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Por que a bolsa de valores e os especuladores são cruciais para uma economia
Para começar, sua funcionalidade distingue uma economia entre socialismo e capitalismo

Murray Rothbard certa vez perguntou a Ludwig von Mises se havia alguma linha nítida que separava um estado fortemente intervencionista de um estado abertamente socialista. Mais especificamente, ele queria saber se havia um ponto, dentro de todo o espectro do estatismo, que poderia distinguir um país como socialista ou não.

Para sua surpresa, a resposta de Mises foi clara e direta: uma bolsa de valores.

Disse Mises:

Uma bolsa de valores é crucial para a existência do capitalismo e da propriedade privada, pois significa que existe um mercado para as transações de títulos de propriedade sobre os meios de produção.

Não pode haver uma genuína propriedade privada do capital sem um mercado de ações; não pode haver um genuíno socialismo se tal mercado existe e funciona.

Sim, uma bolsa de valores — ou um mercado de ações — é um componente quintessencial do capitalismo. 

O mercado de ações: o que é?

No nível mais básico, um mercado de ações simplesmente se refere ao mercado abstrato que comercializa títulos de propriedade de empresas. 

Existem lugares físicos, chamados bolsa de valores, onde compradores e vendedores se encontram (a bolsa mais famosa do mundo, obviamente, é a bolsa de valores de Nova York, localizada em Wall Street nº 11). Porém, o mercado de ações é um ponto de encontro intangível de todos esses compradores e vendedores, pessoas de todos os tipos, desde engravatados que operam in loco na bolsa até corretores que executam suas transações desde seus laptops nas praias do Taiti.

No mercado de ações, as pessoas compram e vendem ações que representam uma fatia de propriedade de uma empresa. Por exemplo, se a Empresa XYZ é composta por 10.000 ações, e o João da Silva compra 1.000 ações, então, em linhas gerais, ele agora se tornou dono de 10% dos ativos e passivos do balancete da Empresa XYZ.

As pessoas frequentemente pensam que as empresas vivem sob uma espécie de piloto automático. É óbvio que isso não existe. Alguém ou um grupo de pessoas tem de decidir como uma empresa será conduzida. Quanto ela deve investir em pesquisa e desenvolvimento (P&D)? Quantas fábricas ela deve abrir — ou fechar? Ela deve emitir mais ações para conseguir financiamento? Ela deve lançar já o novo modelo de sua linha exclusiva com o intuito de bater a concorrência, mesmo que todos os problemas ainda não tenham sido solucionados, ou deve esperar mais um pouco?

Na prática, é a direção executiva quem tipicamente toma essas decisões. Na mente do público, toda a responsabilidade está nas mãos do CEO da empresa. Mas essa é uma análise superficial, pois o presidente é um empregado que pode ser demitido. Em última instância, os donos da empresa são os seus acionistas, e eles (coletivamente) possuem a última palavra sobre suas operações.

Nesse contexto, pode-se dizer que o propósito do mercado de ações é determinar quais pessoas são as acionistas das várias empresas.

A função dos preços das ações

Um preço específico de uma ação específica transmite a informação de que, em um determinado momento e lugar, compras e vendas desta ação ocorreram àquele preço.

Sendo um preço, a valoração em bolsa de um ativo flutua de acordo com as transações ocorridas na bolsa.

Por isso, a bolsa de valores não representa uma previsão do futuro. Ninguém sabe o futuro, e operadores do mercado não são exceção. As alterações dos preços das ações na bolsa refletem expectativas atuais quanto aos lucros futuros. Pequenas mudanças nestas expectativas podem gerar profundos efeitos sobre os preços das ações, pois o horizonte temporal dos investidores é amplo e se estende a vários períodos no futuro.

Pode-se dizer que o preço de uma ação está ancorado nos lucros atuais e na expectativa dos lucros futuros da empresa. Para distribuir dividendos, uma empresa tem de gerar receitas. Logo, o principal determinante do preço da ação de uma empresa é seu "potencial de lucro" em relação aos lucros possibilitados por investimentos alternativos.

Sendo assim, o preço atual de uma ação depende não apenas da empresa em si, mas também do ambiente de risco, dos ganhos das outras empresas, e da renda potencial e das incertezas de todos os outros veículos de investimento.

Uma ação de preço irrisório indica uma empresa que o mercado particularmente não valoriza. Um cidadão comum pode despender seu salário mensal na compra de uma porção considerável dessa empresa, caso ele assim o queira.

Em comparação, não importa o quão certo um homem esteja de que ele pode alterar os rumos da Microsoft em três meses, a menos que ele seja um bilionário, ele não será capaz de alterar o destino da gigante por si só. O preço da ação multiplicado pelo número de ações emitidas representa a capitalização de mercado (market cap) desta empresa, e, em última instância, o preço total de venda desta empresa. 

Assim como o preço relativamente alto do ouro indica que ele é uma commodity escassa e que, portanto, deve ser tratado com o cuidado correspondente, a capitalização de mercado da Microsoft é de mais de US$ 800 bilhões, indicando que o mercado valora a empresa muito favoravelmente.

Entretanto, é incorreto dizer que esse valor representa o "real valor" de toda a empresa. E o motivo é simples: do total de ações desta empresa, apenas uma pequena quantidade é transacionada em uma sessão, o que significa que o preço de todas as ações é determinado "na margem". Mas este valor já estará obsoleto quando os resultados trimestrais forem publicados. Os preços das ações transacionadas se alteram a cada minuto de acordo com as necessidades individuais do acionista por mais liquidez, mesmo que nada de diferente esteja acontecendo na economia ou na empresa em questão.

Por isso, observações intensas e contínuas dos preços das ações são úteis quando o indivíduo quer comprar ou vender e está à procura de um momento adequado. Ou seja, são importantes para os profissionais do mercado. Já para o investidor comum, as flutuações de curto prazo são de pouca importância. O que interessa é estar no mercado e ganhar dividendos no longo prazo.

Os dividendos das ações — assim como os pagamentos de juros dos títulos — são a fonte de renda para o capitalista e para o investidor. As flutuações constantes de preço são úteis apenas para o especulador que quer ter lucro com eles e para os profissionais que vivem destas transações.

Voltando ao caso da Microsoft, sua altíssima capitalização de mercado indica que as pessoas que em última instância controlam o destino da Microsoft (assim como de outras empresas) terão uma fabulosa quantia de riqueza dependente de suas decisões. Isso não garante que elas tomarão as decisões corretas, é claro. Mas é fato que isso torna muito mais provável que alguns dos mais capazes técnicos e especialistas da área estejam envolvidos nos processos de tomada de decisão da empresa.

Os investidores e os investimentos produtivos

Uma reclamação popular sobre a bolsa de valores é que ela não direciona a poupança para investimentos produtivos. De acordo com esse raciocínio, se alguém tira $1.000 de sua poupança para comprar ações da empresa XYZ, esse alguém não estará de fato "investindo" na XYZ, mas apenas transferindo dinheiro para o indivíduo que até então era o dono dessas ações da XYZ. A empresa não põe suas mãos nesse $1.000; tal dinheiro não estará disponível para a XYZ poder expandir suas instalações ou contratar novos talentos.

Para tais pessoas, as empresas efetivamente só recebem dinheiro para investimentos produtivos quando fazem a sua IPO (Initial Public Offering — Oferta Pública Inicial), que é quando elas emitem ações com o intuito de levantar capital para financiar sua expansão. Depois disso, com suas ações sendo transacionadas na bolsa entre investidores, nenhum dinheiro vai para a empresa, de modo que tudo não passa de um grande cassino.

Mas essa visão é superficial. 

Em primeiro lugar, as empresas que já têm capital aberto podem levantar mais capital por meio de uma oferta secundária de ações (SEO — secondary equity offering), na qual a empresa pode ou emitir novas ações para o público comprador ou vender ações que estavam em posse de majoritários. (Isso permite que uma empresa se expanda por meio da emissão de mais participação acionária em vez de por meio do financiamento via emissão de títulos, algo que gera endividamento).

Porém, mesmo no caso mais típico, no qual um novo investidor compra ações que já estavam no mercado em posse de outro indivíduo, essa capacidade de revender ações que já foram emitidas permite que a empresa tenha acesso a mais capital para investimento. Afinal, é exatamente a existência de um "mercado secundário" de ações o que estimula o valor de revenda das ações emitidas em uma IPO, e que torna os investidores propensos a pagar preços maiores por elas em seu IPO.

Em outras palavras, a empresa XYZ recebeu mais capital dos investidores quando ela abriu seu capital justamente porque esses investidores sabiam que, caso a empresa fosse bem sucedida, novos investidores iriam em algum momento futuro se interessar em uma fatia da empresa, e aceitariam pagar, por exemplo, $1.000 para comprar ações que presumivelmente já subiram de preço desde o IPO.

Finalmente, há de se considerar o que o recebedor dos $1.000 faz com o dinheiro. Se ele gastar tudo em um restaurante chique, então é claro que a XYZ não terá ganhado nenhum fundo adicional para investimentos; o investidor que desembolsou $1.000 de sua poupança para comprar as ações é contrabalançado pelo aumento de $1.000 no consumo do indivíduo que vendeu as ações.

Entretanto, se o vendedor das ações da XYZ pegar esses $1.000 e investi-lo em outro ativo (por exemplo, em ações da empresa ABC, a qual acabou de abrir seu capital), então terá havido um aumento líquido na poupança. 

Sim, não terá havido um investimento líquido na XYZ, mas sim na empresa ABC. O investidor que gasta $1.000 comprando ações da XYZ não está, naquele momento, dando à XYZ $1.000 a mais para ela investir. Entretanto, esse investidor permitiu que o proprietário original das ações transferisse sua poupança para outro lugar, ao mesmo tempo em que a XYZ permaneceu indiferente. Ninguém perdeu; ambos os envolvidos ganharam.

A função social da especulação

Quando se pensa em bolsa é normal se pensar em especulação.

O desdém pela especulação é o comportamento mais comum entre os leigos em relação ao mercado de ações. A ideia corrente é a de que os especuladores não produzem nada de fato, mas simplesmente "movem o dinheiro de um lugar para outro".

Na prática, este ódio ao especulador nada mais é do que o ódio à figura do "atravessador".

Por exemplo, alguém que compra laranjas na Flórida por $0,75 e as revende em Nova York por $1 tende a ser condenado por estar simplesmente "movendo frutas de um lugar para outro". Porém, tal atravessador está definitivamente prestando um grande serviço para os apreciadores de frutas cítricas de Nova York — uma laranja suculenta a 1.500km de distância não é muito útil.

Da mesma forma, um especulador bem sucedido obtém lucros para si próprio ao mesmo tempo em que efetua serviços úteis para terceiros

O lema do especulador é "compre na baixa, venda na alta" (ou "venda a descoberto na alta e compre de volta na baixa"). Se o especulador obtiver êxito, isso significa que ele tornou os preços das ações menos volúveis e na realidade os empurrou para seus valores futuros mais rapidamente do que teria ocorrido normalmente — isto é, na ausência da especulação.

Um exemplo simples irá ilustrar essa ideia. Suponha que um especulador veja que as ações da empresa XYZ Painéis Solares estão atualmente sendo vendidas a $10. Entretanto, o especulador acredita que haverá uma guerra no Irã dentro de alguns meses e que os outros agentes do mercado ainda não avaliaram completamente esse fato. O especulador prevê que, quando a guerra estourar, o preço do petróleo irá disparar para uns $200 o barril e que os preços das ações das empresas de energia alternativa irão igualmente subir.

O especulador, portanto, irá correr para comprar ações da XYZ Painéis Solares, as quais ele acredita estarem tremendamente subavaliadas em $10. Suas compras agressivas irão empurrar os preços para, digamos, $13 por ação. Se e quando a guerra estourar, o preço das ações da XYZ subirá para $20, valor em que o especulador irá vender suas ações, garantindo-lhe um lucro líquido por ação de $7 a $10.

O cidadão comum pensará que isso foi um jogo de soma zero e que o lucro do especulador gerou um prejuízo para alguma outra pessoa. Isso é verdade apenas no sentido mais estreito da análise, quando se observa que um indivíduo que vendeu suas ações para o especulador a $11, "deixou de ganhar" $9, os quais ele poderia ter ganhado caso tivesse esperado mais um pouco e vendido quando o preço já estivesse em $20.

Porém, as medidas do especulador trouxeram benefícios claros à sociedade. Em primeiro lugar, ele suavizou os solavancos nos preços das ações da XYZ. Ao comprar ações subvalorizadas, ele empurrou para cima os preços. (Da mesma forma, se ele vender a descoberto uma ação sobrevalorizada, ele estará pressionando para baixo os preços). Em vez de as ações da XYZ pularem de $10 para $20 quando a guerra estourar, elas irão pular apenas de $13 para $20, pois as agressivas compras feitas pelo especulador já haviam reduzido 30% da diferença.

Ao reduzir a volubilidade do preço das ações, os especuladores reduzem um pouco do risco de se manter ações nas carteiras. Por exemplo, não é necessariamente verdade que a pessoa que vendeu prematuramente para o especulador a $11 tenha "perdido" $9 para o malicioso aproveitador.   perfeitamente possível que tal pessoa tenha precisado vender suas ações da XYZ talvez porque tenha perdido o emprego ou simplesmente porque a mensalidade da escola do seu filho subiu de novo. 

Assim, o especulador na verdade apenas fez com que essa pessoa — que havia planejado vender suas ações mesmo se elas tivessem permanecido a $10 — ficasse mais rica.

Falando mais geralmente, ao antecipar mudanças futuras nos "fundamentos" e traduzi-las em valores atuais para as ações, os especuladores recompensam mesmo os investidores de longo prazo, o tipo de investidor do qual todos gostam (em contraste com especuladores de curto prazo e de olho no dinheiro rápido). 

Inversamente, se ocorrer um pânico financeiro e os acionistas começarem a vender ações de todos os tipos, são os especuladores que irão interromper a sangria e adquirir "promoções" a preços de liquidação.

Outra benesse trazida pelos especuladores está em aumentar a liquidez de ações pouco líquidas. Um investidor, talvez por estar com dificuldades, pode ter de vender a um preço muito menor do que poderia obter caso pudesse esperar mais tempo. Porém, os especuladores abrandam esse risco. Se o preço ficar muito abaixo "do que a ação realmente vale", esse será exatamente o momento em que um especulador terá o incentivo para entrar em cena e comprar.

Os especuladores, em suma, fornecem liquidez ao mercado de ações e o tornam mais lucrativo para que outros investidores, voltados para o longo prazo, façam seu dever de casa e invistam parte de sua poupança em empresas que acreditam ter um futuro sólido. 

As bolhas e seus culpados

Dito isso, vale ressaltar que não há nada em nossa argumentação que exclua a possibilidade de uma "bolha", em que os preços das ações vão subindo cada vez mais por causa da própria especulação.

Se os especuladores acreditam que as ações da empresa XYZ irão pular de $20 para $30, então no curto prazo eles podem sim provocar uma profecia auto-realizável. Com efeito, quanto mais o preço de XYZ continuar subindo, mais e mais pessoas serão atraídas para a especulação, o que pode acelerar ainda mais o processo.

Ainda que bolhas localizadas e pontuais possam ocorrer em um livre mercado, na medida em que uma vai se intensificando, os especuladores têm cada vez mais a ganhar caso façam uma especulação baixista (vender a descoberto) com essa ação. Isso ajudará a derrubar seu preço, tornando a bolha menos extremada e trazendo o preço para mais perto do seu "correto" valor de longo prazo. 

É verdade que especuladores podem obter ganhos de curto prazo ao participar de um boom insustentável, mas também é verdade que, se eles não saírem a tempo, o mercado irá puni-los com enormes prejuízos. E suas perdas, vale ressaltar, serão proporcionais ao quão "artificial" era o preço da ação durante a bolha.

Entretanto, essa restrição vital ao crescimento de uma bolha é anulada por intervenções governamentais voltadas a manter preços de ações artificialmente altos, ou mesmo por políticas concebidas para reflacionar bolhas após elas terem sido estouradas.

Em tal ambiente, a realidade fica distorcida. Ao impedir que as pessoas tenham de lidar com seus erros durante o declínio, o governo está removendo a única maneira que o mercado tem de disciplinar os especuladores.

Pior: bolhas generalizadas só podem ser causadas pelo governo; mais especificamente, pelo órgão responsável por emitir dinheiro e jogá-lo na economia. Uma bolha generalizada nos preços das ações tende a ser causadas por uma política monetária expansiva orquestrada pelo Banco Central. A economia passa a ser inundada de dinheiro ao mesmo tempo em que há poucas ofertas de investimento atrativas na economia real. Daí todo esse dinheiro passa a girar no mercado de ações.

Inversamente, a bolsa tende a entrar em declínio quando essa liquidez financeira é retirada pelo Banco Central (quando ele, por exemplo, aumenta as taxas de juros).

Desde a década de 1980, tem havido uma forte expansão do setor financeiro ao redor do mundo. O crescimento deste setor, que muitos chamam de "capitalismo de cassino", possui suas raízes no crescimento do endividamento público e, consequentemente, da inflação monetária. A desvalorização contínua da moeda inevitavelmente leva a um agigantamento do setor financeiro porque as pessoas, afinal, têm de adotar alguma medida para proteger o poder de compra da sua poupança, fazendo com que os mercados financeiros adquiram importância central nas discussões

Esses críticos fariam bem caso realmente entendessem que aquilo que estão criticando foi gerado justamente por aquele ente a quem eles acorrem clamando por mais intervenções: o governo.

Considerações finais

Empresas abrem seu capital e emitem ações para levantar dinheiro para financiar suas expansões.

Sendo proprietário de ações, um investidor está na origem da criação de riqueza de uma economia capitalista. Praticamente todas as outras formas de renda dependem diretamente da riqueza que as empresas geram.

A renda de um assalariado depende dos lucros das empresas. Para que bancos paguem juros a seus correntistas, eles têm de gerar receita concedendo empréstimos a empresas e consumidores, os quais têm que ter renda para quitar esses empréstimos. Debenturistas também obtêm sua renda da riqueza que a empresa emissora da debênture gera.

Principalmente o governo é quem depende de tudo isso. Para que ele pague o funcionalismo público e os juros de sua dívida, ele tem de coletar impostos, os quais dependem dos lucros, dos salários e das vendas. Com efeito, todos os gastos do governo dependem das receitas obtidas pelo setor privado.

Por isso, o crescimento econômico consiste na ampliação da lucratividade dos negócios. A renda que empresas geram é a base dos gastos do consumo tanto das pessoas quanto do governo. E a lucratividade das empresas determina as taxas de retorno dos outros veículos de investimento, inclusive títulos (públicos e privados) e até mesmo imóveis.

Há um elo indissolúvel entre capitalismo e mercado de ações. No longo prazo, as ações irão aumentar quando o capitalismo estiver prosperando e irão cair quando o espírito empreendedorial estiver definhando. Consequentemente, e por definição, uma acentuada queda nos preços das ações não pode ser atribuída ao mercado, mas sim a uma erosão do capitalismo, a qual ocorreu antes do colapso.

 

P.S.: eis um gráfico da evolução do Índice Bovespa (Ibovespa) desde 1995.

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autor

Antony Mueller e Robert Murphy

Antony Mueller é doutor pela Universidade de Erlangen-Nuremberg, Alemanha (FAU) e, desde 2008, professor de economia na Universidade Federal de Sergipe (UFS), onde ele atua também no Centro de Economia Aplicada. É fundador do The Continental Economics Institute (CEI) e mantém em português os blogs Economia Nova e Sociologia Econômica.

Robert Murphy é Ph.D em economia pela New York Universityeconomista do Institute for Energy Research, um scholar adjunto do Mises Institute, membro docente da Mises University e autor do livro The Politically Incorrect Guide to Capitalism, além dos guias de estudo para as obras Ação Humana e Man, Economy, and State with Power and Market.  É também dono do blog Free Advice.


  • Trader  30/11/2018 17:29
    Ótimo artigo. Grande porém de leitura fluida. A questão dos especuladores merece ser repetida diariamente, pois ninguém é mais vilipendiado do que esta figura (comparada a ela, até mesmo Eike vira santo).

    Especuladores fornecem o serviço precioso de mover os preços futuros para níveis mais acurados. Eles têm lucros ou prejuízos na mesma proporção em que eles respectivamente corrigem ou perturbam os preços de mercado.

    Quando o petróleo sobe, todo mundo grita especulação. Mas quando o petróleo cai, como agora, ninguém diz que foram os especuladores que fizeram essa benesse.

    Aliás, se os especuladores fossem efetivamente banidos e proibidos, os preços de todas as commodities só fariam disparar, e o João da Silva nunca mais comeria um pão ou uma pizza. E nem colocaria gasolina no carro.
  • Gary  30/11/2018 17:36
    Na verdade, a crítica aos especuladores não é nem produto da inveja, mas sim da ignorância. Qualquer pessoa minimamente informada sobre como funciona o mercado de ações sabe que o tal "especulador" é um comerciante (ou empreendedor) como qualquer outro.

    Ele entra em um mercado que lida com uma commodity específica. Pode ser milho, soja, café, laranja, trigo etc. Pode ser também dólar ou ouro.

    Se ele acredita que estes bens estão hoje subvalorizados, ele fica "comprado", isto é, ele se posiciona esperando uma valorização futura destes produtos. Consequentemente, ele promete que, em uma data futura específica, irá comprar a um preço estipulado hoje, uma quantidade específica deste produto. Caso sua previsão esteja correta — isto é, caso os preços realmente sejam maiores no futuro —, ele terá grandes lucros. Ele comprará ao preço antigo acordado (baixo) e depois poderá revender ao atual preço vigente (alto). Caso sua previsão se revele incorreta, ele terá prejuízos.

    Por outro lado, se ele acredita que estes bens estão hoje sobrevalorizados, ele ficará "vendido". Consequentemente, ele promete que, em uma data futura específica, irá vender a um preço estipulado hoje, uma quantidade específica deste produto. Caso sua previsão esteja correta — isto é, caso os preços realmente sejam menores no futuro —, ele terá grandes lucros. Ele irá vender ao preço antigo acordado (alto) algo que ele pode comprar ao preço vigente no futuro (baixo). Caso sua previsão se revele incorreta, ele terá prejuízos.

    No mercado de futuros, "vendidos" e "comprados" fazem contratos uns com os outros. Para que haja um vendido tem necessariamente de haver um comprado. Mas esse arranjo não é um jogo. Especuladores no mercado de futuros estão lidando com problemas do mundo real relacionados à incerteza: o desconhecido futuro econômico. Eles não estão em um jogo de chances estatísticas criado e manipulado pelo proprietário do cassino para ficar rico.

    O mercado de futuros é um arranjo voluntário que promove a descoberta de preços, algo que acaba por beneficiar centenas de milhões de outros empreendedores e participantes do mercado. E, no entanto, esses outros empreendedores e participantes do mercado não pagam por esse processo de descoberta de preços. Eles são "caroneiros" no mercado de futuros. Os especuladores — os comprados e vendidos — é que arcam com todo o processo.

    Não há nada de destrutivo neste arranjo, ao contrário do que dizem os críticos dos especuladores e críticos do mercado. O mercado de futuros é uma das grandes instituições da vida moderna. Um punhado de ganhadores e perdedores coloca seu dinheiro em risco. Nós não pagamos nada a eles por efetuarem este crucial serviço social: a descoberta de preços.
  • André  30/11/2018 17:59
    Sim. Os especuladores prestam importante serviço ao sistema, pois dão liquidez às ações e títulos em que os pais de família da classe média aplicam seu patrimônio. Num pânico este pai de família pode recuperar seu patrimônio com perda de 5 a 10% caso venda para um especulador. Sem um especulador, haverá o total colapso dos preços dos ativos, que é o que ocorre quando vendedores não encontram compradores.
  • Gustavo  30/11/2018 18:13
    É porque tudo o que as pessoas sabem sobre especuladores é aquilo que viram no cinema. Aliás, é curiosa a dissonância: Gordon Gekko é vilão, mas a turma de jovens descolados de A Grande Aposta são heróis. E ambos fazem a mesmíssima coisa: especular.

    A série Billions também contribui para essa desinformação, muito embora esteja bem acima da média em termos de qualidade e de informação transmitida (bem como em termos de diálogos sensacionais).
  • Vladimir  30/11/2018 18:27
    Billions é excelente! É um prato cheio pra quem gosta de mercado financeiro e de economia em geral.

    E devo dizer que fiquei positivamente surpreso ao ver que o "especulador malvadão" é retratado como um cara virtuoso em sua vida pessoal: não trai a mulher, nunca mentiu pra ela em toda a sua vida (e na única vez em que faz isso é punido por ela), não dá em cima das subalternas, e valoriza amizades.

    Gostei também de ver que o funcionário público que persegue o especulador é um cara cheio de defeitos e mau caráter, alguém que prejudica até o próprio pai para conseguir suas ambições, e que só pensa em suas ambições políticas. Deve ser a primeira vez que não retratam um funça como um santo

    E quando Bobby Axelrod diz que o funça é um cara improdutivo que só vive dos impostos extraídos do cidadão? Isso nunca vi antes numa série (assim como as referências a Ayn Rand e aos libertários).
  • Daniela Mattos  30/11/2018 19:08
    Minha série favorita!
  • Gustavo A.  04/12/2018 11:14
    Billions é sensacional. Até pesquisei o diretor pra saber se tinha influência libertária, mas não encontrei.

    O Atirador (Shooter) tem algumas referências libertárias também, a bandeira de Gadsden aparece mais de uma vez (e tem muitas armas, obviamente hehe... Viva o Texas).
  • Davi Pereira Gomes  30/11/2018 18:36
    Porque o preço das commodities iria disparar? Poderia explicar mais ? Dúvida sincera kk, e puder me explicar melhor o que é venda a descoberto tambem, serei grato
  • Trader  30/11/2018 19:07
    Porque elas são transacionadas no mercado internacional, na bolsa de Chicago. Se especuladores são gananciosos e ávidos, então eles só fariam comprar pra levantar o preço de todas as commodities o máximo possível. Mas não é isso o que acontece. Os preços das commodities vivem caindo, vide petróleo e soja atualmente. E caem por causa de especulações baixistas, que, quando corretas, geram muito mais dinheiro que as especulações altistas.

    Aliás, durante a crise financeira americana de 2008, tava cheio de magnata e banqueiro reclamando que os especuladores estavam derrubando os preços das ações dos bancos, fazendo vendas a descoberto, e com isso atrapalhando suas bonificações.

    Se não houvesse especuladores, os produtores de commodities (e os banqueiros) ficariam no mercado comprando o dia inteiro, todos os dias, para garantir que os preços sempre ficassem o mais alto possível. Mas como há especuladores fazendo vendas a descoberto, é impossível eles terem essa vida fácil.
  • Bode  02/12/2018 12:42
    Operação de venda a descoberto ocorre quando se vende um ativo sem tê-lo, apostando na queda do valor do mesmo, que vai ser comprado mais barato para entrega em data futura. É uma operação que aposta na queda do valor do ativo. As corretoras exigem uma margem de garantia para o especulador operar vendido a descoberto.
  • anônimo  30/11/2018 17:39
    Sobre especulação, uma dúvida: o que a EA acha da análise técnica, ou seja, das pessoas que "preveem" o sentido do mercado baseado em gráficos e rabiscos em cima dos mesmos?
  • Sir Richards  30/11/2018 17:52
    Uma vez o Luiz Barsi falou sobre essas previsões dos agentes técnicos do mercado especulativo à base de estatísticas.

    Análise gráfica é uma fantasia", diz o megainvestidor Luiz Barsi - InfoMoney

    "EXAME.com – O que você acha da análise técnica de ações?

    Barsi – Gráfico é futurologia; adivinhação. Eu não acredito. Você conhece algum analista rico?

    EXAME.com – Nem na análise fundamentalista?

    Barsi – O analista fundamentalista é um "Yes man". Ele nunca vai falar pra você a realidade que eles gostaria de falar. Ele diz coisa baseadas em interesses. Vamos voltar uns 3 anos no tempo e lembrar dos analistas recomendando com a maior convicção do mundo as ações do Grupo EBX. Todos os grandes recomendaram – e todos os pequenos também. Pergunte se eu comprei. Claro que não. Me lembro de um relatório do Banco do Brasil recomendando a compra de OGX a 32 reais. Isso é uma baita irresponsabilidade.

    EXAME.com – Aliás, já comprou alguma ação do Grupo EBX?

    Barsi – Disso, eu não quero nem ouvir falar. Nunca comprei e nunca recomendei. Isso é fantasia. Eu compro perspectiva de resultados. Eike Batista para mim é uma grande fantasia, assim como outros por aí. Estes papéis são pura especulação. Quem entra na Bovespa para especular, nunca ficará rico. Já lhe disse: eu não compro vento."

    exame.abril.com.br/mercados/estou-torcendo-para-a-proxima-crise-chegar-diz-bilionario/


    E mais, um geólogo baiano que detinha negócios com Eike Batista explicou notadamente como essas análises são furadas. Segundo ele, esses técnicos apenas conhecem matemática, eles não detém o conhecimento da aérea que estão especulando o valor das ações, eles não são geólogos ou engenheiros de petróleo, e foram justamente esses técnicos contratados pelos bancos e financeiras que recomendava as ações da empresas X de Eike Batista achando que ia ter valorização eterna.
  • Mr Richards  01/12/2018 17:48
    Opa
  • Pobre Paulista  30/11/2018 17:54
    Meu, o que a EA "acha" é que cada agente econômico deve arcar com os próprios riscos que corre... Se o cara quer usar análise técnica, análise fundamentalista, dicas da infomonkey ou búzios, isso é um problema exclusivo do indivíduo.
  • Pedro C.  07/12/2018 18:36
    Eu uso uma mistura das duas, nesta sequência:

    1) Para decidir qual empresa comprar, análise fundamentalista.

    2) Para decidir quando comprar essa empresa, análise técnica/gráfica.
  • Emerson  30/11/2018 18:29
    Quem compra de A para vender a B em geral está beneficiando a ambos. Ele não está produzindo, mas está complementando a atividade de quem produz e assim participando da cadeia produtiva. Por acaso seria melhor se não tivesse mediadores na economia?
  • Libertariozinho  30/11/2018 18:42
    O Uber não está produzindo nada, apenas aproximando quem quer transportar pessoas de quem quer ser transportado.
    Nosso padrão de vida melhorou ou piorou após a chegada do Uber?
    Bancos funcionam dessa MESMÍSSIMA maneira, mas em uma escala maior.
  • RDNAZEV  30/11/2018 20:47
    Um motorista Uber que ganhava R$ 1.5 mil em um escritório, hoje ganha 03 vezes o valor que ele ganhava.

    Um outro administrador formado, ganhando 1 salário mínimo, hoje ganhando 3.5 mil, no mínimo.

    Está ajudando e muito muitas pessoas, principalmente aqueles que precisam de uma renda extra.

    Para você pelo visto seria bom todos abaixo e se curvando ao Estado. Socialistas sempre falando besteira.

    Se for para escrever para passar vergonha, nem escreva.
  • Leigo  03/12/2018 14:24
    Querem ensinar filosofia nas escolas, mas não sabem interpretar um texto simples.

    "Se for para escrever para passar vergonha, nem escreva."
  • Sir Richards  30/11/2018 18:30
    "Mas essa é uma análise superficial, pois o presidente é um empregado que pode ser demitido."

    Essa frase me lembra uma de Sam Walton: "Existe apenas um chefe, o cliente. E ele pode demitir todos na empresa, do faxineiro até o presidente, simplesmente gastando o dinheiro em outro lugar."
  • Libertariozinho  30/11/2018 18:40
    Esse instituto é tão fantástico que eu, um jovem de 17 anos, que era leigo em economia, em apenas um ano acompanhando esse site, consegue ler esse artigo e entendê-lo perfeitamente!

  • Lucas-00  03/12/2018 14:57
    Também tenho 17 anos cara!
  • Daniel  30/11/2018 18:44
    "Não pode haver uma genuína propriedade privada do capital sem um mercado de ações; não pode haver um genuíno socialismo se tal mercado existe e funciona."

    1) Na bolsa de Caracas, em um dia de pregão, circulam 74 milhões de bolívares.

    www.finanzasdigital.com/2018/11/indice-bursatil-caracas-cerro-este-miercoles-28-de-noviembre-en-63989-puntos-945/


    2) Mas um dólar vale 248.521 bolívares.

    tradingeconomics.com/venezuela/currency


    3) Logo, na bolsa de Caracas circulam US$ 297 por dia.


    Socialismo é pujança.
  • Andre  03/12/2018 15:57
    Investir na bolsa de Caracas não é má ideia com tais números irrisórios.
  • Luiz Novi  30/11/2018 19:18
    Muito interessante e transparente o artigo. Deixa claro a diferença entre Preço e Valor.
    Sobre os autores, dispensa qualquer comentário, uma vez que são parte das melhores mentes austríacas, como todo a equipe a qual acompanho há mais de cinco anos.
    Destaco o livro O Investidor Inteligente de Benjamin Graham, o qual é avaliado como um dos melhores livros escritos sobre investimentos. Warren Buffett, um dos maiores investidores do mundo na atualidade e aluno de Graham, disse exatamente isso. Eu o li há cerca de 8 anos e pude perceber o quanto agrega a qualquer profissional da área.

    Ainda estou longe de ter um currículo da qualidade desses autores, mas posso contribuir para quem está iniciando os estudos nesta escola que tem sido um norte em minha profissão.

    Caso os mestres Leandro Roque e Hélio Beltrão aprovarem a ideia, gostaria de ter o meu artigo publicado no instituto.
    segue o link do artigo:
    aleconomico.org.br/como-a-interferencia-do-governo-na-moeda-distorce-a-formacao-de-poupanca-e-o-funcionamento-de-toda-a-economia/
  • Walter  30/11/2018 19:30
    "Morte aos especuladores!" é a palavra de ordem durante todas as épocas de carestias que existiram.

    Articulado por demagogos que pensam que o especulador causa a morte pela fome ao fazer subirem os preços dos alimentos, esse grito é apoiado com fervor pelas massas de analfabetos em economia. Esse tipo de ideia — ou, antes, de falta de ideia — tem permitido a ditadores que imponham até pena de morte a comerciantes de alimentos que cobram preços altos em tempos de escassez. E sem o menor protesto daqueles geralmente envolvidos com direitos e liberdades civis.

    Entretanto, a verdade dos fatos é que, longe de causar a morte por fome ou a carestia, é o especulador quem as evita. E, longe de salvaguardar a vida das pessoas, é o ditador quem tem de arcar com a responsabilidade maior, pois é o primeiro a causar a escassez. Assim, o ódio popular ao especulador é uma perversão da justiça tão grande quanto se possa imaginar.

    Defendendo o indefensável - o especulador e o avarento
  • keila lopez  30/11/2018 23:34
    PARA QUEM TEM INTERESSE EM ACUMULAR PATRIMONIO INVESTINDO EM RENDA VARIÁVEL, AQUI VAI UMA SÉRIO DE VIDEOS EDUCATIVOS. ASSISTA A TODOS NESSA ORDEM E VC ESTARÁ APTO A INICIAR NA BOLSA DE VALORES

    1. Primeiros passos renda variável www.youtube.com/watch?v=5t8A1VyXYPM
    2. Fundos imobiliários www.youtube.com/watch?v=LaJ8hGZVzD4
    3. FII exemplo Sr. Barriga www.youtube.com/watch?v=3aj-NNStS-k
    4. Analise HGLG www.youtube.com/watch?v=3tOoP4cHy20
    5. Exemplo da padaria www.youtube.com/watch?v=vBYkbRGAx6I
    6. Qual ação mais barata www.youtube.com/watch?v=LqlxvNRO1Qk
    7. Fundamentos básicos de ações www.youtube.com/watch?v=x4V40YvxY40&t=1422s
    8. Açoes ON ou PN www.youtube.com/watch?v=iJbgkddgpUw&t=118s
    9. O que é Tag Along www.youtube.com/watch?v=LVrhKdkE2BU
    10. Quanto uma ação pode cair www.youtube.com/watch?v=RxwRO3Gi5Ac
    11. Small caps www.youtube.com/watch?v=l16QF--qoSE
    12. encontrando boas empresas www.youtube.com/watch?v=OnQ0-5BYOVI
    13. quantas ações ter www.youtube.com/watch?v=UBcPPIUda-U
    14. avaliação OPA da Multiplus www.youtube.com/watch?v=CEYy76wUBVQ
    15. comprando ação na prática www.youtube.com/watch?v=DLZym3jTgn4
    16. canais para acompanhar www.youtube.com/watch?v=if_n5GwrD0o&t=6s
    17. como investir exterior www.youtube.com/watch?v=DkOo8f4VIbQ
  • Caio Joshua  01/12/2018 15:46
    Um fato: o mercado, a economia em essência é dinâmica. A bolsa de valores é um recurso essencial para a economia e seus envolvidos por conta dessa dinâmica de oferta e demanda que seus cooperadores podem oferecer em decisões de unanimidade, pelo fato de que todo aquele que têm capital suficiente para oferecer às empresas pode se tornar um opinador das necessidades dos consumidores que conhece e possíveis estratégias para satisfazê-los. Uma economia de excelência se faz quando o povo têm meios de investir e desfrutar de seus investimento, e vejo que um meio para se alcançar isso realmente parte da premissa de que um país precisa de um mercado de ações. Um mercado capaz de envolver aqueles que o integram (ou pelo menos deveria) é um mercado capaz de suprir as necessidades individuais, além de que isso ajuda a economia a ser mais flexível e menos estatizada, no sentido de algo grande se encontrar nas mãos de poucos. Mises foi sábio, como na maioria das vezes o foi.
  • Mr Richards  01/12/2018 18:27
    A bolsa de valores fez muito mais do que isso, deu acesso à pequenos investidores em um amplo portfólio de investimento. Mesmo aqueles sem um grande capital, puderam finalmente incluir na participação das empresas e conseguir uma bela aposentadoria - desde que se faça os investimentos corretos. Antigamente, não existia isso para os pequenos investidores. Na formação inicial econômica da nação norte-americana, usaram cooperativas para levantar capital e assim poder realizar investimentos em grandes empresas, hoje qualquer pessoa pode comprar ações(PN ou mesmo ON) da Ambev, Petrobrás, Vale e entre outras. E em consequência disso, surgiram outras inúmeras ofertas de investimentos para pequenos, médios e grandes investidores como fundos de investimento baseado em ações, fundos multimercados e fundos de índices, todos baseados em ações. Li uma notícia recentemente que uma corretora de investimento do Brasil, conseguiu desenvolver uma plataforma para investidores brasileiros a investir no mercado acionário norte-americano quase sem nenhum custo, e na matéria(link abaixo) explica o porquê desta plataforma ser uma inovação em termos de acesso ao mercado de ações norte-americano.

    Não adianta apenas ter um mercado de ações, a acessibilidade é que o diferencial na hora de definir a excelência do ambiente econômico do país. Vou pegar um exemplo da China, é a segunda maior economia do mundo com US$11,1 trilhões de dólares, seu mercado acionário é ao mesmo tempo fácil e difícil de acesso, isto por causa do regulamento do PC chinês que controla alguns aspectos da bolsa de valores - controla alguns, mas não todos(estes que permitem a prosperidade financeira da China). Recentemente fiquei perturbado com a notícia que o Japão passou a China, passando a ser o segundo maior mercado acionário do mundo com US$6,17 trilhões, enquanto o chinês fechou em US$6,09 trilhões. Na matéria - link abaixo - afirma que o mercado acionário chinês bateu o recorde em 2015 com aproximadamente US$10 trilhões, teve aquele "pequeno" crash em Janeiro de 2016 com mais de 40% de desvalorização e chegando ao ponto atual de US$6,09 trilhões, poucos falam isso, mas os chineses perderam US$4 trilhões em nível de capitalização. Agora comparem o nível de capitalização da China com o Japão e EUA, o Japão consegue ter um nível de aproximadamente 1,3 de seu PIB, os americanos conseguem ter um nível maior de aproximado 1,5 de seu PIB, totalizando US$31 trilhões. Os americanos conseguem ter uma capitalização 5x maior do que os chineses, mesmo tendo 2x o tamanho do PIB da China o que ajuda a explicar o tamanho da encrenca que a China está metida, falo isso porque a cultura chines tem como uma das principais características a poupança - que poderia estar sendo usada no mercado acionário, mas por ordens do governo está sendo alocado no setor imobiliário chinês, causando aquela aberração que vemos nos dias de hoje. Pelo tamanho do mercado interno chinês, PIB, população e aumentos de salários anualmente, os chineses já deveriam ou estar se aproximando ou já até ter passado o nível de capitalização norte-americano, se isso não acontece o culpado é o governo comunista chinês. O setor imobiliário é o calcanhar de Aquiles chinês, os bancos estatais chineses injetam dinheiro para os empresários do setor a construir, e assim usa a população a depositar sua poupança conquistado com grande suor para serem alocadas na especulação imobiliária, o que gerou e ainda gera perturbações na vida econômica chinesa. Isso ajuda a explicar porque a China não é mais capitalista do que socialista, é uma mistura keynesiana com mercantilismo.

    economia.uol.com.br/financas-pessoais/noticias/redacao/2018/11/24/avenue-corretora-para-brasileiros-nos-estados-unidos.htm
    www.valor.com.br/financas/5710987/japao-supera-china-como-segundo-maior-mercado-de-acoes-do-mundo
  • Patriota  01/12/2018 16:20
    Como diz Marco Antônio Villa, quem quer vender todas estatais brasileiras está a serviço do grande capital.
  • ed  02/12/2018 11:46
    Melhor deixar no controle dos políticos. Basta ver como isso deu certo. Não sei como alguém pode defender outro esquema.
  • keila lopez  03/12/2018 23:44
    é isso aí, vamos vender a petrobras, daí vem a estatal norueguesa de petroleo e compra a nossa estatal. Para tentar nos livrar dos ratos, queimamos a casa.
  • Gustavo  04/12/2018 03:02
    Ué, eu concordo plenamente que não se deve vender uma estatal para outra estatal, o que inclui a Statoil. No entanto, o que tem de esquerdista que vem aqui semanalmente encher o saco dizendo que a Statoil é uma estatal invejável, exemplar e que deve ser emulada é algo inacreditável.

    Sendo assim, seria pedir demais que vocês esquerdistas mostrassem um mínimo de coerência? Dá pra ter um mínimo de consenso? Afinal, a Statoil é boa e exemplar ou é péssima e deve ser evitada?

    Decidam-se, por favor. Não dá pra ter duas posições antagônicas ao mesmo tempo.
  • Pobre Paulista  04/12/2018 12:52
    Não se esqueçam que "O petróleo é nosso!"

    (JNão sei pq continuo pagando por ele dado que ele já é meu)
  • Realista  04/12/2018 10:37
    Quem fala o termo "grande capital" é marxista, nem de perto patriota.
  • Dane-se o estado  01/12/2018 18:53
    A maioria das pessoas que criticam especuladores, não fazem nem ideia do que são e a que servem. Normalmente este termo "especulador" além de já carregar consigo um sentido implícito de ideia de incerteza, na forma com que é usada com tom de deboche e desdém crítico, é colocado também para transmitir a ideia implícita de que estes os "especuladores" seriam pessoas que não saberiam o que estão fazendo na economia e a partir desta impressão, os críticos tentarem manipular a retórica para justificar intervenção e controle "seguro" e "confortável" do estado.
  • Vactus  02/12/2018 00:36
    Um comentário off-topic

    Depois de ler artigos antigos do site sobre a crise de 2008 e sobre como a alta dos juros - provocadas pelo banco central, ou pelos próprios bancos, devido à inflação - é o fator que despenca a crise, ainda me resta uma dúvida:

    E no cenário atual, como a economia poderia colapsar se o FED agora não estivesse aumentando de volta os juros, visto que o banco central paga uma taxa aos bancos que depositam suas reservas, que impede um cenário de alta inflação?

  • Matheus  02/12/2018 22:26
    A economia americana não poderia colapsar neste exato momento, haja visto que os juros aumentando só trará mais problemas ao governo americano, aumentando a dívida pública. Nem neste exato momento e muito menos num futuro próximo terá uma crise ou recessão, eles estão empurrando o problema com a barriga. Primeiramente nada indica que haja uma bolha em ativos pré-direcionados, por exemplo a situação imobiliária comercial na qual vários departamentos de lojas e grandes shoppings centers estão fechando dada a concorrência online pela Amazon, Walmart e outras empresas de segmento e-commerce, com isto acontecendo, a oferta seria muito maior do que a demanda. Segundo que, a única possibilidade de recessão ou uma crise limitada seria no mercado de ações, mas esta está bem controlada pelo nível de capital fluindo aos EUA, justamente pelo aumento dos juros americanos dados pelo FED, estão tirando o capital de mercados emergentes para serem alocados no mercado ou dívida pública americana, isto mascara o problema dos ativos acionários estarem com preços absurdamente caros para a realidade econômica das empresas.
  • Tio Patinhas  03/12/2018 20:56
    Eu discordo, acho que há mais de uma possibilidade de crise. Existe uma bomba no crédito estudantil, outra nos empréstimos para compra de carro e ainda outra na previdência de cidades e estados.

    Não vejo o governo desarmando essas bombas, veja que no caso dos empréstimos para compra de carro, é uma continuação do subprime, mas em vez da casas, são carros.

    Não sei quando a bomba vai estourar, mas acredito que o timer se aproxima do zero.
  • Dane-se o estado  02/12/2018 17:33
    No mercado lucra mais quem produz mais valor, O capital dos mais ricos está inteiramente disponível nos bancos para que os mais pobres utilizem ao bel prazer de investimentos! Como? emprestimos! PORÉM, isto evidentemente exige responsabilidades, quitação de juros, correr o risco de empreender tal dinheiro em algo que traga retorno e lhe garanta conseguir quitar suas dívidas. E porque o comunista não compreende isso? Simples, o comunista abomina risco e responsabilidades, ele quer tudo na mão, que alguém o sustente, que tudo seja seguro. Não está disposto a correr os riscos.
  • Pensador Puritano  03/12/2018 10:11
    Lembrando que o especulador(Curto-prazista igual George Soros) e o investidor(Longo-prazista igual Warren Buffett)são essenciais na Bolsa de valores,agora os MANIPULADORES(Nada a ver com os especuladores)a Bolsa e a CVM(Burocracia dispensável)estão de olho neles,pois os tais são nocivos ao Mercado...
  • Trader  03/12/2018 13:23
    O que seriam os manipuladores? Dê um exemplo de manipulação e diga como ela pode ser feita.
  • Pensador Puritano  04/12/2018 09:22
    MADOFF foi um manipulador caro Trader e a Bolsa e Sec(CVM norte-americana)demoraram a descobrir seu sistema de pirâmide financeira e lucros mirabolantes...enfim vou fiar só neste exemplo para mostrar que picaretas povoam nosso universo até no Mercado,mas graças a Deus estes quando são descoberto o Mercado desinfeta logo ao contrário do estado que protege seus picaretas com o foro privilegiado e que tais...
  • Trader  04/12/2018 12:55
    Meu Deus, que desinformado! Madoff não manipulou nenhuma ação. Com efeito, ele nem chegou a investir em ação. Ele simplesmente criou um esquema Ponzi no qual espoliava os otários que davam dinheiro para ele. Nada a ver com manipulação de bolsa. Informe-se!

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2316
  • Bolsista austríaco  04/12/2018 17:08
    Trader nosso amigo patriota puritano tem razão em apontar a ação nefasta destes picaretas ao manipularem as operações com ações e me lembro da manipulação na Bolsa de valores de Nova York nos anos 80 por parte de Michael Milken(Rei dos junk Bonds) ao usar informações privilegiadas,prática proibida em todas as Bolsas de Valores mundo afora,enfim quem tem informações privilegiadas pode manipular o mercado e ter lucros fabulosos em detrimento dos demais investidores,Naji Nahas também foi outro sujeito que quebrou a Bolsa de valores do Rio de janeiro dentre outros e todos sabem que o mercado de capitais se pauta pela transparência,enfim não é todo dia que tais coisas ocorrem,mas como Mercado nenhum é perfeito(O Mercado é impessoal e um reflexo das qualidades e defeitos do ser humano,portanto é amoral e descentralizado,enquanto o estado é a face do que á de pior do ser humano,uma entidade monopolista e moralmente condenável)os administradores da Bolsa tratam de fiscalizar e punir exemplarmente tais agentes perniciosos...
  • Trader  04/12/2018 17:32
    Errou de novo. Milken não mexeu com ações, mas sim com títulos. E, ao contrário do que dizia a grande mídia (a quem você presta subserviência), Milken era um herói.

    mises.org/library/michael-r-milken-vs-power-elite

    articles.latimes.com/1992-03-03/local/me-2952_1_michael-milken

    Pare de apenas repetir o que a mídia convencional diz. Pega mal pra você.
  • Bolsista austr%C3%83%C2%ADaco  04/12/2018 19:15
    Querido Trader,informação privilegiada é condenada por 10 entre 10 corretores e tu sabes disso,agora vou encerrar por aqui essa discussão,pois achar que só tem santo no Mercado e que o próprio mercado é sábio o bastante para se autocorrigir todos nós libertários estamos carecas de saber e é isto que importa o capitalismo de livre-mercado é mil vezes melhor do que o lixo do estado com suas regulamentações e distribuição de privilégios e a CVM não passa de uma agência inútil,a Bolsa sózinha se autocorrige.
  • Pensador Puritano  05/12/2018 09:25
    Trader acho que você acredita em papai noel e na benevolência do ser humano,ou seja os agentes perniciosos povoam esta terra e estão encastelados principalmente no estado(Instituição que beneficia a ação humana em seu estágio de ruindade máxima) e são punidos pelo Mercado(Ação humana que beneficia terceiros e pune a ação humana ruim sem derramar sangue) e Trader esses manipuladores são minorias,a Bolsa é rigorosa em denuncia-los e expulsa-los de lá,pode ficar tranquilo e dormir em paz sabendo que estes agentes perniciosos não vão destruir o mercado de capitais...eles são cartas fora do baralho,a maioria esmagadora dos investidores e especuladores são pessoas do bem e querem ganhar seu dinheiro de forma honrada e honesta,pois sabem que com virtude e seriedade seus negócios serão sustentáveis ao passo que desonestidade e mau-caratismo não tem vida longa,pois as pessoas não são otárias o tempo todo,enfim viva o Mercado e abaixo todo tipo de picaretagem!!!
  • Pobre Paulista  05/12/2018 13:28
    Quanta babaquice.

    Não existe "informação privilegiada", existe apenas informação.

    O mercado de capitais é exatamente o meio pelo qual a informação "privilegiada" se torna pública. Justamente através do preço, que é o único meio de comunicação entre poupadores e investidores.


    Não sejam retardados, por gentileza.



  • Pensador Puritano  05/12/2018 14:41
    Retardado não meu caro é a Bolsa e a CVM quem pune os tais,se você não acredita em mim,então leia o regulamento da Bolsa,a Lei e medidas tomadas pela CVM,se vc acha que é fake news,paciência...Se informe melhor ou você gostaria de comprar um mico igual as ações do ex-império X,operação suspeitíssima em que vários diretores venderam as ações sabedores da falência iminente da mesma,meu amigo vc chamar isto de normal,me perdoe mas vc é que está sendo retardado,e é isto que a Bolsa e a CVM combatem... operações fraudulentas que são lesivas aos investidores,incautos ou não,agora oferta e demanda determinando os preços de forma ética e sem falências e prejuízos aos minoritários fazem parte do dia-a-dia da Bolsa,desde que as informações sejam amplamente conhecida por todos e ações orquestradas por picaretas iguais a destes diretores e a Bolsa ficar sem tomar atitude,ai meu caro seria picaretagem da Bolsa e que eu saiba ela(Bolsa) não compactua com estas fraudes.

    Recapitulando:Duvido que você ficaria feliz em saber que foi vítima de uma fraude igual é a prática nefasta de insider trading de empresas em estágio de falência,pois empresas sólidas o preço varia ao longo do tempo e vc pode sofrer perdas no curto prazo,mas são recuperáveis no longo prazo,agora comprar um mico e a Bolsa não tomar atitude nenhuma ai meu caro mude de fornecedor e vá procurar uma Bolsa que respeite vc e demais usuários de seus serviços.

    Lei 10.303/2001 crime de insider trading

    Art. 27-D. Utilizar informação relevante de que tenha conhecimento, ainda não divulgada ao mercado, que seja capaz de propiciar, para si ou para outrem, vantagem indevida, mediante negociação, em nome próprio ou de terceiros, de valores mobiliários
    Pena – reclusão, de 1 (um) a 5 (cinco) anos, e multa de até 3 (três) vezes o montante da vantagem ilícita obtida em decorrência do crime.

    § 1o Incorre na mesma pena quem repassa informação sigilosa relativa a fato relevante a que tenha tido acesso em razão de cargo ou posição que ocupe em emissor de valores mobiliários ou em razão de relação comercial, profissional ou de confiança com o emissor.

    § 2o A pena é aumentada em 1/3 (um terço) se o agente comete o crime previsto no caput deste artigo valendo-se de informação relevante de que tenha conhecimento e da qual deva manter sigilo.
  • Pobre Paulista  05/12/2018 16:51
    O único crime aqui é a CVM existir.

  • Pensador Puritano  06/12/2018 09:52
    Pobre Paulista concordo que a CVM é dispensável,afinal somos libertários e dispensamos burocracias estatais,mas os serviços prestados pela CVM são demandáveis e podem ser prestados por certificadoras privadas,pois os investidores(Minoritários principalmente)não tem tempo e disposição para pesquisar detalhes e informações técnicas do Mercado de capitais,portanto tal demanda será suprida por elas,igual as corretoras e empresas de análises de investimentos são demandáveis pelos investidores,enfim o fato da CVM ser dispensável não anula minha crítica quanto a questão da informação privilegiada ser danosa e antiética(Ações de empresas que irão falir)é coisa de bandido e ao contrário do especulador que é salutar ao Mercado,agora manipulador e mau-caráter só apoia quem é otário ou sócio dos tais...
  • Pobre Paulista  06/12/2018 14:30
    Vc só espumou e não rebateu nada.

    Se eu comprei uma ação usando informação privilegiada e a ação subiu, eu tomei dinheiro de quem exatamente?

    Resposta: de ninguém.

    E ainda por cima, ao comprar as ações, eu fiz minha pequena contribuição de propagar a informação privilegiada ao mercado, indicando uma pressão de alta no preço.

    Nada de errado, nada a ser punido.
  • Pobre Paulista  06/12/2018 15:01
    Em tempo, ninguém ainda definiu o que é "informação privilegiada".

    Se é uma informação que só alguns sabem e outros não, então sinto muito, toda e qualquer informação do universo é privilegiada, dado que ninguém é detentor de toda a sabedoria da humanidade, sempre haverá algo que um sabe e outro não sabe.
  • Edujatahy  06/12/2018 15:13
    E complementando o comentário muito bem colocado do Pobre Paulista. Entidades e pessoas que prezam por uma "transparência" irão atrair clientes que compactuam com tais valores. Logo é uma questão de reputação, não uma questão legal.
  • Bolsista austríaco  06/12/2018 22:00
    KKKKKKKK quer dizer que picaretas podem aprontar e sairem ilesos da Bolsa,KKKKKKKK

    A BM&FBovespa Supervisão de Mercados (BSM), braço autorregulador da B3 (bolsa de valores), foi o primeiro órgão de supervisão do mercado de capitais a concluir um processo administrativo sobre uma nova forma ilícita de operar no mercado financeiro: spoofing.

    Spoofing é definido como (1) uma modalidade de criação de condições artificiais de oferta e demanda de valores mobiliários ou (2) manipulação de mercado, a depender da interpretação do órgão regulador. Enquanto a BSM classifica da primeira forma, para a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) é manipulação de mercado.

    Fonte:www.jota.info

    A própria Bolsa monitora estes picaretas queridos amigos libertários ou liberotários como quiser.
  • Bolsista austríaco  07/12/2018 15:59
    Tem libertário que acha a Bolsa uma terra de ninguém onde qualquer um chega e faz negócio de qualquer jeito e sairão impunes,meus caros amigos,a Bolsa é propriedade privada e seus donos cobram pedágio(Emolumentos)para prestar seus serviços e tem um código de ética e conduta a ser observado e seguido pelos seus usuários,enfim não é por que as operações de compra e venda são anônimas e impessoais que qualquer um pode chegar e fazer o que quer,não senhores e isto independe da CVM atuar ou não,pois ética é desejável e se a Bolsa não se pautar por estes princípios e valores ela irá sofrer um processo de falência,pois Bolsas concorrentes podem oferecer estes serviços com ética e transparência,onde oferta e demanda de títulos são feitas em igualdade de condições sem picaretas tirando vantagem em cima da boa-fé de usuários desinformados.
  • Pobre Paulista  10/12/2018 13:03
    Rodeou, rodeou, e ainda não explicou quem foi "roubado" quando alguém fez uma operação se valendo de informações "privilegiadas".

    Vamos lá. Explique-se! É você quem deve explicações, é você quem está tentando punir pessoas que não fazem mal a ninguém.
  • Aluno  03/12/2018 14:30
    Amigos, eu tenho algumas dúvidas...

    Como foi que surgiu a Bolsa de Valores ? Isso foi uma invenção de quem ou de qual país propriamente ? Antes da primeira Guerra Mundial já existia esse "mercado de ações e bolsas de valores" ?

    Mais precisamente quem foi que inventou essa coisa chamada "ação" ? As empresas no tempo de Taylor e Marx lá no início da Revolução Industrial...essas empresas captavam recursos de que forma ? Quem que inventou essa coisa de "ação" ?

    O artigo foi muito esclarecedor mas esqueceu de mencionar os BANCOS. Qual o papel dos bancos nisso tudo ?

    Eu ja vi muitos críticos da especulação mas uma das coisas que sempre mencionam é a questão do JUROS. O que vocês acham do juros ? O que vocês acham de dívidas em que a maior parte se resume a JUROS... o Monstro que os Juros são capazes de criar.
    Seria possível uma economia capitalista funcionar sem a figura dos juros ?

  • Humberto  03/12/2018 14:46
    Papel dos bancos? Nenhum. Até porque, em teoria, a bolsa concorre com os bancos. Quem não quer recorrer a empréstimos bancários pode lançar ações em bolsa e obter financiamento desta maneira, sem incorrer em nenhuma dívida.

    Juros? Aqui:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=552
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2881
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2591
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1434
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1105
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=368

    "Como foi que surgiu a Bolsa de Valores ? Isso foi uma invenção de quem ou de qual país propriamente ? Antes da primeira Guerra Mundial já existia esse "mercado de ações e bolsas de valores" ? Mais precisamente quem foi que inventou essa coisa chamada "ação" ? As empresas no tempo de Taylor e Marx lá no início da Revolução Industrial...essas empresas captavam recursos de que forma ? Quem que inventou essa coisa de "ação" ?"

    Se o artigo fosse adentrar na história, viraria um livro. Nêgo já reclama quando o artigo tem mais de duas mil palavras; se tivesse 20 mil, aí isso aqui ficaria um deserto.
  • Aluno  03/12/2018 15:53
    Esses artigos que foram postados não respondem efetivamente as minhas questões...


    A EA faz vista grossa à questão dos JUROS...que é a grande crítica em torno dos especuladores.

    A escola austríaca também é incrivelmente "ingênua" no que concerne a interesses privados no controle de mercados. A economia austríaca sempre explicará que governos não devem interferir com a economia, ao mesmo tempo que ignoram a inclinação monopolista do Capital.

  • Professor  03/12/2018 17:16
    "Esses artigos que foram postados não respondem efetivamente as minhas questões..."

    O que apenas comprova que você nem sequer os leu, pois eles respondem exatamente os pontos que você fará a seguir.

    "A EA faz vista grossa à questão dos JUROS..."

    Vista grossa?! A EA é a única que explica a questão dos juros (por que eles existem, e por que são altos em algumas economias e baixos em outras). E isso está explicado em alguns dos artigos linkados. Mas, como você não leu (nem deu tempo de tê-lo feito), preferiu vir apenas gemer a mesma coisa.

    "que é a grande crítica em torno dos especuladores."

    Especuladores de juros na bolsa de valores?! Tá sabendo direitinho, hein?

    Aliás, sua ignorância fica comprovada nesta própria afirmação: especulação ocorre exatamente em cenários de juros baixos. Não há especulação em cenário de juros altos, pois todos ficam quietos na renda fixa. A bolsa costuma ficar morta em épocas de subida forte de juros altos. (Vá ver a performance do Ibovespa em 2015).

    "A escola austríaca também é incrivelmente "ingênua" no que concerne a interesses privados no controle de mercados. A economia austríaca sempre explicará que governos não devem interferir com a economia, ao mesmo tempo que ignoram a inclinação monopolista do Capital."

    Inclinação monopolista do capital? Isso ocorre apenas em ambientes regulados pelo estado.

    Sim, trustes, cartéis, monopólios e oligopólios só existem exatamente em ambientes regulados pelo governo. É impossível existir monopólio ou oligopólio quando não há regulamentação estatal impedindo a livre entrada de concorrentes no mercado.

    Quem cria cartéis, oligopólios, monopólios e reservas de mercado, garantindo grandes concentrações financeiras, é e sempre foi exatamente o estado, seja por meio de regulamentações que impõem barreiras à entrada da concorrência no mercado (via agências reguladoras), seja por meio de subsídios a empresas favoritas, seja por meio do protecionismo via obstrução de importações, seja por meio de altos tributos que impedem que novas empresas surjam e cresçam.

    Apenas olhe ao seu redor. Todos os cartéis, oligopólios e monopólios da atualidade se dão em setores altamente regulados pelo governo (setor bancário, aéreo, telefônico, elétrico, televisivo, TV a cabo, internet, postos de gasolina etc.).

    Artigos para você sair desse auto-engano:

    Como as regulações estatais prejudicam os pequenos, protegem os grandes, e afetam os consumidores

    Liberem empresas aéreas estrangeiras para fazer vôos internos no Brasil

    Grandes empresas odeiam o livre mercado

    A diferença entre iniciativa privada e livre iniciativa - ou: você é pró-mercado ou pró-empresa?

    Precisamos falar sobre o "capitalismo de quadrilhas"

    Sim, há um Mecanismo que governa o país - e sua ideologia é bem clara

    Por que o livre mercado é o arranjo mais temido pelos grandes empresários

    O capitalismo de estado, ou "rent seeking", é o comportamento que explica a economia do Brasil

    Brasil versus Romênia - até quando nosso mercado de internet continuará fechado pelo governo?

    Empresas grandes, ineficientes e anti-éticas só prosperam em mercados protegidos e regulados

    E você ainda diz que é o estado quem vai impedir a concentração do mercado, aquela concentração que ele próprio cria e protege?

    Por outro lado, não há e nem nunca houve monopólios no livre mercado. Empiria pura. Pode conferir aqui:

    Monopólio e livre mercado - uma antítese

    O mito do monopólio natural

    Quem é a favor de estado é, por definição, a favor de monopólios, oligopólios e cartéis. E quem é contra monopólios, oligopólios e cartéis é, por definição, a favor de estado mínimo ou mesmo nulo. Não há meio termo. Onde você está?
  • Aluno  03/12/2018 17:30
    Você ainda não entendeu o ponto...


    Cobrar JUROS não é algo moralmente correto.

    É muito fácil defender o juros quando você é o CREDOR.

    É inegável que existem riscos ao momento de empreender qualquer atividade produtiva. Existe o risco de elaborar um produto que ninguém queira comprar, existe o risco de que o capital investido seja roubado, danificado ou desperdiçado. Porém esse risco justifica os lucros dos empregadores e banqueiros? O risco não é compartilhado muitas vezes pelos empregados e devedores? Na prática o quão arriscado é emprestar dinheiro a uma pessoa que, se não o devolver, será perseguida pela justiça? Qual é o risco de um terratenente que empresta sua terra para o cultivo, de que a terra desapareça?

    Se o lucro serve para compensar o risco de quem investe seu capital, então, a longo prazo, o lucro equivaleria às perdas ocasionadas pelos investimentos desafortunados, inevitáveis quando existe certo risco. A longo prazo o investidor manteria a mesma quantidade de capital, e o juro só serviria para compensar as perdas imprevistas. A partir desse raciocínio é evidente que, no sistema atual, os lucros e os juros são muito maiores do que o que seria justificado pelos riscos, quer dizer, muito maiores do quê o necessário para fazer frente a perdas imprevistas, já que esses não produziriam a gigantesca acumulação de capital que ocorre no sistema capitalista. Os lucros e o juro não são uma compensação do risco do investidor, mas sim são o resultado de um sistema onde as pessoas que carecem do capital necessário se veem obrigadas a vender seu trabalho por um preço injusto, e onde um grupo de pessoas aproveita a necessidade de outras para exigir-lhes uma parte da riqueza que produzem com seu trabalho.

    Os defensores desse sistema argúem que se não houvesse juros, o possuidor do capital não teria nenhuma motivação para emprestá-lo, quer dizer, não teria nenhum interesse em emprestá-lo. Então, argumentam, não seria possível por em marcha nenhuma empresa de médias ou grandes proporções, pois para isso é necessário que as pessoas que possuem muito capital acumulado estejam dispostas a investi-lo. Daí que essas pessoas sustentam que o investimento privado é essencial para o desenvolvimento de uma sociedade, e qualquer restrição ou situação que afugente o investimento privado, representa um obstáculo para o desenvolvimento. Para reforçar essa ideia existem as listas de "Risco-País" e de "Competitividade" em que os países com maiores restrições à exploração, e onde portanto os investidores privadores tem menos interesse em investir, são qualificados negativamente. Porém em realidade, desde muito tempo as pessoas tem utilizado outros mecanismos para ter a sua disposição o capital que não possuem de maneira individual. Em lugar de recorrer às pessoas que acumulam capital, e que só estão dispostas a emprestá-lo cobrando juros, várias pessoas com um capital limitado, podem agrupar seus capitais e pô-lo à disposição de quem o necessite sem cobrar juros (ou cobrando juros suficientemente baixos que estejam efetivamente justificados pelo risco ou por custos administrativos). O devedor deve simplesmente pagar o que recebeu, nem mais nem menos, e os credores simplesmente tem a segurança de que, à hora de necessitá-lo, eles também receberão o empréstimo e não deverão pagar juros. Esse mecanismo é geralmente chamado uma Mutualidade. Em uma mutualidade ou mutual, várias pessoas aportam uma parte do capital que possuem e o capital agrupado é utilizado para empreender alguma atividade ou simplesmente para ajudar a alguma das pessoas em caso de uma emergência.

    Qualquer obra pública funciona sob esse mesmo princípio. Um imposto pode ser visto como o aporte de capital que cada pessoa realiza; enquanto que as obras públicas podem ser vistas como o capital que será utilizado por essas pessoas caso necessitem. Uma rua é uma obra financiada pela soma dos aportes de muitas pessoas. Quando uma pessoa transita pela rua o quê faz é tomar emprestado o capital de muitos, durante o tempo em que transita por dita rua. A pessoa não paga nenhum juros, já que ao terminar de transitar pela rua terá devolvido o capital que recebeu emprestado, nem mais, nem menos. Aquelas pessoas que financiaram com seus impostos a construção da rua tem a segurança de saber que, quando o necessitem, poderão transitar por dita rua, quer dizer, poderão tomar emprestado o capital e somente deverão devolvê-lo sem pagar quaisquer juros extras (a menos que danifiquem dito capital). Este sistema pode, e isso é bastante evidente, financiar obras e empresas de grandes proporções, sob a condição de poderem administrar com justiça os aportes das pessoas. É por isso que o investimento público é muito mais justo que o investimento privado, já que pode estar isenta da usura que parece inevitável no investimento privado, se bem que subsistem uns poucos investimentos privados sem finalidade lucrativa.

    Sem embargo um sistema que não recorra ao investimento privado dificilmente pode funcionar se os capitais escassos são controlados por entes privados. A terra e as matérias-primas são capitais que não podem ser fabricados com o trabalho das pessoas. Enquanto uma casa é o produto do trabalho das pessoas que a construíram, a terra sobre a qual se constroi e as matérias-primas utilizadas em sua construção pré-existem na natureza, razão pela qual não é justo que sejam possuídas por um particular, mais ainda quando são escassas. Se toda a terra é controlada por terratenentes, o camponês não poderá evitar vender seu trabaho por um salário injusto, já que não poderá sobreviver sem a terra. Um operário poderia conseguir o capital necessário se for financiado por entes públicos ou mutualidades porém se a matéria-prima é controlada por privados, será difícil evitar ser explorado. É por isso que a terra e as matérias-primas devem ser repartidas equitativamente, se abundantes, ou democrativamente, se escassas. A água, os alimentos e os remédios são outro exemplo de algo que, caso sejam possuídos por um ente privado, pode-se obrigar às pessoas que careçam deles a venderem seu trabalho a preços extremamente injustos. A sociedade só pode ter a segurança de que a exploração seja evitada, se é ela quem controla esses capitais estratégicos.

    A Justiça social requer lutar para que a água, os alimentos, os remédios, a terra e as matérias-primas sejam bens de domínio público, e para que pessoas sejam justamente retribuídas por seu trabalho. Essa outra maneira, na qual a sociedade controla os meios de produção e as pessoas são retribuídas de maneira justa por seu trabalho; essa outra maneira, na qual as pessoas não se veem obrigadas a vender seu trabalho por um salário injusto, nem a vender sua dignidade, nem seu sexo, nem suas ideias; essa outra maneira se chama Socialismo.
  • Professor  03/12/2018 17:44
    Ah, bom, achei que estava discutindo com alguém sério. Não havia percebido se tratar de uma ironia (muito bem disfarçada, devo confessar). Desculpe minha demora, estou meio lento hoje.
  • Vactus  03/12/2018 19:13
    Esse aí é o primo do capital imoral? Mas parece estranho, normalmente quem usa dessas ironias não costuma fazer perguntas.
  • Rodolfo Andrello  03/12/2018 16:28
    Quanto a afirmação de Mises da existência da bolsa ser um divisor de águas entre economias socialistas e de mercado, não estaria por ventura superada? Pode ser que esta fosse mesmo a conclusão a se chegar no contexto de guerra fria, mas considerando que até a China possui bolsa de valores, será que este critério ainda continua válido pra identificar onde vigoraria uma economia capitalista?
  • Pedro  04/12/2018 03:00
    Mas não há socialismo na China. Não no sentido clássico. Há socialismo em Cuba, na Venezuela, na Coreia do Norte e em um punhado de países socialistas (nos quais nem há bolsa de valores). Mas não na China.
  • Rodolfo Andrello  04/12/2018 11:03
    Então, por isso apontei que esse critério é problemático. Aliás, em um comentário acima também foi citada a existência de uma bolsa venezuelana, com parca negociação, como não poderia deixar de ser.
    Logicamente tenho em vista outras consequências em mente. Se de acordo com Mises uma bolsa de valores caracteriza um sistema capitalista, então o adjetivo "socialista" seria de utilização incorreta para fazer uma crítica ao Brasil, por exemplo, por mais que tenhamos burocracias impeditivas e até um imposto de importação soviético.
  • Libertariozinho  06/12/2018 17:31
    Rodolfo, o seu erro está em não perceber o seguinte:

    "Murray Rothbard certa vez perguntou a Ludwig von Mises se havia alguma linha nítida que separava um estado fortemente intervencionista de um estado abertamente socialista".

    A bolsa não diferencia uma sociedade capitalista de uma socialista, diferencia um Estado muito interventor de um Estado abertamente socialista.

    Não sei se você já leu o livro Uma Teoria de Socialismo e Capitalismo, do Hans-Hermann Hoppe. No livro ele mostra, resumidamente, que todo sistema socioeconômico se deriva de uma mistura das características dos dois sistemas citados, quando não são eles de maneira pura.

    O que Mises quis dizer é o seguinte:

    Uma sociedade pode só alcança 100% de socialismo na ausência de uma bolsa de valores. Caso exista uma, será 99%.
  • Libertariozinho  04/12/2018 17:58
    -OFF TOPIC-

    Existe algum material sobre a previdência chilena? Volta e meia vejo pessoas utilizando ela como argumento de que o sistema de capitalização não dá certo. Queria entender como a previdência funciona lá, e se realmente está em crise e porque.
  • Juan  04/12/2018 18:24
    Só aqui já comentado umas 200 vezes. A última:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2958#ac225813
  • Libertariozinho  04/12/2018 18:47
    Obrigado colega!
    Tinha procurado de verdade, mas não tinha encontrado...
  • Bolsista austríaco  08/12/2018 00:30
    "Um exemplo simples irá ilustrar essa ideia. Suponha que um especulador veja que as ações da empresa XYZ Painéis Solares estão atualmente sendo vendidas a $10. Entretanto, o especulador acredita que haverá uma guerra no Irã dentro de alguns meses e que os outros agentes do mercado ainda não avaliaram completamente esse fato. O especulador prevê que, quando a guerra estourar, o preço do petróleo irá disparar para uns $200 o barril e que os preços das ações das empresas de energia alternativa irão igualmente subir.

    O especulador, portanto, irá correr para comprar ações da XYZ Painéis Solares, as quais ele acredita estarem tremendamente subavaliadas em $10. Suas compras agressivas irão empurrar os preços para, digamos, $13 por ação. Se e quando a guerra estourar, o preço das ações da XYZ subirá para $20, valor em que o especulador irá vender suas ações, garantindo-lhe um lucro líquido por ação de $7 a $10.

    O cidadão comum pensará que isso foi um jogo de soma zero e que o lucro do especulador gerou um prejuízo para alguma outra pessoa. Isso é verdade apenas no sentido mais estreito da análise, quando se observa que um indivíduo que vendeu suas ações para o especulador a $11, "deixou de ganhar" $9, os quais ele poderia ter ganhado caso tivesse esperado mais um pouco e vendido quando o preço já estivesse em $20.

    Porém, as medidas do especulador trouxeram benefícios claros à sociedade. Em primeiro lugar, ele suavizou os solavancos nos preços das ações da XYZ. Ao comprar ações subvalorizadas, ele empurrou para cima os preços. (Da mesma forma, se ele vender a descoberto uma ação sobrevalorizada, ele estará pressionando para baixo os preços). Em vez de as ações da XYZ pularem de $10 para $20 quando a guerra estourar, elas irão pular apenas de $13 para $20, pois as agressivas compras feitas pelo especulador já haviam reduzido 30% da diferença.

    Ao reduzir a volubilidade do preço das ações, os especuladores reduzem um pouco do risco de se manter ações nas carteiras. Por exemplo, não é necessariamente verdade que a pessoa que vendeu prematuramente para o especulador a $11 tenha "perdido" $9 para o malicioso aproveitador. perfeitamente possível que tal pessoa tenha precisado vender suas ações da XYZ talvez porque tenha perdido o emprego ou simplesmente porque a mensalidade da escola do seu filho subiu de novo.

    Assim, o especulador na verdade apenas fez com que essa pessoa — que havia planejado vender suas ações mesmo se elas tivessem permanecido a $10 — ficasse mais rica.

    Falando mais geralmente, ao antecipar mudanças futuras nos "fundamentos" e traduzi-las em valores atuais para as ações, os especuladores recompensam mesmo os investidores de longo prazo, o tipo de investidor do qual todos gostam (em contraste com especuladores de curto prazo e de olho no dinheiro rápido).

    Inversamente, se ocorrer um pânico financeiro e os acionistas começarem a vender ações de todos os tipos, são os especuladores que irão interromper a sangria e adquirir "promoções" a preços de liquidação.

    Outra benesse trazida pelos especuladores está em aumentar a liquidez de ações pouco líquidas. Um investidor, talvez por estar com dificuldades, pode ter de vender a um preço muito menor do que poderia obter caso pudesse esperar mais tempo. Porém, os especuladores abrandam esse risco. Se o preço ficar muito abaixo "do que a ação realmente vale", esse será exatamente o momento em que um especulador terá o incentivo para entrar em cena e comprar.

    Os especuladores, em suma, fornecem liquidez ao mercado de ações e o tornam mais lucrativo para que outros investidores, voltados para o longo prazo, façam seu dever de casa e invistam parte de sua poupança em empresas que acreditam ter um futuro sólido".

    Explicação mais clara do que esta impossível e todo especulador usa informações de domínio público,ou seja estão em várias fontes (jornais.sites,blogs,amigos,etc)e acessível a qualquer um consultar e fazer uso sensato delas,agora informação privilegiada é o sujeito usar de sua posição nas empresas e outros órgãos e se favorecer dela em detrimento dos demais,ou seja o mercado de capitais é uma arena onde todos entram em igualdade de condições e o resultado será favorável àquele que for mais rápido e sagaz no uso destas informações acessíveis ao públicas e todo investidor profissional sabe disto,enfim é um lugar onde os honestos podem fazer negócios sem temer ser lesado,passado para trás,enfim ser vítima de picaretas,pois as informações são de domínio público e transparência e ética são os lemas da bolsa (bolsas são prestadoras de serviços e são até corporações com ações negociadas em seu próprio pregão) e isto não é por benevolência e sim por saber que bolsas concorrentes podem engoli-las,a bolsa de Nova York por exemplo é uma pedra no sapato da BMF-Bovespa e todo pessoa bem informada sabe disto queridos libertários sensatos!!!
  • Bolsista austríaco  08/12/2018 15:55
    Observação,caros libertários amigos,a informação é um insumo que mesmo sendo acessível a todos os participantes do Mercado Financeiro,ela é passível de n interpretações,recapitulando a mesma informação pode ser vista por vários ângulos e daí que aquele mais sagaz e rápido em sua tomada de decisão,amante do risco saíra vencedor e lucrador em suas operações ao passo que o vacilante,medroso,averso ao risco saíra perdedor e com prejuízo,mas todos tiveram acesso ao mesmo conjunto de informações ao passo que o manipulador é um picareta que todos querem ver fora da Bolsa,esta é a grande realidade como diz Datena.
  • anônimo  12/12/2018 14:27
    Recomendo a leitura, vejo muitos aventureiros entrando nesse mercado de renda variável com tudo, mal sabem dos riscos.

    Muito graças ao "influencers youtubers".
    Esse mercado não é para amadores sem estômago.


    www.genteemercado.com.br/vale-a-pena-investir-na-bolsa/


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