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Comprovando a natureza benevolente do capitalismo: ele promove a vida humana e o bem-estar de todos
Não é a lei da selva; não é a sobrevivência do mais apto. E há lugar para todos

Eis uma constatação: o capitalismo de livre mercado possui uma 'natureza benevolente'. Ele promove a vida humana e o bem-estar. De todos. 

Há várias maneiras de se demonstrar isso. Mas, antes, é necessário entender alguns conceitos básicos, porém imprescindíveis.

Tudo começa com a divisão do trabalho

A economia nada mais é do que a ciência que estuda a produção de riqueza que ocorre em um sistema baseado na divisão do trabalho

A divisão do trabalho é um arranjo em que cada indivíduo se especializa naquilo em que é bom e, desta maneira, ganha seu sustento produzindo — ou ajudando a produzir — um bem ou um serviço. (Em algumas raras ocasiões, há indivíduos capazes de produzir, ou ajudar a produzir, vários bens ou vários serviços.) 

A divisão do trabalho — cujo desenvolvimento pleno só pode existir sob o sistema capitalista —, além de beneficiar a todos ao criar mais bens e serviços, também proporciona enormes ganhos ao multiplicar a quantidade de conhecimento que entra no processo produtivo.

Apenas considere isso: cada ocupação distinta, cada sub-ocupação — desde o neurocirurgião ao entregador de pizza —, possui seu próprio e único corpo de conhecimento (a soma de todo o conhecimento em uma dada especialidade). Em uma sociedade capitalista, baseada na divisão do trabalho, a quantidade de corpos de conhecimento distintos que participam do processo de produção é proporcional à quantidade de ocupações existentes. E a totalidade desse conhecimento opera em benefício de cada indivíduo consumidor, quando este adquire os produtos produzidos por outros. 

E o mesmo é válido para o indivíduo produtor, na medida em que sua produção é auxiliada pelo uso de máquinas e equipamentos (bens de capital) previamente produzido por outros.

Assim, imagine um determinado indivíduo que trabalha como carpinteiro. Seu corpo de conhecimento é a carpintaria. Porém, na condição de consumidor, ele se beneficia de todas as outras ocupações distintas que existem no sistema econômico. A existência de um corpo de conhecimento tão extenso e disperso é essencial para a existência de uma infinidade de produtos — sendo que cada produto requer em seu processo de produção mais conhecimento do que um único indivíduo, ou um pequeno número de indivíduos, jamais seria capaz de ter. 

Dentre tais produtos, temos o maquinário, algo que não poderia ser produzido na ausência de uma divisão do trabalho extremamente ampla e do vasto corpo de conhecimento que isso gera.

Adicionalmente, em uma sociedade capitalista, baseada na divisão do trabalho, uma grande proporção dos membros mais inteligentes e ambiciosos da sociedade — tais como os gênios e outros indivíduos de grande talento — escolhem sua especialização exatamente naquelas áreas em que podem melhorar e aumentar progressivamente o volume de conhecimento que é aplicado na produção. Este é o efeito gerado quando tais indivíduos se especializam em áreas como ciência, invenção e negócios.

Desta maneira, a multiplicação da quantidade de conhecimento que entra no processo produtivo gera, como consequência, um aumento contínuo e progressivo da própria quantidade de conhecimento.

A divisão do trabalho, em suma, é um sistema em que as necessidades de um indivíduo são supridas pelo trabalho efetuado por outros indivíduos.

Criação de riqueza

A divisão do trabalho gera riqueza. Riqueza são os bens materiais criados pelo homem e que melhoram sua qualidade de vida. Riqueza é muito mais do que ter alimentos, roupas e moradia. Riqueza é um conjunto de coisas que atende a todos os aspectos da vida humana, inclusive nossa capacidade de locomoção, de visão, de audição, de ação e de raciocínio.

A riqueza, em suas várias formas, aumenta o poder dos sentidos, da mente e dos membros do homem, de modo a melhorar sua qualidade de vida. Automóveis e aviões são riquezas que aumentam nossa capacidade de locomoção; máquinas e ferramentas de todos os tipos são riquezas que aumentam o poder de nossos músculos e membros. Óculos, microscópios e telescópios são riquezas que aumentam nosso poder de visão. Livros, jornais, televisores, filmes, computadores e smartphones são riquezas que aumentam as informações disponíveis para nossos olhos, ouvidos e mentes.

Assim, a atividade econômica gerada pela divisão do trabalho e sua consequente produção de riqueza servem para melhorar o ambiente em que vive o homem

Entra a concorrência

Pelo menos desde a época de Adam Smith e David Ricardo já se sabe que a economia capitalista gera uma tendência à equalização da taxa de retorno do capital (taxa de lucro) em todos os ramos do sistema econômico. 

Por exemplo, se em uma determinada área os lucros estão acima da média, isso fornecerá um incentivo para que novos empreendedores queiram entrar ali para se aproveitar destes altos lucros. Estes novos entrantes irão aumentar o investimento naquela área, o que gerará mais produção e oferta, o que consequentemente provocará uma redução nos preços e nas taxas de retorno. 

Consequentemente, todos os envolvidos na produção de bens e serviços nesta área terão de encontrar novos métodos de produção mais eficientes (menos custosos) caso queiram voltar a aumentar seus lucros. Caso consigam, esses lucros maiores acabarão atraindo ainda mais concorrentes, que irão novamente reduzir esses lucros. E aí, para competir com estes novos concorrentes e manter sua fatia de mercado, os empreendedores já estabelecidos terão de repassar estes métodos de produção mais eficientes (menos custosos) ao consumidor na forma de preços mais baixos. 

A contínua busca por lucros leva à descoberta e à implantação de novos métodos de produção ainda mais eficientes, com o mesmo resultado acima. A consequência é uma queda progressiva nos preços reais de todos os produtos. (A queda nominal nos preços não ocorre simplesmente por causa da contínua inflação monetária estimulada pelo Banco Central).

Inversamente, se as taxas de retorno estão abaixo da média, o resultado será uma redução no investimento e uma redução na produção e na oferta, seguidas de um aumento nos lucros e na taxa de retorno. Dessa forma, taxas de lucro altas caem e taxas baixas sobem.

O funcionamento deste princípio concede aos consumidores o poder de determinar o tamanho relativo das várias indústrias, algo que pode ser feito por meio de "suas decisões de consumir ou de se abster de consumir", para usar as palavras de Ludwig von Mises. Onde os consumidores gastam mais, os lucros sobem; e onde os consumidores gastam menos, os lucros caem. 

Em resposta aos lucros maiores, o investimento e a produção aumentam; e em resposta aos lucros menores ou aos prejuízos, o investimento e a produção diminuem. Assim, o padrão de investimento e produção é forçado a seguir o padrão de gastos do consumidor.

Talvez ainda mais importante, esta tendência à uniformização da taxa de retorno sobre o capital investido serve para criar um padrão de progressivo aperfeiçoamento nos produtos e métodos de produção. Qualquer empreendimento poderá auferir uma taxa de retorno acima da média caso introduza um produto novo ou aprimorado que os consumidores queiram comprar, ou um método mais eficiente e de mais baixo custo de se produzir um produto já existente. Porém, o alto lucro que esse empreendimento desfrutar irá atrair novos concorrentes, fazendo com que essa inovação seja amplamente adotada. 

E assim que isso ocorrer — isto é, a concorrência do setor aumentar e a inovação for amplamente adotada —, os altos lucros desaparecerão, sendo que o resultado final será o de que foram os consumidores que ganharam todo o benefício da inovação. Eles acabaram ganhando melhores produtos e pagando preços mais baixos.

Se a empresa que fez a inovação quiser continuar obtendo uma taxa de lucro excepcional, ela terá de introduzir outras inovações, as quais acabarão gerando os mesmos resultados. Obter uma alta taxa de lucro por um longo período de tempo requer a introdução de uma série contínua de inovações, com os consumidores obtendo o total benefício de todas elas, desde a primeira até as mais recentes.

A competição, desta maneira, estimula a criatividade e a inovação.

Não é a lei da selva; não é a sobrevivência do mais apto

Entretanto, esta competição não pode ser descrita como selvagem. Mais ainda: ela não é a antítese da cooperação. 

Como Ludwig von Mises demonstrou, a competição econômica que ocorre sob o capitalismo é radicalmente diferente da competição biológica que prevalece no reino animal. Com efeito, seu caráter é diametralmente oposto

As espécies animais têm de lidar com meios de subsistência escassos e naturais, cuja quantidade elas não podem aumentar. Já o homem, em virtude de ser dotado da razão e da inteligência, pode aumentar a oferta de todas as coisas das quais dependem sua sobrevivência e bem-estar. 

Assim, em vez da competição biológica de animais brigando entre si para arrebatar uma fatia de quantidades limitadas de recursos naturais, com os fortes triunfando e os fracos perecendo, a competição econômica sob o capitalismo é uma disputa para ver quem mais consegue aumentar a quantidade de bens existentes, sendo que o resultado prático de tal competição é fazer com que todos vivam melhor e mais longevamente.

De maneira completamente distinta aos leões na savana, que precisam competir por uma oferta limitada de animais como zebras e gazelas, por meio do poder de seus sentidos e membros, os produtores no capitalismo competem por uma quantidade limitada de dinheiro que está nas mãos dos consumidores, pelo qual competem oferecendo os melhores e mais econômicos produtos que suas mentes são capazes de conceber

Dado que tal competição é do tipo que visa à criação positiva de riqueza nova e adicional, não há perdedores reais no longo prazo. Há apenas ganhadores.

A competição entre os agricultores e entre os fabricantes de equipamentos agrícolas permite que os famintos e os fracos possam se alimentar e crescer saudáveis; a competição entre os fabricantes de produtos farmacêuticos permite que os doentes possam recuperar sua saúde; a competição entre os fabricantes de óculos, lentes de contato e aparelhos auditivos permite que muitas pessoas que de outra forma não poderiam ver ou ouvir agora o possam. 

Longe de ser uma competição cujo resultado é "a sobrevivência do mais forte", a competição no capitalismo é mais acuradamente descrita como uma competição cujo resultado é a sobrevivência de todos — ou pelo menos de um número cada vez maior de pessoas, proporcionando maior longevidade e melhores condições de vida

O único sentido no qual é correto dizer que no capitalismo somente o mais "forte" ou mais "apto" sobrevive é quando se pensa nos produtos criados: apenas os produtos mais aptos e os mais sólidos métodos de produção sobrevivem, até que sejam substituídos por produtos e métodos de produção ainda mais aptos, gerando os efeitos sobre a sobrevivência humana acima descritos.

A competição em uma economia de mercado — naquela em que há liberdade de empreendimento e ausência de privilégios e protecionismos estatais — significa simplesmente que você tem de se esforçar para bem servir a seus clientes, e você agirá assim pensando em seu beneficio próprio. Em outras palavras, os vendedores cooperam com os consumidores, atendendo às suas necessidades e preferências.

E há espaço para todos

Como Ludwig von Mises também já demonstrou, ao desenvolver a lei das vantagens comparativas de David Ricardo e extrapolá-las até a lei da associação, existe espaço para todos na competição do capitalismo.

Mesmo aqueles que são menos capazes que os outros, em todos os sentidos, ainda têm seu lugar. 

Com efeito, em grande medida, a competição sob o capitalismo, longe de ser uma questão de conflito entre seres humanos, é um processo que organiza harmoniosamente a divisão do trabalho — aquele grande sistema de cooperação social possível apenas no capitalismo. É a competição que decide até que ponto cada indivíduo, dentro desse abrangente sistema de cooperação social, irá dar sua contribuição específica — quem, por exemplo, e por quanto tempo, será o presidente de uma indústria, quem será o zelador e quem irá preencher todas as posições intermediárias.

Nesta competição, cada indivíduo, por mais limitadas que sejam suas habilidades, pode superar a todos os demais — sem se importar com o quão mais talentosos estes são — na busca de seu nicho produtivo. 

Literalmente, e sendo este um acontecimento diário e banal, aqueles cujas habilidades não são maiores do que as necessárias para ser um zelador são capazes de superar, sem qualquer dificuldade, os maiores gênios produtivos do mundo — para obter um emprego de zelador

Por exemplo, Bill Gates pode ser um indivíduo tão superior que, além de ser capaz de revolucionar a indústria de software, também seja capaz de limpar cinco vezes tantos metros quadrados de um escritório na mesma duração de tempo que qualquer zelador do planeta, e ainda fazer um serviço melhor. Mas Gates pode ganhar um milhão de dólares por hora administrando a Microsoft, e os zeladores podem estar dispostos a trabalhar por, digamos, $10 a hora, sendo que essa propensão deles para executar o mesmo serviço a um centésimo de milésimo do salário que Gates cobraria supera enormemente a menor habilidade que possuem, de modo que são eles agora que estão em clara preferência e vantagem na situação.

Ao mesmo tempo, pelo fato de os gênios produtivos serem livres para revolucionar com sucesso produtos e métodos de produção, aqueles indivíduos cujas habilidades não são maiores do que as requeridas para serem zeladores poderão, como consequência do trabalho dos gênios, usufruir não apenas alimentos, roupas e abrigo, mas também produtos como automóveis, televisões, computadores e smartphones, produtos cuja própria existência eles provavelmente jamais poderiam conceber por conta própria.

Os prejuízos associados à competição são, em sua maioria, apenas perdas de curto prazo. Por exemplo, assim que os ferreiros e criadores de cavalo que perderam seus negócios por causa da invenção do automóvel encontraram outras linhas de trabalho de mesmo nível, o único efeito duradouro do automóvel sobre eles é que, como consumidores, eles passaram a poder desfrutar as vantagens do automóvel em relação ao cavalo

Similarmente, os fazendeiros que utilizavam mulas, e que foram desalojados do mercado pela concorrência dos fazendeiros que utilizavam tratores, não morreram de inanição — eles simplesmente tiveram de mudar sua linha de trabalho; e quando o fizeram, passaram a usufruir, junto com todo o resto, uma oferta muito mais abundante de comida e de outros produtos, os quais puderam ser produzidos precisamente porque utilizaram a mão-de-obra liberada pela agricultura.

Mesmo naqueles casos em que uma concorrência isolada resulta em um indivíduo tendo de passar o resto de sua vida em uma situação econômica inferior àquela que desfrutava antes — como, por exemplo, o dono de uma fábrica de chicotes de cavalo tendo de viver o resto de sua vida como um assalariado comum após ter ido à falência por causa da invenção do automóvel —, mesmo ele não pode alegar sensatamente que a competição o prejudicou. 

O máximo que ele pode razoavelmente alegar é que, de agora em diante, os formidáveis benefícios que a concorrência lhe traz são menores do que os ganhos ainda mais formidáveis que ele obtinha dela anteriormente — pois é a concorrência que sustenta a produção e a oferta de tudo que ele continua apto a comprar e é ela a responsável pelo poder de compra de cada unidade monetária de sua renda e da renda de todos. 

E, é claro, é a concorrência também que faz aumentar sua renda real, retirando-a do nível para o qual havia caído.  

Sob o capitalismo, a concorrência eleva o padrão de vida do assalariado médio para níveis maiores até mesmo do que aqueles que foram desfrutados pelas pessoas mais ricas do mundoque viveram algumas gerações atrás

Hoje, um assalariado médio em um país capitalista possui um padrão de vida maior até mesmo que o da Rainha Vitória em provavelmente todos os aspectos, exceto na capacidade de contratar servos.

Isto é benevolência. Para todos.

37 votos

autor

George Reisman
é Ph.D e autor de Capitalism: A Treatise on Economics. (Uma réplica em PDF do livro completo pode ser baixada para o disco rígido do leitor se ele simplesmente clicar no título do livro e salvar o arquivo). Ele é professor emérito da economia da Pepperdine University. Seu website: www.capitalism.net. Seu blog georgereismansblog.blogspot.com.

  • ed  28/11/2018 14:43
    Off-topic

    E o chororô com relação as livrarias quebrando?

    Nada mais natural.

    Na verdade acho incrível que ainda existam livrarias físicas sendo que posso simplesmente comprar os livros pela internet pagando (bem) mais barato e ainda recebendo em casa. Viva a Amazon que sabe satisfazer os consumidores. Essa empresa entendeu algo absurdamente simples: Consumidor gosta de preço baixo e comodidade.

  • Eduardo  28/11/2018 14:52
    Quem determinou o fim das livrarias físicas? Os consumidores, por meio de suas decisões de comprar e de se abster de comprar.

    Qualquer um que reclame disso é um totalitário que quer tutelar a soberania popular.
  • Jeff  28/11/2018 14:57
    A Amazon.com surgiu em 1995. Começou como uma livraria online, sinalizando o inevitável declínio das livrarias físicas muito antes da invenção de dispositivos que permitem a leitura digital, como Kindle, tablets e smartphones. Com o tempo, a Amazon se transformou em uma empresa especializada em vender e enviar todo e qualquer tipo de mercadoria comercializável.

    Mas o sucesso da empresa não foi instantâneo. Muito pelo contrário: demorou muito para que a preferência dos consumidores se direcionasse para a empresa. Embora hoje seja difícil de acreditar, o fato é que a gigante não teve nenhum lucro em seus primeiros seis anos. Isso significa que foram seis anos operando no vermelho, ao mesmo tempo em que tinha de regularmente pagar salários aos seus empregados a cada duas semanas apenas para continuar operando.

    Após esse período, a Amazon decolou. Desde 2001 — o primeiro ano que a empresa operou no azul —, a Amazon se tornou uma das maiores empresas do planeta. Hoje, ela é, de longe, o maior shopping center online do mundo. E como ela alcançou essa posição? Satisfazendo os consumidores, oferecendo cada vez mais produtos a pessoas de todos os continentes do mundo a preços menores do que elas encontram nas lojas.

    Quem definiu o sucesso da Amazon foram os consumidores. [...]

    Na era das compras pré-internet, se um produto era mais barato nas lojas de um estado distante do seu, você simplesmente nada poderia fazer. Sua única opção era se resignar e comprar mais caro no seu estado. Hoje, com a internet e as lojas online, os menores preços do país estão a um simples clique de distância. E quem começou toda essa tendência foi a Amazon.

    A Amazon nos oferece também outra lição de economia. Nenhuma outra empresa no mundo demonstrou de maneira mais prática o brilhantismo da expansão do comércio. Antes desta revolução, mesmo com produtos sendo importados de outros estados ou de outros países, os consumidores locais ainda ficavam à mercê de quem quer que fosse a rede varejista local. A Amazon alterou completamente essa dinâmica.

    Em conjunto com as milhares de outras lojas online que a seguiram, a Amazon efetivamente ampliou o poder dos consumidores: ao praticamente abolir o fator 'distância' entre consumidor e vendedor, a empresa possibilitou ao consumidor ter acesso direto a mais produtos a preços melhores, fazendo da distância — outrora uma barreira intransponível — algo secundário.[...]

    Ao ampliar o acesso a bens melhores e mais baratos, a Amazon fez com que várias redes varejistas tradicionais sofressem uma queda na demanda por parte dos consumidores. Quem se beneficiou? Os próprios consumidores, majoritariamente os mais pobres e a classe média.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2669
  • anônimo  28/11/2018 15:17
    Comentário feito no dia 17/04/2017:

    "Vou dar meu depoimento pessoal. Fui um dos primeiros a comprar um kindle, logo que foi lançado pela Amazon. Custou US$400.00. Agora tenho três, tecnologicamente melhores, ao custo de US$70.00.

    A Amazon ficou mais rica e eu também.

    Só para exemplificar, há anos comprei as memórias de Churchill (6 volumes), através do meu kindle, por US$30.00. No Brasil, somente um volume, na mesma época, custava R$70,00!

    Minha biblioteca hoje está praticamente concentrada no kindle a um preço baixíssimo. Fora isso, há milhões de livros, já de domínio público, que podem ser comprados por menos de um dólar.

    Se você tem um amigo, aí no Brasil, proprietário de livraria, alerta o gajo, vai ter que mudar de ramo. Aqui, na cidade em que moro, havia duas livrarias maravilhosas (Barnes & Nober e a Borders), já fecharam há anos. Viva o progresso, viva o livre mercado, viva a Amazon."
  • 4lex5andro  30/11/2018 23:59
    Pois é, não foi só a Saraiva e a Leitura, essa já está no caminho do fim, que decaíram.

    Se nos EUA, país com muito maior poder de compra e hábito de consumo de livros, a Noble e a Borders não resistiram, é uma questão de tempo no Brasil.

    Tem o caso da Fnac que fechou várias lojas no país também.
  • Murray Rothbard  28/11/2018 15:35
    "O livre mercado é incomensuravelmente diferente da ação governamental.

    Quando um governo age, as críticas individuais não têm força para mudar o resultado. Podem mudar somente se, por fim, conseguirem convencer os governantes de que a decisão deles deve ser modificada; isso pode levar muito tempo ou ser totalmente impossível.

    Já no livre mercado, não há decisão final imposta pela força; todos são livres para tomar as próprias decisões e, por meio delas, mudar de modo significativo os resultados do "mercado".

    Qualquer um que sinta que o mercado está sendo muito cruel para com determinados empreendedores ou para com qualquer outro recebedor de rendas é perfeitamente livre para instituir um fundo de auxílio de doações e prêmios. Aqueles que criticam a existência da caridade privada como "insuficiente" estão perfeitamente livres para preencher tal lacuna.

    O mercado não é uma entidade geradora de decisões inexoráveis. O mercado é a resultante das decisões de todos os indivíduos da sociedade. As pessoas podem gastar o dinheiro da maneira que lhes agradar e podem tomar quaisquer decisões a respeito de si mesmas e das suas propriedades. Eles não têm de lutar ou convencer alguma entidade conhecida como o "mercado" antes de pôr em prática as próprias decisões."

    (ROTHBARD, "Governo e Mercado")
  • Neto  28/11/2018 14:50
    George Reisman é gênio. Simplesmente o mais completo economista vivo da atualidade.
  • Flávio Ferreira  28/11/2018 20:07
    George Reisman é um dos melhores. Os seus textos possuem uma clareza solar. Cada sentença é rica em ideias e conceitos complexos.
  • Rodolfo Andrello  28/11/2018 15:13
    Uns dez anos atrás em algum livro aleatório tinha lido a afirmação de que um cidadão mediano do século XXI possuía qualidade de vida muito superior ao que desfrutavam vários reis do passado. Na época essa constatação teve um grande impacto na minha forma de ver o mundo.
  • Henrique  28/11/2018 15:15
    Eduardo Bolsonaro diz que governo "talvez não consiga" reforma da previdência


    Em encontro no Brazil-US Business Council, Eduardo Bolsonaro disse que o governo talvez não consiga os votos necessários para aprovar a reforma da Previdência, segundo o Estadão.

    "Precisamos usar a votação maciça do Jair Bolsonaro e os canais de redes sociais, onde temos conexão direta com as pessoas, para dizer a verdade. Tentaremos fazer o melhor. Se não tivermos uma vitória, desculpem, mas fiz minha parte. Não mentirei a vocês. Nunca virei aqui para sorrir para vocês e dizer 'nós faremos facilmente uma reforma da Previdência'. Não. Será difícil, será uma briga, talvez não consigamos fazer, mas faremos o nosso melhor."

    www.oantagonista.com/mundo/eduardo-bolsonaro-diz-que-governo-talvez-nao-consiga-reforma-da-previdencia/


    Já estão jogando a toalha? Sabem que não tem como contrariar as corporações militares e policiais que elegeram Bolsonaro?
  • Alis  28/11/2018 15:34
    Brasil a um passo de virar Argentina com uma declaração dessas, com um governo fraco para convencer o congresso a aceitar reformas, resta pressioná-lo via caos econômico.
  • Rafael  28/11/2018 15:37
    Alguma coisa terá de ser feita, mesmo porque os salários dos próprios nobres parlamentares depende da saúde fiscal do governo. Qualquer reforminha mambembe que apenas postergue o juízo final já será bem-vinda.
  • Jango  28/11/2018 16:33
    Por isso já tinha dito que o mais indicado pra conseguir aprovar isso seria o Temer.

    Bolsoguedes pode privatizar quantas estatais conseguirem, se não passar qualquer reforminha na Previdência, o país vai ser obrigado a ter inflação de dois dígitos pra se manter.
  • Leigo  29/11/2018 12:21
    "Precisamos usar a votação maciça do Jair Bolsonaro e os canais de redes sociais, onde temos conexão direta com as pessoas, para dizer a verdade."

    Isso quer dizer que tentarão um apoio popular para forçar os políticos a aprová-la. Bom, há intenção em melhorar, mas pressionar políticos com um povo de mentalidade estatista... Ao menos a parte que votou a favor do Bolsonaro deve concordar.
  • José Francisco  29/11/2018 12:45
    Ele disse que será DIFÍCIL. Alguém aí acha que seria fácil???
  • Libertario de verdade  30/11/2018 01:15
    E ele tem razao,nao sera facil mesmo. Alem do povao que vive da aposentadoria,ainda por cima tem politicos,funcionarios publicos e etc. Quando tentaram aprovar a reforma da previdencia no governo Temer,choveu zap de choradeira de tudo que e tipo contra a reforma,tinha otario ate mandando fala de politico falando contra a reforma,logicamente,sem contar que o salario dele estava em jogo.
  • 4lex5andro  01/12/2018 00:05
    Segundo o futuro ministro, a ideia é endurecer suspensão de concursos e aumentos salariais do funcionalismo e desindexar despesas hoje atreladas a salário mínimo e inflação, caso o teto não possa ser respeitado.

    www.valor.com.br/brasil/6006821/guedes-quer-endurecer-travas-para-garantir-teto

    --

    Do site Antagonista uma notícia interessante:

    "O notório Paulinho da Força, diz a Crusoé, acredita que, diante de dificuldades para aprovar suas propostas, Jair Bolsonaro tenderá a usar sua maciça presença nas redes sociais para jogar seus apoiadores contra o Congresso, até fazer com que a população veja os parlamentares como um entrave para o sucesso do governo."


    Se for verdade, lets go, Bolsonaro: faça isso mesmo, exponha esses vadios às redes na web.
  • Pedro  28/11/2018 15:27
    A propriedade privada e o mercado são a chave do progresso e da geração de riquezas. Riqueza só existe se é criada. Riqueza é criada por homens. E só há incentivos para o homem gerar riquezas quando ele tem a certeza de que o patrimônio adquirido não será tomado. Do contrário ninguém faz nada, não há novas idéias nem novos empreendimentos, e os trabalhadores apenas trabalham como escravos para o Estado, o único proprietário, e o fazem com a motivação e a boa vontade típica de todos os escravos.
  • Murray Rothbard  28/11/2018 15:55
    "O livre mercado é o extremo oposto da sociedade "selvagem".

    A selva é caracterizada pela guerra de todos contra todos. Um homem só ganha às expensas do outro, pela tomada da propriedade deste. Como tudo está no nível da subsistência, há uma verdadeira luta pela sobrevivência, em que a maior força esmaga a mais fraca.

    No livre mercado, por outro lado, o homem só ganha ao servir o outro, embora também possa isolar-se numa produção autossuficiente num grau primitivo, caso deseje. É precisamente pela cooperação pacífica do mercado que todos os homens saem ganhando pela divisão do trabalho e pelo investimento do capital.

    Aplicar o princípio da "sobrevivência do mais apto" à selva e ao mercado é ignorar a questão básica: Apto para quê? O "apto" na selva é aquele que mais adere à utilização da força bruta. O "apto" no mercado é aquele que mais serve à sociedade.

    A selva é um lugar brutal onde uns se aproveitam dos outros, onde todos vivem num estado de inanição; o mercado é um lugar produtivo e pacífico no qual todos servem a si mesmos e aos demais ao mesmo tempo, vivendo com níveis muito mais altos de consumo. No mercado, o caridoso pode oferecer auxílio, um luxo que não pode existir na selva.

    É o mercado – a sociedade contratual – que faz emergir a ordem a partir do caos; que domina a natureza e erradica a selva; que permite ao "fraco" viver de forma produtiva (ou dos dons da produção), de maneira régia, comparada à vida dos "fortes" na selva.

    Além disso, o mercado, ao elevar os padrões de vida, permite ao homem ter horas livres para cultivar as simples qualidades da civilização que o distinguem dos brutos.

    É exatamente o estatismo que traz de volta a lei da selva – ao fazer retornar o conflito, a falta de harmonia, a luta de classes, a subjugação, a guerra de todos contra todos e a pobreza geral. Em vez da "luta" pacífica da competição pela prestação de serviços, o estatismo institui a luta mortal da competição do darwinismo social por privilégios políticos."

    ROTHBARD, "Governo e Mercado"
  • Schadenfreude  28/11/2018 15:56
    Corrigindo: Tudo começa com a noção de PROPRIEDADE


    Se ninguém acreditasse nessa "farsa" não haveria de funcionar o capitalismo...


    faça capitalismo com as formigas... a natureza não respeita "propriedade".

    É o sistema que te PRIVA de tudo(terra,comida etc) e agora vc será obrigado a ter algo em troca para oferecer... pra conseguir as coisas.

    E nisso...quem tem propriedade tem poder. Ou seja, não é um sistema para todos(como diz o artigo).
  • William  28/11/2018 16:19
    "faça capitalismo com as formigas... a natureza não respeita "propriedade"."

    É exatamente por isso que na natureza impera a lei da selva. Nada é respeitado. Ninguém mantém nada do obteve. Só predomina o mais forte. O mais fraco sempre morre. Tudo está à disposição, prontinho para ser esbulhado pelo mais forte.

    Se o mundo humano também fosse assim, até hoje estaríamos morando em cavernas e vivendo, no máximo, até os 15 anos de idade. Aliás, nem mais existiria humanidade. Ninguém teria incentivo para trabalhar, produzir e criar. Qualquer um que fizesse isso seria prontamente pilhado pelo mais forte.

    E você defende isso. Inacreditável o nível a que chega a ignorância humana.

    "É o sistema que te PRIVA de tudo(terra,comida etc) e agora vc será obrigado a ter algo em troca para oferecer... pra conseguir as coisas."

    Oi?! O sistema que lhe priva de tudo é exatamente aquele em que inexiste a propriedade. Sem propriedade, não há incentivos. Sem incentivos, ninguém cria nada (nem mesmo comida, pois esta será roubada pelo mais forte). Sem nada criado, não há nada a ser possuído, e você morre rapidamente na miséria.

    Sua negação da realidade só não é pior do que seu desejo de acabar com a humanidade. Mas ainda mais vergonhoso são o seu coitadismo e o seu vitimismo.


    P.S.: alguma refutação, por mais mínima que seja, ao artigo?
  • Schopenhauer  28/11/2018 16:29
    Ora, se você é um inútil incapaz de produzir valor para alguém, então não há nada que possa ser feito por você.

    A única solução restante será você se encostar em alguém que esteja disposto a lhe bancar sem cobrar nenhum serviço em troca.

    No livre mercado, o dinheiro é um certificado de desempenho. É a prova de que você criou valor para terceiros. Se você é um indivíduo que sabe criar valor para terceiros, você terá dinheiro e, logo, a liberdade de ter e consumir o que quiser.

    Já se você é um sujeito imprestável, incapaz de criar valor para ninguém, então de fato você não poderá nem ter e nem consumir o que quiser. E nada mais justo e moral do que isso: se você não presta pra nada nem pra ninguém, então você realmente não tem serventia nenhuma. Consequentemente, não há por que ter acesso irrestrito a bens e serviços que outras pessoas labutaram tanto para produzir.

    Querer ter acesso a bens e serviços sem ter desempenhado nada a ninguém significa simplesmente querer escravizar terceiros. Não houvesse dinheiro e propriedade, a escravidão estaria generalizada.
  • Libertariozinho  28/11/2018 16:41
    O único cenário em que dinheiro não é um certificado de desempenho é o cenário onde existe governo.
    Não sei se é do seu conhecimento, mais liberais/libertários, pelo menos a maioria, acredita na luta de classes. A diferença é que acreditamos que a luta acontece entre pessoas que produzem e com isso obtêm renda e pessoas que espoliam essa renda produzida. Ou seja, o dinheiro de um político não é um certificado de desempenho, e sim de LADRÃO.

    Estou tentando prever uma contra-argumentação desse gênero :P
  • Intruso  30/11/2018 09:19
    Gostaria de saber, como em um sistema sem governo se resolveria as diferenças e disputas entre as pessoas. Atualmente o governo gera um valor para a sociedade, diminuindo o confronto entre as pessoas e gerando estabilidade e paz para poder empreender.
  • Libertariozinho  30/11/2018 15:03
    Existem diversos artigos deste instituto sobre o tema, caro Intruso.

    Aqui vão alguns:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=605
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=93
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=948

    Cara, dizer que o Estado gera paz para empreender soa como uma piada...
    O Estado é o MAIOR INIMIGO possível do empreendedor. O Estado gera paz para "empreender" apenas para seus amiguinhos, através de protecionismos,cartéis e outras reservas de mercado.
  • Leigo  29/11/2018 12:58
    "Corrigindo: Tudo começa com a noção de PROPRIEDADE. Se ninguém acreditasse nessa "farsa" não haveria de funcionar o capitalismo"

    Se ninguém acreditasse nessa "farsa" noção de propriedade, qualquer um poderia livremente tomar do outro. Todos os homens consideram imoral tomar do outro, portanto, é um direito natural não roubado, pois todos os homens concordam que não querem ser roubados, fazendo com que roubar seja errado. O corpo também é propriedade, se ninguém acreditasse nessa farsa, o estupro seria permitido.

    "Faça capitalismo com as formigas... a natureza não respeita 'propriedade'"

    O artigo diz que "como Ludwig von Mises demonstrou, a competição econômica que ocorre sob o capitalismo é radicalmente diferente da competição biológica que prevalece no reino animal. Com efeito, seu caráter é diametralmente oposto. As espécies animais têm de lidar com meios de subsistência escassos e naturais, cuja quantidade elas não podem aumentar. Já o homem, em virtude de ser dotado da razão e da inteligência, pode aumentar a oferta de todas as coisas das quais dependem sua sobrevivência e bem-estar" (grifos meus). Nada mais a acrescentar.

    "É o sistema que te PRIVA de tudo(terra,comida etc) e agora vc será obrigado a ter algo em troca para oferecer... pra conseguir as coisas. E nisso...quem tem propriedade tem poder. Ou seja, não é um sistema para todos(como diz o artigo)"

    Esse cara quer que as pessoas sejam escravizadas e produzam para os outros sem nada em troca. Todos devemos ter algo em troca para oferecer, caso não tenha, arrume um pedaço de terra para viver de subsistência.

    -

    Ademais, gostaria de falar sobre o salário mais baixo da Amazon nos Estados Unidos, país com grau de liberdade maior que o Brasil. De acordo com esse site a Amazon aumentou o salário mínimo dos funcionário para U$15/hora. Em 44 horas (período de trabalho semanal usado no Brasil), um empregado teria U$660 e mensalmente U$2640. Citando o seguinte site:

    "Nova Iorque
    Sob um salário mínimo de US$ 10 a hora, onde a média salarial é de US$ 3.901,44, a cidade mais populosa do país e terceira mais cara do mundo atualmente conta com aproximados 8.405.837 habitantes. Confira os custo de vida nos Estados Unidos baseados na vivência do nova iorquino.

    Aluguel: entre US$ 900 e US$ 1.200 ao mês aluga-se um quarto privativo em apartamento de três dormitórios, com mobília e sem contas inclusas na região central de Manhattan. Se optar por um apartamento inteiro, esse valor mensal sobe para aproximados US$ 3.114 totalmente mobiliado e funcional – principalmente no caso de estúdios. No Brooklyn esse valor pode ser reduzido em US$ 500.

    Contas: despesas básicas com água, eletricidade e gás totalizam a média de US$ 125,81 na cidade, considerando um imóvel de 85m2.

    Internet e Telefone: planos de internet e telefone fixo terão um custo mensal de US$ 59,31.

    Transporte: sob a tarifa unitária US$ 2,75 em transporte público local, o passe mensal para se locomover na cidade seria em média US$ 116,50.

    Alimentação: contabilizando custos entre 28% e 32% acima da média nacional, as compras para uma única pessoa mensalmente em alimentação low-cost sairão por aproximados US$ 327,60. Para comer fora, os custos ficam entre 50% e 67% maiores que o resto do país, sendo em torno dos US$ 15 o mínimo que irá pagar por uma saída a uma lanchonete.

    Seguros: para garantir a saúde no país será necessário desembolsar a média de US$ 373 mensais, o que pode variar de acordo com a cobertura e plano contratado. Seguro residência contra roubo, vandalismo ou qualquer outro imprevisto também é recomendado em grandes cidades, onde o custo costuma ficar entre US$ 10 e US$ 50.

    Extras: incluindo roupas, entretenimento como shows e cinema, academia, cuidados pessoais, suprimentos domésticos (como necessidades para a casa ou equipamentos), planos de telefonia móvel e outros poderão custar individualmente US$ 693 de acordo com a pesquisa realizada pelo Bureau of Labor Statistics Consumer Expenditure.

    Total: US$ 2.173,79. O resultado levou em consideração os menores valores apresentados no levantamento."


    Ou seja, ganhando U$2640/mês, na Amazon, você viveria melhor que um magnata americano há 100 anos. Sobrando U$466,21 que poderiam ser usados para investimentos, formando fundos de emergência, uma possível aquisição de imóvel, etc. A título de curiosidade um Play Station 4 custa U$309,99. Em uma semana de trabalho com salário mínimo da Amazon, você compra um PS4 e um XBOX ONE, isso reduz até o crime. Imagine um jovem brasileiro trabalhando 1 semana podendo comprar um item de lazer a esse preço.

    Conclusão
    É um sistema para todos. O Estado está atrapalhando esse sistema.
  • Leonardo Ferreira   28/11/2018 16:32
    Excelente artigo. Quem dera as pessoas realmente o lessem. Há várias que conheço que urgentemente precisam.
  • Leitor  28/11/2018 16:35
    É só a turma do IMB pedir pro Ricardo Vélez-Rodriguez incluir idéias assim na nova grade curricular do Ministério da Educação (essa joça será mantida?).
  • Emmerson  28/11/2018 16:39
    No livre mercado, o empreendedor precisa cooperar não apenas com seus clientes, mas também com seus fornecedores, com empresas complementares (p/ex:, fábricas de carros e financiadoras) e até mesmo com concorrentes (p/ex:, uma associação de logistas concorrentes comprando em conjunto do fornecedor em comum para ter abatimento do preço). Para ser competitivo é necessário cooperar. O livre mercado é mais cooperação que competição.

    Tem um bom livro sobre o tema, chama-se "Co-opetição", da editora Rocco.
  • Libertariozinho  30/11/2018 16:20
    Isso me lembra a história do Lápis, do Friedman...

    A economia globalizada, ou seja, um alto nível de divisão do trabalho, dá origem a paz entre os povos, não por bondade, mas por interesses econômicos.
  • Malcolm  28/11/2018 16:53
    Aproveitando que o tema da "especialização" foi abordado, queria tirar umas dúvidas aqui.

    Dando o contexto: eu sou especialista em Física. No Brasil, a minha única possibilidade de emprego em Pesquisa Básica é através do serviço público. Na iniciativa privada o meu valor de mercado é, pra todos os efeitos práticos, zero. Nenhuma empresa do Brasil contrata, até onde eu saiba, especialistas em Física pra fazer pesquisa pura.

    De acordo com o que eu entendi até agora da escola austríaca, num contexto capitalista "puro" eu deveria simplesmente me conformar e mudar de área. Possivelmente lavando carros ou indo trabalhar num banco (esta última possibilidade aliás JÁ existe no Brasil, e de fato é muito melhor paga ;)

    Como a escola austríaca responde essa questão? Como garantir que haja pessoas trabalhando em profissões em que o "valor de mercado" é baixo mas que são importantes? Ou essa minha questão não tem sentido, e a DEFINIÇÃO de importante é "valor de mercado alto"?

    Abraços
  • Vladimir  28/11/2018 17:02
    Troque a expressão "especialista em física" por "especialista em filosofia" ou "especialista em reparo de máquinas de escrever" e o raciocínio se mantém o mesmo.

    Há nichos de mercado para esses profissionais? Até que há.

    Há grande demanda por seus serviços? Não.

    Dá pra ser rico com essas profissões? Duvido muito.

    Deve o governo tomar o dinheiro dos pagadores de impostos para criar ocupações para tais pessoas cujos serviços não são voluntariamente demandados pelos consumidores? Se você acha que sim, o ônus da explicação é todo seu.

    O seu caso, aliás, é até bem tranquilo: se você manja muito de física, sempre haverá a opção do magistério. O que não falta é colégio particular atrás de professores de física ou mesmo alunos precisando de reforço nesta matéria.

    Isso, por si só, desmente a sua afirmação de que "No Brasil, a minha única possibilidade de emprego em Pesquisa Básica é através do serviço público."


    "Como garantir que haja pessoas trabalhando em profissões em que o "valor de mercado" é baixo mas que são importantes?"

    Quem definiu que o "valor de mercado" é baixo mas tal profissão é ao mesmo tempo importante?

    Importante é aquilo que poucas pessoas sabem fazer e que, ao mesmo tempo, está em alta demanda. Por que a sua especialização em física -- uma matéria puramente teórica -- é indispensável para o mundo?
  • Libertariozinho  28/11/2018 17:42
    Hans-Hermann Hoppe faz uma reflexão sobre esse tipo de especialização.

    A origem e estabilidade do Estado, de forma resumida, exige trabalho de intelectuais, pois uma minoria não domina uma maioria apenas na força bruta.

    Para isso, o Estado toma para si a responsabilidade de educar as pessoas a título de que é um "direito" delas de serem educadas.

    Até aqui, muito simples.

    Entretanto, é necessário que se faça isso em todas as áreas do conhecimento possíveis. E isso não é difícil, pois, como nosso amigo acima mostrou, serviços de intelectuais desse tipo não são demandados pelos consumidores. Ficou fácil entender o porquê da maioria dos intelectuais são estatistas aqui, não é?

    OK, mas qual a relação disso com o que você disse?

    É simples, especializações em física, biologia, filosofia, entre outras, só existem porque o Estado tomou para si a responsabilidade de educar e oferta esse tipo de conhecimento, como se realmente fossem úteis para uma vida produtiva, e como estudante, tenho total propriedade para dizer para você que não são nada úteis.

    Portanto, isso de achar determinada profissão "importante" é mera subjetividade. Eu por exemplo, acho que uma profissão é importante se ela é capaz de gerar valor para MIM. Eu não pagaria por um serviço educacional que ensina física por exemplo, estudo física na escola apenas por ser obrigado a isso. Portanto, uma licenciatura em física, para mim, não tem importância alguma.

    Creio que a maioria das pessoas tem essa mesma preferência que eu, então, o melhor que você tem a fazer, é não culpar os consumidores por não demandarem o seu serviço e tentar gerar valor para eles.
  • Imperion  28/11/2018 19:52
    Essa é simples. A falta de livre mercado é que transformou sua area em um ambiente que vc so se consegue emprego no governo, dae vc ser funcionário público. Os burocratas nao quere comcorrencia pra produção de ciencia nesse país. Eles tornaram a.ciencia no brasil, assim como muitas areas, onerosa pra quem faz, dae nao ter investimentos privados na area.
    Todos os outros paises do globo com ciencia e tecnologia, as oessoas e empreendedores sao livres pra produzir ciencia. Fazem isso porque da muito dinheiro. E eles precisam de.cientistas esoecializados pra fazer issso. a maior parte da ciencia e tecnologia no japao, china,.coreia, eua canada , franca , inglaterra etc e tal, os melhores, é feita com iniciativa privada. Nao faltam vagas.
    No brasil, ciência é majoritária mente estatal. Aqui o gov nem regulamentou a orofissao de pesquisador. A maioria recebe como professor, triste, e faz pesquisa em universidades estatais recebendo como professor. Disperdicio de genios. Pesquisa no brasil não é coisa seria.
    O gov. Pra mantes esse.monopolio naondeixa a ciencia privada se desenvolver, bota muita regra, assim como na indústria normal. Ele tem medo da concorrência, que oroduzam ciencia melhor e isso faca a população parar de financiar as coisas dos burocratas.
    Se a.economia do Brasil fosse livre, digamos na ciencia, os empreendimentos em pesquisa usando as especialidades cientificas disputariam os profissionais brasileiro a tapa pra fazer ciência. Nao faltaria vaga pra vc. Desde que vc seja um produtor de ciencia.
    Como é.no japao,.pais pobre em minerios? Eles produzem muita ciencia, exportam e com isso tem dinheiro ora comorar as materias.primas que nao tem no território japones, incusive comida. Ciencia vale ouro. Exportacao de tecnologia rende mito mais que exportar materia prima.
    Todo esse sistema pra.funcionar depende de.formar.alunos ciêntistas, pra ter muitos persquisadores em tecnologia, pra ter muitas invencoes nacionais, wue depois vao ser.exportadas a preco de ouro, rendendo muito ao pais. Tudo privado . Sem reatricoes a se fazer ciencia. E esses exportadores precisam contratar muitos pesquisadores, porque os outrospaises concorrencialmente, tb fazem ciencia. E tao tomando o mercado japones. A concorencia oaga muito bem pra cientistas que produzem.
    O br nao ta nessa . É tudo restrito, é estatal. Dae vc vira funcionários publico e disperdica o que sabe fazer. E a sociedade nao ganha com isso. Sem producao cientifica , resta exportar materia prima e importar tecnologias feitas em outros países e pagando caro.

    .
  • José Francisco  29/11/2018 12:59
    A única restrição que faço a seu comentário é que a ciência assim produzida é, necessariamente, volta a produtos, enquanto nosso co-debatedor pretende a "ciência de base", ou seja, sem, necessariamente, aplicação imediata a produtos.
  • Dane-se o Estado  29/11/2018 14:23
    O que seria ciência de base? e porque o mercado não poderia solucionar isso? Um grupo de pesquisadores privados em uma universidade privada faz pesquisa sobre campo magnético a fim de achar utilidade para produção de telecomunicações? Os resultados da pesquisa os fazem descobrir propriedades específicas desses campos magnéticos, descobriu-se aí uma nova lei física acidentalmente. Agora pegue a mesma lógica e aplique a qualquer área de pesquisa. Quando se vai pesquisar algo, mesmo para fins específicos não se sabe que resultados vão surgir, uma diversidade de conhecimentos sempre poderá vir e indiretamente ser aplicada a outras áreas não intencionais, ou a descoberta de conhecimento "base" ao descobrir regras e leis de determinado fenômeno que seriam necessárias para a manipulação correta a construir um determinado produto. Ora, se produzir produtos e tecnologia é o mesmo que manipular fenômenos físicos e a matéria prima na natureza certamente é necessário "ciência de base" para descobrir as possibilidades ou não de desenvolvimento de uma dada tecnologia, até mesmo para reduzir custos de investimento e tornar mais precisa a pesquisa. Na prática, toda pesquisa para uso no mercado vai de forma direta e indireta trazer conhecimento sobre os fundamentos de determinados fenômenos, pois isso é necessário para se construir corretamente dada tecnologia ou produto. Isto levando em conta pesquisas dirigidas, universidades poderiam perfeitamente criar centros para pesquisas menos ligadas a interesses imediatos do mercado, como? simples! os alunos pagam pra estudar, parte do capital poderia ser investido em laboratórios, universidades poderiam inclusive colaborar entre si para desenvolvimentos de projetos caros, etc...
  • Imperion  28/11/2018 19:56
    Que falta faz o livre mercado. Um monte de.desocupados que poderiam estar produzindo algo pra colaborar com o proprio bolso e com a sociedade, enquamto o gov e seus burocratas trabalham pra tornar qualquer empreendimento inviavel.
  • Dane-se o Estado  29/11/2018 14:13
    Tá aqui sua solução:

    1) Eliminar o MEC e o controle estatal das pesquisas e universidades e de qualquer conhecimento científico que seja!

    2) Privatizar todas as universidades estatais, eliminar impostos e todas as burocracias e parâmetros restritivos do MEC.

    3) Abrir mercado, permitir que universidades do exterior invistam e funcionem aqui, permitir que intelectuais migrem para aqui, permitir intercâmbio entre cientistas e universidades.

    4) Universidades privadas investiriam em pesquisa, seus alunos convençam as instituições do valor dos seus objetivos de pesquisa, investidores, qual a utilidade para a sociedade de sua pesquisa? O que pode ser útil a longo prazo? Capital privado investido em pesquisa de longo prazo existe aos montes mundo afora. Doações, investimento empresarial, associação de universidades com empresas de áreas correlatas a devidas áreas de estudo, amplitude da visibilidade da universidade se destacando como centro de pesquisas em determinadas áreas, uso de parte do capital da instituição para investimento em setores específicos.

    A função do pesquisador é convencer os investidores e a instituição se vale ou não a pena investir em seu projeto, e o qual útil pode ser sua pesquisa e os resultados dela. Medicina? há demanda sempre, há utilidade sempre em pesquisa de diversas áreas do conhecimento da física a biologia convergindo com o mercado de interesse, havendo demanda, haverá investidores. O mesmo serve para qualquer outra ciência ou interesse de pesquisa.
  • Oi?!  28/11/2018 17:10
    Colegas, parem de escrever "Oi?!" ao responder outros colegas. É muito infantil.
  • Alô  28/11/2018 17:39
    Oi?!
  • Pobre Paulista  28/11/2018 23:37
    Hein?
  • Insurgente  29/11/2018 15:29
    Oi? Q?
  • Henrique Silva Aguiar  28/11/2018 18:12
    Gente... olhem esse site socialista... eles criticam coisas extremamente parecidas com coisas das quais criticamos...

    Só falta um pouco mais de conhecimento econômico e ceticismo em relação ao governo e estão perto de se tornarem liberais...

    www.socialistamorena.com.br/que-socialismo-e-esse-que-queremos/

  • Um liberal  28/11/2018 19:03
    Não, não estão. São visões bem diferentes. Os progressista costumam ter algo em comum na parte social, como serem a favor da legalização das drogas, mas se distanciam totalmente quando entram em políticas afirmativas e direitos de minorias.

    Podem aparentar ter algo em comum quando criticam o estado, mas um pouco mais a fundo e as visões se distorcem totalmente.

    Socialismo é o oposto do liberalismo: Socialistas enxergam grupos, Liberais individuos. Socialistas desejam a submissão da propriedade privada, liberais desejam a sua autonomia. Socialistas rejeitam a desigualdade, Liberais a defendem.

    Agora os conservadores sim, tem muito em comum com os socialistas, apesar de se verem como opostos.
  • Lanky  28/11/2018 21:58
    O Hoppe e o Kogos tem o quê em comum com os socialistas?
  • Vactus  28/11/2018 22:11
    Um liberal falou tudo, essa impressão só se dá pelo contraste com os conservadores, que querem proibir as drogas, casamento gay etc. Mas tão logo você começa a explicar todas as ideias libertárias para os esquerdistas, você começa a perceber o antagonismo entre os dois, eles criticam o estado porque querem que ele seja maior, controle as empresas, ofereça serviços estatais de qualidade, taxe os ricos, crie leis ambientais, proíba as armas e regulem cada aspecto de sua vida, com exceção dos supostos direitos das minorias.

    Mas eu diria que os conservadores - desde que não sejam neoconservadores nacionalistas - tem mais em comum com os libertários e deveriam o ser, só precisam que mostrem a eles como o estado é o culpado pelo corrompimento das instituições que eles - corretamente - acreditam serem construtoras da civilização - igreja, família etc - ao invés de achar que o mesmo deveria consertá-las de cima para baixo, vide o louvor ao novo ministro da educação.

  • RDNAZEV  29/11/2018 01:07
    Liberalismo é uma coisa, libertinagem é outra.

    Fica a dica.
  • Henrique Silva Aguiar  29/11/2018 11:33
    Pessoal, achei ótimo... serio... eu coloquei o link do site deles aqui, e estamos falando sobre numa boa...

    Já do lado de lá, em um artigo eu linkei um de cá... Em outro artigo deles, eu CITEI o nome "mises"... Eles apagaram os comentários...

    Eu queria pedir a gentiliza, de na maior cordialidade, os senhores pudessem visitar, conhecer e comentar seus questionamentos nos artigos deles... se puderem, agradeço muito de em momentos oportunos, no lugar de citar mises, coloquei o termo, "no instituto de direita do qual não citaremos aqui".

    Ficaria bem legal... Faz parte da nossa luta divulgar nossas ideias... Bora lá, se não for muito incomodo.

    Apenas para reforçar, segue um link do site deles: www.socialistamorena.com.br/que-socialismo-e-esse-que-queremos
  • Leigo  29/11/2018 13:11
    O mais engraçado é que essa Socialista Morena é uma burguesa.

    Moro no Lago Norte, bairro burguês longe de tudo e, burguesmente, só ando a pé para fazer exercícios… Não pense que me orgulho disso. Claro que não trocaria nossa casa por um apartamento, mas sinto uma falta enorme de quando podia deixar o carro na garagem a semana inteira e pegar o metrô ou o ônibus para ir ao trabalho. Sabe por quê? Porque o transporte coletivo me deixava mais rica. Fonte.

    A título de curiosidade o Lago Norte é um dos "bairros" mais ricos de Brasília. Conforme Wikipédia: "os Setores da Península, e de Mansões, possuem uma renda per capita relativamente alta e, juntamente com o Lago Sul, o segundo maior número de piscinas por habitante do mundo[carece de fontes]. O Taquari é formado principalmente por jovens famílias, que estão construindo suas residencias de aproximadamente 5 anos para cá. E o Núcleo Rural, é formado por antigas chácaras. o Lago Norte é uma região administrativa de classe média alta. IDH - 0,933 muito elevado

    Tem outra pessoa que era burguesa e lutava pelo socialismo, ela se chamava Karl Marx.
  • Um liberal  29/11/2018 14:16
    Cara, eu me recuso a entrar no site da socialista morena. Não vou da audiência para o site dela e também não quero passar nervoso pelas loucuras que vou ler lá. E não adianta tentar divulgar ideias liberais para essa gente, é igual tentar explicar matemática para um cachorro.
  • Henrique Silva Aguiar  29/11/2018 17:12
    To com dificuldades mesmo... anemm
  • Túlio  28/11/2018 19:35
    Com o advento do aprimoramento da inteligência artificial, acredito que o desemprego crescerá como jamais visto. Não restará muito coisa a ser feita pelo homem, tendo sido superado em suas habilidades físicas e mentais. E na possibilidade de novos empregos surgirem, as mudanças serão tão assustadoramente rápidas que será muito difícil para o homem se readaptar constantemente numa velocidade vertiginosa. Pelo menos, é essa a impressão que tenho.
  • Dane-se o Estado  29/11/2018 14:26
    "Não restará muito coisa a ser feita pelo homem, tendo sido superado em suas habilidades físicas e mentais. "

    Aí as máquinas vão fazer uma guerra, nos prender em uma simulação neural e criar um mundo virtual para drenar nossa bioenergia, enquanto vivemos num mundo criado por computador acreditando que é o mundo real! kkkkkkkkkkk

    É cada ridículo que aparece aqui, que é impressionante!

    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
  • RDNAZEV  29/11/2018 22:42
    O problema está em quem controlaria estas máquinas, e o que poderia ser feito com elas, contra nós. Achas porque fazem testes de chutes, e etc, simulando uma tentativa de resistência humana contra elas, e o que pode ser feito contra nós?!

    Eu não acho ridículo isso que ele está falando. Tudo o que ele disse faz sentido, e é isto que está ocorrendo.

    Máquina não questiona, não distingue o certo do errado, não tem raciocínio lógico do que poderia ser o certo à se fazer, ou errado, devido à sua limitação.

    Máquinas apenas obedecem, diferente de um humano.

    Outro detalhe, existem operadoras IA que já resolvem 100% dos problemas. Isso diminui a necessidade de empresas contratarem mais pessoas para o telemarketing, podendo apenas haver alguns que darão suporte, caso este primeiro dê problema.

    Eu sinto na sua irônica ignorância um certo medo para o que à por vir.

    Se quiser saber mais, até pelas próprias palavras dos coadjuvantes desta revolução, poderia sugerir vários artigos ou vídeos.

    Aconselho à dar uma olhada no canal do O Informante.

    E se não sabes, trabalho em uma empresa que possui IA, e posso lhe falar com toda e absoluta certeza: ela funciona para o propósito à qual foi designada.

    Dependendo do propósito, e pelo mundo que vivemos, e daqueles que nos governam, este propósito pode ser utilizado para o bem, ou para o mau.

    Como falou em uma época um governante da França, à favor da redução populacional, e se não sabes, existem muitos que são à favor disso, o mesmo disse quase com essas palavras: "... se não conseguirmos reduzir a população mundial com doenças, violência, ou vacinas, nós teremos que ter a terceira guerra mundial, queiram ou não ..."

    Infelizmente isso não é teoria da conspiração.

    Mas sabe na verdade o que acho? É que no fim de tudo, se as máquinas se tornarem um desserviço e causar danos maiores para a humanidade, as mesmas serão substituídas novamente pelos humanos.

    À não ser que você concorde em ter cerca de 7 bilhões de humanos, na miséria, enquanto os escravocatas utilizam máquinas para os seus desserviços.

    Isso tudo já acontece perante nossos olhos. Agora o direito de acreditar ou não, é seu.
  • anonimo  30/11/2018 19:21
    Decerto que haverão novas oportunidades de empregos, mas talvez NÃO numa escala esperada para prover empregabilidade para todos. A revolução que a IA está fazendo é que os empregos dependentes de habilidades mentais tb serão afetados em grande proporção, algo até então jamais visto. Se o homem já foi sobrepujado no que concerne a habilidades físicas no passado, agora tb será em suas habilidades mentais. E as ocupações, com o surgimento da IA, tenderão a modificar-se muito mais rapidamente.
  • Henrique Silva Aguiar  29/11/2018 17:33
    nossa cara... que viagem
  • Henrique Silva Aguiar  29/11/2018 17:39
    nao nao... vou responder com carinho...

    Mermão... vamos supor que vc tenha razão e que não terá mais trabalho pelo fato de que não há não necessidade de haver produção humana...

    NAO SERIA A MELHOR COISA DO MUNDO??? kkkkkkkk

    vc fala: "google, comida..." e poff, a nuvem caga um strogonoff em vc...

    Vc fala: "google, o que temos para hoje?";
    "biii... scneando.. scaneando... nada senhor";
    "ahh google, que bosta, então eu vou malhar, namorar, me divertir, vou desenvolver minhas habilidades artísticas"... "biiii... não entendi...";

    vc fala: "google, não tenho dinheiro para viajar. Me dá uma ideia?"
    "biii, preparando teletransporte senhor, preparado?"


    SAKO MERMÃO? VC ACHA QUE EU TO VIAJANDO?? NAUM NE? AS TECNOLOGIAS VÃO TER FODAS...

    Vou ali preparar um strogonoff para mim... aceita?

  • RDNAZEV  29/11/2018 22:54
    Concordo que existem melhorias nos avanços tecnológicos.

    Mas querer que a tecnologia tome todos os campos produtivos, isso sim, só pode vim de uma mente doentia.

    A tecnologia tem que vim para somar e facilitar, e não subtrair e dificultar a vida do ser humano.

    Voltando ao assunto do texto, eu daria minha seguinte opinião, até mesmo afirmando o que escrevi acima:

    O capitalismo, é a produção organizada e descentralizada da coisas. A concorrência é liberada, e ajuda na melhoria dos serviços. Sempre haverá produção e serviço. A concorrência é leal, e quem acaba sendo favorecido é o próprio consumidor, pois sempre terá opção de escolher por produtos de qualidade.

    Já o socialismo procura a concentração do todo o poder sobre os meios de produção e distribuição. Ela elimina toda a concorrência concentrando tudo na mão de poucos e apenas daqueles que se submetem ao sociais "democratas". A concorrência é desleal, e não havendo obrigação alguma de prestar um serviço de qualidade. O consumidor teria que se contentar com o que tem.
  • Caio  30/11/2018 02:07
    Bom, o Yuri só mostrou artigos de automação que não é exatamente a mesma coisa que inteligência artificial (ainda mais a de uso geral, que é a que é capaz de raciocinar de verdade, não apenas fingir).

    Mas eu penso o seguinte: com inteligência artificial (incluindo androides também por exemplo) os ricos que puderem comprar essas tecnologias não vão mais precisar ser donos de uma empresa, afinal tudo que precisarem a IA faz para eles (androides em plantações, androides médicos, androides para necessidades pessoas (amizade, sexo etc.)). Assim eles deixarão os mais pobres viverem suas vidas de forma independente (é como se eles não vivessem mais nesse mundo) e como eles são pobres, não usarão IA, precisando de outros pobres para produzir (e aí resolve o problema do desemprego).

    Outro fator é que sem ninguém sendo contratado, ninguém têm dinheiro para comprar e então não tem motivo para produzir com IA e androides (produzir para quem?), então as empresas seriam obrigadas a contratar pessoas (algo parecido aconteceu na escravidão pelo que eu li, já que escravos não recebem salário para comprar os produtos dos capitalistas, então a escravidão parou de ser praticada...).
  • Nelson  28/11/2018 19:54
    Padrão melhor que a realeza ? forçou a barra agora kkkkk !
  • Leigo  29/11/2018 13:22
    O artigo afirma que "hoje, um assalariado médio em um país capitalista possui um padrão de vida maior até mesmo que o da Rainha Vitória em provavelmente todos os aspectos, exceto na capacidade de contratar servos."

    Só de estar comentando nesse artigo, é notório que sua vida é melhor que a dela. Você tem um vaso sanitário para fazer suas necessidades, tem acesso a internet para acessar grande quantidade de informação e se conectar com o mundo, tem acesso a uma variedade absurda de alimentos, tem acesso a energia e, provavelmente, pode viajar a milhares de quilômetros de distância, algo inimaginável para a Rainha Vitória.
  • Felipe Lange  29/11/2018 13:12
    O único cenário onde os improdutivos poderiam viver é obviamente no capitalismo. Mas eu digo isso me referindo aos deficientes, doentes terminais e afins.

    Não é difícil ver algum esquerdista elogiando alguma tribo indígena e/ou seus costumes, mas se esquece que há tribos que matam bebês deficientes, os astecas arrancavam os corações das pessoas vivas para fazer rituais, e com demonstrações bondosas contra povos conquistados...
  • ed  29/11/2018 15:42
    OFF TOPIC

    Depois dos taxistas agora são as empresas de ônibus que estão chorando por causa da nova modalidade do Uber, o UberJuntos, que permite ao usuário ir para o seu destino com outras pessoas em troca de um preço mais baixo.
  • Libertariozinho  29/11/2018 18:17
    Pelo menos a ideia de passe livre/transporte ser direito já saiu de pauta, e espero que não volte.

    Esse é um debate que até papagaios de canais no YouTube que se afirmam liberais podem vencer facilmente.


  • Pobre Paulista  30/11/2018 01:25
    O pessoal do Movimento Passe Livre ainda está em sessões regulares com seus psicólogos, dado que o "não é apenas por 20 centavos" que começaram em 2013 terminou com o Bolsonaro Presidente!
  • Tarabay  29/11/2018 18:49
    Excelente notícia.
  • IBGE  30/11/2018 15:43
    Saiu o PIB do Brasil terceiro trimestre 2018:

    O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 0,8% no 3º trimestre de 2018, na comparação com os três meses anteriores, divulgou nesta sexta-feira (30) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em relação ao 3º trimestre de 2017, a alta foi de 1,3%. Em valores correntes, o PIB alcançou R$ 1,716 trilhão no trimestre.

    Segundo Rebeca Palis, gerente da pesquisa, com este resultado, apesar da melhora, o PIB ainda se encontra no mesmo patamar do primeiro semestre de 2012.

    "Em relação ao pico da série, que foi no 1º trimestre de 2014, a gente ainda está 5% abaixo daquele patamar", destacou. "No trimestre passado, ainda estava no patamar de 2011. Então, aos poucos está melhorando esse patamar e se aproximando do pico antes da crise e das quedas sucessivas, que foi lá em 2014".
  • Libertariozinho  30/11/2018 16:22
    PIB é uma falácia gigantesca. Dá a ideia de que gastos governamentais representam riqueza e importações representam pobreza.
  • IMGE  30/11/2018 16:34
    Se você olhar o PIB, podemos alcançar o patamar de 2011, mas a população não é a mesma desde lá, o pib per capita é um mensurador melhor
    Em 2017 o pib avançou 1%, mas o per capita apenas 0,2%.. Em 2018, creio que ele seja mais ou menos próximo a isso.
    Para a riqueza da população de fato voltar aos patamares pré-crise, o crescimento vai ter de ser mais sólido e duradouro , ao invés de simplesmente voltar ao numero do pib anterior


  • Andre  30/11/2018 16:49
    E o PIB per capita ainda está em algum momento de 2008, dado esse ritmo anêmico de crescimento, a pouca habilidade política do presidente eleito para tocar reformas e o cenário internacional cada vez mais adverso, o Brasil nunca mais voltará aos patamares pré crise.
  • Luzimar Figueiredo Teixeira  30/11/2018 16:57
    Essa é a verdade do capitalismo. Porém num país subdesenvolvido como o nosso, ainda temos os cartéis disfarçados, o imperialismo do sistema bancário, as lojinhas chinesas entrando a toque de caixa, atrapalhando a venda dos produtos fabricados por nós.
    O crescimento do país está abalado por todos estes e outros empecilhos que vem deteriorando a livre criatividade do cidadão. Não podemos esquecer os subsídios, tarifação dos produtos importados(barreira comercial).
    Infelizmente ainda não deixamos as capitanias hereditárias para trás e continuamos a ser subservientes daqueles que tem o dom do levar vantagem. Como exemplo fresquinho, a Black Friday brasileira é uma piada.
  • Gustavo A.  30/11/2018 17:49
    Você entendeu tudo errado. Tente novamente...
  • Leigo  01/12/2018 18:53
    Correção: Essa é a verdade do capitalismo, porém num país subdesenvolvido como o nosso, ainda há pouco capitalismo.
  • Matheus Henrique  03/12/2018 17:59
    Eu gostaria de agradecer a todos da comunidade Mises Brasil.
    Comecei a estudar Economia recentemente tenho ficado fascinado com os estudos e artigos desse site.
    Tenho aprendido muito, até mesmo com os comentários nos artigos.
    Sou muito grato por ter acesso a todo esse material.
  • Sérgio  06/12/2018 19:12
    Promove a lei de ganhar dinheiro. Só isso. Capitalista só quer saber de ganhar dinheiro e não importa as consequencias dos seus atos. E os libertários são contra qualquer lei que que freie isso.

    Vejam por exemplo, esta notícia:


    Crianças britânicas compram hormônios para mudar de sexo pela Internet

    Para o comerciante o que importa é VENDER. GANHAR DINHEIRO. Se o cara vende hormônios sexuais, o que importa pra ele é vender. Não importa se o comprador é uma criança de 10 anos.

    Agora eu pergunto: os comerciantes que venderam essas porcarias para estas crianças não deveriam responder criminalmente? Para os liberteens não. Isso é só uma "troca voluntária". O governo não deve intervir. Se a criança quer comprar hormônios sexuais, deixe. É só uma troca voluntária.

    Quando se deixa fazer o que quiser, quando não regulação nenhuma, acontece este tipo de coisa...
  • Edujatahy  07/12/2018 11:53
    Por favor. Antes de for acusar libertários de serem " são contra qualquer lei que que freie isso. " se aprofunde apenas um pouco na teoria libertária pois lhe faz passar vergonha.

    Libertários defendem trocas voluntárias entre adultos emancipados! . Enquanto a ser humano não tiver emancipado e estiver sob a guarda dos seus pais (ou seja, enquanto for uma criança!) é óbvio ululante que o cenário de trocas voluntárias não procede.

    Um criminoso que vende drogas a crianças é um agressor, e os pais da criança têm todo direito de se defender (por exemplo, prendendo/punindo/matando o agressor).

    Regulamentação estatal não impede crianças o acesso a droga nenhuma. O que criminosos de agredirem crianças é o império da lei natural, ou seja, sua família!


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