clube   |   doar   |   idiomas
Eis a grande ameaça econômica que nos aguarda: a mudança demográfica
Confira os números ao redor do mundo. E espante-se

Neste exato momento, a maior ameaça ao Ocidente não é o terrorismo. E nem as "mudanças climáticas". Nem mesmo o Zika vírus. Ou o Ebola. E muito menos Donald Trump.

A real ameaça é a mudança demográfica.

Eis alguns detalhes preocupantes relatados em uma matéria do Business Insider.

O mundo está prestes a vivenciar uma apavorante situação demográfica, a qual será a primeira na história humana: haverá mais idosos do que crianças. [...]

E estes dois grupos etários continuarão se movendo em direções opostas: a fatia da população com idade acima de 65 anos continuará aumentando, ao passo que a fatia da população com menos de 5 anos de idade continuará caindo.

Com efeito, de acordo com o Census Bureau, já em 2050, pessoas com 65 anos ou mais serão 15,6% da população global — mais do que o dobro de crianças com 5 ou menos anos de idade, as quais serão estimadas em 7,2%.

"Esse fenômeno demográfico do 'cruzamento' é inédito na história humana", disseram os autores do estudo.

Eis o gráfico que ilustra a matéria. A linha vermelha mostra a evolução do percentual de crianças (com menos de 5 anos de idade) em relação à população global. A linha azul mostra a evolução do percentual de pessoas com 65 anos ou mais em relação à população global.

children-vs-elderly-cotd.png

Gráfico 1: A linha vermelha mostra a evolução do percentual de crianças (com menos de 5 anos de idade) em relação à população global. A linha azul mostra a evolução do percentual de pessoas com 65 anos ou mais em relação à população global.

E daí?

E daí que uma fatia crescente de idosos significa mais gastos governamentais com previdência, saúde e vários outros subsídios (como remédios), ao passo que uma fatia decrescente de crianças significa menos futuros pagadores de impostos para bancar todo esse gasto com a seguridade social.

Vejamos agora esta coluna de Robert Samuelson no The Washington Post:

Ninguém pode dizer que não fomos alertados. Durante anos, estudiosos de todas as áreas — demógrafos, economistas, cientistas políticos — vêm avisando que as populações dos países mais avançados estão gradualmente envelhecendo, com dramáticas consequências para a economia e a política. Mas ainda não estamos dando a devida importância para esse futuro inevitável. [...]

O problema é simples. Baixas taxas de fecundidade e crescente expectativa de vida resultam em populações predominantemente mais idosas. Desde 1970, a expectativa média de vida para uma pessoa com 60 anos de idade nos países da OCDE aumentou de 18 para 23,4 anos. Em 2050, aumentará para 27,9 anos — ou seja, será de quase 90 anos de idade.

Os gastos com a Previdência e com toda a Seguridade Social irão explodir.

E qual a implicação? A menos que as idades de aposentadoria sejam acentuadamente elevadas ou os benefícios e pensões sejam profundamente cortados, uma fatia cada vez maior da renda das pessoas em idade de trabalho terá de ser confiscada via impostos para bancar as aposentadorias de idosos vivendo cada vez mais. Ou então o governo terá de efetivamente cortar gastos — algo que nenhum nunca fez até hoje.

Eis uma tabela deste artigo, a qual mostra a erosão radical da taxa de "dependência etária" para alguns países. O número indica quantas pessoas com idade de 65 anos ou mais haverá para cada 100 pessoas com idade entre 20 e 64 anos.

Demographic-Samuelson-Table.jpg

Tabela 1: evolução da taxa de "dependência etária" para alguns países. O número indica quantas pessoas com idade de 65 anos ou mais haverá para cada 100 pessoas com idade entre 20 e 64 anos

Para contextualizar, uma taxa de 13% (o Brasil atual) significa que, para cada 13 pessoas com mais de 65 anos de idade, há 100 pessoas com idade entre 20 e 64 anos para bancá-la. Em 2050, serão 40 para cada 100.

Em outras palavras, há hoje no Brasil 7,69 pessoas com idade entre 20 e 64 anos para bancar uma pessoa com 65 anos ou mais de idade. Em 2050, haverá apenas 2,5 pessoas com idade entre 20 e 64 anos para bancar uma pessoa com 65 anos ou mais de idade. (E olhe que o Brasil é hoje o país na melhor situação demográfica.)

Os números gregos e italianos são desalentadores, mas os do Japão são apavorantes. Também vale notar como a taxa chinesa irá se deteriorar rapidamente.

Um artigo na revista New Scientist fez a seguinte observação sobre essa dramática mudança demográfica:

Será que a bomba populacional vai explodir da maneira mais inesperada possível? Em vez de vivenciarmos uma explosão malthusiana, tudo indica que estamos a caminho de uma implosão demográfica.

Para descobrir como será esse futuro, vá até o Japão, onde uma recente pesquisa descobriu que as pessoas estão desistindo do sexo. Apesar de terem uma expectativa de vida de 85 anos (e crescendo), o número de japoneses está caindo graças a uma taxa de fecundidade de apenas 1,4 filho por mulher. [...]

Metade dos países do mundo apresenta uma taxa de fecundidade abaixo da taxa de reposição populacional, que é de 2,1 filhos por mulher. Países da Europa e do Extremo Oriente estão balançando à beira do penhasco, com taxas de fecundidade abaixo de 1,5.

Já Alemanha e Itália, a julgar pela tendência atual, podem ter sua população reduzida à metade dentro dos próximos 60 anos.

Especificamente sobre o Japão, uma reportagem da The Week ressaltou a assombrosa perspectiva demográfica do país.

O Japão tem um problema sério em mãos: o país está literalmente morrendo. De acordo com as projeções atuais, em 2060, a população do país já terá encolhido 35%, e as pessoas com mais de 65 anos de idade serão 40% da população total. Atualmente, o país já está vendendo mais fraldas geriátricas do que fraldas infantis. Dizer que isso é insustentável seria um eufemismo. O país está simplesmente morrendo. [...]

A demografia não é um fenômeno irreversível, é claro, mas não há nenhuma indicação de uma reversão na tendência. [...] O iminente colapso não mais pode ser negado. E não só no Japão, mas na Alemanha também.

A extinção de um povo e sua cultura sempre será uma tragédia global. É hora de o Japão — e o Ocidente — acordarem.

essa reportagem do site Japan Times é ainda mais reveladora:

Uma pesquisa feita com japoneses entre 18 e 34 anos de idade revelou que aproximadamente 70% dos homens solteiros e 60% das mulheres solteiras não estão em um relacionamento. Mais ainda: a maioria deles nunca teve relações íntimas e nem mesmo vivenciou demonstrações de carinho.

Aproximadamente 42% dos homens e 44% das mulheres admitiram ser virgens. O governo não ficará satisfeito em saber que a castidade está se tornando um fenômeno tão japonês quanto o sumô e o saquê.

A administração do primeiro-ministro Shinzo Abe já falou em estimular as taxas de fecundidade por meio de subsídios para famílias que tiverem filhos. Mas enquanto os japoneses não começarem a fazer mais ginástica na cama, não haverá consequência prática para esses prometidos subsídios. [...]

Um recente relatório da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) calculou como a taxa de dependência etária irá mudar em vários países membros da Organização. Em termos diretos, não é bom ter uma linha preta muito alta, pois ele indica uma alta taxa de dependência etária. As notícias ruins sobre Itália, Grécia e Japão são confirmadas, mas vale observar que Espanha, Portugal e Coréia do Sul também estão a caminho de um futuro desalentador. Em termos simples, os trabalhadores de amanhã terão de lidar com um enorme fardo tributário.

Demographic-OECD-Old-Age-Ratio-Figure.jpg

Figura 2: evolução da taxa de dependência etária para países da OCDE. O losango branco indica como era em 1975. A barra azul indica como foi em 2015. E a linha preta com o losango preto indica como será em 2050

Com efeitos, os dados da Coréia do Sul são ainda mais estupefaciente que os do Japão. A taxa de fecundidade no Japão já era baixa em 1960, sendo ainda mais baixa hoje. Mas os números para a Coréia do Sul são abismais.

Demographic-OECD-Japan-SK.jpg

Tabela 2: evolução das taxas de fecundidade de Japão e Coréia do Sul, de 1960 a 2015

Permitam-me essa exclamação: Uau!

Perante esses números, fica mais fácil entender essa bizarra história recém-noticiada sobre a Coréia do Sul:

Estudantes de duas universidades sul-coreanas estão cursando matérias em que é obrigatório namorar seus colegas. Trata-se de uma medida adotada por um país que luta para reverter uma das menores taxas de fecundidade do mundo.

As universidades Dongguk e Kyung Hee, em Seoul, afirmam que os cursos sobre namoro, sexo, amor e relacionamento têm como alvo uma geração que está evitando a vida familiar tradicional. [...] Disse ela: "A redução populacional da Coréia do Sul fez com que namoro e casamento se tornassem atos essenciais para a nossa sobrevivência futura, mas os jovens coreanos estão muito ocupados hoje em dia e são desajeitados demais para fazer novas amizades".

Como parte do curso, os estudantes têm de namorar três colegas durante um mês. [...] Seoul já gastou aproximadamente £50 bilhões tentando impulsionar as taxas de fecundidade.

Não sei exatamente qual é a parte mais bizarra do artigo: a parte sobre você ser obrigado a namorar suas colegas como parte do dever de casa (você ganha pontos extras se a garota engravidar?) ou a parte sobre o governo já ter gasto 50 bilhões de libras (aproximadamente 70 bilhões de dólares) para tentar estimular a gravidez.

Impossível tudo se manter

Eis o resumo: em todo o mundo, as pessoas viverão cada vez mais (o que é uma boa notícia), mas terão cada vez menos filhos. Como os bebês de hoje são os pagadores de impostos de amanhã, a base tributária necessária para bancar pensões e seguridade social dos idosos do futuro (o que inclui você) simplesmente está encolhendo.

Os modelos de estado de bem-estar foram criados majoritariamente na década de 1960, uma época em que se imaginava que a pirâmide etária sempre seria gorda na base (muitas crianças e jovens) e fina no topo (poucos idosos).

Sob esse arranjo, imaginou-se que sempre haveria relativamente poucos idosos (que recebem dinheiro da Previdência e da Seguridade Social), muitos trabalhadores (também conhecidos como "pagadores de impostos") e várias crianças (futuros pagadores de impostos).

Naquele mundo, um estado de bem-estar, embora não fosse uma boa ideia economicamente, ao menos era matematicamente sustentável.

Hoje, em contraste, esse mesmo arranjo já se tornou problemático, pois estamos vivendo mais e tendo menos filhos.

E, no futuro, se tudo continuar como está, a tendência é vivenciarmos uma crise fiscal de estilo grego, pois a demografia será ainda menos favorável. Para ser bem direto: não haverá pessoas o bastante para empurrar o vagão em relação à massa de pessoas dentro do vagão.

Conclusão

No final, isso não é nem uma questão ideológica ou econômica, mas sim puramente matemática: uma população crescente tem um número suficiente de pessoas trabalhando para sustentar os idosos. Já uma população declinante simplesmente não terá mão-de-obra jovem para pagar a aposentadoria desses idosos. 

Uma coisa é você ter 10 pessoas trabalhando para pagar a Previdência de um aposentado; outra coisa é você ter apenas duas pessoas (ou uma) trabalhando para pagar a Previdência desse mesmo aposentado. Ou esses dois trabalhadores terão de ser tributados ainda mais pesadamente para sustentar o aposentado, ou o aposentado simplesmente receberá menos (bem menos) do que lhe foi prometido.

Alguém terá de ceder.

___________________________________________________

Leia também:

Uma proposta para uma reforma definitiva da Previdência



autor

Daniel Mitchell
é membro-sênior do Cato Institute e especialista em política fiscal e o fardo representado pelos gastos do governo. É também membro do quadro editorial do Cayman Financial Review.


  • Tannhauser  23/05/2018 16:38
    Caso R$ 50 no chão: os abortistas de hoje receberão eutanásia forçada em 2050.

    Já começaram a preparar o terreno com a eutanásia do vovô Australiano.
  • Dalton Catunda Rocha  23/05/2018 18:33
    O vovô australiano não teve eutanásia, mas sim suicídio voluntário. Ver site: exame.abril.com.br/ciencia/cientista-australiano-de-104-anos-morre-na-suica-por-suicidio-assistido/
  • Tannhauser  23/05/2018 19:41
    Tem razão. Grato pela correção.
  • alexandre  29/05/2018 12:44
    Ufa! Ainda bem que mudaram o nome!
  • Paulo Sousa  29/06/2018 00:34
    Pois é, também acho que isso vai acontecer. O que é algo bom, na minha opinião. É um reflexo da angústia existencial que paira na pós-modernidade.
  • Isaías  23/05/2018 16:39
    Espantoso. E o pior é que a taxa de fecundidade dos muçulmanos segue explosiva. Em trinta anos a Europa já estará islamizada.
  • cmr  24/05/2018 16:56
    Sim, e com uma população improdutiva muito grande.
    Muçulmanos e africanos na Europa vivem, em sua grande maioria, de assistencialismo.
    Não se integram, fazem questão de não se integrar, recebem tudo do governo e ainda maldizem o país.

    O europeu bobão ainda te chama de racista, supremacista, nazista, fascista e um monte de "istas" se você tocar nesse assunto.

    Perdi a minha esperança na Europa.
  • Fernando   24/05/2018 17:43
    Se eles dependerem da fartura de bens de capital físico não precisam se preocupar por muito tempo, mas se dependerem do capital intelectual acumulado estão sim em maus lençóis.
  • lucas estreito  24/05/2018 18:17
    Olha primeiramente nao existe essa tem que ter filhos, as pessoas tem filhos se elas quiserem, resolver o problema cortem quase todos os impostos, não existe islamização da europa, a taxa de fecundidade dos muçulmanos esta entre 1,5 e 2,1, são poucos paises muçulmanos que vão aumentar a população, acho benefico reduzir a população já tem gente demais no mundo e outra coisa daqui a acontecem um grande babyboom, e as pessoas não tem emprego e vão para a criminalidade, isso acontece no Brasil e só um aviso a europa pode surpreender porque tem lugares que a população europeia continua a crescer exemplo irlanda vai ter um aumento de 25 porcento e os escandinavos também tem uma população crescer de pessoas nativas, então pesquisem antes de falar.
  • TONINHO  27/05/2018 19:12
    Pra mim hoje EUROPA seria o ultimo lugar do mundo que eu iria morar, vivem em um playground gigante com benesses a vontade, quando caírem a ficha já estarão liquidados. hoje pra mim seria Australia, NZ, Canada e EUA o resto, pode jogar fora. uma pena ADEUS EUROPA.
  • luiz  12/01/2019 01:55
    A taxa de fecundidade islâmica também está caindo, mas por ser uma religião essencialmente machista a tendencia é estabilizar nos 2 filhos. Só fazer uma comparação com os islâmicos de 50, 60 anos para cima tinham 4,5 , 6 filhos, já os de 30 para baixo tem no máximo 2. O islamismo cresceu na Europa com o tempo e muito nos ultimos anos devido a imigração. Muitos fenômenos podem destorcer essas variáveis. Tudo depende da forma como as pessoas enxergam a família, o política estatal etc.
  • Taradão  23/05/2018 16:42
    Pô, vou me matricular numa dessas universidades coreanas pra dar uns amassos numas coreanazinhas. Eles são bonitinhas e delicadinhas.
  • Richard Gladstone de Jouvenel  24/05/2018 18:37
    Caro Taradão,

    Bonitas, sim; delicadinhas controverso,por experiência pessoa. E em vista de sua criação, tem sérias restrições a relacionamentos com ocidentais.
  • Marcos  23/05/2018 16:42
    Alguém tem alguma explicação plausível do motivo de a natalidade nos países ricos estar caindo? Conservadores dizem que é porque a religiosidade vem caindo. Já tradicionalistas dizem que as pessoas hoje só querem mordomia, vida boa e viajar muito, algo que é interrompido pelo nascimento de filhos.
  • Conservador tradicional  23/05/2018 16:47
    Tudo o que você falou é verdade, mas há outra coisa ainda mais importante: a incrível diversidade de coisas para se fazer à noite.

    Além de ter mais barzinhos bons e baratos pra ir, há muito mais variedade de atrações na TV (incluindo Netflix) e na internet. Até meados da década de 1990 não tinha nada disso. Dava 10 da noite, nêgo apagava a luz e ia pra cama com a mulher. E ligava a fábrica de menino. Hoje não.
  • Desconhecido  23/05/2018 18:26
    Nada a ver, eu transo com a minha esposa, mesmo com netflix e internet, mas eu me cuido para não ter mais filhos (já tenho um). Se for por mim, a razão da baixa natalidade é o custo de ter um filho mesmo, principalmente referente a educação.

    Pessoas educadas e de boa renda estão preocupadas com a carreira, em viajar e na educação do filho, diferente de pessoas com pouca educação e de baixa renda, que não possuem ambição na vida e nem se preocupam com a educação do filho (por isso tem filhos aos montes).
  • Tarantino  24/05/2018 02:43
    Ficou meio genérico associar boa educação com alta renda. Conheço uns pedreiros que mal sabem ler que ganham de 12 a 15 mil em média por mês, têm muitos filhos e se preocupam com a educação destes. Por outro lado, conheço engenheiros desempregados que estão trabalhando como Uber, tirando 3 a 4 mil.
  • Desconhecido  24/05/2018 13:33
    Eu não associei boa educação com boa renda, apesar da relação existir independente de você conhecer algumas exceções. Eu associei boa educação e boa renda com a quantidade de filhos.
  • Tarantino  24/05/2018 02:48
    Com toda essa praga das feminazis e os homens cada vez mais efeminados e com medo das mulheres, esse cenário é perfeitamente previsível.
    Sugiro uma campanha para estimular as mulheres em idade fértil e interesseiras a agarrarem seu homem de 60 anos, que é da geração que ainda gosta de mulher. Qualquer problema de ordem física é resolvido pelo Viagra.
  • Insurgente  24/05/2018 14:24
    Elas já fazem isso, mas cuidam-se pra não engravidar. E aí, fie!?
  • Tarantino  25/05/2018 02:39
    Lembra-se da Luciana Gimenez? Pois é, engravidar do Mick Jagger foi o melhor negócio da vida dela.
  • Neto  23/05/2018 16:50
    Foi a expansão do estado assistencialista. Antigamente, as pessoas tinham filhos porque, dentre outras coisas, esperavam que os filhos os bancassem na aposentadoria e os amparassem na velhice. Ou seja, filhos eram também um investimento para o futuro.

    Depois que estado se arvorou o dever de cuidar dos idosos, a "necessidade" de ter filhos para fins de aposentadoria e cuidados na velhice diminuiu.

    Pode pesquisar: a taxa de fecundidade desaba junto com a expansão do estado.
  • anônimo  23/05/2018 17:03
    Exato. Os custos para se criar um filho foram artificialmente elevados pelo estado.
  • JÚLIO CESAR FERREIRA  24/05/2018 01:01
    Tem outra coisa também: o feminismo. As mulheres não querem ser mães como antigamente nestes países, muito menos constituir família. Quando você liga a TV em programas populares de manhã bem cedo já vê mulheres com esta perspectiva dando este exemplo aqui também. Então a situação do Brasil tende a piorar com o avanço do feminismo, já que as pessoas seguem quem admiram na TV...
  • Érika  25/05/2018 14:53
    A questão é que deixam somente para a mulher cuidar dos filhos. Daí não vão querer mesmo, cuidar sozinha de filho é o maior perrengue amigo. Tem que abrir mão de muita coisa.
  • Pobre Paulista  23/05/2018 16:56
    Ambos portanto dizem as mesmas coisas: As pessoas estão cada dia mais materialistas.
  • Max Filho  23/05/2018 17:07
    Para as pessoas serem motivadas a terem filhos, elas têm de acreditar que estão fazendo uma contribuição positiva ao mundo. É isso o que as mantém focadas. Acima de tudo: elas têm de estar comprometidas a fazer todo o trabalho duro necessário para criar os filhos. Elas têm de abdicar de vários confortos e prazeres. Elas têm de ter uma crença maior (seja essa crença religiosa, cultural ou mesmo nacional).

    Mas se os homens e mulheres de hoje não têm essa vontade e tampouco acreditam em um imperativo futuro, então realmente não haverá crianças. Aliás, só haverá crianças indesejadas, resultado de uma noite de sexo sem compromisso, o que pode ser pior ainda.
  • Pedro Sabino  24/05/2018 15:52
    É justamente a baixa de natalidade que os fazem ter os mais elevados PIB per capita.
  • anônimo  24/05/2018 17:08
    "Reduza a população e todos os que restarem serão ricos" típica lógica de jumento que trará consequências fatais no futuro.
  • Gilzamir  29/06/2018 11:40
    O motivo da natalidade estar caindo é simples: o custo, tanto financeiro quanto de tempo, para se criar, educar uma criança é altíssimo. Assim, casais calculam o quanto vão gastar para manter 1 ou dois filhos. Percebem que iriam ter que abrir mão de muita coisa e preferem não se arriscar. E quando se arriscam, param no primeiro filho, pois o sacrifício é alto. O modo de vida moderno é incompatível com a criação de filhos. Jovens casais querem mais é curtir a vida, concluir a formação, etc. Quando acordão para terem filhos, por volta dos 35, 40 anos, muitas vezes precisam de tratamento para poderem tê-lo. E muitos não conseguem. Como a idade é avançada por volta dos 35/40, preferem não arriscar e param no primeiro ou no segundo (minoria dos casos).
  • Marcelo Ferreira   23/05/2018 16:47
    Suponhamos (uma suposição imensa, quase utópica) que o Estado perceba esse problema, e passe a diminuir seus gastos, acabe com a previdência social e etc etc.
    Ainda teríamos um problema em relação à eminente diminuição populacional, certo?!
    Qual seria a solução para esse problema?

    (Percebam que não cobro a solução, e sim peço para que alguém que tenha uma ideia a compartilhe comigo)
  • Jonathan  23/05/2018 16:54
    Não tem solução. Se a população começa a efetivamente encolher, um abraço.

    A consequência inevitável é que, à medida que a força de trabalho vai declinando, toda a produção vai junto. Se a força de trabalho encolhe, a produção diminui. Máquinas e equipamentos deixam de receber manutenção, começam a se deteriorar e caem em desuso. Fábricas são abandonadas. Empreendimentos imobiliários não são vendidos e os imóveis ficam desocupados.

    Tudo isso resulta em menos crescimento econômico, menos criação de riqueza, menos seguridade social e menos prosperidade para todos. Menos pessoas significa menos atividade econômica.

    Todo o padrão de vida cai.
  • Contador  23/05/2018 17:01
    E vale também acrescentar um detalhe importantíssimo: nesse cenário de queda populacional, nem mesmo aquele sujeito que nunca esteve no INSS e que sempre poupou e investiu por conta própria estará à salvo.

    Mesmo que você faça investimentos por conta própria, comprando títulos no Tesouro Direto, CDBs de bancos pequenos ou mesmo imóveis para alugar ou vender, tais investimentos só poderão ser pagos a você, no futuro, se houver gente trabalhando, produzindo e pagando impostos.

    Se não houver gente trabalhando, produzindo e pagando impostos, seus títulos do Tesouro, seus CDBs e seus alugueis simplesmente não serão honrados. Não haverá gente para quitar principal e juros.

    E você simplesmente não terá renda para se aposentar.

    Isso não é ideologia; é demografia e contabilidade pura.
  • Pobre Paulista  23/05/2018 17:04
    Eu ia comentar que o negócio então seria comprar uns hectares de terra e aprender a se auto-sustentar.

    Mas aí estaria corroborando a hipótese de que o padrão de vida irá cair.

    Ou seja, não tem escapatória.
  • Jorge  23/05/2018 17:03
    Se, por um milagre, o problema previdenciário fosse resolvido, por que acredita que o encolhimento populacional continuaria a ser ruim?
    Para mim, parece ser algo indiferente.
  • Pobre Paulista  23/05/2018 17:24
    A produção cai
  • João  21/02/2019 01:35
    Por que a produção cai? Se as pessoas estão morrendo mais tarde é porque estão mais saudáveis. Por que deixariam de produzir e se entregariam ao colapso sócio econômico?
  • ANTONIO JOSE  24/05/2018 14:51
    Acho essa visão muito pessimista, com o desenvolvimento da tecnologia a maioria das profissões desaparecerão e poderemos produzir mais com menos mão-de-obra. Inteligência Artificial, Impressoras 3D, etc por exemplo, quando a tecnologia de veículos sem motorista estiver desenvolvida não serão necessários ter profissões como motorista, caminhoneiro, taxista, etc.

    Muitas profissões que existem hoje como frentistas e cobradores já poderia ter sido extintas.
  • Diego  24/05/2018 15:06
    Outro que não entendeu nada. Campeão, não há e nem tem por que haver pessimismo. Não há pessimismo nenhum. Muito pelo contrário, aliás. O artigo apenas fala algo totalmente básico: se a população encolher ou mesmo parar de crescer, será impossível manter o sistema previdenciário atual, baseado na repartição.

    Só isso.

    Quem é jovem hoje e está contando com o governo para se aposentar vai ter uma desagradável surpresa. Por outro lado, quem é jovem e já sabe que não irá se aposentar pela previdência do governo, e que por isso mesmo já está se preparando (poupando e investindo) e se qualificando profissionalmente para trabalhar bastante, esse não terá problema nenhum.

    Só isso. Algo totalmente básico e lógico, que qualquer criança inteligente é capaz de entender. Sem alarmismo ou pessimismo nenhum.

    Tudo isso que você falou sobre a tecnologia é verdade, mas passa longe de resolver a questão previdenciária, que é o foco do artigo.
  • Pobre Paulista  24/05/2018 15:38
    "esse não terá problema nenhum. ".

    Errado. Esse terá que bancar a aposentadoria dos outros via impostos.
  • Guilherme  02/10/2019 13:23
    Não vai acontecer pelos estímulos contrários a isso (na democracia só se faz o que dá voto, não o melhor pra sociedade). Logo, o Estado se tornará a médio prazo, inviável economicamente (isso que não estamos considerando as rolagens das dívidas públicas acumuladas).
    Versão otimista:
    Considerando o ser humano como um animal com capacidade extrema de adaptação, esta ocorrerá gradualmente com a diminuição da importância do Estado, migrando para um sistema de "gerenciamento" privado, peer-to-peer, organizações parecidas com "cidades Estados", que competirão entre si para atrair novos cidadãos, oferecendo otimos serviços a preços considerados baixos, com normas de aceitação voluntária, com sistema monetário descentralizado de curso não forçado, entre outras inovações que não tenho capacidade de imaginar tampouco descrever.
    Resumindo...o Estado, como conhecemos hoje, irá acabar. A população (bem envelhecida) continuará tendo renda (não aposentadoria) e tendo a sua disposição serviços de qualidade com preço justo.

    Versão pessimista:

    Globalistas irão "vender" a solução fácil, centralizando poder em nível mundial, tornando quase todo mundo em um grande Big Brother. A partir daí o novo Estado começará a expandir suas atribuições até chegar a algo semelhante ao socialismo no modelo chinês.

    Acredito na versão otimista.
  • Eu Robô  23/05/2018 17:02
    Simples a solução será taxar os robôs. Cobrar o INSS e o FGTS sobre a produção de cada robô.

    Quero ver a IA se revoltar contra os impostos e taxas, vão escravizar os humanos para trabalhar para eles.....Daqui 500 sairá um artigo emitido por um ciberjornalista alertando da baixa taxa de reprodução industrial dos robôs......
  • Vitor Faeda Dalto  31/05/2018 12:30
    ahuhuuahuauh
    acredite, os governos de esquerda vão taxar os robôs
  • Geraldo  23/05/2018 17:05
    Taí porque a previdência nos moldes atuais tem que acabar. Já estamos nos f***ndo por causa dela e, com a tendência de as pessoas terem cada vez menos filhos, isso só vai piorar nos próximos anos.

    O mais certo a fazer seria o que o Leandro propôs nesse artigo (acabar lentamente com o INSS, para não deixar desamparados os que já despejaram forçosamente parte de seus salários nesse sistema):
    mises.org.br/Article.aspx?id=2589

    Desse modo, as pessoas se veriam obrigadas a poupar para a velhice desde cedo, não por terem uma arma apontada para eles (como acontece com o INSS), mas de forma voluntária (ex.: fundos de previdência privada) para não ficarem desamparados ao se aposentar.

    Mas duvido que algum político no mundo teria coragem de propor uma medida dessas e mais ainda que ela obtenha aprovação do Congresso. (Pinochet substituiu o INSS chileno por fundos de previdência privada nos quais os trabalhadores são obrigados a investir ao menos 10% de seu salário, só que o IMB é contra esse modelo também, pois inclui coerção).
  • Tannhauser  24/05/2018 11:30
    O problema é que os planos de previdencia em sua maioria cobram taxas de administracao de 2% ao ano (essa taxa incide sobre todo o capital, não apenas sobre o rendimento). Se você tem 100 mil aplicado, e o rendimento é de 4 mil, você paga 2 mil de taxa. Ou seja, o rendimento do fundo cai substancialmente. A solução seria dar a outros investimentos o mesmo privilegio dos planos de previdência: redução da base de cálculo do IR.
  • Geraldo  24/05/2018 20:54
    Coloquei os fundos de previdência privada apenas como um exemplo de investimento que uma pessoa sem grandes conhecimentos financeiros pode fazer sem muito esforço e que vai garantir que ela vai ter uma renda quando se aposentar. Mas, como muitos já apontaram aqui, existem investimentos melhores, só que exigem conhecimentos que muitos não têm.
  • Vinicius Costa  23/05/2018 17:23
    De um lado quero dizer obrigado, este foi um artigo extremamente informativo. De outro, fiquei um pouco deprimido e extremamente preocupado: o Brasil, hoje, é o que está na melhor situação demográfica e na pior situação previdenciária. Ou seja, daqui pra frente é só ladeira abaixo.

    Se com uma população ainda jovem o déficit na previdência já está monstruoso, imagina quando ficarmos realmente velhos?
  • Andre  23/05/2018 17:26
    Imaginem esta implosão demográfica em países subdesenvolvidos como o Brasil? Pobre, velho e sem o slogan país do futuro, será um futuro apocaliptico como Mad Max. Os países ricos ainda vão levar o problema por mais tempo pois têm produtividade, segurança, poder de compra e qualidade de vida que atrairão os jovens produtivos de países pobres, veremos shitholes como México, Brasil, Colômbia, Turquia e outros eternos países do futuro desabarem muito antes do mundo desenvolvido.
  • Martin Gore  23/05/2018 17:31
    O problema desse tipo de pesquisa é tentar prever o futuro com aquilo que se tem hoje. É completamente errado.

    1º - Um sujeito com 60 anos hoje não é a mesma coisa de um sujeito com 60 anos no tempo do meu avô. E nem será a mesma coisa lá no futuro. Vai ter gente sendo produtiva por mais tempo.
    (As pessoas estão vivendo melhor, tem sujeito por aí com 60 anos que vc olha e diz q tem 40)

    2º - O nível de riqueza e acúmulo hoje é muito maior e no futuro será ainda maior. Você tem países aí que tavam pensando em dar salário para a população,sim amigo, é isso mesmo que você leu, cada cidadão receberia um salário, não foi aprovado mas já tem até esse tipo de ideia correndo por aí. Pra vc ver o nível de certos países ricos. Já é o caso da economia lidar com o excesso e não com a escassez.

    3º - O problema da natalidade é muito fácil de resolver (risos). Se for só isso, é muito fácil de resolver. Antigamente com um nível de riqueza menor as famílias tinham mais filhos, hoje então se tira de letra isso.

    4º - É melhor QUALIDADE do que QUANTIDADE. Com relação aos velhos, eles vão morrer, pode ficar tranquilo.



    Ainda tem as questões tecnologicas, a substituição cada vez maior de empregos (maquinas e homens), IA etc...

    Enfim, esse tipo de estudo é mais pra causar alvoroço e tenho a leve impressão de que em toda década sai um do mesmo estilo. Como bons economistas que são, sempre erram quando tentam prever o futuro.
  • Alcides  23/05/2018 17:49
    "O problema desse tipo de pesquisa"

    Não é pesquisa. É análise das tendências demográficas. Se a taxa de fecundidade ficar a mesma ou cair, isso vai acontecer. É matemática pura. Querer negar o óbvio é obscurantismo.

    "é tentar prever o futuro com aquilo que se tem hoje. É completamente errado."

    Vejamos.

    "Um sujeito com 60 anos hoje não é a mesma coisa de um sujeito com 60 anos no tempo do meu avô. E nem será a mesma coisa lá no futuro"

    Correto. No tempo do seu avô, o cara mal chegava aos 60 anos. Hoje, quem tem 60 anos ainda é considerado novo. No futuro, com o avanço da medicina, será praticamente um jovem.

    "Vai ter gente sendo produtiva por mais tempo."

    Isso é verdade. E o problema é exatamente os que querem se aposentar cedo e viver de pensão mesmo ainda sendo produtivos. Toda a encrenca está aí.

    "O nível de riqueza e acúmulo hoje é muito maior e no futuro será ainda maior."

    Verdade.

    "Você tem países aí que tavam pensando em dar salário para a população,sim amigo, é isso mesmo que você leu, cada cidadão receberia um salário, não foi aprovado mas já tem até esse tipo de ideia correndo por aí."

    Isso foi na Finlândia. A medida vigorou por um ano e foi recentemente abolida. Este Instituto previu tudo.

    E por que foi abolida? Exatamente porque era insustentável.

    "Pra vc ver o nível de certos países ricos. Já é o caso da economia lidar com o excesso e não com a escassez."

    Excesso?! Abolição da escassez?! Se a escassez fosse abolida, nem mais haveria preços para as coisas. Preços servem exatamente para alocar racionalmente recursos escassos. Recursos só estão em excesso se seus preços estiverem caindo constantemente.

    E esse, definitivamente, não é o caso da previdência.

    "O problema da natalidade é muito fácil de resolver (risos). Se for só isso, é muito fácil de resolver. Antigamente com um nível de riqueza menor as famílias tinham mais filhos, hoje então se tira de letra isso."

    Tiram "tão de letra" que ninguém consegue resolver. Governos da Europa e da Ásia estão prometendo pagar as pessoas para terem filhos, e ainda assim elas não procriam.

    Como você resolver esse "problema fácil"? Com estupro coletivo?

    "É melhor QUALIDADE do que QUANTIDADE. Com relação aos velhos, eles vão morrer, pode ficar tranquilo."

    Agora você se contradisse totalmente. Lá em cima você disse: "Um sujeito com 60 anos hoje [não] será a mesma coisa lá no futuro. Vai ter gente sendo produtiva por mais tempo. As pessoas estão vivendo melhor, tem sujeito por aí com 60 anos que vc olha e diz q tem 40."

    Ou seja, você próprio reconheceu que vão viver mais. E agora está dizendo que vão morrer rapidinho? Decida-se. Não dá pra argumentar duas coisas opostas.

    "Como bons economistas que são, sempre erram quando tentam prever o futuro."

    Não são economistas que estão falando isso. São demógrafos. E o problema não é econômico, mas sim matemático. Caso saiba uma maneira de revogar a matemática, ilumine o mundo.
  • Libertariozinho  23/05/2018 18:12
    Mas que refutada gostosa
  • Martin Gore  23/05/2018 18:37
    Tiram "tão de letra" que ninguém consegue resolver. Governos da Europa e da Ásia estão prometendo pagar as pessoas para terem filhos, e ainda assim elas não procriam.

    Você que se contradisse agora. Se esses países tem dinheiro para incentivar as pessoas a procriarem não vai ter para a aposentadoria delas ?

    Quando eu digo que se "tira de letra" é simplesmente porque a solução todo mundo já conhece, é a solução mais fácil que tem e no momento que em algum dia(q eu duvido que chegue) isso afetar realmente as pessoas, elas saberão resolver, pq a solução está nelas(risos). Colocar gente no mundo não é difícil. Esse problema de natalidade só afeta países ricos. Nos países pobres é o contrário.
    E com o tanto de imigrantes entrando na Europa, logo logo o discurso vai ser outro.


    Agora você se contradisse totalmente...
    ...Ou seja, você próprio reconheceu que vão viver mais. E agora está dizendo que vão morrer rapidinho? Decida-se. Não dá pra argumentar duas coisas opostas.



    Não me contradisse em nenhum momento. Os velhos vão morrer de qualquer jeito e o arranjo se equilibra de qualquer forma. Os velhos estão vivendo mais e melhor mas eles vão morrer uma hora. É simples.
    Sua interpretação de texto que é terrível.

    Não são economistas que estão falando isso. São demógrafos. E o problema não é econômico, mas sim matemático. Caso saiba uma maneira de revogar a matemática, ilumine o mundo.

    São sim economistas que estão dizendo isso. E é um problema econômico porque trata da previdência.
  • Jailma Viana  21/06/2018 00:37
    Caro Alcides,
    Nada como uma resposta inteligente, sensata, embasada em fatos e com profundo conhecimento da questão! Que maravilha! Morro de inveja!
    Abraços
  • Cristiane de Lira Silva  23/05/2018 17:43
    Não é tão trágico assim. Precisa colocar o tempo para se aposentar mais para cima se for aposentadoria do estado. Ou tornar tudo privado. Outra solução é as empresas fazerem como a Califórnia que tem creches. Uma mudança nos costumes com mais participação masculina na criação talvez tornasse mais atrante para as mulheres a ideia de ter filhos (o problema é que isso pode não ser atraente para os homens). Resolvido o problema. Melhor do que forçar quem não quer ter filhos a ter filhos. Ou forçar ter relacionamento quem também não quer ter isso.
    Os prejuízos profissionais para uma mulher ter filhos no Japão são grandes e elas reclamam do machismo dos japoneses. Elas julgam que não vale a pena abandonar a carreira profissional por um homem imbecil. Não dá pra força-las. Então eles que façam as tais reformas liberais ou entrem em extinção!

    Vocês ficam fazendo texto de catástrofe de propósito. Agora é que os conservadores vão pirar de vez. Depois dessa só volto a ler Mises em junho.

    Felizes as islandesas que não tem que sacrificar filhos pro trabalho ou trabalho por filhos porque podem ter os dois sem perdas.
  • keila lopez  23/05/2018 18:01
    vai dar na mesma. Com a piramide etaria gorda embaixo, é preciso produzir para sustentar as crianças. Com a piramide gorda encima, gasta-se recursos com os velhos mas se economiza do outro lado por ter poucas crianças.

    e voces nao estão contando com a tecnologia e evolução dos meios de produção. nas proximas decadas um trabalhador vai produzir muito mais riqueza do que hoje, vai produzir para si e pra sustentar os velhos.
  • Carlos  23/05/2018 18:19
    "Com a piramide etaria gorda embaixo, é preciso produzir para sustentar as crianças."

    Neste caso, há um exército de jovens e adultos fazendo isso. E eles foram enormemente ajudados pela revolução agrícola (leia-se: agronegócio), a qual aumentou absurdamente a quantidade de alimentos e ainda barateou (em termos reais) seus preços.

    "Com a piramide gorda encima, gasta-se recursos com os velhos mas se economiza do outro lado por ter poucas crianças."

    Duh! E de onde virão os recursos para os velhos se haverá poucas crianças?!?!

    Aprenda o básico: crianças viram jovens, e jovens são tributados para sustentar idosos aposentados. Se o número de crianças está caindo, cairá o número de jovens a serem tributados para sustentar idosos. E se o número de idosos está crescendo e o número de jovens está caindo, como é que a conta vai fechar?

    Impressionante como tem gente que fala sem se dar ao mínimo trabalho de pensar.

    "e voces nao estão contando com a tecnologia e evolução dos meios de produção. nas proximas decadas um trabalhador vai produzir muito mais riqueza do que hoje, vai produzir para si e pra sustentar os velhos."

    Isso até poderia acontecer, mas se, e apenas se, o governo saísse de cena, reduzisse sua carga tributária e desburocratizasse. Acima de tudo, se a automação plena fosse permitida (algo que a esquerda não deixa) e a população trabalhadora continuasse aumentando (é necessário ter mais gente no mundo para que novas invenções surjam).

    No entanto, justamente por causa da questão previdenciária, o governo vai fazer exatamente o oposto: e tributar e regular muito mais. Concomitantemente, a população não crescerá. E aí isso nada dessa evolução irá ocorrer.

    Se com uma coisa tão simples quanto Uber já tem gente pirando, imagina quando máquinas e robôs substituírem totalmente os humanos? Sem nenhuma chance.
  • Bernardo  23/05/2018 18:23
    "e voces nao estão contando com a tecnologia e evolução dos meios de produção"

    Ao contrário: a tecnologia e a automação irão acabar com o estado de bem-estar social. Sim, haverá muito mais riqueza material disponível, mas não haverá fundos a serem tributados para bancar a previdência.

    A social-democracia está em entrando em seu último suspiro - e será abolida pela automação
  • anônimo  23/05/2018 18:25
    Ao dizer "gasta-se recursos com os velhos mas se economiza do outro lado por ter poucas crianças" você dá a entender que os recursos gastos com os velhos têm origem totalmente independente da quantidade de crianças (futuros jovens), sendo que a realidade é que estão totalmente interrelacionados.

    As duas faixas demográficas não são independentes. Os recursos gastos com os velhos dependem inteiramente da quantidade de jovens.
  • Cristiane de Lira Silva  23/05/2018 18:36
    Corrigindo: não é creche e sim berçários. Falando nisso o blog Lola Escreva tá falando contra o controle populacional e também contra o liberalismo, é claro. A opinião é dela não minha. Ainda assim é bom para vocês perceberem que nem os comunas são a favor de controle populacional de pobres. Mas também não são como os supremacistas brancos e os câncervas antivida, antiprazer e antifelicidade que acham que mulheres têm que ser máquinas de fazer bebês (e no caso dos supremacistas fazer bebês para a grande guerra racial). Bye, Bye ao seu terrorismo pelas próximas duas semanas.
  • 5 minutos de ira!!!  21/02/2019 16:26
    Que coisa feia......... um argumento desse e depois não ouvir a resposta é igual (com o perdão do termo) peidar e sair fora!!!!

    A esquerda defende o controle de natalidade, sim. Já vi inúmeras postagens dizendo: quer fazer bem para o meio ambiente, então não tenha filhos!! E nenhuma escola do mundo defende controle de natalidade exclusivo para os pobres.

    Concordo que há conservadores ridículos, mas entenda de uma vez por todas que o conservadorismo NÃO significa ter essa agenda demagoga e hipócrita. O conservadorismo sempre tratou de mudanças graduais, com cuidado e bem pensadas. Se a ponderação conservadora fosse posta em prática anos atrás, não teríamos esse Estado agigantado que temos hoje, pois teríamos pensado nas consequências.

    Este Site, no entanto, é libertário. Seus ataques aos conservadores não funciona bem aqui, pois a maioria dos leitores não concorda com ideias conservadoras. Seus comentários sempre me intrigam pela falta da seguinte percepção: Não somos o Tea Party brasileiro!!!!!!!!! Só tem um ou outro canalha misturado por aqui....................
  • 5 minutos de ira!!!  21/02/2019 16:27
    Cara, quanto argumento ruim.....

    Pareceu, em vários casos, que tem muito homem #chatiado com a liberdade sexual feminina. Esse site é libertário, portanto, proteger a moral e os bons costumes no rabo dos outros não é o caso por aqui, no meu entendimento!!!!!!!!!!
  • Alex Moraes  23/05/2018 18:48
    Daqui a 20 anos esse artigo ainda será bem atual...

    Uma boa solução para voltar a ser os filhos o provedor da previdência dos pais (idosos), seria fazer com que a previdência social não seja compulsória.
  • Olegário  23/05/2018 18:50
    A chave para entender isso é a infância. Há alguma coisa no sistema educacional que faz com que as crianças desses países se tornem tímidas, ou isso ou os jogos estão acabando com as habilidades sociais das crianças.
  • Daruychi  23/05/2018 18:57
    Põe na conta do feminismo tbm.
  • Nilo Pascoaloto  29/05/2018 01:52
    Como parte do problema, acho que posso dizer que é menos a perda de "habilidades" sociais do que a perda de "vontades" sociais.

    Jogos, pornografia e comida congelada são muito convenientes. Mais confortável, mais barato, e menos arriscado do que um relacionamento. Ainda mais na nossa era de feminismo desgovernado, em que os riscos são bem mais sérios do que o inevitável chicote ou um eventual chifre...
  • Daruychi  29/05/2018 11:52
    Cara, e a mulherada tbm não quer nada com nada, fazem muitas exigências, querem mais um super-heroi do que um batalhador, frugal, e poupador. Esse último tipo é ridicularizado por todo mundo.

    Nas músicas se vê a exaltação da figura do cafajeste, da libertinagem, então não há incentivos sólidos para se engajar num relacionamento e formar família, além de toda uma ideologia socialista que vai educar nossos filhos a endeusar estado e demonizar empreendedorismo, uma ideologia dominante que prega lassidão do papel da família tradicional, incentivo a traições em novelas, a lista é longa.

    As pessoas respondem a incentivos, e atualmente os riscos para se formar uma família é enorme, tanto da parte de custos quanto da frouxidão moral.
  • Nilo Pascoaloto  30/05/2018 00:54
    Sim, já são 50+ anos da esquerda se arrogando a superioridade moral e doutrinando as crianças desde a mais tenra idade. São poucas as pessoas que escapam, e menos ainda entre mulheres, que são muito dependentes de aceitação social e raramente estão dispostas a nadar contra a corrente. Ainda mais quando a corrente conta a história conveniente de que elas são vítimas e todos os seus problemas derivam da Sociedade Machista Opressora.

    Mas a bem da verdade, o que eu percebo é que a maioria das mulheres, mesmo as "feministas moderadas" (a grande maioria), ainda são afetadas mais pela biologia do que pela ideologia. Por mais que fiquem papagaiando a narrativa da "sociedade machista", elas querem mais é um cara que dê atenção e conforto. Portanto a coisa mais importante continua sendo aquela habilidade milenar de qualquer aspirante a namorado/esposo: fingir que está escutando mas na verdade estar c***ndo. Isso infelizmente eu nunca aprendi, por isso que não culpo elas pela atual situação, tanto a minha pessoal como do Ocidente em geral...
  • Ludwig  23/05/2018 18:59
    Eu imaginava que os comentaristas deste site fossem um pouco mais iluminados que os demais, doce ilusão.
  • Luiz Moran  23/05/2018 19:31
    Qualquer análise demográfica feita hoje em dia, tem que necessariamente considerar o seguinte aspecto: mulheres muçulmanas, residentes em seus países de origem ou que migraram para o Ocidente, tanto faz, tem cada uma em média a espantosa marca de 06 filhos.

    Concluo portanto que esta análise não leva em conta que a mudança não acontecerá entre os islâmicos, e que, em pouco tempo eles serão ampla maioria e este site deixará de existir se assim entender o Califa.
  • Paulo  24/05/2018 04:22
    Acredito que você não verificou os dados
    Aqui está:
    www.pewforum.org/files/2012/07/MDII-graphics-webready-90.png

    A população muçulmana na Europa não esta nem perto de 6 filhos por mulher, e na verdade , no futuro, vai se igualar a Europeia ou ficar levemente acima.

    A migração de mão de obra em idade ativa de trabalho pode influenciar nessa realidade, mas, ela vai sair de outros países e parece inverossímil que eles abram totalmente suas fronteiras para países pobres da Africa (e talvez , no futuro, a africa já nem seja mais tão pobre assim), um dos poucos locais com elevada taxa de natalidade; Vir de outros pontos da Europa , da América latina, ou dos EUA, apenas aumentaria o mesmo problema de baixa natalidade nesses países;
  • Jailma Viana  21/06/2018 00:56
    Luis Moran,
    Você tocou num ponto que me fez pensar (o que raramente faço). Aí está algo que beira ao inacreditável. As muçulmanas ter em média seis filhos?
    E eu que aprendi em algum lugar que elas não podem nem gemer, no intercurso daquele ato desprezível.
    Elas que sofrem a mutilação com a extração cirúrgica do clitóris quando criancinhas,(e em alguns casos, também os grandes lábios) para não terem prazer sexual quando na maturidade.
    Será que a prática caiu em desuso por lá? Ou eu sou muito jurássica?
    Abraços
  • Bruno Feliciano  23/05/2018 19:46
    Acho alarmismo, o sistema de preços corrige isso

    Temos duas situações: Uma é a mudança cultura e de mentalidade, as pessoas hoje são mais ''racionais'' na vida financeira do que antigamente. Hoje as pessoas são materialistas, antigamente não tinha muita coisa pra torrar dinheiro como tem hoje, as outras opções(novas) viraram prioridade.

    A outra é que, os recursos ficarão mais abundantes, a produção vai diminuir porém o consumo também
    Isso vai tornar mais barato criar um filho, o preço da mão de obra vai subir e isso vai tornar mais rentável ter um filho, garantir o futuro e ter melhor qualidade de vida


    Pra mim vai ocorrer um equilíbrio, vai chegar em um ponto que ter filho vai virar moda outra vez, os custos serão mais baixos, a economia estará mais avançada, o poder de compra também....

    Não acho que isso será um problema, acredito que isso será usado pela esquerda como alarmismo e que o estado deve resolver isso, assim como é o caso das mudanças climáticas hoje.
  • Luiz Alberto  23/05/2018 20:20
    "o sistema de preços corrige isso"

    O que, aposentadorias e pensões prometidas pelo governo? Gostaria de saber como, dado que nada que é prometido pelo governo segue sistema de preços. Vide saúde e educação estatais.

    "os recursos ficarão mais abundantes"

    Isso meio que vai contra lógica, não? Recursos escassos não têm como ficar abundantes, por definição. O máximo que você pode fazer é desacelerar o ritmo da escassez deles.

    "a produção vai diminuir porém o consumo também"

    Depende. A se manter a tendência demográfica, a produção de fato vai diminuir (haverá menos pessoas trabalhando e produzindo), mas o consumo vai ficar na mesma (aposentados não produzem, mas seguem consumindo).

    "Isso vai tornar mais barato criar um filho"

    Não entendi esse salto lógico.

    "o preço da mão de obra vai subir"

    Se o preço da mão de obra subiu, então é difícil afirmar que vai ficar mais barato criar filhos. Afinal, é essa mão de obra mais cara que vai produzir os produtos necessários para manter seus filhos.

    "e isso vai tornar mais rentável ter um filho"

    Outro salto lógico.

    "Não acho que isso será um problema, acredito que isso será usado pela esquerda como alarmismo e que o estado deve resolver isso"

    Ué, mas é exatamente a esquerda (principalmente a ambientalista) que defende redução populacional. É ela que diz que o mundo tá superpovoado e que isso é ruim para a natureza e para a Mãe Terra.
  • Edson  23/05/2018 20:32
    Exato, quem acha que o mundo está muito povoado e defende uma redução no número de gente é a esquerda. Sendo assim, a esquerda não só não vai fazer alarmismo com o declínio populacional, como ainda irá aplaudi-lo.

  • Mattos   24/05/2018 04:25
    Praticamente todos os esquerdistas modernos são a favor do controle de natalidade. Tanto na Europa, como na China, como na América. Uma exceção não quebra essa regra. Inclusive, TheGuardian e HuffPost publicaram artigos no ano passado afirmando que o mundo está superpopuloso. "Se quer combater o aquecimento global, tenha menos filhos".

    E é uma justificativa fácil do porquê disso. Como a social-democracia é o sistema que eles apoiam nos países atualmente, manter a população "pequena" é melhor para manter o Estado de bem-estar social distribuindo a riqueza disponível.

    É a típica mentalidade socialista ignóbil de que a riqueza está pronta e apenas precisa ser distribuída, ignorando que o verdadeiro desafio sempre foi criá-la. É uma política para "funcionar" no curto-médio prazo, ignorando o que aconteceria daqui 80 anos.

    Mas esquerdistas são assim mesmo. Defenderam o controle de natalidade por mais de meio século e quando os resultados de suas políticas começarem a aparecer pra todos, irão dizer que os "especialistas" não sabiam dessas consequências futuras.
  • Insurgente  24/05/2018 14:49
    OS esquerdistas irão culpar o progresso, a tecnologia, o estímulo ao consumo, o valor do salário, menos ao ideal de "bem estar social" via estado que eles tanto lutam para manter.

  • Diego  24/05/2018 02:06
    Alarmismo nenhum. Muito pelo contrário, aliás. O artigo apenas fala algo totalmente básico: se a população encolher ou mesmo parar de crescer, será impossível manter o sistema previdenciário atual, baseado na repartição.

    Só isso.

    Quem é jovem hoje e está contando com o governo para se aposentar vai ter uma desagradável surpresa. Por outro lado, quem é jovem e já sabe que não irá se aposentar pela previdência do governo, e que por isso mesmo já está se preparando (poupando e investindo) e se qualificando profissionalmente para trabalhar bastante, esse não terá problema nenhum.

    Só isso. Algo totalmente básico e lógico, que qualquer criança inteligente é capaz de entender. Sem alarmismo nenhum.
  • Pobre Paulista  23/05/2018 20:26
    Acho que o pessoal que está criticando o artigo ainda não entendeu básico:

    Com menos pessoas produzindo, há menos produção.

    Simples e óbvio. Não tem a ver com sistema de preços, com prever o futuro, com nada disso, trata-se de lógica básica.

    A partir da constatação de que a produção será menor, aí sim os economistas podem explicar as consequências desse fato. De novo, não tem a ver com prever o futuro, e sim uma mera explicação de causa e efeito.


  • Enoch Root  23/05/2018 20:30
    Primeiro: o ponto de corte é 65 anos pq? Provavelmente pq a idade "usual" de aposentadorua é essa. Mas a expectativa de vida mudou... Se fizer um ponto de corte um numero variavel dependente da expectativa de vida, a linha vermelha do grafico se estabiliza, o que nos leva a conclusao logica q, para "resolver" essa parte do problema, a idade de aposentadoria tem de mudar.

    Segundo: a taxa de fecundidade é reflexo da dificuldade (ou custo) que envolve criar filhos. Educacao, saude, moradia - tudo ficou mais caro com o progresso do wellfare state. Excetuando-se culturas em q ter filhos em abundancia é uma obrigacao religiosa, as demais culturas sofrem na taxa de fecundidade pq o estado se meteu onde nao devia e com isso distorceu os custos. Aqui nao tem jeito, so abolindo (ou limitando) o alcance do estado.

    Terceiro: novas tecnologias e automacao vao ajudar sim, mas nao vao resolver a substituicao cultural. Haja o q houver, a cultura com a maior taxa de fecundidade vai suplantar as outras e nao ha tecnologia q resolva isso.
  • Fabrício  23/05/2018 20:40
    "o ponto de corte é 65 anos pq?"

    Porque em todo o mundo essa é a idade atual de aposentadoria, e absolutamente ninguém aceita mudar. Gente acostumada com assistencialismo e que acreditou nas promessas de que o governo iria cuidar delas na velhice não aceita ter de trabalhar mais.

    "para "resolver" essa parte do problema, a idade de aposentadoria tem de mudar."

    Boa sorte. Aqui no Brasil nêgo se aposenta com 50 anos e acha um absurdo ter de trabalhar até 55 anos de idade. Vá você tentar explicar para um pedreiro do interior do Piauí que ele terá de trabalhar até além dos 70 anos. Vai ser fácil...
  • Daniel  23/05/2018 20:35
    Na Finlândia, a turma já percebeu esse problema, e os defensores do welfare state já estão desesperados.

    Uma recente reportagem da Bloomberg relata que os políticos e economistas do país estão profundamente preocupados com o fato de que não haverá um número suficiente de pagadores de impostos no futuro para financiar o extravagante estado assistencialista do país. A Finlândia está vivenciando uma "escassez de bebês".

    Em 2016, o país teve o menor número de partos em 148 anos — ou desde a grande fome de 1868. A taxa de fecundidade da Finlândia caiu para 1,57 filho por mulher, e o percentual de pessoas com 20 anos de idade ou menos em relação à população em idade de trabalhar é de 40%. Era de 60% em 1970. Ou seja, a base da pirâmide etária encolheu acentuadamente, ao passo que o topo está só aumentando.

    Este percentual de 40% é o menor entre todos os países nórdicos.

    A situação pegou os economistas do país de surpresa. Eles não só não têm nenhuma solução para isso, como ainda se mostram um tanto desesperados. Para Heidi Schauman, economista-chefe do Aktia Bank, as estatísticas são "assustadoras". Como ele próprio explica (negrito meu):

    "Essas estatísticas mostram quão rapidamente nossa sociedade está mudando, e não temos nenhuma solução para evitar esse fenômeno. Temos um setor público grande e o sistema precisa de pagadores de impostos no futuro."
  • Luis  23/05/2018 22:15
    Equação logística, de Vetshult. A população vai estabilizar conforme a capacidade de suporte do sistema.
  • Sábio   24/05/2018 04:20
    A solução é o primeiro mundo aceitar cada vez mais imigrantes e buscar a integração cultural deles, para que aceitem os valores democráticos. Seria muito interessante estimular a miscigenação racial. E de quebra ajudaria na luta contra o racismo. Considero que o melhor seria uma raça única, raça humana apenas.
  • Pl%C3%83%C2%ADnio  24/05/2018 05:39
    Isso já foi tentado em um certo país da América do Sul e não teve um resultado satisfatório.
  • Richard Gladstone de Jouvenel  24/05/2018 19:11
    Aqui no Patropi não deu certo, mas num lugar mais ao Norte, com todos os senões possíveis, inclusive uma questão racial sempre latente, deu certo, mesmo que o distinto país ande querendo retroceder a passos largos.

    O problema não é a miscigenação, mas como ela se enquadra no tipo de colonização do país. Essa, a gente aprende na escola,embora os professores apenas expliquem, sem fazer a correlação...ficaria difícil pra eles.
  • Pobre Paulista  24/05/2018 12:55
    Não se esqueça de mencionar a renda única universal também, todos devem ganhar os mesmos salários.
  • Luiz Moran  24/05/2018 14:26

    Sábio,

    Comece pela sua casa, abra suas portas e receba uns 200 ou 300 venezuelanos, pratique o que vc propõe e aproveite para compartilhar tudo com eles, tudo sem exceção. Não seja racista e nem xenófobo, OK?

    Boa sorte!
  • Bruno  24/05/2018 11:42
    Acho que seria importante considerar no texto as consequências da evolução tecnológica:

    1 . Maior produtividade com menos mão de obra
    2. Com menos serviços pesados e melhor saúde, pessoas podem trabalhar por mais tempo
  • Rennan Alves  24/05/2018 13:40
    Isso é secundário. Por mais que a tecnologia avance, que a produtividade aumente com menos gente, ou que por alguma transubstanciação os recursos deixem de ser escassos, a conta não vai fechar como diz no próprio texto:

    "E daí que uma fatia crescente de idosos significa mais gastos governamentais com previdência, saúde e vários outros subsídios (como remédios), ao passo que uma fatia decrescente de crianças significa menos futuros pagadores de impostos para bancar todo esse gasto com a seguridade social."

    Máquinas não pagam impostos. Logo, haverá menos gente para pagar impostos. Logo, duas coisas podem acontecer:

    1 - Aumento de impostos para bancar a máquina pública;
    2 - Calote;

    Em ambas as situações, todo mundo perde.
  • Diego  24/05/2018 14:15
    Exato. E esse é o ponto. O artigo está falando algo totalmente básico e lógico: se a população encolher ou mesmo parar de crescer, será impossível manter o sistema previdenciário atual, baseado na repartição.

    Só isso.

    Quem é jovem hoje e está contando com o governo para se aposentar vai ter uma desagradável surpresa. Por outro lado, quem é jovem e já sabe que não irá se aposentar pela previdência do governo, e que por isso mesmo já está se preparando (poupando e investindo) e se qualificando profissionalmente para trabalhar bastante, esse não terá problema nenhum.

    Só isso. Algo totalmente básico e lógico, que qualquer criança inteligente é capaz de entender. Sem alarmismo nenhum.
  • Bruno  29/05/2018 15:43
    Cada indivíduo é consumidor e produtor ao mesmo tempo. Se, na média, os indivíduos produzem mais do que consomem, a quantidade de pessoas é diretamente proporcional a produção de riquezas.

    Vamos analisar algumas variáveis que impactam na produtividade das pessoas:

    Educação: indivíduos bem treinados produzem mais.
    Tecnologia: permite que indivíduos produzam mais.

    Logo, a produtividade de uma sociedade não depende apenas da quantidade de pessoas. Depende do quanto essas pessoas são educadas e de quanta tecnologia essa sociedade produz.

    Sendo assim, é possível que uma sociedade com menos pessoas produza mais do que outra com mais. Portanto, há um excesso, um alarmismo, quando diz: "apavorante situação demográfica".


  • Sarney  29/05/2018 16:20
    Sua constatação lógica estaria correta se não existisse previdência social. A previdência social depende exclusivamente do número de pessoas. E isso é dito no texto.
  • Pedro CS  24/05/2018 13:29
    A solução é fazer como os antigos faziam, tenham seus filhos e não dependa do estado. Quem tem filhos os filhos vão cuidar, quem tem poodle os poodles vão cuidar.
  • thiago  24/05/2018 14:06
    Compartilho um breve comentário de Charles Darwin na conclusão de A Origem do Homem e a Seleção Sexual, em que toca a questão sob a ótica da evolução humana:

    "O avanço do bem-estar da humanidade é um problema ainda mais intrigado. Deveria abster-se de
    casar todo aquele que não tiver como sustentar os filhos, deixando-lhes um legado de abjeta
    pobreza, o que não somente constitui um grande mal por si só, como pelo que representa como um
    incentivo à irresponsabilidade matrimonial. Por outro lado, conforme Galton observou, se o
    prudente evita casar-se, enquanto que o imprudente se casa, os elementos inferiores da sociedade
    tenderão a suplantar seus melhores representantes. O homem, como todo outro animal, sem dúvida
    progrediu até atingir sua atual condição enfrentando uma luta pela existência cuja severidade foi
    agravada por sua acelerada reprodução. Para continuar progredindo, ele deverá continuar
    enfrentando uma luta renhida pela existência. Caso contrário, ele tenderia a mergulhar na
    indolência, uma vez que os mais bem dotados não teriam maior sucesso na batalha da vida que os
    menos bem dotados. Decorre daí que nossa taxa normal de crescimento, embora acarrete
    obviamente muitos males, não deverá reduzir consideravelmente por alguma razão que seja. A
    competição entre os homens deve ser aberta, não se justificando impedir os mais capazes, por meio
    de leis ou de costumes, de serem mais bem sucedidos em deixar um maior número de descendentes.
    Por mais severa que tenha sido e que ainda o é a luta pela sobrevivência, no que se refere ao lado
    mais nobre da natureza humana, há que se considerar a atuação de outros agentes, pois as
    qualidades morais evoluem, direta ou indiretamente, muito mais devido aos efeitos do hábito , do
    raciocínio, da instrução, da religião, etc., do que devido à seleção natural, embora se possa atribuir
    tranquilamente a esta última os instintos sociais, que forneceram a base para o desenvolvimento do
    senso moral."
  • Insurgente  24/05/2018 15:37
    Eu saí e voltei ao artigo. Fique um tanto impressionada com ele.

    Existe alguma solução econômica de longo prazo para minimizar os impactos demográficos associados à baixa natalidade, uma vez que pagar para que mulheres tenham bebês e adolescente tenham aulas de namoro não funcionaram?

  • Diego  24/05/2018 16:01
    As pessoas se acostumam a uma taxa de crescimento econômico menor. Vide Japão, cujo PIB está parado porque a população está declinando (não tem como o PIB crescer muito se a mão de obra produtiva está se aposentando ou morrendo). Esse não é o problema.

    O grande problema é a questão previdenciária (tanto estatal quanto privada). Não tem como existir previdência (qualquer uma, de qualquer tipo) com uma população encolhendo. No futuro, quando os jovens de hoje forem querer se aposentar, eles terão uma grande surpresa.
  • Tannhauser  24/05/2018 20:02
    Caso seja uma previdência com um regime de capitalização não há problema. Podem ser feitos investimentos em outros países, por exemplo.

    O problema é o regime de repartição simples, como o nosso.

  • Intrometido  24/05/2018 21:38
    "cujo PIB está parado porque a população está declinando"

    Se houver crescimento tecnológico o PIB pode crescer mesmo com a população declinando e o que importa é o pib per capita.

    "Não tem como existir previdência (qualquer uma, de qualquer tipo) com uma população encolhendo."

    Claro que pode, basta não ser um regime socializado como o do INSS.
  • user0701  24/05/2018 23:52
    A solução é simples e radical, mas a maioria das pessoas não aceitariam de jeito nenhum (muito menos os governos): A PREVIDÊNCIA SOCIAL É UM EMBUSTE TOTAL E DEVE SER ABOLIDA TOTALMENTE OU OS GOVERNOS VÃO QUEBRAR CEDO OU TARDE.

    Na melhor das hipóteses o único tipo de garantia de um dinheiro extra para um idoso no final da sua vida seria uma poupança acumulada no decorrer dos anos, fruto do seu próprio trabalho quando jovem e não essa previdência social custeada por impostos (que não passa de um sistema de pirâmide financeira prestes a desmoronar). Um sistema de previdência privada também seria viável, e diferente do governo, as instituições bancárias privadas lidam com riscos e não são tão irresponsáveis quanto o governo, por isso seria uma opção menos usada, dado o próprio envelhecimento acentuado da população . No meu limitado conhecimento sobre o assunto essas seriam as melhores saídas par ao problema.
  • Intruso  24/05/2018 21:29
    Uma coisa que eu não entendo é que há muitas pessoas dizendo que no futuro grande parcela dos trabalhadores serão substituídos pelas máquinas. Olhando por esse raciocínio de qualquer forma haverá no futuro um menor número de pagadores de impostos para sustentar aposentadorias. Robô e IA não recolhem INSS.
  • Fernandes  24/05/2018 23:11
    A situação do Japão e outros países ricos é bem ruim. Mas esses países tem grande riqueza acumulada, alta renda per capta e produtividade alta. O que deve ser levado em conta. O Japão investe muito em tecnologia, robótica, etc. Pode ser que haja um declínio no padrão de vida, mas não um empobrecimento que tornaram o Japão um Brasil.

    O preocupante mesmo é um país como o Brasil que já é bastante pobre, endividado e pouco produtivo, ainda ter que conviver com diminuição da força de trabalho.
  • Álesson   25/05/2018 19:17
    Deveria ter outro estudo que correlacione com o fenômeno da evolução tecnologia, sendo esse um fator muito importante, e que impactará, profundamente, a produção. Não se precisa mais de jovens para se produzir, precisa-se é de máquinas inteligentes.
  • Carlos Roberto Cardoso Aranha  26/05/2018 00:01
    Cada um que trate de fazer o seu pé de meia para a velhice. Quem não o fizer, que se lixe!

    Tenho 41 anos, bom patrimônio construído por mim e com bastante herança futura para receber.

    Moro junto com uma mulher de 30 anos, não temos filhos e já sou VASECTOMIZADO há muito tempo.
  • Sherlock  26/05/2018 03:12
    O problema não é o fato de se ter ou não filho, a escolha é de cada um, mas o fato é que, caso as pessoas desses países não tenham filho impactará na economia incisivamente. Esse negócio de fazer "pé de meia", não ter previdência, não vai mudar o fato de não ter produtividade. De fato, é uma calamidade! O grande problema a meu ver, está nas questões de responsabilidade, porque a geração de um filho seria bem tranquila se não tivesse a responsabilidade de criá-los. Nas favelas brasileiras vemos bem isso, só que acabam sendo destinados para o mal. Se o governo quer que aumente a taxa de fecundidade, é só estimular as pessoas a terem filhos, mas sem terem a responsabilidade de criá-los, mas aí, quem é que vai criá-los? O governo? Uma instituição própria pra isso? Um orfanato de primeiro mundo? Mas quem vai arcar com os custos? Será que não seria um investimento? Seria interessante poder gerar um filho sem ter o vínculo da responsabilidade (apesar de no Brasil vermos isso nas favelas), apenas visando o crescimento demográfico. Acho que isso ajudaria, mas é bem utópico.
  • Carlos Roberto Cardoso Aranha  26/05/2018 16:04
    "Seria interessante poder gerar um filho sem ter o vínculo da responsabilidade (apesar de no Brasil vermos isso nas favelas), apenas visando o crescimento demográfico. Acho que isso ajudaria, mas é bem utópico."

    Essa preocupação demográfica ocorria na Alemanha nazista. O que fizeram: Hitler criou várias colônias de férias para moças adolescentes e soldados jovens. As crianças geradas eram criadas pelo estado alemão.

    Não acha nada viável.
  • Eduardo  27/05/2018 20:51
    Simples. É só mudar o modelo da previdência assim como são as previdências complementares dos bancos e fundos de pensões. Acabar com FGTS e direcionar esse recurso para o plano de previdência.
  • Luciano Anônimo  29/05/2018 02:41
    Notem que, além de pagadores de impostos, também vai faltar carne de canhão. Se essa tendência persistir, também haverá falta de recrutas e a defesa desses países será seriamente comprometida.
  • Emerson Luis  30/05/2018 16:08

    Se o Ocidente fosse um organismo,

    o esquerdismo seria sua doença autoimune.

    Mortal.

    * * *
  • Guilherme  08/06/2018 17:01
    Então finalmente o modelo de previdência privada (ou quase) chinela, será o padrão no futuro?
    Sem mais políticas absurdas baseadas em taxa de reprodução, e portanto menos Estado?

    Excelente notícia!
  • RadarPrev  14/06/2018 23:56
    Olá pessoal.

    Aproveito o assunto do artigo para divulgar o blog que criei para reuniar informações sobre a necessária da reforma da previdência pública no Brasil.

    Eis o primeiro post: radarprev.org/ciro-gomes-estuda-proposta-de-sistema-previdenciario-misto

    O blog está a disposição para debates.

    Obrigado.
  • Mauricio   11/08/2018 23:05
    E como fica a questão do islâmicos se reproduzirem bem acima da média mundial. Não é uma estratégia da esquerda?
  • Paulo Mubarack  21/02/2019 15:20
    A notícia sobre a Coreia do Sul é sensacionalista, no pior estilo Fake News. Não está à altura dos artigos publicados pelo Mises.
  • Hosni  21/02/2019 15:51
    Sensacionalista por quê? A notícia, além de ter sido divulgada num dos maiores jornais do Reino Unido, foi também divulgada também pela CBC canadense:

    www.cbc.ca/news/world/dongguk-university-course-marriage-love-dating-mandatory-1.4532780

    Não é Fake News (a menos, é claro, que você prove tal acusação).

    Ademais, tal notícia foi citada totalmente de passagem no artigo, o qual de modo algum é centrado em torno desta notícia. Com efeito, o comentário da notícia tomou apenas apenas um curto parágrafo.

    Tudo indica que você nem sequer leu o artigo. Ou então leu até essa parte e rapidamente se entregou à incontrolável ânsia de lacrar, o que o deixa a descoberto.

    P.S.: não se esqueça de provar que a notícia é fake.

    P.P.S.: ainda que a notícia fosse espalhafatosa e sensacionalista (o que não é), o que você sugeriria: Que o editor a abolisse e alterasse o artigo de terceiros? Que o artigo não fosse publicado apenas por causa de um parágrafo?

    P.P.P.S: por que tamanho chilique por causa de uma notícia verídica?
  • Insurgente  21/02/2019 16:36
    Caro Carlos

    Não tente lacrar aqui. Esta sessão de comentários é arrojada demais para conceber falas infundadas.

    Aqui é outro nível!
  • Eni Asconavieta  19/03/2019 16:14
    Só tem um detalhe: toda essa população de idosos morrerá entre 2050 /2070 com certeza. E os índices dos menores de 5 anos o substituirão, equilibrando novamente o ciclo demográfico. (Naturalmente, sem contar acidentes de percurso.....)
  • Daniel Silva  02/10/2019 01:25
    Um futuro imaginavel, considerando que no futuro todos serão empreendedores e só existirá patrão bem sucedido, é que essa população não precisará da previdência :-). A robotização será o grande responsável pela produção e pelos serviços. O lucro será uma atividade para poucos, e talvez mesmo um conceito em extinção.
  • Dedé  02/10/2019 12:38
    "Já uma população declinante simplesmente não terá mão-de-obra jovem para pagar a aposentadoria desses idosos.

    Uma coisa é você ter 10 pessoas trabalhando para pagar a Previdência de um aposentado; outra coisa é você ter apenas duas pessoas (ou uma) trabalhando para pagar a Previdência desse mesmo aposentado."

    A solução pra esse problema não seria o aumento da produtividade? A mecanização e robotização do sistema produtivo.

    Duas pessoas trabalhando com auxílios de máquinas podem produzir muito mais que as 10 que anteriormente produziam sem apetrechos tecnológicos.

    Não tenho dúvida que a questão previdenciária será um desafio no futuro. Eu mesmo tento fazer minha previdência por fora, para não depender exclusivamente da previdência pública.


Envie-nos seu comentário inteligente e educado:
Nome
Email
Comentário
Comentários serão exibidos após aprovação do moderador.