplaudindo mais este confisco. eu acho que se o problema são os ricos, então eles devem ser preseguidos e exterminados pelo estado, para que esta nação de palhaços se transforme finalmente no paraíso dos pobres.
  • Fábio   10/01/2019 19:21
    Apesar de parecer contraditório , eu acho a proposta de novas alíquotas de ir satisfatória para Brasil, visto que, elas pegaram praticamente somente funcionários públicos . Funcionários privados de altos salários já recebem a muitos anos por pj.
  • Socialista de Iphone  10/01/2019 16:21
    Essa "caça aos ricos" faria sentido no conto de fadas comunista. A realidade no Brasil é alguns milionários querendo impedir que mais milionários surjam, e para isso usam o povo. Os ricos no Brasil "curtem" a esquerda, pois já são ricos. Já estão na ciranda, já fazem parte do jogo e não querem competir, melhorar... Estão na zona de conforto. Quem é pobre, ou "classe média baixa" e quer prosperar depende da esperança de viver em um país mais próspero, aberto, menos regulado.

  • Tulio  10/01/2019 16:32
    Isso é imaterial. O fato de haver ricos que querem manter sua reserva de mercado não significa que a solução é tributá-los, empobrecê-los e repassar o dinheiro para políticos. O que deve ser feito é simplesmente abrir e desregulamentar a economia (acabando com o BNDES e zerando tarifas de importação), gerando concorrência e assim acabando com privilégios e reservas de mercado.

    Curiosamente, a esquerda quer tributar os ricos, mas é contra acabar com seus privilégios, ou seja, é contra acabar com tarifas de importação e fechar o BNDES.

    E a ironia maior ainda é que rico esperto consegue escapar de tributação maior, mas não consegue se proteger de tarifa de importação zerada ou do fim do BNDES. A esquerda defende o primeiro mas é contra o último. Logo, a esquerda é, sem saber, a maior aliada destes, como você bem disse.
  • Emerson Luis  28/01/2019 10:08

    "Logo, a esquerda é, sem saber, a maior aliada destes, como você bem disse."

    As médias e altas lideranças da esquerda sabem disso, não são iludidos, são hipócritas.

    * * *
  • Tulio  10/01/2019 16:52
    Este vídeo sobre o assunto ainda continua sendo um dos melhores da internet. Recomendo muito:

  • José Roberto  10/01/2019 16:55
    Outra babaquice inominável é tributar herança.

    Eu trabalho duro a vida inteira, junto dinheiro, poupo e me esforço para dar uma vida digna para meus filhos apenas para que um vagabundo chegue, tome meu dinheiro e o repasse para Sarney, Renan Calheiros, Lula, Dilma, Collor, Temer, FHC, Moreira Franco, Rodrigo Maia, Gilmar Mendes, Lewandowski e canalhas afins. E, segundo a esquerda, isso é "justiça social".

    Durante todo o meu processo de acúmulo de riqueza por meio de trabalho duro e honesto já pago vários impostos. E aí eu morro e vem um burocrata estipular que devo pagar ainda mais além de tudo o que já paguei?

    Você paga impostos diretamente e indiretamente durante toda sua vida e realiza um planejamento no qual beneficiará seus herdeiros. E então vem o governo dá mais uma mordida. Seus filhos pagarão impostos durante toda a vida até que passem o patrimônio aos seus netos, e mais uma vez, a herança é tributada.

    Siga este ciclo por algumas gerações e seus descendentes precisarão de bolsa-família.

    Nós acumulamos riqueza com o objetivo de não corrermos atrás delas. Quando poupamos e investimos, temos o objetivo de algum dia (talvez apenas na velhice) vivermos dos lucros desse dinheiro. Essa é a meta. A outra opção seria não economizar nada e confiar no INSS para sustentá-lo na velhice (e isto não seria nada prudente).

    Aí, após uma vida inteira juntando patrimônio, você é "recompensado" com mais um imposto sobre sua fortuna, pois você foi muito egoísta ao tentar se precaver na velhice.

    Negar o direito de herdar o seu patrimônio é o mesmo que proibir a caridade. As pessoas são livres para presentear e doar o que quiserem de seus bens (o governo já faz o contrário, toma tudo por meio de achaque).

    Alguém defender isto, sendo pobre ou rico é uma estupidez incalculável. Por coerência, tal pessoa tem de estar desde já fazendo um testamento legando tudo para Michel Temer, Sarney, FHC, Lula e Dilma.
  • Yuri  10/01/2019 17:23
    Pra evitar isso, é só transformar seu patrimônio em Bitcoin.
  • Felipe Batista Cabral  10/01/2019 17:41
    Até no EUA heranças são tributadas (embora também não concorde), mas existe uma formar simples de remediar isso, doar ainda em vida.
  • anônimo  10/01/2019 17:51
    Aqui compravam imóveis, por isso tem vários abandonados. Não sei como os ricos fazem hoje.
  • Humberto  10/01/2019 17:55
    O que você quer dizer com "até nos EUA"? Que argumento seria esse?
  • Revoltado  10/01/2019 19:52
    Muito bem está certo um artigo que li no finado Mídia Sem Máscara. Não há nenhum país no mundo livre de marxismo, em maior ou menor grau. São essas políticas que geram escassez para todos. E a tributação sob herança é um dos resquícios...
  • Lucas-00  11/01/2019 12:28
    O Paulo Kogos escreveu um artigo bom sobre isso, bem interessante. Leia-o aqui: paulokogos.tumblr.com/post/157291900479/imposto-sobre-heran%C3%A7a-o-pior-tipo-de-tributo
  • Fernando   10/01/2019 17:14
    Lembrando que é impossível tributar renda futura!
  • Matheus  10/01/2019 17:21
    A minha dúvida é um tanto amadora mas vou arriscar.

    Como os salários aumentam? Tipo assim, a partir do momento que você está inserido em uma empresa, e essa empresa apresenta desenvolvimento, o salário ainda não dependeria da sanção do meu chefe? Eu não teria que solicitar o aumento mediante aquela lei da oferta e demanda de mão de obra, algo como "Eu sou bom no que faço, aumente meu salario, ou trabalharei pra outra pessoa" ?

    O núcleo da duvida é: "O salário aumentaria necessariamente?"
  • Ex-microempresário  10/01/2019 17:29
    Na minha ex-empresa, eu sempre pagava um pouco acima da média dos meus concorrentes para os funcionários que eu queria manter (ou seja, os bons). Esperar que o funcionário venha pedir aumento é esperar demais; quando um funcionário pede aumento é porquê ele já tem outra oferta e está barganhando.

    Por outro lado, aqueles que eu não fazia questão de manter ganhavam apenas o que a CCT determinava; se ele achasse pouco e pedisse a conta, melhor. Eu economizava o aviso prévio, a multa, e ainda posava de patrão bonzinho que não demite ninguém. (nem sempre dá certo).

    Quando trabalhei como empregado, sempre ganhei aumentos sem precisar pedir. Na verdade, uma vez meu chefe imediato me chamou e disse: "Eu sei que seu salário está baixo, mas está difícil convencer o gerente. Queria te avisar que vou dizer a ele que vc ameaçou pedir a conta." Dois dias depois, o gerente geral me chamou e disse que eu havia sido promovido. Desculpe a falta de modéstia.
  • Guilherme  10/01/2019 17:32
    "O núcleo da duvida é: "O salário aumentaria necessariamente?"

    Se você for bom e estiver gerando valor para seu empregador, sim. Afinal, ele pode perder você para um concorrente. Por outro lado, caso você não seja indispensável, dificilmente você terá aumento.

    Aliás, uma dica: se a sua empresa estiver em crescimento, mas você não estiver recebendo aumento (e não houver indicativo disso), então tenho más notícias: você é dispensável. Provavelmente rodará. Recomenda-se já ir procurando outro emprego.
  • Edson  14/01/2019 21:01
    É o que faço sempre. Poucas vezes fui ameaçado de demissão na vida, mas também nunca obtive aumentos significativos. Como não confio em empresa privada (nada contra patrões, ok? Não sou comunista, nem de esquerda nem nada rsrs), sei que sirvo apenas porque acredito que faço minhas tarefas bem, entregando resultados. Devido a esse cenário, estou sempre flertando com o mercado, enviando currículos e procurando saber como são as outras empresas do meu ramo.
  • Edson  15/01/2019 16:48
    É o que faço sempre. Poucas vezes fui ameaçado de demissão na vida, mas também nunca obtive aumentos significativos. Como não confio em empresa privada (nada contra patrões, ok? Não sou comunista, nem de esquerda nem nada rsrs), sei que sirvo apenas porque acredito que faço minhas tarefas bem, entregando resultados. Devido a esse cenário, estou sempre flertando com o mercado, enviando currículos e procurando saber como são as outras empresas do meu ramo.
  • FL  10/01/2019 17:46
    Matheus, existe algum empregado que ganha mais do que o salário mínimo oficial e obrigatório? Se sim, está aí a sua resposta. Por que algum patrão paga mais do que o mínimo? Para obter e manter boa mão de obra, simples. E acredite, boa mão de obra é o item mais escasso que existe; logo, as pessoas e empresas estão dispostas a pagar boas quantias por ela.
  • Michel Nunes  11/01/2019 14:18
    Prezado FL,
    Sou obrigado a discordar parcialmente de seu argumento. Muitos empresários adorariam praticar o salário mínimo, mas as CCTs não permitem, ao estabelecer o piso da categoria.
    Com relação à dúvida inicial, a resposta não é simples. Se nos basearmos em teorias econômicas clássicas, uma vez não existindo salário mínimo, os empreendedores iriam mensurar o valor de cada trabalho para assim estipular o salário, porém sabemos que os seres humanos são passíveis de se organizar e combinar práticas não tão humanas. Quanto menos empreendedores existem em um determinado mercado,maior é seu poder de direcionar os salários, sem necessariamente atender a um valor justo. É por isso que uma economia 100% sem intervenção do Estado é apenas utopia. Obviamente a interferência deve ser mínima, mas deve existir.
  • anônimo  11/01/2019 15:19
    Entendi. Eu, por exemplo, tenho uma empregada doméstica. E, de livre e espontânea vontade, pago a ela um valor (muito) acima do salário mínimo. Segundo você, isso só ocorre porque há uma "Convenção Coletiva de Trabalho" me obrigando a isso. Mas, gozado, nunca vi nenhuma. Nunca me chegou nenhuma exigência. Com efeito, nem acho que exista uma para domésticas em minha cidade.

    Logo, como você explica o fato de eu voluntariamente pagar mais que o mínimo e sem haver um CCT? Deve dar tilt no seu cérebro.

    A "necessidade do trabalhador" e a "ganância do empregador" são irrelevantes em determinar salários
  • Michel Nunes  12/01/2019 13:41
    Olá anônimo,
    Que bom podermos debater, acho que agrega bastante.
    Vamos lá, quando falo em CCT, a ideia é de que esse tipo de convenção protege os menos qualificados e não que ela suprime as possibilidades dos mais qualificados, até porque não estabelece um teto na maioria dos casos.
    A antítese disso, ou seja, pensemos em um mundo sem CCT e sem salário mínimo, é que os salários seriam regulados pelo mercado. Isso na teoria é bom, mas, como falei, grandes concentrações de poder podem gerar subvalorização em alguns mercados. E nem precisamos ir longe para verificar o nível cultural e falta de caráter de alguns empresários, basta ver a longa lista arrolada na Lava-Jato. Você quer me convencer de que esses empresários tenderiam a pagar um justo salário para os menos qualificados necessários aos seus empreendimentos? Outra, cansamos de ver notícias sobre empresários que pagam por fora.
    Em mercados desenvolvidos, com forte cultura de livre negociação, a supressão da figura do salário mínimo é viável sim, mas não no Brasil atual. Precisamos remodelar nossos alicerces antes de entrarmos nessa.
    Quanto à questão dos bons funcionários, eu nem entrei nesse mérito no meu comentário, mas endosso as observações de todos de que os bons são sempre valorizados.
    Um abraço.
  • Eduardo  11/01/2019 15:24
    "Muitos empresários adorariam praticar o salário mínimo, mas as CCTs não permitem, ao estabelecer o piso da categoria. [...] sabemos que os seres humanos são passíveis de se organizar e combinar práticas não tão humanas. Quanto menos empreendedores existem em um determinado mercado,maior é seu poder de direcionar os salários, sem necessariamente atender a um valor justo."

    Isso é "lógica" de quem nunca empreendeu nem um carrinho de pipoca na vida. Faz parecer que todo patrão é mau e todo empregado é santo, honesto, competente e coitado, e que só não ganha mais por "crueldade" do patrão.

    Pra começar, tem muito caso de funcionário que trabalha pouco e quer ganhar muito. Só que ninguém fala disso porque é politicamente incorreto. Você olha os debates na mídia e parece até que casos assim simplesmente não existem.

    Tive muitos funcionários assim. Tem vezes que quando abre uma vaga você precisa contratar e demitir uns dois ou três até achar um funcionário bom. E quando acha, tem que tratar bem para não perder.

    Por outro lado, funcionário bom escolhe onde quer trabalhar e quanto quer ganhar, e empresário inteligente paga com gosto.

    Funcionário ruim tem que aceitar o que aparece e fica morrendo de inveja do funcionário bom que ganha mais do que ele. Aí reclama do patrão, da terceirização, de todo mundo. Só não percebe é que a culpa é dele.
  • Microempresário bem sucedido   11/01/2019 15:31
    Eu passei boa parte de minha vida procurando aqueles que valem mais do que recebem. Quando acho, pago com gosto. Meus empregados que têm os maiores salários sempre representaram as maiores barganhas de minha folha de pagamento. São os que me dão mais retorno.

    Aqueles que vivem reclamando sobre baixos salários são exatamente aqueles que não valem nem o pouco que recebem. Empregado bom que está subremunerado rapidinho encontra outro empregador que paga o que ele vale.

    Qualquer um que acredite que recebe pouco deve abandonar o emprego e ir testar sua real aptidão no mercado.
  • Michel Nunes  12/01/2019 13:58
    Eduardo,
    Bom dia.
    Interessante suas colocações, mas vamos explorar um pouco mais:
    1 - Não coloquei no meu comentário que os empregados estão sempre certos. Pelo contrário, tenho experiência em participar de audiências de processos trabalhistas pelo lado da empresa, e o que vejo são muitos pedidos inconsistentes e sem base de ex-empregados, que, até a reforma trabalhista, não tinham consequência nenhuma para os autores, mas absorvia precioso tempo da empresa.
    2 - Por mais que você e outros sejam honestos, vamos ser sinceros: quantas vezes na história a economia foi abalada seriamente por atitudes desonestas das pessoas? A própria invenção do papel moeda advém de situações de fraude em moedas e barras de metais. Não dá para acreditar que todo empresário é bonzinho e, por isso, citei que deve haver uma interferência mínima do Estado na economia, exatamente no intuito de identificar e punir aqueles que atuam em concorrência desleal.
    3 - Concordo com você no tocante a muitas pessoas querendo ganhar muito trabalhando pouco. Sabe o porque disso? Nossa história. A corte portuguesa beneficiava aqueles que agiam a seu favor; Getúlio Vargas criou a visão do Estado forte paternalista e assim somos um povo "educado" a aceitar que não devemos nos esforçar muito e que o Estado tem a obrigação de nos amparar em vários aspectos do nosso cotidiano. Essa é a PRINCIPAL mudança que precisamos imprimir em nossa cultura enquanto nação. Caso contrário, nada do que debatemos aqui tem validade.
    Um grande abraço.
  • brunoalex4  10/01/2019 17:47
    OFF. Olha só que legal:

    olhardigital.com.br/noticia/lei-obriga-google-maps-a-alertar-sobre-areas-de-risco-no-rio-de-janeiro/81120

    o Estado se arvora o direito de tomar conta de tudo. Como não consegue e acaba falhando, joga a responsabilidade nas costas dos outros.
  • Jonathas Pereira de Souza  10/01/2019 17:53
    Ser Rico é uma coisa, Ser Rico e Investidor é outra coisa. Se existe um sistema aonde eu lucre apenas deixando o meu "dinheirinho" no banco parado, o que irá me motivar de investir e me arriscar? Eis a incógnita.
  • Rafael  10/01/2019 17:59
    E o que você acha que é feito com esse "dinheirinho parado no banco"? Você acha que o banco deixa dinheiro parado? Se sim, então você está dizendo que banqueiro odeia lucro.

    Não, meu caro. Não existe dinheiro parado no banco. Em nosso atual sistema monetário e financeiro, todo o dinheiro está inevitavelmente em algum depósito bancário. Não importa se o rico comprou ações, debêntures, títulos, CDBs, LCIs, LCAs ou LCs, aplicou em fundos de investimento ou em fundos de ações: no final, este dinheiro caiu em alguma conta bancária, e será emprestado pelos bancos para financiar investimentos.

    O que de pior pode acontecer, aí sim, é o banco (ou o próprio rico) utilizar esse dinheiro para comprar títulos do Tesouro. Mas aí, ora, ele estará fazendo exatamente aquilo que a esquerda defende: direcionando dinheiro para o governo e políticos.

    Logo, não há argumento contra.
  • Alessandro  10/01/2019 18:29
    Meu sogro é um empreendedor rico mas humilde e simples (quem o vê não dá nada por ele). Ele nunca ouviu falar em Tesouro Direto. Tampouco faz aplicações financeiras (na verdade, ele tem uns "trocados" aplicado em LCI que seu gerente de banco recomendou). De resto, tudo o que ele tem ele reinveste em sua empresa (ele é da agropecuária). Ele sabe que se não fizer isso perde mercado para a concorrência.
  • Lord Keynes  10/01/2019 18:02
    Mito.

    Sabemos que os rentistas aplicam em investimentos improdutivos, no caso títulos públicos. Pensava que os austríacos abominassem esse ciclo de investimento onde se empresta para o governo e ele o gasta em coisas desnecessárias, mas vejo que a política que vocês defendem é a imoralidade dos rentistas para com a população, ou seja, a população é quem banca os rentistas.
    E mais, se vocês defendem esse arranjo, como acabar com a dívida pública que é tão criticada por vossos senhorios? Não me parece contraditório?
  • Mises Putão  10/01/2019 18:12
    "Sabemos que os rentistas aplicam em investimentos improdutivos, no caso títulos públicos."

    Ué, e quem é que coloca títulos públicos à venda?!

    Só existem títulos públicos porque o governo, que segue políticas keynesianas, gasta mais do que arrecada. Se o governo não incorresse em déficits orçamentários (como os austríacos dizem que deve ser) nem sequer haveria títulos públicos nos quais as pessoas (inclusive os pobres) pudessem aplicar.

    Essa, aliás, é a deliciosa contradição dos keynesianos: eles defendem mais gastos e mais déficits, e depois acham ruim das consequências disso tudo!

    Querem que o governo gaste os tubos, e depois ficam bravos com aqueles que estão ali para financiá-los!

    É ou não é um caso de esquizofrenia?

    Aliás, esquizofrenia não. É pura ignorância econômica, mesmo.

    "Pensava que os austríacos abominassem esse ciclo de investimento onde se empresta para o governo e ele o gasta em coisas desnecessárias"

    Mas, filhote, os austríacos são os únicos que defendem um profundo corte de gastos e de impostos como forma de equilibrar o orçamento e assim acabar com o déficit e, consequentemente, com o endividamento do governo (que gera o seu odiado "rentismo").

    Já vocês keynesianos têm um tesão inexplicável por mais gastos e mais déficits (os quais, segundo vocês próprios, gera aumento na "demanda agregada" e, consequentemente, "crescimento econômico"). São vocês que geram essa situação.

    A única coisa que posso dizer para você sobre rentistas que aplicam na dívida pública é: "toma que o filho é teu!"

    Ademais, o artigo não fala de pessoas que investem em títulos do governo (algo que qualquer pobre com R$ 30 também pode fazer), mas sim naqueles que investem vultosamente em coisas produtivas (algo que, por definição, pobres são incapazes de fazer).

    "mas vejo que a política que vocês defendem é a imoralidade dos rentistas para com a população, ou seja, a população é quem banca os rentistas."

    Duas perguntinhas básicas:
    1) Onde você "viu" no artigo tal defesa? Aliás, onde você viu qualquer coisa relacionada a isso?
    2) Quais políticas fiscais criaram os rentistas? Vejamos até onde vai a sua hombridade.

    "E mais, se vocês defendem esse arranjo, como acabar com a dívida pública que é tão criticada por vossos senhorios? Não me parece contraditório?"

    De novo: que arranjo, cidadão?! Quem defende gastos crescentes e déficits do governo -- que geram os rentistas -- são exatamente vocês keynesianos, que não entendem p... nenhuma de economia e, por isso mesmo, são incapazes de entender as consequências de suas próprias políticas. Por isso mesmo vocês levaram o Brasil à breca.

    Quer acabar com os rentistas? Fácil. Defenda estado mínimo (ou, melhor ainda, a extinção do governo) e um corte de 99% no orçamento do governo. Pronto. Nunca mais você vai ouvir falar em rentistas. Ao contrário: vai ver um surto nos investimentos produtivos.

    Hoje, o estado -- via déficits e impostos -- chupa o dinheiro disponível para investimentos. Sem déficits e com gastos e impostos menores, todo o dinheiro iria necessariamente para a produção.

    Você defende isso? Aguardo sua coragem.
  • Daniel  10/01/2019 18:18
    E tem outro ponto: rico não aplica o grosso de sua grana em títulos do Tesouro. Ali ele aplica apenas as "sobras". Rico aplica em fundos de investimento de alta performance (aquele que exigem um alto valor mínimo de entrada), em debêntures, em CDBs, LCIs e LCAs de longo prazo.

    Quem aplica em Tesouro Direto é classe média.

    Logo, o cara quer que o governo tribute ainda mais o rico que produz para repassar esse dinheiro para os rentistas da classe média.
  • Pobre Paulista  10/01/2019 19:29
    Opa!!!!!!

    "Quem aplica em Tesouro Direto é classe média. "

    Acho que vou mudar meu nick pra Classe Média Paulista :-D
  • Humberto  10/01/2019 18:11
    "Baixas alíquotas de impostos sobre aqueles de rendimento elevado são desejáveis não porque eles precisam do dinheiro, mas sim porque nós precisamos — sob a forma de capital."

    Brilhantemente colocado. Uma ótima maneira de se resumir o assunto. E ótimo artigo, como de praxe.
  • Gustavo  10/01/2019 18:14
    Em nenhum país ocidental os ricos arcam exclusivamente com os impostos; quem realmente fica com o grande fardo é a classe média. Não há, em nenhuma sociedade, um número grande o bastante de ricos que possam custear sozinhos os gigantescos gastos efetuados pelos estados assistencialistas ocidentais. E é ingenuidade crer que as pessoas mais ricas irão simplesmente quedar inertes e aceitar pagar alíquotas mais altas.

    Exatamente por isso, a social-democracia é uma tese auto-refutável.
  • Askeladden  10/01/2019 18:18
    Defender rico? já possuem 82% da riqueza do país.

    apufpr.org.br/concentracao-de-riqueza-aumenta-no-brasil-e-no-mundo-2/
  • Marcelo  10/01/2019 18:22
    Ah, sim, e a metodologia que usam para fazer tal mensuração é "excelente". Chamar isso aí de farsa é pouco.

    www.mises.org.br/BlogPost.aspx?id=2292
  • Jorge  10/01/2019 18:27
    Essa gente é tão ignorante que elas juram que os ativos dos ricos estão na forma de dinheiro "parado nos bancos", prontinho para ser tributado. Ora, a riqueza dos capitalistas na forma de dinheiro configura uma ínfima fatia.

    A verdadeira riqueza dos capitalistas está na forma de ativos -- fábricas, instalações industriais, bens de capital, caminhões, tratores e maquinários em geral -- que estão empregados na produção de bens e serviços que são vendidos no mercado. Não só é impossível tributar isso, como ainda seria trágico caso alguém confiscasse (vide Venezuela).
  • Seguidor da Lógica  10/01/2019 18:31
    Tributar os ricos vai melhorar? Eis algumas pistas:

    - lei seca diminuiu os acidentes?;
    - desarmamento reduziu homicídios?;
    - estabelecer salário mínimo aumentou empregos?;
    - exigir 1000 laudos para empreender criou as melhores empresas mundiais?;
    - obrigar a se defender com alguém da guilda chamada OAB evitou condenações erradas?;
    - obrigar a fazer contabilidade com alguém da guilda CRC ocasionou aumento de produtividade nas empresas?;
    - proibir importações de remédios não liberados pela ANVISA salvou mais vidas?;
    - aumentar o estado nos deu mais liberdade?

    E aí,

    - taxar mais os ricos vai enriquecer a população?
  • Gustavo A.  10/01/2019 18:48


    Repercutiu na mídia uma fala da Democrata Ocasio Cortez querendo criar um New Deal Verde que envolve a tributação em 70% dos ricos , bem como metas para o meio ambiente. Mais informações aqui .

    É o fim dos EUA. Vale lembrar, que a guerra da independência foi por tributação de menos de 10%.
  • Vinícius Garcia  10/01/2019 19:11
    Por incrível que pareça, lá nos EUA essa obsessão em punir os mais ricos é bem mais forte que aqui. A inveja por lá está atingindo níveis latino-americanos. Não é à toa que os ricos de lá já picaram a mula pra Cingapura.

    veja.abril.com.br/economia/com-1-milionario-para-cada-35-habitantes-singapura-vive-boom-de-endinheirados/
  • Nunes  10/01/2019 19:12
    Essa tal Ocasio-Cortez é tão asinina que faz a ala radical do PT parecer moderada e sensata.
  • Imperion  10/01/2019 21:35
    Tao tentando passar essa lei de tributar ricos nos eua desfe sempre. Cada hora é por um motivo diferente. Ate hoje nunca passou.
  • Revoltado  11/01/2019 10:54
    Essa Ocasio-Cortez só teria boa chance de ser ouvida se o próximo presidente dos EUA fosse o Bernie Sanders...
  • Gustavo A.  11/01/2019 13:17
    Eu não duvido. Primeiramente devemos lembrar que o último presidente democrata foi o radical Barack Obama...

    As ideias do Sanders repercutem cada vez mais na mídia, ele e a Ocasio Cortez vivem falando na loucura do socialismo nórdico (neste ponto estamos muito a frente dos americanos, essa ideia já virou piada no Brasil). Se a crise estourar no mandato do Trump, o opositor irá ganhar uma força enorme. Tem mais alguns socialistas malucos da nova geração, como aquele Beto O'Rourke (o queridinho das celebridades) que quase tirou Ted Cruz do Senado pelo TEXAS, podendo concorrer à presidência.

    Veremos quais serão os próximos capítulos. Mesmo sabendo que o estado americano é enorme, é bem ruim ver essas ideias de socialismo crescendo lá, o país foi fundado com ideias de liberdade, foi exponente do liberalismo no mundo.
  • Ulysses  11/01/2019 15:32
    A esquerda americana está cada vez mais insana. A cada eleição, os democratas vão se aproximando do PSOL. A coisa tá tão bizarra, que se surgisse no Democratas um candidato com as mesmas idéias econômicas e sociais de Bill Clinton (que reduziu o imposto sobre ganhos de capital, reduziu os gastos do governo em termos do PIB e endureceu as a regras da seguridade social), ele seria expulso do partido e tachado de ultra-reacionário de direita.
  • anônimo  11/01/2019 15:43
    ulysses

    Eu vi um vídeo de um empresários conversando com alguns políticos democratas. Ele estava falando sobre a necessidade de furar mais poços de pétroleo para que o preço fique mais baixo, e enquanto ele falava, a democrata que estava conversando com ele, soltou, meio que sem querer, algo como "queremos desa...(propriar) o governo deveria tomar conta das empresas..."
  • Ulysses  11/01/2019 15:58
    Sim, eu me lembro. Foi a deputada Maxine Waters (da esquerda californiana, progressivíssima) prometendo que iria "socializa... hum... hum... digo, tomar o controle das petrolíferas".


  • anônimo  11/01/2019 15:58
    Por isso a urgência do Bolsonaro reformar o país e transformá-lo num EUA tupiniquim (não com a mesma riqueza, mas com os mesmos princípios). Porque se os EUA se afundar de cabeça no socialismo, não vamos mais poder contar com territórios pequenos como refúgios.
  • HHH  10/01/2019 19:04
    Nem precisa dar nenhuma explicação econômica. Confiscar a propriedade alheia -- não importa a fatia confiscada -- é errado e imoral. É assalto. É violência. Logo, tributar a renda de qualquer pessoa é antiético e imoral. Defensores deste crime devem ser removidos fisicamente de qualquer sociedade que se queira civilizada.
  • PESCADOR  11/01/2019 16:11
    So to speak.
  • Questionador  10/01/2019 19:15
    O seu patrão é mais rico ou mais pobre que você? Se o governo aumentar o confisco do dinheiro dele, seu emprego ficará mais garantido ou menos garantido? Suas chances de aumentos salariais serão maiores ou menores?

    Você estará melhor em uma economia com vários ou com poucos ricos?
  • Andre Gonçalves   10/01/2019 19:22
    Gene Simons, do Kiss, disse que nunca trabalhou para um pobre na vida. Quem trabalha para pobre pede esmola para dois.
  • Socialista de Iphone  11/01/2019 13:30
    Para a maioria dos esquerdistas, riqueza é algo que simplesmente existe! Não é algo construído com suor. Portanto, na cabeça deles existe uma teoria que diz que por causa de algumas injustiças do mundo o dinheiro fica com poucas pessoas. Eles não querem prosperar, enriquecer e ser igual a essas pessoas. Querem apenas um mundo em que todos tem dinheiro sem fazer nada.

    Resumidamente, em termos nada técnicos, é isso.
  • Jenifer Viana  11/01/2019 16:52
    Essa semana recebi esse vídeo de um amigo que acha a social-democracia o máximo.
    www.youtube.com/watch?v=-I5wcQghlwM

    O que dizer né, dei boas gargalhadas com as loucuras que ele fala no vídeo(pra ele o br é um 'paraíso fiscal', riquezas são finitas e rico gosta de pagar escola cara pra deixar pobre nas escolas ruins) mas concordei com o fato de que se as pessoas soubessem como as coisas funcionam estariam revoltadas. Mas quando refutadas as ideias do rapaz e seus argumentos falaciosos, só ouvi que não entendi bem o que ele queria dizer e que o moço se referia a algo que não consta no vídeo, além do apelo ao suposto título do rapaz.
    Mas fazer o que, tem gente que cresce e continua acreditando em contos de fadas.
  • Amante da Lógica  11/01/2019 17:25
    Segundo o "gênio" (minuto 2:55), a desigualdade é ruim "porque a quantidade de dinheiro é finita; o número de notas (cédulas) que tem é aquele (valor fixo). Então, todo bilhão que vai para os ricos falta para os mais pobres".

    O cara fala uma sandice dessas e ainda se diz economista. Será que ele é completamente ignorante sobre a taxa de crescimento dos agregados monetários M1, M2, M3 e M4?

    Somente nos últimos 12 meses, o M3 aumentou nada menos que R$ 438 bilhões!

    Pode conferir aqui:

    www.bcb.gov.br/content/estatisticas/Documents/Indicadores_consolidados/IE2-11.xlsx

    Sendo assim, se formos levar a sério a brilhante lógica deste gênio -- que além de dizer que "a quantidade de dinheiro é fixa" ainda diz que "todo bilhão que vai para os ricos falta para os mais pobres" --, podemos então concluir então que a fortuna dos bilionários brasileiros aumentou R$ 438 bilhões em 2018, pois eles necessariamente embolsaram cada real criado, ao passo que os pobres não ficaram com nada.

    O Brasil, portanto, é uma usina de criar bilionários. Aqui eles enriquecem R$ 428 bilhões por ano! Um espanto.

    E nêgo desses é levado a sério...
  • Guilherme  11/01/2019 17:46
    Haha putz! Tanto argumento que o cara podia usar pra falar de desigualdade e ele vai logo falar que "a quantidade de dinheiro é fixa"!
  • Andre  11/01/2019 17:37
    Viver de social democracia é o máximo mesmo, dureza é pagar a conta, quanto a sustentabilidade dessa aberração é difícil prever, a URSS com um pouco de capitalismo escondido no porão sobreviveu por 7 décadas.
  • Jo%C3%83%C2%A3o Netto  11/01/2019 21:31
    Ótimo texto! A propósito, vale o complemento, as pessoas não tendem a achar que o dinheiro dos ricos fica numa gaveta. Eles basicamente acham que ricos vivem torrando grana futilmente. Afinal, é mais interessante noticiar uma extravagância de um milionário do que dizer que ele investiu tantos milhões num negócio.
  • Doutrina Social da Igreja  11/01/2019 23:59
    O que é capitalismo?

    Muito frequentemente esta palavra não é muito bem definida, e cada pessoa lhe dá um significado, bom ou mau, conforme as suas próprias convicções, mas nunca a definindo claramente. Então, o que é o capitalismo?

    O capitalismo não é a posse privada de propriedade, mesmo que se trate de propriedade produtiva, pois tal tipo de propriedade existe na maior parte do mundo desde tempos muito remotos, enquanto que o aparecimento do capitalismo é normalmente situado na Europa do final da Idade Média.

    Talvez a melhor maneira de proceder seja escolher a definição de uma autoridade, e depois analisaremos como é que se enquadra com os fatos históricos. Voltemos à encíclica Quadragesimo Anno (1931), do Papa Pio XI, em que o capitalismo é definido, ou caracterizado, como "o sistema econômico em que o trabalho e o capital necessários para a produção são fornecidos por pessoas diferentes". Por outras palavras, no sistema capitalista normalmente trabalha-se para outra pessoa. Alguém, o capitalista, paga a outros, os trabalhadores, para que trabalhem para si, e recebe os lucros do seu empreendimento, isto é, o que sobra depois de pagar o trabalho, as matérias-primas, amortizações, débitos, etc.

    Há alguma coisa de errado com o capitalismo, com a separação da posse e do trabalho? Não há nada de errado em ter uma fábrica ou uma quinta e pagar a outros para as trabalharem, desde que lhes pague um salário justo. No entanto, o sistema capitalista é perigoso e insensato. Os seus frutos foram nocivos para a humanidade, e o Sumo Pontífice fez o apelo por mudanças que iriam eliminar, ou pelo menos diminuir, o cerne e o poder do capitalismo.

    Deixem-me explicar as afirmações que acabei de fazer. E para o fazer tenho de fazer primeiro um breve desvio para discutir o propósito da atividade econômica. Por que é que Deus deu ao homem a necessidade e a possibilidade de criar e utilizar-se de bens econômicos? A resposta é óbvia: necessitamos desses bens e serviços para levarmos uma vida humana.

    A atividade econômica produz bens e serviços para servir toda a humanidade, e qualquer ordenamento econômico deve ser avaliado pela capacidade de preencher este objetivo.

    Quando a posse e o trabalho estão separados, tem necessariamente de existir uma classe de homens, os capitalistas, que estão afastados do processo de produção. Os acionistas, por exemplo, não querem saber o que é que a empresa, da qual eles são formalmente os donos, faz ou produz, mas só lhes interessa saber se as ações estão a subir ou quais os dividendos que daí vão tirar. De fato, na bolsa, as ações mudam de mãos milhares de vezes por dia, ou seja, diferentes indivíduos ou entidades, como fundos de pensões, são em parte donos de uma empresa durante alguns minutos ou horas ou dias, e depois vendem-na tornando-se donos de outra entidade qualquer. Naturalmente esta classe de capitalistas passa a encarar o sistema econômico como um mecanismo pelo qual dinheiro, ações, títulos e outros equivalentes podem ser manipulados para enriquecimento pessoal, ao invés de servir a sociedade produzindo bens e serviços. Em resultado disto, têm-se feito fortunas através de takeovers hostis, fusões, encerramento de fábricas, etc., por outras palavras, aproveitam o direito de propriedade privada, não para se envolverem na atividade econômica produtiva, mas para se enriquecerem independentemente dos efeitos nos consumidores e trabalhadores.

    Os Papas justificaram a propriedade privada, mas se analisarmos os motivos e os argumentos por que o fizeram constataremos que a sua lógica está muito longe da capitalista. Examinemos, por exemplo, a famosa passagem da encíclica Rerum Novarum (1891), do Papa Leão XIII.

    Os homens trabalham mais e com mais prontidão quando trabalham naquilo que é seu; mais, aprendem a amar o solo que trabalham com as suas mãos, e lhes provê, não apenas comida para comer, mas uma abundância para ele e para os que lhe são queridos (no. 35).

    Mas, o que acontece sob o capitalismo? Os homens aprendem a amar os certificados das ações que lhes renderão dinheiro, em resultado do trabalho de outra pessoa?

    A justificação que os Papas sempre fizeram da propriedade privada está ligada, pelo menos idealmente, à unidade entre a propriedade e o trabalho.

    Acrescenta Leão XIII:

    "A lei, portanto, deve favorecer a propriedade privada, e o seu objectivo deve ser tornar o maior número possível em proprietários". (Rerum Novarum)

    E este ensinamento é repetido por Pio XI na Quadragesimo Anno:

    "quanto mais frequentemente vemos votadas ao esquecimento as recomendações daquele grande Pontífice, ou porque intencionalmente se não falava, delas, ou porque as julgavam impossíveis de actuar, sendo que não só podem, mas devem realizar-se. Nem elas no nosso tempo perderam nada da aia, força e oportunidade, apesar de hoje não ser tão geral e horrendo o pauperismo, como era ao tempo de Leão XIII. Sem dúvida que a condição dos operários melhorou e se tornou mais tolerável, sobretudo nas cidades mais progredidas e populosas, onde os operários já não podem todos sem excepção ser considerados como indigentes e miseráveis. Mas desde que as artes mecânicas e a indústria moderna em pouquíssimo tempo invadiram completamente e dominaram regiões inumeráveis, tanto as terras chamadas novas, como os reinos do remoto Oriente cultivados já na antiguidade, cresceu desmesuradamente o número dos proletários pobres, cujos gemidos bradam ao céu. Acresce o ingente exército dos jornaleiros relegados à ínfima condição e sem a mínima esperança de se verem jamais senhores de um pedaço de terra; (43) se não se empregam remédios oportunos e eficazes, ficarão perpetuamente na condição de proletários.

    É verdade, que a condição proletária não se deve confundir com o pauperismo; contudo basta o facto de a multidão dos proletários ser imensa, enquanto as grandes fortunas se acumulam nas mãos de poucos ricos, para provar à evidência que as riquezas, produzidas em tanta abundância neste nosso século de industrialismo, não estão bem distribuídas pelas diversas classes da sociedade.

    É pois necessário envidar energicamente todos os esforços, para que ao menos de futuro as riquezas grangeadas se acumulem em justa proporção nas mãos dos ricos, e com suficiente largueza se distribuam pelos operários; não para que estes se dêem ao ócio, — já que o homem nasceu para trabalhar como a ave para voar, — mas para que, vivendo com parcimônia, aumentem os seus haveres, aumentados e bem administrados provejam aos encargos da família; e livres assim de uma condição precária e incerta qual é a dos proletários, não só possam fazer frente a todas as eventualidades durante a vida, mas deixem ainda por morte alguma coisa, aos que lhes sobrevivem."


    Se "o maior número possível… se tornar proprietário", então a separação fatal entre trabalho e posse, será, se não removida, pelo menos o seu âmbito e influência será diminuída. Já não será a característica fundamental do nosso sistema econômico, mesmo que continue a existir.

    É isso que a Doutrina Social da Igreja defende: um sistema econômico em que a propriedade privada está bem distribuída, no qual "o maior número possível" é, de fato, proprietário.

    "Capitalismo demais não significa capitalistas demais, mas capitalistas de menos."

    A Doutrina Social da Igreja visa aumentar o número de proprietários, estimulando os indivíduos e as famílias a adquirir ou criar seus próprios meios de produção, em vez de depender de salários. Isso, na prática, pode significar muito bem os "três alqueires e uma vaca" de Chesterton, assim como, na economia moderna, "três computadores e um escritório em casa".
    O sistema econômico defendido pela Doutrina Social da Igreja consiste em empresas familiares de qualquer espécie (não só chácaras – como insinuam ser nossa opinião alguns críticos zombeteiros), ou firmas cuja propriedade pertence aos empregados (chamadas cooperativas), ou ainda pequenas empresas e empresas de médio porte que atuam local ou regionalmente. Também pequenos negócios e trabalhos independentes, em geral, correspondem ao distributismo na prática.

    Qualquer pessoa que pense que "livre iniciativa" quer dizer Wal-Mart, com suas legiões de chineses pagos com salários escravos a labutar em benefício de acionistas americanos, sob a canga de um governo comunista que sequer lhes permite ter filhos, precisa consultar depressa a Doutrina Social Católica. Algo muito errado se passa na ordem moral, quando os fundadores do Wal-Mart repousam sobre uma carteira de ações de 84 bilhões de dólares, construída em grande parte com trabalho quase escravo, enquanto os "assistentes de venda" da rede varejista não conseguem sustentar as próprias famílias ou dar conta de seus gastos médicos, embora uma pequena fração dos bilhões da família Walton fosse suficiente para pagar, por uma vida inteira, um plano de saúde para todos os funcionários do Wal-Mart. Não estou sugerindo que o governo confisque a riqueza da família Walton. Claramente a questão é que os Walton deveriam fazer justiça aos seus esforçados funcionários sem a necessidade de uma ordem governamental, isto é, eles deveriam aplicar a lei do Evangelho na condução dos seus negócios.

    O fundador e diretor executivo da Costco, um católico imerso na Doutrina Social da Igreja, paga a seus empregados o salário-família e 92% dos seus gastos médicos.
  • anônimo  14/01/2019 11:25
    A maioria dos ricos não prestam. Os ricos são os que mais patrocinam causas progressistas. Basta ver os Rothschilds, os Rockefeller, Soros e outros.

    O Zuckerberg falou que a maioria dos empresários do Vale do Silício são de esquerda (aos 2:36):

  • Ed  11/02/2019 15:23
    Mas quem garante que não haverá exploração? Claro que o empreendedor deve ter sua margem de lucro em virtude do risco do seu negócio dar errado e perder tudo que poupou. Mas como se define qual é a margem de lucro justa? Se o operário produz 100 e o empresário o paga com 10, quando deveria pagar com 90?
  • João  11/02/2019 16:33
    Baixos salários, insatisfação e até mesmo "exploração" são fenômenos típicos de economias amarradas pelo governo. A lógica é direta.

    Em uma economia livre e dinâmica, na qual sempre há oportunidades de emprego, se um indivíduo tem um emprego do qual não gosta ou no qual se sente desprestigiado, ele simplesmente pede para sair deste emprego e vai à procura de outro. Sendo ele competente em sua área, os empregadores irão lhe disputar acirradamente, fornecendo benefícios e salários altos. Afinal, sendo ele competente e produtivo, aquele empregador que lhe oferecer um simples aumento salarial e o conseguir como empregado terá enormes lucros. Os empregadores disputariam esse trabalhador.

    Logo, em uma economia livre, é o trabalhador quem estipula o próprio salário.

    Já em uma economia amarrada pelo governo, na qual há poucas oportunidades de emprego, e o próprio ato de contratar alguém legalmente é extremamente caro [no Brasil, encargos sociais e trabalhistas dobram o custo de um empregado], o trabalhador fica sem opção. Nesta economia amarrada pelo governo, aquele trabalhador que não gosta do seu emprego ou não se sente valorizado não tem nenhuma opção. Se ele pedir demissão, dificilmente encontrará outro emprego legal — pois a economia é amarrada e os custos trabalhistas são altos.

    Assim, quanto mais regulada e burocratizada a economia, e quanto maiores os encargos tributários sobre a folha de pagamento, menores as disponibilidades de emprego, menor o poder de barganha dos trabalhadores, menores os salários, maior a insatisfação, e maiores as chances de abuso.

    Em suma: se o mercado de trabalho é engessado por regulações trabalhistas e tributos sobre a folha de pagamento — os quais encarecem sobremaneira o preço do trabalho legal —, o governo está simplesmente fazendo com que empreender e gerar empregos legalmente seja proibitivo em termos de custos. Consequentemente, a mão-de-obra de qualidade mais baixa terá dificuldades para encontrar empregos formais, pois não é produtiva ao ponto de gerar mais receitas do que custos para seus empregadores. Seu poder de barganha será nulo, não haverá disputa por sua mão-de-obra e seus salários serão permanentemente baixos.

    Não culpe os capitalistas. Culpe os políticos.

    A "necessidade do trabalhador" e a "ganância do empregador" são irrelevantes em determinar salários

    Sim, o trabalho assalariado é uma mercadoria - e é isso o que o protege contra abusos


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