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Ao contrário do que diz o senso comum, não existem recursos naturais
Todos os recursos são criados pela mente humana, a qual, esta sim, é o recurso supremo

Recentemente, em um jantar com universitários, um dos alunos me perguntou um economista cuja obra eu recomendaria. Mas não poderia ser nenhum dos famosos — como Adam Smith, F.A. Hayek, Ludwig von Mises e Milton Friedman — cujas obras eu sempre recomendo.

Ótima pergunta.

Imediatamente respondi: Julian Simon.

Obviamente, nenhum dos alunos já havia ouvido falar em Simon. Sendo assim, comecei a falar sobre este extraordinário intelectual que é injustamente pouco conhecido.

A mais notável contribuição de Julian Simon é a sua demonstração de que a mente humana é, como ele próprio descreveu, "o recurso definitivo e supremo".

A mente humana é o recurso supremo porque é ela, e apenas ela, quem cria todos os outros insumos economicamente valiosos que rotulamos de "recursos".

Não existem recursos naturais

À primeira vista, esta noção soa um tanto maluca. Afinal, a mente humana não criou coisas como a madeira ou o minério de ferro ou o petróleo. Estes materiais foram criados pela natureza; é por isso que eles são chamados de "recursos naturais".

Sim, é verdade que a natureza criou estes materiais, mas a natureza não os transformou em recursos. Esta crucial transformação foi feita exclusivamente pela criatividade humana, pelo intelecto humano e pelo esforço humano.

Por exemplo, aquilo que nós humanos chamamos hoje de minério de ferro são apenas rochas especialmente ricas em óxidos de ferro. Sozinhas, estas rochas são inúteis. Por si sós, elas permaneceriam no subsolo sem qualquer utilidade. No entanto, elas se tornaram úteis porque os seres humanos, primeiro, descobriram que os óxidos de ferro podem ser transformados em substâncias — ferro e aço — que servem a propósitos humanos; e, segundo, descobriram como extrair os óxidos das rochas para então manufaturá-los em aço e ferro.

Sem essa criatividade, esse intelecto e esse esforço, o minério de ferro seria tão importante para as pessoas quanto é para um porco-espinho.

Como explicado aqui:

A oferta de ferro como um recurso natural economicamente utilizável era de zero para o povo da Idade da Pedra. O ferro passou a ser um recurso natural economicamente utilizável somente após terem descoberto alguma utilidade para ele e após terem percebido que o ferro poderia contribuir para a vida e bem-estar do homem ao ser forjado em vários objetos. 

A oferta de ferro economicamente utilizável [...] se tornou muito maior quando se descobriram métodos para separar o ferro de compostos contendo enxofre. 

Quando este ferro foi separado de elementos como oxigênio e enxofre e recombinado com outros elementos como cromo e níquel para formar os automóveis, os eletrodomésticos e as vigas de aço que sustentam prédios e pontes, ele se tornou muito mais útil e valioso para a vida e bem-estar humano do que o mesmo ferro soterrado, intocado e inutilizado no subsolo.

O mesmo é válido para o petróleo e o carvão trazidos para a terra e utilizados para gerar calor, iluminar casas e fornecer energia para as máquinas e ferramentas do homem. 

O mesmo também é válido para todos os elementos químicos que se transformaram em componentes essenciais de produtos importantes quando comparados ao que eram esses mesmos elementos quando jaziam inertes no subsolo.

Em suma: um material ser caracterizado como um recurso é algo que depende inteiramente da genialidade humana.

Este fato é verdadeiro até mesmo para a terra. Ao longo da maior parte da existência humana, a terra era simplesmente um pedaço de chão sobre o qual nós, como todas as outras criaturas, pisávamos, sentávamos e dormíamos. Foi apenas há aproximadamente 10 mil anos que alguns indivíduos criativos descobriram como cultivar terra para propósitos agrícolas. Foi só então que a terra se tornou um recurso.

A ideia de Simon é, ao mesmo tempo, simples e surpreendente. Uma vez que você a compreende, sua veracidade é inegável. Mais ainda: suas implicações são profundas — por exemplo, ela faz você constatar que a quantidade de recursos na terra não é fixa.

Os recursos não estão sendo exauridos

Embora a quantidade de matéria — a quantidade de átomos — do planeta de fato seja fixa (excetuando-se aquilo que eventualmente seja trazido por meteoros, asteróides e astronautas), as maneiras como esses átomos podem ser combinados e recombinados são infinitas.

Como disse o professor Paul Romer, da Universidade de Nova York, "A tabela periódica contém aproximadamente cem tipos diferentes de átomos. Se pegarmos uma receita simples, do tipo que combina apenas dois elementos — como para formar o aço (ferro e carbono) ou o bronze (cobre e estanho) —, então há 100 x 99 receitas possíveis para apenas dois elementos. Para receitas que envolvem quatro elementos, há 100 x 99 x 98 x 97 receitas possíveis, o que equivale a mais de 94 milhões de combinações [...] Para 10 elementos, há mais receitas possíveis do que segundos vividos desde que o Big Bang criou o universo."

Consequentemente, a quantidade de recursos existentes pode crescer, e de fato cresce, em decorrência da criatividade e do esforço humano.

Este fato, por sua vez, significa que tão logo nós humanos tivermos incentivos suficientes para exercitar nossa criatividade, e tivermos garantido o direito de usufruirmos os ganhos oriundos de nossas criações, é certo que jamais iremos ficar sem recursos, tampouco vivenciaremos qualquer exaurimento significativo de recursos.

Esta previsão feita por Julian Simon, corroborada pela ciência econômica e comprovada pela própria matemática contradiz completamente não apenas o senso comum popular, como também as opiniões de vários cientistas, que afirmam que os recursos naturais são finitos e estão acabando.

Só que tanto a opinião popular quanto a profissional cometem o erro de pressupor que os recursos são criados pela natureza. E dado que a natureza de fato não está criando mais petróleo, magnésio, bauxita e outros recursos "naturais" na terra e nos oceanos, então é certo (segundo eles) que estamos exaurindo nossas ofertas de recursos à medida que os utilizamos diariamente.

Este raciocínio leva à conclusão de que a única maneira de evitar que fiquemos sem recursos é reduzindo a taxa de crescimento econômico ou, talvez, até mesmo interromper por completo o crescimento econômico.

No entanto, essa linha de raciocínio e sua conclusão também são refutadas por um impressionante fato: a oferta global de mercadorias industriais não caiu durante a nossa atual era industrial; ao contrário, subiu. E sabemos que este fato é verdadeiro porque os preços dos produtos industriais, quando ajustados pela inflação, são hoje muito menores do que eram há dois séculos. Preços menores são uma poderosa evidência de que a oferta aumentou em relação à demanda.

Sendo assim, apesar do enorme crescimento ocorrido nos últimos dois séculos na demanda por mercadorias industriais (estimuladas tanto pelo aumento da renda quanto pelo aumento populacional), a queda nos preços reais das mercadorias industriais sinaliza um colossal aumento em sua oferta.

O crescimento econômico cria mais recursos

Eis agora uma implicação ainda mais impressionante da constatação de Simon, e também levando em conta tudo o que já foi dito acima: o crescimento econômico impede, em vez de causar, o exaurimento de recursos.

E ele faz isso de duas maneiras.

De um lado, ao nos tornar mais ricos, ele consequentemente nos fornece mais tempo e recursos para a educação de pessoas que, no futuro, irão utilizar suas mentes para a tarefa de descobrir maneiras de produzir mais bens utilizando menos recursos ou descobrir e extrair recursos de locais até então inacessíveis. Pense, por exemplo, em como o fracking (fraturamento hidráulico) permite a extração de gás natural e petróleo das rochas.

De outro, o crescimento econômico também impede o exaurimento de recursos ao ofertar a humanidade com quantidades maiores daquele recurso supremo: a mente humana. O crescimento econômico nos liberta da armadilha malthusiana. Ele permite que mais mentes criativas sobrevivam na fase adulta e então interajam com outras. Esta crescente interação de mentes humanas é, por si só, criativa, pois, à medida que idéias diferentes competem e cooperam entre si, novas e melhores idéias são formadas. o economista Matt Ridley espirituosamente descreveu esse processo como "idéias fazendo sexo" — e assim como mais sexo entre seres humanos cria mais seres humanos, cada um único e singular, mais sexo entre idéias criam mais idéias únicas e singulares. O ciclo é virtuoso.

Conclusão

O que importa, portanto, não são os limites físicos do nosso planeta, mas sim a liberdade humana para experimentar e reimaginar o uso dos recursos naturais que temos à disposição.

E quanto mais mentes humanas houver para criar, experimentar e colocar em prática a combinação de recursos naturais, maiores serão nossa riqueza e nosso padrão de vida.

A prosperidade é produto da razão, da invenção, da engenhosidade, da criatividade, da inovação, da busca pelo interesse próprio, da maximização de utilidade, da busca por ganhos comerciais e da busca pelo lucro. Desde Adam Smith no século XVIII, economistas vivem a explicar como esses fatores levam a uma maior divisão e especialização da mão-de-obra, o que, por sua vez, leva à criação de máquinas, ferramentas e tecnologias que, além de gerarem ganhos de produtividade, permitem a recombinação dos recursos físicos existentes na terra, o que leva à criação de novos materiais. E isso leva a um aumento contínuo do nosso padrão de vida.

Para tudo isso ocorrer, no entanto, é necessário haver liberdade. Não apenas liberdades civis, mas também liberdade para empreender, para criar, e para manter para si os frutos financeiros (lucro) de suas criações.

Em sociedades livres, os seres humanos são um recurso valioso, pois apenas os humanos são capazes de terem idéias e utilizar sua energia criativa para converter essas idéias em inovações.

36 votos

autor

Donald Boudreaux
foi presidente da Foudation for Economic Education, leciona economia na George Mason University e é o autor do livro Hypocrites and Half-Wits.


  • Vladimir  27/12/2018 16:12
    Finalmente alguém falou disso. Não existem recursos naturais. Existem apenas "matérias brutas". Todos os recursos são criados pelo esforço humano. A matéria bruta sem a inteligência e o trabalho humano jamais pode ser transformada em um recurso.

    Matéria bruta --> Trabalho humano --> Recurso.
  • Vladimir  27/12/2018 16:22
    A expressão "recursos naturais" sugere que algumas coisas que são de valor para os seres humanos ocorrem naturalmente, sem qualquer esforço ou criatividade humana. Obviamente, isso está errado. Nada é naturalmente um recurso. A natureza, por si só, não concede engenho e praticidada a nada. Em última instância, os recursos -- todos os recursos -- são criados pelos seres humanos.

    A natureza cria matéria bruta, mas nunca cria recursos. Matérias brutas e artefatos humanos são transformados em recursos apenas se, e apenas quando, e apenas à medida que a criatividade humana descobre uma maneira (ou maneiras) de empregar essas matérias e artefatos de forma a satisfazer desejos humanos genuínos.

    Por isso, a expressão "recursos naturais" é um tanto enganosa em relação ao papel da natureza em criar abundância e fartura para o ser humano. A natureza existe, é fato, mas a fartura humana é criada pela criatividade humana. Em termos econômicos, a natureza não é a alavanca. O papel da natureza em determinar quem é e quem não é materialmente rico é muito menor do que às vezes somos levados a acreditar quando focamos em "recursos naturais".

  • anônimo  27/12/2018 16:29
    "O papel da natureza em determinar quem é e quem não é materialmente rico é muito menor do que às vezes somos levados a acreditar quando focamos em "recursos naturais"."

    Sim. Vide Japão e Israel (países sem "recursos naturais" nenhum) versus Venezuela e Iraque, para não dizer Angola, Guiné Equatorial, República Democrática do Congo, Nigéria, Gabão, Chade e Camarões, todos fartos em "recursos naturais".
  • Questionador  27/12/2018 16:30
    A primeira vista ok. Mas e os raios de sol? E o ar? E a chuva?
  • Vladimir  27/12/2018 16:40
    A luz do sol e a chuva são matérias brutas abundantes criadas pela natureza. E se transformam em recurso se houver "criatividade humana" para "satisfazer desejos humanos genuínos".

    Já o ar é um recurso que não requer "criatividade humana" para "satisfazer desejos humanos genuínos".
  • Guilherme  27/12/2018 16:50
    Os israelenses inventaram um máquina que extrai água potável do ar. Fabuloso.

    www.israel21c.org/california-fire-rescuers-drink-water-pulled-from-air/

    Ou seja, até mesmo o ar também pode ser encarado como uma matéria bruta que pode ser transformado em recurso por meio da inteligência humana.
  • airton  04/01/2019 20:17
    O ar é uma matéria bruta da natureza utilizada como recurso para que o avião voe. Sem ar o avião não voa. A inteligência humana fez do ar recurso para se poder voar.
  • Dane-se o estado  27/12/2018 17:40
    A expressão "recursos naturais" também sugere que estes materiais são dados de alguma forma sobrenatural ao homem como alguma forma de "bondade divina" ou da natureza. Isso vem da ideia mitológica e ambientalista de que o planeta vive em perfeito equilíbrio e o homem é o vilão mau. Não existe isso de equilíbrio ou desequilíbrio de recursos, recursos só são recursos quando o homem acha utilidade para eles, e o fato de alguns materiais serem ótimos para determinadas coisas que o homem já criou é efeito de pura sorte, muitos elementos químicos que viabilizam por exemplo a computação, poderiam nem existir no planeta terra e talvez dificilmente teríamos tido as tecnologias que temos hoje. Na verdade nenhum material na natureza tem utilidade alguma até que o ser humano determine que tem baseado em sua criatividade.
  • Antonio Ramos  28/12/2018 12:23
    Este texto expõem uma meia verdade; sim concordo pela ótica do texto os recursos naturais dependem da genialidade do homem. Porém o texto ignora que a matéria prima é finita. Sim a matéria prima acaba.
  • Tupy  28/12/2018 13:11
    Abordado no artigo. E eu complemento:

    A tabela periódica contém aproximadamente cem tipos diferentes de átomos. Se pegarmos uma receita simples, do tipo que combina apenas dois elementos — como para formar o aço (ferro e carbono) ou o bronze (cobre e estanho) —, então há 100 x 99 receitas possíveis para apenas dois elementos.

    Para receitas que envolvem quatro elementos, há 100 x 99 x 98 x 97 receitas possíveis, o que equivale a mais de 94 milhões de combinações.

    Matemáticos chamam este aumento no número de combinações de "explosão combinatória". Uma vez que você chega a 10 elementos, há mais receitas possíveis do que segundos vividos desde que o Big Bang criou o universo. E, se você for prosseguindo, tornar-se-á óbvio que ainda há muito poucas pessoas na terra e muito pouco tempo desde que surgimos, pois até hoje só tentamos uma ínfima fração de todas as possibilidades.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2965
  • Alliguierg Vasconcelos Almeida  01/01/2019 01:08
    Você leu e entendeu o texto?
    A genialidade humana permite usar novos materiais ou buscar os já existentes em lugares antes inacessíveis.
    Isso inclui o espaço.
  • Bruno Diniz  27/12/2018 16:28
    Artigo ótimo para ajudar a explicar por que vários países ricos em "recursos naturais" são pobres. De nada adianta ter petróleo, minério e diamantes se não há recursos humanos para transformar esses materiais brutos em riqueza.
  • Joel  27/12/2018 16:38
    Por que o dólar no Brasil sobe tão rápido e este ano sozinho subiu quase 20% mesmo tendo um superávit comercial de quase 50 bilhões de dólares no acumulado de 2018. E em países que também vivem de exportar commodities como Peru que tem um saldo comercial com o mundo perto do zero e Paraguai que importa mais do que exporta possuem variações do dólar tão mais comportadas? Coisa de 5% no acumulado do ano inteiro.
  • Leitor gentil e severo  27/12/2018 16:44
    Aqui:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2901

    P.S.: gentileza ter o bom senso de fazer perguntas desse tipo nos artigos adequados.
  • Andre  27/12/2018 17:12
    Vou tentar usar as palavras do Leandro Roque:

    "Em países com política fiscal irresponsável a moeda local não desvaloriza, ela desaba."

    Peru e Paraguay são os países com a mais responsável política fiscal do continente, até mais que o Chile. Balança comercial positiva não quer dizer nada para o preço do câmbio, uma vez que o exportador brasileiro para receber os dólares de suas vendas tem sua conta no exterior, não entrou nenhum dólar no Brasil de fato. Já Peru e Paraguay são países decentes, com liberdade econômica, impostos justos e apesar de muito corruptos, é uma corrupção acessível para todos, isso facilita um bocado os negócios e por fim aceitam que pessoas comuns abram contas bancárias em moeda estrangeira, o resultado é que os bancos destes países estão abarrotados com dólares de pessoas comuns. Não é de se espantar que são os países com maior crescimento econômico na região e com câmbio estável.

    Adicionalmente compartilho um conhecimento pessoal meu, vivo no Paraguay há alguns anos, meu cunhado é consultor de valores aqui, muitos empresários paranaenses e até alguns paulistas sacam volumosas quantias de reais em Foz do Iguaçu, atravessam a fronteira, convertem esses reais em dólares e os depositam em contas bancárias no Paraguay, basta apenas passaporte e alguns papéis para estrangeiro abrir conta aqui. Mas e o que raios os paraguayos fazem com tantos reais? Eles os convertem em produtos industrializados que não produzem, e que os bobos dos brasileiros vendem sem impostos, os brasileiros pobres estão "pagando" para que empresários bem de vida possam depositar seu patrimônio em moeda forte em lugar seguro. Ninguém confia no Brasil.
  • Lúdico Von Mizifio  27/12/2018 17:39
    " Balança comercial positiva não quer dizer nada para o preço do câmbio"


    Kuwait, Barem, Ilhas Cayman e cia discordam de vc...
  • Trader  27/12/2018 18:03
    Kuwait, Bahrein e Ilhas Cayman operam sob câmbio fixo, em um sistema praticamente idêntico a um Currency Board. Pesquise. Não há câmbio flutuante em nenhum destes três países. Nem sequer há flutuação suja.

    Já a balança comercial de Cayman é negativa desde 1971. E cada vez mais negativa

    d3fy651gv2fhd3.cloudfront.net/charts/cayman-islands-balance-of-trade.png?s=cayndsbalrade&v=201809211132a1&d1=19180101&d2=20181231&type=column

    A do Bahrein oscila e fica bem perto de zero, mas não é incomum ser negativa.

    d3fy651gv2fhd3.cloudfront.net/charts/bahrain-balance-of-trade.png?s=bahrainbalrade&v=201808241642a1&d1=19180101&d2=20181231&type=column

    Já a do Kuwait é a única que é sempre positiva.

    d3fy651gv2fhd3.cloudfront.net/charts/kuwait-balance-of-trade.png?s=kuwwaitbalrade&v=201812270913a1&d1=19180101&d2=20181231&type=column

    Não sei muito bem se você quis fazer uma tentativa de refutação, mas o tiro obviamente saiu pela culatra. Três situações completamente distintas em termos de balança comercial, e o mesmíssimo arranjo cambial.
  • Lúdico Von Mizifio  27/12/2018 18:28
    Não saiu pela culatra, não...

    Eu não sei se você percebeu mas a balança comercial desses países são positivas e suas moedas são muito fortes. O Kuwait e o Barém não me deixam mentir.

    Quanto as Ilhas Cayman que é um paraíso fiscal, eu não confiaria muito nesses dados. ;)
  • Trader  27/12/2018 18:40
    Ih, agora você se lascou.

    Eis uma lista de alguns países que, nas últimas décadas, sempre ou quase sempre tiveram déficits em sua balança comercial: EUA, Austrália, Nova Zelândia, Suíça (esta, aliás, teve o mais prolongado déficit de todos, de 1950 até meados da década de 1990), Reino Unido e Luxemburgo.

    Pela sua magnífica lógica econômica, era para as moedas destes países estarem na latrina.

    Por outro lado, escolha qualquer país da América do Sul ou da África e as chances são de que você encontrará um país que exporta muito mais do que importa. Pela sua lógica, era para as moedas destes países serem portenteos.

    (Já o Chile, durante sua década de desenvolvimento, apresentou recorrentes déficits em sua balança comercial).
    Balança comercial nada tem a ver com força da moeda nem com taxa de câmbio. O que define moeda e câmbio é a paridade do poder de compra.


    P.S.: até agora, você está sendo pura chacota aqui.
  • Joel  27/12/2018 19:17
    Andre e Trader, muito obrigado pelas explicações, pensava que a capacidade produtiva da população de um país pudesse compensar a irresponsabilidade fiscal do governo. Trabalho como agenciador de viagens de países vizinhos para o verão no litoral brasileiro e me espantei como a quantidade de peruanos e paraguaios aumentou, todos argumentando que o Brasil está barato para eles.

    Lúdico, creio ser apenas uma provocação engraçada que achei válida, já que ilustra minha dúvida já sanada, mas se não for uma piada, a Venezuela tem saldo comercial positivo, o que confirma ainda mais as resposta do Andre e Trader.
  • Imperion  27/12/2018 18:46
    A resposta é inflação. Nesses paises a baixa da inflação no curto prazo esta fazendo a moeda local valorizar ou desvalorizar pouco.
    No brasil a inflação ainda é alta, ja perdeu 400 por cento em relacao ao dolar. Por isso o dolar que comecou a um real , agora ta entre 3,40 a 3,90 . A previsao desse ano é 4 .19 e a do nao qui vem 4.10 . Com essa inflacao alta , o dolar vai subir mesmo no longo prazo. Seu patamar pode ser 3.60 a 4.10 em um ano. Chute.
  • Eduardo  27/12/2018 16:45
    Ainda dentro do tema:

  • Marcelo Ferreira  27/12/2018 18:08
    Então a máxima "todo recurso é escasso" na verdade é uma inverdade?

    (ou devemos substituir a palavra "recurso" por 'matéria/átomo"?)
  • Brasileiro com medo  27/12/2018 18:12
    Uma noticia ao Leandro, aos economistas austríacos, comentaristas e todos os leitores ativos:

    Adolfo Sachsida confirmado no governo:

    www.poder360.com.br/economia/adolfo-sachsida-comandara-a-secretaria-de-politica-economica/

    A equipe do Guedes esta muito bem montada, ele ta com bastante liberdade pra trabalhar.


    Quero saber da sinceridade, vocês estão com otimismo ou não? Vamos melhorar ou virar argentina?

    Como vai ser? Queria que vocês dessem um parecer meio de ''profecia'' rs rs rs....

    Acho que depois das declarações e de tudo já montado, da pra saber o norte que vamos seguir.


    Abraços
  • Leandro  27/12/2018 18:27
    A equipe, de fato, está muito boa. E Paulo Guedes é, filosoficamente, muito preparado. É relativamente fluente na literatura austríaca, já tendo lido Mises e Hayek. Acho que é o primeiro ministro da Fazenda (oops, agora é Ministério da Economia) com tal bagagem intelectual. As suas idéias estão majoritariamente no caminho certo -- exceto esse flerte com taxar dividendos e a questão da abolição do Simples, que visa a aumentar a arrecadação.

    No entanto, sabemos que, na política, a diferença entre desejo e prática é abismal, e idéias certas nem sempre se transformam em práticas virtuosas. Estou ligeiramente entusiasmado, mas também sem esperar muito. Se ele conseguir colocar em prática uns 30% de suas propostas (as boas) já será positivo.
  • Andre  27/12/2018 18:58
    O Brasil vai virar Argentina em breve com certeza e não precisa ser vidente não, a dívida pública pela metodologia FMI já passa dos 80% do PIB, o ajuste fiscal necessário para que tal dívida suba de forma sustentável, se é que existe tal termo é de 4% do PIB BR, uns 250 bilhões de reais precisam ser cortados do orçamento o mais rápido possível.
    Privatizar e abater na dívida não adianta pois a lei orçamentária não permite que um ativo do estado seja vendido para abater dívida e sim para investir em outro ativo como construir uma infraestrutura qualquer.
    Se a reforma da previdência não passar o presidente já incorre em crime de responsabilidade e se passar sua popularidade vai ao chão, pois aposentar cedo é vaca sagrada para a classe média brasileira, e sem cacife popular as outras reformas econômicas não passam, congresso odeia pautas impopulares e joga pro executivo ir pra TV defende-las.
    O mundo desenvolvido está armando mais uma tempestade economica, mais dificuldades de financiamento externo e ambiente economico estão por vir.
    Judiciário militante está aí pra fazer cumprir a CF1988, cópia da URSS.
    Congresso fisiológico está lá pra fazer o que é pago pra fazer, defender privilégios a custa do pagador de impostos.
    Mas o Brasil tem sim esperança, 2 até, chamam-se Cumbica e Galeão.

  • rdnazev  27/12/2018 20:00
    Já comprou sua passagem?!

    Acalme-se pequeno gafanhoto. Tu terias à temer se o governo fosse bolivariano, comunista, ou socialista. Se fosse tudo do mesmo. Daqueles que nos governaram durante esses 30 anos.

    Mas governo é outro. O oposto do que vivenciamos. Algo totalmente diferente do que você já viu, e um dos poucos existentes, em um mundo contaminado totalmente pela praga socialista.

    Aqui o buraco é mais embaixo. Agora haverá o contra ponto. Aqui acontece o contra-ataque.
  • Andre  27/12/2018 21:35
    Bolsonaro vai salvar o Brasil é? Que tipo de macho provedor confia a proteção sua e de sua família a outros homens, ainda mais políticos?

    Desde o governo Dilma Desastre vivo fora do BR, mas sabe como é, sempre temos aí muitos amigos, familiares e boas praias.
  • rdnazev  28/12/2018 18:19
    Assista o filme A Cruzada, e saberás que nada mais sobreporá a vontade de Deus para com esta nação.

    E tudo está ocorrendo de uma forma imprevisível, e inimaginável, como nunca vivemos em nossas vidas, principalmente durante esses 30 anos de socialismo.

    A confiança está em Deus, não em homens.
  • Andre  29/12/2018 03:59
    Bolsonarismo virou fundamentalismo religioso mesmo, agora me questiono se estou longe o bastante do Brasil e dos desastrados que o habitam.

    João, saudoso Bob Fields, liberalismo não está nem perto de passar pelo Brasil, pessoal por aí quer mesmo é bolsas de todo tipo, crédito subsidiado, vagas de concurso e estado amigo para subjugar seus inimigos.

  • João  28/12/2018 17:35
    Não são apenas essas duas saídas, como dizia o grande Roberto Campos: " Haverá saída para o Brasil? Respondo dizendo que há três saídas: o aeroporto do Galeão, o de Cumbica e o liberalismo. ".
  • André C.  27/12/2018 19:56
    Sobre o fato de os recursos da Terra serem escassos, vamos ver como é essa escassez:

    ESPAÇO

    População mundial: 7 bilhões de habitantes.

    Área do Brasil: 8 milhões de quilômetros quadrados

    Se colocássemos toda a população da Terra no Brasil teríamos uma densidade de: 7 bi / 8,5mikm2 ~= 824 habitantes por km2.

    Só lembrando, 1km2 = 1km x 1km = 1000m x 1000m = 1mi m2 = 100ha, onde 1 ha = 100m x 100m = um campo de futebol.

    Em outras palavras, teríamos uma densidade da ordem de 824 habitantes em 100 campos de futebol, o que dá, arredondando bem pra cima, 9 habitantes por campo de futebol, que não dá nem um time de futebol.

    Comentário: se toda a população da Terra vivesse no Brasil, uma família (ou duas), totalizando 9 pessoas poderia morar em um área do tamanho de um campo de futebol. Isto é uma área que dá pra construir uma casa de 200m2, ter uma boa horta, árvores frutíferas e até umas vaquinhas tudo junto.

    Conclusão: área para se viver e produzir é um bem escasso, mas o limite do planeta é muito, mas muito superior ao que conseguimos usar atualmente.

    ENERGIA

    Radiação média solar na Terra: 1KW/m2

    Área de Pernambuco: 98.311 km2 = 98.311 mi m2 = 98,3 bi m2

    Energia solar só em Pernambuco = 98,3,8 bi x 1KW = 98,3 TW (isso mesmo, Tera-Watt).

    Capacidade instalada de geração de energia elétrica (mundo) [segundo anuário estatístico de E.E. 2013] = 5.066,00 GW = 5TW.

    Ou seja, só o que o Sol manda de energia sobre Pernambuco dava pra alimentar quase 20x o consumo diário de energia elétrica do planeta inteiro.

    Conclusão: energia é um bem escasso, mas o limite do planeta é muito, mas muito acima da necessidade atual dos 7 bilhões de habitantes. De fato, para sustentar toda a civilização atual, bastaria coletores solares (desses que já existem no mercado e que tem eficiência não maior que 25%), cobrindo uma área do tamanho de Pernambuco para suprir toda a nossa necessidade e, de quebra, a sombra formada ainda ajudaria a reduzir o tal do aquecimento global.

    ÁGUA

    Consumo de 1 norte-americano por dia: 600 litros [Guia do Estudante - Vestibular]

    1 m3 = 1000 litros, logo, o consumo de um norte-americano é de 0,6m3 por dia. Como o dia tem 86400s, temos uma vazão de 0,000006944 m3/s.

    População da Terra: 7 bi * consumo acima = 48.611 m3/s

    Vazão do Rio Amazonas sozinho: 209.000 m3/s

    Comentário: o rio Amazonas sozinho é capaz de suprir uma demanda 4x maior que o mais louco consumo de água que se pode pensar (todos os 7bi consumindo água como um norte-americano). Isso sem falar nos outros grandes rios do planeta e sem levar em conta nenhum dos aquíferos subterrâneos e água em forma de gelo. Ah! e ainda temos 3/4 do planeta na forma de água salgada que, na pior das hipóteses pode ser dessalinizada e, então, usada normalmente.

    Conclusão: água é um bem escasso, mas o limite do planeta é muito, mas muito superior a qualquer uma das nossas necessidades

    MINÉRIOS

    A crosta da Terra é uma fina película dura flutuando sobre o manto, de 5km a 70km de espessura [Wikipedia]. Ora, não temos tecnologia para chegar nem aos 5km. Então vamos fazer algo mais realista e considerar a extração mineral somente até 2km.

    Área da África do Sul: 1.221 mil km2

    Volume total de terra: 1.221 mil km2 * 2km = 2.442 km3 = 2,4x10^12 m3

    Densidade média da Terra 5,1 g/cm3 = 5100 Kg/m3

    Massa total de terra a minerar: 12,2 trilhões de toneladas. Para se ter uma ideia: produção de minério de ferro em 2008: 2,1 bilhões de toneladas

    Conclusão: o limite da Terra para a exploração de minérios ainda é muito maior que o consumo atual.

    Comentário: A necessidade de tecnologia, a possibilidade de reciclagem, os custos com a extração, os custos ambientais (custos de oportunidade, pois uma floresta em pé pode ser, em alguns casos, mais vantajoso que o minério sob as raízes das árvores) e vários outros fatores fazem com que alternativas a extração comecem a ser interessantes.

    A minha preferida, no entanto, não está na Terra, mas na possibilidade de minerarmos asteroides no espaço - já temos tecnologia para isso e empresas privadas que em alguns anos a poucas décadas devem começar o serviço (Este caso é emblemático - uma parte do custo de extração é artificialmente criada pelos governos, através regulações na atividade e por causa das questões ambientais; a medida que tais custos aumentam torna-se muito mais vantajoso reciclar ou pegar minério no espaço que retirá-lo da terra).


    RESUMO DA PROSA: os recursos físicos da Terra são limitados, portanto, escassos. No entanto, as quantidades que a Terra dispõe são tão grandes que ainda estamos muito aquém do que ela pode nos fornecer. Se usarmos de inteligência e técnicas corretas, nunca chegaremos nem perto desses limites. De fato, o maior limite hoje está justamente no recurso mais necessário para poder explorar os demais recursos naturais: falta gente, principalmente os inteligentes e criativos.

    Abraços
  • rdnazev  27/12/2018 20:21
    Disse tudo!
  • J K  28/12/2018 01:10
    Refaça as contas. O que vamos dizer para aquelas pessoas que vamos mandar viver no pantanal molhado encharcado? E as que forem colocadas na caatinga ou mesmo nas sombras das árvores da Amazônia. Pedimos um pouco de paciência com as enchentes entrando nas palafitas, um pouco mais de perseverança pela espera de que a água chegue e que os outros não abatam a floresta porque eles ficariam sem sombra, além domfrescor produzido lá ser fator de equilíbrio ambiental ?
  • Ygor Borges  28/12/2018 11:59
    Gostaria de saber qual a solução lógica sua pra controlar as emissões de poluentes que acabam com a camada de oxônio.
  • Imperion  27/12/2018 20:01
    Adoro o que vai contra o senso comum
  • Imperion  27/12/2018 20:05
    Tae o problema do brasil. É um lugar que predominantemente so se extrai o que se possue, mas nso tem criatividade pra criar recurso. É exploratório, nao agregador.
  • Felipe Lange  27/12/2018 20:46
    Esse artigo me lembrou os jogos de RTS, tais como o Age of Mythology. O Dawn of Discovery dá aula de Economia (outro nome para ANNO 1404): você é um planejador central e fornece comida e afins para uma determinada população. Quanto maior a população, mais difícil fica para fornecer todos os serviços. Tentar ser uma autarquia e fornecer tudo sem importar, só é possível em ilhas maiores. Você tem que se endividar para se financiar e expandir cada vez mais. Guerras são extremamente caras e se sustentam com dívidas. Muito malandra essa Ubisoft. Pena que o jogo é muito pesado.

    Leandro, o que você achou desse vídeo do Marcos Lisboa? Concorda com ele de que o setor agropecuário brasileiro é um dos menos subsidiados do mundo? Eu fico imaginando como ele seria se fosse o mais subsidiado, porque já são dezenas e dezenas de bilhões em subsídios.
  • anônimo  27/12/2018 21:14
    A água é o que? O petróleo é o que? O ferro é o que? O ouro é o que? O diamante é o que? O Nióbio é o que? O Grafeno é o que? Vai dizer que foram criados pelo homem? Existem coisas que foram criadas por Deus para o uso humano.

    Existe um ditado: "nada se cria, tudo se transforma". Então o que o homem faz é isso: ele pega os produtos da natureza e os transforma com o trabalho.
  • Humberto  27/12/2018 21:37
    Exato. Tudo matéria bruta transformada em recursos pelo homem.
  • Anonymous  27/12/2018 23:46
    Tentem refutar o meu comentário, sem ofensas, estou aberto a um bom diálogo.

    Por que não sou anarcocapitalista e por que anarcocapitalistas não deveriam ser a favor do comércio de toda e qualquer substancia.

    Se você considerar que algumas drogas, especialmente as sintéticas, foram criadas e usadas com propósitos militares, de dominação e geram um tipo muito mais grave e até mesmo irreversível de escravidão, perceberá que algumas substâncias podem ferir o próprio principio da não agressão. Os negros da Africa eram escravizados por grilhões, mas quando você escraviza quimicamente um corpo e aprisiona sua mente a uma atividade bestializada, solapando até mesmo sua sanidade, este é um tipo de escravidão muito pior. Devemos lembrar que o mercado não pode se organizar através da liberdade por que a liberdade NÃO É UM PRINCIPIO ORGANIZADOR da sociedade. As Leis não podem ser outra coisa se não restrições e normas que podem mediam conflitos. Quando a própria liberdade de comércio avilta contra a dignidade dos seres humanos e se coloca acima das virtudes, essa liberdade de comércio não merece respeito de forma alguma.

    A defesa do livre mercado só faz sentido quando este próprio não destrói aquilo que o sustenta. Por exemplo: Se você é a favor da "liberdade de mercado", mas é a favor da venda de crianças, então você está se contradizendo. Devemos lembrar também que Leis, normas e regras são criadas visando ações efetivas tendo em mente consequências eminentes. Se eu coloco uma regra de que você não pode pular de um prédio de 15 andares eu não estou apenas restringindo sua liberdade, mas também estou visando suas eminentes consequências. Alguém que pula de um prédio acreditando que tem o direito de escolher se vive, esquece que suas ações podem gerar conflitos e consequências a terceiros, pois ela pode atingir alguém lá embaixo. Um sujeito que acredita estar exercendo da sua "liberdade" ao usar certos tipos de drogas sintéticas, esquece-se que ele próprio ao perder seu senso da realidade e comprometer sua capacidade de julgamento estará aceitando o risco eminente de causar danos a terceiros. Leis não fazem sentido se elas abrangerem apenas e tão somente as ações efetivas e não as consequências eminentes. A exemplo disso é a legitima defesa, que abrange não apenas a agressão efetiva, mas também a agressão eminente. O problema de alguns libertários é que ao focarem sua tese no principio da não agressão eles se esquecem da agressão eminente, ou seja, aquelas ações que certamente causaram uma agressão a terceiros (causa e efeito).

    Respondida a primeira questão, nos voltemos a outra: Por que não sou anarcocapitalista ou libertário? Comecemos já pelo fato de que um cristão não pode acreditar que é dono integral de si mesmo ou de um território. Sua propriedade sobre algo só pode ser parcial, pois o Dono integral e total de tudo é Deus. Vejamos por exemplo uma posição da Igreja Presbiteriana do Brasil em seu site:
    "Ao Senhor pertence a terra e tudo o que nela se contém, o mundo e os que nele habitam." - Sl 24.1
    Deus é o criador e dono de todas as coisas. Nós nunca tivemos nada, não temos nada, nem teremos nada. Não trouxemos nada para este mundo nem nada dele levaremos. Somos apenas mordomos de Deus, administradores de bens alheios. A terra, o mar, os rios, os astros, as riquezas minerais, os animais que voam, correm e rastejam são de Deus. Os peixes que percorrem as sendas dos mares e dos rios são de Deus.
    Os seres visíveis e invisíveis são de Deus. As galáxias com suas estrelas colossais são de Deus. Os homens de todas as raças e culturas são de Deus. O ouro e a prata pertencem a Deus. Não há um centímetro do universo que não seja dele. Tudo é de Deus. Ele é o criador e o preservador. Ele é quem a todos dá vida, respiração e tudo o mais. Deus é transcendente e também imanente. Está além do universo e não depende dele, mas também está presente no universo e o sustenta.
    Deus é o governador do universo. Ele criou leis e as controla. Ele intervém na criação quando quer, onde quer, como quer e sempre para o louvor da sua glória. Ele está assentado num alto e sublime trono e rege os destinos da história conforme o conselho da sua vontade. Porque dele, por meio dele e para ele são todas as coisas. A ele, pois, seja a glória, agora e pelos séculos eternos."
    Você se espantaria em descobrir que a posição de várias outras Igrejas cristãs não é muito diferente desta. Portanto ser anarcocapitalista ou libertário parece incompatível com a posição de várias Igrejas. Você também não ficará surpreso se descobrir que vários dos adeptos do libertarianismo são ateus, inclusive várias das figuras de média e alta importância para o pensamento libertário. A questão que não quer calar é: Então como você, ainda sim, defende o conceito de propriedade privada? Não estaria eu em algum tipo de contradição?
    Primeiramente, para termos de comparação, devemos lembrar que o posicionamento de alguns libertários é de que propriedade é algo escasso e se dá na ação sobre algo de forma a adicionar algum valor e que, também, você precisa sinalizar que aquilo é sua propriedade de uma maneira "socialmente inteligível". Já de cara você entende o motivo de libertários serem contra a propriedade intelectual, que em teoria não é um bem escasso - coisa da qual também é questionável, mas que eu não abordarei hoje. O problema é que se você aplicar essa logica a realidade atual, você chegará a conclusão de que, primeiro, se diferentes povos e civilizações sinalizam socialmente de forma diferente, bastaria apenas que alguém não reconhece sua forma de sinalização para poder tomar sua propriedade sob a alegação de que não estava sinalizado apropriadamente. Segundo que o fato de você adicionar valor sobre algo não lhe torna seu, pois a receptação de produtos roubados foge a esta regra. Alguém pode muito roubar uma propriedade de alguém, adicionar valor a aquilo e revender. Sendo assim, não basta adicionar valor a algo, você primeiro precisaria ter adquirido aquilo de forma legítima. Neste caso, como deveríamos agir por exemplo no caso do Brasil? A republica foi instituída a partir de um golpe de Estado e se você adquiriu propriedades da União você não passa de um receptador miserável de propriedades da família Real. Complicado, não é mesmo? Como resolver isso tudo?

    Eu estou cada vez mais convicto de que a propriedade só pode ser uma característica de autoria. Em outras palavras: Se você agiu sobre algo você tem a autoridade parcial sobre aquilo na medida da proporção que você agiu para gerar aquilo. Isso explica por exemplo a autoridade parcial dos pais sobre os filhos. Você agiu para que aquela criança nascesse, mas também outra pessoa agiu e nenhum dos dois poderia ter agido se vida não fosse criada por Deus. Nessa relação de homem e mulher não está no alcance de nenhum dos dois, por exemplo, a possibilidade de que nascesse um cavalo ou um ornitorrinco. Não foi você que definiu o fato de que da relação sexual de um homem e uma mulher só pode nascer uma criança humana. O que não acontece em outras situações em que você sozinho cria diferentes formas a partir de uma peça de barro. Então a escravidão está errada por que ninguém além de Deus tem autoridade integral sobre outra vida, mas os libertários também estão errados quando afirmam que os pais não tem autoridade parcial na ação dos filhos. Alguns meses atrás eu vi na internet um anarcocapitalista argumentando de que uma criança deve ter o direito de sair de casa quando ela quiser sair de casa e quando sinalizar que deseja faze-lo. Restringir o direito de ir e vir da criança é uma violação no PNA - continua a explicar o garoto. Obviamente que o rapaz em questão não deve ter filhos e nunca teve de trazer o moleque ou fedelha aos prantos para dentro de casa para o seu próprio bem ou também não simpatiza nenhum pouco com a situação de pais em que os filhos pequenos fogem de casa. Crianças não têm capacidade de discernir sobre tudo aquilo que lhes fará mal e portanto a autoridade que os pais têm sobre uma criança é também uma responsabilidade.
    Isso não é tudo e também não é "só isso". Devemos lembrar que libertários consideram que a ética e a moral são apenas formas de mediar conflitos que se desenvolveram como forma de organização social decorrente da evolução humana. O problema é que se Deus não existe, e se a ética e a moral são apenas questão de opinião que variam de sociedade para sociedade e não existe um ser superior para dizer aquilo que é certo e errado, não existe um ponto referencial, não existe também razões para eu acreditar que a forma de um nazista organizar sua sociedade seja pior ou melhor do que a brasileira, a americana, a inglesa ou qualquer outra. Sinceramente espero que as pessoas não absorvam isso, pois as ações dos nazistas foram objetivamente más, e os justos não deveriam permitir que isso se repita passivamente. Se a moral é relativa e não existem verdades absolutas o próprio PNA(principio da não agressão) não pode ser moralmente superior do que a aplicação da Lei do mais forte - que os animais usam.
  • Burgues  29/12/2018 02:17
    "Tentem refutar o meu comentário, sem ofensas, estou aberto a um bom diáldiálogo

    Ta bem.

    "Por que não sou anarcocapitalista e por que anarcocapitalistas não deveriam ser a favor do comércio de toda e qualquer substancia."

    toda e qualquer substancia inacreditavel...

    "Se você considerar que algumas drogas, especialmente as sintéticas, foram criadas e usadas com propósitos militares, de dominação e geram um tipo muito mais grave e até mesmo irreversível de escravidão, perceberá que algumas substâncias podem ferir o próprio principio da não agressão. Os negros da Africa eram escravizados por grilhões, mas quando você escraviza quimicamente um corpo e aprisiona sua mente a uma atividade bestializada, solapando até mesmo sua sanidade, este é um tipo de escravidão muito pior."

    É a primeira vez que eu vejo alguem usar esse argumento. Geralmente neocons vem aqui e dizem que se liberassem as drogas os traficantes mandariam em tudo. Quanto a esse lançe de escravmerc, apesar de viciadas elas ainda tem a faculdade mental.

    "Devemos lembrar que o mercado não pode se organizar através da liberdade por que a liberdade NÃO É UM PRINCIPIO ORGANIZADOR da sociedade. "
    Qual ancap disse isso? Defendemos somente a propriedade. Qualquer ato que viole a propriedade de alguem deve ser punido. Se alguem cheira cocaina e nao faz mal a ninguem, por voçe quer que o estado o prenda.

    "As Leis não podem ser outra coisa se não restrições e normas que podem mediam conflitos. Quando a própria liberdade de comércio avilta contra a dignidade dos seres humanos e se coloca acima das virtudes, essa liberdade de comércio não merece respeito de forma alguma."

    Essas palavras... Provavelmente um nandete. Tanta besteira voçe escreveu que fica difiçil saber por onde começar.
    Que tipo de virtude é essa? Colocar uma mae na cadeia por que importou uma droga nao regulada pela anvisa? Voçe realmente acha que um pedaço de papel dizendo que as pessoas nao devem usar drogas sera respeitado? É muita ingenuidade. Conheço um cara que vende maconha. Ele acabou de se aliar com a policia. Os defensores da lei... Se houvesse liberdade de mercado isso jamais aconteçeria.

    "A defesa do livre mercado só faz sentido quando este próprio não destrói aquilo que o sustenta. Por exemplo: Se você é a favor da "liberdade de mercado", mas é a favor da venda de crianças, então você está se contradizendo."

    Espantalho. Voçe acha que os ancaps sao pessoas sem nenhum tipo de moral,etica. Completamnete depravados que so querem ver o circo pegar fogo.

    "Devemos lembrar também que Leis, normas e regras são criadas visando ações efetivas tendo em mente consequências eminentes."

    Os politicos que criam leis, sao santos e videntes. Eles claramente criam 'Leis, normas e regras' visando o bem comum. Se nao fosse por eles viveriamos no total escambo

    "Se eu coloco uma regra de que você não pode pular de um prédio de 15 andares eu não estou apenas restringindo sua liberdade, mas também estou visando suas eminentes consequências."

    Acho que voçe esta no site errado. Voçe deve falar isso para crianças. Se voçe disse isso para algum adulto recomende para ele um psiquiatra.

    "Alguém que pula de um prédio acreditando que tem o direito de escolher se vive, esquece que suas ações podem gerar conflitos e consequências a terceiros, pois ela pode atingir alguém lá embaixo."

    Tem toda razao. Por isso mesmo ja envieu um projeto que proibe pessoas de pular de predios. Alias voçe nem se preocupou com a pessoa em si. So com as consequencias para terceiros

    "Um sujeito que acredita estar exercendo da sua 'liberdade' ao usar certos tipos de drogas sintéticas, esquece-se que ele próprio ao perder seu senso da realidade e comprometer sua capacidade de julgamento estará aceitando o risco eminente de causar danos a terceiros."

    Voçe obviamente sabe o que é melhor para ele. Me mostre estudos q provem tudo isso. E se ele causar danos aterceiros e ele de fato de arcar com as consequencias

    "Leis não fazem sentido se elas abrangerem apenas e tão somente as ações efetivas e não as consequências eminentes."

    What?

    "A exemplo disso é a legitima defesa, que abrange não apenas a agressão efetiva, mas também a agressão eminente. O problema de alguns libertários é que ao focarem sua tese no principio da não agressão eles se esquecem da agressão eminente, ou seja, aquelas ações que certamente causaram uma agressão a terceiros (causa e efeito)."

    Que?

    "Respondida a primeira questão, nos voltemos a outra: Por que não sou anarcocapitalista ou libertário? Comecemos já pelo fato de que um cristão não pode acreditar que é dono integral de si mesmo ou de um território. Sua propriedade sobre algo só pode ser parcial, pois o Dono integral e total de tudo é Deus. Vejamos por exemplo uma posição da Igreja Presbiteriana do Brasil em seu site:
    'Ao Senhor pertence a terra e tudo o que nela se contém, o mundo e os que nele habitam.' - Sl 24.1
    Deus é o criador e dono de todas as coisas. Nós nunca tivemos nada, não temos nada, nem teremos nada. Não trouxemos nada para este mundo nem nada dele levaremos. Somos apenas mordomos de Deus, administradores de bens alheios. A terra, o mar, os rios, os astros, as riquezas minerais, os animais que voam, correm e rastejam são de Deus. Os peixes que percorrem as sendas dos mares e dos rios são de Deus.
    Os seres visíveis e invisíveis são de Deus. As galáxias com suas estrelas colossais são de Deus. Os homens de todas as raças e culturas são de Deus. O ouro e a prata pertencem a Deus. Não há um centímetro do universo que não seja dele. Tudo é de Deus. Ele é o criador e o preservador. Ele é quem a todos dá vida, respiração e tudo o mais. Deus é transcendente e também imanente. Está além do universo e não depende dele, mas também está presente no universo e o sustenta.
    Deus é o governador do universo. Ele criou leis e as controla. Ele intervém na criação quando quer, onde quer, como quer e sempre para o louvor da sua glória. Ele está assentado num alto e sublime trono e rege os destinos da história conforme o conselho da sua vontade. Porque dele, por meio dele e para ele são todas as coisas. A ele, pois, seja a glória, agora e pelos séculos eternos.a
    Você se espantaria em descobrir que a posição de várias outras Igrejas cristãs não é muito diferente desta. Portanto ser anarcocapitalista ou libertário parece incompatível com a posição de várias Igrejas. Você também não ficará surpreso se descobrir que vários dos adeptos do libertarianismo são ateus, inclusive várias das figuras de média e alta importância para o pensamento libertário. A questão que não quer calar é: Então como você, ainda sim, defende o conceito de propriedade privada? Não estaria eu em algum tipo de contradição?
    Primeiramente, para termos de comparação, devemos lembrar que o posicionamento de alguns libertários é de que propriedade é algo escasso e se dá na ação sobre algo de forma a adicionar algum valor e que, também, você precisa sinalizar que aquilo é sua propriedade de uma maneira "socialmente inteligível". Já de cara você entende o motivo de libertários serem contra a propriedade intelectual, que em teoria não é um bem escasso - coisa da qual também é questionável, mas que eu não abordarei hoje. O problema é que se você aplicar essa logica a realidade atual, você chegará a conclusão de que, primeiro, se diferentes povos e civilizações sinalizam socialmente de forma diferente, bastaria apenas que alguém não reconhece sua forma de sinalização para poder tomar sua propriedade sob a alegação de que não estava sinalizado apropriadamente. Segundo que o fato de você adicionar valor sobre algo não lhe torna seu, pois a receptação de produtos roubados foge a esta regra. Alguém pode muito roubar uma propriedade de alguém, adicionar valor a aquilo e revender. Sendo assim, não basta adicionar valor a algo, você primeiro precisaria ter adquirido aquilo de forma legítima. Neste caso, como deveríamos agir por exemplo no caso do Brasil? A republica foi instituída a partir de um golpe de Estado e se você adquiriu propriedades da União você não passa de um receptador miserável de propriedades da família Real. Complicado, não é mesmo? Como resolver isso tudo?

    Eu estou cada vez mais convicto de que a propriedade só pode ser uma característica de autoria. Em outras palavras: Se você agiu sobre algo você tem a autoridade parcial sobre aquilo na medida da proporção que você agiu para gerar aquilo. Isso explica por exemplo a autoridade parcial dos pais sobre os filhos. Você agiu para que aquela criança nascesse, mas também outra pessoa agiu e nenhum dos dois poderia ter agido se vida não fosse criada por Deus. Nessa relação de homem e mulher não está no alcance de nenhum dos dois, por exemplo, a possibilidade de que nascesse um cavalo ou um ornitorrinco. Não foi você que definiu o fato de que da relação sexual de um homem e uma mulher só pode nascer uma criança humana. O que não acontece em outras situações em que você sozinho cria diferentes formas a partir de uma peça de barro. Então a escravidão está errada por que ninguém além de Deus tem autoridade integral sobre outra vida, mas os libertários também estão errados quando afirmam que os pais não tem autoridade parcial na ação dos filhos. Alguns meses atrás eu vi na internet um anarcocapitalista argumentando de que uma criança deve ter o direito de sair de casa quando ela quiser sair de casa e quando sinalizar que deseja faze-lo. Restringir o direito de ir e vir da criança é uma violação no PNA - continua a explicar o garoto. Obviamente que o rapaz em questão não deve ter filhos e nunca teve de trazer o moleque ou fedelha aos prantos para dentro de casa para o seu próprio bem ou também não simpatiza nenhum pouco com a situação de pais em que os filhos pequenos fogem de casa. Crianças não têm capacidade de discernir sobre tudo aquilo que lhes fará mal e portanto a autoridade que os pais têm sobre uma criança é também uma responsabilidade.
    Isso não é tudo e também não é "só isso". Devemos lembrar que libertários consideram que a ética e a moral são apenas formas de mediar conflitos que se desenvolveram como forma de organização social decorrente da evolução humana. O problema é que se Deus não existe, e se a ética e a moral são apenas questão de opinião que variam de sociedade para sociedade e não existe um ser superior para dizer aquilo que é certo e errado, não existe um ponto referencial, não existe também razões para eu acreditar que a forma de um nazista organizar sua sociedade seja pior ou melhor do que a brasileira, a americana, a inglesa ou qualquer outra. Sinceramente espero que as pessoas não absorvam isso, pois as ações dos nazistas foram objetivamente más, e os justos não deveriam permitir que isso se repita passivamente. Se a moral é relativa e não existem verdades absolutas o próprio PNA(principio da não agressão) não pode ser moralmente superior dod"

    Perdi meu tempo ja que voçe deconheçe totalmente a Escola austriaca e se posiciona contra a propriedade
    Faça o seguinte: ha 2000 artigos aqui leia eles e enteda o porque de ser ancap. Voçe vem discordar de algo que nem sabe.
  • Leigo  29/12/2018 13:38
    Vai lá ver uns videos do Paulo Kogos.
  • Paulo Bat  02/01/2019 20:25
    Apesar de concordar com grande parte do texto, quanto ao uso de recursos naturais, acho que o autor incorreu numa interpretação equivocada quanto ao termo RECURSO NATURAL.

    RECURSO NATURAL é qualquer material ou substância que ocorre na natureza e QUE PODE SER UTILIZADO para um ganho econômico. Por exemplo, um recurso mineral que começa a ser utilizado de uma jazida descoberta e mapeada é definido como RESERVA somente após o mesmo ter sua utilização econômica e tecnologicamente viabilizada. Antes disto é apenas um recurso.

    Ou seja, recurso natural PODE SER USADO, mas NÃO NECESSARIAMENTE ESTÁ SENDO USADO no momento, por questões econômicas ou tecnológicas.

    E graças à inventividade humana, qualquer recurso que começa a ficar escasso e, portanto, começa a encarecer, acaba alavancando pesquisas para sua substituição ou descobertas de novas jazidas.

    Exemplo 1: o aumento do custo do petróleo nos anos 1970 alavancou as pesquisas de petróleos em águas cada vez mais profundas, mantendo suas reservas sempre relativamente estáveis, apesar do consumo sempre crescente.

    Exemplo 2: O vermelho sempre foi uma cor da nobreza na Bacia do Mediterrâneo, pois os tecidos vermelhos o eram assim por serem tingidos por uma tintura obtida de polvos, portanto muito cara. Com a descoberta do Brasil, pelos portugueses, esta tintura começou a ser obtida pelo pau-brasil. Tanto que foi tornada monopólio da Corte Portuguesa. Pois bem, quando um químico inventou a anilina, a tintura vermelha tornou-se barata, o que inviabilizou o uso do pau-brasil como fonte de tintura vermelha.

    Definições de recursos naturais:

    1) Oxford Dictionary - en.oxforddictionaries.com/definition/us/natural_resources

    Materials or substances occurring in nature which CAN BE EXPLOITED FOR ECONOMIC GAIN.

    Materials or substances such as minerals, forests, water, and fertile land that occur in nature AND CAN BE USED FOR ECONOMIC GAIN.

    www.oed.com/view/Entry/125333?redirectedFrom=natural+resources#eid35412885
    natural resources n. those materials or substances of a place which can be used to sustain life or for economic exploitation; also in extended use.

    2) Merriam Webster Dictionary www.merriam-webster.com/dictionary/natural%20resources

    Natural resources plural : industrial materials and capacities (such as mineral deposits and waterpower) supplied by nature

    3) Definição de recursos petrolíferos no Petroleum Resources Management System:

    The term RESOURCES as used herein is intended to encompass all quantities of Petroleum NATURALLY OCCURRING WITHIN THE EARTH'S CRUST, DISCOVERED AND UNDISCOVERED (recoverable and unrecoverable), plus those quantities already produced. Further, it includes all types of Petroleum whether currently considered Conventional or Unconventional.

    www.spe.org/industry/docs/Petroleum-Resources-Management-System.pdf?ecid=O~E~~~B2B~Listed@ASX~~201711~4D17FF62DA924A448FCAEF04CEC4541A~


    Ou seja, recurso natural é qualquer substância existente na natureza QUE PODE SER "TRANSFORMADO EXCLUSIVAMENTE PELA CRIATIVIDADE HUMANA, PELO INTELECTO HUMANO E PELO ESFORÇO HUMANO."
  • Guilherme  02/01/2019 20:49
    "RECURSO NATURAL é qualquer material ou substância que ocorre na natureza e QUE PODE SER UTILIZADO para um ganho econômico. Por exemplo, um recurso mineral que começa a ser utilizado de uma jazida descoberta e mapeada é definido como RESERVA somente após o mesmo ter sua utilização econômica e tecnologicamente viabilizada. Antes disto é apenas um recurso."

    Além de ter se contradito, falou exatamente o contrário. Recurso é quando algo passa a ter valor. Antes disso é só uma reserva.

    Minério de ferro parado no subsolo é uma reserva. Minério de ferro extraído e utilizado para fabricar bens é um recurso.

    Repare que você próprio concorda com essa definição quando disse que algo é um recurso apenas quando é utilizado para ganho econômico. Correto. É isso mesmo. Antes de ele permitir ganhos econômicos, ele é apenas uma reserva.

    Há várias reservas de petróleo em zonas ambientais que não podem ser exploradas (como em ANWR, no Alasca). Nesse caso, o petróleo no subsolo é apenas isso, uma reserva, pois não pode ser explorado e convertido em produto que traz ganhos.

    "Ou seja, recurso natural PODE SER USADO, mas NÃO NECESSARIAMENTE ESTÁ SENDO USADO no momento, por questões econômicas ou tecnológicas."

    Se não é usado e não pode ser usado, então é apenas uma reserva, como explicado acima.

    De resto, você concorda com o autor, mas apenas quis fazer birra semântica -- e, pior, utilizando o Caps Lock, que é o recurso dos arruaceiros profissionais de internet, que acham que grito e caixa alta superam razão e lógica.
  • Paulo Bat  02/01/2019 23:32
    Você inverteu totalmente a definição de RESERVAS e RECURSOS. Quando um RECURSO se torna técnica e economicamente viável, é redefinido como RESERVA. Pelo menos é assim em toda a indústria mineral e petrolífera mundial.

    Se uma acumulação de petróleo não pode ser usada, por exemplo, por estar numa área de proteção ambiental, é um recurso, não uma reserva.

    Exemplo: o petróleo do Campo de Roncador, o maior em produção na Bacia de Campos é uma reserva. Já o petróleo existente no ANWAR é um recurso pois, até o momento, não pode ser explotado, mas poderá ser utilizado no futuro, caso a legislação mude, e se tornará uma reserva. Simples assim.

    E não, não quis fazer birra semântica. E usei Caps Locks só quando necessário para enfatizar um pensamento, não para ser um "arruaceiro profissional da Internet", o que quer que este termo signifique. Por quê muitos dos leitores aqui do Mises já levam para o enfrentamento?

    Quer exemplo do dia-a-dia: Dinheiro na poupança é reserva. Dinheiro que é depositado no INSS, mensalmente pela empresa que o indivíduo trabalha, é recurso que poderá se transformar em receita quando, e só quando, o indivíduo se aposentar.
  • Guilherme  02/01/2019 23:38
    Errou de novo. Dinheiro na poupança é recurso, pois gera renda (a renda da poupança é baixa, é verdade; coisa de 0,35% ao mês, mas ainda assim é dinheiro que gera renda). Já INSS é reserva, pois é um dinheiro morto. É um dinheiro que o cara nunca mais vai ver na vida, pois foi imediatamente gasto pelo governo. Não é este dinheiro que o cara vai receber ao aposentar. O dinheiro da aposentadoria virá da tributação de um trabalhador.

    Isso é coisa básica que qualquer pessoa minimamente informada sabe.

    Igualmente, petróleo que não pode ser usado é reserva. Está lá no subsolo e não vale nada. já petróleo que pode ser usado é recurso.

    No final, você está apenas requentando coisas que já foram debatidas, sem trazer absolutamente nada de novo, e tentando vencer pelo cansaço.

    Você só se complica por aqui.
  • airton  04/01/2019 21:15
    Encontrei esta frase aqui num artigo do site:

    "...escassos recursos que a natureza fornece como meio de subsistência. "

    Está no artigo "O que realmente é a "sociedade"". www.mises.org.br/Article.aspx?id=1764

    E agora?
  • Humberto  04/01/2019 23:33
    Ué, por que você editou o parágrafo? Por que não o colou por completo?

    Ei-lo:

    "Os fatos fundamentais que fizeram existir a cooperação, a sociedade e a civilização, e que transformaram o animal homem em um ser humano, é o fato de que o trabalho efetuado valendo-se da divisão do trabalho é mais produtivo que o trabalho solitário, e o fato de que a razão humana é capaz de perceber esta verdade.

    Não fosse por isso, os homens permaneceriam sempre inimigos mortais uns dos outros, rivais irreconciliáveis nos seus esforços para assegurar uma parte dos escassos recursos que a natureza fornece como meio de subsistência.

    Cada homem seria forçado a ver todos os outros como seus inimigos; seu intenso desejo de satisfazer seus próprios apetites o conduziria a um conflito implacável com seus vizinhos. Nenhum sentimento de simpatia poderia florescer em tais condições."

    Ou seja, o trecho original acima -- o qual, aliás, foi escrito na década de 1940 -- corrobora tudo o que diz o presente artigo.

    E você ficou a descoberto.


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