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Você trocaria um aumento de até 30% em seu salário pela manutenção da previdência social?
O assalto ao trabalhador vem disfarçado de ‘direito social’

Uma pergunta: você, empregado com carteira assinada, trocaria um aumento de uns 20% a 30% em seu salário, hoje, por uma promessa, feita por políticos, de que você irá receber algum dinheiro daqui a 20, 30, 40 anos?

Se você defende a previdência social[1], então, por definição, a sua resposta a essa pergunta deveria ser positiva, sem titubear. "Sim, senhores políticos, troco! Fiquem à vontade para levar até quase um terço do que eu ganho. Pela previdência, vale a pena!"

À primeira vista, defender a previdência social pode não parecer o mesmo que abrir mão de um aumento imediato de 20% a 30%. Mas é.

O seu próprio comprovante de pagamento, ao fim do mês, traz um desconto que certamente você já notou (caso seja minimamente atento). Esse desconto pode chegar a 11% do seu salário, o que não é pouca coisa. Essa é a fatia que você paga compulsoriamente ao INSS (embora tal pagamento seja eufemisticamente chamado de "contribuição").

Mas não pára por aí. Adicionalmente, há outro custo da previdência social que equivale a outros 20% do seu salário. No entanto, tal custo não aparece descontado em seu comprovante de pagamento; ele fica escondido na contabilidade do empregador. Pior: a cortina de fumaça contábil faz parecer que esses 20% adicionais são pagos ao INSS pelo "patrão", e não por você, assalariado.

Ledo engano.

Na aparência, as coisas são assim: o assalariado paga ao INSS de 8 a 11% do seu salário bruto. Já o patrão paga, também ao INSS, mais 20% sobre esse mesmo salário bruto. E muitos acreditam que esses 20% são um custo exclusivo do patrão, não sendo arcados pelo assalariado.

Mas eis o que realmente ocorre.

1) Você é meu empregado. Eu lhe pago R$ 1.000 de salário bruto mais R$ 200 de contribuição patronal ao INSS (e mais R$ 80 de FGTS, mas deixemos isso de lado).

2) Isso significa que você, para me ser útil, tem de produzir no mínimo R$ 1.200 (o valor correto seria R$ 1.280 por causa dos R$ 80 do FGTS, mas, de novo, vamos ignorá-lo para simplificar o debate).

3) Esse é o seu custo para mim: R$ 1.200 (estou também desconsiderando vários outros encargos, apenas para facilitar o raciocínio). 

4) Se você não criar valor de pelo menos R$ 1.200 para mim, não irei lhe contratar. Logo, esses R$ 1.200 (salário bruto de R$ 1.000 mais R$ 200 de INSS) são um dinheiro que poderia ir perfeitamente para você. Afinal, esse é o valor que você me custa. 

5) É óbvio que esses R$ 200 dados ao INSS saíram do seu salário. Trata-se do seu custo para mim. Se eu, o patrão, estou arcando com ele é porque você, o assalariado, está produzindo esse valor. É exatamente da sua produção como empregado que saem esses R$ 200. Você, como empregado, não ganhou nada a mais. (E, não fosse essa alíquota de 20%, você poderia ter esses R$ 200 acrescidos ao seu salário.)

Ou seja, muita gente acredita que esse pagamento de 20% ao INSS "sai do lucro" do empregador, e não do salário dos empregados. Chegam a rotular todo esse esquema de "conquista social", como se fosse uma "vitória" dos trabalhadores sobre empregadores, finalmente forçados a temperar sua "ganância", a reduzir seus ganhos e a fazer "contribuições patronais" para a aposentadoria de seus empregados. Doce ilusão.

Como o empreendedorismo e a geração de empregos são afetados

Eis um exemplo prático.

João economizou R$ 100 mil e resolveu ganhar um dinheiro extra, sem deixar o seu emprego principal. Ele sabe que investindo os R$ 100 mil no mercado de capitais, livre de grandes riscos e com quase nenhum esforço pessoal, conseguiria ganhar R$ 500 por mês.

Logo, não vale a pena se arriscar e se esforçar para ganhar menos que isso. Esse é um ponto chave. Há um lucro mínimo abaixo do qual empreendimentos se tornam inviáveis por não oferecerem retorno compatível com alternativas de investimento disponíveis no mercado. Sem esse mínimo de lucro, João desistirá da empreitada. Literalmente, partirá para outra.

Com isso em mente, João resolve avaliar o seguinte plano de investimento: comprar um bom automóvel, se filiar a um aplicativo de mobilidade urbana e contratar um motorista profissional para dirigir o carro. Repare, ele não quer ser motorista de aplicativo, mas sim o capitalista que financia tudo isso.

Ato contínuo, os R$ 100 mil serão investidos na compra e licenciamento do carro e na aquisição de um smartphone. As corridas geradas pelo aplicativo têm o potencial de proporcionar um faturamento médio de R$ 5.000 por mês. As despesas com impostos, seguro, combustível, plano de dados, depreciação e manutenção do carro, lavagem, água mineral, balinhas etc. devem totalizar cerca de R$ 3.000 mensais. Se o lucro mínimo pelo qual João está disposto a seguir com a realização do plano é de R$ 500 por mês, sobram R$ 1.500 para pagar o motorista.

Eis a contabilidade:

Faturamento: R$ 5.000
(-) Despesas: R$ 3.000
(-) Lucro mínimo esperado: R$ 500
(=) Pagamento máximo ao motorista: 1.500

Não há mágica possível. Se um motorista custar mais do que R$ 1.500 por mês, João desistirá do plano. Preferirá aplicar o dinheiro em outra das alternativas mais lucrativas que estão disponíveis.

Agora digamos que João, esse empreendedor da mobilidade urbana, encontre um candidato qualificado, experiente e bem recomendado, disposto a dirigir o carro. Ao fazer uma proposta de trabalho, no entanto, João é surpreendido com a seguinte informação: o candidato a motorista dispõe de uma sentença judicial que obriga seus eventuais empregadores a pagar pensão de alimentos para seus filhos, no valor de R$ 300 por mês, em adição ao salário contratado, sem descontar da remuneração.

A pensão de alimentos, segundo detalha essa hipotética sentença judicial, deverá ser registrada na contabilidade de João, como despesa deste. Não pode constar como desconto no comprovante de pagamentos do empregado.

Restarão então a João duas alternativas: propor ao motorista um salário de R$ 1.200 ou desistir de contratá-lo, assim conservando mais um desempregado no mercado.

Caso o candidato aceite a proposta de R$ 1.200, estará pagando integralmente a pensão de alimentos dos filhos, na forma de um salário R$300 menor que o empresário estava disposto a pagar, ainda que o desconto correspondente não conste de seu demonstrativo de pagamento mensal, mas sim da contabilidade de João.

O artifício contábil, no entanto, possivelmente fará com que tanto o juiz quanto (e ironicamente) o próprio empregado comemorem ter sido lograda uma "conquista social", na crença infundada de que o custo da pensão de alimentos foi assumido integralmente por João.

Uma objeção ao raciocínio aqui exposto, digna de exame, é a seguinte: mas e se o empreendedor tiver disponível para gastar com mão de obra bem mais do que o valor de mercado da remuneração do empregado? Digamos que o faturamento mensal hipotético gerado pelas corridas do aplicativo fosse 20% maior que o inicialmente considerado, chegando a R$ 6.000, mas que os custos fossem os mesmos:

Faturamento: R$ 5.000 6.000
(-) Despesas: R$ 3.000
(-) Lucro mínimo esperado: R$ 500
(=) Pagamento máximo ao motorista: R$ 1.500 2.500

Nesse caso, uma regra que force o patrão a pagar um "extra" em cima do salário contratado não estaria, de fato, transferindo parte do lucro para o trabalhador? Sim, é possível. No entanto, em uma economia de livre mercado, uma situação de lucros anormalmente altos como o indicado acima não se sustentaria por um período prolongado de tempo.

A concorrência entre os aplicativos para servir aos clientes faria com que eles abaixassem os preços das corridas até que os ganhos se normalizassem em torno do retorno mínimo exigido pelos investidores.

Inversa e simultaneamente, o potencial de altos lucros acirraria a competição para comprar carros, contratar motoristas etc., fazendo subir o custo total, o que também forçaria os ganhos a retornarem ao normal.

Esse é outro ponto chave: lucros "anormais", "abusivos", "predatórios", se eliminam com livre concorrência. Não com legislação trabalhista.

Uma vez que os lucros sejam normalizados, voltando aos R$ 500 mensais do nosso exemplo hipotético, o trabalhador estará fatalmente pagando a totalidade do custo da sua "conquista social". Não tem escapatória. Quem sempre arca com a imposição de um custo artificial, extra-mercado, é o empregado.

Entendido tudo isso, voltemos à previdência.

Você aceita?

Aqueles 20% de "contribuição" que seu patrão faz ao INSS — mas você não vê, pois o valor está disfarçado como despesa na contabilidade do patrão, em vez de claramente destacado no seu comprovante de pagamento — são equivalentes à nossa pensão de alimentos fictícia: quem paga, integralmente, é você mesmo, em adição ao desconto demonstrado no seu comprovante.

Não se deixe enganar pelo jogo de espelhos da contabilidade. O total da conta que você paga pela previdência pode chegar a mais de 30% do seu salário: os 20% do patrão mais o 11% descontados do seu salário.

A experiência no Chile ilustra bem esse fenômeno. A privatização da seguridade social levada a cabo pelo governo daquele país entre os anos de 1981 e 1982 resultou em uma queda nos encargos médios sobre a folha de pagamento dos trabalhadores do setor de manufatura de 30% para 8,5%, no mesmo período. Este estudo concluiu que a redução nos encargos parece ter sido integralmente repassada aos trabalhadores por meio de aumentos salariais, sem afetar de maneira significativa o nível de emprego[2].

Em troca de sacrificar até quase um terço de tudo o que você produz, o que você ganha? Tão somente uma promessa, feita pelos políticos de hoje, de que, daqui a algumas décadas, os políticos do futuro honrarão o combinado e tomarão dinheiro à força dos seus filhos e netos — e também dos filhos e netos dos seus familiares e amigos, e dos demais contemporâneos deles — para entregar a você.

E, obviamente, todo este valor prometido virá descontado, pois é necessário garantir os proventos dos próprios políticos e burocratas, pois ninguém irá fazer esse trabalho sujo de graça, certo?

Logo, a pergunta é simples e direta: esse arranjo tem credibilidade? É justo, com você mesmo e com os trabalhadores do futuro? Vale a pena?

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[1] Aqui eu meu refiro ao Regime Geral de Previdência Social – RGPS, com receitas e despesas diretas devidamente segregadas no Fundo do Regime Geral de Previdência Social, estabelecido nos termos dos acórdãos 1204/2012 e 1274/2013 do Tribunal de Contas da União. Deixo de propósito fora desta discussão os demais componentes da Seguridade Social brasileira, saúde e assistência social, e as formas indiretas de financiamento. Entendo que os incluir complicaria a análise, sem aprimorar as conclusões aqui apresentadas.

[2] Ver DE CARVALHO, A. Social Security:. MISES: Interdisciplinary Journal of Philosophy, Law and Economics, v. 6, n. 1, 24 abr. 2018, p.11.



autor

Alexandre Garcia de Carvalho
é administrador, pós-graduado em Economia Austríaca pelo IMB e Master of Business Administration pela University of Michigan


  • Guilherme  09/11/2018 15:27
    Junte tudo aí. FGTS, INSS, Aviso Prévio, décimo terceiro, adicional de férias etc. O custo de todo esse sistema para o trabalhador é muito maior do que as eventuais vantagens que ele possa oferecer (se é que há alguma).
  • Renato  09/11/2018 15:32
    Sim. Aliás, dado o atual arranjo, seria muito mais proveitoso tanto para o trabalhador quanto para as empresas dobrar o salário-mínimo e eliminar os encargos sociais e trabalhistas. Haveria mais dinheiro nas mãos de cada trabalhador, haveria uma mão-de-obra mais motivada, e ainda atrairíamos muito mais empresas para o país, o que naturalmente forçaria ainda mais o aumento natural dos salários.
  • Renato  09/11/2018 15:35
    Eu sou empresário. Todos os encargos sociais e trabalhistas ultrapassam 80% do valor do salário bruto que eu pago. Eu preferia pagar R$ 2.200 por mês para um funcionário em um país sem encargos e leis trabalhistas do que R$ 1.200 no Brasil. Com esse salário mais alto eu teria no mínimo funcionários mais motivados. Mas como não sou uma fábrica de dinheiro não tenho condições de fazer isso.
  • Rigby Wilde  10/11/2018 21:00
    Realmente. Já que querem tanto ajudar os trabalhadores, que tirem todos os encargos e em troca dobrem o salário mínimo. Ajuda o empregado e é uma dor de cabeça a menos para o empresário
  • Dj  30/03/2019 21:47
    Caso se extinguisse os encargos e se dobrasse o salário mínimo não estaria se fazendo absolutamente nada, pois o aumento do salário mínimo na canetada aumentaria os custos ao mesmo nível do anterior. Agora caso os impostos diminuíssem e o salário mínimo mantivesse o mesmo patamar teoricamente o empregador teria margem para aumentar salários dos funcionários ou contratar mais.
  • Infiliz  29/03/2019 19:46
    Exatamente nosso problema aqui hoje... um funcionário antigo louco pra ir embora (mas não vai pq senão tá f* tb), fica chorando as pitanga todos os dias por aumento. Querer até queremos mas não tem como! Ele recebe líquido R$ 1250,00 na mão em salário +VR em dinheiro, que ninguém considera como dinheiro mas é $ e é gasto, fora o transporte... enfim, abri vaga choveu candidatos por salário ligeiramente menor que o atual pois levou reajustes acima da categoria. Porém é gente que não conhecemos e é nesse ponto que nos encontramos... o detalhe disso tudo é que nos custa mesmo, todos meses, em fluxo de caixa (considerando os aportes para os custos anuais dele), R$ 2.544,00 esse funcionário.
    Me custa 2,5k
    Ele percebe 1,25k e reclama, claro.
  • Filis  09/11/2018 15:36
    O Atual arranjo econômico e previdenciário do Brasil é perfeito, não mecham, garante os altos juros que recebo dos meus clientes, pessoas comuns e pequenos comerciantes já sem capacidade de conseguir crédito no cartel bancário.
  • ed  09/11/2018 16:19
    Como disse Mark Twain: "É mais fácil enganar as pessoas do que mostrar a elas que foram enganadas".
  • Rafael  09/11/2018 16:55
    Sobre isso, eu me lembro que, em 2016, o Flavio Augusto, do Geração de Valor, fez um post extremamente didático mostrando como a Previdência Social é um golpe aplicado contra o trabalhador. Ele usou a SELIC para mostrar isso.

    Ele demonstrou que se alguém que ganha apenas R$ 1.000,00 de salário ao longo de 49 anos de trabalho e poupa R$ 360,00 por mês (o equivalente à soma das alíquotas de INSS empregado e empregador, além do FGTS), numa aplicação que renda 13,5% ao ano (aproximadamente a SELIC da época), terá acumulado ao fim do período um capital de mais de R$ 18 MILHÕES, suficiente para viver nababescamente apenas dos juros pelo tempo de vida que restar, e ainda legar o principal aos filhos e netos.

    Sim, sabemos que o INSS é uma gigantesca Pirâmide de Ponzi (tipo o esquema da Telexfree), com a base (os trabalhadores da ativa) sustentando o topo (os aposentados). A "crise" é o o achatamento da base e o alargamento do topo. Mas isso é só metade da história.

    A seguridade social no Brasil é também um enorme esquema de transferência de renda, dos mais pobres para os mais ricos. Parte desde o confisco puro e simples (como quando o governo remunera o FGTS com juros inferiores à inflação) até quando o governo resolve pagar um benefício médio de R$ 1.121,41 aos trabalhadores do setor privado que contribuíram por 35 anos, mas paga R$ 9.300,00 em média a um militar reformado, ou incríveis R$ 24.900,00 por mês em média a servidores aposentados do Judiciário, que, também na média, contribuíram por apenas 25 anos.

    O mais incrível é que o Flavio aparentemente foi obrigado a apagar o post em virtude dos xingamentos que recebeu.

    Logo, como você bem disse, se você demonstra matematicamente que as pessoas estão sendo feitas de otárias, elas, ao invés de se revoltarem contra quem as faz de idiotas, se revoltam contra você.

    Isso não acontece da noite para o dia. São 80 anos martelando na cabeça de milhões que o empresário é mau, que o trabalhador é incapaz e que o governo é a solução para todos os males. O resultado disso é o governo conseguir tomar pacificamente quase metade do trabalho de milhões de pessoas sem devolver a elas quase nada, enquanto é loteado por grupos, categorias e classes (servidores, militares, lobbies de empreiteiras, banqueiros etc.) que ficam com todo o espólio.

    Se for abrir a caixa preta dos "direitos sociais" no Brasil, vamos precisar de um novo Nuremberg.
  • Felipe Lange  09/11/2018 23:13
    Esse pessoal que xingou o Flávio é que merece se ferrar quando a bomba dessa previdência estourar, tanto é que eu nem faria essa reforma se fosse presidente. Os caras pedem por um estado inchado, quando o negócio começa a ruir, reclamam.
  • Aureliano  09/11/2018 16:45
    Só não entendi o porquê de pegar pesado com a Contabilidade - na verdade ela trata e demonstra os encargos da mesma forma que as outras despesas operacionais.
  • Chaves  09/11/2018 17:02
    Só não entendi de onde você entendeu isso. Crítica à contabilidade?
  • Libertariozinho  09/11/2018 17:24
    Aureliano, mas nenhum funcionário tem acesso ao Balanço e DRE da empresa...
    Pode até ter mas ninguém se interessa por isso
  • Givago   09/11/2018 17:10
    IMB acha que ta lidando com leigo rsrs


    quanto mais funcionário a empresa tiver, menos imposto ela paga.

    Os dois tipos de aposentadoria (capitalização e repartição) podem coexistir, como já acontece no Brasil, onde o Estado é responsável pela Previdência Social até um valor máximo (5,8 salários mínimos hoje), enquanto o mercado oferece planos complementares de previdência individual.

    Se o mercado já oferece planos de capitalização, por que então alguns colegas economistas defendem que o INSS adote o mesmo regime? A resposta é simples: para reduzir a cobertura da Previdência Social!

    Nos poucos casos nacionais em que a capitalização substituiu a Previdência Social, as consequências foram desastrosas. Criou-se uma legião de idosos pobres, recebendo menos que um salário mínimo.
  • Professor  09/11/2018 17:27
    "IMB acha que ta lidando com leigo rsrs"

    Vamos ver quem realmente é o leigo.

    "Quanto mais funcionário a empresa tiver, menos imposto ela paga."

    Creio que você está se referindo a uma proposta, ainda não implantada, do Novo Simples Nacional.

    Mas, infelizmente, você está triplamente enganado.

    Primeiro, as médias empresas irão pagar mais impostos

    Segundo, as empresas que gastam menos de 28% com folha de pagamento também irão pagar mais impostos.

    Terceiro, mesmo as empresas que gastam mais do que 28% com folha de pagamento, a situação será bem cinzenta. O imposto pode ficar mais leve ou mais pesado, a depender do enquadramento.

    Tá tudo aqui:

    www.gazetadopovo.com.br/economia/empreender-pme/empresas-devem-pagar-menos-imposto-no-simples-em-2018-1hiedkme12ozdysp4doxmd4yx/

    Portanto, logo de cara, você já começa mentindo. E caluniando.

    "Os dois tipos de aposentadoria (capitalização e repartição) podem coexistir, como já acontece no Brasil, onde o Estado é responsável pela Previdência Social até um valor máximo (5,8 salários mínimos hoje), enquanto o mercado oferece planos complementares de previdência individual."

    Lindeza moral sem fim.

    A única diferençazinha, extremamente trivial, é que a previdência estatal é compulsória, você não tem como escapar dela. Só um completo celerado -- ou um completo ignorante, como parece ser o seu caso -- pode acreditar que, após ter 30% do seu salário confiscado pela previdência, e mais outros 27,5% pelo Imposto de Renda -- ainda sobra dinheiro para ser investido.

    Impossível uma postura mais elitista do que essa.

    "Se o mercado já oferece planos de capitalização, por que então alguns colegas economistas defendem que o INSS adote o mesmo regime?"

    INSS adotar regime de capitalização? Quem defende isso é imbecil. Um genuíno defensor da liberdade defende a abolição do INSS.

    Pior do que ser ignorante é ser arrogante. O sujeito não sabe nem o básico sobre o que fala, mas jura que domina até mesmo o que os outros defendem.

    "Nos poucos casos nacionais em que a capitalização substituiu a Previdência Social, as consequências foram desastrosas. Criou-se uma legião de idosos pobres, recebendo menos que um salário mínimo."

    Ao que você se refere?

    (Aliás, eu até acho que sei, mas vou esperar você postar para rebater de novo. Gosto de fazer desinformados arrogantes passarem vergonha).


    P.S.: alguma refutação ao que foi dito pelo artigo? Ou beicinho e gemida são tudo o que você tem?

    P.P.S.: algum argumento contra a liberdade do assalariado de não ter seu dinheiro confiscado e poder fazer o que quiser com ele?
  • andrew  09/11/2018 19:43
    Eu imagino que ele queira se referir ao Chile. Sou novato nessa pagina e me identifico muito com as ideias postas aqui. porem vira e meche me deparo com esse argumento e não estou armado com ferramentas teóricas e fatos para tentar ao minimo entender ou explicar a situação. Então aproveitando que o sujeito deu a brecha peço por gentileza que me explique esse caso.
  • Yuri  09/11/2018 20:46
    Já perguntado e já respondido:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2958#ac225813
  • Pasternak  09/11/2018 17:39
    Esse tal Givago está claramente de zoeira. Impossível alguém ser tão autoritário e ignorante assim.
  • Marcelo  09/11/2018 18:04
    Calma, o rapaz se informa pela Folha de S. Paulo, pelo Conversa Afiada, pela Carta Capital e pelo Brasil 247. Ele acha que a única alternativa ao INSS é aplicar em previdência privada de bancão. Por ser um ignorante financeiro, ele acha que todo o resto do planeta também o é.

    Aliás, quer coisa mais auto-humilhante do que assumir que não sabe como gerir o próprio dinheiro e querer que políticos cuidem dele? Que vergonha...

    Que ele pense assim, problema dele. O problema é querer impor esse totalitarismo sobre mim.
  • Givago 2  10/11/2018 19:12
    Esse cara tá usando meu nome errado.
  • Andarilho  29/03/2019 18:33
    Totalitário é querer impor o regime de capitalização.


    Isso não tem nada de liberal kkkkkkk


    Deixe as pessoas escolherem... e elas escolherão o modelo SOLIDÁRIO. ;)
  • ed  09/11/2018 17:18
    "Todos os direitos trabalhistas são descontados do salário".

    Pensei nessa frase agora. Acho que vou mandar fazer uma camiseta com ela.
  • Libertariozinho  09/11/2018 17:23
    Leandro, um recado de um leitor que simpatiza muito com você.
    Acho que elogiar a reforma do ensino médio por aumentar a liberdade de escolha é uma decisão um tanto equivocada na minha opinião. Veja bem, estudo no IEE em SC e mal há orçamento para a merenda dos que estudam em tempo integral.
    Colocar um jovem o dia inteiro na escola não aumenta em nada a sua liberdade de escolha.
    Não preferiria esse modelo nem mesmo com o modelo atual que temos.
    Não sei se você é adepto de uma educação 100% privada mas vale a pena reconsiderar essa posição.
    Abraços!
  • Leandro  09/11/2018 17:38
    Meu caro, minhas idéias são essas:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2786
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2767
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1072
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2628

    Mas eu também não sou nenhum sonhador que pensa que as coisas mudarão de 8 para 80 em uma simples reforma. Aplaudo os pontos positivos.

    E sim, há pontos positivos que trazem melhorias. O principal é a possibilidade de o aluno agora ter o direito de escolher quais matérias ele quer fazer e quais não quer fazer.

    Até os anos 1970, nas melhores escolas do país, não havia aulas de arte, sociologia ou filosofia, nem no ensino fundamental, nem no médio. Em compensação, os alunos saíam da escola sabendo ler perfeitamente e com conhecimentos básicos de matemática e ciências, aptos inclusive a entender a lógica por trás de qualquer texto, por mais complexo e elaborado que fosse, inclusive dos grandes autores clássicos e dos filósofos mais difíceis.

    De nada adianta você mandar alguém que não consegue entender nem um romance de banca de jornal ler textos de Hegel, Nietzsche, Hume ou Aristóteles, como impõem os currículos atuais. É total perda de tempo. Aliás, o tempo (assim como a atenção) dos estudantes é um "insumo" escasso e, portanto, deveria, ao menos, ser usado para aprender muito bem o básico, a fim de que adquiram o ferramental mínimo para voos mais altos, inclusive nas áreas de filosofia e sociologia, economia, direito etc.

    É claro que reformar algo tão complexo não é tarefa fácil, nem jamais será um trabalho perfeito, mas, pelo que pude entender, a proposta do governo de abolir algumas disciplinas obrigatórias está no caminho certo e espero que não voltem atrás.
  • Libertariozinho  09/11/2018 18:30
    Concordo que é uma total perda de tempo mesmo, acho isso para o Ensino Médio inteiro aliás, ainda mais eu que tenho notas altas e sei que estou aprendendo nada de produtivo enquanto meu tempo é consumido.
    Mas não vejo vantagem econômica nenhuma nessa reforma, vejo na verdade um aumento das despesas, já que o ensino será 100% integral e não haverá período noturno, impossibilitando jovens de trabalharem, como eu faço atualmente.
    Creio que entre a liberdade de escolher matérias e a liberdade de trabalhar, a última seja mais viável (infelizmente se trata de uma escolha mesmo).
    Mas abolir a obrigatoriedade de filosofia e sociologia está longe de ser uma solução na minha humilde opinião, essas duas matérias não diferem muito das outras no quesito INUTILIDADE para a prática...nesse caso ocorre apenas uma troca de seis por meia dúzia.
    Vou ler os artigos que você linkou.
    Abraços!
  • Estado o Defensor do Povo  30/03/2019 00:41
    Não sei dizer se essa reforma é mais boa que ruim, mas é bom sim que seja abolida a obrigatoriedade de filosofia e sociologia, ou você queria que essas disciplinas fossem proibidas por que VOCÊ não vê utilidade nelas? Estude elas quem quiser, o xerto seria dar total liberdade as pessoas, pra que optassem por quais matérias, quanto tempo estariam dentro da escola, se querem morar lá ou estudar 3 dias por semana, sem ensino fundamental e médio engessados, mas vários tipos de separar o ensino, tipo, escola que separa em ensino infantil, ensino básico, ensino intermediário, ensino abrangente, ensino sistemático, não ia ter só 4 avaliações por ano, poderia ter escolas com 2 ou 10 avaliações no ano, aplicando não só prova escrita mas competições internas de xadrez, videogame, atividades empresariais, provas aplicadas via internet, gravações de áudio e vídeo, não seria só notas de 0 a 10, mas de 0 a 1000, 0 a 500, A a F, o aluno não repetiria o ano inteiro só por meio ponto, haveria sistemas de recompensa flexíveis, ou então ele repetia só um mês, ou só desistiria da matéria e continuaria focando naquilo em que ele é bom, e o Estado se achasse isso ruim ia achar ruim lá na caxaprego, eita dei uma viajada legal no meu comentário mas essa que é a mágica de se ter liberdade, aliás, o verdadeiro defensor do povo sou eu com as minhas ideias libertárias, e não o Governo Federal com suas ideias engessadas em seu guardanapo sujo chamado constituição.
  • Anônimo  09/11/2018 18:12
    Boa tarde pessoal


    Eu sai do regime da CLT (INSS, FGTS) e quero começar a trabalhar como autônomo usando CNPJ, mas eu não sei em qual regime devo usar pra ser contratado por uma empresa, (MEI , simples nacional, etc). Quais são as opções que eu tenho?

    Se vocês puderem me ajudar com essa dúvida eu agradeço.
  • An%C3%83%C2%B4nimo  09/11/2018 18:40
    Qual é a opinião de vocês sobre a "Pejotização"?
  • Júlio César   09/11/2018 19:38
    Eu só faço isso. Recuso-me a dar meu suado salário para político. Quanto menos eu puder dar, melhor.
  • Giuseppe  09/11/2018 20:18
    PJtização só é bom se não houver exigência de regime de exclusividade e se o prestador conseguir negociar um preço pra PJ próximo do custo que tinha como CLT (a menos que a pessoa seja o tipo de bandido que mente o CNAE, aí não deveria estar no mercado de trabalho, mas junto com o Lula em Curitiba).

    O ideal é ser prestador autônomo, mesmo. Padronizar seu serviço e ganhar na escala. Foi o que eu fiz em 2009. Melhor decisão que já tomei.
  • ed  10/11/2018 11:37
    "a menos que a pessoa seja o tipo de bandido que mente o CNAE"

    Ué, um bando de parasitas estatais determina na canetada quais profissôes podem ter suas burocracias e impostos reduzidos e eu devo respeitar essa decisão passivamente, caso contrário sou um crimininoso?
  • Imperion  10/11/2018 22:57
    Vire empresario,.mas nao tenha contrato de exclusividade com outra empresa, ou seja prodiza e seja fornecedor para varios.
  • Anônimo  11/11/2018 16:55
    Valeu galera, vou continuar correndo atrás lendo, estudando e praticando.

    A melhor coisa que eu fiz foi ter saído da CLT (INSS, FGTS), e a minha namorada ja esta trabalhando com contrato entre o empregador e empregado, ela investe na aposentadoria dela por conta própria sem depender de um estado baba que a maioria dos brasileiros querem.
  • Francisco  09/11/2018 18:18
    Vou resumir isto em um exemplo meu.

    Eu e minha esposa trabalhamos mas não temos "empregada doméstica". Nos revezamos pra dar conta de tudo, afinal os encargos e responsabilidades trabalhistas nos impedem de pagar essa pessoa. Aí quem perde ? Todos. Eu e minha esposa temos que trabalhar mais, já a possível funcionária não terá um emprego e renda.

    Mas ao menos os intelectuais humanistas podem se parabenizar por essa ajuda social.
  • Pedro  09/11/2018 18:22
    Os ditos benefícios são aplaudidos pelo trabalhador porque ele tem a ilusão de que representam um acréscimo em seu rendimento ao final do mês. Ele não percebe que o valor de seu salário é determinado, em qualquer instância, pelo mercado de trabalho. O patrão concorda em desembolsar X pelo seu empregado, mas se esse X vai direto para o bolso do empregado, ou se será descontado Y para o bolso do governo, para o patrão tudo dá no mesmo.

    Foi o que aconteceu quando o 13o salário foi tornado obrigatório no início dos anos 60: o valor do salário em carteira diminuiu para acomodar 13 salários por ano, ao invés de 12. O mesmo está acontecendo agora com o FGTS das domésticas.

    Enfim, é isso, sem tirar nem por: encargo trabalhista nada mais são do que dinheiro que sai do bolso do patrão e entra no bolso do governo sem fazer escala no bolso do trabalhador. Ou quando chega no bolso do trabalhador, é dali a muitos anos e devidamente depenado após longa escala em bancos estatais. Mas a ilusão é o que interessa: o empregado vê o governo como o paladino que vai defendê-lo da sanha do patrão ganancioso.

    Muitos dos países mais pobres do mundo têm amplos benefícios trabalhistas.
  • Matheus  12/11/2018 19:06
    Boa tarde, voce tem os dados sobre os valores médios recebidos pelos brasileiros desde 1950 - 1970?
  • Leonardo  01/04/2019 21:16
    O 13o salário de quem ganha um salário-mínimo é um valor adicional que o trabalhador jamais ganharia se não houvesse uma lei trabalhista obrigando o empregador a pagá-lo. ;-)
  • Túlio   01/04/2019 22:42
    Gostei. Vou entrar na brincadeira também.

    O salário mensal de quem ganha um salário qualquer é um valor adicional que o trabalhador jamais ganharia se estivesse desempregado e não houvesse empreendedores dispostos a contratá-lo. E se o governo decretar que o valor mínimo a ser pago é um valor extremamente alto, os menos qualificados estarão para sempre no desemprego. ;)

    Ganhei, hein?
  • Leonardo  02/04/2019 16:20

    "O salário mensal de quem ganha um salário qualquer é um valor adicional que o trabalhador jamais ganharia se estivesse desempregado e não houvesse empreendedores dispostos a contratá-lo."

    É verdade mas não esqueça que sem capital e trabalho o empreendedor é só uma pessoa com uma idéia.

    "E se o governo decretar que o valor mínimo a ser pago é um valor extremamente alto, os menos qualificados estarão para sempre no desemprego. ;)"

    E muitos empreendedores não sairão do plano das idéias. A relação capital/trabalho deve ser uma via de mão dupla.


    "Ganhei, hein? "

    Vai te deixar feliz? ok, ganhou ! rs
  • jackson  09/11/2018 19:47
    O pior que isso tudo é tão óbvio apesar de difícil de de admitir no começo (alguns optam por negar a qualquer custo tudo isso, tamanha amargura). Me pergunto quanto tempo vai levar pra que a população comum se de conta dessa verdade, se é que assim o fará...
  • Felipe Lange  09/11/2018 23:39
    Leandro, parece até uma pergunta idiota mas, em termos práticos, muda se o funcionário estatal é por cargo comissionado ou concursado?
  • Yuri  10/11/2018 00:18
    Diferença nenhuma. O problema fundamental é outro:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2761
  • xupita  10/11/2018 01:13
    coloquem um feed rss no site.

    para o blog, artigos, podcast.
  • Imperion  10/11/2018 01:23
    30 por cento da renda como encargo trabalhista e previdenciaria. Dae vc soma 40 por cento dos tributos cobrados em media, teoricamente voce a oro gov 70 por cento do que ganha.
    Mas nao para por ai, avfalta de concorrencia e baixa produtividade faz com que o nosso custo de vida seja caro. O preco de restringir a produção para proteger os cartéis cobra desses 30 por cento restantes até metade, por causa dos preços artificial mente elevados.
    Se voce ganha 1000 reas no contra cheque, voce da 300 , perde 400 e dos seiscentos que sobra, vc ainda tem que comprar produtos bem mais caros fo que compraria num pais libertario.
    CF
  • J Edimar  10/11/2018 18:07
    Um trabalhador que trabalha via CLT com carteira assinada que ganha R$ 1.000,00 tem como desconto em seu próprio salário 8% de INSS e ver seu ganhos irem pra R$ 920,00. Isto, sem falar nos encargos tributários que o empregador pagar. Se for optante dos Simples Nacional ele paga cerca de R$ 440,00 e não for paga R$ 820,00 de impostos trabalhistas.
    Algumas jabuticabas volta para o trabalhador como 13º, férias e adicional 1/3: a melhor parte e viciante dos "direitos trabalhistas.
    A pior parte: INSS, SAC, salário maternidade (paternidade), entre outros: só retornam ao bolso do trabalhador quando o mesmo se aposentar, e o pior, ainda, com enorme defasagem inflacionária.
    O segundo pior: sistema S: onde o empregador financia escolas paraestatais inúteis.
    O terceiro pior: FGTS: a poupança do trabalhador gerada pelo empregador gera juro de 3% ao ano e é aplicado de forma corrupta e alto risco.
    Quarta pior: seguro-desemprego: pagar 6 meses de salários para o desempregado é comodismo.
    Quinto pior: aviso prévio e indenização trabalhista por rescisão na carteira de 40%: só faz o trabalhador perpetuá em uma empresa que o trata como escravo e ter poucas opções de ir para uma empresa melhor.

    Mexer nesses impostos gerariam revolta de grande parte do trabalhadores que não sabe os que são cada impostos.

    A melhor opção:
    . continuar com as jabuticabas do 13º, férias e adicional 1/3, já que vão para o trabalhador.
    . o empregador pagaria todos os encargos trabalhistas ao trabalhador em salário incorporado, exceto previdência e FGTS.
    . o regime de previdência seria escolhida pelo trabalhador.
    . o FGTS funcionaria no mesmo regulamento de uma caderneta de poupança.
    . acabar como seguro-desemprego.
    . acabar como aviso prévio e reduzir a rescisão da carteira para 10%.
    . por fim a cobrança obrigatória dos conselhos de profissionais (sindicatos²).

  • Patriota Libertário  10/11/2018 18:14
    Cássio Casagrande procurador do ministério público do trabalho do Rio de janeiro e professor universitário fez um artigo(Site Jota.info,o título do artigo é A Reforma Trabalhista e o "o sonho americano")mostrando que as ações trabalhistas nos Estados Unidos mesmo sendo individuais são incorporadas pelos juízes e Tribunais,ou seja o direito consuetudinário é aplicado por lá,ele critica que a reforma trabalhista no Brasil está tentando beneficiar somente o empregador e diz que deveríamos copiar o modelo(Pacote completo são as palavras dele)norte-americano em sua inteireza e gostaria de saber a opinião dos demais comentaristas e moderadores a respeito da crítica feita por este membro do MP do trabalho ,enfim até onde a opinião dele é válida e o que o IMB tem a dizer da Justiça norte-americana aplicada nas causas trabalhistas e sem falar que por lá também tem seguro-desemprego.
    Obs:Não quero saber de xingamentos e insinuações tolas ,mas sim enriquecer o debate.
  • Tio Patinhas  21/11/2018 17:08
    Boa tarde

    Ele trata as críticas de maneira superficial, afirma que a lei trabalhista americana é mais antiga que a CLT, não é 1 questão de quanto tempo a lei tem, mas o fato de que a CLT é uma cópia da Carta Del Lavoro, de Mussolini. Isso ele omite.

    Ele tb apresenta os dados de empresas que descumprem a lei, mas omite que as empresas que cumprem, não apenas não sofrem nada, como os empregados que indevidamente entram com demandas judiciais, estão literalmente ferrados.

    No Brasil se a empresa cumpre a lei integralmente, ainda assim ela pode ser punida (mesmo com a nova lei).

    E h0nestamente o penúltimo parágrafo do artigo é uma piada de mal gosto, ele diz que quer copiar o sistema legal americano. Mas apenas quer copiar uns poucos itens. Quer que cada estado faça sua própria lei trabalhista? Concordo, mas daí tem que adotar td, lá cada estado pode legislar sobre qq assunto, será que ele vai querer isso?

    Ele omitiu muita coisa no artigo e disse apenas um lado da moeda, ele não quer a moeda inteira.
  • Skeptic  10/11/2018 18:19
    Por que a previdência chilena é bastante criticada por lá? Há bons motivos para essas críticas?
  • Yuri  10/11/2018 19:13
    Quem contribuiu com pouco está recebemdo pouco. E está reclamando. Querem receber muito tendo contribuído pouco.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2958#ac225813
  • Imperion  10/11/2018 23:03
    A pessoa que nunca trabalhou e recebeu incorporação do gov , nao recebe mais. Agora ela tem que trabalhar e receber o que guardar. Quem trabalha é menos descontado, nao tem mais que sustentar quem nao quer trabalhar.
    Muitos ainda nao sabem que se guardarem o dinheiro elas mesmas e capitalizarem, vao receber muito mais. Muitos ainda querem receber pensão.sem nunca ter trabalhado. Mas o povo de la decidiu nao susfentar quem nao trabalha.
  • Imperion  10/11/2018 23:11
    Esquerdistas perderam . Recebiam tirando dos outros. Nao querem trabalhar em algo util, querem ser subsidiados pelo governo. em tarefas inuteis para sociedade. Tao reclamando também que quem guarda mais , recebe mais. Querem que o gov subsidie suas aposentadorias, pois recebem menos. Ou tao calculando que irao receber menos.
    Eles.tambem ainda.acham que o subsidiado sai do licro das empresas e do governo. Na verdade se.paga salario menor e fala se que estao subsidiando. Mas a esquerda de la continua ensinando que tao recebendo a.diferenca sem desconto, pra fazer oposição e caso consigam voltar ao sistema antigo, eles possa retornar o processo de tirar e.deviar os.dindins da previdência.
    No sistema atual,.a.conta é do trabalhador, nao do gov.
    No brasil uma conta de pensão mesmo de um fundo ainda onfov trata como se.fosse dele.
  • Jango  12/11/2018 06:26
    O problema da previdência chilena é que você vc continua sendo obrigado a contribuir pra sua aposentadoria. E os fundos de pensão, privados, são estritamente regulados pelo governo (a entrada e saída são burocratizados).

    O resultado não poderia ser outro que taxas de administração altas por conta da reserva de mercado.

    Mas continua sendo muito superior ao brasileiro.
  • Euclides de Oliveira Pino Neto  18/11/2018 21:23
    É mesmo ? Atualmente o beneficio previdenciário pago no Chile equivale a 50% do salário minimo de lá, em torno de 1.400 pesos. O governo chileno complementa, às custas do Tesouro. O valor das reservas das empresas de fundos de pensão - são seis - atingem a mais de 70% do PIB chileno... Grande negócio para os donos das empresas !!! O Paulo Guedes participou desse trabalho de implantação, na época da ditadura... perguntem aos chilenos o que eles acham da mudança realizada ...
  • Fabiano Farias  11/11/2018 09:19
    Claro. Aliás, será que esse aumento aconteceria fora das páginas empoeiradas de teoria que não se verifica na prática? rs
  • Régis   11/11/2018 10:41
    Eu nunca trabalhei nem de carteira assinada e nem pela CLT. Como consequência, meu ganho líquido é muito maior do que até mesmo o ganho bruto da esmagadora maioria dos assalariados por aí.

    Se você é otário e quer que políticos cuidem do seu dinheiro para você, vá em frente (e seja objeto de minha piedade). Porém, é intolerável você querer impor esse totalitarismo ignorante sobre o resto dos indivíduos. E se um cidadão não mais quiser ter seu dinheiro confiscado por burocratas com a desculpa de estes estarem cuidando de sua aposentadoria? Você deixa?
  • Daniel  11/11/2018 11:00
    Matemática básica. De 8 a 11% já são extraídos diretamente do salário do empregado. Portanto, não se trata de uma questão de teoria. Tampouco cabe alguma elucubração sobre se a abolição desta alíquota irá aumentar o salário líquido do empregado. É questão matemática.

    Assim, a abolição já faria o salário líquido ser de 8 a 11% maior.

    Quanto aos 20% pagos pelo patrão, trata-se de um valor que o patrão já paga pelo empregado. Também não cabem elucubrações. Trata-se de um fato. Sobre o salário bruto de R$ 1.000, o patrão tem de pagar mais R$ 200.

    Abolindo-se o INSS, o assalariado receberá R$ 1.200 líquidos? Pode até ser que não. Ele pode, por exemplo, receber R$ 1.100. (Hoje ele recebe R$ 920). Nada garante que haveria aumentos salariais, é fato. Mas, ao menos, haveria espaço para aumentos. Seria possível -- veja bem: seria possível -- haver aumentos.

    E bastaria que um empregador (dentre os milhões existente) oferecesse tal aumento, e todos os outros teriam de imitá-lo, por uma simples questão de concorrência por mão de obra.

    Já no atual arranjo, é impossível haver aumentos. Não há espaço para aumentos.

    Pior ainda: não só não há como haver aumentos, com ainda o trabalhador fica sem parte do seu salário.

    A diferença entre uma hipótese benéfica e uma certeza maléfica é brutal.
  • J K  15/11/2018 01:35
    Concorrência por mão de obra com 45 Milhões de desesperados por 1 trabalho?
    Nem pensei bem, mas acho que o empresariado nacional iria adorar. E o FAT, leia seguro desemprego, detestar. Quebrar ?
  • Marcos  15/11/2018 18:06
    Ou seja, você próprio reconhece que leis trabalhistas e encargos sociais servem apenas para criar obstáculos artificiais ao emprego de quem realmente precisa, e garantir uma reserva de mercado para aqueles que já estão empregados, que agora não precisam se preocupar com a concorrência de quem foi bloqueado. E é isso mesmo. Parabéns pela honestidade intelectual
  • JK  11/11/2018 11:05
    Sabe quando vão acabar com esse sistema? Nunca.

    É uma mamata muito grande que não vão perder de jeito nenhum.
  • Vitor  11/11/2018 15:25
    Existe também todo um custo invisível de ter que sustentar um arranjo altamente deficitário que exige que o estado se endivide, tirando credito para empresas privadas e reduzindo drasticamente o acúmulo de capital e prosperidade da população. Antes fosse só os 30%.
  • ROBSON WESLEY  11/11/2018 20:46
    Temos investimentos rendendo 10% a.a com isenção de IR, as debentures incentivadas, em um país como o Brasil nunca que empreendo e gero emprego, é preferível correr um pouco de risco controlado com uma estratégia bem diversificada e antifrágil do que se expôr ao Brasil com um parlamento anti renda como o nosso.
  • Humberto Faria   12/11/2018 09:21
    Você está falando do Tesouro Direto?
  • Jango  12/11/2018 06:21
    Qual é a função do Ministério do Trabalho?
  • Flavio Azambuja  12/11/2018 12:46
    A função do Ministério do Trabalho é dar trabalho para quem trabalha no Ministério do Trabalho.
  • Mais Mises...  12/11/2018 14:28
    huahuahuahuahuahuahuahuahuahuahuahua
  • JK  14/11/2018 09:24
    Qual a função do Ministério do Trabalho:

    - "Criar empregos". Errado, quem cria são as empresas de acordo com a economia do país.
    - "Fiscalizar as empresas contra o trabalho escravo". Errado, quem fiscaliza são os órgãos do TST, ou seja o MPT.
    - "Criar leis". Errado, quem cria leis são os parlamentares.
    - "Criar estratégia com os sindicatos para melhorar as condições de trabalho". Errado, quem cria essas melhorias são os próprios empresários junto com especialistas de mercado.

    Ou seja, Ministério do Trabalho serve apenas para fazer a carteira de trabalho e premiar apadrinhados. Fundindo ele com outras pastas, ganhará mais importância e poderá ajudar a influenciar outros pontos importantes para termos mais emprego e renda no país.
    Estou percebendo que as tetas estão secando e os cabides de emprego estão diminuindo. A CUT e seus apadrinhados que não terão mais cargos comissionados no ministério.
  • Marcelo dos Santos Pereira  12/11/2018 19:50
    É. Legal. Acabe com tudo mesmo. Acabe com a arrecadação da previdência - 30 Bilhões por ano. O déficit aumentaria mais esses R$ 30 Bi, passando para mais de R$ 58 bi pelos próximos o que??? 20 anos?? E depois, como ficaria a seguridade social?? São perguntas fáceis de responder??Eu não sei as respostas....
  • Guilherme  12/11/2018 22:51
    Não, meu caro. Eis aqui o que deve ser feito.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2589
  • Cleber Renato  12/11/2018 20:23
    Sou novato aqui no IMB e essa é minha primeira pergunta. É possível empresas privadas arcarem com custos imprevisíveis com clientes recém contratados? Exemplo: Atualmente se um funcionário quebre um pé, no INSS não há carência, ou seja, mesmo sendo novato ele será amparado. Parabéns ao IMB por manter esse site esclarecedor, devia tê-lo conhecido antes.
  • Tiago  12/11/2018 22:57
    Sim, mas não é necessariamente função delas. Esse problema que você levantou poderia ser equacionado com seguros privados ou até corporativos (por setor da economia). Você seria livre para escolher o seu.

    O indivíduo tem de ser livre para contratar seguros a esse respeito. Seguros existem exatamente para isso: para eventos inesperados.

    Outra coisa que não pode desconsiderar é a incrível economia que a extinção do RGPS acarretaria com o enxugamento de toda a estrutura utilizada para fiscalizar e executar esse programa ineficiente. Nesse cenário, ou se reduziria impostos, ou sobraria mais dinheiro para aplicar em outras áreas como essa que você levantou, por exemplo.
  • YURI OLEGARIO VIANNA  12/11/2018 23:05
    Sou novato em escola austríaca (venho de uma formação com viés de esquerda de universidade pública). Somente há pouco tempo venho conhecendo e me identificando com as idéias liberais/libertárias

    Sobre políticas de salário mínimo, tenho uma dúvida:

    Entendo que realmente o salário mínimo é controle de preços sobre a mão de obra, gera distorções, encarece artificialmente a mão de obra e no final acaba gerando desemprego.

    Mas e em locais menos desenvolvidos onde há poucas oportunidades de trabalho, como no sertão do nordeste por exemplo. Se não houver política de salário mínimo os salários não ficariam baixíssimos? Como melhorar os salários em regiões onde há grande oferta de trabalhadores e poucas oportunidades de emprego??

  • Edson  12/11/2018 23:18
    "Mas e em locais menos desenvolvidos onde há poucas oportunidades de trabalho, como no sertão do nordeste por exemplo. Se não houver política de salário mínimo os salários não ficariam baixíssimos?"

    Se a mão de obra é pouquíssimo qualificada e muito pouco produtiva, estabelecer um salário mínimo artificialmente alto irá simplesmente condenar 100% destas pessoas ao desemprego (ou aos biscates e à informalidade).

    É exatamente em arranjos de mão de obra pouco produtiva que o salário mínimo mais faz estragos. Salário mínimo não afeta mão de obra qualificada e produtiva. Os patrões alegremente pagam caro por mão de obra boa (pergunte a qualquer empreendedor). É a mão de obra pouco produtiva que é afetada pelo salário mínimo.

    Logo, é exatamente essa sua política "bem intencionada" e "feita com o coração" o que condena as pessoas ao sofrimento do salário zero (desemprego).

    "Como melhorar os salários em regiões onde há grande oferta de trabalhadores e poucas oportunidades de emprego??"

    Não tem mágica, nem atalho, nem segredo. Salários só aumentam quando a mão de obra é produtiva. E a mão de obra só se torna produtiva se houver uma grande quantidade de bens de capital que tornem esta mão de obra mais produtiva.

    Artigos inteiros sobre isso:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2903

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2789

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2498

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=339

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1527

    www.mises.org.br/BlogPost.aspx?id=2247
  • YURI OLEGARIO VIANNA  12/11/2018 23:26
    Valeu pelo esclarecimento, Edson. Vou ler os artigos.
  • YURI OLEGARIO VIANNA  12/11/2018 23:17
    Outra questão??

    Acredito que a extinção dos encargos trabalhistas teria o potencial de reduzir o desemprego

    Se os encargos trabalhistas fossem extintos de uma hora pra outra, nós já veríamos uma melhora imediata nos salários ou isso é algo que só seria sentido no médio/longo prazo ??

    Além do aumento da produtividade da mão de obra (através da qualificação, por exemplo), quais outros caminhos para que haja uma melhora nos níveis de salários??
  • Edson  13/11/2018 01:40
    Haveria mais empregos e, como consequência desta maior disputa por mão de obra, maiores salários.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2042
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2808
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2543

  • Luis Alfredo Sencovici  13/11/2018 13:29
    Só em sonhos delirantes iríamos ter algo como o proposto pelo autor do artigo. Uma pena. Mas atualmente o estado já contaminou de tal forma nossas vidas que eu não vejo em futuro de séculos como se livrar desta calamidade.
  • Prima Rica  13/11/2018 18:35
    Difícil ficar tranquilo só com previdência.
    Praticamente qualquer outro tipo de investimento acaba rendendo muito mais, e nem sempre é preciso arriscar.
    Uma carteira previdenciária já acaba valendo bem mais a pena: www.sunoresearch.com.br/artigos/o-que-precisa-ter-em-uma-carteira-previdenciaria/
  • YURI OLEGARIO VIANNA  13/11/2018 22:18
    Estava conversando hoje sobre as ideias desse artigo com alguns amigos esquerdistas.


    Eles questionaram:

    1) No caso de empresas que já estão com o quadro de funcionário completo/suficiente para tocar o negócio, extinguir/reduzir encargos trabalhistas não levaria a imediata contratação de funcionários, isto é, não haveria geração de empregos, somente uma maior margem de lucro para o empresário. Segundo eles, essa medida pressupõe que todos ou a maioria dos empresários estão com necessidade de mais mão de obra humana na sua atividade.

    2) A medida até poderia contribuir para diminuir o desemprego, mas estaria havendo um nivelamento por baixo no ganho dos trabalhadores. Os já empregados sofreriam perdas (perderiam alguns benefícios, a remuneração indireta) e os recém contratados seriam contratados a princípio pelo mesmo salário sem os tais benefícios.

  • Andre  14/11/2018 10:32
    Yuri,

    1)Dentre as empresas que presto consultoria, poucas possuem o quadro de funcionários completo, sempre há algumas posições que poderiam ser reforçadas mas com os custos de contratação tão altos só realizam a contratação quando esta se torna imprescindível.

    2)Essa sim é complicada e em parte seus amigos esquerdistas estão corretos, no Brasil ser desempregado é ser visto como preguiçoso e incompetente e com frequência é preterido por seus tradicionais círculos de convívio, principalmente nos segmentos mais tradicionais como industria e construção civil. Diminuir os custos trabalhista rapidamente é traduzido como perda de direitos e os já empregados não estão dispostos a "abrir mão de seus direitos" para melhorar o mercado de trabalho, afinal com o mercado em má situação o empregado conseguiu manter seu emprego, o desempregado que melhore sua empregabilidade com as regras postas.
  • J K  15/11/2018 00:44
    Discordo de que o trabalhador também paga os 200$. Tudo bem que quem empreende faz essa conta, principalmente para justificar a não contratação de mão de obra, basta um "fica muito caro.... os encargos são 80%, entretanto, na prática, o empresário avalia sua necessidade e quando não pode ficar sem a pessoa, a admite. Se a sua despesa com pessoal subiu, sem crescimento substancial para isso, aumenta-se o preço final e o custo recai sobre toda a sociedade. Embora os números oficiais sejam outros, eu trabalho com um monte de 45 Milhões de pessoas sem trabalho, desocupadas, que nada produzem. Mas até mesmo essas pagam uma parte da previdência quando consomem.
    Num cálculo rápido, posso intuir que numa empresa com folha de salário de 100.000/mês, é prudente que em atividades de comércio onde se compra matéria prima e se vende produto acabado, pode ser uma padaria, um restaurante, o gasto com a mão de obra não deve ultrapassar 25% do faturamento do período. Sendo assim, o valor da mercadoria está pensado para atender a expectativa de lucro do empresário. Se retirarmos essa "proteção social " o empresário simplesmente demite o funcionário e admite outro sem o acréscimo.
  • Etanol  15/11/2018 14:00
    Me recomendem artigos sobre como salários aumentam.
  • Diesel  15/11/2018 18:14
  • Libertariozinho  16/11/2018 17:36
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2903

    Desquebrando o link hehehe
  • Emerson Luis  14/12/2018 18:05

    Os "direitos trabalhistas" (13º, férias remuneradas, FGTS) são como uma pizza cortada em nove pedaços: parece que tem mais pizza, mas o total da pizza continua o mesmo. Só servem para iludir os empregados que pensam receber mais devido ao governo.

    * * *
  • Andre  29/03/2019 18:47
    Discussão complicada, no Brasil ser desempregado é ser visto como preguiçoso e incompetente e com frequência é preterido por seus tradicionais círculos de convívio, principalmente nos segmentos mais tradicionais como industria e construção civil e sempre rola a pergunta fatídica "E aí? Já está trabalhando?". Diminuir os custos trabalhista rapidamente é traduzido como perda de direitos e os já empregados não estão dispostos a "abrir mão de seus direitos" para melhorar o mercado de trabalho como um todo, afinal mesmo com o mercado atual em má situação o ainda empregado conseguiu manter seu emprego, o desempregado que melhore sua empregabilidade com as regras postas.
  • Fabrício Monteiro   29/03/2019 19:53
    Essa é uma questão bem interessante, você propor que seja opcional, seria uma alternativa, pois a maior parte das pessoas, o cidadão brasileiro médio, não chega a ter o ensino médio completo. Agora esperar que ele terá esse entendimento de guardar o dinheiro, aplicação financeira, mercado de ações e afins?! Infelizmente temos um estado paternalista, não concordo com isso, mas se este Estado não fornecer auxílio para o cidadão medio, daqui a 30 anos teremos uma classe muito alta de pessoas sem qualquer fonte de renda. Comparar nossa situação com a de outros países mais desenvolvido é um problema recorrente, principalmente àqueles que não aderiram a Previdência Pública, mas geralmente esquecem de levar em consideração a educação financeira que os cidadãos desses países recebem.
  • L Fernando  29/03/2019 22:30
    Nestes países onde não existe isso o povo deve ter nascido com altíssimo conhecimento, enquanto que aqui nunca se chegará a isso.
    Não consigo entender estes raciocínios, que parte do resultado final para explicar a diferença, e não toda a forma como foi moldada a cultura e o desenvolvimento dos mesmos.
    Problema do Brasil é que quis virar primeiro mundo em beneficios e direitos sem antes ter chegado na parte do desenvolvimento e acumulo de riqueza necessária.
    E quem normalmente propõe todos estes direitos são de alguma forma ligado ao governo; juristas, juizes, politicos, todos irresponsáveis mas que vivem na extrema riqueza e benefícios.
  • Caio Márcio  29/03/2019 20:09
    Faz pouco tempo que tenho acessado os artigos.
    Fantásticos!
    Desde o ano de 2000 que não recolho mais INSS, simplesmente fiz as contas e percebi lá naquele longínquo ano, que era muito melhor aplicar por conta própria do que repassar uma parte de meu suado salário para o governo administrar.
    Com 30 e poucos anos já estava "aposentado" pelo meu INSS particular. Mas é lógico que continuo a trabalhar, no entanto percebi claramente que vocês estão cobertos de razão, o INSS pode ser extinto, que não vai fazer falta alguma.
    A questão é como fazer uma ideia destas ser absorvida por milhões de pessoas que acreditam piamente que o esquema é, Deus no céu e INSS na terra.
  • Paulo Henrique  30/03/2019 16:01
    Nem todos tem essa educação financeira. Muitos prefeririam gastar tudo no curto prazo, e ao chegar na velhice, ficar desamparado. Então o governo gastaria com assistencia.
    Já outros arriscariam o capital em algo de elevado risco.

    Esse é o problema de abolir uma previdência compulsória. É verdade que a sociedade poderia ajudar os desamparados. Mas, isso somente em uma sociedade mais desenvolvida seria viável.
    Não há uma teoria de ''desmontar o estado''. Se você tira a previdência e mantem o resto. Você vai ter idosos desamparados
  • Yuri  30/03/2019 21:48
    Lógica sensacional. Dado que outras pessoas não querem se educar e preferem se manter financeiramente ignorantes, eu devo ser espoliado e ter a minha liberdade financeira tolhida para garantir o sossego dos incautos e ignaros.

    E exatamente assim que uma sociedade prospera...
  • Paulo Henrique  30/03/2019 22:51
    O custo de oportunidade envolve riscos. E esses riscos não estão necessariamente relacionados a ignorancia, mas sim a incerteza inerente dos investimentos.
    Por exemplo, em uma previdencia de capitalização, o governo pode dar opções de investimento de baixo risco. Você não sustenta ninguém além de si mesmo por esse modelo. Talvez apenas aqueles que nunca arrumaram emprego para contribuir, ou contribuiram muito pouco.

    Mas, se ele permitir que individuos peguem esse dinheiro, e abra uma loja, ela pode quebrar, e o sujeito vai ficar vendo navios na velhice.
    A questão é ética. Devemos deixar pessoas que erraram pagar por isso na velhice? E se ela for doente e não conseguir emprego?
    Uma coisa é perder dinheiro aos 20 anos, outra é perder aos 70-80. Deixar esses idosos passando fome não é uma opção ética ao meu ver

  • Yuri  31/03/2019 13:11
    "Custo de oportunidade envolve riscos. E esses riscos não estão necessariamente relacionados a ignorancia, mas sim a incerteza inerente dos investimentos."

    Isso vale para absolutamente qualquer coisa da vida. Um futebolzinho no domingo de manhã com os amigos pode resultar em uma perna quebrada e você ficar sem poder de trabalhar por meses. E aí, após o tratamento, ser demitido.

    Uma inocente viagem de negócios para a Europa pode acarretar em sua morte e no subsequente desamparo de sua família.

    Nada na vida é garantido, meu caro. É um atentado à lógica dizer que as pessoas devem ser blindadas, pelo governo, destas incertezas futuras.

    "Por exemplo, em uma previdencia de capitalização, o governo pode dar opções de investimento de baixo risco."

    Burocratas irão determinar em que as pessoas devem investir?! E você diz que este arranjo é o suprassumo da falta de risco?! Não pode ser sério...

    "Mas, se ele permitir que individuos peguem esse dinheiro, e abra uma loja, ela pode quebrar, e o sujeito vai ficar vendo navios na velhice."

    Na prática, você quer proibir a livre iniciativa porque ela traz riscos de falência. Se essa lógica for generalizada, acaba a economia e voltamos às cavernas.

    "A questão é ética."

    Exato! A questão é ética! Qual a ética e a moralidade de se proibir as pessoas de empreenderem e condená-las a apenas "investir em coisas sugeridas pelo governo"?

    "Devemos deixar pessoas que erraram pagar por isso na velhice?"

    Eu conheço três pessoas que eram comerciantes, muito bem de vida, e aí, por um erro empreendedorial, estão hoje com sérias dificuldades financeiras, inclusive fazendo bicos como arrumadores de casa e vendedores de cachorro-quente.

    O que você sugere fazer para "corrigir os erros empresariais dessas pessoas (que já foram ricas) e garantir uma velhice sossegada para elas"? Por que um desdentado do Piauí deve se espoliado para garantir o sossego de um ex-rico?

    No fundo, você quer uma sociedade de autômatos, em que robozinhos apenas seguem ordens de seus mestres superiores e, com isso, estão blindados de erros. Na Coreia do Norte é assim.

    "Uma coisa é perder dinheiro aos 20 anos, outra é perder aos 70-80."

    Não entendi. Por que uma pessoa de 80 anos, com dinheiro já guardado, irá sacar tudo para virar industrial? Eu, sinceramente, não conheço nenhum exemplo disso (pode até ser que haja, é claro, mas eu mesmo nunca nem ouvi falar).

    E, se tal pessoa quiser fazer isso, quem é você para impedir?

    "Deixar esses idosos passando fome não é uma opção ética ao meu ver".

    Asilos, igrejas que fornecem comida e instituições de caridade (além do próprio BPC) já existem e não deixarão de existir. Este cenário que você vislumbra não ocorre hoje. Logo, por que se basear num cenário fictício para proibir a livre iniciativa das pessoas?
  • Askeladden  29/03/2019 23:55
    O buraco é muito mais embaixo.

    Qual o rombo da previdência?
    Quem tem aposentadorias integrais?
    Quem ainda recebe pensões desde a época da guerra do Paraguai?
    Quantos presidentes não conseguiram nem aprovar aquela reforme meia boca da previdência?

    INSS é igual imposto você paga para os outros gastarem e talvez receba uma parte de volta.
    13 é praticamente um dinheiro que o governo deixa reservado para ter certeza que pagaremos IPVA e IPTU no começo do ano.

    Povo só serve como massa de manobra e para pagar imposto, sempre que o governo precisa de dinheiro inventa um direito para as empresas depositarem dinheiro e só pagar mediante a uma condição.



  • Marcel  30/03/2019 16:31
    Talvez o melhor jeito tinha os nossos antepassados nesse quesito e em outros.
    Ter uns 6 filhos onde 5 trabalham dando 20% de sua renda para os pais e o sexto filho só cuidaria dos pais na velhice.
    Filhos trabalhando e aprendendo desde jovem...
    Agora imagina a tecnologia de hoje com as "dicas" do passado podendo as famílias serem mais ricas,numerosas e até mais caridosas.
    O Estado força isso mesmo inibe a caridade(SUiScidio, Bolsa-esmola), destrói a riqueza(imPOSTOs diretos e indiretos) e até a construção das famílias.
  • anônimo  30/03/2019 20:46
    Como um trabalhador que recebe R$ 1.000,00, que tem contas pra pagar, vai depositar num fundo de pensão para receber pelo menos o salário mínimo na velhice?

    Capitalização não dá certo. No Chile, muitas pessoas não conseguem depositar o suficiente para recolher o benefício depois. O salário mínimo do Chile é de 264 mil pesos (cerca de R$ 1.521,96). Segundo dados da Fundação Sol, mais de 90% dos aposentados chilenos recebe menos que 149.435 pesos (cerca de R$ 861,50). Ou seja, mais de 90% dos aposentados chilenos recebem menos que 57% do salário mínimo nacional.
  • Yuri  30/03/2019 21:47
    E quem é que está falando em "depositar em fundo de pensão"? Se vocêacha que esta é a única alternativa que existe ao INSS para se aposentar, prepare-se, pois você próprio é candidato forte a jamais se aposentar. Ignorante financeiro passa fome no futuro.

    O brasileiro é sensacional: sua ignorância financeira é fonte de autoridade para impedir a liberdade financeira de outras pessoas.

    Quanto ao Chile, já falado aqui:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2589#ac232350
  • anônimo  31/03/2019 17:10
    Tá bom, vamos conversar então: como é que um cara que recebe R$ 1.000,00 vai fazer um investimento bom para garantir uma velhice tranquila?
  • Poupador/Investidor  31/03/2019 18:39
    Aplicando R$ 200 por mês ou na bolsa (via ações fracionadas) ou via Tesouro Direto, o que já garantiria R$ 500 mil em 2050.

    simulador.tesourodireto.com.br/#/simulacao-resultado
  • trabalhador  02/04/2019 16:14
    Libertário investindo no Tesouro Direto?
    Bolsa de Valores é muito oscilante. O cara tanto pode ganhar muito dinheiro, como pode perder muito dinheiro. Então é algo que tem que ser muito bem analisado. Tem que ter muito cuidado.

    Agora, vejamos outro cenário além do Tesouro Direto: a poupança.

    João tem 25 anos, recebe um salário mínimo mensal. Até os 25 anos, trabalhou 6 anos para guardar um montante de R$ 10.000,00. Com estes R$ 10,000,00, ele investe na poupança. R$ 10,000 é o investimento inicial dele na poupança. Ele poupa R$ 139,00 por mês, pois João tem conta pra pagar, dois filhos pra sustentar, então com muito esforço ele consegue economizar R$ 139,00 por mês. Sendo que o rendimento da poupança hoje no Brasil, é 4,55% ao ano, quanto João terá quando tiver 60 anos?

    simuladordepoupanca.net/

    Faz a conta aí. Dá bem menos do que investir no Tesouro Direto.

    Eu eu estou supondo que tudo ocorra bem na vida de João: ele nunca perde seu emprego de salário mínimo. Faz a conta aí.
  • Leonardo  01/04/2019 14:17
    Que fantasia... se não houvesse a contribuição previdenciária obrigatória esse valor (20%) jamais seria revertido em salário maior para o trabalhador. Em um ambiente de oligopólio / monopólio as empresas incrementariam seus lucros. Em um ambiente altamente competitivo, as empresas reduziriam o preço dos produtos/serviços ao mínimo que ainda mantivesse o negócio viável. Em nenhum dos 2 casos haveria incremento do salário do trabalhador.

    Se não houvesse salário mínimo, milhares de trabalhadores estariam trocando trabalho por comida em regimes quase escravocatas. E isso não aconteceria por maldade dos empresários, essa é a lógica de funcionamento do sistema capitalista, e é por isso que defendo a regulação do mercado pelo Estado.

    O que define o valor do salário é a combinação oferta, demanda e leis. Se houvessem 14 milhões de cirurgiões desempregados o salário do cirurgião seria o salário-mínimo.
  • Amante da Lógica  01/04/2019 14:41
    "se não houvesse a contribuição previdenciária obrigatória esse valor (20%) jamais seria revertido em salário maior para o trabalhador. Em um ambiente de oligopólio / monopólio as empresas incrementariam seus lucros."

    E mais lucros permitem mais investimentos, mais produção e mais contratação de mão-de-obra. Apenas completos ignorantes econômicos, gente que nunca gerenciou nem sequer um carrinho de pipoca, acreditam que lucros menores geram mais empregos e mais salários.

    De resto, é justamente nas empresas monopolistas/oligopolistas que estão os maiores salários, como a própria esquerda reconhece.

    Você já começou caindo em contradição.

    "Em um ambiente altamente competitivo, as empresas reduziriam o preço dos produtos/serviços ao mínimo que ainda mantivesse o negócio viável."

    Neste caso, os grandes vencedores seriam os consumidores. E deixa eu lhe contar um segredo: todos os trabalhadores, 100% deles, também são consumidores.

    "Em nenhum dos 2 casos haveria incremento do salário do trabalhador."

    No primeiro caso, o empregado da empresa monopolista/oligopolista é diretamente beneficiado via salários maiores. No segundo caso, todos os trabalhadores são beneficiados por preços menores.

    O fato de você não ter sido capaz de perceber estas duas coisas extremamente básicas, e ainda vir eructando uma ignorância arrogante, o desclassificam por completo para o debate econômico.

    "Se não houvesse salário mínimo, milhares de trabalhadores estariam trocando trabalho por comida em regimes quase escravocatas."

    Exatamente como acontece nas economias escandinavas, onde não há salário mínimo?

    Exatamente como acontecia na Alemanha, onde, até 2015, não havia salário mínimo?

    Suíça, Áustria, Islândia, Cingapura, Liechtenstein, Noruega, Suécia, Finlândia, Dinamarca, Bahrein -- nenhum destes países tem salário mínimo.

    en.wikipedia.org/wiki/List_of_minimum_wages_by_country

    Com efeito, o salário mínimo é tão bom e humanista, que ele é recomendado apenas por inimigos:

    Uma impagável lição de economia: taxistas impõem salário mínimo para motoristas da Uber

    Ainda pior do que você ser uma metralhadora de clichês típicos de Diretório Acadêmico é o fato de você genuinamente achar que está sendo original e que está abafando.

    "E isso não aconteceria por maldade dos empresários, essa é a lógica de funcionamento do sistema capitalista, e é por isso que defendo a regulação do mercado pelo Estado."

    Para começar, a empiria refuta a sua teoria:

    Em economias capitalistas, assalariados são disputados e têm aumentos salariais constantes

    Eis o furo na sua teoria:

    Sim, o trabalho assalariado é uma mercadoria - e é isso o que o protege contra abusos

    E veja como tudo funciona:

    A "necessidade do trabalhador" e a "ganância do empregador" são irrelevantes em determinar salários

    Por fim, eis o sistema que você realmente defende:

    Sim, há um Mecanismo que governa o país - e sua ideologia é bem clara

    O capitalismo de estado, ou "rent seeking", é o comportamento que explica a economia do Brasil

    "O que define o valor do salário é a combinação oferta, demanda e leis. Se houvessem [sic] 14 milhões de cirurgiões desempregados o salário do cirurgião seria o salário-mínimo."

    Pela sua lógica, o fato de haver 14 milhões de cirurgiões desempregados faz com que as demandas por cirurgias, bem como o valor (vital) atribuído a estas cirurgias, caiam para zero, correto?

    Ou seja, pela sua brilhante lógica, o que determina o valor de uma essencial cirurgia de coração é a quantidade de cirurgiões desempregados. Quanto mais cirurgiões desempregados, menos vale uma neurocirurgia!

    É cada ignaro neste mundo, que dá até dó.

    Fechou com chave de ouro (ou seria de latão?) este compêndio de ignorâncias.

    Dica básica: Não adianta odiar o mercado. Apenas aprenda a usá-lo
  • Leonardo  02/04/2019 01:23
    Em primeiro lugar gostaria de deixar claro que não estou disputando nada contigo. Relaxe e exponha seu ponto de vista com tranquilidade, afinal não estamos em guerra, apenas expondo opiniões.

    "E mais lucros permitem mais investimentos, mais produção e mais contratação de mão-de-obra. Apenas completos ignorantes econômicos, gente que nunca gerenciou nem sequer um carrinho de pipoca, acreditam que lucros menores geram mais empregos e mais salários."

    Em nenhum momento falei que lucros menores geram mais empregos e mais salários. O objetivo de qualquer negócio é reduzir os custos ao máximo possível (e isso inclui salários) e maximizar os lucros. É assim que uma empresa funciona, sobrevive e cresce.

    "No primeiro caso, o empregado da empresa monopolista/oligopolista é diretamente beneficiado via salários maiores. No segundo caso, todos os trabalhadores são beneficiados por preços menores. "

    As empresas monopolistas não pagam salários maiores por serem monopolistas. No segundo caso concordo, os trabalhadores são beneficiados por preços menores, mas não por salários maiores, que foi a minha afirmação.

    "O fato de você não ter sido capaz de perceber estas duas coisas extremamente básicas, e ainda vir eructando uma ignorância arrogante, o desclassificam por completo para o debate econômico. "

    Tudo que é diferente do que vc pensa lhe soa arrogante? Eu não fui arrogante em nenhum momento, pelo menos não foi essa a minha intenção.

    "Neste caso, os grandes vencedores seriam os consumidores. E deixa eu lhe contar um segredo: todos os trabalhadores, 100% deles, também são consumidores. "

    É verdade, os consumidores seriam os vencedores, mas eu não falei que eles seriam perdedores... eu falei que o salário dos trabalhadores seria menor. 100% dos trabalhadores são consumidores, mas não de tudo, apenas o que o seu dinheiro é capaz de comprar.

    "Exatamente como acontece nas economias escandinavas, onde não há salário mínimo? "

    Me referia ao Brasil

    "Exatamente como acontecia na Alemanha, onde, até 2015, não havia salário mínimo? "

    Já se perguntou porque resolveram mudar ?

    "Pela sua lógica, o fato de haver 14 milhões de cirurgiões desempregados faz com que as demandas por cirurgias, bem como o valor (vital) atribuído a estas cirurgias, caiam para zero, correto? "

    Não foi isso que eu disse. Falei que se houvessem muitos cirurgiões disponíveis no mercado certamente o salário deles seria menor. Você mesmo mencionou que o trabalho é uma mercadoria... e vc deve saber que o preço de uma mercadoria é o equilíbrio entre oferta e demanda.
  • Humberto  02/04/2019 13:29
    "concordo, os trabalhadores são beneficiados por preços menores, mas não por salários maiores, que foi a minha afirmação. [...]É verdade, os consumidores seriam os vencedores, mas eu não falei que eles seriam perdedores... eu falei que o salário dos trabalhadores seria menor. 100% dos trabalhadores são consumidores, mas não de tudo, apenas o que o seu dinheiro é capaz de comprar."

    Fera, se os preços de tudo caem, então o salário real aumentou. Por definição.

    Aliás, matemática básica:

    No primeiro cenário, você ganha $100 e os preços estão em $90.

    No segundo cenário, você ganha $90 e os preços estão em $80.

    Em qual destes dois cenários seu poder de compra é maior?

    Pense.

    Pense mais um pouco.

    Ok, chega. Não precisa fundir o cérebro.

    No primeiro cenário, seu salário é 11% maior que os preços. Já no segundo cenário, seu salário é 12,5% maior.

    Ou seja, sua situação é melhor no segundo cenário do que no primeiro.

    De resto, como você nem sequer se deu ao trabalho de contra-argumentar todos os outros pontos apresentados pelo outro leitor, também irei lhe estender a mesma "cortesia".

    No entanto, como vi que você fez um comentariozinho irônico sobre a imposição de um salário mínimo na Alemanha, irei respondê-lo, pois você demonstra profundo desconhecimento de tudo.

    Na Alemanha, o salário mínimo foi recentemente criado por imposição dos sindicatos. Sabe para quê? Para excluir do mercado de trabalho a mão de obra imigrante, que é menos qualificada. A imposição de um salário mínimo artificialmente alto faz com que deixe de ser vantajoso contratar mão de obra menos qualificada, garantindo assim uma reserva de mercado para a mão de obra nacional.

    Aliás, a própria história do salário mínimo é exatamente essa: hoje já são bem conhecidas as raízes eugênicas do salário mínimo, que foi originalmente criado para manter negros e mulheres fora do mercado de trabalho. (Ver também aqui e aqui). Atualmente, na Europa, as leis do salário mínimo estão sendo utilizadas para excluir os imigrantes do mercado formal.

    Um esquerdista de bom coração como você deveria ser contra.

    Ou seja, ou salário mínimo foi imposto na Alemanha exatamente para gerar desemprego entre os imigrantes pouco qualificados. É interessante você defender isso.

    Não tenha medo dos estudos. Eu apenas aconselho você a sair deste mundo fácil em que tudo o que você faz é repetir slogans de Diretório Acadêmico. Você não irá a lugar nenhum assim.
  • Leonardo  04/04/2019 10:09
    "Fera, se os preços de tudo caem, então o salário real aumentou. Por definição. "

    Amigo, se a empresa deixa de arrecadar os 20% do INSS o salário se mantém, o custo da empresa cai e os preços dos produtos caem porém o trabalhador vai ter que guardar os 20% da sua previdência por conta própria (o que eu acharia até melhor), mas isso não significa aumento do poder de compra a menos que o trabalhador abra mão da sua previdência em troca desse poder de compra maior hoje. Não existe mágica.

    "Na Alemanha, o salário mínimo foi recentemente criado por imposição dos sindicatos."

    A grande maioria dos países da união européia adota o salário mínimo. Eu poderia citar diversos países capitalistas ricos que também adotam o salário mínimo. É uma escolha política, não é uma questão de ser melhor ou pior, depende do contexto. No nosso contexto Brasil atual eu penso ser necessário um salário mínimo.

    "Não tenha medo dos estudos. Eu apenas aconselho você a sair deste mundo fácil em que tudo o que você faz é repetir slogans de Diretório Acadêmico. Você não irá a lugar nenhum assim. "

    Eu gosto de estudar, nem se preocupe com isso. E já que você gosta de conselhos, lhe aconselho a evitar ofender e desqualificar as pessoas que não concordam contigo. Use sua inteligência e seu conhecimento para formular argumentos e apresentar exemplos que sustentem as idéias que você quer defender. É mais bonito assim, acredite.
  • Humberto  04/04/2019 14:01
    "se a empresa deixa de arrecadar os 20% do INSS o salário se mantém"

    Isso é chute seu, mero achismo. Se o empregador fica desobrigado de pagar 20% ao governo, nada o impede de utilizar esse valor na forma de um abono salarial. Ele pode até não fazer isso, mas você não pode afirmar ex-ante, com toda a certeza do mundo, que nenhum empregador irá conceder este abono.

    Em um mercado competitivo, no qual a mão de obra boa é cada vez mais escassa, qualquer real que o empregador puder utilizar para ofertar salários maiores e com isso atrair mão de obra boa será utilizado.

    Mas só quem é empregador sabe disso. Palpiteiros de internet não têm muito conhecimento sobre o mundo real.

    "o custo da empresa cai e os preços dos produtos caem porém o trabalhador vai ter que guardar os 20% da sua previdência por conta própria (o que eu acharia até melhor)"

    Então é fim de papo. Se os custos empreendedoriais caem, se os preços caem, se o salário real sobe, e se agora o trabalhador tem liberdade para investir seu dinheiro da maneira como quiser, não há mais o que ser discutido. Não cabe nenhum "mas". Esse é o arranjo mais condizente com a liberdade.

    "mas isso não significa aumento do poder de compra"

    Oi?! Se os preços caíram (como você próprio admitiu), por que não há aumento do poder de compra?! Preços menores significam poder de compra maior, por definição. Dei um exemplo numérico no comentário acima (que inclusive leva em conta uma redução nominal nos salários), o qual você convenientemente ignorou.

    "a menos que o trabalhador abra mão da sua previdência em troca desse poder de compra maior hoje. Não existe mágica."

    A mágica está em seu pensamento desconexo. Se agora eu tenho liberdade para fazer o que quiser com meu salário, e os preços de tudo estão menores, onde exatamente está o busílis?

    "A grande maioria dos países da união européia adota o salário mínimo."

    Áustria, Dinamarca, Finlândia, Islândia, Ilha de Man, Itália, Liechtenstein, Noruega, Suécia, Suíça e Alemanha (até 2015).

    Não há salário mínimo nestes países europeus. E, coincidentemente, são os mais ricos.

    Pode conferir: en.wikipedia.org/wiki/List_of_minimum_wages_by_country

    Aliás, veja que curioso: "a grande maioria" dos países que têm salário são exatamente os mais pobres. Portugal, Espanha, Polônia, Grécia, Bulgária, Romênia, Hungria, Sérvia, República Tcheca, Eslováquia etc.

    Boa sorte.

    "Eu poderia citar diversos países capitalistas ricos que também adotam o salário mínimo."

    Desde que você exclua Áustria, Dinamarca, Finlândia, Islândia, Ilha de Man, Itália, Liechtenstein, Noruega, Suécia, Suíça, Alemanha (até 2015), Hong Kong, Cingapura, Bahrein, Quatar, Emirados Árabes Unidos -- aí tá valendo.

    "É uma escolha política, não é uma questão de ser melhor ou pior, depende do contexto."

    Exato, agora sim você falou algo correto: é uma escolha política, e não econômica.

    E fazer decisões mirando a política, e não a economia, é garantia de retardar o atraso e o enriquecimento. Decisões meramente políticas (que têm um horizonte de curtíssimo prazo, pois miram apenas eleições) não podem revogar leis econômicas básicas.
  • Leonardo  04/04/2019 21:07
    "Isso é chute seu, mero achismo."

    Se você acha que opiniões diferentes das suas são chutes, achismo, o que eu posso fazer? rs

    "Oi?! Se os preços caíram (como você próprio admitiu), por que não há aumento do poder de compra?!

    Como eu te falei, se os preços caem, o salário se mantém mas agora o empregado precisa guardar 20% para a sua previdência então o poder de compra do empregado não aumentou. A menos que ele abra mão da sua previdência, aí sim ele estaria trocando sua previdência por um poder de compra maior.
    Eu também prefiro ter a liberdade de escolher mas eu não posso afirmar que meu poder de compra será maior.

    "Mas só quem é empregador sabe disso. Palpiteiros de internet não têm muito conhecimento sobre o mundo real."

    Muita presunção sua achar que apenas o empregador compreende a dinâmica do funcionamento das empresas e suas relações trabalhistas.

    "Decisões meramente políticas (que têm um horizonte de curtíssimo prazo, pois miram apenas eleições) não podem revogar leis econômicas básicas."

    E quem te falou que decisões políticas têm sempre horizonte curto e miram eleições ?
    Essa visão dos liberais mais radicais de que o Estado é a origem de todos os males é uma visão boba (desculpe a franqueza). Eu penso que o Estado tem uma razão de ser e cumpre um papel importantíssimo numa sociedade. Óbvio que tenho inúmeras críticas ao Estado brasileiro, por exemplo, mas ao invés de reduzi-lo a pó eu penso que ele deveria sofrer transformações.

    PS: você foi mais educado desta vez, parabéns ! Escapuliu um "palpiteiro de internet" mas tá tranquilo.

  • Eduardo  05/07/2019 11:51
    É um equívoco dizer que esse dinheiro estaria no bolso do empregado caso não houvesse o encargo. Se o empregado não tivesse encargos em seu salário, o empresário iria acabar usando o dinheiro economizado contratando outro empregado para fazer sua empresa crescer. Teoricamente, aumentaria a taxa de empregos e isso é bom, mas com certeza que o dinheiro não iria aumentar o salário do empregado.
  • Amante da Lógica  05/07/2019 14:08
    "É um equívoco dizer que esse dinheiro estaria no bolso do empregado caso não houvesse o encargo."

    Não chame de "equívoco" aquilo que é apenas um palpite seu.

    O fato de você supor que algo não ocorrerá não lhe dá ao direito de chamar de "equivocados" os que pensam o contrário de você.

    Ademais, nada garante que haveria aumentos, é fato. Mas, ao menos, haveria espaço para aumentos. Seria possível -- veja bem: seria possível -- haver aumentos.

    Já no atual arranjo, é impossível haver aumentos. Não há espaço para aumentos.

    Pior ainda: não só não há como haver aumentos, com ainda o trabalhador fica sem parte do seu salário.

    A diferença entre uma hipótese benéfica e uma certeza maléfica é brutal.

    Mas tudo isso ainda é o de menos. Sua grande contradição virá agora.

    "Se o empregado não tivesse encargos em seu salário, o empresário iria acabar usando o dinheiro economizado contratando outro empregado para fazer sua empresa crescer. Teoricamente, aumentaria a taxa de empregos e isso é bom, mas com certeza que o dinheiro não iria aumentar o salário do empregado."

    Tal frase mostra que você não entende nem o básico de economia, pois é incapaz de fazer uma simples ligação de causa e consequência.

    Deixa eu tentar desenhar:

    Se, como você próprio reconhece, a taxa de desemprego cai, então, por definição, os salários médios terão de subir, pois, se há menos gente desempregada, então os salários ofertados terão de subir para atrair mão de obra de um setor para outro.

    De novo: se o desemprego cai, há menos mão de obra disponível. Com menos mão de obra disponível, a única forma de empresários conseguirem a pouca mão de obra remanescente é oferecendo salários maiores.

    Em qualquer economia cuja taxa de desemprego seja baixa, os salários sobem. Isso não é só teoria, é também empiria. Veja a atual situação dos EUA, por exemplo. Desemprego em queda e salário médio em alta.

    Portanto, meu caro, neste cenário que você próprio criou, sim, haverá aumento de salários gerado pela redução dos encargos.

    É um equívoco você concluir o contrário de sua própria tese.
  • Eduardo  23/07/2019 12:23
    Para haver esta diminuição do desemprego, primeiramente deve ocorrer o que eu disse: o dinheiro economizado ser usado na contratação de novos empregados em vez de ir direto para o trabalhador. Portanto, o aumento do salário, se ocorrer, será uma causa secundária, não primária, como sugere o artigo. Meu post, então, continua correto. E mesmo que os salários venham a subir depois, duvido que superem os salários atuais cheios de encargos, que fazem cada trabalhador custar por quase dois para o empregador.

    Como suposto "amante da lógica", você deveria respeitá-la mais.
  • Amante da Lógica  23/07/2019 14:26
    "Para haver esta diminuição do desemprego, primeiramente deve ocorrer o que eu disse: o dinheiro economizado ser usado na contratação de novos empregados em vez de ir direto para o trabalhador."

    Espertalhão. Inverteu totalmente o debate, apagou o passado e ainda tentou sair por cima. Só que pra cima de mim isso não funciona.

    Primeiro você chegou dizendo que não haveria aumentos salariais, pois os empresários, estranhamente, prefeririam ter ainda mais gastos contratando um segundo empregado do que apenas manter um. Contratar empregado envolve um alto custo de tempo de treinamento e de recursos direcionados para este treinamento.

    Eu respondi dizendo que, mesmo se isso ocorresse, o efeito também seria o dos aumentos salariais, só que agora indiretamente.

    Ou seja, em qualquer cenário, o efeito final seria o aumento dos salários. No primeiro cenário -- o do artigo --, o aumento seria rápido. No segundo, um pouco mais lento. Mas, em ambos, haveria aumentos salariais, que é o que interessa.

    Se você não entendeu isso, então realmente estou perdendo meu tempo tentando lhe ensinar lógica básica.

    "E mesmo que os salários venham a subir depois, duvido que superem os salários atuais cheios de encargos, que fazem cada trabalhador custar por quase dois para o empregador."

    Hein?! Você está dizendo que os salários atuais, sobre os quais incidem todos os tipos de encargo, são maiores do que seriam em um cenário sem encargos?

    Realmente, 'lógica' é um conceito alienígena para você...
  • Alaor  23/07/2019 14:39
    Amostra de brasileiro estudado, escreve bem, se faz entender, é articulado porém comete um erro gravíssimo de não reconhecer causa e consequência e ao mesmo tempo que arrota arrogância. Multiplica-se esse tipo por mais alguns milhões como ele e não é de se admirar que o Brasil esteja na situação difícil que está.
    O pior do Brasil é o brasileiro, daqui só espero que os funcionários do aeroporto e os pilotos façam seu trabalho de maneira correta, pois é o único jeito de sair desta situação.
  • Jango  22/07/2019 16:03
    A reforma que passou foi apenas para as contas ganharem um fôlego, porque está muito longe de ser "ideal". Daqui 8 anos, vai precisar aprovar mais uma reforma da previdência.

    Vendo tudo isso, a maior parte da esquerda ainda é contra a reforma. Agora vem a pergunta: como pode existir pessoas tão tapadas assim? Será que não percebem que uma hora ou outra teriam que aprovar uma reforma desse esquema de pirâmide?
  • anônimo  23/07/2019 16:48
    A maioria dos países da Europa têm muita sorte de estarem na zona do Euro. Porque o sonho da esquerda moderna é fazer o que acontece na Argentina e Venezuela, entupir tudo e todos com impostos e quando chegar no limite, começar a imprimir dinheiro pra sustentar o estado de bem-estar social. Não precisa ir muito longe pra ver isso, basta ver o "profundo" conhecimento econômico da esquerda brasileira sobre a previdência.
  • Renan  06/08/2019 12:51
    Por que o Chile ta quebrando com a capitalização da previdência?
  • Guilherme  06/08/2019 14:11
    Quem falou isso? Aponte uma fonte confiável.
  • Yuri  06/08/2019 15:59
    Como eu já sei o que ele irá responder, vou me antecipar:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=3026#ac235655


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