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Quanto o governo federal brasileiro realmente gasta com a dívida? Não é o que dizem os demagogos
Tentando esclarecer conceitos e clarear o debate

Eis um cenário:

Estou precisando de dinheiro. Algo em torno de R$ 800. Você me oferece esse valor emprestado com a condição de que eu lhe devolva R$ 1.000 daqui a dois anos.

Aceito a proposta.

Passam-se dois anos e, como combinado, eu lhe devolvo R$ 1.000.

Pois bem.

Primeira pergunta: qual foi o valor monetário que paguei de juros para você? Correto, R$ 200.

Segunda pergunta: qual seria a sua reação se, no momento da quitação do empréstimo, eu reclamasse dizendo que você está me gerando uma despesa de R$ 1.000?

Em outras palavras, como você reagiria se eu reclamasse dizendo que a quitação deste empréstimo gerou uma redução de R$ 1.000 em minha renda disponível?

Faz sentido eu dizer que o meu gasto total com essa dívida foi de R$ 1.000?

O que é seu e o que é meu

Repare: você me emprestou R$ 800 e eu, depois de 2 anos, devolvi R$ 1.000. Destes R$ 1.000, R$ 800 eram seus. Esses R$ 800 são um valor que eu nem sequer teria se você não os tivesse me emprestado. Eles são a quantia que você me emprestou e que eu, agora, estou devolvendo.

Logo, o que eu realmente estou pagando a mais, e que não eram originalmente seus, são os R$ 200 de juros.

Portanto, não faz sentido eu dizer que a minha despesa com a dívida foi de R$ 1.000.

De novo: dos R$ 1.000 que devolvi para você, R$ 800 eram originalmente seus. Eu não teria estes R$ 800 se não fosse pelo seu empréstimo. Eu não teria como gastar R$ 800 se não fosse por você. Logo, devolver os R$ 800 que eram seus e que nunca foram meus não pode ser considerado uma despesa que irá consumir parte da minha renda. Esse dinheiro nunca foi meu. Não faz sentido computar como gasto o simples retorno de algo que não é meu.

Portanto, dos R$ 1.000 que paguei para você, apenas R$ 200 são realmente um gasto que irá afetar a minha renda.

Logo, minha verdadeira despesa com o serviço da dívida — no caso, a amortização total do empréstimo — é de R$ 200, e não de R$ 1.000.

O mesmo vale para uma amortização prematura

Continuemos com este mesmo cenário.

Se você me empresta R$ 800 e eu prometo devolver R$ 1.000 daqui a dois anos, então temos que a taxa de juros total durantes estes dois anos é de 25%.

E 25% de juros durante dois anos equivalem a 11,80% ao ano.

Pois bem.

Imagine que, depois de um ano, eu lhe ofereça R$ 900 para quitar todo o empréstimo. Ou seja, você me emprestou R$ 800 e eu, após um ano, ofereço devolver R$ 900 para encerrar a dívida. 

R$ 900 sobre R$ 800 representam um ganho de 12,5% ao ano, que é mais que a taxa de juros original (que era de 11,80% ao ano). Sendo assim, você aceita a proposta.

Nova pergunta: qual foi a minha despesa com a dívida? Exato, apenas R$ 100. E não R$ 900.

Dos R$ 900 que paguei para você, R$ 800 eram seus e estou apenas devolvendo. Eu não teria como gastar esses R$ 800 se não fosse por você. Já os outros R$ 100 eu realmente tive de arranjar, e eles, de fato, representam uma despesa que afeta minha renda disponível.

Vamos agora ao último exemplo.

Refinanciamento

Suponha agora que, no dia de quitar a dívida, eu não tenha em mãos os R$ 1.000 para dar para você.

Porém, como tenho vários amigos, recorro a outro amigo e peço R$ 1.000 emprestados.

Ato contínuo, corro até você e lhe dou os R$ 1.000 e você fica satisfeito.

Observe que, neste cenário, duas coisas ocorreram:

1) Minha dívida não se alterou. Não houve amortização porque minha dívida total permaneceu a mesma. Eu apenas troquei de credor. Quitei meu empréstimo com você, mas agora terei de me virar com outro credor.

2) Ao contrário do que ocorre na amortização, não tive nenhuma despesa aqui. Simplesmente peguei dinheiro emprestado para saldar uma dívida que estava vencendo. Nada saiu do meu orçamento. Minha capacidade de gasto presente não foi afetada.

Isso se chama refinanciar a dívida.

Entendido tudo isso, vamos agora à prática.

Demagogia e má fé

Populistas e demagogos que dizem que o governo federal brasileiro gasta metade do seu orçamento com a dívida pública estão incorrendo no erro — extremamente amador — ilustrado acima. Eles misturam no mesmo balaio gasto com juros, amortização e refinanciamento.

Isso é ou ignorância ou má fé.

Vamos aos dados.

O quadro a seguir, retirado do site do Tesouro e com dados do SIAFI (Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal) (link aqui), resume todas as despesas do governo federal no ano de 2017.

planilha.png

Comecemos pelo básico.

As rubricas que mais interessam são "Juros e Encargos da Dívida", "Amortização da Dívida" e "Amortização da Dívida — Refinanciamento".

A rubrica "Juros e Encargos da Dívida" se refere, como o próprio nome diz, aos juros que o governo paga sobre determinados títulos. Quem opera Tesouro Direto sabe que há títulos que pagam juros a cada 6 meses e há títulos que não pagam esses juros semestrais, pois pagam tudo (principal mais juros) na data de vencimento. Essa rubrica "juros e encargos da dívida" se refere exclusivamente aos títulos que pagam juros semestralmente.

Já a rubrica "Amortização da Dívida" se refere exatamente à prática ilustrada no exemplo do início deste artigo. É quando o governo quita parte da sua dívida, recomprando títulos em posse de investidores (pode ser na exata data do vencimento ou pode ser uma amortização prematura). Como descrito no exemplo, ao fazer isso, o governo paga principal mais juros. Pagar o principal é apenas retornar ao proprietário aquilo que não é dele (do governo). O governo não teria como gastar não fosse o empréstimo desse principal. Já os juros, de fato, podem ser considerados "uma despesa que afeta o orçamento".

Por fim, a rubrica "Amortização da Dívida — Refinanciamento" se refere também àquilo que foi descrito no exemplo acima. É quando o governo "rola a dívida", ou seja, quando ele se endivida para quitar outra dívida. Neste caso, a dívida total não se altera. Tampouco se pode dizer que foi uma despesa que afetou o orçamento do governo, pois ele pegou emprestado um dinheiro que não estava em seu orçamento para quitar essa dívida. Ele não usou nenhum dinheiro de imposto para fazer essa rolagem.

Tendo entendido isso, a lógica nos permite concluir que a real despesa do governo com o serviço da dívida envolve apenas aqueles gastos com juros, e não com principal ou com rolagem. Dado que o governo nem sequer teria como gastar se não houvesse pegado emprestado o principal, a simples devolução deste principal não pode ser considerada uma despesa adicional. E dado que a rolagem da dívida é feita com mais empréstimos, e não com dinheiro do orçamento, não se pode dizer que tal prática representa um gasto do orçamento do governo.

Portanto, a real despesa do governo com o serviço da dívida seria a rubrica "Juros e Encargos da Dívida" mais uma parte (apenas os juros) da rubrica "Amortização da Dívida".

Porém, dado que a rubrica amortização envolve o pagamento tanto de principal quanto de juros, é impossível separar ali o que é principal e o que é juros.

Por isso, pelo bem do debate, vamos fazer uma estimativa completamente exagerada e supor que, daquele valor amortizado (R$ 320,4 bilhões), 50% são juros. De novo, isso é extremamente exagerado, mas vamos supor assim pelo bem do debate.

Temos, portanto, que, em 2017, as reais despesas do governo com a dívida foram de R$ 203,11 bilhões (rubrica "Juros e Encargos da Dívida") + R$ 160,20 bilhões (metade da rubrica "Amortização da Dívida") = R$ 363,31 bilhões.

Dado que as despesas totais do governo (excluindo refinanciamento) foram de R$ 2 trilhões, temos que os gastos com o serviço da dívida, em uma estimativa bastante exagerada, representaram 18% dos gastos totais do governo.

É muito? Sim, é muito, mas bem menos do que gritam os demagogos, que afirmam que os gastos com a dívida representam metade do orçamento do governo.

E, ainda que você cometesse o erro técnico de somar a totalidade das amortizações, isso daria um total de R$ 523 bilhões. Logo, ainda assim você teria uma despesa com a dívida que seria de 26% do orçamento.

Alta? Bastante. Mas ainda muito longe dos 50% gritado pelos populistas.

E como então eles chegaram a esse valor de 50%? Simples: eles somaram tudo (juros e encargos mais amortizações e mais refinanciamento) e dividiram por R$ 2 trilhões (que é uma despesa que exclui o refinanciamento, o que deixa o denominador menor).

Aí dá 49% do orçamento do governo. Uma total impostura intelectual.

Conclusão

Vale ressaltar quatro obviedades:

1) Devolver o principal é devolver algo que nunca foi seu. Mais ainda: é devolver um valor que você nem sequer teria gasto caso não tivesse conseguido emprestado.

Mas isso ainda é o de menos.

2) A despesa do governo com os juros da dívida é de 18% do orçamento. É muito? Bastante. De cada 5 reais, aproximadamente um real vai para os juros.

Mas isso é muito menor do que os 50% dito pelos demagogos.

3) Mesmo que você cometa o erro de considerar a totalidade das amortizações como "despesa com a dívida", essa despesa equivalerá a 26% do orçamento. Isso significa que, de cada R$ 5, R$ 1,30 vai para juros e amortização.

Mas agora vem o que realmente importa.

4) O governo gasta muito com os juros da dívida porque se endividou muito. E ele se endividou muito porque gastou mais do que arrecadou. E ele gastou mais do que arrecadou exatamente porque adotou as políticas populistas defendidas por esses mesmos demagogos que criticam os gastos com juros.

A dívida não surgiu do nada. Ela é a simples e inevitável consequência dos gastos. Foi exatamente para gastar mais que o governo se endividou. 

Defender mais gastos públicos por meio de um estado intervencionista e onipresente — como fazem os demagogos e populistas —, mas xingar as consequências desses gastos (aumento da dívida e das despesas com juros) é sintoma de dissonância cognitiva.

É atitude de quem não compreende nem mesmo o princípio mais elementar da matemática contábil. 

54 votos

autor

Thiago Fonseca
é graduado em administração pela FGV-SP e é empreendedor do ramo de eletroeletrônicos


  • Vinicius Costa  09/07/2018 13:47
    Ótimo e surpreendentemente equilibrado artigo. Ao mostrar a questão por todos os ângulos, e sem esconder nada, o autor dá liberdade ao leitor para escolher o seu lado no debate.

    Para mim, está claro que rolagem, embora seja um gasto do governo (afinal, ele quita a dívida de quem está em posse de títulos), não é algo que afeta seu orçamento, pois 100% do dinheiro vem de novos empréstimos. Não é correto, portanto, dizer que rolagem é uma "despesa orçamentária" do governo, pois esse dinheiro nunca esteve no orçamento.

    Considerar rolagem como despesa orçamentária (colocar no numerador) mas desconsiderá-la dos gastos totais (excluindo do denominador) é vigarice dupla.
  • Humberto  09/07/2018 13:49
    Muito bem explicado. Embora concorde com a premissa de que quitar o principal não é algo que pode ser considerado como uma despesa (pois é um valor que nem sequer existiria se não houvesse o empréstimo), ainda assim creio ser melhor considerá-lo porque, afinal, é um gasto incluído no orçamento do governo.

    Logo, o valor demonstrado de 26% seria o mais adequado.

    Obrigado pelo trabalho.
  • Chiaki Lisboa  13/07/2018 05:34
    Se o governo não classifica o custo dos juros obtido no empréstimo (mesmo que seja para refinanciar dívidas) como ativos à pagar quando orçamenta sua renda, porque ele deve considerá-los como orçamento de gasto quando "fecha a conta" já que não considerou os juros lá no início?

    JUROS são ativos, pois equivalem ao tempo que você vai levar para pagar um empréstimo, você não está pagando por pagar, está pagando pelo tempo que vai demorar a pagar já que dinheiro e valor (seja valor fixo, emocional ou de interesse) se distinguem. (www.mises.org.br/Article.aspx?id=2870)

    Basicamente você está comprando o tempo do financiamento de seu credor;

    Se vais colocar o Juros como um pagamento deve também colocá-lo como um ativo assim que você pega o empréstimo, só que o governo quando refinancia suas dívidas aloca tanto estes juros quanto o valor dos empréstimos no mesmo barco, tornando esse número muito maior do que ele realmente deveria ser já que o gasto para pagar a dívida (passivo obtido através de uma receita) e juros (passivo que foi obtido devido ao tempo para pagar) são diferentes.

    Basicamente é dizer o seguinte:

    Eu lhe devo $1 mais o juros da dívida (imaginemos 100%)

    Pra essa conta aí em cima fechar eu só preciso entrar com o capital de juros, pois os $1 eu tenho, já que são os mesmos que você me empresou, meu gasto real é só o juros mesmo.

    Se eu gastei os $1 que você me deu, eles se tornaram um ativo pra mim, porém esse ativo não me pertence, quando eu lhe pagar esses $1 eles serão um passivo, sendo assim o passivo anulado pelo ativo. O PROBLEMA É QUE nem sempre o refinanciamento ou até o empréstimo é encarado como um ativo, tendo assim uma impressão de pagar por algo que eu nunca tive que é o que se tenta explicar no artigo.
  • Vladimir  09/07/2018 13:54
    Se não me engano, foi o Eduardo Giannetti que falou que considerar a quitação do principal como despesa equivale a considerar que a devolução de um apartamento alugado também é uma despesa.

    Tipo assim, você aluga um apartamento e paga alugueis mensais. Esses alugueis mensais são despesas que afetam sua renda disponível. Equivalem aos juros. No entanto, devolver o apartamento ao dono (quitação do principal) não pode ser considerado uma despesa que irá afetar parte da sua renda. Não faz sentido considerar como gasto a mera devolução de algo que não é seu.
  • Jairdeladomelhorqptras  09/07/2018 13:58
    Prezado Thiago Fonseca,
    Artigo conciso, esclarecedor e necessário. Alem disto, no momento adequado. Parabens.
    Só um comentário.
    É proprio das esquerdas se apropriarem do patrimônio alheio. Nada estranho inflarem (falsificar) o pagamento de juros por parte do governo. Querem dar calote, como sempre fazem.
    Abraços
  • Eduardo Rocha  09/07/2018 13:59
    Maldita matemática, como se atreve a mostrar a realidade??

    Ironias à parte, realmente é como demonstrado. Não se paga juros se não gastou mais que o arrecadado. Isso eu falo para os juros de cartão de crédito, rotativo e o chamado Cheque Especial. São altos? Acho que ninguém duvida disto. Mas a pergunta é: você usou porque? Acho que dá para contar nos dedos de uma mão e sobrar uns 4 dedos o número de pessoas que usou estes recursos para um gasto de fato não previsto, como doença, medicamento e tal... A quase totalidade é por má gestão do salário mesmo (assim como o governo, que, vamos combinar, representa bem o povo: endividado e com má gestão financeira).
  • Antonio Jorge Barbosa  09/07/2018 14:00
    O Ciro "trabalha" arduamente para manter o brasileiro sempre mais longe da realidade. Ele e outros mais.
  • Jango  09/07/2018 16:05
    Ciro regrediu no tempo. Nos anos 90 era visto como um social-democrata reformista e sensato (mais ou menos como o FHC), hoje é apenas mais um político populista e demagogo. Típico mesmo de um keynesiano intervencionista.
  • JP  09/07/2018 17:01
    Ciro Gomes é o coroné, é o cuspidor de números aleatórios e percentuais.
    Apenas vomita um monte de informação (medidas percentuais) para se passar de intelectual. Agora mais do que nunca mostrou sua cara. Todos sabem que o Lula tem suas características esquerdopatas, mas e o coroné? Passa a imagem de um esquerdista renovado, o keynesiano esperto, mas está aí seus camaradas et caterva. Se esse fingido, incoerente, autoritário sobe ao poder, pode ser igual ou muito pior que os anteriores.

    Quem quiser fazer alguma pesquisa sobre mais esse partidozinho está aí:

    forodesaopaulo.org/partidos/

    www.pdt.org.br/index.php/pdt-e-partido-comunista-da-china-fortalecem-parceria-e-discutem-candidatura-de-ciro/

    Depois dizem que tudo é conspiração. Se eles mesmos mostram quem são, qual é a dúvida?
  • Richard Gladstone de Jouvenel  10/07/2018 13:40
    Ciro Gomes na presidência seria uma a constatação de que somos um bando de imbecis.

    Primeiro, votaram num boquirroto etilista que tinha menos condições de estar na presidência do que a copeira do meu escritório, porque ele era "do povo".

    Depois, porque acharam que esse cidadão fez um bom governo, votaram numa mulher que nitidamente tem traços de TEA e a qual o etilista ungiu sucessora porque conduzia reuniões com um notebook na mão e achou que ela toparia ficar na cadeira apenas quatro anos. Como tanto ele quanto ela são rematados idiotas, nos legaram nessa brincadeira um vampiro fisiologista e covarde.

    E ainda assim, depois de toda essa atrapalhação, ainda tem coragem de pensar em votar num outro boquirroto grosseiro e fanfarrão, que vai nos levar direto pro abismo com a mais absoluta convicção.

    O Brasil é um país com muito pasto pra jumento se fartar.
  • JP  10/07/2018 16:41
    Tenho minhas dúvidas se é autismo mesmo. Os autistas são anti sociais, mas extremamente inteligentes em determinadas áreas. A dilminha não consegue se sobressair em nada. Para mim, ela fez uso de muita maconha ou algo do tipo em sua época de terrorista comunista. Maconha destrói as ligações neuronais no longo prazo, por isso agora ela não consegue ter um raciocínio completo e coerente.
  • Richard Gladstone de Jouvenel  10/07/2018 20:46
    Concordo.

    Se não foi cânhamo, pode ser algo pra expandir a consciência onde rolou uma bad trip e a volta foi traumática.
  • JP  21/07/2018 17:49

    Ele anda "trabalhando" muito.

    Ciro Gomes confessa a Caetano: vou implantar o socialismo

    www.youtube.com/watch?v=7F61Yj9AoA0

  • Alexandre  09/07/2018 14:19
    O Ciro Gomes tem em sua equipe um economista de currículo respeitável. É o Mauro Benevides Filho. É interessante notar como nem ele e nem nenhum dos outros economistas ligados a Ciro se manifestou contra essa óbvia falácia de dizer que a dívida representa metade da despesa. Certamente não foi por ignorância. Então foi ou má fé ou covardia. Eles devem tremer de medo de contrariar o chefe, pois isso ridicularizaria o coronel em público.
  • Sobservo  10/07/2018 23:07
    De onde vc tirou a ideia que o Mauro Filho é um bom economista ? Por acaso já foi atrás de saber as ideias dele? Keynesiano puro querendo se passar por bom economista. Pensa em recriar a CPMF e aumentar outros impostos. Além de que, adora a ideia de aumentar a dívida pública ou ligar a impressora a todo vapor igual ao cangaciro.
  • Plutocracia  09/07/2018 15:03
    Liberaloides, dá bilhão? Prepare-se, Leandro Roqueirinho, vamos fazer a auditoria cidadã da dívida, e aí rentistas como você terão o que merecem.
  • Fabio Almeida  09/07/2018 15:28
    Xingo Gomes responderia esse artigo com toda eloquencia dizendo algo como : "Vcs sao um bando de fdp".


    Muito bem explicado, coisa basica mesmo e passa batido pela maioria das pessoas.
  • anônimo  09/07/2018 16:19
    Artigo perfeito. Parabéns pela clareza e objetividade nos argumentos.
  • Cleriston  09/07/2018 16:26
    Matéria fantástica, simples, objetiva e muito apropriada para o momento. Tem canditato usando isso como argumento e ainda pior, todos ficam calados no debate sem saber a verdade.
  • Jackson  09/07/2018 16:30
    Detalhe pra tabela dos gastos, o primeiríssimo e inabalável "gastos com pessoal" vulgo parasitismo. A ideia de qualquer alteração nisso é tão absurda pro establishment que nem sequer entra em pauta.
  • Caio  09/07/2018 17:39
    Essa é sacrossanta, jamais devendo ser questionada.
  • Antonio Leite Jr  12/07/2018 14:32
    Desculpe discordar,

    O Estado é um prestador de serviços e como tal, é natural que a Despesa com pessoal seja um item relevante. O que DEVE ser questionado é como este gasto está sendo efetuado e gerido.
    Hoje temos 100 mil servidores não concursados no governo e entre os concursados, temos uma parte relevante com baixa produtividade e realizando rotinas e processos que se retroalimentam e justificam seu emprego sem, contudo, gerar valor para a sociedade.
    Precisamos focar melhor esta discussão para que a sociedade entenda.
  • Pedro  12/07/2018 14:51
    Não. O estado não é um prestador de serviços.

    Para começar, o governo, por sua própria natureza, não opera com recursos próprios. O governo é a única organização dentre todas as organizações que obtém suas receitas não por meio da prestação de serviços voluntariamente adquiridos por consumidores, mas sim por meio da tributação — isto é, por meio da coerção dos cidadãos.

    Mais: ao contrário de empresas privadas, as receitas do governo independem da qualidade dos serviços prestados.

    Consequentemente, o governo não está sujeito às demandas dos consumidores. Não há "soberania do consumidor" no que diz respeito ao governo. Suas receitas são garantidas. Logo, com receitas garantidas, o governo não está sujeito aos mecanismos de lucros e prejuízos do mercado. O governo não tem de se preocupar com prejuízos ou risco de falência; seus funcionários não precisam servir a ninguém senão a si próprios.

    Por não se guiar pelo mecanismo de lucros e prejuízos, e nem pelo sistema de preços, tudo se torna um jogo de adivinhação dentro da burocracia do governo.

    Por exemplo, cada ministério, agência e secretaria possuem objetivos declarados. Mas quão bem esses objetivos estão sendo cumpridos? O Ministério da Educação, por exemplo, está satisfazendo seus "consumidores"? E o Ministério da Saúde? E o Ministério da Justiça? E o Ministério da Fazenda? E o Ministério da Pesca? E cada agência reguladora?

    Os burocratas responsáveis por cada um destes órgãos merecem elogios ou críticas? O que constitui um "bom desempenho" em cada um destes órgãos?

    Estas perguntas são fundamentalmente impossíveis de ser respondidas. Na melhor das hipóteses, podem ser apenas estimadas segundo algum critério subjetivo, mas não podem apresentar a mesma precisão das estimativas feitas em empresas privadas, pois as agências do governo não vendem seus serviços no mercado concorrencial.

    O "consumidor" dos serviços do governo não escolhe entre vários fornecedores, direcionando seu dinheiro para aquela empresa que fornece os melhores produtos aos melhores preços. Ao contrário: com o governo, o consumidor paga compulsoriamente por tudo, goste ele ou não do serviço. Sendo assim, como avaliar o desempenho do governo? Mises respondeu:

    "Os objetivos da administração pública não podem ser mensurados em termos monetários e não podem ser avaliados por métodos contábeis. Na administração pública, não há conexão entre receitas e despesas. Os serviços públicos estão apenas gastando dinheiro. As receitas derivadas de tributos e taxas não são "produzidas" pelo aparato administrativo; sua fonte é a lei e a atuação da Receita Federal, e não a qualidade dos serviços prestados."

    Dado que, dentro desta burocracia do governo tudo é um jogo de adivinhação, você não sabe exatamente o quanto deve gastar em quê; você não sabe se há algum objetivo racional naquilo que você está fazendo; você não sabe se este ou aquele plano será bem-sucedido ou se irá fracassar completamente; você não sabe onde cortar gastos caso tenha de fazê-lo; e você não sabe quais seções e quais pessoas estão fazendo um bom trabalho e quais não estão.

    O setor público é um setor que, inevitavelmente, por pura lógica econômica, sempre funciona às escuras, sem ter a mínima ideia do que faz, e sempre tendo de fingir que está fazendo tudo certo.

    Por não operar de acordo com os sinais de preços emitidos pelo mercado, e por não seguir a lógica do sistema de lucros e prejuízos, o governo simplesmente não tem como avaliar e estimar o real valor econômico de qualquer coisa que faça.

    O que a nação obtém em decorrência das despesas e dos serviços prestados pelo governo não pode ser avaliado em termos monetários, por mais importante e valoroso que tal "produto" seja. Essa avaliação dependerá exclusivamente dos critérios estabelecidos pelo próprio governo — ou seja, das decisões pessoais e arbitrárias de políticos e burocratas.

    Por tudo isso, os investimentos do governo nunca poderão ser feitos da maneira correta, seus serviços nunca serão prestados de maneira satisfatória, e sempre haverá desperdício de recursos e gritante ineficiência.

    Esta é uma realidade inevitável. Não se trata de ideologia; é pura ciência econômica.
  • Adelson  14/07/2018 05:00
    Nada tenho a dizer de um artigo assim, a não ser que ele atingiu a perfeição. Leitura agradável. Sou economista e posso perceber a profundidade do que foi escrito aqui. Desmitifica os fundamentos dos velhos chavões brizolistas, lulistas, populistas e tudo mais que representa o atraso que se vale da ignorância do povo brasileiro.
  • Skeptic  15/07/2018 22:26
    A máfia também é prestadora de serviços, assim como o PCC, o CV e etc. Mas nenhuma máfia tem tanto poder quanta essa organização criminosa chamada estado.
  • Marcel Fleming  09/07/2018 16:45
    Ótimo artigo, Thiago. Parabéns. Só faltou desenhar.
    Mas ri muito foi com o comentário do Fabio Almeida.
  • Elder  09/07/2018 16:59
    É necessário ainda considerar que o principal daqui a dois anos é o principal + a inflação do período, já que se supõe manter constante o poder de compra. Logo, os juros reais recebidos pelo credor são menores que os exemplificados.

    Mas creio que o artigo desconsiderou esse fator por simplicidade. O que é completamente válido para o caso.
  • Diogo  09/07/2018 17:38
    Mas nem é por questão de simplicidade, mas sim por questão de realidade. Orçamentos -- seja de governos, seja de empresas, seja de famílias -- lidam com quantias nominais, e não com quantias reais (corrigidas pela inflação).

    Você está corretíssimo ao dizer que, em termos reais, o valor pago pelo governo será menor, pois estará depreciado pela inflação. Mas o que interessa em termos puramente contábeis é a quantia nominal, pois é esta quantia que será comparada em relação ao orçamento total (o qual também é nominal).
  • Dario Renato  09/07/2018 17:03
    Tenho apenas uma ressalva: no caso do refinanciamento, houve de fato uma alteração na dívida, pois para pagar os $1000 que você devia ao primeiro credor (principal 800+ juros 200) você teve de pegar novo empréstimo com principal de $1000 mais algum valor hipotético de juros ($1000 + x), pois não acredito que fosse possível contratar nova dívida sem se comprometer com juros sobre esta.

    Não sou economista e sinceramente gostaria de saber se meu raciocínio está correto.
  • Alexandre  09/07/2018 17:30
    "no caso do refinanciamento, houve de fato uma alteração na dívida, pois para pagar os $1000 que você devia ao primeiro credor (principal 800+ juros 200) você teve de pegar novo empréstimo com principal de $1000 mais algum valor hipotético de juros ($1000 + x),"

    Correto, mas isso significa que o valor total da dívida futura será maior (que é o que realmente acontece). Porém, no exato dia da rolagem, a dívida total não se alterou.

    Ademais, e isso é o que realmente importa para o que está sendo discutido, essa rolagem não gerou nenhuma despesa orçamentária para o governo. Se a sua fatura de cartão de crédito vence hoje, e você a paga com outro cartão de crédito, nenhum real saiu do seu orçamento e da sua conta bancária. Você apenas postergou sua dívida total para o futuro.

    E é exatamente isso o que o governo sempre fez. Todos os governos.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2801
  • Analfabeto Contábil  09/07/2018 17:07
    Fiquei com uma dúvida a partir da leitura do texto: Dado que o governo nada produz, o dinheiro que ele pegou emprestado foi gasto em algo que não deu nenhum retorno financeiro. Logo, o dinheiro que entrou no orçamento via empréstimo saiu via despesa e não volta mais.
    Então, pra pagar a dívida, ele tem que recorrer aos impostos ou à "rolagem da dívida", ou a fazer mais dívida. Pergunto: não seria o caso de contabilizar a devolução do principal nas contas de gastos do orçamento?
  • Contador  09/07/2018 17:34
    "Dado que o governo nada produz, o dinheiro que ele pegou emprestado foi gasto em algo que não deu nenhum retorno financeiro."

    Correto. E lembrando que, não fossem os empréstimos, não teria como haver esse gasto, o que significa que ele seria muito menor.

    "Logo, o dinheiro que entrou no orçamento via empréstimo saiu via despesa e não volta mais."

    Correto. E lembrando que, não fossem os empréstimos, não teria como haver esse gasto, o que significa que ele seria muito menor.

    "Então, pra pagar a dívida, ele tem que recorrer aos impostos ou à "rolagem da dívida", ou a fazer mais dívida."

    Correto.

    "Pergunto: não seria o caso de contabilizar a devolução do principal nas contas de gastos do orçamento?"

    Mas isso está contabilizado. Entra na rubrica "Amortização da Dívida". Dívida amortizada significa principal e juros quitados.
  • ed  09/07/2018 18:19
    Uma dúvida: Existe a possibilidade fraude na emissão dos títulos do governo?

    Exemplo: O governo emite um título e entrega a alguém/instituição sem receber dinheiro emprestado.

    Creio que pelo fato de tudo ser (supostamente) eletrônico é (teoricamente) difícil de ter fraude. Mas levando em consideração o histórico de honestidade dos nosso governantes nãu duvido de nada.
  • Pensador Puritano  09/07/2018 19:40
    O ônus da prova é de quem acusa e sou a favor da auditoria da Dívida Pública e da Previdência por ser a favor da transparência e da divulgação ampla e irrestrita de informações do Setor Público pois somos os pagadores de impostos e precisamos receber prestações de contas de nossos governantes e representantes para que não pairem nenhuma dúvida sobre a lisura no trato com o dinheiro público.Só se acaba com demagogias recebendo informações sérias e claras e com riquezas de detalhes só mantendo sigilo daquilo que for comprovadamente necessário.
  • André   09/07/2018 19:34
    De um lado, os keynesianos reclamam que o governo gasta muito com a dívida. De outro, esses mesmos keynesianos afirmam que a dívida não é problema nenhum, pois "nós devemos para nós mesmos".

    Essa gente só pode ser bipolar.
  • Leopoldo  09/07/2018 19:37
    E de tudo que o governo gasta com a dívida, pode descontar pelo menos 15%, pois este é o valor que o próprio governo retém para si próprio a título de "imposto sobre ganho de capital".

    Logo, o valor total que o governo gasta é sempre pelo menos 15% menor do que o declarado.
  • balbino  09/07/2018 20:49
    Vou de Ciro. Perdoem-me
  • Richard Gladstone de Jouvenel  10/07/2018 13:41
    Não se preocupe. Vote em paz.

    Seu lugar no inferno já está reservado.
  • Cássio  09/07/2018 21:56
    Ótima explicação. Verdadeira.

    O problema é que esta explicação tem uma complexidade que ultrapassa a inteligência da média do povo, enquanto que as falácias comunistas são simples.

    O problema que eu quero citar é esse. o comunismo foi todo refutado, mas mesmo assim permanece por que eles se expressam de modo simples e falacioso, enquanto que as pessoas que criticam o comunismo falam de maneira complexa.

    Esse é um grande problema que precisamos resolve, uma forma fácil de falar pra alcançar o povo.
  • Thiago Alemão  10/07/2018 00:20
    Me perdoem se eu estiver errado, e eu inclusive quero boas respostas para a indagação feita abaixo:

    Não seriam os exemplos apresentados neste artigo uma simples falácia que opta pelo "falar simples" pra tentar jogar esquerda contra direita?

    Vamos analisar o contexto abaixo:
    - Eu ganho R$2.000 por mês
    - Eu financio uma casinha em 100x de R$1.000 e um carro em 50x de R$500
    - Então eu simplesmente NÂO devo considerar os R$1.500 como "orçamento comprometido", só pelo fato de quê esse dinheiro que eu tomei emprestado originariamente não era meu?

    Financiamento e empréstimo pra mim é a mesma coisa.
    E se eu considerar juros sobre juros (quando eu faço um outro empréstimo pra arcar com os primeiros compromissos que não dou conta) isso não deveria configurar uma fatia bem vermelha e preocupante em meus gráficos orçamentários?

    Reflitam, é matemática simples!
  • Rafael  10/07/2018 00:42
    "Me perdoem se eu estiver errado"

    Está perdoado. E sim, você está errado.

    "e eu inclusive quero boas respostas para a indagação feita abaixo"

    Vamos tentar.

    "Não seriam os exemplos apresentados neste artigo uma simples falácia que opta pelo "falar simples" pra tentar jogar esquerda contra direita?"

    Falar simples? Se você achou que este artigo de quase duas mil palavras foi um "falar simples", então tente você resumir o contexto para um leigo em menos de um minuto. Se você conseguir, parabéns. (E não, você não conseguirá).

    "Vamos analisar o contexto abaixo"

    Vamos.

    "Eu ganho R$2.000 por mês"

    Ok.

    "Eu financio uma casinha em 100x de R$1.000 e um carro em 50x de R$500"

    Neste caso, você está pagando juros de R$ 1.500 ao mês. Ponto. Esses R$ 1.500 estão na rubrica "Juros e Encargos da Dívida". E isso afeta sua renda, exatamente como dito e exemplificado no artigo.

    "Então eu simplesmente NÂO devo considerar os R$1.500 como "orçamento comprometido"

    Oi?! Como assim? Você está pagando "juros e encargos da dívida", exatamente uma das rubricas que o artigo disse comprometer o orçamento do governo. Você está incorrendo exatamente naquilo que o artigo diz ser um comprometedor de renda. Como então você pode afirmar que o artigo afirma o contrário disso?

    Você entendeu tudo completamente do avesso.

    De novo: você está pagando juros. Você está simplesmente pagando parcelas. Exatamente por isso você está com sua renda comprometida.

    "E se eu considerar juros sobre juros (quando eu faço um outro empréstimo pra arcar com os primeiros compromissos que não dou conta) isso não deveria configurar uma fatia bem vermelha e preocupante em meus gráficos orçamentários?"

    Sim, para o futuro. Quando a fatura chegar, no futuro, você estará lascado (a menos, é claro, que consiga refinanciar novamente, exatamente como faz o governo). Para o presente momento, no entanto, sua renda não está afetada.

    "Reflitam, é matemática simples!"

    Pelo visto, você próprio não foi às aulas. Aponte agora, por favor, algum erro no artigo.
  • Dow Jones - aprendiz de contador  10/07/2018 04:37
    Na verdade os R$ 1.500,00 além dos "juros e encargos da dívida" contém parte do principal. Logo, é incorreto afirmar que ele paga R$ 1.500.00 de juros (despesas). Mais correto seria classificar o valor como "Amortização da Dívida (principal + encargos).
    Suponhamos que, no exemplo em tela, os juros sejam de 50% nos 2 financiamentos. Contabilmente falando ficaria assim:
    Na aquisição dos bens:
    D - Imoveis e veículos (Ativos)
    C - Financiamentos (Passivo) 62.500.00 (50.000.00 da casa + 12.500.00 da moto)
    No pagamento de cada parcela:
    D - Financiamentos (Passivo) 750.00
    D - Despesas financeiras (Despesa) 750.00
    C - Conta-corrente 1.500.00
    Logo, a cada parcela ele devolve 750.00 do 62.500.00 que o banco emprestou (ou seja, o dinheiro não era dele) e paga 750.00 de juros, esse sim efetivamente é uma despesa da dívida.
    Portanto, não podemos afirmar que ele gasta R$ 1.500.00 com serviço da dívida, mas "somente" R$ 750.00. Os outros R$ 750.00 ele gasta na aquisição de seus bens.
    Atenciosamente,
  • Thiago Alem%C3%83%C2%A3o  11/07/2018 01:44
    Rafael errou ao dizer que no meu exemplo era tudo JUROS, como foi explanado por outros comentários.

    Quando eu digo "falar simples" eu digo "usar de exemplos didáticos". Não importa o número de palavras escritas, o artigo tentou ser didático.

    O artigo original tenta SIM dizer que não existe um comprometimento orçamentário quando eu pago uma dívida de um dinheiro que originariamente não era meu, tenta fazer isso em vários momentos.

    Mas eu agradeço ao Mises e a todos os envolvidos nos comentários e nas discussões, pois estou usando isso pra aprender sobre algo que eu não entendia bem. Infelizmente 99,9% da população não têm a mesma disposição intelectual pra tentar aprender e debater civilizadamente.
  • Régis  11/07/2018 02:17
    Quando você paga uma dívida recorrendo a outra dívida, de fato não existe um comprometimento do seu orçamento presente. É claro que o seu orçamento futuro será bastante afetado, mas o seu orçamento presente continua liberado. Ele não é afetado em nada.

    Se você tem de pagar amanhã uma dívida de R$ 1.000, mas você já conseguiu esse dinheiro emprestado com outra pessoa (e essa pessoa lhe deu, sei lá, dois anos para quitar essa nova dívida), então o seu orçamento presente em nada foi afetado pela quitação desses R$ 1.000 amanhã. Esse é o ponto.
  • Breno  10/07/2018 00:45
    "pra tentar jogar esquerda contra direita?"

    Esse aí realmente chegou ao site agora. Nem sabe onde está ou com quem está lidando.

    Dica: a coisa aqui é bem mais alto nível do que debatezinhos de Facebook, e ninguém aqui fica nessa picuinha de "esquerda x direita", a qual só serve para fortalecer políticos e o estado. Esquerda e direita: ambas só querem ferrar o indivíduo e aumentar o poder do estado. Divergem apenas na agenda, mas o objetivo final é o mesmo.
  • Pedro  10/07/2018 01:05
    kkkkkkkkkkk
    Esse Breno é o famoso isentão. Ele está acima de esquerda x direita x libertários. Ele é um intelectual muito superior a qualquer um dos intelectuais das correntes politicas. Ele sabe. Sigam o mestre.
  • Conservador Reacionário  10/07/2018 01:50
    Mas o Breno está correto, muito embora tenha usado um fraseado não muito recomendável. Eu mesmo me considero conservador reacionário e de direita, mas nada tenho a ver com os "conservadores de direita" que têm por aí, que vão de joelhos atrás do estado implorando para que políticos imponham moralidade via legislação, protejam sua família e regulem os costumes da sociedade.

    Estes frouxos adoradores de políticos praticamente imploram para que o estado se intrometa na vida do indivíduo dando-lhes ordens sobre como deveriam viver. Eles não mais acreditam que a família e a religião é que deveriam ser o norte da vida de cada indivíduo. Para eles, isso agora é função dos burocratas do estado.
  • Falcon  10/07/2018 11:50
    Só uma complementação (embora não me veja em condições para tal).

    Creio que a questão entre o Thiago Alemão e o Rafael é mais de perspectiva do que matemática.

    Quando Thiago fala que a prestação estaria comprometendo o orçamento, ele está correto (fora a rolagem), pois terá aquele valor a menos por mês, mas, como bem dito no texto e na resposta do Rafael, a questão é que parte desse valor mensal a ser pago não pode ser incluído na rubrica "gastos da dívida", mas sim em "gastos com imóvel e com veículo".

    Nesse ponto acho que realmente falta transparência, e o Portal da Transparência não ajuda em nada, em saber exatamente onde foi utilizado cada real emprestado.

    Nesse caso, quando o principal for devolvido, ele entra na rubrica correta, distinta da dívida.

    Ainda que, para fins de visualização o valor entrasse em "Amortização da dívida", esse item deveria indicar os subitens informando para onde foi aquele valor inicialmente no momento da contratação. Se esse tipo de registro não é feito na hora da compra do título, deve começar logo.

  • Pobre Paulista  10/07/2018 15:59
    Não faz diferença qual foi o destino do dinheiro emprestado ao governo. Se o governo tomou emprestado um bilhão e paga cem milhões por por ano de juros, os gastos com juros são de cem milhões de reais por ano, independentemente de qual foi a destinação do bilhão tomado por empréstimo.
  • Bode  10/07/2018 01:00
    Tomar dinheiro emprestado para gastar sem limites pode, pagar a dívida com os juros contratados, só se couber no orçamento. Essa é a ladainha dos desenvolvimentistas. Tem um pseudocearense candidato a presidente que propôe controle social até da dívida pública. Um tipo como esse chega ao governo e inediatamente redige uma carta ao povo brasileiro, empinando os gluteos ao mercado. É tudo da boca para fora, pura bravata.
  • Fabio Alcantara de Faria  10/07/2018 11:50
    Mais um excelente artigo!!!
    Parabéns
  • Alan Wilder  10/07/2018 13:21
    IMB dizendo que a situação do Estado é melhor do que a que os populistas pregam kkkkkkkkk

    Os populistas vão ler isso aqui e pensar dá pra se endividar mais né ? So 18% vamos tornar o 50% uma realidade então.

    Não façam isso IMB.

  • Ghani  10/07/2018 14:09
    "a situação do Estado é melhor do que a que os populistas pregam kkkkkkkkk"

    Errado.

    Populistas dizem que o único gasto do estado que é excessivo é o gasto com a dívida. Já todos os gastos com todo o resto ainda são insuficientes e devem ser aumentados.

    Consequentemente, os populistas defendem que, exatamente por isso, a dívida deve ser caloteada e esse dinheiro que iria para a dívida dever ser redirecionado para todas as áreas, aumentando ainda mais os gastos com funcionalismo público e com "o social".

    Os coitadinhos não entendem que, se o estado der um calote, ele fecha amanhã. Afinal, operando com um déficit primário, a única coisa que mantém o estado funcionando é a existência de investidores disponíveis para emprestar para o governo. Mas se o governo declarar calote, ninguém mais será trouxa de continuar emprestado para o governo.

    Consequentemente, o governo irá simplesmente parar de funcionar -- o que seria ótimo, mas é o exato oposto do que querem os populistas e demagogos (o que mostra a burrice deles).

    "Os populistas vão ler isso aqui e pensar dá pra se endividar mais né ? So 18% vamos tornar o 50% uma realidade então."

    Bom, se até você, que se acha inteligente, entendeu tudo errado, de fato seria querer muito que os populistas ao menos entendessem certo.

    Dica: se os gastos com a dívida passarem de 18 para 50%, advinha de quanto serão necessários os juros apenas para continuar rolando essa dívida? Se com 18% eles já inviabilizam os investimentos produtivos, imagina então com 50%?

    No entanto, se esse sonho populista se tornar realidade, quem realmente irá adorar são exatamente os "rentistas", tão caluniados por Ciro Gomes. Esses sim farão a festa.

    "Não façam isso IMB"

    Tradução: o IMB não deve falar e nem mostrar verdades. Deve mentir apenas para agradar a uma determinada agenda. Pela sua lógica, o IMB não deveria, por exemplo, falar mal de Hitler, afinal, ele era inimigo dos soviéticos.

    É cada coitado que desaba por aqui.

    Dica: você está no site errado.
  • Pobre Paulista  10/07/2018 15:52
    Eu quero SELIC a 40% ao ano! Ciro Gomes Presidente!
  • Cristiane de Lira Silva  10/07/2018 13:27
    "Defender mais gastos públicos por meio de um estado intervencionista e onipresente — como fazem os demagogos e populistas —, mas xingar as consequências desses gastos (aumento da dívida e das despesas com juros) é sintoma de dissonância cognitiva."

    Nada a ver com dissonância cognitiva que é só conflito entre crenças. Uma discrepância entre uma crença e um comportamento. O indivíduo sabe que ao emitir um certo comportamento está indo contra uma crença e sente-se mal por isso. Aí em cima parece que há era um completo desconhecimento da relação entre gastos públicos e despesas com juros. Provavelmente quem xinga deve atribuir a culpa dos gastos com juros a outro inimigo e não ao estado.
  • myself  10/07/2018 14:06
    Gostaria de sugerir ao Mises Brasil um artigo detalhando as reservas de dólares do BC.

    Como elas são formadas? Com que recursos?
    Quais os custos de mantê-la?
    Quais as vantagens?
    As reservas tem relação com a balança comercial do país?
    Porque as reservas não tiveram nenhum efeito de evitar a atual crise no país?
  • Leandro  10/07/2018 14:18
    "Como elas são formadas?"

    O BC compra dólares adquiridos por exportadores. E também dos investidores estrangeiros que investiram aqui.

    "Com que recursos?"

    O BC imprime reais -- ou, mais especificamente, cria dígitos eletrônicos -- e transfere para os bancos brasileiros que estão com a custódia desses dólares (e os dólares, embora estejam sob a propriedade dos bancos brasileiros, estão em uma conta bancária de um banco nos EUA).

    "Quais os custos de mantê-la?"

    Depois de imprimir reais e dar para os bancos, aumentou a quantidade de reais no mercado interbancário, o que pressiona a SELIC para baixo. Ato contínuo, para manter a SELIC no lugar, o BC vende títulos públicos que estavam em sua posse para retirar essa liquidez do mercado interbancário.

    O custo, portanto, é definido pelos juros desses títulos públicos que saíram do BC e foram para o mercado.

    "Quais as vantagens?"

    Ajuda a suavizar (mas apenas muito pontualmente) oscilações bruscas na taxa de câmbio em momentos de turbulência. Também garante mais confiança ao investidor estrangeiro (em tese).

    "As reservas tem relação com a balança comercial do país?"

    Dólares só podem ser adquiridos quando há exportações ou quando há investimento estrangeiro direto no país. Mas, por si sós, um alto nível de reservas não estimula nem afeta a balança comercial.

    "Porque as reservas não tiveram nenhum efeito de evitar a atual crise no país?"

    Porque não faria sentido elas terem efeito. Não é para isso que elas servem.
  • myself  11/07/2018 01:38
    Muito obrigado pelos esclarecimentos!

    De modo geral as respostas correspondem à ideia que eu tinha do funcionamento das reservas.

    Mas, se possível, gostaria de esclarecer dois pontos:

    1- Você mencionou que o BC compra os dólares dos bancos brasileiros que estão com a custódia deles. Disse também que dólares só podem ser adquiridos quando há exportações ou IED. Agora, imagine que um fazendeiro exportou várias toneladas de soja. Agora ele tem dólares numa conta no exterior, certo? Os bancos nacionais compram esses dólares? Quero dizer, como os bancos nacionais obtém os seus dólares, que em seguida são vendidos ao BC (se ele estiver aumentando as reservas)?

    2- Volta e meia aparece na imprensa a ideia de usar reservas para pagar dívida. (vide Monica de Bolle, em artigo de 06/06/18). Mas, se as reservas foram formadas com dinheiro criado do nada, então usa-las para pagar dívida é o mesmo que criar dinheiro do nada para pagar a dívida. Veja bem: qual a diferença entre criar dinheiro e pagar a dívida, ou criar dinheiro, comprar dólares, vender os dólares, pagar a dívida? Dá no mesmo. Então como um economista sério pode sequer cogitar essa hipótese?

    Obrigado!
  • Leandro  11/07/2018 02:43
    "Agora, imagine que um fazendeiro exportou várias toneladas de soja. Agora ele tem dólares numa conta no exterior, certo? Os bancos nacionais compram esses dólares? Quero dizer, como os bancos nacionais obtém os seus dólares, que em seguida são vendidos ao BC (se ele estiver aumentando as reservas)?"

    Quando um brasileiro exporta soja para os EUA, não entram dólares na sua conta bancária aqui no Brasil. O dólar não é moeda corrente aqui e nem na esmagadora maioria dos países do mundo. Sendo assim, o dólar não "entra" nesses países via sistema bancário e nem muito menos sai do sistema bancário americano.

    O que ocorre na prática é que o exportador brasileiro adquire a titularidade de uma conta bancária, em um banco americano, em dólares. (Essa conta era do importador americano da soja brasileira).

    Ato contínuo, o exportador brasileiro pode decidir entre vender a titularidade dessa conta bancária para outra pessoa (normalmente para um banco brasileiro ou para um importador brasileiro) ou manter a propriedade dessa conta em dólares, decidindo investir esses dólares na própria economia americana (comprando ações, debêntures ou até mesmo títulos do governo americano).

    Perceba que os dólares nunca saíram dos EUA. A única coisa que aconteceu foi que a titularidade de uma conta bancária em um banco americano mudou de dono: um importador americano de soja brasileira repassou uma parte de seus dólares para um exportador brasileiro, que então decidirá o que fazer com os dólares dessa conta: ele pode vender para um banco brasileiro ou para um importador brasileiro, sempre em troca de reais.

    Com investimento estrangeiro ocorre o mesmíssimo processo. O investidor estrangeiro repassa a sua conta bancária americana para um brasileiro (um importador ou um banco brasileiro que quer manter ativos no exterior) e, em troca, adquire a propriedade de uma conta bancária no Brasil, em reais. Agora em posse de reais ele está livre para fazer investimentos aqui.

    É só isso.

    Assim, tudo o que o BC tem de fazer é imprimir reais para comprar deste banco brasileiro seus dólares no exterior.

    "Volta e meia aparece na imprensa a ideia de usar reservas para pagar dívida. (vide Monica de Bolle, em artigo de 06/06/18). Mas, se as reservas foram formadas com dinheiro criado do nada, então usa-las para pagar dívida é o mesmo que criar dinheiro do nada para pagar a dívida. Veja bem: qual a diferença entre criar dinheiro e pagar a dívida, ou criar dinheiro, comprar dólares, vender os dólares, pagar a dívida? Dá no mesmo. Então como um economista sério pode sequer cogitar essa hipótese?"

    É pior ainda. Eis a sequência de como tudo ocorre:

    1) O BC cria reais e compra dólares.

    2) Os reais comprados vão parar nas reservas bancárias dos bancos.

    3) Esse maior volume de reais nas reservas bancárias pressiona para baixo a taxa de juros do mercado interbancário (a SELIC).

    4) Para evitar a queda da SELIC, o BC imediatamente vende títulos do Tesouro que estão em sua posse para enxugar esses reais do mercado interbancário -- operação essa conhecida como "esterilização".

    5) Portanto, para efeitos práticos, o BC criou reais, comprou dólares, e em seguida enxugou os reais que criou vendendo títulos do Tesouro que estavam em sua posse. Isso aumenta a fatia da dívida pública que está em posse do mercado.

    6) Agora, para usar as reservas em dólares da maneira como essas pessoas defendem, o BC teria de vender dólares e coletar reais. Ao fazer isso, como explicado, a dívida em posse do mercado aumentou.

    7) Ou seja, toda essa operação é de uma monumental burrice. Ao acumular dólares para depois vendê-los, a quantidade de dólares em posse do BC ficou na mesma, bem como a quantidade de reais em posse dos bancos; no entanto, a dívida em poder do mercado aumentou. Voltou-se à estaca zero, só que com um endividamento em posse do mercado maior. Burrice.

    Mas agora vem o pior.

    8) Após vender seus dólares em troca de reais, o BC teria de repassar os reais (que ele coletou com a venda dos dólares) ao Tesouro. Aí entra a encrenca: tal operação seria ou não um financiamento direto ao Tesouro?

    Se sim, viola a lei. Se não, certamente irá pressionar a inflação de preços, como você corretamente concluiu.

    Logo, o que realmente espanta é que esses "economistas sérios" são incapazes de seguir essa cadeia de raciocínio lógico (e básico).
  • myself  11/07/2018 20:14
    Obrigado novamente.

    Sempre que ouço falar em pagar a dívida com reservas de dólares, fico pensando que eu devo ter entendido tudo errado, porque se fosse como eu entendi ninguém iria propor isso.

    Mas, pelas suas explicações, a ideia geral que eu tinha estava correta (agora com mais detalhes que você colocou).
  • Guerrilheiro Cultural de Direita  10/07/2018 14:43
    Quando o IMB e o Livres vão criar o Partido Minarquista ?
  • Eduardo Ferreira  10/07/2018 15:41
    O problema maior é que o governo não trabalhou corretamente os 5 trilhões ( o principal) da dívida, gastando-o todo. Agora precisa fazer caixa para honrar com os juros e devolver o principal. Aí que a coisa apertou.
  • Leigo  10/07/2018 15:56
    No caso da "Amortização da Dívida — Refinanciamento". No ato de "rolar a dívida", pode ser que o governo, nesse novo endividamento para quitar outra dívida, possa acabar pagando um pouco a mais de juros?

    Não entendi ao certo de onde vem o dinheiro... Dependendo do lugar os juros podem ser maiores, não?
  • Leopoldo  10/07/2018 16:08
    "No caso da "Amortização da Dívida — Refinanciamento". No ato de "rolar a dívida", pode ser que o governo, nesse novo endividamento para quitar outra dívida, possa acabar pagando um pouco a mais de juros?"

    Não necessariamente. Por exemplo, quando o governo rolou a dívida no ano de 2017, ele pagou um dos menores juros da história. Tudo depende das condições da economia e, acima da tudo, da taxa de inflação prevista para o futuro.

    Já durante o ano de 2015 e nos primeiros meses de 2016, quando a inflação era alta e a situação do governo Dilma totalmente insustentável, o governo pagou um dos maiores juros desde 2005.

    "Não entendi ao certo de onde vem o dinheiro..."

    De qualquer lugar, inclusive seu, via Tesouro Direto. Sempre tem gente emprestando para o governo: bancos, seguradoras, fundos de investimento, empresas, pessoas físicas, estrangeiros etc.
  • Pobre Paulista  10/07/2018 17:15
    Observe que, apesar do contrassenso, caso o governo queira diminuir a sua dívida, a melhor alternativa é fazer os juros subirem, pois isso faz com que o valor de face dos títulos pré-fixados caia e assim fica mais barato quitar a dívida.

    (Claro que isso só faz sentido num cenário de superávit fiscal)

    Conclusão: Juros altos também são bons para reduzir a dívida :-D
  • Pensador Puritano  10/07/2018 19:33
    Depende!!! Exemplo se vc possuir títulos pré-fixados ou pós-fixados,pois aumentos de juros beneficiam quem estiver com juros pós-fixados e juros baixos beneficiará quem tem títulos pré-fixados e da mesma forma é o governo,pois com juros baixos é vantagem ele resgatar títulos pós-fixados e com juros altos ele resgatar títulos pré-fixados,enfim tudo depende da composição e proporção dos títulos em carteira do investidor e da composição e proporção dos títulos a serem resgatados pelo Tesouro Nacional.Enfim é preciso analisar cada caso meu caro antes de tirar conclusões precipitadas,pois economia não é ciência exata,mas é preciso analisa-lá com lógica e prudência sempre.
  • Pobre Paulista  10/07/2018 23:18
    Os títulos pós fixados não são afetados por um aumento imediato nos juros.
  • Pensador Puritano  11/07/2018 13:01
    Especifique seu argumento,pois sua opinião está muito vaga.
  • Pobre Paulista  17/07/2018 13:04
    Que opinião?

    Os títulos pós fixados não tem sua marcação a mercado alterada por mudanças na taxa de juros, justamente por serem pós-fixados.

    Não é uma opinião.
  • Leigo  11/07/2018 11:30
    Obrigado pela resposta Leopoldo!
  • Syer Rodrigues de Souza  10/07/2018 16:50
    Ótimo artigo!
  • Felipe  10/07/2018 16:52

    Algumas perguntas:

    Se a "Amortização da Dívida" deu 320bi e a "Amortização da Dívida — Refinanciamento" deu 462bi, o que acontece com a diferença de 142bi? Ela serve para cobrir o deficit primário do ano?

    Esses 320bi são só o que vencem no ano de 2017? O resto da dívida não entra porque só vence no futuro?

    Os 203bi de "Juros e Encargos da Dívida" são sempre pagos (com dinheiro de impostos) independente da situação das contas do governo? Ou se pega dívida para pagar esses juros?

    Obrigado!
  • Contador  10/07/2018 18:45
    "Se a "Amortização da Dívida" deu 320bi"

    Isso significa que o total da dívida que já existia e que foi abatida foi de R$ 320 bi. Nada mais é possível depreender desses números. Apenas isso.

    "e a "Amortização da Dívida — Refinanciamento" deu 462bi"

    Isso significa que o total da dívida que venceu no ano e que foi quitada utilizando recursos de novos empréstimos foi de R$ 462 bi. Nada mais é possível depreender destes números.

    "o que acontece com a diferença de 142bi? Ela serve para cobrir o deficit primário do ano?"

    Não. Essa diferença, em si, não significa nada. Ela não representa nenhuma variável importante.

    "Esses 320bi são só o que vencem no ano de 2017?"

    Não. Esses R$ 320 bi englobam tudo que estava em posse do mercado e que o governo recomprou. Podem ser tanto a dívida que venceu quanto a que o governo recomprou antecipadamente. Quem opera Tesouro Direto sabe que você pode vender qualquer quantidade de título a qualquer momento. Sempre que você faz isso, houve uma amortização da dívida.

    "O resto da dívida não entra porque só vence no futuro?"

    A dívida que está pendente e que não foi amortizada e que não paga juros semestrais não entra no cálculo.

    "Os 203bi de "Juros e Encargos da Dívida" são sempre pagos (com dinheiro de impostos) independente da situação das contas do governo?"

    Sim. O governo paga juros em janeiro, fevereiro, maio, julho, agosto e novembro.

    Os prefixados que pagam juros semestrais pagam juros em janeiro e julho.

    Os atrelados ao IPCA que pagam juros semestrais são dois. Um paga juro em fevereiro e agosto. O outro paga juros em maio e novembro.

    "Ou se pega dívida para pagar esses juros?"

    É sim possível que o governo tome empréstimos para pagar esses juros. Mas isso não entra na conta refinanciamento (pois esses juros, por não reduzirem a quantidade de títulos em posse do mercado, não acarretam amortização da dívida). Entra na conta déficit nominal.
  • PAULISTA  10/07/2018 17:52
    PELA SECESSÃO DE SÃO PAULO! SÃO PAULO É MEU PAÍS!

    AQUI É TERRA DE GENTE QUE TRABALHA, PAULITAS UNI-VOS POR UMA SECESSÃO, OS M.M.D.C NÃO MORRERAM EM VÃO!
    REVOLUÇÃO PAULISTA PRECISA SER REINVOCADA, 9 DE JULHO OUTRA VEZ!


    INSTITUTO MISES É DE SÃO PAULO, ORGULHO PAULISTA!

    Abraços a todos os secessionistas!
  • Pobre Paulista  10/07/2018 23:54
    Abraços
  • Brasiliense  11/07/2018 14:05
    Mandem impostos pra cá rapaziada.
  • Pobre Paulista  11/07/2018 15:33
    Infelizmente é o que continuamos a fazer...
  • Andre Cavalcante  17/07/2018 01:36
    Nem precisava de uma secessão completa.

    Se a gente refizesse a Federação com os estados realmente autônomos e Brasília vivendo somente de migalhas vindo desses estados, até poderia continuar a existir a nação Brasil, para dar um ar de grandeza.

    O problema é a centralização.
  • Tannhauser  10/07/2018 17:55
    Uma dúvida, segundo o relatório anual da dívida 2017, o custo médio da dívida foi de 10% ao ano. Por que não utilizaram esse valor para estimar os juros na rúbrica "Amortização da Dívida"?

    Por esse cálculo, o governo pagaria somente 9% do seu orçamento com juros (200 bi de "juros e encargos" + 32 bi de "amortização da dívida")
  • Contador  10/07/2018 18:48
    Porque esse valor de 10% se refere exclusivamente aos juros semestrais (rubrica "Juros e Encargos da Dívida"), tanto dos prefixados que pagam juros semestrais quanto dos atrelados ao IPCA que pagam juros semestrais.

    Esse valor de 10% não engloba os juros contidos nas amortizações, simplesmente porque é impossível especificar estes juros.
  • Tannhauser  10/07/2018 19:03
    Por que não? Se compro um título por 800 que no vencimento me será pago 1000, receberei 200 de juros. Caso eu venda esse titulo antes do vencimento, digamos por 870, receberei 70 de juros. Por que seria impossível definir isto?
  • Contador  10/07/2018 20:49
    Porque nas estatísticas da amortização entra apenas o valor total pago pelo governo para retirar o título de circulação (amortizar).

    No seu exemplo, na estatística será computado apenas os R$ 870 (valor que o Tesouro pagou para retirar o título de circulação). Não está computado o valor pelo qual ele vendeu o título para o mercado (R$ 800). Esse valor de venda para o mercado varia diariamente, a cada minuto. Quem opera Tesouro Direto sabe disso. Em um dado minuto o valor é R$ 800. No minuto seguinte é R$ 801. Mais um minuto depois, é R$ 799. Dali a um mês, R$ 809. Dali a dois meses, com a delação de Joesley, é de R$ 750. E por aí vai.

    Entendeu? Todos esses volúveis valores de venda não são computados nas estatísticas. As estatísticas computam apenas o valor total pago pelo governo na amortização.
  • Pobre Paulista  10/07/2018 23:20
    Isso inclusive pode gerar receitas para o governo, sem alterar o perfil da dívida. Por exemplo, o governo compra um título pela manhã por $799 e o revende à tarde por $801. Foram gerados $2 de receita, sem mudar em nada o custo e a composição da dívida.
  • Tannhauser  11/07/2018 12:21
    Pensei que o Tesouro tinha esta informação. Obrigado!
  • Pablo  10/07/2018 20:51
    1 - Os dados usados por Ciro são os que estão na fonte oficial do Tesouro. A lei exige que a captura do orçamento derivada da emissão de títulos de dívida seja considerada orçamento corrente.

    2- Na CPI de 2009 sobre a dívida pública verificou-se que, de forma totalmente fraudulenta, parte dos juros (despesa corrente) está sendo computado como amortização (despesa de capital) e assim está sendo emitida mais dívida para pagamento de juros, gerando uma bola de neve e em desacordo com o art. 167,III da Constituição Federal, que proíbe a emissão de títulos para pagar despesas correntes.

    3 -Se não estivéssemos emitindo título para rolar dívida poderíamos usar para financiar educação, saúde e segurança, logo é orçamento.
    A Auditoria Cidadã da Dívida tem trabalhos interessantes publicados sobre o assunto. auditoriacidada.org.br/.../mentiras-e-verdades.../
  • Vittar  11/07/2018 02:13
    "Os dados usados por Ciro são os que estão na fonte oficial do Tesouro."

    Os do artigo também.

    "A lei exige que a captura do orçamento derivada da emissão de títulos de dívida seja considerada orçamento corrente."

    Frase sem nexo e sem sentido. O que é "captura do orçamento derivada da emissão de títulos"?

    "Na CPI de 2009 sobre a dívida pública verificou-se que, de forma totalmente fraudulenta, parte dos juros (despesa corrente) está sendo computado como amortização (despesa de capital)"

    Imaterial para o ponto em questão. Você pede mexer nessas rubricas à vontade; pode jogar de uma para outra e pode inclusive considerar toda a amortização como despesa. No final, você terá, no máximo, 26% do orçamento total. Ciro diz que são 48%. Ou ele é um ignorante matemático e contábil, ou ele é mentiroso e charlatão.

    "Se não estivéssemos emitindo título para rolar dívida poderíamos usar para financiar educação, saúde e segurança, logo é orçamento."

    Oi?! Você tem problemas com a lógica?

    Se não estivéssemos emitindo título para rolar dívida, então estaríamos usando dinheiro de impostos para quitar essa dívida. E, aí sim, sobraria muito menos para "financiar educação, saúde e segurança".

    Noto que ciristas possuem a mesma profundidade intelectual de petistas. Aliás, se duvidar, lulistas são até mais inteligentes.
  • Felipe Lange  11/07/2018 00:26
    Pessoal, há razões econômicas que explicam o motivo de, por exemplo, o trânsito brasileiro ter tamanha diferença de um trânsito de um país como a Alemanha, por exemplo? É menos burocratizado o trânsito por lá?
  • Andre  11/07/2018 13:24
    Felipe Lange, a taxa de mortes no trânsito do Brasil é muito superior a de todos os nossos vizinhos, exceto Bolívia, que estamos empatados. Mesmo o México ostenta uma taxa de mortes no trânsito 50% da brasileira.
    Comparar Brasil com países de primeiro mundo é forçar demais a barra, isso aqui nem sequer chega a ser um país pobre normal.

    www.who.int/violence_injury_prevention/road_traffic/death-on-the-roads/en/#deaths/per_100k
  • anônimo  11/07/2018 04:41
    Boa noite,

    Gostaria de saber como o governo arrecada dinheiro para pagar os Juros e Encargos da Dívida e a Amortização da Dívida; seria por meio de impostos, emissão ou ainda mais dívida. Por que se for através de novos empréstimos não faz sentido tratar como um gasto corrente.



    Obrigado!
  • Bernardo  11/07/2018 12:47
    Eis a grande caixa-preta.

    Em tese, "Juros e Encargos" são despesa corrente, de modo que devem ser inteiramente bancada por impostos. Trata-se da famosa "regra de ouro": o governo não deve se endividar para bancar gastos correntes.

    No entanto, na prática, é óbvio que o governo se endivida para pagar esses juros.

    Já a "Amortização", por definição, implica uma redução da dívida. Logo, ela, por definição, não pode ter sido paga com mais endividamento. O Tesouro tem uma reserva de R$ 647 bilhões voltada exclusivamente para isso.

    Eis um trecho de uma reportagem do Estadão sobre isso:

    Reservas do Tesouro para enfrentar turbulências chegam a R$ 647 bilhões

    Recursos, que mais que triplicaram desde 2013, garantem pagamento de títulos da dívida e dão, segundo o governo, mais segurança para enfrentar qualquer cenário mais difícil; reservas internacionais, de US$ 381,6 bilhões, também estão em nível recorde

    Apesar da crise fiscal que vive, o Brasil está hoje muito mais preparado para enfrentar as turbulências de mercado do que estava há alguns anos. No caixa do Tesouro, o colchão de recursos para bancar o pagamento de títulos públicos cresceu mais de três vezes nos últimos cinco anos, chegando atualmente a R$ 647,4 bilhões, o que reduz sensivelmente qualquer risco de calote.

    economia.estadao.com.br/noticias/geral,reservas-do-tesouro-para-enfrentar-turbulencias-chegam-a-r-647-bilhoes,70002303996

  • Alexandre Melquíades  11/07/2018 12:24
    Na teoria seria isso mesmo.
    Mas vamos a prática:
    O governo pega emprestado "$800" pra devolver "$1000".
    Ele gasta os "$800" e ao vencer a dívida ele não tem "$1000".
    Então ele vende o título de "$1000" pra pagar "$1200". E assim sucessivamente.
    Não acho que o Ciro está certo, mas essa continha aí não leva em consideração o fato de a muitos anos esse juros ser refinado. A muito anos mesmo.
    Há muito pouco do capital original.
    Não acho que o Ciro está sendo populista ao tocar nesse assunto, uma vez que a população não entendi nada disso.
    Prefiro achar que os demais estão sendo covardes ao não debater esse problema, que talvez não seja tão grave, mais ainda sim é de grande importância.
  • Leigo  12/07/2018 13:59
    Aparentemente você não entendeu o artigo.

    4) O governo gasta muito com os juros da dívida porque se endividou muito. E ele se endividou muito porque gastou mais do que arrecadou. E ele gastou mais do que arrecadou exatamente porque adotou as políticas populistas defendidas por esses mesmos demagogos que criticam os gastos com juros. A dívida não surgiu do nada. Ela é a simples e inevitável consequência dos gastos. Foi exatamente para gastar mais que o governo se endividou. Defender mais gastos públicos por meio de um estado intervencionista e onipresente — como fazem os demagogos e populistas —, mas xingar as consequências desses gastos (aumento da dívida e das despesas com juros) é sintoma de dissonância cognitiva. É atitude de quem não compreende nem mesmo o princípio mais elementar da matemática contábil.
  • Emancipador de Gente  11/07/2018 15:48
    O problema é que o governo precisa emburrecer as pessoas, para expropriar cada vez mais.

    O povo vive recebendo migalhas, enquanto os políticos fazem a festa.

    O Ciro fica vomitando números e nomes, mas defende as mesmas coisas que causaram os problemas.

    A grande maioria dos políticos não quer emancipar as pessoas. Essas bolsas funcionam como ração.

    Um povo emancipado é a única solução.

  • Pensador Puritano  11/07/2018 18:18
    Teoria da captura também explica esta rejeição de alguns banqueiros e investidores serem contrários a auditoria da Dívida,enfim sou a favor da transparência em todas as contas governamentais,pois o TCU faz este trabalho,mas é pouco divulgado e sua estrutura precária para realizar tão nobre trabalho.Sou a favor de auditorias independentes fazerem este trabalho periodicamente em todos os entes públicos e estatais.
  • Lucao   12/07/2018 17:40
    Em relação aos juros, seria correto considerar a parcela relativa à correção monetária como despesa? Porque, fazendo o paralelo com o aluguel de um imóvel, se eu aluguei um imóvel que valia dois anos atrás 200 mil e hoje entrego o imóvel valendo 220 mil, eu só considero como despesa o que eu gastei com aluguel. Mas porque apenas no "aluguel" de dinheiro eu considero a correção como despesa? Descontando a correção monetária, a despesa real com juros da dívida seria até bem menor que esse 18%.
  • Pensador Puritano  13/07/2018 12:11
    Considera-se a correção monetária no cálculo dos juros de aluguel do dinheiro visando manter o poder de compra da moeda,visto a moeda ser capital circulante,enquanto o imóvel ser capital imobilizado.

    Se o banqueiro não considerar a correção monetária em seus cálculos ele a longo prazo quebra.
  • Cleidison  14/07/2018 19:44
    Queria saber como Ciro pretende pagar a dívida, porque ele explica e explica e eu não consigo entender.
  • Ciro  14/07/2018 21:32
    Pagando.
  • Vinicius  15/07/2018 21:59
    Você não precisa entender, basta o eleitor do Ciro achar que foi dito algo coerente, o cara está jogando política e os incautos achando que ele está falando de economia.
  • Fabricio  15/07/2018 03:34
    Ótimo artigo. Parabéns! Mas acho válido escreverem outro artigo também. Para quebrar a mística daqueles que realmente ganham com os juros. Muitos pensam que são os bancos. Mas na verdade os principais credores da dívida são pessoas comuns que adquirem cotas de fundos de renda fixa nos bancos de varejo. Outra parte importante tb são os aposentados e pensionistas nos fundos de pensão. Então, na dívida brasileira, que eh na maior parte em reais, parte relevante dos beneficiários são pessoas comuns.
  • Milo  16/07/2018 13:48
    Ciro Gomes, o candidato preferido dos rentistas mas que odeia rentistas.
  • Rodrigo Vieira de Avila  17/07/2018 14:15
    O artigo parte do pressuposto de que o empréstimo inicial foi recebido, e ele foi útil para o povo, quando na verdade trata-se, em sua maioria, de operações financeiras sem contrapartida em termos de desenvolvimento nacional, como por exemplo, operações de swap, principal e juros de operações de mercado aberto, antecipação de pagamento de dívida externa com ágio de até 70%, compra de reservas internacionais (ignorando a possibilidade de combate a crises financeiras por controle sobre o fluxo de capitais, feito com sucesso em diversos países até mesmo liberais), empréstimos com juros altos para se emprestar a juros baixos para o BNDES (quando na realidade os próprios bancos é que deveriam estar financiando a produção a juros baixos e prazos longos), juros sobre juros (juros altos sob a falsa justificativa de controlar a inflação que na realidade é causada por preços administrados pelo próprio governo), etc.

    O artigo também parte do pressuposto de que tudo que o país gasta com amortizações, sem ser com dinheiro de tributos, seria de novos empréstimos, quando na realidade, se usa centenas de bilhões decorrentes de lucros das estatais, do Banco Central, recebimento de juros e amortizações de dívidas que o governo é credor (como dívidas de estados, municípios, BNDES com a União), etc. Quando se considera tudo isso vemos que a chamada "rolagem" (pagamento de amortizações com recursos provenientes de novos empréstimos) em 2017 foi algo menor que R$ 200 bilhões, dentre os quase R$ 1 TRILHÃO gastos com a dívida federal ano passado. Além disso, em um país onde se gera todo dia novas dívidas ilegítimas, não se trata da mesma dívida que está sendo rolada, e os novos empréstimos que estão sendo feitos para se rolar estas novas dívidas poderiam sim estar sendo destinados para áreas sociais.

    Além do mais, essa dívida não decorre de um suposto gasto exagerado com previdência e outras áreas sociais. De 1995 a 2015 de fez um superávit primário de R$ 1 TRILHÃO e a dívida interna pulou de R$ 86 bilhões para R$ 4 TRILHÕES.

    AUDITORIA JÁ!
  • Amante da Lógica  17/07/2018 14:44
    "O artigo parte do pressuposto de que o empréstimo inicial foi recebido, e ele foi útil para o povo"

    Errado. Isso nunca foi premissa nenhuma. Até porque tal premissa seria completamente imaterial. Quem empresta dinheiro quer recebê-lo de volta independentemente de se ele foi usado sensata ou insensatamente pelo devedor.

    Se o uso insensato do dinheiro emprestado fosse desculpa para não quitar empréstimos, então nenhuma dívida jamais seria paga na história do mundo.

    "O artigo também parte do pressuposto de que tudo que o país gasta com amortizações, sem ser com dinheiro de tributos, seria de novos empréstimos, quando na realidade, se usa centenas de bilhões decorrentes de lucros das estatais, do Banco Central, recebimento de juros e amortizações de dívidas que o governo é credor (como dívidas de estados, municípios, BNDES com a União), etc."

    Duh! Se esse é o dinheiro usado, então ele entra na conta do superávit primário. São recursos auferidos pelo governo.

    E não, o artigo em momento algum entra nesse mérito de que "tudo que o país gasta com amortizações, sem ser com dinheiro de tributos, seria de novos empréstimos".

    Com efeito, observe que você deu um tiro no próprio pé: você está dizendo que, além de impostos e mais endividamento, há ainda mais recursos que o governo pode usar para saldar sua dívida.

    "Quando se considera tudo isso vemos que a chamada "rolagem" (pagamento de amortizações com recursos provenientes de novos empréstimos) em 2017 foi algo menor que R$ 200 bilhões"

    Entre em contato então com o Tesouro Nacional, diga que os dados deles estão errados (pois eles afirmam que a rolagem foi de mais de R$ 462 bilhões), e que só você sabe os dados corretos.

    "Além disso, em um país onde se gera todo dia novas dívidas ilegítimas"

    O que seriam dívidas ilegítimas? Alguém entrou às escondidas na sede do Tesouro, emitiu títulos e saiu distribuindo sem que ninguém soubesse?

    Se você sabe comprovadamente de algo, por favor, compartilhe com a sociedade.

    "De 1995 a 2015 de fez um superávit primário de R$ 1 TRILHÃO"

    Doçura, de nada adianta fazer superavit primário se o resultado final ainda é déficit nominal. O que interesse é o resultado nominal.
    Superávit primário com déficit nominal ainda resulta em aumento da dívida. Enquanto houver déficit nominal a dívida segue aumentando. A dívida só cai se houver superávit nominal.

    E o Brasil sempre teve déficit nominal. Nunca teve um ano sequer de superávit nominal.

    Pare de relinchar coisas que você claramente ignora.

    "e a dívida interna pulou de R$ 86 bilhões para R$ 4 TRILHÕES."

    Óbvio, criatura! Nunca houve superávit nominal. Sempre tivemos déficit nominal. Com déficits nominais seguidos, é óbvio ululante que a dívida só fará aumentar.

    "AUDITORIA JÁ!"

    Inteligência já!
  • Emerson Luis  19/07/2018 20:25

    Erro amador? Dissonância cognitiva?

    Não seria erro proposital e hipocrisia?

    * * *
  • anônimo  19/07/2018 22:35
    Conclusão nessas eleições vote nulo ou se abstenha!


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