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Ninguém se preocupa com política e a pujança econômica está por todos os cantos: eis a Suíça
Livre comércio mais descentralização mais capitalismo = alto nível de prosperidade

No mundo atual, as pessoas estão cada vez mais preocupadas com o resultado de eleições para chefe de governo. A cada eleição que ocorre em um país economicamente importante, as respirações ficam suspensas (tanto entre a população deste país quanto no resto do mundo).

Foi assim nos EUA em 2016, e na França, na Alemanha e na Holanda em 2017. E está assim agora no Brasil, em 2018.

É como se o padrão de vida de todos dependesse diretamente do resultado da eleição — o que, aliás, é um fato.

Mas eis a realidade, que vale para todos: as pessoas só estão cada vez mais preocupadas com o resultado das eleições porque os estados estão cada vez maiores, mais intrusivos e mais poderosos. As pessoas sabem que o indivíduo que eventualmente estiver no controle destes aparatos estatais terá poderes insanos sobre suas vidas e sobre toda a economia (da qual depende nosso bem-estar). Ele terá o poder de regular cada aspecto econômico e social da vida dos indivíduos.

E as pessoas, mesmo as intervencionistas, sabem que tais poderes são extremamente perigosos caso fiquem sob o controle de "indivíduos perigosos" — isto é, indivíduos que não pensam o mesmo que elas.

Por outro lado, fosse o estado mínimo e sem poder, as pessoas seriam completamente indiferente a quem eventualmente estivesse no comando dele

Sendo assim, será que há alguma esperança, no mundo ocidental, de que as pessoas não mais tenham de se preocupar com a política, com os políticos e com a contínua expansão do tamanho e do poder do estado? Há alguma esperança de assumirmos algum controle e influência sobre nossos impostos, nosso sistema de saúde, nossa energia, nosso comércio com os estrangeiros e, acima de tudo, nossa relação com o governo e suas regulações?

Sim, desde que estejamos dispostos a copiar um modelo estrangeiro que deu certo. Esse modelo é a Suíça.

Naquele país sem saída para o mar, com um terreno incrivelmente acidentado e sem recursos naturais (exceto água), as pessoas foram capazes de criar um alto nível de prosperidade tendo por base a inovação e o capitalismo.

100% economia, 0% política

Os burocratas da União Européia os odeiam. Os suíços não só estão fora da União Européia, como também representam o oposto daquela agenda insanamente centralizadora. A Suíça só aderiu à ONU em 2002, e mesmo assim pela margem mínima de votos. Escolha qualquer área da sociedade e você verá que os suíços fazem tudo à sua distinta maneira — sempre com a liberdade como pré-requisito.

Os corpos de bombeiros são um exemplo: geridos por voluntários locais na maioria dos lugares fora das grandes cidades. Armas e as forças armadas são outro exemplo. As armas estão por todos os lados — e o crime não está em lugar algum.  Com efeito, eles têm ao menos duas das mais pacíficas cidades do mundo - de acordo com várias autoridades online. Zurique inclusive tem um feriado de meio dia em outubro, para celebrar o torneio do "garoto atirador", no qual há uma feira em estilo americano em que jovens garotos — e garotas também — competem em uma disputa de tiro ao alvo com fuzis de ataque.   

A milícia defensiva dos suíços foi temida até mesmo por Hitler, e até hoje tem se mantido onde tem de ficar — em casa —, sem sair patrulhando estrepitosamente o mundo, assassinando pessoas inocentes que porventura se pusessem em seu caminho. Curiosamente, os suíços conseguiram se manter protegidos sem ter de recorrer a guerras preventivas e sem ter de dizimar famílias ao redor do mundo.

E há os bancos suíços, aquele bastião que guarda algo como um terço da riqueza privada transnacional. A posição suíça quanto ao sigilo bancário é mais bem descrita como sendo de neutralidade, nessa constante guerra dos estados contra seus cidadãos. Toda essa riqueza confiada aos bancos suíços certamente não se deve ao governo, e mesmo os banqueiros são meramente beneficiários de um ambiente inteiramente resultante de um distinto traço de liberdade que viceja dentro do povo suíço. Isso vem desde muito antes da lendária rebelião promovida por Guilherme Tell no século XIV. Se os detalhes dessa lenda são mitos ou não, sua popularidade reflete o tradicional espírito de luta do povo suíço quando se trata das imposições feitas pelo estado.

Antes de sua constituição de 1848, a Suíça era uma confederação de estados, cada qual soberano e independente. A unidade deles se dava por meio de um tratado de defesa mútua contra agressões externas.

Em novembro de 1847 eclodiu a Guerra de Sonderbund ("aliança separada", em alemão), que foi uma batalha originada por sete cantões católicos conservadores que se opunham à centralização do poder e que, por isso, se rebelaram contra a Confederação que estava em vigor desde 1814. Esta foi provavelmente uma das menos espetaculares guerras da história do mundo: com duração de 26 dias, o exército federal perdeu 78 homens e teve outros 260 feridos. Mas saiu vencedor. A Conspiração Sonderbund se dissolveu e a Suíça se tornou, em 1848, o estado que é até hoje.

Apenas pense nisso: a guerra suíça (caracterizada por sua inacreditavelmente baixa violência quando comparada às outras guerras) foi motivada puramente pela rejeição à centralização do poder e pelo ceticismo quanto aos poderes usufruídos por uma entidade grande. E lembre-se de que estamos falando de um país territorialmente pequeno (apenas 41 mil quilômetros quadrados). O resultado foi, e é, um estado relativamente neutro que permite uma maior quantidade de liberdade e prosperidade que praticamente todas as outras nações européias.

Como país, a Suíça se tornou, já à época, o mais economicamente desenvolvido da Europa. Era religiosa e etnicamente diverso, altamente inovador e extremamente produtivo. Os huguenotes expulsos da França pelas guerras religiosas criaram a indústria suíça de relógios. Os alemães protestantes fugindo da opressão católica fundaram as principais indústrias do país. Sempre houve um foco no conhecimento e na educação como forma de compensar a escassez de recursos naturais. E a população sempre foi integrada ao comércio global, sendo comerciantes vigorosos.

 "A economia estava por todos os lados; já a política nunca era perceptível": essa era a frase utilizada para descrever esta produtiva, vigorosa, inovadora e descentralizada nação já em meados do século XIX. Trata-se de uma descrição que evoca uma fotografia maravilhosa de uma liberdade econômica que não é onerada pelo fardo da política.

A Suíça conseguir manter algumas destas características mesmo com todas as depredações estatais que se tornaram tendência ao redor do mundo no século XX. O país permaneceu sob um padrão-ouro até 1999, e resistiu à internacionalização até se juntar à ONU em 2002. Com efeito, a internacionalização foi o que erodiu a singularidade da Suíça como nação. O influxo de engravatados com MBA em conjunto com a máfia da McKinsey está arrastando a Suíça para o mais baixo denominador comum do estatismo e do intervencionismo. A União Europeia almeja fazer a Suíça assinar um acordo bilateral que inevitavelmente fará com que Bruxelas imponha gradualmente seu socialismo multicultural ao país, exatamente como fez no Reino Unido.

Não obstante, a Suíça ainda possui pelo menos seis vantagens estruturais que irá manter o país à frente de seus medíocres pares por algum tempo.

1) Descentralização

A Suíça permanece sendo uma confederação de 26 cantões. É mais centralizada hoje do que era até antes de 1848, mas as funções do governo central são limitadas. Há uma constituição nacional, um exército nacional e uma força de segurança, uma moeda única (o franco suíço, embora o euro também circule livremente) e um banco central, e uma política externa nacional. Mas a população conseguiu manter os poderes do governo central relativamente muito bem acorrentados.

O executivo do país é representado por um órgão chamado Conselho Federal, que é composto por 7 membros, sendo cada membro responsável por um dos sete ministérios da Suíça (que lá são chamados de Departamentos). Esses sete membros são nomeados pelas duas câmaras da Assembleia Federal.

A presidência e a vice-presidência do Conselho Federal sofrem um rodízio anual. Já o mandato dos 7 membros é de quatro anos. O atual Conselho é formado por 2 social-democratas, 2 conservadores de centro-direita, 2 conservadores nacionalistas, e um democrata-cristão.

Ou seja, o poder executivo não se concentra em apenas uma pessoa. A maioria das decisões do Conselho é feita por consenso. E é assim porque seu papel é muito mais decorativo do que funcional, dado que a maior parte do poder é prerrogativa dos cantões. Decisões relacionadas a educação, saúde, assistencialismo e até mesmo criação de impostos são feitas exclusivamente em nível regional. O governo federal não pode editar medidas provisórias e não tem poder de veto.

O presidente da Suíça — que você não sabe quem é — não tem praticamente nenhum espaço nas discussões políticas e econômicas que ocorrem no país. Portanto, se você não sabe quem é o presidente da Suíça, não se preocupe; vários suíços também não sabem e ele muda a cada ano.

2) Subsidiariedade

A subsidiariedade é o princípio de resolver todos os problemas e questões em nível mais local possível. Na Suíça, a maioria dos impostos é impingida em nível municipal e cantonal. A fatia federal se limita a 20% de todos os impostos pagos. Isso faz com que a besta do governo central viva continuamente esfaimada. Os cidadãos suíços são mais engajados em torno de seus governos locais, que é quem toma as decisões de como irá gastar o dinheiro de impostos.

Consequentemente, os cantões suíços são os responsáveis pelo equilíbrio da política: os cantões conservadores são todos aqueles que estão fora das grandes cidades, como Zurique, Genebra e Berna (a capital). A população das comunidades menores rejeita a ideia de ter um governo distante e centralizado em uma capital nacional.

Como resultado — discutido abaixo —, os suíços continuamente rejeitam propostas progressistas, como a de abolir a energia nuclear e a de usufruir uma renda garantida de 2,5 mil francos suíços mensais para cada cidadão. Mais de 75% dos suíços foram contra a medida.

Ademais, os suíços podem "votar com seus pés", mudando-se para outra cidade ou cantão caso sintam que os impostos locais estão altos.

3) Democracia direta

Na Suíça, o povo é soberano. Uma maneira como essa soberania é mantida é por meio de referendos regulares, nas quais o povo vota questões de política nacional, leis e mudanças na constituição. Tipicamente, há um grande comparecimento às urnas nestes referendos, e as pessoas levam muito a sério o controle democrático sobre o governo.

Normalmente, eis as etapas de um referendo:

a. Um projeto de lei é preparado pelos especialistas na administração federal.

b. Esse projeto de lei é apresentado para um grande número de pessoas por meio de uma pesquisa de opinião: governos cantonais, partidos políticos, ONGs, associações da sociedade civil podem comentar sobre o projeto de lei e propor mudanças.

c. O resultado é apresentado a comissões parlamentares dedicadas ao assunto nas duas câmaras do parlamento federal, é discutido em detalhes a portas fechadas e finalmente é debatido em sessões públicos em ambas as câmaras do parlamento.

d. O eleitorado possui o poder final de veto sobre o projeto de lei. Se qualquer pessoa conseguir encontrar, em três meses, 50.000 cidadãos dispostos a assinar uma petição pedindo um referendo sobre esse projeto de lei, um referendo será marcado. Para que um referendo seja aprovado, o projeto de lei precisa ser apoiado apenas pela maioria do eleitorado nacional, e não pela maioria dos cantões. É comum a Suíça fazer mais de dez referendos em um determinado ano.

Entre 1893 e 2014, apenas 22 de 192 iniciativas populares foram aprovadas pelos eleitores. A reticência com que essas iniciativas são recebidas pelos suíços indica prudência da parte dos eleitores e aversão a leis criadas centralizadamente.

E foi esse sistema de pesos e contrapesos, representado tanto pelos cantões agressivamente localistas quanto pela ferramenta da democracia direta, que tornou a Suíça particularmente resistente ao crescimento do poder do governo.

4) Livre comércio

Praticamente não há debate sobre a importância do livre comércio na Suíça. Ele é uma realidade imperativa. Trata-se de um país fortemente dependente da importação de produtos básicos: energia, comida, matéria-prima, commodities. Consequentemente, o país desenvolveu uma estratégica indústria exportadora:  produtos e serviços de alto valor agregado, sempre aptos a satisfazer as mais exigentes demandas globais.

Relógios sempre foram o mais famoso exemplo. Atualmente, produtos biotecnológicos e maquinários ultramodernos compõem a pauta exportadora. O livre comércio sempre foi a condição vinculante para a prosperidade da Suíça. As tarifas de importação do país estão em zero por cento.

5) Neutralidade

Na política externa e na diplomacia, a Suíça é famosa por sua neutralidade e política externa de não-agressão. Este, aliás, é um pré-requisito para a prática do livre comércio global: criar inimigos seria totalmente contra-producente.

A Suíça possui um exército e o serviço militar é compulsório, mas é voltado exclusivamente para a defesa contra invasores externos. Guerras sempre foram a principal barreira ao progresso econômico, e a reconstrução política após uma guerra quase sempre é um desastre pior do que a própria destruição física da guerra. A Suíça conseguiu evitar tudo isso.

6) Inovação empreendedorial

A Suíça sempre ocupa as primeiras posições na lista de países com a maior facilidade para se empreender, embora sua posição tenha se deteriorado no século XXI. É fácil abrir uma empresa no país, a tributação é relativamente baixa, as leis são transparentes e o arcabouço jurídico é totalmente previsível. Várias empresas internacionais escolheram a Suíça como sede de suas matrizes.

A inovação está enraizada na cultura, no sistema educacional do país e em toda uma rede de centros de pesquisa, o que se traduz em investimentos nas pessoas e no conhecimento. Sem exageros, a inovação está na mente e na alma de praticamente todo suíço, bem como nas instituições do país.

Não é perfeito, mas é o que há

De modo algum a Suíça é perfeita; afinal, trata-se de um estado-nação, e todo conceito de estado-nação é deletério para cada vida individual das pessoas que vivem neles e que os formam. Com efeito, o próprio conceito de estado-nação clama por "inovações disruptivas".

Talvez, quem sabe?, serão os próprios suíços, com sua tradição de descentralização, subsidiariedade, iniciativa individual, e livre comércio de idéias, que irão implantar essas inovações — isso, é claro, se eles não forem sobrepujados por instituições globalistas como União Europeia, ONU, FMI, Banco Mundial etc.

É a economia contra a política. O nosso desejo, é claro, sempre foi o de "economia por todos os lados, e a política em lugar nenhum". Mas isso tem se comprovado impossível de ser mantido.

O fato de que houve uma época em que a economia prevaleceu na Suíça — e suas consequências benéficas perduram até hoje — serve como uma tênue esperança de que tal arranjo possa, um dia, voltar a vigorar.

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Que tal nunca mais se preocupar com política e eleições? É só adotar o liberalismo clássico


40 votos

autor

Hunter Hastings
é membro do Mises Institute, é consultor empreendedorial e vice-presidente do Rescue California Educational Foundation.

  • Pergunta  22/10/2018 16:49
    Bolsonaro eleito, como estarão o Brasil e os brasileiros em 2022? Economia, debate político, violência, tamanho do estado e rumos gerais do país.
  • Alberto  22/10/2018 16:58
    Não muito diferente de hoje. E hoje não está muito diferente de dois anos atrás. Que por sua vez não era muito diferente de há quatro anos.

    Com o contínuo crescimento do estado, a tendência é que as clivagens políticas só piorem. Veja o tanto que pioraram de 2002 pra cá.

    Quanto mais o estado se torna poderoso, maior se torna a rivalidade entre os grupos que almejam assumir seu controle. As liberdades civis e econômicas despencam. O poder fica totalmente concentrado em quem detém o aparato estatal. Quem está fora é oprimido e banca a conta.

    Liberais clássicos e libertários vêm alertando para isso -- a necessidade de reduzir o estado para evitar consequências econômicas e sócias nefastas -- há décadas (esse Instituto faz isso desde 2007). Não só nunca foram ouvidos como ainda sempre foram ridicularizados.

    Agora aguentem as consequências -- sempre lembrando que é difícil um país prosperar quando uma fatia da população odeia a outra.
  • Guedes  22/10/2018 19:09
    Alberto, por que você está ignorando o fato de que Bolsonaro escolheu um economista liberal para a Fazenda e prega o livre mercado (com poucas ressalvas, mas já é um grande começo)?
  • Alberto  22/10/2018 19:14
    Porque eu não acredito que ele conseguirá implantar nem metade de suas idéias. Saiu hoje na pesquisa do BTG Pactual que a venda de estatais é rejeitada majoritariamente até mesmo entre os eleitores de Bolsonaro.

    Ou seja, se Guedes vender estatais, a aprovação de Bolsonaro cai até mesmo entre quem o apóia. E político, lamento trazê-lo para a realidade, só faz coisas visando popularidade. Principalmente entre sua base.
  • Sergio  22/10/2018 19:32
    Mesmo que ele não consiga nem a metade. Qualquer redução do estado é bem-vindo, e no atual momento, o melhor que temos é ele. Só de vender as 50 estatais criada pelo PT, de imediato já é algo incrível.
  • Emerson Luis  09/11/2018 22:06

    Se ele conseguir implementar metade da metade, já será uma enorme melhoria!

    * * *
  • Andre Barbosa  22/10/2018 19:18
    Eu concordo com o Alberto
    Bolsonaro e Guedes estão longe de ser realmente liberais, até mesmo o Zema do NOVO ta dando para trás, vide as ultimas declarações sobre privatização, que ja ganham notas de "Não podemos privatizar aquilo que é estratégico" e bla bla bla. Ou seja, pouca coisa vai mudar com o Bolsonaro no poder, porque acima de tudo ele é conservador, com sua família criada dentro da política, se beneficia do estado.
    Infelizmente é o que temos pra hoje.
  • Guedes  22/10/2018 19:47
    Bom, eu acho que guinar à direita - após um século de esquerdismo e 20 anos de governo por declarados socialistas -elegendo alguém que pauta o livre mercado e desregulamentação em seu discurso é, sim, sinal de boa mudança.
    Vejam, colegas: em 2006, este discurso era o perdedor. Hoje, é o vencedor.
    Estamos vencendo a batalha narrativa, que é a mais importante de todas. Eu acho que a esperança é a faísca mais importante para se preservar. Vocês estão comportando-se da maneira errada.
  • Jairdeladomelhorqptras  23/10/2018 00:05
    Caro Guedes,
    Estou com Você. Basta pensar: o Temer com toda a rejeição e sem nenhum apoio político, ao contrário, com a artilharia pesada do PT e da esquerda, mais a denúncia gravíssima da PGR e da JBS ainda conseguiu algumas coisas, tais como: impedir a economia de cair ainda mais; conseguiu uma pequena recuperação conômica;impôs teto para gastos; trouxe a necessidade e quase consegue a privatização da eletrobras; priorizou, sem conseguir, a reforma da previdência mas preparou a opinião pública da necessidade da previdência de sofrer reforma. Só por isto acredito que o Bolsonaro com o apoio do povo possa conseguir algo. Não muito. Mas algo. O povo que nele votou vai cobrar. Bem, estou tentando ser otimista. Embora acredite que os agentes do Estado sempre serão predadores.
    Abraços
  • Marcos  24/10/2018 23:31
    Vejo os comentários acima e penso que são complementares, de modo que, o caminho liberal parece o mais adequado, mas requer uma mudança de cultura. Um dos pontos fundamentais da construção dessa Suíça é o investimento longo e perseverante em educação de qualidade.

    Penso que essa mudança é possível no Brasil, mas requerem um trabalho de longo prazo, semelhante, por exemplo, ao trabalho que os imigrantes iniciaram no próprio Brasil - suiços entre eles - e que foram semeando avanços nas artes, indústria, comércio e outros campos.
  • Guedes  22/10/2018 19:41
    Alberto, por que você está ignorando o fato de que Bolsonaro escolheu um economista liberal para a Fazenda e prega o livre mercado (com poucas ressalvas, mas já é um grande começo)?
  • Cristian  23/10/2018 12:29
    A Alberto....nessa você deu mancada; foi ingênuo!

    Abimaq e Anfavea são grupos corporativistas e como tal, é obvio que não querem abertura de mercado, e sim a proteção do governos para manterem suas reservas de mercados. Esperar que corporativistas queiram liberdade econômica é o mesmo que esperar que keynesianos parem de socializar! Não há o que discutir com esses grupos.
  • Helio  23/10/2018 16:26
    São falsos empresários. Não querem risco, mas certezas; não querem rivais, mas competidores controlados; não querem garantir um futuro, mas o resultado do semestre; não querem dar duro, mas uma molezinha; não querem valores, mas apenas a amoralidade de resultados; não querem o Brasil para todos, querem o seu.
  • JACKSON  23/10/2018 13:58
    O Brasil está dando um grande passo elegendo Bolsonaro e Paulo Guedes, em se tratando de economia.

    Vão conseguir fazer tudo que planejam? Óbvio que não, estamos falando de BRASIL, mas, sem pensar pequeno, se impedir o avanço dos comunistas na América latina, abrir mesmo que timidamente o mercado no primeiro mandato com mais países que não sejam os socialistas de antes, vender as estatais possíveis de vender logo, e trabalhar com Privatizações, parcerias público privadas, e redução de ministérios, redução de cargos em comissão, cortes de gastos públicos, readequação da máquina, e com auxílio do MP, ajudar no combate à corrupção generalizada, já estaremos pra mais de satisfeitos, pois será no caminho certo, e todos perceberemos a diferença. Nunca tivemos um governo com esse foco, sempre foram direitista falsos, o povo é refém do Estado, mas clama por diferença de verdade. Eu acredito muito que tem como, mas assim como houve união por anos entre os socialistas e comunistas aqui, teremos que unir forças entre os liberais em economia, e cobrar deputados e senadores nesse foco, participar do processo. Câmara e senado renovaram bem.

    Acredito na mudança e na visão política do povo que melhorou muito nesses 2 anos, nunca tivemos tanta informação vindo de fora da grande mídia, de uma imprensa popular e paralela, e isso reflete nas ruas hoje, que estão tomadas de apoiadores desse novo governo, mesmo sem dinheiro, sem apoio de partidos e com tamanha campanha contra na TV e jornais esquerdistas. Penso que temos que acreditar e lutar junto como agentes dessa mudança.

  • Erika Gouveia  23/10/2018 20:11
    Concordo com você. Pelo menos agora temos um viés de direita.
  • Andre  24/10/2018 11:06
    Sim, direita, colapso econômico de direita, fico muito mais tranquilo agora.
  • thiago  24/10/2018 11:36
    concordo, há uma mudança de rumo e de narrativa que já é positiva;
  • Isptec Sistemas de Comunicação Eireli-mE  24/10/2018 20:03
    Amigo lhe peço autorização para colocar este trecho de seu comentário na minha página do Facebook, lhe aguardo.

    Concordo em tudo que você disse; também compartilho que a presença de Guedes poderá, ser uma avanço para nós, enquanto a população não entender que precisamos ser uma Suiça, uma Suécia, HongCong, Nova Zelândia, ou menor um Chile, não chegaremos na prosperidade tão sonhada.
  • Marcelo Ferreira  22/10/2018 17:07
    Qual o caminho prático e possível para que o país das jabuticabas atinja níveis padrão Suíça nos quesitos liberdade, impostos, empreendedorismo e cultura?
  • Humberto  22/10/2018 17:20
    No Brasil de hoje? Impossível. Porém, se houver uma secessão e a população mais empreendedora se concentrar neste território secessionado, aí sim é bem possível de acontecer.

    Só que como tal sugestão é politicamente incorretíssima -- imediatamente é tachada de reacionária e racista -- não irá acontecer.

    Perceba que a Suíça é próspera porque pratica localismo e federalismo, e o governo central não apita quase nada. Funciona como se cada cantão fosse secessionado em relação ao governo central.

    Com efeito, até seria possível fazer um federalismo assim no Brasil, mas a economia continuaria emperrada pelos estados mais pobres. Na mais benéfica das hipóteses, supondo que tudo daria certo, as consequências seriam semelhantes a um secessionismo, sendo que este último tem a vantagem de ser algo irreversível (ou seja, Brasília nunca mais volta a ter poder). Logo, opto por este.
  • Imperion  22/10/2018 18:09
    Descentralizando o gov federal e estadual. A unidade politica mais importante seria o município e cada um resoonsavel localmente pela prosperidade dos.seus municipies. O gov federal ficaria com 10 por cento dos impostos, o estadual 10 por cento e o minicipio com 80 por cento. E cada um responsavel por gastar localmente o produzido pelos seus cidadãos
  • Capitão Blight  22/10/2018 17:25
    Impossível comparar o Brasil com a Suíça...


    A nossa Constituição exige que o Estado se faça presente em vários setores, a população carente(sem dinheiro = não vale nada num sistema capitalista) implora por apoio do Estado.

    Existe uma demanda muito grande por serviços públicos.

    O jogo já está em andamento(não tem como começar do zero), temos players sem dinheiro e sem nada pra oferecer e eles não podem ficar a margem do jogo capitalista. Como se constrói uma harmonia nesse arranjo ?


    Sabemos que o culpado é o Estado pelos preços abusivos em serviços de saúde,transporte etc. Mas o que fazer ?
    Um economista como Paulo Guedes não pode lavar as mãos e desmantelar o Estado. Deixar o laissez faire agir, talvez levariam séculos pra tudo se organizar. Não temos tempo.
    Um economista precisa colocar ordem na casa.

    A situação do Brasil ta muito complicada. Optamos pela social democracia mas esquecemos de enriquecer primeiro.


  • Libertariozinho  22/10/2018 17:45
    E como você quer que riqueza seja gerada se pessoas têm de ficar sustentando esse arranjo grotesco e fantasioso de "pessoas a margem do jogo capitalista"?
    O papel de um economista não é botar "ordem na casa". Quem produz e consome são os indivíduos e são eles quem vão gerar riqueza.
    Se você se importa com essas pessoas como diz, então o melhor a se fazer é defender um arranjo nos quais elas possam gerar valor para outras pessoas ao invés de premiar a sua pobreza.
    O objetivo do artigo não era comparar Brasil e Suíça...
  • Gustavo A.  22/10/2018 18:57
    Para determinadas pessoas do país foi criada uma estado-dependência e acho que se o estado parasse imediatamente de agir haveriam mortes por inanição. Mas veja bem, o real culpado é o estado.

    Porém há como começar a acabar com essa estado-dependência, destruindo a burocracia e a taxação de empresas (principalmente encargos trabalhistas), de certo modo incentivando as empresas a procurarem regiões com mão de obra mais barata, consequentemente desenvolvendo essa região. Seria eficiente uma reforma tributária de modo que seja decentralizada a tributação (levando em conta que o país não virará o ancapistão), dando autonomia para municípios e estados competirem entre si.

    Para os burocratas estatais essa dependência é ótima. Nas pesquisas, o único setor que Haddad ganha é o das pessoas que recebem menos de 1 salário mínimo, aquelas que dependem do estado para sobrevivência.
  • Capitalist  22/10/2018 21:58
    Você poderia dar um exemplo prático na história onde o estado foi severamente diminuído e morte por inanição seguisse?
    Ora, o que se observou foi exatamente o contrário. Mesmo em locais onde era proibido propriedade privada e a dependência do estado era total por parte da população como foi o que ocorreu na Europa Oriental, o choque de capitalismo não trouxe inanição e sim prosperidade e muito mais diversidade de comidas a preços acessíveis à população.

    Ora, querer falar que as pessoas dependem do estado para comer mas cobrar imposto em toda a cadeia até chegar arroz e feijão para o pobre é sem sentido. O pobre é continuamente roubado!
  • Gustavo A.  23/10/2018 11:11
    Concordo com você, mas o que estou dizendo é que não haverá um choque de capitalismo (isso é o Brasil). Determinadas pessoas (miseráveis do sertão nordestino, por exemplo) dependem de privilégios recebidos pelo estado, já que este lhe tira com a outra mão (como você mesmo citou a tributação no consumo).

    São pessoas que baseiam sua existência no estado, por isso disse que se for gradual (o mais provavel) deve-se priorizar em primeiro momento a criação de riquezas, depois o corte de privilégios.

    Enfim, eu acho, obviamente, que o choque capitalista seria a melhor alternativa, mas isso não vai acontecer num país como o nosso. Mesmo por que Jair Bolsonaro nunca foi um capitalista, vestiu uma carapuça liberal agora, veremos até onde vai.
  • Capital Imoral  22/10/2018 17:25
    B66617 - o fim do mundo
    O instituto Capital Imoral de assuntos sociais está lançando uma pequena história sobre o fim do mundo após a eleição de James Bolsonaro. Esta é uma obra de ficção, qualquer semelhança com nomes, pessoas, factos ou situações da vida real não é mera coincidência. Vamos conhecer o futuro do mundo.

    Escrevo esta carta do futuro, de uma época onde os homens não mais escrevem, apenas sobrevivem.

    2018, a eleição de James Bolsonaro
    Era uma tarde de domingo, homens e mulheres, de verde-amarelo, dominavam as ruas. Todos comemoravam a eleição do novo presidente, James Bolsonaro. Esse presidente era diferente dos outros, era um homem rude que falava abertamente sobre perseguir homossexuais, negros e índios. Seu discurso conseguia eco em um país marcado pela pobreza e analfabetismo. A classe média estava desesperada e buscava um messias, a ordem proposta pelos militares era algo que seduzia qualquer trabalhador. Não havia negros ou pobres, apenas brancos, heterosexuais e ricos. As minorias, onde estavam? Não se sabe, grande parte fugiu para Venezuela. O medo era uma realidade constante.

    Todos sabiam que a eleição no Brasil foi uma fraude manipulada por grandes empresários. Bolsonaro se aproveitou dessa fraude para movimentar uma grande rede obscura de fake news que envolvia movimentos neoliberais, fanáticos religiosos e ignorantes de toda sorte. A polarização era falsa, de um lado havia os pobres e minorias representados pela esquerda, e de outro, uma elite fanática e ignorante.

    O primeiro presidente nazista estava eleito.

    2019, o início do terror
    Um ano após a eleição de James Bolsonaro, as democracias pelo mundo começam a perder estabilidade. Ninguém sabia ao certo de onde vinha essa onda obscura que consumia o mundo inteiro. Nos Estados Unidos voltou o regime de escravidão contra negros; na França, homossexuais eram enforcados em praça pública; na Itália, país predominante católico, mulheres eram proibidas de sair às ruas. O livre mercado impulsionou uma onda conservadora que, hipnotizava as almas, e por algum motivo as pessoas tinham sede de sangue. Era como um vírus que ninguém conhecia a cura.

    A Amazônia aos poucos foi sendo destruída, áreas inteiras estavam devastadas pelo pelo agronegócio. Não havia misericórdia para com índios e animais, todos estavam sendo mortos indiscriminadamente. Aprendemos a aceitar que, em menos de 5 anos, a Amazônia seria um grande deserto. Mas isso pouco importa, porque tínhamos mais medo da terceira guerra mundial que ocorreria em breve.

    A Rússia ea China perderam a capacidade de proteger o mundo; logo, países do mundo inteiro se preparavam para uma nova guerra. Era difícil manter a ordem porque havia uma maldita moeda, descentralizada, que estava corroendo as relações entre países. Estávamos divididos entre aqueles que não aturavam mais o regime de escravidão -conhecido como livre mercado -; e aqueles que lutavam pelo socialismo e liberdade.

    2020, a fogueira purificante
    O poder público estava destruído, havia a completa supremacia do indivíduo. A consciência coletiva natural estava dissolvida e a nova ordem, mercadológica, definia o pensamento coletivo; era um pensamento vulgar que sempre impunha o triunfo individual, mesmo em prejuízo de outrem. Era sempre uma relação de poder e consumo. Os que não eram produtivos sentiam muito medo.

    Com o objetivo de pôr fim ao pensamento de esquerda, o presidente eleito, James Bolsonaro, promulgou o projeto de lei 666/17, que visa purificar a cultura do país. Esse projeto de lei criminaliza o homexualismo, o pensamento de esquerda e a distribuição de ideias contra a moral e bons costumes. Mas o mais assustador era a fogueira purificante.

    A fogueira purificante era uma grande jaula de ferro, rodeada por madeiras, ficava na praça principal de cada município. Nessa jaula, pessoas eram queimadas vivas. O ato consistia em acender uma grande fogueira e deixar o rebelde queimar enquanto cantavam o hino nacional. Tudo era transmitido ao vivo pelo Youtube. Obviamente, a fogueira purificante era o último recurso para quem se negava a ser limpinho; o rebelde, antes, deveria ficar 10 anos em um centro doutrinário a fim de ser curado de suas impurezas intelectuais.

    Havia um garoto que não conseguia ser curado.

    Um tal de Guilherme Bob's tentava a todo custo livrar este garoto da fogueira purificante, nada adiantou. A cidade estava inquieta, todos queriam ver o novo rebelde pagar por seus pecados intelectuais. Todos queriam confirmar, através da dor alheia, que uma ideia era ruim e que seria ruim pela eternidade. O fogo era a confirmação que a justiça seria feita aqui e agora.Todos tentavam olhar através das vigas de madeira. Quem era aquele garoto? Podia-se ver uma pele clara, frágil; olhos negros e cabelo comprido. Tudo naquele garoto indicava uma fragilidade feminina, que ele tentava esconder a todo custo devido aos novos tempos. Era um garoto incurável pois sua existência física era uma prova ambulante contra o fascismo. Ele era afeminado por natureza.

    Cantem o hino e tudo voltará ao normal.

    O hino tocava e homens de terno e gravata jogavam tochas na grande jaula. Queimem! Queimem! Queimem!, dizia um conservador. A pele fritava, bolhas vermelhas pulavam por todo corpo. Queimem! Queimem! Mas o verdadeiro terror se encontrava nos gritos; percebia-se, pela voz, uma alma frágil que tentava ser forte. Nunca se ouviu algo igual. Cada sacrifício era um cheiro agradável a James.

    2021, a nova ordem mundial
    Após três anos de uma intensa guerra mundial, não sobrou mais nada. Países foram dizimados; a natureza e os oceanos se transformavam em um grande deserto; a vida era uma mistura de dor e sofrimento interior. Não havia mais minorias, pobres ou esquerda, vocês venceram, tudo acabou.

    Mais da metade da população mundial foi dizimada, o pior é que não se tratava de um fenômeno da natureza, mas um fenômeno político. A nova ideologia matou 3 bilhões de seres humanos, algo nunca visto em nossa história. A destruição cultural foi algo de valor incalculável: Livros, peças, códigos, pinturas, filmes, músicas tudo foi destruído. Nada mais tinha sentido, viver não tinha sentido. Estávamos mortos por dentro porque alguém roubou nossa alma. É diante dessa realidade que escrevo esta carta, por favor, nos salve.

    Os ditadores não precisavam mais de armas para nos controlar, estávamos podres por dentro. O livre mercado nos deixou tão frágeis que, um psicopata qualquer, poderia controlar o mundo. E, de fato, foi o que aconteceu em 2021: Um brasileiro chamado James Bolsonaro assumiu o controle dos Estados Unidos, Rússia e China em única ação militar. E assim começou o início do fim...

    Capital Imoral é filósofo, escritor já refutou Mises.
  • Pobre Paulista  22/10/2018 18:24
    orange man bad

    i'm litteraly shaking
  • DANIEL UMISEDO  22/10/2018 20:01
    Eu tenho a impressão que Capital Imoral é alguém de dentro do IMB, que tem a função de incendiar a seção de comentários.

    Seja como for, eu queria um pouco dessa maconha que o Capital Imoral fuma antes de escrever.
  • Vinicius  23/10/2018 19:09
    Eu não tenho a menor dúvida disso... até pra escrever baboseiras deste nível precisa -se ter um nível intelectual elevado, impossível pra comunistas de verdade.
  • Libertario de verdade  23/10/2018 04:09
    Kkkkkk agora fiquei com medo desse James,o cara dominou ate o Eua.
  • Cristian  23/10/2018 12:39
    James Bolsonaro dominou Russia, China e EUA rsrsrsrsrs. Sensacional!!! Então essa é a definição de "mito"?
  • Libertario de verdade  23/10/2018 09:59
    Kkkkkk agora fiquei com medo desse James,o cara dominou ate o Eua.
  • Erika Gouveia  23/10/2018 20:16
    Cara ou Moça, tu é demais. Já pensou em virar escritor? Se já não for...
  • Jorge  22/10/2018 17:32
    "O influxo de engravatados com MBA em conjunto com a máfia da McKinsey está arrastando a Suíça para o mais baixo denominador comum do estatismo e do intervencionismo."

    Alguém poderia dar mais detalhes ou dados concretos sobre esse trecho?
    Compreendo que estatismo e intervencionismo são contrários ao desenvolvimento econômico, porém, não compreendi o que uma consultoria privada teria com isso.
    O hiperlink no texto redireciona ao site da própria empresa de consultoria, o que não contribui em nada para o entendimento do excerto.
    A frase certamente pressupõe o conhecimento de alguma outra informação sobre a consultoria. Porém, inserida no meio do artigo sem melhor contextualização ficou incompreensível para mim.


  • Carlos  22/10/2018 17:44
    É a opinião pessoal do autor, ué. Fazer o quê? Se eu tivesse de interpretar, eu diria que ele pensa isso porque a McKinsey é uma empresa globalista que vive arrotando sobre políticas públicas, dizendo o que os políticos devem fazer para "aprimorar" suas políticas públicas.

    Sempre lembrando que os governos hoje estão entre as principais fontes de receita para a McKinsey. Eis alguns trechos do verbete da McKinsey na Wikipedia:

    * The organization's client base expanded especially among governments, defense contractors, bluechip companies and military organizations in the post-World War II era.

    * McKinsey's consulting work has also been influential in establishing many of the norms of how governments and corporations are run.

    * In the 1940s, McKinsey helped many corporations convert into wartime production for World War II. It also helped organize NASA into an organization that relies heavily on contractors in 1958. McKinsey created a report in 1953 for Dwight Eisenhower that was used to guide government appointments.

    en.wikipedia.org/wiki/McKinsey_%26_Company
  • Libertariozinho  22/10/2018 17:38
    Discordo de que a democracia apresentada no item 3 seja algo completamente saudável...(eu discordo da democracia inteira mas vamos nos manter ao tema do artigo)
    A maioria da população pensar uma coisa é algo completamente relativo, ou seja, "o povo ser soberano" no Brasil por exemplo, resultaria em leis completamente intervencionistas e protecionistas, como um 13º salário do Bolsa Família ou uma Computabras(tantos aí dizendo que "o Brasil exporta aço e importa computador", uma mentalidade completamente torta).
    Fora que essa coletivização toda não é algo positivo na defesa do livre comércio.
  • Neto  22/10/2018 17:45
    Não foi falada que ela é "completamente saudável". Tampouco há margem para essas ilações que você apresentou. Ao contrário, aliás: ela apresenta um mecanismo que impede que esse tipo de populismo prospere.
  • anônimo  22/10/2018 17:58
    Quando se houve falar na Suíça normalmente é a imprensa dizendo até com uma certa incredulidade que os suíços rejeitaram propostas coletivistas como renda mínima para todos ou a criação de um salário minimo.

    Os únicos países que eu realmente admiro são Suíça e Cingapura (Hong Kong também entraria, mas aí tem toda aquela discussão de se é um pais ou não).
  • Vladimir  22/10/2018 19:10
    Hong Kong é tão país quanto Cingapura.
  • DANIEL UMISEDO  22/10/2018 20:03
    Amigo, Cingapura só tem liberdade econômica. Em relação a liberdades individuais, é uma ditadura. As pessoas não podem nem mascar chiclete. Homossexualidade é punida com cadeia. Pessoas podem ser presas sem julgamento.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2059
  • Cristian  26/10/2018 18:14
    Ou seja, não é uma sociedade liberal e muito menos libertária. O que de fato isso é o lado B, e portanto, horrível dessa história de sucesso econômico.

    Tenho a ousadia de afirmar, que por Cingapura já possuir ampla liberdade econômica (o que faz sua população não esteja mais anestesiada com populismo e assistencialismo), está muito mais perto de conseguir essas liberdades civis do que o Brasil. Lá não pode mascar chiclete, aqui não pode dirigir de dia em rodovias com faróis apagados. Lá o governo puni rigidamente pixações. Aqui se algum político resolve apagar muros pixados, parte da sociedade cai de pau em cima.

    O primeiro passo para se alcançar o libertarianismo é sem dúvidas a liberdade econômica que naturalmente irá pavimentar o caminho para todas as demais liberdades.
  • Cristian  26/10/2018 18:45
    Ou seja, não é uma sociedade liberal e muito menos libertária. O que de fato isso é o lado B, e portanto, horrível dessa história de sucesso econômico.

    Tenho a ousadia de afirmar, que por Cingapura já possuir ampla liberdade econômica (o que faz sua população não esteja mais anestesiada com populismo e assistencialismo), está muito mais perto de conseguir essas liberdades civis do que o Brasil. Lá não pode mascar chiclete, aqui não pode dirigir de dia em rodovias com faróis apagados. Lá o governo puni rigidamente pixações. Aqui se algum político resolve apagar muros pixados, parte da sociedade cai de pau em cima.

    O primeiro passo para se alcançar o libertarianismo é sem dúvidas a liberdade econômica que naturalmente irá pavimentar o caminho para todas as demais liberdades.
  • Cético  22/10/2018 18:00
    Não da pra fazer esse mesmo modelo de governo com um país enorme(dimensões continentais) como o Brasil.

    O Brasil é muito diferente de uma região para outra, diferente da Suíça que é mais homogêneo.
  • Erick  22/10/2018 18:03
    "O Brasil é muito diferente de uma região para outra, diferente da Suíça que é mais homogêneo."

    Oi? A população suíça é dividida em pelo menos quatro grupos linguísticos diferentes (alemão, francês, italiano e romanche), que se refletem em culturas diversas espalhadas ao longo do território. O Brasil é bem mais homogêneo do que isso.
  • Renê  22/10/2018 18:05
    Se o tamanho do país é um problema, então por que não quebrar o Brasil em vários países pequenos, que funcionem como a Suíça? Aliás, é exatamente pelo fato de que cada região do Brasil é diferente uma da outra, que a implantação desse sistema deveria ser estudada.
  • Jairdeladomelhorqptras  23/10/2018 00:23
    Caros amigos,
    Tenho minhas dúvidas se tamanho de país tem algo a ver com desenvolvimnento e padrão de vida. O Uruguay seria potência e os EUA subdesenvolvido? É Isto?
    Abraços
  • L Fernando  23/10/2018 14:08
    EUA foram homogêneos quando se desenvolveram
    Agora é que tem latinos e outros grupos
  • Karna  23/10/2018 16:29
    É, um país com centenas de denominações religiosas diferentes e numerosas etnias ( tanto da Europa quanto da África, e até mesmo da Ásia ) é bastante homogêneo... EUA recebem imigrantes desde o séc. XIX.
  • Luciana  22/10/2018 18:08
    Isso de que a Suíça é "homogênea" é um mito em que só acredita quem nada sabe sobre o país.

    Certa vez fiz intercâmbio na Inglaterra e conheci dois intercambistas suíços: um era de um cantão alemão e outro era de um cantão francês.

    Ambos se ignoravam completamente e se tratavam como se fossem de países totalmente distintos.

    Fiz amizade com o do cantão alemão e, quando lhe perguntei por que ele não se entrosava com o do cantão francês, ele simplesmente respondeu que o francês não era "suíço de verdade".

    Essa suposta "homogeneidade" dos suíços é um mito. E é exatamente por isso que o país funciona perfeitamente bem como uma confederação. Leis inventadas por franceses não serão aceitas pelos alemães e vice-versa.
  • anônimo  22/10/2018 18:10
    Nem adianta sonhar em copiar. A grande estrela disso tudo é o povo que rejeita o poder central. E só isso basta. Qualquer sistema daria certo quando a população sabe o mal que o poder centralizado faz.

    E qualquer sistema irá dar errado quando tem uma população de mentalidade estatizante, tipo a brasileira.
  • Marcelo  22/10/2018 18:17
    Se esse é o problema, então a solução é mais fácil do que parece.

    Primeiro, adota-se um federalismo pleno em relação à Brasília. Depois, dá-se autonomia plena a cada estado.

    Aqueles que quiserem continuar de joelhos perante Brasília, que o façam. Aqueles que não quiserem, que não tenham seu saco enchido.


    Não, o problema é outro. Começa pela Constituição, que é centralizadora. Se permitir um pouquinho de federalismo a coisa já melhora.
  • Ricardo  22/10/2018 19:11
    "O presidente da Suíça — que você não sabe quem é — não tem praticamente nenhum espaço nas discussões políticas e econômicas que ocorrem no país. Portanto, se você não sabe quem é o presidente da Suíça, não se preocupe; vários suíços também não sabem e ele muda a cada ano."

    Essa uma coisa que eu sempre admirei. Não saber quem é o dono da loja, da empresa nem o presidente do país. Significa que a instituição em si é sua maior propaganda. Não o dono ou a personalidade que a representa.

    Por isso, fiz questão de ler todos os nomes dos presidentes da Suíça.

    Eu que me considero relativamente bem informado nunca ouvi falar de absolutamente nenhum deles. Aliás, não sabia ao certo se lá era parlamentarismo ou presidencialismo. (Eu sabia que não era monarquia simplesmente porque nunca ouvi falar em "rei da Suíça", mas também nunca ouvi falar em "presidente da Suíça" ou "primeiro-ministro da Suíça").

    Sinal de que o governo é totalmente desimportante. Lá não deve ter nêgo apreensivo com eleições e nem deprimido com o resultado delas.
  • DANIEL UMISEDO  22/10/2018 19:41
    A população da Suíça não é TÃÃÃO abstinente de política assim. Eles não ligam para política partidária. Mas adoram fazer plebiscito para tudo.

    Inclusive, gostam de ser vistos na fila para votar. Uma vez ofereceram a opção de votar num plebiscito pela internet, e a participação despencou.

    (não tenho a fonte porque vi essa informação num livro, mas não me lembro qual).
  • Paulo Henrique  22/10/2018 20:01
    Exato, Diria até que é o oposto. A população de lá está mais ligada na política, já que o voto dela tem peso, e o que ela pensa e fala muda sua realidade, devido a descentralização.

    Existe um incentivo para se informar. Agora, se amanhã eu deixar de apoiar um candidato aqui no Brasil, anular meu voto, a diferença no resultado final será nula. Existe um incentívo para ser ignorante.
  • %C3%83%C2%B3rf%C3%83%C2%A3o  22/10/2018 20:32
    "Naquele país sem saída para o mar, com um terreno incrivelmente acidentado e sem recursos naturais (exceto água), as pessoas foram capazes de criar um alto nível de prosperidade tendo por base a inovação e o capitalismo."

    Então será que eles leram Marx e puseram em prática os pontos 8 e 11 das "Teses sobre Feuerbach"?
    Ou Marx copiou deles?


    [VIII] A vida social é essencialmente prática.

    [XI] Os filósofos têm apenas interpretado o mundo de maneiras diferentes; a questão, porém, é transformá-lo.
  • Mr. M  22/10/2018 22:03
    Máfia da Mckinsey?! Oi?!?!
  •   23/10/2018 01:14
    Tive a grata experiência em 2017 de realizar uma caminhada pelo norte da Suiça. Nos dois primeiros dias o maxilar até doeu, porque andava boquiaberto com tudo que via... foram 190km caminhados, a maior parte à beira do rio reno, onde não vi NENHUM papel jogado no chão, nos locais menos movimentados, nos mais movimentados, em lugar algum! um nível de organização e competência que para um brasileiro parecem um sonho... é nesse ponto onde fica a maior frustração... até onde pude averiguar, são homo sapiens como nós brasileiros... nada apontava que a natureza tivesse favorecido eles em detrimento à nós brasileiros... porém, culturamente e socialmente somos de uma espécie ancestral em relação à eles... e por vontade própria,isso é que é pior!...

    dito isto, um ponto me chamou a atenção, o custo elevado das mercadorias em geral. Como informado, exercendo a Suiça cargas tributárias menores nos diversos níveis, qual a razão dos produtos serem mais caros? à ponto dos suiços atravessarem a fronteira com a alemanha para fazer compras do lado de lá! me pareceu que o custo da mão de obra na suiça é mais cara, fora isso, algum outro ponto?

    ah sim! quão triste para mim foi ao retornar no aeroporto de guarulhos, pegar um ônibus lotado (vendo a sujeira toda da marginal) até a estação de metrô tatuapé e ao entrar em uma lanchonete me deparar com uma mulher de cerca de 45 anos, totalmente suja, praticamente morando em um carrinho de mercado, pedindo comida na porta da lanchonete...

    que choque de realidade... sair de um dos países mais ricos do mundo e 12 horas depois me deparar com aquela infeliz e maldita realidade que se sobrevive há séculos aqui... me restou comprar um misto quente para aquela mulher e sentir um misto de tristeza, vergonha e raiva por tudo o que fazemos e pelo que não fazemos de maneira que aquela cena seja uma realidade presente em nosso país...
  • Hans  23/10/2018 01:41
    Nas cidades turísticas e repletas de expatriados milionários -- como Zurique, Berna, Genebra, Lucerna e Lugano -- é tudo caro mesmo. Óbvio. Se a população é formada por gente com alto poder de compra, os ofertantes irão cobrar caro. É o mesmo motivo de as mesmas coisas em São Paulo serem bem mais caras que no Piauí.

    Porém, quando você vai mais pro interior do país, tipo ali no centrão, nas cidadezinhas fora das rotas turísticas, os preços são bem mais em conta. (Agora, obviamente, se você estiver com um real desvalorizado, então aí vai ser tudo vai ser caríssimo mesmo. Não tem mágica).
  • Natalia  23/10/2018 03:40
    Um pouco OFF-TOPIC:

    Poderiam responder?

    Estive em um grupo de estudos de professoras para discutir sobre questões escolares da escola municipal que trabalhamos. Após assistir a um capítulo de um material teórico para professores sobre Lev Vygostky, onde um professor atribuía o darwinismo social ao capitalismo, a coordenadora deu seu parecer sob o coro de outras presentes.

    Aqui está a registro de voz e a transcrição da afirmação dela:

    "A ideia de seleção natural está muito presente na sociedade. Por que o capital se apropria...olha a lógica do capital hoje: os mais aptos sobrevivem.
    O mercado é totalmente seletivo e excludente porque no nosso modelo econômico e político não tem um lugar para todos. Então, eu preciso dos melhores e eu defino os critérios para eles.
    Uma criança, por exemplo, que não domina leitura nem escrita pode ser um superartista, se dando muito melhor do que o gêniozinho da matemática.
    A gente tem esses processos de seletividade social na escola, no mercado de trabalho, na fábrica, na indústria... A seleção natural vai defender a adaptação biológica, os mais aptos e biologicamente mais fortes vão sobreviver. E essa é a lógica do capital."

  • Jorge  23/10/2018 04:56
    O gozado é que este trecho abaixo refuta todo o próprio discurso dessa pessoa:

    "Uma criança, por exemplo, que não domina leitura nem escrita pode ser um superartista, se dando muito melhor do que o gêniozinho da matemática."

    Ou seja, ela quis dizer que o capitalismo é darwinismo social e que apenas um punhado de pessoas muito qualificadas se dão bem, mas ela própria deu um exemplo prático de como o capitalismo cria oportunidades para todos, independentemente de suas aptidões.

    Apenas mais uma que se auto-refutou.


    Sobre o assunto do darwinismo social, sugiro este artigo:

    mises.org/library/not-just-survival-not-just-fittest
  • Marcus  23/10/2018 11:15
    Aqui no Brasil, infelizmente as pessoas tem em mente em que o Estado provera todas as coisa. Quem tem que dar emprego? O governo. Quem tem que dar educação, saúde, segurança,etc? O governo. Além de várias infinitas medidas assistencialistas. Enquanto a população pensar assim, nada vai mudar, podem eleger quantos presidentes quiser, nada vai se alterar.
    A solução para o problema, é no minimo difundir ideias liberais (não neo-liberais), assim um dia podemos nos aproximar de países como: Suíça, Nova Zelândia, Austrália..
  • Imperion  23/10/2018 11:48
    Era uma vez uma rua, que fazia comercio livre com outras ruas.
    Um dia pedro padeiro tentou convencer os moradores a comprar só o pao feito na rua. Uma baboseira nacionalista. Que no caso é rualista. Que isso traria prosperidade.
    Mas joao preferia comorar pao fora , era mais barato. Nao aceitou.
    Pedro padeiro entao convenceu o gov da.rua a cobrar um imposto de importação de.pao. pao de.fora pagaria 60 por cento de imposto. Pedro ficou feliz. Os moradores apoiadam achando que traria prosperidade. Dai o pao baratissimo fora passou acustar bem mais caro que o pao de pedro. A rua tambem contratiu um fiscal pra fiscalizar se as pessoas tavam comprando pão em pedro e nao fora. Aceitaram
    Sem concorrencia externa o pao de oedro passou a custar um pouco menos que o pao importado ,ja somado os impostos. Isto é tres vezes mais. Como os custos de pedro eram os mesmos , pedro passou a ter um lucro fabuloso.
    Joao e os outros consumidores tomaram prejuizo. Logico, estavam mais pobres e com restrição de pao, so pra pagar a ganancia de pedro.
    Racionalmente o melhir a se fazer era desfazer o arranjo. Mas o ser humano e sua mania de combater fogo com fogo...
    Os outros moradores perceberam pelo principio constitucional de igualdade que teriam o direito de fazer o mesmo. Assim o fornecedor de trigo, que era usado pra fazer pao, passsou a exigir o mesmo do estado-rua. Imposto de importação maior que 60 por cento pra todo trigo de fora. Sem poder comprar livremente o trigo, pedro passou a.comorar o trigo de dentro da rua, aquele plantado na sargeta do vizinho, e nao aquele vindo do imenso terreno fora da rua, altamente produtivo e barato. O da sargeta era da rua . Viva a rualidade!
    Com isso o pao passou a.custar o mesmo preço da venda e pedro tentou aumentar o preço de venda, mas os moradores ja nao aceitaram pagar mais caro ainda pelo pao. O lucro de pedro se foi. E tentou vender o pao fora.da.rua,.mas seu pao era.mais caro, bem mais caro que o feito a partir do trigo do terreno altamente produtivo, que era feito pelos outros padeiro de outras ruas. Pedro restringiu seu mercado a sua rua e acabou com seu negocio. As outras ruas continuaram a negociar pao livre mente entre si, mas com a rua de pedro, separada, era cobrado 60 por cento de imposto pra portar o pão dele que ja era bem mais caro, ficou proibidissimo.
    Ainda dava pra desfazer tudo, mas o gov da rua que tava recebendo dinheiro que pedro achava que ia ganhar era contra. Os moradores ao inves de.forcar ainda acreditavam que o na nacionalismo- rualismo- protecionismo ia ser melhor pra eles.
    Fogo com fogo.
    Joao passou a exigir tratamento igual. Queria que a.rua protegesse seu negocio de adubo com impostos de.importaxao.
    Dito e feito, o produtor de trigo da rua so podia comprar adubo de joao. Com o tempo o preço do trigo subiu, o pão subiu e todo mundo ficou mais pobre, mas o gov da rua mais rico. Mais imposto pra ele e seus fiscais.
    Logo o vendedor de roupas tambem queria proteção, ganhou. Depois o produtor de tecido queria, ganhou. Logo o vendedor de sapato queria, ganhou. Logo o produtor de couro queria,.ganhou.
    Logo cada produtor da rua tinha proteção e ao mesmo tempo menos vendas. Tudo na rua subiu de preços,.mas ninguem tinha lucro, poos as matérias primas tambem subiram de preço e a matéria prima que produz materia prima tambem . O gov da. rua lucrou muito com impostos, mas os produtores perderam tudo e os mercados das outras ruas. Seus produtos custavam mais , eram inferiores( trigo de sargeta, o tecido vinha da unica amoreira da rua, o couro do boi sarnento e por ai vai.) Pois devido a protecao , nao se xomprava.materia prima de qualidade. A economia tava amarrada e todo mundo perdendo dinheiro. A solução mais logica era desfazer todo esse arranjo ou inventar meios de fazer que a produção local ficasse altamente produtiva( produzindo trigo nos telhados, paredes)? Inventando vacas que nao comem? Bicho da.seda que nao precisa da.unica amoreira da rua? Caso eles conseguissem...
  • Samuel  23/10/2018 13:39
    Dúvida: O credo libertário é baseado no Princípio da não agressão, porém, em uma sociedade sem Estado, o que garantiria que todos seguiriam o PNA?
  • Carlos  23/10/2018 14:14
    Isso é espantalho. Eia a real colocação: é imoral iniciar agressão contra terceiros inocentes. Ponto.

    Sendo assim, se você inicia agressão contra um terceiro inocente, você próprio perdeu o seu direito de não ser agredido. Ato contínuo, a vítima -- ou alguém ligado a ela -- pode revidar contra você.

    Não é, portanto, que "alguém vai impedir agressões". Tal infalibilidade não existe, e é ingenuidade acreditar nela. Vide o nosso atual arranjo, em que o estado detém o monopólio da violência e a violência contra inocentes só faz aumentar.

    A questão é outra: se você agride inocentes, você perde seu direito de não ser agredido, de modo que a vítima (ou alguém ligado a ela) passa a estar autorizada a agredir você. Olho por olho.
  • Samuel  23/10/2018 14:51
    Entendo.

    Porém, o aborto, por exemplo, é uma prática que viola o direito de vida do ser humano. Uma vez que iniciar agressão contra incocentes é imoral, e o Estado não existe, quem impediria a interrupção da gravidez, que culminaria na morte de uma pessoa inocente?
  • Imperion  23/10/2018 16:15
    O estado nao impede o aborto.
  • Imperion  23/10/2018 16:18
    Mesmo sem estado ha, leis. Nao seria entao o estado que cuidaria da justiça.
  • Rennan Alves  23/10/2018 17:42
    Respondido a partir do 3° parágrafo:

    "Não é, portanto, que "alguém vai impedir agressões". Tal infalibilidade não existe, e é ingenuidade acreditar nela. Vide o nosso atual arranjo, em que o estado detém o monopólio da violência e a violência contra inocentes só faz aumentar.

    A questão é outra: se você agride inocentes, você perde seu direito de não ser agredido, de modo que a vítima (ou alguém ligado a ela) passa a estar autorizada a agredir você. Olho por olho. "
  • Andre Cavalcante  23/10/2018 17:56
    Outro espantalho.

    Quem, hoje, garante que um pai não espanque o filho até a morte? Que uma mulher não seja estuprada? Que você não seja assaltado dentro de um ônibus?

    Bem, vou ficar por aqui. Todos os exemplo acima são de ações consideradas imorais de serem executadas e que ferem o princípio da não agressão a inocentes. Quem hoje garante essa segurança? Pois é...

    Agora: "Quem, hoje, garante que uma mulher não cometa aborto?" Responda isso com toda a verdade do vosso coração e você saberá como responder à questão formulada por você mesmo. (só pra colocar em perspectiva, se os números desse site estiverem corretos, só em 2017 mais de 177 mil curetagens pós-aborto foram cometidos - grande trabalho de quem trás "segurança social")
  • Libertariozinho  23/10/2018 19:50
    O que mais reprime um indivíduo cometer um crime é justamente o medo das pessoas não mais realizarem contratos com ele. Isso numa sociedade libertária é maximizado ao extremo. Não é porque está escrito num papel que não pode matar que as pessoas não matam.
  • Libertario de verdade  23/10/2018 23:11
    Boa essa libertariozinho. É isso ai mesmo,hoje em dia mesmo com o estado,ainda funciona assim,as pessoas evitam contratos e negocios com pessoas considerada desonesta. A reputacao de uma pessoa vale muito,ela acumula creditos no mercado como diz os antigos,nao precisa nem ter dinheiro.
  • Samuel  23/10/2018 21:41
    Segundo o PNA se uma pessoa me agredir ela perde o direito de não ser agredida, logo eu posso revidar. Mas no caso do aborto, o feto não tem esse poder, ele é incapaz de revidar a agressão cometida a ele, que acabará findando a sua vida. Era isso que estava tentando falar, uma das coisas que mais me detém a virar libertário é o aborto.

    No tocante à questão das pessoas continuarem fazendo coisas erradas, mesmo sendo ilegais, a solução não é simplesmente legalizar tudo, pois há pessoas que tentam seguir a lei e ser um bom cidadão. Legalizar tudo só aumentaria o número de casos de agressões. O Estado não pode impedir que alguma mulher vá em uma clínica clandestina e realize um aborto, mas ao descobrir a existência dessas, elas estarão passíveis a punições perante a lei, por violar o direito de vida de um ser humano indefeso.
  • Marcelo Ferreira  24/10/2018 16:44
    O feto tem um pai, avós, tios e etc.
    Quando não há pessoas ligadas, resta apenas uma alternativa: boicote social.
  • MARCOS  23/10/2018 14:24
    O senão é que casa lá é caríssimo e não existe classe média...só ricasso.
  • Diogo   23/10/2018 15:28
    Prefiro morar em meio aos ricos, do que estar rodeado de pessoas ferradas (economicamente).
    Pior: pelo menos lá existem ricos para comprar casas caras, do que aqui que além de ser todo mundo pobre,
    ainda sim as casas também são caras (graças ao governo).
  • Karna  23/10/2018 16:32
    Sim, casa é cara. Mas de onde você tirou que lá só tem ricasso? Lá podem morar inúmeros ricos, mas 60% da população faz parte da classe média.
  • Cristian  23/10/2018 17:12
    E mesmo que a moradia por lá seja cara? E daí ela ser cara??

    O brasileiro adestrado desde criança, aprendeu que o "correto" é comprar uma casa para fugir do aluguel que é um dinheiro "perdido". O problema que isso não é uma verdade absoluta, considerando que, por exemplo, aqui nas terras tupiniquins há maioria esmagadora dos financiamentos de imóveis são verdadeiros suicídios econômicos.

    "Ainn mais lá só tem ricaços"...

    Quem bom não acha? Que ambiente você acha que é mais fácil você enriquecer, aquele rodeado de pessoas ricas ou aquele rodeado de miseráveis implorando sua ajuda?
  • Dedé  23/10/2018 18:03
    Bom deve ser na Venezuela onde mansões estão sendo vendidas a preço de banana.
  • Pancritius  23/10/2018 19:13
    Para saciar curiosidade, há uma piada entre os suiços para explicar o motivo de tanta riqueza, somos tão chatos e evitamos ao máximo relacionamentos interpessoais com outros suiços que só nos resta usar o tempo para fazer dinheiro e com este conhecer gente mais interessante.
  • Felipe Lange  23/10/2018 20:38
    Pessoal, mudando de assunto... mas entra no mesmo tema envolvendo austro-libertarianismo. Me passaram essa imagem, há algo para ser refutado nisso? Eu pelo menos não vejo fundamento em um sujeito que se dá ao trabalho de passar por um suposto teste psicológico e afins para depois fazer isso e cometer suicídio. E eu me pergunto o motivo de não ter tido ninguém armado para impedi-lo... claro que eticamente, mesmo que o armamento civil flexibilizado resultasse em casos mais frequentes como esse, eu continuaria defendendo esse direito. O que vocês acham?
  • Marcelo Ferreira  24/10/2018 16:47
    A única coisa que pode impedir um homem mau com uma arma é um homem bom com uma arma.
  • Libertariozinho  24/10/2018 19:39
    Não consegui a imagem mas deduzi que se trata de suicídio.
    A vida é de propriedade exclusiva do indivíduo, portanto faz o que quiser com ela, inclusive tirá-la.
    Concordo que seja algo lamentável, mas não temos o direito de dizer ao outro o que fazer se ele não está agredindo ninguém além de, supostamente, ele mesmo.
    Pessoas se matarem utilizando armas não me tira o direito a defesa, visto que o mero ato de portar uma arma não é agressivo.
  • Leandro Rock'n'Roll   24/10/2018 06:25
    De todos os fetiches estatizantes do povo brasileiro, o das estatais é de longe o que mais me intriga. Afinal, por que o brasileiro médio, que ganha a vida com bicos porque a CLT e políticos populistas lhe privaram de uma subsistência decente, que obedece a leis que não entende, paga impostos sem retorno e precisa aturar a ladainha progressista, vê seu destino e razão de ser tão indexados a tais entidades espúrias como as empresas estatais? Entidades essas sabidamente povoadas por pelegos de gente graúda e cuja utilidade já é igualmente sem defesa, existentes apenas por caprichos e fardos tributários humilhantes?
    Fico no aguardo.
  • Andre  24/10/2018 13:55
    Brasileiro não é um povo, é um rebanho, as vezes se revolta com seu pastor apenas para trocar por outro com o cajado maior e mais pesado.
  • NPC  24/10/2018 16:56
    No Brasil existem 500 estatais. Acho que somente a União Soviética teve tantas estatais como o Brasil possui.
  • Raquel  24/10/2018 15:56
    A sorte dos suíços é que lá faz muito frio,o custo de vida é muito alto,e alemão é difícil pacas,caso contrário as fronteiras deles estariam abarrotadas de ilegais.
  • Felipe Lange  24/10/2018 21:22
  • Hans  24/10/2018 22:06
    Triste. Uma capitulação às forças progressistas globalistas.
  • Curioso [off-topic]  25/10/2018 05:49
    Algum economista do site poderia indicar como os programas de Quantitative Easing nos EUA e na Zona do Euro vão influenciar a próxima crise financeira mundial? Pessoalmente eu acredito que eles foram os principais fomentadores da próxima crise. Se for realmente o caso, quais ativos tiveram os seus preços mais distorcidos? Acredito que quem realmente entenda de economia austríaca sabe onde essa bolha vai estourar mas não sabe quando nem qual será a agulha que a fará estourar.
  • Felipe Lange  25/10/2018 12:42
    Leandro, o que você acha de cobrar mensalidades de instituições estatais de ensino superior, seguindo critérios de faixa de renda? É assim nos EUA? Em efeitos práticos, a qualidade muda? A redução de despesas do governo? Seria como se fosse os Correios?
  • Cesar Leal  27/10/2018 01:08
    Um bom início seria conseguir aplicar o que foi feito no Paraguai a partir de 2013 (se não em engano). Hoje estão colhendo o resultado. Se pensarmos no tempo, 5 anos, veio rápido o resultado das mudanças.

    www.em.com.br/app/noticia/economia/2018/03/16/internas_economia,944512/empresarios-trocam-o-brasil-pelo-paraguai.shtml


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