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A lição da Tchecoslováquia: sua separação levou apenas 6 meses. Por que o Brexit precisa de 6 anos?
A separação entre checos e eslovacos foi como o Brexit e as privatizações do Reino Unido combinados

Dois anos e cinco meses atrás, no dia 23 de junho de 2016, o Reino Unido votou para sair da União Europeia. A data de saída está atualmente marcada para 29 de março de 2019, quase três anos após a votação. Mas pode ser postergada ainda mais, pois há um arranjo de transição que pode durar até pelo menos o fim de 2020.

Pior: ainda há uma chance de que a coisa seja postergada até além das eleições gerais de 2022.

Isso seria uma enormidade: seis anos após a votação histórica.  

Tanto a alta hierarquia da União Europeia quanto os medalhões do governo britânico irão dizer que tem de ser assim mesmo, pois a relação entre o Reino Unido e a União Européia é excessivamente complexa e não pode ser desfeita muito rapidamente.

Entretanto, a história nos oferece uma perspectiva diferente. A Primeira Guerra Mundial demorou quatro anos. A Segunda Guerra, seis. Será que é mais fácil conquistar e em seguida perder todo um continente do que separar duas jurisdições pacificamente?

Em vez disso, analisemos o que houve com a Tchecoslováquia. Nasci naquele país, mas nunca penso nele como minha terra natal. E é assim porque antes mesmo de eu ir para a escola, o país já havia se transformado completamente: não só ele havia deixado de ser uma república socialista e um satélite soviético e se transformado em uma democracia liberal, como também havia se separado em duas nações.

Sendo assim, quando me tornei criança, o país em que nasci já não existia mais. Tudo o que sempre conheci, desde então, é a República Tcheca. Toda a história turbulenta — Václav Havel eleito presidente, a Revolução de Veludo, a primeira eleição livre, o início da transformação econômica, Václav Klaus eleito primeiro-ministro, o Divórcio de Veludo — aconteceu nos primeiros seis anos de minha vida.

O realmente interessante em toda essa sequência foi o Divórcio de Veludo. A seguir, um breve resumo da cronologia.

As decisivas eleições ocorridas nos dias 5 e 6 de junho de 1992 viram o partido de Václav Klaus na República Tcheca e o de Vladimír Meciar na Eslováquia obterem a maioria dos votos em seus respectivos parlamentos estaduais, bem como no parlamento federal (a Tchecoslováquia já era uma federação há 20 anos àquela data).

Como consequência, as tensões rapidamente escalaram. Os eslovacos queriam uma federação mais solta — no caso, uma confederação entre as duas repúblicas. Já os checos eram inflexíveis: ou uma federação mais centralizada ou dois países completamente independentes. Como eram medidas irreconciliáveis, o primeiro-ministro checo Václav Klaus se encontrou com o primeiro-ministro eslovaco Vladimír Meciar em Brno no dia 8 de julho e ambos concordaram em separar a federação, dissolvendo a Tchecoslováquia e criando duas nações independentes.

O acordo foi assinado no dia 26 de agosto e Václav Havel renunciou ao cargo neste ínterim (20 de julho). No dia 13 de novembro, foi promulgada uma lei estipulando como os ativos federais seriam repartidos. Doze dias depois, aprovou-se um ato anunciando a dissolução da Tchecoslováquia para o dia 31 de dezembro de 1992.

Questões complexas como a continuidade do parlamento checo, a continuidade das leis, o arranjo dos tribunais e das supremas cortes e coisas afins foram todas rapidamente decididas até dezembro. Uma nova Constituição checa foi aprovada no dia 16 de dezembro.

A Tchecoslováquia foi dissolvida à meia-noite do ano novo. Quando as pessoas acordaram na manhã seguinte, elas já tinham novas nacionalidades, e o parlamento tcheco reelegeu Václav Havel presidente no dia 26 de janeiro de 1993.

Em um período de tempo de meros seis meses, uma abrangente solução foi acordada e colocada em prática. Ativos imobilizados foram distribuídos de acordo com a proporção populacional de aproximadamente 2 tchecos para 1 eslovaco. Emendas aos tratados internacionais assinadas pela Tchecoslováquia foram negociadas e assinadas muito rapidamente pelas duas novas repúblicas, confirmando a continuação destes tratados. Em 1996, os dois países assinaram um protocolo especificando a distribuição das responsabilidades especificadas nos tratados assinados pela Tchecoslováquia.

E tudo isso aconteceu ao mesmo tempo em que a Tchecoslováquia (no caso, seus dois países componentes) estava vivenciando uma maciça transformação econômica.

A Tchecoslováquia estava privatizando estatais e terras públicas em uma escala sem precedentes e a um ritmo nunca antes visto na história do mundo. De certa forma, foi como uma combinação de Brexit com as privatizações da década de 1980 no Reino Unido, só que muito mais complicado. Ao passo que o Reino Unido da década de 1980 privatizava duas empresas por ano, a Tchecoslováquia do início da década de 1990 estava privatizando duas empresas por hora. Somadas, o valor contábil dessas empresas representava uma enorme fatia do PIB. A privatização por meio de vouchers (houve outros métodos de privatização), sozinha, englobou empresas que valiam um terço do PIB da Tchecoslováquia. Tudo isso ocorreu exatamente ao mesmo tempo em que as repúblicas estavam se separando.

E não nos esqueçamos do fato de que a Tchecoslováquia também era uma união monetária. A ideia original era que a moeda, a coroa tchecoslovaca, seria mantida pelos dois países, mas, após a separação, ela não durou nem dois meses, sendo então substituída pela Coroa checa e pela Coroa eslovaca.

Onde há vontade, há um jeito. Duas coisas tornaram possível a separação pacífica do país: a insistência de Vaclav Klaus de que tudo tinha de acontecer rapidamente, antes que os grupos de interesse e os poderosos lobbies tanto empresariais quanto de funcionários públicos pudessem se organizar e criar uma bem-sucedida defesa do status quo; e o fato de que os dois recém-criados governos, apesar de toda a tensão entre eles, trabalharam conjuntamente para impingir, de boa fé, todos os acordos atuais e antigos. Sempre que surgiam diferenças ou questionamentos, eles procuravam soluções amigáveis nas quais nenhum dos lados poderia se gabar de ter saído vencedor. O objetivo sempre era manter possível a cooperação futura.

Ninguém estava propondo divórcios litigiosos ou moções ridículas, como proibir aviões de sobrevoar o espaço aéreo, reter caminhões nas fronteiras, não reconhecer licenças, ou um país continuar tendo jurisdição sobre o outro pelos próximos 100 anos. Tempo e boa fé eram a essência de tudo.

Se os checos e os eslovacos foram capazes de separar todo um país em seis meses, então certamente Londres e Bruxelas podem encontrar uma maneira de extrair uma nação-membro muito mais rapidamente do que em seis anos.

24 votos

autor

Martin Pánek
é o diretor do Instituto Liberal de Praga.


  • Felipe Lange  21/11/2018 10:22
    Acho que poderíamos fortalecer os movimentos separatistas Brasil afora. São Paulo, Nordeste, Sul... só assim chegaremos à mais liberdade.
  • Pobre Paulista  21/11/2018 13:33
    Apoiado.
  • Gustavo  21/11/2018 13:43
    A secessão de São Paulo só funcionaria se a capital São Paulo não viesse junto. Todo o atraso econômico está ali. O lobby da FIESP está ali. As elites protegidas por tarifas de importação estão ali. Os progressistas radicais estão todos ali. A esquerda mais radical do país (pior até que a do Rio Grande do Sul) está ali.

    E, para piorar, no que dependesse da população da capital, o socialista Márcio França seria o presidente do estado. E de lavada.

    Ah, sim, e de todas as capitais do sudeste, São Paulo foi a que mais deu votos para Haddad em termos percentuais. Uma vergonha.
  • Régis  21/11/2018 13:50
    Concordo. Foi um resultado decepcionante. São Paulo é hoje a capital mais esquerdista do sudeste. Aliás, vale lembrar que a cidade do Rio nunca elegeu prefeito abertamente de esquerda. Já a cidade de São Paulo fez isso em 2004 e 2012. E, no que dependesse dela, elegeria também um governador abertamente socialista em 2018.
  • Tarantino  22/11/2018 00:46
    Seria por causa do grande número de nordestinos que vivem em SP? SP é a maior cidade nordestina e nortista do Brasil.
  • Lel  22/11/2018 10:20
    Concordo, Tarantino. Essa é minha opinião também.
  • Eduardo   24/11/2018 08:51
    Correção: Elegemos sim, Saturnino Braga, em 1985, mandato de 1986 a 1988, quando decretou a falência do município do Rio de Janeiro. Um fiasco e, ao mesmo tempo, uma lição para nunca mais repetirmos esse erro na história.
  • Pobre Paulista  21/11/2018 14:34
    Poderia ir junto sem o menor problema. Em caso de secessão, a chance da capital conseguir regulamentar qualquer coisa sobre o interior seria próxima de zero.
  • Bruno  21/11/2018 17:41
    Aqui em Santos e no Interior do estado esses progressistas não tem vez, Bolsonaro deu de 10 a 0 nessa turma, o França com o Dória só que foi dividido em Santos mas talvez foi outro game, difícil avaliar assim porque o Dória decepcionou os paulistanos e o frança não é visto como socialista pela maioria, então talvez seja uma analise equivocada julgar pela eleição de governador.

    Mas com certeza no estado de SP se separando, progressista não tem vez.
  • André  08/12/2018 20:51
    A secessão poderia ser interessante com ou sem São Paulo capital. Mas, hoje, tenho mais dúvidas do que a ideologia me permitia ter. Com a capital, caso o progressismo reine, fica fácil migrar para fora, os estados ao redor, de mesma língua, mesmos costumes, etc. O progressismo gosta de grandes territórios porque assim consegue tirar verba de quem trabalha e distribuir, sabendo que é difícil para qualquer cidadão fugir do regime quase escravo. Por outro lado, uma independência absoluta em várias nações menores pode virar, em um futuro próximo, a deixa para a demanda de algum governo internacional, como a União Europeia.

    Entre um território grande, como é o Brasil, e federalismo (de verdade), deixando o dinheiro nos estados membros e liberdade para definir leis e impostos, e um território repartido que em vez do federalismo (que ainda tem políticos eleitos pelo povo) é governado por burocratas não eleitos (na linha ONU/União Europeia), passando aos cidadão uma ilusão de independência tão grande quanto a dependência real na centralização, certamente prefiro o primeiro arranjo.

    É muito interessante pensar apenas em princípios liberais, mas devemos lembrar que o mundo contemporâneo está com uma tendência pró centralização que se aproveita de nações pequenas. Dado isso, manter uma nação grande tornou-se um meio de fugir desse erro ridículo, valorizando a soberania e brigando por uma divisão federal interna, sem secessão. Sinceramente, não botaria a mão no fogo vendo que na Europa está dando merda.
  • Thiago  13/12/2018 19:33
    Perfeito ! Concordo plenamente !
  • Felipe Lange  21/11/2018 20:19
    Como você fez para colocar foto no seu "perfil" aqui no Instituto Mises?
  • RDNAZEV  22/11/2018 00:18
    Depois da separação por regiões, veremos Rio querendo se separar de São Paulo. Guerra entre Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

    Não obstante, veremos, Barueri se separando de Osasco, São Paulo depois Campinas? Logo após se separarão por bairros?

    Me perdoe, mas, para mim, pessoas com este tipo de raciocínio espúrios não merecem sequer que a própria opinião seja retrucada.

    Quando o ser humano chega à este ponto, dizendo que seus problemas são por causa dos outros, eu sugiro que chegou o momento de procurar um psicólogo com urgência.

    Lembra-me muito a segunda frase que o professor Olavo de Carvalho fala no vídeo abaixo:

    www.youtube.com/watch?v=wDJ7lJpvjgg

    Engraçado que as pessoas que estão por trás de movimentos separatistas, por viés modista, e por puro ódio e por uns se acharem melhores que os outros, mas continuam comendo do mesmo prato de esterco, são sempre muito bem financiados. E quando tocamos nesses assuntos, agem que nem os esquerdistas, tentando abafar.

    Então fica meu questionamento: Quem está por trás dos ditos cujos "movimentos separatistas" no Brasil? Será que são os mesmos da Catalunha, amigos de Maduro e Hugo Chavez?!

    Já sei, só mudaram o nome. São os mesmos . Como sempre. A minoria. Os famosos Movimentos Sociais, tão aclamados e amados pela esquerda. Comedores de pão com mortadela.

    Para este só tenho à responder: A teta vai secar, aceitem que doí menos. Chega de viver do MEU imposto. Quero meu imposto sustentando saúde, educação, segurança, e não vagabundo (perdoem-me pela palavra, não existe outro adjetivo para estes calhordas).

    Então, vamos fazer o seguinte?

    O próximo governo federalizará os Estados. Agora cada um cuidará da própria riqueza, não podendo mais sequer usufruir a riqueza alheia.

    Vamos saber agora, de verdade, quem é quem nesta miraculosa novela "Eu ti sustento, mimimi".

    Aí a gente volta aqui, e debate este assunto. O que acham?
  • Felipe  22/11/2018 00:40
    Pela sua lógica perturbada e insana, as populações de Estônia, Letônia e Lituânia que queriam se separar da União Soviética e se tornar livres eram, na realidade, pessoas de "raciocínio espúrios", que precisavam de um "psicólogo com urgência", e que comiam "prato de esterco".

    É cada imbecil que despenca de pára-quedas por aqui que dá até dó...
  • Silvio  22/11/2018 00:45
    Não, e a melhor parte é a criatura dizer que secessão é coisa de esquerdista "pão com mortadela", sendo que a esquerda tem ojeriza à secessão (pois gosta de tudo centralizado e coletivizado) e sendo que praticamente todos os movimentos secessionistas são de direita (vide estados americanos durante o governo Obama).

    Pior ainda: o sujeito diz que secessionista é gente que quer viver dos impostos alheios, sendo que é justamente o contrário: quem quer se separar é exatamente quem não quer mais bancar os outros. Já quem quer ser sustentado é exatamente quem é contra a secessão.

    Ou seja, o sujeito é tão ignóbil que ele não só não sabe do que fala, como ainda entende tudo completamente do avesso.
  • Tarantino  22/11/2018 00:53
    O que eu acho? O que VOCÊ acha de contribuir com quase 40% dos impostos no país e ficar com menos de 10% ?
  • RDNAZEV  23/11/2018 04:05
    Zona Franca de Manaus produz. Quase nada fica lá.

    Porém, uma parte deste produto, vai para São Paulo hoje, apenas para pegar um selo, e de lá ser vendida para o país inteiro.

    São Paulo está colonizando Manaus? Será que São Paulo não está no linguajar mais chulo "gozando com o pau dos outros"?

    Lhe pergunto porque é isto que acontece. Lembro quando morei lá. Antes tudo que produzia lá, era vendido por lá mesmo, e muito mais barato.

    Do nada decidiram cortar as pernas de Manaus, e decidiram que, ela apenas produz e fica com as migalhas, e quem reina com a maioria da receita do que produzido lá, é São Paulo.

    Então seria justo dizer que Manaus sustenta São Paulo?

    Acha que demais regiões do Sul Sudeste não fazem o mesmo com demais regiões do país?!

    Pois é, a federalização vai acabar com isso. Cada um vai ficar em seu devido lugar, e vamos saber quem realmente mais produz ou não no país.

    Tenha certeza que haverá cidades do Nordeste que irão surpreender o país inteiro.

    Então faço outra pergunta: Quem tem a mentalidade de mandioca, você, ou eu?

    Na boca colega, só estou tentando vos ajudar. Vos "desdoutrinar".

    Parem com este rei na barriga em dizer que "nós somos melhores eles são piores". Parece que vivem tentando se convencer disso à toda custa.

    Não seria isso complexo de inferioridade, em vez de complexo de superioridade.

    Para mostrar que é melhor que os demais, precisa cuspir na cara dos outros?

    Falas como se apenas o Sul / Sudeste produzisse, e os demais tivessem esmolando.

    Posso lhe falar que tem mais gente bem vestida, vagabunda, que nem quer trabalhar, vivendo uma vida que é mais fácil, no Sul / Sudeste, do que no Norte / Nordeste e Centro-Oeste.

    Só quem viveu por lá sabe o quanto esse povo rala e trabalha de verdade, e possui um Estado, Governo, corrupto, que os roubam e vos tiram o direito de sonhar.

    Lá, eles pagam, R$ 500,00 reais só de luz, e 300 reais só de água. Você deve nem pagar 300 juntando os 02.

    Então lhe pergunto novamente, quem é mais rico, eles, ou vocês?!


    Abs.
    Abraços. E deixa de ser ignorante. Já estamos no século 21. Saia da idade da pedra. Evolua.
  • Ruan Dalacorte  25/11/2018 00:46
    Não adianta trabalhar quantidade sem qualidade, se trabalhar bastante desse dinheiro catador de latinha tava rico, eles ainda plantam feijão e cuidam com a enxada... Há dois anos vi uma reportagem no G1 em que o prefeito de uma cidade pequena nordestina abriu uma enquete para decidir se gastaria 300 mil em uma ambulância ou festa de São João (a festa estava vencendo até a publicação), então com essas informações presumo que haja um problema de acumulo de capital, e em que a população acaba gastando todo o dinheiro em consumo ao invés de investimento.
    Nordeste é colonizado e explorado a pelo menos 400 anos, Chapecó 100 (onde moro), a região nordeste devia ser muito mais rica, porém não houve acumulo de capital na região, o motivo disto foge ao meu conhecimento.

    Quanto a Manaus, a produção acontece lá porquê há isenções fiscais (não posso afirmar em que proporção), no fim das contas, não é quem vende que fica com o dinheiro? Meu climatizador veio de lá, meu dinheiro foi para as empresas e trabalhadores de lá, o que eles fazem com esse dinheiro não é problema meu.

    E o governo que rouba o dinheiro... mesmo que não consideremos impostos roubo, apenas a corrupção, em uma cidade com 3 mil habitantes, 9 vereadores 2 mil/mês cada um, prefeito e vice consomem uns 30mil (sim acredite) e pelo menos uns 5 secretários com despesas de pelo menos 8 mil (salário+"direitos") totaliza 88 mil/mês que a população poderia investir em meios de produção para aumentar sua produtividade (1 milhão por ano). Isso sem entrar nos desperdícios e outras despesas desnecessárias, a imaginação é o limite do desperdício.
  • 5 minutos de ira!!!  26/11/2018 13:14
    Não é complexo de superioridade, é complexo de LIBERDADE.

    Você mesmo viu o problema, mas errou no diagnóstico:
    Acredito, sim, que as cidades do Nordeste, caso fossem separadas, surpreenderiam. Bom pra elas. Ficaram amarradas por séculos ao poder central.
    Entendeu? o vilão do atraso no Nordeste não é São Paulo....... É Brasília!!!!!!!!!!!!!

    Quando o movimento O Sul é Meu País diz que quer separar os três estados do Sul, ele quer se livrar de Brasília e não do Nordeste!!!!! Pelo contrário, quer comercializar como sempre, só não quer um poder centralizado mandando e desmandando em cada região.

    Entenda uma coisa de uma vez por todas:
    xenófobos e racistas querem secessão por um motivo;
    Lebertários querem secessão por outro motivo totalmente diferente!!!!!!!!!!!!!!!!!

    O mesmo vale para a liberação de armas de fogo, leis trabalhistas, bolsa família.......

    Estamos todos no mesmo barco e secessão não é pra prejudicar ninguém. É bom pra todos!!!
  • Jean Carlo Espirito Santo  27/11/2018 11:43
    Acho que deveria dividir o Brasil em 4 Nações de proporções iguais!
  • reinaldo  21/11/2018 13:09
    Poderia acontecer no brasil o exemplo do leste europeu: 27 nações independentes, ou no minimo, 27 membros independentes de uma federação, com Brasília ocupando o mero posto de mediador entre as partes.
    Sem nenhuma criação de leis federais e normas valendo no país todo.
    cada estado por si e todos enriquecendo com o comércio entre si e com o mundo.
  • Gustavo A.  21/11/2018 13:15
    Imagina, em SP nunca teríamos sido governados pelo PT.
  • Régis  21/11/2018 13:49
    No estado realmente não. Mas a capital é tarada com o PT.
  • Fellipe Andrade  21/11/2018 20:58
    Não, não. A Capital não compactua com o PT e nem aguentava mais (economicamente) a vinda de outro governante ao estilo Estadista de ser. De certo, os poucos apoiadores do partido eram "importados" ou extremistas intelectuais da UNB (rebeldes sem causa).
  • Marcelo Ferreira  21/11/2018 13:12
    Separatismo é visto com maus olhos por boa parte da população brasileira (assim como qualquer outra medida em pró da liberadade).
    Qual o caminho mais efetivo, além de disseminação das ideias, para se atingir a secessão?
  • Eliseu  21/11/2018 13:44
  • RDNAZEV  22/11/2018 00:25
    Apenas complementando meu comentário anterior.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2905

    E não são separados. A federalização do próximo governo corrigirá isso.

    E se está insatisfeito, sugiro pegar um voo para Venezuela, ou Cuba.

    Mas como vivemos em uma democracia, vá para onde você admira ou acha melhor que o Brasil.

    Se está insatisfeito de viver aqui, você é livre para deixar o país. Você sabe disso.

    Movimentos Separatistas = Movimentos Sociais = Financiados = Socialistas = Comunistas

    Movimentos Infiltrados para Dividir e Conquista = Norte vs Sul , Leste vs Oeste, Pobre vs Rico, Preto vs Branco, Homem vs Mulher, Jovens vs Idosos

    Muito mimimi.
  • RDNAZEV  22/11/2018 00:27
    O que está por trás disto é que o plano globalista de tornar o Euro um único reino falhou. E eles não querem aceitar isso. Por isso o choro.

    Mas a estátua da profecia do profeta Daniel é clara. O último reino será um reino fraco, dividido. O Euro é a prova do que está ocorrendo. E não há nada que possa conter esta profecia.

  • Marcelo Ferreira  22/11/2018 12:30
    Esse "RDNAZEV" é tipo o capital imoral ou ele está falando sério mesmo?
  • guinter89  23/11/2018 11:04
    Hahahaha
    Acho que é tipo o capital imoral
    Acho que a descentralização de poder é fundamental. Não necessariamente por movimento separatista, mas vejo que se o PT tivesse vencido as eleições o movimento aqui do Sul teria ganhado muita força. Teve cidades aqui com 80% Bolsonaro no segundo turno.
    Quanto ao rapaz que falou que PR ia brigar com SC é RS é tudo ia ser uma confusão, não procede. Entre todas as pessoas aqui do Sul que conheço há um grande respeito pelos outros Estados, e há um intercâmbio cultural muito grande entre os povos aqui desses Estados.
  • Capital Imoral  21/11/2018 13:24
    O racismo tecnológico no Brasil

    O Dia da Consciência Negra é lembrado principalmente por um líder guerreiro conhecido como Zumbi dos Palmares. Zumbi liderou o maior quilombo em defesa dos negros em uma época que negros estavam impedidos de viver como os brancos. A sociedade escravocrata fazia de tudo para boicotar qualquer tentativa de independência negra, tanto em âmbito social como econômico. Mas o que tudo isso tem haver com o nosso presente? O tempo passou, mas os mesmos impedimentos ainda existem. No artigo de hoje vamos aprender sobre um novo tipo de racismo: o racismo tecnológico.

    Para explicar devidamente o fenômeno racista de nosso tempo é preciso ter em mente que o pensamento liberal e conservador ocupou novamente uma posição de prestígio em nossa sociedade. É importante ter Isso em mente porque o que está ocorrendo é um breve apagão social em nossa história, é como se o negro perdesse, novamente, o poder institucional e social. Lembre-se, por exemplo, que o governo do PT foi marcado por uma assistência maior a grupos étnicos e minorias, que foram vitimadas por Deus, ao serem colocados em um mundo infestado por brancos.

    O maior problema do pensamento liberal está na indiferença para com a luta negra. É uma ideologia que não nasceu nas senzalas, mas nas mansões; uma ideologia criada por brancos, para brancos, com chantilly branco. Se houvesse uma cor que para definir o liberalismo, essa cor seria o branco. É uma cor seca de ódio envolto de uma falsa pureza de homens burgueses. São porcos que utilizam essa cor como representação de limpeza e moral social. O branco carrega consigo um naturalismo que mata negros, neoliberal. Sabe Por quê? Porque negam à dívida histórica e colocam todos reféns de uma suposta paz do capital. Paz essa semelhante a Pax Romana onde todos os negros e minorias são explorados pelo capitalismo. Eu não quero esse tipo de paz! Eu quero os meus direitos! Eu quero que todos os negros fiquem em seus apartamentos de luxo usando Macbook, Iphone, Bicicleta Cool, e que ninguém tenha que trabalhar. O objetivo da humanidade deveria ser criar um ambiente social em que todos fossem cult, bonitos, vegetarianos, igual o Pinterest.

    Spartacus é o novo Zumbi dos Palmares
    A tecnologia apenas representa como o preconceito ainda é forte no Mundo. Você sabia, por exemplo, que ainda existe escravidão de negros no Youtube? Que brancos nascem com toda estrutura econômica e social para ter um canal famoso enquanto negros têm que trabalhar nas lavouras para pagar por um Macbook de 20 mil? É evidente que existe uma exploração da mais-valia redirecionada a negros e minorias. É evidente que negros estão sendo boicotados nas plataformas digitais pelo público branco. Essa é a natureza do racismo tecnológico. Existe uma barreira tecnológica e social controlada pela nova ordem mundial branca, cristã e conservadora.



    Um jovem negro revelou toda a hipocrisia que há por trás desse "livre mercado de ideias". As denúncias no vídeo acima são muito graves e revelam como o capitalismo está impedindo o sucesso dos negros no ambiente digital. Spartacus é um herói, que usa sua forma de trabalho como arma contra o racismo tecnológico. Foi assim que nasceu, em pleno século 21, os quilombos virtuais. São pequenos canais, contas e espaços virtuais onde a cultura negra sobrevive. Foi ele quem colocou as cartas na mesa. Nós, minorias, não podemos nos rebaixar tecnologicamente a branquitude. A cultura negra deve viver com independência tecnológica, e isso me leva a um ponto importante: Precisamos pensar em cotas para negros em compras de produtos Apple. Por que não podemos ser limpinhos igual às pessoas do comercial da Apple? Por que não podemos usar roupa cool e escrever artigos no Médium em um Macbook? Por que temos que ter um computador lixo, de pobre, fedorento, para fazer edições de vídeo? Chega! Eu estou cansado de ser boicotado por barreiras tecnológicas assim como Zumbi dos Palmares foi boicotado socialmente. A cultura negra deve viver com o que há de melhor tecnologicamente, e nós, como sociedade que tem uma dívida histórica para com os negros, temos a obrigação de financiar isso.

    Ninguém solta a mão de ninguém.

    Notas
    {1} Cara, eu fiquei tão na bad com a eleição de Bolsonaro, que não tive forças para escrever. Apenas fiquei no meu apartamento comendo chocolate, salgadinho, e assistindo Netflix.

    P.S - Eu tenho certificado da Adobe para falar em nome dos negros.

    Capital Imoral é filósofo, escritor e já refutou Mises.
  • Lucas Sanches  21/11/2018 14:28
    Quanta baboseira, jovem. Não vivemos momento de negros contra brancos, não temos supremacias brancas e em todo o lugar que o negro quiser ir, ele vai. Pois possui as mesmas capacidades que um branco.

    Esse comentário seu não passa de um clássico "mi mi mi" político partidário.
  • Cristian  22/11/2018 12:48
    Lucas Sanches.
    O Capital Imoral é o cara mais irônico aqui do Mises. Ele é o dono dos melhores comentários refutadores por aqui hehehe
  • Pérsio   21/11/2018 15:02
    Caro Capital Imoral,
    Por que um Dia da Consciência Negra? Que tal pensar nas outras etnias que ajudaram a construir o Brasil?
    Dia da Consciência Lusa.
    Dia da Consciência Germânica.
    Dia da Consciência Nipônica.
    Dia da Consciência Britânica.
    E por aí vai...
    Tá com muito tempo livre, pra ficar pensando em feriados?
  • joao  21/11/2018 16:21
    hahahaha Capital Imoral mito hahaha
  • wesley reis  21/11/2018 16:42
    ZZZzzzzzzzz
  • Gustavo A.  21/11/2018 17:15
    Vcs já pensaram em repostar algum comentário do Capital Imoral em algum site de esquerda ou no face para ver se alguém leva a sério e replicaria achando ser um justiceiro social?
  • Vinicius  23/11/2018 08:53
    Ótima ideia, vamos postar no Brasil 247? Kkkkkk
  • Vactus  23/11/2018 15:44
    Gustavo A. Eu fiz isso que falou num canal comunista do youtube _Saia da Matrix_ , um cara levou a sério e respondeu isso:

    Vactus: Origin Exatamente! Penso que é impossível entender História do Brasil sem admitir que seu princípio fundamental foi a escravização dos negros como força motriz de toda geração de riquezas econômicas e políticas. É, sem dúvida, o fato principal entre todos esses séculos. O Brasil foi, de longe, o país que mais comprou negros para escravizar. Negar isso é como tentar explicar Segunda Guerra sem considerar o Holocausto como seu elemento principal. Aliás fala-se em Holocausto negro, o que é bastante pertinente tendo em vista o que se fez com os povos africanos por mais de 20 séculos de história. Joseph Conrad fala sobre o horror imperialista na África, na sua novela "o coração das trevas". Todo horror e absurdo sempre fundamentados com aquele discurso moralista de levar o progresso e moral para os bárbaros, "missão civilizatória". Pode reparar, é igualzinho ao discurso neoliberalóide que existe hoje, que o empresário bonzinho deve ser liberado das cargas tributárias para salvar os pobres do desemprego dando o trabalho para eles e gerando renda para todos!
    Infelizmente não vejo nenhum historiador assumir essa bandeira de fato;. todos aqueles que fazem estudos acadêmicos sobre a negritude e a participação negra na História do Brasil faz em recortes específicos demais, e ninguém adota como princípio básico a escravização dos negros como a base de toda estrutura que vivemos hoje. Acho que apenas o historiador Jessé Souza, em suas obras, lança luzes a respeito de uma tese assim.
    Sobre racismo tecnológico, cara vai piorar muito isso que você falou... Temos que abrir os olhos com essa conversa de ensino à distância na educação básica (foi aprovado aquela porcentagem de matérias ead do currículo no ensino médio, não é mesmo?). Devemos lembrar que grande parte da população não tem internet, muito menos computador ainda. Isso vai afetar em cheio a juventude negra e empobrecida, que eu acredito que muitas vezes acessa internet pelo celular através de plano de dados somente. Isso vai aumentar o índice de evasão escolar que já é grande. É uma desgraça isso. Quando se dá um passo para frente com políticas afirmativas como o ENEM, Prouni e FIES, dá 10 passos para trás com uma dessas! O movimento de resistência deve reagir como puder; Não é má a ideia de desobediência civil; já passou muito da hora de organizar algo nesse sentido. Mas como articular isso??
  • Matheus Ogusuku  21/11/2018 20:05
    Cara, nem sei o que usou, mas receite o fornecedor.
    Não vou perder meu tempo para refutar tudo, então vou pegar apenas os seus últimos argumentos, sobre a "dívida histórica" para com os negros.
    Pra início de conversa, a escravidão africana se iniciou com a conquista de povos rivais na Àfrica, não foi o português quem escravizou, esse apenas comercializou com povos africanos, que talvez você não saiba, foi uma relação obrigatória ( em um primeiro momento, após viu-se que era interessante esse comércio ), já que esses povos africanos não eram pacíficos. Em suma, caso os portugueses não entrassem em acordo com as exigências daqueles povos, eles seriam escravizados. Vejamos bem, eles eram em menor número, assim como ocorreu com os povos indígenas aqui no Brasil, ao qual fala-se que os portugueses dizimaram ( a maior parte se converteu pro cristianismo e modificou o nome, tornando-se não mais índios ).
    Nós - pessoas como eu, brancas - não somos culpados da escravidão, e não somos obrigados a aceitar cotas, já que nos diferenciam, dificultando nossas vidas - no meu caso numa entrada a uma Universidade. E pessoas como você também não deveria aceitar, pois passa a ideia que vocês não são capazes de entrar sem ajuda estatal, passa a ideia que negros são inferiores e incompetentes. Além de dividir o povo brasileiro - visto nas eleições, o Brasil está completamente dividido, e você choramingando porque Bolsonaro ganhou ? Você deveria estar comemorando de retirar o PT do poder. Essa ideias de dividir pra conquistar não irá colar mais no Brasil, e se você não aceita, continua chorando. Ideias comunistas pregadas com o Desconstrucionismo associado ao Socialismo Fabiano acabaram - pelo menos espero.
  • Tarantino  22/11/2018 01:00
    O Capital Imoral é uma figura folclórica aqui no Mises. Deve estar morrendo de rir de ver os outros se debatendo.
  • danir  22/11/2018 00:03
    Acredito que você poderia mudar de nome (codinome) para Imoral ou então Capital Humorístico, dependendo das intenções reais por tras dos seus textos. Mises apoiaria a idéia.
  • Skeptic  22/11/2018 02:37
    HAHAHAHHAAHHAHAAHAHH
    Excelente, capital! A cada dia vc se supera!
    Obrigado por refutar Mises!
  • Rafa  22/11/2018 10:28
    Esse Capital Imoral é o melhor "troll" que existe, nunca vi "trollagens" tão elaboradas...
  • Erika Gouveia  26/11/2018 15:03
    Capital Imoral o melhor, MITO!!!!
  • Jadson Nascimento  21/11/2018 13:51
    Pessoal, desculpem minha falta de conhecimento profundo sobre o Brexit, mas gostaria que vocês me respondessem precisamente oqual o medo que o Reino Unido está tendo em relação a separação com a União Européia que está fazendo com que haja toda essa burocracia?
  • Humberto  21/11/2018 14:04
    A elite política nunca quis se separar. Tudo isso foi um movimento totalmente popular e anti-político (mais ou menos como o fenômeno Bolsonaro no Brasil). Logo, dado que o Brexit está sob a gerência da elite política, e dado que esta não quer se separar, então não é preciso ser nenhum gênio pra entender o motivo da postergação.

    O objetivo, aliás, é fazer a população se cansar e desistir da saída.
  • Gary  21/11/2018 14:21
    1) O acordo do Brexit tem 585 páginas.

    edition.cnn.com/2018/11/15/uk/brexit-draft-agreement-full-text-gbr-intl/index.html
    www.bbc.co.uk/news/av/uk-46218696/brexit-agreement-what-does-the-585-page-document-say
    news.sky.com/story/brexit-what-ive-learned-sifting-through-585-page-draft-withdrawal-agreement-11555245

    2) Sempre que políticos votam para implantar um documento de 600 páginas, o qual foi escrito por burocratas do alto escalão, as liberdades dos cidadãos irão diminuir. O diabo está nos detalhes e, nesse caso, há muitos detalhes onde o diabo pode entrar.

    3) O documento é cheio de concessões. Só que a turma pró-Brexit não quer nem ouvir falar em conciliações e concessões; já a turma anti-Brexit não quer nem ouvir falar em separação.

    Logo, não há como avançar.

    4) Theresa May nunca foi fã do Brexit. Ela está fazendo tudo contrariada (mesmo porque pegaria mal ela não fazer nada e ignorar um resultado democrático). Logo, ele irá empurrar com a barriga o máximo possível.
  • Ludmila  21/11/2018 13:57
    Acho que foi tocado um ponto primordial: "Onde há vontade, há um jeito".
    Creio que se pudessem, o brexit seria revogado.
  • Pérsio   21/11/2018 14:34
    Concordo!
    E tem mais uma coisa. Tchecoslováquia desmenbrar em dois países tinha pouca gente envolvida. União Europeia tem o que, 12? 15? 18? Deve ser mais difícil mesmo. Mas é um direito dos Britânicos, a coisa virou bagunça. Vide a Grécia. O exemplo do divórcio ficou perfeito. NINGUÉM casa pra separar. Quando acontece, é doloroso. Mas muitas vezes éa única opção. Que o Brasil vai prosseguir isto me parece ÓBVIO. Mas vai demorar um pouco mais e faz sentido. Muitos países diferentes envolvidos. Muitos interesses em conflito. Comparação com a Tchecoslováquia foi infeliz.
  • Pérsio   21/11/2018 15:03
    Saiu truncado o meu texto. E Brexit. Perdão pelo corretor ortografico
  • Henrique  21/11/2018 15:32
    Mudando de pato para ganso: alguém acha que a construção de Brasília foi benéfica?
  • PESCADOR  21/11/2018 16:10
    Benéfica para os parasitas da política e do estado sim. Para o povão, não.
  • Luiz Novi  21/11/2018 17:27
    A construção de Brasília foi feita pelo presidente JK, o qual imprimiu moeda e se endividou, jogando a conta para os anos seguintes. Recursos obtidos através da coerção da riqueza criada pelo setor produtivo vem em forma de perda do poder aquisitivo para população e necessidade de aumentar impostos para pagar a conta. Como disse o PESCADOR, bom para os parasitas da política e ruim para o povão.
  • Olimpio Mourão  21/11/2018 16:55
    Sendo as desvantagens da construção de Brasília mais que óbvias e inúmeras, entre as poucas vantagens e muitas delas já se perderam ou foram benefícios colaterais de tamanho dano estão:

    -Quebra do status quo da elite política carioca dominante na época;
    -Interiorizar o poder levou a aumentar o interesse do agronegócio com mais alto capital para o cerrado;
    -Viabilizar uma conexão terrestre entre Sudeste e região Norte;
    -Abrigar no isolamento o regime de exceção anticomunista que governou o Brasil de 1964 a 1985, se a capital ainda fosse no RJ tal regime seria muito mais instável do que foi e até mesmo cair, deixando o país a mercê da esquerda revolucionária.
  • Pensador  21/11/2018 19:45
    Boa tarde!

    Um texto excelente mas que eu acho que no Brasil vai ser muito difícil acontecer.

    Porque o Brasil não passar a ter logo 5.570 municípios-nações aí pode ter governos liberais, "anarquistas", monarquistas, comunistas, progressistas, conservadores, religiosos...

    Vai ter todos os tipos e para todos os gostos e se eu não gostar pego um ônibus e vou para a cidade-nação mais próxima ou de minha preferência(isso se os comunistas deixarem é claro).

    Um dos problemas é que pode ter um forte movimento migratório onde as pessoas que elegeram comunistas (progressistas e revolucionários) vão tentar eleger ou passaram a eleger outros comunistas(levar a falsa mensagem do paraíso terrestre para outros). O outro problema seria as pessoas que tem maior capacidade de criar valor valor vai junto com as que tem pouco capacidade de criar valor só ver o ranking que o Brasil ocupa na educação.

    1- desacredita o comunismo e depois secessão
    2-secessão primeiro e não desacredita o comunismo voltando com força( o ciclo se reinicia).

    No leste europeu o comunismo (nazismo, socialismo) foi desacreditado primeiro(sempre) e só depois caiu de podre.

    Eu concordo com a separação mas primeiro tem que desacreditar o comunismo o máximo que puder (nas eleições Darth Maldadd ficou acima de 40% onde este a meu ver não deveria ter nem 1%).

    Então o processo no Brasil é mais complexo de fato.

  • Pobre Paulista  22/11/2018 15:13
    Exato, essa é a idéia!

    Mas tem gente aí falando que separatismo é, abre aspas, coisa de esquerdista, fecha aspas. Hahahhahahaha.
  • Skeptic  22/11/2018 02:56
    Por que as pessoas, geralmente sem nenhuma informação sobre o assunto, automaticamente acham que o Brexit é ruim ou foi um erro?
  • joaodasilva  22/11/2018 14:44
    Porque foram doutrinadas na escola a acreditar que:

    (a) separatismo ou secessão são pecados tão graves quanto pedofilia. É errado por dogma e nem ao menos se discute por que alguém pode ter esse desejo;
    (b) integração dos povos é lindo, quem é contra é mau, xenófobo, racista, preconceituoso ou isolacionista;

    Ninguém para para pensar que União Européia significa centralização de poder na mão de poucos, altos custos de manutenção de um corpo burocrático gigantesco, intervencionismo estatal, regulamentos para tudo, inclusive para a curvatura ideal do pepino ou da banana, subsídios a produtores ineficientes, protecionismo, importação de inflação, vinculação da economia de um país a de outros com déficits fiscais gigantescos, dentre outros inúmeros outros problemas.
  • Skeptic  23/11/2018 06:36
    Verdade! A grande mídia também defende o status quo de uma maneira tão explícita que é inacreditável.
  • Pobre Paulista  22/11/2018 11:23
    Não bastasse as Olavetes, agora a TFP quer dar pitacos por aqui hahahahhahaha

    Acho ótimo, continuem
  • Rodolfo Andrello  22/11/2018 12:06
    Participando de um grupo de discussão sobre carreira diplomática, observo a cada dia o quão impregnado de esquerdismo é o pensamento de política externa. Recentemente ao se discutir um possível acordo comercial entre Brasil e Chile, os membros desse grupo que participo não se cansavam de enfatizar: mercosul, mercosul, mercosul, mercosuuuuuuuul!
    Isso por quê são pessoas com impressionante nível de leitura (a bibliografia para ingresso na carreira diplomática é extenuante), fora todos os estudos em idiomas que são cobrados na prova de ingresso.
  • Áncash  22/11/2018 13:16
    Curioso para ver como vocês brasileiros farão para se abrir ao comercio mundial após décadas de trapalhadas, seus produtos com tantos impostos não possuem nenhuma competitividade para concorrer e o povo é cabeça fechada demais para uma abertura unilateral, implicam até com arroz paraguayo e vinho argentino.
  • Mila  22/11/2018 16:42
    Capital Imoral é muito hilário! Quanta criatividade!
  • Emerson Luis  14/12/2018 18:47

    Comportamento passivo-agressivo: a pessoa sente o impulso de agredir, mas não consegue ou não quer fazê-lo diretamente, então finge aceitar passivamente a situação, mas ataca indiretamente com atrasos, erros básicos perfeitamente evitáveis, etc.

    * * *


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