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Estes estados americanos possuem rendas maiores que a maioria dos países europeus
E o mais pobre estado americano é mais rico que França, Reino Unido, Itália, Japão e Coréia

Em 2015, escrevi um artigo intitulado "Se Suécia e Alemanha se tornassem estados americanos, ambos estariam entre os mais pobres do país". Foi um dos mais compartilhados — e também mais vilipendiados — artigos da história do Mises Institute.

O artigo mostrava que, contrariamente aos vários esforços dos progressistas de fazer com que os estados social-democratas europeus pareçam mais prósperos que os Estados Unidos, os fatos — ao menos se mensurarmos em termos de renda — não comprovam essa tese.

Embora seja verdade que a renda não é a única mensuração de prosperidade, ela é sim um fator indiscutivelmente importante.

O entusiasmo com que a informação daquele artigo foi promovida e caluniada não foi surpreendente, dado que esses tipos de comparações internacionais sempre fornecem material estimulante para ambos os lados do debate. De um lado, o fato de que algumas economias relativamente intervencionistas têm uma alta renda seria prova de que as chamadas "economias mistas" e intervencionistas são melhores do que aquelas economias mais livre e mais voltadas para a livre iniciativa. De outro, o fato de que aquelas economias mais voltadas para o mercado comprovadamente possuem rendas especialmente altas também seria prova de que economias mais puramente de mercado são as melhores.

Este conflito é majorado pela percepção popular de que os Estados Unidos representam uma "linha dura", um sistema de livre mercado extremo, ao passo que a maioria dos países europeus são imaginados como sendo bem mais intervencionistas que os EUA.

A realidade, no entanto, é bem mais cinzenta. Em termos de gastos governamentais com programas assistencialistas, os EUA estão em linha com vários outros países tipicamente percebidos como "estados de bem-estar social". Na área da saúde, por exemplo, o governo americano gasta mais do que praticamente todos os outros países, ricos e pobres. Em outras palavras, os EUA estão muito longe de ser aquele exemplo extremo que muitas pessoas imaginam.

Ainda assim, em vários aspectos, os EUA ainda são uma economia relativamente livre, principalmente em termos de carga tributária, regulações sobre a propriedade privada e comércio estrangeiro.

Sendo assim, exatamente onde estão os EUA em termos de renda? Se atualizarmos os dados utilizando aqueles números de 2015, encontramos resultados similares.

Quando mensuramos de acordo com a mediana da renda disponível (atenção: não confundir mediana com média: a média é distorcida pelas rendas mais altas; já a mediana evita esse problema) — sendo que essa renda disponível inclui o recebimento de dinheiro via programas assistencialistas —, os EUA permanecem entre as maiores rendas do mundo: 

median_incomes.png

Gráfico 1: mediana da renda disponível (dados da OCDE ajustados pela paridade do poder de compra)

De novo: observe que estamos lidando com medianas, e não com médias. Quando analisamos riqueza e renda nos EUA, a média tende a ser severamente distorcida para cima por causa da existência de vários bilionários no país. Ao utilizar a mediana, esses efeitos são mitigados.

Adicionalmente, os dados utilizados são da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que dificilmente pode ser considerado um grupo pró-mercado. Especificamente, os números são da rubrica "mediana da renda disponível", a qual leva em conta a renda oriunda também de programas sociais, bem como os custos da tributação.

Os números da mediana da renda média são então convertidos das respectivas moedas locais para dólares internacionais utilizando o fator de conversão da paridade do poder de compra (PPP) disponibilizado no site do Banco Mundial (clivar em "PPP conversion factor, GDP (LCU per international $)"). Não há nada de novo nesta abordagem. É exatamente o que a Organização Mundial da Saúde manda fazer para se comparar valores entre jurisdições. As comparações internacionais da mediana da renda na Wikipedia também empregam este método. Ademais, nossos resultados do gráfico acima são bastante similares aos resultados finais expressos em dólar e publicados pela própria OCDE em seu relatório de 2014 "Society at a Glance".

Normalmente, quando comparações deste tipo são feitas na mídia, elas se baseiam no PIB per capita ou em outras mensurações que ignoram impostos, benefícios sociais e as distorções estatísticas geradas por um pequeno número de pessoas com altíssima renda no topo. Já a mensuração da mediana da renda disponível leva tudo isso em conta. E ainda assim ficamos com uma mensuração que mostra que os EUA ainda superam a maioria daqueles países que tantas pessoas dizem ter se tornado um paraíso na terra em decorrência de um estado intervencionista.

Comparando a renda com os gastos com benefícios sociais

Adicionalmente, quando comparamos estes resultados com os gastos assistencialistas por país, não é possível encontrar uma sólida ligação entre a quantidade de gastos com benefícios sociais e a mediana da renda.

É verdade, por exemplo, que a mediana da renda da Dinamarca é essencialmente a mesma da dos EUA, de aproximadamente US$ 32.000. Porém, a Dinamarca gasta muito mais em benefícios sociais em porcentagem do PIB. Seria isso uma evidência de que os EUA poderiam gastar muito mais com benefícios sociais e ainda assim manter a mesma mediana da renda? Não.

E o ceticismo quanto a isso é justificado, uma vez que Canadá e Austrália, ambos os quais gastam menos com benefícios sociais que os EUA, possuem medianas de renda maiores que os EUA. Não seria isso uma evidência de que os EUA deveriam cortar seus gastos sociais caso queira aumentar a mediana da renda? Essa conclusão também não necessariamente é permitida por essa informação. Os gastos sociais nos EUA são aproximadamente iguais aos da Suíça e da Nova Zelândia, e apenas dois pontos percentuais abaixo dos do Reino Unido:

spending1_1_0.png

Gráfico 2: gastos sociais do governo em porcentagem do PIB. Fonte: The OECD Social Benefits database: http://stats.oecd.org/Index.aspx?datasetcode=SOCX_AGG

E a desigualdade?

Ao lidar com essas medianas maiores, o intervencionista irá então dizer: "Mas e os níveis de pobreza? Ok, a mediana da renda nos EUA é alta, mas há mais pobres nos EUA!"

Mesmo isso também depende de como a pobreza é mensurada.

Mensurações internacionais de pobreza são normalmente expressas em termos do número de pessoas que possuem rendas equivalentes à metade da mediana da renda de cada país. Como explicado no artigo "Os pobres nos EUA são mais ricos que a classe média em boa parte da Europa", se tomarmos os pobres nos EUA como aqueles cuja renda é metade da mediana da renda do país, então estes terão praticamente a mediana da renda da Espanha e da Itália.

Sendo assim, estatisticamente, mesmo com a taxa de pobreza nos EUA sendo considerada mais alta que as de outros países, a verdadeira renda dos pobres americanos é mais alta do que a dos países com medianas de renda menores.

Por exemplo, a metade da mediana da renda disponível nos EUA — que é o que define a taxa de pobreza — equivale a aproximadamente US$ 16.000. Isso está apenas US$ 7.000 abaixo da mediana da renda da Itália. Enquanto isso, a renda que define a pobreza na Itália é de US$ 12.000.

Recentemente, o Pew research center também forneceu outra maneira de olhar isso. Em um relatório de 2017, o Pew analisou a mediana das rendas de vários países, separando os grupos de renda em três categorias: classe média, classe baixa e classe alta.

Por essa métrica, 26% dos americanos estão na classe baixa. Isso não é muito mais alto do que ocorre no sul da Europa, mas muito acima do que é visto no norte da Europa.

pew2.jpg

Gráfico 3: separação das classes nos países, feita pelo Pew Research Center

Porém, observe que o nível de renda da classe mais baixa nos EUA é maior que a da maioria da Europa. Sim, a classe baixa americana é maior, mas sua renda (de novo, incluindo assistências governamentais) é comparável àquela da Dinamarca e da Holanda. E é maior que a da Alemanha.

lowerincome.jpg

Gráfico 4: mediana da renda para as três classes sociais de cada país

Portanto, sim, há mais pessoas na classe baixa nos EUA, mas essas pessoas têm rendas maiores do que seus semelhantes em boa parte da Europa.

Observe também que a classe média no sul da Europa (isto é, Itália e Espanha) possui praticamente a metade da renda da classe média nos EUA. Já a renda da classe baixa desses países é de apenas um quarto da renda da classe média dos EUA.

Claramente, a mera presença de um estado assistencialista nestes países não exatamente garante abundância.

Separando por estados

Um último fator a ser considerado é que, sempre que fazemos comparações como estas, temos de nos lembrar que os EUA são muito mais diversos, tanto geograficamente quanto demograficamente, que todo e qualquer país europeu.

A população americana é muito maior que a de qualquer outro país mencionado aqui, e as diferenças de renda podem variar significativamente de estado para estado.

Falar de um número único que sintetiza a renda de todo uma população já é problemático para qualquer país, mas faz ainda menos sentido para um país tão amplo, populoso e diverso quanto os Estados Unidos.

De acordo com o Census Bureau, por exemplo, a mediana da renda nos EUA foi de US$ 55.775 em 2015.

Mas as medianas das rendas por estado variaram enormemente, indo de US$ 40.500 no Mississippi para US$ 75.800 em Maryland.

Expressando em porcentagem da mediana da renda nacional, eis o ranking dos estados americanos:

states_income.png

Gráfico 5: mediana da renda dos estados americanos em porcentagem da mediana da renda nacional

Logo, se olharmos para alguns dos mais ricos estados americanos, descobrimos que alguns deles estão muito acima da renda mediana dos EUA, e, logo, no topo do ranking das comparações internacionais.

Por exemplo, a mediana da renda de New Hampshire é de 126% da mediana da renda dos EUA. Se consideramos essa informação à luz do fato de que a mediana da renda disponível dos EUA (de acordo com a OCDE) é de US$ 32.075, então podemos concluir que New Hampshire possui uma renda internacionalmente comparável de US$ 40.400. Isso está no mesmo nível de Suíça e Noruega. Em outras palavras, analisando-se individualmente, estados como New Hampshire, Massachusetts, Washington e Colorado estão entre os locais mais ricos do planeta, de longe.

Ampliando essa análise para todos os estado, temos este ranking comparando os estados americanos aos países da OCDE:

compared_3.png

Gráfico 6: estados americanos comparados a países da OCDE em termos de mediana da renda

Reconhecendo que alguns estados americanos são mais ricos que outros, começamos agora a ter uma ideia melhor de onde alguns países europeus se encaixam na comparação. Nada surpreendentemente, Noruega, Luxemburgo e Suíça continuam perto do topo. Canadá e Austrália ficam entre Rhode Island e Illinois. E a Suécia fica entre Kansas e Dakota do Sul.

Já alguns países europeus normalmente tidos como ricos não se saem especialmente bem nessa mensuração. A França, por exemplo, fica entre a Carolina do Sul e a Louisiana, ao passo que a Alemanha fica abaixo da Flórida.

Já os países do sul da Europa ficam ainda piores, com a Itália sendo mais pobre que o Arkansas, e a Espanha mais pobre que o Mississippi, que é o mais pobre estado americano.

Por essa mensuração, se a Itália fosse um estado americano, ela seria mais pobre que todos os estados, exceto o Mississippi. Já o Reino Unido, um pouco melhor, seria mais pobre que todos, exceto Mississippi, Arkansas e Virgínia Ocidental. 

Mas boa parte disso não deveria surpreender ninguém. A renda em lugares como Minnesota, Connecticut, Massachusetts, Utah e Colorado sempre foi evidentemente alta, com ótimos indicadores de qualidade de vida, como expectativa de vida, pobreza e criminalidade. O fato de que estes estados rivalizam com lugares como Suíça, Canadá, Dinamarca e Áustria não é exatamente algo estarrecedor.

Um último refinamento que poderíamos incluir seria levar em consideração as diferenças no custo de vida de cada estado. Já fizemos o ajuste do custo de vida recorrendo à paridade do poder de compra, mas isso inclui apenas diferenças ao longo das fronteiras internacionais. Mas podemos também ajustar a mediana das rendas em cada estado americano pela "paridade regional de preços" em cada estado.

Isso faria com que estados de baixo custo de vida, como Mississippi, subam no ranking, ao passo que estados com alto custo de vida, como Nova Jersey, caiam.

Se fizermos esse ajuste, eis os resultados:

parities.png

Gráfico 7: estados americanos comparados a países da OCDE em termos de mediana da renda, e ajustado pela paridade regional de preços entre os estados americanos

No final, o efeito geral não é significativamente diferente do do gráfico anterior, mas há mudanças que podem surpreender: França, Reino Unido, Itália, Japão e Coréia são mais pobres que o mais pobre estado americano, o Mississippi. E Finlândia e Alemanha são mais pobres que a Louisiana.

O ponto, no entanto, já foi feito: para aqueles americanos defensores da social-democracia, e que querem viver em um local com renda muito alta, a solução pode estar não em se mudar para outro país, mas sim em apenas se mudar para outro estado americano.

E embora alguns intervencionistas gostem de retratar os EUA como uma economia falha, na qual apenas os super-ricos prosperam, os números simplesmente não confirmam isso.

É claro que isso também não é prova de que os EUA e outros países relativamente ricos e economicamente mais liberais (como Suíça) sejam perfeitos. Mas o fato é que os dados simplesmente não dão suporte a teorias simplistas, como a que diz que mais gastos governamentais são o caminho para a prosperidade econômica.

No final, o próprio fato de que esses dados, por si sós, nos dizem muito pouco apenas reforça a necessidade e a importância de se dominar a teoria econômica. Apenas uma sólida teoria econômica pode nos ajudar a entender por que a Alemanha Ocidental era rica, mas a Alemanha Oriental era pobre, e por que a Venezuela está passando fome e o Chile não.

 


autor

Ryan McMaken
é o editor do Mises Institute americano.


  • Heberth  15/06/2018 04:10
    Mais um excelente artigo !

    Evidentemente, a riqueza e soberania americana é fruto de uma economia (mas não totalmente) livre e do incentivo ao empreendedorismo. Em economias de estado sempre predomina a burocracia para tal feito!

    Vide o Brasil !

    Há sempre uma "pedra no meio do caminho" = Burocracia Estatal !

  • RENAN Ciqueira   15/06/2018 04:36
    Vale a pena ressaltar que à politica Americana, onde o presidente tem um poder controlado na economia de cada estado, favorece a governabilidade dos governadores. Não permitindo decisões estupidas serem tomadas, já que quem está em Washington D. C não sabe o que se passa na economia local do IOWA ou Alaska

    Ótimo texto, bem didático para quem sabe pouco de economia, mas tem sede.
  • alex  25/07/2018 14:21
    o presidente não pode intervir nos estado
    Os EUA são uma federação cada estado e cidade tem autonomia
  • Social-Democrata  15/06/2018 04:46
    Mas ué? O IMB não vive dizendo que os EUA não são capitalistas? Não é livre-mercado e sim social democracia?
    Eu acompanho aqui porque sou viciado em me auto questionar, mas sem pra isso tem que ter coerência...

    Pera ai deixa eu ver se eu entendi:

    Quando é pra apontar os defeitos é social democracia, quando é a qualidade ai é livre-mercado...

    Ou seja, quando os EUA é posto em comparação com países como Noruega e Suécia e perde em algum requisito, ai a culpa é da social-democracia... Aaaaa entendi agora como funciona

    Decide ai, ou os EUA são democratas ou laissez faire. Seguindo a lógica de vocês, esse padrão de vida americano é graças a social-democracia, porque não existe mais livre-mercado e laissez-faire a muito tempo nos EUA, segundo vocês!
    E esses países postos em comparação como Suécia e dinamarca, são social-democratas. Seguindo a lógica os mais ricos são os welfares states então... Nossa que situação heim, como sair dessa?

    Decide ai, essa riqueza toda dos EUA é pela guinada social-democrata dos últimos 25 anos como vocês dizem?
    Ou não ai a riqueza toda é graças ao laissez faire e a desgraça é graças a welfare?

    Agora entendi o jogo!

    Quando nós democratas apontamos um problema dos americanos, vocês vem se defender dizendo que la a muito tempo não se tem capitalismo de livre mercado e joga a culpa na gente, quando é pra falar das qualidades la ai é graças ao laissez faire.


    Primeiro que nos EUA graças ao seu tamanho, ''se tem varios países europeus ali dentro''. Fora a costa enorme que nenhum país europeu tem pra usufruir, logo os EUA tem mais que obrigação de ser melhor, fora o clima bem mais favorável a produtividade.
    Ou vai dizer que o frio escandinavio gera mais prosperidade?

    Alem dessas vantagens ainda sim emparelha com países extremamente frios, pequenos e que não tem dezenas de fazendas pra sustentar uma agricultura como a de la.
    Essa comparação infeliz do IMB não quer dizer nada!!! É igual dizer que o estado de São Paulo é mais rico que o Paraguai inteiro, ora bolas mas é claro, o estado de São Paulo tem o tamanho do Paraguai e alem disso esta dentro de um país aberto pro oceano. Não da pra ignorar isso, isso não diz nada, muito menos que o morar em São Paulo é melhor que morar no Paraguai, sendo que atualmente morar no Paraguai esta mais garantido e produtivo do que em São Paulo.


    Alguém me explica como essa comparação pode ter cabimento? País pequeno com os estados de um país GIGANTE.
    E os EUA são ricos assim porque?

    É que nem comparar estados do Brasil, os estados mais livres e os menos livres. Nordeste tem seca e um monte de outros problemas, ai vão dizer que a culpa é que o governo estadual que interfere mais na economia do que o governo estadual no Parana.
    Paulistas tiveram sorte porque São Paulo é um Rio de Janeiro Melhorado. Parana e Santa Catarina são preconceituosos e tiveram ajuda de gringos, fora que são mais próximos de Argentina e Paraguai.
    Os Gauchos falam tanto que Bahiano é preguiçoso, Carioca Bandido, Minero picareta e nordestino sanguessuga, mas o estado dos cara estão uma lastima que nem o RJ. São Paulo nos próximos anos sabe deus, quero ver essa fama de paulista trabalhador que carrega o Brasil como vai ficar...

    Enfim, só uma analogia.

    Vamos lá, quero ver coerência.


  • Amante da Lógica  15/06/2018 13:05
    Como diria Olavo, "acometido de uma súbita ardência anal, o sujeito defecou".

    Doçurinha, vem cá, me dá sua mãozinha e me permita guiá-lo por essas águas turvas:

    "Mas ué? O IMB não vive dizendo que os EUA não são capitalistas?"

    Nunca vi isso. O que já vi, isso sim, é que os EUA não são um livre mercado puro, acometidos por várias regulações em determinados setores, mais especificamente o financeiro e o bancário.

    Mas em termos de livre iniciativa, de facilidade para empreender e de flexibilidade trabalhista, é um dos mais livres do mundo.

    "Não é livre-mercado e sim social democracia?"

    Há livre mercado em vários setores e não há nenhum livre mercado em outros setores (como, por exemplo, o da saúde).

    E há vários gastos assistencialistas, como medicare, medicaid e foodstamps.

    "Eu acompanho aqui porque sou viciado em me auto questionar, mas sem pra isso tem que ter coerência..."

    Tá conseguindo acompanhar até agora, ou a cabecinha já entrou em ebulição?


    "Pera ai deixa eu ver se eu entendi: Quando é pra apontar os defeitos é social democracia, quando é a qualidade ai é livre-mercado..."

    Além de ser semi-letrado, não parece dominar a lógica: quais defeitos e quais qualidades? O artigo simplesmente falou o básico: os estados americanos superam quase todos os europeus em riqueza. E os pobres americanos são mais ricos que os pobres europeus.

    Qualquer um que já tenha visitado ambos os países vê isso. Os preços das coisas básicas nos EUA são muito menores que na Europa. Tudo na Europa é caro. Já tudo nos EUA (exceto coisas pontuais) tudo é mais barato (especialmente fora dos grandes centros urbanos). Logo, o realmente surpreendente seria dizer que um pobre europeu é mais rico que um pobre americano.

    "Ou seja, quando os EUA é posto em comparação com países como Noruega e Suécia e perde em algum requisito, ai a culpa é da social-democracia... Aaaaa entendi agora como funciona"

    Nunca vi os EUA sendo diretamente comparados a estes países. Mostre-me, por favor.

    O que seu é que Noruega e Suécia têm uma economia bastante livre (principalmente para os padrões brasilerios), têm livre comércio, têm respeito à propriedade privada e têm baixos impostos sobre a pessoa jurídica.

    Porém, enfiam a faca na pessoa física, inclusive em termos de impostos indiretos.

    Tendo de pagar tantos impostos, é realmente surpreendente que um pobre finlandês seja mais pobre que um pobre americano (quarto gráfico)?

    "Decide ai, ou os EUA são democratas ou laissez faire."

    Mas, doçurinha! Você realmente acha que é 8 ou 80? Não existe absolutamente nada ali no meio? Se você realmente pense assim, então seu tico e teco são ainda mais solitários do que eu imaginava.

    EUA são muito liberais em várias áreas e muito pouco liberais em várias outras áreas. Mas, no geral, são muito mais liberais que o Brasil (ou você discorda disso?). São menos liberais que os escandinavos em algumas áreas mas são muito mais liberais em outras áreas.

    Em termos de confisco de dinheiro via governo, os EUA são menos predatórios que os escandinavos na pessoa física e mais predatórios na pessoa jurídica. E são definitivamente menos generosos na questão "oferta de serviços governamentais 'gratuitos'".

    Tá conseguindo começar a compreender melhor o mundo?

    "Seguindo a lógica de vocês, esse padrão de vida americano é graças a social-democracia, porque não existe mais livre-mercado e laissez-faire a [sic] muito tempo nos EUA, segundo vocês!"

    Se eu fosse responder a isso, teria de apenas copiar tudo o que já escrevi acima. Mas dado que se eu fizer isso o texto ficará enorme, conto como sua (pequena, é verdade) capacidade de compreensão literária para ao menos estar acompanhando algo até aqui.

    "E esses países postos em comparação como Suécia e dinamarca, são social-democratas. Seguindo a lógica os mais ricos são os welfares states então... Nossa que situação heim, como sair dessa?"

    Pelo último gráfico, Suécia e Dinamarca são maios pobres que Indiana, Missouri, Pensilvânia, Ohio, Texas, Kansas, Wisconsin, Havaí, Dakota do Sul, Nebraska, California, Washington, Colorado, Utah, Minnesota e simplesmente todos os estados do nordeste.

    De fato, "nossa, que situação, hein? Como sair dessa?"


    "Decide ai, essa riqueza toda dos EUA é pela guinada social-democrata dos últimos 25 anos como vocês dizem? Ou não ai a riqueza toda é graças ao laissez faire e a desgraça é graças a welfare?"

    Ué, e por que não pode ser o contrário? Apenas inverta a pergunta: será que os vários estados americanos acima ultrapassaram as sociais-democracias européias porque o arranjo europeu já demonstra totais sinais de esclerose?

    A lógica econômica mostra que essa sim é a pergunta correta. Dado que ninguém pode enriquecer com social-democracia, e dado que social-democracia é um arranjo que só pode ser adotado por quem já enriqueceu, a verdadeira questão é saber se os modelos social-democratas já estão perto do seu limiar.

    Sua confusão com essas questões básicas explicita sua total ignorância sobre o assunto.

    O que é definitivamente um fato é que os estados do meio-oeste americano, por exemplo, têm governos muito menos inchados que os europeus.

    Vou parar por aqui por dois motivos: primeiro porque todas as suas questões já foram respondidas (você é muito repetitivo); segundo porque não sou um desocupado para ficar respondendo frase por frase. Como não sou beneficiário da social-democracia -- ao contrário, sou eu quem banco o arranjo -- tenho de trabalhar.

    Mas caso tenha qualquer outra dúvida, não hesite em perguntar. Certamente você irá aprender.


    P.S.: um social-democrata como você ter um português tão ruim depõe contra a capacidade intelectual dos seguidores dessa ideologia (e mostra seu desprezo pela própria cultura do seu país). Não macule sua crença. Eduque-se minimamente antes de se apresentar em público.
  • Ross Roden  25/07/2018 03:15
    Excellent, comprehensive, sarcastic, and intelligent response. Good job. Viva Mises!
  • Anti-Estado  15/06/2018 13:20
    Libertários = razão, lógica, análise, dados.

    Canhotos = emoção, emoção, emoção, mimimi.
  • Tulio  15/06/2018 13:22
    Moeda forte (o que mantém preços baixos), liberdade de importar (o que fornece produtos bons e baratos), facilidade de empreender, facilidade de ser contratado, arcabouço jurídico que proteja a propriedade privada e, acima de tudo, o direito de manter toda a posse dos seus ganhos monetários.

    Eis o básico que qualquer país precisa para enriquecer. Aquele país que mantiver essas características por mais tempo irá se sobressair.

    EUA nunca tiveram hiperinflação desde o século XIX, têm muita liberdade de importar (ao menos até antes de Trump), não há muita burocracia para se empreender (exceto no ramo da saúde), a liberdade trabalhista é a maior do mundo, há proteção à propriedade privada e o confisco tributário do governo é relativamente baixo.

    A Suécia teve uma alta e prolongada inflação de preços de 1971 a 1995. (Veja, por exemplo, o alto valor nominal de suas moedas, o qual mostra toda essa desvalorização). Tem liberdade de importar. Não há muita burocracia para se empreender (exceto em saúde e educação), a liberdade trabalhista é baixa (muito pior que a da Dinamarca e extremamente pior que a dos EUA). Há proteção à propriedade privada. O confisco tributário do governo sobre os salários é muito alto.

    Ou seja, a Suécia empata em alguns quesitos e perde em outros em relação aos EUA. Logo, o que seria realmente estranho é um sueco ser mais rico que um americano.
  • Capitalist Pig  18/06/2018 10:54
    Suspeito que o senhor não tenha lido o artigo até o fim, vou repetir só pra você:

    "É claro que isso também não é prova de que os EUA e outros países relativamente ricos e economicamente mais liberais (como Suíça) sejam perfeitos. Mas o fato é que os dados simplesmente não dão suporte a teorias simplistas, como a que diz que mais gastos governamentais são o caminho para a prosperidade econômica.

    No final, o próprio fato de que esses dados, por si sós, nos dizem muito pouco apenas reforça a necessidade e a importância de se dominar a teoria econômica. Apenas uma sólida teoria econômica pode nos ajudar a entender por que a Alemanha Ocidental era rica, mas a Alemanha Oriental era pobre, e por que a Venezuela está passando fome e o Chile não."
  • Léo  25/06/2019 11:05
    Tem que ser um "inteligente" social-democrata pra falar mal do sul. Nunca pensaste em carpir a horta da mãe, caro "inteligente"?
  • Rivair  26/06/2019 20:58
    O que eu entendi, foi que os Estados Unidos são muito ricos, mas se não fossem os democratas eles seriam agora super mega hiper mais ricos. Espero que o Trump desfaça as merdas feitas pelos esquerdalhas americanos.
  • Kira  15/06/2018 05:39
    A dificuldade desse povo em entender que o dinheiro das "benessies" estatais ora foi retirado de alguém, ora é fruto de inflação. Estado só tem o poder de destruir economias. A função da social-democracia é empobrecer países. O Brasil é um país que nem esperou ficar rico primeiro para ser roubado depois.
  • Político  15/06/2018 14:30
    Kira, o oposto, a dificuldade dos liberais em traduzir as soluções liberais para a massa votante nos trouxe até aqui, um país que tentou nos anos 80 a fazer estado de bem estar social com pib per capita de US$3.000 e que hoje discute tabelamento de preços de frete.
    Dado o clima de animosidade nos redutos eleitorais mais interioranos e da preocupação das tradicionais elites políticas manterem seus votos não fiquemos surpresos se virem mais surpresas estatizantes das urnas, somado a alguma surpresa liberal das grandes cidades teremos um parlamento discutindo muito e decidindo pouco, bem no momento de importantes reformas.
  • Rogério  17/06/2018 11:38
    "a dificuldade dos liberais em traduzir as soluções liberais para a massa votante nos trouxe até aqui"
    Fala sério, temos um estado praticamente socialista desde a CF88 e, antes, os militares já tinham dado doses cavalares de estatismo, burocracia e barreiras ao livre comércio no país.
    Liberais simplesmente não foram ouvidos e não têm voz nesse sistema proto socialista
  • Leigo  15/06/2018 12:18
    Comparando um pouco os habitantes das cidades:

    São Paulo capital tem 12 milhões de habitantes;
    Suiça tem 8 milhões e é mais descentralizada que São Paulo;
    Maryland tem 6 millhões;
    D.C. tem 7 milhões.

    (números aproximados)

    Agora imagina o Brasil com Estados mais autônomos, descentralizados. Estados legislando sobre tributário, penal, enfim. Na boa, esse país é ridiculamente centralizado, tem 200 milhões e lá vai de gente. Não é à toa que quando algo ocorre culpam o presidente, afinal, qual o papel de um governador ou prefeito? O presidente nesse país tem poder demais. Nesse sistema é até mais fácil cobrar mais imposto. Sem conclusão. Só imaginando.
  • Pobre Paulista  15/06/2018 14:00
    São Paulo é meu país
  • Rodison  19/06/2018 01:52
    Você um pouco arrogante com você.

    Sou de Manaus e moro no Sul pois trabalho com TI.

    Vamos lá:

    1 - Em Manaus você não vê gente vagabundiando. As pessoas trabalham, ralam danado. Chegam à pagar 300 à 500 reais só de luz. Para você ver como o pessoal lá é "pobre".

    2 - Lá você não vê tanto desocupado como aqui. Aqui tem muito trabalhado, com certeza, mas tem muita oportunidade para uma massa enorme que não quer trabalhar e quer viver de assistencialismo. E olha que não conheço quase ninguém lá ao meu redor que viva de estado.

    3 - Todos trabalham, mesmo que endividados. De segunda à segunda. Lá temos a Zona Franca, com distrito 1 2 3 e 4, e assim por diante. Investimentos não param, e muita gente, inclusive aqui, do seu Sul, vai para lá e não volta mais. Lá pode ter suas dificuldades, mas com aquele povo acolhedor, e diferente, não tem como não se sentir em casa.

    4 - Fico impressionado que produzimos à rodo para o país inteiro, e nossos recursos não voltam, muito pelo contrário. Antes fabricávamos lá, e comprávamos direto da fábrica. Hoje produzimos, temos que enviar para outros Estados, para pegar uma nota fiscal, e voltar para o nosso povo muito mais caro. Pior, sabemos que a maior parte de nossa economia e riqueza vão para o Sul. Será mesmo que é o Sul que nos sustenta, ou nós sustentamos o Sul?! Fica a pergunta você que se acha o esperto.

    5 - Terceiro, se acha que somos despreparados lá, vou ti falar por mim, conheci muita gente boa aqui, mas conheço muita gente despreparada, principalmente na minha área, que está empregado sem mesmo ter competência para tal. E me admiro que muitos muitos melhores, não só do norte, como do Sul, também, estão fora do Mercado.

    6 - Fora a ignorância e a alienação social de manipulação. Aqui é absurdamente gritante muito mais gente apoiar o socialismo, do que lá.

    7 - Não me leve à mal, mas tenho familiares de todas as partes deste país. Você não passa de um ignorante comunista socialista que quer dividir achando que vai ser tão próspero do que nós. Cara lá os investimentos não param. Não viaja. Inclusive saiu em uma matéria de uma grande revista europeia o poderio econômico da minha cidade, mesmo ela sendo colonizada pelo meu próprio país.


    Então, só queria baixar a tua crista de galo bairrista, porque sinceramente respondo com todas as letras: Aprendi o que é bairrismo, vindo morar para cá.

    E posso responder por final: Pessoas como você não merecem nem o norte, nem o sul, nem o leste, nem o Oeste deste país.

    Você tem que ser enviado para Venezuela, Cuba, Coreia do Norte, Rússia, ou China, com urgência.

    Este povo está farto de gentes como você que vivem nos parasitando e simplesmente arrotando flatos e digitando fezes pelos dedos.

    Você como toda a esquerda, será aniquilada em breve, e nós voltaremos à sermos um país próspero e Soberano. E quem sabe será dada a oportunidade de mandar todos como você, para a PQP. Seu Esquerdista Marxista de mierda.
  • Capixaba Capitalista  19/06/2018 11:24
    Campeão, por que tanta revolta?

    Você deu todos os motivos necessários para apoiar o Pobre Paulista.
    Dá uma olhada nesse artigo: www.mises.org.br/Article.aspx?id=682

    E nesse, se não está convencido que secessão é um bom caminho: www.mises.org.br/Article.aspx?id=2048



  • Rodison  20/06/2018 01:47
    Você só confirmou o que disse com os links que você passou.

    Abra mais sua mente pequeno gafanhoto. Você consegue!

    Se você não entende sobre guerras e conquistas, e o que está por de trás destes movimentos ditos cujos "separatistas" e "prósperos", e quem está por trás deles e quem os comanda, é melhor não opinar.


    Só vou lhe adiantar que não são ditos "patriotas", tá?! =]


    A euforia é uma droga, e sabemos muito bem que às usa com perfeição e onde ela nos leva. Basta olhar onde chegamos. =]



    "Um povo ignorante é instrumento cego de sua própria destruição" - Simon Bolivar



  • Capixaba Capitalista  20/06/2018 20:37
    Campeão,

    Quando você diz "Você só confirmou o que disse com os links que você passou.", está me dizendo o óbvio.

    Enviei os links justamente para mostrar que as suas idéias são bons motivos para defender o separatismo.
    Está escrito na minha mensagem original.
    Respire fundo, re-leia, agora com mais calma, e prove-nos que não é mais um analfabeto funcional que despenca por aqui.

    Enquanto isso, pode nos iluminar sobre quem está por trás desses movimentos separatistas?

    "Só vou lhe adiantar que não são ditos "patriotas", tá?! =] "

    Quem falou de patriotas aqui? Que libertário defende patriotismo?

    Já que gosta de frases bonitinhas, segue mais uma para seu repertório:

    "O patriotismo é o último refúgio do canalha" - Samuel Johnson



  • Rodilson  21/06/2018 00:34
    "O patriotismo é o último refúgio do canalha" - Samuel Johnson


    Se descreveu muito bem, "Sul é o meu País". "PlebiSul". "MiMiMi" - Garoto Ixpertinho você ein!


    Malakoi, na moral, esta é a sua realidade:


    "Max Vieira
    12 de outubro de 2017, 07:31
    Quem apoia è a maioria de uma minoria esmagador dos sulistas. No Plebisul de 2016 votaram 616.917 pessoas, no Plebisul desse ano os votantes caíram pela metade, ou seja, só 364.256 pessoas votaram… Isso numa região onde poderiam votar 21,2 milhões de pessoas. Com esses pífio resultado o "Sul é o meu país" vai continuar sendo a quimera de poucos brasileiros do Paranã, Rio Grande do Sul e Santa Catarina."


    www.sullivre.org/nota-oficial-comissao-central-organizadora-do-plebisul/


    Parabéns pelo fracasso! Como sempre não vão passar disso se Deus quiser!


    Não adianta tentar deixar o Sul do tamanho da Venezuela, para tentar com êxito, com um país bem menor, oque Hugo Chávez e Maduro tiveram por lá!


    Na boa, vaza comuna! Não vão conseguir! Não vamos deixar!


    E ainda perderam a Catalunha! Tadinho do Carles Puigdemont, amigo do Hugo Chavéz!


    O Sul é do Brasil! Não é seu, nem dos comunas!


    O Sul é nosso!


    Aceita que dói menos!
  • Rodilson  21/06/2018 01:34
    Querido Ixpertinho!


    Vou resumir aqui quem é Analfabeto funcional com poucas palavras. Você leu pelo menos o que a matéria está abordando?!


    Você viu também como esta matéria refuta os links que você passou?!


    Você entendeu que os EUA não precisou se dividir que nem vários pedaços de pizza para ter Estados ricos e prósperos?! Sabe porque isto ocorre lá e não aqui?!


    Você entende que o maior causador de problema, como os links que você passou, não são as pessoas, mas a péssima administração das riquezas pelo próprio Estado?!


    Percebestes que no link que você passou, por de trás do toda mazela, está o Estado, e não as pessoas que vivem nas regiões XYZ?! Porque todos, de Norte à Sul, se tu não sabes, estão sendo vítimas e roubados pelo próprio Estado.


    Quer que ti demonstre na prática, por exemplo, como essas grandes cidades "poderosas" são tão pobres, feias e sujas do que as ditas, "mais pobres"?!

    Quer que ti mostre também quantas cidades ricas existem no nordeste, produzem para o país inteiro, o que nos faz perguntar porque não sobra nada para eles?!

    Você já saiu de seu lugar e conheceu outro lugar do país que não fosse o seu "mundinho" ou aquilo que você apenas decidiu acreditar?!

    Você entende que só a esquerda vem com soluções radicais e fantasiosas, e não realistas, que nunca solucionaram nada, deixado pior o que já não funcionava, e piorando aquilo que funciona?!


    Você já percebeu o quão você se contradiz, atacando seu oponente daquilo que você é?! (Esquerdista detected?! Não é Patriota mas fica histérico gritando "Eu Sou do Sul Ui Ui UI ?! Sei ...")



    *** Até que você plagia bonitinho o estilo de escrever daqueles que tem entendimento de verdade, e não ficam fazendo de conta que são o que não são, como você ***:



    "
    Capixaba Capitalista 19/06/2018 11:24
    Campeão, por que tanta revolta? "


    "Respire fundo, re-leia, agora com mais calma, e prove-nos que não é mais um analfabeto funcional que despenca por aqui. "


    Mas iai ... sabe ler, ou quer que eu desenhe tudo que escrevi acima e à respeito desta matéria?!



    É ... depois eu quem sou o "analfabeto funcional"


    **MAS DEIXA EU CONTINUAR***


    Então divide tudo que todo mundo fica rico, é isso?! ............ Hahaha .... aí meu pai rs ..... Deixa eu ver se entendi ....


    Então o Sul se divide do País! Ok! Aí não satisfeitos, começam a brigar entre si, e assim por diante, certo?! Cara começo à gostar desta sua solução. Porque os EUA não pensou nisso antes:


    São Paulo x Rio de Janeiro x Paraná x Santa Catarina X Rio Grande do Sul


    Vou assistir isso lá do Nordeste comendo pipoca e tomando aquele refrigerante a sessão de "inteligência" dos separatistas .... Mas vamos lá .....


    - Então quando São Paulo for um país, começa uma nova briga separatista ....

    Barueri x Osasco x São Caetano do Sul x Santo André x São Paulo Capital?!



    Cara, vou nem delongar mais esse papo com você ... Só deduzir e me convenci 100% que sua solução .. É UMA MIERD@


    E beira à loucura e falta de racionalidade!


    Passar bem! =D
  • Carlos Fondega  21/06/2018 13:05
    Iai Camarada,

    Está dando um tiro no próprio pé e falando de si mesmo?!

    Você mesmo está agindo assim defendendo o Plebisul como um digno patriota da superioridade sulina!



    "Capixaba Capitalista 20/06/2018 20:37
    Campeão,

    "O patriotismo é o último refúgio do canalha" - Samuel Johnson "


  • Ricardo Demetrius  21/06/2018 16:54
    O rapaz acima está certo.

    Essa matéria foi bem interessante e mostrou que os dois links que você passou não passaram de achismo. Porque esta matéria aqui demonstra muito bem que não foi preciso dividir os EUA para que cada Estado fosse rico.

    Você fala que é contra o patriotismo, mas é um patriota Sulino, mas é capixaba? Um nordestino que apoia o separatismo do Sul, pois também acha o próprio povo do nordeste um parasita? Você é bem contraditório amigo.

    Não entendi essa sua resposta ao rapaz, pois indiretamente de canalha, pelo bairrista que você demonstrou ser, assim como tua atitude que não patriota separatista.

    Pelo que eu entendo muito bem, só quem odeia patriotas, e nacionalistas, é a própria esquerda globalista, pois um de seus objetivos realmente é acabar com ambos, patriotismo e nacionalismo.

    Não seria então Samuel Johnson cúmplice disto tudo, ou um esquerdista de fato pelo tom odioso que ele mesmo expressa? Acredito também que ele seja contra conservadores, e porque não contra os próprios ditos libertários?

    Aparentemente você não me parece um libertário, mais alguém que vive da ideologia mais medíocre que já conheci.
  • Capixaba Capitalista  21/06/2018 18:30
    Caro Demetrius,

    de onde você tirou que sou um patriota sulino?
    Quem aqui falou que o povo do nordeste é parasita?
    Não sou de SP e nem de Manaus, mas se o povo desses dois estados quiser se separar, não veo problemas nisso.

    Historicamente, patriotismo e nacionalismo são instrumentos usados em defesa de Estado forte.

    Explica pra gente, o que tem de libertário no Patriotismo?

  • Aurelio Fierro  15/06/2018 12:37
    Mas e o Panforte?
  • Renan  15/06/2018 12:55
    Saudações pessoal do Mises, sei que minha pergunta não tem nada a ver com essa matéria e como sou novo aqui não sei onde perguntar, eu gostaria de saber a opinião de vocês se no Brasil há algum jornal com textos e reportagens liberais eu li algumas da Gazeta do Povo e me pareceu que este jornal é liberal, vocês também acham ou tem outras opçoes? E blogs e outros sites que divulgam o libertarianismo, podem me recomendar? Ainda estou meio perdido nessa nova fase de minha vida e não tenho ninguem próximo a mim que pensa igual para trocar idéias
  • Jailma Viana  15/06/2018 14:41
    Caro Renan,
    Tive o mesmo problema que você. Não sei se sou a pessoa adequada para indicar, mas vou dar minha sugestão assim mesmo: aqui é um bom lugar. Leia todos os artigos disponíveis neste portal. Não esqueça dos livros do Mises e do Hayek. (que eu nem li todos ainda). Abraços.
  • Gustavo   15/06/2018 19:40
    Cara, tem o blog do instituto liberal, o ILISP, Spotniks tem boas matérias (mas pararam de postar no site, só no Face), alguns colunistas em jornais maiores (Ana Paula Henkel, João Pereira Coutinho), Boletim da Liberdade (notícias)... Enfim, o Gazeta é muito bom mesmo, tem vários colunistas bons (alguns famosos – Rodrigo Constantino e Leandro Narloch).
  • Tulio  15/06/2018 13:13
    Os escandinavos, mais especificamente a Suécia, tiveram uma alta e prolongada inflação de preços de 1971 a 1995. Veja, por exemplo, o alto valor nominal de suas moedas, o qual mostra toda essa desvalorização.

    A inflação começou tão logo a adotaram a social-democracia e só terminou quando fizeram reformas em meados da década de 1990, para evitar o colapso.

    Considerando que a Suécia já foi o quarto país mais rico do mundo e que não se envolveu em nenhuma grande guerra (ou seja, não destruiu seu capital), era para ser muito mais rica do que é hoje.

    De um lado, desvalorização da moeda em conjunto com gastos governamentais deixaram o país mais pobre. De outro, livre comércio, facilidade de se empreender e baixos impostos sobre empresas ajudaram a enriquecer.

    No balanço final, isso não foi suficiente para se manter à frente de vários estados americanos considerados decadentes, como Pensilvânia.
  • Muralha  15/06/2018 15:35
    Tulio, outra coisa a se analisar é a progressão histórica que tais coisas ocorreram.
    A Suécia só começou a ter leis trabalhistas mais rígidas (e que ainda assim não chegam ao nível da Banânia) na década de 70. E pro azar deles, foi justamente nessa década quando a carga tributária estava em aprox. 60% do PIB (a partir dali, se viram obrigados a diminuir nas décadas seguintes).
    Os suecos foram mais espertos que os americanos na questão tributária, enquanto aumentaram enormemente a tributação dos assalariados (pessoa física), manteram parecida a tributação das empresas (pessoa jurídica). Os impostos sobre empresas nos países nórdicos são um dos menores do mundo, e isso é um incentivo para que as empresas estrangeiras se instalem no país abrindo mais vagas de empregos (e sem contar que o país não possui salário mínimo e não é obrigatório ser sindicalizado).
  • Pensador Puritano  15/06/2018 13:55
    Esquerdista é especialista em procurar pelo em ovo para criticar,afinal Comunismo é bom só no discurso e criticar é fácil,agora ler,refletir e aprender dá trabalho e cansaço,coisas que estes estúpidos detestam,enfim um bando de parasitas inúteis.
  • Rodolfo Andrello  15/06/2018 14:30
    Saudações. Gostaria de perguntar aos articulistas e demais interessados como geralmente a escola austríaca responde a acusação de ser uma pseudociência? Em algumas ocasiões notei essa espécie de comentário sendo feito em discussões contra algum interlocutor que usava argumentos austríacos, com afirmações do tipo que a praxeologia nem pode ser expressa matematicamente, como a econometria. Junto com frases como essa geralmente também se acusa a EA de não ser levada a sério pela maioria dos economistas, o que parece ser bem um apelo a autoridade misturado com argumentum ad populum, Claro que não me parece que essa crítica seja lá das melhores, mas queria saber a opinião de quem já está mais calejado no assunto.
  • Ulysses  15/06/2018 14:53
    "Gostaria de perguntar aos articulistas e demais interessados como geralmente a escola austríaca responde a acusação de ser uma pseudociência?"

    "Pseudociência" é tudo aquilo que vai contra a nossa zona de conforto (ou seja, aquilo que aprendemos na oitava série da escola), que sempre acerta contra a nossa vontade, que humilha nossa crença, e que, por isso mesmo, nos dá muita raiva.

    Traga uma crítica mais específica e aí talvez dê pra responder.

    "Em algumas ocasiões notei essa espécie de comentário sendo feito em discussões contra algum interlocutor que usava argumentos austríacos, com afirmações do tipo que a praxeologia nem pode ser expressa matematicamente, como a econometria."

    Ah, sim, porque econometria, esta sim é algo extremamente científico...

    Se econometria tivesse a mais mínima validade, ela pelo menos teria previsto o colapso de 2008 -- algo que só austríacos e alguns outros poucos outsiders previram.

    A economia é algo que resulta da interação diária e voluntária de bilhões de indivíduos ao redor do globo. O simples ato de eu decidir não almoçar afeta a economia. Pergunta: como esse comportamento humano, volúvel e imprevisível, pode ser matematizado?

    Os caras não acertam nem previsão de placar de futebol, que é uma atividade que envolve a interação de apenas 23 pessoas dentro de um pequeno retângulo de grama, e querem prever o resultado da interação de 7 bilhões de pessoas diariamente ao redor do globo?

    A Escola Austríaca, humilde, diz que isso é impossível. Já os econometristas, arrogantes, dizem que não só é perfeitamente possível, como também apenas eles são capazes de ter a resposta para tudo.

    Aliás, veja só a ironia: os humildes austríacos, que dizem ser impossível fazer tal previsão com acurácia, sãoos pseudocientistas; já os arrogantes econometristas, que dizem ser capazes de prever tudo, são os seres dotados da verdade e da razão.

    Deve ser o único ramo da atividade humana em que os humildes que dizem não ser possível prever o comportamento de 7 bilhões de pessoas por meio de modelos matemáticos são rotulados de "pseudocientistas" ao passo que os arrogantes que dizem saber de tudo (mas que nada acertam) são os "detentores dos pilares sólidos da razão".

    "Junto com frases como essa geralmente também se acusa a EA de não ser levada a sério pela maioria dos economistas, o que parece ser bem um apelo a autoridade misturado com argumentum ad populum [...]"

    Mas isso é verdade. A EA não é levada a sério pela maioria dos economistas. E é exatamente por isso que o mundo vive em ciclos econômicos: dá-se ouvidos apenas a teses keynesianas e chicaguistas, e não a austríacas. Por isso a sequência de depressões.

    Agora, o que é realmente hilário é ver essas pessoas, que detêm toda a hegemonia das universidades e dos debates, jamais assumirem a culpa pelas merdas que fazem.

    Quando a economia está crescendo impulsionada por bolhas e créditos artificiais, ambos querem se autoatribuir a responsabilidade por aquela aparente virtuosidade. Porém, tão logo a coisa vira e a economia afunda (como a teoria austríaca ensina ser a inevitável consequência dessas políticas), essas duas correntes prontamente se eximem da responsabilidade e atribuem toda a merda a fatores externos. Nunca foram eles. Gente covarde e hipócrita.
  • Felipe Lange  15/06/2018 17:36
    Geralmente quem acusa a Escola Austríaca de ser "pseudo-científica" é o pessoal cientificista (por exemplo os seguidores fanáticos do Pirula) assim como os pseudo-economistas no ensino superior. Por que o ensino superior é infestado desse lixo ideológico? Justamente porque são esses pseudo-economistas, juntamente com as ideologias keynesianas e afins, é que dão suporte ao estado. E como é o estado que hoje controla a educação, então é algo já esperado.

    A Escola Austríaca não opina sobre nada e nem tenta dar suporte a nada, ela só explica como a economia funciona e as consequências que irão ocorrer se um setor da economia sofrer determinado tipo de intervenção. E isso o estado detesta. A única universidade que conheço que tem Escola Austríaca na sua grade é a Francisco Marroquín.

    Em Ciências Humanas é onde o estado mais causa distúrbios.
  • Humberto  15/06/2018 18:00
    A Escola Austríaca, em si mesma, não defende nada e nem critica nada. Ela é uma ciência sem juízo de valor. Seu único objetivo é explicar como as coisas funcionam. Mais especificamente, quais serão as consequências de determinadas políticas. Isso, e apenas isso, é o seu objetivo.

    Por exemplo, a EA, por si só, não é contra nem a favor de salário mínimo. Sua única função é explicar qual será a consequência de se estabelecer um determinado valor para o salário mínimo, cabendo então às pessoas escolher se tal salário mínimo deve ou não ser implantado. O mesmo vale para qualquer outra coisa, desde reservas fracionárias até protecionismo, passando por regulações e gastos do governo.

    Já quem irá discutir a moralidade de se estabelecer este salário mínimo é a filosofia libertária, esta sim passível de ser discutida.

    De novo: dizer se uma determinada política é desejável ou não, se é moral ou imoral, se é válida ou não é função da filosofia libertária. Quem faz juízo de valor é a filosofia libertária, e essa não tem nada a ver com a EA -- embora tenha a EA como norte.

    A Escola Austríaca, por si só, é irrefutável, pois parte de axiomas apriorísticos irrefutáveis. É impossível refutar a EA sem cair em contradição.

    Já a filosofia libertária, esta sim é possível ser refutada - mas mesmo assim apenas no campo da opinião pessoal, e não no da lógica pura.
  • André   15/06/2018 17:08
    Saudações Rodolfo, quanto aos seus questionamentos, acho que posso ajudar com uma recomendação de livro: "a lógica do cisne negro", de Nassim Taleb (O livro está disponível em português e é possível achar em pdf na internet); é um livro denso e não trata de economia austríaca, mas as opiniões do autor possuem semelhanças com as críticas da EA quanto aos métodos da academia, recomendo bastante e acho que pode sanar quase todas as suas dúvidas e criar outras também.
  • Jenifer Viana  15/06/2018 15:19
    Muito bom artigo!!

    Venho acompanhando o IMB a algum tempo e tenho aprendido muito aqui. Confesso que até pouco tempo atrás não entendia o porquê da minha desconfiança com as "benesses" do estado e de seus líderes populistas, mas essa desconfiança não passava de empirismo pois devido a educação deste país o que aprendemos é nada mais que paixões falhas e sem fundamentos reais dos nossos professores.

    Aproveitando este espaço, mesmo não sendo o ideal, peço ajuda para tornar possível a confecção de um artigo que pretendo escrever muito em breve.

    Recentemente li um artigo sobre Henri Nestlé, o fundador da Nestlé, e como ele formulou a Farinha Láctea contribuindo para diminuir as altas taxas de mortalidade infantil na Suíça e como farmacêutica pensei em quantos avanços para a saúde esses corajosos empreendedores trouxeram para o mundo. Peço me auxiliem, se possível, com sugestões de artigos ou livros, ou ainda, me lembrando desses empreendedores que tanto deram ao mundo em busca do tão injustiçado lucro.
  • Felipe Lange  15/06/2018 21:10
    Você iria querer sugestões de artigos e afins exatamente sobre o quê?

    Como funciona na sua área de farmacêutica? É cheia de paneleiros que choram pelo estado?
  • Jenifer Viana  16/06/2018 12:41
    Então Felipe, acredito que realmente não fui clara, quero escrever um artigo sobre empreendedores que influenciaram a saúde no mundo moderno, tal o exemplo do Henri Nestlé que até então era desconhecido para mim.

    Quanto a pergunta sobre a minha área, imagine que temos uma disciplina na qual aprendemos a história do SUS e como ele é perfeito, pelo menos no papel. Nesta mesma disciplina aprendemos o quanto é benéfico o papel do estado na saúde, fazendo comparação entre países como Cuba, Inglaterra, EUA e Canadá.

    Imagine uma profissão na qual o Conselho Profissional anda juntinho com o Sindicato, sendo aclamados como protetores da profissão. E ainda, a Agencia Reguladora sendo considerada a protetora da nação nos assuntos sanitários.

    Daí minha vontade de escrever tal artigo, para pelo menos tentar publicá-lo numa revista ou jornal da área, demonstrando que a maior fonte de inovação não vem do estado e sim de empreendedores.
  • Leigo  17/06/2018 02:20
    Além da área de segurança e justiça, pensa como é difícil desregulamentar a saúde e educação no mundo. Não sei que tipo de artigo você gostaria de escrever, já li alguns que vale a pena indicar:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2016
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1851
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=105
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=923
  • Jenifer Viana  18/06/2018 14:15
    Obrigada pelas sugestões!
  • Felipe Lange  15/06/2018 17:23
    Gosto muito dos artigos do Ryan.

    Mudando um pouco de assunto... É verdade que hoje há cura para alguns cânceres por plantas e que é o capitalismo que impede porque não dá lucro? Eu fico me questionando sobre e a única coisa que consigo pensar é que o estado atrapalha as pesquisas de alguma maneira pelas suas agências reguladoras.
  • Rafael  15/06/2018 17:43
    Curar câncer não dá lucro? E eu achava que já tinha ouvido de tudo. Essa, devo confessar, é original...

    O que de fato pode existir são grades corporações farmacêuticas, que operam protegidas pelo estado, fazendo conluio com o estado para aprovar leis que as protejam da concorrência -- no caso, pagando propina para aprovar leis estatais ambientalistas que impeçam a exploração de plantas e que proíbam a prática de qualquer coisa que seja considerada "medicina alternativa e não-regulamentada".

    Isso é tão antigo quanto o próprio mercantilismo e o protecionismo.

    Desnecessário dizer que tal conluio entre estado e grandes corporações é o exato oposto de livre mercado, sendo a própria essência da economia keynesiana (como a que Ciro Gomes defende)

    Como o estado garante o monopólio das grandes empresas farmacêuticas
  • Felipe Lange  15/06/2018 20:21
    Sim Rafael, essa história de que fazer pesquisa com câncer não dá lucro é um clássico dos críticos do mercado. No final desse corporativismo cruel, o negócio mesmo é acabar com o estado. Enquanto existir, vai sempre acontecer isso.
  • Pobre Paulista  15/06/2018 22:21
    No corporativismo de estado em que vivemos, essa visão é realmente correta: A cura do câncer iria trazer diversos prejuízos às empresas que podem ficar arrancando dinheiro do estado para pesquisas e longos tratamentos. Obviamente o estado jamais deixaria isso acontecer.

    É preciso desestatizar a saúde com a máxima urgência.
  • Jailma Viana  16/06/2018 00:26
    Caro Felipe Lange,
    A medicina capitalista causou a verdadeira revolução que salvou vidas. No início do século XX se morria de tifo, cólera, febre amarela, varíola, malária, gripe (a gripe espanhola matou algo como cem milhões de pessoas) hanseníase (lepra), tuberculose, pneumonia e até de furúnculo. Isto para citar algumas enfermidades que me veio rapidamente na cabeça. O que realmente matava e diminuía a vida média da população eram as doenças infeciosas como as citadas. As pessoas morriam com estas enfermidades antes de ter câncer. As vacinas e os antibióticos criados em países capitalistas reduziram as mortes e alongaram a vida.
    Agora o Câncer como o diabetes e as doenças do coração, não são infeciosas mas fisiológicas. Mau funcionamento das nossa funções corporais. No caso do câncer, está ligado a reprodução celular. É uma reprodução anômala e bizarra. Fica simplesmente bem mais difícil de encontrar uma cura. Assim mesmo tem se avançado muito.
    Claro que se os laboratórios tivessem uma perspectiva de lucro garantido investiriam mais. O período de patentes que o laboratório tem para reaver o enorme capital investido me parece curto. (não sou perito na área, mas algo como 25 anos ou trinta anos, me parece um período curto para reaver os milhões gastos na pesquisa). Veja o caso do Viagra por exemplo. Parece que foi ontem que descobriram e hoje já está repleto de genéricos. Sem contar que um Ministro da Saúde brasileiro andou quebrando patentes. Lembram do Serra?
    Se eu fosse dono de laboratório não investiria milhões por um período tão curto de retorno. Convém lembrar que depois da patente do produto começa a difícil tarefa de convencer médicos e pacientes a utilizarem o novo medicamentos. Só neste período de provas, convencimento de uso e eficácia, licenças dos ministérios de saúde, confirmação e aceitação geral do benefício do medicamento , em muitos casos, já excede o período de patentes.
    Resumo da história. Se eu fosse dono de laboratório não investiria em pesquisa num medicamento contra o câncer. Esperaria vencer as patentes de quem arriscou milhões ou bilhões na pesquisa. Será que escrevi bobagens?
  • Kira  16/06/2018 22:04
    Patentes são o que mais atrapalha a medicina e todo o mercado. Sem patentes laboratórios investiriam muito mais, pois haveria uma concorrência maior por mercado, clientes, universidades com centros de pesquisa também são motivadas a investir, laboratórios poderiam entrar na bolsa de valores receber financiamento de investidores que lucrariam com tais ações, o que renderia retorno para pesquisas a longo prazo, ao passo que estariam concorrendo entre si por clientela, e quem chega primeiro na resposta. Universidades poderiam seguir o mesmo princípio. Laboratórios de pesquisa em universidades recebem e poderiam receber doações, além do próprio financiamento das instituições, e poderiam ofertar tokens de ações, hoje em dia com as criptomoedas ficaria muito mais fácil conseguir financiamento a longo prazo (e muito financiamento) com o lucro simultâneo de investidores ao comprarem ativos e tokens. Investimentos em um mercado verdadeiramente livre para pesquisas de longo prazo ou mesmo longuíssimo prazo poderiam vir de inúmeros meios. cartelização do setor, leis (inclusive as de registro de patentes) criam barreiras ao desenvolvimento de qualquer mercado.
  • Bruno Diniz  15/06/2018 19:14
    A Europa é bastante agradável e bonita, mas tudo lá é muito caro. Gasolina e comida são pela hora da morte. Moradia e aluguel então nem se fala. Pior ainda: há um cerco total ao uso de automóveis.

    Já nos EUA, principalmente em locais pouco turísticos, tudo isso é pechincha. Wyoming é uma delícia. Mas fiquem longe de NY e Califórnia.
  • cmr  15/06/2018 23:46
    Mas é para NY e Califórnia que a moçada insiste em ir.
  • Pobre Paulista  16/06/2018 02:25
    Dizem que a Flórida é bem legal também. Com a vantagem de ser ali pertinho dos Estados Unidos.
  • Tony  21/06/2018 10:39
    Off topic

    Bruno,

    fiquei curioso sobre o turismo no Wyoming.

    Caso não se importe, gostaria de pegar umas dicas com você.

    Meu email é tony.palmeira@gmail.com.

    Valeu.
  • Luis  15/06/2018 20:43
    OFF topic: como a EA vê o método de estudo Modelos baseados em agentes
  • saaam  15/06/2018 22:07
    tudo isso se fecha numa frase muito simples, setor publico não gera riqueza.
  • Gustavo  16/06/2018 02:07
    Pô, roubando o mundo inteiro por meio de guerras n tem como o país ser pobre né. O crescimento americano se dá por conta de dominar o mundo todo.
  • Gustavo Arthuzo  18/06/2018 14:30
    Quem os EUA roubam? Mesmo seguindo sua lógica, os europeus eram pra ser ricos, já que roubaram a Africa e a América toda...
  • SAYMON FERREIRA DOS SANTOS  18/06/2018 20:43
    Cara, isso é papo de filiado ao Partido da Causa Operária.
  • Rodison  19/06/2018 01:55
    Engraçado né. E o PIB da Rússia e Cuba que nada produzem? Será que são dinheiro dos nossos impostos indo para lá?!
    Não duvido. Precisam de alguém para parasitar. Porque produzir que é bom, nada!

    Socialismo mostrando para o que serve:Nem para limpar bund@.
  • Matheus  17/06/2018 04:41
    Eu ainda não consegui entender esse PPP e o PIB normal, alguém por favor me ajude a entender.
  • Comédia  18/06/2018 15:01
    E se colocassem o Brasil como um estado dos EUA? Qual posição ficaria?
  • Suspense  18/06/2018 17:03
    No último gráfico, abaixo do México.
  • Imigrante  18/06/2018 17:17
    Ficaria entre subúrbios devastados de Detroit, e tenho minhas dúvidas se um americano dessas áreas toparia troca-la por uma vida numa periferia de São Paulo.
  • Emerson Luis  18/06/2018 18:07

    Brasília provavelmente também tem renda per capta maior do que a maioria dos países europeus, mas suponho que não é por causa do capitalismo...

    * * *
  • Marco Aurelio de Jesus  22/06/2018 12:25
    Bom artigo, pesquisa adequada.
    No entanto, não dá para esquecer os extremos, que modificam um pouco o racional: em termos de "pobreza absoluta", a Alemanha, Suíça e Islândia tem 0% da sua população classificada como "pobreza absoluta", Dinamarca tem 0,4%, Suécia tem 0,7% e USA tem 1,7%.

    Ver mobile.nytimes.com/2018/01/24/opinion/poverty-united-states.html

    "The Oxford economist Robert Allen recently estimated needs-based absolute poverty lines for rich countries that are designed to match more accurately the $1.90 line for poor countries, and $4 a day is around the middle of his estimates. When we compare absolute poverty in the United States with absolute poverty in India, or other poor countries, we should be using $4 in the United States and $1.90 in India.

    Once we do this, there are 5.3 million Americans who are absolutely poor by global standards. This is a small number compared with the one for India, for example, but it is more than in Sierra Leone (3.2 million) or Nepal (2.5 million), about the same as in Senegal (5.3 million) and only one-third less than in Angola (7.4 million). Pakistan (12.7 million) has twice as many poor people as the United States, and Ethiopia about four times as many."
  • Edson  22/06/2018 12:56
    Aí o cara diz que tem mais gente na pobreza absoluta nos EUA do que em Serra Leoa e Nepal, o mesmo tanto que no Senegal, e um pouco menos que em Angola. E você diz que isso sim é "pesquisa científica"?

    Por essa lógica, esses pobres americanos deveriam estar indo em revoadas para Serra Leoa. Imagine a cena: "Hey, Darling, let's go to Serra Leoa. Things there are fine and dandy, and we Will have a much better life and a higher standard of living!"

    É cada um...

    O cara, do nada, redefine o valor da linha da pobreza e, pior ainda, atribui valores arbitrários e distintos para os países de acordo com sua localização geográfica. E daí ele diz ser isso mais correto. O The New YorK Times, obviamente, adorou.
  • JHONATHA  25/07/2018 10:32
    Edson, sim foi hilário isso.
  • 5 minutos de ira!!!  25/03/2019 12:01
    Sem contar que ele usou a população absoluta......... será que ele tinha segundas intenções?
  • Jango  26/07/2018 22:35
    A esquerda moderna está tão perdida depois da queda da URSS que não sabem mais o que apoiam. Hora defendem o fascismo petista, hora reproduzem o discurso marxista.

    Apenas parem um instante e observem o cenário que estamos presenciando: a Esquerda atual está usando a EUROPA OCIDENTAL (que era o símbolo do Capitalismo junto aos EUA na Guerra Fria) como exemplo de SUCESSO DAS IDEIAS DELES. Perceberam o absurdo da cena?

    A esquerda moderna está apoiando países capitalistas que estão utilizando políticas social-democratas e fascistas (intervencionismo) como sucesso das ideias socialistas. Não percebem a loucura que eles estão fazendo?

    Na época da Segunda Guerra Mundial e da Guerra Fria, o Intervencionismo era considerado pelos socialistas como extrema-direita porque estava tentando salvar o capitalismo do inevitável colapso.
    Nessa mesma época (e desde Marx) os socialistas consideravam a social-democracia como "migalhas dos capitalistas para os proletários" (nas palavras do próprio Marx).

    Ou seja, os próprios esquerdistas já admitiram que perderam. Por isso estão apoiando w defendendo outros sistemas que outrora eram odiados pelos pela própria Esquerda.
  • 4lex5andro  19/03/2019 14:36
    E no ano passado o primeiro-ministro da Dinamarca, afirmou numa visita a Harvard, em alto e bom som, aos incautos universiOTÁRIOS social-democratas de plantão que seu país É UMA ECONOMIA DE MERCADO.

    Tem mesmo aqui no IMB um artigo sobre a Dinamarca, tão elogiada pelos left-wing estadunidenses e brasileiros como um modelo de bem-estar social.

    É o básico: antes de se ''repartir'' a riqueza, ela tem de ser criada, simples assim, e não há refutação pra isso.
  • Roberto Jargemboski  24/03/2019 19:55
    Então acho que posso me considerar privilegiado por viver no único país europeu mais rico que os estados americanos em todos os cenários...
  • Pobre Paulista  25/06/2019 17:05
    Nossa, que comédia esse Rodison hahahaha.

    Estatista é doente mesmo, não tem jeito.

    Fica tranquilo que aqui em SP só tem bunda-mole que aceita levar o resto do país nas costas.

    Nós merecemos.
  • 4lex5andro  26/06/2019 11:40
    No último gráfico se teria de considerar os países europeus por PPC também, como ajustado para os estados dos Estados Unidos.
  • Guilherme  26/06/2019 11:52
    E já está ajustado pela PPC. Os números dos países da OCDE são "data adjusted for PPP". Vide o primeiro gráfico.

    Mais atenção na próxima.


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