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Em vez de mendigar aumento de salário, lute para se livrar dele
Seja um capitalista

Todos os anos, diversas categorias profissionais iniciam movimentos para o aumento de salários. Um exemplo são os bancários, que já possuem uma greve anual que se tornou quase uma tradição.

A principal reivindicação costuma ser o aumento real dos salários, ou seja, aumento acima da inflação. Neste ano, os banqueiros estão oferecendo a correção pela inflação, mas os bancários querem aumento real de 5%, acima da inflação de 3,87, além de outras reivindicações (fonte).

Já faz um bom tempo que os bancos registram lucros recordes todos os anos e os funcionários reclamam que "os banqueiros não querem dividir esses lucros com eles" (fonte).

Só que isso é falso. A verdade é que os banqueiros compartilham os seus lucros todos os anos com centenas de milhares de pessoas. E nem precisa trabalhar para o banco para ter direito de fazer parte dessa partilha.

Todos os anos, os bancos distribuem bilhões de reais na forma de proventos como: dividendos (isentos de imposto de renda), juros sobre capital, bonificações e subscrições para aquelas pessoas que compraram suas ações.

Na prática, qualquer pessoa pode se tornar sócia de um banco. Ou seja, embora nem todo mundo possa ser bancário, todo mundo pode ser banqueiro. Para isso, basta comprar as ações dos bancos que são negociadas na bolsa de valores. Elas custam alguns poucos reais e o processo de compra é tão fácil quanto o de comprar qualquer coisa pela internet.

O simples ato de comprar ações de um banco já garante o direito de participar dos seus lucros, assim como os grandes donos dos bancos participam. Quanto mais ações o acionista tiver, mais proventos ele receberá, pois eles dependem do número de ações que cada acionista possui.

Cada grande banco brasileiro possui centenas de milhares de donos. São pessoas comuns que compram ações dos bancos e se tornam "pequenos banqueiros". Considerando apenas as pessoas físicas, o banco Itaú possui 108.853 donos; o Bradesco tem 321.014 donos; o Banco do Brasil tem 336.352 donos; e o Santander, 152.867 donos no Brasil. Centenas de milhares de outros pequenos investidores são donos de ações de bancos de forma indireta, por meio de fundos multimercado, fundos de ações e planos de previdência que investem em ações de bancos.

Essas centenas de milhares de "pequenos banqueiros" se beneficiam quando os bancos lucram, pois suas as ações se valorizam (ganho de capital). Tudo isso acontece de forma passiva, sem a realização de qualquer trabalho.

O setor bancário foi o que teve o maior volume de lucro distribuído na forma de dividendos e juros sobre capital entre seus acionistas. Foram mais de R$ 28,3 bilhões, maior valor desde 2010, entre todos os setores. Só os bancos representam 35,63% do total de distribuições feitas por 251 empresas listadas na bolsa, que juntas repartiram R$ 79,6 bilhões (fonte). Na prática, qualquer pessoa pode ser dona de uma pequena parte de qualquer uma dessas empresas.

O funcionário de um banco poderia comprar ações do banco onde trabalha e até ações dos bancos concorrentes para não ficar de fora dessa partilha bilionária de lucros. Até mesmo os clientes dos bancos poderiam receber de volta as tarifas e juros que pagam aos bancos se investissem nas suas ações.

Salário ou dividendos?

Agora, façamos um exercício de imaginação.

Suponha que todos os funcionários dos bancos deixaram de trabalhar em troca de dinheiro e passaram a trabalhar em troca de ações. Em vez de receber salário, "vale disso", "vale daquilo", auxílios, férias remuneradas e 13° salário, os funcionários dos bancos passaram a receber ações e os seus dividendos, juros sobre capital etc.

Isso significa que os bancos deixariam de ter funcionários e passariam a ter sócios.

Como todos os funcionários seriam pequenos banqueiros, quanto maiores fossem as receitas e menores fossem as despesas (custos, desperdícios, desvios, baixa produtividade, etc.), maiores seriam os lucros distribuídos para todos os pequenos banqueiros que trabalham no banco. Quanto maiores os lucros do banco, mais as ações iriam se valorizar e maiores seriam os ganhos para todos.

avila1.png

A tabela acima mostra o preço das ações dos bancos que possuem maior volume de ações diariamente negociadas na bolsa. Os valores da tabela mudam a todo o momento (visite aqui para ver a atualização diária). Na tabela, você também pode ver a valorização dessas ações no ano e nos últimos 365 dias. O campo DY mostra a distribuição de dividendos em relação ao preço da ação.

Seguindo o nosso exemplo imaginário, funcionários do Santander que recebem ações no lugar de salário, teriam valorização de 43% em suas ações nos últimos 12 meses e dividendos (DY) de 4,7% desse valor.

O gráfico abaixo mostra a variação no preço da ação do banco desde 2011. É simples observar a alta expressiva após o impeachment de Dilma Rousseff. O fenômeno ocorreu com todos os grandes bancos e com muitas grandes empresas listadas na bolsa.

avila2.png

Seguindo o nosso exercício: os funcionários do Itaú com ações da holding (empresa que controla o Banco Itaú) teriam valorização de 26% e dividendos de 9,3% ao ano. Já os funcionários acionistas do Bradesco não estariam muito felizes com o resultado quando comparado com os concorrentes. Certamente estariam se reunindo para discutir sobre o que fazer para que o banco pudesse ter suas ações mais valorizadas e com mais dividendos distribuídos.

Podemos constatar que as ações das empresas em que os bancários trabalham valem cada vez mais. Já o salário que eles recebem, cada vez menos (em termos reais). A própria demora no reajuste do salário pela inflação já faz com que o dinheiro se deprecie ao longo do ano. Enquanto isso, as ações se valorizam (ganho de capital) muito acima da inflação e distribuem lucros para aqueles que assumiram o risco de comprar ações da empresa.

Todas essas questões conflitantes entre funcionários x banqueiros (sócios dos bancos) têm relação com a questão do risco.

Lucros ou segurança?

Um trabalhador assalariado prioriza a segurança, mesmo que isso limite ganhos. É por isso que ele se prende a uma fonte de renda fixa. Um emprego nada mais é do que um investimento de renda fixa. Você investe o seu tempo e a sua força de trabalho no emprego e recebe uma renda fixa no final do mês na forma de salário e direitos trabalhistas. É uma renda segura e previsível.

Um acionista prioriza os ganhos (lucros), mesmo que isso represente riscos. Os ganhos de capital, dividendos e demais proventos recebidos por aqueles que compram ações de empresas são fontes de renda variável, sem qualquer estabilidade ou garantia de recebimento. Você investe o seu dinheiro e recebe uma renda variável, sem garantia de ganho. É uma renda sem limites, porém incerta e imprevisível.

Tempo ou dinheiro?

Podemos dizer que os funcionários investem tempo, nos bancos onde trabalham, e recebem salários. Assim podem fazer o que quiserem com o dinheiro.

Já os investidores (acionistas) investem dinheiro, comprando ações do banco, e recebem dividendos. Assim podem fazer o que quiserem com o tempo.

Os funcionários investem tempo em troca de dinheiro. Os investidores investem dinheiro em troca de tempo livre.

É dessa ideia que surge aquela famosa frase do livro do Robert Kiosaki que diz: "Os pobres e a classe média trabalham pelo dinheiro. Os ricos fazem o dinheiro trabalhar para eles." (Dica: para quem tem o livro eu recomendo a leitura do "Capítulo 2 – Lição l: Os ricos não trabalham pelo dinheiro". É a parte mais importante da obra dele. O resto é apenas repetição das mesmas ideias.)

Com ou sem limites?

Todo salário tem um teto. Por melhor profissional que você consiga ser dentro de uma determinada área, existe um limite para o seu salário.

Já o ganho de capital e demais proventos que os sócios das empresas recebem não possuem qualquer limitação. Ninguém impede alguém de comprar cada vez mais e mais ações de uma empresa. Não existe um teto estabelecido para a valorização das ações de uma empresa ou os lucros que ela receberá no futuro. Quanto mais os pequenos sócios dos bancos recebem lucros, mais eles podem usar esses lucros para comprar mais ações. Quanto mais ações possuem, mais lucros recebem. O risco está na possibilidade de prejuízos.

Já o emprego e o salário não são escaláveis. Você só pode ter um número limitado de empregos, por ter um número limitado de horas por dia e disposição para trabalhar. O risco está em perder o emprego.

As ações que os donos das grandes empresas possuem são as mesmas ações que as pessoas podem comprar na bolsa de valores. A fortuna dos grandes acionistas se justifica no fato de que eles investiram nas empresas quando as ações não valiam quase nada. Os demais investidores compraram as ações quando elas já estavam mais valorizadas.

Fim do emprego

Enquanto bancários e profissionais de outros setores brigam por mais salários, mais garantias, mais direitos, mais segurança, os acionistas das empresas em que eles trabalham pensam em como podem ter cada vez menos funcionários.

Novas tecnologias, inteligência artificial, serviços virtuais, atendimento e vendas online, robôs e toda a ciência trabalhando para reduzir ao máximo os custos das empresas. O objetivo é gerar mais lucros para serem distribuídos entre os acionistas no próximo trimestre. Quanto menos trabalho humano, quanto menos lojas físicas, agências e escritórios, menores os custos e maiores os lucros.

Somente no ano passado os bancos fecharam 1.500 agências no Brasil (fonte). Em apenas 2 anos, 7% de todas as agências do país foram fechadas e as que sobraram estão cada vez menores (fonte).

A gerente de um dos bancos em que eu tenho conta está a 3.090 km de distância do meu escritório. Vou tão pouco ao banco que resolveram transferir a minha conta de uma agência física para uma "agência virtual". Posso enviar e-mail, telefonar ou fazer videoconferência com a gerente das 7h à meia-noite. E, das poucas vezes que precisei, funcionou.

Esse processo não tem retorno e não vai afetar somente os bancos. Outras empresas passam pelo mesmo processo ou ainda irão passar. Certamente, no futuro próximo, os bancos deixarão de existir como conhecemos hoje. Todas as empresas deixarão de existir como conhecemos hoje. Talvez até o emprego deixe de existir da forma como conhecemos.

As pessoas que possuem um emprego devem buscar melhores salários e condições de trabalho, mas é importante ficar atento para o que está acontecendo. Não devemos ter dúvidas de que grande parte do trabalho humano será substituído, lentamente, assim que for economicamente viável. É uma questão de tempo.

Não são as máquinas que vão ocupar o trabalho humano. São os humanos que trabalham como se fossem máquinas que deverão trocar de posição.

As pessoas vão desempenhar mais tarefas que as máquinas ainda não sabem fazer muito bem, como aquelas ligadas à criatividade, ao desenvolvimento de novas ideias, ao relacionamento com outras pessoas, a liderança, a planejamento, a atividades que envolvem opinião, reflexão, educação, crítica, beleza, arte, entretenimento etc. Essas atividades serão cada vez mais valorizadas. e aquele que deseja ganhar mais no futuro tem de refletir sobre como pode se desenvolver em áreas que dependam dessas habilidades.

Os trabalhos que as máquinas podem fazer irão valer cada vez menos. Quanto mais as máquinas fazem o trabalho mecanizado e repetitivo, seja ele físico ou mental, mais as pessoas terão tempo para consumir produtos e serviços que envolvam a educação, cultura e entretenimento.

Nesse futuro, as pessoas vão pensar cada vez mais em como obter mais ganho de capital, dividendos, lucros e proventos, e menos em como ter um salário fixo com direitos trabalhistas.

Os jovens irão deixar de procurar um emprego. Talvez criem seus próprios empregos com uma facilidade jamais vista. Talvez procurem empresas nas quais possam se tornar sócios, investindo tempo e talento em troca de participações nos lucros e dividendos sem garantias e segurança, mas também sem limites para os ganhos.

Conclusão

Recomenda-se escolher, desde já, o seu futuro: salário fixo e direitos trabalhistas ou maiores riscos e maiores retornos. O primeiro não irá durar muito.

 

P.S.: este artigo não é uma recomendação de investimentos. Os bancos são apenas exemplo para ilustrar o artigo. O mesmo exemplo pode ser utilizado para ilustrar essas questões em diversos setores. Todo aquele que tem um emprego deveria buscar meios de entender melhor o modo de pensar dos donos e acionistas das empresas. Para aqueles que querem se tornar investidores, isso é fundamental. Investir em ações pode ser um bom começo para uma mudança no modo de pensar.

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Este artigo foi originalmente publicado no site Clube dos Poupadores, cuja leitura é fortemente recomendada.

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Leia também:

Dica aos jovens: sejam ambiciosos e parem de perder tempo com o sistema educacional convencional

 

42 votos

autor

Leandro Ávila
é formado em administração de empresas e se especializou em educação financeira e de investimentos. Escreveu livros sobre Independência Financeira, Investimentos em CDB, LCI e LCA, Investimentos em Títulos Públicos e em Imóveis. Acredita que o conhecimento é uma riqueza que precisa ser dividida para ser multiplicada. 

Jamais deixe de acessar seu website: https://www.clubedospoupadores.com

  • Robert  24/09/2018 16:44
    O dinheiro é um excelente escravo e um péssimo patrão.
  • Felipe  24/09/2018 16:49
    Emprego assalariado é solução de curto prazo, como já bem explicou o Flávio Augusto.
  • João Paulo  24/09/2018 16:51
    Excelente artigo! Parabéns ao IMB pela escolha do Ávila, que é hoje um dos poucos que eu leio religiosamente na internet brasileira.
  • Rodolfo Andrello  24/09/2018 16:54
    Interessante o trecho: "Os jovens irão deixar de procurar um emprego. Talvez criem seus próprios empregos com uma facilidade jamais vista". Na verdade isso é bem observável no exemplo da mineração de criptomoedas.
  • Baltazar  24/09/2018 17:45
    Os jovens bem criados e com pais realmente preocupados em prepará-los para o futuro criarão seus próprios empregos com facilidade jamais vista, minha filha de 15 anos já ganha mais dinheiro com blog do que um trabalhador médio brasileiro com anos de experiência. Os jovens com menos recursos financeiros e com pais displicentes continuarão nas filas do desemprego e implorando para que um capitalista os coloque embaixo de sua asa, ato contínuo votarão em políticos ainda mais comunistas espoliadores prometendo lhes devolverem os empregos.
  • André  04/10/2018 14:19
    Qual o blog dela? Só por curiosidade mesmo, tenho pensado em empreender na internet, mas é um mundo novo para mim.
  • Robson  24/09/2018 16:55
    Fato. Com o tempo os empregos mudarão completamente. Hoje assisti a uma partido de um jogo (extremamente complexo), Inteligência Artificial contra Humanos… O resultado foi impressionante, os humanos (com grande conhecimento daquele jogo, profissionais) perderam como se fossem iniciantes, o mais impressionante e que para aprender o jogo e se tornar um jogador mediano um humano demora 1~1,5 ano, a inteligência artificial aprende em 2 semanas.

    Na minha opinião, até mesmo os médicos podem ser substituídos por uma AI....
  • anônimo  24/09/2018 17:01
    A IBM possui um sistema de inteligência artificial chamado Watson e uma das coisas que ele faz é ajudar os médicos.


  • Xavier  24/09/2018 17:00
    Devo confessar que esse insight sobre os bancários foi sensacional. Nunca tinha visto por esse prisma. Realmente não há desculpa nenhuma para esse povo (cuja profissão está em vias de extinção, pois é tão útil quanto ascensorista) não virar dono das próprias empresas em que trabalham. Aliás, não era exatamente isso que Marx defendia?
  • Luciana SP  24/09/2018 17:04
    Eu meio que já esperava encontrar o Leandro Avila aqui no Mises, pois tem tudo a ver.
    Foi graças ao Clube dos Poupadores, a partir de 2014, e ao Instituto Mises, a partir de 2016, que passei a encarar minha vida como um investimento de minha inteira responsabilidade.
    Infelizmente o apelo do discurso dos "direitos" e do "Estado provedor" é praticamente irresistível para uma grande parte da sociedade. Quem não quer um almoço grátis?
    É difícil e requer muito esforço a gente tomar as rédeas da própria vida. E isso se torna ainda mais difícil para quem depende do ensino fornecido pelo Estado desde que nasceu (eu, que estudei quase a vida inteira em instituições particulares, tampouco escapei da doutrinação estatal). Isso me lembra que recentemente o STF decidiu que a única forma de ensinar as nossas crianças é nas instituições - em casa, nem pensar.
    Por esse e outros motivos que estou cada vez mais adepta da formação extracurricular e tento passar isso para as minhas filhas.
    Parabéns pelo artigo - que aliás eu já tinha lido no original :-)
  • Adendo  24/09/2018 17:05
    Quanto maiores as empresas, mais burocráticas elas são. No pouco tempo que trabalhei dentro de uma empresa privada, como funcionário, percebi que tudo aquilo me limitava. Eu tinha duas opções: 1) aceitar uma vida limitada 2) abrir um negócio próprio, pequeno, ágil e livre.

    Se você gosta da ideia de melhorar, aprender, crescer, talvez um emprego não seja o melhor ambiente para desenvolver suas potencialidades.

    Por tudo isso, jamais se deve confundir emprego com profissão. Um emprego assalariado é uma coisa. Profissão é outra bem diferente. Normalmente, quem tem profissão fez um investimento e é insubstituível naquilo que faz (aos olhos de seus clientes). Logo, não depende de um emprego assalariado.

  • Daniel  24/09/2018 18:14
    Acredito que, se houvesse um livre-mercado, a lógica do emprego como o conhecemos (ser pago simplesmente pelo tempo gasto num trabalho) estaria em extinção.

    Ser pago pelo tempo é justo apenas em trabalhos passivos, sob demanda, como vigilante e caixa de supermercado. Nesses trabalhos, realmente não dá para medir a "produtividade".

    Mas para a maioria das tarefas, nem haveria vínculo empregatício. A maioria das pessoas seria freelancer. Faz a tarefa, recebe, e tchau.
  • Thiago  24/09/2018 19:12
    É como o próprio Leandro já disse: Existem pessoas que preferem investir em um emprego (renda fixa). E existem pessoas que preferem ter um negócio (renda variável). Um precisa do outro e seria importante que os dois entendessem claramente essa relação e que no fundo são formas diferentes de investir baseados em valores diferentes.

    Existem pessoas que produzem muito VALOR em 220 horas trabalhadas por mês. Frequentemente são as que mais prosperam dentro dos seus empregos. Também existem pessoas que passam as 220 horas "tapeando" seus chefes e a elas mesmas. Basta ver as estatísticas de uso das redes sociais. Elas são mais usadas justamente no horário em que as pessoa deveriam estar produzindo valor. O problema é que essa pessoa que se engana muitas vezes é a mesma que reclama da sua situação financeira; é a mesma que faz comparações entre a vida que leva e a vida que outras pessoas levam. É muito tempo e energia olhando pra fora, quando o problema está dentro.
  • Rubens  24/09/2018 17:08
    Espetacular artigo e muito boas as suas colocações. Estou prestes a me formar em contabilidade e essa abordagem é muito pertinente para essa profissão, pois os serviços de TI estão cada vez mais fazendo boa parte dos serviços de contabilidade, e já venho observando há tempos que o futuro dos contadores estará cada vez mais voltado para o auxílio na tomada de decisão, planejamento e controle dentro das empresas. Teremos que assumir uma participação maior na gestão das empresas.

    Obrigado e abraços!
  • anônimo  24/09/2018 17:12
    Oportunidades irão surgir para os contadores que estiverem prestando atenção nessas mudanças.
  • Helio  24/09/2018 17:10
    "Não são as máquinas que vão ocupar o trabalho humano. São os humanos que trabalham como se fossem máquinas que deverão trocar de posição…"

    Essa frase foi excelente, e resume bem tudo aquilo que este Instituto vem dizendo sobre o futuro da automação.
  • L. A.  24/09/2018 17:14
    O que se vê é muita gente (principalmente os políticos) querendo cultivar a pobreza enquanto demonizam a classe média e os mais ricos. No momento histórico em que estamos vivendo, a riqueza está no conhecimento, na qualidade da educação que você recebe e principalmente no desejo individual de cada pessoa em melhorar a cada dia. Toda forma de dependência resulta em pobreza. As pessoas deveriam lutar por menos dependência e mais liberdade. O problema é que as pessoas lutam por mais dependência.
  • keila lopez  24/09/2018 17:28
    para quem quer começar a investir na renda variável, vou deixar uma lista de links para dar os primeiros passos (e recomendo abrir conta corrente no banco Inter pra não precisar ficar pagando taxa de TED):
    1. Primeiros passos renda variável www.youtube.com/watch?v=5t8A1VyXYPM
    2. Fundos imobiliários www.youtube.com/watch?v=LaJ8hGZVzD4
    3. Analise HGLG www.youtube.com/watch?v=3tOoP4cHy20
    4. Exemplo da padaria www.youtube.com/watch?v=vBYkbRGAx6I
    5. Fundamentos básicos ações www.youtube.com/watch?v=x4V40YvxY40&t=1422s
    6. Açoes ON ou PN www.youtube.com/watch?v=iJbgkddgpUw&t=118s
    7. Quanto uma ação pode cair www.youtube.com/watch?v=RxwRO3Gi5Ac
    8. Small caps www.youtube.com/watch?v=l16QF--qoSE
    9. encontrando boas empresas www.youtube.com/watch?v=OnQ0-5BYOVI
    10. quantas ações ter www.youtube.com/watch?v=UBcPPIUda-U
    11. avaliação OPA da MPLU www.youtube.com/watch?v=CEYy76wUBVQ
    12. comprando ação na prática www.youtube.com/watch?v=TsZm0yazmSM
  • 4lex5andro  26/09/2018 13:47
    Bom post.

    Nesse ensejo, além do clube dos poupadores, que havia conhecido há pouco tempo [excelente site] vale dar uma conferida no "investidor internacional" outro bom site sobre finanças, investimentos e negócios.
  • keila lopez  26/09/2018 20:03
    a quem interessar possa, a corretora de valores Clear zerou as taxas de corretagem, agora é gratuito. Mais facilidade pra quem quer investir em renda variável!
  • Capital Imoral  24/09/2018 17:32
    O artigo acima tenta vender uma ideia como se tudo fosse uma festa onde todos investidores fazem trocas voluntárias e saem felizes da vida. Não é bem assim, meu amigo. Vivemos em um país com desigualdades sociais terríveis em que somente ricos limpinhos fazem parte desta festa. O analfabeto não está comprando ações de banco. Ele está, isso sim, trabalhando como um cavalo e pagando taxas abusivas para um banqueiro (investidor) limpinho e viadão. Ou você acha que esse lucro cai do céu? O Brasil é o país que paga mais juros a banqueiros NO MUNDO.

    Eu tenho uma proposta melhor, que tal não haver bancos e nem dinheiro? Que tal abandonarmos toda essa estrutura opressiva que só favorece à burguesia e promovermos um retorno à terra? Você não precisa de toda essa estrutura complexa para ser feliz. E dinheiro a tecnologia é opressivo e desonesto; afasta de nossa natureza através de sua complexidade. O artigo acima não será lido pelo peão que, ama sua mulher e filhos, e leva cimento nas costas para sustenta, através de juros criminosos e complexos, banqueiros e pessoas que querem viver do suor alheio.

    Capital Imoral é filósofo, escritor e já refutou Mises.
  • Andrei Freire  25/09/2018 16:27
    kkkk ,, amigo , poderia passar um email pra contato ?
  • João Victor  25/09/2018 16:49
    HAHAHAHAHAHA! Adoro esses comentários do Capital Imoral. O cara é profissional em fazer sátiras de esquerdistas e revolucionários.
    Já pensou em fazer um stand up com esses comentários, cara? Iria faturar uma bela grana com isso.

    Enfim, excelente artigo. Todos devemos nos atentar para as mudanças no mercado e buscar nos adaptarmos à elas. A nova tendência é a automatização da produção, logo, a tendência é que, cada vez mais, os trabalhos braçais sejam substituídos por robôs. Sendo assim, é primordial que as pessoas ou aprendam a investir, ou criem seus próprios negócios para sobreviver.

    É a tendência mundial. E quem não surfar na mesma onda, vai ficar para trás.
  • Viking  25/09/2018 17:33
    vc devia escrever um livro, sério!
  • 4lex5andro  26/09/2018 13:51


    "Que tal abandonarmos toda essa estrutura opressiva que só favorece à burguesia e promovermos um retorno à terra?"

    Literalmente?

    Ficou meio tenso essa parte, especialmente lembrando de "grandes" países comunas como a China e a Urss.

  • Axel Kaiser  24/09/2018 17:36
    No Chile, a privatização da previdência transformou os próprios trabalhadores chilenos em capitalistas. Lá, todos acompanham a evolução de suas Cuenta de AFP com total interesse: o chileno recebe um extrato mensalmente detalhando quanto foi acrescido em sua conta, quanto valem atualmente suas economias, quanto ele receberia mensalmente caso se aposentasse hoje, e quanto ele receberá caso continue contribuindo para sua Cuenta até os 65 anos de idade.

    É um sentimento meio inebriante, e fez com que a sociedade chilena se tornasse bastante preocupada com a segurança das empresas privadas, pois é nelas que sua preciosa poupança está investida e é da saúde delas que advém suas receitas previdenciárias. Por isso, tornou-se um anátema no Chile qualquer grupo sindical ou político querer tumultuar a economia para proveito próprio. Tais grupos simplesmente não têm o apoio da população.
  • Uilson Dile  24/09/2018 19:01
    Por experiencia própria trabalhei 18 anos em uma única empresa, e em 2009 saí e abri minha pequena confecção. Ganhei 10 vez mais em 9 anos como micro-empresário do que 18 anos quando empregado, sem brincadeira fiz as contas. Nossa visão muda completamente quando temos que pensar como empreendedor. Ótimo artigo!
  • L.A.  24/09/2018 19:07
    É isso aí. Eu tive acesso à história de uma pessoa que era jornalista, trabalhava em um jornal. Era uma jovem iniciante, não ganhava bem. Um dia ela resolveu presentear uma pessoa no trabalho com um doce bem simples que ela aprendeu a fazer. Ela pegava frutas, como morangos, e cobria com chocolate de boa qualidade. Seis morangos envolvidos por uma capa de um bom chocolate dentro de uma caixa bonitinha. Era um presente vistoso. Os colegas do trabalho viram o que ela fez e imediatamente surgiram encomendas. As pessoas queriam as frutas envolvidas com o chocolate para comer e para presentear, não importava o preço, pois era um produto de boa qualidade e muito bonito. Pouco tempo depois o emprego de jornalista não estava mais fazendo sentido na vida dela. Ela largou a carteira assinada. E o novo trabalho dela acabou viralizando no Whastapp das pessoas e nas redes sociais.

    Não estou dizendo que isso é solução para a vida de todos. Cada um que encontre seus talentos, gostos e preferências. Mas as pessoas que acham que não podem nada e sempre encontram uma justificativa para não fazer nada além do básico, do mediano, são como o cavalo dessa foto.
  • 4lex5andro  26/09/2018 13:54
    Com juros sobre empréstimos de capital de giro, folhas salariais sem encargos e menos burocracia pra abrir/fechar empresas, não faltariam exemplos de ex-empregados abrindo novos negócios.

    Isso sim, combateria a chamada desigualdade que virou praticamente o sobrenome do Brasil.

    Mas como políticos perderiam grandes fontes de receitas, então já é sabido do porquê essas medidas não vão em frente.
  • Felipe Lange  24/09/2018 20:48
    Eu bem que quero empreender. Mas o estado atrapalha demais e se o meu negócio crescer capaz de tomar uma multa impagável ou mesmo ser preso. Vou deixar para outra oportunidade.
  • L.A.  24/09/2018 21:19
    Se você transferir a responsabilidade por sua atual situação financeira para o governo, pode ter certeza de que a sua situação vai piorar a cada dia, pois o governo nunca fez e não fará nada para tornar a sua vida pessoal melhor.

    Só quem pode fazer isso é você, mas se você acreditar que a culpa não é sua, nada de novo vai acontecer para mudar a sua realidade. O governo que te governa é o mesmo que também me governa e governa a todas as outras pessoas que estão nesse momento fazendo alguma coisa para aumentar sua própria renda, poupar, investir, prosperar e elevar o padrão de vida.

    A diferença entre as pessoas está justamente nesse ponto. Umas assumem a responsabilidade, as outras transferem a responsabilidade para alguma coisa externa (exemplo: governo).

    Governo atrapalha todo mundo em qualquer lugar do mundo. Sempre foi assim. Não é desculpa.
  • Felipe Lange  24/09/2018 23:33
    Sim, mas não é todo lugar do mundo que existe uma burocracia soviética como aqui, entende? Empreender no Brasil é para masoquistas. Exatamente por isso que disse que vou sair daqui, o quanto antes.

    Não é desculpa até o momento no qual acontece como ocorre no Egito, onde é comum as pessoas atearem fogo à elas próprias depois que vem um fiscal apreender tudo. Sou libertário mas não sou estúpido.
  • Imigrante  25/09/2018 11:09
    Felipe Lange, isso mesmo, não perca mais tempo com este maldito país, o governo é soviético, a justiça completamente ideologizada, a população média pouco produtiva e busca concursos e bolsas para mamarem e a população produtiva se orgulha de ter "vencido" o sistema e ter dinheiro para um apartamento de 60m² num condomínio fortaleza numa grande cidade, um carro popular 0km e dinheiro para um hambúrger da moda de 15 dólares e para uma viagem ao exterior 1x por ano.
  • Felipe Lange  24/09/2018 23:35
    Mudando um pouco de assunto, o "método Paulo Freire" foi aplicado ou não no ensino estatizado brasileiro? Eu vejo pessoas falando que o método não foi aplicado, outras dizendo que o problema atual no ensino é justamente o Paulo Freire... o que sabem e pensam a respeito?
  • Lopes  25/09/2018 02:59
    Paulo Freire nunca chegou a ser Ministro da Educação. Ele não foi nenhum Capanema que de fato conseguiu modelar a organização da educação brasileira em algum momento. Por isso seus apoiadores dirão que Paulo Freire nunca foi tentado. Muitos, muitos professores são seguidores dele no que concerne sua filosofia pedagógica, porém. É provável que seja mais do que a maioria, especialmente daqueles nos níveis mais altos e exclusivos de educação (como na federal).

    Mas eu pessoalmente não falaria em Paulo Freire em uma discussão sobre educação básica. Isso porque a extraordinária incompetência da educação nacional vai muito além da pedagogia do oprimido. Nem ensinar todos os alunos a ler a escola consegue, então não é doutrinar alguém através de abstrações que a escola vai conseguir. O buraco está muito mais embaixo.
  • Minerius   24/09/2018 23:58
    Até entendo o que ele quis dizer...

    Quando eu estava tendo sucesso em minhas vendas pela Internet, a Receita Federal havia imposto mais uma regulação e, se eu continuasse tocando o negócio meu, que estava dando certo, ele poderia ganhar destaque a ponto de, eu possivelmente estar preso e nem escrevendo esse comentário. Para cada ideia nova, sempre tinha algum obstáculo por parte deles.

    E acho um tanto arrogante de sua parte essa premissa, como se agora soubesse a situação financeira pela qual estou passando e as circunstâncias que levaram a tal. Pode parecer coitadismo mas, para entender: os camponeses morreram de fome na URSS por culpa deles, ou pelos confiscos constantes por parte do Partido?

    Se eu estiver preso ou ficar com uma multa impagável diante dessa burocracia estatal, certamente não será você quem vai pagar.

    Há coisas pelas quais não tenho controle. É fácil tentar empreender com alguma coisa com tecnologia e afins. E empreender vender organismos vivos, como eu fazia? Não foi por falta de pesquisa não, eu até procurei por contadores e afins e concluí que não compensava dar continuidade.

    O que me deu lucro até hoje nesse inferno burocrático? Comprar bitcoins e esperar até valorizar mais.
  • Lucas Rodrigues  24/09/2018 21:36
    Só há crises àqueles que não correm atrás.
  • Lucas  24/09/2018 23:07
    Estava lendo o texto e pensei já "Nossa, parece igualzinho o artigo que li recentemente do Clube dos Poupadores". Não acredito que o IMB te convidou para escrever aqui Leandro. Ótima escolha IMB!
  • Thomaz  25/09/2018 11:15
    Todos tem ponto de vista econômica, mas basta ser um bom empreendedor , diminuir os gastos com besteira, administrar seus bens, pedir conselhos para banqueiros e economistas, pois deve-se dar o luxo do conhecimento.

    Mas, ser um empreendedor no Brasil é algo complicado, pois é muito alto a inflação e é muito alto o valor dos impostos. Baseando- se em pessoa física ou pessoa jurídica.
  • Gustavo A.  25/09/2018 14:58
    Esse clube dos poupadores é bom mesmo?
  • Morfeus   25/09/2018 15:41
    Como dizia Merovingian: A escolha é uma ilusão criada entre aqueles que tem poder e aqueles que não tem.


    O povão acebolado trabalha pra sobreviver e não pra enriquecer(capitalista).

    É isso que o IMB não entende.

  • Mauro Ramos  26/09/2018 18:40
    Boa tarde a todos.

    Concordo em partes com a reportagem, pois invisto em ações e sei que são uma excelente fonte de renda,porem, depois de verificar, que, especificamente no caso dos bancos fico me perguntando, como recebemos dividendos aos montes se, o mesmo que está me pagando deve tanto ao governo, e sempre que seus lucros aumentam se olhar durante o ano muitos funcionários foram demitidos ou dividas perdoadas, posso falar com propriedade pois trabalho em uma multinacional, e isso acontece por aqui também.

    Por este motivo continuo comprando ações, porem não mais de Bancos, muito menos estatais, pois se temos tantas boas empresas para comprar papeis, por que comprar de alguém que me paga dividendos porem não paga o governo, e com isso tenho que repassar mais impostos, da mesma forma que não compro "dividas" ou melhor títulos da divida publica, pois posso parecer ingênuo mas sei que de uma forma ou de outra contribuo para o endividamento do país.
  • Atuarial  26/09/2018 19:29
    Oi?! Bancos devem ao governo?!

    É meio que ao contrário, não? A dívida do governo está acima de R$ 3 trilhões, e boa parte está em posse dos bancos.
  • Carlos  27/09/2018 01:12
    Para um libertario, é imoral investir no tesouro direto?
  • Fernando  27/09/2018 10:25
    Sim, o dinheiro está sendo no caso direcionado ao parasitismo, ineficiências, aumento da dívida pública, e não para o setor produtivo.

    O problema é que é atraente emprestar para o governo pois é um investimento livre de risco e com ganho real (acima da inflação).
  • FL  27/09/2018 13:43
    É, mas trate como um mero reembolso do que lhe foi tomado à força e seja feliz.
  • Libertário  27/09/2018 13:47
    Sim.
    Libertário que investe em tesouro direto está sendo hipócrita.
  • C. Alberto  27/09/2018 13:58
    Não, não é.

    Trabalho no setor privado e pago uma caralhada de impostos. Quero ao menos receber um pouco de volta. Se há essa possibilidade via títulos públicos, então irei aproveitá-la.

    Eu não sou masoquista e nem candidato a mártir. Muito menos um idealista. Não fui eu quem criou esse sistema imoral. Se ele existe e se todos tiram proveito dele, então não serei eu o otário que ficará de fora apenas reclamando e tendo de bancar tudo

    Se você é prisioneiro em um campo de concentração e sabe que a fuga é impossível, então há apenas duas opções: ou você espera passivamente ser abatido sem fazer nada, ou você se alia aos guardas, permanece vivo e ainda aumenta as chances de sair dali relativamente inteiro.

    Eu opto pela segunda.


    P.S.: vale lembrar que neste nosso campo de concentração os prisioneiros apóiam os guardas.
  • Realista  27/09/2018 14:23
    "Trabalho no setor privado e pago uma caralhada de impostos. Quero ao menos receber um pouco de volta. Se há essa possibilidade via títulos públicos, então irei aproveitá-la. "
    Via titulas públicos você está financiando ainda mais o estado. Aumentando o aparato que lhe ajuda a rouba ainda mais.

    "Eu não sou masoquista e nem candidato a mártir. Muito menos um idealista. Não fui eu quem criou esse sistema imoral. Se ele existe e se todos tiram proveito dele, então não serei eu o otário que ficará de fora apenas reclamando e tendo de bancar tudo "
    Se você vivesse na época da escravidão sendo abolicionista teria escravos?
    Isso mostra bem sua moral.
    Só não ouse se chamar de libertário.

    "Se você é prisioneiro em um campo de concentração e sabe que a fuga é impossível, então há apenas duas opções: ou você espera passivamente ser abatido sem fazer nada, ou você se alia aos guardas, permanece vivo e ainda aumenta as chances de sair dali relativamente inteiro. "

    Premissa falsa, existem diversas opções além de títulos públicos para rendimento. O que você quer é segurança e conforto garantida por violência estatal.
  • Anônimo  12/10/2018 13:37
    C. Alberto, você está correto. O que esses moralistas ativistas de sofá não entendem é que o jogo é sujo e não fomos nós que inventamos as regras, mas somente jogamos. E e quem está lá, no campo de batalha da vida real, quem tem que decidir a melhor forma de jogar, pois quando sofre as consequências não virá nenhum libertário ajudar.
  • Realista  15/10/2018 13:21
    C. Alberto, você está correto.

    Vamos à pergunta original de Carlos, Para um libertário, , é imoral investir no tesouro direto?
    Você está afirmando que a resposta do C. Alberto está correta (a resposta dele foi de que não é imoral para um libertário investir no tesouro direto).
    Vamos ao seu argumento.

    O que esses moralistas ativistas de sofá não entendem é que o jogo é sujo e não fomos nós que inventamos as regras, mas somente jogamos. E e quem está lá, no campo de batalha da vida real, quem tem que decidir a melhor forma de jogar
    Tirando a falácia ad hominem desnecessária, o seu exemplo se assemelha ao exemplo do campo de concentração citado pelo próprio C. Alberto. Este exemplo seria válido, e apenas válido, se comprar título público fosse a ÚNICA opção de rendimento para sua poupança no mundo inteiro!
    Não precisamos dizer quão absurdo isso é! Logo, fica mais do que claro que comprar título público é uma escolha.

    Além disso, em nenhum momento foi questionado a liberdade de cada um fazer o que quiser com seu patrimônio. Se você quiser destruí-lo, emprestá-lo para bandido ou gerar algum valor com ele você é livre para fazer o que quiser. Agora… o que não se pode dizer é que se é coerente defender a diminuição do estado e ficar voluntariamente emprestando dinheiro para ele. E também não se pode dizer que alguém que empresta voluntariamente dinheiro a uma máfia não está sendo hipócrita quando tenta o tempo inteiro alertar aos demais sobre esta própria máfia.

    , pois quando sofre as consequências não virá nenhum libertário ajudar.

    Que tipo argumento vitimista é esse? Sofrer as consequências de um bom ou mal investimento é algo natural e esperado. Óbvio ululante que isso é um ato individual e não é obrigação de ninguém ajudar ou não o próximo nesta situação.
    A pergunta original foi válida, a respostas dadas foram consistentes. Ao invés de ficar de chororô eu gostaria muito de vê-lo apresentar de forma consistente como que pode ser considerado moral para um libertário (alguém que acredita ser o estado um agressor!) emprestar dinheiro para um agressor. Até agora só vi gritaria e mimimi de quem se diz libertário e não quer reconhecer sua hipocrisia. Como se diz em inglês, Put your money where your mouth is!
  • Let's talk the simple truth  27/09/2018 14:27
    Investir em título público é o equivalente a realizar um empréstimo para o ISIS ou qualquer grupo terrorista.

    Total e absolutamente imoral.
  • Andre  27/09/2018 14:44
    Investir em título privado garantido pelo FGC é imoral?
  • William  27/09/2018 14:50
    O FGC é uma instituição privada.
  • Andre  27/09/2018 15:00
    William muito obrigado pelo esclarecimento.
  • Pobre Paulista  27/09/2018 22:14
    Não, não é. Imoral é o não cumprimento do contrato. Se o estado pagar direitinho o que lhe deve, de acordo com o que foi previamente pactuado, o seu contrato foi absolutamente e 100% moral.

    Um genuíno Libertário não pode julgar moralmente aqueles que tomam empréstimos; do contrário estão apenas sendo neo-conservadores disfarçados de livre-mercadistas.
  • Pobre Paulista  27/09/2018 22:17
    Vira e mexe aparece uma olavete aqui tentando tumultuar o espaço perguntando se "Ainnnnn é moral investir em TD????". É sistemático, já encheu o saco, essa questão já foi exaustivamente esclarecida por aqui.

    Um Libertário não se preocupa com o que outro Libertário faz da vida, muito menos quer impor seus próprios valores morais para outrem. Voltem para a TFP de onde vocês vieram, seus pós-Trotskistas.
  • Sincero  28/09/2018 14:04
    Você pode tentar enrolar o quanto quiser, pode espernear e chorar. Continuará sendo imoral emprestar dinheiro para bandido.
    Antes saiba diferenciar muito bem o que é moral e ética. Em nenhum momento foi questionado se ter títulos públicos era anti-ético, o que foi questionado é se um libertário que sabe que o governo é um *agressor* estaria condizente com sua moral emprestar dinheiro ao bandido.

    És apenas mais um que tenta racionalizar sua hipocrisia.
  • Hein?  28/09/2018 14:08
    Vira e mexe aparece uma olavete aqui tentando tumultuar o espaço perguntando se "Ainnnnn é moral investir em TD????". É sistemático, já encheu o saco, essa questão já foi exaustivamente esclarecida por aqui.


    Falácia ad hominem, e foi exaustivamente esclarecida por ambos os lados. Ainda não vi um argumento válido seu que demonstrasse de forma lógica que é adequado um libertário comprar títulos públicos.

    [i[]Um Libertário não se preocupa com o que outro Libertário faz da vida, muito menos quer impor seus próprios valores morais para outrem. Voltem para a TFP de onde vocês vieram, seus pós-Trotskistas.[/i]

    Um libertário acredita no principio da não agressão.
    O governo é o maior agressor conhecido.
    Demonstre então a lógica do libertário financiar voluntariamente com o maior agressor que existe (e ele sabendo disso) e como isso está condizente com o que ele acredita.
  • Carlos  27/09/2018 23:11
    Eu perguntei. E foi uma duvida genuína, bem longe dessa intensão tumultuadora que você descreveu. Tentei entender o âmbito da ação humana específica de comprar papéis do governo diante de uma perspectiva jusnaturalista rothbardiana. E também influenciado por Alfred J. Nock "Our enemy the state" e uma frase de um personagem de A Revolta de Atlas, que declarava nunca fazer negócios com o governo.

    Se já foi discutido, infelizmente não percebi devido às minhas limitações intelectuais. Sendo assim, preciso estudar mais. Por sorte, aprendi com as respostas dos outros, aos quais agradeço. No entanto, ainda sem querer criar tumulto, sua resposta penso seja incongruente com os objetivos educacionais do site. Se você não é um dos donos, não cabe a você censurar o rumo dos assuntos. Nada pessoal, sei que você é um leitor antigo.
  • Bitcoiner  28/09/2018 14:09
    Não te preocupes Carlos.
    Sua pergunta foi totalmente válida. O Pobre Paulista que fica histérico quando é questionado sobre suas ações. Ele afinal, não pode estar errado...
  • Salomão Cunha  28/09/2018 16:06
    Excelente! Carrego sempre uma frase norteadora em minha vida profissional: os extraordinários não serão substituídos. Cabe a nós a excelência profissional unida ao investimento contínuo de capital. Rumo a liberdade! Parabéns
  • Adriano Soares  28/09/2018 16:46
    Ótimo artigo.
    Abre os nossos olhos referentes a estupidez do salário e dos direitos trabalhistas.
  • Emerson Luis  11/10/2018 10:35

    No capitalismo de fato (de livre mercado, não um mercantilismo protecionista) não existem "classes sociais" no sentido marxista: virtualmente todos são capitalistas.

    Aliás, a verdade é que o liberalismo foi um rompimento com o sistema de classes, enquanto o socialismo é uma tentativa de restauração dele. Ou seja: mais um exemplo de como o socialismo usurpa os créditos do capitalismo e acusa o capitalismo de promover males que na realidade é o próprio socialismo que busca manter ou recriar.


    * * *
  • Alvaro Canella  14/10/2018 17:47
    Excelente artigo. Acompanho o trabalho do Leandro Ávila há 2 anos, no seu blog (Clube dos Pupadores). Seu trabalho é fundamental para a mudança de paradigma sobre educação financeira.
  • Antonio  30/11/2018 12:22
    Parabéns pelo artigo!

    Aproveitando a oportunidade o que acham da estratégia de compras mensais (ações) com valores fixos (Dollar Cost Averaging) independente do preço da ação/nível do mercado?


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