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Afinal, o câmbio está barato ou caro? Eis uma maneira de estimar seu atual “valor correto”
Mas a situação fiscal do governo federal ainda trará muitas emoções

Nota do editor: o artigo a seguir é uma atualização deste outro artigo. O leitor está convidado a comparar os valores e decidir quão corretas foram as previsões feitas.

 

Ontem, dia 6 de junho de 2018, o dólar fechou o dia valendo R$ 3,84. Foi o maior valor da moeda americana desde 2 de março de 2016 (quando valia R$ 3,89).

Na manhã de hoje, 7 de junho, o dólar chegou a R$ 3,91.

Para se ter uma ideia, ainda no início de março, a moeda americana estava cotada a R$ 3,21.

Isso significa que, em três meses, a moeda americana encareceu 21,80%.

Os temores de que haja uma desvalorização cambial ao estilo da ocorrida em 2015, quando, após a reeleição de Dilma, o dólar saltou de R$ 2,20 para R$ 4,24, são reais.

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Gráfico 1: evolução da taxa de câmbio (reais por dólar) de janeiro de 2014 até hoje (07/06/2018)

Já há medalhões do mercado financeiro — como Rogério Xavier, da SPX Capital — prevendo dólar a R$ 5,30, e dizendo que, no atual valor, o dólar "está de graça".

Com efeito, há reputados analistas internacionais dizendo que, após Turquia e Argentina, o Brasil pode ser o próximo na crise cambial dos emergentes.

É fato que, em todos os anos eleitorais, é comum haver turbulências cambiais. O ano de 2002 representa o exemplo mais claro disso. Mas os ingredientes atuais são mais explosivos: o governo federal está em uma pavorosa situação fiscal.

Eis a encrenca: o déficit nominal acumulado em 12 meses está em R$ 500 bilhões, o que significa que o governo tem de tomar emprestado R$ 500 bilhões por ano para fechar suas contas. Tal valor equivale a 7,5% do PIB. A título de comparação, o déficit americano é de 3,5% do PIB. O do Reino Unido é de 2,3% do PIB. O dos países da zona do euro é de 0,9% do PIB. Até mesmo o Japão, conhecido por seu governo perdulário, tem um déficit menor que o do governo brasileiro: 4,5% do PIB.

E daí? E daí que, com déficits tão altos, e sem conseguir cortar gastos, os investidores estrangeiros começam a duvidar da capacidade do governo brasileiro de honrar suas dívidas.

Uma coisa é você emprestar para governos deficitários de países ricos, como EUA e Japão, que não têm histórico de calote e cuja população, por ser produtiva, pode criar riqueza para ser tributada. Outra coisa é você emprestar para governos deficitários de países pobres ou em desenvolvimento, que têm histórico de calote e de desvalorizações cambiais (o que afeta os ganhos dos investidores estrangeiros quando convertem reais em dólares), e cuja população, não sendo tão produtiva quanto a dos países ricos (a produtividade do brasileiro é um quarto da do americano), não consegue criar mais riqueza para ser tributada.

Dado que a crise política não permitiu que nenhuma reforma (como a da previdência) fosse feita; considerando que os funcionários públicos não abrem mão de mordomias e seguem tendo aumentos salariais; e relembrando que a greve dos caminhoneiros resultou em novos rombos orçamentários, não é de se estranhar a inquietação dos investidores. Não há nenhum sinal de controle de gastos no governo.

Para piorar, as eleições deste ano estão totalmente imprevisíveis, havendo chances reais de uma esquerda mais radicalizada chegar ao poder em 2019.

Nesse cenário, manter dólares no Brasil se torna muito arriscado. Tudo indica que, por ora, os investidores estrangeiros estão saindo do Brasil em revoada, trocando reais por dólares, o que está pressionando pontualmente a taxa de câmbio.

No entanto, ainda assim há uma pergunta: o atual valor do câmbio está realmente "de graça"? Dadas as atuais condições da economia, qual seria o seu "valor correto"?

Sim, é possível responder a isso.

O que define o câmbio

Como Ludwig von Mises demonstrou ainda em 1912, em sua obra The Theory of Money and Credit, o determinante fundamental da taxa de câmbio entre duas moedas é o poder de compra relativo de cada uma delas. 

Colocando de outra forma, o que determina a taxa de câmbio entre duas moedas independentes é a paridade do poder de compra entre elas. O equilíbrio de longo prazo — ou a taxa de câmbio "final" entre duas moedas — sempre será exatamente igual à razão entre o poder de compra das duas moedas. 

Por exemplo, se o preço de um mesmo produto é de US$ 500 nos EUA e de R$ 1.000 no Brasil, então a taxa de câmbio entre as duas moedas teria de ser de 2 reais por dólar.  A essa taxa, um brasileiro vai pagar o mesmo valor por esse produto, seja ele comprado aqui no Brasil ou nos EUA. 

No entanto, se o câmbio não estiver em R$ 2 por dólar, então o equilíbrio ainda não foi atingido, o que significa que há oportunidades de lucro para um especulador por meio de um processo chamado de "arbitragem".

Funciona assim: suponha que um mesmo bem A esteja custando R$ 2 no Brasil e US$ 1 nos EUA (já considerando impostos). Nesse caso, a julgar pelos preços de A, nota-se que o poder de compra do real é menor que o do dólar. No entanto, suponha também que a taxa de câmbio vigente esteja em R$ 1 = US$ 1.  Pela taxa de câmbio, o poder de compra de ambas as moedas é igual. 

Logo, comparando-se os preços com a taxa de câmbio, vemos que o real está sobrevalorizado e o dólar está subvalorizado. O real está sobrevalorizado porque seu poder de compra, que é menor que o do dólar, está igual ao do dólar quando se analisa a taxa de câmbio. Assim, claramente o câmbio está errado. 

Um especulador esperto irá vender A em troca de reais (irá obter R$ 2) e, em seguida, irá trocar R$ 2 por US$ 2 (pois a taxa de câmbio é de 1:1). Ato contínuo, irá recomprar esse bem por US$ 1, que é o seu preço de mercado, embolsando o dólar extra. 

Essa contínua troca de reais por dólares encarecerá o dólar em relação ao real, finalmente levando a taxa de câmbio para seu valor correto, de R$ 2 por dólar.

Ou seja, essas operações — as "arbitragens" — fazem com que a taxa de câmbio e a razão do poder de compra entre as duas moedas sejam levadas à sua relação correta.

Portanto, e falando mais popularmente, o valor da taxa de câmbio de longo prazo entre duas moedas será determinado pelo poder de compra de cada uma delas — ou, sendo mais realista, será determinado pela perda do poder de compra de cada uma delas, ou seja, pela inflação de preços ocorrida nos dois países.

Se duas moedas começaram com uma taxa de câmbio de 1 para 1, mas uma moeda apresentou uma inflação de preços de 100% (com os preços indo de 100 para 200) e a outra apresentou uma inflação de preços de 60% (com os preços indo de 100 para 160), então a nova taxa de câmbio será de aproximadamente 1,25.

Logo, para se estimar a "taxa de câmbio correta" entre duas moedas, o que você tem de fazer é analisar o histórico da inflação de preços de ambas para ver qual foi a evolução da perda do poder de compra de cada moeda. 

Ato contínuo, você simplesmente divide o atual poder de compra de uma pelo da outra.

Mas é de crucial importância ressaltar o seguinte ponto: para se fazer essa análise da evolução da taxa de câmbio e do poder de compra de uma moeda, não é correto pegar um período de tempo aleatório, calcular a inflação de preços ocorrida apenas durante este período, e então fazer elucubrações sobre qual seria a taxa de câmbio correta. 

A literatura sobre isso é bem clara: você não apenas tem de pegar todo o histórico inflacionário de uma moeda, como também tem de considerar a taxa de câmbio do dia do nascimento desta moeda.

E então, só então, poderá fazer alguma projeção. 

O "valor correto" do câmbio

Dado que o real foi criado em julho de 1994 (a um câmbio inicial de 1 para 1 em relação ao dólar), o certo é ver qual foi a sua perda de poder de compra em relação ao dólar desde julho de 1994. Esta é a data de partida. Nenhuma outra data serve.

Ao contrário do que fazem outros analistas, você não pode pegar, por exemplo, janeiro de 2003 (a um câmbio inicial de 3,55) ou mesmo janeiro de 2016 (a um câmbio inicial de R$ 4,24) para então fazer sua análise. Não faz absolutamente nenhum sentido começar uma série que envolve todo o histórico de perda do poder de compra de uma moeda a partir de uma data aleatória. A data tem de ser a sua data de nascimento.

Pois bem.

Quando o real foi lançado, no dia 1º de julho de 1994, 1 real valia 1 dólar.  Portanto, já temos o "câmbio de nascimento".

De julho de 1994 até abril de 2018 (última data para a qual há dados), o IPCA acumulado foi de 478,80%. Isso significa que algo que custava R$ 100 em julho de 1994 custou em abril R$ 578,80.

Neste mesmo período, o CPI (Consumer Price Index) americano acumulado foi de 68,80%. Isso significa que algo que custava US$ 100 em julho de 1994 custou em abril US$ 168,80.

Dado que a taxa de câmbio, como explicado, tem de refletir o poder de compra relativo entre ambas as moedas, então a divisão de um poder de compra pelo outro fornecerá uma estimativa razoável de qual deve ser o "câmbio correto". 

Dividindo-se R$ 578,80 por US$ 168,80 temos um câmbio de 3,43 reais por dólar.

Observe que este valor de mercado está hoje abaixo do atual valor de R$ 3,91, o que indica que o real estaria desvalorizado em relação ao dólar.

Entretanto, o IPCA não necessariamente é o mensurador definitivo. Podemos também utilizar o IGP-M, que historicamente acumula taxas maiores que o IPCA.

De julho de 1994 a maio de 2018 (última data para a qual há dados), o IGP-M acumulado foi de 627,84%, o que significa que algo que custava R$ 100 em 1994 custou em abril R$ 727,84.

Dividindo-se R$ 727,84 por US$ 168,80 temos um câmbio de 4,31 reais por dólar.

Esse valor mais extremo é bem mais alto que os 3,91 atuais, indicando que de fato ainda pode haver espaço para mais desvalorizações. Por essa métrica, o real ainda estaria valorizado em relação ao dólar.

Entretanto, vale ressaltar que, ao menos por enquanto, não há nenhuma base para dizer que o valor correto do dólar é R$ 5,30, com insinuou Rogério Xavier. Caso o dólar chegue rapidamente a esse valor no período eleitoral, aí sim, por todas as métricas possíveis, podemos dizer com certeza que o real estaria extremamente desvalorizado.

Portanto, temos que o valor mínimo do "câmbio correto" hoje seria de 3,43, o máximo seria de 4,31, e o valor médio seria de 3,87. Qualquer valor entre 3,43 e 4,31 pode ser considerado dentro da realidade.

Consequentemente — e tendo-se em mente exclusivamente o cenário atual (os valores aqui encontrados, por motivos óbvios, não se aplicarão daqui a um ano) —, se o dólar cair para menos de R$ 3,43, o real estará sobrevalorizado, o que ajudará bastante no combate à inflação de preços. Caso ele fique acima de R$ 3,87, isso tenderá a estimular a inflação de preços. Caso fique acima de R$ 4,31, tem-se carestia forte. E caso chegue aos R$ 5,30 de Rogério Xavier, estaremos flertando com a Argentina.

Conclusão

Por acaso estaria eu dizendo que um destes três é o valor corretíssimo e acurado para o câmbio? Claro que não. Mas o que posso dizer, e sem sombra de dúvidas, é que o valor "correto" do câmbio, ao menos considerando o atual arranjo da economia, está entre esses valores. Por enquanto, ainda está longe de R$ 5,30.

Isso, entretanto, não significa que o dólar não possa de fato chegar a R$ 5,30. É sim possível que turbulências políticas, bem como a eleição de um populista, o levem a esse valor. No entanto, caso isso aconteça, vale ressaltar que o real estará bastante subvalorizado, pois seu poder de compra é maior do que esse valor indica. Caso chegue a esse valor, especuladores poderão ganhar muito dinheiro fazendo arbitragem.

Um exemplo de subvalorização do real aconteceu em 2003. O real começou o ano extremamente desvalorizado por causa da eleição de Lula. Sua eleição levou a uma grande fuga de capitais. Porém, tão logo sua equipe econômica ortodoxa pôs em prática seu plano de governo (superávit primário acima de 4% e SELIC a 26,50%), o real rapidamente se valorizou e voltou ao seu "valor correto" (daquela época).

Este assunto é de crucial importância porque defender a desvalorização da moeda é uma política que, infelizmente, nunca morre. E aqui não estou me referindo a Rogério Xavier, que não defende isso, mas sim à equipe econômica de alguns candidatos à presidência.

Desvalorizar o câmbio é uma política vista como a solução mágica para todas as agruras econômicas. É vista como estimuladora de exportações, como a solução para a baixa competitividade de nossas empresas e indústrias, e como a salvadora da balança comercial. 

No entanto, tudo o que ela realmente consegue alcançar é destruir a renda da população (principalmente dos mais pobres), elevar o custo de vida, elevar os custos de produção das empresas e das indústrias, e enfraquecer toda a economia. (Veja todos os detalhes teóricos e empíricos aqui).

Por tudo isso, sempre que algum economista disser que sabe o valor correto do câmbio de equilíbrio, faça esse cálculo e veja quão realmente honesto ele está sendo. Não lhe conceda um passe-livre. Não permita que ele defenda livremente a destruição do poder de compra do seu salário, da sua renda, da sua poupança.  

Em qualquer civilização, o poder de compra da moeda deveria ser inegociável.

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Leia também:

Os três tipos de regimes cambiais existentes - e qual seria o mais adequado para o Brasil

Uma radiografia da destruição do real - ou: não há economia forte com uma moeda doente

Três consequências da desvalorização da moeda - que muitos economistas se recusam a aceitar


34 votos

autor

Leandro Roque
é economista e tradutor do site do Instituto Ludwig von Mises Brasil.

  • Breno Andrade  07/06/2018 15:47
    O que sempre me diverte, ou assusta, é ver gente dizendo que o que determina câmbio é a balança comercial...
  • Leandro  07/06/2018 15:57
    Sim, esse é outro mito que simplesmente não morre. Por mais que este site publique artigos a respeito, parece que a coisa simplesmente não clica em alguns leitores.

    Balança comercial não define câmbio. Nem a balança de serviços. E nem as duas juntas (saldo corrente). Dizer que o que determina o câmbio é a balança comercial e de serviços, e não o poder de compra das moedas, é algo que não faz absolutamente nenhum sentido.

    Se essa teoria fosse verdadeira, todos os países da África, que quase nada importam, teriam moedas absurdamente valorizadas. A Venezuela, então, que exporta muito petróleo e não importa quase nada (pois o governo restringe), teria uma moeda que seria um portento. Aliás, o próprio dólar (os EUA importam muito mais do exportam, e têm déficits comerciais seguidos desde a década de 1970) estaria hoje esfrangalhado.

    Mais ainda: Reino Unido, Canadá, Austrália e Nova Zelândia são países que têm setores externos deficitários há 40 anos e suas moedas são fortes. Por sua essa teoria, era para a moeda deles estar esfaceladas -- que moeda iria resistir a déficits externos por 40 anos?

    Aliás, vale lembrar que o fluxo cambial foi positivo no Brasil em 2015. Ou seja, em 2015, entraram mais dólares do que saíram do Brasil. E, ao mesmo tempo, o dólar saltou de R$ 2,50 para R$ 4.

    Difícil evidência empírica mais cabal do que essa.

    Setor externo nada tem a ver com a força da moeda. O que determina a taxa de câmbio, no longo prazo, é a diferença entre o poder de compra das moedas, e não saldos de balança comercial ou setor externo.

    Entretanto, fuga de capital causada por turbulência política pode sim, no curto prazo, afetar enormemente a taxa de câmbio. Mas, no longo prazo, o que determina é o poder de compra da moeda. E este é afetado sobretudo pela oferta monetária.
  • Ninguem Apenas  07/06/2018 16:54
    Perfeito Leandro,


    O que acha do Brasil voltar com o decreto Nº 5.108 de 18 de Dezembro de 1926?

    Bem que poderia ter alguma pressão nesse sentido, uma causa que poderia ser levantada.


    Mas como outro artigo aqui já comentava "É mais fácil o Sol tremer de frio" kk


    A única coisa boa nisso tudo é ler os excelentes artigos aqui.
  • Leandro  07/06/2018 17:52
    Desde 2013 que eu venho repetindo o mesmo mantra: em países ainda em desenvolvimento, agraciados com governos bagunçados, políticos insensatos e grupos de interesse poderosos (como os funcionários públicos e suas exigências salariais), o câmbio não flutua; ele afunda. E junto com ele vai o padrão de vida da população.

    Por isso eu sempre defendi Currency Board, como fez a Estônia. E defendo também a livre circulação de moedas.

    Como terceira medida, defendo que ao menos o preço do ouro fosse usado como parâmetro para uma política monetária.

    Nesse quesito, aliás, fui criticado por alguns liberais, que diziam que eu estava defendendo controle de preços e queria lutar contra "o mercado". O que é ignorado é que uma coisa é o câmbio se desvalorizar porque está havendo inflação monetária (o que não é o nosso caso). Isso sim seria mercado. Outra coisa, completamente diferente, é o câmbio se desvalorizar por questões políticas (que é o nosso caso). Isso não é mercado.

    Com efeito, a meu ver, blindar a moeda da política é, isso sim, a mais perfeita definição de uma genuína política monetária pró-mercado.

    Porém, esse debate se arrefeceu. Como a segunda metade de 2016 e todo o ano de 2017 foram de rara estabilidade cambial -- a qual, na verdade, se deu graças à forte e até então inédita contração da oferta monetária --, o assunto ficou meio esquecido.

    Agora, com o dólar voltando a resvalar os R$ 4, tudo indica que ele voltou para ficar por algum tempo. E terá de ser abordado.

    Obrigado pelas palavras e grande abraço!
  • Carlos  07/06/2018 18:40
    Leandro,

    Se ao invés de usar um índice de inflação fosse utilizada a oferta monetária?

    Seria também uma forma de calcular qual seria o "valor correto" do cambio?
  • Leandro  07/06/2018 19:20
    Usando oferta monetária você pode estimar para onde estará indo a taxa de câmbio futura. Por exemplo, quem viu a oferta monetária desabando em 2015, pressentiu não havia bases sólidas para aquela taxa de câmbio janeiro de 2016 (R$ 4,24) perdurar, e nem para os juros de longo prazo (que chegaram a 17%), pois não havia espaço para inflação de preços continuar subindo. Eu mesmo fiz investimentos em prefixado tendo por base aquilo (como comentei ao final deste vídeo).

    Mas é só.

    Há austríacos que recomendam fazer uma comparação ao longo do tempo entre a taxa de crescimento da oferta monetária de um país e a taxa de crescimento da atividade econômica desse país (e sabendo-se que, quanto maior o crescimento da atividade econômica, maior a demanda por moeda). Fazendo isso, tem-se a "taxa de crescimento do excesso de oferta monetária".

    Falando mais popularmente: se no período de um ano, a oferta monetária cresceu, digamos, 10%, e a atividade econômica cresceu 5%, então a taxa de crescimento do excesso de dinheiro foi de aproximadamente 5%. Essa taxa seria um indicador importante na previsão da provável direção da taxa de câmbio daquela moeda no mercado.

    Ao se comparar a taxa de crescimento do excesso de dinheiro de um país em relação a outro, tem-se uma previsão da tendência da taxa de câmbio. A moeda daquele país cujo excesso de oferta monetária estiver crescendo mais rápido será aquele que vai se enfraquecer ao longo do tempo.

    Ou seja, você consegue um indicador direcional, mas não consegue nenhum valor numérico.
  • Carlos  08/06/2018 11:06
    Muito obrigado Leandro.

    Gostei desse indicador direcional. Combinando com o que está neste artigo dá pra tentar estimar para onde vai a cotação futura e tentar se antecipar.

    Vou tentar buscar esses dados. Acredito que ocorrerá o oposto do que ocorreu em 2015/2016. Os juros estão na mínima histórica e a produção andando de lado. Posso estar sendo pessimista mas acho que vamos juntar recessão com inflação. Talvez seja necessário que isso ocorra para que levem o défict do governo a sério.
  • Tiago Sousa  12/06/2018 13:42
    Leandro, bom dia!

    Aproveitando a oportunidade gostaria de fazer uma sugestão de artigo sobre "O fenômeno do baixo valor da moeda sueca". Estive recentemente nesse que é um dos paraísos da "terceira via" que muitos esquerdistas gostam de usar como argumento e percebi esse fenomeno que pra mim foi assustador. Ao ver os preços nas prateleiras percebi que algo estava errado e quando fui pesquisar percebi que atualmente 1 euro está valendo 10 SEK! Seria de grande valor um artigo sobre esse fenômeno, os motivos e as consequências desse valor tão baixo (R$ 0,43, hoje).
  • Leandro  12/06/2018 17:10
    Essa é fácil. A moeda sueca foi criada em 1873 e nunca foi trocada. Tampouco teve zeros cortados. Ou seja: ela hoje é o resultado de toda a inflação acumulada pelo país.

    E a inflação sueca foi bastante alta durante o período 1970-1994. "Coincidentemente", esse período vai desde a adoção de estado de bem-estar social até seu colapso e subsequente reforma econômica.

    Veja aqui a inflação de preços na Suécia durante este período:

    d3fy651gv2fhd3.cloudfront.net/charts/sweden-consumer-price-index-cpi.png?s=swedenconpriindcpi&v=201805090736v&d1=19180101&d2=20181231

    Observe que, de 1969 a 1994, os preços sobem 6,6 vezes, o que equivale a uma inflação de 560% -- o que dá uma média de 7,85% ao ano.

    Foi só em 1994, após amplas reformas, que a coisa ficou sob controle. Veja aqui:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1745
  • VICTOR HUGO  17/06/2018 01:30
    Caro leandro mais uma vez um excelente arquivo no meio de tanta artilharia confusa da mídia.
    Gostaria de fazer algumas perguntas a você:

    1- No comentário acima você diz:
    "Leandro 07/06/2018 19:20
    Usando oferta monetária você pode estimar para onde estará indo a taxa de câmbio futura". - Como que faz a aplicação disso ? Eu consigo estimar a curva de juros x oferta monetaria e inflação x oferta monetária?

    2- Qual a relação dolar x inflação?



    3- Há algum paradoxo na esquerda, estão reclamando do dólar alto que encare os produtos , mas não percebem que seus "mentores" defendem um cambio desvalorizado "competitivo".
    Isso simplesmente não entra na minha cabeça, porque alguém defende custos mais altos de importação? isso não vai levar ao aumento de preço e afetar o salário das pessoas? Como empobrecendo a população vai levar mais desenvolvimento? Afinal como pensam os desenvolvimentistas? Se fosse assim, fixa o dólar em 1.000 reais e espera aqui virar Wakanda.
    Se a tese deles estivesse certa era para a argentina e venezuela estar bombando de prosperidade não é mesmo?

    4 - Qual é a do Ciro Gomes? Andei assistindo alguns videos, e ele fala do dolar que precisa estar em lugar competitivo, mas depois reclama que o dolar esta alto para o pão da dona maria , dos medicamentos e combustivel que são cotados em dolar. Não entendo oque ele quer, ele quer dolar alto na industria , mas dolar barato para o pao da dona maria?
    Ainda falou em ajuste fiscal para colocar o Brasil na rota do crescimento, afinal oque ele defende?


    5- O hexa vem?



    Abração
  • Leandro  17/06/2018 03:20
    1) Artigo inteiro sobre isso:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2852

    2) Artigo sobre isso:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2175

    3) Exato.

    Artigos sobre isso (além dos já citados acima):

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2055

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2277

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2378

    4) Ninguém sabe. Nem ele. O sujeito muda de posição de acordo com a opinião pública.

    5) Virá. Um dia.

    Obrigado pelas palavras e grande abraço!
  • Primo  08/06/2018 10:19
    Pode não determinar, mas não vejo como afirmar que não influencia, veja um trecho do próprio artigo:

    "Um especulador esperto irá vender A em troca de reais (irá obter R$ 2) e, em seguida, irá trocar R$ 2 por US$ 2 (pois a taxa de câmbio é de 1:1). Ato contínuo, irá recomprar esse bem por US$ 1, que é o seu preço de mercado, embolsando o dólar extra.

    Essa contínua troca de reais por dólares encarecerá o dólar em relação ao real, finalmente levando a taxa de câmbio para seu valor correto, de R$ 2 por dólar."

    É a velha Lei da oferta e demanda. A questão do fato da Venezuela e outros países exportar mais que importar e mesmo assim ter uma moeda fraca é pelo fato do produto exportador ser subsidiado, dessa forma fica distorcendo a lógica das vantagens competitivas. É como se eu vendesse Petróleo a $80, como meu custo é de $50 fico muito feliz e contente e amplio essa operação, entretanto nego a aceitar que recebo outros $50 de subsidio que não entram no calculo do meu custo. Dessa forma, para o pais, na realidade, estou vendendo petróleo a $80 com um custo de $100, significa que estou pagando para trabalhar. É altamente vantajoso para quem compra e extremamente escravizante para quem vende. Em cada procedimento de troca você desvaloriza o seu produto, a arbitragem se inverte...
  • Leandro  08/06/2018 12:39
    "Pode não determinar, mas não vejo como afirmar que não influencia"

    Influencia, sim. Mas apenas pontualmente. Uma grande movimentação hoje irá afetar a taxa de câmbio hoje. Mas amanhã ela já volta para o lugar, pois haverá ganhos de arbitragem a serem feitos.

    No longo prazo, exatamente por causa dos ganhos de arbitragem, balança comercial e de serviços têm efeito nulo sobre a composição da taxa de câmbio.
  • Jesonias  08/06/2018 14:27
    Vcs acham que uma supervalorização do Dólar perante o real não pode (ou deve) levar em conta também a questão da taxa de juros subir nos eua (o que torna mais interessante para o investidor levar seu dinheiro para lá, até por ser mais seguro) e, também, o conservadorismo dos investidores que procuram se antecipar aos sinais de instabilidade político-economica do país? Excelente artigo, diga-se de passagem!
  • Gustavo Cardoso   09/06/2018 19:36
    O que me assusta é verem pessoas perdendo tempo tentando estimar algo que não deveria ter controle. Se o real é um produto ruim ele deve ser substituído.
  • francisco leao  07/06/2018 15:58
    Leandro, Tenho um caso que nao consigo entender, mas com a moeda venezuelana, o Bolivar. Gastei no cartão de crédito o equivalente a BS 3.360.850,00 que pela transformação do banco SANTANDER/mASTERCARD ficou em US$ 900,54 e convertidos no dia para Real ficou em R$ 3.500,53.
    verifiquei pela tabela de conversao do banco central e para cada Bs 1.000.000,00 daria em média US$ 14,00
    Estou até o momento sem entender que parâmetros usaram para chegar a esse valor.

    Desde Já agradeço,

    Francisco Leão
  • Trader  07/06/2018 16:17
    Francisco, pelos seus números, US$ 1 saiu por $B 3.732. Mas no câmbio oficial, um dólar está valendo $B 80.000 (o que também é irreal, pois esse câmbio oficial não existe, e um dólar está valendo $B 925.000).

    Certamente o banco cobrou um enorme ágio, pois é difícil (quase impossível) ele transacionar bolívares no mercado internacional, pois se trata de uma moeda que ninguém quer.

    Mais um motivo pra ficar longe da Venezuela.
  • Ninguem Apenas  07/06/2018 17:03
    Eu realmente não to conseguindo entender algo aí.

    Porque você comprou bolívares? ou melhor, porque alguém chegaria ao ponto de fazer isso???
  • Capital Imoral  08/06/2018 16:08
    Ola, Francisco. Você já pensou em doar todo esse dinheiro para os mais pobres?
  • Anonimo  07/06/2018 16:02
    Como vocês conheceram esse site? Eu conheci através do artigo "Porque os intelectuais odeiam o capitalismo" ou "Por que o socialismo sempre irá fracassar". Um desses dois, ñ lembro.
  • Andre  07/06/2018 16:14
    2013, estava em busca de respostas para a apatia na economia brasileira de então e se podíamos esperar uma crise, fiz um comentário num canal libertário no youtube e o Daniel Fraga respondeu com um link deste site.
  • Pobre Paulista  07/06/2018 16:41
    Eu caí de de paraquedas aqui: Estava procurando pela tensão equivalente de Von Mises - um conceito de engenharia estrutural, criado por Richard von Mises, irmão do Ludwing que nomeia esse instituto - e simplesmente digitei "Mises" no google e entrei no primeiro link. Isso em 2012.
  • Matheus  07/06/2018 17:47
    Eu conheci em 2014 ou 2015, quando um amigo meu compartilhou um artigo no facebook que escancarava as falácias da teoria econômica de keynes.
    Achei o artigo extremamente didático e coerente, a partir dali virei um leitor diário.
    Foi meu primeiro contato com o mundo Austríaco.
  • Chiaki Lisboa  07/06/2018 18:31
    Conheci através de um canal do Youtube, eu percebi que o cara simplesmente pegava os artigos daqui e transformava em vídeos, então abandonei o canal do cara no YT e comecei a ler os artigos mesmo, são muito mais proveitosos.
  • Richard Gladstone de Jouvenel  07/06/2018 18:55
    Eu vim parar aqui por causa dos caminhoneiros, por incrível que pareça.

    Até comentei neste artigo aqui:

    mises.org.br/Article.aspx?id=2900

    Em 2013 eu e uns amigos trabalhávamos em empresas de transporte de cargas, e vimos que o famoso Programa de Sustentação do Investimento estava entupindo as estradas de caminhões. Fizemos umas contas de padaria e vimos que o frete por tonelada transportada nesse cenário caiu entre 5% e 7% ao ano entre 2011 e 2013. Resolvemos fazer um estudo acadêmico, e a ideia era publicar um artigo com uma alternativa liberal para o problema.

    Com todo respeito a outros think thanks liberais, as quais admiro e colaboro, o único lugar que forneceu subsídios (no bom sentido) precisos foi o IMB. Pra mim, foi amor à primeira vista e não saí mais daqui.
  • Júlio Cézar  07/06/2018 19:36
    Não lembro ao certo, mas acho que foi em torno de 2011 ou 2012, e lembro deste artigo (o power point, principalmente) como estopim: www.mises.org.br/Article.aspx?id=206
  • João   08/06/2018 00:52
    Eu conheci curiosamente numa página no facebook chamada 'Meu professor de história mentiu pra mim'
  • Rigby Wilde  08/06/2018 01:55
    O Rafael lá do Ideias Radicais sempre colocava links do site na descrição dos videos (antes do youtube bugar os links nas descrições). Então, num belo dia no segundo semestre de 2017, eu finalmente resolvi clicar em um desses links.

    Se não me engano, um dos primeiros artigos que eu li desse site foi o que falava da ineficiencia da educação estatal (tô no meio do ensino médio e tô quase enlouquecendo com esse hospício que é a escola pública)
  • Mais Mises...  08/06/2018 11:16
    Eu estava na ressaca pós-imposto de renda de 2015. Revoltado com as barbeiragens do governo giuma. P. com a economia brasileira. Já tinha deixado de ter pensamento socialista há algum tempo. Daí, digitei no Google algo sobre 'imposto abusivo' (não me lembro ao certo o termo usado) e um dos links me trouxe aqui.
    Já disse isso mas faço sempre questão de frisar: quando li o primeiro artigo e os comentários (me divertindo com os socialistas de paraquedas que caem aqui!), em alguns dias eu devorei outros 30 textos, pelo menos.... e me senti como o personagem Neo, do filme Matrix ao tomar a pílula vermelha e começar a ver quase tudo à sua volta de outra forma.
    Obs: passei um dos primeiros artigos que li para o meu pai e reproduzindo as palavras dele: "Meu filho, que texto lindo. Sensacional. Todo mundo deveria ler isso aqui!" rsrsrsrs
  • Pedro_N  08/06/2018 11:56
    Que engraçado! Ontem me passou pela cabeça justamente essa pergunta: "Como será que os leitores do IMB descobriram o site? Seria legal conhecer as repostas..."

    Na época da morte de Mandela, alguém compartilhou no face uma postagem do site Meu Professor de História Mentiu pra Mim (que eu também não conhecia). Como não fazia ideia sobre a realidade a respeito do "ícone" Mandela, decidi buscar mais informações. Foi quando achei aquele artigo A verdadeira face de Nelson Mandela. Lembro que fiquei surpreso com o site. "Nossa! Quantos artigos polêmicos! Quem é esse povo? De quem são esses rostos no brasão? O que eles querem? Será alguma seita?" Era o tipo de coisa que eu pensava...
  • Capixaba Capitalista  08/06/2018 13:29
    Foi a partir de um artigo sobre o sistema judiciário privado que comecei a acompanhar o site (em 2011 ou 2010, não lembro ao certo).
    Lembro que achei a idéia absurda, mas não conseguia refutar o conteúdo; por isso decidi continuar pesquisando no site para entender os conceitos apresentados, que eram inéditos para mim.
  • Anônimo  08/06/2018 13:43
    Conheci em 2014 pelo blog vida ruim de pobre, num texto chamado Por que é tão ruim viver no Brasil? Em um dos comentários para explicar os problemas na economia postou um link deste site, desde então não saí mais daqui.
  • Matheus  08/06/2018 14:35
    Para gente ver como são as coisas: se até "nerds betas racistas homofóbicos de direita fracassados bolsominions" (segundo uma certa feminista esquerdista gorda pró-PT e pró-Cuba fã de Chico Buarque com um site que congrega outros lunáticos na mesma vibe) que frequentavam o blog do Vida Ruim de Pobre (por alguma desilusão amorosa e/ou frustração com as agruras da vida, causadas, peremptoriamente pela dificuldade intrínseca de viver nesse inferno econômico, e, por consequência, social, que é o Brasil, acabam aprendendo sobre livre mercado, liberdade econômica e capitalismo e chegam ao site do Instituto Mises Brasil e aqui permanecem aprendendo e evoluindo, mas os esquerdistas e petistas doidos varridos não conseguem, é porque esse país está realmente perdido.
  • reinaldo  08/06/2018 15:41
    Eu conheci o site em 2014 quando estava procurando o motivo de Alemanha e Japão terem se tornado economias fortíssimas depois da Segunda Guerra.
    Nunca levei a sério aquela história que os EUA reconstruiram Alemanha e Japão, por isso estava procurando argumentos diferentes.
  • Tio Patinhas  08/06/2018 17:13
    Não lembro o ano, mas estava procurando algo sobre o mercado fracionário da bolsa de valores e caí em um texto aqui sobre reservas fracionárias, mas confesso que não entendi nada, ainda assim fiquei curioso e voltei, li um texto sobre Che Guevara com coisas que nunca tinha sequer ouvido falar antes.

    Foi então que comecei a ler com frequência praticamente diária, ainda me deparo com alguns comentários escritos por mim em artigos antigos e percebo o quanto aprendi (fico surpreso com o pouco que sabia, o quanto era apenas lugar comum, esse tipo de coisa).
  • Insurgente  11/06/2018 17:22
    Foi mais ou menos em junho do ano passado, buscando argumentos sobre as reais diferenças entre socialismo e capitalismo. De lá pra cá, são tantos artigos já lidos e relidos que perdi as contas.

    E os meus questionamentos iniciais foram respondidos dentro dos artigos e na sessão de comentários que é tão enriquecedora quanto o conteúdo próprio da página.

    Aí me perguntei sobre como que eu não sabia desse site antes e pq demorei tanto para chegar aqui...

    Apenas agradecer ao IMB pela quantidade de aprendizado gratuito, tão importante para mim, vindo deste instituito!

    Quem sabe um dia não os conheça pessoalmente!
    Abraços!

  • Gustavo Arthuzo  11/06/2018 19:47
    Eu vim para pesquisar sobre o último argumento vivo dos esquerdistas: os países nórdicos.

    Obrigado, socialistas suecos.
  • Chupim  07/06/2018 16:09
    Só nos últimos quatro dias, o Tesouro Direto já suspendeu suas operações 7 vezes, tamanha a explosão dos juros futuros causada por essa valorização do dólar. Os Tesouro IPCA+ já voltaram a pagar juros reais de 6%. Os prefixados estão encostando em 12,50% ao ano.

    Minha aposentadoria virá mais cedo do que eu esperava. Obrigado aos funças, caminhoneiros e políticos. Seu descalabro é a minha renda.
  • Demolidor  07/06/2018 16:58
    Somos dois. Se eu e minha família não vivêssemos no Brasil, eu estaria dando risada.

    Quem acompanha meus comentários no Mises sabe, há tempos, que venho cantando essa bola.

    Problema de tudo, na verdade, é que somos dominados por "juristas" que acham que a caneta resolve tudo. Pelo menos eles tentam revogar apenas as leis econômicas e já causam muito estrago fazendo isso. Fossem determinar que as colunas de fundação de uma construção só podem começar a ser construídas a partir do segundo pavimento, qualquer um enxergaria o disparate. Mas é melhor não dar ideia, porque comecei a olhar umas leis municipais de construção e já não duvido que alguém não conceberia algo assim.
  • Richard Gladstone de Jouvenel  07/06/2018 19:11
    Somos três.

    Mais um mês assim e eu consigo comprar um SUV top de linha que eu ando namorando...

    Ah! e a diesel, claro...


  • Fabrício  07/06/2018 19:27
    É fato que as taxas de juros já voltaram a ficar muito atraentes, e eu mesmo tive de me segurar pra não desovar minha liquidez diária nos IPCAs e prefixados. Mas ainda bem que me contive. Quase comprei no início da semana a 11,40%. Hoje, já esbarrarem em 12,20%.

    O Banco Central e o Tesouro estão em polvorosa. Ontem, os otários anunciaram que irão comprar títulos exatamente pra tentar conter a cotação. Isso foi visto como um sinal de desespero, o que está empurrando ainda mais as cotações nos próximos meses. A hora de comprar será entre o primeiro e o segundo turno, em que haverá uma maluco de esquerda contra um capitão do exército odiado pela mídia.
  • Andre  07/06/2018 21:26
    Realmente a atuação do BC no mercado foi medonha. Se quiserem comprar briga no mercado secam as reservas em 1 semana.
    Quanto aos juros, tenho a opinião de que financiar país a beira da insolvência com juros prefixados de longo prazo a um dígito é uma distorção.
  • Rennan Alves  07/06/2018 16:16
    A culpa é dos rentistas e dos especuladores! Estão roubando nossa riqueza!
  • Mais Mises...  08/06/2018 11:18
    Valeu, discípulo de Ciro Gomes! rsrsrs
  • Carlos Antônio  07/06/2018 16:27
    Eis uma jogada de risco: esperar o dólar subir mais (até uns R$ 4,30), e então fazer um shortsell e apostar no bom senso do próximo governo.

    Se ele surpreender positivamente (como Lula em 2003 e Temer e sua equipe econômica em maio de 2016), o dólar vai voltar a cair, e aquele que estiver vendido em dólares vai se dar muito bem.

    Isso já aconteceu em 2003 e 2016. E vai acontecer de novo caso o próximo governo seja sensato. Aliás, nem precisa ser sensato. Basta não ser maluco.
  • Xavier  07/06/2018 16:46
    Quero ver você fazer. Mande o link do comprovante da transação e tudo.
  • Pobre Paulista  07/06/2018 16:48
    Aqui no Brasil basta não ser maluco para fazer parte da elite da sensatez.
  • Richard Gladstone de Jouvenel  07/06/2018 19:51
    Fiz isso em 2003, mas não sei se dou conta de fazer de novo esse ano...

    A eleição tá nebulosa demais, e a greve dos caminhoneiros levou embora o pouco de juízo que a população tinha.

    Como o Brasil é um país com muito pasto pra jumento se criar, dá até pra imaginar que a eleição vai fazer a coisa piorar e esse buraco vai a default em 2019...
  • Eduardo  07/06/2018 20:02
    É, também tendo a ir pra esse lado. Pela teoria, realmente é uma barbada. Mas, na prática, há muito pasto ainda.

    E por mais que Bolsonaro tenha melhorado seu discurso, ainda fico com a crença de que o cara tá fazendo isso apenas para se tornar mais palatável. Se virar presidente, a tentação do poder será grande demais, e ele voltar às estatizações dos militares pode ser uma questão de tempo.

    E o pior é que a alternativa é Ciro Gomes, um maluco mais perigoso ainda. E o que é pior: a imprensa o adora. Ele teria carta branca pra todas as maluquices. Será uma Dilma 3.0.

    Num cenário assim, um chuchu na presidência se torna até um sonho de consumo.
  • Chupim  07/06/2018 20:11
    Só sei que o negócio hoje foi tão feio que o Tesouro Direto nem abriu. Eles não são loucos de já sair vendendo prefixado a 12,50% sem que o período eleitoral ainda nem tenha começado. Se continuar assim, volta fácil pros níveis da Dilma, quando enchi as burras com prefixados a 16,50% e IPCA+ a 7,82%.
  • Fernando   08/06/2018 11:06
    Foi mesmo. Poucas vezes fechou durante o dia e não abriu mais. Mas continuo com LFTs, não gosto das emoções da marcação a mercado.
  • Curioso  07/06/2018 16:28
    Eu nunca entendi muito bem essa questão da dívida.

    O Brasil deve pra quem, afinal ? Para os EUA ? Para o FMI ?

    Essa dívida "é paga" de quando em quando ? E de que forma ela é paga ?

    Existe alguma forma do Brasil atrair o dólar sem utilizar o juros ? Tem como o dinheiro entrar em forma de investimentos e evitar a fuga ?


    Uma outra dúvida. Por que o dinar kwaitiano é tão valorizado em relação ao dólar e a moeda da China não ?

    A China, uma potência, muito superior ao Kuwait(a nível de produção etc) mas o dinheiro chinês é mais fraco. Pq ?


  • Leandro  07/06/2018 16:46
    "O Brasil deve pra quem, afinal ?"

    Para toda e qualquer pessoa ou instituição que comprou os títulos emitidos pelo Tesouro.

    "Essa dívida "é paga" de quando em quando?"

    Alguns títulos pagam juros semestrais. Outros, pagam principal e juros apenas no vencimento. No entanto, todos eles podem ser resgatados diariamente pelos seus detentores.

    Quem opera Tesouro Direto sabe disso.

    "E de que forma ela é paga ?"

    Com o dinheiro de impostos. Ou então, caso não tenha o dinheiro, o Tesouro emite outro título para arrecadar dinheiro, e então usa esse dinheiro arrecadado para pagar o primeiro título. Isso se chama rolar a dívida.

    "Existe alguma forma do Brasil atrair o dólar sem utilizar o juros ?"

    Sim, investimento estrangeiro direto. Basta criar um ambiente propício, estável e seguro, que os investidores estrangeiros virão para cá construir e criar coisas em troca de um retorno. A área de infraestrutura e o setor petrolífero são bastante apetitosos, mas os retrógrados e os nacionalistas não deixam.

    "Tem como o dinheiro entrar em forma de investimentos e evitar a fuga?"

    Exatamente como citado acima. Se o ambiente é seguro e estável, nenhum investidor vai embora. Já ouviu falar em "fuga de investimentos" da Suíça ou mesmo dos EUA?

    "Por que o dinar kwaitiano é tão valorizado em relação ao dólar e a moeda da China não ?"

    Porque seu Banco Central opera como se fosse um Currency Board. A taxa de câmbio é fixa.

    Já a da China, ao contrário do que dizem alguns ignorantes econômicos na imprensa, é flutuante.
  • Insurgente  07/06/2018 18:08
    Olá Leandro!
    Que honra falar contigo! Agradeço imensamente por ter conhecido o IMB e ter aprendido tanto lendo os seus artigos.

    Gostaria de saber se há algum estudo que apresente dados sobre o quanto o Brasil deixou de ganhar por conta desse nacionalismo e todo esse retrocesso econômico ocasionado protecionismo e pela estatização.

    Pela atenção, obrigada!
  • IRCR  07/06/2018 20:53
    Cara

    Se pegar a cotação historica desde 1960 do Dinar KUW / Yuan Chines. De fato o Dinar é mais forte.
    Mas de 1995 pra cá o Yuan vem se valorizando mais.

    GRAFICO

    fxtop.com/en/historical-exchange-rates-graph-zoom.php?C1=KWD&C2=CNY&A=1&DD1=01&MM1=01&YYYY1=1953&DD2=07&MM2=06&YYYY2=2018&LARGE=2&LANG=en&VAR=0&MM1M=0&MM3M=0&MM1Y=0&LOG=


    Como o texto explica. Depende da inflação de cada moeda.


    Apenas fazendo adendo. Uma moeda ser nominalmente mais "desvalorizada" não significa nada. O Yene JAP mesmo sendo nominalmente mais fraco que o dólar. E muito mais forte e valorizada ao longo do tempo que a moeda americana. Ter mais ou menos zeros depois da virgula não significa nada.

    GRAFICO

    fxtop.com/en/historical-exchange-rates-graph-zoom.php?C1=JPY&C2=USD&A=1&DD1=01&MM1=01&YYYY1=1953&DD2=07&MM2=06&YYYY2=2018&LARGE=2&LANG=en&VAR=0&MM1M=0&MM3M=0&MM1Y=0&LOG=
  • Leandro  07/06/2018 17:09
    Acrescento alguns dados interessantes:

    Ao contrário do que diz Ciro Gomes, os bancos detêm apenas 21,8% dos títulos da dívida.

    Os planos de previdência aberta, fechada e dos funcionários públicos detêm 23%.

    Os principais detentores são os fundos de investimento, com 29,1%.

    Já os estrangeiros têm apenas 12,3%.

    O restante -- governo (recursos administrados pela União, como FAT e FGTS), seguradoras e pessoas físicas -- detém 13,8%.

    Veja todos os dados aqui.
  • Henrique  07/06/2018 16:44
    Para quem trabalha com importações, o que os amigos daqui aconselhariam?


    Abraços
  • Bylund  07/06/2018 16:52
    Se você está em um mercado competitivo, no momento você só pode chorar. Nem tem como você repassar preços, pois com a renda já deprimida, aumentar preços vai só afastar sua clientela.

    Ademais, como já explicou esse artigo, em um mercado concorrencial os preços dos bens de consumo nas lojas não podem subir com uma desvalorização do câmbio. Afinal, as preferências dos consumidores não se alteraram neste curto espaço de tempo. Sua única opção é se adaptar via corte de custos.
  • Henrique  07/06/2018 17:07
    No caso de um choque cambial, entendo que no curto prazo o produto nacional fique com preço semelhante ao importado. Mas no médio prazo, o preço do nacional também vai subir devido às pressões inflacionárias, correto? Seria um soluço para poucos meses?

    Dólar a R$5,30 simplismente vai me aniquilar. Um projeto que gastei 3 anos para correr viabilizar vai por água abaixo...
  • Guilherme  07/06/2018 17:04
    Depende do que importa, se for itens industriais não muito complexos é possível que consiga fazer uma nacionalização, quinquilharias chinesas não há o que fazer, se não fez hedge vai ter que repassar para o consumidor final, já itens alimentícios é melhor tentar encontrar mercados fornecedores mais competitivos, em muitas cidades do sul do Brasil é comum encontrar azeite de oliva argentino cotado em moeda sem valor ao invés do tradicional português cotado em euros. Aliás a Argentina, México e Turquia produzem muita coisa boa que seus similares europeus vendidos no Brasil custam fortunas por conta do câmbio.
  • Henrique  07/06/2018 17:30
    No meu caso são quinquilharias chinesas...
    Se realmente o dólar chegar a esse valor, vou ter que tirar férias não remuneradas. Já estava achando caro dólar a R$3,30...
    Dólar a R$3,90 torna o negócio bem menos interessante, mas ainda é possível vender com lucro. Mais do que isso? Esqueça...

    Abraços
  • Guilherme  07/06/2018 18:41
    Henrique, sinto muito que seu negócio tenha deixado de ser rentável por conta do câmbio, seja corajoso e tome a decisão que preserve seu patrimônio e de sua família, porque não fazer nada será muito pior, meu pai faliu completamente em 1999 com a súbita desvalorização do real. Se vai mudar os produtos que pretende importar este site pode ajudar:

    atlas.media.mit.edu/en/visualize/tree_map/hs92/import/bra/arg/show/2016/

    Contém todas as informações de importações e exportações por origem , destino, segmento, produto e etc. No caso já linkei os produtos que o Brasil importa da Argentina, note que o azeite de oliva nem sequer é representado no diagrama, mesmo sendo o Brasil um dos maiores importadores, porém via Europa com custos em euros. De maneira geral, Argentina, México e Turquia possuem produções agrícolas finas, razoáveis níveis de industrialização e moedas completamente avacalhadas por seus governos incompetentes. Um forte abraço e os melhores desejos que obtenha sucesso.
  • Henrique  07/06/2018 19:37
    Muito obrigado pelo link, Guilherme.
    Rapaz, foi uma luta até eu conseguir começar esse negócio. Correr atrás, montar o projeto, arrumar sócio com algum dinheiro porque eu já tinha falido com uma fábrica de calçados...
    O dólar a R$3,30 já estava caro, mas pelo menos você não lida com sindicato. Vou ter que mudar de produto e provavelmente ter alguma renda que não dependa de importação por causa das oscilações do dólar no Brasil. Mesmo que venha um governo e gere estabilidade, quem nos garante que na próxima eleição não entra um maluco e estrague tudo?

    Pela cotação de hoje, mais de R$3,90, não faz sentido financeiro ficar com o seu dinheiro parado tanto tempo até a mercadoria chegar. É melhor fazer algo no Brasil e girar mais rápido seu capital. Agora, a R$5,30? Falência...!

    Eu pensei que o governo Temer tinha credibilidade com o mercado. Não estava conseguindo aprovar tudo, mas não estava no caminho certo? Isso é ataque especulativo? Ou é culpa minha mesmo ter um negócio que depende exclusivamente do câmbio num País igual a esse?

    Desculpem-me pelo desabafo

    Abraços
  • Richard Gladstone de Jouvenel  07/06/2018 20:04
    O que é isso, Henrique...vale o desabafo.

    Os comentários aqui são bastante técnicos e elucidativos, mas às vezes o pessoal é tão assertivo nas discussões que beira a grosseria, mas você nos proporciona um case em tempo real de problema cambial, e ainda mostra uma dimensão humana da coisa.

    Torço para que você se recupere, e tem todo meu respeito e admiração porque empreender no Brasil é para os fortes e corajosos.

    Abraços.
  • Demolidor  07/06/2018 20:47
    Desculpem-me pelo desabafo

    De meu lado, entendo perfeitamente o que você passa. Também já vi gente da minha família passar dificuldades por causa desses canalhas ignorantes que se arvoram no estado, gente que não sabe sequer tocar suas próprias vidas direito, e ainda têm a petulância de querer mandar nas nossas. Eu mesmo sofri bastante com isso, e hoje isso é claro para mim.

    Sua aposta na melhora era boa. Se realmente o Brasil eliminasse privilégios, entrasse nos eixos e passasse a ser uma economia liberal, você estaria numa posição muito boa e ganharia muito dinheiro. Eu, de meu lado, fui cético, desde o início. E olha, tem hora em que fico realmente muito triste de estar certo.
  • Henrique  07/06/2018 17:35
    Muito interessante a informação do azeite... Vou verificar.
  • Felipe Lange  07/06/2018 17:27
    Fugir da moeda estatal.
  • Jango  07/06/2018 17:31
    Leandro "Nostradamus" Roque
  • Jango  07/06/2018 17:38
    A real é que nada disso estaria acontecendo nas vésperas da eleição se o governo tivesse cortado vários ministérios. Mas precisa agraciar vários interesses da classe burocrática para o presidente não correr riscos de perder o cargo.

    A desconfiança dos investidores estaria menor e o dólar ficaria mais estável.

    Se a esquerda temia o "entreguismo", pode ficar tranquila que absolutamente nenhuma vaca sagrada foi vendida.
  • Paulo Samuel  07/06/2018 18:16
    Qual o problema? Com a subida do dólar, as exportações vão aumentar e nós vamos melhorar.
  • Tulio  07/06/2018 18:27
    Haha, boa ironia. E o pior é que desenvolvimentista pensa assim mesmo.

    Desvalorização cambial gera um duplo desabastecimento do mercado interno: menos produtos são importados e mais produtos básicos, como alimentos, são enviados para o exterior.

    Difícil imaginar situação mais restritiva e punitiva do que essa.
  • Auxiliar  07/06/2018 18:55
    Sim, e esse gráfico sobre isso é icônico.

    A linha vermelha são as exportações e a linha azul é a taxa de câmbio (dólar/real; quanto menor o valor da linha azul, mais apreciado está o câmbio).

    Repare a correlação. Não há absolutamente um único momento em que a desvalorização cambial estimula exportações. E não há absolutamente um único momento em que a valorização cambial reduz as exportações.

    s33.postimg.cc/ja6hk94zz/cewolf_2.png
  • Pobre Paulista  07/06/2018 19:40
    "Paulo Samuel" ;-)
  • Vitor  07/06/2018 18:17
    Leandro,

    Tem uma parte do cálculo q eu não entendi.

    No início do artigo vc exatamente loca que se dois produtos custassem o msm preço, convertendo os valores da moeda, o câmbio estaria no valor correto.

    Mas em 1994, quando o real foi criado, e valia 1 dólar, os preços dos produtos, em geral, eram os msm? Por exemplo uma máquina de lavar que custasse 100 dólares custava 100 reais? Ou um saco de arroz que custasse 1 dólar custava um real?

    Obrigado
  • Leandro  07/06/2018 18:30
    Não. Um real era simplesmente a definição dada a CR$ 2.750.

    Definiu-se que CR$ 2.750 trocariam de nome e passariam a se chamar R$ 1.

    Foi assim que surgiu o real.
    Mais especificamente, no dia 30 de junho de 1994, CR$ 2.750 valiam um dólar, determinados pelo câmbio livre.

    Naquele mesmo dia, definiu-se que CR$ 2.750 seriam definidos como sendo iguais a um real. Um real, portanto, passou a ser o nome dado a CR$ 2.750.

    Assim, um real (que foi definido como sendo CR$ 2.750) surgiu valendo um dólar.

    Não houve mágica nem decreto nenhum. Houve apenas uma definição de valores: assim como é definido que 60 segundos são um minuto e 1,609 milha é um quilômetro, definiu-se que CR$ 2.750 (que valiam um dólar em 30 de junho de 1994) seria o equivalente a 1 real.

    Logo, dado que CR$ 2.750 foi definido como 1 real, e dado que ele valia 1 dólar (estipulado pelo mercado de câmbio), tem-se que 1 real nasceu valendo 1 dólar.

    Sem mágica nenhuma. Assim surgiu o real.

    E o câmbio continuou flutuante (o câmbio nunca foi fixo nem sequer por um dia durante o Plano Real). Aliás, ao final do mês de lançamento, o real já havia se apreciado para R$ 0,90 por dólar. O real nasceu com câmbio flutuante, e assim permaneceu de julho de 1994 a março de 1995, quando adotou-se o câmbio atrelado ao dólar (que não deve ser confundido com câmbio fixo).
  • Vitor  07/06/2018 19:25
    Pq não fazer a conta desde o começo do cr$ então?
  • Amante da Lógica  07/06/2018 19:57
    Porque não faria sentido, ué. Por que você jogaria no comparativo os dados de uma moeda defunta?

    Estamos interessados no real, que surgiu em julho de 1994 e sempre teve vida própria; e não no cruzeiro real, que morreu naquela mesma data.

    O real surgiu tendo um valor especificado em CR$ 2.750 para fins meramente de conversão. Desde então, o real se tornou completamente independente do cruzeiro real (que já morreu).

    O real valeu CR$ 2.750 por apenas um momento (o da conversão). Dali em diante, sua ligação com o cruzeiro real se tornou nula.

    Sendo assim, por que toda a vida pregressa do defunto cruzeiro deveria ser analisada?

    Igualmente, o dólar surgiu do ouro (era definido como 1/4 da onça de ouro), mas hoje é completamente independente do ouro. Faria sentido dizer que, ao se fazer uma análise da evolução do câmbio dólar/euro, toda a pré-história do ouro deve ser analisada?

    Ou então, mais absurdo ainda: faria sentido dizer que o marco alemão da República de Weimar (o da hiperinflação) deve ser incluído em uma análise que envolva o euro (que surgiu do marco alemão criado após Weimar)?

    Uma moeda defunta não tem por que entrar em um comparativo envolvendo duas moedas vivas.
  • IRCR  08/06/2018 03:42
    Dá pra colocar na conta as moedas difuntas do brasil sim.

    Pegando como base janeiro de 1993. No cambio paralelo o dólar estava custando 14.200 (compra) e 14.600 (venda) Cruzeiros. Na média 14.400 cruzeiros.

    Transformando cruzeiros em reais. Temos que 14.400 cruzeiros valiam 0,005236 reais. Então 1 dólar em janeiro de 1993 custava 0,005236 reais.

    O CPI americano nesse periodo foi de 78.01% e o IPCA de 127.773,24% acumulados.

    Fazendo os devidos calculos chegamos que o dólar deveria estar perto de 3,76 hoje. Bem perto do que estava esses dias.


    Vc pode até usar os REIS do Brasil colonial na conta. Porém dará um trabalho ferrenho, pois terá que calcular com mais de 20 zeros depois da virgula rsssssss

    Em suma, é possivel usar como base as moedas anteriores ao real. Basta fazer os devidas conversões.
  • Sempre Mais do MESMO  07/06/2018 18:22
    Não tem essa de "valor correto" com base numa média pontual entre extremos e nem mesmo com base numa média ponderada.

    O primeiro erro disso seria estar afirmando que, por exemplo 01-07-1994 os valores de copra da unidade monetária se equivaleriam. De onde se tirou isso? ...se aceita tal afirmação se esta garantindo que R$1,00 comprava exatamente o mesmo que U$1,00 nos EUA. Não sei se tal se deu.

    Segundo, produtos mais abundantes num país podem não ser abundantes em outros e isso faz toda diferença: "calculando-se" com base em quais produtos se tomaria essa média?

    Seria o caso de se fazer uma "cesta básica" com determinados produtos idênticos ou característicos da cultura?
    Sendo assim, se daria pesos iguais ou se equacionaria "pesos" para os produtos em conformidade com o consumo e produção dos mesmos em cada país?

    Minha conclusão é que não faz sentido algum se tentar definir o "valor certo" do câmbio da mesma forma que não faz sentido se definir o "valor certo" que um produto qualquer. Há centenas, milhares ou milhões de variaveis a serem consideradas tornando impossível tal cálculo. Além de impossível a simples pretensão de faze-lo é em si um erro, não pela impossibilidade mas pela estupidez em si.

    Comparemos, por exemplo, o preço da agua na Arabia e no Feudo Bananéio (bananão para os intimos). Claro que considerando n mínio o preço de custo médio da agua sem subsidios na Arabia.

    O problema não é na agua, mas apenas para mostrar que paises diferentes podem er preços diferentes num produto, seja por questões culturais ou naturais e não podem ser comparados objetivamente.
    Outro exemplo seria a comparação do espetinho de escorpião no brasil e na China. e etc. etc. etc...
  • Leandro  07/06/2018 18:28
    "O primeiro erro disso seria estar afirmando que, por exemplo 01-07-1994 os valores de copra da unidade monetária se equivaleriam. De onde se tirou isso? ...se aceita tal afirmação se esta garantindo que R$1,00 comprava exatamente o mesmo que U$1,00 nos EUA. Não sei se tal se deu."

    Talvez você não saiba, mas no dia 30 de junho de 1994, CR$ 2.750 valiam um dólar, determinados pelo câmbio livre.

    Naquele mesmo dia, definiu-se que CR$ 2.750 seriam definidos como sendo iguais a um real. Um real, portanto, passou a ser o nome dado a CR$ 2.750.

    Assim, um real (que foi definido como sendo CR$ 2.750) surgiu valendo um dólar.

    Não houve mágica nem decreto nenhum. Houve apenas uma definição de valores: assim como é definido que 60 segundos são um minuto e 1,609 milha é um quilômetro, definiu-se que CR$ 2.750 (que valiam um dólar em 30 de junho de 1994) seria o equivalente a 1 real.

    Logo, dado que CR$ 2.750 foi definido como 1 real, e dado que ele valia 1 dólar (estipulado pelo mercado de câmbio), tem-se que 1 real nasceu valendo 1 dólar.

    Sem mágica nenhuma. Assim surgiu o real.

    E o câmbio continuou flutuante (o câmbio nunca foi fixo nem sequer por um dia durante o Plano Real). Aliás, ao final do mês de lançamento, o real já havia se apreciado para R$ 0,90 por dólar. O real nasceu com câmbio flutuante, e assim permaneceu de julho de 1994 a março de 1995, quando adotou-se o câmbio atrelado ao dólar (que não deve ser confundido com câmbio fixo).

    "Segundo, produtos mais abundantes num país podem não ser abundantes em outros e isso faz toda diferença: "calculando-se" com base em quais produtos se tomaria essa média?"

    Se todos os produtos são mais abundantes em um país, então, por uma questão de lógica matemática, a moeda desse país terá um grande poder de compra. Será necessário pouco dinheiro para comprar muita coisa. Logo, a moeda desse país valerá mais que a moeda de outros países. E isso se refletirá na taxa de câmbio.

    Qual é exatamente o seu ponto?

    "Minha conclusão é que não faz sentido algum se tentar definir o "valor certo" do câmbio da mesma forma que não faz sentido se definir o "valor certo" que um produto qualquer. Há centenas, milhares ou milhões de variaveis a serem consideradas tornando impossível tal cálculo. Além de impossível a simples pretensão de faze-lo é em si um erro, não pela impossibilidade mas pela estupidez em si."

    Agora concordo plenamente. E é exatamente por isso que o artigo faz uma crítica àquelas pessoas que juram saber qual é o "câmbio certo" para estimular a indústria e as exportações.

    André Perfeito, por exemplo, disse que esse valor era R$ 6,50. E isso em 2016.

    Já Bresser-Pereira diz que "o câmbio de equilíbrio industrial" é R$ 39.437,56.

    No longo prazo, o que define câmbio é a paridade do poder de compra de cada moeda. E isso é afetado por inúmeros fatores (a evolução da oferta monetária é um deles; a demanda pela moeda é outro).

    Sendo assim, tendo o real nascido em julho de 1994, é perfeitamente possível estimar, tendo como base a evolução do poder de compra do real e do dólar desde então (e lá se vão 24 anos), se a atual taxa de câmbio está próxima ou distante daquele valor estipulado pela teoria.

    Apenas isso.

    Qual o seu ponto?

    "Comparemos, por exemplo, o preço da agua na Arabia e no Feudo Bananéio (bananão para os intimos)."

    Esse exemplo é completamente descabido. Você está pegando apenas um produto específico. Ora, o preço da água, por si só, não determina o poder de compra de moeda nenhuma. E não há nenhuma teoria que diga isso. o poder de compra da moeda envolve sua capacidade de comprar os infinitos bens e serviços ao redor da terra, a não apenas a água.

    Ao recorrer a esse exemplo, você demonstra não dominar nem mesmo o básico da teoria econômica.
  • Pobre Paulista  07/06/2018 19:38
    "Já Bresser-Pereira diz que "o câmbio de equilíbrio industrial" é R$ 39.437,56. "

    Tive que me conter para não morrer de rir aqui.
  • Capixaba Capitalista  08/06/2018 16:36
    A título de anedota: 0.33L de água no Brasil custam 0.68 USD.
    Na Arábia Saudita o preço é 0.24 USD.

    Fonte: www.numbeo.com/cost-of-living/country_price_rankings?itemId=7
  • Atila  07/06/2018 18:41
    Por que utilizar a data de nascimento da moeda? Não se corre o risco de incorporar mais erros justamente das metodologias de calculo do IPCA ? Teria como dar maior peso às flutuações recentes?
  • Caio  07/06/2018 19:18
    Qual seria a alternativa? Ignorar todo o histórico dela até então e pegar uma data aleatória (a qual pode estar totalmente contaminada por fenômenos pontuais, como outubro de 2002 e janeiro de 2016)?

    "Não se corre o risco de incorporar mais erros justamente das metodologias de calculo do IPCA?"

    A metodologia do IPCA afetaria apenas se ela fosse drasticamente alterada ao longo do tempo. No entanto, sendo ela a mesma desde o nascimento da moeda (embora com inevitáveis ajustes pontuais), então não há essa contaminação. De novo: por mais defeituosa que ela seja, o que interessa é que ela não seja alterada durante o período analisado. Se ela se mantiver, é isso o que interessa.

    E, ademais, você não precisa ficar só no IPCA. Pode usar os IGPs (da FGV) e os índices do DIEESE e da FIPE.

    "Teria como dar maior peso às flutuações recentes?"

    Essa eu não posso responder porque entendi.
  • Rodolfo Andrello  07/06/2018 18:47
    Como tenho certa familiaridade com precificação de ativos do mercado, não como profissional, mas como operador de ações e opções... confesso que iniciei a leitura desse artigo com forte dose de ceticismo, pensando que o critério não seria convincente. Acabei por cair do cavalo, felizmente.
  • Matheus B.  07/06/2018 19:59
    Obrigado, Leandro, teus textos são de um valor inestimável (ao menos até alguém definir um "preço justo" pra eles...). Abraço.
  • Ramon Arthur  07/06/2018 20:57
    sobre a questão da arbitragem eu não sabia a nomenclatura, nas exchanges de bitcoin eu posso por exemplo comprar um bitcoin por 10k na exchange A enviar para exchange B e vender por 11k e ganhar com a diferença. muito bom o artigo.
  • Felipe Lange  07/06/2018 21:47
    Leandro, mesmo com a PEC 241 você ainda acha que há o risco do país quebrar? Você disse no vídeo que sem a reforma da previdência feita, chegaria um ponto no qual o governo seria forçado a cortar demais despesas para manter a previdência funcionando (se cumprirem a legislação).

    No mais, excepcional texto. Temer (e o próximo que entrar) terão de dar um jeito nesse déficit. Eu vejo nessa eleição como opção para reformas ou o Geraldo Alckmin ou o Jair Bolsonaro, por piores que sejam. Ou quem sabe o Ciro esteja mentindo e se ganhar ele acabe fazendo reformas como ocorreu em outros países ao redor do mundo.
  • Marty McFly  07/06/2018 22:28
    Essa de dólar a R$ 5,30 é claramente coisa de gestor que está comprado em dólar e está doidinho pra ver a moeda subir. O cidadão soltou essa na imprensa pra ver se cola. Se colar e o dólar for pra pelo menos uns 4,20 (possível), ele já ganha.

    Técnica manjadíssima.
  • Fernandes  07/06/2018 23:30
    Leandro, sei que não é o foco do artigo, mas o que você acha das previsões do Rogério Xavier para economia americana?

    Da forma como ele coloca, parece que a economia americana está a beira do abismo.

    É possível ter se formado uma nova bolha na economia americana?
  • Leandro  08/06/2018 12:40
    Haverá problemas no front fiscal e muita gente ficará sem seus prometidos benefícios da "social security", mas é só. Sim, haverá uma recessão ainda durante o governo Trump, mas nada de diferente do que ocorrerá no resto do mundo.

    Se tem uma coisa que eu já aprendi é que você jamais deve apostar forte contra os EUA. Eles sempre surpreendem. Povo trabalhador e inventivo. Se há uma crise, eles sempre saem dela.

    Ademais, povo que já sobreviveu a Bush e Obama aguenta qualquer coisa.

    Por fim, não há a mais mínima chance de o mundo abandonar o dólar. Vide o atual cenário: bastou o Fed começar a elevar os juros, e o dólar já voltou a ser cobiçado.

    A única real ameaça, que pode descarrilar tudo, seria os americanos enlouquecerem e elegerem um Bernie Sanders em 2020. Aí sim a coisa muda totalmente de figura.
  • Fernandes  09/06/2018 17:24
    O fortalecimento do dólar em relação a outras moedas, isso não seria benéfico para a economia americana?

    Há um tempo atrás li aqui no mises, se não me engano vc mesmo que escreveu, que os trilhões que o governo americano emitiu no pós crise, não saiu dos bancos. Sem ter havido aumento da concessão de crédito, o que explicaria uma nova bolha?

    Vi em alguns blogs que o Trump tem promovido desregulamentações e eliminado burocracias. Mas não sei a real extensão disso.
  • Refugiado no eua  09/06/2018 21:51
    Coisa que eu nao duvido Leandro. Tem muito americano bobo por ai,ja conheci 2 a favor de sanders.
  • André Marques  12/06/2018 10:32
    Leandro, mas e se o Fed vier a fazer QE4? Dado que o balancete deles mal diminuiu e o déficit orçamentário está na cada do trilhão (mais ainda devido ao corte de impostos sem um equivalente corte de gastos) as chances de mais um QE acontecer só aumentam. Sem contar que com o aumento de juros os custos das empresas (sobretudo de endividamento) vão subir, e a maioria vive dependente dos juros baixos (mas isso já não é muito diferente de outros países, sobretudo os Europeus). E com um volume menor de impostos o Tesouro teria dificuldades de monetizar os títulos e o Fed provavelmente teria de comprá-los, acredito.

    Com um menor volume de impostos e uma economia ainda mais enfraquecida do que já é, será que um QE 4 não viria a enfraquecer o dólar e afastar investidores dos títulos de dívida americanos (ou até mesmo outros bancos centrais, que são os maiores detentores da dívida, se não estou errado; aliás, recentemente foi noticiado que o banco central chinês, o que mais detém títulos americanos, começou a vender parte desses ativos). Ou até mesmo com essa maior inflação monetária esse status de principal moeda de reserva do dólar pode ser mantido?
    Com uma dívida federal de mais de 21 trilhões (em 2006, juntando com unfunded liabilities como o INSS deles, benefícios de funcionários públicos e de veteranos, etc, etc, ou contingent liabilities como dívidas estudantis, a dívida total subia para 50 trilhões. Nem imagino qual é o número hoje. E acho que isso não conta dívidas de estado e municípios) será que ainda vão conseguir manter essa confiança no dólar US? Claro, por diversas razões outros BCs, sobretudo o da China, podem continuar comprando a dívida deles, mas até quando isso pode perdurar?

    Uma coisa que não entendo é como mesmo com tantos QE's e outros mecanismos inflacionários o dólar US e o Euro não se desvalorizam tanto. Acho que tem a ver com fatores como serem moedas de reserva, de vários BCs desvalorizarem suas moedas para comprarem os títulos americanos, de transmitirem confiança (pouco importa se por motivos errados, como a confiança que se tem no Fed desde o Paul Volcker e na suposta força da economia americana) e segurança (o Euro se beneficiou ainda mais com a Alemanha como membro devido à associação que há ao histórico de confiança do Bundesbank, mesmo o com BCE já tendo inflacionado muito mais), e talvez alguns fatores mais políticos ligados ao G-20 e ao FMI (daí eu já não sei muito a respeito). Não sei se há fatores mais determinantes.
  • Fernandes  12/06/2018 12:13
    Por essa lógica, se somarmos nossa dívida previdenciária ao nossa dívida pública, estaríamos lascados.

    Acho que o mundo não abandona o dólar por falta de substituto. O Euro a uns 15 anos era uma ameaça ao dólar, hoje não mais.
    A China é uma ditadura, não há segurança institucional, além de a economia parecer ser uma grande aberração, uma bolha sem tamanho.
    O que sobra? O dólar.
    Os EUA são sedes das maiores multinacionais, a economia é inovadora, conseguem atrair as melhores mentes, possuem as melhores universidades e centro de pesquisas. Fora o patrimônio médio acumulado pela sociedade que deve ser altíssimo.
    Há muita riqueza a ser tributada nos EUA e há muito espaço para aumentar a carga tributária. Diferente de países europeus, que a carga tributária está no limite, nos EUA os impostos ainda são baixos.
    E cortar gastos tem mais apoio popular nos EUA que na Europa.
    Por isso tudo acredito que o Dólar ainda reinará por muito tempo.
  • Leandro  12/06/2018 12:21
    Se houver outro QE, aí de fato a coisa muda de figura. Pode haver? Pode. Mas, por enquanto, com a economia aquecida, não há nada indicando que haverá.

    O QE acabou no início de 2014. A base monetária americana está estável desde então.

    d3fy651gv2fhd3.cloudfront.net/charts/united-states-money-supply-m0.png?s=unitedstamonsupm0&v=201806091017v&d1=20080101&d2=20181231

    E não houve nenhum surto de inflação de preços pelos motivos que este site sempre apontou (vide, por exemplo, a parte final deste artigo; ou então veja este): a esmagadora maioria do dinheiro criado pelo Fed e entregue aos bancos ficou represada no próprio Fed, que começou a pagar juros sobre as reservas em excesso que os bancos voluntariamente mantêm depositadas no Fed.

    Ou seja, o Fed deu dinheiro aos bancos e ao mesmo tempo começou a pagar juros sobre o dinheiro que estes bancos voluntariamente deixassem parado no Fed. Resultado: a explosão da base monetária não vazou para a economia.

    Tal medida adotada pelo Fed nunca aconteceu antes na história de nenhum país, e jamais foi contemplada por nenhum manual de macroeconomia. Foi algo totalmente inédito. E, enquanto ela estiver vigente, as chances de alta inflação monetária e de preços são nulas.
  • Fernandes  13/06/2018 12:29
    Leandro o Peter Schiff é um pouco mais pessimista que você:

    Peter Schiff, um dos poucos economistas que antecipou a crise financeira de 2008, dez anos depois prevê uma nova crise, que pode fazer colapsar o mercado de valores, acabar com o dólar norte-americano e fazer o mundo voltar ao ouro.

    "O dólar vai se afundar completamente e seu poder de compra desaparecerá"

    www.jb.com.br/economia/noticias/2017/12/08/economista-que-previu-crise-de-2008-avisa-preco-do-ouro-explodira-e-dolar-sera-eliminado/
  • Leandro  13/06/2018 13:31
    O Schiff apostou forte em ouro, chegando até mesmo a abrir uma corretora especializada apenas em ouro. Em 2011, ele dizia que o ouro chegaria fácil a uns US$ 5.000 "em dois anos".

    Mas, desde então, o ouro se desvalorizou (caindo de US$ 1.900 para US$ 1.300) e ele passou aperto. Várias pessoas que apostaram nessa previsão dele ainda não se recuperaram e estão bravas. No entanto, ele está simplesmente redobrando a aposta.

    Com efeito, ele faz a mesma previsão catastrofista desde 2009: "o dólar vai desaparecer". Não só não ocorreu, como, na prática, a coisa está indo na direção oposta.

    Como ele previu com 100% de acurácia tudo o que viria a ocorrer em 2008, ele, sei lá, ficou muito cheio de si e começou a se achar infalível. Aí ele começou a errar feio nas outras previsões. Esse talvez seja o preço a se pagar por ascender subitamente à proeminência, deixar o sucesso subir à cabeça, e acreditar que só porque acertou em cheio uma previsão irá acertar todas as outras para sempre.

    Não tem jeito, não existe Nostradamus em economia. Qualquer um que viva de fazer previsões catastróficas irá, inevitavelmente, quebrar a cara em algum momento. Isso aconteceu com Peter Schiff e Steve Keen (esse um pós-keynesiano). Nouriel Roubini foi mais esperto e simplesmente se retirou de cena.

    Dado que a economia é apenas um ramo da praxeologia (que é a ciência da ação humana), qualquer pessoa que se meta a fazer previsões econômicas estará, na prática, dizendo saber qual será o resultado da interação diária e voluntária de bilhões de pessoas. Desnecessário dizer que isso é humanamente impossível.
  • Bolsominion  08/06/2018 00:13
    Sugiro que o IMB tente converter o Bolsonaro à Escola Austríaca antes das eleições.

    exame.abril.com.br/mercados/mercado-troca-de-candidato-e-acredita-que-bolsonaro-ganhara-eleicoes/amp/
  • Incognitto  08/06/2018 00:57
    Olá Leandro,

    Eu tenho uma dúvida não relacionada com o artigo, mas postei ela aqui para ter a visibilidade necessária.

    Como a escola austríaca enxerga o campo das finanças? Afinal, finanças é um sub-ramo da economia, mas aparentemente o campo financeiro não recebeu a devida atenção de economistas austríacos ao longo do tempo, talvez por isso seja difícil encontrar material a respeito.

    Se você puder indicar materiais que tratam da aplicação da escola austríaca às finanças eu agradeço.
  • Leandro  08/06/2018 12:41
    Sobre isso, o homem a ser lido é Mark Spitznagel. Recomendo seu livro The Dao of Capital: Austrian Investing in a Distorted World

    mises.org/library/dao-austrian-investor
  • Bruno Feliciano  08/06/2018 01:12
    Leandro, aumentar a taxa de juros para conter a inflação não é jogar a sujeira pra baixo do tapete?

    Porque, por hora o dinheiro estaria parado em contas ao invés de estar dentro da economia, porém ao juros serem reduzidos o dinheiro entraria com tudo na economia.
    E mais, a alta do juros faria com que houvesse menos crescimento, menos produtos e serviços sendo criados pra compensar a quantidade de dinheiro a mais na economia.
    Ou seja, o aumento da taxa de juros segura uma grande quantidade de dinheiro fora da economia, porém dificulta o aumento de bens e serviços dentro da economia. Não seria meio que um jogo de soma zero?

    Eu não vejo muito sentido nisso, tem que ter retração monetária e permitir com que a economia continue crescendo, só assim pra a quantidade de bens e serviços se igualar a quantidade de dinheiro na economia.


    Abraços
  • Bruno Feliciano  08/06/2018 17:05
    To viajando ou faz sentido?
  • Leandro  08/06/2018 19:56
    Aumento de juros ataca a demanda e a oferta.

    1) De um lado, o aumento dos juros reduz a quantidade de dinheiro líquido na economia (aquele dinheiro em conta-corrente) e o direciona para aplicações de longo prazo.

    2) De outro, encarece a contratação de empréstimos, pois o crédito fica mais caro. Logo, produção e emprego também caem.

    Ambos os itens acima ajudam a desacelerar (ou mesmo contrair) o crescimento da oferta monetária. Com isso, de novo, o desemprego aumenta, a demanda cai, e a pressão sobre os preços diminui.

    Tudo o que você falou sobre a produção está correto, mas afetar a oferta monetária tende a ser o objetivo supremo de uma política monetária baseada em aumento de juros. Se é um jogo de soma zero, bem, isso vai depender da perspectiva de cada um. Quem é poupador e tem uma mão-de-obra qualificada (ou seja, dificilmente fica desempregado), irá se dar bem.

    Artigo inteiro sobre isso, com gráficos e tudo, voltado para o Brasil:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2852
  • Bruno Feliciano  08/06/2018 17:12
    A outra duvida, o Peru tem certa liberdade monetária e até economica, desde as reformas de 1990.
    Só que eu não vejo o Peru com toda a riqueza do Chile, arrisco a dizer que o Peru é muito mais pobre do que o Brasil, levando em conta em renda média e tudo mais.

    Porque? o que acontece com aquele país que ninguém da atenção?

  • Ancash  08/06/2018 18:03
    O Peru é um dos países da região que mais cresceu nos últimos 10 anos, e está crescendo de maneira bastante razoável com médias de 3,2% a.a. de 2014 para cá, quando a situação ficou mais difícil para os emergentes.

    De fato o Peru ainda é mais pobre que o Brasil em muitos aspectos, mas porque partimos de uma base muito baixa, enquanto em 1990 o Brasil amargava um confisco dos ativos e uma hiperinflação, o Peru era devastado por uma queda de Pib de 25% em 3 anos, o Pib per capita andou em valor igual ao da Bolívia, a hiperinflação mais alta do continente, as reservas internacionais eram negativas, mais de 1/3 de todos os graduados viviam fora do país e para piorar quase 2/3 do território peruano era ameaçado por uma guerrilha comunista maoista, Sendero Luminoso, que fazia chacinas na zona rural, atentados terroristas nas cidades e nas infraestruturas elétricas.

    Durante todo o famigerado anos 80 no Brasil o Pib per capita ficou acima do chileno.

    Em 1990 o Pib per capita nominal do Brasil era o triplo do Peru, em 2016 é apenas 30% superior. O Chile ostenta mais que o dobro do a renda peruana porque estão em crescimento sustentado desde 1980 e não partiram de uma base tão devastada quanto a nossa. O Peru passou toda a década de 90 arrumando a casa e só desde 2000 viemos crescendo de forma sustentada inspirado pelo modelo chileno
  • Diego  08/06/2018 18:19
    Agora você vai assustar.

    O PIB per capita do Brasil, ajustado pelo poder de compra, é de US$ 14.023, mesmo nível de 2008 (US$ 13.806).

    Já o do Peru é de US$ 12.071. Em 2008, estava em U$ 9.323.

    Enquanto eles cresceram aceleradamente, nós ficamos paradinhos.

    Aliás, só de ver a curva de inclinação dos gráficos nos dois links acima, dá para ver que o Peru irá nos ultrapassar rapidinho. Não dou mais do que dois anos para que um peruano seja oficialmente considerado mais rico do que um brasileiro.
  • Vinicius  08/06/2018 18:52
    "o que acontece com aquele país que ninguém da atenção? "

    Aproveite enquanto o real brasileiro ainda é conversível e vá conhecer o Peru para ver o progresso que estão fazendo, são muito acolhedores e adoram brasileiros, é de longe o mais interessante de nossos vizinhos para visitar, o país tem custos módicos e conhecê-lo não sai mais caro do que uma viagem ao nordeste brasileiro e não é mais inseguro que o interior de SP.

    Várias pautas abordadas pelo IMB já foram implementadas por lá e poderá vê-las funcionando na prática, porte de armas, liberalização do transporte, descriminalização do comércio de rua, desregulamentação bancária, liberalização da saúde, liberdade monetária absoluta e etc.
  • Fernanda Souza  08/06/2018 01:44
    A verdade é que o Brasil se aproxima a passos-largos de uma desintegração ao estilo soviético. Os paralelos entre o Brasil de agora e a URSS dos anos 80 são impressionantes. Esperem pra ver os movimentos separatistas ganharem grande força com o agravamento da crise econômica. Um país com diversas culturas que é o Brasil só pode se manter de pé com uma economia sólida.
  • Richard Gladstone de Jouvenel  08/06/2018 14:22
    Eu também especulo sobre isso, mas se eu tivesse de arriscar um palpite, a crise econômica está esquentando, mas o ponto de fervura seriam as eleições.

    Em 2014 após a vitória da Mocreia, o tiroteio norte-sul foi incansável por semanas. Nordestino acusava paulista, paulista acusava mineiro, e os mineiros acusavam todo mundo dizendo que não tinham nada com isso, e os sulistas conclamavam a separação.

    Pode ser que como no ano citado a coisa fique só na troca de acusações, mas de lá pra cá não só a economia está um caco, como o povo perdeu o juízo e a civilidade, sem falar no pouco de inteligência que ainda restava. Como as coisas vão ficar vai depender das atitudes do cidadão que vier a ocupar a cadeira elétrica.
  • IRCR  08/06/2018 01:46
    Leandro

    A forte apreciação de algumas moedas na Europa, principalmente do leste europeu de um ano pra cá. Tem alguma "explicação" ?
    Tipo no caso do Lek da Albania ? E a Krona tcheca que apresenta forte apreciação desde sua criação lá no inicio dos anos 90.
  • Leandro  08/06/2018 12:41
    Embora eu desconheça a situação destes países, uma rápida olhada nos dados ajuda a entender um pouco:

    Na República Tcheca, a inflação de preços ficou dois anos e meio variando entre 0% e 0,5%. Atualmente está em 2%. Inflação de preços baixa é sinônimo de moeda forte. Logo, não há surpresa nenhuma em constatar que suas moedas tenham se fortalecido no mercado internacional.

    O mesmo vale para a Albânia. A inflação de preços está abaixo de 2% desde 2014.
  • Sabio  08/06/2018 02:25
    A desvalorização acentuada do real se deve a uma baita molecagem do mercado. Os fundamentos do Brasil não justificam nenhum pouco o que vem ocorrendo. É pura especulação. Isso tudo prova que o mercado deixado a sua própria sorte conduz ao caos. O melhor seria um controle de cambio, impedindo esses pilantras de continuarem o ataque especulativo. Dólar para importar? À vontade. Mas para especular não. Que a taxa de câmbio seja realilsta, não essa palhaçada promovida pelo mercado.
  • Gênio  08/06/2018 12:38
    Concordo. Temos de proibir as pessoas de fazerem o que quiserem com o seu dinheiro.

    Por exemplo, investidores estrangeiros foram otários para colocar dinheiro aqui? Temos apenas de dizer: "Perderam, playboys! Seu dinheiro agora é nosso! Nada de querer tirá-lo daqui. Se foderam!"

    Tenho certeza de que o anúncio de tal medida irá fazer maravilhas para o câmbio, e deixaria os investidores estrangeiros ávidos para vir para cá, dando ainda mais dinheiro para nós. O anúncio de que quem colocar dinheiro aqui irá perdê-lo certamente derrubará o dólar para menos de 1 real. É tão óbvio... Não sei por que não fazem isso.

    Nós dois somos gênios incompreendidos.
  • João  08/06/2018 02:37
    Leandro, boa noite.Sei que não tem nada a ver com o artigo, mas você recomendaria cursar administração? Já vi você recomendando estudar contabilidade, por isso quero tirar essa duvida com você.
  • Leandro  08/06/2018 12:42
    Mantenho firme minha recomendação de contabilidade. E de todos os bons administradores que conheço pessoalmente, nenhum deles cursou administração.

    Não quero soar arrogante ou preconceituoso, mas é raro você encontrar um professor de administração que realmente já tenha administrado alguma empresa na vida. No entanto, caso o curso que você almeja de fato tenha professores testados pela vida real, vá em frente.
  • Rodrigo Fernandes   08/06/2018 13:14
    Aproveitando a deixa, eu gostaria de te perguntar quais são os conceitos mais importantes que a Escola Austríaca tem para oferecer para os empreendedores (não para os investidores ou economistas) e qual seria a bibliografia onde eles podem ser encontrados.

    Abraço!
  • Leandro  08/06/2018 13:50
  • Rodrigo Fernandes  08/06/2018 16:58
    Obrigado!
  • holder  09/06/2018 21:01
    fiquei curioso: Por que contabilidade?

  • Leandro  11/06/2018 13:13
    Contabilidade é uma área crucial. Um contador é infinitamente mais importante do que um economista.

    Economista que não entende o básico da contabilidade não entende como funciona o sistema bancário e nem as decisões de investimento de uma empresa. Com efeito, economista que não sabe contabilidade não consegue sequer entender por que a inflação de preços e de custos acaba com a indústria -- como explicado em detalhes aqui --, desorganizando todo o seus planejamento e falsificando toda a sua contabilidade.

    Aliás, vou mais a fundo, e digo que ele não conseguirá entender nem mesmo o básico sobre ciclos econômicos. Ele, por exemplo, nada conseguirá explicar sobre a crise financeira americana. Quem não sabe o básico de contabilidade não entende por que e como ela ocorreu.

    O fato de que os cursos de economia negligenciam a contabilidade é um bom indicador do abismo técnico em que se encontra essa disciplina.

    Mises disse que o cálculo monetário e a contabilidade de custos constituem as mais importantes ferramentas intelectuais do empreendedor capitalista. Ele também celebrou a famosa declaração de Goethe, que havia dito que o método contábil das partidas dobradas foi "uma das mais admiráveis invenções da mente humana."

    Eu mesmo me arrependo de ter perdido meu tempo com economia em universidade (não se aprende nada de útil ali). Deveria ter feito contabilidade.
  • holder  12/06/2018 17:10
    muito obrigado pela resposta Leandro!
  • Tacísio Coelho  09/06/2018 18:00
    Estou na mesma João, entrei esse ano no curso de Estatística e estou pasmo já que alguns professores clamam a presença do governo em vários setores da sociedade(e muitas vezes defendem a posição dele como mediador/regulador), mas felizmente encontrei alguns liberais lá. Ao menos para os alunos não é nenhum tabu dizer que a Petrobrás deve ser privatizada ou que o BC deve ser extinto para parar de burocratizar as atividades bancárias. Vejo vários conteúdos bons para aplicar tanto na vida privada quanto na vida profissional (onde quer que esteja atuando). A parte ruim é que também estudamos coisas como econometria, mas até agora vem me parecendo um curso útil.

    Espero não me arrepender no futuro da escolha que fiz. Mas mesmo que isso aconteça, eu irei dar uma utilidade aos conhecimentos que adquiri.
  • Renan Barbosa  08/06/2018 11:33
    Descobri esse site no meio do ano de 2017, e de lá pra cá, esta é a minha fonte de "educação econômica".

    Os artigos são excelentes e cada vez aumento ainda mais o meu conhecimento econômico. Hoje eu sei responder a minha própria pergunta, que há anos ninguém sabia me responder:

    Qual o motivo de não termos a matéria ECONOMIA nas escolas???

    Realmente, é melhor (favorável ao governo) ensinar sociologia (risos)...
  • Pobre Paulista  08/06/2018 12:10
    Não temos economia na escola pois quem determina o currículo escolar é o MEC

    Essa foi fácil.
  • Tacísio Coelho  10/06/2018 00:03
    Se for pra ser igual aquilo que se passa nas universidade posso afirmar que, com toda certeza, estamos ganhando.

    Nosso desastre começa nas faculdades e universidades de economia
  • Daniel Anselmo  08/06/2018 12:07
    Artigo excelente como sempre!
  • Leandro  08/06/2018 12:39
    Obrigado pelas palavras, Daniel. Grande abraço!
  • Lucas  08/06/2018 13:27
    Olá Leandro, seria possível fazer esse cálculo na Argentina atual?

    Lembrando que lá teve uma grande desvalorização tambem e o mercado futuro (ROFEX) está negociando o dólar para quase 30 pesos em Dezembro de 2018.

    Segunda pergunta, é possível fazer o cálculo do peso e do real futuro?

    Obrigado,

    Lucas
  • Leandro  08/06/2018 13:46
    "seria possível fazer esse cálculo na Argentina atual?"

    Difícil, uma vez que os dados de inflação foram fortemente manipulados durante os governos Kirchner e não mais estão disponíveis.

    "é possível fazer o cálculo do peso e do real futuro?"

    Só na base da adivinhação, pois aí você terá de estimar a inflação de preços futura tanto para o Brasil quanto para os EUA.
  • Lucas  08/06/2018 14:16
    Obrigado Leandro.

    Então não é possível nem utilizando o sistema de range? Ao preço atual, o peso Argentino estaria sobrevalorizado ou desvalorizado?

    Só na base da adivinhação, pois aí você terá de estimar a inflação de preços futura tanto para o Brasil quanto para os EUA.

    E com base em que eles negociam esses preços futuros? (No rofex.com você pode ver)

    Grato,

    Lucas
  • Leandro  08/06/2018 18:13
    "Ao preço atual, o peso Argentino estaria sobrevalorizado ou desvalorizado?"

    Não faço ideia. Entretanto, como os argentinos sempre operaram o dólar blue (mercado negro), é sempre bom olhar a cotação do dólar neste mercado, pois, como Steve Hanke ensinou, em economias muito estatizadas, o preco do dólar no mercado paralelo é o mais próximo que se tem de sua cotação correta.

    Atualmente, o dólar blue está em 26,40 (venda).

    www.preciodolarblue.com.ar/

    Já o oficial está em 25,30

    tradingeconomics.com/argentina/currency

    Ou seja, parecem próximos.


    Acho que isso responde também a questão da Rofex. Não sei ao certo como fazem, mas meu palpite é que peguem a evolução do dólar blue e daí façam uma estimativa de como será seu comportamento dali para frente para então precificarem o mercado futuro. Ao menos é isso o que eu faria.

    Vi que eles já estão precificando o dólar a 30 pesos em dezembro e a 35 em maio de 2019. Isso dá uma inflação implícita de mais de 35%. Interessante.
  • marcela  08/06/2018 14:12
    "Por fim, não há a mais mínima chance de o mundo abandonar o dólar. Vide o atual cenário: bastou o Fed começar a elevar os juros, e o dólar já voltou a ser cobiçado."Esse trecho do comentário do Leandro acima me deixa bastante tranquila.Por um momento eu temi que o yuan viesse a se tornar a moeda de troca internacional,substituindo o dólar.O que menos precisamos é de um aumento da influência da ditadura chinesa no mundo.Que o poder bélico americano seja sempre superior ao Sino-Russo,o dólar sempre a moeda de reserva internacional e a influência americana sempre forte,pelo menos até o século em que os ideais ancaps sejam reconhecidos e aceitos por todos
  • Luiz Moran  08/06/2018 14:57
    Leandro, tenho a impressão de que a explicação para esta alta do USD de Março para cá (alta do juro americano + crescente déficit brasileiro) não reside apenas em fatos econômicos, como você muito bem disserta neste artigo, mas, sobretudo em fatos políticos.

    Tem muita gente apostando que a eleição de 2018 será fraudada, a saber:
    - pesquisas eleitorais realizadas por institutos nada confiáveis;
    - a absurda decisão do STF vetando o voto impresso (impressora ao lado das urnas venezuelanas) e atropelando a soberania do congresso nacional;
    - apurações feitas SECRETAMENTE no interioir do TSE onde apenas 23 iluminados, os quais mal sabemos quem são, tem acesso aos dados "empacotados" e enviados das urnas;
    - uma mídia completamente desacreditada e recheada de gordas verbas públicas, usadas para desinformar, esconder, deturpar e mentir.

    O que você pensa sobre isso, Leandro?

    Um abraço!
  • Leandro  08/06/2018 18:47
    Eu até sou aberto a esse tipo de teoria, mas ela apenas leva a dois pontos:

    1) as urnas serão fraudadas para beneficiar quem em detrimento de quem?

    2) dado que o dólar se desvalorizou porque o pessoal do mercado financeiro está pensando em fraude nas urnas (segundo sua teoria), quem eles pensam que será o beneficiado e o prejudicado por essa fraude?
  • Felipe Lange  10/06/2018 17:27
    "Eu até sou aberto a esse tipo de teoria, mas ela apenas leva a dois pontos:

    1) as urnas serão fraudadas para beneficiar quem em detrimento de quem?"


    Muito boa questão, eu suponho que seja o perfil de político que receberá provavelmente um menor número de votos contados com relação ao concorrente. No caso venezuelano as fraudes são propositalmente para manter o psicopata Nicolás no poder.

    "2) dado que o dólar se desvalorizou porque o pessoal do mercado financeiro está pensando em fraude nas urnas (segundo sua teoria), quem eles pensam que será o beneficiado e o prejudicado por essa fraude? "

    Muito provavelmente qualquer candidato que seja menos pró-mercado do que os demais, como um Ciro Gomes. Mas naturalmente num cenário democrático usualmente o vencedor não é um candidato que quer menos estado, e sim um candidato que quer ou manter como está ou aumentar o estado para agradar seus eleitores potenciais.

    Mudando um pouco de assunto... Leandro, mesmo com a PEC 241 você ainda acha que há o risco do país quebrar em breve? Você disse no vídeo que sem a reforma da previdência feita, chegaria um ponto no qual o governo seria forçado a cortar demais despesas para manter a previdência funcionando (se cumprirem a legislação). Você acha que nesse ano a crise financeira explode finalmente nos EUA?

    No mais, excepcional texto. Temer (e o próximo que entrar) terão de dar um jeito nesse déficit. Eu vejo nessa eleição como opção para reformas ou o Geraldo Alckmin ou o Jair Bolsonaro, por piores que sejam. Ou quem sabe o Ciro esteja mentindo e se ganhar ele acabe fazendo reformas como ocorreu em outros países ao redor do mundo.
  • OFF  08/06/2018 15:29

    Holanda, de paraíso da maconha legal a narcoestado com tiroteios à luz do dia
    Com ajustes de contas entre facções e disparos em plena luz do dia, o crime organizado se expande pelo setor imobiliário

    brasil.elpais.com/brasil/2018/03/31/internacional/1522523744_680121.html

    Gostaria de algum comentário sobre o assunto, não tenho muitas informações sobre a Holanda.
  • Vinicius  08/06/2018 16:04
    Fretes carga seca dentro do estado de SP subiram em média 60%. Não dá para trabalhar assim.
  • Cristiane de Lira Silva  08/06/2018 16:24
    Off Topic. Se houver uma crise internacional do tipo da 2008 eu vou achar lindo ver os banqueiros deixados a naufragar, a desvalorização da moeda e o calote internacional. Terrorismo à moda viking. E podem punir bloqueando cartões de crédito ou impedindo a entrada na UE.
  • Flávio de Carvalho  08/06/2018 17:14
    Assim como existem páginas com a cotação do dólar ou Bitcoin, que tal um página aqui no Mises com o "valor real do Real".

    Ex. de página: dolarhoje.com
  • Paulo Henrique  08/06/2018 17:31
    Como funciona a política de swap cambial do BC? Ele acumulou as reservas retirando dólares do mercado quando ele estava baixo?
  • Leandro  08/06/2018 19:47
    Swap cambial é uma operação cuja liquidação se dá toda ela em reais. As reservas internacionais (dólares) não são alteradas.

    O BC paga aos investidores (em reais) a variação do câmbio no período de vigência dos contratos. E os investidores pagam ao BC a oscilação dos DI. Tudo em reais.

    Swaps não afetam as reservas internacionais. As reservas internacionais ficam na mesma.

    Mais especificamente, o BC realiza uma operação que equivale a uma venda de moeda no mercado futuro, o que reduz a pressão sobre a alta da moeda. O BC oferece um contrato de venda de dólares, com data de encerramento definida, mas não entrega dólar. No vencimento dos contratos, o investidor se compromete a pagar o CDI sobre o valor deles e recebe do BC a variação do dólar no mesmo período.

    Se o dólar sobe, o BC tem prejuízo. Se o dólar cai, o BC tem lucro.

    Ou seja, na prática, o BC garante (em reais) a renda de quem perdeu com o câmbio. Esse arranjo heterodoxo influencia o déficit do governo geral (pois o BC, ao ter prejuízos com essa operação, repassa menos dinheiro ao Tesouro no final do ano na forma de lucros operacionais). Mas não influencia as reservas.

    Quanto aos dólares nas reservas internacionais, o BC os acumulou comprando diretamente no mercado, seja de exportadores ou de investidores estrangeiros.
  • Bode  09/06/2018 00:51
    Dolar valorizando em relação a outras moedas e commodities em alta. Algo esta errado. Ou o dólar corrige ou as commodities desvalorizam.
  • Carlos  09/06/2018 13:36
    Mas as commodities não estão em alta mais não. Estavam, mas não estão mais.

    O barril de petróleo caiu de US$ 72,60 para US$ 65,50.

    O ouro caiu de US$ 1.355 para US$ 1.295.

    Trigo caiu de US$ 552 para US$ 517.

    E por aí vai. Ou seja, totalmente em linha com a recente apreciação do dólar: dólar mais forte, commodities (cotadas em dólar) mais baratas.

    Esse site já falou sobre essa relação inúmeras vezes.
  • IZNER HANNA GARCIA  09/06/2018 03:29
    JULHO/1994 JUNHO/2018 VARIAÇÃO

    Arroba boi gordo: 25,00 140,00 560%
    Botijão de Gás 13 kg: 5,18 80,00 1544%
    1 lt gasolina: 0,55 4,43 805%
    Carro popular: 7.300,00 43.000,00 598%
    Salário Minimo: 64,69 954,00 1.474%

    A metodologia para 'achar o câmbio' pode, sob certo enfoque está correta.
    Não obstante, as estatísticas de inflação tomada (IPCA e IGP-M) podem não refletir a verdade da economia.
    Comparemos, a título de exemplo, os números acima.
    Se tomarmos a "inflação do salário" temos uma variação de 1.474% e, assim, teríamos de ter um dólar a R$15,74.
    Tomando o preço do combustível teríamos um dólar a R$8,05.
    Um botijão de gás o dólar seria R$15,44.
    Enfim a metodologia pode estar correta mas há que verificarmos os números que inserimos na fórmula.
  • Alfredo  09/06/2018 13:07
    Isso é zoeira, né? Você, ao inserir apenas alguns itens que encareceram (graças às políticas do governo), simplesmente se esqueceu dos milhões de outros que baratearam (ou que encareceram bem menos), e os quais puxam a média para baixo. Exemplo: itens tecnológicos.

    O poder de compra de uma moeda envolve todos os bens e serviços que ela pode comprar, e não apenas alguns poucos, como esses separados por você. Isso é uma questão de metodologia básica, a qual você, pelo visto, não domina.

    Artigo sobre isso:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2499
  • Lucas  09/06/2018 13:12
    Boa tarde Leandro, como mais uma vez, excelente artigo! Com certeza você se destaca como um dos meus autores de austríacos preferidos.
    Gostaria de lhe fazer uma pergunta, o que acha do recente aumenta de juros no FED que está fazendo a bolsa despencar e o real se desvalorizar perante o que ele era alguns dias atrás?
    Muito obrigado!
  • Intruso  09/06/2018 14:02
    Não resisti e vou me intrometer. Tipo assim, o que exatamente tem para ser "achado" do aumento de juros do Fed? Lembrando que a atual turbulência do real tem muito mais a ver com a nossa bagunça política, com as eleições e com os temores quanto à situação fiscal do governo, do que com a política do Fed (a qual está em níveis historicamente brandos).
  • Lucas  09/06/2018 14:21
    Gostaria de saber se o nível de juros do FED está artificialmente alto. E também a bolsa vem caindo por parte dos investidores retirarem dinheiro de países emergentes porque a taxa de juros dos EUA está mais alto, não nos deixando atrativo o suficiente.
  • IRCR  09/06/2018 13:18
    Leandro

    No caso do Franco Suiço que em 1900 valia 1/5 do dólar. E nos ultimos tempos fica em torno de 1 para 1 com dólar.
    Uma brutal apreciação de 5x do franco.

    Nesse periodo os preços subiram 28x nos USA e 12x na Suiça, isto é, a inflação acumulada nos USA foram um pouco mais do dobro. Porém o dólar perdeu 1/5 de seu valor para o franco.

    Fazendo os calculos o franco "deveria" valer a metade do dólar e não 1 como está agora.

    Se for olhar uma cesta de produtos. De fato os preços na Suiça (mesmo com o cambio de 1 x 1) custam em média o dobro.

    www.numbeo.com/cost-of-living/country_result.jsp?country=Switzerland
    www.numbeo.com/cost-of-living/country_result.jsp?country=United+States


    Com uma moeda tão apreciada não era pra Suiça estar desindustrializa ? quebrada ? toda empobrecida ? desemprego nas alturas ? rsssssss

    Bresser feelings
  • Intruso  09/06/2018 14:13
    O franco suíço não nasceu em 1900, de modo que pegar 1900 como data de partida afeta sua análise.

    Ademais, ainda que você pegasse 1900 como ponto de partida, você tem de levar em conta o câmbio vigente à época, para aí então fazer seus ajustes.

    Exemplo, se o câmbio era 2 para 1 (considerando que este câmbio vigente à época era o correto), então você tem de fazer os cálculos considerando que, em seu ponto de partida, os preços em um lugar já eram o dobro dos do outro lugar. Aquilo que custava 2 na Suíça custava 1 nos EUA. Aí então você joga toda a inflação acumulada em cima destes valores (multiplica por 2 na Suíça e por 1 nos EUA), e terá uma aproximação do câmbio para hoje.

    Mas ainda assim estará errado, pois, de novo, o franco suíço não surgiu em 1850.
  • Demolidor  09/06/2018 20:41
    Intruso, ele não disse que o franco suíço foi criado em 1900 nem em 1850. Ele disse que 1 dólar comprava aproximadamente 5 francos suíços naquela época, o que está correto. Era o câmbio da época.

    Em 1913, logo antes da I Guerra Mundial, 1 dólar comprava quase 6 francos suíços; em 1946, pouco após a II Guerra, pouco mais de 4. Hoje é praticamente 1 para 1.

    Confira no measuringworth.com.
  • Demolidor  09/06/2018 22:07
    Te peço desculpas, agora entendi o que você quis dizer com não ter nascido em 1900. Sim, é uma questão metodológica que está no artigo. Eu havia entendido que era com relação aos dados.

    Para adicionar à discussão, cito também o fato de que o franco suíço (surgido, sim, em 1850), sofreu uma desvalorização de 30% em relação ao ouro em 1936:

    www.nber.org/papers/w12491

    A meu ver, é preciso levar isso em conta, também.
  • IRCR  10/06/2018 03:45
    Não disse que o franco surgiu em 1900.

    O franco sobe o padrão ouro classico foi concebido em 1/100 de onça de ouro. O dólar em 1/20. Dái sai os 5 francos por dólar na epoca.

    Ademais, 1900 foi o periodo mais longo que achei sobre inflação de preços na Suiça.



    E não necessariamente vc tem que pegar a moeda desde sua criação.

    No caso brasileiro dá para fazer o calculo na epoca dos cruzeiros ou cruzados. Basta converter essas moedas antigas para o real.

    Por exemplo. Fiz o calculo no excel. Com base nos cruzeiros de 1953. O dólar custava 38,3 cruzeiros.
    Isso em reais dá 1.39273e-14 (notação cientifica).
    A inflação acumulada pelo IGP-DI foi 2.38e+17% (notação cientifica). E o CPI americano foi de 846%.

    Fazendo os calculos chegamos no cambio "correto" atual de 3,51 reais. Muito proximo ao cambio médio de 2018.


    No caso do brasil os pontos bom pra iniciar nas moedas antigas é quando o governo soltava o cambio depois de uma mostruosa inflação. E o cambio oficial ficava perto do paralelo.

    Não pode pegar pontos quando o governo "travava" o cambio oficial. Ou na fuga de capitais de 2002, por exemplo.

  • Lucas  09/06/2018 13:40
    Boa tarde Leandro, outra pergunta haha.
    Fiz o mesmo cálculo com a moeda canadense, e deu que desde 1994 até agora eles tiveram uma inflação, medindo com o CPI, de 56,09%. Então usando os cálculos no artigo, o dólar canadense deveria estar entre R$3,74 a R$4,70, ou seja, mais valorizado do que o dólar americano. Isto significa que o dólar canadense está superdesvalorizado?
    Obrigado!
  • Intruso  09/06/2018 14:01
    Meu caro, a moeda canadense não surgiu em 1994. Se você pegar a partir de 1994, estará cometendo aquele erro já advertido no artigo. Você tem de pegar a partir da data de nascimento da moeda!

    O dólar canadense não foi criado em 1994. Sendo assim, escolher 1994 como ponto de partida não faz absolutamente nenhum sentido, contaminando completamente a sua análise.

    O artigo é claro quanto a isso. Não faz absolutamente nenhum sentido começar uma série que envolve todo o histórico de perda do poder de compra de uma moeda a partir de uma data aleatória. A data tem de ser a sua data de nascimento. Nenhuma outra data serve.


    P.S.: ademais, ainda que você pegasse 1994 como ponto de partida (o que não seria certo), você teria de levar em conta o câmbio vigente naquela época, para aí então fazer seus ajustes. Exemplo, se o câmbio era 2 para 1, então você tem de fazer os cálculos considerando que, em seu ponto de partida, os preços em um lugar já eram o dobro dos do outro lugar. Não é simplesmente pegar a inflação acumulada e dividir uma pela outra. Esse método só funciona quando o câmbio da data inicial era de 1 para 1.
  • Lucas  09/06/2018 14:19
    O começo do seu comentário ficou errado já que eu estava comparando o real brasileiro com o dólar canadense, e não o dólar canadense com o dólar americano.
    Mas o resto me apontou meu erro que considerei que tivesse surgido o real de 1 para 1 com o dólar canadense, enquanto na época o real estava mais forte. Obrigado! Mudando os cálculos cheguei ao resultado de R$2,69 a R$3,38, sendo que o valor atual do CAD está nesta faixa.
  • Gabriel Pereira  10/06/2018 19:52
    Eu ainda não compreendi o que você disse Intruso, poderia exemplificar colocando valores de 1900 a digamos 2000 e comparando o câmbio assim como a inflação reajustados no preço do produto, seria uma boa aula.
  • Bruno  09/06/2018 14:24
    Eu me lembro que em julho de 2011 (primeiro ano de Dilma, quando ela ainda tinha a imagem de "boa gestora"), o dólar chegou a R$ 1,56.

    Mas, pela metodologia do artigo, deveria estar mais próximo de R$ 2,54.

    Não foi à toa que, logo em seguida, houve uma súbita desvalorização, e não mais acabou, só indo sossegar quando encostou em R$ 4.

    Damn, se eu soubesse disso, tinha me afundado em fundos cambiais.
  • Andre  10/06/2018 15:41
    Em 2011 o Brasil era conhecido em NY como o país da pizza de 40 dólares, naquele momento sabia que isso não poderia continuar. Triste saber que apostar contra seu próprio país é sempre lucrativo.
  •   11/06/2018 21:39
    poisé Bruno
    vi e lembro disto, apostei nalguns cambiais
    estoquei algumas notas, resto de viagens.
    Tive 100% de lucros.


    O que me causa espanto é o temer ter se transformado numa Dilma 2, mesmo com dolar 3,50 ainda haver espaço para panico, essa realmente não pesquei.

    Devemos no BR sempre esperar o pior, e quando o pior vier, que sempre possa piorar ainda mais.
    Se vamos ser jogados aos lobos e virar uma Venezuela 2???? Não sei!
  • OFF  09/06/2018 19:07
    Qual o candidato mais pró-mercado nessas eleições?
  • Felipe Lange  10/06/2018 00:08
    Até agora tem sido o João Amoêdo.
  • Ciro  09/06/2018 21:22
    A subida do dólar mostra a retórica dialética da esquerda em ação.

    A esquerda brasileira é a favor de depreciar o câmbio. Mas quando um outro político que seja do trupe deles quem faz isso, é encarado como uma política ruim por eles mesmos.

  • Emerson Luis  10/06/2018 23:39

    Leandro, como você define "moeda forte"? Apenas inflação baixa, ou também unidade com grande poder de compra, ou outro critério?

    * * *
  • Leandro  11/06/2018 13:04
    Moeda forte é aquela que mantém seu poder de compra ao longo do tempo.

    Melhor ainda: é aquela que está constantemente se valorizando em relação às principais moedas do mundo.

    Ou, no mínimo, aquela que mantém uma taxa de câmbio relativamente constante em relação às moedas mais estáveis do mundo, como franco suíço, dólar de Cingapura e iene japonês.

    O valor nominal de uma cédula é imaterial. Ele diz muito sobre o passado daquela moeda, mas não sobre seu estado atual. Um bom exemplo disso é o iene japonês, cujas cédulas possuem um valor nominal alto. Isso se deve a uma forte inflação ocorrida na Segunda Guerra Mundial. A moeda do Chile apresenta a mesma característica, pois vivenciou uma hiperinflação na década de 1970. Ambas não foram trocadas desde então, ao contrário da moeda brasileira.

    Vale lembrar que, ao passo que o real é de 1994, o iene é de 1871.
  • Rodrigo Wettstein   11/06/2018 12:17
    Gostaria de provocar os demais em alguns pontos.

    1) Em relação ao cálculo em um dos comentários do Leandro a respeito da direção do câmbio, sem objetivo de se ter o valor do câmbio, se austríacos calculam taxa de expansão monetária com a taxa de crescimento da atividade econômica, eles estariam esquecendo que dinheiro mantidos em bancos a longo prazo (seja em reservas internacionais ou em investimentos em bancos nacionais) não causam impacto a curto e médio prazo na economia e, portanto, não impacta na inflação ou no câmbio? Neste caso, não seria melhor calcular a taxa de crescimento do M0, que é a economia ativa?

    Obs1: Lembro da lição da crise de 2008 que o Leandro nos deu na questão expansão monetária dos EUA restrito apenas aos bancos, sem desaguar completamente na economia e pensei nisso.

    2) O IPCA é definido, queiram ou não, politicamente. E, se houvessem menos críticas por parte dos economistas, que já é mínima, seria composto pelo preço da luz do Sol, do vento e da chuva. Acredito que, exatamente por isso, não podemos alcançar o valor condizente do câmbio. Porque o balizador da inflação é irreal. Porque tenho certeza de que existe inflação não contabilizada, não oficial. E estoura de tempos em tempos quando alguma parte da cadeia econômica trava. Senão, como explicar surtos cambiais tão voláteis? O mercado só especula no que está amadurecendo ou apodrecendo. Pode ser ignorância minha, da qual tenho grande cota, mas não seria mais proveitoso calcular pela taxa de crescimento do M0 dos dois países respectivos às suas moedas ao invés de usar o IPCA? Será que, assim calculado, o governo brasileiro pararia de ser atropelado por crises? Pois tenho certeza que, de tanto mentir, eles agora creem piamente que o IPCA é a verdade econômica definitiva que os leva às reeleições.

    Obs2: Lembro agora, para colorir o debate, da Inglaterra na época de Margaret Tatcher, grande mulher, mas pecou no câmbio, segundo dizem, sendo obrigada a ouvir que a Rainha estava nua. disso, concluo que o câmbio desvalorizado é a saia levantada (não querendo ser machista, vejam bem) de todos os Governos que tentam iludir a economia do país com dados irreais em algum momento. Não desmerecendo todo o trabalho anterior da inesquecível Mulher de Ferro.

    Com a sabedoria menor que a de um sabugo de milho, deixo aquelas duas provocações de forma torta, esperando flechas ou flores, mas igualmente por mim bem recebidas.

    E parabenizo o Leandro pelo artigo. Esperava por mais daqueles fantásticos gráficos comparativos de outros artigos, mas vindo do Leandro, tudo vale a pena se a alma não é de esquerda.
  • Economista  11/06/2018 12:27
    Acho que você postou seu comentário no artigo errado, hein? Mas em todo caso, as respostas são fáceis:

    1) Utilizando-se o M1 não tem esse problema, pois o M1 é dinheiro que está realmente na economia (papel-moeda em poder do público mais dinheiro em conta-corrente).

    Já o M0 que você sugere é a base monetária, e essa sim é viciada e cheia de problemas, pois contabiliza as reservas bancárias (dinheiro que não entra na economia).

    2) Por pior que seja o IPCA, ele é o indicador utilizado pelo mercado financeiro (que é quem determina o câmbio). Ademais, o que realmente interessa é que o mesmo indicador com a mesma metodologia seja utilizado o tempo todo. Se o IPCA, mesmo com todos os seus defeitos, é o indicador utilizado permanentemente, sem sofrer alterações metodológicas, então ele serve. O mais importante em um indicador é a tendência que ele apresenta, e não necessariamente a exatidão dos números por ele calculados.

    E, de novo, ao sugerir o M0, você incorre exatamente no problema relatado no item acima. De todos os indicadores, o M0 certamente é um dos piores. (No caso americano, após 2008, ele é disparado o pior).
  • Rodrigo Wettstein  12/06/2018 01:15
    Antes me corrigindo, ao invés de Mulher de Ferro, leia-se Dama de Ferro.
    Caro economista, tentei alçar vôos altos acreditando entender a natureza do M0, mas realmente voce me mostrou que estou aquém aceito o meu parco conhecimento a respeito, sujeitando-me ao seu argumento. Porém, sobre o IPCA, algo me incomoda profundamente, como se algo muito errado esteja presente no IPCA, bem como em outros índices. Porém, achei muito interessante ser mais importante a variação com o tempo e nao o valor em si. Abraços!
  •   11/06/2018 21:18
    Prezado Leandro, seu artigo possui um calcanhar de Aquiles.

    A definição da paridade 1?:1 em julho de 94 foi uma opção tecnocrática, pra não falar burocrática, pra não falar em decisão política. Ninguém pode sustentar que esse V zero está correto, alguns economistas de hoje entendem que o Real foi criado já supervalorizado, portanto qualquer conta sobre isso implicaria carregar o mesmo pecado capital nos resultados. Já outros economistas poderiam dizer o contrário, sinceramente não lembro de nenhum, mas vá lá, pode existir.

    Outro ponto que aí realmente não é fragilidade mas falha mesmo, o IGPM como sabemos ele é sensível ao próprio dólar, então o resultado de 4,37 vc estaria contando duas X o mesmo efeito.

    O mais acurado seria calcular deltas de índices de inflação de mesma metodologia, isso exigiria um estudo mais apurado já que nem lá nem cá os IPCAs são exatamente amplos, nos EUA se trabalha com nucleos duros mais restritos que os daqui, que por sua vez comeria itens naturalmente deflacionários, portanto nosso IPCA seria suavizado em relação ao deles. Mas isto estou falando de cabeça, no geral gosto da sua linha de análise, só precisa dum detalhamento maior destes pequenos grandes detalhes.

    Acrescento que hoje temos ferramentas na net como numbeo para comparar custos, para comparar rendas.
    Não é tarefa simples fazer análises como a que vc foi!
    Parabéns pelo resultado inicial, qualquer conta sensato não deveria divergir muito das suas.

    Aí chegamos no último ponto, o mercado não é sensato, ainda mais às vésperas duma eleição entre, pra dizer o mínimo, personagens radicais de muita arrogancia e pouco dado a ouvir. Se são isso mesmo ou se é fake news, isso são outros quinhentos, o fato é que o mercado pode e vai entrar em panico e aí meu amigo, jogue todas as contas no lixo, num cenário insenstao, para um mercado a beira dum ataque de nervos o céu é o limite. É 5, é 10, é 20, é 50, é qualquer coisa!!! Pergunte aos Argentinos, onde dolar é corrente pela rua corrientes.
  • Leandro  11/06/2018 22:16
    "A definição da paridade 1?:1 em julho de 94 foi uma opção tecnocrática, pra não falar burocrática, pra não falar em decisão política. Ninguém pode sustentar que esse V zero está correto, alguns economistas de hoje entendem que o Real foi criado já supervalorizado,"

    Completamente errado, o que demonstra que você desconhece história e metodologia.

    Para começar, não houve nenhuma "definição de paridade".

    Já estava especificado há muito tempo que o câmbio vigente no dia 30 de junho de 1994, qualquer que fosse ele, seria batizado como sendo igual a 1 real. Como no dia 30 de junho de 1994 o câmbio de fechamento, definido livremente pelo mercado, foi de CR$ 2.750 por dólar, então ficou definido que R$ 2.750 seria chamado de 1 real.

    Não há nada de imposição de paridade aí. Há apenas a criação de um nome para um determinado valor cambial alcançado livremente pelo mercado.

    Se, por exemplo, o atual governo disser que o câmbio de fechamento amanhã, qualquer que seja ele, será igual a 1 Fênix (uma nova moeda), e continuar mantendo o câmbio livre, então não terá havido imposição nenhuma. Haverá apenas a criação de um nome. Definição zero de paridade.

    Ademais, imediatamente após esta data de 30 de junho de 1994, o câmbio continuou flutuando normalmente. E dali em diante ele se apreciou, chegando a R$ 0,84 por dólar ao final do ano.

    Pode conferir aqui: não houve um só dia de câmbio fixo.

    d3fy651gv2fhd3.cloudfront.net/charts/historical.png?s=USDBRL&v=20180611194000&d1=19940701&d2=19941231

    Ou seja, não houve nenhuma imposição de paridade. O câmbio foi mantido livre. Apenas se definiu que o valor do câmbio de fechamento de 30 de junho seria batizado com um novo nome. Apenas isso. E isso não é imposição de preços. É apenas dar nome a um valor livremente determinado pelo mercado.

    Imposição de paridade seria o governo chegar e dizer: a partir de amanhã, um dólar (que valia CR$ 2.750) passa a valer CR$ 1 e pronto, acabou. Isso sim seria definição de paridade.

    Por fim, a literatura sobre mudanças de moeda, inclusive a literatura sobre Currency Board, especifica que é exatamente assim mesmo que uma moeda tem de nascer: a taxa de câmbio vigente em determinado dia, especificada livremente pelo mercado, se transforma no nome de uma nova unidade monetária.

    Isso não é tabelamento nem imposição de preços. É simplesmente a definição de uma nova unidade monetária em termos da outra.

    Questão básica que você parece ignorar.

    "IGPM como sabemos ele é sensível ao próprio dólar, então o resultado de 4,37 vc estaria contando duas X o mesmo efeito"

    Meu caro, todo e qualquer índice de preços é sensível ao dólar. Por definição. Se a moeda enfraquece, os preços sobem (o câmbio apenas é um sintoma desse enfraquecimento). O IPCA pega isso.

    O câmbio se desvaloriza exatamente em consequência da perda do poder de compra da moeda, perda essa detectada tanto por IPCA quanto IGP-M.

    Tanto o IPCA quanto o IGP-M não são causas da desvalorização cambial, mas sim consequências da perda do poder de compra da moeda (o que, por sua vez, se reflete no câmbio). Se o câmbio desvaloriza, isso significa que a moeda perdeu poder de compra. Os preços sobem. É necessário mais moeda para comprar o mesmo tanto de antes. Consequentemente, IPCA e IGP-M captam isso.

    Se, como tudo indica, você realmente acha que o IPCA é blindado ao dólar, e o IGP-M não, então você realmente nada sabe de economia.

    Por favor, volte apenas quando tiver dominado o básico. Esse desconhecimento básico é exatamente o seu "calcanhar de Aquiles".
  • Skeptic  12/06/2018 01:14
    É triste saber que não há nenhum livro do Leandro Roque na biblioteca do site, nem em lugar algum...
  • Coxinha opressor  12/06/2018 15:52
    Leandro

    Se não houve implementação do cambio fixo em 94, o que derrubou a inflação nesse ano?
  • Leandro  12/06/2018 17:13
    Explicado em detalhes aqui:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1294

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2196

    Resumo:

    1) O câmbio foi flutuante até março de 1995 (nesse período, a inflação de preços variava entre e 1% e 2% ao mês, o que é alto). A partir de março de 1995, adotou-se o câmbio atrelado, que foi o que realmente conteve a inflação.

    2) Ao mesmo tempo, utilizou-se juros reais altos (com a SELIC variando entre 60 e 65% ao ano) e um maior controle sobre o crescimento da oferta monetária.

    3) O grande volume de dólares nas reservas internacionais trouxe grande confiança ao arranjo, fazendo o mercado financeiro acreditar que não havia riscos de desvalorização súbita (isso durou até janeiro de 1999).
  • André Marques  12/06/2018 19:26
    Leandro, tenho mais algumas dúvidas:

    1- Você não acha que títulos de dívida indexados à inflação não protegem realmente contra a inflação? Digo isso porque os índices de inflação têm sempre metodologias de cálculo que acabam por diminuir o valor da inflação (nos EUA, por exemplo, eles excluem alimentos e energia do CPI e do PPI; e se não me engano também excluem preços dos imóveis do CPI, mas não tenho certeza). Assim, acho que o Tesouro IPCA no Brasil e os TIPS nos EUA não garantem proteção contra a inflação. O que você acha?

    2- Tenho interesse em saber mais sobre as políticas dos bancos centrais do Canadá e de Cingapura, além de dados macroeconômicos e de ciclos econômicos vivenciados em ambos os países. Você conhece artigos ou papers em inglês que possam fornecer mais conhecimentos a respeito? Conhece boas fontes onde possa acompanhar notícias (voltadas para esses assuntos) a respeito desses países?

    3- Você tem uma noção do quão confiável é o trabalho das agências de risco (Fitch, Standard & Poor's, Moody's e a canadense DBRS), mais especificamente na avaliação de títulos de dívidas soberanas? Pergunto o mesmo para o trabalho de auditoria das firmas Deloitte, KPMG, PwC e EY.

    4- Você conhece o James Rickards? Ele conhece bem a escola austríaca (embora não seja um entusiasta) e tem bons insights sobre política monetária e sistema monetário internacional. Já li seus livros The New Case for Gold e Currency Wars. Neste podcast ele comenta sobre o The New Cse for Gold (www.youtube.com/watch?v=K23e8WEnihU). Também foi entrevistado pelo Peter Schiff (www.youtube.com/watch?v=ImqxhaPyLEo&t=448s).


    Att,
    André Marques
  • Leandro  13/06/2018 01:27
    1- Nada realmente protege contra a inflação porque cada indivíduo tem a sua própria inflação, de acordo com sua cesta de consumo. No meu caso, conta de luz, água, gasolina e alimentos são os principais itens da minha cesta. A carestia destes itens é a que mais conta para mim. Para outros, aluguel, mensalidades escolares, passagens aéreas e vestuário têm um peso maior.

    E para nenhum destes o IPCA será um bom índice, por mais acurada que seja sua mensuração.

    No mais, títulos indexados à inflação têm sim um problema, mas é de cunho tributário. Como incide um imposto de 15% sobre a renda bruta, e parte dessa renda bruta é composta pelo IPCA, então o imposto comerá exatamente uma parte da reposição inflacionária, fazendo com que seu ganho real seja menor que o anunciado.

    Matematicamente, quanto mais alta for a inflação no período, maior será a perda gerada pela tributação.

    Considere estes dois cenários:

    a) Um título paga 6% + IPCA. O IPCA é de 2%. Sua rentabilidade total bruta será de (arredondando para simplificar) 8% ao ano.

    b) Um título paga 2% + IPCA. O IPCA é de 6%. Sua rentabilidade total bruta será de (arredondando para simplificar) 8% ao ano.

    Ambos dão a mesma rentabilidade bruta, mas o primeiro cenário é totalmente preferível ao segundo. No primeiro, o imposto incidirá majoritariamente sobre um percentual baixo de inflação, permitindo que seu ganho real continue alto. Já no segundo, incidirá sobre um percentual alto de inflação, comendo praticamente todo o seu ganho real.

    2- No site da autoridade monetária de Cingapura tem muita coisa interessante, inclusive a descrição do próprio mecanismo de funcionamento.

    www.mas.gov.sg/Monetary-Policy-and-Economics/Monetary-Policy.aspx

    Há vários links interessantes lá. Clique, navegue, leia, divirta-se.

    3- Não tenho. Sei apenas que elas trabalham dentro de uma reserva de mercado. Elas são um cartel estritamente regulado pela SEC (a CVM americana). É a SEC quem permite a existência destas três agências, e é ela quem regulamenta e decide quem pode e quem não pode entrar neste mercado.

    Na prática, isso significa que não pode surgir concorrência externa, pois o governo não deixa. Quem vai ter cacife para bancar uma agência de classificação de risco que seja genuinamente independente neste cenário altamente regulamentado? Há um longo e extenuante processo burocrático-regulatório, de modo que é impossível surgir uma agência para confrontar as classificações destas três grandes.

    4- Conheço, mas não aprecio o estilo. É profeta do Apocalipse e faz livros voltados apenas para adeptos do catastrofismo. Ainda não acertou nenhuma previsão de peso.
  • Ricardo  13/06/2018 14:58
    Caro Leandro,
    Gostaria de parabeniza-lo por mais um excelente artigo, cuja didática e pertinência constituem sua vantagem comparativa. Apenas nao compreendi a seguinte passagem:

    [...]Caso ele fique acima de R$ 3,87, isso tenderá a estimular a inflação de preços. Caso fique acima de R$ 4,31 , tem-se carestia forte.

    Assim, pergunto como o câmbio próximo ao "equilíbrio pode estimular a inflação de preços?

    Abraços
  • Leandro  13/06/2018 16:10
    É simples. Pelo IPCA, a desvalorização do real em relação ao dólar leva a um câmbio próximo de R$ 3,40. Logo, um valor cambial acima deste irá acelerar o IPCA.

    Quanto mais alto for este valor (R$ 3,87, R$ 4,31, R$ 5,30) maior será o impulso dado ao IPCA.

    Igualmente, caso este valor caia para abaixo de R$ 3,40, o IPCA ficará mais contido.

    E isso nem é apenas uma teoria. Já temos a constatação prática. Como anunciado no início do artigo, em maio de 2016 eu publiquei um artigo semelhante, e nele, utilizando os mesmos cálculos, eu escrevi: "Se o dólar cair para menos do que R$ 3,35 [lembre-se: era maio de 2016], o real estará sobrevalorizado, o que ajudará bastante no combate à inflação de preços."

    À época, o IPCA estava em aproximadamente 9% ao ano e o dólar estava em R$ 3,50.

    O que aconteceu? O dólar caiu e ficou em torno de R$ 3,20 (chegando a beliscar R$ 3,08) e o IPCA caiu de 9% foi para menos de 3%.

    Apenas a confirmação prática de uma teoria sólida.

    Obrigado pelas palavras e grande abraço!
  • Vitor  17/06/2018 09:18
    Voando noite Leandro,

    Me corrige por favor,

    Olhando o link do artigo q foi publicado essa semana, sobre os estados americanos mais ricos que países europeus, uma das fontes era essa ,data.worldbank.org/indicator/PA.NUS.PRVT.PP?end=2016&locations=BR&start=1999&view=chart, para o cálculo.

    Agora eu pergunto, usando essa ferramenta de paridade poder de compra, podemos ver q se compra os mesmos produtos com um dólar e com dois reais. Logo eu imagino que o câmbio correto seria 2x1. E no momento o real estaria mto subvalorizado, qual é meu erro ?
  • Trader  17/06/2018 15:34
    Esse indicador que você escolheu não é taxa de câmbio. Ele apenas mostra a evolução de um índice de correção para o PIB PPP de cada país especifico. Trata-se de um número índice, cuja base é 1 para o ano 2005.

    Como prova disso, observe que o PIB per capita PPP dos EUA foi de US$ 53.272 em dezembro de 2016.

    tradingeconomics.com/united-states/gdp-per-capita-ppp

    Já o do brasil, na mesma data, foi de US$ 14.024

    tradingeconomics.com/brazil/gdp-per-capita-ppp

    A divisão de um pelo outro da 3,80.
  • anônimo  17/06/2018 16:58
    Bom dia,

    Na verdade, o link q eu mandei não foi ppp por PIB, foi ppp conversion factor private consumption, e o ano vai até 2016, de fato essa opção q vc falou tem um link lá tbm, mas não foi oq eu mandei.

    Na tabela não aparece nada de 3.8, e sim começa em zero e sobre até 2.

    Segue o link novamente

    data.worldbank.org/indicator/PA.NUS.PRVT.PP?end=2016&locations=BR&start=1999&view=chart
  • Trader  17/06/2018 18:01
    Sim, e foi exatamante o que eu respondi. Vou tentar de novo, agora sendo ainda mais claro:

    Esse indicador que você escolheu (ppp conversion factor private consumption) não é a "taxa de câmbio correta" e tampouco representa o valor do câmbio a ser dividido para converter o PIB PPP dos EUA para o Brasil.

    Ele apenas mostra a evolução de um índice de correção para o PIB PPP de cada país específico. Trata-se de um número índice, cuja base é 1 para o ano 2005.

    Como prova disso -- ou seja, como prova de que esse seu indicador não é taxa de câmbio --, observe que o PIB per capita PPP dos EUA foi de US$ 53.272 em dezembro de 2016.

    tradingeconomics.com/united-states/gdp-per-capita-ppp

    Já o do brasil, na mesma data, foi de US$ 14.024

    tradingeconomics.com/brazil/gdp-per-capita-ppp

    A divisão de um pelo outro dá um valor de 3,80, e não os 2 deste índice que você mandou.

    Não consiguirei ser mais caro do que isso.


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