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Não adianta odiar o mercado. Apenas aprenda a usá-lo
Quanto mais cedo você entender essa realidade, melhor será sua vida

Recentemente, vi um cidadão reclamando do "capitalismo" no Twitter. Ele estava frustrado com o fato de que só consegue ganhar dinheiro caso seu trabalho seja valorizado por alguém. Isso, segundo o cidadão, é a prova de que o capitalismo não presta.

Para começar, ele escolheu o culpado errado.

O capitalismo (vamos pressupor que, por este termo, ele esteja se referindo ao "livre mercado") não determina nada sobre o que é valioso e sobre o que deve ser valorado. O capitalismo é simplesmente um sistema de comunicação que retransmite informações sobre realidades que sempre existiram. Quais realidades? As básicas: os recursos são escassos; as pessoas valorizam diferentemente cada bem ou serviço; as pessoas querem satisfazer seus desejos.

De tudo isso surge o sistema de preços.

O que é realmente notável sobre o livre mercado é que ele fornece informações melhores, mais rápidas, mais claras e mais detalhadas sobre a realidade do que qualquer outro arranjo. O mecanismo de preços nos deixa saber o que está sendo mais valorado pelas pessoas, o quanto a mais, e em relação ao quê. Ele transmite a informação necessária para que as pessoas direcionem corretamente recursos e os utilizem em seu melhor potencial, desta maneira criando riqueza.

Se você comprar tintas e um quadro em branco por $100, pintá-lo ao seu gosto, mas ninguém quiser comprar seu trabalho final por mais de $50, você provavelmente ficará irritado com o mercado. "Ninguém valoriza meu trabalho!". Mas isso seria uma atitude tola. O mercado apenas comunicou a você uma simples realidade: as pessoas valorizam o quadro em branco e a tinta muito mais do que aquilo que você criou utilizando esses dois materiais. O seu trabalho não criou valor para ninguém. Você gostaria que as pessoas dessem mais valor à sua "obra de arte", mas elas não concordam.

Pior ainda: as pessoas estão voluntariamente lhe dizendo que você destruiu valor. Você adquiriu materiais que valiam $100 e então adicionou criatividade e mão-de-obra a esses materiais, e gerou um produto final valorado em apenas $50 pelas pessoas. Você não apenas teve um prejuízo financeiro, como também subtraiu riqueza da sociedade, imobilizando recursos escassos em produtos pouco valorados. 

Este simples exemplo contém lições valiosas. Não é a "dificuldade" do seu trabalho e nem muito menos o seu gosto pessoal o que irá determinar seus ganhos financeiros, mas sim a maneira como as pessoas voluntariamente valorizam aquilo que você produz.

Se a sua produção não agrada os gostos subjetivos dos consumidores, nada feito.

O valor de um produto ou serviço, bem como o quanto você será remunerado por ele, não deriva da quantidade de trabalho despendida em sua execução. Tampouco depende do quão belo você pensa que seu trabalho é. O valor de um bem (seja uma mercadoria ou um serviço) depende do uso e do grau de importância pessoal (subjetiva) que um consumidor voluntariamente confere a ele. Se o bem servir para algum fim ou propósito, então terá valor para ao menos essa pessoa. Você terá criado riqueza. Caso contrário, você terá destruído riqueza.

Quanto mais cedo você aceitar essa realidade, mais rapidamente poderá se reajustar, se adaptar e descobrir como criar riqueza para você criando valor para terceiros.

Não tente adulterar

Um mundo em que estes sinais enviados pelo mecanismo de preços estão ocultos ou distorcidos — por leis, subsídios, regulações, protecionismos, impostos ou mesmo por suas próprias ilusões — é um mundo que está continuamente destruindo valor e destruindo recursos escassos, retirando-os de suas melhores utilizações e os direcionando para as piores.

É um mundo que está, na melhor das hipóteses, retardando a criação de riqueza.

Conhecemos vários arranjos que já tentaram isso, e o resultado é sempre o mesmo: pobreza em massa, fome, mortes, e a insignificância do indivíduo. Parece dramático, mas é verdade.

Não há como alterar a realidade. Você pode, no máximo, apenas tentar adulterar o sistema (capitalismo) que comunica essa realidade. Porém, quanto piores as informações que você tiver sobre a realidade, piores serão as suas tentativas de navegar em busca de seus objetivos. Mais frustrado você será, e mais riqueza destruirá.

Conclusão

O mercado é apenas um processo de comunicação por meio do qual os seres humanos tentam decidir qual a melhor maneira de utilizar recursos escassos de modo a satisfazer os mais urgentes desejos e necessidades.

Transações comerciais e preços de mercado são a maneira como explicitamos as nossas percepções subjetivas de valor. Cada transação que foi realizada ou que deixou de ser realizada nos permite encontrar melhores maneiras de produzir bens e serviços que estão sendo mais valorizados pelas pessoas.

Querer distorcer os sinais de mercado para fazer com que eles se conformem aos seus desejos não apenas é contraproducente, como ainda é destrutivo para o bem-estar de todos. Isso fará apenas com que os incentivos fiquem errados, com que a realidade seja obscurecida e com que a riqueza deixe de ser criada.

Acima de tudo, tornará piores e mais frustrantes seus objetivos de realização pessoal.

Sim, o livre mercado é seu amigo, e ele está constantemente lhe passando informações sobre o que você deve ou não deve fazer.

Não fique irritado com as informações. Aprenda a usá-las.

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36 votos

autor

Isaac Morehouse
é membro do Instituto de Estudos Humanos da George Mason University, fundador e CEO do Praxis, e membro da rede de professores da Foundation For Economic Education


  • Daniel  01/08/2018 16:32
    Estou um tanto intrigado. Esta pessoa do Twitter, quem ela acha que vai pagar pra ela pelo seu trabalho se ninguém valoriza esse trabalho?
  • Vladimir  01/08/2018 16:37
    O que mais tem no mundo é gente que pensa assim, principalmente no mundo das artes e da cultura.

    O sujeito é "crítico de cinema", sociólogo, belas artes ou qualquer coisa do tipo, oferece um serviço para o qual não há demanda (ao menos, não uma demanda disposta a pagar por isso), não consegue ganhar dinheiro, e aí fica puto com o "capitalismo".

    O fato de as pessoas não quererem dar dinheiro pra ele (porque preferem viajar ou tomar cerveja) é a prova de que o sistema é maléfico e tem de ser substituído.

    O grande celeiro dessas idéias é as universidades.
  • Capital Imoral  01/08/2018 17:38
    Eu, por exemplo, sou critico social e filosofo. Mesmo sendo formado pela USP e publicando meus artigos na sessão de comentários no qual eu refutei Mises e o Capitalismo, ainda sim, sou boicotado pelo livre mercado. Eu nunca recebi nada por defender a verdade e ter refutado diversos artigos deste instituto.

    Coisas que valem a pena não tem valor de mercado
    Assim como o Amor e a amizade, a defesa da verdade é algo que não é valorizado pelo Livre Mercado. Por quê? Justamente porque é algo que transcende o mundo materialista proposto pelos neoliberais; é assim que nasce o sacrifico voluntário entre os homens. O artigo em questão apresentou um ponto de vista no qual você só tem dignidade como ser humano se você criar valor, caso o contrario, sua existência significaria "Subtração de riqueza". Ora, então quer dizer que os menos capacitados e dependentes são um peso morto que apenas consomem riqueza? Vemos, portanto, que o livre mercado não é tão seu amigo assim, experimente ser improdutivo em uma sociedade livre para ver o que acontece com você.

    Em resumo, o que permite que os fracos e dependentes possam sobreviver é a aceitação de que eles possam continuar existindo às custas de outras pessoas, mesmo que elas não queiram ajudar voluntariamente; trata-se de um ato de misericórdia que não tem valor de mercado. É da natureza do bem ser um peso e um incomodo social. Não gostou? O choro é livre como o livre mercado.

    Capital Imoral é filosofo, escritor e já refutou Mises
  • Eliseu  01/08/2018 17:52
    Haha, estava com saudades do Capital Imoral e suas zoeiras (estava gozando férias universitárias?). Por favor, não some não.
  • Ramon Arthur  02/08/2018 00:15
    eu vejo esse cara em vários artigos, isso tudo é zoação né?
  • Andrei Freire  01/08/2018 23:34
    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
  • Coxinha opressor  02/08/2018 10:56
    kkkkkkk vc é quem manda aqui, capital imoral... kkkkkkk
  • Alex Moraes  02/08/2018 13:09
    Só merece resposta se me dizer que esta falando sério....
  • Cadu  07/08/2018 21:41
    hahahaha... Achei superrr interessante o que expôs. Criou-me uma antítese na mente..rs
  • Kira  02/08/2018 02:17
    A solução na perspectiva dessas pessoas, é que sejamos obrigados a sustentá-las sem que elas nos forneçam nada de útil. Ou pior, acham elas que podem mudar a natureza subjetiva e utilitária da vida humana e do que pessoas atribuem valor. Agora perceba que todo funcionário público tem essa mentalidade narcísica de que eles valem ou são importantes e por isso o estado deve lhes fornecer aumentos as custas de todos, mesmo que seus serviços sejam um lixo e que eu e você não tenhamos interesse neles. As universidades formam esse tipo de pensamento, todo concursado no geral tem esse tipo de pensamento, todos acham que porque passaram anos estudando para concurso pelo esforço que fizeram, merecem o salário "dígino" todos acreditam que o esforço é o parâmetro para o quão eles valem, todos detestam a ideia de que o valor está na perspectiva dos outros, e por isso, defendem ou são indiferentes a coerção do dinheiro e propriedade alheia. Não é arbitrariedade alguma chamar estatistas de seres de mentalidade parasítica. Todos estes indivíduos tem perspectiva totalmente distorcida da real importância deles no mundo e acreditam que os outros são obrigados a lhes dar o melhor porque eles se acham.
  • thiago  02/08/2018 13:17
    Não generalize. Sou funcionário público e não penso da forma como você os descreve. Entrei por opção de mercado: o estado estava contratando e eu recém formado estava oferecendo a minha mão de obra no mercado. Hoje vejo o quanto a cultura que permeia o estado é de fato nociva; arrogância, intrigas, incompetência, desonestidade.
  • Kira  02/08/2018 21:03
    O estado é e será sempre errado, assim como os seus integrantes. A anatomia é estruturalmente anti ética e economicamente irracional. Não há a menor possibilidade do estado lidar corretamente com indicadores do mercado.
  • thiago  02/08/2018 13:30
    Querer distorcer os sinais de mercado para fazer com que eles se conformem aos seus desejos não apenas é contraproducente, como ainda é destrutivo para o bem-estar de todos. Isso fará apenas com que os incentivos fiquem errados, com que a realidade seja obscurecida e com que a riqueza deixe de ser criada.

    Creio que a afirmação é um bom argumento para falarmos e buscarmos sempre a verdade.
  • Maurício  01/08/2018 16:44
    Ótimo e sucinto artigo, que consegue transmitir valiosas informações em poucas linhas.

    Os oponentes da liberdade são intelectualmente fraquíssimos, e artigos como esse, convincentes e de linguagem clara, são ótimos exemplos práticos de como qualquer um deve começar a pensar, escrever e agir caso queira fazer uma diferença positiva no mundo.
  • Luis  01/08/2018 16:46
    Se eu entendi um pouco, este argumento sobre o valor foi primeiro apresentado por Carl Menger.
  • William  01/08/2018 17:10
    Correto. Foi Menger quem primeiro argumentou que o valor é subjetivo. Ou seja, o valor de um bem não é determinado pela quantidade de trabalho consumida em sua produção. Tampouco é determinado pelos insumos físicos, inclusive mão-de-obra, que ajudaram a produzi-lo.

    O valor de um bem advém da percepção humana quanto ao seu proveito e quanto à sua função para satisfazer determinados fins aos quais os indivíduos almejam em um determinado momento. Se o bem servir para algum fim ou propósito, então terá valor para ao menos um indivíduo.

    E dado que o valor de um bem é determinado pelo julgamento subjetivo de cada ser humano quanto à sua utilidade e função, a quantidade de trabalho utilizada em sua produção não está diretamente ligada ao valor final.

    Consequentemente, em vez de o valor de bens e serviços ser determinado pelo valor dos insumos (como mão-de-obra e matéria prima) utilizados em sua produção, a teoria do valor subjetivo mostrou que a realidade é inversa: o valor dos insumos (mão-de-obra e matéria) é que é determinado pelo valor dos bens e serviços que eles ajudam a produzir.

    O alto valor de mercado de uma comida mais elaborada e requintada não decorre do valor do trabalho do chef. Tal comida não é cara porque o salário do chef é alto. Ao contrário: o trabalho do chef é bem remunerado (seu salário é alto) exatamente porque ele é capaz de produzir uma comida que o público consumidor considera especialmente saborosa, bonita e saudável. O chef é bem pago porque ele sabe criar valor para seu público consumidor.

    Por essa visão, o trabalho é remunerado de acordo com sua capacidade de produzir bens e serviços que os consumidores voluntariamente compram porque valorizam.
  • JSC  03/08/2018 02:16
    Não teriam sido os escolásticos de Salamanca ?
  • Fabio Faria  01/08/2018 16:49
    Perfeito!!!

    Mais uma vez
  • Henrique  01/08/2018 17:15
    Acreditam mesmo que os ideais do livre mercado vão prevalecer no gosto popular? Vi uma matéria recente (me pareceu de fonte confiável) que dizia que parte considerável do eleitorado do Partido Republicano nos EUA não está de acordo com o corte de impostos promovido por Trump porque pensam que beneficia apenas os ricos.

    Se nos Estados Unidos, país com toda aquela tradição de direitos e liberdades individuais, está ocorrendo isto, acham mesmo que existe possibilidade desses ideais não ficarem restritos apenas a um clubinho?



    Abraços
  • Neto  01/08/2018 17:29
    Oi? O que tem a ver o assunto do artigo com o que as pessoas pensam de um político? Como diabos o pensamento de algumas pessoas a respeito das políticas implantadas por um político refuta o que foi dito no artigo?

    É cada ser pitoresco que desaba por aqui...
  • Um observador  01/08/2018 18:00
    Calma, Neto.

    O Henrique está só fazendo um comentário sobre o alcance ainda limitado (infelizmente) das ideias liberais. Não está tentando refutar o artigo com isso.

    Seja menos apressado da próxima vez.
  • Fernando Marcio Aguirrez  01/08/2018 17:59
    Tanto faz se as idéias de liberdade irão ou não serem aceitas. O mais importante é continuar defendendo a verdade e o que é certo.
  • Paulo Samuel  01/08/2018 17:38
    Algumas regulações são importantes, como a criação de um Banco Central estilo australiano. País no qual não há recessão faz décadas.
  • Neto  01/08/2018 17:50
    Esse aí merece o troféu "Onde Estou?" do comentário mais desconectado da realidade. O que isso tem a ver com o artigo?

    P.S.: ah, sim, o BC australiano faz a mesma coisa que o brasileiro, que o chileno, que o colombiano, que o americano, que o canadense, que o europeu, que o suíço, que o russo e que o paraguaio. Por que apenas ele seria exemplo de "boa regulação"? Por que apenas ele preste? O modelo é o mesmo.

    É cada coitado...
  • João Mainardi  02/08/2018 15:10
    Acho que ele está se referindo ao excelente modelo de controle de juros do Banco Central australiano, invicto nessas décadas. Os demais deveriam replicar.
  • Natalia  01/08/2018 18:13
    OFF-TOPIC

    Poderiam responder essa?

    Achei comentários em um canal americano do Youtube onde seu dono discutia sistemas políticos ao abordar suas representações presentes em uma obra de ficção. Em todos os comentários ao ser perguntado, ele tenta sempre retirar a culpa da ideologia comunista, recaindo sempre naquilo que o ideal é bom, e colocar na fascista, afirmando que até Pol Pot era um fascista.

    O vídeo é esse:


    Aqui estão os comentários dele reunidos:

    "Comunismo, como a maioria das filosofias políticas, é moralmente neutro. Sinceramente eu adoraria que uma série olhasse criticamente para ele sob suas falhas ideológicas ao invés de simplesmente repetir a palavra "igualdade" o tempo todo, colocando isso ao lado do que é ao contrário uma iconografia fascista. Há muito que desvendar em relação ao comunismo, daria para produzir uma série só da sua simples crença maciça que tirania é uma força externa e "o povo" é inerentemente bom uma vez que tem sua liberdade restaurada, tornando-os suscetíveis ao extremo à podridão sistemática e a dominação fascista, mas ninguém parece querer fazer isso.

    Eles preferem apontar para a União soviética no período da Segunda Guerra e dizer: Olhem aquela ditadura comunista!" quando, na realidade, países comunistas somente ficaram daquele jeito por conta da vasta maioria dos adeptos acreditarem piamente que bastava derrubar os opressores e estabelecer uma sociedade para o povo que esses novos opressores não surgiriam do solo, portanto, não elaboram um sistema que dificulta que traiçoeiros de merdas consolidem o poder. A falta de liberdade é o sintoma, não a doença. Se o comunismo fosse capaz de resistir melhor ou contra-atacar corrupção sistêmica, a liberdade reduzida comparada à Democracia seria irrelevante visto que, quando o bicho pega, mais pessoas se importam com segurança do que se elas são ou não tecnicamente livres. Muitas das pessoas da classe baixa que apoiam muito Comunismo já são forçadas a irem sem sua liberdade em um sistema capitalista, de qualquer maneira, então conversas sobre liberdade sempre são ignoradas.

    Mas isso exigiria uma compreensão da filosofia comunista que fosse além da propaganda idiota de Guerra Fria, que se importasse em ler qualquer literatura a respeito. E muitos americanos tem tanto medo de serem rotulados de comunistas que teimosamente persistem na ignorância.

    Os problemas reais dessa ideologia (burocracia necessária para arrebatamentos de poder, falha em apropriadamente responsabilizar inevitáveis vícios humanos, o maior que é sua incapacidade de resistir à corrupção sistêmica que gera a liberdade insuficiente em primeiro lugar etc) raramente são levantados. O entendimento americano disso não passa de Fascismo com propaganda estatal grampeada em cima. Como a Coréia do Norte se chama de "República Popular Democrática", mas americanos pensam que é comunista, mas na verdade nenhuma delas é verdadeira e é uma ditadura totalitária contando duas mentiras de uma vez.

    Outra coisa, Pol Pot era um ditador fascista. Não é uma boa ideia ler o nome do partido e imediatamente desligar o cérebro, ou como Hitler tentou renomear o Fascismo de Socialismo, ou como republicanos chamam intolerância da supremacia branca de "valores da família", porque eufemismos sempre irão enganar o babaca comum."



  • Humberto  01/08/2018 18:17
    O quê, mais um afirmando que "aquilo não era o socialismo (comunismo) de verdade?". Já respondido aqui. Especial atenção ao gráfico:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2886
  • Lisboa  01/08/2018 18:25
    Pol-Pot era apenas um "fascista"? Que meigo.

    O Khmer Vermelho simplesmente aboliu o uso do dinheiro, proibiu a propriedade privada, assassinou pessoas que utilizavam óculos ("intelectuais burgueses"), exterminou aproximadamente 3 milhões de cambojanos, em uma população de 8 milhões, e matava crianças a baionetas.

    Além do dinheiro ter sido abolido, professores, comerciantes e quase toda a elite intelectual do país foi assassinada para que o fosse implantado o "comunismo agrícola". A transferência planejada para o campo resultou na paralisação completa de quase toda atividade econômica: até mesmo escolas e hospitais foram fechados, bem como bancos e empresas industriais e de prestação de serviços.

    Se abolir dinheiro, acabar com a propriedade privada e impor o comunismo agrícola não são características típicas de um "socialista" ou "comunista", então nada mais é.

    www.michaelyon-online.com/no-darker-heart.htm

    pt.wikipedia.org/wiki/Khmer_Vermelho
  • Shak  01/08/2018 19:02
    "Os problemas reais dessa ideologia (burocracia necessária para arrebatamentos de poder, falha em apropriadamente responsabilizar inevitáveis vícios humanos, o maior que é sua incapacidade de resistir à corrupção sistêmica que gera a liberdade insuficiente em primeiro lugar etc)"

    Só faltou ele citar o ponto mais importante: abolição do sistema de preços. Enquanto a filosofia socialista não conseguir encontrar uma maneira de alocar recursos econômicos escassos sem um sistema de preços, o socialismo nunca vai ser um sistema econômico praticável. E eles sempre vão esbarrar no mesmo problema: o Estado não é capaz de unir toda a informação necessária para alocar esses recursos. Simplesmente porque existe uma infinidade de informações dispersas difíceis de serem coletadas e mais uma infinidade de informações incognoscíveis.

    Os outros problemas que ele cita, como os "vícios humanos" e a "corrupção sistêmica", são amplamente explorados dentro da filosofia socialista. Inclusive, muitos dos ditadores aos quais ele se refere como meros fascistas praticaram atrocidades em nome da busca por um novo homem, livre de vícios e corrupção. Sobre isso, o artigo que o Humberto colocou acima explica bem.

    E se ele espera críticas fundamentadas às teorias socialistas, ele pode ler a Escola Austríaca, ao invés de buscar desenhos animados da Nickelodeon.
  • Natalia  01/08/2018 19:35
    Ou pelo menos no próprio vídeo em que ele faz essa comparação de ficção com realidade, ele poderia ter dado uma breve definição relacionando ao desenho, mas nem isso. Tanto que pelos comentários das pessoas, nem elas mesmas entenderam o que ele estava falando.
  • JSC  03/08/2018 02:29
    " Só faltou ele citar o ponto mais importante: abolição do sistema de preços. Enquanto a filosofia socialista não conseguir encontrar uma maneira de alocar recursos econômicos escassos sem um sistema de preços, o socialismo nunca vai ser um sistema econômico praticável. E eles sempre vão esbarrar no mesmo problema: o Estado não é capaz de unir toda a informação necessária para alocar esses recursos. Simplesmente porque existe uma infinidade de informações dispersas difíceis de serem coletadas e mais uma infinidade de informações incognoscíveis. "

    Afinal, qual seria a verdadeira refutação ao socialismo: a de Mises, ou a de Hayek ?
  • Guilherme  03/08/2018 05:15
    A de Hayek já é muito boa e, ao meu ver, irrefutável. Porém, o desafio supremo é o de Mises. Deste, ninguém nunca chegou nem perto.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2863
  • Jorge  01/08/2018 19:47
    O texto é muito bom.

    Fiquei apenas com uma dúvida surgida justamente em função do exemplo do pintor.

    Um artista como, por exemplo, Van Gogh pintou cerca de 800 quadros ao longo de sua vida e só vendeu uma obra.

    Pela lógica do texto, da qual não discordo, ele teria destruído o valor dos quadros e de suas tintas.

    Ocorre, porém, que, após sua morte, a valoração de suas obras se alterou e hoje elas valem milhões.

    Isso significa que o valor, por ser subjetivo, pode se alterar com o tempo e, em conseqüência, um trabalho que no momento de sua realização representou uma destruição de valor em um momento seguinte pode representar uma criação de valor?
  • Souza  01/08/2018 19:58
    Correto. Isso, aliás, ocorre a todo o momento no mundo. Coisas que antes tinham muito valor simplesmente deixam de ter. E vice-versa.

    Tudo é determinado pelas preferências subjetivas das pessoas. Nada se pode fazer quanto a isso.

    No início da década de 1990, um Itautec 386 era o suprassumo da tecnologia (aqui no Brasil). As pessoas pagariam milhares de dólares nele. Hoje, você teria de pagar milhares de dólares para as pessoas aceitarem receber um.

    Uma linha discada, um celular tijolão, um fusca. O mesmo raciocínio. Na época em que eram criados, geravam valor. Se fossem criados hoje, destruiriam valor.

    Quanto a Van Gogh, na época ele subtraiu tinta e canvas da sociedade holandesa e, à época, nada produziu de valor para as pessoas da época. Hoje, no entanto, ele está criando valor para as pessoas que eventualmente estejam em posse de sua pintura. Belo investimento.

  • Felipe Lange  02/08/2018 14:30
    Não sei se o cara que disse isso no Twitter percebeu mas, no caso de artes e afins, essas coisas são demandadas só quando a população é rica o bastante para se dar ao luxo de demandá-las. Tanto é que artistas do Renascimento eram financiados por mecenas, numa época onde o padrão de vida na Itália era o maior do planeta.

    Ciência e artes podem perfeitamente serem demandados pelo mercado, só o estado não atrapalhar. Um cientista e um artista pode sobreviver fazendo aquilo que aprecia, ele pode receber financiamento de uma empresa ou até mesmo de várias pessoas (por vaquinhas na rede). Agora, com o estatismo, por exemplo no Brasil, o monopólio de financiar ciência continua sendo do estado. Como querem que a ciência avance se o estado fica atrapalhando?

    Estudo no IFSULDEMINAS (Biologia) e é notório como há pessoas que odeiam o mercado. No fundo são pessoas ou frustradas ou ignorantes econômicas.
  • ed  01/08/2018 20:00
    "Isso significa que o valor, por ser subjetivo, pode se alterar com o tempo e, em conseqüência, um trabalho que no momento de sua realização representou uma destruição de valor em um momento seguinte pode representar uma criação de valor?"

    Sim.
  • Estudante  01/08/2018 20:30
    O que o IMB possui a dizer sobre as propostas do Ciro Gomes?
  • Professor  01/08/2018 20:37
    As propostas de Ciro Gomes são idênticas a todas as que foram implantadas durante o governo Dilma. Absolutamente as mesmas, sem tirar nem por.

    Ele defende empréstimos subsidiados para as grandes empresas e reservas de mercado para o grande baronato industrial. Seu programa de "compras governamentais" nada mais é do que a transformação do empresariado em funcionários públicos: o baronato industrial produz, o governo compra (com o nosso dinheiro).

    O consumir fica totalmente de fora da equação (sendo coercivamente obrigado a dar o dinheiro, é claro). A economia passaria a ser inteiramente conduzida por um conluio entre grandes empresários e governo.

    Aliás, de certa forma, o programa de Ciro é ainda pior que o de Dilma. Dilma dava nosso dinheiro, via BNDES, para seus amigos empresários, e estes ao menos tinham de produzir alguma coisa em troca para vender no mercado. Já Ciro quer dar nosso dinheiro para grandes empresários em troca de coisas que eles irão produzir exclusivamente para o governo.

    Ou seja, com Dilma a gente ainda conseguia umas migalhas em troca (vinha uma picanhazinha da Friboi pra gente). Com Ciro, nada.

    A FIESP adoraria ter Ciro Gomes como presidente. Não é à toa que ele cortejou Benjamim Steinbruch de vice, o homem que simplesmente quer fechar o país.

    Por fim, não deixa de ser curioso: o mesmo cara que vitupera tanto a "plutocracia paulista" quer implantar programas que irão favorecê-la como nunca.
  • Estudante  01/08/2018 20:53
    Por que falam que o Ciro vai botar as impressoras de dinheiro pra funcionar 24h por dia?
  • Professor  02/08/2018 01:58
    Será porque ele passou a vida inteira defendendo idéias keynesianas, como juros baixos, BNDES e expansão do crédito via bancos estatais?
  • Shak  01/08/2018 23:34
    Vale ressaltar que em alguns casos, especialmente na área de construção civil, os empréstimos do BNDES serviam só para engordar a empresa. Por se tratar de empréstimos feitos para países estrangeiros, o produto gerado nem se revertia para o benefício de quem financiou a obra. Nesse caso, não sobrava nem a "picanha da Friboi".
  • Paulo Henrique  05/08/2018 23:58
    Eu já ouvi ele falando que quer uma reforma na previdência. É difícil saber se ele vai quebrar o país ou simplesmente deixa-lo na mesma mediocridade de sempre.
    O Ciro, inclusive, tem um passado menos maluco do que suas declarações recentes, fez parte da equipe do Plano Real. Se for esse Ciro do passado, talvez ele não quebre o país. Mas é o que foi citado acima, ele é obviamente desenvolvimentista, não espere , caso o país não quebre, algo diferente da mesma mediocridade vista no passado.

    Ele é o establishment pintado , tem uma retórica que engana nossa classe média mal versada em economia e que se vislumbra facilmente.



  • SrGorski  01/08/2018 20:34
    Boa tarde a todos.

    Por gentileza, poderiam me recomendar (se tiver) artigos do IMB que versam sobre o caso do banco HSBC.

    Desde já agradeço!
  • Vladimir  02/08/2018 01:59
    Qual caso? O de que o HSBC estava protegendo clientes e se recusando e confiscar o dinheiro destes para repassar à máfia (governo)? Se sim, bravo, HSBC!

    Eis o que tenho a dizer.
  • Pedro Marcio  01/08/2018 22:29
    A explicação foi simples, fantástica e sensacional.
  • anônimo  02/08/2018 00:55
    eu não odeio o mercado eu só acho que é necessário ter regras. Não é só oferta e demanda.

    Aliás, que tipo de mercado ? Mercado de que? Que tipo de oferta? Mercado de escravos? Mercado de pornografia infantil? Que tipo de demanda? Demanda de pedófilos?

    Lembrem-se que o mercado é feito por homens e para homens. E exatamente por isso é tem coisas boas, mas tem coisas erradas também. Existem comerciantes honestos, mas existem os salafrários também.
  • Tulio  02/08/2018 01:59
    E quem é que vai corrigir os desonestos e salafrários? Políticos? Burocratas com estabilidade no emprego? Faça-me rir. São exatamente estes que permitem e legalmente protegem a desonestidade.

    Quem corrige os desonestos do mercado é o próprio mercado.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2818
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2024
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2651
  • Anônimo  02/08/2018 14:28
    (Off) Ciro Gomes estraçalhou os "jornalistas" da Globo ontem na entrevista com o Globo News. O cara falando em retirar todas as dívidas no SPC, voltar atrás com a reforma trabalhista, acabar com o teto de gastos... E ninguém conseguiu dizer que ele estava errado.

    Alguém assistiu ao programa? Foi assustador.

  • Patriota  03/08/2018 01:01
    Só fumaça, jornalistas omissos pelo jeito que você está relatando,Ciro Gomes só sabe arrotar conhecimentos e bravatas,não é confiável e enquanto libertário fico apreensivo com comunistas e populistas pois no final pagamos a conta da irresponsabilidade e nossa luta é no campo da ideias sem sermos iguais a Dom Quixotes,somos realistas e ao mesmo tempo idealistas,pois o monopólio público deve ser combatido e desinflado para o bem de nossas finanças,quanto a campanha eleitoral ela será aquele festival de tolices e quem ganhar terá de negociar com os pulhas dos parlamentares,cada um mais ganancioso que o outro e são representantes de corporações que praticam o rentismo concentrador de renda e empobrecedor,esta é a realidade,acorda meu povo...
  • Andre  03/08/2018 14:32
    Ciro Gomes está mirando os votos da esquerda petista, o discurso para conquista-los é esse aí mesmo. O que este coitado não entende é que o objetivo primário do PT é ser o principal expoente da esquerda no Brasil.
  • Observador  03/08/2018 11:33
    Enquanto aqui na Bahia o sr.governador Rui Costa faz:
    1 - monopolizar o setor de transportes(metrô,onibus e daqui a algum tempo trem)
    2-Aumentar impostos
    3- Criar programas para evitar sonegação como o NOTA PREMIADA BAHIA( sendo que uma parte pequena dos impostos vai para o ganhador mas o "grosso" vai para o ESTADO)
    4-Faz investimentos em (sub)cultura como "o cú é lindo" de mais de 100 mil bancado pelo contribuinte.
    Consequência:(eu acho que nós já sabemos
    1-No processo várias empresas de pequena, médio porte fechando as portas.
    2-Aumento do desemprego
    3-redução do poder de Compra

    Obs.: Mas o que eu acho mas incrível é as pessoas comuns e no meio da mídia dizendo que o Governador está sempre trabalhando, incansável, dedicado.
    Obs(2).: Pensando bem eu acho que é por causa do orçamento com propaganda ser 3x maior que o orçamento da segurança pública onde a Bahia lidera em várias cidades os índices de violencia no país.

    A Bahia tá perdida meus caros
  • Bernardo  07/08/2018 22:26
    Boa noite,

    E a respeito do marketing? No capitalismo moderno o marketing estimula pessoas a consumir um produto que nem sempre é o melhor, induz as pessoas a dar maior valor a algo que talvez não tenha valor nenhum.

    Estou me referindo a um valor para o mundo, criação de riqueza e não riqueza para o esperto que vendeu tal produto.

    Ex: através de muito marketing vendo um tênis com molas que prometem dar mais impulso na corrida e o transformo no tênis da moda. A qualidade do tênis é incrivelmente ruim bem como sua durabilidade mas o boom de vendas no período de 1 ano é algo extraordinário, e suficiente pra minha riqueza em particular.

    - A herança pra sociedade é um gasto alto por um bem inútil que em 6 meses não tem mais vida útil.
    - Aumento de poluição em sua produção em larga escala
    - Aumento de lixo após milhões de tênis descartados

    Ou seja, a criação de riqueza gerada por um produto fruto do marketing (que distorce a noção de preços dos bens) gera uma externalidade negativa para a sociedade.

    Os consumidores podem em algum momento perceber que esse tênis não vale o preço cobrado porém, sabemos que tão logo surja outro tênis assim e uma campanha de marketing agressiva com qualquer celebridade na TV fará com que a história se repita.


    Obrigado



  • Felipe  07/08/2018 22:34
    "Ex: através de muito marketing vendo um tênis com molas que prometem dar mais impulso na corrida e o transformo no tênis da moda. A qualidade do tênis é incrivelmente ruim bem como sua durabilidade mas o boom de vendas no período de 1 ano é algo extraordinário, e suficiente pra minha riqueza em particular."

    Cite um exemplo prático disso. Cite um caso conhecido de um tênis porcaria, que durou apenas um ano no mercado e que neste ínterim enriqueceu pro resto da vida seu criador.

    Estou curioso, pois vou tentar imitar. Deve ser uma mamata fazer um produto merda, enganar muita gente (que irá voluntariamente pagar caro para comprar um produto merda, algo bastante lógico, né?) e viver rico para sempre.

    No aguardo.

    P.S.: é cada um...
  • William  09/08/2018 15:55
    Yeezy e itens hyped são um exemplo.
  • Bernardo  09/08/2018 15:00

    Sempre leio os artigos do site e quando comento é apenas para tirar dúvidas e abrir um debate pra sanar talvez a dúvida de outros. Não estou aqui em um simples comentário querendo refutar uma teoria.

    Vejo que as respostas por aqui sempre vem acompanhadas de um Aff.."é cada um que aparece" e por aí vai...

    Acho que se existe um espaço pra comentários (desde que não sejam ofensivos), as réplicas poderiam ser mais amigáveis rs.

    Enfim, em relação a produtos ruins ou pelo menos de qualidade duvidosa, eu pelo menos conheço vários, e se sustentam simples e puramente pelo marketing agressivo e um público alvo voltado para adolescentes e jovens adultos carentes que tentam solucionar seus problemas nesse tipo de consumo.

    Sugiro que assista um vídeo chamado "quanto custa o outfit" ...Na minha humilde opinião, marcas exploram essa deficiência humana e convencem jovens a comprar uma camisa ou um cinto feito de pano por milhares de reais.

    Claro que vão argumentar que o livre mercado permite isso, ele oferece seu produto pelo valor que quiser e corre o risco de não ter demanda e falir, eu concordo, porém através do marketing ele influencia pessoas a esse consumo inútil e que em termos de geração de riqueza. (o preço pago não reflete o produto, logo é um preço inflacionado pelo marketing...sei lá se posso dizer assim).

    Enfim, acho que o marketing torna-se um empecilho ao livre mercado na questão da eficiência da produção pois as empresas começam a focar muito mais em convencer as pessoas de que ter aquele produto a fará uma pessoa melhor do que produzir realmente algo bom para os consumidores.

    Marca como SUPREME por exemplo. Basta vestir o neymar e mais 2 com essa porcaria que a demanda explode junto com seus preços.

    Isso, pra mim, distorce preços relativos e atraindo mais investidores que poderiam estar produzindo bons produtos com menos marketing.

    Bom dia com todo respeito a opiniões






  • Fabrício  09/08/2018 15:19
    Desculpe-me a sinceridade, mas aí você está sendo arrogante.

    Na prática, eis o que você está dizendo:

    "Dado que eu considero tal produto ruim, então é absolutamente inconcebível que o resto da humanidade o considere bom. Logo, essas pessoas só podem ser burras. Apenas eu sou iluminado o bastante para perceber como este produto é ruim e como o populacho está sendo enganado pelas mentes diabólicas responsáveis pelo marketing."

    Ora, meu caro, se a maioria das pessoas está voluntariamente comprando um bem de maneira contínua, então isso, por definição, significa que elas o aprovam. E você nada pode fazer quanto a esta demonstração voluntária de preferência.

    Eu odeio funk e axé. No entanto, essas coisas são maciçamente consumidas pelas pessoas. O que eu posso fazer quanto a isso? Nada.

    Mais ainda: 35% da população brasileira venera Lula (um presidiário). O que eu posso fazer quanto a isso? Nada.

    Agora compare essas três coisas: um tênis, axé e funk, e Lula. Qual é menos nocivo para a humanidade? Qual é aquele cujos usuários não incomodam ninguém?
  • Emerson Luis  15/08/2018 19:20

    Mesmo que o marketing de uma empresa conseguisse manipular as pessoas do jeito que você diz, isso apenas reforçaria a tese de que valor é subjetivo.

    * * *
  • Emerson Luis  15/08/2018 19:13

    Narcisistas em geral desprezam o capitalismo.

    * * *


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