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Em um cenário de escassez abrupta, o “preço abusivo” é a única solução realmente humanista
Esse princípio básico de economia segue sendo incompreendido

Uma cidade acabou de sofrer um desastre natural. Ela e toda a região ao redor ficaram ilhadas e todo o suprimento de bens essenciais foi interrompido.

Logo, todo o estoque de alimentos tornou-se repentinamente escasso, pois agora há apenas uma quantia fixa. E não há data para reabastecimento. 

Imediatamente, o prefeito desta cidade, demonstrando toda a sua sapiência e todo o seu amor pela humanidade, decreta congelamento geral de preços. 

O que irá ocorrer em seguida é fácil de ser previsto.

As pessoas de bom poder aquisitivo e munidas de bons meios de transporte correm para os supermercados e mercearias, e compram absolutamente tudo o que podem, enchendo seus porta-malas, pois sabem que não há nenhuma previsão de normalização do abastecimento.

Outras comprarão também tudo o que podem, mas mais por capricho. Afinal, por que perder uma ida ao supermercado? Por que não comprar o máximo de água e leite possível, já que tudo está uma pechincha mesmo? Com efeito, por que não comprar todos os tipos de carne e fazer um churrasco em um local sossegado para descarregar suas tensões? 

Estas pessoas irão entupir seus automóveis de gasolina e diesel, enchendo inclusive vários galões, e viajarão para seus retiros e casas de campo. Sem combustível nos postos, táxis, carros de aplicativo e demais autônomos que utilizam seus veículos como instrumento de trabalho (inclusive motoboys) ficam sem ter como trabalhar, e perdem sua renda.

Mas piora: ambulâncias, polícia, bombeiros e outros serviços de pronto atendimento (como os motoboys que transportam remédios) não mais podem operar, e as pessoas morrem em suas casas, sem nenhum socorro. Pessoas que fazem trabalho voluntário e caritativo, e que dependem de automóveis para se locomover, também não mais poderão fazer nada.

Os mais pobres, que andam a pé ou de bicicleta, e que estavam dispostos a comprar apenas o mínimo necessário, descobrem que os supermercados e mercearias já fecharam, pois todo o estoque já foi vendido para os mais ricos munidos de bons meios de transporte. As crianças começam a morrer de inanição e por falta de atendimento médico — afinal, médicos não têm combustível para ir para as casas destas pessoas. 

Em meio à catástrofe humanitária, o prefeito baterá no peito e dirá: "Ao menos eu não permiti que esses empresários safados especulassem preços em cima do povo!"

A lógica é sempre a mesma

Embora o cenário acima seja extremo, isso é o que ocorre quando há controle de preços em um cenário cuja oferta foi abruptamente interrompida.

Raciocínio similar pode ser aplicado ao controle de preços sobre os combustíveis em uma época de oferta escassa deste bem essencial.

Se a oferta de combustíveis escasseou abruptamente por causa de uma greve de caminhoneiros, e o governo decreta que os preços dos combustíveis não podem subir nas bombas — e até ameaça prender os donos de postos que eventualmente cobrarem caro pela gasolina, pelo etanol e pelo diesel —, o que imediatamente ocorrerá é que os mais desocupados, que têm muito tempo em suas mãos, correrão para os postos e encherão seus tanques. Já os trabalhadores, com muito menos tempo disponível, quando finalmente conseguirem chegar aos postos, ficarão apenas com o vapor da gasolina.

Se o preço dos combustíveis continuar constante em meio a uma severa escassez, os consumidores continuarão a consumir como se não estivéssemos atravessando um período de escassez acentuada, e o combustível disponível acabará muito mais rapidamente, levando a mais filas nos postos e a mais gente que precisa de combustível sem tê-lo.  

Como explicou Joel Pinheiro da Fonseca, o estudante que levou seu carro ao posto por mera conveniência (pois podia, digamos, usar o metrô) consumirá a gasolina do taxista, do motorista de aplicativo e do motoboy que precisava dela, ainda que cara, para garantir o dia de trabalho. Ambulâncias e viaturas de polícia também ficarão sem nada. O vendedor e o autônomo que utilizam seu carro como instrumento de trabalho perderão dias de trabalho e ficarão sem renda.

Aqueles que, em suma, necessitam desesperadoramente de combustível — pois sua renda do trabalho depende de sua locomoção — ficarão sem esse insumo precioso, pois o mesmo já foi usado para abastecer completamente o tanque daqueles indivíduos que tinham mais tempo e que chegaram antes aos postos, e que pediram para "encher até a boca" apenas para se precaver quanto ao futuro.

O "preço abusivo" tem uma função social

Em uma economia de mercado, quando um determinado bem se torna mais escasso, o efeito que isso gera não é um racionamento do mesmo, mas sim um aumento em seu preço. O aumento no preço serve para reduzir a quantidade que os compradores intencionam comprar deste bem até um nível que esteja dentro do limite da reduzida oferta disponível.  

A função precípua do sistema de preços é exatamente essa: coordenar uma alocação racional de recursos escassos.

Se os postos forem liberados para aumentar seus preços até um nível que reduza a quantidade de combustível demandado pelos consumidores, de modo que a demanda se ajuste à reduzida oferta disponível, o problema da falta de gasolina estará temporariamente resolvido.

Tendo de lidar com preços maiores, muitos dos motoristas que hoje passam horas nas filas dos postos de gasolina iriam simplesmente desistir de utilizar seus carros e passariam a buscar arranjos alternativos de transporte, seja o compartilhamento de carros, a utilização de bicicletas ou qualquer outro arranjo. Praticamente todos iriam restringir suas viagens automotivas em proporção ao maior custo do uso do automóvel.  Só iriam a um posto aqueles que estivessem genuinamente dispostos a pagar preços muito altos pelo combustível. Não mais haveria o problema de aposentados enchendo seus tanques com o único propósito de "mantê-lo cheio para emergências" enquanto médicos, ambulâncias e viaturas policiais não conseguem combustível para se locomover e salvar vidas.

As pessoas que precisassem de gasolina para propósitos urgentes, como ir trabalhar, mas que não pudessem pagar preços severamente altos não estariam tão ruins quanto aquelas que precisam de gasolina para ir trabalhar mas que simplesmente não conseguem adquiri-la, ou só a adquirem após esperarem na fila por três horas. As pessoas do primeiro grupo poderiam compartilhar o mesmo carro e dividir entre si o alto preço da gasolina. Quanto maior o número de pessoas no mesmo carro, menor o preço individual.

Ao preço mais alto, menos gente vai querer comprar gasolina e diesel; alguns que planejavam encher o tanque nesses dias simplesmente não o encherão; outros encherão o mínimo possível, e tentarão reduzir o uso do carro se ele estiver com tanque baixo. 

O resultado é uma demanda menor por combustível, o que faz com que o estoque, que escasseou, dure mais e seja destinado aos casos mais urgentes, àqueles que realmente precisam do combustível agora e estão, portanto, dispostos a pagar mais caro.  

O posto, ao aumentar o preço para lucrar com a escassez, promove a economia do combustível, que é exatamente a atitude necessária em tempos de carestia.

Mesmo em um período curto de escassez abrupta é não apenas justificado, mas socialmente benéfico que os ofertantes aumentem o preço. É graças a esse "aumento abusivo" que o produto fica um pouco menos escasso, pois as pessoas adaptam o uso que fazem dele às novas condições de preço. 

O real problema

Porém, dado que burocratas do governo são completamente ignorantes a respeito das leis da economia, eles acreditam que preços não têm conexão alguma com a realidade do mercado, e podem ser controlados por eles sem gerar absolutamente nenhum efeito colateral. Eles acreditam piamente que o único efeito do controle de preços é o de tornar a oferta menos cara. Sim, a oferta será menos cara — mas não haverá oferta. 

Pessoas passarão infindáveis horas nas filas dos postos de gasolina, dia após dia, tentando obter algo que não existe. Sob qual aspecto tal arranjo é mais sensato do que o de permitir que os preços sejam "inescrupulosamente" altos, durante um período de tempo muito curto, de modo a fazer com que o problema seja rapidamente resolvido?

Em uma sociedade na qual as leis econômicas fossem amplamente entendidas, legisladores, juízes e veículos de mídia que tentassem impedir aumentos de preços em situações de emergência seriam considerados inimigos públicos e afastados imediatamente de seus cargos. E eles seriam afastados não por uma mera falta de apoio popular, mas sim por uma falta de apoio manifestada no mais completo desprezo e escárnio do público por sua ignorância econômica e desejo de destruição e miséria.



autor

Thiago Fonseca
é graduado em administração pela FGV-SP e é empreendedor do ramo de eletroeletrônicos


  • Pobre Paulista  29/05/2018 15:49
    A/C Henrique
  • Joao  30/05/2018 15:58
    Tem que se preocupar com os funcionários do posto tb, empresário consciente é aquele que não deixa de pagar seus funcionários, com menos combustível para vender é plausível que aumente os preços para fechar os custos da empresa.
  • Constatação  29/05/2018 15:50
    Vendo Fiat 147 ano 1978, no GNV, R$ 42.000,00
  • Renato  29/05/2018 16:18
    Troco por 1 litro de gasolina.
  • Nordestino Arretado  30/05/2018 13:45
    Kkkkkkkk Aquela hora boa para vender o Marea com o tanque cheio!
  • Sarney  29/05/2018 16:13
    Se o preço justo é tão bom para as pessoas, por que então não decretar o congelamento geral de preços?

    Vamos estender o preço justo para todos os produtos.
  • Everton   29/05/2018 16:49
    Porque isso geraria uma economia planejada,ou seja, socialista. O preços dos produtos em geral sao subjetivos , o individuo sabe o quanto custa um determinado bem que ele pretende vender devido ao calculo economico subjetivo que ele faz . Quando um burocrata faz o planejamento da economia sempre gera escassez, fila e morte ,basta olha as economia socialistas . espero que tenha entendido


  • Francisco A. Lbo  29/05/2018 20:39
    Cristo! Como ainda tem brasileiro burro.. Congelamento de preço provoca sumisso da mercadoria. Será que já esqueceram do famigerado Plano Cruzado de 1986?!
  • Um observador  29/05/2018 21:34
    O "Sarney" do comentário acima obviamente estava sendo irônico ao propor congelamento de preços.

    Quem é mesmo o burro nessa história?
  • Terra Arrasada   31/05/2018 06:21
    INFELIZMENTE não vai ter tabelamento de preços. O brasileiro mereceria sofrer com as prateleiras vazias novamente para que dessa vez, quem sabe, alguma lição econômica fosse aprendida.

    Em breve os preços de tudo irão aumentar. Será que irão lembrar dos "heróis caminhoneiros"?

    g1.globo.com/economia/noticia/antt-define-tabela-com-precos-minimos-dos-fretes.ghtml
  • Vladimir  29/05/2018 16:19
    Sobre a questão de mandar prender quem aumentou preços, a imprensa é tão culpada quanto os burocratas estatais. Com raras exceções, os repórteres são tão ignorantes das leis econômicas quanto os políticos. Ambos são completamente desqualificados para suas funções. Eles simplesmente não têm a mínima ideia do que estão fazendo.

    Mas a responsabilidade suprema, é claro, é do público em geral e dos educadores que fracassaram em fornecer às pessoas até mesmo o mais rudimentar conhecimento das leis econômicas.
  • Renato  29/05/2018 16:27
    Noto que o grau de ignorância do público é estarrecedor. Conversando com pessoas de bom nível acadêmico percebo que a imensa maioria ignora fatos básicos, como o fato dos bancos criarem dinheiro quando fazem empréstimos. A maioria das pessoas nem sabe o que é inflação. A terrível história dos controles de preços é quase totalmente ignorada.

    Conversei com pessoas cultas e de bom nível social e todas defendiam cadeia para postos que aumentassem preços. E o curioso é que elas diziam isso após ter passado meio dia na fila esperando um combustível que jamais chegou (mas que chegaria imediatamente se o preço fosse alto, pois aí distribuir gasolina para aquele posto seria extremamente lucrativo).

    Atingir um grande número de pessoas com algumas verdades básicas certamente fará com que muitas pessoas adotem uma atitude mais liberal em relação à economia.
  • Joaquim Saad  29/05/2018 17:24
    Caro Renato,

    Compartilho de vossa angústia. Nesta semana tem sido realmente frustrante constatar de maneira tão próxima o profundo grau de ignorância econômica permeando principalmente a classe média/alta brasileira, que parece padecer de uma esquizofrenia crônica (como se estivesse codificada em seu DNA) ... :-(
  • Richard Gladstone de Jouvenel  30/05/2018 18:05
    Renatão, tou contigo nesse desassossego.

    Essa semana ouvi todo tipo de sandice de gente que deveria ter mais cultura e mais conhecimento.

    A nossa ignorância me entedia, mas essa semana foi além o limite, foi exasperante.

    A greve me fez desistir do Brasil. Vou esperar as eleições, ver como é fica, mas em último caso, o jeito é ir pro interiorzão do Brasil, bater papo com o saci e a mula-sem-cabeça, ou o aeroporto... ainda não decidi.
  • Paulo Furini  30/05/2018 19:59
    Senhores.
    Tudo isso não tem uma explicação:
    As distribuidoras de combustível de bandeira branca querem quebrar o monopólio de distribuição de combustível no país.
    A Petrobrás já é privada, ou seja, 60% do capital dela é privado e 40% estatal.
    Entretanto a Petrobras mantém o monopólio da distribuição.

    No nosso país existe o "Capitalismo de Laços". E isso vem desde o suicídio de Getúlio Vargas. O FHC fez uma economia de laços privatizando alguns setores, entretanto não quebrou o monopólio, Lula, Dilma e agora Temer continuam nesse mesmo grupo.
    Até hoje só houvi falar em privatização, entretanto nenhum candidato fala na quebra de monopólio dos Correios e da Petrobrás.

    E é isso que está em jogo hoje.
    O botijão de gas de 17KG na bolívia está custando para o consumidor boliviano R$13,50. A Bolívia vem comprar gasolina da Petrobrás atravessando a fronteira de caminhão. Porque não podemos comprar um caminhão de gás da Bolivia? Porque a lei protege a Petrobrás em manter o monopólio que um dia foi estatal.

    O CADE já se pronunciou em 9 medidas. Entretanto eles não querem mudar pois o grupo deles irá perder muito com isso.
  • Andre  29/05/2018 16:29
    Conversar com essa gente é como catequizar índios, chega a ser frustante o nível baixo de conhecimento econômico, apelo para o argumento de que, o que o dono do posto venderá após inevitavelmente o combustível acabar? Vai ter que dispensar os funcionários.

    Agora os alimentos frescos estão com os preços inflacionados e em breve alimentos industrializados, a ladainha se perpetuará.
  • Inácio  29/05/2018 16:43
    Por enquanto ainda tá até bom. Espera só quando começarem a prender dono de supermercado porque o ovo encareceu. Aí, meu amigo, será fome total.
  • E.P  30/05/2018 00:49
    Gente, eu passo um cortado tentando explicar como funciona uma economia de mercado normal, mas as pessoas simplesmente não entendem! O brasileiro médio NAO entende de economia básica, não tem os conceitos internalizados, somos analfabetos em economia é o que pude constatar. Eu mesmo, somente depois dos 33 anos descobri mises e a economia liberal.

    Agora querem aplicar o frete mínimo para os caminhoneiros. Só imaginem a distorção de preços que isso irá causar, logo no início da cadeia logística.
  • Lee Bertharian  31/05/2018 18:41
    Vladimir, o buraco é mais embaixo...
    Concordo que a mídia falhou mais uma vez ao não denunciar o verdadeiro inimigo (o de sempre, o Estado), mas esta mesma mídia só existe graças a uma concessão estatal e sobrevive (em grande parte) das verbas de publicidade do governo.
    O "repórter ignorante" (com sorte) formou-se numa universidade obediente ao MEC, capturada pelo marxismo intelectual, perfeitamente de acordo com a cartilha gramsciana.
    Entende por que os governos revezam-se num Estado inatacável?
    Isto chama-se controle horizontal, pesquise Stefan Molineux.
    Abraços
  • Andre  29/05/2018 16:21
    Cronologia resumida dos artigos do IMB:

    2008 a 2010 - Conceituais, instalar as bases do pensamento econômico da escola austríaca;

    2010 a 2012 - Prever sobre como as políticas econômicas aplicadas no Brasil resultariam em problemas;

    2013 a 2014 - Discorrer sobre como as políticas econômicas causavam as claras distorções econômicas;

    2015 a 2016 - Descrever em detalhes de como a economia se encontrava em imenso desastre;

    2017 - Prever como as medidas tomadas pelo governo Temer não solucionariam nada;

    2018 - Relatar o estado de caos econômico após os imensos desarranjos econômicos explodirem em uma greve de caminhoneiros e causar uma terrível crise de desabastecimento pelo país e como as reações são inúteis e até agravam o problema.

    O que 2019 reserva?
  • Sarney  29/05/2018 16:34
    Lula virando presidente e o Brasil se tornando a Venezuela.
  • Carlos  29/05/2018 16:43
    Cara, perfeito resumo. Foi bem isso mesmo. Não houve nada que aconteceu na economia brasileira que não tivesse sido antes previsto aqui.

    Chamo especial atenção para esse artigo de 2010 do Leandro que simplesmente disse tudo o que aconteceria no então futuro governo Dilma.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=837
  • Ninguem Apenas  29/05/2018 17:02
    Em 2019 vai ter artigos explicando porque as medidas de monetização de dívida são as responsáveis por estarem gerando inflação de 400% ao ano no Brasil.
  • Ciro Keynes Gomes  30/05/2018 00:35
    Em 2019 podem esperar por algo nunca antes feito nesse país, por falta de visão econômica e inteligência de nossos líderes.

    Primeiro, revogação da PEC do Teto, reforma trabalhista e cadastro positivo.

    Segundo, fazer uma auditoria da dívida pública.

    Terceiro, impressão de mais moeda pra desvalorizar o Real, incentivar a exportação e um saldo positivo da balança econômica.

    Por fim, colher os frutos de 4 anos de crescimento econômico de mais de 5% ao ano.
  • Imigrante  30/05/2018 14:08
    Não vejo a hora dos Cironomics começarem, após a destruição do real aproveitar os deliciosos juros estratosféricos que os brasileiros residentes pagarão.
  • Richard Gladstone de Jouvenel  30/05/2018 18:09
    Ciro Keynes Gomes ?

    Sai pra lá, criatura do Encardido !!

    Conjurou Keynes numa sessão "esprita" e tá servindo de cavalo ?! Isso é duplo pesadelo...cruzes !!!
  • No Taxation Without Representation  29/05/2018 16:38
    O Brasil passando por um momento único, o que ta acontecendo ficará nos livros de história


    A população e os caminhoneiros revoltada com os IMPOSTOS abusivos


    A chance de pedir MENOS ESTADO, a chance de pedir MENOS IMPOSTOS


    e o IMB aqui falando abobrinhas, defendendo gente que aumentou preço em "tempos de guerra"


    Isso aqui é um antro de gente mesquinha e covarde.
  • Realista  29/05/2018 17:28
    Claro, claro. Tudo gente que quer menos estado. Eis a prova:

    O comando da greve está nas mãos de dois petistas, e com forte sotaque comunista

    Líder dos caminhoneiros foi filiado ao PT e vai disputar vaga para deputado federal

    Greve de caminhoneiros é coordenada por "Movimento Fora Temer" e "militante petista"

    O primeiro é Chorão, um caminhoneiro goiano filiado ao Podemos, e o segundo é André Janones, um advogado mineiro que passou do PT para o PSC.

    Janones disse à Folha que preside "um novo movimento" cujo objetivo é derrubar o presidente da República.

    Em um, visto 4,4 milhões de vezes, Janones afirma, ao lado de Chorão: 'Nós vamos derrubar esse governo ilegítimo, nós vamos derrubar a Rede Globo. Nós vamos mostrar que não tem ninguém mais forte que um povo, não'".
    Falou "governo golpista" e "abaixo a Rede Globo" pode saber que é comuna. E tem otário, como você, defendendo isso.

    www.oantagonista.com/brasil/nos-vamos-derrubar-esse-governo-ilegitimo-nos-vamos-derrubar-rede-globo/

    www.ilisp.org/noticias/greve-de-caminhoneiros-e-coordenada-por-movimento-fora-temer-e-militante-petista/

    www.bemparana.com.br/blog/tupan/post/advogado-lider-dos-caminhoneiros-foi-filiado-ao-pt-e-vai-disputar-vaga-para-deputado-federal

    De resto, os caminhoneiros e transportadoras nunca foram anti-governo. Eles queriam apenas mais privilégios. E o pior é que já conseguiram exatamente o que queriam: reserva de mercado, bloqueio da concorrência (pois o preço do frete estava caindo) e tabelamento de preços. Impossível ser anti-estado e exigir isso. Impossível exigir esse tipo descarado de intervenção e querer apoio do povo.

    Não há malabarismo retórico que drible esse fato: os caras queriam privilégios que só poderiam ser concedidos pelo estado. Só o estado pode conceder reservas de mercado, impor preços mínimos e bloquear legalmente a concorrência.

    Querer redução do preço dos combustíveis, ora, isso todo mundo quer. E se o objetivo é esse, então a pauta tinha obrigatoriamente de começar pela Petrobras, pela zeragem das alíquotas de importação do petróleo, e pela desregulamentação do setor de refinarias. No final, pediram redução dos impostos apenas sobre o diesel, o qual já é subsidiado pelo povo.

    Mas, segundo você, os reais culpados de todo são os donos de mercearias que estão subindo os preços dos ovos. É cada otário que tem nesse país que até desanima...
  • No Taxation Without Representation  29/05/2018 18:11
    Olha as fontes do cara (risos)


    Se você ficar se informando por meio da mídia, pode esquecer fera

    A mídia ta contra o movimento.


    - Detalhe: Tem gente pedindo intervenção militar(será que são petistas também ?)

    Tem que ficar de olho nos oportunistas


    A mídia vai explorar os oportunistas da direita e da esquerda.

    Agora a briga é por menos impostos nos combustíveis

    E o IMB ta aqui comendo mosca.



    LEVANTA ESSA BUNDA DA CADEIRA, CARA PÁLIDA !!!
  • Insurgente  29/05/2018 18:23
    Acho que queremos tanto colocar a culpa no PT ou no estado que já estamos acabando a greve antes dela terminar.
    Se já terminou, o que seriam essas notícias?


    brasil.elpais.com/brasil/2018/05/29/politica/1527606448_686766.html

    gauchazh.clicrbs.com.br/geral/noticia/2018/05/ao-vivo-veja-a-situacao-da-greve-dos-caminhoneiros-no-estado-cjhrjdk6e0c2701qomrsku225.html

  • André  29/05/2018 20:52
    Isso é a economia de livre de marcado.
  • Coelha Cartola  29/05/2018 18:12
    "A população e os caminhoneiros revoltada com os IMPOSTOS abusivos "

    E quem não não está?

    "A chance de pedir MENOS ESTADO, a chance de pedir MENOS IMPOSTOS."

    Meu querido, a chance de pedir menos estado está no pensamento de poucos, infelizmente. Os caminhoneiros não estão com pauta adequada ao libertarianismo/liberalismo que possa inclinar uma debandada daqui pra lá.


    Vide que as reivindicações dos caminhoneiros nem sabemos ao certo quais são. Está um tanto aleatório esse negócio de fim dos impostos. De quais impostos? os referentes aos taxados na atividade deles ou outros tantos?

    Fora isso, a paralisação ainda não acabou. Pelo menos não totalmente. Os que decidiram deixar a paralisação seguem seus caminhos, enquanto que outros estão sendo obrigados a seguir adiante com sua carga, tendo na cola alguns caras fardados.

    Estou ainda meio confusa quanto às possíveis manifestações políticas. Se de fato começar, vai ser através da galera socialista de iphone que vai pedir um "Fora Teme" ou Intervenção Militar Já.


    "e o IMB aqui falando abobrinhas, defendendo gente que aumentou preço em "tempos de guerra" "

    Não sei se falar sobre escassez é abobrinha, como disse. Fato é que essa situação independe de nossa vontade. lógico que é ruim ter preços exorbitantes de determinados insumos, onde nem temos direito para onde correr, nesse cenário com a presença terrível do mercado nos sacrificando.

    Esfria a cabeça, cara! Tamu no cu da cobra mesmo. Tu num tá sozinho nessa!



  • Insurgente  29/05/2018 18:29
    Corrigindo:

    onde há [...]mercado nos sacrificando. leia-se estadonos sacrificando.
  • Largeur d'un cercle  30/05/2018 15:23
  • Richard Gladstone de Jouvenel  30/05/2018 18:14
    Por acaso, o distinto cavalheiro leu este artigo:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2897

    Creio que ele deve dirimir todas as vossas dúvidas, e quiçá, dissipar todo ódio que vai nesse seu coraçãozinho...
  • Luiz Moran  29/05/2018 16:42
    1 presidente
    2 presidentes do legislativo
    27 governadores
    81 senadores
    513 deputados federais
    1.059 deputados estaduais
    5.570 prefeitos
    59.591 veradores
    730.000 em cargos comissionados
    Ministros
    Juízes
    =
    elite burocrática sanguessuga
  • Dudu  29/05/2018 16:58
    E não se esqueça dos funças municipais.
  • Insurgente  29/05/2018 18:26
    E dos filhos e mulheres e apaniguados dessa thurma toda!
  • só observo.  30/05/2018 10:40

    Luiz Moran
    1 presidente
    2 presidentes do legislativo
    27 governadores
    81 senadores
    513 deputados federais
    1.059 deputados estaduais
    5.570 prefeitos
    59.591 veradores
    730.000 em cargos comissionados
    Ministros
    Juízes

    se juntarmos todo esse cartel, que você listou, e outros que não estão na lista, olha o rombo que tem, só em salários dos políticos. Benefícios e privilégios em reajustes nos cofres públicos. catastróficos. !!!!!!!!
  • Fator adicional  29/05/2018 16:42
    Sem contar que, com o aumento de preço, isso estimula outros competidores a oferecem o mesmo produto (num mercado livre, é claro), reduzindo a margem, reequilibrando a oferta e, consequentemente, derrubando novamente o preço.
  • Tannhauser  29/05/2018 16:46
    No desastre natural da ilha, os mais pobres continuariam sem comida, pois não conseguiriam comprar os alimentos que estão mais caros.

    Nestes casos, o melhor não seria um racionamento dos produtos (cotas por pessoa), como foi feito por uma rede de supermercados nesta semana?

  • Magno  29/05/2018 17:15
    Se for por iniciativa própria e individual do estabelecimento, sem problema nenhum.

    "os mais pobres continuariam sem comida, pois não conseguiriam comprar os alimentos que estão mais caros"

    Menos, meu caro. Não existe isso de "preços tão altos que os pobres não podem pagar". O que existe, isso sim, são "preços tão altos que os pobres terão de abrir mão de várias comodidades, como cervejinhas, saídas para botecos e roupas mais chiques, para poder comprar ovos e bife".
  • Xavier  29/05/2018 18:46
    "No desastre natural da ilha, os mais pobres continuariam sem comida, pois não conseguiriam comprar os alimentos que estão mais caros."

    Os mais pobres, justamente por terem de satisfazer estas suas necessidades mais prementes, terão de abrir mão de todos os outros gastos, supérfluos ou não. Por exemplo, nada mais de cervejinha no bar com os amigos. Nada de show de forró. Nada de comprar novos desodorantes. Nada de churrasco na laje. Nada de gastar com qualquer coisa que não seja o essencial.

    Isto é agradável? Nem um pouco. Mas entre ter de fazer sacrifícios para comprar bens necessários ou simplesmente não ter o que comprar (e morrer), garanto que a primeira opção é preferível.
  • Gabriel  29/05/2018 23:06
    Quem seria o retardado que aumentaria o preço a tal ponto que os pobres, uma fatia muito grande de consumidores, não pudessem comprar nada?
  • Leonardo Sakamoto  29/05/2018 16:53
    Represento a agência checadora.

    Falando em Joel Pinheiro da Fonseca, tomamos um chopp na Vila Madalena, checamos esse artigo e decidimos que isso é fake news.
  • Dean  29/05/2018 17:29
    A piada "Vender o carro para comprar gasolina" não é tão engraçada agr, não é mesmo?!
  • João Girardi  29/05/2018 17:47
    Off topic - penso que se tem algo que essa greve dos caminhoneiros provou é o quanto essa ideia de guerra por recursos naturais é idiota. As pessoas preferiram guardar combustível pois não sabiam quando abasteceriam novamente, em vez de tomarem a decisão que os esquerdistas geralmente consideram "lógica" em cenários de escassez: formar gangues de motoqueiros e gastar o restante da gasolina guerreando entre si.
  • Pobre Paulista  29/05/2018 19:06
    Ao vencedor, as batatas
  • Gustavo Arthuzo  29/05/2018 18:24
    Além da teoria da escassez, os produtos são propriedade privada e se os postos entenderem por queimar a gasolina pra ver o caos ser instaurado, o Estado não pode (não deveria poder) intervir.

    O prefeito de SP foi aplaudido por ameaçar tomar a gasolina dos postos.

    Brasileiro sempre aceita um pouco mais de intervenção do Estado, se vai resolver seu problema, os reflexos disso são ignorados.

    O mesmo que comemora hoje o "congelamento" dos preços, vai chorar amanhã quando o Estado intervir na sua empresa, na sua vida; aumentando impostos ou criando regulamentações esdrúxulas.
  • MAURICIO YUZURI  29/05/2018 18:34
    Mesmo neste cenário de protesto não deveria haver um consenso entre os donos dos postos para não aumentar pelo menos neste momento? Ou eu devo deixar o mercado regular independente do protesto?
  • Thomas  29/05/2018 18:50
    Ué, façam como quiser. Se não aumentarem o preço, acabará o estoque rapidinho. Simples assim.

    É incrível como há gente que realmente acredita em mágica, e que acha que a economia é movida à base de sentimentalismos e emoções.
  • Renato  29/05/2018 18:43
    Otimo artigo. E as pessoas nao entendem que no atacado tambem existe a lei da Oferta & Demanda. Aumentar os preços é um meio necessario para o empresario poder continuar com as portas abertas. Caso contrario, o barato vai sair caro.
  • jax  29/05/2018 22:47
    o que aconteceu foi o contrario, foram coagidos a continuarem a vender pelo mesmo preço e quando acabou tudo fecharam as portas,

    e o prejuizo por ficar sem operar?
  • Angrigo  29/05/2018 19:20
    Desculpem minha ignorância, mas porque não estabelem cotas para abastecimento ao invés de aumentar os preços?
  • Ludwig  29/05/2018 19:27
    Porque cota é uma imposição totalitária. Apenas o consumidor sabe exatamente de quanto ele precisa, e quanto está disposto a pagar pelo que quer.

    Se eu sou um médico e tenho de viajar 200 quilômetros para um caso de vida e morte vou precisar de muito mais gasolina do que um aposentado que quer apenas manter seu carro bem abastecido.

    O sistema de preços regula isso muito bem. Já o sistema de cotas anula isso completamente.
  • caminhoneiro  29/05/2018 19:45
    Só quem trabalha com um caminhão sabe o que sofre.

    Hoje um caminhoneiro tem que PAGAR PARA TRABALHAR.

    Um caminhão faz média de 1 a 1.5 km por litro com valor R$ 3,56 no DIESEL.

    Um pneu custa 2 mil REAIS...

    E longe da família...
  • Yokohama  29/05/2018 20:13
    O pneu custa R$ 2.000 simplesmente porque o estado brasileiro é campeão mundial na tributação da importação de pneus. Cadê os caminhoneiros protestando contra essa obscenidade? Não vi nenhum. Todos estavam mais ocupados defendendo reserva de mercado e preços tabelados.

    "Fato curioso é que a defesa comercial do Brasil aplica tarifas punitivas por dumping em pneus de carga oriundos da África do Sul, Coréia do Sul, Japão, Rússia, Tailândia e Taiwan. Em pneus de passeio, tarifa as importações da China, Coréia do Sul, Tailândia, Taiwan e Ucrânia. "Interessante que boa parte dos pneus importados pela indústria não são oriundos desses mercados", lembra.

    Segundo Milton Favaro Junior, o Brasil é o segundo país do mundo que mais pratica medidas protecionistas e, no caso de pneus, é recordista mundial. "Temos países que simplesmente deixaram de vender ao Brasil por força dessas medidas, como a Ucrânia", ressalta."

    exame.abril.com.br/negocios/dino/importacao-de-pneus-cai-336-e-superavit-comercial-cresce-401-shtml/

    www.transportepress.com/camex-eleva-imposto-de-importacao-de-pneus-para-25/

    E isso ainda está desconsiderando IPI e ICMS, que aumdntam ainda mais a absurdidade. Taí uma pauta para os caminhoneiros honestos realmente abraçarem.
  • Demolidor  29/05/2018 21:44
    A única coisa boa das paralisações foi a revolta generalizada contra o governo, absolutamente legítima. A péssima é que se espera que justamente o governo resolva, contra seus próprios interesses, não só por parte de quem deu início ao movimento (o que já era esperado), mas da própria população, em geral.

    Espero, do fundo do meu coração, que este mal acabe vindo para o bem, com menor resistência governamental a cortar na própria carne. Quem sabe 2018 não seja um 2013 melhorado...
  • Roger Machado  29/05/2018 23:17
    Por isso eu já falei aqui que o IMB deveria se aproximar de candidatos como Amoedo e Bolsonaro (não tirar fotinhas e mostras pra todos que foram falar com eles, mas mostrar as ideias austríacas em privado).

    Alckmin pertence a um partido que não tem interesse em fazer grandes mudanças no status quo. Maia eu não sei opinar.
  • Nordestino Arretado  30/05/2018 14:02
    Bolsonaro? Kkkkkkkkkkkkkkk o cara já falou 500 vezes que não venderia a Petrobrás. O cara fala em cortar impostos e regulações, mas não vejo ele falar em cortar um único centavo dos gastos do governo, alguém aí tem dúvidas que essa política será um desastre?
  • Roger Machado  30/05/2018 14:45
    Então permaneça sendo escravo na sua região coronelista. Eu pelo menos já dei algum tipo de solução que pode dar resultados positivos.

    Amoedo e Bolsonaro, ao meu ver, são os únicos que poderiam fazer alguma reforma liberal mais radical. Alckmin, vai fazer alguma reforma, mas vai fazer reformas bem tímidas por causa do partido que ele pertence. FHC quando fez reformas de privatização, teve que ceder ao establishment elevando a carga tributária e criando agências reguladoras.

    Se o Amoedo estivesse na posição do Bolsonaro nas pesquisas, nem precisaria procurar o Bolsonaro para tentar enfiar sensatez econômica na cabeça dele antes das eleições, mas todos sabem que esse não é o caso.
  • Desconhecido  30/05/2018 16:59
    Larga de se burro, Bolsonaro não é solução para nada, não tem proposta econômica nenhuma, é um homem contraditório e demagogo. O cara se negou a votar na reforma trabalhista (covarde) e votou contra a da previdência, além de tudo, usa e a abusa dos gordos benefícios de deputados.

    Amoedo é uma opção melhor, não vai ganhar, e se ganhasse não teria apoio do legislativo para fazer nada, mas é a melhor opção que existe.
  • Insurgente  30/05/2018 17:26
    Também concordo. Do ponto de vista meramente político e com o discurso praticamente fechado com uma parte da direita nacionalista que gosta de rigidez, Bolsonaro tem de alguma forma crescido aqui e ali. Até as frases mais discrepantes que ele soltou no início de suas falas na mídia vem sido revisadas numa nova análise e contexto por alguns.

    Há questões a serem vencidas por ele, principalmente quando da composição das casas. O partido ao qual vinculou-se possui inexpressiva imagem na composição das cadeiras, não fazendo tanto alarde no momento. Há poucos candidatos pelo PSL e baseado no histórico ainda haverá muito esquerdista falando merda por lá.

    Com a interação e a formação do planejamento econômico de seu governo, o escolhido Paulo Guedes tem mostrado que o então presidenciável deseja uma pauta liberal em seu modo de governar. No entanto, o histórico da direita é manter-se firme a um pensamento de nacionalismo o que pode resultar numa dúbia conjectura, ponto de fulgor ideólogico onde quem resplandecerá é aquela velha política de preservação dos valores já enraizados na população com a continuidade aí presente; as mesmas estatais, as agencias, e todo o aparato já conhecido.

    Quanto a Amoedo, com seu arrojo liberal, premia os ouvidos libertários com sua pauta, mas não tem expressão frente ao tenebroso calabouço político. Existe uma lacuna ideológica entre a esquerda, a direita e o liberalismo que já o oprime agora, sem mesmo tê-lo chegado lá. Acredito que os liberais concordam que esse cara seria mais adequado para o Brasil atual, mas vejam só, ele também como novo precisará de mais tempo para amadurecer o pensamento das massas.

    Como a maioria acéfala sedentos por estado ainda vive aqui e derivadamente se verá o resultado disso nas urnas através de candidatos de esquerda compondo a maioria das cadeiras, será muito trabalhoso o encaminhamento de pautas contrárias a elas e suas aprovações, sem que se tenha muito choro e ranger de dentes da sociedade.




  • Nordestino Arretado  30/05/2018 19:36
    Meu caro, o instituto Mises não quer envolvimento com políticos, me parece que você caiu de paraquedas aqui, pois se estivesse aqui há mais tempo perceberia que este instituto quer é distância de partidos e políticos, não é á toa que tem artigos aqui que criticam políticos tanto de esquerda, como de direita. Sobre o Bolsonaro, pelo amor de Deus! O cara até um dia desses votava à favor de projetos do PT, em um ano o cara simplesmente vira a casaca a passa a defender o contrário, sendo que em toda sua atuação parlamentar só elaborou projetos de lei nada liberais? Ah tenha santa paciência, esse cara na presidência vai ser igual ao FHC, vai morder de um lado e assoprar a esquerda do outro.
  • Insurgente  01/06/2018 12:12
    Nordestino,

    Acompanho o IMB a um certo tempo, e sei, obviamente, do seu foco.

    Mesmo sendo um tema indigesto se faz necessário certa análise. O comentário foi relacionado ao assunto política, mas não deixa de nos fazer pensar sobre o que está por vir na questão econômica, afinal, no modelo atual brasileiro de governo, muitas ações relacionadas a economia passam por um grupo de pessoas que forma eleitas, querendo nós ou não.

    E talvez seja uma parte do nossos problemas, não querer validar que ainda precisamos fazer essas análises. Se o que queremos é justamente alguém que, sei lá, "ajude" a chegar justamente no ponto em que precisamos ter uma pessoa - ou um grupo delas - apoiando esses ideais liberais, para que quem sabe, algo ao menos seja feito em prol do livre mercado.

    Então passa por ao menos, analisá-los à luz da política em si, e das questões ideológicas que os trazem para esta cena.

    ...

    P.s: Sou do nordeste como tu e sou mulher. Insurgente pode ser usado tanto para o feminino quanto para o masculino.

    Comece assim da próxima vez:

    Minha Cara,

    Realmente o IMB não trata desse tema, pelo menos não na luz da política estratégica, mas nos faz refletir que diante daquilo que permeia o arranjo atual de governo, nos ajuda, com base em suas análises diárias, a analisar todas as questões que inerentemente estão relacionadas a economia, pois ainda, aqui no Brasil,os dois temas não estão dissociados....






  • Nordestino Arretado  02/06/2018 14:46
    Ok, obrigada insurgente, peço perdão ao colega Roger se fui grosseiro, pois como digito no celular não dá para fazer textos muito bem elaborados.
  • Lee Bertharian  31/05/2018 19:02
    A diferença é que Amoedo é sincero (espero) e Bolsonaro transmutou-se em "liberal" (após 20 anos de estatismo) às vésperas de uma eleição... acredite quem quiser!
  • Rafael  29/05/2018 21:31
    É um tema de digestão difícil porque está martelado na nossa cabeça que isso é errado. Eu me lembro de um caminhoneiro que após a tragédia de Teresópolis e Nova Friburgo em 2011 estava vendendo garrafão de 20 L de água a um preço alto e quase foi linchado pela multidão. Ninguém levou em conta o risco que ele se submeteu ao encarar estradas em situações perigosas. Ele foi lá para ajudar e acabou sendo tratado como explorador. Eu pessoalmente não veria necessidade de cobrar tanto, eu colocaria um preço menor e venderia tudo muito rápido...
  • Pedro  29/05/2018 21:40
    E por causa disso não haverá incentivo nenhum para quem é de fora ir até a região problemática ofertar seus produtos, já que vale mais a pena continuar vendendo onde quer que esteja. Ou não há incentivo, para quem já é dessa região, a vender seus produtos no final.

    Se eu sou dono de uma padaria e tenho bastante água em estoque em uma região problemática e não posso subir meus preços, compensa mais estocar essa água para uso pessoal, porque pelo menos eu me garanto, melhor do que vender essa água por um preço bem abaixo do que ela tá valendo e correr o risco de ficar sem depois.

    As pessoas acabam prejudicando a elas mesmas com essa idéia de que é errado subir os preços quando há falta de algum produto em alguma situação de emergência, pois é justamente nela que a alta nos preços se faz mais necessária.
  • Caio Nascimento  29/05/2018 21:33
    Ninguém viu que o carinha colocou o nome de Sarney? Era uma piada...
  • Rafael Queiroz  29/05/2018 22:45
    Há ainda outro fator a ser considerado no tabelamento de preços. A inibição da inovação. Mesmo nesse curto intervalo de tempo, imagine que um empresário tenha um posto próximo ao mar e decida trazer o combustível em galões de barco. Provavelmente, por ser um transporte precário, o custo será elevado. Ele não poderá repassar esse valor para o preço e terá que desistir de vender. Aquele combustível mais caro, que poderia ser útil mesmo assim a alguns consumidores, deixaria de estar disponível.
  • Felipe Lange  30/05/2018 00:01
    Sinceramente quem legisla para tabelamento de preços merece pena de morte por forca. O sujeito está praticamente pedindo por escassez e, no caso de alimentos, inanição em massa.
  • Anonimo  30/05/2018 00:21
    Um ótimo texto que apresentou um diferente ponto de vista da que as redes sociais transmitem. Entretanto, desculpa minha ignorância, mas com o aumento de preços, quem tem mais dinheiro poderia pagar por tudo, e o trabalhador que possui uma baixa rende e depende do meio de transporte não iria sair prejudicado da mesma forma mencionada no texto? Não estou defendendo o congelamento dos preços, gostei do ponto de vista apresentando, porém queria compreender melhor. O que eu vi na minha cidade por exemplo, o combustível acabou (sim, por conta de muita compra desnecessária e egoísmo da população), porém a grande maioria (rico ou pobre) conseguiu abastecer seu veículo. No caso de um preço abusivo, o que garante que não iria acabar da mesma forma, porém apenas utilizado pelos ricos? Talvez duraria uma semana a mais, mas não muda o fato que o trabalhador (baixa renda) que precisasse ainda continuaria sem combustível, da mesma forma que está ocorrendo agora.
  • Xavier  30/05/2018 04:18
    "na minha cidade por exemplo, o combustível acabou (sim, por conta de muita compra desnecessária e egoísmo da população), porém a grande maioria (rico ou pobre) conseguiu abastecer seu veículo."

    Percebeu sua contradição? Se o combustível acabou, entao, por definição, tá cheio de gente com o tanque vazio. Como você pode então dizer que "a grande maioria (rico ou pobre) conseguiu abastecer o veículo"?

    Isso não faz sentido nenhum. Posso lhe garantir que a verdadeira grande maioria (rico ou pobre) continua sem nada no tanque. E também posso lhe garantir que quem conseguiu encher o tanque era gente que tinha muito tempo de sobra para ficar horas na fila.

    "mas com o aumento de preços, quem tem mais dinheiro poderia pagar por tudo, e o trabalhador que possui uma baixa rende e depende do meio de transporte não iria sair prejudicado da mesma forma mencionada no texto?"

    Se o litro vai a 10 reais, só quem tá jogando dinheiro fora vai encher o tanque, ainda mais sabendo que o preço dos alimentos tende a subir também por causa do desabastecimento generalizado.

    Já o pobre, de fato, vai sofrer com a gasolina a 10 reais. Mas ao menos ele vai ter gasolina. E comprará apenas o necessário para se locomover. (Aqui na minha cidade, os patrões estão comprando e distribuindo gasolina para seus motoboys).

    De resto, não existe isso de "preços tão altos que os pobres não podem pagar". O que existe, isso sim, são "preços tão altos que os pobres terão de abrir mão de várias comodidades, como cervejinhas, saídas para botecos e roupas mais chiques, para poder comprar ovos e bife".

    Justamente por terem de satisfazer estas suas necessidades mais prementes, eles terão de abrir mão de todos os outros gastos, supérfluos ou não. Por exemplo, nada mais de cervejinha no bar com os amigos. Nada de show de forró. Nada de comprar novos desodorantes. Nada de churrasco na laje. Nada de gastar com qualquer coisa que não seja o essencial.

    Isto é agradável? Nem um pouco. Mas entre ter de fazer sacrifícios para comprar bens necessários ou simplesmente não ter o que comprar (e morrer), garanto que a primeira opção é preferível.

    "No caso de um preço abusivo, o que garante que não iria acabar da mesma forma, porém apenas utilizado pelos ricos?"

    Porque o mecanismo de preços livres existe exatamente para evitar a escassez completa.

    "Talvez duraria uma semana a mais"

    Nossa, mas uma semana a mais é muito tempo em um cenário de escassez temporária. Uma semana é o tempo para o abastecimento voltar a se normalizar. Percebeu como é crucial o sistema de preços?
  • Joao  30/05/2018 13:34
    Como o mecanismo de preço livre, você mencionou que "só quem ta jogando dinheiro fora vai encher o tanque", e que o pobre de fato vai sofrer com a gasolina a 10 reais". Acredito que entendi bem o funcionamento deste ajuste de preço, entretanto, essa medida não iria afetar muito mais pessoas de baixa renda?

    "Mas entre ter de fazer sacrifícios para comprar bens necessários ou simplesmente não ter o que comprar (e morrer), garanto que a primeira opção é preferível. "

    Com certeza é preferível, porém, quanto mais baixa a classe, maior será o peso de 1 L de gasolina. O que garante que a parte da população que possui condições de comprar combustível (mesmo que aos poucos, sem encher seus tanques) iria se importar?

    Na atual situação, preços congelados, acabou pra todos, justamente por conta disso gerou toda essa repercussão, todo protesto, toda crítica ao governo.

    Em um cenário de preços abusivos, essas revoltas/protestos não perderia o apoio da população mais rica, uma vez que estes ainda terão capacidade de comprar combustíveis mesmo que caro?
  • Xavier  30/05/2018 14:01
    "Acredito que entendi bem o funcionamento deste ajuste de preço, entretanto, essa medida não iria afetar muito mais pessoas de baixa renda?"

    Ora, é claro que vai. Mas a alternativa a isso é simplesmente não ter gasolina nenhuma.

    O que é preferível: alguma gasolina a 7, 8 reais ou gasolina nenhuma a 4 reais?

    Na prática, você está querendo gasolina farta e barata em um cenário de escassez total. Isso é querer a utopia.

    Em um cenário de colapso, é essa a realidade que se tem. E é óbvio que essa realidade sempre será pior quando comparada a cenários mais róseos, em que tudo funciona perfeita e normalmente.

    "Com certeza é preferível, porém, quanto mais baixa a classe, maior será o peso de 1 L de gasolina."

    Obvio, ué. Exatamente como falei acima. É claro que quem é mais pobre terá mais dificuldade. Qual exatamente é a surpresa? Se, mesmo em um cenário normal, o pobre já tem mais dificuldade para tudo, como é que você vai querer que em um cenário de colapso a situação dele não piore?

    Na prática, você está querendo que a situação do pobre seja a mesma tanto em um cenário normal quanto em um cenário de colapso. Ora, isso é absolutamente impossível. Se até a vida do rico piora num cenário de colapso, por que você acha que a vida do pobre não poderá piorar também?

    "O que garante que a parte da população que possui condições de comprar combustível (mesmo que aos poucos, sem encher seus tanques) iria se importar?"

    Não entendi.

    "Na atual situação, preços congelados, acabou pra todos, justamente por conta disso gerou toda essa repercussão, todo protesto, toda crítica ao governo."

    Correto.

    "Em um cenário de preços abusivos, essas revoltas/protestos não perderia o apoio da população mais rica, uma vez que estes ainda terão capacidade de comprar combustíveis mesmo que caro?"

    Não sei se entendi muito bem. Você está dizendo que a realidade econômica não deve ser estabelecida porque, se for, os ricos deixarão de protestar?
  • Mauro  30/05/2018 14:09
    "Se, mesmo em um cenário normal, o pobre já tem mais dificuldade para tudo, como é que você vai querer que em um cenário de colapso a situação dele não piore?

    Na prática, você está querendo que a situação do pobre seja a mesma tanto em um cenário normal quanto em um cenário de colapso. Ora, isso é absolutamente impossível. Se até a vida do rico piora num cenário de colapso, por que você acha que a vida do pobre não poderá piorar também?"


    Muito bem colocado.

    No fundo é exatamente esse o problema: as pessoas simplesmente se recusam a aceitar o fato de que, em um cenário de colapso da oferta, a situação de todas as pessoas irá piorar, tanto a do pobre quanto a do rico.

    Mais absurdo ainda: elas querem que a situação do pobre permaneça absolutamente a mesma de quando o cenário era normal.

    Ou seja, elas querem a abolição da realidade econômica.

    É claro que uma gasolina a 8 reais ferra o pobre. Mas o padrão de vida do rico também piora. E, embora rico e pobre estejam piores, é claro que o rico ainda continuará melhor que o pobre. Qual o espanto?

    O que as pessoas simplesmente não aceitam é o fato de que, sim, a situação do pobre piorará com o colapso da oferta, e isso é inevitável. E aí recorrem a sentimentalismos e emotivismos baratos ("ai, vai ficar difícil pro mais pobre""), achando que tal apelo pode revogar as leis da economia. E aí, com base nisso, saem pedindo controle de preços, o que fará apenas com que nem pobre nem rico consigam nada. Solução genial.
  • Joao  30/05/2018 16:00
    "No fundo é exatamente esse o problema: as pessoas simplesmente se recusam a aceitar o fato de que, em um cenário de colapso da oferta, a situação de todas as pessoas irá piorar, tanto a do pobre quanto a do rico.

    Mais absurdo ainda: elas querem que a situação do pobre permaneça absolutamente a mesma de quando o cenário era normal. "


    Não foi esse meu ponto, quanto a piorar pra pobre ou rico, isso é fato. O que me parece que não é uma piora proporcional, enquanto pra quem tem dinheiro irá piorar apenas um pouco, pra quem não tem me parece que irá piorar muito mais. É isso mesmo? Deveria ser assim?



    "E aí, com base nisso, saem pedindo controle de preços, o que fará apenas com que nem pobre nem rico consigam nada. Solução genial."

    Pode não ser genial, porém neste caso todos são afetados de maneira igual.
  • Mauro  30/05/2018 18:41
    "O que me parece que não é uma piora proporcional, enquanto pra quem tem dinheiro irá piorar apenas um pouco, pra quem não tem me parece que irá piorar muito mais. É isso mesmo?"

    Ué, e quando melhorar (voltar ao normal), a melhora será proporcional? Claro que não. Para quem é rico, a melhora também será muito mais intensa. O cara tem mais dinheiro e o preço estará caindo. O ganho real dele será muito maior.

    "Deveria ser assim?"

    Viu só? Você continua achando que a realidade econômica pode ser abordada via coitadismos e vitimismos. Não é assim que a economia do mundo real funciona.

    No mundo dos sonhos, da ilusão, onde tudo é perfeito, tudo "deveria ser" como desejamos. Eu mesmo acho que eu deveria ter a conta bancária do Cristiano Ronaldo, e a vida boa de um vereador. Acho que a minha vida "deveria ser" assim. Mas não é. O que fazer?

    Aliás, mais ainda: como fazer para que minha vida seja assim em meio a um colapso da oferta?

    "Pode não ser genial, porém neste caso [escassez total] todos são afetados de maneira igual."

    Não posso acreditar que você realmente defende isso. Se for, fim.
  • Guilherme  30/05/2018 18:47
    "Pode não ser genial, porém neste caso [escassez total] todos são afetados de maneira igual."

    Rapaz, isso é o igualitarismo levado ao seu extremo mais insano. "Prefiro que ninguém tenha gasolina a 4 reais do que todo mundo ter volumes diferentes a 8 reais!"

    A população desse país realmente é insana.
  • classe média barranco abaixo  30/05/2018 00:42
    hoje fui ao carrefour anchieta aqui em SP fazer uma compra básica. havia uns 120 carros na fila para abastecer, às 1900h... fiz uma compra de R$ 210,21. de impostos federais paguei R$ 15,97 (7,60%) e estaduais R$ 29,21 (13,90%)... lembrei q já é quase final de mês e o vai ser descontado um belo à titulo de imposto de renda sem que Eu nem veja a cor do dinheiro... o sentimento ao final foi, tem hora que cansa ser brasileiro e suportar essa cambada de vagabundo que age como senhor de engenho pra cima da gente...
  • Imigrante  30/05/2018 12:40
    Vocês que decidiram ficar no Brasil merecem isso e muito mais. Aliás, este muito mais será breve, 2019 está aí e Cirão presidente concluirá o que Lula e Dilma deixaram inacabado.
  • Felipe  30/05/2018 14:28
    Nem fala em Ciro que dá até calafrio.

    Se ele começar a despontar nas pesquisas, aí começo de verdade o plano de sair do Brasil.
  • Adriano  30/05/2018 02:10
    Falar em aumento de preços em situação de escassez no Brasil é pedir pra ser linchado. O povo aqui é ignorante demais em economia pra pelo menos fazer um esforço de tentar entender o porquê das coisas. Prefere ficar discutindo emocionalmente, como se o esperneio tivesse a capacidade de modificar a realidade.

    Essa incapacidade de correlacionar causa e efeito, de diferenciar discurso da realidade, é o que faz do brasileiro uma presa fácil dos políticos vendedores de ilusões e aproveitadores da desgraça.
  • Tarantino  30/05/2018 03:23
    Se a cidade ficou ilhada, como os ricos puderam viajar para suas casas de campo?
    Sinceramente, se as casas do bairro onde moro desmoronassem, e ficássemos sem água potável, tal qual aconteceu no RJ há alguns anos, eu ficaria muito bravo se aparecesse alguém vendendo garrafa de água de 1,5 l a R$15,00.
  • Primata  30/05/2018 13:56
    Então é preferível ficar sem água (e morrer de sede) do que ter água disponível a um preço mais caro ? Deus meu, é muito egoísmo na forma de gente !
  • Tarantino  31/05/2018 17:26
    Sim, mas o problema é que geralmente tais calamidades ocorrem em locais de população pobre, que não tem quase nada, caso contrário estariam morando em lugares melhores, e água potável caríssima vai deixar o pobre mais ferrado ainda, ou então nem condições de comprar tal água ele terá. Por isso muitos emigram, por exemplo, aqui em SP, ele pode perder tudo em uma enchente, mas será muito difícil morrer de sede ou fome.
  • Marco Aurélio Iurk   30/05/2018 10:17
    E quanto ao limite de quantidade pré estabelecido? A partir de uma situação crítica ou catastrófica o certo seria de se estabelecer teto na quantidade. Aqui em Curitiba alguns mercados o fizeram, e alguns postos de combustíveis também, além de não permitirem abastecer galões? ???
  • Ludwig  30/05/2018 12:34
    Se quiserem fazer voluntariamente, que o façam. Mas cota, além de ser uma imposição totalitária, é também totalmente ineficiente. Apenas o consumidor sabe exatamente de quanto ele precisa, e quanto está disposto a pagar pelo que quer.

    Se eu sou um médico e tenho de viajar 200 quilômetros para um caso de vida e morte vou precisar de muito mais gasolina do que um aposentado que quer apenas manter seu carro bem abastecido.

    O sistema de preços regula isso muito bem. Já o sistema de cotas anula isso completamente. E aí o paciente pode morrer.
  • Felipe  30/05/2018 11:47
    Ficou ainda mais evidente essa semana que não temos estrutura nenhuma para situações de emergência. Se o Brasil entrasse em guerra hoje, uma meia dúzia de bombardeios seria suficiente para parar o país inteiro e matar todos de fome e escasez sem nenhum esforço. Sem contar que "nosso" exército possui munição pra uma hora de guerra. Vamos montar um exército e tomar o poder? Kkkkkk
  • Ancap  30/05/2018 14:00
    É o que propus em outro artigo. Quem tem um olho em terra de cego é rei.
  • thiago  30/05/2018 12:00
    Lembrei da Dilma reduzindo o preço da energia elétrica em 2013 2014, com fins políticos e eleitorais, período em que começava a escassez nos reservatórios. A tendência natural é que as pessoas gastem mais: um banho quente mais demorado, mais ar condicionado, etc. O consumo se deu como se houvesse abundância de um recurso que, na verdade, estava cada vez mais escasso. Isso contribui para a situação crítica que vimos na sequência.
  • vinicius  30/05/2018 12:47
    O pibinho do 1º tri saiu, peguem uma lupa senão não dará pra ver:

    www.infomoney.com.br/mercados/politica/noticia/7446522/pib-brasil-cresce-primeiro-trimestre-levemente-acima-das-expectativas
  • Leandro  30/05/2018 12:58
    Aproveito a oportunidade para dizer que foi totalmente dentro do esperado, pois já era indicado pelo fraco crescimento dos depósitos em conta-corrente.

    postimg.cc/image/6umx1ft87/

    Para saber mais sobre essa crucial teoria, sugiro, como sempre, este artigo:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2852
  • Leandro  30/05/2018 13:09
    Aliás, esmiuçando um pouco os números, eles são melhores do que parecem. Investimentos aumentaram e gastos do governo caíram. Exatamente como tem de ser.

    "Do lado da demanda, o consumo das famílias manteve a trajetória de recuperação com alta de 0,5%, acima do esperado pelas projeções, e os investimentos subiram 0,6%. Já o consumo do governo teve queda de 0,4%, no 5º recuo seguido.

    O IBGE revisou o PIB do 4º trimestre de 2017 de alta de 0,1% para 0,2%, o do 3º trimestre de 0,2% para 0,3% e o do 1º trimestre de 1,3% para 1,1%."

    agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-sala-de-imprensa/2013-agencia-de-noticias/releases/21312-pib-cresce-0-4-no-1-tri-de-2018-frente-ao-4-tri-de-2017.html

    g1.globo.com/economia/noticia/pib-do-brasil-cresce-04-no-1-trimestre.ghtml
  • Pobre Paulista  30/05/2018 23:14
    O pior de tudo é ter de reconhecer que o Temer tem feito um bom trabalho na economia. Discreto e insuficiente, mas na direção correta.
  • Demolidor  31/05/2018 08:53
    Pois é. Gradualista, bem aquém da necessidade, mas na direção correta. E nós tivemos uma amostra do que é mexer com grupos de interesse.

    É justa a reivindicação dos caminhoneiros? É, afinal arcam com tarifas de importação e IPI de caminhões, pneus, peças, etc., extremamente altas. Além disso, o combustível é taxado pesadamente, principalmente na esfera estadual.

    No entanto, é um setor que há não muito tempo vinha recebendo subsídios, principalmente, no diesel e no financiamento, através de FINAME e BNDES. Com o fim dos estímulos, ficou apenas com a conta para pagar. Mas muita gente ficou viciada no arrego governamental, o que dá para ver pelas demandas feitas pelas entidades patronais.

    Numa economia de livre mercado, aqueles que não estiverem conseguindo arcar com os custos simplesmente sairiam do mercado. No entanto, o ajuste que estamos vendo é mais pesado no setor de transportes, porque não só não saímos de um arranjo de livre mercado, com subsídios, como fomos para outro estatista, onde a melhora de caixa da Petrobras (monopólio) e dos governos tem de ser pagas por eles. Eu não vejo que esse setor necessariamente desincharia em um livre mercado, afinal ainda estamos em uma recessão provocada por medidas governamentais.

    Dá para vermos, na prática, por qual motivo Rothbard defendia um ajuste abrupto rumo ao livre mercado. Os resultados seriam sentidos, de imediato, pelas classes produtivas.
  • Felipe Lange  31/05/2018 17:43
    Leandro, você acha que com isso o governo brasileiro vai quebrar só no longo prazo?
  • Analista  01/06/2018 02:43
    Governo brasileiro vai quebrar até meados de 2019, explico:

    -Depois deste desastre social que foi a greve dos caminhoneiros onde boa parte da população aceitou seu autoflagelo para apoia-los, está mais que claro que o ajuste fiscal como proposto é intragável para o brasileiro médio;

    -A paralisação dos caminhoneiros e a absoluta degradação política vai favorecer o discurso populista e esquerda limpinha durantes as eleições, ambos pouco afeitos a reformas.

    -O governo que assumir em 2019 terá minoria no congresso, se tiver sorte estreará com 90 deputados na base, sem maioria no congresso não governa, sem governabilidade firme não passa reforma;

    -Crises econômicas para todos os lados, estados e municípios estão quebrados, alguns deles sem pagar seus servidores, dificilmente o candidato eleito o será sem acordos caros para resgatar estes estados e municípios;

    -Curta margem de manobras, ao fim de 2018 a dívida pública será de 80% do PIB segundo metodologia IMF, o déficit nominal com sorte de 7% do PIB, o país está no limite da credibilidade;

    -Estamento burocrático extremamente organizado para impedir a perda de seus privilégios, o arsenal jurídico de impedimento/protelação já está reunido, basta ler as atas de reunião dos principais sindicatos de servidores;

    -Ministério público, PGR e STF altamente politizados, a crise institucional está no auge, e seguirão legislando em 2019, sempre em detrimento da economia;

    -Rigidez orçamentária, o governo que assume em 2019, já em fevereiro precisará pedalar exatamente como Dilma para dar conta do cumprimento do orçamento, capaz de disparar uma discussão infrutífera de admissão de processo de impeachment e travar discussões no congresso, um autêntico passeio na beirada do abismo;

    O Brasil quebrado a longo prazo seria se o Temer conseguisse passar a reforma da previdência, mas sua curta visão administrativa, caráter pútrido e pouca ambição de escrever seu nome na história o fez um novo Sarney. Estou curioso para ler os artigos sobre o Brasil deste instituto ao final de 2018 e início de 2019.
  • Patricia Moura  30/05/2018 13:17
    Somente aqui pra eu manter um pouco a minha sanidade...
  • Insurgente  30/05/2018 18:00
    ...ou perdê-la por completo. Rsrsrsrs.
  • Dida  30/05/2018 14:43
    "Lula é a cara do Brasil" relutei, relutei muito...e fui muito longe em calorosos embates ideológicos para compreender a profundidade dessa frase...infelizmente a figura do ex-presidente Lula e a representação fiel da face do brasileiro médio...dificil lutar contra uma identificação tão profunda nas raízes de nossa essência!!!
  • Refugiado no eua  30/05/2018 16:24
    E por ai mesmo,e nao e so no Brasil nao.
  • Carolina  30/05/2018 15:03
    E manter o combustível com preço "baixo" depois desse período de escassez total incentiva ainda mais que as pessoas comprem em excesso. Aqui na minha cidade, que é pequena, é possível ir a pé a vários lugares. Mesmo assim, minha mãe acabou de ir abastecer sua moto, e falou de alguns motoqueiros com galões.
  • Insurgente  30/05/2018 18:02
    Mas menina! Cê deixou sua mãe comprar?
  • Carolina  30/05/2018 22:00
    Oxe, mas eu não controlo ninguém!
    Eu, na verdade, deixei todas as pessoas comprarem. Eu sou muito boazinha (e ainda mais preguiçosa).
  • tomista  30/05/2018 16:29
    mas preço justo não coisa de estatista. Preço justo até São Tomás usa nos seus livros.
  • Desconhecido  30/05/2018 17:21
    O artigo é bom, mas também poderia ter tocado por um outro ponto bem distorcido pela população, o da ética.

    Recentemente um posto foi fechado por cobrar 8,99 o litro, a ação foi massivamente apoiada na internet (sinceramente não li um único comentário contra a ação), o que mostra que as pessoas não tem a menor noção sobre liberdade e o direito de cada um agir como bem entender. Estamos perdidos.
  • Anos 80  30/05/2018 19:22
  • Alexandre  30/05/2018 18:06
    Nos EUA, quando há furacão ou tornado, todos os produtos aumentam de preço e ninguém protesta por isso. Lá isso é normal pois sua população não é ignorante.
  • Insurgente  30/05/2018 19:31
    Menino, tem umas pessoas fazendo um comparativo com o evento em que houve auxílio por parte dos comerciantes americanos quando do furacão Catrina onde foram doados alimentos entre outros insumos a população desabrigada assim como também com os motoristas franceses que fizeram corridas de táxi gratuitas para o deslocamento dos atingidos naqueles atentados em Paris.

    ...Lembro-me de ter visto numa reportagem, algo como preços super baixos para passagens aéreas saindo da zona do furacão nos EUA.

    Obviamente que pode ter ocorrido sim essas ações, mas no geral a escassez deve ter gerado aumentos nos diversos setores e ali próximo aos ocorridos.

    Trata-se de ignorância sobre o assunto. Até compreender sobre a escassez a fundo eu também me indignava. Cabe a quem sabe difundir a informação e o conhecimento para que aos poucos as pessoas compreendam a razão das coisas de maneira adequada.
  • Dallan  30/05/2018 19:01
    Uma razão a mais que não percebi se foi relatada no texto, mas também serve como argumento a favor do aumento dos preços, é o fato de que durante o período de escassez e normalização do abastecimento o dono do posto terá de arcar com os mesmos custos de salário e manutenção, porém com um número menor de vendas, já que o combustível ao preço normal vai acabar logo que o estoque atual finde.

    No mínimo, ele deveria vender o combustível disponível a um preço que possibilitasse honrar tais compromissos. E ainda assim a situação é complicada, pois até para calcular este preço mínimo ele talvez tenha que estimar alto, já que a escassez pode durar bem mais que o esperado.

    Quando falo isso para as pessoas e pergunto se elas vão lá depois perguntar ao dono do posto se ele não precisa de ajuda para arcar com esses compromissos, muitas abaixam a cabeça e ficam quietinhas.
  • jax  31/05/2018 22:11
    na realidade ele tomou prejuízo pois provavelmente ficou com o estabelecimento parado depois de ser obrigado a vender tudo pelo preço normal, mas ninguém se importa, a maioria não tem conceitos básicos de economia.
  • Fernando   01/06/2018 12:06
    Não houve produção mas mesmo assim haverá de ter renda paga aos frentistas e outros trabalhadores.

    Para mim isso justificaria o aumento dos preços e não-pagamento de salários pelo periodo parado. Põe nisso também o aumento da incerteza para os próximos meses justificando aumentos em toda a economia como também inibindo investimentos (produção), o que tende a pressionar ainda mais os preços.

    E ai do empresário que aumentar preços por conta disso ou querer negociar livremente com empregados uma flexibilidade salarial!!

    Põe na conta da justiça do trabalho e do povo que não entende o básico de economia e pede por "direitos".
  • Andre Cavalcante  30/05/2018 19:07
    Alguém tem algum link acadêmico sobre essa frase?

    "A função precípua do sistema de preços é exatamente essa: coordenar uma alocação racional de recursos escassos."

    Grato!
  • Paulo  30/05/2018 23:13
    Desculpe o OFF aqui.
    É que outros artigos não tem visibilidade para eu poder retirar uma dúvida;
    Todos os manuais keynesianos que eu abro diz que os keynesianos defendem um orçamento equilibrado em momentos de prosperidade econômica (mas não necessariamente reduzindo gastos), e deficits durante recessões..
    Porem, em um dos artigos no site do IMB, é dito que keynesianos defendem um ''déficits maiores durante as recessões, e déficits menores durante as expansões'' após uma correção da teoria original de keynes..

    Não encontrei nenhuma fonte explicando isso direito e estaria muito grato se alguém pudesse me explicar essa questão
  • Incognitto  31/05/2018 01:05
    Olá, tenho uma dúvida não relacionada com o texto que eu gostaria que vocês me respondessem:

    Já sabemos que a economia é a ciência que estuda a ação humana. Sabemos que ela é uma ciência a priori, derivada da lógica, não matematizável.

    Antes de seguir para a pergunta, deixo aqui a definição de finanças: é ciência da gestão do capital.

    Pois bem, sabemos que economia e finanças estão intimamente relacionados, mas eu queria saber se as mesmas características da economia também o são para finanças, ou seja, se finanças é uma ciência a priori, que não se pode utilizar matemática nela, ou se esse campo pode ser quantificado e modelado matematicamente sem incorrer em erros.

    Obrigado.
  • Rodrigo  31/05/2018 13:36
    Quando vc fala em finanças vc está falando em escrituracao. Ou está pensando administração, previsão de custos, bolsa, investimentose etc?

    Porque a primeira e totalmente matemática e lógica. Já a segunda sofre os efeitos da ação humana e isso destrói a previsibilidade absoluta da matemática.

    Claro que e possível prever e calcular o futuro, mas a margem de erro vai sempre crescendo de acorid com a complexidade e a quantidade de fatores envolvidos.

    Assim prever os custos do mês seguinte com uma boa margem de acerto e ate plausível. Mas prever exatamente o preço de uma ação e impossivel
  • Jo%C3%83%C2%A3o Pedro  01/06/2018 01:16
    Rodrigo, poderia me linkar artigos que falem mais sobre isso? porque o não uso da matemática e a defesa da praxeologia é o argumento principal que os críticos da escola austríaca usam. Lembro que um sujeito pós-keynesiano me disse uma vez que é possível sim, usar a matemática para prever ações, e que filósofos racionalistas tentaram usar o sistema a priori no passado e falharam.
  • Incognitto  03/06/2018 20:13
    Quando me refiro a finanças, me refiro à finanças em geral, desde finanças corporativas até finanças relacionadas a bolsas de valores, mercados financeiros, precificação de ativos.

    Eu sempre tive dúvidas com relação à isso, já que o campo financeiro usa conceitos econômicos. Por isso gostaria de saber se é correto utilizar a matemática avançada em finanças.

    PS: Por matemática avançada leia-se cálculo diferencial e integral e todas os conceitos derivados dele.
  • NEWTON CESAR DE FREITAS SPORTORE  31/05/2018 05:05
    Gostei do artigo, mas vou para um caso real. Fui até um posto e pude abastecer até R$ 80,00, para que todos pudessem ter um pouco de combustível, isso chama civilidade, faz parte de alguma teoria econômica ou tudo precisa ser tão complexo?
  • Ludwig  31/05/2018 13:35
    Faz, sim.

    Se você fez isso voluntariamente, parabéns. Foi uma atitude individual e espontânea, a qual não prejudicou ninguém.

    Já se esse valor foi pré-estabelecido pelo posto, como uma espécie de cota, não há nada de moralmente errado, mas é uma decisão que pode ter sérias consequências.

    Imagine que você seja um médico que tenha de viajar uns 200, 300 quilômetros para um caso de vida e morte. Você vai precisar de muito mais gasolina do que um aposentado que quer apenas manter seu carro bem abastecido.

    E aí? Por esse sistema de cotas, você simplesmente não conseguirá completar a viagem. E aí o paciente pode morrer. Já sem cotas, você pagará mais caro, mas ao menos terá a gasolina para salvar a vida. E aí? Qual é mais moral?

    Apenas o consumidor sabe exatamente de quanto ele precisa, e quanto está disposto a pagar pelo que quer. O sistema de preços regula isso muito bem. Já o sistema de cotas anula isso completamente.


    P.S.: já respondi a essa mesma pergunta pelo menos umas três vezes apenas aqui nesta mesma seção de comentários. As pessoas deveriam ao menos ler os comentários antes de fazer perguntas. Ficaria bem menos repetitivo.
  • Felipe  31/05/2018 23:20
    Newton,

    Mas limitar a quantidade por cliente não vai impedir que a gasolina acabe rápido. Mesmo quem não precisa muito de gasolina vai lá pegar a sua cota, só pra garantir. Quem tem mais tempo de sobra vai entrar na fila mais vezes, e por aí vai. Dito de outra forma: a limitação vai afetar o quanto cada cliente irá consumir, mas não vai afetar o consumo como um todo. Nesse cenário mais gente terá acesso ao combustível, ok. Mas ele vai acabar de qualquer maneira.

    Só mesmo o preço elevado irá reduzir a demanda, fazendo as pessoas perguntarem: "realmente preciso tanto assim de gasolina, para pagar caro por isso"?



  • Fiscal do Sarney (humanista)  31/05/2018 17:24
    Procon autua postos no DF que venderem gasolina acima de R$ 5,00

    economia.estadao.com.br/ao-vivo/protestocaminhoneiros
  • Emerson Luis  04/06/2018 10:45

    Fora que, com o preço normal em uma crise de abastecimento, alguns consumidores podem fazer estoque para revender.

    Além disso, o dono do estabelecimento não sabe quanto tempo durará o desabastecimento: se ele cobrar 25% mais, mas depois ficar uma semana sem vender, mal terá empatado.

    * * *
  • Cristiane de Lira Silva  04/06/2018 14:25
    Já estou sofri as consequências imediatas dessa crise de combustíveis e ainda vem o resto do desastre. É. Dessa vez vocês não estão fazendo terrorismo.
  • Brasileiro  05/06/2018 18:06
    Isso não é verdade IMB, aqui na minha cidade durante a greve, o preço do Tomate e demais itens do mercado subiu absurdamente e mesmo assim tinha nego levando kilos e kilos.
    A lógica esta correta, perfeito. Pra um país com educação e desenolvido

    Vi uma senhora levando cinco sacos de arroz que estava 19 reais o kilo...

    Aqui no Brasil as coisas não funcionam assim, falta educaçao financeira, nego é burro.

    Basta ver que adora um cartão de crédito pra entrar no rotativo e depois reclamar que os juros são abusivos.
  • Típico  05/06/2018 18:19
    E você, sem perceber, acabou se auto-refutando e comprovando o artigo.

    O tomate e o arroz acabaram? Não. Por quê? Exato, porque a subida de preços impediu o desabastecimento.

    Agora, apenas imagine se o preço não tivesse subido? Essa senhora, em vez de levar cinco sacos de arroz, chamaria os filhos e netos para carregar 20 sacos. E todo mundo ficaria sem nada.

    O tomate, que foi consumido apenas por quem o considerava indispensável e estava disposto a pagar mais caro por ele (exatamente a função dos preços), teria acabado, pois seria comprado totalmente por essa mesma senhora e absolutamente mais ninguém teria nada.

    Observe que, na prática, você está simplesmente dizendo que o brasileiro é insensível a preço, e que pouco importa o preço do tomate e do arroz, pois, qualquer que seja o preço, ele será consumido do mesmo jeito e em mesmas quantidades. Você realmente acredita nisso? Se sim, então você deve ser a única pessoa no país que pensa assim. Crie uma escola de economia para propagar essa tese.
    Aliás, estivesse você certo, por que os comerciantes de todo o país não elevam o preço do arroz e do tomate para níveis permanentemente altos e os deixam assim? Por que os preços já voltaram a cair?

    Raciocine mais antes de falar as coisas.


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