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Dica ao futuro governo: não faça concessões, mas sim privatizações (e desestatizações)
Concessões são garantia de ineficiência e desperdício. E, algumas vezes, de falência

Em maio de 2018, quase um ano depois de tentar devolver a concessão ao governo federal, a empresa que administra o Aeroporto de Viracopos, em Campinas, sucumbiu ao acúmulo de dívidas e à vagareza do poder público e entrou com pedido de recuperação judicial, com um volume de dívidas estimado em quase R$ 3 bilhões.

Eis alguns trechos da notícia:

Sem caixa, Viracopos pede recuperação judicial para evitar perda de concessão

[... ] Viracopos foi licitado em 2012, durante o governo Dilma Rousseff. Foi arrematado por R$ 3,82 bilhões, com ágio de 159% e apostas num crescimento acelerado do volume de passageiros e carga. 

No meio do caminho, no entanto, o Brasil viveu a pior recessão da história, o que derrubou a demanda dos mercados. No pedido de recuperação, feito na 8ª Vara Cível do Foro Central da Comarca de Campinas, os advogados da concessionária afirmam que, no período de 2012 a 2017, "a frustração da demanda implicou perdas estimadas de receitas de embarque e desembarque da ordem de R$ 95 milhões e de receitas de carga da ordem de R$ 914 milhões". [...]

Com uma dívida de R$ 2,9 bilhões, sendo 93% em empréstimos e financiamentos, mais R$ 211 milhões de outorgas em atraso, a empresa tenta escapar do processo de caducidade, que extingue o contrato de concessão, aberto pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Busca ainda pressionar o governo para uma decisão mais rápida sobre nova licitação do ativo. 

O pedido de recuperação foi feito em nome de três empresas: Aeroportos Brasil, companhia formada pelo grupo privado UTC, Triunfo Participações e Investimentos (TPI) — ambas envolvidas na Operação Lava Jato — e a francesa Egis; Aeroportos Brasil Viracopos (ABV), concessionária que administra o ativo e inclui a participação da estatal Infraero; e Viracopos Estacionamentos, uma subsidiária da concessionária. [...]

O colapso financeiro de Viracopos é resultado de um modelo de concessão amplamente criticado pelo mercado. "O foco era distorcido, muito mais voltado para a construção do que para a operação. As concessões atuais têm muito mais chance de sucesso", afirma o advogado Fernando Marcondes, sócio do escritório L.O. Baptista.

O advogado está certo: o colapso financeiro de Viracopos é resultado de um modelo de concessão que impede totalmente qualquer possibilidade de ajuste, por parte do concessionário, em caso de crise ou alteração das condições econômicas ou mercadológicas.

Como dito na reportagem, a operação do aeroporto foi licitada em 2012 e foi arrematada com ágio de 159% (R$ 3,3 bilhões). Na época, havia apostas num crescimento rápido do volume de passageiros e, principalmente, de carga, além de eventos turísticos importantes, como a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016.

A partir de 2014, no entanto, o Brasil experimentou a pior recessão de sua história, o que derrubou a demanda, tanto de passageiros quanto de cargas.

Como informado, no pedido de recuperação, a concessionária afirma que, no período de 2012 a 2017, "a frustração da demanda implicou perdas estimadas de receitas de embarque e desembarque da ordem de R$ 95 milhões e de receitas de carga da ordem de R$ 914 milhões".

É claro que houve erros de avaliação e projeção, entretanto, meu olhar de administrador apostaria que o principal problema talvez tenha sido o engessamento contratual das empresas com o governo, que tirou das concessionárias qualquer possibilidade de ajuste rápido e, principalmente, re-planejamento de investimentos, conforme as circunstâncias do mercado iam mudando.

De acordo com o contrato de concessão, havia a obrigatoriedade de investimentos da ordem de R$ 3 bilhões na expansão dos terminais de passageiros e carga, logo nos primeiros anos. Tais obras foram financiadas com recursos do BNDES, mas a amortização dos empréstimos, evidentemente, dependia de um volume projetado de receitas que não aconteceu.

Tivesse o aeroporto sido privatizado, e não simplesmente concedido sob as amarras de compromissos rígidos, é claro que os investimentos teriam seu cronograma revisto e postergado, a fim de adequá-los à demanda real e a um mercado operando em período recessivo.

No entanto, esse modelo de concessão — assim como o das famigeradas parcerias público-privadas —, com cláusulas de investimento pré-fixadas, tanto em termos financeiros quanto de prazo, retira completamente a agilidade e adaptabilidade da concessionária para lidar com as crises e as frequentes mudanças de humor do mercado.

Uma genuína privatização (entrega do ativo estatal para uma empresa privada) deveria ser seguida de uma genuína desestatização (o estado não mais teria qualquer poder de ingerência sobre o ativo). Neste arranjo, a empresa proprietária do aeroporto não só não poderia simplesmente acionar advogados para tentar devolver o ativo ao estado, como teria de se virar para se manter operacional. Por outro lado, teria maior liberdade para continuamente adaptar suas despesas e investimentos de acordo com as alterações das condições do mercado (algo que as concessões proíbem).

Um bom exemplo a ser seguido de privatização bem sucedida (privatização mesmo, e não concessão) ocorreu no Reino Unido, em 1987, quando o governo britânico vendeu a British Airports Authority, que então passou ser conhecida apenas como "BAA Limited", tendo sido comprada por um consórcio espanhol liderado pela Ferrovial.

Desde a privatização, a BAA — que administra os aeroportos de Heathrow, Stansted e Southampton, na Inglaterra, e Aberdeen, Edimburgo e Glasgow, na Escócia — conseguiu fazer com que seus aeroportos, os mais movimentados do Reino Unido, jamais ficassem saturados, pois sabe que isso é péssimo para os negócios. Se os serviços ali ficassem ruins, os passageiros poderiam simplesmente optar por pegar voos que desembarcassem em outros aeroportos locais, não administrados pela BAA (é como um sujeito poder escolher Viracopos em vez de Guarulhos ou Congonhas, Galeão em vez de Santos Dumont, ou Confins em vez de Pampulha).

Para ter maior rentabilidade, a BAA expandiu a proporção da área de seus terminais voltada para atividades comerciais. Isso fez com que ela tivesse de expandir seus terminais para alojar mais restaurantes e lojas, diminuindo a saturação e aumentando o conforto. Os passageiros são facilmente direcionados para essas áreas (tanto no embarque quanto no desembarque), maximizando assim a exposição desses complexos comerciais, que pagam um aluguel à BAA — apenas um exemplo de como pode se dar a rentabilidade de um aeroporto privado, além das tarifas que seriam cobradas das empresas aéreas por pousos, decolagens, querosene, estadia e pernoite das aeronaves.

Com uma administração privada, voltada para o lucro, e sem prazos de retomada dos seus ativos pelo governo — além da concorrência de outros aeroportos —, há um maior incentivo para se cuidar da infraestrutura aeroportuária, priorizando a segurança e o bem-estar dos passageiros, que são seus clientes e garantem seus lucros.

É ainda pior para rodovias

Como dito, um grave problema desse modelo de concessão é a morosidade do poder concedente (estado) para tratar de alterações no escopo do contrato, como, por exemplo, permitir os extremamente necessários ajustes econômico-financeiros (principalmente em contratos de longo prazo), que variam de acordo com as condições econômicas vigentes. Se a economia entra em recessão e a demanda cai, a empresa não tem liberdade para alterar o cronograma e o volume de seus investimentos.

Mas há outras imposições estatais ainda piores.

Veja o que aconteceu com a concessionária Concer, que administra a rodovia Rio-Juiz de Fora: ela está obrigada, por contrato, a construir uma nova via, na subida da Serra de Petrópolis. A obra da Nova Subida da Serra (NSS) sempre esteve presente no Programa de Exploração da Rodovia (PER), contudo, sem projeto específico e sem orçamento previamente aprovado. No contrato, há menção somente a uma 'verba simbólica' de R$ 80 milhões, a preços de 1995 — época da concessão.

De acordo com a proposta, o custo real da obra que excedesse a estimativa acima seria, então, negociado com o poder concedente, de acordo com o projeto a ser aprovado.

Prevista originalmente para ser executada entre 2001 e 2006, a obra teve o cronograma alterado três vezes, a última em 2009, fixando prazo até 2013 para sua execução. O projeto foi apresentado em janeiro de 2010 à Agência Nacional dos Transportes Terrestres (ANTT), mas a licença ambiental só foi liberada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) quase dois anos depois, em dezembro de 2011.

A ANTT (agência reguladora) autorizou o início das obras apenas em abril de 2013, após discussões sobre o projeto e o respectivo ressarcimento. Foi assinado um aditivo ao contrato estabelecendo que a União, por meio da ANTT, faria o ressarcimento à concessionária dos valores investidos acima do previsto no contrato original. O orçamento final da obra, corrigido em 2013, ficou em R$ 897 milhões.

Entre dezembro de 2014 e abril de 2015, a ANTT realizou repasses que totalizaram R$ 237 milhões, em valores atualizados. Porém, o Tribunal de Contas da União determinou a paralisação dos repasses, alegando irregularidades no termo aditivo, argumento utilizado também pelo Ministério Público Federal, que conseguiu na Justiça Federal o bloqueio dos repasses. Desde então, as obras encontram-se paralisadas.

Conseguiu acompanhar a encrenca? Prevista para começar em 2001 e terminar em 2006, estamos em 2018, já foram gastos R$ 897 milhões, e a obra está paralisada.

Mas agora vem a melhor parte: o TCU e o Ministério Público Federal defendem que o governo deve simplesmente deixar o contrato vencer naturalmente, para que seja novamente licitado e as obras terminadas pelo novo concessionário, já com todos os custos devidamente dimensionados. Tudo dando certo, a obra fica pronta em 2031, calculou a FIRJAN (Federação das Indústrias do RJ).

Também segundo a entidade, tal atraso implicaria custos socioeconômicos que ultrapassariam R$ 1,5 bilhão para a sociedade.

Resumo da ópera: por conta da burocracia estatal e da falta de agilidade da agência reguladora, os usuários da rodovia têm sido os mais prejudicados, em todos os sentidos — como consumidores e como pagadores de impostos.  Nada disso aconteceria, entretanto, se a rodovia houvesse sido genuinamente privatizada, e não apenas concedida.

Conclusão

Além de todos os problemas técnicos acima, vale ressaltar que a política de concessões também inibe a concorrência, normalmente transformando monopólios públicos em monopólios privados.

Isso se dá porque, ao promover uma concessão e cobrar por ela, o governo não raro bloqueia qualquer possibilidade de um terceiro interessado prestar o mesmo serviço, ainda que este deseje investir recursos próprios no negócio. Assim, o concessionário da uma rodovia terá a certeza de que nenhuma outra estrada ligará aqueles dois pontos.  O mesmo acontece com os portos, aeroportos e ferrovias de determinada localidade.

O estado, agindo assim, concede um monopólio legal para o concessionário.

E há também outros problemas. Como as concessões têm um horizonte de tempo limitado, com prazos definidos (após os quais os ativos são devolvidos ao estado), elas incentivam os concessionários a investir o mínimo possível no negócio, e dele retirar o máximo, durante o período de vigência da concessão. Pela mesma razão, os investimentos normalmente ficam concentrados no início do contrato (e mesmo assim somente se o retorno esperado puder ser embolsado dentro do prazo contratual), pois não vale à pena investir no seu final, algo análogo a "colocar azeitona na empada alheia".

Por tudo isso, concessões, embora possam ser um avanço à alternativa de deixar tudo em mãos estatais, nunca devem ser o objetivo final. Apenas uma genuína privatização acompanhada de uma desestatização do setor podem realmente trazer benefícios para o consumidor daquele serviço.

Liberar empreiteiras estrangeiras para virem para cá atuar livremente no setor de infraestrutura (portos, aeroportos, ferrovias, estradas etc.), tendo garantias de que não terão seus ativos confiscados e a certeza de que poderão remeter seus lucros, seria um ótimo começo.

Que Paulo Guedes tome nota.


39 votos

autor

João Luiz Mauad
é administrador de empresas formado pela FGV-RJ, profissional liberal (consultor de empresas) e diretor do Instituto Liberal. Escreve para vários periódicos como os jornais O Globo, Zero Hora e Gazeta do Povo.


  • Bernardo  31/10/2018 17:30
    R$ 1,5 bilhão pra algo que deveria começar em 2001 ficar pronto, quem sabe, em 2031...

    Surreal.

  • Rafael  31/10/2018 17:33
    Outro problema das concessões é a corrupção. A concessionária consegue a obra por um processo político baseado em contratos e licitações. Obviamente, cada etapa do processo é uma oportunidade de corrupção. O concessionário pode corromper os políticos para ganhar concessões em diversas licitações e também conseguir medidas favoráveis para si e desfavoráveis para os concorrentes. E aí, para compensar esses gastos, a obra vem superfaturada.
  • Infiliz  31/10/2018 19:08
    E ainda por cima vejo outros problemas mesmo SEM roubalheira!
    Como todo o processo em si é moroso e sempre passível de ser revisto por alguma parte do governo descontente (que nem no próprio texto demonstra o TCU, MP, etc.) esse tempo e esse risco tem custos! Não há como ter custo baixo e margens pequenas, simplesmente não há, só sendo um louco. E esse custo extra é repassado para nós.
  • Eduardo  31/10/2018 17:48
    Quando há privatização genuína, as empresas deixam de ser concessionárias e se tornam proprietárias dos ativos (que hoje estão apenas "alugados" para elas"). Isso destravaria todos os impasses regulatórios e todas as incertezas de renovação dos contratos.
  • J Edimar  31/10/2018 17:51
    A legalização da concessão é a legalização da corrupção. A base atual de toda corrupção passa por licitações disfarçadas de privatizações. Em todas áreas da infra estrutura sempre temos esse fenômeno burocrático e corrupto.
  • Mauro  31/10/2018 17:53
    "Liberar empreiteiras estrangeiras para virem para cá atuar livremente no setor de infraestrutura (portos, aeroportos, ferrovias, estradas etc.), tendo garantias de que não terão seus ativos confiscados e a certeza de que poderão remeter seus lucros, seria um ótimo começo."

    Qualquer conglomerado (nacional ou estrangeiro) que tivesse garantido seu direito de propriedade, bem como tivesse a segurança de que não seria expropriado pelo governo, faria chover investimentos aqui dentro.

    Alguém acha que se empreiteiras alemãs, suíças e japonesas (ou qualquer estrangeira) tivessem liberdade de entrar e operar no setor de infraestrutura nossas estradas e aeroportos não seriam de primeiro mundo?

    Isente de impostos e dê a liberdade total de se remeter lucros para o exterior, e não faltarão consórcios estrangeiros ávidos para fazer investimentos de grande vulto.

    O único bloqueio às grandes obras é exatamente o estado.

    Guedes tinha de liberar esse mercado.

  • Tulio  31/10/2018 17:57
    Mas isso é competência dele? Eu realmente não sei. Se alguém puder me informar agradeço.
  • anônimo  31/10/2018 18:01
    Hoje tem uma tal "Secretaria de Desenvolvimento da Infraestrutura (SDI)" que é subordinada ao Ministério do Planejamento.

    www.planejamento.gov.br/acesso-a-informacao/institucional/unidades/secretaria-de-desenvolvimento-da-infraestrutura
  • Cláudio  31/10/2018 18:09
    Na época do Collor foi criado o Ministério da Infraestrutura, que unificou o Ministério das Minas e Energia, o Ministério das Comunicações e o Ministério dos Transportes.

    Mas foi abolido em maio de 1992 e todos esses ministérios voltaram a existir.
  • Estevão  31/10/2018 17:58
    O governo sempre proibiu investimentos estrangeiros nestes setores. Se investimentos estrangeiros fossem liberados, consórcios de empresas estrangeiras não teriam nenhum problema ou dificuldade para investir maciçamente aqui (e lucrar bastante com essa demanda). Porém, como o governo proíbe essa "exploração estrangeira" e exige que o capital seja exclusivamente nacional, fica difícil realmente haver algum investimento maciço.

    Em suma: o governo proíbe investimentos estrangeiros, tributa pesadamente o capital nacional, estipula monopólios, e então sai falando que a iniciativa privada não se interessa. E conclui que, se não fosse o governo, nada seria possível.
  • William  31/10/2018 18:46
    Falei isso em outro artigo.

    Se o governo zerar impostos para as estrangeiras, bem como relaxar as insanas exigências ambientais e garantir plena liberdade para a remessa de lucros, o Brasil vira um canteiro de obras literalmente da noite para o dia.

    Só que o governo nunca vai fazer isso, simplesmente porque ele está ali exatamente para garantir a reserva de mercado das empreiteiras nacionais, protegendo-as contra qualquer concorrência externa e garantindo seus altos lucros via superfaturamento de obras (exatamente o estopim da Lava-Jato).

    É por isso, e apenas por isso, que só empreiteiras nacionais fazendo obras aqui. Nada de empreiteiras suíças, alemãs, japonesas etc. É só nacional.
  • Euclides de Oliveira Pino Neto  04/11/2018 10:58
    Qual o país do mundo que Escancara a sua economia para multinacionais ? Setores estratégicos sempre possuem cláusulas que reservam a prioridade para empresas nacionais. Na Noruega, 100% das atividades como petróleo, transportes, telecomunicações, entre outras, são realizadas por empresas estatais ou de economia mista. E parece que a população de lá está satisfeita com os resultados...
  • Professor  04/11/2018 16:00
    É mesmo? A Statoil simplesmente vende a gasolina mais cara do mundo!

    Atualmente, um litro de gasolina na Noruega está custando 16,77 coroas norueguesas.

    Ao câmbio de hoje (8,39 coroas por dólar), dá 2 dólares por litro.

    Já nos EUA, um litro de gasolina está custando US$ 0,83 por litro.

    A renda per capita dos noruegueses é 1,22 vez maior que a dos americanos.

    Mas sua gasolina custa 2,41 vezes mais. E o país é totalmente autossuficiente, ao contrário dos EUA.

    Seria interessante vender esse arranjo como pró-pobre. "Estatize a produção de petróleo e tenha a gasolina mais cara do mundo".

    Ou seja, a Noruega, que bóia em petróleo e que possui uma estatal monopolista para gerir o setor, paga 2,41 vezes que os americanos, que importam gasolina e que a consomem como se não houvesse amanhã. E cujo setor está fora das mãos do estado.

    É tudo uma questão de lógica: se o país flutua em petróleo, o preço do petróleo para seus cidadãos tem de ser, no mínimo, mais baixo do que os preços praticados em países que não bóiam em petróleo, que importam petróleo e que não recebem subsídios do governo. A Noruega não passa nesse teste.

    E aí? Vamos copiar a estatal norueguesa? Nossos pobres voltarão a andar de jegue.
  • Humberto  31/10/2018 17:56
    O foda é a legislação ambientalista e grupelhos como Greenpeace. Derrubar uma árvore aqui é crime. Para cada árvore derrubada para fazer uma obra de infraestrutura você tem de lidar com vários trâmites no Ministério do Meio Ambiente (federal) bem como com as secretarias do meio ambiente estaduais e municipais. E se derrubar uma árvore além do teto que ecologistas estipularam, você vai ser multado e terá de assinar um TAC.

    Dependendo, pode pegar cadeia.
  • Felipe Lange  01/11/2018 00:09
    Para você ver o nível de retardo mental, crime ambiental é inafiançável, enquanto homicídio responde com processo em liberdade (poderia ser o contrário). Por isso que os caras preferem matar os fiscais ambientais do que tomar alguma punição ambiental.
  • FODA-SE O ESTADO  01/11/2018 15:09
    E não existe crime ambiental. Não existe crime conta a natureza. A natureza se encarrega de se auto destruir constantemente, o único crime é se seres humanos promoverem externalidades no meio ambiente que afetem destrutivamente a propriedade de outros seres humanos. O homem deve explorar a natureza afim de que o custo benefício seja positivo para o ser humano. Animal não tem direito e planta também não! Crime ambiental é uma patifaria das mais ridículos, promulgada por imbecis lunáticos sentimentalistas que querem viver numa utopia de conto de fadas e elfos.
  • Andre  31/10/2018 18:10
    Mais um artigo ótimo do IMB para lamentarmos daqui 2 anos por não haver sido aplicado pelo governo.
    O Bolsonaro e equipe entenderam que a reforma da previdência tem que ser a primeira PEC de seu governo, o que esqueceram é que se aposentar aos 50 anos é a vaca sagrada do brasileiro preguiçoso e após aprovar tal PEC sua popularidade virará pó.
    Brasil é lugar onde tudo dá errado o tempo todo.
  • Judeu  31/10/2018 18:37
    Já vou até prever que o Bolsonaro vai ficar perdidinho no governo, assim como qualquer outro que deseja mudanças ficaria.

    Na democracia brasileira, tem tanta gente pra agradar que você não sabe de onde tira tanto dinheiro. Por isso antes a inflação era altíssima. Era a única solução mesmo.
  • Marcus Lins  31/10/2018 18:51
    Outro dos maiores problemas específicos de Viracopos é que uma das sócias (UTC) era também uma das maiores fornecedoras (é uma construtora). Havia um evidente conflito de interesse. É capaz que ela tenho tido lucro, devido aos pagamento recebidos pela obra, mesmo descontando qualquer coisa que tenha a pagar, pelos prejuízos operacionais do aeroporto.

  • Joao Costa  31/10/2018 20:03
    Gostaria de ver mais artigos do Mauad aqui! São sempre muito bons
  • Felipe Lange  31/10/2018 20:58
    Não só de aeroportos e estradas a desestatização deve acontecer (por algum milagre a rodovia que liga de Campinas a Mococa, a Rodovia Adhemar de Barros, é de excelência, concessão da Renovias, foi no governo do Mário Covas e é por quanto tempo? Como funciona?), mas também de rodoviárias que eu sei que não são de competência do governo federal, mas é revoltante ver a qualidade soviética das rodoviárias brasileiras, agora não sei juridicamente como poderiam desestatizar essas porcarias.
  • Lupan  31/10/2018 21:09
    Esse papo de privatização de tudo é ridículo.
    Por exemplo, se o governo Vargas não tivesse feito a CSN quem teria feito ? Na época nenhuma empresa privada tinha interesse !
    Se o governo não tivesse a petrobrás quem teria feito ? Por que nenhuma empresa privada apareceu e precisou o governo tomar a iniciativa nesses setores ?
    Muito fácil falar em privatização depois de a empresa já estar consolidada !
  • Adriano  31/10/2018 21:39
    Roberto Campos responde pra você em detalhes:

  • Estevão  31/10/2018 21:42
    Isso é um contrafactual.

    Em primeiro lugar, a iniciativa privada não investe nestes setores porque eles tendem a ser monopólios estatais. Ou seja, é proibido investir neles.

    Em segundo lugar, é impossível a iniciativa privada investir vultosamente nestes setores sendo que ela é impiedosamente tributada e espoliada. É o ápice da ironia: o governo tributa e espolia a iniciativa privada, e depois diz que ela não tem condições de investir.

    Em terceiro lugar, o governo sempre proibiu investimentos estrangeiros nestes setores. Se investimentos estrangeiros fossem liberados, consórcios de empresas estrangeiras não teriam nenhum problema ou dificuldade para investir maciçamente aqui (e lucrar bastante com essa demanda). Porém, como o governo proíbe essa "exploração estrangeira" e exige que o capital seja exclusivamente nacional, fica difícil realmente haver algum investimento maciço.

    Em suma: o governo proíbe investimentos estrangeiros, tributa pesadamente o capital nacional, estipula monopólios, e então sai falando que a iniciativa privada não se interessa. É conclui que, se não fosse o governo, nada seria possível.

    Coisa de gênio.
  • Caio  31/10/2018 21:46
    Se você pensa em determinados mercados apenas em termos locais ou nacionais, partindo da premissa de que apenas pessoas que nasceram dentro dos mesmos limites geográficos que o seu podem investir nestes setores, aí realmente o desenvolvimento de vários destes setores será um grande desafio. Se você proíbe o capital externo de investir nestes setores, a melhoria deles se torna bem mais difícil.

    Por outro lado, se você pensa nestes mercados em termos globais, de modo que qualquer pessoa ou empresa do mundo tenha a liberdade de investir nele e de auferir lucros, a realidade muda.

    Quando você passa a pensar em termos globais em vez de meramente nacionais, estaduais ou locais, vários desafios econômicos desaparecem. Quando se entende que o mercado é global, e não meramente local, vários obstáculos deixam de existir.

    Problemas como falta de recursos físicos ou de capital financeiro são imediatamente mitigados. Se os empreendedores de uma determinada região não possuem recursos para fazer um investimento vultoso e altamente demandado pelos habitantes locais, certamente há empreendedores no resto do mundo que possuem. E, se estes tiverem a garantia de que poderão manter seus lucros, eles virão.

    Se um determinado país está sem recursos para construir portos, aeroportos, estradas, sistemas de saneamento etc., certamente há investidores e empreendedores em algum ponto do globo interessados em ganhar dinheiro com este mercado. Basta apenas deixá-los livres para tal.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2083
  • que coisa não?  01/11/2018 02:51
    além de todas as verdades já faladas acima ainda tem um detalhe que nenhum esquerdista ou desenvolvimentista entende:
    ainda que houvesse um livre mercado e capital externo pudesse investir, se mesmo assim não fosse construída naquele momento uma CSN, tudo bem! Isso só mostraria que os consumidores estão demandando outras necessidades mais urgentes e os investimentos seguiriam o fluxo para atender essas necessidades e não as que um político qualquer estipula. o que será sempre arbitrário.

  • Mídia Insana  01/11/2018 01:55
    Nossa, é pura verdade!

    Senão pela Petrobrás, o petróleo estaria sendo usado para adubar o sertão. É verdade, ninguém teria interesse no petróleo brasileiro. Afinal, quem quer petróleo? É só um modismo do século XX, nada importante para o comércio internacional. O estado precisa mesmo retirar do seu bolso para manter de pé o carro de luxo nacional que é a nossa estatal petroleira.

    Afinal, sem ela, nosso combustível seria barato demais. Absurdo! Imagina o preço do combustível caindo juntinho com o do barril de petróleo, e não subindo porque um governo o outro enfiou a mão na empresa e deu para seus amigos?
  • Mr Citan  01/11/2018 15:37
    Engraçado que este comentário falando que a privatização é ridícula, que se não fosse Vargas não teria nada disto, é o mesmo comentário que o Marco Antônio Villa deu na entrevista que ele fez no Pânico JP dias atrás, falando exatamente a mesma coisa, e ainda batendo na mesma tecla dos tais "recursos estratégicos".
    Nesta entrevista (a partir do minuto 29:30), notem que ele trata a iniciativa privada como parasita do Estado, mas desconhece que foi por conta de regulações do próprio Estado que a iniciativa privada não fez as obras por ele citadas. Pior, quer comparar com os EUA, mas não cita a absorvição nacionalista feito pelos EUA que Roberto Campos já falava tempos atrás, e nas falacias referentes a critica ao Estado Mínimo, usando como exemplo a previdencia chilena.
    A entrevista está aqui pra quem quiser conferir.
    www.youtube.com/watch?v=hGxJUb4EcvU
  • Euclides de Oliveira Pino Neto  04/11/2018 11:15
    A previdencia chilena, que foi privatizada, está repassando aos seus beneficiários valores insuficientes para atingir o salário mínimo. O governo está complementando, com recursos públicos. As 6 empresas que cuidam da previdência chilena possuem ativos equivalentes a 370 bilhões de dólares, dinheiro referente à apropriação, pelas mesmas, de 30% sobre os pagamentos recebidos !!! Esse é o "modelo" que está para ser implantado no Brasil !!! Por coincidência um dos mentores da privatização previdenciária no Chile, à época de Pinochet, foi o "chicago boy" Paulo Guedes... perguntem a êles qual foi a "falha" da previdência privada no Chile...
  • Yuri  04/11/2018 15:58
    A previdência chilena, embora melhor que a brasileira, está longe de ser um modelo, e por um motivo muito simples: ela não respeita a liberdade.

    Um chileno tem 10% de seu salário mensal obrigatoriamente direcionado para uma administradora de fundos de pensão. O governo obriga o trabalhador chileno a contribuir para um plano. O governo não dá a opção de o trabalhador manter seu salário integral e direcionar uma parte dele para onde ele quiser. O governo obriga o trabalhador a contribuir mensalmente para qualquer uma das empresas.

    Sendo assim, se o salário sobe, o chileno obrigatoriamente tem de dar mais dinheiro para sua seguradora. Ele não tem a liberdade de escolher a taxa com que quer contribuir, muito menos escolher não contribuir com nada.

    Esse é o principal problema. A partir do momento em que o estado garante uma clientela cativa para as empresas que administram os fundos de pensão, as taxas de administração serão altas. E a entrada de concorrência neste mercado é estritamente regulada pelo estado, o que garante uma boa reserva de mercado para as empresas já atuantes.

    Ou seja, embora o sistema chileno seja mais sustentável que o brasileiro, ele não dá aos chilenos uma genuína liberdade de escolha. Os chilenos são obrigados a direcionar 10% de seus salários para fundos de pensão. Tal obrigatoriedade, é claro, serve apenas para garantir a rentabilidade dos fundos de pensão, os quais certamente aplaudem e defendem essa regulamentação estatal.

    O sistema ideal, obviamente, é aquele em que você decide, desde sempre, o que fazer com a totalidade do seu salário. Se você quer aplicar em bolsa, ou deixar na conta-corrente, ou numa conta-poupança, ou colocar em fundos de investimento etc., tudo será uma decisão inteiramente sua, bem como qual porcentagem do seu salário você quer direcionar a tais aplicações.

    Dito isso, vale ressaltar que não há nada de errado (em termos contábeis) com a previdência chilena. As seguradoras estão pagando estritamente de acordo com o que foi "contribuído" pelas pessoas. Eu sou contra o sistema chileno (pelos motivos acima apontados), mas neste quesito ele está correto. Quem contribuiu com o mínimo, irá receber o mínimo. Questão atuarial e contábil básica. Não tem como contribuir com pouco e receber muito. Nenhum sistema previdenciário sensato funciona assim. Só o sistema estatal -- que por isso está quebrado e é insustentável.

    Há um artigo inteiro sobre o Chile e sua previdência:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1924
  • Jairdeladomelhorqptras  06/11/2018 23:39
    Caro Lupan,
    Um dos maiores incentivadores da exploração de petróleo no Brasil foi Monteiro Lobato. Sobreviveram cartas suas que mostram como o Governo Vargas tergiversava e não permitia a exploração privada do petróleo no Brasil. Sugiro se informar mais.
    E de qualquer maneira o capital para investimento estatal nas grandes obras (CSN, Petrobras, etc) foi sacado do setor privado.
    Abraços
  • anônimo  06/12/2018 12:32
    Lupan, você está completamente desinformado.

    O petróleo foi descoberto no Brasil graças à iniciativa privada. Quando a Petrobras foi criada a iniciativa privada já tinha inaugurado sua primeira refinaria. Quando a Petrobras resolveu construir a sua a iniciativa privada já tinha inaugurado a sua segunda refinaria.

    O mesmo vale para siderúrgicas. A primeira foi feita pela iniciativa privada. O maior porto do Brasil, o de Santos, foi feito pela iniciativa privada. A maior parte da atual malha ferroviária brasileira ainda é a mesma feita em sua maioria pela iniciativa privada.

    Getúlio Vargas é um dos maiores responsáveis pelo atraso brasileiro.
  • anônimo  31/10/2018 23:42
    E o mais importante: não venda as estatais para banqueiros ou mega-empresários globalistas...
  • Cristian  01/11/2018 20:50
    Ué? Pode vender sim!

    Se vender as estatais e abrir o mercado (livre concorrência), que mal tem um mega empresario globalista tecladista comprar elas? Aliás...eu tenho um palpite que sob essas condições eles não se interessariam na aquisição...
  • Libertario de verdade  02/11/2018 22:29
    É o medo de perder a tetinha na estatal,e dai vale tudo que é desculpa para essa cambada para defender o cabidao.
  • anônimo  03/11/2018 15:30
    Não é desculpa. Eu não sou funcionário público.

    Vc gostaria que os Rothschild, os Rockefeller, Bill Gates ou até mesmo Jorge Paulo Lemann (só para citar um empresário brasileiro) comprasse uma estatal? Eu não.

    Eu até acho que tinha que estabelecer critérios mais para as privatizações, como por exemplo, verificar as idéias do empresário, como ele pensa e tal, o que ele apóia.

    Prefiro manter estatal do que vender para um globalista progressista....
  • Skeptic  05/11/2018 22:58
    As vezes é só nacionalismo tosco mesmo.

    Jogo dos 7 erros:
    "Não podemos vender para os estadunidenses imperialistas."
    "Não podemos vender para os comunistas da China, ou para os globalistas do EUA."
  • JJC  06/11/2018 20:48
    É por essas e outras que o BR continuará sendo - quiçá, eternamente - o cachorro correndo atrás do rabo.
    "Globalistas"... É o fim da picada.
  • Imperion  01/11/2018 02:43
    ". Além de todos os problemas técnicos acima, vale ressaltar que a política de concessões também inibe a concorrência, normalmente transformando monopólios públicos em monopólios privados. "


    Perfeito. É necessário frisar bem que concessao não é liberalizar. Se comecar as concessoes no gov e não privatizações, ja tem que fazer os estudos para sabermos onde vai dar. Concessões fortalecem os estatistas de deireita e esquerda e seus aliados que estao por cima. Ao privar as pessoas de produzir, es les assumem que nao querem pessoas prosperas
    É preciso fugir da internacionalização , no entanto, enquanto a burocracia para os investimentos dos nativos ainda estiverem ingessados, istoe , que se libere mercado externo sem restricoes enquanto se esquece que o investidor empresario nacinal paga alíquotas de impostos extorsivos, e vive numa basofia de burocratização. Pois estes nesse estado nunca fariam concorrência aos mega produtivos estrangeiros.

    Deve se entao fazer reforma tributaria e burocratica interna primeiro com vias que nosdo mercado interno se desenvolva, ja se preoarando para que no futuro se libere tambem a concorrência estrangeira.

    Deve se entao privatizar, desburocratizar desrestringir o mercado interno , favorecendo a concorrência interna, inclusive com os novos empresários individuais, transformando assim o empresáriado brasileiro em concorrentes natos.

    No estagio atual só uma minoria aguentaria uma concorrência estrangeira. A maioria tem carga tributaria enforcante, quase caindo da cadeira.
  • Imperion  01/11/2018 03:10
    Tem que cortar a burocracia das MEI, tem uma legiao de empreendedores que so podem fazer coisinha que dao pouco lucro. Um numero minimo de categorias que pode ser mei, impedindo que se produza de tudo. Que o mei decida o que vai produzir , como produzir sem o estado dizendo o que e quanto produzir. Pois isso impede uma genuina economia concorrencial.
    Nas mei atualmente existe entao restricao de faturamento, 80 mil anuais. Um lucro de 10 por cento so daria 8 mil anuais. Divuda isso por 12 meses.
    Ha restricao tambem de produção. Ele so podem ser mei em categorias borra botas. Entao pra ter lucro, produzem menos e cobram mais caro. Isso não é ser empresario. Se ha demanda por um produto, então todos os empresários deveriam poder produzilo.
    O certo entao seria liberalizar o mercado interno ora que todo empresário que quisesse, produzisse. Ai teriamos um ambiente de concorrencia interna genuina. Tem milhares de desocupados que poderiam ser mei, vom produção livre.
    Faria sentido ter licença pra produzir arroz? So um produtor ter o direito de plantar arroz.?
    É certo entao o gov dizer que um pode produzir na indústria e o outro não?


  • Democrata  01/11/2018 04:15
    Que tal o IMB fazer um plano de governo para o Bolsonaro? De preferência pontos que sejam aprovados sem muito esforço pelo Congresso.
  • ed  01/11/2018 14:45
    Excelente sugestão. Eu sempre me perguntei qual seria o plano com o melhor "custo/benefício" para o Brasil levando em consideração o congresso e engessada constituição.
  • Pérsio   01/11/2018 15:41
    Boa ideia, poderia ajudar MUITO o novo governo.
  • Skeptic  05/11/2018 23:00
  • Solange  10/11/2018 05:22
    Tal "guia" não teria nenhum ponto. Se for depender do Congresso nenhuma reforma ou desburocratização passará.
  • Alison  01/11/2018 11:24
    Alguém pode me explicar uma coisa por gentileza? Pergunta genuína, não retórica ou com qualquer intuito de discordar de possíveis ideologias:

    Qual a vantagem em se privatizar os bancos estatais nesse momento? São empresas lucrativas, possuem seu papel de políticas públicas - algumas delas questionáveis, mas outras que são essenciais pelo menos no processo de liberalização. Eu vejo que faria sentido no futuro, após todas as despesas estarem controladas, os serviços públicos básicos estarem privatizados (a exemplo de saúde e educação) e a tributação estiver lá embaixo.
    Mas hoje? Qual seria o benefício? Ao meu ver estão até contribuindo com o déficit que a esquerda criou no país.
  • Vladimir  01/11/2018 13:37
    Porque eles causam isto aqui:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2466
  • Alison  01/11/2018 22:07
    Mas isso quem faz é o governo, não o banco. Seria como culpar a RFB de aumentar tributos, ou a polícia de não prender políticos claramente bandidos.
  • Skeptic  05/11/2018 23:02
    Com os bancos privados a chance é zero. Alias, o governo não deveria ter nenhum influência no sistema bancário, monetário e até mesmo econômico. Mises defendia a separação do estado e da economia, já Rothbard deixou claro o que o estado é e pra que ele serve.
  • leonardo  01/11/2018 14:28
    Alguém poderia me explicar, ou indicar artigos, que esclareçam como funcionaria a privatização das rodovias, por exemplo, de maneira mais completa.
  • Libertariozinho  06/12/2018 15:23
    Infelizmente ninguém te respondeu antes

    Segue aí:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1614
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=174
  • FODA-SE O ESTADO  01/11/2018 15:06
    E Aguardem que cedo ou tarde há a chance de surgir um SUS para cachorros. hospitais veterinários públicos as custas do meu e do seu dinheiro, para sermos obrigados a pagar por animais de estimação que não criamos, não queremos e não temos responsabilidade.
  • Libertariozinho  07/12/2018 18:58
    Dá sugestão não, existem pessoas que realmente acreditam que animais têm direitos...
  • Marcus Vasconcelos  01/11/2018 15:21
    É interessante observar na matéria supramencionada que, o papel da ANTT deveria ser de órgão fiscalizador e regulador da atividade, pois, seu papel institucional é assim definido: fiscalizar o transporte ferroviário de cargas e passageiros do Sistema Nacional de Viação; o transporte rodoviário de cargas e passageiros interestadual e internacional e o arrendamento dos ativos operacionais; o transporte de cargas perigosas e especiais em ferrovias e rodovias e o transporte multimodal.

    Na minha concepção, o estado deve ter um papel unicamente fiscalizador das atividades prestadas pelo particular, e não atuar como empresário, seja diretamente ou através de concessionárias.

  • anônimo  01/11/2018 17:24
    O artigo cita como exemplo de privatização bem-sucedida, a British Airports Authority, que foi comprada por um consórcio espanhol liderado pela Ferrovial.

    A Ferrovial é uma mega-empresa corporativista-globalista. O fundador dessa empresa foi cunhado do Leopoldo Calvo-Sotelo, Presidente del Gobierno de España, que dentre outras coisas, aprovou a lei de divórcio na Espanha e a adesão da Espanha à OTAN. Ou seja, o mesmo de sempre, vender pros poderosos de sempre.

    Prefiro manter estatal do que entregar pra essa gente.
  • Helder  01/11/2018 18:17
    Tem sempre umas figuras exóticas assim por aqui. É o que torna tudo ainda mais divertido.

    Em tempo, em momento algum o site defendeu a venda para a Ferrovial, mesmo porque essa está longe de ser a única empresa existente.
  • Marcus Vasconcelos  05/11/2018 12:31
    Realmente, Helder, quem defende a ideia de uma estado onipresente, não sabe a real funcionalidade do estado intervencionista. Por isso vivemos às traças durante anos. Mas o povo brasileiro conseguiu enxergar esse problema.
  • Enéas  01/11/2018 21:18
    O Dr. Enéas estava certo. Privatizações significa vender as estatais e as riquezas do país para banqueiros e mega-empresários globalistas.

  • anônimo  02/11/2018 23:34
    Esse gênio foi contra o Plano Real, contra a privatização da Telebrás, contra a abertura comercial iniciada Collor, achava que não havia problemas do governo se auto-financiar imprimindo dinheiro, etc.
    O cara era praticamente um stalinista justamente no momento em que a União Soviética acabou e estava modernizando sua economia.

    Se fosse seguir o que esse cara achava, o Brasil estaria pior do que a Índia. Foi o último suspiro do antigo establishment brasileiro.

    E tomara, por Deus, que as reformas desse novo governo faça petistas gravarem vídeos indignados iguais a esse.
  • anônimo  02/11/2018 23:37
    Qual seria a sequência "correta" para desburocratizar a economia brasileira?

    Demoramos quase 6 meses pra abrir um negócio simples!
  • Liberal apenas  03/11/2018 04:37
    Os conservadores são tão burros quanto os socialistas, com a diferença que os socialistas estudam para falar as bobagens que dizem. O bom é que o discurso conservador agrada a massa aqui no Brasil e ajuda a frear o avanço da esquerda.
  • Alison  03/11/2018 16:25
    Discurso conservador agrada a massa? A massa que pede programa infantil de Pablo vittar? Ou a massa que diz que deve lidar com traficante na conversa? De que massa vc está falando? Acho que estamos vivendo em planetas diferentes.
  • Paulo Henrique  04/11/2018 19:00
    Existe uma ala conservadora(verdadeira) e uma ala reacionária , os sujeitos conseguem defender o Bolsonaro e o Enéas ao mesmo tempo, o ultimo nunca colocaria um ministro que fala em privatizar tudo.. Embora bolsonaro ainda mantenha um ''enéas'' dentro dele, quando fala em nióbio e estatal estratégica(considerar bb e caixa estratégica, uma das principais responsáveis pela crise financeira Brasileira)..
    Não é exagero, mas acho que esse instituto salvou o Brasil, trouxe o debate liberal e resgatou parte dos reacionários para o conservadorismo e também criou os liberais, todo esse debate de liberalismo começou por aqui e outros poucos think tanks(dava para encher uma kombi), foi para o youtube, que por sua vez chegou aos filhos do bolsonaro(um deles fez até pós de escola austríaca) e finalmente ao bolsonaro
  • anônimo  04/11/2018 22:27
    Ainda prefiro manter estatal do que entregar pra um banqueiro e/ou mega-empresário metacapitalista globalista progressista.

    Prefiro manter estatal do que entregar pra um Rothschild ou Jorge Paulo Lemann (que também patrocina causas progressistas como o "Instituto Sou da Paz").

    Como dito em um dos comentários abaixo, que privatizem para um conservador — de preferência que seja católico tradicionalista, como são a FSSPX, TFP, Associação Cultural Montfort...Alguém conhece algum conservador com + ou - estas características que tenha dinheiro para comrar as estatais. Se não, eu prefiro que continue estatal....
  • Apenas um Libertário  09/11/2018 13:14
    Essa é nova: agora a privatização não pode ser feita para os MEGA-EMPRESÁRIOS GLOBALISTAS, senão é melhor deixar as estatais intactas, dando enormes prejuízos, virando uma enorme cabideira de empregos e ineficiência, tudo as custas dos pagadores de impostos (vulgo GADO), principalmente os mais pobres.
    Qual será a próxima desculpa esfarrapada que essas pessoas vão usar para defender as estatais?
  • anônimo  04/11/2018 22:30
    O Brasil está entregue nas mãos dos Rothschilds e vocês aqui discutindo sobre privatização...
  • Tamarindo  06/11/2018 15:05
    O PCdoB e PT também, anônimo. Ainda bem que vocês não estão no poder, apenas chore.

    "O Brasil está entregue nas mãos dos Rothschilds e vocês aqui discutindo sobre privatização..."

    O macaquinho viu isso num vídeo no YouTube e nem refletiu sobre essa afirmação. Quer que os juros abaixem? Então defenda a desburocratização do sistema bancário e a venda sistemática de estatais. Não há segredo.
  • anônimo  03/11/2018 15:54
    E o mais importante: tem que vender as estatais para pessoas CONSERVADORAS, que não só não patrocinam pautas progressistas, como também, ABOMINAM estas pautas.

    Não sou a favor de vender as estatais para pessoas ou empresas que patrocinam campanhas ridículas como esta.

    Podem me acusar de querer formar uma "oligarquia conservadora", mas prefiro uma "oligarquia conservadora" do que uma "oligarquia progressista".
  • Flávio Ferreira  03/11/2018 23:47
    Olha aí Leandro Roque, não parece ser uma boa notícia...

    www.oantagonista.com/brasil/bolsonaro-vai-receber-pacote-de-concessoes-que-preve-r-150-bi-em-investimentos/
  • NPC  04/11/2018 06:37
    Que vai ter concessões é inevitável. O problema é ser a "principal" política do novo governo. Tem que passar a tesoura nas estatais.
  • Bostileiro  04/11/2018 00:25
    Brasil possui 418 estatais. Acho que o único país na história que teve mais estatais foi a União Soviética.

    Paulo Guedes precisa passar bonito a tesoura nessa aberração. Se até 2022 não tiver menos de 100 estatais, ele fracassou.

    Concordo com o texto, mas privatizando de forma meia-boca como FHC fez, já ótimo em se tratando da republiqueta das bananas.
  • Alexandre  05/11/2018 16:09
    Há outra observação digna de nota: O custo das obras nos aeroportos concedidos, e que tiveram participação de 49% da Infraero, aparentemente foram superfaturados quase no dobro do valor correto. Ou seja, na prática, foi a estatal que pagou o custo total das obras, pois a participação de 49% implica também em coparticipação no pagamento dos investimentos realizados, só que com o recurso indo direto para as empreiteiras das obras que são as próprias concessionárias dos aeroportos. Ou seja, as construtoras entraram, fizeram a obra e agora querem devolver a concessão.
  • welfare  06/11/2018 12:53
    A privatização de empresas como a OI refuta a lógica do argumento do artigo de que se privatizando tudo se resolve. Fonte do Ministério do Planejamento ( www.planejamento.gov.br/assuntos/empresas-estatais/publicacoes/boletim-das-empresas-estatais) demonstra que no cômputo geral as empresas estatais são superavitárias.

    Qualquer pessoa que pretende se desfazer de ativos que te dão lucro não pode ser considerado um bom capitalista e esse é o problema do Brasil a falta de verdadeiros capitalistas. O que temos aqui são pessoas que possuem capital mas com pouca capacidade.
  • Workaholic  06/11/2018 13:47
    É só você se informar melhor, em vez de apenas repetir chavões. Devido ao modelo adotado, não tinha a menor chance de a Oi funcionar (aliás, se ela funcionasse, aí sim a teoria econômica estaria refutada).

    A bancarrota da Oi é mais um golpe no modelo de "capitalismo de estado" implantado pelo PT
  • Raquel  07/11/2018 14:57
    Fazer capitalismo com dinheiro de impostos não é capitalismo.Pelo menos não um capitalismo genuíno.
  • anônimo  06/11/2018 14:25
    Como evitar que as estatais sejam vendidas para banqueiros e/ou mega-empresários globalistas? Eu prefiro manter estatal do que vender pra um Rothschild ou coisa do tipo.
  • Thiago Siqueira  08/11/2018 19:58
    Boa noite,
    Alguém poderia me tirar uma dúvida ?
    Li uma matéria da BBC que a maioria dos países no mundo está apelando para a reestatização de empresas que prestam serviços básicos, como saneamento, energia elétrica, coleta de lixo. Alguém poderia me explicar por que esse fenômeno está acontecendo ? Por que as empresas privadas falharam ? Segue o link abaixo:

    www.google.com.br/amp/s/www.bbc.com/portuguese/amp/brasil-40379053
  • Vladimir  08/11/2018 22:56
    Essa matéria para a qual você linkou (totalmente ideológica, mas tudo bem), apenas diz que "parcerias público-privadas" foram desfeitas.

    Duh, mas quem é o idiota que defende parcerias público-privadas? Isso é um arranjo totalmente corporativista e anti-livre concorrência, bem ao gosto de keynesianos e social-democratas (que são os idiotas que as defendem).

    Uma parceria público-privada nada mais é do que um arranjo no qual políticos escolhem seus empresários favoritos para gerenciar um determinado setor (saneamento, por exemplo), e estes empresários, como consequência, passam a atuar em uma área totalmente protegido pelo estado contra a entrada de concorrentes, transformando-se na prática em uma reserva de mercado para essas empresas.

    Na prática, uma PPP é simplesmente isso: a criação de uma reserva de mercado, garantida pelo estado, para os empresários favoritos dos políticos.

    Estado e grandes empresas se aliam para, sob o manto de estarem realizando serviços, extorquir os cidadãos e dividir entre si o butim, dando em troca algo que lembra um pouco, com muita boa vontade, uma prestação de serviço.

    Por isso, esse arranjo é excelente para ambos os lados: os políticos recebem "agrados" das empresas que adquirem o direito de operar em um mercado fechado; e essas empresas, ao ganharem uma reserva de mercado (é proibida a entrada de concorrentes), passam a auferir lucros garantidos, sendo que a necessidade de apresentar qualidade é nula.

    No final, a PPP é um arranjo criado apenas para beneficiar aquelas empresas que têm fortes conexões com o estado, e que passam a usufruir uma reserva de mercado garantida pelo estado.

    Por isso este Instituto sempre condenou veementemente as PPPs, e já deixou claro que privatizar sem desestatizar nunca será a solução. É até alvissareiro ver que outros países do mundo perceberam essa enrascada e estão caindo fora dela.

    Como fazer com o mercado de saneamento e água? Explicado em detalhes aqui:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=646
  • Thiago Siqueira  09/11/2018 15:29
    Olá Vladimir,
    Sim, entendo o caso das PPPs, mas só queria entender, por exemplo, o caso da Apple Valley Ranchos. O que deu errado ? Ser uma concessão ? Não abrir o mercado ? Sabe se existe alguma empresa 100% privatizada no mundo e que deu certo ?
    Obrigado
  • Emerson Luis  09/11/2018 22:11

    Não basta privatizar, é necessário desestatizar!

    * * *
  • +55  17/11/2018 18:14
    Bolsonaro nem assumiu a presidência e já deu pra trás em várias "decisões" sobre a extinção de ministérios.

    Dos bilhões que iria cortar, podem apostar que no final não vai cortar nem metade do que declarou.

    Acostumem-se, democracia é isso mesmo. Estado inchado não desincha fácil em nenhum lugar do mundo.
  • Peruano  19/11/2018 20:59
    Por isso mesmo o IMB precisa conversar com a dupla Bolsoguedes durante todo o mandato. Bolsonaro já deu sinais que não lida bem com pressão, se o IMB souber pressioná-lo corretamente com grupos liberais-conservadores-libertários, ele vai tentar fazer o que exigirmos.

    "O preço da liberdade é a eterna vigilância".
  • Áncash  20/11/2018 18:40
    Irmão andino, o gigante de Sudamerica está acabado economicamente, a política no Brasil não permite diminuir o estado e o povo brasileiro não tem motivação para lutar pelo país pois são um povo sem identidade, vão acabar como os argentinos se tiverem sorte ou como os peruanos dos 80s se tiverem azar.
  • anônimo  20/11/2018 17:51
    www.oantagonista.com/brasil/guedes-confirma-secretaria-de-privatizacoes/

    Tomara que crie também uma Secretaria da Desburocratização. Pra fazer o trabalho completo.

    E só pra constar, nunca foi prometido corte de impostos. Parece que vocês não moram no Brasil.
  • Emerson Luis  25/11/2018 10:29

    A mídia apresenta como decisão já tomada alternativas que ainda estão sendo analisadas. O problema não é indecisão, mas lidar com o analfabetismo funcional dos jornalistas.

    * * *


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