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Na censura às supostas "fake news", a maior vítima é a responsabilidade individual
Somente o indivíduo é o responsável por seu consumo de informações

Nota do Editor

Um lado classifica de "fake news" as críticas recebidas e pede censura. O outro também. Um lado aplaude quando Facebook, Twitter e YouTube tiram do ar perfis e páginas "ofensivas" e difusoras de "fake news" contra ele. O outro exige o mesmo.

Em comum, ambos os lados criticam as "fake news" quando estas lhes são desfavoráveis. E quase sempre pedem censura.

E então entra em cena a mídia convencional dizendo-se a única fonte confiável de notícias, e pede que os leitores ignorem as "inconfiáveis" redes sociais e recorram somente a ela (grande mídia) caso queiram saber "a verdade".

E aí, para completar o circo, surge o STF e simplesmente manda confiscar a propriedade de qualquer pessoa que critique os togados nas redes sociais. O lado oposto aplaude. 

E a imprensa demonstra indisfarçável regozijo — pois sabe que a atitude do STF fortalece seu monopólio da informação — e pede mais.

Sim, atualmente, todos estão obcecados em tentar exercer controle sobre o fluxo de informações. Principalmente os políticos e burocratas do estado. Consequentemente, eles passaram a exigir que páginas e perfis com opiniões tidas — por eles mesmos — como "impróprias" sejam banidas das redes sociais

Pior: querem multar as plataformas (inclusive o WhatsApp) que permitem o compartilhamento de informações que suas excelências considerem "fake news". Alguns já falam abertamente em até mesmo banir essas plataformas que permitem tamanha "atrocidade". 

O que jamais é discutido nisso tudo é a questão da responsabilidade individual e dos direitos de propriedade. 

O artigo abaixo tenta esclarecer essa questão crucial.

___________________________________

Antes de falar sobre "fake news" e a maneira correta de combatê-las, é imprescindível falar sobre liberdade de expressão e seus limites. 

Sejamos diretos: a liberdade de expressão não se aplica à propriedade privada alheia. Uma pessoa tem "liberdade de expressão" apenas em sua própria propriedade ou na propriedade de alguém que concordou voluntariamente em lhe conceder o espaço determinado.

Logo, não existe isso de "direito à liberdade de expressão" nas redes sociais; existem apenas direitos de propriedade. Você pode falar o que quiser em sua propriedade, mas não na propriedade alheia. Consequentemente, se uma determinada plataforma ou rede social (que são instituições privadas) decide banir usuários ou retirar páginas do ar, paciência. É um direito dela.

Ademais, embora sejamos totalmente livres para discordar dessa decisão das redes sociais, e também sejamos livres para estimular boicotes à grande mídia quando esta divulga notícias que julgamos incorretas, tal postura ignora o cerne da questão: Facebook, YouTube, Twitter, Instagram e toda a grande mídia não são os responsáveis pela difusão de notícias falsas e de informações incorretas, por mais que nossa crença neste fato reforce nossa própria narrativa.

Ao fim e ao cabo, a única pessoa responsável por diferenciar fato de ficção é o indivíduo.

A responsabilidade individual ainda existe

Quando eu era criança, costumava ir com minha mãe ao supermercado. Na fila do caixa, eu sempre olhava maravilhada para os tablóides sensacionalistas que ficavam à mostra nas prateleiras ao lado. "Saddam Hussein, na realidade, é uma mulher", dizia uma manchete. Outra anunciava uma entrevista exclusiva com um homem de quatro cabeças. Outra alegava um furo inédito: o exorcismo de um gato demoníaco.

Mesmo ainda criança, eu já entendia que aquelas manchetes eram falsas. Mas ainda assim eu ficava confusa.

"Por que essas revistas podem contar mentiras? Isso não deveria ser ilegal?", perguntei para minha mãe. "E se alguém acreditar nelas?".

"Algumas pessoas de fato acreditam nelas", respondeu minha mãe, que então me contou sobre uma amiga de infância que nunca perdia uma edição do World Daily News [site que divulga intencionalmente notícias falsas para enganar leitores ingênuos].

E prosseguiu: "Mas cada pessoa é responsável por tomar estas decisões por conta própria".

A liberdade de escolher e de pensar por conta própria é um dos mais sagrados atributos do indivíduo. Porém, infelizmente, nos últimos anos, várias pessoas adotaram a atitude de colocar suas preferências políticas acima da responsabilidade individual.

A política criou um divisor: todos acusam aqueles com opiniões diferentes de estarem divulgando informações falsas.

E, apenas para deixar claro, no mundo político, há muita informação falsa. Faz parte do jogo. E isso não é exclusividade de um lado: todos são culpados. Só que, recentemente, a coisa ficou fora de controle, de modo que, para censurar "fake news" políticas, as pessoas estão recorrendo até mesmo à desculpa de "mau comportamento".

Por exemplo, quando o Facebook e o YouTube são pressionados e acabam banindo determinados usuários, a alegação é que tais pessoas "violaram seus respectivos termos de uso". Mais especificamente, as gigantes das redes sociais alegam que os usuários foram banidos porque incorriam em "discurso de ódio" e faziam "bullying", e não porque espalhavam "informações falsas".

Só que, embora neguem que o banimento de determinados usuários e páginas tenha a ver com o temor de estarem disseminando informações falsas, a verdade é que esta é exatamente a causa do banimento. Afinal, é exatamente por medo de que as pessoas irão simpatizar com tais visões, que essas organizações tomaram a decisão de censurar informações que elas consideram ser falsas ou incorretas.

Afirmações falsas e opiniões consideradas abomináveis sempre existiram e sempre existirão, estejam seus portadores nas redes sociais ou não. No entanto, há uma grande vantagem em permitir que tais pessoas possam expressar livremente suas visões nas redes sociais: isso permitirá às demais pessoas tomarem suas próprias decisões quanto a estas visões. E se estas decisões incluírem a opção de julgar alguém tendo por base sua cor, sua religião, sua nacionalidade, seu gênero ou sua orientação sexual, então ao menos você já saberá quais pessoas deve evitar em seu convívio. 

Ao permitir que as pessoas livremente se associem a outras pessoas que você considera repugnante, isso lhe permitirá fazer um uso ainda melhor dessa mesma liberdade: você poderá optar por se afastar dessas pessoas. Isso vale tanto para pessoas que pensam diferente em questões mais explosivas como raça, sexualidade e religião, quanto para pessoas que pensam diferente em coisas mais prosaicas como economia e política.

Eventuais "discursos de ódio" ou mesmo "difusão de idéias erradas e notícias falsas" deveriam ser vistos como um sintoma social, e não uma desculpa para censura e banimentos.

A melhor maneira de combater idéias ruins é com idéias boas. Ao permitir uma miríade de opiniões diferentes circularem livremente nas redes sociais, você dá a todos os indivíduos a oportunidade de julgar os méritos de cada opinião e, assim, tomarem suas próprias decisões. E se as idéias que você defende são realmente as "verdadeiras", então não há nada a temer.

Pedir a censura ou até mesmo a prisão de alguém que espalha "fake news", de alguém que diz algo com que você não concorda, ou mesmo de alguém que diz algo que você considera imoral e repugnante, apenas mostra sua insegurança. Você teme aquilo que está sendo dito. Você teme que tais idéias ganhem seguidores. Você teme que seu político de estimação seja prejudicado. Você teme que suas ideias percam espaço. E teme não saber contra-argumentar.

Há um enorme mercado de idéias em que diferentes pontos de vista concorrem entre si. Se nós, como indivíduos, acreditamos que nossa visão é a "certa", a "moral" ou apenas a "boa", então deixemos que ela concorra por seus próprios méritos no mercado de idéias.

Por fim, há também aqueles que dizem que "fake news" e "discursos de ódio" devem ser banidos pelo bem do "tecido social", e também para evitar que a sociedade fique "politicamente dividida". Dizer o quê? Se o fluxo de informações, verdadeiras ou falsas, pode afetar a convivência das pessoas e esgarçar o tecido social, então a verdade é que esse tecido social nunca foi muito forte, e iria se arrebentar de qualquer jeito.

O que fazer?

Logo, se Facebook, Twitter, YouTube e Instagram podem, mas não devem, banir usuários e postagens das quais não gostam, e considerando que o estado certamente não deve censurar opiniões ou controlar a disseminação de informações, o que então podemos fazer para estancar a difusão de informações falsas?

A resposta, que certamente irá incomodar a muitos, é uma só: absolutamente nada.

Tudo o que você pode fazer é criar e circular informações, e acreditar que suas idéias são robustas o bastante para falar por si sós, e com isso convencer as demais pessoas.

Somente o indivíduo é responsável por seu consumo de informações. Se uma determinada pessoa opta por acreditar em coisas erradas, ou se ela não quer checar a veracidade das coisas que lê e ouve, ela própria sofrerá as consequências. Isso se chama responsabilidade individual.

Ao constantemente tentar censurar e banir tudo de que não gosta, você, na prática, está dizendo que todos os outros indivíduo são incapazes de tomar a decisão correta por conta própria. E isso, além de arrogante, é uma postura totalitária.


autor

Brittany Hunter
é fundadora do website generationopportunity.org e membro da Foundation For Economic Education.

 


  • Rennan Alves  29/08/2018 17:02
    Parece que hoje é dia de chover comentários de neocons.
  • Conservador  29/08/2018 17:10
    Ué, por quê? O artigo é muito mais uma crítica à esquerda progressista. É ela quem pede (e consegue) que páginas sejam retiradas do ar. A esquerda nunca foi censurada nas redes sociais. Ela ganha todos os pedidos de censura. Ao meu ver, a autora desafiou exatamente essas pessoas.
  • Rogéio  29/08/2018 18:00
    Não, este Artigo serviu justamente ao Movimento Brasil Livre, que vive solicitando "reciprocidade" na censura de páginas o que, para mim, alimenta a ditadura do politicamente correto.
  • L Fernando  29/08/2018 18:24
    Por Favor
    Tu deve morar em Marte
    A esquerda pediu e levou
    O Facebook e o Twiter estão ligadissimos na agenda progressista
    90% dos banimentos são de perfis de direita e muitos deles com nenhum conteúdo de ideias que possibilitem este ato

    Parece que não leu o mensalinho do twitter para falar bem de politicos do PT por pagamento de 1.500,00 mensais
  • UNASUL  29/08/2018 18:26
    Você está atacando um espantalho. Não sei como é a realidade da autora, mas o MBL não pede censura de ninguém. No máximo mostrou diversas vezes que o Twitter e Facebook não possuem critérios para censurar páginas e manter outras funcionando. Isso é uma coisa completamente diferente de pedir para censurar os outros.
  • JP  30/08/2018 17:25
    Será mais interessante traçar um paralelo entre vida real e vida virtual.

    Fatos históricos no século XX mostraram que na vida prática, a empiria da agenda política de ESQUERDA sempre foi de exterminar a "classe dominante" ou a "raça superior".

    Assim, por haver uma resistência contrária nesse conflito, o modo "natural" era censurar, prender, torturar, matar, enfim sumir com as ideias divergentes e deixar todos em um amontoado homogêneo de seres humanos (formigas) com atitudes e pensamentos iguais.

    Exemplos? URSS, China, Camboja, Coréia do Norte, Cuba, países comunistas da África e do leste europeu, Alemanha nazista e Itália fascista (esquerdistas por sinal) só aí já dá por alto, 2/3 da humanidade àquela época no século XX.

    Observem que tais países esquerdistas se fecham, proíbem o fluxo de informação, o fluxo mercadológico, o fluxo de pessoas, etc.

    Hoje, século XXI, temos o a União Européia (novo comunistão chique), temos o politicamente correto, as universidades ocidentais, o islã terrorista, ONGS, investidores "capitalistas" que financiam agendas políticas, capitalismo estatal russo-chinês.

    Enfim, toda uma nova miríade de grupos e classes que continuam tentando subjugar o indivíduo, a consciência individual.

    Quando vamos para o mundo virtual, fica claro que nada mais é que o transporte dessa gente-massa, querendo transformar o pensamento individual em pensamento-crime, já que não se pensa igual ao rebanho.

    A guerra do século XXI está sendo travada agora no mundo virtual, mas tem a mesma essência da época passada.

    Esse rebanho totalitário não cansa.
  • Cristiane de Lira Silva  30/08/2018 19:49
    Concordo. Atingiu e esquerda e a direita.
    Vou continuar a chamar de censura porque é só uma palavra, embora as redes sociais possam "censurar" quem elas quiserem porque são privadas. Estas redes ajudaram a eleger o Trump, pra quem se esquece disso e fala que elas só beneficiam as esquerdas.
    No mais, sou a favor do banimento e da "censura" de perfis que intencionalmente divulgam notícias falsas com o intuito de manchar até mesmo a imagem de pessoas mortas que não podem se defender. Sou a favor do banimento desses perfis, robôs e o que mais houver, à esquerda ou à direita, inventando e espalhando mentiras intencionais sobre qualquer pessoa. Também sou a favor do banimento de perfis que façam discurso de ódio ( desde que se defina o que realmente é discurso de ódio. Para mim fazer ameaça de morte ou incentivar seguidores a cometerem violência ou ameaça de violência é discurso de ódio).

    Por mais que eu odeie o antifeminismo não posso dizer que há discurso de ódio se não houver incentivo a violência contra feministas, por exemplo.
    Ha algumas frases repetidas, por feministas e antifeministas, poe exemplo, que desumanizam o outro: "homem não é gente" ou "feminista nem é gente". Mesmo sendo feminista eu acabo não compartilhando a maior parte destes textos feministas, especialmente por causa dos comentários horrendos. Qual o efeito produzido por estas afirmações sobre uma pessoa que só vê nas redes coisas deste tipo? A propaganda nazista associava a imagem de judeus com imagens de baratas e ratos. Aos poucos os não judeus foram associando judeus com estes animais - como se eles não fossem humanos- que deveriam ser exterminados sem piedade. A propaganda funcionou. A autora diz que quem sofre as consequências por acreditar em mentiras e divulgá-las são o próprios indivíduos que fazem isso. Discordo. O holocausto está aí para mostrar que as vítimas das mentiras são as principais ou as únicas prejudicadas. Não estou desculpando os não judeus ou as pessoas que deixam de checar a veracidade de informações. Só estou apontando que há um equívoco nessa história de que eles serão os prejudicados.

    Então sou a favor do banimento desses perfis e não vejo qualquer totalitarismo nisso. De fato há arrogância em ouvir só o que concordamos, mas há coisas que devem ser filtradas mesmo. E há pessoas que é melhor ficar bem longe. Por mais que eu não goste da Márcia Tiburi (com aquele papo de ser a favor do assalto) aprovei a atitude de se retirar do "debate" com o Kim Kataguiri (ela nem tinha sido informada que iria "debater" com ele.
    O desrespeito já começou aí), já que ele só iria colocar xingamentos, ridicularizações e distorções sobre o "debate" no canal do MBL.

    Todos acreditam que suas ideias são boas e que são a verdade, inclusive vocês liberais. Por acaso vocês se recusam a debater suas ideias? Mas apenas debater ideias não tem feito o liberalismo vencer. Muito pelo contrário, vejo os extremismos à direita e à esquerda crescendo nesta época. A esperança é que isso não vai durar para sempre de qualquer modo. Mas isso não tem a ver com disposição dos moderados ao debate.
  • Marcos  03/09/2018 12:48
    "Estas redes ajudaram a eleger o Trump, pra quem se esquece disso e fala que elas só beneficiam as esquerdas."

    Não foram as redes sociais em si, não foi o Youtube, o Facebook ou o Twitter que elegeram o 0 Trump, muito pelo contrário, essas redes junto com a grande mídia fizeram de tudo para demonizar ele e eleger a Hillary, porém a massa organizada (o povo) estava ciente dessa manipulação e usou o aparato das redes para fazer campanha para o Trump e desmentir as fake news contra ele, o que deu certo e o que agora essas redes estão censurando pelo mundo para impedir que isso aconteça novamente, vide as censuras recentes no Brasil.

    Ademais, os recordes de empregos e crescimento econômico dos EUA vêm demonstrando que ele realmente foi a melhor opção para o país.
  • Emerson Luis  05/09/2018 11:37

    É mesmo, "Rogéio"?

    Pode comprovar isso com exemplos específicos do MBL pedindo "reciprocidade na censura"? Meu cachorro pediu o link.

    Parece que hoje é dia de chover comentários de left-libers...

    * * *
  • Luis Alfredo  30/08/2018 13:07
    Deve-se ler atentamente o penúltimo parágrafo:
    "Somente o indivíduo é responsável por seu consumo de informações. Se uma determinada pessoa opta por acreditar em coisas erradas, ou se ela não quer checar a veracidade das coisas que lê e ouve, ela própria sofrerá as consequências. Isso se chama responsabilidade individual."
    Isso chama-se liberdade. Qualquer tipo de censura, e pode ser pelas melhores intenções, vai descambar para a censura total. É histórico. Mas parece ser letra morta. As pessoas gostam de ser comandadas, o que, aliás, é mais fácil do que ser um indivíduo pensador.
  • JP  01/09/2018 01:58
    Assim é. Tudo se resume a auto-responsabilidade.
  • Pamela  05/01/2020 16:46
    Exatamente
  • 4lex5andro  28/05/2020 15:00
    Post que, passados quase dois anos, segue muito atual nesse país.
  • Helliton  27/05/2020 14:59
    A grande verdade é que todo mundo concorda com o direito da redes sociais por ser privada de censurar. O problema é que não percebe que as redes sociais são pressionadas a fazer isso. Ou seja, aprovam a Censura mas não condenam que está interferindo na liberdade de escolha de não censurar.
  • Marcelo  28/05/2020 11:17
    A grande mídia oficial quer o monopólio da mentira.
    A maior produção de fake news vem da mídia.
  • cmr  29/08/2018 17:07
    Excesso de informação tende a levar ao mesmo resultado que a falta de informação.
    Em ambos os casos, você estará desinformado.
  • Cadu  30/08/2018 14:10
    Talvez, seja hora de aprender (mos) a selecionar as informações essenciais das triviais. O homem, em tudo, adora acumular coisas demais, que não fazem o menor sentido.
  • Caio  29/08/2018 17:07
    Extremamente importante (e necessária) abordagem. Se você olhar bem, esse negócio de "fake news" incomoda é aqueles que amam políticos e partidos. Quem não tá nem aí pra política e não tem políticos de estimação não está nem aí pra fake news de redes sociais.
  • Capital Imoral  29/08/2018 17:08
    Deep web está emergindo para superfície digital

    Grupos de uma ideologia obscura e racista, como liberais e conservadores, estão criando próprias plataformas para disseminar discurso de ódio contra negros, judeus, pobres, hossosexuais e qualquer grupo minoritário. Este é o caso de redes sociais como Gab, BitChute e Mises Brasil.

    Grupos de extrema direita na internet
    Há muito tempo idéias contra minorias vêm circulando na internet, mas de uns tempos para cá, principalmente depois da eleição de Donald Trump, depois da criação de diversos perfis e movimentos de extrema direita, o fascismo está criando uma própria independência tecnológica e social. No começo, os perfis de direita fizeram do Facebook, Twitter e congêneres uma espécie de Al-Qaeda digital. Levou-se anos para que essas empresas finalmente pudessem tomar alguma providência para expulsar esses monstros digitais. Mas parece que a resposta contra a ideologia fascista chegou tarde demais, está surgindo novas plataformas digitais como Gab e Bitchute com internautas assumidamente racistas, neonazistas, homofóbicos, sexistas e jingoístas (que diabos é isso?) proliferando feito ratos em sites e nas principais redes social.

    O caso mais impressionante gira em torno da rede social Gab, que funciona como uma espécie de Twitter nazista. Somente neste ano mais de 500 mil brasileiros criaram uma conta nesta rede social. Criada em 2016, por Andrew Torba, um supremacista branco e viciado em religião; a rede cresceu de forma surpreendente nos Estados Unidos e no Brasil. Isso é assustador porque já está se formando grupos neonazistas dentro desta plataforma. Há poucos meses atrás o dono do site quase perdeu o servidor da Microsoft porque um membro disse que "Judeus deveriam ser criados como gado[1]", este é o nível do discurso que ocorre nesta rede social.

    Outra rede social interessante que está surgindo é o BitChute, que funciona como um Youtube para fascistas. O grande problema dessa rede social está nas descentralização de dados, o site utiliza tecnologia peer-to-peer e isso torna quase impossível que um vídeo possa ser censurado por autoridades competentes e boas, como eu, que só querem seu bem.

    E por fim, existe a rede social acadêmica Mises Brasil, que funciona como uma rede para corromper a intelectualidade de pensadores, professores e alunos. Felizmente, esta rede social não tem tanto alcance, mas o problema está na profundidade e na loucura ideológica apresentada pelo neoliberalismo. Seus leitores se tornam pessoas profundamente anti sociais, que moram na casa dos pais e não fazem sexo; logo, esta falta de sociabilidade somada com uma ideologia que já foi refutada por socialistas, gera um discurso de ódio profundo na seção de comentários contra minorias. obviamente, isso acaba tendo uma reflexão no mundo real através de uma ocupação obscura nas universidades e centros acadêmicos.

    O mundo todo está assistindo ao vivo o retorno do fascismo através da liberdade irrestrita que as novas plataformas digitais permitem. Tudo isso está acontecendo por um deslize do Estado que há muito tempo vem permitindo a existência desse discurso de ódio sem que nenhuma ação concreta fosse tomada; e o pior de tudo é que essa grande rede ideológica já é um monstro autossuficiente.

    [1] Microsoft nearly banned Gab over post saying Jews should be raised as livestock
    arstechnica.com/tech-policy/2018/08/microsoft-nearly-banned-gab-over-post-saying-jews-should-be-raised-as-livestock/

    Capital Imoral é filósofo, escritor e já refutou Mises.
  • Jorge  29/08/2018 17:26
    " Seus leitores se tornam pessoas profundamente anti sociais, que moram na casa dos pais e não fazem sexo; logo, esta falta de sociabilidade somada com uma ideologia que já foi refutada por socialistas, gera um discurso de ódio profundo na seção de comentários contra minorias."

    kkkkkk
    Não foi o Leandro que recentemente disse que o Capital imoral alternava altos e baixos?
    Esse trecho está entre os altos, apesar de ter sido um golpe baixo.
  • Nordestino Arretado  29/08/2018 18:49
    Kkkkkkkk Capital imoral é demais, mas o mais engraçado é ver que tem gente que tenta rebater mesmo sabendo que se trata de um fake.
  • Cadu  30/08/2018 14:14
    Capital Imoral, vc escreve bem pra caramba. Juro que se fosse mais alienado do que já julgo ser, que compraria suas ideias.
    De quaisquer formas, parabéns, seus raciocínios me inquietam.. rs
  • Pamela  05/01/2020 16:45
    Meu deus cara para de achar que vc é dono da vdd, um guerreiro do bem, que vc tem a solução que vai acabar com qlqr tipo de problema/divergência entre pessoas achando que é um Salvador da pátria. A vida não é uma história de contos de fadas que o bem vence no final.
    Conviver com a sua própria natureza má tbm é equilíbrio.
    E conviver com a pessoas que são diferentes de vc faz parte da vida. Acho que quem fica em casa na casa dos pais sem fazer sexo é vc, pq deveria estar agora procurando algo melhor p fazer na vida do que achar que tá salvando alguém pela internet tentando recriminar o espaço dos outros com sua grande autoridade.
    Cara eu sou a favor do espaço da liberdade e da independência, e não sou de nenhum lado, pq quem tem lado não pode ser livre para escolher aquilo que é sensato. Da vergonha esse monte de discussão em favor de um lado, galera acorda. Tem gente escrota em todo lugar e defendendo todo tipo de escrotice e quem quer achar que não, está se iludindo
  • Ricardo  29/08/2018 17:11
    O problema nisso tudo é que a grande parcela das pessoas nem sequer sabem que o termo "responsabilidade individual" existe. Logo, como fazer com que essas mesmas pessoas se interessem por checar a fonte/veracidade da informação? Entre uma verdade sem graça e uma mentira interessantíssima, acabamos preferindo a segunda. É mais criativa.
  • cmr  29/08/2018 17:17
    Não deveria se preocupar com isso; quem nasceu para ser gado, nunca chegará a pecuarista.
    Não importa o que seja feito...

    Soa arrogante e discriminatório, mas é uma verdade politicamente incorreta.
  • Jorge  29/08/2018 17:31
    "Logo, como fazer com que essas mesmas pessoas se interessem por checar a fonte/veracidade da informação?"

    Tudo o que se pode fazer, é aceitar que algumas (na verdade muitas) pessoas são assim e nunca irão mudar.

    Como o texto bem observou, quem aceita a informação sem questioná-la, arca com as consequências.

    É exatamente o que se quis dizer com "responsabilidade individual".

  • Bernardo  29/08/2018 17:15
    Uma vez, há uns 10 anos (ou seja, muito antes de sequer existir o termo fake news), eu acreditei numa informação política mentirosa e a espalhei boca a boca. Também discuti no Orkut tendo ela por base.

    Fui facilmente massacrado, pois, tão logo as pessoas descobriam que aquilo era mentira, minha credibilidade ia ao chão. Apanhei nos debates pessoais e virtuais.

    Após essa vergonha, aprendi a nunca mais deixar de checar informações, mesmo (ou principalmente) quando elas estão na grande mídia. Essa minha humilhação foi meu aprendizado. Foi meu wake-up call. Desde então, nunca mais passei vergonha.

    A aceitação de minha responsabilidade individual começou ali.
  • Marcelo  09/05/2020 16:32
    Pelo visto você ainda não aprendeu a checar fatos, pois o termo fake news existe há mais de 10 anos kkkk
    www.huffpostbrasil.com/2017/04/05/de-onde-vem-o-termo-fake-news-da-decada-de-1890-ao-que-tudo_a_22027223/
  • Armindo de Mello Magalhaes Gouvea  29/08/2018 17:44
    Concordo na grande maioria com as ideias expostas. Fiquei com dúvidas quanto ao parágrafo, de subtítulo - O que fazer?

    "Somente o indivíduo é responsável por seu consumo de informações. Se uma determinada pessoa opta por acreditar em coisas erradas, ou se ela não quer checar a veracidade das coisas que lê e ouve, ela própria sofrerá as consequências. Isso se chama responsabilidade individual".

    Na atualidade sofremos as consequências pela falta de conhecimento (cultura), até mesmo no meio onde pessoas com formação escolar, não possui conhecimento político, e / ou seus idealismos.

    Fica evidenciado que o sucateamento (aparelhamento ideológico), escolar / cultural das classes mais carentes, os tornam vitimas e reféns de uma massa de manobra que poderá trazer sérias consequências à sociedade, e aí contesto o parágrafo onde as consequências são trazidas somente ao indivíduo.

    Na realidade essa consequência pode se fazer nefasta a toda uma sociedade, como constatado em alguns países como Venezuela, Cuba, Coreia do Norte, etc...

    E em consonância com ultimo paragrafo, "Ao constantemente tentar censurar e banir tudo de que não gosta, você, na prática, está dizendo que todos os outros indivíduo são incapazes de tomar a decisão correta por conta própria. E isso, além de arrogante, é uma postura totalitária", dever-se-ia, cobrar da população uma escolaridade mínima para que habilitasse o cidadão a ser classificado como " ELEITOR".

    Att,
  • Leigo  30/08/2018 15:50
    O que fazer?

    Logo, se Facebook, Twitter e YouTube podem, mas não devem, banir usuários e postagens das quais não gostam, e considerando que o governo certamente não deve censurar opiniões ou controlar a disseminação de informações, o que então podemos fazer para estancar a difusão de informações falsas?

    A resposta, que certamente irá incomodar a muitos, é uma só: absolutamente nada.

    A melhor maneira de combater idéias ruins é com idéias boas. Ao permitir uma miríade de opiniões diferentes circularem livremente nas redes sociais, você dá a todos os indivíduos a oportunidade de julgar os méritos de cada opinião e, assim, tomarem suas próprias decisões. E se as idéias que você defende são realmente as "verdadeiras", então não há nada a temer.
  • Vladimir  29/08/2018 17:47
    É possível argumentar que os perversos incentivos criado por um estado paizão, que a todos provê e tudo garante, foi o que realmente destruiu a responsabilidade individual. E isso vem de muito tempo, muito antes dessa onde de censura das redes sociais.

    Pedir pra censurar coisas "ofensivas" é apenas a consequência inevitável de alguém não conseguir cuidar de si própio.

    Acho que a única coisa que ainda falta ser abolida é o termo "responsabilidade" do dicionário.
  • Amante da Lógica  29/08/2018 18:37
    E qual a surpresa?

    Gerações cresceram sob o controle estatal da educação, de modo que os pais hoje acreditam que não são responsáveis por educar seus filhos.

    Gerações cresceram sob a ideia de previdência social controlada pelo estado, a qual condicionou os trabalhadores a acreditarem que não são responsáveis por proverem para seu próprio futuro.

    Gerações cresceram sob a crença de que o estado existe para garantir e proteger financeiramente as pessoas, condicionando as pessoas a acreditarem que elas não precisam se esforçar para se sustentar

    Gerações cresceram sob a crença do assistencialismo e dos poderes mágicos de um diploma, acreditando que não mais são responsáveis por adquirir habilidades e se prepararem para buscar empregos.

    Acrescente a tudo isso o acentuado surgimento dos apologistas do vitimismo e do coitadismo, que dizem que uns se dão mal por culpa "dos outros".

    No final, essa mentalidade assistencialista, vitimista e coitadista, fomentada pelo estado e pelos adeptos de um estado grande, foi muito bem sucedida em fazer as pessoas acreditarem que burocratas e reguladores são os responsáveis pelo bem-estar geral, e não o próprio indivíduo.

    E quanto mais responsabilidade o estado (políticos, burocratas e reguladores) se arvora para si próprio (em troca de ganhos políticos), mais indivíduos abdicam de suas próprias responsabilidades. Hoje, o sujeito está tão incapacitado e mimado, que ele não consegue nem mesmo verificar fatos por conta própria. Quer receber tudo de mão beijada. Quando receber informações falsas ou vê algo que o afeta, pede censura.

    Individualismo, inclusive a responsabilidade individual, se tornou um palavrão e um comportamento reacionário.
  • Kira  29/08/2018 18:50
    "Gerações cresceram sob o controle estatal da educação, de modo que os pais hoje acreditam que não são responsáveis por educar seus filhos."

    Esse fato é dramático nos tempos de hoje. Estamos entrando numa era de vitimistas e seres integralmente dependentes, escravos e incapazes de agirem por si.
  • Cadu  30/08/2018 14:17
    PERFEITO.
  • 4lex5andro  28/05/2020 15:05
    NO fim em troca de uma suposta liberdade, pedirão para abdicarem da mesma, por contraditório que seja, post mais que atual nesses tempos sombrios.
  • Eduardo  29/08/2018 18:13
    Nada contra o FB ou outros impedirem ou removerem conteúdos do qual discordem. Mas não dá para se posicionar como neutro se não são. Aí é complicado.
  • Juliano  29/08/2018 18:23
    Em relação à autonomia das redes sociais de banir aquilo que não gostam, tenho uma objeção.

    Tanto Facebook como Twitter são redes sociais que sempre se venderam como um fórum neutro onde as pessoas podem criar comunidades e trocar informações. As redes sociais ganham com o volume de pessoas e as pessoas ganham uma plataforma.

    Os usuários também fazem um grande investimento dentro da rede: trazem seus amigos, criam conteúdo, criam interações. É só por causa de seus usuários e o conteúdo que eles geram que o Facebook tem o valor que tem. Isso sem falar na questão de pagamentos diretos ao Facebook para aumento de visibilidade. O investimento feito por todos os usuários vem de anos.

    Daí, de uma hora pra outra, eles resolvem mudar o contrato de forma unilateral. Passam a ter um lado e a excluir usuários e comunidades de forma arbitrária. O investimento de vários usuários foi jogado no lixo.

    Isso não configura fraude? Apesar de ser gratuito, o Facebook se propõe como uma plataforma neutra. Inclusive usa essa expressão quando é pressionado por governos para se responsabilizar pelo que é publicado na rede.

    Não é como se um monte de gente tivesse entrado no Forum da Carta Capital e começasse a reclamar de censura. A Carta Capital tem lado, todo mundo sabe. O Facebook atraiu milhões de usuários justamente por ser aberto.

    Entendo que o Facebook tem o direito de mudar de política, mas precisa ser responsabilizado pelos contratos que já assumiu, que era sob termos completamente diferentes. Ou ele prova que a exclusão está dentro dos termos que os usuários já assinaram, ou ele tem que ser responsabilizado pelo prejuízo gerado em todos os usuários afetados.
  • Tulio  29/08/2018 18:44
    "Isso não configura fraude? [...] Entendo que o Facebook tem o direito de mudar de política, mas precisa ser responsabilizado pelos contratos que já assumiu, que era sob termos completamente diferentes. Ou ele prova que a exclusão está dentro dos termos que os usuários já assinaram, ou ele tem que ser responsabilizado pelo prejuízo gerado em todos os usuários afetados."

    Certo. E concordo.

    Mas o que você sugere na prática?
  • Demolidor  29/08/2018 19:51
    Minha visão também é da quebra de contrato. Facebook, Twitter e afins tiveram plena liberdade de definir quais os termos pelos quais se daria a interação com seus usuários e aqueles que rodam páginas supostamente ofensivas. Se alegavam que não poderia haver conteúdo que espalhasse ódio, mentiras, difamação, etc. e tiraram uma página do ar por fazer isso, o criador da página tem pleno direito de contestar a alegação e a quebra de contrato na justiça.

    Propriedade privada não significa fazer tudo que se quer com sua propriedade, mas liberdade para estabelecer as regras pelas quais será usada sua propriedade. A partir do momento em que concordo com um contrato para uso de minha propriedade, sou obrigado a cumpri-lo.

    Se sou dono de um imóvel e concordo em alugá-lo por cinco anos, não posso simplesmente resolver, de uma hora para outra, despejar meu inquilino alegando que a propriedade é minha. É um contrato de aluguel. Caso similar. Não vejo nada anti-libertário em tais movimentos buscarem a justiça. Se só há a opção de justiça estatal, paciência também. Mas o direito à contestação e ao contraditório são fundamentais.
  • Juliano  30/08/2018 13:47
    Mas o que você sugere na prática?

    A utilização do poder judicial para a cobrança de indenizações e para exigir que o Facebook cumpra com o que foi combinado. Não vejo nada de anti-liberal nisso.
  • Antonio Jose  29/08/2018 18:29
    E quanto ao argumento dos termos de uso, as plataformas digitais se compremeteram a ser neutras politicamente e à livre disseminação de idéias. Não seria uma quebra de contrato?

    Concordo com o artigo a censura é muito pior que a difusão de "fake news". Há também o interesse da mídia convencional que está perdendo o monopólio da informação.

    Governantes e "formadores de opinião" estão assustados com a livre disseminação de idéias e querem usar as "fake news" como desculpa para censurar.
  • Paulo Henrique  30/08/2018 04:03
    E quando você acha que finalmente o país vai ter liberais na política, eis que o Partido Novo quer dar mais poderes a burocratas para censurar ''fake news'' ''Partido Novo pede ao TSE que juízes eleitorais tenham poder de polícia contra 'fake news'

    Digo que nem o PT teve essa idéia... Abram o olho com esses ''liberais''.
  • ed  29/08/2018 18:52
    Mais uma vez o próprio mercado oferece a solução. Esse instituto já falou isso mil vezes.

    Como parte dos consumidores demanda liberdade de expressão empreendedores já produziram uma rede social que oferta exatamente isso.

    Conheçam o Gabi.
  • Rene  29/08/2018 19:12
    De certa forma, o mercado já está dando um jeito nisso. Já está começando a ficar notório o crescimento da rede Gab.ai, justamente por promover a liberdade de expressão.
  • Ninguem Apenas  29/08/2018 20:47
    Quem não da assistência, abre a concorrência, perde a preferência, fica na carência, e aguenta as consequências.
  • Rene  30/08/2018 18:35
    Pois é. O Zuckerberg poderia levar em consideração que, antes do Facebook, já existia uma rede social chamada "Orkut", que parecia invencível em um período de tempo, mas que fechou as portas. Ele quer Lacrar ou Lucrar?
  • Eduardo  30/08/2018 18:46
    Qual a surpresa? Esse próprio site já havia alertado sobre isso:

    O Facebook e o governo: uma demonstração prática de como as regulações funcionam
  • Ozeias  29/08/2018 20:29
    Com essa censura promovida nas redes sociais,aquela premissa liberal que a liberdade econômica vai trazer a liberdade política cai por terra.já que é o próprio capitalismo que está promovendo a censura em escala mundial e destruído a liberdade!!!
  • Leigo  31/08/2018 13:30
    Escreva com clareza para entendermos o senhor.
  • Richard Gladstone de Jouvenel  29/08/2018 20:35
    Fake news se combate com o hábito da leitura, bom senso, ceticismo e no meu caso específico, uma dose moderada de cinismo...


  • Cristiane de Lira Silva  30/08/2018 20:27
    Infelizmente grande parte das pessoas não tem hábito de leitura ou ceticismo. Não gostam disso. É caso perdido lutar contra fakenews. Apoio a iniciativa das redes sociais embora não ache que vá eliminar o problema porque sempre haverá pessoas dispostas a enganar propositalmente (sem um pingo de vergonha) e pessoas que preferem mentiras.
  • Correto  27/05/2020 16:27
    Voce assistiu o filme A Lista de Schindler? Se assistiu,o que duvido so pelo seu comentario perceberia que na epoca faziam propaganda defendendo o nazismo e mostravam os campos de concentraçao como algo lindo. Se fosse mentira o governo alemao teria processado o autor do filme. E agora?
  • Pobre Paulista  30/08/2018 12:29
    A questão não é a censura ideológica em si, pois bem ou mal as empresas tem o direito de decidir o que pode e o que não pode ser publicado em suas plataformas, até porque, no nosso sistema jurídico atual, há transferência de responsabilidade daqueles que geram conteúdo para aqueles que o publicam, e portanto elas correm efetivamente um risco financeiro por isso.

    O problema é que essas empresas estão violando seus próprios contratos com os consumidores para fazer isso, basta ver a parcialidade e a falta de justificativa dos conteúdos bloqueados.
  • anônimo  27/05/2020 19:18
    Há libertários que ainda não entenderam tal coisa. Aquele Rafael do Ideias Radicais parece um robô repetindo isso fingindo que está tudo bem.
    Muitos anos antes de criarem essa justificativa de "fake news" já baniam contas permanentemente por motivos como "discriminação" e "discurso de ódio" (algo extremamente subjetivo). Mas qualquer um fora da bolha percebia que essa justificativa era furada. Perfis de esquerda assediam e são muito mais hostis contra religião, brancos, ricos, empreendedores, etc do que perfis de direita e nunca eram banidos. Mas isso não foi o suficiente, criaram novas "regras". Agora, noticiar fatos que não sejam destaques na grande mídia é "notícia falsa". Obviamente, quanto mais tais medidas totalitárias fracassam, ficam mais radicais.

  • Cristiane de Lira Silva  30/08/2018 20:22
    E longe de mim chamar o MBL de nazista (só usam uns métodos de Goebbels). Não foi isso que eu quis dizer. Eu duvido que a propaganda nazista tivesse algum sucesso se a sociedade da época não fosse um tanto antissemita. Também não digo que não exista a responsabilidade individual pois muitos indivíduos ajudaram os judeus apesar do antissemitismo e da propaganda nazista. Coloquei o MBL porque pra mim não importa se quem divulga mentiras é o estado, entidades privadas ou pessoas. E quis chamar a atenção para as fake news que procuram distorcer a imagem ou desumanizar determinadas pessoas ou grupos e como estas pessoas ou grupos são os principais prejudicados.
  • 5 minutos de ira!!!  03/09/2018 17:26
    em off......

    última pesquisa eleitoral:

    primeiro turno: Bolsonaro e Ciro

    segundo turno: Ciro Gomes..........

    e ai, camaradas!? bora comprar e não pagar!?
  • Engenheiro e Economista  27/05/2020 16:16
    Acho que o Moro deve entrar nessa disputa com reais chances de vitória... ainda mais se vier pelo NOVO...
    Desde de q a esquerda não volte, por mim, pode ser qq um..
  • Emerson Luis  05/09/2018 11:20


    "Um lado classifica de "fake news" as críticas recebidas e pede censura. O outro também. Um lado aplaude quando Facebook e YouTube tiram do ar páginas "ofensivas" e difusoras de "fake news" contra ele. O outro exige o mesmo."

    Pelo menos aqui no Brasil só tem um lado pedindo censura e aplaudindo o que o Facebook anda fazendo, apenas um lado tem medo do debate limpo/livre e quer que o Estado e os "amigos do rei" interfiram. Expor a hipocrisia da plataforma NÃO é pedir censura.

    Sim, o Facebook tem todo o direito de selecionar as páginas que quer manter. Mas NÃO tem o direito de quebrar contratos e fazer propaganda enganosa ("somos neutros e imparciais") impunemente.

    Dizer que "todos são iguais" rebaixa os melhores e poupa os piores. O discurso "isentão" parece esclarecido, mas faz o jogo dos coletivistas/socialistas.


    * * *
  • Henrique Silva Aguiar  06/09/2018 18:28
    Pessoal, olhem isso. A mulher enfiou um bebe na própria vagina:

    worldnewsdailyreport.com/babysitter-transported-to-hospital-after-inserting-a-baby-in-her-vagina/

    Que horror, gente...Isso é psicopatia... Não podemos deixar isso passar despercebido. Vamos divulgar nas redes sociais.
  • Victor  24/09/2018 13:32
    E quando uma notícia falsa leva a situação a uma tragedia? Por exemplo, alguém criar dados falsos relativo a uma pessoa, incriminando-a e atraindo "justiceiros"?
    "Ah mas é responsabilidade dos justiceiros", alguém aqui acha que responsabilizar alguém depois de uma tragedia como esta, exemplo, uma morte, ajuda em algo? Depois de morrer acabou. E aí? Faz como?
  • Vinicius  27/05/2020 14:56
    Leandro, vc já teve a oportunidade de ler o livro do Juan Ramón Rallo sobre a teoria monetária de Mises? Se sim, oq vc achou?
  • Leandro  27/05/2020 15:07
    Ainda não, mas sei que tem pontos "polêmicos". Irei lê-lo futuramente, com certeza.
  • Drink Coke  27/05/2020 15:29
    Acho que há que separar as coisas.

    Uma coisa é opinião outra coisa é trazer um fato e esse fato ser inventado.

    O que é opinativo, ainda que seja ofensivo e grosseiro, não deve ser restringido em nenhuma hipótese.

    Outra coisa é a mentira ou a calunia, você inventar um fato e propagar isso, esse tipo de ato tem que ser combatido.

  • Pepsi  27/05/2020 15:36
    Sim, tem de ser "combatido". Mas qual a atribuição que você dá ao verbo "combater"?
  • Drink Coke  27/05/2020 16:40
    Em alguns casos, apenas desmentido e constrangido pela sociedade (entenda-se mídia, usários de rede social, formadores de opinões e etc..), sem envolvimento do poder judiciário. Já em certos casos, quando há uma vítima e há prejuízo para ela por conta da mentira, o mentiroso tem que ir para a esfera jurídica.
  • Ulysses  27/05/2020 17:02
    E se o Bolsonaro mandasse a PF prender cada um que o calunia? Chamá-lo de genocida, por exemplo, é crime gravíssimo.

    Será que a esquerda apoiaria essa censura? Você apoiaria? Se for coerente, tem de dizer sim.

    Aí teríamos de construir presídios até em Marte.
  • Drink Coke  27/05/2020 18:29
    Ele não tem que mandar a PF prender e sim processar quem o calunia, o caso tem que ser julgado e posteriormente o réu terá que indenizar o Bolsonaro.

    Sim, eu seria a favor dele processar todos que o caluniam.
  • Álvaro  27/05/2020 19:22
    Beleza. Agora multiplique isso por todos os políticos, jornalistas, artistas e desportistas que são xingados. Haverá tribunais? Tem certeza de que você quer ir por esse caminho?
  • Antonio  27/05/2020 20:08
    Seguindo nessa lógica nao teriamos que brigar por menos impostos e menos governo... todos os países são assim mesmo
  • Drink Coke  27/05/2020 20:09
    Calunia é diferente de xingar, é atribuir falsamente um crime a alguém.

    Uma coisa é você dar sua opinião sobre um fato ou uma pessoa, quanto a isso eu defendo total liberdade. Outra coisa é inventar um fato e ainda atribuir esse falso fato a alguém.
  • Alberto  27/05/2020 15:30
    Já que é assim, quando é que o STF vai mandar prender políticos que falam mentiras deslavadas em campanhas eleitorais?

    Dilma seria a primeira a ser condenada pela sua campanha de 2014.
  • Carlos  27/05/2020 15:46
    Como poderiam as pessoas tomarem deciões corretas se são ignorantes e pouco escolarizadas?

    A responsabilidade está em quem fornece mentira como se verdade fosse, se alguem te vende um carro, vc paga por ele e quando vc pega a chave pra levar pra casa, vc nota que o carro nao tem motor, entao vc foi enganado e merce ressarcimento.
    Se teu airbag nao funciona. entao vc tem que ser ressarcido.
    O mesmo vale para fake news
  • Alberto  27/05/2020 16:52
    "Como poderiam as pessoas tomarem deciões corretas se são ignorantes e pouco escolarizadas?"

    Ou seja, só porque você acha o povo burro — você que nem sabe escrever direito —, então isso é prova de que precisamos de um deposta iluminado que deve estar sempre esclarecendo a populaça quanto à "verdade".

    E se esse déspota for o Bolsonaro? Pode?

    "A responsabilidade está em quem fornece mentira como se verdade fosse, se alguem te vende um carro, vc paga por ele e quando vc pega a chave pra levar pra casa, vc nota que o carro nao tem motor, entao vc foi enganado e merce ressarcimento."

    Exemplo completamente nada a ver. Isso que você citou é fraude, é golpe. Uma pessoa foi destituída de sua propriedade (dinheiro) em troca de um produto que prometia locomoção, mas que na verdade nem sequer tinha motor. Foi, na prática, um roubo, um assalto.

    Isso não tem absolutamente nada a ver com mandar prender alguém porque esse alguém criticou um funcionário público.

    "Se teu airbag nao funciona. entao vc tem que ser ressarcido."

    Óbvio, pois aí houve uma quebra de contrato. Comprei um carro com airbag que deveria vir funcionando. Se não veio, está no contrato que a concessionaria tem de consertar.

    "O mesmo vale para fake news"

    O que você citou não tem absolutamente nada a ver com uma "fake news" que uma senhora no WhatsApp repassa.

    Seus meridianos são completamente desajustados.
  • Guilherme  27/05/2020 16:31
    O Antagonista, que já foi censurado pelo STF, rapidamente entendeu o recado, se aprumou e hoje é indistinguível da grande mídia. O site em nada mais se difere do G1, da Folha e do Estadão. Aliás, diariamente reproduz os editoriais desses outros veículos. (É até normal: Mainardi é funcionário da Globo).

    Pois bem, o Antagonista hoje co-me-mo-rou a censura!

    Isso deixa claro: a grande mídia não quer concorrência, não quer perder o monopólio da informação, e por isso está disposta a bater palmas pra qualquer funcionário público que sair censurando outros veículos concorrentes.

    Não se enganem: acima de tudo, isso é uma guerra à livre concorrência.
  • Mauro Gouvêa  27/05/2020 16:35
    Só de curiosidade: alguém sabe me apontar onde, no Código Penal, está tipificado o crime de "Fake News"?
    Isso, e apenas isso, já serve para mostrar a imbecilidade dessa coisa.
  • anônimo  27/05/2020 21:49
    Dependendo do que foi escrito, fake news pode se encaixar em calúnia, difamação, injúria ou crime contra a honra.
  • WDA  28/05/2020 01:30
    Ou seja, não existe crime de "fake news", existe crime de calúnia, difamação, etc. E isto não se verifica invadindo casas, apreendendo equipamentos eletrônicos pessoais, e cometendo crimes descarados, como está sendo feito a mando do STF, na pessoa de Alexandre de Morais, em óbvio conluio com os demais Ministros daquele Tribunal, os quais nada fizeram até agora contra esta absurdida que, por sinal, acaba de ultrapassar todos os limites da moralidade, da justiça e da Constitucionalidade.
  • Claudio   28/05/2020 02:22
    Pois é... Não existe.

    Embora seja possível considerar que algum autor de ''fake news'' possa cometer calúnia, injúria ou difamação, é importante estabelecer esses pontos:

    - dizem combater as fake news no nascedouro, antes da propagação; só que isso é censura, viola a liberdade de expressão... os crimes de calúnia, injúria e difamação necessariamente tem que ser consolidados, para somente depois deles a vítima correr atrás da reparação;

    - esses crimes são de ação penal privada, ou seja, somente a vítima diretamente apontada pode ingressar na justiça pedindo reparação; em tese seria possível ocupar a polícia civil ou federal com inquérito para apurar detalhes das ofensas, mas, na prática, num país com baixíssimo índice de esclarecimento dos crimes, soa até como piada ocupar a polícia com isso;

    - o que estão apontando como ''fake news'' é verdadeiro crime de opinião - as pessoas não estão sendo intimidadas por inventarem um boato e imputar esse suposto fato a alguém, e sim por expressarem crítica ou repúdio.

    Ideal seria acabar com esses três crimes. Quem os cometesse daí em diante, que buscasse indenização na área civel e deixasse a justiça criminal com delitos mais importantes. Tem projeto de deputado do Novo nesse sentido (porém, como estamos no Brasil, existem outros tantos projetos para aumentarem as penas desses crimes, bem como propostas para instituição do Ministério da Verdade). Dureza!
  • Cristiano  27/05/2020 16:40
    Posso demonstrar como ainda somos um país dominado pela extrema esquerda.

    Observe, por exemplo, como a grande mídia se refere a determinadas bancadas da Câmara.

    O termo mais usado para designar os deputados mais à direita é "bancada BBB", ou bancada do Boi, Bíblia e Bala.

    Vejam só a jogada na escolha dos termos: não é bancada da agricultura, valores familiares e segurança. É da bíblia (ó, terror dos terrores, o obscurantismo fundamentalista), do boi (monstros da indústria da carne que desmatam para criar animais a serem devorados) e da bala (esses assassinos que incitam uma sociedade violenta).

    Por outro lado, as pautas de esquerda são quase como ursinhos gummy: a bancada dos "movimentos sociais", dos "trabalhadores", "dos direitos humanos", do "meio ambiente".

    Nunca são reconhecidos pelo que realmente são: bancada de invasores, do sindicalismo pelego, da leniência com o crime, do encarecimento alimentar.

    Que os deputados servem para defender os comezinhos interesses de grupos específicos ninguém discorda, mas as pautas de esquerda sempre são mascaradas como de interesse geral, do bem, enquanto a direita sempre é o grupo do mal, com interesses retrógrados que servem a interesses particulares.

    Qualquer governo de direita passará 4 anos ininterruptos, durante todos os dias, sob esse jugo, sem nem saber que o domínio da linguagem pela esquerda já o condena de ante-mão; é uma propaganda contra que bombardeia a população deslocando o espectro do senso comum para a esquerda.

    Enquanto o controle da manipulação da linguagem for monopólio da esquerda, não interessa quem esteja no governo. Vai perder.

    Há muito a ser feito.
  • 4lex5andro  28/05/2020 15:56
    Exemplo básico da novilíngua em sua expressão brasileira, em um continente dominado pela escola de frankfurt.
  • Gabriel Santos  27/05/2020 17:01
    Se é para "combater" fake news, porque Guilherme Boulos, e o PSOL por tabela, não foram investigados? Ele e toda a patota de extrema-esquerda divulgaram de forma criminosa, no meio de uma pandemia, que Cuba tinha encontrado e desenvolvido a vacina para o coronavírus.

    Isso sequer foi divulgado de forma espalhafatosa pela grande mídia, só notinhas de rodapé e uma ou outra matéria. Se fosse alguém de "direita" divulgando, de forma mentirosa, que algum país encontrou a "cura" da doença imediatamente jornalistas iriam, indignados, denunciar o "negacionismo da ciência" que o individuo estaria incorrendo. Sem contar as manchetes escandalosas e de clickbait, que ficariam três dias seguidos em todos os jornais.

    Antes era mais comedido para criticar os grandes meios de comunicação, mas não dá mais. O negócio virou militância política descarada mesmo.
  • Régis  27/05/2020 17:13
    Boa lembrança. Mas esse aí merece cadeia por ser terrorista e invasor de propriedades, e não por falar merda em rede social. Aliás, se "falar merda" em rede social virar crime, não sobra um esquerdista solto no mundo.
  • Marcos Bley  27/05/2020 19:07
    É incrível como os burrocratas são incapazes de entender que é impossível de controlar a informação, e pior, eles não entende que transmissão de informação causa deformidades ao conteúdo, por causa das multi-visões que indivíduo possuem.
    As leis de fake news não se aplicam realmente nas fake news e sim nas informações que podem ameaçar a soberania dos parasitas que estão no poder.
  • r.raphael  27/05/2020 21:43
    chame "fake news" de verdades inconvenientes
    calunia, injuria e difamacao sao crimes contra a pessoa
    nao existe STF injuriado pq STF eh uma instituicao
    ministros nao sao nada alem de cargos institucionais , eles nao sao a personificacao do cargo que ocupam
    quanto mais forçarem a barra pra impor mordaças mais obvio fica que perderam a razao
    aproveitaram que o povao baixou a cabeça quando foram confinados indiscriminadamente, e agora vao passar o trator

    mas eh sempre assim, por estelionato moral, dizem que eh preocupacao com a liberdade .. desde 2013 a bandidagem percebeu como a populacao tem capacidade de se organizar atraves da internet, de la pra ca vi todo tipo de tentativa de modera-la

    poucas pessoas no ocidente se dao conta, a grande muralha chinesa de hoje nao eh um muro de pedras, e sim um grande firewall que bloqueia o acesso dos chineses a diversos tipos de conteudo , wikipedia irrestrita por la , sem chance ... na china usar um vpn pra acessar conteudo bloqueado da ate cadeia , os conflitos de hong kong sao outra mostra de como a internet livre eh alvo de tiranias, e o brasilzao ta no mesmo caminho ... mas o gado jamais vai conseguir enxergar alem do pasto , soh percebe a encrenca depois que ja ta pendurado esperando o abate

    eu soh desejo que orwell volte a ser soh ficção
  • Elias  28/05/2020 03:07
    Eu acho que chegou o momento de liberais e conservadores deixarem as diferenças de lado e se unirem: o que o STF está fazendo é atacar a nossa liberdade de expressão. É isso que está em jogo agora. Não interessa quem são as vítimas, o que interessa é defender a liberdade deles de se expressarem sem serem responsabilizados por isso.
  • Ex-microempresario  28/05/2020 17:40
    Muitos conservadores detestam qualquer liberdade de expressão que não seja a deles próprios.
  • Rick Reis  28/05/2020 07:52
    Diálogo sobre a Verdade

    Em uma discussão sobre fake news, na Universidade, eu disse aos demais que era necessário, antes de tudo, responder a pergunta de Pilatos: afinal, que é a verdade?

    Um professor disse a mim: _Não existe verdade absoluta?
    Retruquei:_ Você está absolutamente certo disso?!
    O Professor prosseguiu:_ Não não existe verdade!
    Eu questionei: Isso é verdade?!
    Professor: _ Olha, isso que você disse é verdade para você, mas não é verdade para mim!
    Retruquei:_ Essa afirmação só vale para você ou é para todo mundo?! Isso não funciona no mundo real. Tente dizer isso ao caixa do banco, à polícia ou à Receita Federal e você verá até onde vai.
    O professor, perdido entre contradições, partiu para o ataque e disse: _ então tá, diga-me se puder, afinal, que é a verdade?
    Percebi pela sua expressão de deboche que o mesmo queria defender suas crenças que sustentavam todo seu estilo de vida pós moderno e não estava interessado em busca conhecer a resposta certa. Com um olhar de pena, disse a ele: _ Professor, você não pode suportar a Verdade!
    Irritado, pensando que aquela declaração fora um ataque pessoal, esbravejou: _ Quem você pensa que é?! Eu sou seu professor e você não passa de um mero aluno que nasceu ontem; olhe para si mesmo .... Você e suas ideias intolerantes....querendo impor sua crença para cima de mim. Aqui não,netinho.
    Respirando afobadamente, meu professor, tentando recompor aquela imagem de prudência e sofisticação, olhou para o resto da turma e iniciou o seguinte discurso: _ Esse indivíduo pensa que sua visão de mundo é a única verdadeira e quer impor isso a todos os demais. Isso é muito intolerante.
    Afinal, quem ele pensa que é?!
    Respirando como um imperador que ensina seus súditos, prosseguiu_ Todas as crenças, todos os valores, todos os estilos de vida ,,todas as percepções de afirmações sobre a verdade dos indivíduos são iguais (...) Não a hierarquia da verdade; então, nenhum absolutismo é permitido,exceto a proibição do absolutismo.
    Espantado ao presenciar tamanha contradição dita por alguém que se portava como o seguidor da razão, perplexo, retruquei:_ Professor, toda essa discussão começou quando conversamos sobre a legitimidade da censura contra supostos propagadores de fake news; ou seja, de mentiras. Achei prudente, antes de tudo, buscar um entendimento racional da verdade. Em nenhum momento defendi qualquer ataque a liberdade de crença de cada um; pelo contrário, acredito que, somente através da liberdade de escolhas as pessoas podem alcançar o sentido da vida; afinal, o livre árbitro é fundamento do amor; ou seja, sem liberdade de escolhas é impossível amar!
    Agora, voltando ao foco, quem define o que é fake news?! Os burocratas que detém o monopólio da força? Os religiosos? Você?! E como poderemos determinar o wue é fake news sem, antes de tudo, responder a seguinte pergunta: que é a Verdade?!
    Após uma pausa, respirei fundo e declarei:_ Ideias falsas sobre a Verdade levam a falsas ideias sobre a vida. Na verdade, quase que invariavelmente as pessoas formam suas crenças não baseadas nas provas, mas naquilo que acham mais atraente.
    O Sr. Me acusou de ser intolerante sem perceber que, aquele que afirma ser cético em relação a um conjunto específico de crenças é, na Verdade, um verdadeiro crente em outro conjunto de crenças.
    Agora, se realmente não existe Verdade, então por que tentar aprender alguma coisa? Por que um aluno deveria dar ouvidos a um professor? Afinal, o professor não tem a Verdade. Qual é o objetivo de ir à escola, quanto mais pagar poor ela? Qual é o objetivo de obedecer às proibições morais de um professor quanto a colar nas provas ou plagiar trabalhos de outras pessoas?
    Em um instante toda sala fivou silenciosa. Todos estavam de olhos esbugalhados, como quem enxergasse pela primeira vez. Aproveitando o momento, prossegui: _ Vou lhes dizer algumas verdades sobre a Verdade: A Verdade é descoberta e não inventada. Ela existe independente do conhecimento que uma pessoa tenha dela(a lei da gravidade existia antes de Newton).
    A Verdade é transcultural. Se alguma coisa é verdadeira, então é verdadeira para todas as pessoas, em todos os lugares, em todas as épocas (2 +2=4 para todo mundo, em todo lugar, o tempo todo. A Verdade é imutável, embora nossas crenças sobre a Verdade possam mudar( quando começamos a acrreditar wur a terra era redonda, em vez de plana, a Verdade sobrr a terra não mudou; o que mudou foi nossa crença sobre a forma da terra. As crenças não podem mudar um fato, não importa com que seriedade elas sejam esposadas( alguém pode acreditar que o mundo é plano, mas isso faz apenas a pessoa estsr sinceramente errada). A Verdade não é afetada pela atitude de quem a professa(uma pessoa arrogante não torna falsa a Verdade wue ela professa. Uma pessoa humilde não faz oerro que ela professa transformar- se em Verdade. Além disso, todas as verdades são absolutas. Até as verdades que parecem relativas são realmente absolutas( a afirmação, eu estou sentindo calor no dia 28 de maio de 2020 aparentemente é relativa, mas é realmente absoluta para todo mundo, em todos os lugares que eu tive sensação de calor naquele dia. Por fim, quanto a tentativa dr relativizar a justiça, o que fica evidente em suas declarações, você só defende a relativização da justiça enquanto não é injustiça; pois, se alguém praticasse alguma injustiça contra ti, você clamaria, se fosse por um valor moral absoluto.
    Professor, somente a Verdade liberta! Enquanto você desconhecer a Verdade ou se recusar a aceita-la, estará preso mentiras convenientes ou não.
    O professor e a turma ficaram pasmos após o discurso. Tímido, o professor perguntou novamente:_ Diga-me, como posso conhecer a Verdade?
    Reapindi:_ DEUS é a Verdade! Quem conhece DEUS conhece a VERDADE! Você também pode usar a razão para conhecê-lo. Por exemplo: Albert Einstein, em sua teoria geral da relatividade, descobriu que o tempo, espaço e matéria tiveram um início no que hoje chamamos de Big Bang e que o universo está em expansão. Portanto, podemos deduzir que "antes"do tempo existe a eternidade, "antes" do espaço existe o infinito e "antes""* da matéria existe o espiritual ou imaterial. Essas são algumas das características do DEUS da BÍBLIA SAGRADA cristã. E é importante conhecer DEUS pois sem ELE, qual padrão moral é válido?! Vale ressaltar que eu não acredito em regras; eu acredito em princípios, nos princípios DIVINOS gravados no coração humano.
    Após uma pausa, o professor disse desnorteado:_ A aula de hoje acabou, leiam tal página e conversaremos mais amanhã. Preciso pensar em algumas coisas.

    Crônica inspirada nos seguintes livros: "Não tenho fé suficiente para ser ateu(Norman Geisler e Frank Turek) e Intolerância da tolerância (D.A. Carson)
  • Ex-microempresario  28/05/2020 15:25
    Começou bem até cair na petição de princípio.

    "O universo não pode ter vindo do nada, portanto a minha religião é a única certa".
  • Alberto Carlos  28/05/2020 16:42
    "Essas são algumas das características do DEUS da BÍBLIA SAGRADA cristã."

    Boa crônica. Porém a teologia judaica é predecessora à Cristã e tem ideias no mínimo interessantes, por assim dizer, sobre o "Eterno".

    "E é importante conhecer DEUS pois sem ELE, qual padrão moral é válido?!"

    Essa questão da moralidade sem Deus rendeu boas discussões na época do Orkut. Quem não lembra do tópico "O Ser necessário necessariamente existe"? Um dos melhores debatedores na época era um objetivista de mão cheia.
  • Céticocurioso  29/05/2020 21:42
    ...pois sem ELE, qual padrão moral é válido?

    Talvez...
    O padrão moral de que é permitido escravizar negros e índios?
    O padrão moral de torturar pessoas suspeitas de heresia?
    O padrão moral de confiscar as propriedades e expulsar do país quem segue outras religiões ?
    O padrão moral de que as mulheres devem obedecer e ser submissas aos seus maridos?
    O padrão moral de que filhas que perdem a virgindade podem ser expulsas de casa?

    Não, todos estes padrões morais foram ditados por quem alega falar em nome d´ELE.
  • Heitor   28/05/2020 16:03
    Pessoal, vamos com calma. Vamos desde o início

    Imagina se tudo que vc lesse vc não soubesse se é verdadeiro ou falso. Isso partindo de tudo, desde o que vc aprende na escola na mais tenra idade até os dias atuais Exemplo:
    Um livro diz que CAbral descobriu em 1500, outro diz que foi Bonaparte em 1800.
    Como saberíamos qual é a verdadeira? EM tese, teríamos que ir até o Arquivo Nacional para verificar.
    Da mesma maneira, poderia ter um outro instituto que avocasse a si proprio possuir o documento verdadeiro, clamando pela falsidade do documento que está no Arquivo Nacional. E mais, quem morasse longe do Arquivo Nacional não seria capaz de ir la fazer o "fact checking".
    No limite poderíamos sempre ter mais de um instituto se dizendo o detentor do documento ou informação verdadeira, livros de Historia, Jornais e tudo o mais falando coisas completamente distintas, e sempre cabendo ao leito ir atras da "comprovação dos fatos" que seria algo extenuante e contraproducente.
    No final, o resultado que teríamos é que nunca saberíamos o que é verdade ou mentira. Imagina se chega alguém dizendo que MIses escreveu o CApital? Deveríamos simplesmente deixar o leitor fazer seu juízo ou irmos atrás de quem conscientemente e intencionalmente criou a narrativa e informação falsa para este sim pagar pela sua má-fé?

    Acho que a responsabilização deve ficar em cima de quem divulga a informação. Obviamente, se é uma coluna de opinião, não ha problema nenhum termos versoes divergentes. Mas sobre fatos, desculpem, o mundo hoje seria muito diferente do que é se fosse aplicado a ferro e fogo o que pede o artigo.
  • Paulo  28/05/2020 17:38
    "Vamos desde o início"

    Vamos.

    "Imagina se tudo que vc lesse vc não soubesse se é verdadeiro ou falso."

    Isso acontece todo dia. Chama-se "grande mídia". 90% das coisas que você lê ou são falsas ou são irrelevantes.

    Única coisa 100% certa que você lê é a notícia de um fato concreto, do tipo "terremoto atinge o México", ou "Fulano de tal morreu", "Sicrano foi preso".

    Todo o resto, além disso, é pura opinião.

    Nesta atual pandemia da Covid-19, então, quase nada do que você lê é verdadeiro. A mídia vive dizendo que "houve mais de mil mortes ontem". Errado. Foram computadas mais de mil mortes ao longo dos três dias anteriores, mas só agora os números foram computados.

    Ou seja, é pura enganação e terrorismo barato. Mas tá de boa, afinal, está na imprensa, então é verdade.

    "Isso partindo de tudo, desde o que vc aprende na escola na mais tenra idade até os dias atuais"

    Tudo o que você aprende na escola, fora das ciências exatas, nada mais é do que a opinião do professor e do autor do livro. Se você duvida, frequente uma aula de história e de geografia, e você virá correndo me dar razão.

    "Um livro diz que CAbral descobriu em 1500, outro diz que foi Bonaparte em 1800. Como saberíamos qual é a verdadeira? EM tese, teríamos que ir até o Arquivo Nacional para verificar."

    Exemplo tosco, pois a data de descoberta e a identidade do descobridor nunca foram debatidas. E há evidências sólidas que comprovem o fato.

    Agora, o que os português fizeram no Brasil, ah, meu caro, aí já é tudo questão de opinião.

    "Da mesma maneira, poderia ter um outro instituto que avocasse a si proprio possuir o documento verdadeiro, clamando pela falsidade do documento que está no Arquivo Nacional. E mais, quem morasse longe do Arquivo Nacional não seria capaz de ir la fazer o "fact checking"."

    Idem acima.

    "No limite poderíamos sempre ter mais de um instituto se dizendo o detentor do documento ou informação verdadeira, livros de Historia, Jornais e tudo o mais falando coisas completamente distintas, e sempre cabendo ao leito ir atras da "comprovação dos fatos" que seria algo extenuante e contraproducente."

    Como se trata de um fato documentando, não há espaço para tais divergências. O mesmo pode ser dito sobre "terra plana". Não há o que debater.

    Você está partindo de fatos históricos comprovados para tentar mostrar que opiniões devem ser criminalizadas. Já está tudo errado em seu raciocínio.

    Se formos criminalizar opiniões, todos os cursos de história, geografia, filosofia, direito, psicologia, pedagogia e até mesmo medicina (sim, medicina) teriam de ser fechados.

    "Imagina se chega alguém dizendo que MIses escreveu o CApital?"

    Seus exemplos são muito toscos. De novo: você parte de fatos históricos concretos para dizer que opiniões devem ser criminalizadas.

    Marx escreveu O Capital. Fato.
    O Capital é uma bosta. Opinião.
    Marx era um idiota e um genocida. Opinião.

    Você defende que eu vá preso pelas duas últimas afirmações.

    "Deveríamos simplesmente deixar o leitor fazer seu juízo ou irmos atrás de quem conscientemente e intencionalmente criou a narrativa e informação falsa para este sim pagar pela sua má-fé?"

    Quem será o ser supremo, dotado de plenos poderes punitivos, a ir atrás de quem deu uma opinião da qual você não gostou e a qual você acha que pode estar influenciando negativamente os leitores?

    Aliás, se é assim, por que não pedir a extinção de todos os partidos socialistas, que dizem defender uma coisa que, na prática, só gerou genocídios? Isso sim é enganar o cidadão de forma extremamente perigosa.

    Mostre sua coerência.

    "Acho que a responsabilização deve ficar em cima de quem divulga a informação. Obviamente, se é uma coluna de opinião, não ha problema nenhum termos versoes divergentes. Mas sobre fatos, desculpem, o mundo hoje seria muito diferente do que é se fosse aplicado a ferro e fogo o que pede o artigo."

    Ou seja, você, finalmente, reconhece que não há problema nenhum em divulgar opiniões. Ótimo, é isso mesmo.

    Agora entenda de uma vez por todas: "fake news" nada mais é do que a divulgação de uma informação com a qual a grande mídia e os poderes concebidos se sentem desconfortáveis. E você defende prisão para quem incomoda.
  • Heitor  28/05/2020 19:26
    Pra vc ver como eu tenho razão e como são poderosas as fake news, em cima do que vc mesmo citou: o terraplanismo.
    Ultimamente tem se fortalecido um movimento terraplanista e anti-vacina que não existiam com tal força há um tempo atrás. Mesmo que sejam informações com comprovação científica e registros em diversos meios de comunicação, vacinas e o formato esférico da Terra passaram a ser postos em xeque por conta das fake news que se alastraram de maneira avassaladora.
    Isto porque diversas fake news em cima desses temas foram sendo criadas.
    OU seja, mesmo eventos cientificamente comprovados passaram a ser contestados em cima de base cientifica nula.

    Pra mim e pra vc é óbvio que Mises não escreveu o capital, tampouco que MIses seja um fascistas, porque tivemos acesso a informação de qualidade. Mas te garanto que há muitos que discordam, e o fazem por causa das fake news.

    De novo, nao temos que ter medo da verdade. E a punição deve ser em cima de quem quebra um contrato de transmitir a verdade, não no receptor que foi enganado pro um fraudador. Este último é a vítima
  • Gustavo  28/05/2020 19:37
    Terraplanismo nem sequer chega a ser fake news. Aquilo ali é só zoação. É escapismo. Uma pessoa que acredita em terra plana não me incomoda em nada, não me afeta em nada, não me tolhe em nada, não coloca minha vida em risco de maneira nenhuma. Dizer que a terra é plana tem o mesmo efeito de dizer que o XV de Piracicaba é o melhor time do mundo.

    Já pessoas que defendem mandar um terraplanista para a cadeia, como é o seu caso, estas sim atentam contra as liberdades individuais mais básicas das pessoas. Estas, sim, representam uma ameaça e um perigo real e imediato. Estas, sim, devem ser retiradas de circulação antes que atentem contra a vida, a liberdade e a propriedade de terceiros inocentes.
  • Drink Coke  28/05/2020 20:28
    Terraplanismo não trata-se de fake news, fake news é inventar um fato, é mentir, já terraplanismo é tecnicamente apenas uma teoria pseudocientifica e conspiratória, estando no mesmo lado ai da astrologia, ufologia, homeopatia, nova ordem mundial, criacionismo e etc.

    Se para você um terraplanista tem que ser punido, então um astrólogo e um homeopata também deveriam, pois todos estão em comum defendendo algo sem fundamento cientifico.
  • Engenheiro e Economista  28/05/2020 22:12
    Concordo plenamente com Drink Coke..
    E mais ainda....então tem-se que proibir Papai Noel, coleho da Pascoa etc..
    Todos fake news!!!
  • Heitor  29/05/2020 15:21
    É óbvio que cada caso é um caso e seus motivadores devem ser levados em conta.
    Alguem que escreve horoscopo não necessariamente o faz de má-fé. O mesmo se diz sobre o terraplanismo.
    Então alguem que oferta esses serviços sem apontar que os mesmos não são validados pela ciência presta um desserviço e merece ser punido.
    Lógico que uma punição muito mais severa merece aquele que inventa fake-news para ganhar eleições. Pois aí tem-se má-fé, tem-se a fraude. Como num julgamento que só vale o que tem nos autos, para que se tenha um julgamento válido acerca de candidatos para uma democracia é necessário que todos saibamos o que é verdade e o que é mentira. Daí que dizer que o Obama não é americano ou que a Michele Obama é na verdade homem, merece punição bem severa.
    Um malucão que ensina que a terra é plana pq é maluco merece uma punição x, quem ensina que a terra é plana com intuito obscuros ou de má-fé merece punição 2x

    Uma solução interessante que arranjaram para homeopatia é obrigar que coloquem no rótulo uma mensagem de que o tratamento não é reconhecido pela ciência. Torna muito mais justa a relação comercial pois dirime a assimetria de informacional.
  • João  28/05/2020 17:27
    Creio que o problema em questão é a monetização/financiamento para disseminar/impulsionar a desinformação propositalmente com objetivos políticos e eleitorais.

    Como bem observa o artigo www.nexojornal.com.br/entrevista/2020/05/27/Qual-o-limite-da-liberdade-de-express%C3%A3o-ao-atacar-e-desinformar:

    "Liberdade de expressão de verdade não exige impulsionamento ou monetização."

    Dito isso, ainda acho que é preocupante o argumento de desmoralização para se efetivar tal repressão. Não está tipificado.

    Acho que pela lei, deveria ser enquadrado como injúria, difamação ou calúnia e ainda assim não há o que se falar disso contra uma instituição.
  • São Paulo é meu país  29/05/2020 11:27
    Uma das maiores criadoras e disseminadoras de fake news que existem é a própria imprensa tradicional. Eles têm consciência disso, mas são maldosos.


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