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É inevitável: sempre que uma categoria profissional faz greve, quem banca as exigências é você
No final, caminhoneiros e transportadoras aumentaram o poder do estado

Não foram poucos os leitores que nos enviaram mensagens exigindo que o IMB se manifestasse a favor da greve (que os defensores chamam de "paralisação") dos caminhoneiros.

Segundo esses leitores, os caminhoneiros estavam se manifestando contra o estado e exigindo a sua redução. Logo, dado que eles eram anti-estado, o IMB deveria se posicionar a favor deles — como, aliás, fizeram alguns institutos liberais.

O problema é que já somos muito escaldados nessa questão. No Brasil, quando uma categoria profissional faz greve (ou "paralisação", como queiram), ela nunca realmente quer a redução do estado. Ao contrário, aliás: quer mais privilégios garantidos pelo estado.

Esse é a regra: no setor público, categorias fazem greve por aumento salarial e manutenção (ou mesmo ampliação) de mordomias. O pagador de impostos banca as exigências. No setor privado, fazem greve por reserva de mercado, garantia de preços mínimos e isenções (esta última, uma demanda justa, desde que a isenção tributária não seja compensada sobre outros setores, que é o que sempre acontece). O consumidor banca as exigências.

No caso específico dos caminhoneiros e das transportadoras, embora de fato utilizassem um linguajar com sotaque anti-estado, exigindo a redução dos impostos (CIDE, PIS/COFINS e ICMS) sobre o diesel, as reais demandas eram muito mais estatizantes do que libertárias.

E isso ficou comprovado pelas medidas provisórias editadas pelo governo para satisfazer as demandas da categoria. Eis aqui a íntegra do documento que formalizou a ata da reunião dos caminhoneiros com o governo.

Vamos aos principais pontos.

1) Redução de R$ 0,46 no preço do diesel

Os caminhoneiros pediam uma redução entre R$ 0,40 e R$ 0,60. Conseguiram. Mas como será feita essa redução?

De um lado, o governo extinguirá a CIDE e reduzirá o PIS/COFINS que incide sobre o diesel, de R$ 0,46 por litro para R$ 0,35 por litro.

Essa é a única parte boa da notícia. Agora vem a encrenca.

Essa redução de impostos representará apenas R$ 0,16 de redução no preço do diesel. Como o governo prometeu redução de R$ 0,46, ainda faltam mais R$ 0,30. De onde virão?

Exato, de subsídios. O governo repassará dinheiro de impostos para a Petrobras (que, na canetada, reduziu o preço do diesel em suas refinarias) e para importadoras de combustíveis (responsáveis por 20% do consumo interno) para compensar essa queda forçada no preço.

Qual será o custo final de tudo? A extinção da CIDE e a redução do PIS/COFINS gerarão, segundo o próprio governo, uma queda na arrecadação de R$ 4 bilhões. Já os subsídios diretos custarão incríveis R$ 9,5 bilhões.

Ou seja: queda de R$ 4 bilhões na arrecadação e aumento de R$ 9,5 bilhões nos gastos. Isso dá um rombo total de R$ 13,5 bilhões. Que tal?

E como esse rombo será fechado? De concreto, haverá a reoneração da folha de pagamento de 28 setores. Ou seja, o governo irá aumentar o número de setores que voltarão a pagar imposto sobre a folha de pagamento (transportadoras estão excluídas). Esse projeto está tramitando no Senado.

O governo também afirmou que o restante virá da "reserva de contingência do Orçamento e de um forte corte nas despesas". Este último, obviamente, nunca ocorreu na história do país. Gastos nunca são cortados; no máximo, reduz-se seu ritmo de crescimento.

Eis, então, a primeira conquista: controle de preços, aumento do déficit orçamentário e aumento da carga tributária sobre outras empresas.

Nada libertário.

Ah, e de lambuja, o Procon irá fiscalizar se os postos irão realmente repassar às bombas essa queda no preço. Isso é uma espécie de reedição branda dos fiscais do Sarney.

Prossigamos.

2) Edição de Medida Provisória para extinguir a cobrança de pedágio pelo eixo suspenso de caminhões vazios em estradas federais, estaduais e municipais

Essa medida já era válida para as rodovias federais desde 2015. Agora, será também obrigatória para as rodovias estaduais e municipais, inclusive as concessionadas.

Qual o problema com essa medida? Vários. Citarei os três principais.

Para começar, essa medida representa a total abolição do federalismo (se é que ele já existiu no país) e da autonomia de estados e municípios. O governo federal revogou a autonomia de estados e municípios sobre uma determinada questão e simplesmente centralizou uma decisão paroquial em Brasília. Na prática, todas as estradas do país foram federalizadas.

Adicionalmente, tal medida gera uma inevitável incerteza jurídica. Empresas concessionárias que arremataram trechos rodoviários estaduais e municipais sob determinadas condições (como poder cobrar por eixo suspenso) agora, repentinamente, irão operar sob novas regras, definidas pelo governo federal. Houve uma alteração súbita nas regras, uma quebra de contrato, algo que não estava acordado no momento da concessão.

Pela lógica, futuras concessões sairão mais caras, pois as empresas obviamente levarão em conta essa incerteza jurídica.

Por fim, dado que a receita das concessionárias será reduzida por essa medida, é um tanto óbvio que elas irão tentar compensar essa queda na arrecadação aumentando os pedágios sobre motos e carros. A ANTT não irá se opor a esse aumento, o qual será justificado como "reposição inflacionária".

3) Edição de Medida Provisória garantindo que a CONAB (Companhia Nacional de Abastecimento) contrate caminhoneiros autônomos sem licitação para 30% dos fretes

Não tem como disfarçar: isso é reserva de mercado explícita, agora sacramentada por Medida Provisória.

Caminhoneiros autônomos terão agora o direito de transportar 30% dos fretes da Conab, sendo escolhidos sem licitação — o que, na prática, representa literalmente um cheque em branco.

Apenas para lembrar: a CONAB é uma estatal que, só em 2017, gastou R$ 107 milhões apenas com frete. De agora em diante, a porteira está aberta.

4) Edição de Medida Provisória contemplando o texto do Projeto de Lei da Câmara nº 121/2017, que dispõe sobre a política de preços mínimos de frete em território federal

Essa também não como disfarçar: é uma política de imposição de preços mínimos, cujo efeito é impedir a entrada de novos e pequenos concorrentes. O autor deste projeto de lei é o deputado federal Assis do Couto, do PT do Paraná.

Na prática, o governo federal está dizendo que nenhum frete pode custar menos que o valor estipulado por burocratas em conluio com caminhoneiros e transportadoras. O governo estipular preços mínimos significa a abolição do mais salutar efeito do livre mercado e da livre concorrência, que é exatamente a queda (ou a contenção) de preços.

Mas as consequências são ainda piores: se um caminhoneiro novato estiver tentando entrar no mercado e quiser oferecer preços menores exatamente para tentar se estabelecer e conseguir um nicho, ele agora estará proibido disso, por força de lei. E se, por acaso, ele ainda assim quiser cobrar um preço baixo, poderá ser preso.

De novo: tal medida representa a abolição da livre concorrência, erigindo uma barreira à entrada de novos concorrentes no mercado de transportes. Representa também uma reserva de mercado para os caminhoneiros e transportadoras já estabelecidos.

Desnecessário ressaltar que, havendo agora um piso para o frete, a tendência é que haja uma alta nos preços, principalmente dos alimentos. (Redução no preço do diesel é uma redução de custo, a qual não necessariamente leva a uma redução de preços; redução de preços só ocorre quando há livre concorrência).

Como apoiar isso?

Portanto, eis o resumo da ópera: mais reserva de mercado, imposição de preços mínimos para frete, restrição à entrada de novos concorrentes, mais centralização sob o governo federal, controle de preços do diesel, aumento de subsídios, repasses de dinheiro de impostos para a Petrobras e para importadoras de combustível, aumento do déficit orçamentário (o que implicará aumento da dívida pública) e aumento de impostos sobre outros setores.

É absolutamente impossível apoiar isso.

E, no final, essa era a real pauta dos caminhoneiros e das transportadoras: conseguir benefícios (à custa de quem quer que fosse). O fato de eles terem utilizado um linguajar anti-estado (e, convenhamos, xingar políticos de ladrões já deixou há muito de ser uma postura anti-estado; virou convencional) não oculta o fato de que, na prática, suas exigências eram por mais estado (desde que o estado agora fosse a seu favor) e por menos livre concorrência.

Qual seria uma pauta realmente libertária? Desestatização da Petrobras, liberação efetiva do mercado interno para o refino de petróleo (hoje, a Petrobras comanda 98% do refino no Brasil e não há nenhuma segurança jurídica para a entrada de concorrentes; entenda os detalhes aqui), redução dos gastos do governo, como a abolição de ministérios, agências e secretarias (o que, aí sim, permitiria redução de impostos), abolição das alíquotas de importação de petróleo, e fim das regulamentações sobre a abertura de postos de combustíveis, que são a maior reserva de mercado do país.

E o que fazer para resolver os problemas urgentes gerados pela paralisação? O governo e a ANTT deveriam liberar transportadoras estrangeiras (argentinas, uruguaias, paraguaias, peruanas, colombianas, bolivianas etc). para fazerem fretes aqui dentro, de uma cidade a outra. Embora isso não vá resolver em definitivo o problema, ao menos amenizaria bastante o desabastecimento ao redor do país. Mas isso nunca será feito, pois sempre haverá alguém para invocar a questão da "soberania nacional".

Conclusão

Embora tenham utilizado um linguajar anti-estado (mas que se resumia apenas a slogans surrados, como "parar a roubalheira"), as demandas de caminhoneiros e transportadoras, infelizmente, levaram a um aumento do poder do estado.

Em última instância, como bem disse um leitor, as exigências de caminhoneiros e transportadoras não eram anti-estado; eles apenas queriam que o governo reduzisse os preços do diesel e do pedágio simplesmente porque o alto custo estava afetando seus lucros. Normal. Não há nada de inerentemente libertário nessa postura.

E queriam também, como ficou comprovado, mais reserva de mercado e preço mínimo tabelado. Isso, lamento, é ser pró-estado, e não anti.

E, no final, quem irá bancar todas essas demandas, tanto na forma de impostos e de preços mais altos? Apenas olhe para o espelho.

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Leia também sobre a greve de 2015:

... E os caminhoneiros pensaram que aquilo seria bom para eles

45 votos

autor

Leandro Roque
é editor e tradutor do site do Instituto Ludwig von Mises Brasil.

  • Leigo  28/05/2018 14:28
    Exímio artigo.
  • Yuri  28/05/2018 14:29
    É sempre assim: bastou o estado conceder privilégios e aumentar seu escopo de atuação, e o grevistas rapidamente batem palmas e voltam ao trabalho (agora, com mais benesses concedidas sobre o lombo população).

    O fato de que teve liberal batendo palma pra grevista (uma prática, aliás, inerentemente esquerdista) mostra bem como tem gente que não entende nada de política e de economia. Como eu disse em outro lugar, otário mesmo é quem acredita que pode haver uma pauta libertária (ou mesmo de direita) em uma greve, que é um ato inerentemente de esquerda.

    Ótimo artigo, obrigado pelos esclarecimentos.
  • Carlos  28/05/2018 14:34
    E teve também direitista falando em "paralisação patriótica", sendo que os caras bloquearam refinarias e deixaram hospitais sem itens essenciais (além de pobres sem comida). Se isso é patriotismo, então eu sou ultra-entreguista.
  • Carlos  28/05/2018 14:39
    Aliás, outra regra: quando grevista vem a público mostrar que está satisfeitíssimo com o resultado alcançado, pode saber que seu bolso acabou de ser tungado (Regra de Rothbard).

    Três entidades de caminhoneiros ouvidas pelo G1 dizem que aceitam a proposta feita pelo governo para encerrar a greve

    A CNT considera que os caminhoneiros foram muito bem atendidos
  • Felipe Lange S. B. S.  28/05/2018 16:09
    Neoconservadores mais uma vez revelando seu caráter estatista e violento.
  • Felipe de Lima  28/05/2018 17:49
    Neoconservadores? Tá mais pra neomacartistas XD
  • Felipe Lange S. B. S.  28/05/2018 16:52
    "Em última instância, como bem disse um leitor, as exigências de caminhoneiros e transportadoras não eram anti-estado; eles apenas queriam que o governo reduzisse os preços do diesel e do pedágio simplesmente porque o alto custo estava afetando seus lucros. Normal. Não há nada de inerentemente libertário nessa postura."

    Leandro, onde está esse comentário desse leitor que mencionou? Tem o link dele?
  • Claudio  28/05/2018 23:14
    Lange, aqui:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2831#ac217044
  • Pedro  28/05/2018 21:31
    E qual a sua solução exatamente? Agora fazer greve está errado? Como deveria ter sido feito? Por quem? PEdindo o que?
    Ficar só pagando de espertalhão não ajuda em nada. Se vc não dá uma outra solução não critique.
    Porque esses críticos todos não aproveitam que o movimento está forte e se juntam a ele? Então a partir daí, com toda sociedade unida, com maior força pode-se pedir por corte de gastos, com uma pauta específica? Mas é claro que toda greve tem que começar de uma categoria e que vai se iniciar com pautas relativas aos problemas daquele setor.
    Porque vcs críticos não aproveitam sua indignação contra a maneira que o governo encontrou para baixar o diesel e também cruzam os braços por corte de gastos, invés de ficar reclamando?
  • Felipe Lange  29/05/2018 02:05
    Respondendo ao Pedro.

    "E qual a sua solução exatamente? Agora fazer greve está errado? Como deveria ter sido feito? Por quem? Pedindo o que?
    Ficar só pagando de espertalhão não ajuda em nada. Se vc não dá uma outra solução não critique."


    Fazer greve como agora, bloqueando rodovias e entradas de refinarias e ainda causando um monte de externalidade negativa ao povão, sem atingir diretamente os políticos. Por que não fazem greve fiscal. E tenho o direito de criticar sim pois indiretamente eu pago os salários dos caminhoneiros.

    "Porque esses críticos todos não aproveitam que o movimento está forte e se juntam a ele? Então a partir daí, com toda sociedade unida, com maior força pode-se pedir por corte de gastos, com uma pauta específica?"

    Porque eu tenho coisas para fazer. Não vou ficar em rodovia vagabundeando e pedindo por migalhas se eu tenho coisas mais importantes para se fazer.

    "Mas é claro que toda greve tem que começar de uma categoria e que vai se iniciar com pautas relativas aos problemas daquele setor."

    Greve fiscal não precisa de nada disso.
  • Paulo  29/05/2018 13:35
    Aliás, houve uma minoria de bloqueios de rodovias, vc esta raciocinando sobre uma mentira, logo suas conclusoes nao valem nada. A maioria dos protestos foram pacificos e estao no acostamento de braços cruzados. Mas o cara que soh quer reclamar vai ver na tv dois ou tres bloqueios e usar isso para desqualificar os 590 pontos de protesto. Vai procurar os videos dos locais na internet, pare de tirar suas informacoes da grande midia, Globonews faz mal para a inteligencia viu?
  • Vitor  29/05/2018 14:01
    Soluções foram sugeridas no final do texto, só ler.
  • 4lex5andro  28/05/2018 14:31
    Que é legítima essa greve [ou paralisação] não há dúvidas;

    O problema é que tudo voltará como era antes após uma solução dada pelo governo que implicará em repasse de impostos/tributos para os outros segmentos da sociedade, justamente os que não são "organizados" ou não fazem greve.

    Por exemplo, esse rebaixamento em $ 0,46 no litro do diesel, sem uma garantia de que pelo menos parte dessa redução chegasse também aos preços da gasolina e do etanol.

    Por exemplo no DF desde ontem a noite os últimos abastecimentos de gasolina já estão com aumento de preços.

    Sem contar que quarta (30/5) deve começar uma paralisação dos petroleiros, mas nada de privatizar a Petrobras, isso não entra na pauta de nenhum dos lados, governo ou categorias, pois a conta vai justamente pra quem não está na mesa de negociações.
  • thiago  28/05/2018 16:15
    Não é legítima.
  • Pedro  28/05/2018 21:32
    Sai daí pau-mandado do Temer, não é legítima o escambau. Vai tu ralar o que ralam os caminhoneiros, pagar para trabalhar. Ui... essa greve ta me incomodando, não consegui ir ao cinema no sábado que não tinha gasosa, mãee, não aguento mais, não tinha mais queijo Bri no mercado. Voltem ao trabalho escravos!
  • cmr  29/05/2018 16:08
    Eles tem todo o direito de deixar o caminhão na garagem.
    Mas não tem o direito de bloquear estradas, impedir, agredir, apedrejar quem quer trabalhar.
    (caminhoneiros que queriam trabalhar sofreram essas represálias)

    Está insatisfeito ? peça demissão, vá fazer outra coisa.
    Impedir os outros de trabalhar não é legítimo.
  • holder  28/05/2018 14:33
    em resumo: mais do mesmo no Brasil
  • Minarquista  28/05/2018 15:05
    Como assim greve legítima?
    Ninguém pode ser obrigado a trabalhar. Isso é fato.
    Mas não vejo nada de legítimo em bloquear vias, impedindo as demais pessoas de passarem.
    Não é legítimo bloquear entradas de refinarias e distribuidoras.
    Não é legítimo fazer piquetes. Cada um decide se quer trabalhar ou não.
    E, como bem mostra o texto, os pedidos dos caminhoneiros também não são legítimos.

  • holder  28/05/2018 15:15
    acho que você respondeu no comentário errado :)
  • Minarquista  28/05/2018 15:25
    Não. O 4lex5andro começa dizendo: "Que é legítima essa greve [ou paralisação] não há dúvidas; "...
  • Minarquista  28/05/2018 15:23
    Caros:

    O que mais me incomoda é a incapacidade dos brasileiros de perceberem o óbvio.
    Ninguém percebe que o problema só existe, porque existe a Petrobrás.

    Num mercado livre, com vários fornecedores e vários consumidores, os preços se formam espontaneamente.
    Quando você tem uma empresa estatal num setor, não há mercado livre. Temos então um mercado doente, onde a simples possibilidade de intervenção estatal nos preços, para cima ou para baixo, torna muito arriscados os investimentos privados. Ou seja: se existe uma estatal num mercado, a tendência é a estatal dominar esse mercado.
    Aí, em vez de formação espontânea de preços, eles serão arbitrados por um burocrata. Dependendo da necessidade do momento, podem ser definidos mais para baixo ou mais para cima.
    Todos se acham no direito de criticar a forma de definição dos preços. Todos parecem ter uma fórmula melhor. Mas ninguém percebe que a doença é causada pelo controle estatal. Não vejo ninguém à minha volta exigindo que o estado deixe de controlar o setor petrolífero. Ao contrário, todos as pessoas com quem converso exigem mais controle do estado sobre os combustíveis.
    Todos acham que os postos com preços "abusivos" têm que ser multados... Isso é a violação das leis econômicas, onde, numa escassez, os preços sobem naturalmente para evitar a falta total.
    Enfim: enquanto o povo for socialista, é isto o que teremos. Uma violência vez maior.

    []s
  • 4lex5andro  29/05/2018 02:32
    Os piquetes são casos bem minoritários comparado á amplitude da greve.

    Se o "fator" livre adesão [e não é o único] é o considerado pra avaliar, então mesmo assim essa paralisação continua plena de legitimidade.
  • cmr  29/05/2018 16:10
    Legítimo é deixar o caminhão na garagem.
  • Rafael  28/05/2018 14:39
    Texto perfeito, mas só uma correção "liberação do mercado interno para o refino de petróleo". Já é liberado o refino do petróleo, mas quem seria o doido que construiria uma refinaria que custa bilhões aqui?!Para uma empresa construir uma aqui, teríamos que ter uma segurança jurídica que não existirá tão cedo.
  • anônimo  28/05/2018 14:47
    Sim, o artigo linkado especifica isso (por isso ele foi linkado). Está escrito:

    Para abrir uma refinaria no país você tem de:

    1) submeter-se a uma cornucópia de regulamentações impostas pela ANP, que regula tudo que diz respeito ao setor;

    2) A ANP é uma burocracia enorme que possui, além de sua diretoria, uma secretaria executiva, 15 superintendências, 5 coordenadorias, 3 núcleos (Segurança Operacional, Fiscalização da Produção de Petróleo e Gás Natural, e Núcleo de Informática) e 3 centros (Relações com o Consumidor, Centro de Documentação e Informação, e Centro de Pesquisas e Análises Tecnológicas).

    Montar uma refinaria significa ter de submeter a calhamaços regulatórios impostos por cada um desses departamentos, o que, por si só, já torna todo o processo financeiramente inviável.

    3) Além da ANP, você tem de se submeter a calhamaços de regulamentações ambientais, trabalhistas e de segurança. O arranjo sempre foi montado exatamente para coibir a concorrência à Petrobras. Pode até ser que mude no futuro, mas não há qualquer indicação disso.

    4) Além de tudo isso, estamos no Brasil, o que significa que você terá de "molhar a mão" de vários políticos e burocratas caso realmente queira conseguir alguma licença.

    5) Finalmente, ainda que um empreendedor estivesse disposto a encarar tudo isso e realmente conseguisse abrir refinarias no país para concorrer com a Petrobras, o governo poderia simplesmente praticar política de controle de preços e reduzir artificialmente os preços cobrados pela Petrobras, o que garantiria a reserva de mercado da estatal e inviabilizaria todo o seu empreendimento, trazendo enormes prejuízos.

    Essas são as consequências de se ter todo um setor controlado diretamente pelo estado: total insegurança jurídica.

    Sendo assim, é simplesmente inviável surgirem novas refinarias.
  • Lel  28/05/2018 15:23
    Não é inviável, é impossível mesmo. Fazem esse emaranhado de leis e regulamentos justamente pra ninguém conseguir abrir nenhuma refinaria privada. E quem conseguir entrar, vai usufruir de uma reserva de mercado formidável ao lado de uma estatal.

    No mercado de telecomunicações e internet, mesma coisa. Nem as poderosas Vodafone e AT&T conseguiram entrar no país na década passada e não foi por falta de tentarem com seus contadores e advogados.

    Mesma coisa no mercado energético em que as concessionárias precisam seguir o tabelamento de preços da Eletrobras.

    Esse país vive a perfeita definição de Fascismo e Nacional-Socialismo.
  • Mídia Insana  28/05/2018 14:44
    O artigo mais decepcionante do ano.

    Mais um evento relevante no Brasil, mais uma vez a liberdade é irrelevante.

    Nota: Já faz 3 anos desde que o Leandro postou um dos melhores artigos dele '... E os caminhoneiros pensaram que aquilo seria bom para eles'
  • Vladimir  28/05/2018 15:21
    Concordo. A liberdade sempre foi irrelevante para grevistas (tanto do setor público quanto privado). Todos fazem greve sempre querendo o mesmo: privilégios, benesses e viver à custa do estado, sendo que o estado vive à custa de todo o resto.

    De fato, foi realmente decepcionante ver como tudo terminou: com mais estado, mais reserva de mercado, mais boquinhas e menos liberdade, inclusive liberdade empreendedorial. Ainda mais decepcionante foi ver alguns liberais/libertários dando apoio a esse esbulho explícito.

    Estes devem explicações.
  • Gustavo Arthuzo  28/05/2018 14:47
    Era óbvio que iria acontecer uma tragédia. O Brasil não tem alternativa ao sistema rodoviário de transporte (afinal, sempre com cultura estadista, o Estado tomou para si a exclusividade da infraestrutura); Temer não tem fichas para negociar com o congresso (já gastou todas se livrando de suas denúncias + teto dos gastos + reforma trabalhista); o povo e, consequentemente, o congresso tem viés esquerdista, logo, a solução não seria o livre mercado.

    Ao invés de haver uma redução do Estado, a greve conseguiu inflar mais ainda. Quero ver como será a reação popular quando o pedágio subir, a gasolina subir, o frete subir... E também dos caminhoneiros, agora que o reajuste é mensal, caso haja aumento significativo devido ao preço do petróleo. Podemos esperar mais Dilmices?

    Os próprios caminhoneiros autônomos se prejudicarão, preços mínimos, com ANTT controlando o valor; quem terá mais influência com a agência reguladora, autônomos ou grandes transportadoras?

    E teve escola de samba que chamou Temer de "neoliberal". Como dito inúmeras vezes nos textos do IMB, sempre que o Estado interfere na economia, são causados problemas maiores do que aqueles para qual é buscada a solução na canetada.

    Uma observação final, texto da nossa Constituição:

    Art. 177. Constituem monopólio da União:
    I - a pesquisa e a lavra das jazidas de petróleo e gás natural e outros hidrocarbonetos fluidos; (Vide Emenda Constitucional nº 9, de 1995)
    II - a refinação do petróleo nacional ou estrangeiro;
    III - a importação e exportação dos produtos e derivados básicos resultantes das atividades previstas nos incisos anteriores;
    IV - o transporte marítimo do petróleo bruto de origem nacional ou de derivados básicos de petróleo produzidos no País, bem assim o transporte, por meio de conduto, de petróleo bruto, seus derivados e gás natural de qualquer origem;
    V - a pesquisa, a lavra, o enriquecimento, o reprocessamento, a industrialização e o comércio de minérios e minerais nucleares e seus derivados, com exceção dos radioisótopos cuja produção, comercialização e utilização poderão ser autorizadas sob regime de permissão, conforme as alíneas b e c do inciso XXIII do caput do art. 21 desta Constituição Federal. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 49, de 2006)

    § 1º A União poderá contratar com empresas estatais ou privadas a realização das atividades previstas nos incisos I a IV deste artigo observadas as condições estabelecidas em lei. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 9, de 1995) (Vide Emenda Constitucional nº 9, de 1995)

    Alguém tem alguma esperança neste país?
  • Vladimir  28/05/2018 15:04
    Não tem jeito nem segredo: enquanto o estado for desse tamanho, abrangente e com poder de controlar tudo, sempre haverá grupos de interesse querendo privilégios à custa de todo o resto.

    Este site vive falando sobre isso, as vezes até de maneira excessivamente repetitiva, mas pelo visto continua sendo necessário repetir outras vezes mais.

    A real mudança terá de ser cultural: as pessoas terão de aprender a exigir menos estado para tudo. Apenas quando for assim, greves poderão (atenção: poderão) ter algum efeito benéfico. Até lá, greves irão apenas aumentar o poder de políticos, burocratas e grupos de interesse.
  • Rodrigo Schotten  28/05/2018 16:01
    Eu ainda incluiria o artigo 21, inciso XII, alínea d ao f:
    "Art. 21. Compete à União:
    XII - explorar, diretamente ou mediante autorização, concessão ou permissão:
    d) os serviços de transporte ferroviário e aquaviário entre portos brasileiros e fronteiras nacionais, ou que transponham os limites de Estado ou Território;
    e) os serviços de transporte rodoviário interestadual e internacional de passageiros;
    f) os portos marítimos, fluviais e lacustres;"
  • Luiz Moran  28/05/2018 14:50
    Não tem jeito, o Brasil foi transformado numa Republiqueta Comunofascista, onde absolutamente tudo passa pelo Estado e nada funciona sem o dinheiro extorquido dos pagadores de impostos.

    Somos obrigados a votar em urnas venezuelanas e acreditar na lisura do TSE, além de ter que engolir uma mídia desinformando e mentindo descaradamente.

    Somente uma grande ruptura é capaz de alterar este cenário.
  • Carlos  28/05/2018 15:17
    Triste. Triste. Esperança indo embora.
  • Capital Imoral  28/05/2018 14:50
    Um Brasil para anti-humanos

    A greve dos caminhoneiros e a nossa crise institucional revelou a verdadeira faceta de um Brasil extremamente egoísta: Um país que foi desenhado para ser anti-humano. No artigo de hoje irei comentar sobre a real profundidade de toda essa crise que o Brasil vem passando.

    O problema não são os caminhoneiros
    Qualquer pessoa que tem a mente evoluída sabe muito bem que no futuro não haverá carros, caminhões, ou qualquer transporte que seja à base de petróleo; todo mundo sabe que o principal meio de transporte do futuro será a bicicleta (inclusive para transporte de cargas pesadas). Mas no Brasil começamos a aceitar como legítima a necessidade, quase que desesperada, por combustíveis. Então quer dizer que se o petróleo desaparecer do dia para noite o mundo vai acaba? Vocês percebem a loucura e dependência que o sistema capitalista está criando dentro de nós? Eu volto a dizer: o problema da crise atual não está relacionada aos caminhoneiros, mas à mentalidade que está reinando na classe média burguesa.

    Essa mentalidade nojenta já começa na infância. Quem nunca soube que as meninas mais bonitas preferem os ricos e bonitos em detrimento dos mais inteligentes e feios? Quem nunca soube que entre escolher o que é mais confortável e o mais simples quase sempre escolhemos o mais confortável mesmo que isso vá criar problemas ecológicos terríveis.

    Essa mentalidade é extremamente dependente do conforto burguês. Olhe à sua volta, e veja o desespero das pessoas para comprar gasolina; as pessoas estão literalmente se matando e pisando uma nas outras por um pouco gasolina. E tudo isso para quê? Para andar no carro confortável e fazer sexo com a menininha loira?. O Brasil é uma país nojento de gente nojenta, gente mesquinha que poderia escravizar seu semelhante por um pouco de conforto. Essa que é a verdade. Vocês são porcos.

    Chegamos nesta situação porque este país não é feito para seres humanos. Este país é feito para todo tipo de coisa, menos para seres humanos. Se fosse feito para humanos, todos saberiam que o próprio desenho da cidade seria outro; todos teriam em mente um zoneamento urbanístico menos dependente de carros e mais ligado ao transporte alternativo, como Ecobikes; todos teriam em mente que este zoneamento seria desenhado de tal forma que houvesse uma maior ligação entre vizinhos e comunidades. Mas o Brasil é um país para anti-humanos. Olhe à sua volta, veja à sua cidade. Veja à violência, o desespero, a correria; o ódio pela própria vida. E ainda tem gente que fica reclamando de quem comete suicídio. É LÒGICO que o cara vai querer cometer suicídio em um país como esse, a vida é totalmente inabitável neste lugar, vivemos como sub-humanos constantemente pisando uns aos outros por um pouco de prazer. Eu sinceramente não julgo quem comete suicido neste país. Ele tem toda razão do mundo para querer sair desse inferno chamado Brasil.

    Capital Imoral é filósofo, escritor e já refutou Mises.
  • thiago  28/05/2018 16:21
    só não vai se matar por aí igual homem bomba, viu?!
  • Coelha Cartola  29/05/2018 18:55
    Se for se matar, siga direto pra Brasília, mais precisamente pro Congresso. Se ligue, viu?! RSrsrs
  • Ramon Arthur  28/05/2018 19:30
    Que insensatez, a maioria dos países do globo sabem que não podem depender somente de caminhões, por isso investiram em linhas-férreas e transporte fluvial, além de que no futuro vai ter carros sim, se não conhece o biogás, etanol ou até a própria ELETRICIDADE, eu sinto muito mesmo por você ser tão ingênuo(a).
  • Insurgente  29/05/2018 18:45
    Tá inabitável mesmo. Tá foda, Capital!
  • Daruychi  30/05/2018 18:41
    Vai dormir ow manézão
  • Libertário Anônimo  05/06/2018 23:11
    Refutou Mises? Provavelmente outro esquerdista de Iphone, pensando que devaneios e distorções marxistas e keynesianistas do mercado, esperando que expansão monetária, gastos públicos massivos e regulação pesada em todos os setores irão gerar um aumento na famigerada "demanda agregada", porém levando à consequências bastantes conhecidas, pelo menos por economistas sérios, como inflação e instabilidade cambial, desemprego generalizado e cartéis via agências de regulação. Não obstante, vocês ainda insistem em distorcer a realidade, forjando mitos sobre centenas fatos e eventos, como por exemplo "Livre Mercado causou a crise de 29", esquecendo ou omitindo (por desonestidade intelectual e má fé) a expansão monetária do FED após 1921, a cartelização indireta via regulação de inúmeros setores, como o telefônico e empresa AT&T, ou ainda as massivas obras públicas sem necessidade feito pelo governo federal.

    Nem irei comentar sobre o ridículo apelo retórico ou fálacia Ad Hominem.
  • Guilherme de Menezes  28/05/2018 14:51
    Sempre que alguma pauta nacional deixa o povo feliz eu venho aqui pra ver a real desgraça kkkkkkk
  • Empreendedor  28/05/2018 14:59
    Interessados em passar bem pela atual crise de desabastecimento no Brasil estou organizando excursões para a Venezuela, lá receberão um curso intensivo de como viver num chiqueiro comunista e sair a frente de seus concorrentes por combustível, comida e remédios aqui do Brasil assim que as reformas econômicas falharem miseravelmente. Interessados deixar o contato no comentário.
  • anônimo  28/05/2018 15:36
    alberto1991soares@gmail.com
  • anônimo  28/05/2018 15:12
    Boa tarde, tenho uma dúvida sincera. Alguém sabe me responder se é possível privatizar uma estatal em várias partes? A petrobras detém a maioria esmagadora dos territórios de exploração de petróleo, o que inviabiliza uma concorrência mesmo que o setor fosse desregulamentado. Essa ideia de dividir a Petrobras em várias empresas com cada uma contendo partes do território é viável ou é maluquice minha mesmo?
  • PESCADOR  28/05/2018 16:27
    Não apenas é perfeitamente viável, como é também a melhor forma de privatizar esse mamute estatal. O melhor é dividir a Petrobrás em partes e vender/leiloar para diversas outras empresas que iriam competir entre si, juntamente com novos entrantes.
  • Alfredo  28/05/2018 15:22
    É óbvio que tudo isso será bancado majoritariamente com um aumento do preço da gasolina (como já está acontecendo). Quando a gasolina sobe de preço, a arrecadação do governo aumenta via impostos indiretos.
  • Daniel  28/05/2018 15:25
    E essa é a grande ironia: o pobre vai pagar mais caro pra colocar gasolina no seu golzinho, já o ricaço dono de uma SUV terá diesel subsidiado por esse mesmo pobre.

    Estado é isso aí.
  • Richard Gladstone de Jouvenel  29/05/2018 13:49
    Pesquei essa na hora...

    Assim que recebi a notícia, corri pra concessionária pra trocar meu sedã por um SUV desses beberrões...mesmo que ele seja um alcoólatra automobilístico ainda vai sair mais barato que gasolina...
  • Chupim  28/05/2018 15:27
    Só sei que por causa desse rombo orçamentário os juros do Tesouro Direto estão subindo que é uma beleza (mas ainda não voltaram aos níveis da saudosa Dilma, que realmente garantiu meu rentismo). Se continuar assim vou me aposentar bem mais cedo do que eu imaginava. Avante caminhoneiros! rsrs
  • Humberto  28/05/2018 15:40
    Realmente. Eu me arrependo até hoje de não ter vendido um apartamento pra ter aplicado no Tesouro.
  • ed  28/05/2018 16:02
    Não é bem assim.

    O que interessa são os juros reais(juros nominais - inflação) e não os nominais.

    Normalmente, quando os juros estão altos é por que a inflação está ou vai ficar alta. Seria muito melhor para todos (inclusive você) que tanto a inflação como os juros se mantivessem baixos.

  • Chupim  28/05/2018 16:07
    Mas eu estou olhando exatamente para os juros reais, os títulos que pagam IPCA + juros. Para vencimento em 2035 e 2045 eles estão pagando IPCA + 5,61%. Isso é uma delícia.

    Tá certo que na época da Dilma chegaram a IPCA + 7,82% mas desde então desabaram. No auge da lua de mel com o Teme, chegaram a irrisórios IPCA + 4,9%.

    Agora estão voltando a disparar.

    Farei a festa.

    Avante caminhoneiros! Arrombem tudo! E se os funças quiserem fazer greve também agradecerei. É mais juros pro meu bolso.
  • Pobre Paulista  28/05/2018 16:11
    Calma que em outubro tem eleição. Fique firme nos pós fixados com liquidez até lá, e se tiver posição em dólar ou ouro, mantenha.

    Não só títulos, mas Fundos Imobiliários e Ações também estarão uma pechincha.
  • ohmega  28/05/2018 23:23
    Investi nessa época de juros altos (7,25% ,se tivesse mais $$ teria investido mais)
  • anônimo  28/05/2018 16:52
    Chupim, onde vê se os juros estão aumentando ou diminuindo? Só estou conseguindo achar os valores atuais.
  • Chupim  28/05/2018 17:56
    Pode escolher qualquer um aqui:

    tdcharts.info/titulos

    Detalhe: um prefixado para 2025 fechou sexta-feira a 10,52%. Hoje, depois do acordo, já está a deliciosos 10,86% e subindo.

    Já um IPCA 2035 fechou sexta-feira a 5,37% + IPCA. Agora já está a deliciosos 5,61% mais IPCA. Até as eleições, ultrapassa fácil os 6%.

    www.tesouro.fazenda.gov.br/tesouro-direto-precos-e-taxas-dos-titulos
  • Pobre Paulista  28/05/2018 18:15
    Ah, cuidado: Alguém dias atrás falou que TD não é investimento.
  • FL  28/05/2018 19:28
    TD é reembolso do que te tomaram, vai fundo
  • Fernando  28/05/2018 19:29
    Foi eu quem falou. E não é investimento emprestar ao governo. Investimento financia atividades produtivas, e governo consome capital. Tenho certeza que o Leandro Roque pensa o mesmo.
  • Rafael Camargo  29/05/2018 12:18
    Amigo, o rendimento não é tão "real" assim, já que você vai pagar IR sobre todo o rendimento, incluindo a variação do IPCA.
  • Dago  29/05/2018 14:07
    Fernando ,vc tem razão quando diz que emprestar dinheiro pro governo não é investimento e sim em atividades produtivas porém estamos num país em que empreender para satisfazer alguma necessidade individual e , como consequência,obter lucros ,acumular patrimônio e melhorar a vida de muitas outras pessoas é um CRIME HEDIONDO.

    Essa taxa de juros do TD nada mais é do que o prêmio de risco para emprestar a um tomador irresponsável como o estado brasileiro.

    Aconselho aos frequentadores do site que temos uma mentira maior que é a pirâmide da previdência social e portanto estudem muita educação financeira e investimentos .

    Meu portfólio previdenciário inclui TD IPCA 2035(compro um pouquinho todo mês),Ações ,Fundos imobiliários,Stocks e REITs nos EUA(abri uma conta numa corretora Americana e todo mês coloco um pouquinho também)sempre investindo parte da minha renda.

    Nada é garantido mas quem não assumir a responsabilidade da sua própria vida (a maioria dos Brasileiros são assim,esperam um "messias" com soluções mágicas) passará muitos apertos,vejo uma geração de miseráveis futuramente aqui no Brasil.
  • Fernando   29/05/2018 16:26
    Olá Dago, fica difícil achar uma alternativa melhor que o Tesouro Direto, que é o socorrista de última instância. Nunca tentei algo como você está fazendo em investimentos no exterior.

    Até uma semana atrás eu estava all-in em bolsa, por sorte um dia antes de toda essa derrocada eu tinha vendido 80% do que tenho e coloquei em LFTs.

    É moralmente condenável o que fiz? É. Podia investir em CDBs mas os bancos emprestariam este dinheiro ao governo.... não tem muito pra onde correr se quiser um pouco de tranquilidade.

    Mas arriscar em produção, seja através de ações em bolsa, seja através do empreendedorismo se tornou algo arriscadíssimo no Brasil para quem quer ter o mínimo de preocupação.

    E eu como vc também tenho feito meu pé-de-meia por quinze anos, consigo facilmente ficar anos sem necessitar de INSS/Seguro-Desemprego etc. Eu já vinha me preparando para o pior sem saber.

    Esse povão que vemos aí não sabe da calamidade que vai se tornar a aposentadoria pública no futuro, se já não se tornou.
  • Um leigo qualquer  29/05/2018 17:09
    OFF

    Como todo o respeito ao tema, mas o que vocês acham sobre investir em dólar e ouro em meio a essa crise?
    É viável?
  • Fernando  29/05/2018 19:05
    Ouro é difícil hein. Vc tem que pagar custódia, e tbm estará cadastrado nos dados do governo. Ouro físico tbm deve ter que pagar um ágio. Acaba sendo impraticável e mesmo perigoso (físico).

    Dólar tem os fundos de investimentos da vida, mas tbm a taxa de administração não é atraente.

    Tem um artigo deles que fala sobre ouro: www.mises.org.br/Article.aspx?id=1075
  • Um leigo qualquer  30/05/2018 13:34
    Obrigado, Fernando.
  • Richard Gladstone de Jouvenel  30/05/2018 14:10
    Õ ágio do ouro em relação a seu valorcomo investimento é bastante aceitável. Eu recomendo.
  • Um leigo qualquer  30/05/2018 18:12
    Entendi, Richard. Aproveitando a discussão sobre investimentos, o Brasil tem grandes chances de quebrar logo, logo (digo o estado brasileiro):

    d1x0mwiac2rqwt.cloudfront.net/p6sAA9VLNKeQwfoNEOyWe9HIxaialTZ5Dzs2gGil-kNuV9DEl38nkRmfsIdRONwK/by/3330888/as/LER_COM_URGENCIA.pdf.

    Não seria arriscado investir em tesouro direto - deixando a questão moral de lado-, visto que possivelmente num futuro próximo possa haver um grande rombo no orçamento?
  • Dago  30/05/2018 19:08
    Um leitor qualquer ,nem a Venezuela e nem a Argentina ousaram dar calote na dívida interna ,e eles pagam não pq sejam bons ou honrem os contratos e sim pq precisam manter o hospedeiro (estado)moribundo vivo,e assim continue usando-opara drenanar a riqueza de quem trabalha, para que enganem a população e continuem vendendo a ilusão de uma prosperidade "grátis" e para todos.


    O segundo ponto é que NADA É GARANTIDO, especialmente quando temos governo na jogada,por isso é bom aprender a diversificar em várias classes de ativos e em outros países
  • Tony Stark  13/06/2018 04:06
    Mas será q na Venezuela e Argentina tem tanta gente como aqui q prega o calote da dívida contra os "rentistas"?
    Justamente os "otários" q financiam a ciranda de gastos ilimitados do governo?
  • Tony Stark  13/06/2018 04:03
    Comece a pesquisar sobre Bitcoin, criptomoedas...
    Existem stablecoins q buscam manter paridade com o dólar (Tether, TruUSD, nUSD)...
    TB tem moedas fixadas ao ouro (procure saber sobre DigixDAO e suas moedas estáveis!)
  • Dago  30/05/2018 18:59
    Um leitor qualquer, dólar e ouro são reservas de valores ou seja vc compra um pouco todo mês e faz um preço médio para uso futuro,mas existe uma maneira de fazer trade ( NÃO RECOMENDO POIS AS CHANCES MATEMÁTICAS ESTÃO CONTRA VC) com dólar operando mini contrato futuro de dólar , mas para isso vc precisa abrir uma conta numa corretora e deixar uma margem de garantia ,vc paga ou recebe a diferença diariamente até completar o vencimento desse contrato que é em 30 dias.Precisa estudar para operar isso ,em 2014 no meio da alta volatilidade fiz muito isso mas é uma ilusão no final fica no zero a zero.
  • Um leigo qualquer  01/06/2018 17:06
    Valeu. Vou pensar no assunto. Eu tenho estudado isso faz pouco tempo; vou me aprofundar mais.
  • Tony Stark  13/06/2018 03:58
    Se o Estado quebrar, não haverá ninguém pra honrar esses juros maiores...
  • Pobre Paulista  28/05/2018 15:42
    Cara, não tem o que pensar: Grevista é vagabundo e não é preciso ouvir o que eles tem a dizer, pois obviamente não é para nosso próprio bem. Ponto final.
  • Vladimir  28/05/2018 16:02
    Sim, teve um comentarista sob o nick de "LIBERTÁRIOS = VERGONHA ALHEIA" que mandou dois comentários grosseiros neste artigo (nem entendo como deixaram publicar) dizendo que a luta dos caminhoneiros era uma revolta anti-estado e pró-povo, e que os libertários eram frouxos por não estarem apoiando.

    Esse é o nível intelectual dessa gente: nem sabem onde estão.
  • Richard Gladstone de Jouvenel  29/05/2018 13:59
    Eu ainda postei um comentário dizendo que o Brasil é o país dos especialistas de orelhada, o cara lê orelha de livro, dois ou três artigos e, ao invés de ir estudar mais, sai arrotando falso conhecimento por aí.

    Mas pela confusão de conceitos e ideias, pelo tom e uso de maiúscula em profusão, e não compreender uma relação causal, desconfio que o sujeito é eleitor do Bolsonaro....Não falou, mas ele se manifestam assim...ou algum troll socialista.

    A resposta do Leandro cobre todos os ângulos da questão, e espero que não apareça mais algum botocudo com problemas de interpretação de texto.
  • Conservador genuíno  28/05/2018 16:10
    Concordo plenamente com você. Falou em greve, pode saber que é pra benefício próprio e pra ferrar os menos organizados. Não entendo como teve gente que caiu na esparrela de "greve libertária e anti-estado". Isso mostra como que a simples adição de slogans e palavrinhas de ordem (xingando políticos) consegue enganar todo mundo.
  • Bernardo  28/05/2018 16:15
    O simples fato de os caminhoneiros estarem defendendo um projeto de lei de um deputadinho do PT já bastava para mostrar a realidade.
  • Felipe Lange S. B. S.  28/05/2018 15:46
    Eu não apoiei essa greve quando soube que eles queriam controle de preços no diesel e subsídios lá no começo (como se já não houvesse). É a típica mamata corporativista que todo vagabundo mimado pelo estado pede.

    Eu pergunto aos grevistas se eles irão repor as aulas que irei perder nessa semana por causa dessa algazarra inútil.

    Sonegação em massa, isso sim seria bom. Aí o estado esfacela. Mas preferem fazer essa algazarra e o povo que se dane. Que coisa maravilhosa. O mesmo velho corporativismo de sempre. Me lembrou lá no começo de 2015.

    Perder consulta, viagem, aula, tempo... não, isso eles não consideram. É pelo "bem maior". Estatismo é um câncer cujas mitoses destroem as aspirações individuais. Sei que tem caminhoneiro fodido e honesto nessa história, mas esse método aí é de foder. Em 2015 quando teve quase a mesma coisa teve gente que foi apedrejada porque não quis participar da merda da paralisação. E nesse ano teve e ainda vai ter com certeza.

    E no final disso tudo, vai continuar a ANP existindo, a ANTT existindo e a Petrobras continuar mandando a conta para o povo pois é estatal e seus prejuízos socializados continuarão existindo. Os combustíveis continuarão caros, só que agora mais caros ainda.

    Querem saber, Brasil já era. Cada federação se separe e parte dos problemas evapora.? Excelente artigo Leandro, reforçou ainda mais o que eu penso dessa greve idiota.

    Vou transcrever o comentário do Paulo Kogos que sintetiza tudo que eu penso dessa greve (em seu Twitter:

    "Por que sou contra a greve

    *Viola contrato privado
    *Prejudica o povo
    *Causa cizânia social
    *Relativiza princípios de guerra justa
    *Incita regulação e controle de preço
    *Agride fura-greves
    *Teor anticapitalista
    *Viola direito de locomoção
    *Politiza direitos

    E a direita boçalóide apoia"
  • anônimo  28/05/2018 16:50
    Muito boa essa síntese do Kogos. É exatamente isso mesmo.
  • GILSON GANDRA  28/05/2018 15:52
    Como sempre o Leandro foi claro e certeiro em relação às causas e consequências, e em suas deduções e conclusões!
    Como dizia o poeta, o Brasil não é para iniciantes...
    Gandra
  • Henrique  28/05/2018 16:17
    Boa tarde a todos.


    Gostaria de saber a posição do autor a respeito da política de reajuste de preços dos combustíveis ao sabor dos ventos do mercado adotada pela atual Administração, que, a meu ver, foi a responsável pelo atual caos que estamos vivendo.

    Não deveria ter havido intervenção nos preços para que ele não subissem tanto?


    Abraços
  • Meirelles  28/05/2018 16:46
    Tadinho, esse aí tá repetindo chavões que leu em redes sociais, jurando que está abafando.

    Permita-me escolarizá-lo.

    1) De julho de 2017 até hoje, a gasolina nos EUA (preços nas bombas) subiu de US$ 0,63 para US$ 0,75 por litro. Isso dá um aumento de 19%.

    d3fy651gv2fhd3.cloudfront.net/charts/united-states-gasoline-prices.png?s=unitedstgaspri&v=201805041606v&d1=20170101&d2=20181231

    Aqui na minha cidade, nesse mesmíssimo período de tempo, a gasolina subiu de R$ 3,63 para R$ 5,13, aumento de 41%.

    Ou seja, aumento de 19% nos EUA e aumento de 41% no Brasil.

    Detalhe: não há estatais nos EUA e o preço, ali sim, é determinado pelo mercado. Como você explica essa?

    2) O próprio presidente da Petrobras já veio a público dizer que a política de preços da Petrobras já veio a público afirmar explicitamente que essa política de preços foi adotada pela Petrobras com o único intuito de refazer o caixa da empresa, dizimado pela corrupção e pelo congelamento de preços do governo Dilma. Disse ele (grifo meu):


    "Quando o presidente Temer me convidou, nós conversamos longamente sobre como eu penso que deveria ser gerida a Petrobras e como ele pensa. Houve uma convergência muito grande sobre a necessidade de a empresa ter liberdade de lidar com uma variável que é fundamental para reduzir a dívida e fazer a virada"

    blogs.correiobraziliense.com.br/vicente/pedro-parente-faz-o-que-prometeu-nao-fazer/

    Ou seja, a política da Petrobras era subir os preços muito acima dos de mercado.

    Aliás, carai, os próprios engenheiros da Petrobras confessaram a um site esquerdista que a política da empresa era a de cobrar preços significativamente acima dos internacionais (para recuperar o caixa).

    Sendo a revista de esquerda, obviamente eles falaram que isso era para ajudar os importadores de petróleo a ganhar mercado. Mas, duh!, de que adianta importar petróleo se 98% do refino está sob monopólio da Petrobras?

    Num cenário assim, cobrar preços significativamente acima dos internacionais, como fez a Petrobras, irá apenas gerar preços maiores para todos os consumidores. Não tem como entrar concorrência se o mercado é fechado por leis e regulações.

    Parece que a inteligência nacional foi para o espaço.

    Mas piora.

    3) descobriram agora que o até então impoluto presidente da Petrobras é sócio do presidente no Brasil do JP Morgan, banco que recebeu da Petrobras pagamento de 2 bilhões de reais.

    Detalhe: esse pagamento foi antecipado – os empréstimos venceriam só em 2022.

    Fica fácil entender por que Pedro Parente tava arrancando nosso couro cobrando preços acima dos do mercado internacional.

    www.oantagonista.com/brasil/exclusivo-em-crusoe-parente-e-socio-de-presidente-de-banco-que-recebeu-2-bi-da-petrobras/

    4) Além de praticamente todas as refinarias são da Petrobras, só há 3 distribuidoras: BR (Petrobras), Shell (Raízen e Cosan) e Ipiranga. Tente você entrar neste mercado altamente protegido pelo governo para concorrer com estas. Como é que vai ter qualquer concorrência de preços assim?

    5) Para abrir uma refinaria no país você tem de:

    a) submeter-se a uma cornucópia de regulamentações impostas pela ANP, que regula tudo que diz respeito ao setor;

    b) A ANP é uma burocracia enorme que possui, além de sua diretoria, uma secretaria executiva, 15 superintendências, 5 coordenadorias, 3 núcleos (Segurança Operacional, Fiscalização da Produção de Petróleo e Gás Natural, e Núcleo de Informática) e 3 centros (Relações com o Consumidor, Centro de Documentação e Informação, e Centro de Pesquisas e Análises Tecnológicas).

    Montar uma refinaria significa ter de submeter a calhamaços regulatórios impostos por cada um desses departamentos, o que, por si só, já torna todo o processo financeiramente inviável.

    c) Além da ANP, você tem de se submeter a calhamaços de regulamentações ambientais, trabalhistas e de segurança. O arranjo sempre foi montado exatamente para coibir a concorrência à Petrobras. Pode até ser que mude no futuro, mas não há qualquer indicação disso.

    d) Além de tudo isso, estamos no Brasil, o que significa que você terá de "molhar a mão" de vários políticos e burocratas caso realmente queira conseguir alguma licença.

    e) Finalmente, ainda que um empreendedor estivesse disposto a encarar tudo isso e realmente conseguisse abrir refinarias no país para concorrer com a Petrobras, o governo poderia simplesmente praticar política de controle de preços e reduzir artificialmente os preços cobrados pela Petrobras, o que garantiria a reserva de mercado da estatal e inviabilizaria todo o seu empreendimento, trazendo enormes prejuízos.

    Essas são as consequências de se ter todo um setor controlado diretamente pelo estado: total insegurança jurídica.

    Sendo assim, é simplesmente inviável surgirem novas refinarias.

    Começou a entender agora, meu querido?

    Solução: liberar totalmente a concorrência estrangeira com a Petrobras, abolir as regulamentações para a abertura de refinarias, distribuidoras e postos, zerar o imposto de importação de petróleo, e reduzir drasticamente os impostos indiretos sobre a gasolina.

    Qual governo fará isso? Nenhum, pois isso afetaria as receitas de Petrobras e, logo, as mamatas dos políticos e apadrinhados empoleirados na estatal.

    O petróleo é nosso!
  • anônimo  28/05/2018 17:00
    Pior mesmo é que teve página esquerdista famosa dizendo que a Petrobras do Temer estava cobrando preços do mercado internacional. É justamente agora que o preço dos combustíveis estão em queda no mundo inteiro.
    Sinceramente não sei se esse tipo de gente é burra ou é mentirosa.
  • Henrique  28/05/2018 17:06
    Ok, mas no Brasil teve também aumento de 10% do dólar. Em quem o governo deve pensar: nos acionistas da Petrobrás (aumentar os preços para refazer seu caixa) ou no povo?


    Abraços
  • anônimo  28/05/2018 18:26
    Ah, então você agora confessa que quem realmente determina o preço é o governo. Perfeito, parabéns pela compreensão.

    Em termos de mercado de combustíveis, eu defendo o modelo americano: livre entrada no setor (de exploração e refino a distribuição e venda), sem subsídios, importação de petróleo a alíquota zero, e nenhuma estatal fodendo o setor. As várias empresas privadas que atuam no setor quebram o pau entre si, e a gasolina fica baratinha como consequência.

    Viu só, não é preciso reinventar a roda. Basta copiar aquilo que comprovadamente funciona.
  • Pobre Paulista  28/05/2018 19:25
    No fundo ele tem razão: Dado que a Petrobras é uma estatal, ela deveria pensar primariamente no povo ??????.

    E é exatamente por isso que precisa desestatizar esse elefante branco o quanto antes.
  • Eu  28/05/2018 16:26
    Não creio que a postura dos caminhoneiros NÃO seja anti-Estado.

    O que reivindicam é um combustível mais barato (especificamente, o óleo diesel) e isso foi ofertado por meio de "canetadas" do governo.

    Não se pode exigir o conhecimento das consequências da "canetada", porque, inclusive, não são por eles projetadas e/ou conduzidas.

    Cabe ao Governo (porque governa) tomar as melhores medidas e que, conforme dito seria a "desestatização da Petrobras, liberação efetiva do mercado interno para o refino de petróleo (hoje, a Petrobras comanda 98% do refino no Brasil e não há nenhuma segurança jurídica para a entrada de concorrentes; entenda os detalhes aqui), redução dos gastos do governo, como a abolição de ministérios, agências e secretarias".

    O fato de reivindicar a diminuição do preço do combustível óleo diesel não implica dizer que pretendem a compensação por outras vias.

    Portanto, a meu ver, a postura dos caminhoneiros é anti-Estado; as medidas por este adotadas obviamente não o são.

  • Bernardo  28/05/2018 16:50
    Mas aí, por essa sua lógica, qualquer manifestação é anti-estado. Funças querendo aumento estão se revoltando contra o estado, que não os atende. Funças querendo mais mordomias e benefícios previdenciários estão se revoltando contra o estado, que não quer dar mais direitos a eles. Juízes em greve para manter penduricalhos (como auxílio-moradia) estão se revoltando contra o estado, que quer cortar esses privilégios. Professores particulares contra a reforma da previdência também estão se revoltando contra o estado, pois consideram que o estado quer retirar um "direito" deles.

    Toda e qualquer manifestação contra o estado se torna automaticamente anti-estado. Não dá.

    Caminhoneiros e transportadoras querendo preço mínimo para frete e 30% dos fretes da CONAB é qualquer coisa, menos anti-estado.
  • Eu  28/05/2018 17:02
    É, tens razão.
    De todo modo, estava me referindo especificamente ao preço do óleo diesel, que num primeiro momento me pareceu legítimo.
    Quanto a fixação de preço mínimo de frete, não há nem o que se discutir.
  • Cobaia  28/05/2018 17:01
    Não precisa perder tempo acreditando, é só olhar o que eles realmente querem, e via análise lógica, observar que o objetivo era conseguir entrar na farra estatal (tabelamento de preços, redução à força de seus custos, proteção contra as consequências de seus próprios atos), e novamente usando análise lógica, às custas dos que nada tem a ver com isso.
  • anônimo  28/05/2018 16:51
    Se o preço do frete está baixo, é porque tem muitos caminhões pra pouca carga.

    A solução é queimar caminhões ?

    Se tem inflação, a melhor solução é botar fogo no dinheiro ?

    Ou seja, queimar caminhões e dinheiro vai melhorar a economia ?
  • Vinicius Costa  28/05/2018 16:57
    Preço baixo do frete é solução. Apenas economias corporativistas acham que isso é um problema. Bananal total.
  • Hulk  28/05/2018 17:12
    Se você acha isso absurdo, é porque não viu o que a associação sindical dos médicos fez.

    O país inteiro está precisando de médicos e os gênios estão fazendo de tudo para que as turmas de medicina sejam fechadas.

    Tudo isso, lógico, para seus salários não continuarem diminuindo. Eles estão com medo do que aconteceu com as antes super-prestigiadas faculdades de Direito e Engenharia.

    São as genialidades intervencionistas que nossos burocratas aprovam.
  • Felipe Lange  28/05/2018 19:47
    Se os caminhoneiros estão reclamando do preço baixo dos fretes, por que simplesmente não saíram do emprego ou ao menos fizeram pressão para o estado diminuir as regulações (e sem fazer essa greve aberrante de querer bloquear rodovia, refinaria e agredir quem não quer participar)? Não, o mais fácil é pedir pela boquinha, como sempre.
  • Rodrigo  28/05/2018 22:12
    Nunca entendi isso tb. Esta ruim? Pede demissão. Muda de emprego, sei lá. Só não vem com uma arma na minha cabeça exigir que eu te sustente.

    Essa mente de escravocratas me assusta.
  • José   28/05/2018 16:58
    E agora tem uma resolução do procon para fiscalizar os preços, se estão com 46 centavos na bomba, volta dos fiscais do sarney.
  • José   28/05/2018 17:00
    O problema principal é a real inflação, aumento da base monetária.
  • Opulento  28/05/2018 17:19
    Me dei bem. Vou abastecer minha Land Rover a diesel baratinho agora.
  • Economista Visual  28/05/2018 17:28
    Não adianta vocês culparem os caminhoneiros, eles estão defendendo o setor. Eles são empreendedores, empresários, autônomos, que fizeram demandas e o governo escolheu a pior forma de atendê-las.

    Eles queriam um fim, e o governo optou pelo pior meio. A pressão maior era para que o meio fosse o correto, por meio do corte de gastos e privatização da Petrobrás, mas sem um massivo apoio popular isso nunca vai acontecer.

    Foi uma grande oportunidade de exigirmos esse corte de gastos, o governo estava contra a parede. Como o resto da população não apoiou e não fez demandas, eles vão atender só as dos caminhoneiros e outros pagarão o pato.

    Novamente, nós perdemos uma grande chance de exigir a diminuição do estado.
  • Realista  28/05/2018 17:50
    Eles queriam vários fins, dentre eles reserva de mercado, bloqueio da concorrência (pois o preço do frete estava caindo) e tabelamento de preços. Impossível ser anti-estado e exigir isso. Impossível exigir esse tipo descarado de intervenção e querer apoio do povo.

    Não há malabarismo retórico que drible esse fato: os caras queriam privilégios que só poderiam ser concedidos pelo estado. Só o estado pode conceder reservas de mercado, impor preços mínimos e bloquear legalmente a concorrência.

    Querer redução do preço dos combustíveis, ora, isso todo mundo quer. E se o objetivo é esse, então a pauta tinha obrigatoriamente de começar pela Petrobras, pela zeragem das alíquotas de importação do petróleo, e pela desregulamentação do setor de refinarias. No final, pediram redução dos impostos apenas sobre o diesel, o que já é subsidiado pelo povo.
  • Pobre Paulista  28/05/2018 17:55
    Novamente, a direita neo-conservadora passou vergonha e tomou um passeio da esquerda, que mostrou que continua dando as cartas no cenário político-social.
  • Alerson Molotievschi  28/05/2018 17:50
    Texto com uma convicção "tranquila" que só a sabedoria lapidada pela inteligência é capaz de construir. Sem mais.
  • Libertariozinho  28/05/2018 17:56
    O que mais dói é ver liberais e até mesmo libertários apoiando isso, eu com 17 anos, assim que fiquei sabendo dessa greve e das pautas, me posicionei contra. Não precisa ser um gênio pra perceber que isso era cartelização dos transportes...
  • Adriano  28/05/2018 17:59
    A greve dos caminhoneiros e a reação da população mais uma vez demonstra que, no geral, brasileiro não consegue correlacionar causa e efeito.

    O grosso da população não percebe as reais causas do alto preço dos combustíveis.

    Ficam bradando "o petróleo é nosso", "não à privatização da Petrobrás" (ou seja, querem continuar com uma empresa estatal monopolista, ineficiente, propensa à corrupção e operando sem concorrência), mas não querem arcar com o ônus do monopólio - preços altos e baixa qualidade.

    Querem um governo provedor, que lhes dê tudo, regule tudo, subsidie tudo, lhes dê direito a tudo, mas não querem pagar os altos impostos pra sustentar esse estado gigante.

    Enquanto o brasileiro não entender que não existe almoço grátis, não entender o que é responsabilidade individual e não parar de terceirizar para outros as responsabilidades de sua vida, continuará sendo presa fácil dos vendedores de ilusão que em toda eleição oferecem o céu na terra, e continuará sendo conduzido como gado.

    É difícil não perder as esperanças com este país.
  • Richard Gladstone de Jouvenel  29/05/2018 14:09
    O pior meu caro, é que eu ouvi ontem de um cidadão dono de uma penca de imóveis para locação, todos os argumentos falaciosos a respeito da greve e sobre a Petrobrás, inclusive ele repetiu textualmente partes dessa ladainha que a Associação dos Engenheiros da estatal anda distribuindo.

    Ou seja, mesmo quem em tese não precisa do Estado, não consegue se livrar dessa craca desgraçada...
  • anônimo  28/05/2018 18:05
    Tudo neste país tem uma pegadinha. Desisti deste país. Alguma sugestão de um bom país para ir?
  • Karna  28/05/2018 18:15
    Cuba e Coreia do Norte.
  • anônimo  28/05/2018 20:21
    Karna, esta é a sua ideia de bom? Eu estava pensando mais em EUA, Canadá, Austrália ou outro lugar mais descente do que aqui.
  • cmr  29/05/2018 16:32
    A Nova Zelândia parece ser boa. Lá se fala um dialeto do inglês; inglês misturado com maori. (minha prima mora lá)

    Canadá é o país do politicamente correto, já está cheio de muçulmanos e gayzistas, eu descartaria...

    Na Estônia você terá que aprender estoniano, viver em um país e não falar o idioma local é um ultraje à população nativa. (caso seja possível viver lá sem falar estoniano)

    EUA eu dispensaria, vejo aquilo lá como um império já em lenta fase de decadência.
  • William  29/05/2018 17:16
    "Na Estônia você terá que aprender estoniano, viver em um país e não falar o idioma local é um ultraje à população nativa. (caso seja possível viver lá sem falar estoniano) "

    Pura verdade, falar o idioma local confere não apenas respeito para com a população local que te abriga, mas muito mais oportunidades, sobretudo em países com escassez de mão de obra jovem e saudável. Infelizmente pouquíssimos brasileiros aproveitam desta brecha para imigrar, até idioma trivial como inglês levam anos em cursinhos e após conquistarem um sofrível desempenho em inglês tratam como um dos 12 trabalhos de Hércules, coisa que não dura mais que 400 horas.
  • Guilherme  29/05/2018 17:43
    Pega leve com os brasileiros que demoram para aprender idiomas, para uma pessoa comum o estímulo real para aprender isso no Brasil é próximo de zero, um coitado de periferia que estuda ADM na Anhanguera para arrumar emprego que paga R$2.500 vai frequentar escolas de idioma para aprender inglês sofrível porque virou critério de seleção para esses empregos, este coitado nunca vai viajar para fora, nunca vai ter um emprego desafiador que exija idioma de fato e nunca vai conhecer um novaiorquino frequentando os locais de periferia que frequenta.

    Em locais muito frequentados por estrangeiros e com tempo, o brasileiro se sai tão bem quanto um europeu bem instruído. Moro em Buenos Aires desde 2015 e os brasileiros residente por aqui dominam muito bem o espanhol e inglês, eu mesmo venho desenvolvendo meu inglês após ter contato com americanos, ingleses e muitos australianos que por aqui passam e tenho contato.

    Aos desejosos para emigrarem, recomendo fortemente que façam suas escolhas independente do idioma e vão lá nestes países aprenderem, no Brasil não se aprende nada, apenas malandragem.
  • Instituto Mises  28/05/2018 18:26
    Estônia, conforme artigo recente deste instituto.
  • Demolidor  28/05/2018 20:37
    Estou considerando o Panamá. Também não quero mais ficar aqui. Desisto.
  • Luciano viana  29/05/2018 05:35
    Chile, não é tao dificil hablar castelhano, o chile vsi ser o primeiro pais da america latina a ser considerado 1 mundo
  • Humberto  28/05/2018 18:09
    Redução no preço do diesel é uma redução de custo, a qual não necessariamente leva a uma redução de preços; redução de preços só ocorre quando há livre concorrência

    Excelente síntese. E é por isso que o governo terá de recorrer ao Procon. Como não há livre concorrência no setor de postos, pois a entrada é totalmente regulada pelo governo, não há motivos para acreditar em reduções do diesel. No extremo, ensaia-se a volta da era Sarney.
  • Paulo  28/05/2018 18:17
    Parabéns ao IBM, existe muitos ''jacobinos'' infiltrados na Direita(conservadora e liberal) , que quer derrubar tudo, sem pensar em quem vai substituir o poder vigente, sem pensar nas consequências de longo prazo.

    E eu culpo também as lideranças populares da direita que não capturaram o movimento para ensinar as pautas certas (redução de gastos e impostos). Aconteceu o inevitável, o governo cumpriu a pauta corporativista e quem vai pagar (e caro) somos nós, que ficamos sem combustível por vários dias para no fim acabar com mais poder estatal;

    O Brasil não é para os fracos, e confesso que depois dessa, minha vontade de sair daqui aumentou muito .

    Mas pelo que eu vejo, ainda existe uma certa paralisação, mas já adianto que se a pauta não for redução de gastos, o resultado sera o mesmo, piora no padrão de vida da sociedade.

  • Desconhecido  28/05/2018 19:00
    Verdadeiros liberais não são de direitas. Direita é o nacionalista conservador, anti petista e preocupado com artistas pelados em museus.

    Esse pessoal usa da retórica anti imposto apenas por demagogia, quando estão no poder pouco fazem para reduzir o estado.

    Liberal não tem lado político, é liberal em todos os aspectos (social e econômico), não acredite em um meio-liberal
  • Paulo  28/05/2018 19:17
    Hayek, quando defendia a proibição de drogas ou regulamentação, não era liberal?

    ''Proibir o uso de substâncias tóxicas ou exigir precauções especiais para sua utilização, limitar as horas de trabalho ou requer certas disposições sanitárias, é inteiramente compatível com a manutenção da concorrência.''

    Creio que você faz bagunça com os termos propositalmente; as vezes caem trolls aqui nesse site
  • Desconhecido  28/05/2018 20:44
    "quando defendia a proibição de drogas ou regulamentação, não era liberal"

    Não, não era. Qual a sua dificuldade com isso?

  • Paulo  28/05/2018 22:21
    Nenhuma, mas em termos gerais, ele é um liberal
  • JOSE F F OLIVEIRA  28/05/2018 18:37
    Estão ENDIVIDADOS, na sua maioria, os caminhoneiros.

    1. Vídeo. [www.facebook.com/joseoliveira.oliveira.1042/videos/1783094418401081/]

    2. Artigo. [braziljournal.com/recordar-e-viver-entenda-como-comecou-a-crise-dos-
    caminhoes]

  • Emerson  28/05/2018 18:42
    Oh, que espanto!

    Governo pode aumentar impostos para compensar redução de tributos sobre diesel

    www1.folha.uol.com.br/mercado/2018/05/governo-pode-aumentar-impostos-para-compensar-reducao-de-tributos-sobre-diesel.shtml
  • Insurgente  29/05/2018 19:20
    Um certo Maia declarou que nenhuma pauta de aumento de impostos passará pela Câmara.

    www2.camara.leg.br/camaranoticias/radio/materias/RADIOAGENCIA/558196-RODRIGO-MAIA-REJEITA-AUMENTO-DE-IMPOSTOS-PARA-COMPENSAR-ACORDO-COM-CAMINHONEIROS.html
  • Kalil  28/05/2018 18:57
    Agora mexeram com gente grande. Vai ser legal.

    Agronegócio reage contra preço mínimo do frete

    Reunidas hoje, oito entidades do agronegócio criticaram a tabela de preço mínimo para o frete rodoviário, que consta de MP editada por Michel Temer para tentar encerrar a greve dos caminhoneiros.

    Para as entidades, o tabelamento do frete deixará a conta da paralisação para as indústrias ligadas ao setor agrícola, que utilizam intensamente o transporte rodoviário.

    "Temos que ter liberdade na negociação do preço do frete. São dezenas e dezenas de tipos diferente de carga. Implementar esse preço mínimo é impossível", disse Roberto Betancourt, do sindicato dos fabricantes de rações.

    www.oantagonista.com/economia/agronegocio-reage-contra-preco-minimo-frete/
  • Felipe Lange S. B. S.  28/05/2018 22:19
    Pior que a gente é que sustenta esse circo.
  • FL  28/05/2018 19:11
    Mais uma aula! Leandro bem que avisou que este ano prometia, não vai faltar assunto
  • Dúvida  28/05/2018 19:18
    A greve é no setor privado. Como faz agora? O remédio para o setor público é terceirizar, ou seja, torná-lo privado. E quando a safadeza é no privado que todos dependem?????
  • Resposta  28/05/2018 20:00
    Abri-lo à concorrência (nacional e estrangeira) e acabar com as mamatas e o protecionismo, exatamente o oposto do que fez o governo.

    Só ressaltando que, quando há uma greve no setor público, quase ninguém percebe, tão irrelevante e naturalmente ineficiente ele é. Já no setor privado, o efeito é imediato.

    Qual realmente é crucial para o país?
  • Pobre Paulista  28/05/2018 23:22
    Preço do combustível: Determinado pelo governo
    Preço do pedágio: Determinado pelo governo
    Juros para financiamento de caminhões: Determinado pelo governo
    Entrada de novos caminhoneiros no mercado: Regulamentada pelo governo
    Preço do frete: Regulamentado pelo governo

    Mas a greve é do setor privado. Certo.
  • Wendel  28/05/2018 19:33
    Bravo.
  • William  28/05/2018 20:03
    Gente, e não é que o tucano Pérsio Arida deu uma dentro? Que será que houve? Ele soou praticamente como um leitor deste site

    Raiz do problema da greve está no monopólio estatal, diz Persio Arida

    Ex-presidente do Banco Central avaliou problema da falta de empresas privadas no setor de refino no Brasil

    "Se tivesse privatizado o refino, e da forma correta, teríamos várias refinarias privadas. Uma repassaria o preço inteiramente, a outra um pouco menos para ganhar mercado", explica ele destacando o fenômeno de concorrência que ajudaria em uma variação de preços que fosse melhor para o consumidor.

    www.infomoney.com.br/mercados/politica/noticia/7442723/raiz-problema-greve-esta-monopolio-estatal-diz-persio-arida
  • Pobre Paulista  29/05/2018 00:07
    Ele é um dos criadores do plano Real, e tem um passado bem esquerdista. Hoje é um típico elo entre o estado e as grandes empresas, ou seja, sabe muito bem como mamar nas tetas do estado.

    Se ele está defendendo isso abertamente é porquê certamente sabe como lucrar mais com a situação.
  • Demolidor  28/05/2018 20:37
    Eu parabenizo o IMB pela postura. Concordo em gênero, número e grau.

    O que se fala de sandices, ultimamente, não é brincadeira. Tudo bem que o exemplo vem de cima.

    Começa com a Petrobras repassando oscilações diárias do petróleo para preços finais. Não que isso fosse essencialmente errado em um ambiente de livre mercado. Mas é difícil acreditar que, num ambiente de livre concorrência, não haveria pelo menos uma empresa de petróleo operando adequadamente nos mercados futuros para assegurar um preço estável para o produto e conquistar mercado e confiança dos consumidores (como disse o Persio Arida, no comentário acima). Claro, sendo a Petrobras um monopólio de facto, podem repassar custos da maneira como quiserem, sem nenhum risco à sua posição.

    Greve, impedir o direito de ir e vir, é algo errado em qualquer que seja a situação. Senti como se eu e minha família tivéssemos sido sequestrados. E ainda precisei ouvir ofensas por não ter sido afetado pela síndrome de Estocolmo de outras pessoas.

    Agora, o Procon vai ficar em cima dos postos de gasolina, para vender o produto a "preço justo". Resolveram fechar e multar aqueles que resolveram vender pouquíssimos litros a preços que só aqueles que precisassem muito estariam dispostos a pagar. Agora, quem realmente precisar, não tem gasolina nem a R$ 50,00 o litro, porque ela tinha que ser vendida a "preço justo" para quem vai deixar o carro na garagem.

    A solução agora é torrar nosso dinheiro "investindo" em uma malha ferroviária, um modal que só tem grande importância no transporte de cargas em países do antigo bloco soviético. É subsidiar um setor onde a centralização e as greves são ainda mais fáceis. Dai-me paciência.

    Por fim, o resultado é esse do post do IMB: tabelamento de preços, subsídios, aumento de gastos... praticamente uma Argentina. Sei lá se o Brasil tem alguma chance de evitar virar uma Venezuela. Eu sinceramente me pergunto o que ainda estou fazendo aqui.
  • Mauro  28/05/2018 21:07
    Eu mesmo já falei isso. Esse negócio de variar o preço diariamente é algo totalmente insano e anti-mercado. O trigo também é uma commodity cujo preço internacional varia diariamente, mas você não vê nenhuma padaria reajustando o preço do pão diariamente. Tampouco o fazem as pizzarias. O mesmo ocorre com a carne. E com a laranja. E com o café.

    Empresa oscilar preço diariamente pra cima e pra baixo é o exato oposto do funcionamento de uma economia de mercado. E o fato de essa empresa deter o monopólio do mercado (monopólio esse protegido pelo estado) só faz piorar a coisa.

    E piora: embora a Petrobras, como empresa, esteja correta em buscar a maior margem possível (eu também faria o mesmo), o que não dá é ela fazer isso enquanto goza de um mercado protegido pelo estado, sem ter nenhuma concorrência.

    Se é pra ter uma estatal que vai vender para o mercado interno seguindo oscilações diárias do mercado externo, então, por definição, o governo tem de liberar a concorrência interna e externa, pois a estatal está seguindo o mercado externo. (Variar preços internos diariamente de acordo com a cotação internacional é algo que só faz sentido se houver concorrência interna e externa.)

    Sendo assim, por que pirocas o governo tributa a importação de gasolina? E por que ele fecha o acesso ao mercado de produção e refino de petróleo? Por que ele regula o setor de distribuição e de postos tão pesadamente?
  • Rodrigo  28/05/2018 22:05
    Me fiz a mesma pergunta. Estou aqui pesquisando como posso ir embora legalmente para algum lugar mais livre e justo.
  • anônimo  28/05/2018 23:26
    A malha ferroviária foi destruída pela companhia limitada de Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek.

    Além de terem sucateado esse setor pioneiro, que foi criado majoritariamente por investimentos privados estrangeiros, dificultaram ao máximo para que nenhum empresário pudesse criar suas próprias ferrovias e vagões modernos.

    Agora os nossos burocratas iluminados irão querer fazer ferrovias usando dinheiro de impostos. Vão literalmente rasgar dinheiro em uma coisa que é obsoleta e poderia ser feita de forma muito mais econômica e eficiente pelo livre-mercado.
  • Voltaire  28/05/2018 20:49
    Para piorar, boa parte dos grevistas pedem "intervenção militar", isto é, um golpe de Estado por parte das Forças Armadas! Logo elas que criaram dezenas de estatais e nos deixou uma economia fodida.

    Nós, os liberais, estamos sozinhos mesmo.
  • Vladimir  28/05/2018 22:02
    Sim, agora eles (os remanescentes da greve) abertamente estão pedindo ditadura militar. E tem liberal dizendo que tínhamos que apoiar esses caras...

    economia.estadao.com.br/noticias/geral,em-grupos-do-whatsapp-caminhoneiros-pedem-intervencao-militar,70002327732
  • Felipe Lange S. B. S.  28/05/2018 22:15
    Vejam como são violentos esses caras. O Exército tem mais é que dar um jeito nisso.
  • Voltaire  28/05/2018 23:34
    Há, não sei se de fonte segura, informações que milicianos - isto é, criminosos fardados - apoiando e/ou ameaçando diversos caminhoneiros em sua pauta "intervencionista". Em um país pouco dado ao amor à liberdade e à vida, não há sonho maior do que um regime militar matando aos milhares tudo o que, para a direita brasileira, representa de ruim.

    Economia? O que mais vejo é conservador mudando de lado neste assunto. Para eles todos os supostos grandes problemas da Europa são culpa do liberalismo.
  • EdPOA  28/05/2018 20:50
    OFF TOPIC:

    Leandro ou quem se dispuser a tirar minha dúvida, qual seria a explicação para o spread bancário no Brasil ser tão alto? Se houver algum artigo explicativo favor enviar link.

    Esse artigo (economista da Unicamp) compara o spread praticado aqui com diversos outros países, inclusive emergentes, e aponta que o spread elevado daqui não se explica nem pela taxa de juros, nem pela inadimplência, nem pela concentração de ativos em poucos bancos ou pelaa incerteza da política econômica.

    diplomatique.org.br/spreads-abusivos-e-lucros-extraordinarios-uma-relacao-de-amor/
  • William  28/05/2018 21:02
    Artigo inteiro sobre isso:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2881
  • Pedro  28/05/2018 21:56
    O Mises Brasil, invés de ficarem enchendo o saco, porque nao se juntam aos caminhoneiros, agora que o povo esta forte e a partir daí, com força maior, podemos evoluir as pautas para outras que melhorem para toda a sociedade? Deixem de ser idiotas, ficar só criticando da cadeira.
  • Aluno  28/05/2018 22:09
    Como assim conservadores não são prudentes, não são céticos? Vocês estão me dizendo que conservadores querem destruir "tudo que está aí" e eleger o cara que vai resolver todos os problemas e dirimir a "corrupção"?
  • Paulo  28/05/2018 22:20
    E se os impostos oscilassem com os preços?
    Exemplo:
    O governo arrecada mais com 15% de imposto sobre 3 Reais
    do que 15% sobre 2 Reais;

    Como os 15% são fixos, sempre que o preço sobe você acaba pagando muito mais imposto que antes.

    Algo assim acontece no Brasil. É possível o governo manter a arrecadação e baixar impostos quando o preço esta subindo;

    Alias, foi exatamente isso o que aconteceu

    www.folhape.com.br/economia/economia/economia/2018/05/28/NWS,69831,10,550,ECONOMIA,2373-COM-AUMENTO-PRECO-PETROLEO-ARRECADACAO-TEM-MELHOR-ABRIL-DESDE-2014.aspx

    Como o consumo de combustível dificilmente cai com aumento de preços, o governo escolhe taxar mais nesse setor .

    Na pratica, aumento de preços acaba significando aumento de impostos
  • anônimo  30/05/2018 16:34
    Isso é óbvio. Por isso os governos tem uma tara absurda em imprimir dinheiro pra cobrir ou aumentar seus gastos.
  • anônimo  29/05/2018 00:12
    Mais uma mágica do Temer.

    Ele enrolou todo mundo e ninguém percebeu.

    Meteu um subsídio e uma redução falsa de imposto, fazendo o povo de otário, porque no final vai ter mais imposto e mais dívida pública.

    Como não existe subsídio grátis, no final o imposto vai subir ainda mais.

    O Vamp é foda. O cara mete um déficit de 170 bilhões e ninguém reclama.

    Os países sempre mudaram na base da fome, guerras e mortes. Aqui não será diferente.
  • Nill  29/05/2018 00:23
    A greve dos caminhoneiros vai perder toda a graça, na medida quer for se tomando conhecimento dos imensos prejuízos provocados pela greve. Já vi diversas estimativas do valor dos prejuízos e cada estimativa bate um novo grande record. A Folha lançou uma estimativa. www1.folha.uol.com.br/mercado/2018/05/perdas-com-protestos-de-caminhoneiros-superam-r-10-bi-em-cinco-dias.shtml

    Mas ! O total geral com certeza será muitas vezes está estimativa, só da Petrobras que perdeu mais de um terço do valor. São muitas vezes a estimativa de 10 bilhões da Folha. Fala-se agora, dia 28/05 num prejuízo de mais de 120 bilhões. Qual é o prejuízo do cidadão comum. Vi na televisão. Um fazendeiro jogou fora 6000 litros de leite. Vendendo o litro de leite há 1,20 real. O prejuízo é de 7200 reais. Dá para comprar 2057 litros, com o preço de 3,50. Este fazendeiro vai ter que gastar, muitos milhares de litros de diesel mais barato. Agora que o governo baixou o preço do diesel em 46 centavos. Para recuperar um dia de prejuízo. Na verdade vai ter muitos cidadãos tendo um prejuízo equivalente a uma carreta de prejuízo ou mais. Na verdade o diesel ou gasolina mais barata causada pela greve ,não vai cobrir os prejuízos de muitos. Os prejuízos anulam qualquer vantagem, dada por combustíveis mais baratos. Para muitos cidadãos e empresas. Infelizmente ! Os prejuízos da greve a cada dia para-se apontar para um número inimaginável. Quem é a favor da greve dos caminhoneiros procura não acreditar em realidades como essa .
  • Felipe Lange  29/05/2018 01:58
    No final essa greve vai ser um tiro no pé, gerando raiva do povo (incluindo eu) contra os caminhoneiros por causa dos vários transtornos causados. Temer vai mandar uns milicos (e tem gente que acha que vai ter intervenção militar) e acabará dando um jeito nessa algazarra, como fez sua amiga Dilma em 2015.
  • Demolidor  29/05/2018 05:30
    Não acho que você deveria ter raiva generalizada deles. Tem muito caminhoneiro de bem que só quer mais é sair dos bloqueios e conseguir ir para casa ou trabalhar.

    Greve, com bloqueio e depredação, normalmente é coisa de profissionais da arte. Não duvido que esta seja.
  • Demolidor  29/05/2018 15:59
    Eu não disse?

    www.bemparana.com.br/blog/tupan/post/advogado-lider-dos-caminhoneiros-foi-filiado-ao-pt-e-vai-disputar-vaga-para-deputado-federal

    Esquerdista é caso de polícia de mesmo. Não é normal isso não.
  • Rodolfo  29/05/2018 00:31
    Uma dúvida: seria possível a petrobrás fazer proteção de preços no mercado futuro de petróleo para se proteger e poder suavizar as altas?
  • Divida Pública  29/05/2018 01:18
    Porque o IMB não é contra a auditoria da divida pública?

    Quase metade do orçamento vai pra pagar juros da dívida, isso é um absurdo


    Queria saber de vocês sobre....
  • Rodrigo  29/05/2018 02:23
    Toda e qualquer auditoria é sempre bem-vinda. Nada contra.

    Agora, qual é realmente a surpresa com os gastos da dívida? Até onde sei, o governo se endivida exatamente porque gastou mais do que arrecadou. E ele gasta mais do que arrecada exatamente para saciar o desejo do povo por social-democracia, e também para pagar exorbitantes salários dos políticos, burocratas, reguladores e funcionários públicos (sendo que virar funcionário público é exatamente o sonho de consumo dessas mesmas pessoas que querem auditar a dívida).

    Entenda o seguinte: a dívida existe porque o governo gastou mais do que arrecadou, e por isso teve de se endividar para manter seus gastos. A dívida não caiu do céu. Ela foi uma opção. Ela existe porque o povo pediu social-democracia, e quis que o governo gastasse o que não tinha. Quem gasta o que não tem terá de se endividar. E quem se endivida paga juros. E juros serão mais altos quanto mais foi a desconfiança dos investidores em relação ao governo. Sendo o Brasil um país com histórico de calotes, só empresta para o governo quem for muito bem remunerado por isso.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2532

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2881
  • anônimo  29/05/2018 02:24
    De minha parte, sou inteiramente a favor de toda e qualquer auditoria da dívida brasileira. Quanto mais auditoria, melhor.

    Mas tem uma coisa que os seguidores dessa ideia (inventada por uma tal Maria Lucia Fatorelli) vivem gritando e eu nunca entendi: o que seria uma "dívida ilegal"?

    Estaria ela dizendo que alguém, que não o governo, emitiu dívida em nome do governo?

    Ou estaria ela dizendo que o governo emitiu dívidas para privilegiar nababos?

    Se for a segunda opção (como sei que é), digo apenas: Nossa, que espanto!

    Por acaso a Fatorelli comprova que algum cidadão privado invadiu o Tesouro e emitiu títulos sem que nenhum burocrata, político ou regulador soubesse? Se é isso, estou interessado em saber.

    Se não é isso, então ela está apenas chovendo no molhado: descobriu tardiamente que o estado é uma gangue de ladrões em larga escala que existe apenas para privilegiar quem está dentro da máquina e que vive à custa de quem está fora dela e é obrigado a bancar toda a esbórnia.

    E ainda há otários que defendem governo...

    E complemento:

    Até onde sei -- e gostaria que alguém me provasse errado --, quem emite títulos para financiar seus gastos é o governo (ou seja, políticos, burocratas e reguladores) e só. Ninguém mais tem acesso ao Tesouro para, fortuitamente, emitir títulos em benefício próprio.

    E, até onde sei, o governo se endivida exatamente porque gastou mais do que arrecadou. E ele gasta mais do que arrecada exatamente para saciar os exorbitantes salários dos políticos, burocratas e reguladores, além de privilegiar seus empresários favoritos com subsídios e empréstimos subsidiados pelo BNDES (com o nosso dinheiro de impostos).

    Agora, se alguém sabe de algo mais, é bom compartilhar.
  • AGB  29/05/2018 14:56
    A Fatorelli é professora universitária? Então ela também vive às custas da dívida "ilegal". A não ser que ela queira voltar voltar à Idade Média e proibir a cobrança de juros...
  • Divida  29/05/2018 22:18
    Juros da divida consome tanto quanto Ciro e essa galera fala?


    Queria um artigo detalhado falando a verdade sobre isso

    Porque se for real, o ciro ta correto, O estado aqui não gasta tanto assim, gasta mais com divida


    Abraços!
  • Contador  29/05/2018 22:55
    Em 2017, os gastos totais do governo federal foram de R$ 791,4 bilhões. Os gastos com juros e encargos da dívida foram de R$ 73,9 bilhões e os gastos com amortização da dívida foram de R$ 151,8 bilhões. Ou seja, um total de R$ 225,7 bilhões.

    Tá tudo aqui:

    www.tesouro.fazenda.gov.br/documents/10180/352024/Despesa_Grupo.xls

    Para um gasto total de R$ 791,4 bilhões, temos que o gasto total com o serviço da dívida (R$ 225,7 bi) foi de 28,5% do orçamento.

    Alto? Sim, bastante. Mas um tantinho menor do que gritam os populistas e ciristas (que chegam a falar em até 50%).

    Mas a discussão, de novo, nem é o valor total (que é alto), mas sim por que a coisa chegou a esse ponto. Mas isso ninguém quer discutir (você, inclusive), pois inevitavelmente se concluirá que a social-democracia no Brasil -- que exige gastos crescentes (e, logo, endividamentos crescentes) do governo -- é totalmente insustentável.

    A social-democracia no Brasil entrou em colapso - abandonemos os delírios e sejamos mais realistas
  • Nill  29/05/2018 01:27
    Uma das faces mais perversas e cruéis da maldita greve dos caminhoneiros é o sofrimento e morte dos animais. A greve maldita é terrível para os animais nas granjas e fazendas. Sem ração . os bichos sofrem e morrem. A MALDADE dos homens causam sofrimento e morte ,nos animais. Vejam vídeos : www.youtube.com/watch?v=cw2cCloqqo4 //www.youtube.com/watch?v=U3aV7DPZ4g0

    Pobres animais ! Numa hora destas vemos que tipo de "heróis " são estes caminhoneiros. www.brasil247.com/pt/247/midiatech/356381/Roberto-Carlos-declara-apoio-%C3%A0-greve-aos-%E2%80%98her%C3%B3is%E2%80%99-caminhoneiros.htm

    Se estes animais pudessem por alguns minutos se tornarem racionais e pudessem falar. Diriam : Caminhoneiros olhem o que estão fazendo conosco, não nos mate em tanto sofrimento. O homem tem feito coisas que animais não fariam.

    Não poderiam deixar de falar do enorme sofrimento que a maldita greve causa nas pessoas, especialmente dos doentes renais. Que nos hospitais tem seu tratamento ameaçado, causando imenso sofrimento e apreensão. Na realidade os hospitais são duramente atingidos. E as crianças tão esquecidas , neste pandemônio . Ninguém se preocupa com elas, ficam atordoadas .
  • Felipe Lange  29/05/2018 02:07
    O que é atordoante é ver parte do povo apoiando essa greve sem se questionar, enquanto assiste à essas consequências terríveis ao mesmo povo. Quando ocorrer desabastecimento geral os caminhoneiros na rodovia irão se alimentar como? De formiga?
  • Paulo  29/05/2018 02:38
    Perverso eh voce que nao se preocupa com o sofrimento humano dos caminhoneiros, entregues a sorte em estradas que sao armadilhas mortais, trabalhando no limite para mal e porcamente botar comida na mesa. Canalha. Bichinho de estimaçao do Temer. Toda guerra tem um custo.
  • Daniel  29/05/2018 13:29
    Oficialmente, agora o comando da greve está nas mãos de dois petistas, e com forte sotaque comunista.

    O primeiro é Chorão, um caminhoneiro goiano filiado ao Podemos, e o segundo é André Janones, um advogado mineiro que passou do PT para o PSC.

    Janones disse à Folha que preside "um novo movimento" cujo objetivo é derrubar o presidente da República.

    "Desde o início da greve, os seguidores da sua página no Facebook passaram de 75 mil para 661 mil. Um dos vídeos, no qual ele chama Temer de 'vagabundo' e 'safado', foi visto por 14 milhões de internautas e compartilhado 1 milhão de vezes.

    Em outro vídeo, visto 4,4 milhões de vezes, Janones afirma, ao lado de Chorão: 'Nós vamos derrubar esse governo ilegítimo, nós vamos derrubar a Rede Globo. Nós vamos mostrar que não tem ninguém mais forte que um povo, não'".

    www.oantagonista.com/brasil/nos-vamos-derrubar-esse-governo-ilegitimo-nos-vamos-derrubar-rede-globo/

    Falou "governo golpista" e "abaixo a Rede Globo" pode saber que é comuna. E tem otário aqui defendendo isso.
  • Roberto  29/05/2018 14:00
    Sim.

    Greve de caminhoneiros é coordenada por "Movimento Fora Temer" e "militante petista"

    A greve dos caminhoneiros é coordenada pelo "Movimento Fora Temer", cujos principais interlocutores são um advogado que se autodenomina "militante petista", um militante do Podemos e um pescador que chegou a ser preso por "pesca predatória".

    www.ilisp.org/noticias/greve-de-caminhoneiros-e-coordenada-por-movimento-fora-temer-e-militante-petista/
  • Desiludido  29/05/2018 15:39
    A direita mostrou, mais uma vez, que é incapaz da dar as cartas no cenário político.

    O que resta agora, é mostrar o que resultou ao fim da greve (mais impostos, mais subsídios, mais reserva de mercado, mais prejuízo à Petrobras). Para o povão ficar com raiva de quem organizou ou capturou a greve (petistas).

    Mas é capaz de nem isso serem capazes de fazer.
  • Nill  29/05/2018 02:09
    Celebre frase : 'Os fins justificam os meios' Explicação da frase Os fins justificam os meios
    Quando uma pessoa afirma que os fins justificam os meios, isso significa que ela está disposta a fazer qualquer coisa para conseguir algo que ela deseja alcançar.

    Inicialmente essa frase era mais usada no contexto político mas depois foi transposta para as outras áreas da vida, onde pessoas acreditam que tudo é permitido quando você quer fazer alguma coisa importante. Muitas das coisas que são feitas por essas pessoas são consideradas reprováveis no âmbito da ética e moral.

    XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX
    A frase : Os fins justificam os meios'. Serve tremendamente aos nossos ' amados' caminhoneiros. Os combustíveis estão com preços muito altos. Tem-se o objetivo de ter combustíveis mais baratos e para isto tudo é valido. Apela-se para uma cruel e desumana que não poupa nem sofrimentos a animais. Mas ! O problema para quem faz uso do : "Os fins justificam os meios'. È que as coisas podem se dar mal no meio do processo. No meio no processo do vale-tudo , as coisas podem não dar certo e colocar tudo a perder. Veja nossa greve dos caminhoneiros , ela se tornou uma maquina em dar prejuízo ao país,além de muita confusão,caos,sofrimento,escândalos. Sou mais adepto da ideia de usar meios honestos,justos e honrados para atingir um FIM. Pelo menos estes MEIOS ,não tem efeitos colaterais.
  • Rodrigo Wettstein  29/05/2018 02:19
    Convenhamos, os preços dos combustíveis aumentando seguidamente qual libertário não previu uma inflação mais à frente. O repasse de aumentos travou nas distribuidoras e caminhoneiros, que estava com o pavio mais curto e fez greve. E não é porque eu sou libertário que eu seria contra greves, mas a veria como um sinal, como uma doença que surgiu no corpo e o fez parar, e exige análise profunda. Greve é libertária mas é ruim e o último recurso numa "democracia a quebrar".
    Petrobras é um fóssil, o governo não tem a agilidade dos computadores negociando trilhões de dólares por minuto. É o povo se divide em partidos ou se investigam para saber quem é mais burro, como nós libertários fazemos tão bem sem olhar nos nossos próprios narizes e pedestais de ouro.
    Nos libertários devemos ser humildes e perceber que alguem da população faz greve porque não tem inteligência emocional, não tem capital, não tem opções, e nenhuma condição de mudar sua vida cheia de armadilhas do governo e opta sempre para greve. Não os culpo por isso. Mas também não os perdôo. Greve é último recurso, quando nada mais resta e o mundo todo está desabando a volta, seja democracia ou as próprias vidas numa fábrica suja que use por exemplo trabalho escravo.
    Temos que ser libertários em aceitar a greve, mas como um sinal de que o corpo está em estado gravemente doente e precisa de muitos remédios (remédios salutares, bem libertários).
    Para sermos mais realistas, uma medida que seria muito boa para o crédito ao governo, ao mesmo tempo muito libertária, e que traria confiança dos investidores e forçaria os partidos de esquerda a um jogo suicida de vacas ao precipício, seria divulgar bem no início ou meio da greve que iria privatizar a Petrobras. Mesmo que não privatizasse, aqui entrando um maquiavelismo político, isso alteraria todas as forças políticas, econômicas e de greve.
    Mas Governo é governo.
  • George Lucas Casagrande  29/05/2018 03:21
    Estava comentando com a minha mãe sobre isso hoje. Os trouxas apoiando tudo e quem vai pagar a conta somos nós. Como diz o próprio artigo: IMPOSSÍVEL APOIAR ISSO!
  • anônimo  29/05/2018 12:26
    Os militares estatizaram mais que os socialistas.

    Se fizerem isso novamente, vai ser mais 100 anos perdidos.

    Quem está acompanhando os caminhoneiros pelo Whatsapp, já está sabendo que isso vai acabar em intervenção.

    A boa notícia é que os caminhoneiros já sabem que esse acordo falso só vai subir o imposto.
  • A VERDADE ESTÁ LÁ FORA  29/05/2018 13:51
    Estão colocando em todos os jornais e blogs estas mesmas colocações, todos os colunistas e críticos vem com a mesma história.

    Para variar gostaria de ver um "crítico" se colocar na pele do Temer e dar uma solução mágica para o problema. Lógico que ninguém vá responder pois não tem cérebro para pensar em soluções.

    Não falem em soluções como mudar a edução de 200 milhões de pessoas em 24 h.

    Não falem que o governo tem que deixar de pagar tudo para acabar com os impostos, isto até um frango de granja sabe que não dá certo.
    A realidade é muito mais real que os colunistas imaginam.
  • anônimo  04/06/2018 12:31
    Se são, ou não, boas soluções, cabe a cada um analisar; mas, que o texto apresentou várias soluções, sim, ele o fez:

    "(...)
    Qual seria uma pauta realmente libertária? Desestatização da Petrobras, liberação efetiva do mercado interno para o refino de petróleo (hoje, a Petrobras comanda 98% do refino no Brasil e não há nenhuma segurança jurídica para a entrada de concorrentes; entenda os detalhes aqui), redução dos gastos do governo, como a abolição de ministérios, agências e secretarias (o que, aí sim, permitiria redução de impostos), abolição das alíquotas de importação de petróleo, e fim das regulamentações sobre a abertura de postos de combustíveis, que são a maior reserva de mercado do país.

    E o que fazer para resolver os problemas urgentes gerados pela paralisação? O governo e a ANTT deveriam liberar transportadoras estrangeiras (argentinas, uruguaias, paraguaias, peruanas, colombianas, bolivianas etc). para fazerem fretes aqui dentro, de uma cidade a outra. Embora isso não vá resolver em definitivo o problema, ao menos amenizaria bastante o desabastecimento ao redor do país. Mas isso nunca será feito, pois sempre haverá alguém para invocar a questão da "soberania nacional(...)".
  • Renato Valença  29/05/2018 14:46
    EXCELENTE artigo! Mais didática explanação acerca do tema.
  • ed  29/05/2018 14:51
    Pra mim é tudo muito simples.

    Toda e qualquer coisa que o governo faça que não seja reduzir impostos/gastos/burocracia é lixo.
  • Jarbas Profeta  29/05/2018 15:17
    Muito bom como sempre Leandro,

    Fica claro que certas classes tem o poder de "pedir" praticamente qualquer coisa, frente à greves, infelizmente eu acredito que a maioria simplesmente não tenha ideia de que pedir medidas libertárias enfocando o setor de combustíveis neste caso, vá beneficiá-los no longuíssimo prazo e de uma maneira muito mais eficiente.

    O óbvio (para os grevistas) é simplesmente pedir redução dos custos, ou ampliação de benesses, não interessando de qual forma, jogando na mão do Estado este problema, e a única forma que o Estado resolve seus problemas é com mais Estado.

    É como tentar construir um castelo com esterco, pra não falar palavrão.

    Na realidade dos fatos, a população simplesmente quer que alguém resolva seus problemas, quer remédios, moradia, emprego, segurança, TUDO. Se nada disso fosse controlado pelo Estado, à quem o povo iria "pedir"?

    Aproveitando: Vejo MUITAS pessoas, canais na mídia e políticos da oposição apontando a política de preços da Petrobras como única culpada pelos preços altos do combustível, NINGUÉM está falando sobre livre mercado (no mainstream), como vamos evoluir assim? Por que os libertários não aparecem nessas horas? Falta espaço ou interesse?
  • Pepino di Capri & Porres De Vodega  29/05/2018 16:17
    Está ai o resultado dessa greve, mais uma vez o estado se agiganta mais e mais, é impossível conte-lo.

    Alguém aqui tem espereça que isso mude? Esqueça, vc não vai viver pra ver, e o pior está por vir.

    Eu mesmo já me sinto constrangido em criticar o tamanho do estado, muitos amigos que tenho aqui são funcionários públicos, até meu melhor amigo é CC da prefeitura, ele trabalha no postinho de saúde, junto com ele são pelo menos 30 pessoas, entre secretários, dentistas, médicos, motoristas, balconistas, assistentes, enfermeiras, auxiliares etc (a maioria meus conhecidos) que praticamente NADA produzem, estão todos os dias pelos cantos de papo furado, é só alegria por lá.

    Mas na verdade, ao meu ver isso é triste, é decepcionante.

    Já para eu abrir uma um clínica veterinária para minha mulher, cheguei a exaustão, foram maços de papeladas, horas de trabalho, entra no site da junta comercial, faz a viabilidade, indeferida, faz de novo deferida aleluia, paga taxa, entra no site da receita, preenche dezenas de formulários, faz o DBE, envia pra receita, paga guias de arrecadação, Faz o DBE, valida documentos, retira documentos, vai até a junta comercial, protocola, indeferia, faz tudo de novo, não aceitam a atividade, não aceitam o Cnae, muda a atividade, muda nome, muda Cnae, deferido e pronto, acabou? Nao, agora mais uma odisseia na receita estadual, taxas, problemas com endereço, ´problemas com mercadorias, medicamentos, localização, em fim tudo certo aleluia, acabou? Não, agora prefeitura, taxas, alvarás, mais taxas, alvará sanitário, de localização, bombeiros acabou? Não, conselho regional de medicina veterinária, taxas e mais taxas(o veterinário paga para o conselho, e se tiver empresa paga tbm), centenas de funcionários do conselho que nada produzem só sugam, por fim tudo certo, acabou? Nao, Sipeagro, esse sim é o pior, é mais fácil vc construir um prédio novo do ministério da agricultura, do que vender medicamentos controlados.

    Isso tudo é desumano, humilhante.

    Parabéns caminhoneiros, era tudo que precisávamos, mais estado, mais controle, mais gastos, mais ineficiência.
  • S mises  29/05/2018 16:56

    ... "Qual seria uma pauta realmente libertária? Desestatização da Petrobras, liberação efetiva do mercado interno para o refino de petróleo (hoje, a Petrobras comanda 98% do refino no Brasil e não há nenhuma segurança jurídica para a entrada de concorrentes; entenda os detalhes aqui), redução dos gastos do governo, como a abolição de ministérios, agências e secretarias (o que, aí sim, permitiria redução de impostos), abolição das alíquotas de importação de petróleo, e fim das regulamentações sobre a abertura de postos de combustíveis, que são a maior reserva de mercado do país."

    Concordo, mas como podemos exigir a aprovação dessa pauta no governo?
    Voto? Sabemos que não resolve, pelo menos não nos próximos 20 anos no mínimo.
    Ouvi falar em greve fiscal, sonegação em massa. Como começar?
    Já que empresários (não burocratas) são em maioria a parte mais lesada, pq não começam se organizando e deixando de pagar ISS, ICMS, DAS?
    Nós sabemos qual o caminho, mas por favor, indiquem de onde começar a fazer valer.
  • Lee Bertharian  31/05/2018 05:31
    Trabalhe (e contrate) sem carteira assinada (daqui a 5 anos não vai ter dinheiro pra nenhuma aposentadoria mesmo).
    Compre (e venda) sem nota fiscal.
    170 mil políticos e 12 milhões de funças só querem saber do nosso dinheiro, vamos matar esse câncer de fome!
  • Eu  29/05/2018 18:11
    www.metropoles.com/brasil/economia-br/cade-apresenta-9-propostas-para-reduzir-os-precos-de-combustiveis
  • Tulio  29/05/2018 18:42
    Nunca pensei que fosse dizer isso, mas essas propostas do CADE (do CADE!) são muito boas. Bom saber que este é um tema que está virando mainstream, e que não mais é só o IMB que fala a respeito.
  • Demolidor  30/05/2018 03:33
    Até que enfim algo sensato.
  • Eu  01/06/2018 01:43
    Cade apresenta 9 propostas para reduzir os preços de combustíveis
    Uma delas permite que produtores de álcool vendam diretamente aos postos

    Presente na Comissão Geral do Congresso que discute a crise dos combustíveis, o presidente do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), Alexandre Barreto de Souza, apresentou uma lista de propostas para o setor a fim de aumentar a concorrência e, segundo ele, reduzir os preços ao consumidor final. A mais polêmica delas é a que pode resultar na diminuição de frentistas nos postos, pois dá ao cliente a oportunidade de abastecer o próprio carro.

    O autosserviço tende a reduzir custos com encargos trabalhistas, com consequente redução do preço final ao consumidor. Além disso, dota o comprador de maior poder de escolha entre abastecer pessoalmente seu próprio carro ou escolher um posto com serviços de frentistas.

    Intitulada Repensando o Setor de Combustíveis: medidas pró-concorrência, a publicação foi organizada pelo Departamento de Estudos Econômicos da autarquia, em colaboração com a Superintendência Geral, e apresenta nove propostas reunidas em três tópicos temáticos envolvendo questões regulatórias.

    Abaixo, as soluções sugeridas pelo Cade:

    1) Permitir que produtores de álcool vendam diretamente aos postos
    Atualmente, os produtores de etanol não podem vender o produto diretamente ao posto por conta de restrições previstas em resoluções da ANP. Este tipo de norma regulatória, entende-se a princípio, produz ineficiências econômicas à medida que impede o livre comércio e dificulta a possibilidade de concorrência que poderia existir entre produtor de etanol e distribuidor de combustível.

    2) Repensar a proibição de verticalização do setor de varejo de combustíveis

    No Brasil, é vedado por lei a um posto de gasolina pertencer a uma distribuidora de gasolina ou a uma refinaria. Há diversos estudos empíricos demonstrando que os custos e os preços da venda de gasolina aumentam quando se proíbe essa verticalização.

    3) Extinguir a vedação à importação de combustíveis pelas distribuidoras

    A permissão de importação pelos distribuidores de combustível reduziria os custos de transação e as margens de remuneração do intermediário (importador), além de estimular o aumento no número de agentes na etapa de fornecimento dos produtos, com possível diminuição dos preços.

    4) Fornecer informações aos consumidores do nome do revendedor de combustível, de quantos postos o revendedor possui e a quais outras marcas ele está associado

    A justificativa principal para tal sugestão é de que os consumidores não sabem quais postos concorrem entre si. Atualmente, um revendedor pode possuir diversas marcas simultaneamente (BR, Ipiranga, Shell, etc.) e estabelecer preços iguais para seus postos, mesmo sendo de bandeiras diferentes. Tal situação dá a impressão errônea para os consumidores que diferentes marcas combinaram preços.

    5) Aprimorar a disponibilidade de informação sobre a comercialização de combustíveis

    A ampliação, o cruzamento e o aprimoramento dos dados à disposição da ANP e do Cade relacionados à comercialização de combustíveis (preços, volumes, etc.) permitirão a detecção mais ágil e precisa de indícios econômicos de condutas anticompetitivas.

    Eventualmente, é possível pensar em uma revisão do artigo 198 do Código Tributário Nacional para permitir que o Cade tenha acesso a dados fiscais do mercado de maneira mais ampla.

    6) Repensar a substituição tributária do ICMS

    Para cobrar o imposto na origem, a autoridade tributária precisa elaborar uma tabela estimada de preços de revenda. Essa prática pode levar à uniformização dos preços nos postos. Ela também prejudica o empresário que opta por um preço mais baixo do que o definido no momento da tributação.

    7) Repensar a forma de tributação do combustível

    Atualmente, o imposto é cobrado por meio de um valor fixo por litro de combustível. Há, portanto, uma distorção, já que alguém que vende o litro da gasolina mais barato paga proporcionalmente mais imposto do que outro que vende combustível mais caro. Desse modo, há incentivos para a venda com preços mais altos. O estudo sugere a cobrança de valores percentuais (ad valorem) sobre a receita obtida com a venda.

    8) Permitir postos autosserviços

    O autosserviço tende a reduzir custos com encargos trabalhistas, com consequente redução do preço final ao consumidor. Além disso, dota o consumidor de maior poder de escolha entre abastecer pessoalmente seu próprio carro ou escolher um posto com serviços de frentistas.

    9) Repensar as normas sobre o uso concorrencial do espaço urbano

    Propõe-se uma regulamentação nacional no sentido de fomentar a rivalidade entre postos de combustíveis e repensar restrições do uso do espaço urbano (a proibição de instalação de postos de gasolina em hipermercados, por exemplo). A medida acaba diminuindo a disputa existente entre os agentes de mercado e elevando o preço dos combustíveis.





  • EVANDRO ALVES DOS SANTOS  29/05/2018 19:52
    Qualquer movimento politico ou social que não debata a diminuição do Estado, não passa de populismo, demagogia e cretinice.
  • anônimo  29/05/2018 20:28
    Mas a principal pauta: os caminhoneiros estão pedindo "intervenção militar já".

    Por mais defeitos que tenham os militares, eles são melhores do que os atuais políticos. Basta vc se lembrar quanto era a cargatributária nos anos 70 e quanto é hj.
  • Queiroz  29/05/2018 20:50
    A carga tributária era menor porque a inflação monetária era muito maior. Aquilo que o governo não arrecadava via impostos ele recorria à impressora de dinheiro.

    Tanto é que na época dos militares uma inflação de preços de 25% era considerada baixa.

    Passo.

    Ademais, eles foram os maiores criadores de estatais da história. Passo também.
  • Felipe Lange  29/05/2018 21:31
    Geisel e demais milicos criaram mais estatais do que 13 anos de PT. E isso que eles eram considerados "de direita". Imagina se fossem de esquerda.
  • IRCR  29/05/2018 21:09
    Grande Leandro

    Tem algum artigo ou texto que desmente a "grande" importancia do Ciro Gomes quando foi ministro da fazenda durante o plano real ?

    Tem muito amiguinho dizendo que o Ciro é a melhor opção por causa disso. rssss.
  • Felipe Lange  29/05/2018 21:28
    Alguém leu esse artigo? O que acham?
  • E.P  30/05/2018 01:13
    O brasileiro médio caiu nessa pataquada como sempre cai, e gosta, é aquele ditado: o brasileiro é que nem galinha, leva no rabo e ainda sai cantando.
    Artigo sensacional do Leandro, tá montado na razão, mas tenho algo a acrescentar:

    O brasileiro sofre de uma doença terrível, ele está tão desamparado politicamente, que qualquer grupo com força pra gerar o caos no país se torna imediatamente representante da verdade, párocos do livramento, salvadores da pátria, e poraí vai. Então abraça a causa cegamente, e não percebe ou finge não perceber, que os interesses do grupo valem mais do que qualquer discurso. Sendo assim, na medida que conseguem acordos e benesses, saem de cena tão rápido quanto apareceram.

    Entristece-me que mal e mal 2 ou 3 mil pessoas compreendem isso no Brasil.
  • Limaum  30/05/2018 06:22
    Pessoal, uma pergunta lógica acerca de coisas simples: 1° O Nome do PSOL é - Partido Socialismo e Liberdade, porém pela lógica, Socialismo anula Liberdade, é contraditório e incoerente, estou certo ou não?Uma vez que pra se haver Socialismo ou até o Comunismo, é necessário botar arma na cabeça das pessoas e pilhá-las,certo?

    2° Estava pensando no significado de Empresa Estatal(Correios,Caixa,Banco do Brasil,CONAB,e mais uma caralhada de coisa),porque divagava sobre funcionários públicos,então pensei: Funcionários Públicos nada produzem,(Senadores,Governadores,Deputados,Juízes,Desembargadores,Funcionários do INSS,da Prefeitura e etc),então como podem criar o conceito de Empresa Estatal sendo que ela não está sujeita a Lucros e Prejuízos?

    Porque o Estado nada Produz além de Leis,e se algo dá prejuízo, a "Empresa" não é fechada, ou passa por crise,ou tem corte de funcionários, ela simplesmente continua existindo, porque ela sobrevive de acionistas que tem um Fuzil apontado pra cabeça, então se não passa pelo simples processo de perda e lucro,porque da palavra: "Empresa Estatal"?
  • Pobre Paulista  30/05/2018 12:37
    1. Correto, é uma contradição, mas esquerdista não liga pra isso. Pelo contrário, parece até que fazem de propósito só pra confundir.

    2. Algo lá. Empresas estatais produzem sim. O é que ela não está sujeita ao sistema de lucros e prejuízos, e isso por si só causa distorções no mercado. Uma empresa estatal pode praticar "dumping" e com isso tirar empresas eficientes do mercado, enquanto o pagador de impostos banca isso tudo. Ela também pode pagar salários maiores que o do mercado e concentrar bons profissionais em empresas ruins, deixando os profissionais menos qualificados para as empresas mais eficientes, novamente distorcendo o mercado. E por fim, a empresa estatal pode falir infinitas vezes, pois os pagadores de impostos podem simplesmente reerguê-la (Veja o exemplo da CEF que está falida umas 30 vezes).

    Então se chama empresa estatal por isso: De fato é uma empresa, que precisa comprar insumos, pagar salários e produzir bens com valor econômico, e também é estatal, e por isso não está sujeita às leis de mercado.
  • Miscellaneous  30/05/2018 12:50
    1) É impossível haver socialismo e liberdade - como nos mostra a Venezuela

    2) A expressão "empresa estatal" já abriga, por si só, um conflito, uma contradição, uma incoerência, porque se quisermos falar de uma empresa de verdade, definida — de acordo com a concepção da Escola Austríaca — como a aglutinação de fatores de produção com o fim de executar uma dada atividade empreendedora, ela não pode ser estatal.

    E, se considerarmos uma organização econômica constituída pelo estado para explorar a mesma atividade, essa organização pode ser qualquer outra coisa, mas nunca será uma empresa.

    A própria etimologia da palavra empresa vem em nosso auxílio: do latim prehensus, que significa empreendimento. Em outras palavras, em uma economia verdadeiramente de mercado, em que a atividade empreendedora seja sua força-motriz, não há qualquer espaço para empresas do estado, pois não existe algo como "empreendedorismo de estado".

    Em primeiro lugar, em qualquer empresa que tenha como seu maior acionista o Tesouro nacional, a rede de incentivos funciona de maneiras um tanto distintas. Eventuais maus negócios e seus subsequentes prejuízos ou descapitalizações serão prontamente cobertos pela viúva — ou seja, por nós, pagadores de impostos, ainda que de modos rocambolescos e indiretos.

    Mais: uma empresa ser gerida pelo governo significa que ela opera sem precisar se sujeitar ao mecanismo de lucros e prejuízos.

    Todos os déficits operacionais serão cobertos pelo Tesouro, que vai utilizar o dinheiro confiscado via impostos dos desafortunados cidadãos. Uma estatal não precisa de incentivos, pois não sofre concorrência financeira — seus fundos, oriundos do Tesouro, em tese são infinitos.

    Por que se esforçar para ser eficiente se você sabe que, se algo der errado, o Tesouro irá fazer aportes?

    Uma empresa que não é gerida privadamente, que não está sujeita a uma concorrência direta, nunca terá de enfrentar riscos genuínos e nunca terá de lidar com a possibilidade de prejuízos reais. Logo, é como se ela operasse fora do mercado, em uma dimensão paralela.

    O interesse do consumidor — e até mesmo de seus acionistas, caso a estatal tenha capital aberto — é a última variável a ser considerada.

    Como mostram os esquemas de propinas em licitações, estatais não operam de acordo com os sinais de preços emitidos pelo mercado. Elas não operam segundo a lógica do sistema de lucros e prejuízos. Se uma empresa genuinamente privada se dispusesse a pagar um preço mais alto que o de mercado para contratar empreiteiras para fazer obras, seu capital (patrimônio líquido) seria destruído, seus acionistas se desfariam de suas ações, o valor de mercado da empresa despencaria e, na melhor das hipóteses, ela teria de ser vendida para outros controladores "a preço de banana".

    Assim como o governo não é capaz de saber se deve construir a estrada A ou a estrada B, ou se deve "investir" em uma estrada ou em uma escola, ele também não sabe se deve produzir mais eletricidade, ou se deve prospectar mais petróleo, ou se deve alterar seu serviço de entrega de cartas. (Por isso, os Correios estão pedindo um aporte de R$ 6 bilhões ao Tesouro Nacional).

    Com efeito, não há como o governo saber o quanto deve gastar em todas as suas atividades em que está envolvido. Simplesmente não há maneira racional de o governo alocar fundos ou mesmo decidir o quanto ele deve ter.

    O sistema de lucros e prejuízos serve como guia crítico para direcionar o fluxo de recursos produtivos. Tal guia não existe para o governo, que não possui uma maneira racional de decidir o quanto de dinheiro ele deve gastar, seja no total ou em algum setor em específico.

    Por não ter uma racionalidade, uma preocupação com lucros e prejuízos, as estatais sempre acabam seguindo os caprichos do governo do momento, cujos políticos do partido estão em seu comando. Consequentemente, estatais sempre estarão sob os auspícios de uma gente cujo horizonte temporal é de no máximo quatro anos, e inevitavelmente se transformarão em fábricas de desperdício, ineficiência, confusão e ressentimento.

    Em uma sociedade de pessoas livres, a quem Hayek atribuiria as palavras gregas Nomos e Cosmos, o número certo de empresas estatais deve ser zero.
  • Mateus  30/05/2018 17:21
    Toda essa confusão de greve me deixou preocupado com o futuro desse país. Se a direita de Joyce Hasselman e Bolsonaro foram a favor da greve e eles são o mais próximo da "mudança" que tem pela frente só posso concluir que estamos fodidos. Ciro, Alckmin, Marina e Bolsonaro. Estamos fodidos, amigos!
  • Gustavo Arthuzo  30/05/2018 19:44
    Cara, analise a situação como um político, se Bolsonaro, por exemplo, se manifesta contra a greve, seria MASSACRADO pela mídia; além disso, mais de 80% da população foi a favor (87% segundo o datafolha).
  • Karina Nunes  31/05/2018 16:45
    Excelente texto.
  • Luciano  31/05/2018 16:59
    Leandro, como sempre, seus artigos são maravilhosos.

    Eu estou amadurecendo uma ideia empreendedora relacionada à defesa da liberdade. Gostaria de discuti-la contigo, se você tiver interesse. Seria possível trocarmos algum e-mail? Se sim, por gentileza, entre em contato no e-mail que anexei a esta mensagem.

    Muito obrigado!
  • anônimo  31/05/2018 17:43
    Esse refrão da música Massa Falida da dupla Duduca e Dalvan deve servir para acordar essa população omissa desse país: Não aborte os teus ideais no ventre da covardia! Vá a luta empunhando a verdade que a liberdade não é utopia!
  • Fabio  31/05/2018 21:22
    Faltou mencionar a causa dos fretes "baixos", que se deu devido a intervenção estatal via BNDES concedendo credito subsidiado nos programas pró caminhoneiro pra financiar compra de caminhão, o que elevou a oferta de caminhoneiros alem da demanda real e consequentemente baixou o preço dos fretes,

    Colocar um preço minimo no frete não ataca o "problema" do excesso de oferta de mão de obra e vai encarecer o trasporte, com preço maior deve haver redução da demanda por trasporte e consequentemente se tem mais caminhoneiros desempregados, logo se conclui que a reivindicação foi um tiro no pé da categoria e creio que não demorara tempo pra que esses mesmos caminhoneiros façam uma nova greve pedindo algo como um "conselho nacional de caminhoneiros" pra cartelizar a profissão...
  • Leitor Antigo  31/05/2018 21:28
    Artigo inteiro sobre isso:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2040

    Ressaltando, aliás, que este Instituto foi simplesmente o primeiro veículo no Brasil a explicar isso, ainda em fevereiro de 2015. Depois, todos os outros veículos simplesmente saíram copiando. Recentemente, então, quando o assunto voltou à tona a coisa foi ainda mais explícita.
  • Nill  01/06/2018 00:00
    Nem bem baixou a poeira da greve dos caminhoneiros e já começou a guerra entre o setor dos caminhoneiros e setor do agronegócio . agronoticiasmt.com/noticias/top/abiove-e-srb-criticam-governo-por-medida-dos-fretes-e-querem-debater-o-assunto/

    O agronegócio não aceita o tabelamento de fretes. " A medida provisória (MP) que estabelece um preço mínimo para fretes no país foi recebida com críticas pelo agronegócio brasileiro, que pede, agora, participação na formação desses preços, disseram representantes nesta segunda-feira em São Paulo. "

    O que acontece é que os caminhoneiros ensoberbecidos pelo estrondosa vitoria nesta greve e greves do passado. Apoiados pelo povão e chamado de heróis pelo 'rei' Roberto Carlos . Mostraram que podem PARAR O BRASIL, se transformaram nas novas 'vacas sagradas. Que quase ninguém critica. Por tudo isto o setor de transporte se tornou Ensoberbecido. Resolveram atacar para ganhar mais terreno e deram o primeiro tiro de canhão. Numa guerra contra outros setores. E outros setores nunca vão aceitar as vantagens dadas aos caminhoneiros.

    È preciso dizer que a satanização e consequente fraqueza do Governo contribuiu tremendamente para essa situação.
  • Vladimir  01/06/2018 14:00
    E a grande ironia de tudo é que foi exatamente o setor agrário quem mais deu apoio à greve dos caminhoneiros. Teve caso de sindicatos ligados ao agronegócio que chegaram até a oferecer tratores para bloquear as estradas.

    Agora, com o tabelamento do frete e a majoração dos preços, isso irá elevar brutalmente os custos do… agronegócio.

    Daí a importância de sempre saber as consequências econômicas de determinados atos. Conservadores e liberais que apoiaram esse greve simplesmente caíram no ridículo.
  • Pobre Paulista  01/06/2018 19:15
    Passaram uma vergonha federal, e ainda por cima, ao invés de perceberem que fizeram besteira, resolveram culpar os "infiltrados" que "estragaram" a "paralisação" por tudo o que deu (previsivelmente) errado.
  • Henrique  01/06/2018 17:34
    Não se tratou de locaute? Se as transportadoras têm mais de 70% do mercado, a maior parte do dinheiro oriundo dessas medidas não vai para o bolso dos patrões?


    Abraços.
  • Marcelo  01/06/2018 20:33
    Correto. É o perfeito exemplo prático de mercantilismo/corporativismo, prática aperfeiçoada e levada ao ápice pelos governos do PT. Temer se mostra um aluno bastante aplicado, tendo aprendido tudo como vice-presidente.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2871

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2809

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2737
  • Nill  01/06/2018 19:53
    Vladimir ! Pode-se dizer que o setor agrário e o setor dos caminhoneiros são como foram os nazistas e comunistas , antes da Segunda Guerra Mundial . Foram amistosos e colaboradores até que um deles quis tomar tudo para si, no caso , os nazistas. O setor agrário já percebeu a safadeza e ganância do setor caminhoneiro e não vai permitir ser explorado. Como os demais setores também.. Hoje ! Mesmo ouvi no SBA , um analista dizendo que o Brasil precisa investir mais em transporte ferroviário e fluvial. Que caminhões não aguentam viagens de 2000 mil KM.

    Outro setor que está entrando na guerra é o Mercado Financeiro. Acontece que a demissão de Parente desagradou tremendamente este setor. E a Petrobrás já foi bombardeada, perdeu muito de seu valor. No caso da Petrobrás , os petroleiros também estão envolvidos. A guerra é culpa dos setores que pensavam poder tomar terreno sem nenhuma consequência. Vamos ver como a batalha se desenvolve. Mas ! Aposto ! setor caminhoneiro e petroleiros vão perder.
  • Nill  01/06/2018 20:14
    Vladimir ! Com certeza , o exercito não entrará nesta "guerra" . Uma tremenda ironia. Veja a noticia :noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2016/12/11/exercito-diz-que-malucos-apoiam-intervencao.htm

    O comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas chamou de malucos os que pedem uma intervenção militar. Quarta-feira mesmo em minha cidade, uma mulher me disse que o general Villas Boas ia tomar posse. E de fato ela parecia uma maluca.

    Na verdade seria tolice demais , o exercito entrar no meio disto. Deixa que as coisas se resolvem com a derrota das piores partes. Só observa essa 'guerra' acontecer.
  • Pobre Paulista  04/06/2018 17:30
    Aos que temem uma intervenção militar, fiquem tranquilos: ainda que eles sucedam, não durariam mais do que duas horas no poder ;-)
  • Funça  04/06/2018 23:18
    Milico de alta patente só quer saber de mordomias. Alto salário, sem responsabilidade e não ser foco das notícias.

    Você realmente acha funcionários públicos 2.0 vão querer pegar algum rojão na mão?
  • Marcelo  01/06/2018 21:55
    Não se trata de greve, mas paralisação de motoristas transportadores, insuflada pelos proprietários de empresas de logística, descontentes com as medidas adotadas pela Petrobrás.
  • Cristiane de Lira Silva  04/06/2018 13:37
    Este episódio será lembrado por mim como os dias em que os empresários, caminhoneiros e quase 90% da população fizeram e apoiaram uma greve pra matar o Brasil de vez! Eu só não esperava que algo assim partiria de empresários, até mesmo empresários de outros setores. Conversei com o dono de um indústria durante um dos dias da greve e ele estava a favor mesmo sem poder escoar a produção e o povo não teve medo nem de morrer de fome.
  • Imigrante  04/06/2018 14:40
    Bem definido, greve para matar o Brasil, a população aceitou o seu autoflagelo na tentativa de prejudicar o estamento burocrático, no atual estado de baderna que está o país, só mesmo matando para nascer um país novo, com uma constituição mais livre, menos privilégios e assentado numa população que entenda minimamente que precisa de liberdades para trabalhar e produzir. Infelizmente o brasileiro ainda não está pronto, então será só a Brazuela.
  • Cristiane de Lira Silva  04/06/2018 13:45
    "Em última instância, como bem disse um leitor, as exigências de caminhoneiros e transportadoras não eram anti-estado; eles apenas queriam que o governo reduzisse os preços do diesel e do pedágio simplesmente porque o alto custo estava afetando seus lucros. Normal. Não há nada de inerentemente libertário nessa postura."

    Eu li as reclamações dos caminhoneiros e, a despeito de eu não ter concordado com a greve (porque era uma greve suicida),havia reivindicações justas sim. Não entro na questão de diminuir ou aumentar estado, mas os caminhoneiros alegam que os custos estão altos e está quase impossível trabalhar. Não estavam falando de lucro. Alguém tem que consertar a bagunça.
  • Leandro  04/06/2018 13:55
    E qual foi a bagunça? Sim, o BNDES. Ele começou a dar empréstimos subsidiados (com taxas de juros reais negativas) para pessoas comprarem caminhões. Consequentemente, a quantidade de caminhões circulando explodiu. Com mais caminhões concorrendo entre si, o preço do frete caiu.

    Para completar, a lambança na Petrobras (política de preços congelados durante o governo Dilma mais corrupção e desvios) destruiu o caixa da empresa, e ela teve de passar a praticar preços acima dos de mercado (como o próprio Pedro Parente admitiu) para voltar a se valorizar. E como a estatal detém o monopólio do refino, ela pode repassar integralmente seus aumentos de preços ao consumidor, algo que seria impossível caso mercado fosse concorrência.

    Portanto, ficamos assim:

    a) de um lado, os subsídios do BNDES -- criados para tentar beneficiar os próprios caminhoneiros -- lograram reduzir os preços dos fretes. Isso gerou redução nas receitas dos caminhoneiros autônomos e das transportadoras;

    b) de outro, a necessidade da Petrobras de praticar preços acima dos de mercado elevaram enormemente os preços do diesel. Isso gerou aumento nas despesas dos caminhoneiros autônomos e das transportadoras.

    Entendeu a encrenca?

    E quem irá consertar tudo isso? Exato, a população.
  • Imigrante  04/06/2018 14:35
    Queimar caminhão resolve, e claro, não deixar repôr. Mas para resolver mesmo, só o aeroporto.
  • Edson  04/06/2018 18:33
    Poder de polícia garantirá desconto no diesel, diz ministro

    O governo federal utilizará todo o poder de polícia que detém para garantir que o óleo diesel tenha desconto de 46 centavos nos postos de gasolina.

    Foi o que disse Sérgio Etchegoyen nesta segunda-feira, registra a Folha.

    Segundo o ministro-chefe do GSI, a BR Distribuidora já adotou a redução do preço em todo o seu estoque de combustíveis, "independentemente de quanto tenha custado", mas ainda é possível que o desconto não tenha chegado a alguns pontos de venda.

    "Sobre os R$ 0,46, a BR Distribuidora se antecipou e fez um desconto de todo o seu estoque, independentemente de quanto ele tenha custado. E o governo federal, neste momento, está se reajustando para a fiscalização disso. Todo o poder de polícia será posto em um esforço de garantir a redução", disse Etchegoyen.

    www.oantagonista.com/brasil/poder-de-policia-garantira-desconto-no-diesel-diz-ministro/

    Que maravilha...
  • AGB  05/06/2018 01:59
    Acontece que os donos dos postos não gostam trancar as ruas com fogueira de pneus.
  • joao inocencio jr  05/06/2018 03:32
    leandro roque baixando a madeira nos pseudo-libertários! parabéns pelo grande artigo!
  • Outro Leandro  05/06/2018 16:10
    Leandro Roque, você seria ministro da fazenda se alguém te desse a oportunidade?
  • Sociólogo USP  05/06/2018 17:33
    Ele não duraria muito, pois não manteria as torneiras do BNDES abertas para agradar ao baronato.
  • Leandro  06/06/2018 00:21
    Boa, Sociólogo. É por aí.

    Mas a verdade é que eu renunciaria antes de assumir. Não tenho nenhuma ilusão quanto à possibilidade de se fazer políticas sensatas em nosso atual arranjo democrático, em que você tem de negociar com as lideranças dos 4.327 partidos que existem.

    Com nosso atual sistema político, o melhor a que podemos almejar é apenas a inércia. Se você tiver um governo que não faça nada, isso já será ótimo.

  • Bruno Carvalho  07/06/2018 03:46
    Melhor texto acerca do assunto. Libertário consciente sabia desde o inicio que isso não daria boa coisa.
    Como sempre é uma parte do povo que quer mamar no Estado, para isso confere ainda mais poder a este e ferra todo resto.
  • Emerson Luis  11/06/2018 22:19
    Não, os caminhoneiros não fizeram greve para "lutar por todos nós".

    Nem para diminuir o tamanho da carga tributária.

    * * *


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