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A “concorrência predatória” é apenas um mito que nunca foi observado
E há apenas uma instituição que pode tentar criar este arranjo insensato

A "concorrência predatória" — também chamada de prática de "preços predatórios" — ocorre quando uma determinada empresa começa a vender seus produtos abaixo dos custos de produção. O objetivo é quebrar todas as empresas concorrentes e, com isso, assumir o monopólio do mercado.

Ato contínuo, uma vez que todos os concorrentes estiverem quebrados, essa empresa agora monopolista irá aumentar os preços a níveis estratosféricos, prejudicando enormemente os consumidores. E essa situação permanecerá assim praticamente até o fim dos dias.

Essa, ao menos, é a teoria.

Mas só há um problema: isso nunca ocorreu na prática.

Até seria possível ocorrer, porém as chances são as mesmas de você descobrir a cura do câncer enquanto prepara uma sopa de tartaruga. As razões são várias. Eis algumas.

A realidade

O professor Thomas DiLorenzo — um dos grandes especialistas mundiais do tema —, quando dava aulas de MBA para executivos da Black & Decker, propôs a eles a seguinte estratégia para conquistar mercado: "O que os senhores acham de sugerir ao seu empregador que pegue uma furadeira que custa $ 10 para ser produzida e comece a vendê-la por $ 1 durante um período indeterminado de tempo — pode ser tanto 5 anos quanto 50 anos —, até que todos os demais fabricantes de furadeira do mundo vão à falência, e então, após isso, ele possa cobrar $ 500 por essa furadeira?"

Os executivos, às gargalhadas, disseram que, se propusessem isso, certamente seriam demitidos no ato.

Mesmo sendo risível para qualquer pessoa do ramo, vale ressaltar que essa teoria é ensinada pela economia convencional, é aceita pelos alunos que não refletem um segundo a respeito dela, e é colocada em prática por governos, que a utilizam para proteger empresas ineficientes e prejudicar empresas eficientes.

Comecemos pelo básico.

Para que uma empresa consiga expulsar suas concorrentes do mercado praticando preços "excessivamente" baixos, ela não apenas deve reduzir seus preços como também deve expandir suas vendas. Lembre-se: o objetivo é exatamente capturar o máximo possível de clientes de todos os concorrentes, pois só assim eles irão à falência.

Porém, quando uma empresa aumenta suas vendas a preços abaixo do custo de produção, esta empresa necessariamente irá incorrer em enormes prejuízos. A lógica é direta e puramente contábil: se você passa a ter um prejuízo de $ 10 por produto vendido, quando mais produtos você vender, maiores serão seus prejuízos.

Logo, quanto maior a escala de produção de uma empresa, maiores e mais impactantes serão os prejuízos. (Daí as gargalhados dos executivos da Black & Decker).

Pois bem

Enquanto esta empresa está incorrendo em vultosos prejuízos, suas concorrentes, embora também tenham de reduzir seus preços para valores abaixo do custo de produção, terão uma vantagem que a empresa predadora não possui: elas poderão reduzir suas vendas durante a guerra de preços com o objetivo de manter seus prejuízos em um mínimo.

A teoria econômica básica deixa claro que uma empresa que tentar monopolizar um mercado cobrando preços abaixo dos custos de produção irá infligir a si própria prejuízos maiores do que aqueles que eventualmente conseguir infligir em qualquer um dos concorrentes que ela estiver tentando quebrar. E, quanto maior o número de concorrentes esta "predadora" estiver tentando quebrar, maiores serão os prejuízos auto-infligidos por ela.

Mas ainda há outros detalhes.

Auto-destruição do capital

Como explicado, se uma empresa reduz seus preços para um valor menor do que os custos de produção e aumenta suas vendas — sendo este, afinal, seu objetivo — seus prejuízos serão tanto maiores quanto maior for o volume de vendas.

Ao operar no vermelho, por definição, essa empresa está destruindo seu capital. Seu patrimônio líquido está encolhendo. Ela está, na melhor das hipóteses, queimando reservas que poderiam ser utilizadas para investimentos futuros.

Pois bem. Suponha então que, após vários meses no vermelho, esta empresa finalmente consiga quebrar todos os concorrentes (lembrando que, em uma economia globalizada, a concorrência de uma empresa pode estar em qualquer localização do planeta). Qual a situação agora?  

Ela de fato está sozinha no mercado, porém bastante descapitalizada, e sem capacidade de fazer novos investimentos. A intenção desta empresa é voltar a subir os preços para tentar recuperar os lucros de antes. Só que, ao subir os preços, ela estará automaticamente convidando novos concorrentes para o mercado, que poderão vender a preços menores.  

Pior ainda: estes novos concorrentes poderão perfeitamente estar mais bem capitalizados, de modo que é esta "predadora" quem agora estará correndo o risco de ser expulsa do mercado. Seus concorrentes poderão vender a preços mais baixos e sem ter prejuízos, ao passo que a "predadora" terá necessariamente de vender a preços altos apenas para recuperar seus lucros.

Ou seja, ao expulsar os concorrentes do mercado, a "predadora" debilitou seu capital a tal ponto, que ela inevitavelmente se tornou a próxima vítima da mesma prática que aplicou sobre os outros.

Este é apenas mais um motivo por que tal prática não é observada no mundo real. Ela é completamente irracional. Um empreendedor que incorrer em tal prática estará destruindo o capital de sua empresa, correndo o risco de quebrá-la completamente. Um CEO com esta "sabedoria" não duraria um dia no livre mercado.

Só o governo pode realmente distorcer

Por tudo o que foi dito acima, fica claro que, mesmo que uma empresa de fato consiga quebrar todos os seus concorrentes (uma impossibilidade prática, mas, pelo bem do debate, vamos considerá-la), ela só será capaz de voltar a subir acentuadamente seus preços e ainda assim manter uma posição monopolista se ela conseguir impedir o surgimento de novos concorrentes.

Em uma economia globalizada, isso é impossível. Porém, em termos puramente nacionais, tal arranjo muda. Se o governo fechar as fronteiras para a importação (ou, o que praticamente dá no mesmo, impor exorbitantes tarifas de importação), burocratizar tremendamente a economia nacional de modo a impossibilitar o surgimento de novas empresas concorrentes, e ainda subsidiar esta "predadora", aí de fato é realmente possível haver um exemplo de "concorrência predatória".

Ou seja, a prática de "preços predatórios que gera poderes monopolistas" pode sim ser muito viável em um mercado totalmente regulado e protegido pelo governo, no qual não existe liberdade de entrada para a concorrência, o governo concede subsídios à predadora, e a população é proibida de importar produtos concorrentes.

Mas aí, neste caso, obviamente não temos uma falha de mercado, mas sim uma catástrofe gerada pelo intervencionismo estatal. Em um mercado assim, no qual o que vale é a amizade com políticos, qualquer incapaz prospera.

A ação do governo também gera outra consequência nefasta

Exatamente porque uma das principais características de uma saudável concorrência de mercado é a pressão baixista que ela impõe aos preços (ver aqui e aqui), se os governos estiverem ávidos para atuar ao sinal de qualquer reclamação de "concorrência predatória", então aquelas empresas mais ineficientes e incapazes de concorrer abertamente irão recorrer ao governo em busca de ajuda e proteção, acusando seus concorrentes mais capazes e mais empreendedoriais de estarem praticando "preços predatórios".

Adicionalmente, o temor de serem perseguidas e processadas fará com que as empresas mais eficientes fiquem mais relutantes em reduzir seus preços para valores abaixo dos da concorrência, pois sabem que, se fizerem isso, poderão ser atacadas pelos departamentos, agências reguladoras e ministérios do governo pela prática de "concorrência predatória".

A consequência é que a simples existência da possibilidade deste ataque estatal é um dos fatores que impede uma redução de preços que beneficie os consumidores. Assim, a competição econômica, em vez de ser estimulada, é bloqueada.

Conclusão

Pesquise o histórico econômico o tanto que você quiser. Faça isso da maneira mais cuidadosa e detalhada possível. E você verá que este histórico confirma a conclusão das sólidas teorias econômicas: você não irá encontrar um único exemplo claro de uma empresa adquirindo genuínos poderes monopolísticos por meio da suposta prática de "preços predatórios".

Os governos e suas agências e ministérios, caso estivessem sinceramente comprometidos em manter os mercados os mais competitivos possíveis, deveriam anunciar, de maneira inequívoca e incondicional, que jamais irão levar novamente a sério qualquer acusação de prática de "concorrência predatória".

E, acima de tudo, irão abolir subsídios, desregulamentar a economia e reduzir tarifas de importação — só para garantir.


36 votos

autor

Donald Boudreaux
foi presidente da Foudation for Economic Education, leciona economia na George Mason University e é o autor do livro Hypocrites and Half-Wits.


  • Socialista Puro   13/07/2018 15:52
    Algumas perguntas sobre concorrência para os "exérts" em economia do IMB.

    Como é que o Dollynho vai competir com a Coca-Cola?

    Como é que o pão de queijo da dona Cleide vai competir com o Starbucks?

    Como é que a barraquinha de hambúrguer do seu Zé vai competir com o McDonald's?
  • Bernardo  13/07/2018 16:07
    Resposta para todas: conquistando a preferência dos consumidores.

    Se não conseguirem, abraço. Você não pode obrigar os consumidores a abrirem mão daquilo que gostam para dar dinheiro para aquilo que não gostam.

    A menos, é claro, que você acredite que há um "direito natural" do Dollynho ser mais querido que a Coca-Cola, da dona Cleide ser maior que a Starbucks, e do seu Zé superar o McDonald's.

    É cada coitado que despenca por aqui ...
  • Renato Paganini  13/07/2018 16:12
    Você já se respondeu, pelo simples fato delas existirem, elas são lucrativas.
  • marcos fachetti  13/07/2018 16:34
    Falou tudo. Mesmo com os McDonalds e BurgersKings da vida, todo dia eu vejo um novo foodtruck vendendo hambúrguer na rua e lotado, mesmo praticando preço acima desses gigantes...na cabeça socialista, todas as empresas deveriam ter o mesmo tamanho? Sendo uma mais bem sucedida, deve ser penalizada? Como tal arranjo produzirá, senão, produtos e serviços medíocres e caros, visto que ao se destacar o sujeito é penalizado? Me lembra aquela imagem de pessoas de diferentes tamanhos tentando ver um jogo e os socialistas imaginam que é função do governo dar uma caixa para que os menores possam ver também (ficando todos do mesmo tamanho), mas que na prática o que acontece é que cortam as pernas de todos e ninguém mais assiste é nada...
  • Publicitário  14/07/2018 19:51
    Há restaurantes, cantinas, e coisas similares surgindo o tempo todo, em cidades grandes e pequenas, mesmo aqui no Brasil, dentro de faculdades privadas, em toda esquina, aqui onde moro tem pizzaria contratando funcionários para fazer propaganda como ambulantes nas calçadas das ruas, oferecendo amostras grátis dos produtos, ou vendendo uma parte deles, quando não há dinheiro para publicidade massiva, surge a publicidade de rua, que ao meu ver consegue em certos casos ser até mais suficiente que outdoor, pois você tem funcionários lidando constantemente e diretamente com o publico que transita.
  • ed  13/07/2018 16:19
    Se a Coca-cola, Starbucks e o McDonald's possuem uma grande fatia de mercado foi por que os consumidores assim quiseram.

    As pessoas simplesmente não querem os produtos do Dollyinho, Dona Cleide e o seu Zé tanto quanto querem os produtos das outras empresas citadas.

    Não há nada de errado com esse arranjo e nem nada a ser consertado.

    Não é da nossa responsabilidade dizer/saber como outros empreendedores irão competir com outros. Isso é problema deles. Como consumidor tudo o que interessa para mim são produtos bons a preços que eu considere aceitáveis.
  • Antonio  13/07/2018 16:27
    Evidentemente só é possível a uma ser a maior mas é possível que várias sejam lucrativas.
    O dono da barraca da esquina não quer ser maior que o Mc Donalds e sim sustentar sua família.
  • Conservatário  13/07/2018 16:45
    Não precisa saber economia, basta observar a realidade:


    "Como é que o Dollynho vai competir com a Coca-Cola?"

    E todo mundo compra Coca-Cola? Se Dolly não estivesse conseguindo competir não continuaria existindo depois desses anos todos que está no mercado.



    "Como é que o pão de queijo da dona Cleide vai competir com o Starbucks?"

    Existem milhares de lanchonetes espalhadas pelo país inteiro que vendem pão de queijo e que eu saiba o Starbucks até hoje não as quebrou.


    "Como é que a barraquinha de hambúrguer do seu Zé vai competir com o McDonald's?"

    E todo mundo compra hambúrguer no McDonald's? Recentemente, então, têm surgido diversas novas hamburguerias artesanais, além de hambúrguer artesanal em carrinhos de food truck.



  • Raquel  13/07/2018 18:46
    Marketing puro.O que tem de excepcional no pão de queijo do Starbucks ou na picanha do Outback?
  • Dodge  13/07/2018 20:05
    Pergunta séria ou pura ironia?
  • Coerente  13/07/2018 19:50
    Não é necessário qualquer um desses competir de igual pra igual com o maior. A pergunta que vc tem que se fazer é: essas empresas menores estão funcionando bem? estão gerando lucro? estão gerando empregos? Então não existe necessidade nenhuma delas serem as maiores. Se dona cleide consegue tirar seu sustento com o pão de queijo dela, mesmo com a existência do starbucks, então isso já não é positivo? Pois além dessa última empresa não conseguir cobrir 100% das localidades, ainda vc deve levar em conta que a preferência das pessoas nunca é 100% para determinado produto, logo sempre haverá demanda diferenciada (como exemplo, aposto que vc conhece inúmeras pessoas que não gostam do mc donalds, coca cola ou starbucks e que prefeririam qualquer alternativa menos mainstream industrial).
  • Sergio  13/07/2018 20:03
    Depois de ler as respostas dadas ao indivíduo "socialista puro" eu também tenho uma pergunta:

    Como é que o socialista vai competir com argumentos que utilizam raciocínio lógico?
  • Aeon Flux  13/07/2018 21:15
    Engraçado, essas afirmações pressupõe que apenas o preço baixo por um certo tempo fará com que todos os consumidores abandonem os outros produtos como se a preferência subjetiva não tivesse efeito nenhum. O outro ponto é que é impossível qualquer empresa abaixar seus preços além de seus próprios limites de risco e estoque, tendo concorrentes que se aproveitariam facilmente, pois nenhuma empresa tem estoque para satisfazer 100% da população e se ela se arriscar a baixar de mais o preço e ficar temporariamente no prejuízo ela terá mais custo para repor o estoque e confrontar as empresas que tem mais estoque e podem se aproveitar para contra atacar.
  • Aeon Flux  13/07/2018 21:23
    Para passar muito tempo acumulando capital é necessário abster-se em alguma medida de vários outros investimentos, colocando a empresa em risco em relação aos concorrentes que podem investir mais frequentemente em melhores no negócio. Mesmo que uma empresa maior consiga compensar os defcitis de vender mais barato, isso não é garantia de que a concorrência irá quebrar, pois temos a preferência utilitária do consumidor, o quanto o consumidor está disposto a pagar em tal produto, e não existe estoque infinito, nem é possível estabelecer preços sempre baixos em todo lugar. Além do que o capital acumulado tem limite, uma empresa muito rica poderia até tentar se garantir na primeira leva, mais aí virá toda a consequência dela esgotar o estoque e dar vazão para a concorrência, e ela gastou todo o capital acumulado para cobrir brechas, e agora quem vai socorrer ela na próxima leva?
  • Augusto  15/07/2018 03:06
    Cara, eu acho que é o contrário, a Dolly arrancou um mercado imenso da Coca-cola vendendo refrigerantes a preços baixos. E não só a Dolly. Antigamente eu ia no mercado e a gandola de refrigerantes era composta basicamente só de produtos da Coca-cola. Agora a coca cola não passa de uma pequena parte da gandola. Ela perdeu tanto mercado para marcas desconhecidas que só com a ajuda do governo para poder recuperar. Veja o ataque que aconteceu do governo contra a Dolly. Essas grandes empresas só conseguem se manter em posição dominante do mercado por causa da atuação estatal.
  • Rild  16/07/2018 13:04
    Se o Dollynho + sanduba do Zé custarem o mesmo (ou quase) que um combo do McDonald's, fica fácil fazer a escolha, caso ela exista. Mesmo sendo o combo do Mc mais caro, consumidores pagam pela qualidade superior, assim como pagam por iPhones e Galaxys "caros", Range Rovers e todo o resto de produtos de qualidade existentes no universo.
  • Stalinmarquisson da Silva  22/07/2018 07:54
    Não entendo seu sarcasmo. Quem paga mais caro em produtos de qualidade visivelmente inferior quando podem ter todo o sabor brasileiro de Dolly por um preço acessível?
  • anônimo  13/07/2018 16:11
    "Mas... Mas... Mas... E a China?! Hein, e a China?!", grita o neocon.
  • Rodrigo  13/07/2018 16:15
    Simples. É só ele mostrar uma empresa chinesa que seja monopolista global e que esteja vendendo abaixo dos seus custos de produção.

    Ela tem de ser monopolista global e tem de estar comprovadamente vendendo a preços abaixo do custo de produção. Mas pode ficar deitado à espera.


    P.S.: seria divertido ver uma pessoa que diz que os produtos chineses são vagabundos, ruins e produzidos com mão de obra escrava afirmar que estes mesmos produtos ruins, vagabundos e produzidos com mão de obra escrava ganharam a preferência mundial dos consumidores e quebraram as grandes empresas americanas e européias. Já pensou?
  • Pobre Mineiro  13/07/2018 16:49
    "...sem a propriedade intelectual, sem as regulações estatais, a China dominaria o mundo em três semanas" - Nando Moura.

    E aquele patife neocon já tem mais de dois milhões de seguidores no YouTube, que o seguem bovinamente....
  • Matheus  14/07/2018 18:52
    O caso dos celulares Xiaomi são um belo exemplo, são bons celulares mas não conseguem competir com gigantes como Apple e Samsung e vale destacar que os custos de produções dos celulares sul-coreanos e norte-americanos são mais altos do que os chineses e mesmo assim os consumidores preferem dos primeiros do que os chineses, mesmo sendo este mais barato.
  • Heberth  13/07/2018 16:14
    Como sempre, mais um excelente e sucinto artigo.

    Somente saliento que, tendo em vista o cenário econômico contemporâneo brasileiro altamente burocratizado, no que tange o empreendedorismo, são imprescindíveis as ferramentas administrativas que todo acadêmico (e os leigos também deveriam saber) aprende no primeiro período da faculdade de administração: Planejamento, Organização, Direção e Controle. São armas fundamentais para ter conhecimento de mercado, estipulamento de materiais com os quais irá trabalhar, tendo em vista a ampla concorrência, os meios que irão ser tomados, tendo em vista a burocratização governamental e, por fim, as maneiras para solidificar o empreendimento por meio da inovação, tendo em vista a economia cíclica. Parabéns ao IML !
  • Heberth  13/07/2018 16:18
    IMB* (CORRIGINDO)
  • Vladimir  13/07/2018 16:24
    Já fiz uma pesquisa sobre isso para um trabalho acadêmico e vi incontáveis reclamações de "preços predatórios" nos últimos 50 anos. Mas todas elas ocorriam quando um concorrente desenvolvia uma maneira menos cara para entregar um produto ou serviço. Nada tinha a ver com "vender abaixo do custo".

    Mas há sim ocasiões em que empresas vendem abaixo do custo, mas isso ocorre por várias razões. Em muitos casos elas erraram no custo de produção, ficaram com um estoque caro e agora têm de vender a preço baixo para zerar este estoque. Em outros casos elas querem simplesmente tentar entrar em um mercado competitivo (e isso beneficia totalmente os consumidores).

    Mas tudo isso, obviamente, é apenas temporário ou ocasional. Nunca é feito com o objetivo de "quebrar todo mundo e virar monopolista". Isso é delírio de quem nunca operou nem carrocinha de pipoca. Perder dinheiro e pagar para trabalhar com o objetivo de tentar afetar todos os seus concorrentes é uma ideia que faria qualquer capiau rir da sua cara.
  • Ronaldo  13/07/2018 16:27
    Mas se a empresa conseguir economia de escala a ponto de ter lucro após quebrar todas as outra empresas será uma monopolista super, mega, ultra lucrativa.
    Ou se for uma empresa estrangeira fazendo dumping, mesmo depois da quebra de todas as empresas de um determinado mercado, vai ter capital em caixa.
  • Magno  13/07/2018 16:54
    "Mas se a empresa conseguir economia de escala a ponto de ter lucro após quebrar todas as outra empresas"

    Então, por definição, duas coisas aconteceram:

    1) ela não vendeu abaixo do custo de produção e não teve prejuízos. Foi simplesmente mais eficiente.

    2) Ela, após reduzir os preços, não voltou a subi-los.

    Ser mais eficiente e por isso mesmo vender a preços mais baixos e manter esses preços baixos não é "concorrência predatória". É concorrência eficiente.

    "será uma monopolista super, mega, ultra lucrativa."

    De novo: neste cenário que você próprio criou, ela manteve os preços baixos.

    Logo, isso não é "concorrência predatória". Se você reduz os preços porque foi mais eficiente, e mantém os preços baixos (até porque se subisse os preços atrairia a concorrência de volta e perderia seu "monopólio"), então todos os consumidores se beneficiaram. Continuam tendo acesso aos mesmos produtos, e agora mais baratos.

    A Standard Oil fez exatamente isso: reduziu o preço do galão de querosene de 30 centavos em 1869 e para 6 centavos em 1897 ao mesmo tempo em que aumentava sua lucratividade (o exato oposto de concorrência predatória).

    Ato contínuo, o que os concorrentes mais incompetentes fizeram? Exato, correram para o governo, choraram e aprovaram o Sherman Act, o que ferrou a Standard Oil, garantiu proteção às ineficientes e fez o preço dos combustíveis voltar a subir. E tudo para o "bem" dos consumidores.

    "Ou se for uma empresa estrangeira fazendo dumping, mesmo depois da quebra de todas as empresas de um determinado mercado, vai ter capital em caixa."

    Oi? Contra todas as empresas do mundo?

    Impressionante como as pessoas não param um segundo pra pensar antes de repetir clichês surrados...

  • Kira  13/07/2018 23:01
    Os idiotas querem tirar até o direito de você ser mais eficiente que os outros no mercado.
  • Ronaldo  22/07/2018 02:10
    Magno,

    na minha ideia a empresa abaixa seu preço abaixo do custo de produção no inicio, mas com o aumento da demanda e a economia de escala, ela passa a conseguir produzir por um preço menor. A empresa pode aumentar os preços e baixar de acordo com novos entrantes. A essa altura já vai ter formado uma grande barreira a entrada pelo auto investimento que novas entrantes vai ter que desembolsar para ter uma escala similar a essa monopolista.

    E eu escrevi que uma empresa pode praticar dumping em um determinado mercado, se estivesse levando o mercado mundial como um todo nem poderia chamar de duming. Sugiro estudar um pouco mais o conceito antes de falar besteira.
  • Amante da Lógica  13/07/2018 17:01
    Ronaldo, permita-me ilustrar este cenário que você criou:

    1) A empresa X reduziu seus preços de $ 50 para $ 10;

    2) Quebrou todos os concorrentes;

    3) Miraculosamente, descobriu um método que reduziu estrondosamente seus custos de produção (improvável, mas vamos aceitá-lo pelo bem do debate);

    4) Consequentemente, essa empresa descobriu que pode continuar vendendo a $ 10 e ainda assim ter lucro.

    Isso não é concorrência predatória. Isso é eficiência. Os consumidores foram os grandes beneficiados.

    Ademais, vale ressaltar duas coisas:

    a) neste cenário, ainda que essa empresa voltasse a subir o preço para, sei lá, $ 40, ainda assim os consumidores teriam sido beneficiados, pois o resultado líquido foi uma queda de preços.

    b) quanto mais altos forem os preços que a empresa voltar a cobrar, maiores serão seus lucros. Lucros altos atraem não só concorrentes como também imitadores. Estes rapidamente passariam a emular o processo produtivo adotado por essa empresa. Ato contínuo, ela teria de reduzir seus preços para continuar à frente. Consequentemente, impossível ela manter custos baixos e preços altos. Os preços terão de ser baixos para não atiçar a concorrência.

    Os consumidores ganharam.
  • Guinter   14/07/2018 14:41
    Ótimo raciocínio. E continuando, nessa situação hipotética que ele subisse os preços para 40, provavelmente alguém ficaria sabendo e tentaria copiar o método para também lucrar tudo isso, e em breve teríamos uma nova concorrência.
  • Kira  14/07/2018 19:24
    Se o problema é a dificuldade de lojas menores conseguirem bater de frente, temos altos impostos e regulações que sempre favorecem em alguma medida os grandes, e a possibilidade de que grandes empresários multimilionários ao verem a empresa monopolista com preços muito altos simplesmente enxergar uma chance de alto lucro e investir muito dinheiro e publicidade e estabelecer nova concorrência. Esse tipo de iniciativa pode vir de inúmeros lugares. Não há nada que impeça isso, o que favoreceria os consumidores novamente.
  • Rogério  15/07/2018 09:05
    Dumping: qual o problema, para nós, se existem bens mais baratos porque o governo de outro país está usando dinheiro de impostos? Não é sustentável, mas é problema deles.
  • Stalinmarquisson da Silva  22/07/2018 07:56
    O problema é que geralmente é problema nosso, dado que na hU3lândia somos obrigados a sustentar os campeões nacionais, os exportadores e os amiguinhos do BNDES.
  • Ninguem Apenas  13/07/2018 16:27
    Artigo excelente, no entanto, hoje em dia o discurso mudou um pouco. A China é atualmente o país que está no centro dessa falácia, mas ao invés de recorrerem ao argumento usado no vídeo, recorrem a uma outra falácia (também antiga, mas com uma nova roupagem)

    A teoria é, que se uma empresa estatal ou privada com privilégios estatais existe em um país com uma população incrivelmente grande e pode praticar a "escravidão", ela pode então praticar preços predatórios. A lógica é que enquanto as empresas do resto do mundo são obrigadas a incorrerem nos custos de salários e direitos para seus funcionários, as empresas "comunistas" da China não precisam se dar esse trabalho, logo seu custo com isso é 0 e os preços podem ser menores que o resto do mundo.

    O resto do argumento é que se não tiver tarifas de importação (protecionismo) para encarecer os produtos chineses, a China dominaria o mundo em 3 semanas.


    É claro que isso é uma falácia das mais absurdas, o salário chinês não só existe como segue aumentando nos últimos anos, já é maior que o do brasileiro e etc... Mas seria bom um artigo do instituto separado para refutar esse pessoal que diz que defende "livre mercado mas com protecionismo e com regulamentação"

    Eu me lembro que um antigo artigo no instituto chega a comentar brevemente sobre o assunto, comparando um automóvel produzido na Iugoslávia com essa prática escravista com os automóveis produzidos no resto do mundo, seria bom uma ressuscitada nele e um tratando mais intensamente do assunto.


    Uma coisa a se pensar.
  • Amante da Lógica  13/07/2018 16:39
    Sim, essa lógica dos "chineses escravos quebrando todo mundo" é sensacional.

    A afirmação, em si mesma, já é totalmente destituída de qualquer sentido econômico. E o fato de ser necessário explicar isso denota a miséria intelectual.

    Afinal, desde quando "trabalhadores semi-escravos" conseguem produzir bens de qualidade ao ponto de quebrarem todas as indústrias de todos os países livres do mundo?

    Esses chineses são realmente espetaculares. Trabalhando sob um chicote, conseguem produzir com mais competência e capricho do que trabalhadores que ganham altos salários no ABC, nos EUA e na Europa!

    Se isso realmente ocorrer, então, francamente, esses trabalhadores americanos, europeus e toda a turma do ABC deveria sumir do mundo, nem que fosse de vergonha. Se um semi-escravo fizesse constantemente um serviço melhor que o meu, eu morreria de vergonha, ficaria quietinho no meu canto (com medo de alguém me ver), e jamais teria a cara de fazer qualquer exigência.

    Extrapolando, se toda a indústria de um país conseguiu a façanha de ser quebrada por "semi-escravos", então ela realmente não tinha nada que existir. Era uma vergonha perante o mundo, e um constrangimento para nós.

    Mais ainda: se toda a indústria do mundo conseguiu a façanha de ser quebrada por "semi-escravos", então é melhor nos mudarmos todos para Marte. Lá vai ter gente mais capacitada.
  • Leitor Antigo  13/07/2018 16:41
    Há um artigo inteiro sobre isso:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1376
  • Kira  13/07/2018 23:51
    A pior parte desse exemplo é colocar uma empresa estatal como argumento. primeiro como se o estado fosse anular a existência e consequência prática das leis econômicas, segundo, como se uma empresa estatal fosse algo genuinamente defensável em termos de economia livre, uma vez que só por ser estatal por si já implica que a manutenção do capital dela é forçada por impostos e preços fora do mercado, logo arbitrários como toda empresa estatal. Se uma empresa estatal pratica preços abaixo do custo de produção, o que vemos é o que tem ocorrido claramente no Brasil, déficits milionários pagos coercitivamente com impostos e mais inflação, onde todos são obrigados a pagar, isso é nada mais que o estado intervido e monopolizando pela força, é o centro que motiva toda a discussão deste site.
  • A cabeça do burocrata  13/07/2018 16:32
    Se uma empresa pratica um preço muito alto, é monopólio e ela deve ser destruída.

    Se pratica um preço muito baixo, é concorrência predatória e ela deve ser processada.

    Se pratica o mesmo preço das demais, é cartel e ela deve ser multada.
  • Pensador Puritano  13/07/2018 18:19
    O CADE Conselho Administrativo de Defesa Econômica tem analisado casos de cartéis e conluios de concorrência predatória e até onde isto é realidade ou não?

    Dispenso ironias e falta de argumentos,é uma pergunta honesta e procuro nesta provocação e pergunta uma resposta plausível e convincente para destronar esses esquerdopatas alienados ou mal-intencionados e o que no fim da na mesma desinformar e emburrecer as pessoas.
  • Rafael  13/07/2018 18:31
    Desconheço casos de CADE atacando "concorrência predatória" no Brasil. O que há são ataques a cartéis que praticam preços altos (todos eles em setores protegidos pelo estado, o que é uma baita incoerência) e proibições de fusões.

    O Brasil ainda não foi abençoado por "concorrência predatória". Quem dera. Aqui o que é predatório são os preços, mas no sentido de serem astronômicos. No Brasil, os preços só são predatórios para a nossa renda.
  • Kira  14/07/2018 00:17
    Não há nada mais predatório que os monopólios das empresas estatais.
  • Demolidor  14/07/2018 03:56
    Pois é, Kira. E o caso Petrobras deixa evidente o que você disse.

    A empresa praticou "preços predatórios" no governo anterior. Mesmo não tendo concorrência, este foi um fator primordial para a empresa ficar sem caixa. E quando isso ocorreu, o que fez ela? Lascou preços altos no consumidor, culminando na greve dos caminhoneiros. E, como reconheceu o próprio Cade, só pôde fazer isso justamente porque não pode ter concorrentes.

    Não deixa de ser cômico que as práticas mais temidas pelos detratores do livre mercado sejam aplicadas rotineiramente por empresas estatais.
  • João Paulo  13/07/2018 18:21
    Não há nenhuma realidade de livre mercado que permita que preços predatórios sejam uma prática sustentável. O que há são apenas empresários ineficientes chorando porque há outros mais eficientes que ele.

    Porém, quando o estado entra em cena e escolhe vencedores e perdedores, a coisa muda, e ele de fato consegue tornar possível qualquer deturpação na associação econômica entre humanos. Ainda assim, desconheço algum caso de empresa protegida pelo estado, ou mesmo estatal, que praticou concorrência predatória. Mesmo a porcaria dos Correios não conseguem, com monopólio e tudo. Haja vista a enormidade de transportadoras que há no Brasil.
  • Pobre Paulista  13/07/2018 18:56
    Charles Foster Kane:

    "You're right, I did lose a million dollars last year.
    I expect to lose a million dollars this year.
    I expect to lose a million dollars next year.
    You know, Mr. Thatcher, at the rate of a million dollars a year, I'll have to close this place in... 60 years.
    "
  • Orson  13/07/2018 20:04
    O que o discurso de um personagem fictício do filme Cidadão Kane tem a ver com o tema?
  • Pobre Paulista  13/07/2018 20:27
    Que prejuízos recorrentes terminam em falência?

    Achei que essa fosse fácil demais pra explicar.
  • José Salomão  13/07/2018 19:37
    Não sei por quanto tempo, mas um empreendimento utilizado para lavagem de dinheiro poderia tranquilamente manter seus preços abaixo do que é praticado no mercado.
  • Walter  13/07/2018 20:06
    Imaterial. Empreendimento utilizado para lavagem de dinheiro não tem nenhum interesse em quebrar toda a concorrência, muito menos de assumir o monopólio mundial da área.

    Muito pelo contrário. Empresa que faz lavagem de dinheiro quer exatamante o oposto: passar despercebida e não chamar atenção nenhuma.

    Se eu fosse traficante e adquirisse um empreendimento pra lavar dinheiro (Breaking Bad), a última coisa que eu iria querer é chamar a atenção, é muito menos enfurecer meus concorrentes, que poderiam me denunciar.

    Dizer que empresa que existe exclusivamente para lavar dinheiro almeja quebrar toda a concorrência para depois elevar preços é o ápice do desconhecimento do assunto. Qual empresa de lavagem de dinheiro (e existem milhões dela) quebrou toda a concorrência do ramo, assumiu um monopólio mundial e attraiu para si toda a atenção do planeta?

    Vamos pensar um pouco antes de falar.
  • Pobre Paulista  13/07/2018 22:10
    "Qual empresa de lavagem de dinheiro (e existem milhões dela) quebrou toda a concorrência do ramo, assumiu um monopólio mundial e attraiu para si toda a atenção do planeta? "

    O FED :-D
  • Ozark  13/07/2018 20:10
    Detalhe: empresa que faz lavagem de dinheiro declara receitas e lucros maiores do que os realmente auferidos (afinal, ela foi criada exatamente para depositar no sistema bancário, pagar impostos e tornar legal um dinheiro ilegal).

    E isso é o exato oposto de uma empresa que pratica "preços predatórios", que só tem prejuízos e só declara prejuízos.
  • Cristiane de Lira Silva  13/07/2018 19:47
    O nome disso não é dumping? Passarei esse artigo para o meu irmão. Foi exatamente isso que ele disse temer, a dois dias atrás, na ausência de intervenção estatal.
  • Carlos Marques  13/07/2018 21:05
    No entanto, a Amazon vem DESTRUINDO as pequenas empresas de varejo americanas, devido a estas pagarem mais impostos que ela, a Amazon forma um monopólio através disso e também dos subsídios graças ao financiamento criminoso aos democratas. Mas os liberteens a acham fantástica...

    Além disso, os preços predatórios entre os países (leia-se China) também ameaçam a segurança alimentar, como diz o Bolsonaro, estamos perdendo nossas terras agricultáveis. Não estão comprando do Brasil, estão comprando O BRASIL.



  • Kira  13/07/2018 23:59
    Você mesmo já confessou a causa desse "predadorismo" o estado subsidiando e barrando artificialmente outras. "os preços predatórios entre os países leia-se China." Estes preços criados por intervenção governamental totalmente arbitrária e fora do mercado. em todos os casos você cita exemplos de intervenção e controle estatal sobre o mercado internacional e local como o favorecimento da própria Amazon por governos. Você é um tipo tão imbecil que é incapaz de ver a incoerência do seu próprio argumento.
  • anônimo  13/07/2018 21:45
    Como austeridade nos gastos do governo, gera mais crescimento economico?

    Veja, o governo arrecada um trilhão, se ele gasta esse um trilhão, ele joga de volta na economia o dinheiro que ele tirou.
    Se ele não gasta, ele retem esse dinheiro contraindo a base monetária, é como se pegasse esse 1 trilhão da economia e botasse fogo.

    A pergunta é: Como o governo deixando de gastar, gera produtividade? O simples ato dele não gastar ao invés de gastar, o que já arrecadou, não tem como produzir riqueza ao meu ver.
    O que produz é o governo não arrecadar, se ele tira o dinheiro da economia uma vez, é sempre pior que ele retenha esse dinheiro. É melhor que ele gaste o que arrecadou para o dinheiro entrar na economia novamente, isto é, voltar pra onde ele nem deveria ter saído.

    Portanto, austeridade por austeridade não é o suficiente, o governo precisa tomar menos dinheiro de quem produz riqueza, se ele vai gastar o que arrecadou ou não, é irrelevante pro dano que já causou ao tirar o dinheiro da economia, no máximo é menos danoso que ele gaste e ponha de volta esse dinheiro na economia.

    O governo federal arrecada 1 trilhão, o problema é esse. Tem que fazer ele parar de arrecadar ao meu ver.


    Queria uma contra-ponto de vocês, estou nessa reflexão a dias e não consigo seguir em frente.


    Abraços
  • Orlando  14/07/2018 00:14
    Meu caro, quem é que está falando em o governo tributar e reter esse dinheiro? A tributação já é uma destruição de riqueza. Tributar e gastar é uma dupla destruição de riqueza.

    O certo é cortar gastos e impostos. Isso sim é austeridade. E é essa austeridade que gera crescimento econômico.

    Por quê? Resposta completa aqui:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2013

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2361
  • anônimo  14/07/2018 00:27
    Caro Orlando, pois é. Aniquilar impostos é o que gera crescimento, mas só o fato do governo gastar menos - arrecadando igual - não se traduz em crescimento.

    Vou ver os artigos, acho que quando o governo gasta ele poe o dinheiro de volta na economia.
  • Chiaki Lisboa  14/07/2018 20:21
    Então, para resolver esse entrave a solução seria privatizar todos os serviços que não são tão essenciais, por exemplo:

    A SAÚDE, sim ela a saúde.
    Veja bem saúde não é um direito fundamental, muito menos diz respeito ao estado arrancar meu dinheiro e dizer onde e como eu tenho que me tratar, porém como somos um país quase dependente desse SUS, um sistema de voucher para os mais necessitados poderia resolver o problema do acesso, além do mais hospitais particulares seriam incumbidos da obrigação de atender qualquer paciente em estado de emergência gratuitamente, após cessado a emergência aí sim o paciente seria tratado pelo sistema adequado a sua situação financeira (voucher ou plano de saúde)

    Colocando esse sistema aí em cima em prática o governo deixaria de gastar instantaneamente $190 BI (3,6% PIB em 2013). Na verdade o governo deixaria de ser pagador para ser recebedor, pois os impostos sobre os serviços de saúde entrariam direto no seu caixa.

    Outro ótimo exemplo é a educação, a melhor forma para explicar como funciona o exemplo de voucher na educação é utilizar o PROUNI e, olha só, por curiosidade eu sou um usuário desse sistema de voucher e acho ele sensacional.

    Colocando um sistema 100% PROUNI a nível federal, usando o sistema de cadastro NIS (CRAS) para avaliar quantas vagas seriam necessárias em média para cada região o governo poderia instantaneamente deixar de gastar valores próximos a $170 BI com universidades Federais que de nada servem, apesar disso sou à favor das universidades Estaduais porém desde que ocorra triagens para que somente quem não possa pagar realmente utilize o sistema gratuitamente, isso acontece por exemplo na Universidade Municipal de Linhares que é mantida por uma parceria entre a prefeitura do município de Linhares - ES e uma empresa privada.

    Quanto os colégios estaduais e municipais seguiriam a tendência das UFs com mais cautela, o governo poderia redirecionar parte das verbas poupadas das inúteis UFs às estas escolas e gradativamente privatizando elas, mantendo o sistema de voucher (bolsas escolas) e finalmente reduzindo o custo total na educação de forma gradativa que está por volta de $280 BI (5,6% PIB 2016), mantendo o apoio somente nas comunidades mais carentes.

    Vale lembrar que com isso o sistema de educação seria desburocratizado instantaneamente e o número de escolas particulares que seriam abertas iria ser estrondoso, eu já morei em alguns vários municípios e é evidente o anseio de alguns destes lugares por uma escola particular de nível médio, o problema é que a burocracia é tão grande que quase ninguém se interessa. Além do mais nem o governo deseja isso pois ele mesmo reconhece que competir com escolas de nível fundamental já é absurdo, imagine com particulares de nível médio.

    Utilizando valores bem pessimistas - uma vez que o governo sempre gasta mais do que é proposto - teríamos uma economia direta quase $500 BI, isso seria suficiente para quitar todas as dívidas do governo por ano e sobraria caixa (rombo previsto para 2018 é de $149,6 BI), outro fator importante seria a melhora nos níveis de educação que recentemente só diminuem com um ensino atrasado estatista.

    Outro ponto importante é que com empresas privadas entrando no mercado nacional de Saúde e Educação teríamos mais pagadores de impostos, aumentando muito mais a receita do governo, sendo assim em um mundo ideal esses impostos deveriam ir diretamente para o MEC, que se tornaria um órgão independente, sendo administrado por competências meritocráticas ou democraticamente eleitas pelos corpos docentes das escolas e deixando de ser cabide de emprego de político.
  • Kira  14/07/2018 21:16
    Pra que voucher? quem melhor deve saber como investir é o dono do dinheiro. O estado subsidia o dinheiro retirado dos mesmos pagadores dos impostos, essa conta nunca fecha em lugar nenhum, por isso a tendência ao crescimento de dívidas e inflação. Os bancos centrais europeus tem acumulado dívidas trilionárias para sustentar o "estado de bem estar social" existe uma coisa chamada plano de saúde e consórcios que poderiam no mercado sem artificialidade governamental operar e competir por preços. Outro ponto é que a ausência de governo e de moeda de curso forçado permitiria uma revolução no mercado da saúde, a possibilidade de hospitais e clínicas concederem tratamentos caros gratuitos para o consumidor fim que consiga provar não ter capacidade de pagar planos que cubram tais tratamentos; tendo essas empresas buscando subsídios de investidores em troca de publicidade ou criptomoedas, tokens. semelhante ao que ocorre no mercado de tecnologia como google e grandes empresas que financiam recursos milionários pra entregar serviços gratuitos ao consumidor fim, mas que recebem suas receitas bilionárias via publicidade. hospitais poderiam lucrar em parte com tal arranjo (e lucrariam muito) e com esse financiamento conseguiriam investir em infraestrutura de tratamento acessível aqueles cujo plano não consegue cobrir. Outro ponto seria o uso de tokens e criptomoedas, pessoas do mundo todo poderiam constantemente investir nessas clinicas e hospitais pois teriam lucro com a valoração desses tokens. A possibilidade de concorrência entre esses hospitais baratearia ao longo do tempo os custos e ainda geraria mais lucro com mais expansão de serviços, além do lucro advindo daqueles que pagam os planos de saúde.
  • Rodrigo d.  15/07/2018 03:46
    Supondo o seu cenário. O governo arrecada e não gasta.
    E bem menos pior do que ele arrecadar e gastar.
    Primeiro pq ele gera poupança e para de destruir a poupança do sociedade.
    Não consome recursos escassos ao nao gastar.
    Não perverte o mercado com suas demandas sem sentido.
    Além de outros impactos na inflação e mercado de trabalho.
  • Publicitário  14/07/2018 19:48
    Uma dica que dou ao Instituto Mises, é não publicar metade do argumento explicativo junto com os links nos posts do facebook, isso desestimula a maioria das pessoas a acessarem o site do artigo e pela curiosidade natural seriam levadas a verem os comentários que são uma das partes mais valiosas do conteúdo aqui, as vezes conseguem superar os próprios artigos. Criem textos introdutórios sem explicação imediata ou sintética que estimulem a curiosidade das pessoas entrarem no site do artigo.
  • Pobre Paulista  16/07/2018 02:52
    Please don't
  • Leigo  14/07/2018 21:33
    Quando o IMB vai fazer uma sabatina dos pré-candidatos? hehe
  • Felipe Lange S. B. S.  14/07/2018 23:05
    Eu ainda sonho com isso também.
  • Felipe Lange S. B. S.  14/07/2018 23:07
    Pessoal eu sei que é chato mas eu vou ter que repetir minha pergunta: Como e por que a inflação de preços faz as fabricantes piorarem os materiais internos de acabamento nos carros (no caso brasileiro)?

    Pergunto isso porque eu perdi o meu comentário (poderia haver um sistema de pesquisa no site, que é um tanto deficiente, mesmo para encontrar artigos antigos) que fez essa pergunta e houve uma resposta muito bem-elaborada.
  • Pobre Paulista  16/07/2018 03:10
    Aqui está o seu comentário, e a resposta vem logo a seguir.

    O site do instituto possui um campo enorme de busca ao lado do logotipo, no entanto pelo que percebi ele só procura nos conteúdos dos artigos, mas não nos comentários.

    Mas é pra isso que tem o Google.

    Dica: Antes de colocar o seu termo de pesquisa, digite "site:www.mises.org.br" (sem as aspas) e logo a seguir o texto que você procura. No seu caso, usei o seu nome seguido dos termos "inflação qualidade acabamento veículos" e acabei achando em alguns cliques.


  • Felipe Lange  24/07/2018 23:47
    Obrigado Pobre Paulista, mas por essa ferramenta infelizmente não achei um comentário meu perguntando ao Leandro Roque sobre a sua opinião sobre um futuro governo Alckmin.
  • Vladimir  16/07/2018 14:18
    Felipe Lange, inflação faz os custos de produção aumentarem. Tanto a mão de obra quanto os materiais utilizados ficam mais caros.

    Ao mesmo tempo, não é tão fácil simplesmente repassar esses custos maiores aos preços finais. Mesmo operando em um mercado fechado, com as importações praticamente proibidas, ainda há alguma concorrência entre as montadoras, de modo que o repasse aos preços finais sempre é menor que o aumento de custos.

    Logo, com custos de produção maiores e sem espaço para repassar totalmente esse custo aos preços finais, a única solução é tentar cortar o que der na produção. E dado que os salários não podem ser reduzidos, a única alternativa racional é optar por materiais de qualidade menor.

    Daí a abundância de materiais de plástico vagabundo nos carros, bem como itens sem nenhum acabamento.
  • Felipe Lange  18/07/2018 16:45
    Não podem reduzir salário por força estatal ou por temerem perder dinheiro?
  • Eduardo  18/07/2018 17:00
    Isso é proibido tanto pela CLT (artigo 468) quanto pela Constituição (artigo 7º, inciso VI). É o princípio da irredutibilidade salarial, que virou um "direito" constitucional e trabalhista.

    Contratou sua empregada a R$ 2.000 em uma época de bonança e agora você perdeu seu emprego e quer reduzir o salário dela? Sem chance, isso é legalmente proibido. Ou você a demite ou vocês dão vão à breca.

    Para político, é melhor ela ser demitida do que passar a ganhar R$ 1.900.

    Arranjo genial e muito humanista.
  • Guerrilheiro Cultural de Direita  16/07/2018 11:50
    Socialistas fabianos e desenvolvimentistas querem regular a economia, mas acabam prejudicando muito as pessoas.

    Um exemplo é o imposto sobre o cigarro. O aumento do imposto sobre o cigarro criou um mercado negro que já está chegando em 20%.

    Ao invés de melhorar a saúde, agora 20% dos cigarros consumidos são contrabandeados e sem a mínima qualidade.

    Um cigarro de qualidade era para custar no máximo 7 reais, mas já está custando 9,5 reais.
  • Pobre Paulista  17/07/2018 00:56
    O preço do cigarro é composto de 80% de impostos, então não deveria custar mais do que R$ 1,80 o maço.
  • Alérgico ao Capitalismo  17/07/2018 00:41
    Blá, Blá, Blá. Quero ver os neo-liberais me responderam a reportagem que passou hoje no Jornal da Globo - remédios custando 30 MIL REAIS! Agora me digam, como uma pessoa de baixa renda vai ter dinheiro para arcar com isso? ela deve simplesmente morrer por causa de uma "ética libertária"? se não fosse o SUS para prover esses medicamentos, as pessoas simplesmente iriam morrer pela ganancia capitalista.
  • Paulo Henrique  19/07/2018 23:44
    Existe alguma diferença, em termos econômicos, se é uma empresa estrangeira ou nacional que está investindo e gerando emprego no seu país?
    Pergunto pois é sempre comum alguém dizer ''Aquela empresa estrangeira vai vir ao nosso país, deveria ser uma empresa nacional''
    Intuitivamente, eu não consigo ver diferença alguma, a não ser a bandeira que ela carrega. O lucro que ela tem pode ser re-investido no Brasil, de igual forma a uma empresa nacional.

    Eu só consigo imaginar uma desvantagem se ele investir o lucro que teve no Brasil, lá fora..
  • Vladimir  20/07/2018 00:44
    Diferença nenhuma. Nem mesmo em termos de remessa de lucro, dado que, quando há remessas de lucro, reais não saem do Brasil, ao contrário do que ignorantes econômicos pensam.
  • Emerson Luis  23/07/2018 13:17

    O capitalismo só é selvagem quando é criado em cativeiro...

    * * *


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