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Qual deve ser a postura dos austríacos em relação ao ministro “monetarista”?
Que tal “apoio crítico”?

Pela primeira vez em décadas — muitas e muitas delas! —, a área econômica de um governo no Brasil ficará sob a responsabilidade de um economista verdadeiramente liberal: Paulo Roberto Nunes Guedes, conhecido como um dos mais radicais monetaristas de carteirinha.

Graduado em Economia na Universidade Federal de Minas Gerais, de onde saiu, obviamente, como um keynesiano, Guedes fez o mestrado na Escola de Pós-Graduação em Economia da Fundação Getulio Vargas do Rio de Janeiro, então sob a tutela de seu fundador Mario Henrique Simonsen, e lá solidificou seu conhecimento técnico.

Embarcou depois para os Estados Unidos e obteve o grau de Ph.D. na Universidade de Chicago, em um tempo em que o Departamento de Economia daquela instituição fervilhava de economistas do porte de George Stigler, Arnold Harberger, Harry Johnson, Gary Becker, Robert Lucas Jr.  e Milton Friedman.

Ao regressar ao Brasil, era um monetarista com sólido equipamento teórico e forte influência desses professores, porém já estava também na fronteira da chamada revolução das expectativas racionais (conceito formulado pela primeira vez por John Muth em 1961) ou economia dos novos clássicos, desencadeada no início dos anos 1970 e que se popularizou após a publicação de artigo assinado por Robert Lucas e Leonard Rapping, em 1969, sobre salário real, emprego e inflação[1], ao qual se seguiram diversos trabalhos de, entre outros, Robert BarroFinn KydlandEdward Prescott, Thomas Sargent e Neil Wallace.

Não só por esse currículo, mas também por ter convivido com ele durante anos, tenho certeza de que sabe que a saída para o Brasil não é o Galeão, nem Guarulhos e muito menos a social-democracia que vem destruindo nosso país desde a chamada redemocratização, mas a economia de mercado, enfeixada em instituições que garantam os direitos fundamentais à vida, às liberdades individuais e à propriedade, respeitem as escolhas de todos os cidadãos, os tratem como adultos conscientes e não como criancinhas dependentes de babás, coloquem o estado voltado para servi-los e compreendam que pessoas não podem ser consideradas meras engrenagens da sociedade, semelhantes às dos relógios.

Adicionalmente, o novo ministro conhece e admira Mises, Hayek, Rothbard e a Escola Austríaca, mas difere de nós porque, sendo um Chicago boy padrão, não enxerga a metodologia da Escola Austríaca como uma teoria econômica rival, mas como tema a ser tratado em disciplinas de Ciências Sociais.

O apoio não é incondicional

O momento importantíssimo por que passa o Brasil, em que chega um novo governo com grande apoio popular e com um programa econômico liberal (ao menos na plataforma), não é apropriado para acentuar divergências, mas sim reforçar convergências entre a Viena de 1900 do início da década de 30 e a Escola de Chicago dos anos 60 e 70.

E é evidente que ambas confluem no que efetivamente importa fora do mundo acadêmico, que é a vida dos 210 milhões de habitantes do Brasil.

Em outras palavras, o que devemos levar em conta nestes tempos promissores para o movimento liberal não é a economics, a teoria da economia, mas a economy, a economia do dia a dia das pessoas. Como ambas as escolas teóricas levam a programas de governo que em muitos aspectos se assemelham, não há motivo para nós, os austríacos, fazermos birra e não apoiarmos os pontos positivos da política econômica anunciada por Guedes apenas porque ele é monetarista. Como sempre ensinaram Murray Rothbard e Joseph Salerno, temos de ser oportunistas.

Poderão arguir alguns leitores, talvez: "Mas como? O professor Iorio, um economista da Escola Austríaca e que há bastante tempo vem se empenhando para divulgá-la, tendo, inclusive, por isso, sacrificado várias oportunidades profissionais em que seria mais bem remunerado, está defendendo o programa de um Chicago boy"?

Minha resposta é: sim, estou e com muita alegria e esperança. Vou resumir por quê, enfatizando: (a) as semelhanças na prática e (b) a necessidade do pragmatismo.

Esse apoio é dever patriótico, pois se trata de um programa de fato liberal, mas é evidente que não é incondicional. Não é questão de se bater palmas para tudo o que for feito na área econômica, mas de aplaudir quando for feito o que julgarmos bom e criticarmos caso o programa venha a afastar-se, por qualquer motivo, da agenda liberal. Desaprová-lo a priori, sem que nada ainda tenha sido implantado, seria uma vaidade fútil; seria juntar-se à oposição e, sem dúvida, contribuir para a recomposição da social-democracia, que é justamente a visão de mundo que temos que combater.

(a) Reforçando convergências e esquecendo (ou adiando) as divergências

No que diz respeito às recomendações de política econômica, são muitas as semelhanças entre os austríacos e os monetaristas. Vou citar apenas algumas.[2]

Austríacos e monetaristas concordam que:

* A propriedade privada é uma das bases do progresso, assim como o livre comércio, a mobilidade de trabalho e capital, e a globalização;

* É preciso haver harmonia entre economia de mercado, liberdade e ordem social;

* É preciso privatizar, desestatizar, desregulamentar e desburocratizar;

* Há que se respeitar o princípio da subsidiariedade e o federalismo (descentralização política, econômica e administrativa), que são muito superiores à centralização (mais Brasil e menos Brasília, mais Mises e menos Keynes);

* As desigualdades naturais são inevitáveis;

* As soluções de mercado para educação e saúde são superiores às "soluções" do estado;

* A inflação é um fenômeno monetário;

* As teorias da exploração marxista e do intervencionismo keynesiano são completamente equivocadas, bem como o patrimonialismo, o corporativismo, o welfare state, o nanny state, a concessão de todo e qualquer privilégio, o rent seeking e o privilege seeking;

* Déficits públicos, endividamento do estado e tributação progressiva são males e são desnecessários;

* O planejamento central socialista e o totalitarismo são inaceitáveis;

* Quaisquer controles de preços, seja de bens e serviços, seja da taxa de câmbio, salários, lucros, aluguéis e de toda a legislação sobre o salário mínimo desorganizam a economia e trancam o progresso.

Há outros elementos comuns às duas escolas, mas o importante é frisar, como fez o Prof. Israel M. Kirzner, o mais proeminente economista vivo que segue a tradição de Carl Menger[3]:

É importante não exagerar as diferenças entre as duas correntes. [...] Existe uma quase surpreendente coincidência entre suas visões sobre muitas questões importantes de política econômica. ... mas ambas possuem basicamente o mesmo entendimento correto de como funciona um mercado, e isso é responsável pelo saudável respeito que as duas abordagens dividem em comum por suas realizações.

Como se sabe, há divergências entre austríacos e monetaristas, porém praticamente todas são de caráter teórico e, portanto, de pouca relevância para a situação que o Brasil vive hoje.[4]

(b) Nas condições atuais, pragmatismo é sinônimo de prudência e sabedoria

Como já escrevi no início, o Brasil está na linha de largada de uma nova era, depois de muitos anos de estagnação provocada pela mesmice esquerdista da social-democracia, em um verdadeiro minueto dançado nos salões da velha política por um refinado PSDB e um tosco PT, apoiados na orquestra mercenária do atual MDB.

A boa nova é que o lulopetismo perdeu, o PSDB desmilinguiu-se, o MDB levou um direto no queixo e venceu o candidato que nos surpreendeu com uma proposta realmente liberal para a economia, reformadora na política e conservadora — como é quase toda a população brasileira — em termos morais e de costumes. É tempo de coisas novas na economia, na política e nos valores morais.  

O que é importante é que estamos diante da possibilidade efetiva de nos libertamos da semiescravidão que o ancien regime nos impôs. Ora, esse é um objetivo preconizado por economistas como Friedman e Hayek, Gary Becker e Mises, George Stigler e o próprio Rothbard — todos, aliás, membros da Mont Pelerin Society.

(Esse é também meu recado — que espero seja bastante claro — para certos radicais de Facebook, muitos deles leftlibs (alguns ainda imberbes) que nunca escreveram mais do que "textões" nas redes sociais e youtubers em busca de seguidores e cliques em seus sininhos, defendendo valores que os identificam com várias pautas da esquerda, principalmente no que se refere aos valores morais.)  

Ademais, no nosso atual contexto, que importância tem, em termos pragmáticos e considerando a enorme crise e a possibilidade de sairmos dela, por exemplo, se o melhor método para estudar a economia é a Praxiologia de Mises ou o Positivismo de Friedman, ou se imposto é ou não roubo, ou se o processo de mercado austríaco é superior ou não à análise neoclássica de equilíbrio? Por ora, praticamente nenhuma. Não vamos enfraquecer nossas forças com divisões teóricas.

No futuro, depois que a casa do mundo real estiver razoavelmente arrumada, aí sim, podemos convidar os monetaristas para uma sala e brigar com eles, tendo uma lousa e carteiras como cenário.

Conclusão

Apenas para deixar bem claro: devemos, inflexivelmente, manter uma postura de radical intransigência em relação a qualquer eventual recaída intervencionista — como, por exemplo, atacar sem piedade qualquer ideia da volta da CPMF, de aumentos de impostos, de criação de IVA e de restrições ao livre comércio com a China. Qualquer erro deste tipo deverá ser impiedosamente criticado. Mas não vejo sentido, por ora, em já sair fazendo oposição estridente apenas porque não há "austríacos-raiz" na equipe econômica, ou porque o ministro é de Chicago, ou porque o corte de gastos não será como o desejado, ou porque nem todas as agências reguladoras serão abolidas, ou porque a Receita Federal não será fechada.

A primeira vitória — afastar os radicais keynesianos do poder — foi conseguida. Vamos agora nos concentrar na segunda vitória: aumentar as liberdades econômicas.

Para encerrar, e em uma nota mais leve, esta é a primeira vez, desde que me entendo como analista econômico (lá no início dos anos 1980), que talvez terei algo de bom a falar de um governo. Isso não tem preço e preciso ver como se faz.

__________________________

Leia também:

Os economistas austríacos contra o mainstream econômico no Brasil de Temer



[1] Lucas, R. e Rapping, L., Real Wages, Employment, and Inflation, in: Journal of Political Economy, 1969, vol. 77, issue 5, 721-54.

[2] Mark Skousen publicou um livro que discute de maneira muito interessante as convergências e divergências entre as duas escolas: Vienna & Chicago: Friends or Foes? A Tale of Two Schools of Free-Market Economics. Washington. Regniring. 2005.

[3] Kirzner, Israel M., Divergent Approaches in Libertarian Economic Thought.Intercollegiate Review (January-February), p.102.

[4] As principais são a questão metodológica (uma divergência teórica importantíssima); o contraste (também teoricamente importante) entre a visão monetarista de mercados em equilíbrio e a abordagem austríaca do processo de mercado; a questão das "falhas de mercado" (cuja existência os austríacos negam); o melhor meio que o governo deve usar para que a moeda seja "sólida": se deve regra x de Friedman para a política monetária com banco central "independente" ou o padrão-ouro ou o free banking, a necessidade ou não da existência de bancos centrais e das reservas fracionárias; e, por fim, as questões relativas à chamada "macroeconomia" e às teorias do capital, da moeda, dos juros e dos ciclos econômicos.


37 votos

autor

Ubiratan Jorge Iorio
é economista, Diretor Acadêmico do IMB e Professor Associado de Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).  Visite seu website.

  • comprando a pipoca...  07/11/2018 16:01
    ... para ler os comentários dos revoltados contra esse artigo.

    Parecem que não entendem q PT de volta seria colocar o Brasil no caminho da servidão por bastante tempo
  • Régis  07/11/2018 16:34
    Não entendi por que haveria revolta. Não se trata de uma questão de bom senso?


    P.S.: eventuais sedizentes "libertários" que digam que eram indiferentes ao resultado final da eleição são formados ou por adolescentes que nunca pagaram um boleto com dinheiro próprio e que ainda moram na casa dos pais (o que engloba todos os left-libs) ou por maconheiros e abortistas idiotas. Nenhum desses grupos, é claro, jamais fez qualquer contribuição real para a causa da liberdade.
  • Edupicollo  08/11/2018 13:10
    Querido Ubiratan, o que o senhor acha da proposta tributária do Marcos Cintra, unindo todos os impostos em um unico IUF que é muito semelhante a CPMF:
    www.marcoscintra.org/
  • Imperion  07/11/2018 16:18
    Liberalismo no brasil é primeira vez. Nao vao acertar de primeira.
  • Humberto  07/11/2018 16:37
    Concordo. Mas sempre dá pra ao menos cutucar e empurrar na direção certa. Já o que não dá é assumir uma postura comodista e derrotista, e já afirmar apressadamente que não tem como dar certo (não estou dizendo que é o seu caso), acabando antecipadamente com a única e grande chance que já tivemos. Isso seria, como diriam os ingleses, arrancar a derrota das mandíbulas da vitória.
  • Imperion  07/11/2018 23:35
    Temos que ante ver o que nao pode dar certo e tirar do caminho. Porwue a esquerda residtencia vai sabotar.
  • Imperion  07/11/2018 23:47
    A esquerda com certeza vai usar o analfabetismo econômico da maioria da população pra jogar conta toda conquista liberal, deturpando como sempre o verdadeiro sentido de liberdade.
    Pra algumas cabeças sempre perder a proteção, intervenção do estado vai ser a causa do seus fracaddos em vida, nunca vai ser sua responsabilidade pessoal. Infelismente a maioria pensa assim. A esquerda so enfraqueceu, nao ta morta. Ela controla a educação intervencionista, o que faz peso na militancia pelos seus ideais deturpados. A educação influe no pensamento e de as pessoas nao mudarem, nenhuma mudança politica vai ser duradoura.
    Foi a Justica que enfraqueceu a esquerda. Mas pra consolidar uma agenda pro liberdade, nao se deve descuidar da mentalidade da população.
  • Frederico Schmidt  08/11/2018 10:35
    Só não se esqueçam que o presidente é o Bolsonaro e não o Paulo Guedes, então não é a primeira vez que temos um governo liberal. Temos um ministro da fazenda liberal, o que é excelente, mas seu "patrão" é um estadista.
  • L Fernando  08/11/2018 19:45
    Tu define ESTADISTA no chutômetro porque esta pergunta foi feita a ele, e ele falou que os homens evoluem
  • Andre Barbosa  09/11/2018 12:23
    E você acredita em papai noel tb né?
    O cara viveu do estado a vida inteira, todos o seus filhos estão no estado, tem discurso nacionalista, defendeu os direitos dele de receber benefícios de cargo, se ele não é estadista, ninguém é.
  • Felipe M  07/11/2018 16:42
    Excelente texto e exercício de humildade.

    Temos é de comemorar muito por termos um chicago boy na linha de frente.

    Não podemos esquecer tão cedo que poderíamos ter um keynesiano mandando e desmandando ainda.

    Espero que o Mito vá bem e seja lembrado eternamente como um dos principais responsáveis pela expulsão da quadrilha do poder.
  • Pobre Paulista  07/11/2018 16:50
    Paulo Guedes é o que tem pra hoje.

    Para amanhã, quem sabe um Leandro Roque?
  • Libertariozinho  07/11/2018 17:02
    Está sonhando muito Pobre Paulista hahaha
    Mas confesso que no fundo sonho com isso também
  • Pobre Paulista  07/11/2018 17:17
    Ah, outra:

    Hélio Beltrão para o Ministério da Desburocratização, eu apoio :-D ;-)
  • Hamilton  07/11/2018 21:24
    O filho herdando o trabalho do pai.
  • Felipe Lange  09/11/2018 10:50
    Coitado, no mesmo dia ele já renuncia.
  • Felipe Lange  09/11/2018 10:53
    E os meus colegas ainda ficam enchendo o saco (do curso de Biologia), falando que com o Bolsonaro vai acabar os cursos de Biologia, que vão vender a Amazônia (o que seria bom, aliás) e aquele lero-lero. Tem tanta coisa para criticar e eles ficam se atendo a picuinhas e paranoias que lembram a velha esquerda de décadas atrás.

    Que gente chata, quanto mais falam mal do Bolsonaro, mais motivos tenho para gostar dele.

    Falando nisso, alguém poderia me explicar o motivo do Haddad ter tido voto majoritário na região Nordeste?
  • Mauro Assis  09/11/2018 16:38
    Essa é fácil: foi o lugar que mais se beneficiou das políticas lulistas. Como a LavaJato transformou tudo que é político em bandido, eles pensaram: "se todo mundo é bandido, Lula ou o poste é melhor.".

    Tem outras razões, mas esta é a principal, na minha opinião.
  • um dois  09/11/2018 16:52
    www.youtube.com/watch?v=c_ATTxI7eLA

  • Jairdeladomelhorqptras  10/11/2018 14:59
    Caro Felipe Lange,
    Quanto a tua pergunta sobre a votação de Haddad no nordeste, cumpre enfatizar que a população do nordeste não é esquerdista. É governista.
    A ARENA, o antigo partido dos militares também era forte no nordeste. Eles votam no governo. Humildes, julgam que necessitam do governo.
    Basta o governo, qualquer governo, dar umas migalhas a mais e todo se mudam com votos e bagagens para o "partido papai-noel" de plantão em Brasília.
    Abraços
  • andrew  07/11/2018 17:01
    Excelente texto e posicionamento no minimo sensato e honroso.No fim é isso mesmo que se aplauda o que tiver que se aplaudir e que se critique o que for considerado execrável e errado.
  • JarbasProfeta  07/11/2018 17:22
    Excelente texto em análise e referências. Concordo plenamente que estamos com um cenário muito melhor.

    Mas entre admitir que estamos em um caminho melhor(puro bom senso) e declarar apoio (mesmo que "crítico") ao governo e consequentemente ao Estado... sem comentários quanto à isso... estou muito surpreso, negativamente falando.
  • Humberto  07/11/2018 17:41
    1) Ou seja, você afirma e concorda que estamos num caminho melhor e num cenário melhor, mas ao mesmo tempo afirma que se deve ser contrário a tudo o que venha a ser feito (inclusive as coisas positivas) em nome de um purismo idealista.

    2) De duas uma: ou você é incoerente e tem dificuldade de seguir uma lógica básica, ou você vive num mundo paralelo. Como é possível ser a favor de uma mudança e ao mesmo tempo ser contra essa própria mudança?
    3) Unde você viu "declaração de apoio ao estado"? No artigo está escrito:

    "Como sempre ensinaram Murray Rothbard e Joseph Salerno, temos de ser oportunistas."

    Perceba que há ali um link para um artigo. E qual o título deste artigo?

    Para desmantelar o estado, temos de ser "oportunistas" e não "gradualistas"

    Guedes nos fornece uma oportunidade inédita. Você, olimpicamente, não quer aceitá-la, contrariando os ensinamentos dos anarcocapitalistas Rothbard e Salerno. Logo, em termos tanto práticos quanto lógicos, sua postura é incoerente e não faz nenhum sentido.
  • Servidor Federal  07/11/2018 17:59
    "Guedes nos fornece uma oportunidade inédita."

    Guedes não oferece nada, é só um homem com um cargo no Ministério da Fazenda, isso até eu sou. Quem decide são, Congresso Nacional e o Judiciário, escrevemos a CF 1988 com todas as suas emendas e toda a lentidão do processo político exatamente para evitar ou retardar ao máximo esses avanços neoliberais, que os próximos anos serão de enxugamento do Estado Brasileiro como vocês desejam disso não há dúvidas, mas se desejam serem o Chile esqueçam, só uma ditadura consegue instalar um sistema econômico desses.
    Para os próximos 4 anos se contentem com a reforma da previdência mais ralé possível, com uma simplificação tributária e níveis de liberdade econômica dos tempos de FHC seguido de algum crescimento econômico que será rapidamente esvaziado por uma crise internacional, resultando em vitória da centro esquerda, como é o default no Brasil.
  • Carlos  07/11/2018 17:42
    Dica ao JarbasProfeta: o apoio não é ao estado, mas às eventuais medidas liberalizantes que porventura venham a ser adotadas por Guedes. Analfabetismo funcional é algo esperado da esquerda; de leitores deste site é novidade.
  • JarbasProfeta  07/11/2018 17:58
    Caros, acho que não sou eu o analfabeto funcional dessa thread.

    Primeiramente Humberto, não declarar apoio há algo necessariamente é o mesmo que declarar oposição(onde é que eu afirmei que se deve ser contrário)? Que non-sequitur é esse? Chamo isso de desonestidade intelectual.

    Quanto ao apoio ao Estado no texto, ao mesmo Humberto, e respondendo ao Carlos também:

    Titulo da máteria: Qual deve ser a postura dos austríacos em relação ao ministro "monetarista"?
    Subtítulo: Que tal "apoio crítico"?

    Interpretação de texto básica, segundo o autor: A postura dos austríacos em relação ao ministro(cargo de 1º escalão do Estado, ou não?) deve ser de apoio crítico.

    Onde está o meu analfabetismo funcional?
  • Carlos  07/11/2018 18:17
    Onde ele está? Não só na primeira postagem, como reforçado agora na sua réplica. Não é apoio ao estado, mas sim a um integrante que nunca foi do estado, que nunca exerceu cargo público, que é genuinamente liberal, e que agora estará ali praticamente infiltrado no estado.

    Se não entendeu isso, nada posso fazer.

    Ademais, o subtítulo do artigo é uma referencia ao próprio título, que fala explicitamente do indivíduo Guedes, e não do estado. O apoio é às eventuais medidas liberais implantadas por um indivíduo, e não pelo estado.

    Se não entendeu isso, desisto.

    De resto, eis o que está escrito no artigo:

    "Não é questão de se bater palmas para tudo o que for feito na área econômica, mas de aplaudir quando for feito o que julgarmos bom e criticarmos caso o programa venha a afastar-se, por qualquer motivo, da agenda liberal. Desaprová-lo a priori, sem que nada ainda tenha sido implantado, seria uma vaidade fútil"

    Onde isso é apoio a todo o estado?

    Seja menos passional. Isso apenas obnubila a razão. Radicalismo é ótimo, mas tem de ser coerente.


    P.S.: você escreveu: "não declarar apoio há [sic] algo". Isso, de fato, não pode ser classificado como analfabetismo funcional...
  • JarbasProfeta  07/11/2018 19:23
    Bom, por essa resposta apenas não entendi qual seria o sentido deste artigo se ele não atrelasse o individuo Paulo Guedes ao cargo de ministro do governo, talvez o 2º no comando do Estado a partir de 2019.

    O autor está sugerindo ao leitor que deve apoiar criticamente o "ministro" Paulo Guedes, e suas políticas. Você está defendendo que isto não expressa de nenhuma maneira e nenhum grau apoio ao Estado. O que discordo completamente.

    No meu ver, é bem razoável inferir logicamente que ao manifestar apoio à uma das maiores autoridades do governo, você está sim, manifestando apoio ao governo indiretamente ou pelo menos à uma parte do governo e ao Estado.

    Mesmo que não seja hoje, a partir de 1º de janeiro Paulo Guedes vai ser sim, um funcionário do Estado, você gostando ou não, vai ser pago com dinheiro roubado, vai fazer parte da máfia e isso é irrefutável.

    Não vejo problema lógico em eu opinar que é melhor um liberal no governo do que um keynesiano. Assim como na minha opinião, que é indiferente à sua oposição, institutos ou entidades libertárias não deveriam manifestar ou sugerir apoio à governantes, simplesmente nenhum deles, isso não é purismo, é simplesmente incoerente. Por outro lado não vejo problema nenhum em elogiar MEDIDAS liberais.

    Só estou tentando demonstrar que elogiar medidas é diferente de declarar apoio explícito à governantes, mesmo que "criticando" intervencionismos. Acho até mais eficaz a primeira opção.

    No mais o seu P.S é apenas um ad hominem completamente desnecessário e irrelevante para a discussão, apontar um ínfimo erro ortográfico inofensivo não desqualifica uma resposta argumentativa compreensível.
  • Intruso  07/11/2018 20:23
    "Não vejo problema lógico em eu opinar que é melhor um liberal no governo do que um keynesiano."

    Que é exatamente o que o artigo faz.

    "Assim como na minha opinião, que é indiferente à sua oposição, institutos ou entidades libertárias não deveriam manifestar ou sugerir apoio à governantes, simplesmente nenhum deles, isso não é purismo, é simplesmente incoerente."

    Institutos não devem dizer que irão apoiar medidas certas e criticar medidas erradas?! Não devem nem sequer comemorar o fato de que algo contra o qual sempre lutaram (keynesianismo e intervencionismo) foi retirado do por e trocado por algo que, ao menos por ora, parece ser muito mais palatável?!

    Na boa mesmo, se você realmente pensa isso (o que, aliás, está em total contradição com sua primeira frase que destaquei acima), então eu não sei o que você realmente quer. Aí, de fato, fica difícil qualquer diálogo.

    "Por outro lado não vejo problema nenhum em elogiar MEDIDAS liberais."

    Que é exatamente o que o autor passou o artigo inteiro propondo.

    P.S.: o anarcocapitalista Murray Rothbard, do Ludwig von Mises Institute americano, simplesmente publicou artigos em jornais defendendo explicitamente a reeleição de Bush pai contra Clinton. Pela sua lógica, isso é um pecado.

    P.P.S.: o anarcocapitalista Lew Rockwell, atual CEO do Ludwig von Mises Institute americano, torceu explicitamente por Donald Trump (óbvio, a alternativa era Hillary). Pela sua lógica, também é um pecado.

    P.P.P.S.: o Ludwig von Mises Institute americano publica artigos ora elogiando um medida de Trump, ora criticando outra medida de Trump (exatamente como faz o IMB). Esquisito, né? Elogiam o certo e criticam o errado....


    Juro que tentei, mas não entendi seu ponto.
  • Jarbasprofeta  07/11/2018 22:34
    Bom, não vou responder item a item pois eu nao falei nada disso, você está criando um espantalho e não vou perder tempo retrucando cada ponto que eu não falei e não estou defendendo aqui.

    Minha última resposta está bem clara, e as respostas dos seus questionamentos estão nos mesmos trechos que você citou.
  • Jarbasprofeta  08/11/2018 00:16
    Para possíveis MAV's:

    Prove que:

    1 - Declarar apoio crítico públicamente ao n°2 da KKK(referente ao cargo deste na KKK) não infere em apoio à KKK em nenhum grau.

    2 - Afirmar que "viver na ditadura é melhor do que morrer" é igual a apoiar a ditadura
  • Carlos  08/11/2018 01:19
    "Declarar apoio crítico públicamente ao n°2 da KKK(referente ao cargo deste na KKK) não infere em apoio à KKK em nenhum grau"

    Se o número 2 for um dissidente que pode afetar a força da organização (ou, sei lá, um policial infiltrado), então não, não infere em absoluto. Ao contrário, aliás. Defender um dissidente contrário à organização é ser exatamente contra essa organização.

    "Afirmar que "viver na ditadura é melhor do que morrer" é igual a apoiar a ditadura"

    Ué, mas a pegada do artigo é exatamente essa. Usando sua metáfora, ele não apóia a ditadura, mas diz que é preferível viver sob ela a morrer. Ele não apóia o governo, mas diz que se Guedes implantar medidas liberais deve ser apoiado (e criticado se fizer besteira).

    Você segue se complicando.
  • JarbasProfeta  08/11/2018 11:38
    Perfeito, você só prova meu ponto, obrigado. Já que obviamente o ministro em questão não é um "policial" infiltrado, muito menos é contra o Estado.

    O que leva a 3 possibilidades: Ou você tem informações privilegiadas ou está deveras iludido com o novo governo ou é um MAV e está me fazendo perder um tempão aqui tendo que argumentar a mesma coisa repetidas vezes.

    O item 2 apenas sustenta o que eu estou defendendo, não é preciso apoiar políticos para apoiar e elogiar medidas liberais. Como também para achar "a" melhor que "b" não é necessário apoiar "a".

    Para os demais leitores que porventura possam estar acompanhando esta discussão: Como é obvio nas minhas manifestações, não estou tentando e nem tenho a mínima intenção de refutar o artigo inteiro, que por sinal comecei elogiando e concordo em grande parte, o único ponto do artigo em que sou crítico é em qualquer libertário manifestar apoio público(mesmo que crítico) à qualquer POLÍTICO, nomeadamente, de qualquer partido.

    Sem mais.
  • Infiliz  07/11/2018 17:42
    Será chegada a hora de trocar meu nome? Espero que sim, acho que não.
  • Libertariozinho  07/11/2018 18:00
    Depende de quantas vezes o Mourão vai assumir o cargo de Presidente da República hahaha
  • Andre  07/11/2018 18:30
    Alguém do excelente quadro econômico do IMB fará parte da equipe econômica do Guedes?
  • Vladimir  07/11/2018 18:39
    Propriamente do IMB não, mas sei que o Roberto Ellery está na equipe de transição. Assim como o Adolfo Sachsida, que debateu com o Roque neste (excelente) vídeo.


  • Skeptic  08/11/2018 22:47
    Os dois são chicaguistas, não? O Adolfo eu tenho certeza que é.
  • Pérsio  08/11/2018 08:40
    Boa pergunta!
    Se o governo Bolsonaro convidar alguns economistas da Escola Austríaca, eles podem ACEITAR ou RECUSAR o convite.
    Em qualquer situação, ficaria provada a boa vontade do novo governo. Temos que esperar pra ver!
  • anônimo  07/11/2018 18:56
    O Guedes já está perdido antes mesmo de assumir o cargo. Já está dando pra trás em algumas declarações.

    Num país com centenas de "direitos alienáveis adquiridos" vai precisar ser muito bom mesmo pra conseguir aplicar algum liberalismo. Vamos torcer pra conseguir.
  • otimista  07/11/2018 18:57
    Particularmente, até que estou otimista com esse novo governo.

    Não que vá haver uma revolução liberal (há um grande filtro chamado congresso) mas o Brasil está tão no fundo do poço da liberdade econômica que um simples pseudo-liberalismo já vai melhorar as coisas por aqui.

    É como um aluno que só vive tirando nota zero. Se ele estudar só um pouco vai tirar nota 4 ou 5.
  • FL  07/11/2018 19:05
    É exatamente este tipo de posicionamento que eu vejo faltar em vários libertários.

    Este é o cenário ideal? Com certeza não... mas é (muito) melhor que o cenário atual, e isso já é um enorme avanço. Do contrário, vamos cair na mesma ladainha de "o verdadeiro comunismo/socialismo não foi testado".

    Vale começar do básico: mais liberdade econômica é melhor para todos. Plantar esta sementinha básica já é um bom começo, os resultados tendem a ser percebidos... e, com sorte, a bola de neve que temos hoje, onde o governo se envolve em tudo, vire ao contrário: as pessoas passem a perceber que quanto menor o envolvimento do governo, melhor.

    Um passo de cada vez..
  • anônimo  07/11/2018 20:27
    Por incrivel que pareça, um numero cada vez maior de pessoas estão começando a terem essa ideia "insana" de que menos governo é melhor; de que privatizações e iniciativa privada são melhores que o estado e, por fim, que esse tal de liberalismo econômico não é o bicho papão que parecia ser. O Bolsonaro conseguiu se eleger com esses argumentos, ainda que tímidos e varias vezes misturados com as groselhas que ele solta.

    O cenário não é o ideal mesmo, mas, está bem favorável sim.

    Da dupla Guedes & Bolso + os novos integrantes "bolsonaristas" do congresso e senado, o que eu mais espero nesses 4 anos é uma diminuição GIGANTESCA de impostos sobre importados (pedir a extinção de tarifas e barreiras é sonhar alto demais para o momento). Eu penso que esse é o maior "incentivo" para o investimento estrangeiro e consequentemente a melhor semente do liberalismo nessa república de quase 130 anos puramente socialista.
  • Humberto  07/11/2018 20:47
    O governo Temer, que tinha apoio popular zero, conseguiu fazer várias reformas liberais. Teto de gastos, terceirização, reforma trabalhista e sindical, e ainda tentou a privatização da Eletrobras e a reforma da Previdência (não conseguiu por causa do Congresso) etc.

    Não há motivos para não acreditar que o próximo não consiga avançar ainda mais.

    Agora, se nêgo ficar delirando com anarcocapitalismo e assumindo postura "8 ou 80" fazendo beicinho e gritando "ou acaba o estado amanha ou não apoio nada!", aí realmente vai se decepcionar. Como não me incluo entre estes derrotados, vou me concentrar em surfar a onda e ganhar dinheiro.
  • Mais Mises...  12/11/2018 09:54
    Rapaz, eu tenho que admitir que apesar de todos os pesares, o Temer até que fez um governo decente em relação às medidas que eram necessárias. Ele só não emplacou a reforma da Previdência por causa de 2 irresponsáveis: Rodrigo Janot (ex-PGR) e Joesley Batista, que coadunaram naquela delação premiada que a mídia vermelha caiu em cima e tentou derrubar o Temer. Depois daquilo, aí o que se viu foi ele tentando se manter no cargo à base de liberação de emendas parlamentares para evitar a abertura de processo de investigação e até mesmo um impeachment. Infelizmente, depois daquilo, o governo Temer virou um morto-vivo dado que muitos dos seus apoiadores de primeiro escalão (Eliseu Padilha, Romero Jucá e outros) estão mais sujos do que pau de galinheiro!
  • mnoro  08/11/2018 21:00
    Kra, isso é exatamente a primeira coisa que me veio à cabeça. Não é possível que a gente não tenha aprendido nada com esses comunistas/socialistas sociopatas.

    Esse pessoal do "ai, mas não é do jeito que eu quero" parecer viver em outro país ou em outro mundo. Um bem menos fodido que o nosso.
  • Mr. M  07/11/2018 21:13
    Se preparem. A batalha será muito maior do que muitos estão imaginando. Os parasitas vão se debater tanto que menos de metade das nossas expectativas serão cumpridas... e isso já será um avanço enorme.

    A reforma da previdência será bastante tímida (ou, parafraseando Bolsoguedes, "a que conseguiremos, e não a que queremos")
    Nenhuma nova estatal será criada, mas serão poucas as privatizadas (e a maioria será privatização nutella)
    Não haverá nenhuma revisão da CLT (mas os sindicatos vão continuar morrendo)

    E se a bolha americana explodir, tempos difíceis virão para o mundo todo
  • anônimo  07/11/2018 22:41
    A questão da CLT será contornada. Será criada a carteira azul e amarela. Uma é o contrato trabalhista e a outra é a CLT. CLT será extinta sem precisarem aboli-lá.

    Agora, se em 2022 não houver menos de 100 estatais (hoje tem 418), significa que Bolsoguedes fracassou.
  • Mais Mises...  12/11/2018 13:58
    Sensacional essa saída da Carteira Amarela. Naturalmente, as pessoas vão preferi-la e a outra será extinta sem ficar no chororô dos 'direitos' perdidos.
  • Che  08/11/2018 00:12
    Os austríacos são uma pida pronta. Combater recessão com austeridade fiscal. Onde já se viu isso dar certo? São completamente loucos. Levaria muito tempo até uma retomada da economia.
  • Quervara  08/11/2018 01:20
    "Combater recessão com austeridade fiscal. Onde já se viu isso dar certo?"

    Opa, sem problemas! Só de cabeça lembro destes:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2943

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2361

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2700

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1474
  • Paulo Henrique  08/11/2018 01:56
    Digamos que saír do Guido Mantega e ir para um Chicaguista que leu os austríacos, e até mesmo austríacos na equipe do governo, é um avanço - se essa palavra não é modesta demais
  • IRCR  08/11/2018 03:58
    Bolso e Guedes são a transição.

    Para 2022 será eleito Paulo Kogos e nomeará seu ministro Leandro Roque.

  • IRCR  08/11/2018 06:28
    Bolso e Guedes são a transição.

    Para 2022 será eleito Paulo Kogos e nomeará seu ministro Leandro Roque.

  • Igor  08/11/2018 06:36
    Não existe coisa mais inútil do que Ministério. Bolsoguedes tem que passar a tesoura em 90% deles e acabar com essa jaboticaba bananeira.
  • Cristiane de Lira Silva  08/11/2018 09:27
    Bom dia, Mises Brasil! Ah só passando pra a dizer a vocês que vi o o nome completo do Ubiratan na Wikipédia. Eu acertei. Ubiratan é velho! E aposto que boa parte desses textos conservadores/moralistas daqui também são escritos por velhos. E a outra parte por jovens caretas mesmo.
    Ah, poupe-me Ubiratan. Vai catar o que fazer. Daqui a pouco você estará tachando até os anarcocapitalistas de protocomunistas. Eles são apenas jovens demais. Logo logo a cafonice surgirá neles. Quando ficarem velhos vão ser tão chatos quanto você porque vão ficar com medo de ir para o inferno. Leandro ou seja lá quem for o moderador que estiver aí: continuo ouvindo Madonna, Queen e Pink Floy, e também continuo feminista, pró-aborto, agnóstica/mística/cristã. Meu noivo continua ateu/budista e nada careta. Continuamos esquerdistas e seremos para sempre. Porque eu sou exatamente tudo que eu gosto de ser. E esse negócio de liberalismo/conservadorismo (nos costumes) é chato demais, careta demais, velho demais, entediante demais pro meu gosto. Mas não se preocupe pois sempre vou considerar suas opiniões sobre economia com carinho. Sobre economia sempre vou gostar da página. Só a cafonice e essa vontade que há de querer controlar a vida dos íntima dos outros é que me dá impaciência. É um saco!
    E é bom mesmo você moderar meus comentários porque quando eu achar que devo não vou moderar nenhum pouco minhas falas.
  • Gabriel  08/11/2018 15:47
    Esse comentário é hilário.
  • Vladimir  08/11/2018 16:15
    Essa Cristiane é completamente perturbada. É a perfeita poster child do atual movimento feminismo. Não sei por que o moderador permite que ela continue poluindo os artigos (a única explicação plausível seria fazer ela própria passar vergonha; e aí confesso que funciona bem).
  • anônimo  08/11/2018 20:10
    Ajuda a trazer descontração e humor para o site
  • Psiquiatra Libertário  08/11/2018 21:26
    Esse mulher é mentalmente confusa... Ela se contradisse várias vezes no mesmo comentário. Não posso dizer nada sobre a posição política dela, mas sobre a saúde mental dou o seguinte diagnóstico: esquizofrenia misturada com síndrome do transtorno bipolar.
  • Tarantino  10/11/2018 03:12
    E aí, Cristiane, qual a sua idade? Você é uma velha conservadora, ou uma jovem careta?
  • Libertario velho safado babão  10/11/2018 16:52
    Cristiane. Tem como colocar uma fotinha sua? Quero ser seu amiguinho. Só nao vale discriminar que ai já é velhofobia.
  • Rodrigo Vaz  08/11/2018 13:13
    Professor Bira sempre muito lúcido. Teoria é uma coisa, a prática é outra. Temos que contentar com o que temos, pois do contrário é aumentar o retrocesso.
  • Rodolfo Andrello  08/11/2018 13:43
    Talvez eu realmente seja otimista, mas fazendo um paralelo com o artigo do IMB que analisa a implantação do plano real, é possível cogitar que um presidente não exatamente liberal terceirize decisões estratégicas pra uma equipe que realmente domine o assunto. Se o resultado for meramente semelhante ao atingido com o plano real qualquer um capaz de somar e subtrair poderá ver-se em uma situação muito melhor que a presente.
  • Sérgio  08/11/2018 13:55
    Paulo Kogos fez um video sobre a reforma tributária proposta pelo Paulo Guedes:



    E acrescento mais: Paulo Guedes é um bankster a serviço dos globalistas. O Instituto Millenium do qual ele foi membro e um dos fundadores, é patrocinado pela Open Society.
  • anônimo  08/11/2018 13:56
    Levy também era um discipulo de Friedman e no final queria aumentar impostos. O cara aprende ali na teoria, mas na hora que tem o poder tem medo de botar aquilo que acredita em prática. Espero que com o Guedes seja diferente.
  • Ronaldo  08/11/2018 14:59
    Guedes nunca foi burocrata, ao contrário de Levy. Nunca trabalhou no setor público, ao contrário de Levy. Nunca defendeu aumentos de impostos, ao contrário do que sempre fez Levy. É formado em Chicago e é chicaguista nas idéias, ao contrário de Levy (que é só o primeiro; nunca foi entusiasta de Friedman). E realmente conhece a literatura econômica, bem como os principais pensadores. Ao contrário de Levy.

    Se será ruim como Levy, só o futuro dirá.
  • Skeptic  08/11/2018 14:21
    Estranho ler um artigo no IMB pedindo fé no novo governo...
    Paulo Guedes não será o primeiro burocrata chicaguista no comando da economia brasileira.

    E a realidade política é sempre muito pior do que isso.

    economia.estadao.com.br/noticias/geral,bolsonaro-ja-trabalha-com-previdencia-light,70002593697
  • Liberal Inteligente e Educado.  08/11/2018 14:23
    O último "Chicago Boy" que tivemos foi o Joaquim Levy, do governo Dilma. Tudo o que ele queria fazer era aumentar impostos desesperadamente como forma de alcançar o ajuste fiscal. Vamos ser realistas. Vocês tem acompanhado as declarações desencontradas do Bolsonaro sobre "reforma da previdência light" e renegociação de dívida pública?
    Políticos nunca aceitarão de bom grado cortar gastos de forma radical. Eles são burocratas e sobrevivem através dessas políticas. Ajustes fiscais radicais jamais serão aprovados pelo congresso (ontem mesmos eles acabaram de AUMENTAR os gastos, dando reajustes salariais para o judiciário). No máximo, eles farão reformas gradualistas que só jogarão o problema ainda mais para frente (vide governo Macri). Não sei o que seria pior, o gradualismo que o governo Bolsonaro vai adotar ou se seria ter deixado o PT ganhar para o país quebrar de vez e surgir uma espécie de Ditadura Pinochet radical liberal após a quebra.
    O grande problema do Brasil é a constituição de 1988 e o congresso. Mesmo que o ministro da fazenda tenha boas intenções e que o presidente Bolsonaro seja " convencido" de que as reformas radicais precisam ser feitas, não acredito que um projeto desses seria aprovado pelo congresso sem grandes "ajustes" e "adequações". Em outras palavras, na melhor das hipóteses, gradualismo.
    Talvez se o Bolsonaro morrer ou for deposto de alguma forma e o Mourão assumir, haja alguma chance. Ele já disse claramente que quer criar uma nova constituição, baseada em valores, não em leis e "direitos". Creio que só um governo meio ditatorial a estilo Pinochet pode fazer as reformas radicais que precisam ser feitas. A "democracia" não irá nos salvar.
  • anônimo  08/11/2018 15:23
    De fato, a dupla Bolsoguedes vai precisar de muito jogo de cintura.

    Mas achar que ter deixado o PT ganhar é ser cego e não ver o que está acontecendo no nosso vizinho.
  • Diego Borges  08/11/2018 14:53
    Não sou muito aprofundado em liberalismo (sou conservador), então gostaria de saber: existe alguma treta entre os austríacos e os Chicago boys?
  • Leitor Ensinante  08/11/2018 15:04
    Clicar nos hyperlinks que aparecem nos respectivos trechos.
  • Skeptic  08/11/2018 22:46
    Dizer o quê do cara que criou o imposto de renda retido na fonte?
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2385

    A treta é forte:
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1065
  • Bruno  08/11/2018 15:09
  • Libertario de verdade  08/11/2018 20:44
    Penso o mesmo Bruno,e com o corte de aposentadorias e beneficios especias como por exemplo plano de saude,ja que gostam tanto de estatais,nao deveria existir o estado pagar plano para essa gente.
  • anônimo  08/11/2018 16:41
    Guedes disse que vai abrir a economia gradualmente para não quebrar a industria, vai salvar a industria apesar dos industriais, de fato o cara é um Friedman mesmo, não é um Levy da vida que passou por chicago mas a cabeça ta na UNICAMP ainda...

    A questão é, quanto vocês acham que dará pra reduzir o imposto de importação por ano? Digo na viabilidade politica por causa do choro dos industriais.

    Outro problema é a ministra da agricultura, já sabemos que subsidios e essas porcarias vai ser complicado tirar, fora que alguns dos agros também chorarão com a redução das tarifas.
    Eai?

    será possível reduzir 20% das aliquotas por ano? Isso da pra fazer no decreto facilmente, varios impostos da pra serem reduzidos na medida provisória, portaria e decretão.

    O que me dizem em relação a abertura comercial, a viabilidade?
  • Guilherme  08/11/2018 18:44
    "A questão é, quanto vocês acham que dará pra reduzir o imposto de importação por ano? Digo na viabilidade politica por causa do choro dos industriais."

    Para não haver muito choro? O mesmo tanto que ele for concomitantemente reduzindo de carga tributária.

    Quanto ao setor agrícola, esquece. Dificilmente vão tocar nessa vaca sagrada.
  • anônimo  08/11/2018 21:59
    O setor agrícola, como ficaria sem subsídios? Perderia competitividade? Quebraria?

    E mais, a maioria deles, os grandes mesmos que representam grandes volumes da exportação, vivem desses subsidios?

    E a trolha do BNDES? Vão acabar com essa boquinha? Segundo o Bolsonaro vão abrir essa caixa preta pra mostrar a maior sacanagem que foi isso, Petrolão vai ser pé de chinelo perto do BNDES. Queria ver o comentário dos leitores sobre isso também.



    Abraços
  • Guilherme  08/11/2018 23:05
    Sem o Ministério da Agricultura, acaba a cartelização e a concentração da agricultura brasileira. Sem subsídios, programas de garantia de preço mínimo e reservas de mercado, só os bons e competentes se estabelecem. Se o governo for adiante e cessar o programa de compra de estoques agrícolas de trigo, feijão, milho, arroz e sisal, os preços desses produtos desabarão. Os agricultores empreendedores enriquecerão. Os agricultores ineficientes e acostumados a subsídios venderão suas terras para os mais capazes. Os pobres comerão como reis.

    Mas relaxe, nada disso será feito.
  • Anão  08/11/2018 23:32
    Isso não é feito nem em países sérios e historicamente liberais como EUA e Europa, lógico que não vão fazer nessa republiqueta fascista.
  • Imperion  09/11/2018 01:56
    Depende. Se o gov fizer um bom servico e cortar burocracias para os empresários, estes estarao mais preparados pra aguentar a concorrência estrangeira. Se não for feito, vão chiar. Porque pra eles,o preço da burocracia é a proteção que o gov da para os bilionários.
  • Imperion  09/11/2018 02:09
    So da pra fazer abertura comercial externa, se primeiro vc estimular a concorrência interna. Atualmente os bilionarios aceitam pagar impostos elevados, taxas pra tudo porque como eles estão no topo, com a ajuda do governo eles impedem a concorrência interna. Nao ta bom, mas eles mantem o estátus de bilionários impedindo a ascensão dos empresários pobres. Sem concorrência interna, com proteção do gov contra a convirrencia interna ficaram bilionarios vendendo porcarias de péssima qualidade e preço elevado.
    Eles iriam a falencia com abertura externa? Sim, mas tem muito dinheiro acumulado pra gastar contra o gov novo, impedindo a abertura, e fazendo propaganda que abertura rouba emprego nacional, destroi nissa industria, eetc,
    Isso atrasaria abertura em varios anos, a não ser que o compense antes com muita redução de imposto, de taxas, de burocracias, processos inuteis, obrigações.
    Sem tudo isso, pelo menos os mais preparados se acostuma com uma concorrência interna mais benéfica , se preparam pra abertura externa, perdem a proteção, mas tambem as obrigações custosas.
  • Cobaia  09/11/2018 13:56
    Não se espera que o estado "faça algo", pois não há motivo para tal.

    O que dá pra fazer é colocar o estado em uma situação difícil, e aí sim ele tentará se adaptar à nova situação.

    Por exemplo: Importa-se produtos agrícolas ignorando a alfândega (considerado crime pelo criminoso chamado estado), irritando a guilda da agricultura. A guilda pressiona o estado para "fazer algo", é prontamente atendida e ambos tentam intimidar os importadores à submissão. Os importadores mostram aos seus clientes a dificuldade de driblar o estado, sempre deixando bem claro quem é o responsável por atrapalhar um arranjo vantajoso a ambos.

    Eventualmente a clientela entende e ela fica cada vez mais enfurecida com os agentes estatais envolvidos no processo, exigindo a retirada do estado de algo que lhe faz tão bem e até mesmo ajudando os importadores a continuar o esquema. O estado passa a ter dificuldades em manter o gado sob controle, enquanto a guilda da agricultura continua exigindo ação do estado contra os "destruidores da civilização moderna" na forma de importadores.

    Integrantes do estado percebem a oportunidade de acumular poder ao mesmo tempo que acalma o gado: Passam a "defender" a liberação do setor, enquanto negociam com a guilda como fazer uma liberação sem acabar com o esquema vigente, faturando assim dos dois lados. Finalmente ocorre a ação do estado: Há alguma liberação, mas sem comprometer a guilda.

    Enquanto isso quem entende o que aconteceu conclui acertadamente que só haverá liberação total quando houver extinção total do estado.
  • anônimo  08/11/2018 22:53
    De certo modo foi "tirado" o socialismo do poder, o processo mais demorado e difícil de fazer é tirar o socialismo do povo, mesmo para muitos apoiadores do novo governo, com menos vinte minutos de conversa, você identifica o quão enraizado está o socialismo nas pessoas, um povo completamente dependente de estado, agora se dizendo liberal.
  • thiago  09/11/2018 15:12
    Tem que dar um trato nas ideias. Por exemplo, tem que acabar com o artigo 6º da CF:

    Art. 6º São direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o transporte, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição.

    Os últimos três "direitos" foram resultado de ECs em 2000, 2010 e 2015. Se deixar, não acaba mais (direito ao sono, direito ao matrimônio, direito ao prazer, direito ao sexo...). Isso emburrece as pessoas.

    Também dá para suprimir o inciso III do artigo 3º:

    Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil:
    III - erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais;
  • Libertario  10/11/2018 01:08
    Esse direito ao trabalho não tá dando muito certo não....
  • Realista  09/11/2018 21:04
    Vai ser divertido quando a realidade política bater nesses meninos do IMB: nada de reforma da previdência. A consequência, pelo menos, vocês sabem...
  • Adriano  09/11/2018 22:22
    Essa galera que já está reclamando de antemão do Paulo Guedes parece aquele sujeito todo fudido, que até agora só andou de Fiat 147 batido, chassi desalinhado, motor fumando, carburador colado com durepoxi, porta que não tranca, farol queimado e pneu careca, daí o cara vai andar de BMW e reclama porque não é uma Ferrari.
  • PP   13/11/2018 04:38
    O artigo me trouxe um pouco de esperança em relação a direção que esse novo governo pode tomar. Porém, a nomeação de Levy para presidência do BNDES me deixa muito receoso. O que vocês acham?
  • anônimo  13/11/2018 13:02
    Num país como o Brasil, você pode colocar quem for no controle, o sistema vai dar um jeito de se adaptar.

    www1.folha.uol.com.br/mercado/2018/11/com-guedes-bndes-foca-em-infraestrutura-e-mercado-de-capitais.shtml

    Essa medida é muito menos pior do que subsídios, mas ainda assim é inerentemente inflacionária. Se não querem fechar o BNDES, que o mantenham como um órgão morto, como centenas-milhares que existem nesse país.


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