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Como o progresso transforma a escassez em abundância - a água de Israel e os elementos químicos
O sistema de preços, que surge sob propriedade privada e liberdade de trocas, propicia a mágica

O grande psicólogo e linguista canadense Steven Pinker publicou um livro intitulado Enlightenment Now: The Case for Reason, Science, Humanism, and Progress (Iluminismo já: em defesa da razão, da ciência, do humanismo e do progresso). A esquerda não gostou. Dentre as críticas mais leves, Pinker foi criticado por seu "otimismo excessivo".

O site Open Democracy — financiado por George Soros, pelo ministério de relações exteriores da Noruega, pela Fundação Rockefeller e pela Fundação Ford — afirmou que Pinker não está devidamente preocupado com o esgotamento dos recursos naturais do planeta, incluindo as reservas de água doce. O site ainda culpa o psicólogo de Harvard por "abraçar a crença neoliberal e tecnocrática de que uma combinação entre soluções de mercado e arranjos tecnológicos irá magicamente resolver todos os problemas ecológicos".

Mas, adivinhe só? Arranjos tecnológicos em conjunto com soluções de mercado realmente são, sim, uma crucial parte dos esforços da humanidade para tentar superar os desafios ambientais. E, se você não estiver convencido, apenas veja os esforços de dessalinização empreendidos em Israel (ver mais abaixo).

O progresso não é mágico, mas é quase

O site progressista aponta algumas tendências ambientais preocupantes, dentre elas "o aumento nas emissões de CO2; o declínio no volume de água doce disponível; o aumento no número de zonas mortas nos oceanos; o escoamento de fertilizantes artificiais".

Pinker, vale enfatizar, não nega a existência destes desafios. "O progresso", escreve ele,

não é o mesmo que mágica. Sempre há abalos, atrasos e retrocessos. ... Claramente temos de estar preocupados com o pior dos retrocessos possíveis, como uma guerra nuclear, bem como com o risco de reveses permanentes, como o pior dos cenários previstos para as mudanças climáticas.

Peguemos, por exemplo, a oferta de água doce. Entre 1962 e 2014, o volume de recursos hídricos renováveis por pessoa caiu de 13,4 metros cúbicos para 5,9 metros cúbicos (graças também ao crescimento populacional). No entanto, vale lembrar que 71% da superfície da Terra é coberta por água.

Logo, o que é necessário nas áreas mais afetadas por secas, como o norte da África e Oriente Médio, é um processo financeiramente viável de dessalinização que separe as partículas de sal das moléculas de água. Israel é pioneiro em um método de dessalinização que faz com que a água doce consumida pelos lares israelenses seja 48% mais barata que a água doce consumida pela população de Los Angeles.

A dessalinização, escreve Rowan Jacobsen na Scientific American,

ocorre ao se pressionar água salgada através de membranas contendo poros microscópicos. A água atravessa a membrana, ao passo que as moléculas de sal, que são maiores, ficam retidas.

No entanto, os microorganismos contidos na água do mar rapidamente colonizam as membranas e bloqueiam os poros, de modo que controlar esses microorganismos requer uma limpeza periódica, quimicamente intensiva e, por isso, cara.

Porém, o cientista israelense Bar-Zeev e seus colegas desenvolveram um sistema livre de produtos químicos utilizando pedras lávicas porosas para capturar os microorganismos antes de eles chegaram às membranas... Israel hoje obtém 55% de sua água doméstica por meio da dessalinização [dados de 2016; em 2018 o valor já subiu para quase 80%], e isso ajudou a fazer com que um dos países mais secos do mundo se transformasse no mais improvável pioneiro das águas.

A livre iniciativa não é um problema; é a solução

O artigo da Open Democracy também criticou Pinker por "não levar em conta os agentes estruturais do esgarçamento ambiental: um economia global baseada no crescimento e dependente de uma cada vez maior monetização dos recursos naturais e da atividade humana".

Mas a realidade é que a livre iniciativa não é o problema. É a solução. Como mostra a questão da água em Israel, a escassez relativa gera preços altos. Preços altos criam incentivos para se pensar em inovações. E inovações geram abundância.

A escassez se converte em abundância por meio do sistema de preços, que é o componente mais fantástico e surpreendente de uma economia de mercado, e o qual irá funcionar sempre que uma economia respeitar a propriedade privada e a liberdade de transacionar.

Nas economias mais livres, os recursos não são "exauridos", como temem os progressistas (e isso é comprovado pelo fato de que a Terra ainda não viu um único recurso não-renovável ser extinto). E não há esse exaurimento porque a totalidade dos nossos recursos, o que inclui a água doce, não é fixa. Sim, o número total de átomos na Terra é finito, mas as maneiras nas quais esses átomos podem ser combinados e recombinados são infinitos.

De novo: não apenas a oferta de recursos naturais economicamente utilizáveis não só não é algo fixo e determinado, como, ao contrário, pode ser substantivamente aumentada por um considerável período de tempo.

Por exemplo, a oferta de ferro como um recurso natural economicamente utilizável era de zero para o povo da Idade da Pedra. O ferro passou a ser um recurso natural economicamente utilizável somente após terem descoberto alguma utilidade para ele e após terem percebido que o ferro poderia contribuir para a vida e bem-estar do homem ao ser forjado em vários objetos. 

A oferta de ferro economicamente utilizável era ínfima quando ele podia ser extraído somente por meio de escavação com pás. Ela se tornou substantivamente maior quando escavadoras mecânicas e de motor a vapor substituíram as pás manuais. E se tornou ainda maior quando se descobriram métodos para separar o ferro de compostos contendo enxofre. 

E quando este ferro foi separado de elementos como oxigênio e enxofre e recombinado com outros elementos como cromo e níquel para formar os automóveis, os eletrodomésticos e as vigas de aço que sustentam prédios e pontes, ele se tornou muito mais útil e valioso para a vida e bem-estar humano do que o mesmo ferro soterrado, intocado e inutilizado no subsolo.

O mesmo é válido para o petróleo e o carvão trazidos para a terra e utilizados para gerar calor, iluminar casas e fornecer energia para as máquinas e ferramentas do homem. O mesmo também é válido para todos os elementos químicos que se transformaram em componentes essenciais de produtos importantes quando comparados ao que eram esses mesmos elementos quando jaziam inertes no subsolo.

E assim tem sido, e continuará sendo, para todo e qualquer recurso natural economicamente utilizável; sua oferta aumentou e poderá continuar aumentando por um período de tempo indefinido. A oferta de recursos naturais economicamente utilizáveis irá se expandir à medida que o homem for aumentando seu conhecimento em relação à natureza e aumentando seu poder físico sobre ela. 

Por tudo isso, o que importa não são os limites físicos do nosso planeta, mas sim a liberdade humana para experimentar e reimaginar o uso dos recursos naturais que temos à disposição. Como escreveu o professor da Universidade de Nova York Paul Romer:

Para se ter uma ideia do tamanho do escopo que ainda há para novas descobertas, podemos fazer o seguinte cálculo.

A tabela periódica contém aproximadamente cem tipos diferentes de átomos. Se pegarmos uma receita simples, do tipo que combina apenas dois elementos — como para formar o aço (ferro e carbono) ou o bronze (cobre e estanho) —, então há 100 x 99 receitas possíveis para apenas dois elementos.

Para receitas que envolvem quatro elementos, há 100 x 99 x 98 x 97 receitas possíveis, o que equivale a mais de 94 milhões de combinações. ...

Matemáticos chamam este aumento no número de combinações de "explosão combinatória". Uma vez que você chega a 10 elementos, há mais receitas possíveis do que segundos vividos desde que o Big Bang criou o universo. E, se você for prosseguindo, tornar-se-á óbvio que ainda há muito poucas pessoas na terra e muito pouco tempo desde que surgimos, pois até hoje só tentamos uma ínfima fração de todas as possibilidades.

O progresso é possibilitado pela liberdade

A totalidade dos elementos químicos constitui o ambiente externo material do homem, e é precisamente para aprimorar essa relação que servem a produção e a atividade econômica.

Mas isso pode ocorrer apenas nas economias livres.

Em contraste às economias livres, as sociedades estatizantes, que não respeitam a propriedade privada e as livres transações (e que, por isso, não possuem um sistema de preços minimamente funcional), tendem a tratar os recursos do planeta de maneira muito mais maléfica. A União Soviética e a China maoísta, por exemplo, foram implacáveis agressoras da natureza e de seus recursos, inclusive o mais precioso recurso de todos: os seres humanos.

A maior distinção entre as sociedades livres e as estatizantes está no valor que elas atribuem à vida humana. Sociedades livres tratam os seres humanos como um recurso valioso, pois apenas os humanos são capazes de terem idéias e utilizar sua energia criativa para converter essas idéias em inovações. Por outro lado, sociedades estatizantes tendem a considerar os membros da raça humana como um passivo. Consequentemente, a estrada das utopias estatizantes sempre foi pavimentada por cadáveres.

Dentro do contexto de uma economia de mercado, os seres humanos não apenas utilizam recursos, como também os repõem e os amplificam. As fábricas de dessalinização de Israel fornecem água potável não só para os israelenses, como também para os habitantes da Cisjordânia. Mais ainda: esforços diplomáticos já estão sendo feitos para que a água potável de Israel abasteça também os países árabes vizinhos.

Isso é progresso.

37 votos

autor

Marian Tupy
é o editor do site HumanProgress.org e analista de políticas no Center for Global Liberty and Prosperity.


  • Nonato  26/11/2018 17:00
    Governos que tolhem a livre iniciativa de seu povo estão tolhendo suas ideias e sua criatividade. E como consequência, o próprio progresso.

    A diferença entre Israel e as demais regiões de clima semelhante (como o Nordeste brasileiro) está na liberdade de empreender concedida pelo governo. O nordestino é inteligente e, se tivesse liberdade (e se o investimento estrangeiro fosse liberado), a região já não mais sofreria com a seca. Uma pena.
  • Caio  26/11/2018 17:35
    É o que o Jair quer fazer.

    Conheça a tecnologia de Israel que pode mudar o Nordeste do Brasil

    Dessalinização de água é sistema revolucionário e de baixo custo

    O embaixador israelense no Brasil, Yossi Shelley anunciou a intenção do governo de seu país de bancar a instalação, no Nordeste, de uma usina piloto de dessalinização de água do mar. O país é líder nesse tipo de tecnologia e hoje cerca de 80% da água potável consumida pela população israelense é proveniente do mar. Em entrevista à EBC o diplomata lembrou que Israel está em posição de vantagem porque consegue processar um litro de água dessalinizada por um preço menor do que o valor regular disponível nos mercados.

    Em Israel chove menos de 600 mm por ano, em média. O país que enfrentou anos de crise hídrica conseguiu resolver o problema da escassez através desta tecnologia. A técnica já foi oferecida a estados como Ceará e Maranhão, mas não houve avanços significativos.

    Caso essa parceria entre os países seja concluída, várias regiões seriam beneficiadas. O estado de São Paulo, por exemplo, apesar do clima ameno sofreu nos últimos anos com a escassez de chuva, gerando uma crise hídrica que resultou em racionamento de água.
  • anônimo  26/11/2018 17:12
    Isso me lembra a questão do petróleo. Faz quase um século que dizem que "o petróleo não durará mais dez anos". Aí, quando as previsões não se concretizam, os gênios voltam às suas planilhas, refazem os cálculos e garantem que "dos próximos 10 anos não passa".

    Tem petróleo sobrando no mundo (como o próprio preço comprova) e haverá atividade econômica que fará jorrar mais petróleo do que o existente. Basta ler sobre todo o petróleo contido em reservas naturais (como ANWR, no Alasca) que não pode ser extraído simplesmente por proibição dos grupos ambientalistas. Só o estado do Colorado tem reservas de petróleo jamais exploradas que equivalem a vinte vezes o total das reservas da Arábia Saudita.

    E isso ocorre, em maior ou menor grau, com todos os recursos naturais.
  • Bernardo  26/11/2018 17:17
    Sempre existirão iniciativas como essa (e o preço com o tempo tende a baixar se o governo não regular).

    economia.terra.com.br/carros-motos/alemanha-homologa-carro-movido-a-agua-do-mar,cbccd0fe98638410VgnVCM20000099cceb0aRCRD.html

    www.motor24.pt/tech/carro-movido-agua-salgada-150-mil-quilometros-sem-poluicao/

    www.ambientelegal.com.br/carro-movido-a-agua-funciona-mas-nao-e-permitido-no-brasil/
  • Emerson  26/11/2018 17:46
    O petróleo provavelmente vai ser substituído muito antes de esgotar-se.

    Quando for viável e lucrativo, empresas privadas vão minerar os asteroides.
  • anônimo  26/11/2018 18:12
    " Só o estado do Colorado tem reservas de petróleo jamais exploradas que equivalem a vinte vezes o total das reservas da Arábia Saudita. "

    Qual a fonte desses dados, por gentileza?
  • anônimo original  26/11/2018 18:22
    É só googlar (se a preguiça deixar).

    abcnews.go.com/Business/american-oil-find-holds-oil-opec/story?id=17536852

    www.forbes.com/sites/energysource/2012/03/29/u-s-might-have-more-oil-resources-than-saudi-arabia-but/#702d1d7b3fdb

    www.businessinsider.com/us-has-the-worlds-largest-oil-reserves-2016-7

  • Paulo Henrique  26/11/2018 17:16
    ''e isso é comprovado pelo fato de que a Terra ainda não viu um único recurso não-renovável ser extinto''
    Sinto muito, mas, já ocorreu extinções e estão ocorrendo ainda.. Se a intenção era mostrar como a propriedade privada e os preços evitam o fim dos recursos, usar o oceano para isso não é a melhor escolha.
    Não possui donos e podem sofrer superexploração, dejetos de lixos(poluição), extinção de peixes.. Além, é claro, de jogar o resto do sal retirado da água no oceano. O que não gera efeitos graves ainda devido a sua extensão e escala reduzida. Embora já tenha evidências que localmente a salinidade da água aumenta e isso afeta o ecosistema local..

    Não consigo diferenciar o oceano do exemplo da tragédia dos comuns do pasto sem dono onde todos colocam seu boi para pastar




  • Vladimir  26/11/2018 17:19
    Qual recurso foi extinto? Você não citou.
  • Rodrigo  26/11/2018 17:25
    Foi pior. Ele se referiu à água, o que denota uma total ignorância sobre o mais básico da física e da química.

    A água não tem como ser "extinta". Não tem como a água sumir. Tudo o que ela pode fazer é evaporar de um lugar e desaguar em outro. Quando um rio seca, o que houve é que aquela água que estava ali evaporou, virou nuvem e desaguou em outro lugar.

    Tanto é que sempre que há seca em um lugar está havendo enchente em outro lugar. Sempre que um rio seca numa região está havendo chuvas torrenciais em outra região.

    Não, meu caro Paulo, a água não some e muito menos pode ser extinta.
  • André  27/11/2018 06:51
    perfeito! Ela não tem como ser extinta, mas tem como ser "destruída". Não fosse o completo mau uso e descaso total, o rio Tietê, na região da capital, seria fonte de água potável, mas bem sabemos que não é.
    Tem como limpar tratar e torná-la potável novamente, Orlando nos EUA recicla água. Sim, mas a consciência em seu uso é fundamental também.
    O cara que gerou esse bafafá todo no fundo deve ser um ecoxiita. Esses "ambientalistas" são ridículos. Fizeram o maior barraco por conta da construção do Rodoanel em São Paulo. Atrasaram a liberação em anos e foi uma enrolação sem fim, tudo porque a estrada "aniquilaria" o meio ambiente, nunca mais cresceria nada ali e os periquitos não teriam mais para onde voar...bla bla bla. Indenização daqui e dali... hoje, já existem habitações irregulares nas proximidades da rodovia, e onde estão os ambientalistas? A estrada depredaria o ambiente, as habitações irregulares não?
    Ah é verdade, esses que construiram lá NÃO TEM COMO TIRAR $$$ DELES, logo, nem vale a pena tentar indenização alguma. Isso por que os "ambientalistas" estão puramente preocupados com o meio ambiente, eles não querem $$$.
  • Lucas  26/11/2018 17:26
    Haha, o cara citar oceanos como exemplo de recurso não-renovável em extinção foi dose...
  • Paulo Henrique  26/11/2018 19:14
    Ecosistema do oceano pode ser extinto. Peixes podem ser exauridos até o fim.
  • Magno  26/11/2018 19:23
    Estou esperando o exemplo prático que você prometeu dar sobre um recurso não-renovável que já está extinto.
  • Régis  26/11/2018 17:31
    "Sinto muito, mas, já ocorreu (sic) extinções e estão ocorrendo ainda.. Se a intenção era mostrar como a propriedade privada e os preços evitam o fim dos recursos, usar o oceano para isso não é a melhor escolha."

    Difícil criar uma frase mais esquizofrênica, contraditória e repleta de espantalhos do que essa.

    1) O oceano não é propriedade privada.

    2) O artigo em momento algum diz que o oceano é propriedade privada.

    3) Consequentemente, não faz sentido você dizer que qualquer coisa que esteja ocorrendo de ruim com os oceanos poderá ser atribuída à propriedade privada e ao sistema de preços.
  • Paulo Henrique  26/11/2018 19:17
    E dificilmente vai ser propriedade privada. Assim como o ar atmosférico. Por isso é necessário leis para impedir que os recursos sejam poluídos. O oceano virou um lixão a céu aberto. Existe uma ilha de plastico no meio dele. Quer esperar o anarcocapitalismo até que cada metro quadrado do oceano possua um dono para processar o outro por jogar sacola plástica no mar? O mundo real é cheio de externalidades que não são resolvidos por regras de mercado e que não podem esperar até elas serem resolvidas por regras de mercado.
  • Tulio  26/11/2018 19:24
    Isso passa totalmente ao largo do assunto em pauta.
  • Seasteader  26/11/2018 19:31
    Isso apenas demonstra, caro Paulo Henrique, como você ainda não entende o potencial que existe de privatizar os oceanos.
    Esta é a próxima fronteira.
    www.seasteading.org
  • Anti-estado  26/11/2018 23:26
    E você acha que quem vai resolver essas milhares de externalidades é o que? o estado? com sua administração central? kkkkk chega a ser ridiculamente contraditório.
  • Capital Imoral  26/11/2018 17:24
    Educação e Autoritarismo no Brasil

    A escolha de Ricardo Vélez Rodríguez para assumir o MEC (Ministério da Educação) revela um país dominado intelectualmente pela mentalidade conservadora. No artigo de hoje, iremos conhecer o pensamento turvo de nosso novo Ministro e como haverá um retorno à censura em nosso país.

    Ricardo Vélez é o típico conservador que não sabe lidar com a diversidade, ele mesmo afirmou em sua primeira carta como futuro ministro que iria "preservar valores morais e da família"{1} em sua gestão - obviamente, família, para ele, é o homem e mulher que faz posição Papai e Mamãe às quintas e vai à missa aos domingos. Dessa antipatia social nasce o pensamento conservador e uma tentativa de moldar o país inteiro à sua visão estreita de mundo.

    Não é permitida qualquer ideologia em sala de aula, a não ser a dele.

    Recentemente, Vélez fez um breve comentário sobre Educação de gênero nas escolas: "Contra o globalismo politicamente correto que adotou a maluca proposta de 'educação de gênero' devemos nos erguer com persistência. Essa maluquice, esse crime contra as nossas famílias, não pode prosperar no Brasil"{1}. O velhote ficou gagá. Ele ainda pensa que vive na Monarquia e que ainda existe à "Família Tradicional Brasileira". Isso acabou meu filho.Vivemos em um mundo que de fato evoluiu culturalmente e a própria internet faz parte dessa realidade. Ora, eu gostaria de ensinar gêneros para os meus filhos. Qual o problema? Eu gostaria que o meu filho pudesse assistir a série Super Drags na Netflix e ter Pabllo Vittar como super heroína. Qual o problema? Gostaria que meu filho pudesse escolher pelo menos 2 entre os 20 gêneros disponíveis. Qual o problema? Se ele quiser ser a Barbie ou o carro da Barbie, que assim o seja. O filho é seu por acaso? Falam tanto de liberdade, mas quando a liberdade aponta para o lado que vai contra nossa convenções sociais, ficamos putinhos da vida.

    O Revisionismo Histórico de Vélez
    A Educação Brasileira será afetada de tal modo pelo pensamento conservador, que até mesmo a história sofrerá um revisionismo - engraçado, os mesmos conservadores que falam tanto do revisionismo marxista, agora, assumem essa posição, incômoda, de donos da história. Veja o que o novo Ministro da Educação falou sobre a Ditadura Militar no Brasil: "As nossas Forças Armadas sabiam o que se passava ao redor do Brasil e lutaram para impedir uma ditadura comunista no nosso país. Algo de errado nisso? Não adianta a esquerda alucinada pretender que se tratou de um ataque aos direitos humanos". Ora, Se não era ataque aos direitos humanos. O que era, então? Vladimir Herzog morreu com a cabeça entalada no parquinho do Mcdonalds, por acaso? A polícia estava nos jornais e teatros para brincar pique-esconde? É óbvio que houve um regime violento e ditatorial durante o período em que os militares estiveram no poder; mas o filho bastardo de Olavo de Carvalho quer impor à Educação Brasileira uma visão distorcida dos fatos. E ninguém poderá contestá-lo pois haverá o Escola Sem Partido.

    Deveríamos esperar dos liberais, no mínimo, uma visão crítica com relação ao novo Ministro da Educação. E não me venha com aquele papinho, hipócrita, que defende a educação como algo neutro. Isso não existe meu amigo! Educação é como jornalismo, é impossível haver um jornalismo neuro, que não possua ideologias e visões de mundo. Isso seria o mesmo que transformar o ser humano em uma máquina sem alma. E, sim, aquela porcaria de Escola Sem Partido é de um autoritarismo imenso, que transforma o professor em uma espécie de escravo de alunos leite com pera - o Mão Peluda nem saiu da casa dos país e já quer ditar qual ideologia deve predominar em sala de aula. São crianças que aprendem desde cedo a não lidar com o diferente. Ora, o professor defendeu o comunismo e você não gostou? Foda-se! A escola não é como o seu computador fedorento onde você pode deixar o Xvideos aberto ao lado do Mises Brasil. É preciso haver, sim, uma preferência para determinada ideologia. Isso se chama foco cultural. Vocês não podem mudar a preferência (sempre subjetiva) de um professor na hora de apresentar a matéria. Convenientemente, os liberais ficam em silêncio porque, dessa vez, o autoritarismo é de direita.

    Conclusão
    Precisamos ter um senso de realidade e assumir que, de fato, a direita assumiu o poder no Brasil. Eles assumiram o poder da máquina pública e estão utilizando essa mesma máquina para perseguir pessoas que pensam diferente - alguns, inclusive, querem criminalizar o comunismo no Brasil. Isso sem contar todo o revisionismo histórico e o processo de imposição de uma ideologia conservadora no Brasil através do MEC. O que está acontecendo é de uma gravidade imensa, mas todo o mundo está quietinho porque é um governo de direita. Vocês estão criando um monstro e, cedo ou tarde, ele irá nos devorar.

    {1} www1.folha.uol.com.br/educacao/2018/11/ministro-de-bolsonaro-diz-que-educacao-vai-preservar-familia-e-moral-humanista.shtml

    {2} www1.folha.uol.com.br/educacao/2018/11/indicado-para-a-educacao-e-simpatico-a-monarquia-e-ao-golpe-anti-pt-e-ex-marxista.shtml

    Capital Imoral é filósofo, escritor e já refutou Mises.
  • Rennan Alves  26/11/2018 17:40
    "Se ele quiser ser a Barbie ou o carro da Barbie, que assim o seja."

    Hahahahahahahahahahahahahahahaha

    Cada vez melhor!
  • Libertariozinho  26/11/2018 17:44
    Essa briga toda de progressistas e conservadores sobre o que deve ser ensinado nas escolas é grotesca.
    Você nem ninguém tem direito de me obrigar a ir a um local e estudar qualquer coisa nele.
    Você se diz contra a tal da "educação conservadora" mas ao mesmo tempo diz que não existe educação sem ideologia ( repetindo baboseiras do Karnal...)
    Deixe de ser hipócrita.
    Se você realmente fosse a favor de uma educação de qualidade, seria contra a própria existência do MEC e da própria escola pública.
    O que você veio defender aqui é a mesma hipocrisia do tal Ministro: tirar uma suposta ideologia das salas de aula para colocar a que lhe convém. É seis por meia dúzia.
  • CARLOS LIMA  26/11/2018 22:02
    esse covarde que se esconde atrás de pseudônimo, um pobre coitado que tenta se valorizar dizendo que já refutou mises (em sonho, obviamente), esqueceu de dizer na sua ridícula autobiografia que também é um bosta que jamais aprendeu o significado da palavra respeito. não sei porque esse lixo que ele enviou, saindo totalmente do tema debatido, ainda é publicado pelo imb. lamentável.
  • Vactus  27/11/2018 01:01
    Esse cara é famoso no site há muito tempo - caso você não o acompanha e,portanto, não saiba -, ele costuma escrever gigantescos comentários off-topic aleatoriamente e sempre termina com sua célebre frase "Capital imoral é filósofo, escritor e já refutou Mises". Sempre respondem ele aqui, mas acredito que seja apenas para apimentar o debate, é raro achar alguém de esquerda hoje que tenha um nível tão alto de argumentação como este sujeito.

    Acho que a maioria concorda que ele é um troll, se você ver os comentários mais antigos dele, vai ver a quantidade de absurdos que nem o maior dos comunistas progressistas teriam a audácia de escrever, e ele não é o único, o site sempre teve disso, como "Sociólogo da Usp" e afins, mas este lugar tem estado mais parado ultimamente, nas sessões de artigos antigos era comum centenas de comentários com dezenas de respostas e debates longos, hoje é mais "Leandro, poderia explicar..." , "Leandro, como isso...", espero que não seja um esfriamento do libertarianismo no Brasil.
  • Filho do Capital Imoral  27/11/2018 13:41
    Boa, pai!

    Você manda muito bem!

    Não esqueça minha mesada dia 30.

    Beijos!
  • Um liberal  27/11/2018 14:36
    O escola sem partido é uma correção torta para um problema maior, que é o MEC. Se o ensino fosse livre de fato, com o currículo sendo montado pela própria escola e os país livres para escolher, o escola sem partido de fato seria uma aberração totalitária, mas não é isso que temos.
  • Vactus  27/11/2018 21:30
    Se fosse algo só para as escolas públicas seria algo a ser considerado, já que apesar de não mudar nada em relação a obrigatoriedade do ensino baseado no mec, talvez tivesse algum mínimo impacto positivo, mas ela interfere em escolas privadas também, e isso demonstra uma ampliação do poder estatal sobre o ensino.
  • Eduardo Rodrigues  26/11/2018 17:45
  • Liberdade é escravidão  26/11/2018 17:51
    - O homem tem que ser um escravo assalariado para ser livre; em que lhe tem que ser negado o acesso ao fundamento de sua liberdade (isto é, a propriedade) para que ele participe em mercados "livres".

    - A "liberdade e prosperidade do capitalismo" são possíveis apenas "ao se negar às pessoas o acesso direto a comida e abrigo". De modo a ter essa "liberdade" capitalista, devemos ser alienados de nossa própria natureza. Portanto "qualquer indivíduo que vive na ordem capitalista é um ser fundamentalmente precário, de uma fragilidade radical.

    - Os salários reais são resultado de uma RELAÇÃO DE PODER entre mestres e trabalhadores e não como resultado de forças puramente "econômicas"; é poder, não produtividade, que é arbitrada em um contrato salarial. Um CEO americano recebe 500 vezes o que o trabalhador de linha recebe não porque ele é 500 vezes mais produtivo, mas porque ele é 500 vezes mais poderoso. A costureira em uma fábrica recebe uma ninharia não porque sua produtividade é baixa, mas porque seu poder é medíocre. O poder de negociar um salário vem apenas com o poder de dizer "não" aos termos oferecidos, e esse poder vem apenas da posse de uma alternativa ao salário. E apenas a propriedade confere esse poder.

    - No livro "O Universo Neoliberal em Desencanto" mostra que ser egoísta não traz o melhor resultado para a sociedade como um todo como disse Adam Smith.
    O melhor resultado acontece quando fazemos o que é melhor para si mesmo e para o grupo.

    - A praxeologia é uma espécie de "pseudociência", a escola austríaca trabalha com a praxeologia que por sua vez trabalha com axiomas, estes que são originalmente reconhecidos como verdadeiros. E destes axiomas, podem deduzir passo a passo várias leis que também são reconhecidas como incontestavelmente verdadeiras. No entanto, a imprevisibilidade humana não é reconhecida nos axiomas. Isso soa contraditório pois num momento a escola austríaca apresenta um relativismo e uma descrença perante o uso da técnica na economia maistream, mas ao mesmo tempo para defender suas ideias se baseiam em axiomas "incontestáveis", verdades absolutas e imutáveis.

    - O IMB fala tanto em livre mercado mas faz vista grossa ao fato do DÓLAR ser a moeda MONOPOLISTA reserva de valor internacional.



    Enfim...eu duvido que tenham a coragem de aceitar meu post, mas fica a mensagem para abrir o olho dos leitores.
  • Terceirizado que cuida do lixo  26/11/2018 18:16
    Bocejos.

    "O homem tem que ser um escravo assalariado para ser livre"

    Errado. De maneira alguma você precisa ser um assalariado.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2952

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2945

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2790

    "em que lhe tem que ser negado o acesso ao fundamento de sua liberdade (isto é, a propriedade) para que ele participe em mercados "livres"."

    Oi?! Quem impede o acesso à propriedade é exatamente o estado, que confisca uma fatia da renda (propriedade) do trabalhador, bem como tributa todas as outras propriedades.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2961

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2808

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2725

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=926

    E o Instituto Mises é radicalmente contra o estado, essa instituição que agride a propriedade privada.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2257

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2181

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1795

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1973

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1005

    "A "liberdade e prosperidade do capitalismo" são possíveis apenas "ao se negar às pessoas o acesso direto a comida e abrigo". De modo a ter essa "liberdade" capitalista, devemos ser alienados de nossa própria natureza. Portanto "qualquer indivíduo que vive na ordem capitalista é um ser fundamentalmente precário, de uma fragilidade radical."

    Tradução: sob o capitalismo, todo mundo é proibido de comer e de ter uma casa, pois só assim que haverá prosperidade e liberdade para todos.

    É cada jumento...

    "Os salários reais são resultado de uma RELAÇÃO DE PODER entre mestres e trabalhadores e não como resultado de forças puramente "econômicas"; é poder, não produtividade, que é arbitrada em um contrato salarial. [...]"

    Totalmente errado. Pior ainda: renega a própria empiria.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1241

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2903

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2042

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2961

    "No livro "O Universo Neoliberal em Desencanto" mostra que ser egoísta não traz o melhor resultado para a sociedade como um todo como disse Adam Smith. O melhor resultado acontece quando fazemos o que é melhor para si mesmo e para o grupo."

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2777

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2818

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2542

    "A praxeologia é uma espécie de "pseudociência" [...]

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=230

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1042

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=644

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1508

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1464

    "O IMB fala tanto em livre mercado mas faz vista grossa ao fato do DÓLAR ser a moeda MONOPOLISTA reserva de valor internacional."

    Essa foi a mais sensacional de todas. O IMB, que é contra as moedas fiduciárias e a favor de um padrão-ouro e de uma livre concorrência de moedas, subitamente se tornou defensor de um monopólio estatal!

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1079

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2308

    Mas, pelo menos, se li isso é porque não estou cego. Um consolo...

    "eu duvido que tenham a coragem de aceitar meu post, mas fica a mensagem para abrir o olho dos leitores."

    E perder essa oportunidade de curtir com sua cara?! Nunca. É como pizza gratuita. Não se rejeita.
  • Felipe Lange  26/11/2018 20:16
    Pessoal, mudando de assunto (mas está dentro do tema de austro-libertarianismo) gostaria de discutir e pedir a opinião de vocês quanto à Mc Melody. Afinal, qual é o limite ético de uma criança? Há uma idade "certa" para cantar músicas sensualizadas ou erotizadas? Teria ela discernimento? Obviamente que uma pessoa de 11 anos (ou 8 anos) não tem capacidade suficiente para lidar com questões de por exemplo o ato sexual, por isso que pedofilia é crime.

    Anos atrás o Dâniel Fraga fez um vídeo sobre, na época quando ela ainda tinha 8 anos, e gerou polêmica.

    Queria saber a opinião de vocês sobre.
  • Libertariozinho  27/11/2018 15:18
    Sou um libertário de 17 anos.
    Minha opinião é a seguinte: imoral, mas não há nada de errado.
    Se não há nada de errado num adulto falar um palavrão, porque haveria em uma criança falando qualquer outra coisa? Pode ser a besteira que for, ela é um indivíduo como qualquer outro e deve ser livre para fazer o que quiser, desde que não agrida outra pessoa. Não vejo agressão alguma numa música erótica.

    Pedofilia é diferente, pois é uma questão ética (envolve recursos escassos[dois corpos que possuem proprietários]).
    Uma mera música não é uma questão ética, então cada um ache o que quiser.
  •   26/11/2018 20:20
    vejam essa tecnologia israelense: www.israel21c.org/california-fire-rescuers-drink-water-pulled-from-air/
  • Emanuel  26/11/2018 23:53
    Sobre a privatização da água, o que o IMB pode dizer a respeito do que acontece no Chile?

    www.ecodebate.com.br/2009/03/20/modelo-de-livre-mercado-de-comercializacao-de-direitos-a-agua-destroi-cidade-chilena/

  • Macron  27/11/2018 00:59
    Oi?! Um lugarejo no meio do deserto, que segundo a própria matéria foi "registrado nos livros de recordes como o local mais seco da terra", que tem míseros 120 habitantes "que nunca viram gotas de chuva", e cujo rio secou? Isso aí é comprovação de quê?

    Querer água farta no meio do "local mais seco da terra" para banhar 120 habitantes é um tantinho delirante, não? É o equivalente a eu querer areia e praia no meio da Amazônia.

    Lamento trazê-lo à realidade, mas quem mora no "local mais seco da terra", onde nunca chove, não deve esperar água farta e barata, não. E isso não é nem questão de economia, mas de física. E de lógica.

    Utilizar isso aí como crítica a algo é vigarice intelectual, pura e simples.

    Mas, ainda assim, essa notícia está antiga e desatualizada (de 2009). O problema de escassez de água em Copiapó, citado na matéria, já foi resolvido pelo próprio mercado.

    www.acciona.com/es/noticias/acciona-agua-construira-y-operara-una-desaladora-en-el-desierto-chileno-de-atacama/

    No Chile, a produção de cobre concorre com a produção de uvas para obtenção de água, fora a água para consumo humano e tudo isso no deserto mais seco do mundo, resultando num dos metros cúbicos de água mais caros do planeta. Resultado? Como mostra a notícia acima, isso atraiu empresas dessalinizadoras de água do mar sedentas por lucros altos vendendo água.

    E o problema foi resolvido. É só deixar o sistema de preços em paz que o mercado corrigirá qualquer escassez de oferta. Antofagasta é a cidade grande (acima de 300 mil habitantes) com maior renda per capita da América do Sul, US$60 mil dólares, renda per capita da Noruega.

    Sim, a água é cara (e nem teria com ser diferente, pois se está num deserto), mas agora existe para quem quer. Querer água farta e gratuita no meio do deserto é um ridículo delírio adolescente. Mais delirante ainda é achar que o estado seria capaz de fazê-lo -- aliás, por acaso há água farta e gratuita no sertão nordestino, região totalmente estatal?
  • Anti-Estado  27/11/2018 01:57
    Mises! façam um artigo sobre esta tentativa de censura da internet pela União Europeia alegando "proteção de direitos de imagem" www.change.org/p/european-parliament-stop-the-censorship-machinery-save-the-internet
  • Julio Cesar  27/11/2018 10:33
    E sobre a expansão do homem na Terra. Temos alguma idéia.
    Mais ou menos 70% é oceano.
    Não para de nascer gente.
    A medicina e a tecnologia prolongam cada vez mais a vida.
    O Universo é enorme, mas o homem é fisicamente limitado para ir muito longe.

    E ai????
  • Marcelo Ferreira  28/11/2018 14:02
    www.seasteading.org/
  • Halto  27/11/2018 12:45
    Por que a propriedade privada deveria ser respeitada, nesse exato momento, se ela foi obtida mediante violência no período colonial e, como um fator agravante, distribuída por um Estado ?
  • Breno  27/11/2018 13:13
    Isso é falso. É fisicamente impossível que os índios tenham sido os proprietários de absolutamente cada centímetro quadrado do território brasileiro. Você tem de provar isso.

    Mais ainda: a teoria da apropriação original afirma que só se torna proprietário de uma terra devoluta aquele indivíduo que "misturou seu trabalho à terra", isto é, aquele indivíduo que não só ocupou como também criou coisas naquela terra.

    Se eu apenas chego a um lote vazio e grito "é meu", isso não me garante propriedade de nada. Eu preciso "misturar meu trabalho àquela terra", criando coisas nela.

    Índios fizeram isso sobre absolutamente todo o território brasileiro? Se sim, é bom provar.
  • Halto  05/12/2018 02:02
    Como assim misturar o trabalho à terra ? O apropriador chega, avalia se houve mistura suficiente, e com base nisso decide se vai ocupar ou não o terreno ? E mesmo que eu não possa provar que os índios ocuparam cada centímetro do território brasileiro, certamente há evidências historiográficas que evidenciam violência e desapropriação.
  • Breno  05/12/2018 10:20
    Seu espanto mostra que você desconhece o básico da filosofia de John Locke (sim, essa teoria é dele). Ou seja, você nada sabe sobre filosofia básica, mas quer discutir conceitos filosóficos. Pior ainda: faz afetação de espanto ao ouvir falar de uma teoria básica para qualquer iniciado em filosofia, o que lhe deixa a descoberto.

    Aqui vai o básico para você:

    en.wikipedia.org/wiki/Labor_theory_of_property


    P.S.: sigo no aguardo de você provar que os índios "misturaram seu trabalho à terra" em cada centímetro quadrado do Brasil.
  • anônimo  05/12/2018 13:01
    Se eu construir um muro ou uma cerca ao redor do território, a propriedade se torna minha? Afinal estou gastando dinheiro e recursos para construir a divisória.
  • Halto  06/12/2018 13:04
    Seu espanto mostra que você desconhece o básico da astronomia de Ptolomeu (sim, essa teoria é dele). Ou seja, você nada sabe sobre astronomia básica, mas quer discutir conceitos astronômicos. Pior ainda: faz afetação de espanto ao ouvir falar de uma teoria básica para qualquer iniciado em astronomia, o que lhe deixa a descoberto.

    Aqui vai o básico para você:

    pt.wikipedia.org/wiki/Geocentrismo
  • Gustavo A.  27/11/2018 14:01
    E sobre a expansão do homem na Terra. Temos alguma idéia.
    Mais ou menos 70% é oceano.
    Não para de nascer gente.


    O mito do superpovoamento e a obsessão com o controle populacional

    A medicina e a tecnologia prolongam cada vez mais a vida.
    O Universo é enorme, mas o homem é fisicamente limitado para ir muito longe.
    E ai????



    E aí a social democracia vai acabar . Regimes piramidais de previdência como o brasileiro já estão insustentáveis. Em breve, todo sistema social democrático estará insustentável, a população em idade produtiva não dará conta de trabalhar para seu sustento, sofrendo ainda mais esbulho estatal para sustentar a parcela improdutiva (que será enorme).
  • Henrique  27/11/2018 16:38
    Li em algum lugar que exportação de commodities, como minérios, é mais lucrativa do que a de produtos industrializados, tendo margem maior. Alguém tem algum palpite a respeito?
  • Malthus  27/11/2018 17:09
    Em que país? Para isso ser verdade, vai depender de várias variáveis:

    1) Custo de produção das commodities versus custo de produção dos industrializados;

    2) Preço de venda das commodities (altamente volúvel) versus preço de venda dos industrializados (bem mais constante).

    3) Salários dos trabalhadores de commodities versus salários dos trabalhadores de industrializados.

    4) Países para os quais se vendem as commodities versus países para os quais se vendem os industrializados.

    5) Grau de sindicalização da mão de obra de cada um destes setores.

    6) Grau de automação e mecanização de cada um destes setores.

    7) Grau de regulamentação e burocracia de cada um destes setores.

    8) Impostos incidentes sobre cada um destes setores.

    Quando tiver a resposta para todas essas variáveis, aí você será capaz de formular a resposta.
  • Libertariozinho  27/11/2018 17:49
    Não existe fórmula para esse tipo de coisa.
    Como o colega acima disse, tem centenas de variáveis.
    Uma outra variável não citada por ele, mas igualmente importante, é a preferência temporal dos consumidores.
    Quem garante que a demanda por esses dois diferentes se manterá em determinado nível?
    Essa é a variável incalculável e de mais peso para empreendimentos.
  • Felipe Lange  27/11/2018 21:14
    Leandro, aquele viaduto que cedeu na Marginal Pinheiros seria um caso similar ao Rodoanel, um projeto de uma incestuosa PPP? Pretende fazer um artigo sobre?
  • Yuri  27/11/2018 22:35
    O viaduto nem era PPP. Era totalmente da prefeitura.

    g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2018/11/26/mp-abre-inquerito-para-apurar-responsabilidade-da-prefeitura-de-sp-por-viaduto-que-cedeu.ghtml
  • Felipe Lange  28/11/2018 01:41
    Vish, pior do que eu imaginava.
  • Vactus  27/11/2018 21:41
    Alguém pode explicar o sistema de comentários nesse site, como letras em itálico e outras. Poderiam também falar sobre os comentários em artigos antigos, que eram lotados de /r no espaçamento entre linhas?
  • Tulio  27/11/2018 22:33
    Clique em "confira nossas dicas de formatação", abaixo do retângulo de comentário.
  • Vactus  28/11/2018 16:05
    Opa, valeu, eu tinha visto essa caixa, mas da última vez que cliquei simplesmente caiu em um bug.
  • Márcio  28/11/2018 11:42
    Se há um grupo de A elementos e queremos escolher B para fazer uma mistura (B
    A!/[(A-B)!B!]

    Se há 100 elementos e queremos escolher 2, o resultado fica 100x99/2.

    O erro do texto está em considerar A+B diferente de B+A, havendo o dobro de resultados.

    Para quatro elementos, também temos que dividir por 4!

    Achei o artigo ótimo, mas favor corrigir esse erro. É um erro insignificante para o conteúdo do texto, mas mesmo assim é bom arrumar, né?
  • Humberto  28/11/2018 13:06
    Esse trecho está em uma citação; ele não está no corpo original do artigo, mas sim em uma citação (do professor da Universidade de Nova York Paul Romer).

    Não creio que se possa alterar uma citação, pois seria fraude.
  • Jacqueline  29/11/2018 12:17
    Esse é o poder do livre mercado em transpor barreiras e desavenças políticas e religiosas.
  • Emerson Luis  14/12/2018 19:23

    Que bom que o Brasil vai se aproximar de países decentes e afastar-se dos indecentes! Afinal, o ser humano tende a ficar mais parecido com suas companhias.

    Havendo mais água no Nordeste, além de mais liberdade econômica, a população nordestina deixará de ser refém de políticos populistas que dão pequenos alívios da pobreza que eles próprios causam ou mantém na região.

    * * *


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