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O Pró-Álcool, os carros “flex” e as trágicas consequências da intervenção estatal na nossa gasolina
O desperdício e a destruição econômica são impressionantes

Quem viveu o início da década de 1970 no estado de São Paulo deve se lembrar: ao viajar de carro, você se deparava com imensas faixas de terra ocupadas por culturas de feijão, café, milho, soja, frutas cítricas etc. em fazendas a perder de vista. Eram de uma variedade e pujança incríveis.

E aí, em 1975, surgiu um maciço programa estatal rotulado "Programa Nacional do Álcool" ou simplesmente Pró-Álcool. E tudo mudou.

O programa foi uma iniciativa do governo brasileiro de intensificar a produção de álcool combustível para substituir a gasolina. A crise mundial do petróleo, iniciada em 1973, fez com que o preço do produto ficasse extremamente elevado e passasse a ter grande peso nas importações do país. Consequentemente, o governo decidiu "impulsionar" a produção de álcool com o intuito de substituir o uso da gasolina.

Começando em novembro de 1975, o governo passou a oferecer vários incentivos fiscais e, principalmente, empréstimos bancários — por meio de seus bancos estatais — a juros abaixo das taxas praticadas pelo mercado para os produtores de cana de açúcar e para as indústrias automobilísticas que desenvolvessem carros movidos a álcool.

Na primeira década, o objetivo parecia estar sendo alcançado: os consumidores passaram a priorizar os automóveis a álcool, especialmente por poderem abastecer nos fins de semana, o que era vedado para a gasolina (sim, era proibido por lei postos abrirem aos fins de semana para vender gasolina).

Adicionalmente, a diferença de preço do litro era fixa em todo o país, com o álcool custando 65% da gasolina, o que fazia com que o carro a álcool fosse artificialmente vantajoso em termos de custo por quilômetro (o álcool rende, em média, 70% da gasolina; logo, qualquer relação de preço abaixo de 70% é vantajosa ao uso do álcool).

Como consequência desse incentivo artificial, a produção de álcool no Brasil disparou: no período de 1975-76 foi de 600 milhões de litros; no período de 1979-80 foi de 3,4 bilhões, e chegou ao auge em 1986-87, com 12,3 bilhões de litros.

Quem é do ramo pode confirmar: na década de 1980, as vendas de carros a álcool dominavam o mercado automobilístico brasileiro. Dos 6.524.014 veículos de passeio produzidos entre 1980 e 1990, nada menos de 4.614.402 (equivalentes a 70,7%) eram a álcool.

Por causa destes incentivos artificiais concedidos pelo governo, aconteceu o óbvio: todas aquelas plantações de feijão, café, milho, soja, frutas cítricas etc. desapareceram e se transformaram em uma monocultura de cana de açúcar, da qual se extrai o álcool etílico.

Ou seja, houve uma profunda alteração não só na engenharia dos motores dos carros, como também na paisagem agrícola do país.

Pior: este programa governamental promoveu aquela inevitável série de problemas: elevação da dívida pública em consequência dos benefícios concedidos (além das isenções, o governo tinha de pegar emprestado para poder emprestar, em uma política idêntica à utilizada pelo BNDES nos governos Lula e Dilma), o aumento dos latifúndios monocultores, e a consequente elevação dos preços de alguns gêneros alimentícios, cuja oferta agora era menor, pois privilegiou-se o plantio da cana de açúcar.

O fim do Pró-Álcool

Como todo programa dependente de incentivos e financiamentos estatais, o Pró-Álcool não conseguiu se manter.

Tudo começou a ruir quando o preço internacional do petróleo começou a cair forte a partir de meados da década de 1980, desabando nada menos que 66%. Este barateamento do petróleo tornou o álcool combustível pouco ou nada vantajoso — até pior em alguns casos — tanto para o consumidor quanto para o produtor.

Para agravar o problema, o preço do açúcar começou a subir forte no mercado internacional, quadruplicando de preço entre 1985 e 1990, o que tornou muito mais vantajoso para os usineiros produzir açúcar em vez do álcool.

Essa combinação de fatores gerou uma consequência inevitável: houve uma enorme escassez do produto no segundo semestre de 1989. Simplesmente começou a faltar álcool nos postos, deixando os donos dos carros literalmente na mão e sem opções.

Essa crise de desabastecimento, em conjunto com o maior consumo do carro a álcool (que, como dito, rende apenas, em média, 70% da gasolina) e a menor diferença de preço para a gasolina, gerou uma enorme descrença generalizada entre os consumidores e as fábricas de automóveis. A produção de carros a álcool entrou em forte declínio já no início da década de 1990, quando as fabricantes passaram a não mais oferecer modelos novos movidos a álcool.

No final da década de 1990, o álcool combustível — também conhecido como álcool hidratado — estava praticamente morto no Brasil. Havia apenas o álcool anidro, que é o álcool misturado à gasolina, por força de lei, com o intuito de aumentar sua octanagem, coisa tipicamente brasileira, tão ruim sempre foi a qualidade da gasolina comum da Petrobras.

Surgem os "flex"

No entanto, um fenômeno tornou possível a ressurreição do álcool combustível: o surgimento dos automóveis "flexíveis em combustíveis", uma criação americana.

A tecnologia foi criada em decorrência tanto da crescente pressão do estado americano da Califórnia por carros "mais verdes", que passou a oferecer vantajosos descontos tributários para os carros que poluíssem menos o ambiente, quanto por uma questão de segurança nacional, dado que os EUA àquela altura dependiam em mais de 50% do petróleo do Oriente Médio. As fabricantes de automóveis nos EUA pensaram primeiro no álcool metílico (metanol), mas os produtores de milho do Meio-Oeste americano, sob a égide da Coalition For Ethanol (Coalizão pelo Etanol),  fizeram um poderoso lobby e convenceram governo e indústria a adotarem o etanol em vez do metanol.

Porém, naquele vasto mercado de veículos, as fabricantes não poderiam simplesmente passar a vender modelos a álcool, pois os consumidores não teriam como abastecê-los com a mesma facilidade dos carros a gasolina, cuja oferta era ubíqua no país. Foi então que, em 1993, surgiram os primeiros carros "flex" por lá, aptos para rodar tanto com álcool quanto com gasolina ou com sua mistura em qualquer proporção.

A tecnologia chegou ao Brasil apenas em 2003. E, desde então, os carros flex só fizeram aumentar sua participação no mercado, chegando hoje a 80% da frota nacional.

Mas há problemas.

Além do mercado cativo, há um desperdício inacreditável

Como já dito, no Brasil, um decreto do governo impõe a mistura de álcool anidro na gasolina. Até antes de 2015, cada litro de gasolina continha 25% de álcool. Mas a partir de 2015, por determinação do governo, esse percentual foi elevado para 27%

Ou seja, hoje, em um litro, 730 ml são de fato gasolina e 270 ml são álcool anidro. O Brasil é o único país do mundo que faz uma mistura nesta proporção de 27%. Nos EUA, o máximo permitido é de 15%. Na vizinha Argentina, 12%. México, 5,8%. Chile e Canadá, 5%.

Como explicado neste artigo, "no Brasil, todo proprietário de veículo de passeio, de um simples Corsa até o Fusion, é obrigado a colocar álcool no seu carro. Trata-se de um dos maiores mercados cativos para um produto do mundo".

Porém, muito além de ser uma reserva de mercado que garante a farra dos usineiros, as consequências sobre nosso bolso e sobre toda a economia são ainda piores.

Para isso, façamos um pequeno exercício demonstrativo. Aqui, irei me basear neste exemplo fornecido por um dos maiores especialistas brasileiros em automóveis, Arnaldo Keller, do site Autoentusiastas.

Imagine que há três carros à disposição. Os três são exatamente iguais e com motores de mesma cilindrada e arquitetura. A única diferença é o combustível: em um, o motor foi projetado para usar só gasolina; em outro, só álcool; e no terceiro há o nosso convencional motor "flex", que, como dito, já representa 80% da nossa frota.

O motor flex aceita qualquer combustível em qualquer proporção. Porém, não há mágica: o preço desta versatilidade está no desempenho e na eficiência. Como disse o engenheiro Sérgio Habib, maior revendedor do país e sócio na implantação da chinesa JAC, "Motor Flex é igual ao pato: anda, voa e nada — mal".

Voltemos ao exemplo. Suponha que estejamos em um país livre, de modo que você e eu possamos ir a um posto de combustíveis em que há total liberdade para comprar gasolina pura (atualmente, isso é proibido pelo governo, e o dono do posto que o fizer será preso), álcool e "gasolina brasileira", que é a nossa tupiniquim mistura de 73% de gasolina e 27% de álcool.

O carro a gasolina pura faz, digamos, 10 quilômetros por litro. Ato contínuo, você coloca 7,3 litros de gasolina pura no tanque do seu carro e consegue rodar 73 quilômetros.

Já eu, que sou mais ignorante, opto por abastecer meu carro de motor flex com 10 litros da nossa "gasolina brasileira". E saio para rodar. Após trafegar exatos 80 quilômetros, meu carro pára, pois o tanque secou.

Um carro flex com a "gasolina brasileira" — com 27% de álcool — roda 20% menos (ver também aqui) que outro carro exatamente igual equipado com um motor calibrado para usar apenas gasolina pura.

Então, recapitulando: você colocou em seu carro de motor a gasolina 7,3 litros de gasolina pura e rodou 73 quilômetros. Eu coloquei em meu carro flex 10 litros de "gasolina brasileira" e rodei 80 quilômetros.

Coloquei 2,7 litros a mais que você e rodei apenas 7 quilômetros a mais que você.

Assim, você tem de rodar apenas mais 7 quilômetros para me alcançar. Ato contínuo, para que você percorra mais 7 quilômetros e me alcance, você decide usar um carro a álcool que você encontrou ali parado (sim, me ajude nessa).

Para isso, basta você colocar um litro de álcool, pois o álcool, tendo um poder calorífico que é 70% do poder da gasolina, produzirá energia suficiente para rodar 70% do que um a gasolina pura roda. Portanto, se o carro a gasolina pura faz 10 km/l, o a álcool faz 7 km/l.

E aí você me alcançou.

Resultado final: você gastou ao todo 7,3 litros de gasolina pura e mais 1 litro de álcool para rodar 80 quilômetros. Já eu gastei 10 litros de "gasolina brasileira" para rodar estes mesmos 80 quilômetros.

Só que, considerando que em 10 litros de "gasolina brasileira" há 7,3 litros de gasolina pura e mais 2,7 litros de álcool, isso significa que eu gastei tanta gasolina pura quanto você (7,3 litros). Porém, você gastou apenas 1 litro de álcool. Já eu gastei 2,7 litros de álcool, o que significa que eu gastei 1,7 litro de álcool a mais que você.

Ou seja: nós dois rodamos a mesma distância, mas eu, com meu carro flex e minha "gasolina brasileira", gastei 1,7 litro de álcool a mais que você.

Apenas para rodar este módico percurso de 80 quilômetros, 1,7 litro de álcool foi literalmente jogado fora. E isso não é pouco.

Se, de cada 2,7 litros, 1,7 litro é desperdiçado, temos que 63% do álcool contido em nossa "gasolina brasileira" usada em um carro flex é jogado fora. O volume desperdiçado simplesmente supera o volume aproveitado.

E daí? E daí que, como bem observou o articulista, desperdiçar 63% de álcool é desperdiçar 63% das terras em que a cana foi plantada para produzir álcool; é jogar fora 63% de todo o trabalho envolvido na produção do álcool (de 1 tonelada da cana só saem 100 litros de álcool); é jogar fora investimentos e mão-de-obra.

Acima de tudo: há um enorme custo de oportunidade. Em vez de terras plantando café, feijão, milho, soja e frutas cítricas, há o plantio de um produto (cana de açúcar) cuja produção será desperdiçada em 63%. Pense nos alimentos que deixaram de ser produzidos. Pense em quão mais baratos seriam os alimentos caso houvesse essa maior oferta.

Por causa de um intervencionismo estatal, há um excesso de produção de um produto que será ineficientemente usado, e uma subprodução de vários outros produtos cruciais.

Ganham os usineiros beneficiados por essa lei; perde toda a população.

Conclusão

Frédéric Bastiat já alertava: em economia, mais importante do que aquilo que se vê é aquilo que não se vê. Você vê toda a cadeia da produção de álcool sendo estimulada. Mas você não vê o desperdício. Você não vê a ineficiência. E muito menos vê os alimentos que deixaram de ser produzidos para dar lugar à plantação da cana de açúcar, plantio este que só ocorre em seu atual volume por causa de um intervencionismo estatal, que torna a atividade mais lucrativa do que seria normalmente.

Como concluiu Arnaldo Keller: se o Brasil fosse um país livre, se o governo e a Petrobrás nos respeitassem, eles teriam muitas explicações a nos dar. A pergunta que fica é: quem é que vai tirar o dedo desses caras da descarga para onde mandam o nosso combustível e o nosso dinheiro?


36 votos

autor

Thiago Fonseca
é graduado em administração pela FGV-SP e é empreendedor do ramo de eletroeletrônicos


  • Bruno Feliciano  21/06/2018 06:27
    Quem tem carro importado ta ferrado, essa quantidade de etanol no Flex não faz tanto mau quanto faria em um não flex, mas nos importados não flex, o motor não foi projetado pra receber essa quantidade de etanol, fora a octanagem baixa(87) e todo o enxofre e química tóxica na gasolina. Isso faz criar borras nos cilindros, entope bicos, motor grila, fuma e da diversos problemas em altas quilometragens.

    A Podium hoje custa absurdo, ela tem 25% de etanol e 95 octanas, o que ja é uma qualidade bem maior do que a gasolina comum, só que pra encher um tanque de 50 litros de podium, você vai gastar em média 50 reais a mais do que com a gasolina comum. É aquela história, o barato sai caro, depois o problema que pode dar por usar essa gasolina horrorosa sai mais caro do que ostentar com a Podium.
    Meu carro pede pra por ''Premium Unleashed fuel'', fiz isso a vida toda, só que nos últimos aumentos de 2017 esse costume passou a ser inviável.
    A diferença da podium pra comum é tão grande, que se pode sentir em desempenho e consumo.

    Outro fato curioso é que os carros aqui no Brasil as vezes tem mais potência do que os de fora(no caso de mesmo motor e modelo), justamente por causa dos 27% de etanol, como todos sabem o etanol da mais potência do que a gasolina.

    Nos EUA, nego paga mais barato na gasolina com 10% de etanol enquanto a gente paga mais caro com 27%, é um vergonha!

    Aqui nós temos que comprar essas carroças a preços altíssimos e arcar com uma gasolina horrorosa, o carro não presta e a gasolina também não, por isso os carros la de fora tem uma vida útil muito maior do que aqui, lá nego não troca amortecedor com 100 mil km, isso é coisa pra 300 mil e olhe lá, aqui com 150 mil o carro ta mole parecendo um impala, o carro fica até mais inseguro pela falta de grip.
    O cuidado com a manutenção aqui tem que ser redobrado, gasolinas como GRID, V-power e afins são gasolinas comuns com aditivos, são mais caras e no fim a mesma porcaria.
    Nos EUA tem postos com gasolina de 98-105 octanas para carros de corrida, enquanto aqui se tiver Podium de 95 octanas já é muito...

    Abraços
  • Libertario  21/06/2018 14:51

    Você diz que o prejuízo (de reparo) por não usar gasolina de maior octanagem em carros que especificam esse tipo de combustível, é maior do que o de abastecer sempre com uma Podium

    E ao mesmo tempo diz que tens um carro que pede uma gasolina mais pura, porém você mesmo não está abastecendo devido ao custo.
    É isso mesmo ou entendi errado?
  • Bruno Feliciano  21/06/2018 17:26
    ''E ao mesmo tempo diz que tens um carro que pede uma gasolina mais pura, porém você mesmo não está abastecendo devido ao custo.
    É isso mesmo ou entendi errado? ''

    Sim, to correndo o risco. Voltarei a por podium quando for viável, isto é, quando a diferença dela pra comum for menor.
  • THIAGO B OLIVEIRA  26/06/2018 15:31
    Verdade, ficou totalmente contraditório... caso não tenha condições de possuir um veiculo que exige uma gasolina "nao comum", deveria optar por um modelo que exija um combustível Premium (considerando o Brasil). Quem ja teve oportunidade de ver um motor movido a etanol por dentro, mesmo sendo um leigo veria os benefícios.
  • anônimo  25/06/2018 18:44
    O governo é uma desgraça.
  • Marcos Santos  26/06/2018 11:12
    Isso na verdade é junto com os impostos outro motivo que encarece os importados pelas fábricas. Eles tem que ser modificados pelo importador (a chamada "tropicalização") para andarem no Brasil.
  • THIAGO B OLIVEIRA  26/06/2018 17:39
    Isso só ocorre em veículos que foram fabricados para outros países e possuem importação não oficial.
  • Jackson da Fonseca Cunha  04/07/2018 15:15
    Graças a investimentos em plantas de reforma catalítica (governo Lula - investimento desnecessário ?) a Petrobras poderia atender grande parte do mercado com gasolina pura (sem adição de álcool).
    A Petrobras produz gasolina especificada para o mercado brasileiro, atendendo as leis nacionais, o que implica em combustível diferente de outros países. Não vale apena produzir gasolina de alta octanagem para que nela seja adicionado álcool.
    Convém lembrar que no país temos 4 refinarias totalmente privadas (atendem em torno de 5% do mercado nacional) e mais de 140 importadores. O preço nas nossas bombas é mais alto que nos EUA e Paraguai porque nossos impostos são mais altos.
    O mercado de combustíveis no Brasil é aberto!
  • Amante da Lógica  04/07/2018 15:52
    "Convém lembrar que no país temos 4 refinarias totalmente privadas (atendem em torno de 5% do mercado nacional)"

    Errado. A Petrobras detém 98% do refino. Palavras do próprio presidente da empresa.

    oglobo.globo.com/economia/volume-de-petroleo-processado-na-petrobras-o-menor-desde-2010-20827366

    istoe.com.br/nao-e-bom-para-o-pais-a-petrobras-ter-100-de-monopolio-no-refino-diz-parente/

    "O preço nas nossas bombas é mais alto que nos EUA e Paraguai porque nossos impostos são mais altos."

    Também, mas não só.

    Dado que a Petrobras detém o monopólio do refino, é ela quem define, sozinha, sem mercado, o preço dos combustíveis nas refinarias.

    No resto do mundo, inclusive EUA e Paraguai, o petróleo é produzido (ou importado) e as refinarias, que trabalham com concorrência, estipulam os preços. Eventuais altas no preço do barril no mercado internacional não são repassados integralmente pelas refinarias às distribuidoras, exatamente pelo motivo de as refinarias terem concorrência.

    Já no Brasil, em que não há concorrência no refino, eventuais altas no preço do barril no mercado internacional são integralmente repassadas pelas refinarias da Petrobras, que são monopolistas.

    Começou a entender a encrenca?

    "O mercado de combustíveis no Brasil é aberto!"

    Outro erro.

    Para abrir uma refinaria no país você tem de:

    1) submeter-se a uma cornucópia de regulamentações impostas pela ANP, que regula tudo que diz respeito ao setor;

    2) A ANP é uma burocracia enorme que possui, além de sua diretoria, uma secretaria executiva, 15 superintendências, 5 coordenadorias, 3 núcleos (Segurança Operacional, Fiscalização da Produção de Petróleo e Gás Natural, e Núcleo de Informática) e 3 centros (Relações com o Consumidor, Centro de Documentação e Informação, e Centro de Pesquisas e Análises Tecnológicas).

    Montar uma refinaria significa ter de submeter a calhamaços regulatórios impostos por cada um desses departamentos, o que, por si só, já torna todo o processo financeiramente inviável.

    3) Além da ANP, você tem de se submeter a calhamaços de regulamentações ambientais, trabalhistas e de segurança. O arranjo sempre foi montado exatamente para coibir a concorrência à Petrobras. Pode até ser que mude no futuro, mas não há qualquer indicação disso.

    4) Além de tudo isso, estamos no Brasil, o que significa que você terá de "molhar a mão" de vários políticos e burocratas caso realmente queira conseguir alguma licença.

    5) Finalmente, ainda que um empreendedor estivesse disposto a encarar tudo isso e realmente conseguisse abrir refinarias no país para concorrer com a Petrobras, o governo poderia simplesmente praticar política de controle de preços e reduzir artificialmente os preços cobrados pela Petrobras, o que garantiria a reserva de mercado da estatal e inviabilizaria todo o seu empreendimento, trazendo enormes prejuízos.

    Essas são as consequências de se ter todo um setor controlado diretamente pelo estado: total insegurança jurídica.

    Sendo assim, é simplesmente inviável surgirem novas refinarias.

    Proclamar que "o mercado é aberto" e ao mesmo tempo entupir de burocracia e regulações o processo para se entrar neste mercado significa, na prática, que o mercado continua fechado.

    O fato de você ignorar isso é preocupante.
  • Jackson da Fonseca Cunha  05/07/2018 04:37
    "Convém lembrar que no país temos 4 refinarias totalmente privadas (atendem em torno de 5% do mercado nacional)"

    Errado. A Petrobras detém 98% do refino. Palavras do próprio presidente da empresa.

    ## Errado? Em partes: Sim as 4 pequenas ficaram com 3% do mercado em 2017 (segundo ANP). Eu errei tinha colocado 5%, é menos que 5%. E as 4 refinarias privadas ainda existem neste país (UNIVEN, DAX OIL, RIOGRANDENSE e MANGUINHOS).

    As coisas mudam...
    Ok, vamos atualizar um pouco a informação para 03/2018:

    Nesta matéria vê se que a Petrobras perdeu mercado em 2017 para as 4 concorrentes (UNIVEN, DAX OIL, RIOGRANDENSE e MANGUINHOS) e para importadoras:

    "Na gasolina, a fatia da Petrobras caiu para 83 por cento em 2017, contra 90 por cento em 2016 e 96 por cento em 2015.
    No diesel, a participação foi de 74 por cento em 2017, contra 83 por cento em 2016 e 97 por cento em 2015.
    Já em fevereiro deste ano a fatia da companhia no mercado de gasolina estava em 77 por cento e em 79 por cento no de diesel."
    Fonte: br.reuters.com/article/businessNews/idBRKCN1GR1T9-OBRBS

    Quase 20% do mercado de Diesel e ¼ do mercado de gasolina do Brasil ficaram com a concorrência em 2017. Já me atrevo a dizer que não há monopólio na venda de combustíveis no país.
    ###

    "O preço nas nossas bombas é mais alto que nos EUA e Paraguai porque nossos impostos são mais altos."

    Também, mas não só.

    Dado que a Petrobras detém o monopólio do refino, é ela quem define, sozinha, sem mercado, o preço dos combustíveis nas refinarias.

    No resto do mundo, inclusive EUA e Paraguai, o petróleo é produzido (ou importado) e as refinarias, que trabalham com concorrência, estipulam os preços. Eventuais altas no preço do barril no mercado internacional não são repassados integralmente pelas refinarias às distribuidoras, exatamente pelo motivo de as refinarias terem concorrência.

    Já no Brasil, em que não há concorrência no refino, eventuais altas no preço do barril no mercado internacional são integralmente repassadas pelas refinarias da Petrobras, que são monopolistas.


    ### Essa política nefasta de correções diárias foi implementada na gestão do Pedro Parente e também espero que mude porque atrapalha o planejamento dos clientes e até dos concorrentes!!!
    ###

    Começou a entender a encrenca?

    "O mercado de combustíveis no Brasil é aberto!"### ... +- vencer a burocracia no Brasil não é moleza!

    Outro erro.

    Para abrir uma refinaria no país você tem de:

    1) submeter-se a uma cornucópia de regulamentações impostas pela ANP, que regula tudo que diz respeito ao setor;
    ### 4 empresas privadas conseguiram !

    2) A ANP é uma burocracia enorme que possui, além de sua diretoria, uma secretaria executiva, 15 superintendências, 5 coordenadorias, 3 núcleos (Segurança Operacional, Fiscalização da Produção de Petróleo e Gás Natural, e Núcleo de Informática) e 3 centros (Relações com o Consumidor, Centro de Documentação e Informação, e Centro de Pesquisas e Análises Tecnológicas).

    Montar uma refinaria significa ter de submeter a calhamaços regulatórios impostos por cada um desses departamentos, o que, por si só, já torna todo o processo financeiramente inviável.
    ### Concordo em gênero número e grau. A propósito a Petrobras e as 4 menores também encaram isto.


    3) Além da ANP, você tem de se submeter a calhamaços de regulamentações ambientais, trabalhistas e de segurança. O arranjo sempre foi montado exatamente para coibir a concorrência à Petrobras. Pode até ser que mude no futuro, mas não há qualquer indicação disso.
    ### Também espero que mude. Uma maior concorrência nacional seria saudável.

    4) Além de tudo isso, estamos no Brasil, o que significa que você terá de "molhar a mão" de vários políticos e burocratas caso realmente queira conseguir alguma licença.
    ### Concordo em gênero número e grau. A propósito a Petrobras e as 4 menores também encaram isto.

    5) Finalmente, ainda que um empreendedor estivesse disposto a encarar tudo isso e realmente conseguisse abrir refinarias no país para concorrer com a Petrobras, o governo poderia simplesmente praticar política de controle de preços e reduzir artificialmente os preços cobrados pela Petrobras, o que garantiria a reserva de mercado da estatal e inviabilizaria todo o seu empreendimento, trazendo enormes prejuízos.

    ####????? Como assim??? Temos 4 refinarias privadas! Que venham mais!!!###

    Essas são as consequências de se ter todo um setor controlado diretamente pelo estado: total insegurança jurídica.
    ###Concordo em gênero número e grau. Aliás não é só o setor de combustíveis que sofre com isto, não é mesmo?

    Sendo assim, é simplesmente inviável surgirem novas refinarias.

    ### Espero que surjam sim novas refinarias, o CADE está procurando formas de auxiliar o país no aumento da concorrência no setor de combustíveis. Precisamos exportar derivados e parar de exportar Óleo Crú!!
    ###

    *** Não confio no atual governo: Temer foi eleito como vice de Dilma. Privatizar um sistema caro e complexo como o de energia com políticos suspeitos é correr o risco de vender o futuro da nação por alguns trocados, a maior parte do pagamento pode vir a cair em contas na Suíça.

    Proclamar que "o mercado é aberto" e ao mesmo tempo entupir de burocracia e regulações o processo para se entrar neste mercado significa, na prática, que o mercado continua fechado.
    O fato de você ignorar isso é preocupante.
    ###
    Não ignoro não. Burocracia não gera riqueza. Mas espero que privatizações ocorram quando os grandes ídolos do crime neste país estiverem atrás das grades. Por hora só novas refinarias, precisamos exportar derivados!
    ###

    "Assim como o ferro afia o próprio ferro, as pessoas aprendem umas com as outras." [Provérbios 27:17]

  • Raí Sousa  21/06/2018 10:14
    Pode se dizer que o estado é o Midas reverso, tudo que toca, apodrece. Muito bom o artigo.
  • Henrique  21/06/2018 10:42
    Bom dia a todos.


    Vi um projeto de uma mina usina a um custo de R$250 mil para produzir mil litros de álcool por dia. Não é pouca produção pelo investimento? Que tipo de rentabilidade dá para esperar? Aqui na minha região têm muitos produtores de cana...
  • Amante da Lógica  21/06/2018 13:12
    Se você tem um mercado cativo e você sabe que o percentual de álcool na gasolina continuará sendo aumentado por decreto pelo governo, então qualquer investimento no setor se torna rentável.

    Veja que lindo:

    Decreto pode elevar para até 40% percentual de etanol na gasolina

    Depois de uma notícia dessa, meu caro, até eu tô pensando em derrubar minha casa e plantar ali um canavial -- mas não posso por causa de regras ambientalistas, as quais garantem ainda mais reserva de mercado para os já estabelecidos.
  • Emerson Luis  21/06/2018 10:52

    De década perdida em década perdida,
    o Brasil chegará ao século perdido.

    Ou já chegou e já está indo
    para o segundo século perdido...

    * * *
  • Diego Garrido  21/06/2018 10:59
    Bom Dia , prezado Thiago Fonseca .
    Muito oportuno seu texto em uma época de petróleo abundante e consequentemente "barato". A questão dos alimentos , se vc consultar um produtor de milho , feijão e frutas, como citado no texto, quanto a preços desses produtos a resposta dele não será muito animadora , imagina toda a área coberta por cana hj , plantada com esses alimentos a oferta que teríamos , como estariam os Preços ? Acredito que o erro não esteja no projeto álcool em si , mas sim na gestão de tudo que envolve o setor público.Obrigado .
  • Elon Musk  21/06/2018 11:30
    Brasil é tão capitalista que facilita os pobres adquirirem seus carros elétricos fechando o mercado e proibindo de carregá-los por conta própria.

    tecmundo.com.br/amp/mobilidade-urbana-smart-cities/131465-brasil-regulamenta-recarga-veiculos-eletricos.htm
  • Jonas  21/06/2018 16:08
    Pronto, agora só falta subsídios para os amigo$ dos juízes comprarem placas solares.

    Intervencionismo at it's finest.
  • Usineiro paulista  22/06/2018 00:29
    Pare com isso Elon, o etanol, o combustível completão, irá ultrapassar os carros elétricos, feitos para burgueses de Hollywood desfilarem. Além disso estaremos incentivando os setores de oficinas mecânicas e autopeças, já que o nosso etanol, ao corroer os componentes do motor, estimula uma maior substituição desses componentes, além de aumentar demanda por mão-de-obra pelos gloriosos mecânicos, que agora estarão empregados graças ao nosso combustível verde.
  • Carlos Lima  21/06/2018 12:37
    Mais um excelente artigo. Revoltante o conformismo da sub-raça brazilêira, que engole sem mastigar as inteferências do Estado, aprofundando a enorme fossa na qual somos forçados viver. Sugiro outra matéria igualmente importante sobre o assunto: www.mises.org.br/Article.aspx?id=2032
  • Tannhauser  21/06/2018 12:45
    "Um carro flex com a "gasolina brasileira" — com 27% de álcool — roda 20% menos que outro carro exatamente igual equipado com um motor calibrado para usar apenas gasolina pura."

    Não existe este dado no link informado.
  • anônimo  21/06/2018 13:04
    Não só gasta mais, como ainda gasta bem mais que um carro antigo.

    "O Gol 1.0 a gasolina tinha os seguintes números divulgados pela Volkswagen em 2003: 13,4km/l na cidade e 17,2km/l na estrada. Atualmente, um Gol 1.0 flex apresenta consumo de 11,1km/l na cidade e 13,2km/l na estrada."

    Consumo 19% maior na cidade e 23% maior na estrada.

    Números comprovam que consumo de motores flex é maior

    Eu tenho um carro 1.4 a gasolina (Fiat Bravo Turbo 2011) e minha mulher tem um carro 1.4 flex (Fiat Argo 2017). Ambos da mesma marca e mesmo motor. O meu, inclusive, é até mais pesado que o dela. Enquanto eu consigo 9,5 km/l na cidade com o meu, sofro pra conseguir 7,9 km/l com o dela. Na estrada, consigo 13,6 km/l com o meu e apenas 10,9 km/l com o dela.

    Ambos com gasolina.

    A diferença de consumo é visível inclusive no computador de bordo.
  • Pedro Oliveira  21/06/2018 13:34
    Honestamente, eu não sou um especialista, mas já tive a oportunidade de possuir um focus 2.0 a gasolina e outro "flex", da mesma cilindrada e modelo, e pude constatar que motor bicombustível sempre tem um consumo (muito) superior ao do motor que queima apenas o combustível fóssil. Esse fato somado a alta que o combustível da cana teve nos últimos anos (deve ser por causa da explosão da demanda), me fez concluir que os carros "flexíveis" são golpe, um "estelionato tecnológico", praticado contra o consumidor.
  • Eduardo  21/06/2018 13:41
    Pedro, também já percebi isso, tenho um C4 VTR 2.0 somente a gasolina, média na cidade: 10Km/l, meu irmão tem um C4 hatch 2.0 flex, a média dele nunca passou de 8Km/l usando gasolina.
  • Bruno Feliciano  21/06/2018 17:29
    O 1.4 turbo da Fiat é completamente diferente do 1.4 do argo, ai você cometeu um erro meu amigo

    A diferença ai se da por um motor ser muito mais eficiente do que o outro.

    E mais, muita gente ai ta comparado as médias de forma equivocada, média de km/l engloba uma SÉRIE de variáveis, não nego que o flex pode ser uma delas, mas existem variáveis muito mais relevantes que fazem essa média.

    Você tem que comparar com você mesmo e dois motores iguais
    Exemplo:

    PSA THP 165, tem o flex e não flex. Quem teve os dois e morou no mesmo lugar ai pode fazer uma comparação justa.
  • anônimo  21/06/2018 18:26
    "A diferença ai se da por um motor ser muito mais eficiente do que o outro."

    Ué, mas é claro que um motor é mais eficiente que o outro. O Bravo a gasolina (mais antigo) é muito mais eficiente que o do Argo flex (mais novo). Não é exatamente esse o ponto?

    Concordo com o resto do que você falou, mas aí fui olhar as especificações, e a coisa é ainda pior que eu imaginava.

    a) a cilindrada de ambos é idêntica, com a do Bravo sendo marginalmente maior (o que deveria implicar consumo um pouco maior para o Bravo): 1.332 cm3 no Argo e 1.368 cm3 no Bravo.

    Mas agora vem o pior: a taxa de compressão.

    b) a taxa de compressão do Bravo é de 9,8:1. Já a do Argo é 13,2:1.

    Com uma taxa tão alta, era para o Argo, que também é mais novo e mais moderno, consumir menos gasolina que o Bravo. Ou então pelo menos o mesmo tanto. Mas não!

    Quer mais bizarrice:

    c) O Bravo pesa 1.370 kg. Já o Argo pesa 1.140 kg.

    Não há razão nenhuma para o Argo, que é mais novo e mais moderno, consumir tão mais que o Bravo. Mas é o que ocorre. Faço os mesmos trajetos, dirijo do mesmo jeito (ambos são manual), só uso gasolina em ambos, abasteço no mesmo posto, e o Argo sempre bebe bem mais. Ah e o Bravo tem teto solar (o que aumenta o peso em uns 80kg) e o Argo não.

    Ou seja, um carro bem mais leve, com uma taxa de compressão bem maior, e com motor de igual cilindrada não poderia apresentar um consumo tão mais alto que um carro bem mais pesado, com uma taxa de compressão bem menor e com motor de igual cilindrada.
  • Bruno Feliciano  21/06/2018 19:28
    Mas a arquitetura do motor é completamente diferente, um é aspirado e o outro turbo.
    A turbina traz muita eficiente energética, por isso se consome menos pra andar mais. Essa é a lógica, se você pegar um UP 1.0 MPI, ele pode beber mais que um UP TSI 1.0

    O UP TSI vem com injeção direta e outros componentes que diminuem a perda energética gerada no atrito, tanto que ele é mais economico que muito 1.0 flex ou não....

    www.noticiasautomotivas.com.br/volkswagen-up-tsi-e-o-carro-flex-mais-economico-segundo-o-inmetro/


    A taxa de compressão sempre sera alta pra um motor que recebe alcool, motores a alcool são mais taxados mesmo.


    ''Mas é o que ocorre. Faço os mesmos trajetos, dirijo do mesmo jeito (ambos são manual), só uso gasolina em ambos, abasteço no mesmo posto, e o Argo sempre bebe bem mais. Ah e o Bravo tem teto solar (o que aumenta o peso em uns 80kg) e o Argo não''

    Nessa comparação ta correta, você usou os dois carros, no mesmo trajeto e na mesma gasolina.

    O Bravo é mais economico pelo motor ser turbo e ter toda uma arquitetura mais avançada, oriunda dos 1.4 turbo da Fiat Multiar.
    O certo seria comparar um Bravo FLEX vs o Não flex, com o mesmo 1.4 turbo
    Assim como o Argo flex e o não flex, com o mesmo 1.4 N/A.


    Esse é o meu ponto, pra comparação ser o mais honesta possível e não ter motivos pra nenhum intervencionista implicar.
  • Marcelo  21/06/2018 19:52
    Qualquer gasolina misturada com álcool vai consumir mais que gasolina pura. Dado que o rendimento do álcool é apenas 70% do rendimento da gasolina, quanto maior a quantidade de álcool na gasolina maior será o consumo, tudo o mais constante.

    Não importa se o motor é flex ou não: se a gasolina tiver 27% de álcool, o consumo será maior do que se a gasolina fosse pura. E quanto mais álcool o governo for decretando para ser misturado à gasolina -- sabendo que a frota é majoritariamente flex --, maior será o consumo. (A meta declarada é chegar a 40% de álcool na gasolina).

    Acrescente a isso o fato de que os flex consomem naturalmente mais que os carros apenas a gasolina, então o cenário está montado para o desperdício.
  • Ambientalista  21/06/2018 19:35
    Sabiam que o etanol polui menos? A natureza agradece essa política e seus pulmões também! Um ar mais limpo que diminui a chance de você ter câncer.

    Carros a diesel poluem muito mais, isso ninguém fala. Ainda bem que aqui não entra carro leve a diesel!

    Todos os carros deveriam ser a alcool e hibridos

    Tinha que aproveitar abolir o plástico, maior responsável por poluir e matar a biodiversidade nos oceanos.
  • Carlos  21/06/2018 19:58
    Para um sedizente ambientalista você está bem desinformado.

    A obtenção do álcool de cana de açúcar tem como resultante o subproduto vinhoto, na proporção de 15 litros para cada litro de álcool obtido no processo de destilação. O vinhoto é 100 vezes mais poluente que o esgoto doméstico e gera os seguintes problemas:

    – Resíduo ácido e altamente corrosivo

    – Causa asfixia em animais aquáticos, afugentando a microfauna e a microflora que constitui o "plancton"

    – Possui cheiro desagradável

    – Quando armazenado em reservatórios a céu aberto contribui para a dispersão de doenças endêmicas, devido a proliferação de insetos vetores.

    Muito vinhoto já foi despejado em lagos e rios com graves agressões ao meio ambiente. (O vinhoto poderia ser transformado em excelente adubo orgânico em fábricas centralizadas em locais adequados, acabando com o "esgoto a céu aberto".)

    Hoje em dia é fato que as queimadas estão sendo gradativamente substituídas por colheita mecanizada, porém os pequenos produtores ainda continuam com o antigo processo de incendiar os canaviais.

    Resido em Tatuí, no interior de São Paulo, e continuo a ver as queimadas da cana e seus efeitos da "neve negra", ou seja, as cinzas, poluindo a região.

    Outro relevante poluidor do solo são os sulfatos resultantes do ácido sulfúrico também utilizado na produção do álcool. São 5 litros de ácido sulfúrico para cada 1.000 litros de álcool produzido.

    Quanto ao álcool como combustível ser mais limpo gerando menos poluição, isso é conversa. Hoje em dia os motores com injeção direta de combustível, com gerenciamento eletrônico beirando a perfeição e catalisadores supereficientes, a gasolina pode ser tão limpa quanto.
  • Luciano viana  21/06/2018 19:14
    A relacao do motor a gasolina é 8 por um , que é o correto, o flex varia de 10 por 1 a 11 por 1 , pois o alcool funciona com a taxa de 14 por 1. O motor flex é fabricado nessa media pra poder rodar com os dois, so que 10 por 1 nim motor a gasolina gera pre ignição, o que detona o motor e desperdica uma porcentagem de combustivel . Por isso o consumo é mais elevado nos flex.
  • Felipe Lange  22/06/2018 00:30
    Na verdade o seu Argo ou tem motor 1,0-litro, ou 1,3 ou 1,75. Seria um 1,3? Bravo T-Jet eu sei que o Leandro tem. Bom gosto.
  • anônimo  22/06/2018 00:36
    Sim, 1.332 cm3, comercialmente vendido como 1.4.
  • Andre Ribeiro  25/06/2018 22:20
    As comparações devem ser na mesma base , porém o senhor compara um motor aspirado com um motor turbo então não atendem o princípio base para comparação.
  • Marcos Santos  26/06/2018 11:17
    É simples de entender o porque. Álcool exige taxas de compressão muito altas. Gasolina trabalha com taxas de compressão menores, mesmo a de alta octanagem simplesmente não conseguiria trabahar com as taxas de compressão ideais para o álcool.

    Dai como se faz no carro flex? Uma taxa de compressão mais elevada um pouco mais elevada que o ideal para gasolina, e uma taxa de compressão longe da ideal pro álcool. E a injeção eletrônica que se vira atrasando ou adiantando o ponto e o intervalo da ignição.
    Gambiarra total.
  • Magno  21/06/2018 13:30
    Eis o que diz o melhor site sobre o assunto:

    "O que muita gente percebeu, na prática, é que o consumo de seu flex era mais alto que o de um modelo similar a gasolina, mesmo usando tal combustível, e tão alto ao usar álcool que chegava a anular a vantagem de preço — embora os dados de consumo informados pelos fabricantes prometessem um quadro mais favorável.

    A razão mais provável para essa baixa eficiência estava na calibração, ou seja, a infinidade de parâmetros inseridos na central eletrônica de injeção e ignição dos motores, previstos para todas as condições de rotação, abertura de acelerador, temperatura e pressão atmosférica (que varia com a altitude). Calibrar bem um motor é processo complexo, demorado e caro; calibrar para uma ampla gama de misturas de combustíveis, muito mais. Como disse um amigo de ampla experiência na indústria, "a calibração nunca termina; apenas chega ao fim o prazo para entregar o trabalho". É de se imaginar como, na urgência de atender à demanda do mercado, os fabricantes a fizeram na época."

    bestcars.uol.com.br/bc/informe-se/colunas/editorial/399-motores-flexiveis-em-combustivel-10-anos-de-exito-e-de-turbulencias/
  • Engenheiro  21/06/2018 14:23
    O carro flex gasta mais gasolina, mas gasta ainda mais álcool.

    Além de todos esses problemas de calibração do motor, vale ressaltar outro fato crucial: em um motor a álcool puro, a taxa de compressão é alta, muito mais alta que em um motor a gasolina. Já em um motor flex, a taxa de compressão tem de ser menor do que seria em um motor a álcool puro justamente por causa da gasolina (uma taxa de compressão alta faria a gasolina detonar antecipadamente).

    Com a taxa de compressão tendo de ser menor, o álcool perde sua eficiência. Assim, quanto mais álcool houver na mistura, maior será a ineficiência e, logo, o consumo.

    Ou seja: o simples aumento da proporção de álcool na gasolina - de 25% para 27%, que representa um aumento de 8% - já faz aumentar o consumo de um carro flex abastecido apenas com a "gasolina brasileira". E quanto mais álcool o sujeito for colocando na mistura, maior será o consumo.
  • Rafael  21/06/2018 15:01
    Depende muito do carro. Há carros flex em que a taxa de compressão é alta, muito próxima de carros exclusivamente a álcool.
  • Kelvin  21/06/2018 15:09
    Sim, embora a taxa de compressão num flex não tenha como ser igual a de um álcool puro, o que já acarreta ineficiências, o problema realmente maior é a impossibilidade de calibrar o motor otimamente para cada mistura possível, o que torna estes modelos inevitavelmente menos eficientes. Esse, de fato, é o grande problema, como apontou corretamente o Best Cars Web Site.

    O Engenheiro acima não está errado, mas o problema maior é realmente a impossível calibragem.
  • Tarantino  22/06/2018 02:21
    Sim, mas em um carro flex com motor de alta compressão, ao ser abastecido com gasolina o sistema de gerenciamento do motor vai atrasar o ponto de ignição para evitar a pré-ignição (batida de pinos) , e isto também gera perda de eficiência e potência.
    O carro flex é um carro que funciona mal na gasolina, e também funciona mal no álcool.
  • Salazzar  21/06/2018 12:47
    Aqui no Brasil a gente:
    - Usa gasolina batizada, chamada no artigo de gasolina brasileira, única no mundo;
    - Não pode usar carro de passeio a Diesel;
    - Temos a Petrobrás mas pagamos mais caro pelo combustível do que países que não produzem.

    É um festival de erros.


  • Vinicius  21/06/2018 13:31
    O Brasil é um erro.
  • Marcos Santos  26/06/2018 11:19
    E não podemos usar Diesel porque o governo subsidia o Diesel para caminhões. Uma coisa que nem os EUA fazem, que só subsidiam o Diesel para agricultura, sendo que esse diesel agrícola tem um corante pra fiscalização.
  • myself  21/06/2018 13:08
    Excelente artigo. Coloca as coisas sob uma perspectiva que a maioria de nós não enxerga, tornando claro o tamanho do desperdício.

    No entanto, senti falta de um esclarecimento. O artigo menciona que a frota de flex é hoje 80% da frota nacional. Mas porque esse percentual é tão alto? Existem incentivos e subsídios atualmente em vigor para carros flex? Ou o consumidor tem preferido a menor eficiência energética em favor da flexibilidade voluntariamente?

    Parabéns pelo artigo.
  • Eduardo Alves Ramos  21/06/2018 13:17
    Porque todo mundo acha que é vantagem. Eu mesmo tenho dois flex e comprei porque fui na moda. "Ah, ter a opção de escolher é sempre bom", pensei eu.

    Mas também já tinha notado que o consumo, mesmo quando só com gasolina, era nitidamente maior que o de meu carro antigo só a gasolina (mesma cilindrada 1.0).

    Fora isso, hoje praticamente não tem versão que não seja flex. Praticamente você tem de recorrer ao mercado de usados para encontrar um só a gasolina.
  • Richard Gladstone de Jouvenel  21/06/2018 13:09
    E quanto à questão agrícola, ainda tem um inconveniente a mais.

    A cultura de cana é uma das que mais exigem do solo, e existem plantadores que tiram três colheitas antes de fazer a rotação, que em geral é feita com crotolaria juncea, soja ou amendoim.

    Se, num exemplo extremo, um fazendeiro queira reverter o uso do solo para uma cultura fora dessas, vai ter um trabalho danado pra recuperar a terra.
  • Bode  21/06/2018 22:27
    Em Pernambuco tem terras que plantam cana ha mais de 500 anos sem perdas no solo.
  • Richard Gladstone de Jouvenel  23/06/2018 12:20
    O amigo me perdoe, mas como eu sempre peço à todos, evite de responder com o fígado.

    Suponho que seja pernambucano...minha experiência me ensinou que é um povo que defende seu estado com unhas e dentes, mas nesse caso, o colega errou por ter interpretado minha colocação com bile na garganta.

    Eu disse que dava trabalho recuperar a terra, não disse que era impossível. E se o amigo conhece alguma coisa de agricultura, o que não me parece, sabe que toda cultura intensiva pede uma cultura de fundo pra evitar desgaste de solo e claro, mais rentabilidade para o agricultor. Plantar só cana não só é impossível, como desgasta o solo num prazo bastante curto, causando erosão e desertificação. Aliás, isso é ciências de sétimo ano do ensino básico.



  • Cristiano  21/06/2018 13:22
    "Por causa de um intervencionismo estatal, há um excesso de produção de um produto que será ineficientemente usado, e uma subprodução de vários outros produtos cruciais.

    Ganham os usineiros beneficiados por essa lei; perde toda a população."

    Agora faz esse povo entender.... vai uns 200 anos nisso .
  • 4lex5andro  26/06/2018 23:26
    Não por acaso o estado que proporcionalmente é o maior produtor de cana-de-açucar do país, Alagoas, é um dos (se não for o mais) mais pobres do Brasil.
  • Pobre Paulista  21/06/2018 13:34
    Motor flex é o maior LIXO já criado pela engenharia e faria Nikolaus Otto morrer de desgosto.

    Nem precisa usar a "gasolina brasileira" para ilustrar isso. O problema central da mistura de combustível é que existe um único ponto ótimo de taxa de compressão para um dado poder calorífico, e este é dado pelas características do combustível. Já a taxa de compressão é definida por características mecânicas (depende do curso do pistão e do diâmetro da câmara) e portanto não pode se "adaptar" ao poder calorífico "novo" da mistura.

    Isso significa que qualquer mistura de combustível fora daquela projetada irá fazer com que a taxa de compressão dada esteja fora do ponto ótimo, e portanto haverá, deterministicamente, ineficiência e desperdício.

    O motor flex apenas tenta minimizar esse efeito atrasando ou adiantando o momento da faísca através da injeção eletrônica - e o máximo que se pode fazer é achar o ponto de explosão "menos pior" para aquela mistura específica de combustível (além do mais, a mistura é determinada a posteriori, pelo coletor de escape, e a injeção está ainda por cima sempre atrasada).

    Então não tem mágica. Num motor flex, qualquer mistura de combustível ainda será menos eficiente que um motor projetado para um combustível "puro", seja a álcool ou a gasolina.

    Num livre mercado genuíno, uma porcaria dessas jamais teria existido.

  • ROM  21/06/2018 13:41
    Carro flex no Brasil foi claramente lobby de usineiro, como foi nos EUA. Assim mantém o preço do álcool lá em cima e ainda valoriza os carros, pois "são flex". Conheço muita gente que tem carro flex e nunca colocou sequer uma gota de álcool em seu veiculo.

    A verdade é que os motores flex estão causando um prejuízo brutal para o país e os consumidores, pois consomem muito mais combustível do que um um motor mono combustível, já que o motor flex não passa de um motor a gasolina chipado pra queimar álcool também.

    Com as tecnologias que temos hoje nos motores já teríamos muitos carros de baixa cilindrada, 1.0,1.4 e 1.6, fazendo pelo menos 20 km por litro de combustível, na Europa já tem carro fazendo até acima disso. Isso sim seria economia para o pais e para os consumidores, ainda mais que o Brasil possui jazidas e mais jazidas de petróleo. Não faz mais sentido manter o motor flex, e mais ainda, o açúcar e alimentos iriam baixar de preços.
  • Truco   21/06/2018 14:13
    Nos EUA não existe obrigação de usar gasolina batizada como aqui. Pode-se usar gasolina pura (o mais usado), somente etanol, batizada com diferentes porcentagens, eletricidade e até diesel nos carros.
  • Edson Del Rio  21/06/2018 13:48
    Obviamente que um motor dedicado que funcione com apenas um tipo de combustível apresenta um rendimento superior a um motor obrigado a se ajustar a funcionar com dois tipos diferentes de combustível. Assim, um motor dedicado a operar somente a álcool ou somente a gasolina, via de regra, manterá seu rendimento superior ao Flex (dado que o flex tem que funcionar com qualquer proporção de alcool/gasolina, é impossível acertar na calibragem; vai ser sempre um pato que voa e nada, mas não faz nenhum bem feito.)

    Mas a grande questão é a tirania que vivemos imposta pelas montadoras que somente disponibilizam motores flex. Existe alguma montadora oferecendo um motor dedicado operando apenas a álcool? Não basta apenas os valores absurdos que pagamos pelos nossos veículos, mas vivemos sob uma opressão das montadoras sem opções de compra. Tudo porque o governo as protege com tarifas de importação e proibindo a compra de importados usados.
  • Pobre Paulista  21/06/2018 13:55
    Isso não tem a ver só com as montadoras e sim com o estado que regulamenta o que pode ou não pode fabricar.

    Só pra você ter uma ideia: um simples farol de carro precisa atender a mais de 120 normas (cento e vinte, não é erro de digitação). Quanto ao motor, não consigo nem sequer uma estimativa.

    Como disse antes: Essas porcarias jamais existiriam num mercado genuinamente livre.
  • Everaldo - Rondônia  21/06/2018 13:44
    A tecnologia FLEX só foi boa para uma classe específica, A CLASSE DOS USINEIROS. Na verdade, o brasileiro teve que engolir essa artimanha disfarçada de tecnologia, que não é viável utilizar o álcool e aumentou o consumo ao se utilizar a gasolina. E assim, a nação "celebra" a tecnologia flex, que enfia a mão no bolso do brasileiro sutilmente, e em nada lhe traz retorno.
  • Edgard Lopes  21/06/2018 13:59
    Ainda complemento dizendo que no caso da "gasolina brasileira" o autor comprou quase 3 litros de alcool pagando o preço da gasolina.
  • Guilherme Avila  21/06/2018 14:35
    Fico feliz de ver o IMB apoiando a reforma agrária.
  • Edson  21/06/2018 15:08
    Haha, boa. Mas eu também defendo. Todas as terras que só existem por causa de subsídios e reservas de mercado representam espoliação da população produtiva. Logo, são imorais e devem ser transferidas para empreendedores que souberem se virar no livre mercado.

    Ganhará o leilão (que não envolverá a transferência de nenhum centavo para o governo) aquele empreendedor que apresentar um projeto que comprovadamente irá gerar o maior valor para toda a população consumidora, sem subsídios e protecionismos.

    Dificilmente agricultura de subsistência será a vencedora. O provável é que ganhem os grandes empreendedores do agronegócio, mas apenas os que souberem empreender sem crédito subsidiado.
  • Angelo Viacava  21/06/2018 14:52
    E já está aí a energia solar, com os mesmos incentivos estatais.
  • Julio  21/06/2018 14:58
    Apenas constando que 63% de desperdício de alcool no carro flex nao significa 63% de desperdício nas terras plantadas com cana de açúcar. Isto por que a maior parte da produção de cana será destinada a fabricação de açúcar. Portanto o desperdício em terras seria bem menor que 63%.
  • anônimo  21/06/2018 15:07
    No artigo:

    "desperdiçar 63% de álcool é desperdiçar 63% das terras em que a cana foi plantada para produzir álcool; é jogar fora 63% de todo o trabalho envolvido na produção do álcool (de 1 tonelada da cana só saem 100 litros de álcool); é jogar fora investimentos e mão-de-obra."
  • John Maynard Keynes  21/06/2018 17:05
    Este país é um manicômio comuno-fascista onde a estupidez impera.
  • Dalton Catunda Rocha  21/06/2018 17:10
    Nunca haveria Proálcool, sem que antes disto, o ex-ditador Getúlio Vargas tivesse criado a Petrobrás e o monopólio estatal do petróleo.
    O petróleo é dos árabes. E a Petrobrás é da CUT. Dei-me um país, que tenha monopólio estatal do petróleo e, eu lhe darei um país pobre e uma cleptocracia. Tudo o que a Petrobrás deu ao povo brasileiro, desde que foi criada em 1953, é uma sentença de viver num país pobre.
    Qual deveria ser o hino do PT? Aquela música que diz: "Onde está o dinheiro? O gato comeu, o gato comeu. E ninguém viu. O gato fugiu, o gato fugiu. O seu paradeiro está no estrangeiro."
    Quem quiser, que veja a música completa neste site: www.youtube.com/watch?v=92rr8EcDc90
  • Antônio L Camargo  21/06/2018 17:10
    O Brasil precisa de uma mudança de ruptura radical, semelhante ao que aconteceu na década de 90.

    Quem será o corajoso que irá ser pintado como o "diabo" tupiniquim?
  • Felipe Lange  21/06/2018 18:27
    Enquanto isso o carro a diesel continua sonho distante.

    Essa mijolina detona com os motores a gasolina. Governo como de praxe beneficiando os seus companheiros às nossas custas.

    Muito legal terem integrado o artigo com o Arnaldo Keller do AE. Inclusive publiquei duas colunas lá.
  • Guilherme  21/06/2018 19:16
    "Enquanto isso o carro a diesel continua sonho distante."

    Distante para o pobre e brasileiro médio, os ricos e os funças têm renda de sobra para comprar modelos razoáveis movidos a diesel. Todo castigo para brasileiro morando no Brasil é pouco.
  • Felipe Lange  21/06/2018 23:03
    Verdade, mas eu estava falando mais exatamente de carros, não de utilitários.
  • Voltaire  21/06/2018 20:28
    Mais uma herança maldita da ditadura - sim, foi para você intervencionista iludido. Ironicamente (ou não?), a proibição de carro de passeio à diesel prejudica sempre os mais pobres, pois o rico pode comprar uma camionete à diesel de boas.

    O Brasil é um erro. Secessão já!
  • Usineiro paulista  22/06/2018 00:26
    A proibição do carro a diesel é benéfica pois garante as receitas de nossa classe oprimida, que sofre com secas todos os anos. É nosso direito pedir que o estado nos ajude às custas de vocês.

    Além disso, ao corroer os componentes do motor desses importados de concorrentes predatórios, ainda estaremos estimulando o setor de autopeças e oficinas mecânicas, gerando mais empregos e ajudando os trabalhadores a conseguirem seu primeiro emprego.
  • anônimo  21/06/2018 21:49
    Resumindo:tenho vergonha de ter nascido nesse pais de bosta merda de naçao
  • Pobre Mineiro  21/06/2018 22:07
    Espere aí, até onde sei não existe gasolina pura em postos de lugar nenhum do mundo.

    A gasolina pura sofre pré detonação mesmo em compressões muito baixas, não sendo possível assim, o seu uso puro.

    Por isso gasolina precisa de anti-detonante, antigamente usava-se o chumbo tetraetila como anti-detonante, hoje se usa álcool. Logo até mesmo a melhor gasolina do mundo tem anti-detonante misturado.
  • Marcelo  22/06/2018 00:32
    Nos EUA -- país-berço do lobby dos usineiros -- a mistura é de 15%. Na Argentina, 12%. Uruguai, Colômbia, Bolívia, Panamá e Jamaica, 10%. Peru, 7,8%. Costa Rica, 7%. México 5,8%. Chile e Canadá, 5%.
    www.gazetadopovo.com.br/agronegocio/agricultura/agroenergia/brasil-e-o-pais-que-mais-realiza-mistura-na-gasolina-mostra-estudo-2wyib28m1wid84i5hmmklbn4c

    No Brasil, módicos 27%. Bem básico. E com planos de ser elevado para 40%.

    Dado que o rendimento do álcool é apenas 70% do rendimento da gasolina, quanto maior a quantidade de álcool na gasolina maior será o consumo, tudo o mais constante.
  • anônimo  27/06/2018 07:43
    Nos EUA não existe obrigação de usar gasolina batizada como aqui. Pode-se usar gasolina pura (o mais usado), somente etanol, batizada com diferentes porcentagens, eletricidade e até diesel nos carros.
  • Anonimo 2  22/06/2018 00:34
    E alem do desperdicio, o alcool estraga o motor e o sistema de injecao eletronica. Eu nunca vi um carro a alcool que funciona 100%, sem falhas, principalmente no frio. Nos EUA tem um monte de carro antigo que vc coloca a gasolina e anda, sem falha nenhuma e sem precisar de muita manutencao.
  • Rafael  22/06/2018 02:23
    Bruno, os amortecedores não duram porque nossas ruas e estradas são inspiradas nos queijos da suíça e não no asfalto de lá. Quanto a gasolina, não são as aditivadas tudo a mesma porcaria, existe a V-Power e existe as outras, uma tem aditivo que funciona as outras nem tanto. Nota: não trabalho e nem ganho nada da Shell, sou apenas um usuário dessa gasolina.
  • Eduardo  22/06/2018 03:18
    Como a gasolina brasileira tem 27% de álcool misturado, o álcool puro tem que valer até 76% do valor dessa nossa gasolina e não 70% para valer a pena encher só com álcool, certo?
  • Vitor  22/06/2018 12:57
    Por quê? De onde você tirou esses 76%?
  • J M Keynes  22/06/2018 09:50
    Os meus sólidos estudos ajudaram a humanidade a se safar de problemas que foram criados pelo liberalismo, isto é um fato inegável.
    O programa Pró-Álcool no Brasil foi todo baseado nos meus ensinamentos, e salvaram o Brasil da arbitrariedade da OPEP e de um colapso inflacionário.

    Sem deixar de considerar que eu sou o maior economista o qual o mundo já viu, vou listar alguns pontos positivos do Pró-Alcool:
    1. criou um novo combustível, que a livre iniciativa jamais teria conseguido
    2. ampliou a atividade canavial nos campos
    3. nova tecnologia gerando novos empregos (usinas)
    4. mais investimentos no setor, inclusive externo
    5. reduziu-se os preços dos combustíveis para o consumidor

    Caso o governo tivesse ficado de braços cruzados "esperando a mãozinha invisível por ordem na bagunça" em vez de intervir positivamente na economia, é óbvio que a situação teria se agravado irremediavelmente: a inflação teria disparado, muitos empregos teriam sido destruídos e os caminhoneiros teriam feito greves.

    O Pró-Álcool é apenas mais um exemplo, dentre milhares de outros, de que os meus ensinamentos são e sempre serão a salvação das nações, das pessoas, dos governos e do mundo capitalista.

    Sds!

    King Keynes
  • Bode  22/06/2018 10:40
    Tem muito exercício de chutologia no artigo. Falta ciência. Gostaria que o autor citasse um estudo sério que confirme que o motor flex consome 20% a mais de combustível.
  • Marcelo  22/06/2018 12:47
    Na verdade, o que falta é leitura para você. O autor em momento algum disse que um carro flex gasta 20% mais que um carro comum (se há leitores interpretando assim, nada posso fazer).

    Veja a frase do artigo, agora com negritos meus:

    "Um carro flex com a "gasolina brasileira" — com 27% de álcool — roda 20% menos que outro carro exatamente igual equipado com um motor calibrado para usar apenas gasolina pura."

    Entendeu? O autor disse que um carro flex utilizando uma mistura 73% de gasolina e 27% vai consumir bem mais que um carro utilizando gasolina pura.

    Ora, isso é tão senso comum que o simples fato de você não saber disso mostra a sua ignorância no assunto. Qualquer gasolina misturada com álcool vai consumir mais que gasolina pura. Dado que o rendimento do álcool é apenas 70% do rendimento da gasolina, quanto maior a quantidade de álcool na gasolina maior será o consumo, tudo o mais constante.

    Não importa se o motor é flex ou não: se a gasolina tiver 27% de álcool, o consumo será maior do que se a gasolina fosse pura. E quanto mais álcool o governo for decretando para ser misturado à gasolina -- sabendo que a frota é majoritariamente flex --, maior será o consumo. (A meta declarada é chegar a 40% de álcool na gasolina).

    Acrescente a isso o fato de que os flex consomem naturalmente mais que os carros apenas a gasolina (o que também é senso comum) -- e foi isso que o autor fez --, e aí o cenário está montado para o desperdício.

    Entendeu? Vou resumir de novo: gasolina com álcool gasta mais que gasolina pura. Quanto mais álcool na gasolina, mais consumo. Um carro normal com uma gasolina com 27% de álcool gasta mais que um carro para gasolina pura. Já um carro flex gasta ainda mais que esse carro normal.

    O valor de 20% que o autor usou foi até conservador. Dava pra falar tranquilamente que um carro flex (menos eficiente que um carro normal) gasta até uns 25% a mais que um carro regulado para gasolina pura.

    Já o analfabetismo funcional, ah, este impera por estas terras...
  • Luiz Moran  22/06/2018 15:18
    Marcelo,

    Eu fui proprietário de um Clio 2001 gasolina 1.6, que na época era fabricado na Argentina e não tinha versão flex, e esse carro não fazia mais do que 5,0 ou 5,5 km por litro, ou seja, o que vc está explicando eu pude verificar na prática.

    O Brasil é uma republiqueta (des)governada por quadrilheiros bancados por nós, os trouxas que empreendem e pagam os impostos mais indecentes do planeta e são obrigados a engolir mágicas como essa do Pró-Álcool.
  • Fusion  22/06/2018 23:05
    Tenho um Ford Fusion 2014 de 240 cavalos, modelo do motor Ecoboost turbo. O carro foi fabricado no México para utilizar apenas gasolina. O consumo na estrada é de pouco mais de 11km/l e urbano 7,5. Exatamente igual às especificaçõesdo modelo americano. Já que nossa gasolina tem 12% a mais de álcool, não deveria meu carro consumir mais?
  • Marcelo  23/06/2018 01:09
    Tá mal informado sobre seu próprio carro, hein?

    O Ford Fusion 2.0 de 240 cavalos modelo 2014 faz, nos EUA, uma mínima de 22 milhas por galão na cidade, o que dá 9,35 km/litro. Na estrada, faz 33 milhas por galão, o que dá 14 km/l.

    cars.usnews.com/cars-trucks/ford/fusion/2014

    Já o seu, segundo você próprio, faz 7,7 km/l na cidade e 11 km/l na estrada.

    Ou seja, na cidade, o seu gasta quase 18% a mais que o mesmíssimo modelo americano. Na estrada, quase 22% a mais.

    Percebeu como você se estrepou?

    P.S.: é sempre interessante constatar como o brasileiro, ao ser informado de como está sendo espoliado, fica puto com o mensageiro, e não com a própria instituição que o espolia.
  • Felipe  22/06/2018 19:01
    Pra resumir os comentários de vocabulário rebuscado, dignos de tese de doutorado, puta texto. Sem mais.
  • Demolidor  22/06/2018 20:49
    Tem como dar certo um país onde, além das leis econômicas, as leis da física são também ignoradas?

    Estou estranhando não ter visto um comentário pejorativo em relação ao caráter do brasileiro. Quando o povo insiste em seguir à risca as leis econômicas, é tachado de ganancioso, aproveitador, safado, preguiçoso, etc. etc. Cadê as críticas para quem insiste em ficar dentro das leis da física? Que falta de criatividade...

    Só espero que um dia não legislem que jatos devem voar com álcool, ou ainda mais, que turbinas são proibidas, pelo barulho ou qualquer outra coisa... pensando bem, melhor parar por aqui. Perigoso dar ideia...
  • Sabio  22/06/2018 21:45
    Acho que o mais provável seria essas terras serem usadas, se não fosse para canavial, para cultivo de alguma commoditie como soja ou milho e não para gêneros alimentícios mais consumidos pela população como tomate e feijão. Outra possibilidade era continuar do mesmo jeito e aumentar a produção de açúcar.
  • Marcio  22/06/2018 22:54
    O artigo é interessante, mas inverte o ônus do carro flex. O carro flex foi um sucesso DE MERCADO. O brasileiro, desinformado ADORA o carro flex. O sucesso do carro flex nao foi uma imposicao do governo, mas sim um erro do consumidor.
  • Pobre Paulista  25/06/2018 02:29
    Suspeito que você não tenha lido o artigo.
  • Lucas Silva  25/06/2018 20:28
    Sucesso de mercado como? Primeiro que o setor automotivo aqui no Brasil é quase um FEUDO da ANFAVEA, segundo que a produção de carros monocombustivel nacional praticamente zerou, não dá pra chamar essa falta de opções de "sucesso de mercado".
  • paulo  23/06/2018 15:12
    se etanol fosse tao superior, as usinas teriam convertido seu parque e sua frota ha anos. o proprio setor prefere diesel.
  • Gustavo  23/06/2018 19:22
    Descobriram a América!!! Motor Flex foi uma das maiores atrocidades já cometidas na nossa já zoada indústria automotiva. O motor Flex nada mais é que um motor comum, ajustado num meio termo para suportar gasolina ou álcool, como um pato que nada e voa, mas não faz nada direito. Por isso temos Hondas e Toyotas, conhecidos mundialmente por sua economia, fazendo insanos 8km/L (menos que um Escort velho). Sem falar que ficamos congelados nos anos 90 e nunca mais recebemos motores realmente inovadores, afinal de contas, que empresa maluca iria gastar tempo e dinheiro adaptando motores modernos já prontos e afinados com gasolina, só pra atender aos macaquitos que queriam um motor FRÉXIS? O mais bizarro é que mesmo no inicio de tudo, lá em 2003, tudo era óbvio e não víamos NENHUMA revista dita especializada falando sobre isso. Ao contrário, tínhamos comparativos da Revista 4 Patas, onde os gênios TIRAVAM PONTOS dos modelos só a gasolina pois "não dá ao consumidor a chance de escolha" e vomitavam o mantra de que carro TINHA QUE SER FLEX ou era um lixo. Bom o resultado está aí, abriram as portas pra toda forma de gasolina batizada, enquanto o mundo já foi da gasolina pro híbrido e já estão dirigindo os elétricos, muito bem obrigado.
  • Bruno Feliciano  26/06/2018 01:58
    Uma solução seria os motores com ''Variable compression Ratio'' ou ''Taxa de compressão variavel''

    Logo menos deve ser realidade nos motores a combustão que atingirão o AUGE de eficiência em 2050.

    jalopnik.com/worlds-first-variable-compression-ratio-engine-could-ki-1785295848
  • Jose Cristiano Castro de Souza  28/06/2018 14:59
    Além de termos um Estado intervencionista e com consequências ineficientes e alto custo. Veja o contra senso , temos a Lei de Defesa do Consumidor, que proíbe a adulteração dos produtos ou os oferecerem com qualidade ineficiente. Me revolta ter que pagar o preço do litro de gasolina (meu veículo é a gasolina) "pura" e na verdade só recebo 73% de gasolina.
  • anônimo  27/07/2018 13:38
    Será que algum dia o Brasil irá descobrir finalmente o capitalismo de mercado?
    Porque pela tendenciosidade dos jornalistas sempre ficaremos na mesma latrina.
    Olhem o sacrifício pra fazer um leilão de um simples empecilho.

    www1.folha.uol.com.br/amp/mercado/2018/07/governo-avalia-leilao-de-termica-que-eleva-conta-de-luz-em-r-1-bilhao.shtml

    Brasil é o 4° país com maior potencial energético do planeta, mas graças diretamente ao Estado, temos a 7° energia mais cara do mundo.
    Eu não canso de salientar em discussões de como a esquerda brasileira é totalmente atrasada e agora depois da falência do PT está complemente perdida.
    Esquerdistas ainda não entenderam porque os países europeus que eles gostam (o que já é risível por si só), conseguem manter gastos governamentais altos e o Brasil mal consegue respirar. Além de já serem ricos faz tempo, um dos motivos é justamente ter o mercado muito mais livre do que o Brasil.
  • Vinicius  27/07/2018 14:33
    Brasil é como um ente querido que morreu, você não pode fazer nada por ele, apenas aceitar que se foi.

    A discussão do Brasil dos próximos anos é se o país vai pra inflação de 2 dígitos ou virar um imenso RJ.
  • VK  27/07/2018 19:13
    Vários países europeus que a esquerda gosta de citar como "exemplo" ainda cobram menos impostos do que o Brasil, especialmente de empresas. Quem sempre arcou e sempre arcará com o estado de bem-estar social é a classe média.

    É que os gênios não sabem a diferença entre carga tribuária e tributação. Em 2013 e 2014, se os brasileiros entregassem à risca tudo o que é exigido pela tributação do governo, nossa carga tributária seria 46% do PIB, maior do que quase todos os países da Europa.
  • Felipe  19/08/2018 18:32
    Só uma correção: a proibição de abertura dos postos de gasolina aos finais de semana foi só na crise de 1979.


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